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Resumo Protocolos

O documento aborda a tuberculose (TB), sua história, avanços no tratamento e epidemiologia, destacando a relação da doença com fatores socioeconômicos e a importância da detecção precoce. A TB é uma infecção crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, com alta mortalidade antes dos avanços terapêuticos, e ainda enfrenta desafios como resistência bacteriana. O Brasil implementa estratégias intersetoriais para controle da TB, visando proteger populações vulneráveis e melhorar o diagnóstico e tratamento.

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Galesco Ieonardo
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Resumo Protocolos

O documento aborda a tuberculose (TB), sua história, avanços no tratamento e epidemiologia, destacando a relação da doença com fatores socioeconômicos e a importância da detecção precoce. A TB é uma infecção crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, com alta mortalidade antes dos avanços terapêuticos, e ainda enfrenta desafios como resistência bacteriana. O Brasil implementa estratégias intersetoriais para controle da TB, visando proteger populações vulneráveis e melhorar o diagnóstico e tratamento.

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1

SumárioAula 1 – Tuberculose 3Aula 2 – Linha de Cuidado HAS


19Aula 3 - Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Tabagismo
293.1. Política Nacional sobre Álcool 34Aula 6 – Protocolos e
Diretrizes Terapêuticos em Diabetes Mellitus 37Aula 7 47

2
Aula 1 –
✔ Durante a pandemia houve uma
subnotificação da TB

Tuberculose
HISTÓRICO DA TB
Evidências arqueológicas de TB óssea datadas
de 5.000 a.C. Conhecida como tísica – devido ao
emagrecimento severoRobert Koch (1882): ✔ Coeficiente de incidência (casos novos) não é
identificou o Mycobacterium t. uberculosis. homogêneo
✔ Doenças relacionada a pobreza e a outros
Séculos XVIII e XIX – Epidemia na Europa determinantes sociais
● Revolução Industrial → Urbanização,
más condições de vida (superlotação, pobreza,
má alimentação).
● Alta mortalidade → Responsável por ¼
das mortes na Europa (“Peste Branca”).
● Tratamento na época → Repouso e ✔ Muitas vezes a causa morte no atestado de
clima de montanha (sanatórios). óbito não é colocado TB – isso não é registrado
● Avanço diagnóstico → Descoberta do da forma correta (subnotificação)
Raio-X (1895), permitindo a detecção das lesões
pulmonares.

AVANÇOS NO TRATAMENTO DA TB
✔ 1946 → O antibiótico estreptomicina foi o
primeiro a mostrar algum sucesso no
tratamento da TB, embora não fosse
totalmente eficaz sozinho.
✔ 1952 → Surge a isoniazida, que trouxe ✔ TB está relacionada a imunossupressão
maior eficácia ao combate à doença. ✔ Protocolo já oferece simultâneo teste de HIV
✔ 1970 → Descoberta da rifampicina, um dos para verificar coinfecção – muitos pacientes
principais fármacos contra a TB até hoje. descobrem HIV pois contraem TB
✔ Terapia combinada → A associação desses
e de outros medicamentos permitiu a cura da BRASIL – MINISTÉRIO DA SAÚDE
TB sem a necessidade de sanatórios ou ✔ Criação do Brasil Saudável – para controle de
cirurgias para remover lesões pulmonares. doenças (como a TB)
✔ Mudança no manejo → O tratamento da TB ✔ Iniciativa reúne 14 ministérios para
passa a ser feito pelo clínico geral, tornando- desenvolver estratégias no enfrentamento de
se parte da medicina cotidiana. TB e outras doenças determinadas
✔ Redução da letalidade → A mortalidade, socialmente
que antes chegava a 50%, caiu para menos ✔ O lema do programa, "Unir para cuidar",
de 10% com o uso dos antibióticos. reforça a necessidade de colaboração entre
✔ Desafio atual → Apesar dos avanços, a diferentes setores para enfrentar a TB e
erradicação da TB ainda está distante, reduzir seu impacto na população mais
especialmente devido à resistência vulnerável. 🡪 isso porque a TB está relacionada
bacteriana e fatores socioeconômicos que a pobreza e a determinantes sociais
dificultam o controle da doença.
Objetivos prioritários para a TB no Brasil
EPIDEMIOLOGIA saudável
⇨ Proteção social para garantir adesão ao
tratamento.
⇨ Articulação intersetorial para prevenir,
diagnosticar e tratar populações
vulneráveis (pessoas em situação de rua,
privadas de liberdade, imigrantes e
indígenas).
⇨ Inovação tecnológica e investimentos
✔ Até a COVID-19 a doença infecciosa que mais
em ciência e tecnologia (C&T) para
matava no mundo era a TB
melhorar diagnóstico e tratamento.

3
Endógenos → Imunidade do indivíduo exposto.

Pacientes com escarro positivo → Mantêm a


cadeia de transmissão da doença.

Duração do risco de transmissão:


DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE E TB ✔ Persiste enquanto houver eliminação de
Pessoas consideradas vulneráveis: indígenas, bacilos no escarro.
HIV, PPL, imigrantes e moradores de rua ✔ Uma pessoa com baciloscopia positiva
pode infectar 10 a 15 pessoas por ano.
✔ Após 15 dias de tratamento, a
transmissão geralmente reduz
significativamente.

DIAGNÓSTICO CLÍNICO
� Sintomas clássicos:
✔ Tosse persistente (seca ou
produtiva).
✔ Febre vespertina.
✔ Sudorese noturna.
✔ Emagrecimento.
✔ Dores no peito e nas costas.
✔ Astenia (fraqueza/fadiga).
Pessoas em vulnerabilidade social tem
Sintomático respiratório população
maior risco de contrair TB
geral: Pessoa que, durante a estratégia
programática de busca ativa, apresenta
TUBERCULOSE – DEFINIÇÃO
tosse por 3 semanas ou mais semanas.
✔ Definição → Doença infecciosa crônica
● Qualquer pessoa que tosse 3 semanas
causada pelo bacilo Mycobacterium
ou mais é o sintomático respiratório
tuberculosis.
✔ Órgão mais afetado → Pulmões
CRITÉRIOS PARA SUSPEITA DE TB
(parênquima pulmonar é o principal alvo).
⇨ População geral: Tosse por 3 SEMANAS
● Transmissão → Pessoa a pessoa, por
OU MAIS
inalação de partículas infectadas
⇨ População vulnerável: QUALQUER
(aerossóis).
TEMPO DE TOSSE.
TRANSMISSÃO TB
● Transmissão → O Mycobacterium
PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE
tuberculosis é transmitido por via aérea.
Vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin):
● Fonte de infecção → Pessoas com TB
✔ Prevenção das formas graves da TB, como
pulmonar ou laríngea que eliminam bacilos
TB miliar e meníngea.
no ambiente (caso fonte).
✔ Indicação: Crianças de 0 a 4 anos, 11 meses
● Forma de disseminação → Inalação de
e 29 dias.
aerossóis infectados liberados pela tosse, fala
✔ Recém-nascidos com peso ≥ 2 kg devem
ou espirro
ser vacinados logo após o nascimento.
● Aerossóis: tem dispersão e propagação
fácil – potencializa a contaminação
AGENTE ETIOLÓGICO TB
● Pessoa infectada = bacílifero ou
● Identificado em 1882 por Robert Koch
caso fonte: se ele estive eliminando muito
● Conhecido como bacilo de Koch
bacilo (a evolução sem tratamento aumenta
bacilo na VA) aumenta a chance de infecção
Características do M. tuberculosis:
● Fino, ligeiramente curvo, medindo de 0,5 a
3 μm.
● Resistência: Bacilo álcool-ácido resistente
(BAAR), o que significa que não é facilmente
destruído por desinfetantes comuns.
Fatores que influenciam a infecção: ● Aeróbio: Prefere ambientes com oxigênio
Exógenos → Infectividade do caso-fonte, para se desenvolver.
duração do contato e tipo de ambiente.
4
Composição celular: ⇨ TB Secundária: Pode ocorrer por
✔ Rica em lipídios, incluindo ácidos micólicos reativação (quando a infecção latente se
e lipídeos complexos. ativa) ou reinfecção.
✔ Esses lipídios dificultam a permeabilidade
da célula bacteriana, tornando-a resistente TUBERCULOSE PRIMÁRIA
à maioria dos antibióticos e ajudando a ✔ Ocorre após o primeiro contato com o
bactéria a sobreviver dentro dos bacilo da tuberculose
macrófagos. ✔ É mais comum em crianças
✔ Período de incubação: 2 a 3 semanas após
infecção inicial
✔ Manifestações clínicas: irritação, febre
baixa, sudorese noturna, inapetência (falta
de apetite) – a tosse nem sempre está
presente e o exame físico pode ser
inexpressivo

NÓDULO DE GHON
● O nódulo de Ghon é o primeiro
granuloma tuberculoso que se forma nas
✔ Parede celular no mycobacterium é
regiões médias dos pulmões (áreas mais
extremamente espessa e complexa 🡪 faz
arejadas)
com que seja muito resistente aos ATB
● Formação do nódulo: Macrófagos fagocitam
convencionais
o bacilo e secretam TNF-alfa e outras
✔ BAAR não lavam com álcool ácido 🡪 por
citocinas pró-inflamatórias, isso recruta LT e
isso são álcool ácido resistentes
vão formando um “cinturão”, o que ajuda
✔ Temos 2 tipos de M tuberculosis: as do
na resposta imune (PROVA)
complexo M tuberculosis e as micobactérias
● Geralmente a lesao é pequena e pode se
NÃO tuberculosas
curar espontaneamente 🡪 o que torna a
detecção difícil
FISIOPATOLOGIA TB
● Normalmente há necrose caseosa central
1. Contato com paciente bacilífero: A
no nódulo
transmissão ocorre por aerossóis expelidos
por pessoas com TB pulmonar.
****ATENÇÃO: CITOCINA MAIS IMPORTANTE
2. Infecção inicial nos pulmões:
TNF-ALFA (PROVA) 🡪 ela ativa os
✔ O bacilo atinge os macrófagos
macrófagos e ajuda a formar o granuloma
intraalveolares nos pulmões.
– por isso, pacientes que tomam inibidores
✔ O sistema imunológico tenta conter a
de TNF-alfa (ex: infliximabe, adalimumabe)
infecção através da produção de
apresentam maior risco de desenvolver
citocinas, recrutando outras células para a
tuberculose
área.
3. Formação do Nódulo de Ghon:
✔ O processo inflamatório forma o nódulo de
Ghon (marco da infecção primária). No RX observa-
✔ TNF-α é a principal citocina envolvida se uma
nesse processo.
calcificação –
✔ Linfócitos T são recrutados para a área,
levando à formação do granuloma TB que se curou
(estrutura de defesa do organismo). espontaneamen
te
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA Disseminação da infecção:
Desfechos possíveis da TB: ● A partir do nódulo de Ghon, ocorre a
⇨ Cura: Ocorre em 90% dos casos, com disseminação linfática para os gânglios
erradicação do bacilo. linfáticos próximos (foco ganglionar)
⇨ TB Primária: A infecção inicial, que pode ● Pode haver disseminação hematogênica
ou não evoluir para formas graves. (pelo sangue) para outros órgãos do
⇨ ILTB (Infecção Latente da corpo
Tuberculose): Bacilos podem permanecer
vivos nos macrófagos sem causar � Complexo de Ranke/ Complexo
sintomas, mas sem cura completa. primário – composto por:
� Foco pulmonar
5
� Linfangite peri-hilar ● Característica clássica: nódulos de ghon
� Foco ganglionar espalhados por todo parênquima pulmonar
Complexo de Ranke = cicatrização da bilateralmente e simetricamente
tuberculose primária 🡪 uma sequela da
tuberculose pulmonar primária, que consiste CARACTERÍSTICAS RADIOLÓGICAS: padrão
em um nódulo pulmonar calcificado e radiológico específico, com pequenos nódulos
linfonodos calcificados no mesmo lado. distribuídos bilateralmente de forma simétrica
nos pulmões, formando um padrão miliar.
FATORES DE RISCO: Mais comum em
pacientes imunocomprometidos (como
pessoas com HIV) e crianças.
DISSEMINAÇÃO: Acontece por disseminação
hematogênica maciça, ou seja, os bacilos se
espalham pela corrente sanguínea para vários
órgãos.

Foco Pulmonar (Nódulo de Ghon): Primeira lesão nos pulmões causada pelo
bacilo da tuberculose. Pode ser pequeno e se curar espontaneamente.
Linfangite Peri-Hilar: Inflamação dos vasos linfáticos próximos aos pulmões
(área peri-hilar), devido à disseminação do bacilo.
Foco Ganglionar:Inflamação dos gânglios linfáticos próximos aos pulmões,
geralmente no mediastino, como resultado da infecção.
DETECÇÃO PRECOCE DA TUBERCULOSE
TUBERCULOSE PÓS-PRIMÁRIA OU A tuberculose pulmonar é a que mais nos
SECUNDÁRIA preocupa pois é ela que sustenta a cadeia
de transmissão de TB
● Pode ocorrer em qualquer idade, mas é
mais comum em adolescentes e 1. Importância da TB Pulmonar: é a
adultos jovens. forma mais comum e importante da
doença, especialmente a bacilífera (que
Desenvolve-se de duas formas: contém bacilos vivos) 🡪 responsável pela
o Reinfecção exógena: nova infecção por transmissão da doença, sendo um fator
um bacilo externo. crucial para a propagação da
o Reativação endógena: reativação de tuberculose.
bacilos latentes do corpo. 2. Estratégia de Busca Ativa:
✔ A busca ativa de sintomático
respiratório (SR), que envolve a
Características Clínicas: identificação de pessoas com tosse
● O principal sintoma é a tosse, que pode prolongada, é uma estratégia essencial
ser seca ou produtiva (com secreção). para detectar precocemente a tuberculose
● Em áreas com altas taxas de pulmonar.
tuberculose, toda pessoa com tosse ✔ Essa abordagem ajuda a interromper a
prolongada deve ser investigada para cadeia de transmissão da doença.
tuberculose. 3. Tuberculose Extra-Pulmonar: Além
dos pulmões, a tuberculose pode afetar
TUBERCULOSE MILIAR outros órgãos e sistemas do corpo,
como linfonodos, ossos, sistema nervoso
● É uma forma grave da doença que pode central e outros.
ocorrer tanto na forma primária quanto
secundária da tuberculose. TUBERCULOSE EXTRA-PULMONAR
● Ocorre quando o bacilo se dissemina pelo
sangue ( transmissão hematogênica ) e De modo geral nas formas extrapulmonares o
atinge vários órgãos (pulmão, fígado, baço, paciente 🡪 se infecta por via aérea e por via
medula óssea, SNC, etc.). Forma grave e hematogênica atinge outras áreas
ativa da doença, com altíssima (disseminação)
mortalidade se não tratada . ✔ A TB pleural é a forma mais comum de
● Comum em crianças pequenas ou tuberculose extrapulmonar em pessoas não
imunodeprimidos infectadas pelo HIV.
● Ocorre por disseminação hematogênica ✔ É mais frequente em jovens e se caracteriza
maciça por dor torácica pleurítica (dor no peito ao
respirar).

6
parênquima e atinge as pleuras. Além disso,
Sintomas Comuns: devido a ruptura do parênquima ocorre
● Tríade clínica: Astenia (cansaço acúmulo de ar no espaço pleural
extremo), emagrecimento e anorexia ✔ Derrame pleural (extravasamento de
(falta de apetite) ocorrem em 70% dos secreção) + pneumotórax
pacientes. ✔ Ocorre fistulização do parênquima
● Febre e tosse seca são observados em ✔ Baciloscopia positiva (Pois a lesao está
60% dos casos. dentro do pulmão)
● Em estágios mais avançados, pode Características clínicas: Clínicamente, o
ocorrer dispneia (dificuldade para empiema pleural tuberculoso é indistinguível
respirar). de um empiema pleural causado por
bactérias comuns, apresentando sintomas
DIAGNÓSTICO: semelhantes, como dor torácica e dificuldades
● O líquido pleural apresenta características respiratórias.
de exsudato, com predominância de
linfócitos. Diagnóstico: Ao contrário da TB pleural, o
● A pesquisa de BAAR (Bacilo Álcool-Ácido rendimento da baciloscopia direta e da
Resistente) no líquido pleural tem cultura para tuberculose no líquido do
rendimento baixo (<5%). empiema tuberculoso é alto, facilitando o
● A cultura para tuberculose no líquido diagnóstico.
pleural também tem rendimento baixo � Baciloscopia positiva
(<15%). Complicações:
● A ruptura da cavidade tuberculosa pode
CRITÉRIO DIAGNÓSTICO: levar ao pneumotórax secundário,
● Níveis elevados de adenosina complicando ainda mais a condição do
deaminase (ADA) no líquido pleural são paciente.
um importante critério diagnóstico, com
sensibilidade (S) de 92,8% e
especificidade (E) de 93,2%.
● Dosar ADA no liquido interpleural na
suspeita de TB tem alta sensibilidade
● ADA – enzima produzida por linfócitos
ativados
Diagnóstico Adicional: A cultura do escarro
induzido pode ser positiva em até 50% dos
pacientes, mesmo sem alterações visíveis na
radiografia, além do derrame pleural.

TB GANGLIONAR PERIFÉRICA

Mais comum em pessoas vivendo com HIV


(PVHIV) e em crianças, especialmente abaixo
Derrame pleural - devido o aumento de dos 40 anos.
exsudato (formado na inflamação) - começa a Cursa com aumento subagudo, indolor e
pressionar o parênquima e invade o assimétrico das cadeias ganglionares:
parênquima ● Cervicais anterior e posterior
● Supraclavicular

� EMPIEMA PLEURAL TUBERCULOSO


Definição: corre quando uma cavidade
tuberculosa (formada no pulmão) se rompe
para o espaço pleural, causando acúmulo de
líquido e, muitas vezes, pneumotórax (ar no
espaço pleural) devido a uma fístula TB MENINGOENCEFÁLICA:
broncopleural. ● Representa 3% dos casos de TB em
✔ A lesão está no parênquima pulmonar e, em pessoas não infectadas pelo HIV e até 10%
razão com a proximidade, a lesão rompe o em PVHIV.
7
● A meningite basal exsudativa é a forma Diagnóstico: A dosagem de ADA (adenosina
mais comum, especialmente em crianças deaminase) pode ser útil para o diagnóstico.
abaixo de 6 anos.
● Pode ter evolução subaguda ou crônica DIAGNÓSTICO TB
(sintomas durando mais de 4 semanas).
● Sintomas subagudos incluem: � CRITÉRIO BACTERIOLÓGICO
✔ Cefaleia holocraniana Toda pessoa que independente da forma clínica
✔ Irritabilidade, alterações de apresente PELO MENOS UMA AMOSTRA
comportamento POSITIVA de escarro ou outro material
✔ Sonolência, anorexia, vômitos, dor biológico – baciloscopia (BAAR), TRM-TB ou
abdominal cultura
✔ Febre, fotofobia, rigidez de nuca Testes para confirmar o diagnóstico
● A dosagem de ADA (adenosina deaminase) ● Baciloscopia (BAAR): busca por bacilos
pode ser útil para o diagnóstico. no material coletado
● Teste rápido molecular (TRM):
TB PERICÁRDICA: identificação do DNA do bacilo da TB
● Afeta 1% a 4% dos casos de TB � CRITÉRIO RADIOLÓGIO
extrapulmonar. Toda pessoa com sinais e sintomas sugestivos
● Tem uma apresentação clínica de TB que NÃO ATENDEU CRITÉRIO
subaguda e, muitas vezes, não se associa BACTERIOLÓGICO, mas que apresentou
à TB pulmonar, mas pode ocorrer ao resultados de EXAMES DE IMAGEM COM SINAIS
mesmo tempo que a TB pleural. E SINTOMAS SUGESTIVOS DE TB

Sintomas principais: Dor torácica, tosse seca


e dispneia.
Febre, emagrecimento, astenia. Tontura, edema
de membros inferiores, dor no hipocôndrio
direito (congestão hepática). Ascite, turgência
jugular, atrito pericárdico
● Pode evoluir para tamponamento
cardíaco e insuficiência cardíaca *Rx já tem achados assim que os sintomas
congestiva (ICC). iniciam
● A dosagem de ADA também pode ser
útil. DX BACILOSCOPIA DE ESCARRO (BAAR)

TB ÓSSEA A baciloscopia de escarro é um exame


1. Definição: microscópico direto utilizado para detectar o
✔ A TB óssea é mais comum em crianças (10% a bacilo da tuberculose (Mycobacterium
20% das lesões extrapulmonares na infância) ou tuberculosis) no escarro do paciente.
em adultos entre a quarta e quinta década
de vida. MÉTODO: O método mais comum e utilizado é
✔ Atinge principalmente a coluna vertebral e as o método de Ziehl-Nielsen, que identifica os
articulações coxofemoral e do joelho, mas bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR). Este
também pode ocorrer em outros locais. exame é simples, seguro e de fácil execução.
2. Mal de Pott (TB Vertebral): A TB da
coluna vertebral é chamada de Mal de Pott e Exame Realizado em: Laboratórios públicos
representa cerca de 1% de todos os casos de de saúde e laboratórios privados que sejam
tuberculose, sendo responsável por até 50% tecnicamente habilitados para realizar o
dos casos de TB óssea. A coluna torácica procedimento.
baixa e lombar são as áreas mais afetadas. Importância: A baciloscopia é um método
rápido e eficaz para diagnosticar a
Sintomas: tuberculose, especialmente nas formas
✔ Dor lombar pulmonares, permitindo o início precoce do
✔ Dor à palpação local tratamento e controle da transmissão.
✔ Sudorese noturna
✔ Fraqueza nas pernas. INDICAÇÕES PARA A BACILOSCOPIA:
Casos graves, que não respondem ao ● Sintomáticos respiratórios –
tratamento, podem evoluir para compressão estratégia de busca ativa de casos.
da medula espinhal e paralisia.

8
● Suspeita clínica e/ou radiológica de
tuberculose pulmonar,
independentemente do tempo de tosse.
● Acompanhamento e controle de cura
em pacientes com tuberculose
pulmonar que já tiveram confirmação
laboratorial.
DETECÇÃO EM ADULTOS:
● A baciloscopia de escarro detecta entre
60% a 80% dos casos de TB pulmonar
em adultos.
TESTE RÁPIDO MOLECULAR PARA
● Os pacientes com baciloscopia positiva
TUBERCULOSE (TRM-TB)
(chamados indivíduos bacilíferos) são
os maiores responsáveis pela
manutenção da cadeia de
transmissão.
O TRM-TB é um teste de amplificação de
DESAFIOS EM CRIANÇAS: sensibilidade do ácidos nucleicos utilizado para detectar o
exame é diminuída em crianças devido à DNA dos bacilos do complexo M.
dificuldade de obter uma amostra de escarro tuberculosis.
com boa qualidade.
Ele serve para
PROCEDIMENTO DE COLETA: � Detecção de DNA dos bacilos do
Duas amostras de escarro devem ser complexo M. tuberculosis
coletadas: � Triagem de cepas resistentes à
⇨ Primeira amostra: no primeiro contato rifampicina por meio da reação em
com o paciente que apresenta tosse. cadeia da polimerase (PCR) em
⇨ Segunda amostra: no dia seguinte, tempo real.
preferencialmente logo ao despertar. O resultado é obtido em aproximadamente 2
horas com apenas uma amostra de escarro.
A baciloscopia positiva, junto com um
quadro clínico compatível com TB, confirma AMOSTRAS BIOLÓGICAS UTILIZADAS PARA
o diagnóstico e autoriza o início do DX NO TRM-TB:
tratamento. Amostras pulmonares: escarro, escarro
induzido, lavado broncoalveolar e lavado
gástrico
EPIDEMIOLOGIA: Casos com baciloscopia Amostras extrapulmonares:
positiva são fundamentais para o controle da ▪ Líquido cefalorraquidiano
transmissão da tuberculose, pois esses ▪ Linfonodos (punção ou macerado)
pacientes são os principais transmissores da ▪ Macerado de tecidos
doença. ▪ Líquido sinovial
▪ Líquido peritoneal
� QUADROS DE LEITURA E ▪ Líquido pericárdico
INTERPRETAÇÃO DA BACILOSCOPIA ▪ Líquido pleural
▪ Urina

INDICAÇÕES PARA O TRM-TB:


✔ Diagnóstico de casos novos de TB
pulmonar e laríngea em adultos e
adolescentes, especialmente os de maior
vulnerabilidade.
✔ Diagnóstico de TB extrapulmonar
usando materiais biológicos validados.
✔ Triagem de resistência à rifampicina
em casos de retratamento ou em
suspeita de falência ao tratamento.

