As tiras no ensino fundamental: A multimodalidade contribuindo para
construção de sentido
Neide Araujo Castilho Teno
Doutora em Educação
Mestre em Linguística
ORCID: 0000-0001-5062-9155
Nádia Bentos Gonçalves
Mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS – Campo Grande)
ORCID: 0009-0001-8309-1352
RESUMO
O texto que ora apresentamos tem relação com um projeto de pesquisa maior que está sendo desenvolvido
no Programa de Pós-graduação em Letras (PPGLETRAS), de uma Universidade Publica envolvendo o
ensino fundamental e aspectos relacionados com a multimodalidade e a leitura. Realizamos um recorte do
projeto para este estudo com o fito de apresentar as tiras como um gênero textual marcado pela
multimodalidade dialogando para a construção de sentidos. Como pressupostos teóricos, recorremos aos
estudos de Vergueiro (2004), Rama (2016), Dionísio e Vasconcelos (2013), Rojo (2012), Menezes De Sousa
(2007), entre outros. Como metodologia utilizou se de estudos teóricos sobre às concepções de leitura e
produção de textos multimodais em sala de aula, cujos textos (tiras) consistiu em o corpus de análise. Os
resultados do estudo versaram sobre a relevância do gênero tiras e a importância da multimodalidade para
compreensão de sentido.
Palavras-chave: Histórias em quadrinhos, Multimodalidade, Construção de sentido, Ensino fundamental.
1 INTRODUÇÃO
O grupo de estudos que ora participamos está vinculado a um Projeto de pesquisa sob o titulo (Multi)
Letramentos e os Gêneros Textuais e ou Discursivos: Contribuições para o Ensino e Aprendizagem de
Línguas em Tempos. Trata de um grupo que vem construindo discussões profícuas acerca do ensino e da
linguagem em suas distintas modalidades, e tem a participação de pesquisadores e discentes matriculados
em programas de Pós-graduação em seus diferentes níveis.
Assim, dentre as leituras realizadas destacamos as pesquisas de Vergueiro ( 2004), Rama ( 2016),
Dionísio e Vasconcelos (2013), Rojo ( 2012), Rojo e Barbosa (2015), Menezes De Sousa (2007), que
abordam acerca da presença da multimodalidade na configuração dos gêneros textuais, bem como a
importância de desenvolver práticas dinâmicas para a análise e produção de textos. Estudos sobre a temática
leitura das Tiras , das HQs , como a de Sousa et al. (2015), apresenta uma proposta de ensino com a leitura
das HQs trazendo a potencialidade do letramento visual para desenvolver as capacidades de linguagem e
leitura no ensino fundamental.
O intenso convite visual e linguístico das Tiras e das HQs tem arrebatado sujeitos para materialização
desse gênero como um importante material de leitura para o ensino e aprendizagem da construção de sentido.
Utilizam de suportes deferentes, contextos diferentes e muito utilizado no meio virtual. Reconhecendo,
porquanto a estima dos estudos de gêneros textuais multimodais é que realizamos um recorte para o estudo
com a finalidade de apresentar as Histórias em Quadrinhos (HQs), tiras como um gênero textual marcado
pela multimodalidade dialogando para a construção de sentidos.
No que diz respeito à metodologia do recorte delineamos o estudo a partir dos estudos teóricos
realizados sobre às concepções de leitura e produção de textos multimodais, e como corpus de analise
recorremos a uma amostra de textos (HQ/tiras), banco de dados produzidos pelos alunos no ensino
fundamental.
2 FUNDAMENTOS TEÓRICOS - TEXTO MULTIMODAL E AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
No panorama em que as tecnologias apresentam desafios assinalamos novas demandas que
envolvem novos letramentos, incluindo o digital, e com isso diante das semioses, e esse signo que até então
não havia sido compreendido, pode ser decodificado e uma outra concepção pode vir a ser efetivada. Nesse
ponto destaca se o papel da leitura como um processo de construção de novos significados como uma prática
sobre os modos de ser da linguagem para entender porque ler, e entender o que o outro quis dizer
(GERALDI, 1997).
