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Podcast 2

O podcast discute a importância do trabalho em equipe e como ele difere do trabalho em grupo, enfatizando a interdependência entre os membros. Destaca que, embora nem todos os profissionais se sintam confortáveis trabalhando em equipe, é essencial reconhecer as características necessárias para essa colaboração. O sucesso em equipe traz um senso de pertencimento e engajamento, resultando em gratificação e reconhecimento.

Enviado por

Aline Toledo
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O podcast discute a importância do trabalho em equipe e como ele difere do trabalho em grupo, enfatizando a interdependência entre os membros. Destaca que, embora nem todos os profissionais se sintam confortáveis trabalhando em equipe, é essencial reconhecer as características necessárias para essa colaboração. O sucesso em equipe traz um senso de pertencimento e engajamento, resultando em gratificação e reconhecimento.

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WBA0973_v1.

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Podcast
Disciplina: Gestão de Equipes de Alta Performance
Título do tema: Equipes de Alta Performance
Autoria: Janaina P. R. Firmino
Leitura crítica: Anderson Luiz Hass

Olá, ouvinte! No podcast de hoje vamos falar sobre a capacidade que temos (ou
não temos) para atuarmos em equipes.

Às vezes eu tenho a impressão de que atuar em equipe parece muito mais um


mantra ou uma obrigação que todo profissional tem que cumprir para conseguir
trabalhar e o que eu gostaria de ressaltar é que este entendimento talvez esteja
equivocado.

Você provavelmente já deve ter trabalhado em grupo, na escola, na faculdade


ou até mesmo no trabalho. O trabalho em grupo geralmente pressupõe que uma
tarefa a ser realizada deva ser distribuída entre os membros do grupo de modo
que cada um se responsabilize por sua parte. Ao final do trabalho, o que se
espera é que a tarefa seja entregue como um todo e que a princípio não seja
perceptível quem fez o quê.

Há pessoas que mal conseguem desenvolver um trabalho em grupo, pois a sua


individualidade pode falar mais alto e a tendência de não concordar com as
opiniões, com o rumo do trabalho que está sendo elaborado e talvez até com a
pouca disposição para o diálogo, interferem na produção coletiva.

Ainda assim, sabemos que é necessário no mínimo para que um profissional


consiga desenvolver um bom trabalho a habilidade de conseguir trabalhar e
produzir em grupo.

Agora, vamos refletir: se existe uma dificuldade neste trabalho subdividido com
tarefas específicas em que cada um possa fazer a sua parte, imagine uma
situação em que dificilmente o trabalho individualizado vai conseguir contribuir
para o resultado coletivo? Esta é uma das principais características do trabalho
em equipe. A interdependência. O trabalho que uma pessoa faz interfere
diretamente no trabalho que alguém também está fazendo. Quer ver um
exemplo?

Imagine uma equipe de trabalho que atua em centro cirúrgico.

Um dos livros que utilizamos para a nossa disciplina, o livro comportamento


organizacional dos autores Wagner e Hollembeck nos apresenta este caso.

O foco do trabalho da equipe de cirurgia é único, ou seja, realizar os


procedimentos necessários para que o paciente seja atendido de maneira eficaz.
Para isso, a equipe formada não é composta só por médicos. Também não é
composta só por enfermeiros ou instrumentadores. A equipe geralmente é
formada por múltiplos profissionais e todos precisam atuar individualmente,
cooperando uns com os outros para que a tarefa seja realizada.

Acredito que este seja um exemplo que ilustra muito bem a diferença do trabalho
em grupo para o trabalho em equipe.

Trabalhar em equipe exige dos profissionais algo além das suas capacidades
individuais. Exige querer trabalhar com os outros para um único resultado: ou da
equipe.

Vou retomar a reflexão inicial do nosso podcast. Seria uma obrigação o trabalho
em equipe para todos os profissionais? E eu vou responder refletindo também
junto com você: nem sempre. Pode ser que o trabalho que você desenvolva peça
muito pouco um comportamento de trabalho em equipe. Geralmente é
perceptível o momento em que precisamos atuar dessa maneira.

Você já ouviu falar de força-tarefa? Esta é uma situação em que nem sempre
pensamos muito para arregaçarmos as mangas e seguirmos em direção ao que
deve ser feito juntamente a outras pessoas e sentimos até uma energia diferente
enquanto estamos atuando naquele objetivo. Imagine por exemplo uma situação
de um inventário em estoques. Este é um tipo de atividade que não é frequente
e quando precisa ser realizado exige a reunião de esforços de muitas pessoas
às vezes trabalhando fora de suas escalas de trabalho e até com jornadas
extraordinárias para que o trabalho seja realizado.

Essa força-tarefa é temporária. Vai exigir a contribuição das pessoas, o foco no


que deve ser feito e quando é finalizada, há uma sensação de missão cumprida,
de relaxamento e às vezes as pessoas até comemoram sabendo que adiante
cada um retornará para o seu posto de trabalho e seguirá suas rotinas individuais
trabalhando em grupos.

Existem pessoas que vão trabalhar muito bem dessa maneira. Atuam muito mais
em grupos ou até de forma individualizada, mas quando precisam ou são
requisitadas, apresentam um comportamento de trabalho em equipe. Nem
sempre esta pessoa estará apta para um trabalho em equipe de maneira
frequente.

Percebe agora a grande diferença? Pessoas que gostam de trabalhar em equipe


geralmente são pessoas que gostam de produzir coletivamente. Gostam de
dialogar, não se sentem mal em conflitos pois compreendem que eles são
necessários para geração de ideias ou revisão de pontos de vista.

Pessoas dispostas ao trabalho em equipe sabem que estão sujeitas as críticas


e sabem que também podem criticar. Geralmente apresentam uma postura e um
modo de pensar voltado para a tarefa, para entrega de resultados e para isso
elas utilizarão o máximo da performance das suas capacidades técnicas e
humanas para que o objetivo seja atingido.

E agora, caro ouvinte, a partir desta reflexão: você acha que todas as pessoas
podem trabalhar em equipes? Claro que podem, contanto que reconheçam
essas características, as diferenças do trabalho em grupo para o trabalho em
equipe e o que ela precisa desenvolver para conseguir atuar de modo coletivo.

E se o profissional não gosta de trabalhar em equipe? Esta é uma escolha


pessoal. Se o profissional não se sente bem, perde desempenho, gera conflitos
ou está em sofrimento por ter que atuar de uma maneira que não se identifica, é
melhor que possa buscar outras alternativas profissionais em que ele se sinta
confortável para atuar utilizando o máximo da sua performance. E que essa
escolha envolva o mínimo de trabalho em equipe e que ele consiga
desempenhar.

Quando um trabalho em equipe é desenvolvido de maneira natural, ou seja,


quando as pessoas conseguem realizar as tarefas utilizando o máximo do
potencial desta equipe, dizemos que o resultado é consequência deste trabalho.
Às vezes pode ser um risco correr apenas atrás de resultados e não perceber o
que está acontecendo durante a trajetória.

Chegar aos resultados e comemorá-los é um dos principais sentimentos


compartilhados no trabalho em equipe, além do senso de pertencimento e de
engajamento que se cria ao longo do percurso.

Obter o reconhecimento, a valorização e a recompensa por um trabalho em


equipe bem-feito é a melhor gratificação de todas!

Fechamento:

Este foi nosso podcast de hoje! Até a próxima!

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