SENSIBILIDADE EM CRIANÇAS:

9
✔ A sensibilidade do TRM-TB para o Desvantagem: O processo é demorado,
diagnóstico em crianças (<10 anos) é levando semanas para obter resultados
menor (66%) do que em adultos. definitivos.
✔ O lavado gástrico é considerado o
PADRAO OURO DIAGNÓSTICO TB🡪 CULTURA (mas não é o de
procedimento de escolha para a primeira escolha devido à demora para o resultado – é
confirmação diagnóstica de TB em utilizado mais para confirmação de diagnóstico do que para
diagnóstico rápido)
crianças, embora também possa ser utilizado
o escarro induzido.
DIAGNÓSTICO TB - PROTOCOLOS OU
FLUXOS DE DECISÃO
VANTAGENS DO TRM-TB: Teste rápido, com
resultados em poucas [Link] ALGORITMOS TB
sensibilidade e especificidade para a 1. Algoritmo Casos novos🡪 Realizar TRM-TB
detecção de cepidades resistentes à 2. Casos novos com vulnerabilidade 🡪 TRM +
rifampicina, o que ajuda no tratamento Cultura + Sensibilidade
adequado e eficaz da doença. 3. Reinfecção – Retratamento de TB e
Triagem para resistência a Rifampicina
CULTURA PARA MICOBACTÉRIA, com TRM-TB
IDENTIFICAÇÃO E TESTE DE SENSIBILIDADE
(TS) � SABER AS PARTICULARIDADES (PROVA)

O que é a Cultura para Micobactéria? 1. Casos novos população geral:


✔ A cultura é um método altamente específico Algoritmo diagnóstico de casos novos de
e sensível para o diagnóstico de TB pulmonar e laríngea em adultos e
tuberculose (TB), especialmente em casos adolescentes baseado no TRM-TB
pulmonares com baciloscopia negativa.
✔ A cultura do escarro pode aumentar em � Na população geral, realizar TRM-TB
até 30% a taxa de diagnóstico bacteriológico MTB detectado (paciente com TB): se
de TB. apresentar resistência a rifampicina realizar
outro TRM-TB + cultura + TS e encaminhar para
MÉTODOS DE CULTURA: A cultura envolve a referência terciária. Se NÃO for resistente,
semeadura da amostra em meios de cultura realizar cultura +TS e iniciar tratamento para TB
sólidos e líquidos para permitir o crescimento do com EB
bacilo. MTB NÃO detectado: se manter os sintomas
realizar cultura + TS e continuar investigação.
Meios de cultura mais utilizados: Se interromper os sintomas, exclui o diagnóstico
▪ Löwenstein-Jensen: Meio sólido à base de TB
de ovo.
▪ Ogawa-Kudoh: Outro meio sólido
frequentemente utilizado.
▪ .
Lowenstein-Jensen:
⇨ "gold standard" (padrão ouro) para o
diagnóstico de tuberculose.
⇨ É sensível e pode detectar até 10
bacilos/ml de escarro.
⇨ O tempo para o resultado pode ser de 2 a 8
semanas, o que torna o método mais
demorado em comparação a outros testes TRM-TB positivo já permite iniciar o
rápidos. tratamento (exceto se houver resistência à
rifampicina). S
� Após o Cultivo:
✔ Identificação do Mycobacterium tuberculosis é 2. Casos novos com vulnerabilidade:
realizada. Algoritmo diagnóstico de casos novos de
✔ Teste de sensibilidade (TS) para determinar TB pulmonar e laríngea em adultos e
quais drogas antimicrobianas são eficazes adolescentes de populações com maior
contra o bacilo, especialmente para identificar vulnerabilidade baseado no TRM-TB
resistência, como a resistência à rifampicina. � PARTICULARIDADE: NESSE CASO AQUI
SÓ COM O TRM POSITIVO NÃO PODE INICIAR O
VANTAGENS E DESVANTAGENS: TRATAMENTO PQ A PROVA TUBERCULINICA
Vantagem: Alta especificidade e sensibilidade.
10
TBM TEM QUE ESTAR POSITIVA (Pessoas com cessar sintomas TB improvável, aguarda
vulnerabilidade) cultura e TS
● Baciloscopia negativo + TRM-TB
� Realizar TRM-TB + Cultura + TS² detectado: encaminhar para referencia de
MTB detectado no TRM-TB (paciente com tuberculose independente do resultado de
TB): se houver resistência a rifampicina, repetir resistência a rifampcina
o TRM-TB, encaminhar para referência terciária
e cobrar cultura e TS². Se NÃO houver
resistência a rifampicina iniciar tratamento para
TB cm EB e rever o tratamento após resultado
de cultura e TS
MTB não detectado no TRM-TB: se
mantiverem os sintomas continuar investigação
e aguardar cultura e TS². Se os sintomas
cessarem TB improvável, aguar cultura e TS.

Se a baciloscopia for positiva, já é possível


iniciar o tratamento!
QUADRO DE PONTUAÇÃO – DIAGNÓSTICO
EM CRIANÇAS

Diagnóstico da tuberculose pulmonar em


crianças e adolescentes com baciloscopia
negativa ou TRM-TB não detectado

Critérios avaliados
NÃO é permitido iniciar o tratamento apenas ● Quadro clínico
com TRM-TB positivo. É preciso que a ● Contato com adulto
prova tuberculínica (PPD) também seja ● Prova tuberculínica
positiva. ● Estado nutricional

3. Reinfecção– Retratamento de TB e (Não precisa decorar o quadro para prova)


Triagem para resistência a Rifampicina
com TRM-TB: algoritmo diagnóstico para
casos de retratamento de TB pulmonar e
laríngea em adultos e adolescentes.
Triagem para resistência à rifanpicina
com trm-tb
� PARTICULARIDADE: Baciloscopia autoriza
iniciar o tratamento

� Realizar baciloscopia + TRM-TB + cultura


+ TS
● Baciloscopia positiva + TRM-TB não
detectado = paciente com TB: se tiver
resistência a rifampicina repetir TRM-TB,
encaminhar para referência terciária e
aguardar cultura e TS. Se NÃO tiver
resistência iniciar tratamento e rever
tratamento após resultado do TS
● Baciloscopia positiva + TRM-TB não
detectado = TB provável 🡪 iniciar EB e
aguardar cultura e TS para afastar
micobacterium não tuberculosa TRATAMENTO
● Baciloscopia negativa + TRM-TB NÃO
detectado: se manter os sintomas continua A tuberculose é uma doença curável em
investigação e aguarda cultura e TS. Se praticamente todos os casos, em pessoas com
bacilos sensíveis aos medicamentos
11
antituberculose (antiTB), desde que
obedecidos os princípios básicos da terapia ESQUEMA BÁSICO PARA O TRATAMENTO
medicamentosa e que haja a adequada DE TUBERCULOSE EM ADULTOS E
operacionalização do tratamento. ADOLESCENTES (>10 ANOS IDADE)

� ESQUEMAS DE TRATAMENTO PARA


TUBERCULOSE
O esquema de tratamento da tuberculose é
padronizado, deve ser realizado de acordo com
as recomendações do Ministério da Saúde e
compreende duas fases:

� Intensiva (ou de ataque) – 2 MESES

� Manutenção – 4 MESES E
PARTICULARIDADES

A fase intensiva tem o objetivo de reduzir � Exceção: Na TB MENINGOENCEFÁLICA E


rapidamente a população bacilar e a OSTEOARTICULAR A FASE DE
eliminação dos bacilos com resistência MANUTENÇÃO É DE 10 MESES
natural a algum medicamento. Uma ESQUEMA BÁSICO PARA O TRATAMENTO
consequência da redução rápida da população DE TUBERCULOSE PULMONAR EM
bacilar é a diminuição da contagiosidade. CRIANÇAS (>10 ANOS DE IDADE) E COM
PESO INFERIOR A 25KG
Criança não usa etrambutol devido risco
de neurite

TRATAMENTO AMBULATORIAL:
● O tratamento da tuberculose será
realizado preferencialmente em
� Exceção: Na TB MENINGOENCEFÁLICA E
regime ambulatorial.
OSTEOARTICULAR A FASE DE
● A abordagem preferencial é o
MANUTENÇÃO É DE 10 MESES
Tratamento Diretamente Observado
(TDO), onde um profissional de saúde
SEGUIMENTO DO TRATAMENTO EM
acompanha a ingestão dos
ADULTOS (ATENÇÃO)
medicamentos para garantir a adesão ao
tratamento.

INDICAÇÕES PARA HOSPITALIZAÇÃO: A


hospitalização é recomendada nos seguintes
casos: TB meningoencefálica; intolerância e
estado geral aos medicamentos anti TB
incontrolável em ambulatório, intercorrências
clinicas e cirúrgicas e vulnerabilidade social –
ausência de residência fixa ou grupos com ● Baciloscopia deve ser feita
maior possibilidade de abandono – mensalmente para avaliar evolução do
principalmente se for um caso de tratamento
retratamento, falência ou multirresistência ● RX: no 2 mês e no mês de alta para
(ATENÇÃO – PROVA) avaliar evolução

Objetivo do TDO: O Tratamento SEGUIMENTO DO TRATAMENTO EM


Diretamente Observado visa garantir que o CRIANÇAS E ADOLESCENTES
paciente tome os medicamentos corretamente
e complete o regime de tratamento sem
interrupções, prevenindo resistência e falhas
terapêuticas.

12
MANTER A INFECÇAO LATENTE
(ATENÇÃO – PROVA – TNF-ALFA)

REAÇÕES ADVERSAS AO ESQUEMA BÁSICO

⇨ Deve-se tratar TB ativa e latente


para erradicar
⇨ Não adianta tratar so a TB ativa,
pois o TB LATENTE PODE ATIVAR
INFECÇÃO

DIAGNÓSTICO ILTB PELA PROVA


TUBERCULÍNICA (PT)

O diagnóstico de ILTB (Infecção Latente por


Tuberculose) pode ser feito pela prova
tuberculínica (PT), que consiste nos seguintes
pontos:

O que é a Prova Tuberculínica (PT):


A maioria dos pacientes completa o tratamento ⇨ A PT é realizada com a inoculação
sem qualquer reação adversa relevante. intradérmica de tuberculina (uma proteína
do bacilo) e leitura da ocorrência após
As reações adversas podem ser divididas em 48-72h.
dois grandes grupos:
● reações adversas “menores”, em que OBJETIVO 🡪 medir a resposta imune celular do
normalmente não é necessária a paciente a esses antígenos, ou seja, verificar se
suspensão dos medicamentos antiTB; o sistema imunológico já teve contato com o
● reações adversas “maiores”, que bacilo da tuberculose.
normalmente causam a suspensão do INDICAÇÃO 🡪 Usado para identificar infecção
tratamento – manejo atenção secundária latente , especialmente em populações
e terciária. vulneráveis (HIV+, contatos de TB,
imunossuprimidos).
As reações adversas menores devem ser IMPORTÂNCIA: Não é diagnóstico de TB ativa,
manejadas na própria Atenção Primária mas indica exposição ao bacilo.

INFECÇÃO LATENTE DA TB Identificar casos de ILTB: A PT é utilizada


para detectar infecção latente por tuberculose
● Estudos 5 a 10% vai adoecer nos próximos em adultos e crianças, quando não há sinais de
2 a 5 anos e 5% ao longo da vida doença ativa, mas o paciente tem o bacilo
● Estima-se que 25% da população mundial – presente em seu organismo.
infecção latente pelo m. tuberculosis
● Ausência de sintomas Auxiliar no diagnóstico de TB ativa em
● Não transmite a doença crianças: A PT também pode ajudar no
diagnóstico de tuberculose ativa, especialmente
INFECÇÃO É DIFERENTE E ADOECIMENTO em crianças, quando o diagnóstico clínico e
� INFECTADO NÃO TRANSMITE A radiológico é difícil.
DOENÇA
� O DOENTE TRANSMITE A DOENÇA
� NA INFECÇÃO LATENTE O SISTEMA
IMUNE ESTÁ CONSTANTEMENTE
ATIVANDO TNF-ALFA, RECRUTANDO
LINFÓCITOS E MACRÓFAGOS PARA
13
● IFN 🡪 não é influenciado por BCG

MACROFAGO 🡪 PRODUZ TNF-ALFA


LINFOCITO 🡪 PROFUDIZ INTERFERON
(significa que tem linfócito ativado)

VANTAGENS DO IGRA SOBRE A PT:


Não é influenciado pela vacina BCG : O PPD
pode dar resultados falsos positivos em quem já
foi vacinado, mas o IGRA não é influenciado
pela vacina BCG.
� LEITURA DA PROVA TUBERCULÍNICA Menos influenciados por micobactérias não
tuberculosas : O IGRA é mais específico
porque não reage com a maioria das
micobactérias ambientais, que podem interferir
no PPD.
Resultados mais confiáveis : Não há visão
do leitor (como ocorre no PPD) e o exame não
precisa de retorno para leitura.
Exame único : O paciente faz uma visita
única , o que reduz o risco de efeitos
adversos e melhora a adesão.

DIAGNÓSTICO PELO IGRA


● Medir a parte endurecida (o nódulo) Indicações do IGRA (semelhantes à PT):
🡪 não medir a parte eritematosa ⇨ identificar casos de ILTB em adultos e
crianças
Prova tuberculínica NÃO é diagnóstico ⇨ auxiliar no diagnóstico de tuberculose
para TB ativa 🡪 É DIAGNÓSTICO PARA TB ativa em crianças.
LATENTE

DIAGNÓSTICO PELO IGRA – INCORPORADO


NO SUS EM 2020

PRINCÍPIO : O IGRA detecta a produção de


interferon-gama (IFN-γ) pelas células T
(linfócitos) quando elas entram em contato com
antígenos específicos do Mycobacterium
tuberculosis (MTB). � TESTE IGRA AVALAI RESP INFLAMATÓRIA
*premissa de que as células anteriormente IN VITRU
sensibilizadas com os antígenos da
tuberculose produzem altos níveis de � PPD E IGRA DIAGNOSTICAM TB LATENTE
interferon-gama;
TRATAMENTO DE ILTB PELO .
ANTÍGENOS ESPECÍFICOS : Esses antígenos TUBERCULOSIS
estão no MTB e não estão presentes nas cepas
do BCG (vacina) nem nas micobactérias
ambientais, o que torna o IGRA específico para
o MTB .

TESTE IN VITRO : O exame é realizado com


amostra de sangue e mede a quantidade de
interferon-gama produzida pelas células T
após a exposição ao antígeno.
● Tratar ILTB é um desafio pois a
● Avaliaçao in vitru 🡪 avalia a pessoa não está doente de fato –
quantidade de interferon gama difícil adesão
14
RESUMINDO:
� AFASTAR DEFINITIVAMENTE A Se o recém-nascido teve contato com uma
TUBERCULOSE ATIVA (GARANTIR pessoa com tuberculose ativa, ele não deve ser
QUE É A FORMA LATENTE) vacinado com BCG imediatamente. Em vez
disso, ele recebe quimioprofilaxia
• TRATAMENTO ILTB ≥ 14 ANOS (medicamentos) para prevenir a doença.

O teste tuberculínico (PT) é feito para verificar o


bebê com infecção latente .
● Se o PT for positivo (maior que 5mm), ele
continua o tratamento .
● Se o PT for negativo, o tratamento é
encerrado .

Caso o bebê tenha recebido BCG antes da


quimioprofilaxia , ele toma isoniazida por 6
meses , sem necessidade de repetir o PPD ou a
vacina.

TRATAMENTO ILTB 2 A 14 ANOS QUADRO GERAL INDICAÇOES DO


• > 2 ANOS – HP (3M) TRATAMENTO DA INFECÇÃO LATENTE PELO
• < 2 ANOS – H ou R (6 A 9 MESES) 🡪 NÃO M. TUBERCULOSIS (ILTB)
PODE USAR RIFAPENTINA

ILTB NO RECÉM NASCIDO SERÃO TRATADOS IDEPENDENTE DE PPD


OU IGRAA (ATENÇÃO PROVA) – SE FOR
QUIMIOPROFILAXIA PRIMÁRIA PERGUNTAR VAI PERGUNTAR NA PROVA
� Criança que teve contato com ar QUAIS CASOS TEM QUE TRATAR MESMO
bacilifero não é vacinada, faz SEM EXAMES
tratamento 🡪 faz PT 🡪 se for >5mm ● RECEM NASCIDO EM LAR COM
continua tratamento e não vacina TUBERCULINICO
● PESSOA COM HIV COM CONTATO TB

DIAGNOSTICAR E TRATAR TB ATIVA •


RASTREAR E TRATAR – CASOS DE ILTB –
QUANDO INDICADOS

Atenção: caso o RN tenha sido


Aula 2 – Linha de
inadvertidamente vacinado antes de
iniciar a quimioprofilaxia (QP), recomenda-
Cuidado HAS
se o uso de H (isoniazida) por seis meses, ⇨ Definição
não estando indicada a realização da PT. ⇨ Por que tratar
⇨ Fatores de risco

15
⇨ Diagnóstico (PROVA) Considera-se Hipertensão Arterial níveis
⇨ Estágios HAS (PROVA) sustentados:
⇨ Classificação de Risco Cardiovascular ⇨ Pressão Arterial Sistólica (PAS) ≥
⇨ Tratamento de acordo com risco 140 mmHg
cardiovascular (PROVA) ⇨ Pressão Arterial Diastólica (PAD) ≥
90 mmHg
1. DEFINIÇÃO
● Hipertensão arterial: doença crônica não Que seja medida com a TÉCNICA CORRETA,
transmissível em pelo menos DUAS OCASIÕES
● Causa multifatorial DIFERENTES, na AUSÊNCIA DE MEDICAÇÃO
● Caracterizada pela elevação persistente ANTI-HIPERTENSIVA
da pressão arterial
� Técnica de verificação
� Epidemiologia ● Paciente sentado
● Acomete 32% da população BR ● Pernas descruzadas
● Relacionada a 50% dos eventos ● Braço no nível do coração, mão voltada
cardiovasculares para cima e aberta
● 90% essencial ou primária e 10% ● Iniciar com método palpatório e depois
secundária método auscultatório
� NÃO FAZER
● Bexiga cheia
● Atividade física, álcool, café ou alimentos
por 1 hora
● Fumar nos últimos 30 minutos
● Conversar durante a aferição
[Link] QUE TRATAR HAS SITUAÇÕES ESPECIAIS
� A pressão alta é um dos principais HIPERTENSÃO DO AVENTAL BRANCO
fatores para a ocorrência de: A hipertensão do avental branco acontece
LESÕES DE ÓRGÃO ALVO quando a pressão arterial medida no
● Doença arterial periférica consultório é maior do que a medida em casa
● AVE ou em outro ambiente.
● Retinopatia
● Infarto, IC, angina COMO IDENTIFICAR?
● Diminuição da função renal ● A diferença entre as medições deve ser
🡪DIAGNÓSTICO FÁCIL – CONTROLE DIFICIL de pelo menos 15 mmHg na pressão
DEVIDO BAIXA ADESÃO AO TRATAMENTO sistólica (PAS) e/ou 9 mmHg na
pressão diastólica (PAD).

� OPORTUNIZAR O DIAGNÓSTICO ISSO MUDA O DIAGNÓSTICO DE


Para garantir a identificação precoce da HIPERTENSÃO?
hipertensão arterial sistêmica (HAS), ● Não! Se a pessoa não tem
recomenda-se: hipertensão (normotensa), continuará
● Medição da pressão arterial (PA) em sem hipertensão.
todos os adultos ≥ 18 anos que ● Se já tem hipertensão, continuará
comparecem à Unidade de Atenção sendo considerada hipertensa.
Primária (UAP).
● Se não houver registro de verificação POR QUE ISSO É IMPORTANTE?
da PA nos últimos dois anos, deve-se ● Pode dar a falsa impressão de que o
realizar e registrar a medição. paciente precisa de mais medicamentos
● Toda a equipe multidisciplinar deve ou ajustes no tratamento, quando na
participar do rastreamento da verdade não há necessidade.
hipertensão. ● Pode também levar a um erro na
classificação do estágio da hipertensão.
� RASTREAMENTO: O rastreamento da
HAS deve ser feito de forma sistemática O QUE FAZER?
por profissionais de saúde, garantindo a ● Para confirmar o diagnóstico correto,
identificação e acompanhamento recomenda-se medições da pressão fora
adequado dos paciente do consultório, como em casa (MAPA
ou MRPA – Monitorização Ambulatorial da
3. DIAGNÓSTICO HAS CRÔNICA
16
Pressão Arterial ou Monitorização
Residencial da Pressão Arterial).

HIPERTENSÃO MASCARADA
A hipertensão mascarada é o oposto da
hipertensão do avental branco.

O QUE ACONTECE? MAPA - MONITORIZAÇÃO


● A pressão arterial (PA) parece AMBULATORIAL DA PRESSÃO ARTERIAL
normal no consultório, mas, quando O MAPA é um exame que mede a pressão
medida fora do consultório (em casa ou arterial (PA) por 24 horas, enquanto o
com exames como MAPA ou MRPA), está paciente realiza suas atividades diárias e
elevada. dorme.
POR QUE ISSO É UM PROBLEMA? COMO FUNCIONA?
● Pode levar a um diagnóstico tardio de ● O paciente usa um aparelho
hipertensão, já que a pressão parece automático que infla em intervalos
normal nas consultas médicas. regulares ao longo do dia e da noite.
● Pessoas com hipertensão mascarada ● O exame ajuda a identificar variações da
ainda têm risco aumentado de pressão arterial e detectar hipertensão
doenças cardiovasculares, como infarto e do avental branco ou hipertensão
AVC. mascarada.
COMO IDENTIFICAR?
● Fazer Monitorização Ambulatorial da � Definição de Normotensão pelo
Pressão Arterial (MAPA) ou MAPA e MRPA
Monitorização Residencial da Para considerar um paciente normotenso
Pressão Arterial (MRPA) para (com pressão normal), os valores de PA
confirmar se a pressão está alta fora do devem estar dentro dos seguintes limites:
consultório.
O QUE FAZER?
● Se confirmada, a pessoa precisa de
acompanhamento e tratamento,
mesmo que a pressão pareça normal nas
consultas médicas.
Esses valores são baseados nas V Diretrizes
Brasileiras de MAPA e III Diretrizes
EXAMES DE MONITORIAÇÃO Brasileiras de MRPA.
MRPA – MONITORIZAÇÃO RESIDENCIAL
A MRPA é um método para medir a pressão PARA QUE SERVE O MAPA?
arterial fora do consultório, feito pelo próprio ● Diagnosticar hipertensão de forma mais
paciente ou por alguém treinado, usando um precisa.
equipamento validado e calibrado. ● Avaliar a eficácia do tratamento da
pressão arterial.
COMO FUNCIONA? ● Identificar variações da pressão durante
● As medições seguem um protocolo o dia e a noite.
específico e normatizado.
● São feitas ao longo do período de
vigília (quando a pessoa está acordada). DIAGÓSTICO HAS CRÔNICA (PROVA)
● O objetivo é acompanhar a pressão � Confirmação do
arterial por um longo período, diagnóstico (medir a
garantindo um diagnóstico mais preciso. PA no consultório
🔹 Diferença entre MRPA e AMPA e/ou fora dele,
(Automedida da Pressão Arterial) utilizando técnica
● MRPA: Registro sistematizado, equipamentos
seguindo um protocolo oficial. validados);
● AMPA: Medições feitas sem um padrão
fixo, apenas a pedido do médico ou por
decisão do paciente.

