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2023 Politica

O trabalho investigativo aborda a convivência política entre os humanos, destacando a importância da política como meio de mediação de interesses e resolução de conflitos. O documento explora conceitos fundamentais como ética política, direitos humanos, justiça social e a relação entre filosofia e política ao longo da história. Além disso, discute a evolução do pensamento político desde a Antiguidade até a Idade Moderna, enfatizando a necessidade de uma convivência política responsável e ética.

Enviado por

Faizal António
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O trabalho investigativo aborda a convivência política entre os humanos, destacando a importância da política como meio de mediação de interesses e resolução de conflitos. O documento explora conceitos fundamentais como ética política, direitos humanos, justiça social e a relação entre filosofia e política ao longo da história. Além disso, discute a evolução do pensamento político desde a Antiguidade até a Idade Moderna, enfatizando a necessidade de uma convivência política responsável e ética.

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ESCOLA SECUNDÁRIA DE MUATALA

TRABALHO INVESTIGATIVO EM GRUPO DE FILOSOFIA

Tema: A Convivência Política entre os Humanos


ESCOLA SECUNDARIA DE MUATALA

TRABALHO INVESTIGATIVO EM GRUPO DE FILOSOFIA

Nomes dos Elementos do grupo:

Dania Ibraimo No: 14

Ivo de Gervasio Pedro Artur No: 48

Liliana Faustino No:61

Naira Armando No:

Neyma Geraldo No:75

Nelga Felisberto Nage No: 76

Nelio Luis Marcelino No: 77

Onesia Victor No: 83

Tema: A Convivencia Politica entre os Humanos

Trabalho em grupo de carácter investigativo e


avaliativo a ser apresentado ao docente da
disciplina de Filosofia 12ª classe, curso diurno,
discplina leccionada pelo docente: Nelson Terra

Nampula, Junho de 2025


2
Índice:

Conceito de Política……………………………………………………………………………...2

Diferença entre política de filosofia política……………………………………………………..2

Relação entre a filosofia e a política……………………………………………………………...2

Etica política……………………………………………………………………………………...3

Noção de Estado e Nação………………………………………………………………………...4

Elementos de Estado……………………………………………………………………………...4

Governo/governates /governados………………………………………………………………...4

Constituição………………………………………………………………………………………5

Soberania e Símbolos Nacionais…………………………………………………………………5

Participação política dos cidadãos………………………………………………………………..5

Direitos Humanos………………………………………………………………………………...6

Justiça Social……………………………………………………………………………………..6

Estado de Direito e suas funções ………………………………………………………………...7

A filosofia política na Antiguidade………………………………………………………………8

Platão/ Arristoteles……………………………………………………………………………….8

A Filosofia na Idade Média………………………………………………………………………9

Sto. Agostinho/S. Tomas Aquino………………………………………………………………...9

A Filosofia política na Idade Moderna………………………………………………………….10

Nicolau Maquiavel……………………………………………………………………………...10

Thomas Hobbes…………………………………………………………………………………10

John Locke………………………………………………………………………………………10

Jean Jaques Rosseau…………………………………………………………………………….10

Charles de Montesquieu………………………………………………………………………...10

A filosofia política na Idade Contemporânea…………………………………………………...10

John Rawls………………………………………………………………………………………10

Karl Popper……………………………………………………………………………………...10

Conclusão……………………………………………………………………………………….11

Referências Bibliográficas………………………………………………………………………12

3
Introdução:
A convivência política entre os homens é um dos pilares fundamentais da organização
social. Desde os tempos antigos, os seres humanos buscaram formas de viver em
comunidade, estabelecendo regras, leis e instituições para garantir a ordem e o bem
comum. A política surge, assim, como instrumento de mediação de interesses e
resolução de conflitos, promovendo o diálogo e a cooperação. No convívio político, é
essencial o respeito às diferenças, à pluralidade de ideias e aos direitos individuais. A
democracia, por exemplo, é um modelo que valoriza essa convivência, permitindo a
participação cidadã e o debate público. No entanto, a convivência política exige
responsabilidade, ética e tolerância. Sem esses valores, abre-se espaço para a violência,
o autoritarismo e a exclusão. Por isso, cultivar uma cultura de paz e escuta é essencial.

O presente trabalho está organizado do seguinte modo:

 Introdução;
 Desenvolvimento;
 Conclusão;
 Bibliográfia.