Num contexto de mudanças sociais e tecnológicas nos obriga a concordar com o que explica Dionísio
(2011) sobre a importância de revistar e ampliar conceitos relacionados a leitura e as interações quando se
trata de estudos textuais. O sentido de um texto só pode ser compreendido pelas articulações que existem
no texto “disposição gráfica do texto no papel ou na tela do computador” (Dionísio, 2011, p. 141). Essa
revisitação recomenda incluir os multiletramentos, para produzir sentidos defendendo que o letramento não
e aquele que sabe ler , mas aquele capaz de conferir sentidos às múltiplas formas de linguagem, como por
exemplo o imagético e verbal, ou seja, um leitor plural.
Nessa mesma linha de raciocínio, Rojo e Moura (2019, p. 14), defende que para ser letrado e
necessário ultrapassar os limites de codificar e decodificar códigos, uma vez que a partir da presença dos
inúmeros aparatos digitais abre espaço para diferentes culturas, o que implica para multiplicidade dos
letramentos, que se tornam multiletramentos. Foi a própria influencia dessa inovações contemporâneas que
intensificou os “letramentos em múltiplas linguagens (imagens estáticas e em movimento, música, dança e
gesto, linguagem verbal oral e escrita etc.)” (Rojo; Moura, 2019, p. 20).
A multimodalidade presente nos diferentes espaços requer propostas de ensino que implica em
produções textuais redesenhada culturalmente. Estudiosos tem se dedicado a pesquisas que abordam sobre
essa temática como: Dionísio e Vasconcellos ( 2013), Rojo e Barbosa ( 2015), que acercam-se em estudos
que versam sobre a multimodalidade, a materialização de textos com múltiplas linguagens. Pode se
exemplificar com os estudos de Rojo e Barbosa (2015) que traz como contribuição para o ensino a
preocupação das mudanças da sociedade com o avanço das tecnologias de informação e comunicação e o
novo modo de realizar leituras. Uma abordagem dessa natureza implica em repensar as práticas de ensino e
trazer para o cotidiano da sala de aula as questões da multimodalidade e seu papel nas situações
comunicativas.
Os espaços digitais, por exemplo, enquanto ambiente comunicativo tem utilizado de diferentes
linguagens na composição dos textos, o que implica em conhecimento de saberes metodológicos e teóricos
que fundamentam a proposta . (Dionísio, 2011, p, 138 ) muito bem explica essa relação entre as linguagens
“ [...] todos os recursos utilizados na construção dos gêneros textuais exercem uma função retórica na
construção de sentidos dos textos. Cada vez mais se observa a combinação de material visual com a
escrita[...]” pois a convivência humana cada vez mais está inserida em uma sociedade cada vez mais visual
e elementos visuais torna-se cada vez mais evidente.
Quando pensamos em textos multimodais temos que estar atentos para ir além da linguagem verbal,
uma vez que o olhar da multimodalidade, solicita olharmos tanto para escrita como para os aspectos
vinculados a gramática visual, design e redesign, ademais para a valoração da semiótica social de textos
híbridos nos quais encontramos múltiplos olhares de quem os lê.
Kress e Van Leeuwen(2001) ao levantar a perspectiva de que as estruturas visuais podem ser
associadas às estruturas linguísticas, e que ambas podem indicar diferentes pontos de vista , propõe uma
negociação por meio de suas agências a construção de sentidos (meaning making) acerca de uma realidade
totalmente fragmentada. Assim expõe:
Meanings belong to culture, rather than to specific semiotic modes. […]. For instance, what is
expressed in language through the choice between different word classes and clause structures, may,
in visual communication, be expressed through the choice between different uses of colour or
different compositional structures. And this will affect meaning. Expressing something verbally or
visually makes a difference.1 (Kress, G. Van Leeuwen, 2001).