17
PROVA 🡪 COMO FAZER DIAGNÓSTICO Prova – SABER TABELA DO RISCO GLOBAL DO
PACIENTE (Mas vai ser baixo ou alto na aprova,
DIAGNÓSTICO DE HAS NA PRIMEIRA VISITA disse que vai ser muito claro)
(Prova) 🡪 É POSSIVEL SE PA FOR MAIOR QUE � DICA: Se paciente tiver lesão de
140/90 COM RISCO CARDIOVASCULAR ALTO OU órgão alvo, doença cardiovascular,
PA MAIOR QUE 180/110 diabetes, ou doença renal JÁ É ALTO
RISCO!
4. ESTAGIOS HAS (PROVA)
� O diagnóstico da HAS divide-se em três
estágios que guiarão o manejo IDENTIFICAÇÃO DE FATORES DE RISCO
terapêutico. ● Avaliação inicial
● Avaliar a história clínica, pessoal e
familiar
● Avaliação do risco cardiovascular

� FATORES DE RISCO:
● Ingestão de sódio e potássio
● Obesidade/sobrepeso
MACETE PARA DECORAR TABELAR: soma 10 ● Sedentarismo
sistólica e 5 na diastólica – a partir do estágio 2 ● Genética/ Etnia/ Sexo/ Idade
dobra 🡪 soma 20 na sistólica e 10 na diastólica Homem > 55 anos | Mulher > 65 anos
● Dislipdemia
Triglicérides > 150 mg/dl;
Colesterol total > 190mg;
HDL < 40 mg;=/dl;
LDL > 100 mg/dl
● Resistencia a insulina
● Álcool
● Tabagismo
● Fatores socioeconômicos
● História familiar prematura de
doença cardiovascular (Homem >55
PROVA– ESTAGIOS 🡪 Caso clínico com valor de anos e mulheres >65 anos)
pressão, de acordo com estágio tratar com
monoterapia ou terapia combinada, por isso PROVA – PARENTE DE PRIMEIRO GRAUS É PAI,
tem que saber o estágio MÃO E IRMÃOS somente esses são considerados
esse fator de risco
TRIAGEM E DIAGNÓSTICO DE HAS � PRESENÇA DE DOENÇA
CARDIOVASCULAR E RENAL
ASSOCIADAS
● AVEI, AVEM AIT
● Doença arterial coronariana
● Fibrilação arterial
● IC com fração de ejeção reduzida ou
preservada
● DAOP
● Retinopatia avançada, hemorragias,
exsudatos, papiledema
5. AVALIAÇÃO RISCO CARDIOVASCULAR ● Doença renal crônica estágios 4 e 5

ESTRATIFICAÇÃO DO RISCO GLOBAL DO � LESÕES DE ÓRGÃO-ALVO


PACIENTE HIPERTENSO (PROVA) ● Hipertrofia do VE
18
● Espessamento MI de carótidas
● ITB < 0,9
● DR Microalbuminúria

Lesão em órgão-alvo caracteriza-se pela


presença de alterações estruturais e/ou
funcionais em artérias ou órgãos, causadas pela
elevação da PA.

ATENÇÃO: Não confundir lesão de órgão alvo


com doenças
� AVALIAÇÕES COMPLEMENTARES
Durante a avaliação clínica do paciente, os
seguintes exames devem ser solicitados para
investigação diagnóstica, de acordo com a
indicação.
⇨ Indicações de exames complementares
diagnósticos durante a avaliação de
pacientes com hipertensão arterial
sistêmica

● ECOCARDIOGRAMA: Indicado em indícios de


hipertrofia de VE ao ECG ou paciente com
suspeita de insuficiência cardíaca.
● ALBUMINÚRIA: paciente com DM, síndrome
metabólica ou com dois ou mais fatores de risco
● ULTRASSOM RENAL COM DOPLLER: paciente
com insuficiência renal crônica ou suspeita de
doença renovascular
● HEMOGLOBINA GLICADA: confirmação de DM

6. TRATAMENTO
� EXAMES PARA RASTREIO E No tratamento da HAS Crônica, deve ser
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO estabelecido um plano de cuidados com foco
CARDIOVASCULAR em três dimensões
● Eletrocardiograma convenciona
● Exame de urina Tipo 1/ EAS (Elementos ⇨ Autocuidado
anormais do sedimento) ⇨ Ações terapêuticas medicamentosas
● Creatinina plasmática (taxa de filtração ⇨ Ações educativas e terapêuticas NÃO
glomerular) medicamentosas com enfoque
● Potássio plasmático interdisciplinar
● Glicemia de jejum
● Colesterol total, HDL-C e triglicérides TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO –
plasmáticos AUTOCUIDADO
● Ácido úrico plasmático
✔ Cuidado de acordo com o perfil do
paciente e particularidades regionais;
� SUBSTÂNCIAS RELACIONADAS COM O ✔ Aferir PA em todas as consultas;
AUMENTO DA PA ✔ Monitorizar da adesão ao tratamento
Principais classes de medicamentos com efeito farmacológico e não farmacológico;
na pressão arterial e ações sugeridas diante ✔ Promover ações individuais;
da necessidade de uso ✔ Utilizar recursos educativos;
✔ Envolver a família;
✔ A atuação da equipe multiprofissional
promove melhor controle da HAS, o que
está diretamente relacionado à adesão
ao tratamento medicamentoso e não
medicamentoso

19
� MEDIDAS DE ALIMENTAÇÃO E realização de atividade física. Avaliar
NUTRIÇÃO histórico do paciente.
✔ Padrão alimentar
✔ Cessação do tabagismo TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
✔ Moderação no consumo do álcool
(Mulheres e pessoas de baixo peso: 1 QUANDO INICIAR O TRAMENTO
dose/dia. Homens: 2 doses/dia) MEDICAMENTOSO?
✔ Redução no consumo do sal (Reduzir a ⇨ Pré-hipertensos e DCV pré-existentes ou
ingestão de sal. hipertensos é de 2000 risco alto + HAS estágio 1 com risco
mg (5 g de sal). No máximo 3 colheres baixo 🡪 INICIAR APÓS 3 MESES EM
de café rasas de sal = 3g + 2g de sal dos CASO DE FALENCIA DO TRATAMENTO
próprios alimentos.) NÃO MEDICAMENTOSO
⇨ HAS estágio 1, HAS estágio 2, HAS
🡪 CONTROLE DO PESO estágio 3, Idoso hígidos com PAS > 140
🡪CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL mmHG e idosos frágeis com PAS
>16mmg 🡪 INICIAR MEDICAMENTOS
É recomendado a TODOS os hipertensos com JÁ NO DIAGNÓSTICO
objetivo de controlar fatores de risco
modificáveis e melhorar a adesão a longo prazo.

Controle de peso: Até 65 anos: (IMC) < 25


kg/m². Mais de 65 anos (IMC) < 27 kg/m². Se
excesso de peso, orientar a perda de peso
saudável. � MONOTERAPIA OU TRATAMENTO
COMBINADO
Circunferência abdominal: Mulheres: inferior Monoterapia: pequena redução da PA.
a 80 cm. Homens: inferior a 102 cm. Tratamento combinado:
✔ Atuação em mecanismos fisiopatológicos
� ATIVIDADE FÍSICA distintos
⇨ Hipertensos que fazem atividade física = ✔ Utilização de doses menores: menor
redução de 27% a 50% de morte. ocorrência de efeito colateral
⇨ Recomendação mínima: 30 minutos/dia por 5 ✔ Redução de desfechos cardiovasculares
dias (150 minutos) ✔ Alcance mais rápido da meta pressórica
⇨ Treinamento aeróbico (mais benefícios) - ✔ Comprimido único: adesão ao
Modalidades diversas: andar, correr, dançar, tratamento*
nadar, entre outras;
⇨ Treinamento resistido: De 2 a 3
vezes/semana INDICAÇÕES DE TRATAMENTO
MEDICAMENTOSO E NÃO MEDICAMENTOSO
� As recomendações de exercício físico DE ACORDO COM NÍVEIS PRESSÓRICOS E
devem ser individuais – Ou seja, RISCO CARDIOVASCULAR
personalizada para cada pessoa.

IMPORTANTE – ATV. FÍSICA:


⇨ Sugere-se que pacientes hipertensos
com níveis de PA mais elevados ou que MONOTERAPIA (ATENÇÃO): PRÉ-
tenham mais de 3 fatores de risco HIPERTENSO RISCO ALTO E HIPERTENSO 1
cardiovascular, diabetes, lesão de órgão- RISCO BAIXO
alvo ou cardiopatias FAÇAM UM TESTE � Do restante, todos os outros serão
ERGOMÉTRICO ANTES DE REALIZAR terapia combinada
EXERCÍCIOS FÍSICOS EM INTENSIDADE
MODERADA ⇨ TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO
⇨ Em algumas doenças cardiológicas, como 🡪 Pré-hipertenso risco baixo e
estenose aórtica ou mitral graves e moderado
cardiomiopatia hipertrófica com obstrução
de via de saída, está CONTRAINDICADA a
20
METAS DO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO ⇨ São menos eficientes comparados aos
anteriores
⇨ Utilizada na ICC e HAS persistente
● Mecanismo: antagonista de receptor
aldosterona
● Efeitos colaterais: ginecomastia, redução
libido, impotência, hiperpotassemia,
irregularidade menstrual

DROGAS DE PRIMEIRA LINHA


� DIURÉTICOS TIAZÍDICOS
� INIBIDORES DA ECA OU BRA
� BLOQUEADOR CANAL DE CÁLCIO
(BCC)
Prova: geralmente cobra a classe e não o
nome comercial
IECA/BRA
DIURÉTICO TIAZÍDICO (Hidroclorotiazida)
⇨ Não indicado para diabéticos
⇨ Glicosuria
✔ Mecanismo: inibe transporte de Na/Cl no TCD
✔ Boa opção especialmente em idosos e negros
(ajuda no aumento de cálcio, prevenindo
fraturas em idosos)
✔ Não usar em pacientes com artrite gotosa
✔ Reduzem mortalidade e morbidade
cardiovascular
✔ Efeitos colaterais: hiponatremia e ⇨ Primeira opção é IECA
hipopotassemia, disfunção erétil, resistência ⇨ IECA: inibe conversão AT1 em AT2
insulínica, hiperucemia e hipercalcemia ⇨ BRA: inibe receptor AT2
⇨ IECA pode causar tosse por conta da
bradicinina (IECA degrada bradicinina)
⇨ Só troca IECA por BRA se o paciente
apresentar tosse ou angioedema
(IMPORTANTE)
⇨ Boa opção para todos os paciente,
especialmente DM e portadores de IC
e IAM 🡪 Previne remodelação cardíaca
DIURÉTICO DE ALÇA (FUROSEMIDA) em IAM e IC pela ação da aldosterona no
⇨ Usado em pacientes que necessitam de miocárdio e é NEFROPROTETOR, previne
redução expressiva de volume disfunção renal
● Mecanismo: bloqueia reabsorção de ⇨ Piora discreta da disfunção renal no
sódio e cloreto nos rins início do tratamento – depois geralmente
● Usado em hipertensão grave e IC normaliza
● Curta duração de ação (4 a 6h) e ação ⇨ Ideal para diabéticos
hipertensiva moderada ⇨ CONTRAINDICADO PARA GESTANTE
● Efeitos colaterais: hipopotassemia, (IMPORTANTE)
hipovolemia e ototoxidade ⇨ NUNCA utilizar IECA e BRA
associados

BLOQUEADOR DE CANAL DE CÁLCIO

DIURÉTICO POUPADOR DE POTÁSSIO


(ESPIRONOLACTONA)
⇨ Atenuam a hipopotassemia causadas
pelos diuréticos de alça
● NÃO DI: NÃO USA PRA HIPERTENSAO

21
● DI-HIDRO 🡪 usa para HAS: redução do
cálcio na membrana muscular lisa das
artériolas
● NÃO usar em paciente com
insuficiência cardíaca 🡪 diminui a
contração cardíaca
● Mais comum anlodipino

BLOQUEADOR BETA E ALFA


● Só é primeira escolha em PACIENTE
PORTADORES DE IC E DAC
● Mecanismo: redução de débito cardíaco
e secreção de renina
HAS CRÔNICA: CONDIÇÕES ESPECIAIS
● Colaterais: broncoespasmo,
(ATENÇAO! – IMPORTANTE PROVA)
vasoconstrição periférica, bradicardia.
● Afeta metabolismo lipídico: mascara
● DIABETES 🡪 IECA
sintomas de hipoglicemia e crise
● IAM prévio 🡪 BB e IECA
hipoglicêmica.
● IC 🡪 BB e IECA
● Doença renal 🡪 IECA
● Negro 🡪 BCC e diurético
● Idoso 🡪 BCC e diurético
● Hipertensão resistente 🡪 espironolactona

� DIAGRAMA PREFERENCIAL DE
ASSOCIAÇOES MEDICAMENTOSAS
HIDRALAZINA – segunda ou terceira linha
● NÃO PODE COMBINAR IECA E BRA
● Dos outros, todos são combinações
possíveis

HAS NA GESTAÇÃO
(NÃO DEU MUITA IMPORTÂNCIA)
⇨ Hipertensão gestacional: HAS
diagnosticada após a 20ª semana de
gestação e ausência de proteinúria.
⇨ Pré-eclâmpsia: HAS diagnosticada após a
20ª semana associada a proteinúria
significativa (encaminhar para
emergência obstétrica).
⇨ HAS crônica na gestação: paciente com
diagnóstico prévio ou em até 20
semanas de gestação.
⇨ SABER QUE É CONTRAINDICADO
IECA E BRA

INDICAÇÕES DE TRATAMENTO
MEDICAMENTOSO DE ACORDO COM NÍVEIS
PRESSÓRICOS E RISCO CARDIOVASCULAR

DIAGNÓSTICO HAS NA GESTAÇÃO:

22
⇨ PAS maior/igual 140 OU PAD maior/igual ✔ Progressão das lesões nos órgãos-alvo
90 em duas ocasiões com intervalo de 4 da hipertensão
horas ✔ Presença de comorbidades
⇨ PAS maior/igual 160 e PAD maior/igual ✔ Interação com medicamentos
110 – confirmadas após 15 minutos ✔ Abuso de álcool

TRATAMENTOS MEDICAMENTOSOS
RECOMENDADOS
● CONTRAINDICADO IECA E BRA
● MAIS INDICADO 🡪 METILDOPA

CRISE HIPERTENSIVA (EMERGÊNCIA


HIPERTENSIVA)

⇨ Pacientes com ou sem diagnóstico prévio de


HIPERTENSÃO ARTERIAL RESISTENTE HAR HAS podem apresentar episódios agudos,
PA não controlada apesar do uso de três ou geralmente com pressão arterial sistólica
mais anti-hipertensivos em doses (PAS) superior a 180 mmHg e pressão
adequadas, incluindo preferencialmente um arterial diastólica (PAD) superior a 110 mmHg .
diurético, ou quando em uso de quatro ou mais ⇨ Pacientes COM lesão aguda de órgão-alvo
anti-hipertensivos mesmo com controle ⇨ Apresentam risco de morte imediata com
pressórico adequado necessidade de intervenção médica intensiva.
● 4 ou mais anti-hipertensivos; OU Nessas situações, o tratamento deve ser
● 3 ou mais antihipertenivos – SENDO 1 com anti-hipertensivos de uso
um antidiurético endovenoso.

� Afastar pseudoresistência � NÃO É TRATADO NA ATENÇÃO


▪ Adesão à terapêutica 🡪 PACIENTE ESTÁ PRIMÁRIA
FAZENDO USO CORRETO?
▪ Ajuste do esquema anti-hipertensivo

� Investigação de causas secundárias


▪ Síndrome de apneia e hipopneia obstrutiva do
sono (SAHOS)
▪ Hiperaldosteronismo
▪ Estenose de artéria renal
PSEUDOCRISE HIPERTENSIVA
TRAMENTO MEDICAMENTOSO
(URGÊNCIA HIPERTENSIVA)
⇨ Aumento acentuado da PA que está
mais frequentemente associado ao uso
inadequado de antihipertensivos,
NÃO APRESENTANDO LESÃO AGUDA
DE ÓRGÃO-ALVO.
⇨ Pacientes SEM lesão aguda de
HAS SECUNDÁRIA órgão-alvo
● Existe uma causa especifica que pode ⇨ O tratamento anti-hipertensivo deve ser
ser curada ou amenizada otimizado e as medidas não
farmacológicas, reforçadas.
Avaliar as seguintes condições antes de
investigar causa secundária:

✔ Medida inadequada da pressão arterial


✔ Hipertensão do avental branco
✔ Tratamento inadequado
✔ Não adesão ao tratamento
23
Aula 3 - Protocolo
Clínico e Diretrizes
Terapêuticas do
Tabagismo
O Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas do Tabagismo é um documento
elaborado pelo Ministério da Saúde do Brasil,
� PACIENTE SEM LESÃO AGUDA DE com o objetivo de fornecer diretrizes para o
ÓRGÃO ALVO tratamento e a prevenção do tabagismo, uma
das principais causas de morbidade e
PLANEJAMENTO TERAPÊUTICO (ATENÇÃO mortalidade no mundo.
PROVA):
● Pacientes não apresentam risco 1. INTRODUÇÃO AO TABAGISMO
imediato de morte, mas têm ● Tabagismo: condição crônica
POTENCIAL RISCO PARA caracterizada pela dependência da
DESENVOLVER LESÕES AGUDAS em nicotina, substância presente no tabaco.
órgão alvo. ● Uma das principais causas de doenças
● Necessitam de redução da PA, mas como câncer, doenças cardiovasculares
usualmente não necessitam de e respiratórias
internação hospitalar. ● Responsável por milhões de mortes
anuais em todo o mundo.

2. LINHA DO TEMPO DO TABACO


● 1492: O tabaco foi introduzido na
Europa por Cristóvão Colombo.
● Século XVII: Popularizou-se como
hábito social.
● Século XIX: Com a industrialização,
começou a produção em massa de
cigarros.
● Anos 1950: Surgiram as primeiras
evidências científicas ligando o
● PSEUDOCRISE – primeiro olhar tabagismo a doenças graves.
● REDUZIR GRADUALMENTE A PA; ● Após 1950: O uso do tabaco tornou-se
● Realizar acompanhamento trivial e desenfreado.
ambulatorial precoce (em até 7 dias)

3. EPIDEMIOLOGIA DO TABAGISMO
No Mundo:
● Cerca de 1,3 bilhão de pessoas fumam
globalmente.
● O tabagismo é responsável por 8
milhões de mortes anuais, sendo 7
milhões por uso direto e 1,2 milhão por
fumo passivo.
● Mais de 80% dos fumantes começam a
fumar antes dos 18 anos.
No Brasil:
● O tabagismo gera um custo anual de R$
56,9 bilhões ao sistema de saúde.
● É responsável por 156 mil mortes
anuais, sendo a principal causa evitável
de morte.
● Cerca de 25% da população está
exposta ao fumo passivo.

24
4. DEFINIÇÕES E TERMINOLOGIAS
● Tabaco não fumado: Consumido sem
queima (ex.: mascado, inalado).
● Tabaco fumado: Consumido por
queima (ex.: cigarro, charuto, narguilé).
● Tabaco vaporizado: Consumido por
dispositivos que liberam vapor (ex.:
cigarro eletrônico).

TERMINOLOGIAS:
● Fumante passivo: Não fumante que
convive com fumantes em ambientes 6. TABAGISMO ATIVO
fechados. O tabagismo ativo é motivado por fatores como:
● Fumante regular: Consome mais de ● Estimulação: Melhora temporária da
100 cigarros na vida e continua concentração e energia.
fumando. ● Ritual: Ações repetitivas associadas ao
● Ex-fumante: Consumiu mais de 100 ato de fumar.
cigarros na vida, mas interrompeu o uso. ● Prazer: Liberação de dopamina,
● Cessação definitiva: Interrupção causando sensação de bem-estar.
permanente do tabagismo. ● Redução de ansiedade: Alívio
● Recaída: Retorno ao hábito de fumar momentâneo do estresse.
após um período de abstinência. ● Dependência: Necessidade compulsiva
● Lapso: Uso ocasional e isolado de de nicotina.
tabaco durante a abstinência.
Classificação (CID-10 e DSM-V):
5. TABAGISMO PASSIVO ● CID-10: Inclui transtornos devido ao uso
O tabagismo passivo ocorre quando NÃO do fumo, como dependência e
FUMANTES INALAM A FUMAÇA DE abstinência.
DERIVADOS DO TABACO EM AMBIENTES ● DSM-V: Classifica o tabagismo como
FECHADOS. "Transtorno por Uso de
A fumaça passiva contém 3x mais nicotina, 3x Substâncias", avaliando compulsão,
mais monóxido de carbono e até 50x mais tolerância e abstinência.
substâncias cancerígenas do que a fumaça
inalada pelo fumante.

IMPACTOS NA SAÚDE:
� PRINCIPAIS: doenças respiratórias –
rinite, sinusite, otite, asma, DPOC e
câncer de pulmão
● Crianças: Risco aumentado de síndrome
da morte súbita infantil, doenças
pulmonares e redução do crescimento.
● Adultos: Aumento do risco de câncer de
pulmão, infarto do miocárdio e doenças
respiratórias. 7. OBSTÁCULOS PARA PARAR DE FUMAR
● Gestantes: Complicações na saúde dos ● Dependência física: Síndrome de
recém-nascidos e redução da fertilidade. abstinência com sintomas como
irritabilidade e ansiedade.
PROVA – SUMÁRIO EFEITOS TABAGISMO ● Gatilhos comportamentais: Situações
PASSIVO do dia a dia que reforçam o desejo de
� ATENÇÃO EFEITOS IMEDIATOS E fumar.
LONGO PRAZO ● Dependência psicológica: Uso do
cigarro para lidar com emoções
negativas.
● Pressão social: Dificuldade em resistir
à tentação em ambientes onde o fumo é
comum.