4
A CONVIVENCIA POLITICA ENTRE OS HOMENS

1. Política pode definir-se como o conjunto de acções levadas a efeito por indivíduos,
grupos e governantes para resolver os problemas de uma sociedade.
1.2. Diferença entre política de filosofia política
A política e a filosofia política, embora relacionadas, representam abordagens distintas
para entender e interagir com o mundo político. A política é a prática e a arte de gerir e
influenciar as relações de poder em um estado ou sociedade, enquanto a filosofia
política é o estudo reflexivo e teórico das questões políticas, buscando compreender a
natureza do poder, da justiça, da liberdade e do governo.
1.2. Relação entre a filosofia e a política

O homem é único animal que vive em sociedades. Outros animais vivem em


agrupamentos mais ou menos estruturados (o exemplo das abelhas). As decisões
políticas devem ser já por si objecto de um juízo de tipo filosófico. A Filosofia vem
iluminar os conceitos inerentes à Política: justiça, bem comum, estado, tolerância,
sociedade, bem como a própria definição de Política. A Filosofia desempenha uma
importante tarefa social e justifica o seu cuidado e preocupação pela existência concreta,
se advertir os homens quanto ao uso da Política para fins pouco claros. Mas a relação
entre a Política e a Filosofia é, por outro lado, positiva e por outro lado polémica.

1.4 Ética Politica:

A Ética procura construir as condições que devem ser satisfeitas para que uma decisão
ou uma acção possa ser considerada moralmente correcta. O verdadeiro fim da ética é
tornar compreensível a decisão moral ou a acção moral, e, neste caso, iluminar a decisão
política ou a acção política com base no princípio da moralidade, ou seja, iluminar a
correcta articulação entre os meios que a política dispõe e os fins que ela projecta, com
vista ao bem comum e em função da dignidade humana.

2. Estado/Nação

Estado é um organismo político- administrativo,social e juridicamente constituido,


ocupando um território definido, normalmente onde a lei máxima é uma Constituição
escrita, e dirigida por um governo que possui soberania reconhecida tanto interna como
externo. O Estado é responsável pela organização e pelo controle social.

5
Nação é uma comunidade natural de homens reunidos no mesmo território, possuem em
comum a mesma origem hábitos e costumes língua e estão conscientes desses factos.

2.1. Elementos dos Estado:

2.2. Governo: Acção de dirigir um estado; o conjunto de pessoas que detém cargos
oficiais e exercem autoridade, em nome do estado e que lhe foi conferida em nome do
povo, no caso comum da democracia.

2.3. Governantes

A legitimidade do poder decorre do facto de que nós, seres humanos, somos livres,
independentes e criativos, ao mesmo tempo que só conseguimos nos realizar em
sociedade.

2.3. Governados :São pessoas que habitam numa determinada área geográfica
específica e que obedecem suas autoridades, organizadas pela lei dentro de um território
definido. E sem a existência deste grupo humano, naturalmente, não existe um estado e
nem podem existir governantes.

2.4. Constituição :É um conjunto de regras de governo, muitas vezes codificado como


um documento escrito, que enumera e limita os poderes e funções de uma entidade
política.

2.5. Soberania e Simbolos Nacionais

Soberania Moçambicana: Símbolos e Órgãos Nacionais A República de Moçambique


é um Estado independente reconhecido internacionalmente à 25 de Junho de 1975, livre
do regime colonial português. Símbolos Nacionais da República de Moçambique (o
Emblema, a Bandeira e o Hino Nacional).
a) O Emblema Nacional - contém como elementos centrais: um livro, uma arma e
uma enxada dispostos em cima do mapa de Moçambique que representam:
b) o livro (a educação); a arma (a luta de resistência ao colonialismo, a Luta
Armada de Libertação Nacional e a defesa da Soberania); a enxada (o
campesinato);
c) o sol nascente (a nova vida em construção); a roda dentada (a industria e o
operariado); as plantas de milho e de cana-de-açúcar (a riqueza agrícola) e a
estrela (representa a solidariedade entre os povos).

6
d) A Bandeira Nacional – tem cinco cores: Vermelha (representa a luta de
resistência ao colonialismo; a Luta Armada de Libertação Nacional e a defesa da
soberania); a Preta (o continente africano); Verde (a riqueza do solo); Amarela-
dourada (a riqueza do subsolo) e a Branca (a paz). Junto a talha, encontra-se um
triângulo isósceles de cor vermelha dentro do qual há uma estrela, a arma AK-
47, o livro e a enxada, com os mesmos significados da bandeira.

e) O Hino Nacional – chama-se “Pátria Amada”.

2.6. Participação politica dos cidadãos


Os cidadãos, em bloco, são os destinatários normais dos resultados do que se cria numa
nação. É ele o direito e principal interessado na existência de um Estado que funcione a
favor dos seus interesses. Mas é ele também que tem o dever e a capacidade para criar
as condições para a construção de um Estado que responda aos seus desejos.

