Eletrocardiograma – ECG
Prof. Ronaldo Alves
● Identificar cada onda do ECG e ao que corresponde cada uma delas;
Onda P
● O que representa: Despolarização dos átrios (contração dos átrios).
● Origem: Nó sinoatrial (marca-passo natural do coração).
● Normal: Positiva, arredondada e precede o complexo QRS.
Complexo QRS
● O que representa: Despolarização dos ventrículos (contração dos ventrículos).
● Componentes:
○ Onda Q: Primeira deflexão negativa após a onda P.
○ Onda R: Primeira deflexão positiva após a onda P.
○ Onda S: Deflexão negativa após a onda R.
● Normal: Duração entre 0,06 a 0,10 segundos (≤ 0,12 s).
● Importância clínica: Atraso ou alargamento pode indicar bloqueios de ramo ou
arritmias ventriculares.
Onda T
● O que representa: Repolarização dos ventrículos (relaxamento dos ventrículos).
● Normal: Suave, positiva na maioria das derivações.
Onda U (nem sempre visível)
● O que representa: Repolarização tardia de fibras de Purkinje ou dos músculos
papilares.
● Normal: Pequena, positiva. Pode ser mais visível em bradicardia.
Intervalos e segmentos
Intervalo PR
● Do início da onda P até o início do complexo QRS.
● Representa: Tempo que o impulso leva para ir dos átrios aos ventrículos.
● Normal: 0,12 a 0,20 segundos.
Intervalo QT
● Do início do QRS até o final da onda T.
● Representa: Duração da despolarização e repolarização ventricular.
● Importância: Intervalo prolongado pode predispor a arritmias graves.
Segmento ST
● Do final do QRS até o início da onda T.
● Representa: Período entre despolarização e início da repolarização dos
ventrículos.
● Alterações: Elevação ou depressão podem indicar isquemia ou infarto agudo do
miocárdio.
● Caracterizar as diferenças entre um ECG normal e outro com
alterações;
● Identificar Infarto do Miocárdio através da leitura do ECG.
Elevação do Segmento ST – Sinal clássico do IAM com supra de ST
● O que procurar:
○ Elevação do segmento ST ≥ 1 mm em pelo menos 2 derivações
contíguas (ex: DII e DIII, V2 e V3).
● O que indica:
○ Infarto agudo com supra de ST (STEMI) — geralmente obstrução
total de uma artéria coronária.
● Urgência:
○ Emergência médica, indica necessidade de reperfusão (angioplastia
ou trombólise).
Quais indicativos durante o exame de uma
Arritmias atriais e ventriculares
ECG: Onda P prematura e de morfologia diferente; intervalo PR alterado; QRS
geralmente norma
Bradicardia sinusal;
Frequência cardíaca: < 60 bpm.
ECG: Ritmo regular, ondas P normais antes de cada QRS, intervalos normais.
Taquicardia sinusal;
Frequência cardíaca: > 100 bpm (normalmente < 150 bpm).
ECG: Ritmo regular, ondas P precedem cada QRS, intervalo PR normal.
Indica: Resposta fisiológica (febre, dor, ansiedade) ou patológica (hipóxia,
hipovolemia).
Taquicardia atrial; ventricular;
Frequência: 150–250 bpm.
ECG: Onda P com morfologia anormal, QRS normal, ritmo regular.
Indica: Foco ectópico no átrio, fora do nó sinusal.
Frequência: 100–250 bpm.
ECG: QRS largo (> 0,12s), ritmo regular, sem onda P visível.
Indica: Ativação do ventrículo por foco ectópico. Pode ser ameaça à vida.
Flutter atrial;
Frequência atrial: 250–350 bpm.
ECG: Ondas em “dente de serra” (ondas F), mais comum nas derivações II, III
e aVF.
Indica: Contração atrial rápida com condução variável para os ventrículos.
Fibrilação atrial e ventricular;
Frequência atrial: 350–600 bpm.
ECG: Ritmo totalmente irregular (irregularmente irregular), ausência de onda P,
QRS normal.
Indica: Desorganização elétrica nos átrios; risco aumentado de
tromboembolismo.
Arritmias ventriculares;
ECG: Complexos QRS largos e prematuros, sem onda P anterior.
Indica: Estímulo ectópico ventricular. Pode ser isolada ou frequente.
Infarto agudo do miocárdio
STEMI: Elevação do segmento ST ≥1 mm em 2 derivações contíguas.
NSTEMI: Depressão do segmento ST ou inversão de onda T.
Onda Q patológica: Profunda, ≥ 0,04s e ≥ 25% da onda R.
Derivações alteradas indicam a localização do infarto (ex: V1–V4 = anterior).
Alterações isquêmicas no ECG.