8. CONSEQUÊNCIAS DO TABAGISMO
25
● Neoplasias: Câncer de boca, esôfago, 4. Acompanhamento contínuo: prevenir
laringe, bexiga, pâncreas, rim e colo do recaídas e garantir sucesso no processo de
útero. cessação do tabagismo
● Doenças
cardiovasculares: Aterosclerose,
infarto e AVC. INTERVENÇÕES
● Doenças respiratórias: DPOC, � Tratamento não farmacológico
enfisema e asma. � Intervenções psicossociais
● Diabetes Mellitus: Aumento do risco � Tratamento medicamentoso
de resistência à insulina e complicações
vasculares. TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO

ENTREVISTA MOTIVACIONAL
Objetivo: Aumentar a motivação do usuário para
mudanças de comportamento, especialmente
em relação à cessação do tabagismo e adesão a
tratamentos.
Aplicação: Utilizada para trabalhar a motivação
intrínseca do paciente, ajudando-o a reconhecer
os benefícios de parar de fumar e a superar
resistência

� RECURSOS PARA IDENTIFICAR O GRAU


DE DEPENDENCIA DO USUÁRIO PELO
TABACO

AVALIAÇÃO QUANTITATIVA: QUESTIONÁRIO DE


TOLERÂNCIA

9. PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS DO
TRATAMENTO DO TABAGISMO (ATENÇÃO)
🡪 PROVA!!!!

ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA


● Mais ampla que a Entrevista Motivacional,
abrangendo todo o processo comunicativo no
acompanhamento do paciente.
● Reconhece que cada fumante é único, com
O tratamento inclui abordagens não sentimentos, ideias, funcionalidades e
farmacológicas e farmacológicas: expectativas distintas.
1. Aconselhamento individual ou em ● Foca nas razões individuais que levam cada
grupo: Apoio psicológico e pessoa a fumar, adaptando o tratamento às
comportamental. necessidades específicas de cada um.
2. Uso de terapias farmacológicas - INTERVENÇÕES PSICOSSOCIAIS
Terapia de Reposição de Nicotina
(TRN) e Medicamentos: Adesivos, gomas ABORDAGEM COGNITIVO-
e outros produtos que liberam nicotina para COMPORTAMENTAL
reduzir a abstinência. Objetivo: Reestruturar cognições disfuncionais e
Medicamentos: Bupropiona e vareniclina promover flexibilidade cognitiva para lidar com
para controle dos sintomas de abstinência. situações específicas relacionadas ao
tabagismo.
3. Realizar campanhas educativas: Etapas:
conscientizar malefícios do tabaco 1. Abordagem Breve/Mínima
(PAAP): Perguntar, avaliar, aconselhar e
preparar.
26
2. Abordagem Básica (PAAPA): Perguntar,
avaliar, aconselhar, preparar e Duração do Tratamento
acompanhar. ● Tratamento Medicamentoso: 3 meses,
3. Abordagem Intensiva/Específica com acompanhamento semanal ou
(PAAPA): Para casos mais complexos, com quinzenal.
acompanhamento mais detalhado. ● Acompanhamento: 9 meses adicionais,
podendo ser quinzenal ou mensal.
Importância: A abordagem cognitivo- ● Total: 12 meses, após os quais o paciente
comportamental é a base do tratamento para a pode ser considerado ex-fumante.
cessação do tabagismo, com o tratamento
medicamentoso atuando como auxiliar. Legislação Antifumo
● Lei Nº 13.541/2009: Proíbe o consumo
2.2 Outras Intervenções Psicossociais de cigarros, charutos, cachimbos,
● Materiais de Autoajuda: Folhetos, guias e narguilés e outros produtos fumígenos
outros recursos para auxiliar o paciente no em locais de uso coletivo, públicos ou
processo de cessação. privados.
● Apoio por Telefone: Acompanhamento ● Lei Nº 9.294/1996: Regulamenta o
telefônico para orientação e suporte consumo de produtos de tabaco em
emocional. ambientes coletivos.
● Aconselhamento via Internet: Plataformas ● Dispositivos Eletrônicos para Fumar
online para oferecer suporte e informações. (DEFs): Considerados produtos
● Suporte nas UFS e CAPS: Acompanhamento fumígenos, seu uso é proibido em
em Unidades de Saúde da Família (UFS) e recintos coletivos fechados.
Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
10. BENEFÍCIOS DO TRATAMENTO
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
D ● Curto prazo: Normalização da pressão
arterial, melhora da função pulmonar e
Objetivo redução do risco de infarto.
● Controlar os sintomas de ● Longo prazo: Aumento da expectativa
abstinência provocados pela suspensão de vida, redução do risco de câncer de
do uso da nicotina. pulmão e melhora da qualidade de vida.
● Aumentar as taxas de abstinência,
especialmente quando associado a
intervenções comportamentais e
motivacionais.
� CRITÉRIOS PARA FARMACOTERAPIA:
● Fumantes pesados (20 ou mais
cigarros/dia).
● Escore de Fagerström ≥ 5 (dependência
moderada ou grave).
● Tentativas anteriores sem sucesso
devido à abstinência.

Contraindicações:
✔ Mulheres grávidas ou lactantes.
✔ Pacientes com úlcera péptica, infarto 11. PREVENÇÃO
agudo do miocárdio (IAM) recente, ● Educação: Programas escolares e
arritmias graves, angina instável ou campanhas de conscientização.
antecedente de AVC. ● Políticas públicas: Aumento de
impostos sobre produtos de tabaco e
Medicamentos Disponíveis no SUS proibição de publicidade.
● Adesivo de Nicotina: Libera nicotina de ● Ambientes livres de fumo: Proibição
forma controlada para reduzir os sintomas de do fumo em locais coletivos.
abstinência.
● Goma de Nicotina: Tabletes de 2 mg de 12. CONCLUSÃO
nicotina, mastigados para liberação gradual O tabagismo é uma das principais causas
da substância. evitáveis de doenças e mortes no mundo. A
● Bupropiona: Medicamento não nicotínico prevenção, o apoio à cessação e a educação
que auxilia no controle dos sintomas de contínua são essenciais para reduzir o impacto
abstinência. do tabagismo na saúde pública. Abandonar o
27
fumo traz benefícios significativos para a saúde ● No Brasil: A cerveja lidera o consumo
individual e coletiva, além de reduzir os custos (62%), seguida pelos destilados (34%) e
para os sistemas de saúde. pelo vinho (3%).

5. IMPACTOS DO CONSUMO DE ÁLCOOL


Mortalidade: O álcool é responsável por mais
3.1. Política de 3 milhões de mortes anuais no mundo. No
Brasil, causa cerca de 40 mil mortes por

Nacional sobre acidentes de


homicídios por ano.
trânsito e 60 mil

Álcool � Fatores de risco para jovens:


✔ Curiosidade
✔ Pressão social
1. DEFINIÇÕES E CONCEITOS
✔ Modelo familiar
Etilismo: Sinônimo de alcoolismo, também
✔ Propaganda e falta de políticas públicas
conhecido como Transtorno por Uso de
são os principais fatores que levam ao
Álcool (TUA). Pode ser classificado em:
início do consumo de álcool entre os
⇨ Episódico: Uso intermitente de álcool.
jovens.
⇨ Crônico: Consumo diário e contínuo.
6. DEFINIÇÃO DE BEBIDA ALCOÓLICA
2. CONTEXTO CULTURAL E SOCIAL
Bebida alcoólica: Qualquer bebida com 0,5
● O consumo de álcool está
grau Gay-Lussac ou mais de concentração
profundamente enraizado na cultura
alcoólica, incluindo destilados, fermentados e
brasileira, sendo comum em celebrações
misturas.
familiares, festas, conquistas pessoais e
profissionais.
Dose padrão: Equivale a 14g de álcool puro,
● Não existe dose segura de
o que corresponde a:
álcool: Qualquer quantidade pode
✔ 350 ml de cerveja (5% de álcool).
causar danos à saúde.
✔ 150 ml de vinho (12% de álcool).
✔ 45 ml de destilado (40% de álcool).
4. OBJETIVOS DA POLÍTICA NACIONAL
SOBRE O ÁLCOOL (ATENÇÃO!)
7. CONSUMO MODERADO E ÁLCOOL ZERO
� PROVA
● Consumo moderado: No máximo 2
● Redução de danos: Diminuir os impactos
doses por dia ou 14 doses por
sociais, à saúde e à vida causados pelo
semana para homens, e 1 dose por
consumo de álcool.
dia ou 7 doses por semana para
● Enfrentamento da violência: Combater
mulheres.
situações de violência e criminalidade
● Álcool Zero: Situações em que o
associadas ao uso abusivo de álcool.
consumo de álcool é totalmente
● Intersetorialidade: Integração de ações entre
contraindicado, como para menores de
diferentes setores para promover a saúde e
18 anos, grávidas, pessoas com
reduzir os danos causados pelo álcool.
condições de saúde específicas, ou ao
dirigir.

🡪 NÃO EXISTE DOSE SEGURA PARA


CONSUMO DE ÁLCOOL!

8. DEPENDÊNCIA DE ÁLCOOL
CID-11 (OMS): A dependência de álcool é
Consumo de Álcool no Mundo e no Brasil caracterizada por:
● Globalmente: As bebidas destiladas são ✔ Desejo compulsivo de beber.
as mais consumidas (44,8%), seguidas ✔ Dificuldade de controlar o consumo.
pela cerveja (34,3%) e pelo vinho ✔ Tolerância: Necessidade de doses
(11,7%). maiores para obter os mesmos efeitos.
● Nas Américas: A cerveja é a mais ✔ Sintomas de abstinência: Náusea,
consumida (53,8%), seguida pelos tremores e suor ao parar de beber.
destilados (31,7%) e pelo vinho (13,5%).
9. IDENTIFICAÇÃO DO ALCOOLISMO

28
Sintomas: diversos fatores que contribuem para o
⇨ Compulsão seu desenvolvimento, incluindo:
⇨ Descontrole a) a quantidade e frequência de uso do
⇨ Abstinência álcool;
⇨ Tolerância. b) a condição de saúde do indivíduo
c) fatores genéticos, psicossociais e
Instrumentos de diagnóstico: ambientais.
✔ CAGE: Questionário com 4 perguntas
para identificar padrões de consumo � GRUPOS DE RISCO
problemático. ● Pessoas com familiares já dependentes
✔ AUDIT: Teste de 10 questões para (pai e mãe)
avaliar o consumo de álcool e a ● Jovens
gravidade do uso.
Fatores psicológicos
10. CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO DE ● Abuso infantil
ÁLCOOL (ATENÇÃO – IMPORTANTE) ● Transtorno de ansiedade
🡪PROVA!!! ● Problemas conjugais
CURTO PRAZO: ● Problemas financeiros
✔ Ressacas ● Desemprego
✔ Blackouts ● Baixo nível educacional
✔ Aumento do risco de violência ● Insatisfação pessoas
✔ Acidentes de trânsito. Principais fatores de risco para jovens
● Curiosidade
LONGO PRAZO: ● Pressão do grupo social
✔ Dependência ● Modelo familiar
✔ Cirrose ● Propaganda
✔ Deficiências nutricionais ● Falta de políticas publicas
✔ Câncer
✔ Diabetes ALCOOLISMO NA ATENÇÃO BÁSICA
✔ Problemas cardiovasculares. ● Situação muito comum
● AB: detecção precoce de problemas e
relação com comportamento de risco
(Ex: quando bebe)
● Integração do tratamento de outras
patologias agravadas pelo álcool
(Hipertensão)
� POTENCIAL DE GERAR DEPENDENCIA ● Avaliar padrão de consumo de álcool:
✔ Afeta sistema de recompensa do cérebro rotina, desde a adolescência.
✔ Altera (Direta ou indiretamente) a
sinalização do neurotransmissor da IMPORTÂNCIA DO RASTREAMENTO
dopamina na via mesolímbica ● Identificar usuários e padrão de consumo
✔ Associada a atribuição do valor reforçador ● Critérios de dependência alcoólica e
de qualquer estímulo – se for reforçador há maior risco de morbidade e mortalidade
uma maior probabilidade de ser buscado ● Aconselhamento comportamental breve
outras vezes ● Não há um intervalo conhecido

� ALCOOLISMO E SUAS TEORIAS COMO DETECTAR O USO ABUSIVO DE


✔ O alcoolismo como um hábito adquirido; ÁLCOOL
✔ O alcoolismo como uma anormalidade física 1. Avaliação clínica
pré-existente; 2. Entrevistas e questionários
✔ O alcoolismo a partir de patologias mentais 3. Avaliação de comorbidades (depressão,
ou psicopatologias prévias; ansiedade)
✔ Uma condição adquirida ou dependência 4. Avaliação da gravidade da síndrome de
química; abstinência

Analisando a questão sobre um prisma INSTRUMENTOS DIAGNÓSTICOS (CAGE E AUDIT)


comportamental, se construiu a compreensão – COMO DETECTAR USO ABUSIVO DE ÁLCOOL
atual do alcoolismo,sendo: (PROVA!!!)
⇨ A dependência de álcool (alcoolismo) uma
doença crônica e multifatorial com
29
ESCALA DE CAGE 🡪 pouco utilizada, é ● Prevenção: Educação sobre os riscos do
inespecífica álcool, políticas públicas e programas
comunitários.

12. REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL


(RAPS)
Objetivo: Oferecer cuidado integral e
humanizado para pessoas com transtornos
mentais e dependência de álcool e outras
ESCALA DE AUDIT (ATENÇÃO – PROVA)
drogas.
É composto por 10 questões. É detalhado e
Serviços: CAPS (Centros de Atenção
contextualizado ao tempo atual, ocupa um
Psicossocial), SAMU, residências transitórias e
tempo razoável para ser executado.
atenção hospitalar.
OBS: é aplicado no grupo durante o tratamento
para avaliar constantemente o usuário.
13. CONCLUSÃO
⇨ avalia a gravidade do consumo de
✔ O alcoolismo é uma doença crônica e
álcool.
multifatorial, com impactos significativos na
⇨ monitora a evolução do tratamento.
saúde individual e pública.
✔ A prevenção, o tratamento precoce e
o apoio familiar e comunitário são
essenciais para enfrentar o problema.
✔ A Política Nacional sobre o Álcool busca
reduzir os danos causados pelo consumo de
álcool, promovendo ações intersetoriais e
integrada

� A PARTIR DA SOMA, ORIENTE SUA


CONDUTA:
Aula 6 – Protocolos
e Diretrizes
Terapêuticos em
Diabetes Mellitus
1. DEFINIÇÃO
Diabetes Mellitus (DM): Grupo de doenças
metabólicas caracterizadas por hiperglicemia
crônica

Defeitos na secreção ou ação da insulina por:


✔ Destruição das células beta pancreáticas
✔ Resistencia a ação da insulina
✔ Distúrbios da secreção de insulina

2. DM NA ATENÇÃO BÁSICA
● Prevenção é prioridade de saúde publica
11. TRATAMENTO E PREVENÇÃO/ REDUÇÃO ● Prevenção de fatores de risco:
DE DANOS sedentarismo, obesidade e hábitos
Tratamento farmacológico: Inclui alimentares não saudáveis
medicamentos como ⇨ Prevenção primária: Identificar e tratar
Tiamina, Diazepam, Acamprosato, Dissulfir indivíduos de alto risco para DM
am, Naltrexona e Topiramato. ⇨ Prevenção secundária: Identificar casos
● Intervenções psicossociais: não diagnósticos de DM
Aconselhamento, terapia cognitivo- ⇨ Prevenção terciária: Intensificar controle
comportamental e apoio comunitário. de pacientes já diagnosticados, prevenindo
complicações agudas e crônicas
30
Primeira linha: Mudanças no estilo de vida
[Link]ÇÃO E EPIDEMIOLOGIA (dieta, exercícios).
Classificação (OMS/ADA/SBD): Medicamentos:
1. Diabetes tipo 1 ✔ Metformina (reduz produção hepática
2. Diabetes tipo 2 de glicose).
3. Outros tipos específicos de diabetes ✔ Sulfonilureias, iSGLT2, insulinoterapia
4. Diabetes gestacional (em casos avançados).

EPIDEMIOLOGIA � PREVENÇÃO DO DM TIPO 2


Prevalência: DM2 corresponde a 90% dos ● Redução de Peso: Perda de 5-10% do
casos de diabetes e tipo I – 10% peso corporal → melhora sensibilidade à
Mecanismos: insulina.
✔ Resistência à insulina (dificuldade de ● Manutenção do peso perdido
ação em tecidos periféricos). ● Aumento de fibras
✔ Defeito na secreção de ● Restrição energética moderada, restrição
insulina (incapacidade das células beta de gorduras(saturadas), e aumento de
compensarem a resistência). atividade física regular;
Fatores de risco: Obesidade, sedentarismo, ● Intervenção Farmacológica:
histórico familiar, etnia (negra, hispânica, Metformina para indivíduos com pré-
asiática, indígena), HAS, dislipidemia. diabetes + obesidade.

[Link] TIPO 1 � RASTREAMENTO DM TIPO 2


Destruição das células beta (Caneta rosa claro – importante Prova*)
pancreáticas → deficiência absoluta de INDICAÇÕES PARA RASTREAMENTO:
insulina. ⇨ Indivíduos ≥ 45 anos (anualmente).
Mecanismos: ⇨ Indivíduos com QUALQUER IDADE com
● Autoimune: Presença de autoanticorpos sobrepeso ou obesidade + pelo menos
(anti-GAD, anti-IA-2, anti-insulina). 1 fator de risco:
● Idiopático: Sem marcadores ✔ Histórico familiar de DM (parente de 1º
autoimunes identificados (causa grau).
desconhecida). ✔ Etnias de risco: Negra, hispânica,
Ambas levam a destruição gradual das células asiática, indígena.
beta-pancreáticas ✔ Condições clínicas: HAS, HDL < 35
Tratamento Obrigatório: mg/dL, triglicerídeos > 250 mg/dL,
● Insulinoterapia para prevenir cetoacidose síndrome dos ovários policísticos, apneia
diabética, coma e morte. obstrutiva do sono.
● Monitoramento rigoroso da glicemia ✔ Histórico de DM gestacional ou pré-
capilar. diabetes.
Grupos de Risco:
✔ Predisposição genética (histórico familiar Indicação para rastreio - Condições
de DM1). específicas: HIV/AIDS, fibrose cística,
✔ Fatores ambientais (ex.: infecções transplante de órgãos.
virais).

5. DM TIPO 2
Deficiência relativa de insulina combinada
a resistência à ação da insulina.
Fatores Associados:
✔ Obesidade (principalmente gordura
abdominal).
✔ Sedentarismo, dieta inadequada,
envelhecimento.
Mecanismos Fisiopatológicos:
● Resistência à insulina (dificuldade de ação
em tecidos como músculo e fígado).
● Defeito na secreção de
insulina (incapacidade das células beta FLUXOGRAMA RASTREAMENTO
compensarem a resistência). Indivíduo atende critérios de rastreamento?
Tratamento: │

31
├Sim → Solicitar glicemia de jejum ou HbA1c
│ │ Algumas vezes o diagnóstico é feito a partir de
│ ├Normal → Repetir em 3 anos complicações crônicas como neuropatia,
│ └─ Alterado → Confirmar com 2° exame retinopatia ou doença cardiovascular
│ │ aterosclerótica.
│ ├Confirmado DM → Iniciar tratamento
│ │ 7. DIAGNÓSTICO DE DM
│ └─ Inconclusivo→ Monitorar anualmente Pode ser realizado por meio dos exames:
│ ● Glicemia de jejum (8h): nível de
└─ Não → Reavaliar conforme surgimento de glicose sanguíneos após jejum de 8 a 12
novos fatores de risco horas.
● TOTG (75g): O paciente recebe uma
carga de 75g de glicose, em jejum, e a
glicemia é medida antes e 120 minutos
após a ingestão.
● Hemoglobina glicada (HbA1C)
● Glicemia plasmática aleatória:
ealizada sem padronização do tempo
desde a última refeição
OBS – Realizar rastreamento, no mínimo,
ANUALMENTE nas seguintes condições:
⇨ Indivíduos com mais de um fator de risco
para DM2,
⇨ Ganho de peso acelerado ou mudança
em fatores de risco,
⇨ Pré-diabetes,
⇨ Doenças associadas à DM secundário
(como endocrinopatias, e doenças
⇨ pancreáticas), ou condições � CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA DM
frequentemente associadas a DM (como ATENÇÃO – PROVA!!!!
infecção por ATENÇÃO AOS SINAIS: decorar os sinais
⇨ HIV, doença periodontal e esteatose maior/igual, maior, menor e menor/igual
hepática) ATENÇAO: as unidades de medida mg/Dl e %

� GLICEMIA CAPILAR NA APS


✔ Não está recomendada a realização de
glicemia capilar de rotina em pacientes
assintomáticos na Atenção Primária à
Saúde (APS).
✔ A glicemia capilar deve ser realizada em
Como confirmar o diagnóstico de
pacientes que estão em ajuste de
diabetes?
tratamento, de acordo com indicação
⇨ Paciente com os 4 P's ((Poliúria, Polidipsia,
médica ou de enfermagem, bem como
Polifagia e Perda de peso) + Glicemia Capilar
em pacientes sintomáticos
> 200 mg/dL → DM CONFIRMADO
⇨ Paciente com os 4 P's + 1° Glicemia de
6. PRINCIPAIS SINTOMAS DE DM
Jejum entre 126 e 200 mg/dL → Repetir
“4 Ps”
exame :→ Se o segundo exame confirmar
➔ Poliúria
glicemia ≥ 126 mg/dL → DM CONFIRMADO
➔ Polidipsia
⇨ Paciente com os 4 P's + Primeiro exame de
➔ Polifagia
glicemia capilar entre 126 e 200 mg/dL →
➔ Perda involuntária de peso
Fazer segundo: Se o segundo exame for
normal 🡪 MONITORAR ANUALMENTE – NÃO
Outros sintomas que levantam a suspeita clínica
TEM DM
são:
✔ Fadiga
✔ Fraqueza,
✔ Letargia,
✔ Prurido cutâneo e vulvar,
✔ Infecções de repetição.
32
EXAME CLÍNICO:
✔ Alterações de visão.
✔ Exame da cavidade oral.
✔ Altura, peso, circunferência abdominal e IMC.
✔ Pressão arterial.
Critérios de diagnósticos: ✔ Frequência cardíaca e respiratória.
� PACIENTES ASSINTOMÁTICOS ✔ Palpação da tireoide.
Diagnóstico exige 2 exames alterados: ✔ Ausculta cardiopulmonar.
⇨ Opção 1: Dois exames do mesmo ✔ Ausculta de grandes vasos.
tipo em dias diferentes (ex.: duas ✔ Palpação de pulsos periféricos.
glicemias de jejum ≥ 126 mg/dL). ✔ Avaliação da pele quanto a sua integridade,
⇨ Opção 2: Dois exames diferentes na turgor, coloração e manchas.
mesma amostra de sangue (ex.: glicemia ✔ Durante a avaliação ginecológica, quando
de jejum ≥ 126 mg/dL e HbA1c ≥ 6,5%). pertinente, deve-se estar atento à presença
de cândida albicans.
✔ Membros inferiores: articulações, avaliação
de dor, pulsos pediosos, temperatura, pés

AVALIAÇÕES E EXAMES COMPLEMENTARES


� PACIENTES SINTOMÁTICOS (com 4 P’s) E PERIODICIDADE DE ACOMPANHAMENTO
● Glicemia casual (capilar) ≥ 200 PARA PACIENTES COM DM
mg/dL → DM confirmado.
● Glicemia entre 126–199 mg/dL →
Repetir exame (glicemia de jejum ou
HbA1c):
✔ Segundo exame alterado → DM
confirmado.
✔ Segundo exame normal → Monitorar
anualmente.