2.7. Fundamento dos direitos Humanos na Filosofia

A Filosofia do Renascimento distingue-se pelo facto de ter servido de um novo e amplo


acesso à Filosofia clássica. Conhecimentos inovativos ganharam um lugar de destaque
na teoria do Estado.

2.8. Justiça Social

Na filosofia política, a justiça social refere-se à busca por uma sociedade mais justa e
equitativa, onde todos tenham acesso igualitário a direitos e oportunidades,
independentemente de sua origem, cor, gênero ou condição social. Este conceito
engloba a necessidade de igualdade de direitos, solidariedade coletiva e a busca por uma
distribuição justa de recursos e oportunidades.

2.9. Funções do Estado, O Estado tem o dever de cuidar os seus cidadãos e estes
também têm suas obrigações para o Estado. De modo geral, existem três (3) funções do
Estado: a segurança, justiça e bem-estar - condição física e psicológica que caracteriza o
equilíbrio das actividades orgânicas e um correto ajustamento do indivíduo ao seu meio
ambiente (habitat). A teoria de Duguit acolhe certo consenso no seio do Estado
Moçambicano

3. Filosofia politica na Historia

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3.1. Antiguidades –A Filosofia Política não aceita pacificamente o Estado ou a
Política como dados absolutos e inquestionáveis: critica, interpreta, pensa e compreende
essas realidades. A Filosofia Política é um exercício da liberdade.

a)Antiguidades

3.2. Platão (428-347a.C.) sentia forte atracção pela Política. Ele desenvolveu uma
filosofia política profunda e original, séculos esquemas atravessaram séculos e milénios.

Segundo Platão, a Política deve ter a Filosofia como seu instrumento e fonte de
inspiração, pois a Filosofia é a via segura de acesso aos valores de justiça e de
bem.
Platão sustenta que a origem do Estado está no facto de os homens não se absterem a si
mesmos. Ninguém pode ocupar ao mesmo tempo diversas profissões. Daí a
necessidade de cada um associar-se aos outros, cada um com tarefas sociais
específicas (especialização).
A classe dos lavradores, artesão e comerciantes
Predomina nesta classe a virtude e a temperança, o domínio e disciplina dos
prazeres e desejos, capacidade de se submeter a classe imediatamente superior.

A classe dos guardas


Domínio da força de alma, composta por homens que à semelhança dos cães
de raça, dotados de mansidão e ferocidade, têm como virtude a força e a
coragem. Deve impedir que a classe baixa produza mais riquezas e garantir
que esta tenha uma vida mínima e decente

A classe dos governantes


Os componentes desta classe devem amar mais a pátria em relação a todas as
restantes classes; devem conhecer e contemplar o bem neles. Predomina a
alma racional e a sua virtude específica é a sabedoria.

Segundo Platão, a República é, precisamente, a coincidência da verdadeira Filosofia


com a verdadeira Política, apenas na condição de político se tornar filosofo ou o filosofo
político.

8
3.3. Aristóteles – a origem do estado é natural e não convencional como defendiam os
sofistas e o seu mestre Platão. O homem é, para Aristóteles, um animal político, que se
distingue dos animais pelo facto de ser integrado numa polis que resulta de uma
civilização contínua da espécie humana (família, tribo, aldeia e cidade).
Ele distingue três espécies de constituição, segundo o número dos governantes:
 Monarquia ou tirania – governo de um só homem
 Aristocracia ou oligarquia – governo de poucos homens
 Polítia ou democracia – governo de muitos homens

Estes governos agem de diferentes formas, em defesa do bem comum ou então, em


defesa de interesses privados, resultando daí em três formas possíveis de governação
recta (monarquia, aristocracia e politia) e três de governos corruptos (tirania, oligarquia
e monarquia).

4. A filosofia politica da Historia

4.1. Idade Média

A filosofia política na Idade Média, influenciada pela Igreja Católica e pelo contexto social
feudal, caracteriza-se pelo facto de concentrar-se em questões como a relação entre poder
temporal e espiritual, a natureza do governo ideal, e a busca por um "bem comum" baseado em
valores religiosos e éticos. A filosofia escolástica, em particular, buscou conciliar a razão e a fé,
explorando temas como a justiça, o livre arbítrio e a natureza do poder político

4.2. Sto Agostinho (354-430) nasceu em Tagaste, na Núbia. Professor de retórica, sem
ter exercido a carreira de política, aderiu ao cristianismo após uma juventude inquieta
que só terminou com a sua célebre conversão em Milão. Foi bispo de Hipona quando se
consagrou à defesa da religião, sobretudo contra os dogmatistas de Plágios.