A literatura explica que o conceito de multimodalidade foi introduzido por Kress & Van Leeuwen
(1996), estudioso no campo epistemológico da Semiótica Social, que compreende que esta epistemologia
tem uma abrangência maior para entender e dar conta de todos os modos de representação contidos no texto,
quer a visual, imagética. “Visual structures realize meanings as linguistic structures do also and thereby
point to different interpretations of experience and different forms of social interaction” (Kress & Van
Leeuwen, 1996, p.2)1.
1
Tradução nossa: As estruturas visuais realizam significados assim como as estruturas linguísticas e, portanto, apontam para
diferentes interpretações da experiência e diferentes formas de interação social” (Kress & Van Leeuwen, 1996, p.2).
Os estudiosos Dionisio e Vasconcelos (2013, p. 21), associa a multimodalidade com combinações
de recursos e considera o multimodal o fato de associar a escrita músicas, imagens, imagens , desenhos,
gestos, movimentos, expressões faciais , pois “ quando falamos ou escrevemos um texto, estamos usando
no mínimo dois modos de representação: palavras e gestos, palavras e entonações, palavras e imagens [...]”
(Dionisio, 2011, p. 139).
Partindo dessa concepção, Dionisio (2011, p. 142) afiança que “pode-se falar na existência de um
contínuo informativo visual dos gêneros textuais escritos que vai do menos visualmente informativo ao mais
visualmente informativo”. Se pensar de outra maneira, podemos dizer que existe textos que, a depender do
layout, ou do modo como se distribui no papel , ou na tela de um computador, já abonam pistas sobre qual
gênero textual está sendo construído. As histórias em quadrinhos e as tirinhas são exemplos de um gênero
multimodal mais visualmente informativo.
De acordo com Ramos (2016, p. 20-21), as histórias em quadrinhos são “um grande rótulo, um
hipergênero, que agregaria diferentes outros gêneros, cada um com suas peculiaridades”. Dessa forma, os
gêneros tirinha, cartum e charge, por compartilharem de uma mesma linguagem para compor suas narrativas,
são “abrigados dentro desse grande guarda-chuva chamado quadrinhos”.
A multimodalidade e a construção de sentidos nos quadrinhos referem se as diferentes maneiras de
representar aspectos relacionados pela linguística, na construção dos textos. Os avanços dos recursos
tecnológicos, trouxeram para contemporaneidade ferramentas para montagens de filmes, produção de textos,
iluminação, figuratividade o que passa a constituir marcas multimodais presente nos diferentes espaços.
Rojo (2009) pondera em seus estudos sobre a necessidade de considerar o letramento multissemiótico,
uma vez que a sociedade contemporânea e os textos estão cada vez mais multimodais e é neles que
encontramos as modalidades da linguagem verbal (oral e escrita) e não verbal em um contíguo de
signos/linguagens.
Nesse sentido, entendemos que a multimodalidade se une às composições da escrita, da fala e da
imagem para construir sentidos. Ë nessa ótica que damos atenção às questões da leitura e compreensão de
textos que fazem parte do cotidiano dos sujeitos. As HQe as tiras são textos de ações cotidianas e de
acontecimentos sociais carregados de múltiplas informações e exigem do leitor habilidades para as questões
dos gêneros multissemióticos e multimodais. Acerca dessa discussão, Dionísio (2008) assevera que:
Imagem e palavra mantêm uma relação cada vez mais próxima, cada vez mais integrada. [...] Todos os
recursos utilizados na construção dos gêneros textuais exercem uma função retórica na construção
de sentidos dos textos. [...] Representação e imagens não são meramente formas de expressão para
divulgação de informações [...], mas são acima de tudo, textos especialmente construídos que revelam
as nossas relações com a sociedade e com o que a sociedade representa (Dionísio, 2008, p. 132).