8. AVALIAÇÃO CLÍNICA INICIAL


Após o diagnóstico, é
essencial:
⇨ Confirmar o diagnóstico:
⇨ Avaliar risco cardiovascular:
⇨ Avaliar possíveis complicações
crônicas

Pacientes ➔ acompanhados por equipe


multidisciplinar: médico,enfermeiro,
fisioterapeuta, nutricionista, educador físico,
cirurgião dentista,psicólogo, terapeuta
ocupacional, de acordo com a disponibilidade do
serviço de saúde

Avaliação clínica e laboratorial para


estimativa de risco cardiovascular

Identificar complicações crônicas:


Retinopatia, nefropatia, neuropatia.
33
Pilares do Tratamento do
Diabetes Mellitus Tipo 2
10. METAS GLICÊMICAS PARA DM
● Glicemia de jejum: 80-130 mg/dL.
● Glicemia pós-prandial < 180 mg/dL.
● Glicemia ao deitar: 90-150 mg/dL.
Como deve ser o ● Hemoglobina glicada (HbA1c): < 7,0%.

tratamento? � METAS MENOS RIGOROSAS DEVEM


SER CONSIDERADAS QUANDO:
9. PLANO TERAPÊUTICO
● História de hipoglicemia grave.
● Expectativa de vida limitada.
� DIABETES MELLITUS TIPO 1
● Complicações microvasculares ou
Acompanhamento:
macrovasculares avançadas.
✔ Pacientes 🡪 acompanhados por
● Insuficiência renal ou hepática (predispõem
endocrinologista.
hipoglicemia).
✔ Encaminhamento imediato para evitar
● Longa duração do diabetes com inadequado
atrasos no atendimento, pois há alto risco
controle metabólico por longos períodos.
de descompensação metabólica.
● No idoso HbA1c entre 7,5% e 8,0%
dependendo do estado de saúde.
� PRÉ-DIABETES
● devem ser informados sobre o maior
11. TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO
risco de desenvolver diabetes e
NO DM2
doenças ateroscleróticas.
� ALIMENTAÇÃO
● Receber orientações sobre hábitos
● Fundamental – pode reduzir hemoglobina
saudáveis para prevenção.
glicada 1-2%
Intervenções Específicas:
● OMS não recomenda concentração
✔ Programas de mudança de estilo de
inferiores a 130 g/dia de CHO
vida devem ser oferecidos,
� ATIVIDADE FÍSICA
principalmente para pacientes com
● Indicada para todos os pacientes -
maior risco.
PRIORITÁRIA
✔ Pacientes com glicemia de jejum
● Melhora controle metabólico
alterada (pré-diabetes) devem
● Reduz necessidade de hipoglicemiantes
receber orientação preventiva
● Emagrecimento em pacientes obesos
adicional.
● Reduz risco cardiovascular
� OUTRAS: PICS, cessar tabagismo
PLANO TERAPEUTICO
● Medidas não medicamentosas
PLANO TERAPÊUTICO – PROVA! COLOCAR
● Controle da PA e níveis glicêmicos
“MUDANÇA NO ESTILO DE VIDA” SEMPRE.
● Uso de fármacos antidiabéticos – reduzir
ATENÇÃO PROVA – MUITO IMPORTANTE: Caso
glicemia e prevenir complicações
clínico em paciente já diagnosticados, vai falar
de tratamento: INDEPENDENTE DE QUAL O
TRATAMENTO TEM QUE TER MUDANÇA NO
ESTILO DE VIDA – se pedir qual a conduta e
não tiver mudança no estilo de vida vai dar
meio certo na resposta – TEM QUE TER
MUDANÇA NO ESTÍMULO DE VIDA!!! OU SEJA,

34
MUDANÇA NO ESTILO DE VIDA + RESTANTE DO Metformina x gestação: Teratogênica e pode
TRATAMENTO induzir hipoglicemia no feto

Quais medicações usar? INDIVIDUO COM DM HÁ MAIS TEMPO E


12. TRATAMENTO FARMACOLÓGICO COM FATOR DE RISCO
DM2 - PROVA � Começar com MEV + Metformina

Atingiu a meta?
● Sim: monitorar
● Não: MEV + Metformina (primeira via
de escolha medicamentosa)
OBS: para adicionar sulfo tem que tentar até a
dose máxima de metformina

Atingiu a meta com MEV + Met +


Sulfo?
● Sim: Monitora
Duas estratégias de tratamento ● Não: Ver se apresenta os critérios
1. Diagnóstico recente + SEM fator de para uso de dapaglifozina
risco
2. DM antigo + fator de risco Se apresentar critérios 🡪 adiciona dapaglifozina

INDIVIDUO DIAGNOSTICADO COM POUCO Apresenta critérios? Adiciona dapaglifozina


TEMPO, 3 MESES, SEM FATOR DE RISCO: Não apresenta critérios? insulinoterapia

� Começar só MEV
Atigiu a meta com MEV + Met + Sulfo
+ Dapaglifozina?
Atingiu a meta?
● Sim: monitorar
● Sim: monitorar
● Não: Insulinoterapia
● Não: MEV + Metformina (primeira via
de escolha medicamentosa)
� **OBS – INDICAÇÕES
OBS: para adicionar sulfo tem que tentar até a
DAPAGLIFOZINA
dose máxima de metformina
● Indivíduos >40 anos e doença
cardiovascular estabelecida
Atingiu a meta com MEV + ● Homens ≥ 55 anos ou mulheres ≥60
Metformina? anos com alto risco de doença
● Sim: monitorar o paciente cardiovascular (HAS, dislipidemia e
● Não: Adicionar sulfonilureia tabagismo)
OBS: só passar para a próxima, depois de
tentar a dose máxima de sulfonilureia [Link] DISPONÍVEIS NO SUS

Atingiu a meta com MEV + Met +


Sulfo?
● Sim: Monitora
● Não: Insulinoterapia ( mas mantém os
orais 🡪 para continuar atuando na
resistência a insulina, pelo menos a
metformina, pois a sulfo em alguns casos
é indicada de ser retirada – no entando,
até a metformina pode ser indicada
retirada também) PROVA 🡪 SABER OS VALORES DA
POSOLOGIA DA METFORMINA (não precisa
� RESUMO PRATICO: saber os valores da redução)
ORDEM: MEV 🡪 Metformina 🡪 Sulfonilureia 🡪
insulina � POSOLOGIA METFORMINA (BIGUANIDA)
Metformina: melhora risco cardiovascular, ● 500 – 850 MG de 1 a 3x no dia (nas
melhora aproveitamento da glicose nos tecidos refeições)
Sulfonilureia: aumenta a secreção de insulina
35
Conhecendo um poucos mais 14. INSULINOTERAPIA (PROVA)
● A maioria dos pacientes não utiliza
sobre cada medicação... inicialmente após o DX 🡪 é prescrita
� Metformina como parte do esquema combinado a
● É A PRIMEIRA OPÇÃO TERAPÊUTICA longo tempo, após falências do métodos
● Iniciar com doses baixas (500 mg ou orais
850mg) – dose única diária ou após refeições ● Hipoglicemiantes orais: podem ser
(para prevenir sintomas TGI) mantidos, à critério médico,
● A dose máxima é 2.550 mg/dia principalmente metformina nos casos
● Dose ajustada de acordo com a função com resistência a insulina
renal PROVA: continua com os hipoglicemiantes
ATENÇÃO: Verificar a taxa de filtração orais (metformina por conta da resistência
glomerular antes de prescrever periférica)
metformina
Quando iniciar insulinoterapia?
� Sulfonilureias ● HbA1c > 9% OU glicemia de jejum
● Indicada em associação à metformina ≥300mg/dl, cintomas de hiperglicemia
● Glibenclamida: iniciar com 5mg/dia e não aguda (poliuria, polidipsia e perda
ultrapassar dose max 20 mg ponderal) ou intercorrências médicas
● Glicazida: iniciar 30mg/dia e não ● Insuficiencia renal grave: TGF <30ml/min
ultrapassar 120 mg
● Adm: jejum ou antes da refeição
● Efeitos adversos: hipoglicemia e ganho
de peso

� Dapaglifozina
● Uso associado
● Iniciar com dose 1x/dia
● Baixo risco de hipoglicemia – perd de
peso 2-3kg, reduz PAS
● Reduz eventos cardiovascular

CONTRAINDICAÇÕES (IMPORTANTE)
SABER PELO MENOS 3 CONTRAINDICAÇÕES � INSULINA HUMANA NPH
PARA PROVA ● Iniciar uso a noite – 10 UI ou 0,1 a 0,2
UI/Kg, ajustar 2 UI a cada 3 dia até
atingir a meta
● Realizar glicemia capilar em jejum
(manha) para ajuste da dose
● DM2 – dose total varia 0,5 a 1,5 UI:
depende do grau de resistência e do
grau de obesidade
Aplicação: À noite (antes de
dormir) para controlar a glicemia de jejum.
Metformina: gravidez, amamentação
Sulfo: insuficiência renal e hepática

� INSULINA REGULAR
● Indicada para pacientes sem controle
glicêmico adequando com insulina NH -
Associado ou não aos orais – e que
necessitam de mais doses de insulina
prandial por dial
● Iniciar 2 a 4 UI de insulina rápida antes
da principal refeição – ajustar conforme
valores de glicemias pós-prandiais
● Ajustar de acordo com os carboidratos
ingeridos
36
A)CETOSE E CETOACIDOSE
� PARA AJUSTE DA DOSE: (PROVA) � Prevenção da cetose e
➔ considerar o padrão glicêmico observado cetoacidose
em pelo menos TRÊS DIAS, além de Principais Causas:
alterações da atividade física e dos 1. Falta de insulina (esquecer aplicações
hábitos alimentares no período. ou remédios)
2. Infecções (ex.: urinária, gripe) →
(PROVA – SABER QUANDO AVALIAR CADA Aumentam a glicemia!
TIPO) 3. Excesso alimentar (principalmente
• O efeito da insulina NPH da manhã é avaliado carboidratos simples)
pela glicemia antes do jantar; 4. Medicações perigosas (ex.:
• O efeito da insulina noturna, pela glicemia corticoides)
antes do café-da-manhã do dia seguinte (10 a 5. Outras emergências: Infarto, AVC,
12 horas após injeção). Pancreatite, Trauma grave
• O efeito das insulinas de ação rápida é Pacientes em Maior Risco: indivíduos em
avaliado antes da próxima refeição principal mau controle (hiperglicêmicos ou
(em torno de 4 horas após cada injeção). instáveis) 🡪 são mais vulneráveis!
● Hiperglicemia persistente (glicemias
>300 mg/dL)
● Controle instável (variações bruscas)

� Condições mínimas para prevenção:


● Garantir disponibilidade de insulina para
todos que necessitam
● Programa educativo de prevenção de
Se estiver ALTO por 3+ dias: complicação aguda
🔹 NPH (basal): Aumente 2-4 UI ● Garantir materiais para
🔹 Rápida (bolus): Aumente 1-2 UI por 15g de automonitoramente de glicemia (e
carboidrato cetonuria no DM1)
Se estiver BAIXO por 3+ dias: ● Planejar atendimento da compensação
🔹 NPH (basal): Diminua 4 UI aguda
🔹 Rápida (bolus): Diminua 1 UI por 15g de ● Vigiar reincidivas, de controle
carboidrato insatisfatório ou com dificuldades
emocionais de aprendizagem
15. PRIMEIRO RETORNO DM2
Quando retornar para acompanhamento? B) HIPOGLICEMIA
Definição: glicemia < 70 mg/DL
� Avaliação dos níveis

Pode ser antecipado se:


● Metas não forem alcançadas
● Houver complicações (hipoglicemia
frequente)
● Mudanças clínicas significativas

IMPORTANTE: Individualização do SINTOMAS 🡪 Fome, tontura, fraqueza, dor de


tratamento! cabeça, confusão, coma, convulsão e as
O plano deve considerar manifestações como sudorese, taquicardia,
● Controle glicêmico apreensão e tremor
● Prevenção de complicações (renais,
cardiovasculares) Causas Comuns
● Estilo de vida (dieta, atividade física e ✔ Uso de insulina, sulfonilureias,
adesão ao tratamento) repaglinida/nateglinida
✔ Pular refeições
16. DESCOMPENSAÇÕES HIPERGLICÊMICAS ✔ Exercício intenso sem ajuste de
AGUDA carboidratos
37
✔ Erro na dose de medicação Definição: Uso de anestésicos locais em forma
tópica (creme/gel).
Como Tratar? Exemplo: EMLA (mistura de lidocaína +
● Ingerir 15-20g de carboidrato rápido (ex.: 1 prilocaína 1:1).
colher de mel, 200mL de suco) Aplicação:
● Repetir após 15 min se glicemia <70 mg/dL a. Camada grossa sobre a pele integra.
● Refeição sólida após melhora (ex.: pão b. Cobrir com bandagem por 60
integral) minutos antes do procedimento.
Indicação: Procedimentos superficiais (ex.:
punção venosa, biópsia de pele).
Limitação: Pouco efeito em pele intacta sem
preparações especiais à o anestésico precisa
vencer a barreira física para chegar às
terminações nervosas

B) INFILTRAÇÃO LOCAL
● Anestesia loco-terminal
● Bloqueia pequenas terminações
nervosas diretamente no local do
procedimento.
● Aplicação: Injeção do anestésico no próprio
tecido a ser tratado (ex.: em volta de uma
ferida pequena).
RECURSOS NECESSÁRIOS NO ATENDIMENTO
● Área: Limitada (ex.: sutura de cortes
AMBULATORIAL
superficiais, biópsias de pele).
Atribuições, competências e recursos
● Exemplo: Anestesiar a região ao redor de um
necessários da Equipe de Saúde
pequeno cisto antes da exérese.

C. BLOQUEIO DE CAMPO
● Anestesia loco-terminal
● Mecanismo: Bloqueia RAMOS
NERVOSOS TERMINAIS MAIORES que suprem
uma área específica.
● Aplicação: Injeção do anestésico ao
redor da área a ser tratada, formando um
"campo" anestésico.
● Área: Circunscrita (ex.: drenagem de
abscesso, exérese de lesões médias).

Aula 5- ● Exemplo: Criar um círculo de anestesia


ao redor de um abscesso antes da incisão.

Procedimentos na D. BLOQUEIO DE NERVO (TRONCULAR)


● Anestesia LOCO-REGIONAL

Atenção Básica ● Bloqueia um tronco nervoso principal


● Aplicação: Injeção do
anestésico distante da área do procedimento,
Introdução: Procedimentos clínicos e cirúrgicos próximo ao nervo.
realizados em UBS (Unidades Básicas de ● Área: Regional (ex.: anestesia de todo
Saúde), tanto de forma eletiva quanto para um dedo ou parte de um membro).
demandas espontâneas ● Exemplo: Bloqueio do nervo digital para
(urgências/emergências). tratar unha encravada.
Princípio Fundamental: Todo usuário deve
ser acolhido, principalmente em casos urgentes. ⇨ Uso: Locais com vascularização
terminal (ex.: polegares, hálux).
� Pequenas Cirurgias ⇨ Reforço distal: Necessário devido à
● Drenagem de abscesso. inervação adicional.
● Exérese de cistos, lipomas e nevos.
E. ANESTESIA INFILTRATIVA
1. TÉCNICAS ANESTÉSICAS

A) ANESTESIA TÓPICA
38
● Anestésico é injetado diretamente na têm múltiplos nervos, exigindo bloqueio
DERME OU SUBDERME, abaixo do localdo complementar).
procedimento
CÁLCULO DE DOSE SEGURA DE LIDOCAÍNA
Inserção da agulha: Ângulo de 15° a 30° em 1%:
relação à pele. ● MÁXIMO: 300 MG (30 ML).
Infiltração: ● Exemplo: 70 kg × 4,5 mg/kg = 315 mg →
● Começa na subderme (camada mais ajuste para 300 mg (30 mL).
profunda).
● Avança para a derme (camada
superficial).
2. PLANEJAMENTO DA INCISÃO
Técnica de segurança:
● Use dois tipos de agulha: uma Linhas de Langer: Direções naturais de tensão
para aplicar o anestésico e outra da pele.
para aspirar (evitar injeção ● Incisão paralela: Cicatrização
intravascular). melhor e menos visível.
● Estiramento leve da pele durante a ● Incisão perpendicular: Risco de
infiltração para facilitar a distribuição do cicatriz hipertrófica/queloides.
anestésico.
Passos:
Indicações: Procedimentos superficiais e 1. Demarque a área antes da anestesia.
localizados (ex.: sutura de feridas, biópsias de 2. Siga as linhas de tensão para melhor
pele).
resultado estético.

� MATERIAIS BÁSICOS PARA


� ANESTESIA POR BLOQUEIO DE CAMPO
PROCEDIMENTOS
(TIPO ESPECÍFICO DE ANESTESIA
● Antissépticos (iodopovidona ou
INFILTRATIVA)
clorexidina).
Bloqueio de ramos nervosos maiores ao redor
● Lidocaína 1%, campos estéreis, bisturi,
da área a ser operada
gaze, dreno de Penrose, fio de sutura,
luva estéril, seringas/agulhas.
TÉCNICA
● Equipamento de proteção: máscara e
● Criar “botões” anestésicos: dois ou
óculos.
mais pontos de infiltração equidistantes
ao redor da lesão
● “Infiltração em leque”: conecta os 3. PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS
botões iniciais com injeções em forma de
leque, garantindo a anestesia completa � Drenagem de Abscesso
Definição: Coleção de pus na derme ou tecidos
INDICAÇÕES: profundos.
⇨ Lesões inflamatórias/infecciosas (efeito Fatores de risco: Diabetes, imunossupressão,
limitado do anestésico). traumas na pele.
⇨ Preservar a anatomia da região operada. Sintomas: Dor, calor, rubor, edema, flutuação
(pus).
Exemplo: Drenagem de abscesso facial: Tratamento:
anestesia ao redor da lesão, preservando a
estrutura da pele. Passo a passo:
1. Assepsia e anestesia local.
F. BLOQUEIO TRONCULAR (REGIONAL) 2. Incisão longa e profunda na área de
● Bloqueia troncos nervosos principais, que flutuação.
inervam uma região específica 3. Quebre loculações com pinça
● TÉCNICA: injeção do anestésico hemostática.
DIRETAMENTE NO NERVO responsável 4. Insira gaze ou dreno de Penrose.
pela área a ser tratada Complicações: Recidiva, sangramento,
infecção sistêmica.
INDICAÇÕES ESPECÍFICAS Antibiótico: Use se houver celulite,
● Locais com vascularização terminal (ex.: imunossupressão ou corpos estranhos.
polegares, hálux) – onde a circulação é
limitada � Exérese de Cisto Sebáceo
● Reforço distal: Necessário em regiões ● Ocorre por oclusão do conduto de uma
com inervação adicional (ex.: polegares glândula sebácea

39
● Áreas: couro cabeludo, pescoço e face – Posição ideal: decúbito lateral ESQUERDO com
geralmente assintomático cabeça a nível INFERIOR do corpo
● Material amorfo, caseoso e fétido 🡪 Pode ATENÇÃO: se estiver COMATOSO, INTUBAR
infectar antes da lavagem
● Cisto infectado: indicação de drenagem de ● A vantagem da sonda orogástrica é o
abcesso simples fato de ser mais calibrosa, facilitando a
● Cisto não infectado: exérese cirúrgica (com retirada das substâncias tóxicas (menos
retirada da capsula) tolerada).
Técnica: ● Na maioria das situações: nasogástrica.
1. Bloqueio de campo regional.
2. Incisão até a cápsula. Passo a passo:
3. Remova o cisto sem romper a cápsula 1. Posicione o paciente em decúbito lateral
(se romper, retira-se todo interno e faz esquerdo.
remoção total) 2. Insira sonda nasogástrica com lubrificante.
4. Sutura com pontos simples. 3. Lave com soro fisiológico (6-8 L em
adultos).
� Lipoma Contraindicações: Glasgow ≤ 8 (não
● Tumor benigno de células adiposas, intubado), ingestão de cáusticos, varizes
geralmente assintomático esofágicas, hematêmese volumosa, ingestão de
● Dependendo do tamanho pode materiais sólidos com ponta.
apresentar compressão de estruturas ● Administram-se pequenas quantidades
adjacentes e causar dor (máximo 250 ml/vez), visto que volumes
● Pele com aspecto de casca de laranja maiores podem “empurrar” o toxicante
para o duodeno.
Técnica: ● Repete-se esse procedimento várias
● Assepsia 🡪 Bloqueio de campo REGIONAL vezes (mínimo oito).
● Incisão profunda para ressecção Complicações: intubação traqueal,
completa. traumatismo de VA, pneumonia aspirativa,
● Use dreno se houver espaço morto perfuração de esôfago ou estomago,
residual. laringoespasmo.

4. TIPOS DE CORPOS ESTRANHOS


● Farpa de madeira: alto potencial de
� Nevos infecção, risco de tétano
● Manchas cutâneas compostas por depósitos ● Vidro
de pigmento melânico. ● PROJÉTEIS DE ARMA DE FOGO: são
● Vários: pigmentados; epidérmicos; dérmicos; radiopacos (identificáveis RX), SÓ
hipodérmicos e hipocrômicos. RETIRAR NA UBS SE TIVER RX PARA VER
● Lesões pré-cancerígenas em alguns casos A LOCALIZAÇÃO EXATA, SE ESTIVEREM
● Atenção: Envie material para análise SUPERFICIAIS E PROVOCANDO
anatomopatológica. SINTOMAS. Quando retirá-los, NÃO
● Técnica: Técnica de bloqueio de campo SUTURAR, deixar cicatrizar por segunda
regional 🡪 Incisão elíptica ao redor da lesão. intenção.

� Lavagem Auricular (Remoção de � REMOÇÃO DE CORPOS ESTRANHOS


Cerume) Tipos comuns:
Indicações: Perda auditiva, dor, zumbido. ● Subungueal: Use bloqueio digital e
● Técnica: remova com agulha.
1. Aqueça soro fisiológico (teste no dorso da ● Ocular: Encaminhe ao oftalmologista se
mão). estiver no globo ocular, NÃO usar colírios
2. Irrigue o ouvido com seringa de 20-50 mL. anestésicos
Cuidados: Não force se houver dor. o CE conjuntiva tarsal (EVERSÃO DE
Contraindicações: Perfuração timpânica, otite PÁLPEBRAS): Colírio anestésico: remoção
aguda, paciente não cooperante. com cotonete
Complicações: perfuração timpânica, tontura, o CE conjuntiva bulbar/córnea – avaliação
otalgia e otite externa. oftalmológica
● Nasal/auditivo: Use pinça ou irrigação
� Lavagem Gástrica com soro, insetos vivos devem ser
Indicações: Intoxicação por substâncias
tóxicas.
40
exterminados antes de retirar para alívio ● Tempo entre o trauma e o
imediato dos sintomas. tratamento > 6-8 HORAS (exceto em
● Anel: Lubrifique o dedo ou use técnica feridas limpas em jovens saudáveis).
do fio dental. ● Feridas em áreas com má circulação
sanguínea.
PONTOS CHAVE ● Perda de pele/tecido que impossibilita
1. Profilaxia tétano unir as bordas da ferida.
2. Avaliar potencial de infecção ● Feridas por mordidas (alto risco de
3. Considerar RX para localização infecção).

