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Asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por episódios recorrentes de sibilância, dispneia e tosse, com prevalência significativa no Brasil e no mundo. O diagnóstico é baseado em sintomas clínicos e testes de função pulmonar, enquanto o tratamento envolve o uso de medicamentos como corticosteroides e broncodilatadores. A gestão da asma é crucial para melhorar a qualidade de vida e reduzir hospitalizações.

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Asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por episódios recorrentes de sibilância, dispneia e tosse, com prevalência significativa no Brasil e no mundo. O diagnóstico é baseado em sintomas clínicos e testes de função pulmonar, enquanto o tratamento envolve o uso de medicamentos como corticosteroides e broncodilatadores. A gestão da asma é crucial para melhorar a qualidade de vida e reduzir hospitalizações.

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Asma
Status Aulas já avaliadas

Asma
Asma é uma doença inflamatória crônica de vias aéreas que envolve a participação de diversas células e componentes cellares;

A inflamação crônica está associada a hiperreatividade de vias aéreas que determinam episódios recorrentes de sibilância,
dispnéia, opressão torácica e tosse, particularmente a noite ou ao despertar;

Tais episódios estão associados a obstrução variável de vias aéreas reversível espontaneamente ou com tratamento.

Epidemiologia
Prevalência do Brasil:

Diagnóstico em mulheres (≥ 18 anos) é de 12,6%;

Diagnóstico em homens (< 18 anos) é de 11,5%;

Sintomas em adolescentes de 20%;

Sintomas em crianças de 24%;

Hospitalizações no Brasil: 3ª causa excluindo gravidez;

A asma é um problema mundial que afeta tanto adulta como crianças e atinge cerca de 300 milhões de pessoas;

Mortalidade global de 250 mil casos.

No Brasil estima-se que 12% da população tenham o diagnóstico médico da doença;

23% das pessoas 18 a 54 anos tiveram sintomas de nos últimos 12 meses;

Taxa aproximada de mortalidade pela doença no país é de 1,52 /100 000 asmáticos;

Asma 1
Os gastos com a asma grave consome 25% da renda familiar de classes menos favorecidas, sendo que, a OMS recomenda
um gasto inferior a 5%.

Etiologia
A inflamação desempenha um papel importante na asma e envolve múltiplos tipos de células e mediadores;

Os fatores que iniciam o processo inflamatório são complexos e ainda estão sob investigação;

Fatores genéticos (como perfis de resposta a citocinas) e exposições ambientais (como alérgenos, poluição, infecções,
micróbios, estresse) em um momento crucial no desenvolvimento do sistema imunológico são conhecidos por estarem
envolvidos;

Dados obtidos em espécimes cirúrgicos de indivíduos asmáticos


submetidos à ressecção pulmonar indicaram aumento de eosinófilos e de linfócitos T CD4 + e Th2 nas PVAs;

Em pacientes com asma noturna mal controlada, os alvéolos peribronquiolares estavam infiltrados com eosinófilos e células T
CD4 positivas;

A inflamação e o remodelamento estão aumentados nas PVAs na asma fatal aguda, na asma grave mal controlada;

Asma leve e/ou em asmáticos bem controlados também as PVAs estariam comprometidas.

Histologia
A asma é histologicamente caracterizada pela presença de inflamação crônica das vias aéreas;

Os brônquios são espessados por uma combinação de edema, hiperplasia da musculatura lisa da parede brônquica e aumento
do tamanho das glândulas mucosas associadas às vias aéreas;

Grânulos cristalinos chamados cristais de Charcot-Leyden se formam nos eosinófilos;

Tampões mucosos em forma de espiral (espirais de Curschmann) são observados no escarro.

Asma 2
Diagnóstico clínico
Os sintomas clássicos da asma são sibilos, falta de ar, aperto no peito ou dificuldade para respirar e tosse;

Esses sintomas são tipicamente variáveis e podem estar ausentes por longos períodos de tempo, com possíveis exacerbações
episódicas frequentemente desencadeadas por fatores como exercícios, exposição a alérgenos ou irritantes, ar frio ou infecções
respiratórias virais;

O diagnóstico clínico da asma se baseia em:

O reconhecimento de um padrão característico de sintomas respiratórios;

Sinais na ausência de uma explicação alternativa.