Nessa perspectiva de Dionísio ( 2008) inferimos que dentre os textos multimodais, incluímos as
diversidades de gêneros como: charges, tiras, comics, histórias em quadrinhos, pinturas, imagens,
ilustrações, capas de revistas, vídeos, cinema, etc., especialmente as HQ, que se materializam nos contextos
sociais.
Tanto as tiras como as histórias em quadrinhos podem ser entendidos como gêneros textuais, pois
ambos envolvem processo comunicativo social, e cumprem com a finalidade de expor ideias e críticas com
diferentes temas, atuais ou atemporais. Ramos (2007, p. 101), estudiosos dessa temática assevera que
“histórias em quadrinhos (ou só quadrinhos) é o rótulo que ganha a maioria das histórias feitas com a
linguagem em quadrinhos” todavia outras denominações surgem na literatura dependendo de sua vinculação
livro ou fanzine , revista independente ou folhas de sulfite.
3 ASPECTOS METODOLÓGICOS E DE ANALISE
Iniciamos os caminhos metodológico via estudos documentais dos estudiosos que versam sobre a
temática multimodalidade e histórias em quadrinhos. Na sequência selecionamos uma história em quadrinho
de um corpus maior organizado de um banco de dados. Dentre os gêneros e as temáticas foram encontrados
uma diversidade de textos multimodais tais como: publicidade do Bombril, produtos de limpeza,
propagandas de carro, propaganda de hortifrúti, propaganda de sucos naturais, propaganda de perfumes
importados, da natura, propagandas de filmes, tiras, comics, histórias em quadrinhos, entre outros gêneros.
Desse rol de gêneros textuais selecionamos uma tira. A tira em discussão encontra se no livro
Vontade de saber: português, para o nono ano (Alves; Brugnerotto, 2012, p. 65). E para analise adotarmos
os seguintes parâmetros: observar os recursos multimodais incluindo enquadramento, cores, contextos.
Leitura critica a partir das interpretações do contexto e da situacionalidade do texto . E a exploração
gramatical a partir da análise dos referentes gramaticais.
Figura 1: Análise da Tirinha
Fonte: Cedraz (2009, p. 65).
A tira selecionada pertence a Turma do Xaxado, de Antônio Cedraz e as informações acerca dos
personagens encontram se no site do autor. São eles: Xaxado ( neto de um cangaceiro do bando de Lampião).
Zé Pequeno ( fama de preguiçoso), Arturzinho( egoísta, avarento, vaidoso, interesseiro). Marinês e Capiba
(irmãos com sonhos diferentes. Marinês respeita e cuida da natureza e Capiba deseja ser cantor semelhante
a Luiz Gonzaga). Essa turma apresenta aspectos de caráter pedagógico-educativo pela linguagem das
histórias em quadrinhos, e tem constituído instrumento na arte de ensinar crianças.
As histórias em quadrinhos de Cedraz2 apresenta uma diversidade de temas como retrato da vida no
campo, lendas e mistérios da cultura brasileira , folclore e a brasilidade e estão presente em diferentes obras
dos livros didáticos, destacando o autor Antonio Cedraz como um Quadrinhistas e Caricaturistas. Pertence
a ele o Troféu HQ MIX de Melhor Revista em Quadrinhos Infantil do Brasil (2002).
Iniciando a análise pela leitura crítica da tira, faz necessário ativar a leitura de mundo, uma das
estratégias de leitura (Sole , 1998), onde o leitor faz previsões , interrogações dos acontecimentos presentes
na sociedade e levanta hipóteses. Assim, é possível antecipar sentidos “porque pendurar as meias nas
janelas? Em que época há o costume de colocar objetos nas janelas? Já são indícios para uma leitura crítica
da tira. Torna necessário para interpretar a tira informações relacionadas as meias penduradas e fazer
relações com a época do natal e uma peça de roupa pendurada na noite para ganhar presentes. Uma
argumentação que exige conhecimentos prévios e uma exploração de costumes de época.