6. BIÓPSIA DE PELE � FECHAMENTO PRIMÁRIO


Tipos: RETARDADO
● Punch: Remove fragmento circular. Quando usar: Feridas com alto risco de
● Shaving: Raspagem superficial. infecção (ex.: contaminadas, tempo prolongado
● Excisão: Para lesões maiores. desde o trauma).
Indicações: Suspeita de câncer de pele,
lesões crônicas. Conduta: “após limpeza, desbridamento e
SLIDE 85 hemostasia rigorosos, cobre-se a ferida com
5. TRATAMENTO DE FERIDAS gaze esterilizada e faz-se inspeção diária em
CLASSIFICAÇÃO: condições assépticas: se a ferida evoluir sem
● Grau de contaminação: Limpa, sinais de infecção até o terceiro ou quarto dia,
contaminada, infectada. procede-se ao fechamento normal. Caso
● Fechamento primário: Para feridas contrário, faz-se a opção pelo tratamento
limpas. aberto”
● Fechamento tardio: Após 3-4 dias se Passo a passo:
não houver infecção. 1. Limpeza e desbridamento rigorosos.
2. Cobrir com gaze estéril.
� GRAU DE CONTAMINAÇÃO 3. Observar por 3-4 dias:
● Feridas limpas: Contaminação bacteriana o Sem infecção: Fechamento
ocorre em grau mínimo. Menos de 6 a 8 horas normal.
(Ex: pequenos cortes com facas ou outros o Com infecção: Optar por
instrumentos limpos). tratamento aberto.
● Feridas sujas: Muito contaminadas, com
grande possibilidade de se infectarem. RESUMINDO...
Prescrição de antibióticos está indicada em Evitar em
Feridas limpas ou
Fechamento mordidas e áreas
casos selecionados (Ex: a maioria das feridas Primário
traumáticas
com má
produzidas por acidentes de trabalho e de tratadas
circulação
trânsito). Monitorar por 3-4
Fech. Prim. Risco elevado de
● Feridas infectadas Retardado infecção
dias antes de
fechar
Infecção Cicatrização
� COMPLEXIDADE DA FERIDA Tratamento
estabelecida ou gradual com
Feridas simples: Pequenos ferimentos nos Aberto
falha anterior curativos
quais não ocorre perda de tecidos e
contaminação grosseira Feridas complexas: � TRATAMENTO ABERTO
São graves, irregulares, geralmente com perda Quando usar:
de substância, esmagamento, queimadura, ● Feridas já infectadas.
avulsão, dissecção e deslocamento de tecidos. ● Falha do fechamento primário ou
Não raro albergam em seu interior corpos primário retardado.
estranhos Como funciona: A ferida é mantida aberta
para cicatrização natural, com trocas regulares
TRATAMENTO DE FERIDAS SUPERFICIAIS de curativos e controle de infecção.
� FECHAMENTO PRIMÁRIO
Quando usar: Passos:
● Feridas limpas (baixo risco de infecção). 1. Limpeza com SF 0,9%.
● Feridas traumáticas após limpeza 2. Desbridamento de tecido necrótico.
rigorosa, desbridamento (remoção de 3. Sutura com pontos separados (não
tecido morto) e controle de apertados).
sangramento. Antibióticos: Use em feridas contaminadas,
Contraindicações: (ATENÇÃO!) mordidas ou em imunossuprimidos.

41
Técnica: Pontos separados, com tensão
AVALIAÇÃO VACINAL PARA TÉTANO suficiente para unir bordas sem apertar.
Não vacinar se: Eliminar "espaço morto" com sutura em duas
● Paciente completou o esquema vacinal camadas (profunda + superficial).
(3 doses).
● Recebeu dose de reforço nos últimos 12 Adesivos cutâneos:
meses. ● Indicação: após remoção de pontos ou
Vacinar se: em feridas superficiais.
● Histórico vacinal incompleto ou última ● Limitação: não mantêm alinhamento
dose há mais de 5 anos. profundo.
● Aplicar toxoide tetânico (IM) no
momento da lesão. 6. QUANDO USAR ANTIBIÓTICOS?
*EVITAR PROFILAXIA ROTINEIRA*
PREPARO DA ÁREA TRAUMATIZADA
� LIMPEZA: Primeiro Passo: Limpeza é ESSENCIAL!
● Pele íntegra ao redor: água + sabão ou Antes de pensar em antibióticos, a
antisséptico não irritante (ex.: ferida precisa ser bem limpa:
clorexidina). ● Como fazer? Lavar com soro fisiológico
● Leito da ferida: irrigar com SF (SF 0,9%) sob pressão (usando seringa e
0,9% sob pressão (seringa + agulha 12) agulha grossa).
para remover detritos. ● Por quê? Remover sujeira, bactérias e
Tricotomia: Cortar pelos apenas se corpos estranhos reduz o risco de
atrapalharem o tratamento (não raspar). infecção em 90%.

� ANESTESIA LOCAL � INDICAÇÕES


Tipos: tópica, infiltração, bloqueio de campo ou Quando os Antibióticos
regional. São Realmente Necessários?
Cuidados: Evitar vasoconstritores (ex.: São usados apenas em situações específicas.
adrenalina) em áreas com risco de isquemia. Pense em 3 fatores:
Dose segura de lidocaína: A) FATORES DO PACIENTE
▪ Sem vasoconstritor: 5 mg/kg. ● Idade extrema: Bebês ou idosos (sistema
▪ Com vasoconstritor: 7 mg/kg. imunológico mais fraco).
● Doenças crônicas: Diabetes, HIV, câncer,
� Hemostasia ou uso de corticoides.
Como fazer: ● Próteses: Pacientes com próteses no
● Pinçar apenas vasos que sangram coração (valvares) ou articulações (ex.:
ativamente. quadril).
● Usar fio absorvível 4-0 ou 5-0 para B) CARACTERÍSTICAS DA FERIDA
pequenos vasos. ● Feridas "sujas":
Evitar: o Contaminadas com terra, fezes,
● Cautério (aumenta necrose). saliva (ex.: mordidas de animais).
● Ligaduras em massa (comprometem a o Com corpo estranho (ex.: vidro,
perfusão tecidual). – Antes de realizar madeira).
ligadura SEMPRE verificar se pode ● Feridas complexas:
comprometer a perfusão tecidual distal o Profundas (atingem músculo ou
Atenção: Sempre verificar a circulação distal osso).
após procedimentos. o Grandes (> 5 cm)
ou irregularidades nas bordas.
� Desbridamento o Lesões em articulações, tendões
Objetivo: Remover tecidos mortos ou ou cartilagem (ex.: joelho, mão).
contaminados. ● Tempo de evolução: Ferida não tratada
Etapas: Limpar a ferida 🡪 Ajustar bordas para há mais de 18 horas.
facilitar a síntese 🡪 Preparar para sutura. C) TIPO DE TRAUMA
● Esmagamentos: Acidentes com
� Síntese (Sutura) máquinas, quedas de peso.
Materiais: ● Mordidas: De cães, gatos, humanos (alto
● Absorvíveis: para camadas profundas risco de infecção).
(ex.: vicryl).
● Não absorvíveis: para pele (ex.: nylon).

42
● Feridas na boca: Cortes na língua ou o Deixar pontos de
bochecha (contato com bactérias da ancoragem (pontos estratégicos
saliva) não removidos).
o Reforçar com adesivo cutâneo e
QUAIS ANTIBIÓTICOS USAR? reavaliar em 2-3 dia
● Mordidas de animais: Amoxicilina +
Ácido Clavulânico. TRATAMENTO DE UNHA ENCRAVADA
● Feridas com terra/grama: Cefalexina Técnica:
ou Clindamicina. 1. Elevar a unha com algodão.
● Casos graves (ex.: pacientes com 2. Remover a parte encravada com tesoura.
próteses): Vancomicina ou Piperacilina- 3. Curativo com antisséptico.
Tazobactam (só com prescrição médica). Atenção: Encaminhe casos graves ou
recorrentes.
TRATAMENTO DE FERIDAS EM ÁREAS
ANATÔMICAS ESPECIAIS
Pontos Chave
� LÁBIOS
● Profilaxia do tétano: Verifique cartão
● Prioridade: Alinhar a "linha vermelha"
vacinal.
(primeiro ponto nela).
● Suturas: Remova em 5 dias (face) a 12
● Fio: Absorvível (ex.: Vicryl) é ideal
dias (MMII).
porque a área é úmida e reduz a necessidade
● Complicações: Sempre reavalie em 48-
de remoção de pontos. Cuidado – evitar tensão
72 horas.
excessiva para não deformar o lábio
RESUMO CHAVE PARA PROVA:
� PÁLPEBRAS
PROCEDIMENTOS NA ATENÇÃO BÁSICA
● Risco: Lesão do ducto nasolacrimal (região
medial).
1. AVALIAÇÃO DE FERIDA (HEIDI)
● Ação: Encaminhar IMEDIATAMENTE ao
● História: Causa, tempo de lesão,
oftalmologista se lesão na margem.
vacinação antitetânica.
● Exame obrigatório: fundoscopia para
● Exudato: Tipo (seroso, purulento,
descartar lesões internas
sanguinolento).
● Infecção: Sinais flogísticos (dor, calor,
� LÍNGUA/PALATO
rubor, edema) ou pus.
● Suturar se: Sangramento ativo ou risco de
● Dimensão: Profundidade (superficial vs.
perda funcional.
profunda).
● Fio: Absorvível (ex.: Vicryl).
● Integridade: Presença de corpos
estranhos ou necrose.
� COURO CABELUDO
● Atenção: Suspeitar de TCE!
2. TIPOS DE FERIDAS
● Suturar: Gálea com fio absorvível para
● Incisa: Corte limpo (ex.: faca).
reduzir sangramento e infecção.
● Contusa: Bordas irregulares (ex.:
trauma com objeto rombo).
RETIRADA DE PONTOS (IMPORTANTE) ● Perfurante: Pequeno orifício (ex.:
Dias para prego).
Área
Retirada ● Penetrante: Atinge cavidades (ex.:
Face 5 dias tórax, abdome).
MMII e ● Suja: Contaminação grosseira (ex.:
10-12 dias acidente com terra).
Articulações
● Infectada: Pus, odor fétido, sinais
Outras Regiões 7 dias
sistêmicos (febre).
Passo a Passo para Retirada:
1. Material: Pinça e tesoura de ponta fina.
3. ASSEPSIA (PASSO A PASSO)
2. Técnica:
1. Higienização das mãos (álcool 70% ou
o Levantar o ponto com a pinça.
água e sabão).
o Cortar o fio junto à pele para
2. Use luvas e EPI (máscara, óculos).
evitar tracionar a ferida. 3. Limpeza da ferida:
3. Se houver Deiscência (abertura da o Lavar com soro fisiológico
ferida):
0,9% (nunca água oxigenada ou
álcool na ferida).

43
Remover corpos estranhos e
Aula 7 - Hepatites
o
tecido necrótico
(desbridamento).
4. Limpeza da pele
redor: Iodopovidona ou clorexidina.
ao Virais
Definição: presença de inflamação no fígado,
em especial nos hepatócitos.
4. PROCEDIMENTOS-CHAVE PARA PROVA
● Principal causa de hepatite no mundo é o
Drenagem de abscesso: Incisão na área de
álcool.
flutuação + quebra de loculações + dreno de
● Etiologia variada: vírus, bactéria,
Penrose.
fungos, parasitas, álcool, doenças
Exérese de cisto/lipoma: Bloqueio de campo
autoimunes, intoxicação por drogas ou
+ remoção da cápsula.
metais
Lavagem gástrica: Decúbito lateral esquerdo
● 5 tipos de vírus (ABCDE), que podem
+ sonda NG + SF 0,9%.
causar infecção aguda ou crônica
Sutura: Pontos simples ou intradérmicos
(remover em 5-12 dias).
� VÍRUS QUE PODEM EVOLUIR PARA
FORMA CRÔNICA SÃO B,C D
5. O QUE FAZER SE O PACIENTE CHEGAR
COM LESÃO?
● Vírus (A, B, C, D, E), álcool, drogas,
1. Avaliação inicial: HEIDI + sinais vitais.
doenças autoimunes, toxinas.
2. Limpeza rigorosa (passo a passo
● História natural: Aguda (autolimitada)
acima).
ou crônica (≥ 6 meses). Hepatites B e C
3. Anestesiar conforme tipo de lesão (ver
são as principais causas de transplante
abaixo).
hepático mundial
4. Decidir fechamento:
o Primário: Ferida limpa (< 6-8h).
HEPATITES VIRAIS AGUDAS
o Tardio: Ferida contaminada (3-4
Clinicamente, as hepatites virais apresentam 4
dias após observação). fases:
o Aberto: Infecção estabelecida. 1. Período de incubação (Assintomático)
5. Profilaxia do tétano: Verificar cartão 2. Período prodrômico: sintomatologia
vacinal. que não faz pensar diretamente na patologia
– sintomas inespecíficos - são sintomas que
6. ANESTESIA (TIPO DE LESÃO X TÉCNICA) precedem os sintomas específicos da
● Infiltrativa: Feridas superficiais (ex.: doenças. Ex: febre, mal-estar, náuseas.
sutura de pele). Técnica: Agulha 15-30°, 3. Período ictérico: icterícia, urina escura,
lidocaína 1% (máx. 300 mg ou 30 mL). fezes caras
● Bloqueio de campo: Lesões inflamadas 4. Período de convalescença:
ou em áreas sensíveis (ex.: rosto). recuperação gradual
Técnica: Botões anestésicos ao redor da
lesão + infiltração em leque. � FASE ICTÉRICA
● Bloqueio troncular: Regiões com ● Hepatomegalia, discreta esplenomegalia,
inervação específica (ex.: dedos, hálux). fezes hipocólicas/acólicas e urina escura
(Colúria)
7. DICAS DE PROVA ● Pode ocorrer prurido e piora dos
NUNCA ESQUEÇA: sintomas inespecíficos
o Tétano: Sempre verificar ● Aumenta AST e ALT (> 10 vezes) e
vacinação (reforço se última dose bilirrubinas
> 10 anos).
o Pontos de sutura: Remoção em HEPATITES VIRAIS CRONICAS
5 dias (face) e 10-12 dias (MMII). As hepatopatias são consideradas crônicas
o Antibióticos: Só usar em feridas QUANDO A EVOLUÇÃO CLÍNICA É SUPERIOR
infectadas, mordidas ou AO PERÍODO DE SEIS MESES.
imunossuprimidos. Existem várias etiologias responsáveis pelas
Contraindicações para fechamento hepatopatias crônicas.
primário: Feridas > 8h, sujas ou com necrose. Nas hepatites virais, todos os agentes são
Complicações pós-procedimento: Infecção, capazes de causar a forma aguda da doença,
deiscência, cicatriz hipertrófica. porém APENAS B, C E D APRESENTAM
POTENCIAL DE CRONICIDADE.

44
TIPOS DE HEPATITES VIRAIS entre observadores sobre a avaliação da fibrose
Período hepática
Tip Cronicida Vacin de
Transmissão
o de a Incubaçã
o � CLASSIFICAÇÃO METAVIR
A
Fecal-oral
Não Sim
1-6 ● Avaliação do grau de inflamação (0-3) e
(água/alimentos) semanas
do grau de fibrose (0-4)
Parenteral, sexual, Sim (5-
B
perinatal 10%)
Sim 1-6 meses ● Não faz mais biópsia hepática –
porém utiliza essa classificação para
Parenteral, sexual, Sim (70-
C
perinatal 85%)
Não 1-6 meses os parâmetros atuais
Parenteral e sexual.
Vacina
D Só ocorre com Sim
B
1-6 meses É um sistema para avaliar danos no
hepatite B
1-6
fígado causados por doenças como hepatites.
E Fecal-oral Não Não
semanas Divide-se em duas partes:
A) Grau de Atividade Inflamatória (A0 a
� A e E: transmissão fecal-oral, não A3) (não usa mais)
evoluem para a forma crônica ● A0: Sem inflamação.
� BCD: período de incubação 1-6 meses ● A1: Inflamação leve (poucas células
inflamatórias).
OBS: Para a pessoa ter hepatite D 🡪 ● A2: Inflamação moderada.
obrigatoriamente deve estar infectada ● A3: Inflamação severa (muitas células
com hepatite B, ou seja, não existe hepatite D inflamatórias, risco de dano rápido).
sem a B B) Estágio de Fibrose (F0 a F4) - FIBROSE –
Utilizada para classificação atual
QUAL DELAS TEM VACINA? A E B (E POR ● F0: Sem fibrose (fígado saudável).
CONSEQUÊNCIA, A D) ● F1: Fibrose leve (tecido cicatricial ao
● Não existe vacina específica para a redor das veias do fígado).
hepatite D, mas vacinando para B, ● F2: Fibrose moderada (mais tecido
consequentemente se protege da D cicatricial, começa a prejudicar o fluxo
sanguíneo).
FONTES/ MECANISMOS DE TRANSMISSÃO – ● F3: Fibrose avançada (muito tecido
HEPATITE C cicatricial, quase cirrose).
Hepatite C 🡪 muito relacionada com sangue e ● F4: Cirrose (fígado endurecido e com
derivados de sangue nódulos).
● Muito relacionada a drogas injetáveis e
inalatórias ÍNDICES PARA AVALIAR FIBROSE SEM
● Co-infecção importante entre BIÓPSIA
Hepatite C e HIV � APRI (INDICE DE RELAÇÃO ASPARTATO
● Aguda: vai alterar mais ALT (TGP) AMINOTRANSFERASE SOBRE AS
● Crônica: altera ALT, mas também AST PLAQUETAS)
(TGO) porque ocorre dano as outras
células do corpo Fórmula:

DIAGNÓSTICOS COMPLEMENTARES
Interpretação:
NAS HEPATITES ● < 0,5: Fibrose leve (F0-F1).
� DESTRUIÇÃO HEPÁTICA ● > 1,5: Fibrose avançada (F3-F4).
Avaliar hepatócito: ALT e AST ● Zona cinzenta: entre 0,5 e 1,5
Avaliar canalículos: GGT e FA
� FIB-4
� FUNÇÃO HEPÁTICA SÉRICA ● Fórmula:
● ALT (TGO)
● AST (TGP)
● Protrombina
● TAP/INR

Biópsia hepática (padrão-ouro): FIB-4=FIB-4=


procedimento invasivo, sujeito a complicações e ● Interpretação:
com custo elevado. 10-20% de discrepância o ≤ 0,70 (em pessoas >30 anos):
Baixo risco de cirrose.

45
o ≥ 3,25: Alto risco de fibrose E Anti-HEV IgM
avançada.

ATENÇÃO! Só pode ser usado para VÍRUS DA HEPATITE A


MAIORES DE 30 ANOS ● Não evolui para forma crônica
● Valores etre 0,7-2 exigem mais exames ● Sorologia começa ser positiva a partir
do 5 dia
� CHILD-PUGH ● Clínica: dura em média 7 a 8 semanas
Avalia gravidade e sobrevida Fatores de risco: falta de saneamento básico,
Classe A (5-6 pontos): Sobrevida de 1 ano: água contaminada, compartilhamento de itens
100%. pessoais, sexo anal-oral e contaminação das
Classe B (7-9 pontos): Sobrevida de 1 ano: mãos
81%.
Classe C (10-15 pontos): Sobrevida de 1 ano:
EXAMES ESPECÍFICOS: AntiHAV (IgM e IgG)
45%.
2
1 HEPATITE B (PROVA)
Parâmetro pont 3 pontos
ponto
os
ATENÇÃO (DICA)!
Bilirrubina 2,0 –
< 2,0 > 3,0 AG: antígeno – estrutura do vírus (tudo que tem
(mg/dL) 3,0
AG é do vírus)
Albumina 2,8 –
> 3,5 < 2,8 HbsAG: superfície do vírus 🡪 não tem como ter
(g/dL) 3,5
1,7 – HBsAG positivo sem ter o vírus! É ele que forma
INR < 1,7 > 2,3 a superfície do vírus – sua presença indica
2,3
infecção ativa (aguda ou cronica)
Ausent Moderada/
Ascite Leve HBaG: se positivo significa que além de ter o
e Grave
vírus, tem ele replicando muito – isso é ruim
Encefalopa Ausent Grau
Grau 3-4 HBcAG: não é possível detectar pois está no
tia e 1-2
núcleo
� ELASTOGRAFIA
● Semelhante ao ultrassom – utiliza ondas
sonoras
● É ela que vai oferecer o grau de fibrose
(semelhante ao que a biópsia fazia – mas
com a vantagem de não ser invasivo)
● Custo elevado

JANELA DIAGNÓSTICA DAS HEPATITES


É o tempo entre a infecção pelo vírus e a
detecção de marcadores no sangue:
Detecção � QUAIS OS DOIS ANTÍGENOS QUE
Detecção Detecção DETECTA NA HEPATITE B? HBsAG
de
Vírus de de
Anticorpo (Superficie) e HBaG
Antígeno RNA/DNA
s
HAV 5-10 dias - - � ETIOLOGIA
30 dias 25 dias 🡪É O ÚNICO QUE É UM DNA VIRUS! (Os
HBV 30-60 dias
(HBsAg) (DNA) outros são RNA)
33-129 22 dias ● DNA vírus
HCV -
dias (RNA)
● Família: Hepadnaviridae.
HDV 84 dias - -
● Genoma: DNA fita dupla incompleta
● Replicação única: usa enzima transcriptase
EXAMES ESPECÍFICOS reversa (como o HIV), criando um RNA
Hepati intermediário para replicar seu DNA.
Marcadores Diagnósticos
te
A Anti-HAV IgM (infecção aguda) Estrutura:
HBsAg (infecção ativa), Anti-HBc ● Composto de envelope externo proteico
B
IgM (aguda) que constitui o HBsAg.
Anti-HCV + HCV-RNA ● Nucleocapsídeo interno com HBcAg
C
(confirmatório)
D Anti-HDV + HBsAg positivo No Brasil: subgenótipos A1, A2, F2a e F4.
46
● Considerado um vírus oncogênico e ● Comportamentos de risco (álcool,
apresenta dez genótipos (classificados de A a drogas).
J). ● Genética (predisposição à cirrose ou CHC
– Carcinoma Hepatocelular).
� TRANSMISSÃO *Risco de evolução pra forma crônica
Maior transmissibilidade em relação as principalmente em crianças e idosos
outras 🡪 além da transmissão sexual e por
sangue, está presente na saliva = � EXAMES ESPECÍFICOS (ATENÇÃO)
ALTAMENTE CONTAGIOSO Antígenos (Marcadores do Vírus)
● Via parenteral (compartilhamento de ⇨ HBsAg (Antígeno de Superfície):
agulhas, seringas, material de manicure, Indica infecção ativa (aguda ou crônica).
transfusão de sangue). Presente no envelope do vírus.
● Relações sexuais desprotegidas (via ⇨ HBeAg (Antígeno "e"): Sinaliza replicação
predominante): fluidos corporais como viral ativa (alta transmissibilidade).
sêmen e secreções vaginais ⇨ HBcAg (Antígeno do Core): Parte interna do
● Transmissão vertical (materno- vírus. Não é detectado no sangue, apenas em
infantil): durante o parto biópsias.
● Contato com pele ou mucosas: Saliva
(em menor risco, mas possível se houver Anticorpos (Resposta Imune)
feridas), compartilhamento de escovas ⇨ Anti-HBs: Proteção! Indica cura (resposta
de dente ou lâminas. imune) ou vacinação eficaz.
⇨ Anti-HBe: Controle da replicação viral.
Sugere menor atividade da doença.
⇨ Anti-HBc:
o Contato prévio com o vírus.
o IgM: Infecção aguda (recente).
o IgG: Infecção crônica ou passada.
o Total (IgM + IgG): Exposição
geral ao HBV.

� QUADRO CLÍNICO
95% não evolui para forma crônica
A hepatite B pode se apresentar de duas
formas:
1. Hepatite Aguda:
● Duração curta (semanas a meses). Anticorpo contra as estruturas do vírus
● Sintomas: Na maioria dos casos, são ● AntiHBS positivo: significa vacinação ou
leves ou ausentes (oligossintomáticos). cura
● Icterícia (pele/olhos amarelados): Rara ● AntiHBE: controle da replicação
(menos de 1/3 dos casos). ● AntiHBC = contato
2. Hepatite Crônica: 🡪Pode ser dividio em frações (O mais barato é o
● Persistência do vírus por mais de 6 total)
meses. ● Agudo=IGM
● Portadores crônicos: 5-10% dos ● Cronico= IGG
infectados. ● Soma= total
● Complicações:
✔ 20-25% evoluem para doença hepática
avançada (cirrose, câncer de fígado).
✔ Hepatite Delta: Coinfecção comum na
Amazônia, que agrava a doença.