Características que aumentam a probabilidade de asma:

Mais de um dos seguintes sintomas: chiado no peito, tosse, dificuldade respiração e aperto no peito;

Sintomas episódicos que pioram à noite e de manhã cedo, e ocorrem em resposta a certos gatilhos, por ex. exercício,
alérgeno exposição, ar frio;

História pessoal de doença atópica ou história familiar de doença atópica distúrbio e/ou asma;

Sibilo generalizado na ausculta.

Anamnese
Sintomas recorrentes de interferência nas vias aéreas:

Chiado no peito, tosse, dificuldade para respirar, aperto no peito.

Estes sintomas podem ocorrer ou piorar pela noite ou pela manhã ao despertar;

Exercício, infecção respiratória, exposição a alérgenos ou irritantes


inalatórios, mudanças climáticas, riso ou choro intenso, estresse.

Asma 3
🤧 Episódios recorrentes de dispnéia, tosse, chiado e opressão torácica mais 1 ou + dos 3 abaixo:

Obstrução de vias aéreas (espirometria, pick flow seriado);

Hiperreatividade brônquica (teste da metacolina);

Inflamação de vias aéreas (inflamometria).

Inflamometria
Fibrobroncoscopia para obtenção do lavado broncoalveolar e/ou espécimes de tecido brônquico;

Exame da celularidade do escarro induzido;

Medida do óxido nítrico no ar exalado;

Análise do condensado do ar exalado.

Espirometria
Indicativos de Asma:

Obstrução das vias aéreas:

Redução do VEF1 (inferior a 80% do previsto) e;

Redução da relação VEF1/CVF (inferior a 75 em adultos e a 86 em crianças).

A resposta ao broncodilatador é considerada significativa e indicativa de asma quando o VEF1 aumenta, pelo menos:

Asma 4
Pico de fluxo expiratório (PFE):

Possui aproximadamente a mesma técnica da espirometria sendo mais simples e barato que esta;

Os valores do PFE são listados em uma tabela e variam de acordo com estatura, idade e sexo;

Aumento de 20% ou mais na variação diurna do PEF, medido duas vezes por dia, em pelo menos três dias da semana,
durante duas semanas sugere fortemente a presença de asma.

Hiperreatividade das vias aéreas


A asma pode estar presente em espirometria normal;

Na persistência de sintomas, deve-se afastar ou confirmar o diagnóstico através do teste de hiperreatividade brônquica
(metacolina);

Esse teste tem alta sensibilidade e elevado valor preditivo negativo;

Particularmente importantes para a decisão diagnóstica, especialmente nos casos com manifestações de tosse crônica ou
dispneia com espirometria normal;

Teste de hiperreatividade brônquica negativo, a princípio, exclui o diagnóstico de asma.

O que é hiper-responsividade brônquica?:

O asmático tem hiper-reatividade brônquica que provoca tosse e dispnéia em resposta a estímulos que normalmente não
tem efeito no paciente normal;

Clinicamente a hiper-reatividade brônquica pode ser demonstrada modificações da FEV1 em resposta à palados corrio
istamina e metacolina espostento da irritabilidades é observada com a gravidade da doença.

Asma 5
Medidas de hiperresponsividade:

Sensibilidade ou facilidade com que as vias aéreas reagem aos estimulos externos que podem causar sintomas;

Teste de broncoprovocação por broncoconstritores (metacolina, histamina, carbacol):

Queda no VEF1 ≥ 20%;

Alta sensibilidade e alto valor preditivo negativo.

Teste de broncoprovocação por exercício:

Queda do VEF1 > 10 a 15%.

Alterações radiológicas
Contornos achatados do hemidiafragma são considerados um dos indicadores mais sensíveis de hiperinsuflação e a
variabilidade interobservador é pequena;

Melhor visualizado na radiografia lateral e consiste em uma perda de altura da convecção do hemidiafragma;

É possível traçar uma linha conectando o ângulo esternofrênico e o ângulo costofrênico posterior;

A altura deste arco deve ser maior ou igual a 2,5 cm;

É considerado claramente patológico quando mede menos de 1,5 cm;

Medidas menores correlacionam-se bem com a importância funcional da obstrução ao fluxo aéreo.

Tratamento
Aumento da função pulmonar e da qualidade de vida;

Diminuição da exacerbação e dos sintomas.

Asma 6
Controle da asma: 4 perguntas
Nas últimas 4 semanas:

Teve sintomas de asma > 2x/semana?

Acordou alguma vez devido à asma?

Usou medicação de alívio (SABA) > 2x semana?