As duas cidades

A teologia política de S. Agostinho assenta essencialmente na distinção das duas


cidades que partilham entre si a humanidade: “dois amores construíram duas cidades: o
amor próprio, que conduz ao desprezo de Deus, fez a cidade terrena; o amor de Deus,
que leva ao desprezo de nós mesmos, originou a cidade celeste”.

A sociedade civil
Embora seja natural, está ligada à ordem divina por diversas maneiras:

9
1) Todo o poder provem de Deus, portanto o homem não tem autoridade sobre o
homem por direito de natureza. Os chefes são investidos na sua função por intermédio
da sorte, do sufrágio ou da hereditariedade.

4.2. São Tomas Aquino

Nascimento: c. 1225, em Roccasecca, Itália, Morte: 1274, a caminho do Concílio de


Lyon, Ordem religiosa: Dominicano, Formação: Estudou em Monte Cassino, Nápoles,
Paris e Colônia, foi um grande Professor e teólogo: Leccionou nas universidades de
Paris e Nápoles

Obra Principal foi a obra: Suma Teológica – uma síntese do pensamento cristão,
abordando Deus, o homem, a moral e os sacramentos. Outras obras foram Suma contra
os Gentios, comentários sobre Aristóteles, e muitos tratados e sermões.

Pensamento Político :

Influência de Aristóteles: Adaptou a ideia de que o ser humano é um "animal político"


– feito para viver em sociedade. Finalidade do Estado: Promover o bem comum e a
virtude dos cidadãos. Autoridade política: Legítima se promove o bem comum e está
de acordo com a lei natural.

Leis: Eterna (plano divino), Natural (razão humana), Humana (leis civis), Divina
(revelação).

Relação Igreja-Estado

Distinção entre poderes espiritual e temporal:O Estado governa a vida material e


social, A Igreja cuida da salvação e vida espiritual.

A autoridade da Igreja é superior em ordem, pois orienta para o fim último (Deus).

O poder civil deve estar submetido à lei moral e divina.

5. Filosofia Política na Idade Moderna

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5.1. (início do Séc. XV - finais do Séc. XXVIII) De Maquiavel, de Hobbes, de Locke,
de Montesquieu e de Rousseau A Modernidade surge no início do Século XV, mas não
há consenso sobre o facto histórico que pode ser considerado o mais significativo a
ponto de assinalar o ponto da Era Moderna.

. a) Factores que Marcaram o Início da Idade Moderna, Os factores os históricos


que sem consenso entre os pensadores, considerados como marcantes do início da Idade
Moderna são: . – A queda do Império Romano do Oriente em 1453; .

- A chegada de Cristóvão Colombo às Américas em 1492; .

- O início do movimento protestante em 1517.

b) Características Fundamentais da Era Moderna - A libertação do Homem em


relação às explicações teológicas da realidade através da razão; - A libertação do
Homem dos regimes ditatoriais – abolição do absolutismo real , através da democracia
(a República); . - A libertação do Homem da dependência da Natureza através da
técnica – a industrialização.

5.1Nicolau Maquiavel (1469 - 1527) – Governar como arte. Na sua obra-prima “O


Príncipe”, Maquiavel parte de uma visão pessimista da natureza humana, propõe um
Estado fundado à forca. As concepções políticas de Maquiavel são consequências da
sua concepção antropológica, segundo a qual “o Homem é por natureza, mau”. *
Maquiavel é considerado o fundador da Ciência Política Moderna.

a) Regimes Políticos Maquiavel fez uma classificação original e inovadora dos regimes
políticos: .

a) A República – caracteriza-se por uma vontade colectiva que seria uma república
aristocrática ou a república popular democrática consoante a vontade de todos ou de
muitos. A melhor forma de governo depende das circunstâncias e, ele prefere uma
república porque defende a liberdade.

5.2. Thomas Hobbes (1588 -1679), É um filósofo inglês onde a sua principal doutrina
política encontra-se na sua obra-prima “ Leviatã” (Leviathan) para além da obra “De
Civi”.

11
a) Origem do Estado Para Hobbes, a origem do Estado é o fruto de um “Contrato
Social”, decorrendo de conflitos entre os indivíduos. Para Hobbes, o Homem conheceu
dois Estados da humanidade:

a) O primeiro Estado é natural – onde o homem goza de liberdade total, tendo todos
direitos e nenhum dever. É de natureza egoísta, pois cada um procura satisfazer os seus
instintos, sem nenhuma consideração pelos outros.

b) Daí, nasce o segundo Estado – o Estado Contratual (o Estado Político-social) que


caracteriza-se pela existência de um contrato social. Há uma renúncia definitiva dos
direitos individuais ao favor do Estado. Todos os homens são iguais no contrato social,
a moral nasce com a lei civil. Para Hobbes, a monarquia é a melhor forma de governo.