Restringimos dar maior ênfase para os recursos multimodais e a construção de sentidos, objetivo do
estudo. A tira em analise inicia com uma sequência de imagens o que permite a organização da narrativa e
para isso recorremos aos aspectos icônicos. E como elemento icônico temos o design representado pelas
molduras das sequencias, e a inserção das simbologias nos primeiros quadrinhos (esperar papai Noel,
2
Na ILHA DE LIVROS, Loja Oficial da Turma do Xaxado, encontra se os livros www.ilhadelivros.com.br Site da turma do
Xaxado www.xaxado.com.br. Contato do autor [email protected]
olhando pela janela) e no terceiro quadrinho apresenta um plano novo ( expressões faciais tanto do filho
quanto da mãe, pelas sobrancelhas de ambos).
Veja que a construção de sentido, que indica insatisfação dos personagens são indicadas pela
multimodalidade, os trejeitos do rosto, o desenho das bocas, as cores, a iluminação que proporciona
inferências e suposições. Chamamos atenção para a relação da multimodalidade presentes na tira para a
construção de sentido com a presença da máquina de costura ao fundo, o tamanho da meia, as cores, o
contexto da tira são aspectos visíveis multimodal que contribui na interpretação da tira.
As imagens têm altercado os cenários que antes era ocupado pela linguagem verbal e com isso tem
incentivado estudos para investigar os vários modos semióticos na comunicação. O trabalho com as HQs e
com as Tiras merecem uma abordagem mais atenta que os outros gêneros textuais, destacando, sobretudo,
os aspectos multimodais e o papel do professor em sala de aula. Vergueiro (2004, p. 26 ), se posiciona a
favor desse gênero textual, pois entende ele que não há limites para o trabalho com HQs, e no caso das tiras
“o único limite para seu bom aproveitamento em qualquer sala de aula é a criatividade do professor e sua
capacidade de bem utilizá-los”
E por último a exploração gramatical que recai no diálogo presente em situações informais de
comunicação, e a ironia muito comum em tiras. Outros pontos podem ser considerados na interpretação
das tiras que trata dos aspectos de extrapolação da realidade, como por exemplo, hoje ainda colocam meias
e sapatos na janela para ganhar presente de Natal? Aspectos não explorados neste texto dado sua finalidade
de estudo.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O recorte da apresentação foram as tiras, uma forma de mostrar a presença de diferentes gêneros no
ensino, envolvendo a multimodalidade. Foi possível empreender que as tiras têm ganhado destaques no
Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), passando a ser recurso recorrente nas provas, nos livros didáticos
e no PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola).
Os avanços tecnológicos trouxeram o elemento imagético para as construções textuais e da
comunicação e um novo desafio para a área da linguística textual. Assim, a multimodalidade chega para dar
resposta a esse outro modo e dar sentido ao texto. Os estudos de Ramos (2009, 2011), tem sido uma
referência acerca desse gênero textual tiras enquanto gênero multimodal e humorístico. Segundo o estudioso
torna muito usual englobar dentro do hipergênero o chamado quadrinhos os cartuns, as charges, as tiras
cômicas enquanto maneiras de produção de histórias em quadrinhos.
Acrescenta Ramos (2011), que vários gêneros se utilizam da linguagem dos quadrinhos, uns mais
próximos aos contos ou poemas gráficos, outros que predominam a sequência narrativa, em um ou mais
quadros, e a utilização de linguagem gráfica dos quadrinhos, como o balão, a multimodalidade.
O estudo ora realizado com o fito de apresentar as tiras como um gênero textual marcado pela
multimodalidade dialogando para a construção de sentidos, trouxe contribuições importantes para
prosseguir com a pesquisa que estamos desenvolvendo na escola pública.
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