Alguma atividade foi limitada devido à asma?

Escore:

“NÃO” para as 4 perguntas ............ Asma bem controlada.

“SIM” para 1 ou 2 perguntas..........Asma parcialmente controlada.

“SIM” para 3 ou 4 perguntas..........Asma NÃO controlada.

Corticosteróides Beclometasona, budesonida, ciclesonida, fluticasona

Antagonistas de receptores de leucotrienos Montelukast e zafirlukaste

Cromonas Cromoglicato e nedocromil

Broncodilatadores

Beta-2-agonistas de ação curta (b2AC) Fenoterol, salbutamol e terbutalino

Beta-2-agonistas de ação prolongada (b2AP) Formoterol, salmeterol e bambuterol

Anticolinérgicos Brometo de ipratrópio

Teofilina Aminofilina

Outros

Omalizumabe

Doses de broncodilatadores agonistas B2

Asma 7
FÁRMACO FORMA DOSE INTERVALO(h)

100-200 ug
Aerossol 4-6
Salbutamol 2,5-5 mg/1-2 ml de
Solução a 0,5% 20 min na asma aguda
SF

Solução a 1% 2-5 mg/5 ml de SF


Terbutalina 6-8
Parenteral 0,25-0,50 mg SC

200 a 400 ug
Aerossol 6-8
Fenoterol 1 g/3kg / 5 ml de
Solução a 0,5% 6-8
SF

Aerossol 50 ug
Salmeterol 12
Pó inalatório 42µg

Formoterol Pó inalatório 12 ug 12

Propelentes
Gás clorofluorcarbono (CFC) X Gás hidrofluoralcano (HFA);

O CFC têm partículas que cuja deposição pulmonar não excede 20%;

80% ficam na orofaringe.

O HFA têm partículas de 1,1 µm em média e podem se depositar em taxas de 50% ou mais nos pulmões, reduzindo a
deposição em orofaringe a 30% ou menos;

A névoa do HFA fica mais tempo em suspensão nas vias aéreas, o que favorece pacientes com falta de coordenação,
possibilitando uma maior deposição pulmonar;

Quando usados em crianças de 5 a 17 anos de idade, utilizando espaçador, o propelente HFA proporcionou deposição de
aproximadamente 57%.

Corticoides
Adultos e
Crianças de 6 a 11
adolescentes (a
anos
partir 12 anos)

Dose diária (mcg) Dose diária (mcg)

DROGA Ваїха Média Alta Baixa Média Alta

Dipropionato de
beclometasona 200-500 >500-1000 >1000 100-200 >200-400 >400
(CFC)*

Dipropionato de
beclometasona 100-200 >200-400 >400 50-100 >100-200 >200
(HFA)

Budesonida (DPI) 200-400 >400-800 >800 100-200 >200-400 >400

Asma 8
Budesonida
- - - 250-500 >500-1000 >1000
(nebulizador)

Ciclesonida
80-160 >160-320 >320 80 >80-160 >160
(HFA)

Propionato de
100-250 >250-500 >500 100-200 >200-400 >400
fluticasona (DPI)

Propionato de
100-250 >250-500 >500 100-200 >200-500 >500
fluticasona (HFA)

Furoato de
110-220 >220-440 >440 110 ≥200<440 2440
mometasona

Acetonida de
400-1000 >1000-2000 >2000 400-800 >800-1200 >1200
triancinolona

Beta 2 + Corticóide Inalatório:

Salbutamol + Beclometasona (Aerotide, Clenil Compositum, Aerocort);

Salmeterol + Fluticasona (Seretide);

Formoterol + Budesonida (Foraseq, Alenia, Symbicort);

Vilanterol + Fluticasona (Relvar).

🤧 Asma grave persistente

Tiotrópio (anticolinérgico);

A partir dos 12 anos;

Pó p/inalação 18 mcg/jato;

1 cápsula/dia.

Xolair (Omazilumab);

>12 anos;

IgE prévia ao tratamento determina a dose;

Injeções subcutâneas 1 x mês ou 15/15 dias.

Asma 9
🤧 Asma aguda

Aerolin Spray (Salbutamol)

100 mcg/jato;

4 a 8 jatos, 20/20 min, 3 xs.

Atrovent N Spray(Brometo de Ipatrópio)

20 mcg/jato;

4 a 8 jatos 20/20 min 3 xs;

1014 a 8 jatos, 20/20 min, 3 xs.

Asma 10

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