5.3.John Locke (1632 - 1704) – do Estado Natural ao Contrato Social Filosofo Inglês,
as suas contribuições políticas encontram-se principalmente na sua obra “ Dois Tratados
Sobre o Governo” onde distingue dois Estados: o Estado de Natureza e o Estado
Contratual. .

a) Estado de Natureza – não é um Estado no qual cada um tenha direitos ilimitados


sobre tudo (como dizia Hobbes). O Estado de Natureza para Locke, tem uma lei da
natureza que obriga a todos; esta lei é a razão que ensina a humanidade, todos os
Homens são livres iguais e independentes, ninguém deve causar danos a outrem em sua
vida.

5.4.Jeam Jaques Rosseau

Para Rousseau, o estado natural é um conceito hipotético que descreve a condição


humana antes do surgimento da sociedade e do Estado. O homem no estado natural é
livre e independente, sem leis ou instituições que o controlem, mas também sem a
proteção e segurança oferecidas pela sociedade. Este estado é visto como um estado de
equilíbrio, onde os indivíduos vivem em harmonia com a natureza e entre si, mas a
passagem para o estado civil, com a formação de um contrato social, é necessária para
garantir a segurança e o bem-estar de todos.

5.5.Charles de Montesquieu

Charles-Louis de Secondat, Baron de Montesquieu, foi um filósofo, político e escritor


francês do século XVIII que propôs a teoria da separação dos poderes, um conceito

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fundamental do constitucionalismo moderno. Esta teoria, detalhada na sua obra "O
Espírito das Leis", defende que o poder estatal deve ser dividido em três ramos:
Legislativo, Executivo e Judiciário, cada um com funções e responsabilidades
específicas

6. A Filosofia Política na Idade Contemporânea: John Rawls e Karl Popper

6.1.A Idade Contemporânea, que se estende desde a Revolução Francesa até o presente,
é Caracterizada por profundas transformações políticas, sociais, econômicas e culturais.
Principais características incluem a expansão do capitalismo, o desenvolvimento
industrial e tecnológico, o crescimento da globalização e a consolidação dos direitos
humanos

6.2. John Rawls

A teoria da justiça de John Rawls, presente em sua obra "Uma Teoria da Justiça", tem
como objeto central a construção de uma sociedade justa e equitativa, com base em dois
princípios fundamentais: o princípio da igualdade e o princípio da diferença.
Princípio da Igualdade: Este princípio estabelece que cada pessoa deve ter o mesmo
direito a uma gama completa de liberdades básicas, compatíveis com a liberdade de
todos. Em outras palavras, todos devem ter os mesmos direitos e deveres, sem
distinções baseadas em características individuais ou sociais.
Princípio da Diferença: Este princípio permite que desigualdades económicas e sociais
existam, mas apenas se beneficiam a todos, especialmente aos menos favorecidos. Em
outras palavras, as desigualdades são justas apenas se, ao mesmo tempo, maximizam o
bem-estar dos mais desfavorecidos da sociedade.
Karl Popper
O ponto de partida do pensamento político de Karl Popper reside na sua crítica ao
totalitarismo, na defesa da liberdade individual e na sua visão de uma "sociedade
aberta". Popper era um defensor da democracia liberal e preocupava-se com a proteção
dos direitos individuais contra o poder estatal

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Conclusão:
Com tudo concluimos que na convivencia politica um dos temas que esta relacionado é
a filosofa politica que procura compreender, iluminar e esclarecer os conceitos de
justiça, de bem comum, de Estado, de tolerância, de sociedade e até o próprio conceito
de política. Desde modo, as decisões políticas devem ser sempre objecto de investigação
filosófica antes de serem implementadas. Desde a tradição clássica, a Política é uma
ciência que exerce o seu domínio do conhecimento pratico e é de natureza normativa,
estabelecendo os critérios de justiça e de bem governar e examinar as condições sociais
as quais o homem pode atingir a felicidade (o bem-estar) colectiva ou na sociedade. E
que O Filósofo Político é alguém que analisa criticamente a sociedade (aspectos
positivos e negativos) e aponta soluções filosóficas.

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Referencias Bibliograficas

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO. Módulo de


Filosofia – 6ª Classe do II Ciclo do Ensino Secundário Geral. Moçambique: Instituto
de Educação Aberta e à Distância (IEDA), 2020.

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