� EVOLUÇÃO DA INFECÇÃO
Adultos:
● 90% curam espontaneamente (sistema
imunológico elimina o vírus).
● 10% desenvolvem infecção crônica. Portador crônico = tem o vírus mas não em
Fatores de risco para complicações: quantidade grande, consegue controlar a
● Idade avançada ou muito jovem. replicação 🡪 controla replicação
● PROVA 🡪 GOSTA DOS 3 PRIMEIROS
(AGUDA, CRONICA ATIVA E
47
PORTADOR)

� EXAMES TRIAGEM
Objetivo: Identificar infecções ativas ou prévias
por HBV e garantir prevenção ou tratamento
adequado.
HBsAg e antiHBs:
⇨ HBsAg: Detecta infecção ativa pelo
vírus.
⇨ antiHBs: Indica imunidade (por vacina
ou infecção prévia). Endoscopia pode indicar cirrose (disse que
Anti-HBc total: Investigado em pessoas era pra guardar isso)
com HIV positivo ou imunossupressão (ex:
quimioterapia).
� Exames na Primeira Consulta
Anti-HBc isolado: Se apenas esse exame for
São feitos para verificar sua saúde geral e
positivo, pode indicar infecção oculta por
detectar infecções:
HBV (vírus "escondido" no organismo).
● Anti-HAV IgG: Verifica se você tem
imunidade contra hepatite A (se não
� RASTREAMENTO DO HBV
tiver, precisa de vacina).
Recomendações Gerais: Faça pelo menos
● Anti-HIV e Anti-HCV: Detectam HIV e
uma vez na vida se você tem 20 anos ou mais e
hepatite C.
nunca foi testado.
● HBsAg/Anti-HBs/HBeAg/Anti-HBe: Av
Métodos: Teste rápido ou exame de sangue
aliam se você tem hepatite B (ativa,
convencional (sorologia).
curada ou imune).
● β-HCG: Teste de gravidez (alguns
Quem deve fazer o rastreamento pelo
remédios são perigosos para gestantes).
menos uma vez na vida? Origem ou contato
● Hemograma, AST, ALT, etc.: Checam
com regiões de alto risco (Amazonia, filhos de
função do fígado e rins.
imigrantes de áreas com muitos casos de HBV),
gestantes, contato próximo com infectados,
� Exames Periódicos
profissionais de risco (saúde, bombeiros),
A cada 3-6 meses:
histórico de exposição a sangue/fluidos sem
● Anti-HIV, Anti-HCV: Para evitar
proteção, sintomas de hepatite.
coinfecções.
● HBsAg/Anti-HBs: Monitoram hepatite B.
Quem deve rastrear A CADA 6 MESES?
● HBV-DNA: Mede a quantidade de vírus
Comportamento de risco (uso de drogas
da hepatite B no sangue (importante
injetáveis, múltiplos parceiros, álcool em
para ajustar tratamento).
excesso), população vulnerável (trans, gays,
● Hemograma, AST, ALT, etc.: Avaliam
trabalhadores do sexo), condições de vida
efeitos dos remédios no corpo.
(mendigos, presidiários), saúde frágil (HIV/AIDS,
quimioterapia)
A cada 12 meses:
● Anti-HDV: Detecta hepatite D (só
aparece em quem já tem hepatite B).
PESSOAS EM USO DE PREP
Exames específicos:
TRIMESTRAL ● Endoscopia digestiva alta: A cada 2-3
A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é um método de
anos se não tiver cirrose; anualmente se
prevenção ao HIV que envolve o uso de
medicamentos antirretrovirais por pessoas que não
tiver cirrose grave.
têm HIV, mas estão em alto risco de contraí-lo (ex: ● Elastografia
múltiplos parceiros sexuais, profissionais do sexo, hepática/Biópsia: Avaliam danos no
usuários de drogas injetáveis). O fígado (fibrose ou cirrose).
termo "trimestral" não se refere à dosagem do
medicamento, mas sim à periodicidade dos exames QUANDO TRATAR A HEPATITE B?
de acompanhamento que devem ser feitos por quem (IMPORTANTE!!!)
usa PrEP. Não se trata rotineiramente! 🡪 Mais de 95%
dos adultos imunocompetentes curam
PESSOA DX DE HEPATITE B, DEVEMOS espontaneamente.
SOLICITAR OS SEGUNITES EXAMES: Apenas monitorar com exames clínicos e
laboratoriais a cada 2-4 semanas.

48
CRITÉRIOS PRINCIPAIS PARA TRATAR: 3. História familiar de cirrose (por
● HBV-DNA ≥ 2.000 UI/mL + ALT (TGP) hepatite B ou causa desconhecida):
elevada (enzima do fígado) em dois Indica possível predisposição genética.
exames consecutivos. 4. Outras causas de doença hepática:
● Cirrose: Presença de sintomas como Uso de álcool, esteatose hepática (fígado
ascite (barriga d’água) ou varizes gorduroso), hepatite C, etc.
esofágicas.
● Coinfecções: HIV, hepatite C ou D. � SINAIS CLÍNICOS DE CIRROSE QUE
● Gravidez: Gestantes com carga viral EXIGEM TRATAMENTO IMEDIATO
alta precisam de tratamento para Se o paciente apresenta qualquer um desses
proteger o bebê. sinais, o TRATAMENTO É OBRIGATÓRIO,
independente do estágio da fibrose:
GRAVAR DESSE SLIDE: Geralmente não trata ● Circulação colateral: Veias dilatadas
paciente com infecção aguda porque tem no abdômen (sinal de hipertensão
grande chance de se curar portal).
● Fígado com bordas irregulares ou
QUEM VAI SER TRATADO? (IMPORTANTE) nódulos: Detectado por ultrassom ou
● Paciente com carga viral > 2 mil tomografia.
● Se for homem, além da carga viral >2 ● Esplenomegalia: Baço aumentado (>
mil tem que ter ALT maior ou igual 52 e 12 cm).
se for mulher 27 ● Veia porta dilatada: Diâmetro acima
Homem ALT > 52 de 1,2 cm (ultrassom).
Mulher ALT > 27 ● Fluxo portal reduzido: Velocidade
● TEM QUE TER OS DOIS!!! CARGA abaixo de 14-16 cm/seg (doppler).
VIRAL + ALT ● Ascite: Acúmulo de líquido na barriga.
● Varizes esofágicas: Veias dilatadas no
esôfago (risco de sangramento).

Crônico HBAGHBeAG REAGENTE (sinal que


está replicando muito) 🡪 SEMPRE TRATAR
1 PASSO: MEDE CARGA VIRAL
SE TIVER SINAL DE CIROSSE 🡪 TAMBEM
2 PASSO: CALCULAR ALT
DEVE TRATAR (MESMO SEM BIÓPSIA)
SE AMBOS ALTERADOS FAZ TRATAMENTO!
● REPETE EM 3 MESES PRA
RESUMINDO – QUEM DEVE RECEBER
MONITORAR
TRATAMENTO PARA HEPATITE B?
(ATENÇÃO)
� ESTADIAMENTO DE FIBROSE
● HBV-DNA ≥ 2.000 + ALT elevada (2
HEPÁTICA NA ZONA CINZENTA
exames)
(LIMÍTROFE): QUANDO TRATAR?
● Cirrose
O que é a "Zona Cinzenta"?
● Coinfecção (HIV/HCV/HDV)
É uma situação em que os exames não
● HBeAg reagente 🡪sinal que está
invasivos (como elastografia ou exames de
replicando muito – SEMPRE TRATAR!
sangue) não conseguem definir claramente se a
● Gravidez com carga viral alta
fibrose hepática (cicatrização do fígado) está
em um estágio leve (ex: F2) ou avançado (ex:
F3). Nesses casos, a decisão de tratar depende OBS: Não trate hepatite aguda (a menos
de critérios clínicos adicionais. que seja grave).
5. Monitoramento
Critérios Clínicos para Indicar Tratamento ● Repita HBV-DNA e ALT a cada 3
na Zona Cinzenta meses após iniciar tratamento.
Se o paciente está nessa zona "incerta", o ● Avalie resposta terapêutica e ajuste
médico deve considerar pelo menos um dos medicações conforme necessidade.
seguintes fatores para iniciar o tratamento:
1. Sexo masculino: Homens têm maior
risco de progressão para cirrose.
2. Idade acima de 40 anos (em pacientes
com HBeAg negativo): Pacientes mais
velhos têm maior chance de
complicações.
49
Condições:
● Pacientes jovens sem cirrose.
● Duração limitada (ex: 48 semanas).
Contraindicações: Depressão, doenças
autoimunes, gravidez.

� GESTAÇÃO
(NÃO PRECISA DECORAR TODAS AS
Tratamento preferido: Tenofovir (TDF).
INDICAÇÕES de tratamento, só as mais
Quando iniciar:
importantes que eu escrevi e principalmente
● Gestantes com HBV-DNA elevado (para
o critério de carga viral + alt)
evitar transmissão ao bebê).
● Critérios iguais aos da população geral
INDICAÇÕES ABSOLUTAS PARA
(ex: HBV-DNA ≥ 2.000 + ALT elevada).
TRATAMENTO
(Mesmo sem ALT elevada ou carga viral
CONTRAINDICAÇÕES DO TENOFOVIR (TDF)
alta!)
Evite usar em:
● Cirrose: Sintomas como ascite (barriga
● Doença renal crônica.
d’água), varizes esofágicas,
● Osteoporose ou fraturas ósseas.
esplenomegalia.
● Pacientes em uso de didanosina (ddI).
● Coinfecções: HIV, hepatite C (HCV) ou
● Cirrose avançada (risco de
hepatite D (HDV).
complicações).
● HBeAg reagente: Indica replicação viral
ativa (tratar independente de ALT ou carga
CONTRAINDICAÇÃO DE TENOFOVIR USAR O
viral).
ETECAVIR
● Gravidez: Gestantes com HBV-DNA
elevado para prevenir transmissão vertical
� TERAPIA ALTERNATIVA
Use outros medicamentos (ex: Entecavir) se o
TRATAMENTO DA HEPATITE B paciente tiver:
● Obesidade (IMC ≥ 30) 🡪 TDG aumenta
� ANÁLOGOS NUCLEOS(T)ÍDEOS risco de perda óssea/ lesão renal em
(ANTIVIRAIS) obesos
São remédios que bloqueiam a replicação do ● Cirrose.
vírus HBV. Opções principais: ● Problemas renais ou ósseos.

Medicame Observaçõ � RISCO PROFISSIONAL (EXPOSIÇÃO


Dose Indicações
nto es
AO HBV)
Eficaz e
Hepatite B Risco de infecção após acidente com
0,5 seguro, mas
Entecavir crônica (HBeAg +
mg/dia não usado agulha:
ou -)
na gravidez. Paciente-Fonte Risco de
Controla o
Transmissão
PRIMEIRA vírus e
Tenofovir 300 HBeAg positivo (vírus 30% (ALTO RISCO)
ESCOLHA (inclus previne
(TDF) mg/dia
ive gestantes). transmissão ativo)
vertical. HBsAg positivo (vírus 6%
Indicado
para
inativo)
Alternativa ao pacientes Situação Vacinal do Profissional
Tenofovir
alafenamid
25 TDF (menos com risco ● Se o profissional está vacinado e
mg/dia efeito de tem anticorpos (anti-HBs ≥ 10
a (TAF)
renal/ósseo). problemas
renais ou UI/mL):
ósseos. o Risco praticamente ZERO,
mesmo em acidentes de alto
TRATAMENTO: TENOFOVIR (DROGA DE risco.
ESCOLHA INCLUSIVE PARA GESTANTE ) – ● Se não está vacinado ou não tem
IMPORTANTE anticorpos:
o O risco depende do estado do
� ALFAPEGUINTERFERONA (ΑPEGINF) paciente-fonte (30% ou 6%)
Uso: Alternativo para pacientes HBeAg
reagente (vírus ativo) sem coinfecção por � PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO (PEP)
HDV.

50
Passos essenciais após contato com ● Uso de drogas injetáveis ou
sangue infectado: inalatórias (compartilhamento de
1. Lave o local com água e sabão. agulhas/seringas).
2. Teste o paciente-fonte: ● Transfusões de sangue e
● HBsAg (para confirmar hepatite hemoderivados (antes de 1993, quando não
B). havia teste para HCV).
● HBeAg (para saber se o vírus está ● Procedimentos médicos ou estéticos com
ativo). material não esterilizado:
3. Avalie sua vacinação: Se não está ✔ Hemodiálise prolongada.
vacinado ou não tem anticorpos, receba: ✔ Tatuagens, piercings, manicures.
▪ Imunoglobulina anti-HB ● Transmissão vertical (da mãe para o bebê
(IGHB): Anticorpos prontos para durante a gravidez ou parto – rara, 5-6%).
neutralizar o vírus. ● Risco sexual: Baixo, mas aumenta em
▪ Vacina contra hepatite B: Para práticas de risco (ex.: HSH – homens que
criar imunidade a longo prazo. fazem sexo com homens).
● Populações vulneráveis: Pessoas em situação
ESQUEMA VACINAÇÃO HEPATITE B de rua, presidiários, usuários de drogas
Esquema
Anti- PROGRESSÃO DA DOENÇA
Grupo de
HBs? Doença silenciosa
Vacinação
INFECÇÃO AGUDA:
3 doses ● 20-30% dos casos têm sintomas (fadiga,
Crianças/ Não
padrão (0, icterícia, náuseas) após 4-12 semanas.
Adultos precisa
1, 6 ● 20% eliminam o vírus espontaneamente.
saudáveis checar
meses) INFECÇÃO CRÔNICA:
4 doses ou Sim, após ● 80% desenvolvem infecção crônica →
Grupos risco de complicações em 20-30 anos:
dose maior 30 dias
imunossuprimi ✔ Fibrose hepática → Cirrose (20-30% dos
(0, 1, 2, 6 da última
dos casos).
meses) dose
✔ Hepatocarcinoma (câncer de fígado).
● Fatores que aceleram dano hepático:
HEPATITE C
HIV, álcool, obesidade.
Definição: Doença hepática causada pelo vírus
HCV (Hepatite C), um dos principais
responsáveis por cirrose e câncer de fígado no
DIAGNÓSTICO (EXAMES ESPECÍFICOS)
mundo.
� TESTES INICIAIS:
Estrutura do vírus:
Anti-HCV: Detecta anticorpos contra o vírus
● Genoma: RNA de fita única positiva
(resultado em 30-60 dias após infecção).
(gênero Hepacivirus, família Flaviviridae).
● Reagente: Indica contato prévio, mas
● Genótipos: 6 tipos. No Brasil,
não confirma infecção ativa.
o genótipo 1 é o mais comum (50-70% dos
● Não reagente: Descartada infecção
casos), seguido pelo genótipo 3.
(exceto em janela imunológica).
Vacina: NÃO EXISTE VACINA contra o HCV.
Testes Rápidos: Disponíveis no SUS (resultado
em 30 minutos).
Tratamentos:
● 1991: Primeiro tratamento (Interferon +
� CONFIRMAÇÃO:
Ribavirina), com eficácia de 40-50%.
HCV-RNA (PCR): Detecta o vírus no sangue.
● 2013: Surgem os Antivirais de Ação
Confirmatório para infecção ativa.
Direta (AADs), com cura >95% e
● PCR 🡪 teste da carga viral – confirma se
menos efeitos colaterais.
o vírus está ativo
● Prêmio Nobel 2020: Harvey Alter,
Genotipagem: Define o tipo de HCV para
Michael Houghton e Charles Rice foram
orientar o tratamento.
premiados pela descoberta do HCV.
ANTIHCV 🡪 TESTE RAPIDO
TRANSMISSÃO/ FATORES DE RISCO
TESTE RAPIDO (SOROLOGIA) 🡪 VAI
CONTATO COM SANGUE OU DERIVADO DE
MOSTRAR SE TEVE CONTATO, PRA SABER
SANGUE
SE O VIRUS ESTA ATIVO TEM QUE FAZER O
PCR
Principais vias:

51
AST, ALT, FA,
GGT,
Bilirrubina,
hepática.
Glicemia,
Proteína
total/Albumina
Detectar nódulos
Ultrassonografi suspeitos, ascite
a de abdome A cada 6 meses ou alterações
superior estruturais no
fígado.
Rastrear
Alfa-feto hepatocarcinoma
A cada 6 meses
proteína (AFP) (câncer de
fígado).
Identificar varizes
Varizes >5 mm:
Resumindo: faz teste rápido (Anti-HCV) 🡪 se Endoscopia 12 meses
esofágicas (risco
de sangramento
positivo indica que teve contato com o vírus da digestiva alta Varizes <5 mm:
por hipertensão
hepatite C, portanto precisa verificar se a 24-36 meses
portal).
infecção está ativa 🡪 faz PCR pra avaliar se a PACIENTE COM CIRROSE REAVALIA COM
infecção está ativa 🡪 se PCR for reagente, indica TEMPO MENOR
infecção ativa 🡪 fazer Genotipagem para
orientar o tratamento TRATAMENTO HCV
� EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO
CASOS ESPECIAIS Interferon (IFN) + Ribavirina (RBV):
● Anti-HCV Reagente + PCR Não Período: Até 2013.
Detectável: Eficácia: 40-50% de cura.
✔ Pode indicar infecção curada (o Limitações:
corpo eliminou o vírus, mas os ● Via subcutânea + oral.
anticorpos permanecem). ● Efeitos graves (anemia, depressão).
✔ Importante: Repetir o PCR para ● Restrito a pacientes sem
descartar infecção ativa em cirrose/comorbidades.
estágio inicial. Antivirais de Ação Direta (AADs):
● Anti-HCV Não Reagente + Suspeita Período: A partir de 2013.
Clínica: Repetir o Anti-HCV após 3 Eficácia: >95% de cura.
meses (janela imunológica). Vantagens:
● Via oral, 8-12 semanas.
● Poucos efeitos adversos (cefaleia leve).
DEFINIÇÃO HEPATITE C CRÔNICA ● Elegível para todos (cirróticos,
A hepatite C é transplantados, comorbidades).
considerada crônica quando:
1. Anti-HCV reagente por mais de 6 meses: TERAPIA ANTIGA ERA RUIM, 1 INJEÇÃO
Indica exposição prolongada ao vírus. SEMANAL + 5 COMPRIMIDOS POR DIA
2. HCV-RNA detectável por mais de 6 HOJE É MELHOR – 1 CP SEMANAL COM 95%
meses: Confirma a replicação viral DE CURA
contínua
� BENEFÍCIOS DA CURA (RVS)
EXAMES RECOMENDADOS PARA PACIENTES Previne complicações: Cirrose,
CRÔNICOS hepatocarcinoma.
� SEM CIROSSE – REPETIR A CADA 6 Melhora qualidade de vida: Recuperação
MESES hepática, redução de sintomas.
Hemograma, coagulograma, Na/K, Ureia,
creatinina, clearance de creatinina, AST e ALT, � EXAMES-CHAVE
FA e GGT, bilirrubina total e frações, glicemia de HCV-RNA (PCR):
jejum, proteína total/albumina ✔ Confirma infecção ativa.
✔ Monitora resposta ao tratamento (RVS =
� COM CIRROSE – MONITORAMENTO MAIS PCR negativo após 12 semanas).
FREQUENTE DEVIDO RISCO DE Genotipagem: Define o esquema terapêutico
COMPLICAÇÕES (ex.: genótipo 1 → glecaprevir/pibrentasvir).
Exame Periodicidade Objetivo
Hemograma, A cada 3-4 Monitorar
Coagulograma, meses progressão da FAZ 1 PCR ANTES E 1 DPS DO
Eletrólitos, doença e função TRATAMENTO PRA AVALIAR SE CUROU

52
HDV em portadores de HBV, especialmente no
PODE FAZER FAZER PCR DEPOIS DE 4 OU Norte/Nordeste.
12 SEMANAS DO TRATAMENTO 🡪 SE VIER
NÃO DETECTADO SIGNIFICA QUE ESTA
CURADO

� SEGUIMENTO PÓS-CURA
Aula 8 –
Fibrose avançada (F3/F4) ou cirrose:
Ultrassom + AFP: A cada 6 meses (rastreio de
Hanseníase
1. O QUE É HANSENÍASE?
câncer).
Definição: Doença infecciosa, primariamente
Endoscopia:
neural, inflamatória, de evolução lenta, causada
▪ Varizes >5 mm: A cada 12 por um complexo de micobactérias.
meses.
▪ Varizes <5 mm: A cada Agente Etiológico: Causada por um complexo
24-36 meses. de micobactérias, principalmente:
Evitar: Álcool, hepatotóxicos (ex.: paracetamol ● Mycobacterium leprae
em excesso). ● Mycobacterium lepromatosis

Características dos Bacilos:


HEPATITE D ● Parasitas intracelulares obrigatórios.
● TROPISMO POR NERVOS.
● Causam a mesma doença clínica.
ESTRUTURA DO HDV
● Arranjo em cadeias paralelas, unidas
● Vírus satélite: SÓ SE REPLICA NA formam as globias.
PRESENÇA DO HBV (usa HBsAg para formar ● Reprodução por divisão binária.
partículas virais). ● Podem permanecer viáveis no meio
● Genoma: RNA circular de cadeia simples. ambiente (solo úmido e sombra por até
● Proteína-chave: HDAg (essencial para 45 dias).
replicação). ● Alta infectividade.
● Baixa patogenicidade.
INVESTIGAR QUEM VEIO DO NORTE
PORQUE TEM MAIS INCIDÊNCIA 2. TRANSMISSÃO
Modo: Contato próximo e prolongado de uma
� EXAMES PARA DIAGNÓSTICO pessoa suscetível com um DOENTE de
hanseníase que NÃO ESTÁ SENDO TRATADO.
1. HBsAg: Obrigatório (HDV só infecta
● Via: A bactéria é transmitida pelas vias
com HBV ativo).
respiratórias.
2. Anti-HDV: ● Imunidade: A maioria da população
o IgM: Infecção aguda. possui defesa natural (imunidade) contra
o IgG: Infecção crônica ou o M. leprae.
exposição prévia. ● Genética: A suscetibilidade ao M. leprae
3. HDV-RNA (PCR): Confirma replicação possui influência genética.
viral. ● Contaminação: Pacientes na forma
virchowiana (multibacilar) podem
Primeiro exame de triagem é o HBSAG 🡪 SE contaminar até 4 pessoas ao seu redor,
VIER NEGATIVO JÁ DESCARTA HEPATITE D eliminando cerca de 3 bilhões de bacilos
em um mês.
PROFILAXIA E TRATAMENTO É O MESMO
3. APRESENTAÇÃO CLÍNICA
DA B ● Doença Neurológica Primária: O
� PREVENÇÃO E TRATAMENTO ACOMETIMENTO NEURAL É A
Prevenção: Vacina contra HBV (protege CARACTERÍSTICA PRINCIPAL.
indiretamente). ● Lesões de Pele: Normalmente são
Tratamento: tardias.
● Peginterferon alfa: Eficácia limitada (25-
30% de resposta). PERÍODO DE INCUBAÇÃO (P.I.):
● Bulevirtide: Novo fármaco (não ● Paucibacilares: 2 a 5 anos
disponível no Brasil). ● Multibacilares: 5 a 10 anos
● Células Alvo: Células de Schwann
IMPORTANTE: Coinfecção HBV/HDV aumenta (nervos) e macrófagos da pele.
risco de cirrose e câncer de fígado. Rastrear
FORMAS CLÍNICAS (4 FORMAS):
1. Indeterminada
53
2. Tuberculoide: A baciloscopia é o Vacinação BCG conforme histórico do
negativa. paciente
3. Borderline o Educação sobre hanseníase e orientação.
4. Virchowiana: Considerada a "pior"
forma, precisa obrigatoriamente da 3. CASO INCONCLUSIVO
baciloscopia positiva. ● Realizar biópsia de pele ou nervo
periférico
4. IDENTIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO ● Solicitar pesquisa do bacilo
(PROTOCOLO SUS) (Mycobacterium leprae) por métodos
O diagnóstico da hanseníase é eminentemente laboratoriais
clínico e a maioria dos casos pode ser
● Solicitar PCR
confirmada na Atenção Primária à Saúde.
4. CASO CONFIRMADO
CASO HANSENÍASE - PRESENÇA DE PELO
Quando se define como caso de
MENOS 1 OU MAIS:
hanseníase, deve-se:
1. Lesão(ões) e/ou área(s) da pele com
alteração de sensibilidade (térmica, ● Classificar o tipo operacional (PB ou MB - ver
dolorosa e/ou tátil). abaixo)
2. Acometimento de nervo(s) periférico (s) ● Definir o grau de incapacidade
com ou sem espessamento, associado a ● Verificar se há reações hansênicas
alterações sensitivas e/ou motoras e/ou (complicações)
autonômicas. ● Notificar no Sinan (Sistema de Informação de
3. Presença do M. leprae, confirmada na Agravos de Notificação)
baciloscopia de esfregaço intradérmico
ou na biópsia de pele e/ou PCR. 5. TRATAMENTO
Depende da classificação:

Protocolo a) Forma Paucibacilar (PB) - quando há:


● Até 5 lesões de pele E baciloscopia
negativa
Clínico ● Tratamento: PQT-U (poliquimioterapia)
por 6 meses

Hanseníase b) Forma Multibacilar (MB) - quando há:


● Mais de 5 lesões de pele OU
AVALIAÇÃO E MANEJO DE CASOS ● Comprometimento de 2 ou mais nervos
SUSPEITOS periféricos OU
1. Avaliação inicial do paciente
2. Confirmação ou descarte do diagnóstico
● Baciloscopia positiva
3. Classificação do tipo de hanseníase ● Tratamento: PQT-U por 12 meses
4. Tratamento adequado
5. Acompanhamento Em ambos os casos, se houver reações
hansênicas, deve-se tratar essas também.
1. AVALIAÇÃO INICIAL DIAGNÓSTICA:
● Avaliação dermatológica e 6. ACOMPANHAMENTO
neurológica: O médico deve examinar ● Vigilância passiva por autoexame
toda a pele do paciente e avaliar a ● Retorno ao serviço de saúde se
sensibilidade (tátil, dolorosa e térmica) necessário
nas áreas com lesões ou que o paciente ● Reavaliação em 6 meses na Atenção
relata como dormentes. Especializada
● Avaliação neurológica específica:
Inclui palpar os nervos periféricos e [Link]ÇÃO (PROVA – IMPORTANTE)
avaliar funções motoras e sensitivas,
ESPECIALMENTE NOS PÉS E OLHOS.
● Exames Complementares:
Baciloscopia, Biópsia, Sorologia, PCR,
USG e ENMG (se necessário).
PROVA: VAI PEDIR CLASSIFICAÇAO SE É PAUBACILAR
2. CONFIRMAÇÃO DO CASO
Há duas opções:
OU MULTIBACILAR E O TEMPO DE TRATAMENTO
● Caso confirmado: Quando há evidências
claras de hanseníase HANSENÍASE PAUCIBACILAR (PB):
● Caso descartado- Neste caso, recomenda- ● ATÉ 5 LESÕES CUTÂNEAS.
se: ● Baciloscopia OBRIGATORIAMENTE
NEGATIVA.
54
● UM TRONCO nervoso acometido. de (T) lesões,
● Não leva em consideração as nervos
afetados
características das lesões (cor,
Dimorfa- Moderada Pode ser Lesões
tamanho). Tuberculoi negativa mistas
Aceitável que casos com comprometimento de de (DT)
um único nervo periférico sejam classificados e Dimorfa- Intermediári Pode ser Lesões
tratados como PB se avaliados por profissionais Dimorfa a positiva variadas
experientes e com exames complementares (DD)
(baciloscopia e biópsia cutânea) que Dimorfa- Baixa Positiva Muitas
corroborem. Virchowian lesões,
a (DV) bacilos
visíveis
Prova: Para classificação, se for até 5 lesões e Virchowian Muito fraca Positiva Lesões
um tronco acometido, é Paubacilar. a (V) disseminada
s, alta carga
HANSENÍASE MULTIBACILAR (MB): bacteriana
● MAIS DE 5 LESÕES de pele e/ou
baciloscopia positiva. BACILOSCOPIA NEGATIVA NÃO DESCARTA
● DOIS OU MAIS NERVOS periféricos HANSENÍASE (em formas tuberculoides, o
comprometidos e/ou BACILOSCOPIA exame pode ser negativo mesmo com a
POSITIVA. doença).
Um tronco acometido é considerado
Multibacilar (segundo Gaggini). Resposta Imunológica (Th1 vs Th2)
● Todos os casos que suscitem dúvida Th1 (CD4+): Resposta celular forte → formas
sobre a classificação operacional tuberculoides (T/DT).
devem ser tratados como MB --> Th2 (CD8+): Resposta humoral → formas
PARA GARANTIR EFICÁCIA DO virchowianas (DV/V).
TRATAMENTO
Prova: Para classificação, se for mais que 5 CRITÉRIOS CLÍNICOS PARA DIAGNÓSTICO
lesões e dois ou mais troncos acometidos, é DE FORMAS MULTIBACILARES
Multibacilar. (CONSIDERAR PELO MENOS UM CRITÉRIO):
●Apresenta GRAU DE INCAPACIDADE FÍSICa I ou
RESPOSTA IMUNOLÓGICA NA HANSENÍASE II.
●Identificação de alteração clínica em UM
TRONCO NERVOSO.
●Comprometimento dermatológico de DOIS
OU MAIS SEGMENTOS CORPORAIS.

Lesões dermatológicas:
● Grande número.
● Grande tamanho.
● Máculas eritematosas e violáceas.
● Pápulas, tubérculos ou nódulos.
● Bordas com infiltrações irregulares e mal
delimitadas/definidas na periferia.
● Quanto mais à esquerda no esquema (T → ● Eritema difuso, xerodermia, infiltrado
DT → DD → DV → V), menor a imunidade com poros dilatados (aspecto de "casca
celular e maior a gravidade. de laranja"), poupando áreas quentes.
● Face: infiltrados e/ou madarose e/ou
● FORMA VIRCHOWIANA (V): comprometimento de mucosa nasal.
BACILOSCOPIA SEMPRE POSITIVA ● Presença de Surto Reacional (Reação
(muitos bacilos). --> Paciente tem pouca Reversa ou Eritema nodoso).
defesa imunológica.
TESTES OBJETIVOS (FUNÇÕES
A HANSENÍASE VARIA DE ACORDO COM A AUTONÔMICAS):
RESISTÊNCIA DO PACIENTE: Térmica, Dolorosa, Tátil: Avaliação da
● Quanto mais forte a imunidade, mais sensibilidade.
leve a doença (forma tuberculoide). Função Vasomotora (Histamina):
● Quanto mais fraca a imunidade, mais 1. Coloca-se uma gota de solução milesimal
grave a doença (forma virchowiana). de histamina.
Classificaç Imunidade Baciloscopi Característ 2. Perfurar com uma agulha, sem sangrar.
ão a icas 3. Observar a tríplice reação de Lewis:
Indetermin Inicial Geralmente Lesões pequeno eritema (20s), halo eritematoso
ada (I) negativa pouco
definidas
maior (20-40s), pápula urticada (1-3min).
Tuberculoi Forte Negativa Poucas
Função Sudoral (Pilocarpina):
55
1. Pincela-se a pele com iodo. neurológico e são CLASSIFICADOS COMO
2. Injeta-se a pilocarpina. HANSENÍASE MULTIBACILAR (MB).
3. Pulverizar a região com amido para PRINCIPAIS TRONCOS NERVOSOS
visualizar a sudorese. PERIFÉRICOS ACOMETIDOS:
● Face: Trigêmeo e Facial – podem causar
QUESTIONÁRIO DE SUSPEIÇÃO DE alterações na face, nos olhos e no nariz.
HANSENÍASE (Anamnese Dirigida):Sente ● Braços: Radial, Ulnar e Mediano –
dormência nas mãos ou nos pés? podem causar alterações nos braços e
Formigamentos?Áreas adormecidas na pele? nas mãos.
Dor nos Nervos? Perda dos cílios e/ou das ● Pernas: Fibular e Tibial – podem causar
sobrancelhas?Há história de hanseníase na alterações nas pernas e nos pés.
família?
OBS: teste do fio dental para avaliar
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA (DETALHADA): sensibilidade do olho
● História: Ocupação e Atividades Diárias,
Queixas do paciente. GRAU DE INCAPACIDADE FÍSICA (GIF):
● Inspeção. ● Grau 0: SEM COMPROMETIMENTO -
● Palpação dos Nervos. Normal (Força muscular das pálpebras,
● Teste de Força Muscular. sensibilidade da córnea, força muscular
● Teste de Sensibilidade: das mãos e pés, e sensibilidade
● Pode-se usar o TESTE DE palmar/plantar preservadas).
MONOFILAMENTO ● Grau 1: PERDA DE SENSIBILIDADE
+DIMINUIÇÃO DE FORÇA (Diminuição
TESTE DO MONOFILAMENTO da força muscular das pálpebras sem
O teste do monofilamento é usado para avaliar a deficiências visíveis e/ou diminuição ou
perda de sensibilidade (neuropatia) em pacientes perda da sensibilidade da córnea;
com hanseníase. Ele mede a capacidade da pessoa diminuição da força muscular das
de sentir toques leves, ajudando a identificar danos mãos/pés sem deficiências visíveis e/ou
nos nervos periféricos.
alteração da sensibilidade
palmar/plantar).
● Grau 2: SEQUELA PERMANENTE OU
LESÃO VISÍVEL (úlcera de pele, mão
em garra, lesão dos olhos, lesão ulcerada
na narina).
Técnica de Aplicação:
● O filamento é pressionado Diagnóstico Precoce dos Casos:
● Atendimento da demanda espontânea.
perpendicularmente à pele até curvar
● Busca ativa de casos novos.
levemente (por 1-1,5 segundos).
● Vigilância de contatos:
● O paciente, de olhos fechados, deve ● Pessoas que convivem ou conviveram de
dizer quando sentir o toque. forma prolongada (resida ou tenha
residido, conviva ou tenha convivido com
Iniciando sempre pelo monofilamento o doente de hanseníase, no âmbito
VERDE (mais fino) de 0,05 g --> Na domiciliar, nos últimos cinco anos).
ausência de resposta, prossegue-se com ● Possíveis fontes de infecção: familiar ou
de 0,2 g, e assim sucessivamente. social.
Cor do Força (gramas) Resposta
Filamento Esperada
MELHOR MÉTODO É FAZER AVALIAÇÃO
Verde 0,05 g Deve sentir DOS CONTATOS! BUSCA ATIVA!
Azul 0,2 g Até 3 toques
EXAMES COMPLEMENTARES (CONSIDERAÇÕES):
Lilás 2,0 g 1 toque só O diagnóstico clínico permanece o
Vermelho 4,0 g 1 toque principal.
Laranja 10 g Marcar com "X"
SENSIBILIDADE DOS EXAMES (Do mais
Rosa 300 g Círculo vermelho
para o menos sensível)
● Monofilamentos Vermelho (4g),
Laranja (10g) e Rosa (300g) indicam
caso Multibacilar.
Observação: A avaliação neurológica também
é realizada nos contatos.

* Multibacilar (MB): Pacientes que SÓ ● O PCR é considerado o melhor


SENTEM O FILAMENTO VERMELHO, exame para diagnosticar, porém
LARANJA OU ROSA têm maior risco de dano quase não é liberado pelo SUS.
56
● Baciloscopia: Sendo ela negativa, NÃO ● Peso corporal é mais importante que a
EXCLUI O DIAGNÓSTICO DE idade.
HANSENÍASE, pois tem pouca ● Peso > 50 kg: Mesmo tratamento de
especificidade. adultos.
● Biópsia de pele: NÃO EXCLUI O ● Peso 30-50 kg: Utilizar cartelas infantis
DIAGNÓSTICO CLÍNICO. (marrom/azul).
● Anti PGL-I. ● Peso < 30 kg: Fazer ajustes de dose.
● Rifampicina (suspensão): Mensal 10-
TESTE RÁPIDO (BIOCLIN FAST ML FLOW®): 20 mg/kg.
● Teste imunocromatográfico para ● Dapsona (DDS): Mensal 1-2 mg/kg;
determinação qualitativa de anticorpos Diária 1-2 mg/kg (dose total máxima não
IgM anti-Mycobacterium leprae. deve ultrapassar 50mg/dia).
● Resultados em 15-20 minutos. ● Clofazimina (CFZ): Mensal 5 mg/kg;
● Uso em contatos com casos Diária 1 mg/kg.
confirmados de hanseníase.
É um teste rápido, fazemos só nos DETALHES DAS DROGAS:
pacientes que não foi confirmado com Rifampicina:
exame físico, por isso faz o teste rápido e Mecanismo: Inibe a síntese proteica bacteriana
encaminhar para uma avaliação mais (combina-se com RNA polimerase).
detalhada. Espectro: Amplo (Gram-positivas, cocos Gram-
negativos, micobactérias, clamídias, bacilos
Diagnósticos Tardios: Gram-negativos).
● Cerca de 1,5 a 2 anos após o Efeitos Adversos: Coloração avermelhada da
aparecimento dos sintomas. urina, urticária, raramente "dengue-like" (febre,
● Média de consultas até o diagnóstico: 2,7 artralgia, plaquetopenia), hepatotoxicidade,
(SUS) a 4,5 (serviço privado). síndrome pseudogripal.
● 5,7% dos pacientes já apresentam lesões Interação: CORTA O EFEITO DE
sensitivas e/ou motoras no diagnóstico. ANTICONCEPCIONAIS ORAIS.

Clofazimina:
E agora, como tratar? Características: Corante vermelho brilhante,
PROTOCOLO DE TRATAMENTO (PQT-U) (PROVA) grupo das fenazinas, medicação segura.
Início: Iniciar o tratamento na primeira Mecanismo: Ação BACTERIOSTÁTICA (atua
consulta, após a definição do diagnóstico. no ADN das micobactérias).
Esquema Único (após julho de 2021) - PB Farmacocinética: Absorção oral parcial (40-
OU MB USA OS MESMOS MEDICAMENTOS: 60%), alimentos favorecem absorção, lipofílica e
RIFAMPICINA, DAPSONA E CLOFAZIMINA. organodepositária (tecido adiposo, fígado, baço,
linfonodos, pele, macrófagos), meia-vida de ~70
A principal diferença entre os esquemas para as dias, eliminada por urina e fezes, atravessa
formas paucibacilar e multibacilar está na barreira placentária e presente no leite
duração total do tratamento e no número materno.
de cartelas a serem administradas: Ações: Anti-inflamatória (auxilia no Eritema
● Paucibacilares (PB): 6 cartelas (em até Nodoso), bacteriostática (M. leprae, M.
9 meses) tuberculosis, M. bovis, M. ulcerans, M. avium-
● Multibacilares (MB): 12 cartelas (em intracellulare), parasitária (Plasmodium
até 12 meses). falciparum, Leishmania donovani, Trypanosoma
cruzi, Babesia, Schistosoma).
Importante: O TRATAMENTO DA PQT-U Efeitos Adversos: Pigmentação cutânea
NÃO ESTÁ AUTORIZADO POR MAIS DE UM (DEIXA A PELE SECA E MUDA A COR DA
ANO, referindo-se à duração padrão do PELE), ictiose, distúrbios gastrointestinais
esquema medicamentoso. (depósitos de cristais na mucosa intestinal).

Cuidados com a Medicação: Dapsona (Diamino-Difenil-Sulfona):


● Ingerir 2 horas após o almoço (evitar Mecanismo: Ação bacteriostática (compete
intolerância gástrica). com PABA, diminuindo/bloqueando síntese de
● Pode-se introduzir omeprazol ou ácido fólico bacteriano).
cimetidina. Efeitos Adversos: Agentes oxidantes
● Dapsona: Gastrotóxica, absorção não é (hemólise, meta-hemoglobinemia), hepatite
alterada por alimentos. medicamentosa, gastrite, agranulocitose,
● Rifampicina: Ingerida 2 horas após síndrome da dapsona, eritrodermia, dermatite
refeição completa, biodisponibilidade e esfoliativa, distúrbios renais.
eficácia não alteradas. Observação: Faz HEMÓLISE, O QUE PODE
CAUSAR DISPNEIA E QUEDA DA
Tratamento em Crianças: SATURAÇÃO.

57
Síndrome de Hipersensibilidade à Dapsona
(DHS): Rara, ocorre 4-6 semanas após início,
Aula 9 - HIV
1. TRANSMISSÃO DO HIV
consiste em dermatite esfoliativa associada a
A transmissão do HIV ocorre principalmente por:
síndrome mononucleose-símile e envolvimento
de órgãos (fígado, rim, sistema hematológico). ● Relações sexuais desprotegidas (vaginal,
anal, oral).
SITUAÇÕES ESPECIAIS ● Compartilhamento de seringas e outros
● Gravidez e Aleitamento: Não materiais perfurocortantes não
contraindicam o tratamento. esterilizados.
● Rifampicina e Anticoncepcionais
Orais: Rifampicina pode diminuir a ação
● Transfusão de sangue contaminado
dos anticoncepcionais. (atualmente raro devido ao rastreamento).
● Coinfecção Hanseníase e ● Transmissão vertical da mãe infectada
Tuberculose: Manter o esquema para o filho durante a gravidez, parto ou
terapêutico apropriado para tuberculose. amamentação (se a mãe não estiver em
● Coinfecção Hanseníase e HIV/AIDS: tratamento).
Manter esquema sem mudanças.
2. INTRODUÇÃO E FISIOPATOLOGIA
SURTOS REACIONAIS
Os surtos reacionais são crises inflamatórias que podem ● O HIV é um retrovírus que necessita da
acontecer antes, durante ou depois do tratamento da enzima transcriptase reversa para se
hanseníase. Eles ocorrem porque o sistema imunológico multiplicar.
reage de forma exagerada ao bacilo (Mycobacterium
leprae), causando piora súbita dos sintomas. ● Causa grave disfunção do sistema
imunológico pela destruição dos linfócitos T
REAÇÃO TIPO I (REAÇÃO REVERSA): CD4+.
Reação tipo I: Mediada pela ativação da ● Janela Virológica Inicial: Após a
imunidade celular e liberação de citocinas que transmissão, o RNA viral pode não ser
favorecem o processo inflamatório das lesões detectável no plasma por cerca de 10 dias.
pré- existentes - é quando o corpo começa a se
defender, ocorre principalmente no inicio do
tratamento. É uma emergencia médica, pode 3. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
causar sérios danos aos nervos. A infecção pelo HIV progride em fases:
● Mediadas pela ativação da imunidade Infecção Aguda (Síndrome Retroviral
celular e liberação de citocinas. Aguda):
Tratamento: Prednisona (1 mg/kg/dia). ● Ocorre 1-3 semanas após a infecção.
Dexametasona para hipertensos/cardiopatas.
● Quadro clínico inespecífico, semelhante a
Imobilizar membro afetado em caso de neurite.
uma gripe ou síndrome monolike (febre,
Reduzir dose conforme resposta. Controlar PA e
glicemia, tratar Strongyloides stercoralis, adenopatia, faringite, mialgia, artralgia,
profilaxia de osteoporose. exantema maculopapular, úlceras
mucocutâneas, cefaleia, etc.).
REAÇÃO TIPO II (ERITEMA NODOSO ● Frequentemente subdiagnosticada e
HANSÊNICO - ENH): autolimitada (desaparece em 3-6 semanas).]
Reação tipo II: Mediada pela deposição de
complexos antígeno-anticorpos no local das
Latência Clínica:
lesões preexistentes - Mais comum em casos
avançados, durante ou após o tratamento. ● Pode durar cerca de 10 anos.
Surgem caroços na pele. ● Geralmente assintomática, exceto por
● Mediadas pela deposição de complexos linfadenopatia persistente.
antígeno-anticorpos. ● Podem ocorrer plaquetopenia e episódios
Clínica: Nódulos eritematoedematosos e
infecciosos mais frequentes (bacterianos) ou
dolorosos (vermelhos vivos, tornando-se
vinhosos e purpúricos), simétricos, número reativação de infecções antigas.
variado, maior incidência em regiões pré-tibiais, ● Candidíase oral é um marcador clínico
mas pode ocorrer em face, coxas e MMSS. precoce de imunodepressão grave.
Manifestações Gerais: Faringite, amigdalite,
cefaleia, mal-estar, náuseas, vômitos, diarreia. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
Pode ocorrer simultaneamente eritema (AIDS):
multiforme.
Definida pela ocorrência de infecções
oportunistas (ex: pneumocistose,
neurotoxoplasmose, tuberculose
atípica/disseminada, meningite criptocócica) e

58
neoplasias (ex: sarcoma de Kaposi, linfoma não Se TR1 e TR2 Reagentes: Amostra reagente
Hodgkin, câncer de colo uterino). para HIV.
O HIV também pode causar danos diretos a SOLICITAR IMEDIATAMENTE: Carga Viral (CV)
órgãos (miocardiopatia, nefropatias, e contagem de Linfócitos T CD4+.
neuropatias).
Iniciar TARV (Terapia Antirretroviral)
4. DIAGNÓSTICO DO HIV independentemente dos resultados de CV
ATENÇÃO: e CD4+ (após a coleta das amostras).
Janela Diagnóstica: Tempo entre a infecção e Se TR1 Não Reagente: Amostra não reagente
a detecção de um marcador (RNA viral, DNA para HIV.
pró-viral, antígeno p24 ou anticorpo). A janela Se a suspeita persistir, coletar nova amostra 30
imunológica para anticorpos é de dias após.
aproximadamente 30 dias.
Notificação Compulsória: O diagnóstico de SE TR1 REAGENTE E TR2 NÃO REAGENTE
HIV/AIDS é de NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA. (DISCORDÂNCIA): Repetir o fluxograma. Em
caso de segunda discordância, coletar amostra
TIPOS DE TESTES: venosa e encaminhar para laboratório.
TESTES MOLECULARES (PCR PARA RNA
VIRAL OU DNA PRÓ-VIRAL): IMPORTANTE: Este fluxograma não é
● Detectam o material genético do vírus. adequado para diagnóstico de HIV-2 ou infecção
● São úteis para identificar a infecção aguda por HIV-1, nem para crianças ≤18 meses.
aguda.
Cuidado: Não identificam "controladores de
elite" (indivíduos que mantêm viremia muito
baixa/indetectável sem tratamento).

TESTES QUE DETECTAM ANTICORPOS (TR,


ELISA):
● TESTE RÁPIDO (TR): Imunoensaios que
detectam anticorpos anti-HIV em até 30
minutos (sangue total ou fluido oral).
Para fluido oral, considerar janela
imunológica de 90 dias.
● IMUNOENSAIO (ELISA): Testes de
laboratório (3ª geração detecta IgG e
IgM; 4ª geração detecta anticorpos +
antígeno p24).

Falsos Positivos: Podem ocorrer em doenças


autoimunes, hepatopatias, hemodiálise,
vacinação recente (influenza A-H1N1), gravidez.
Falsos Negativos: Podem ocorrer na infecção
aguda (janela imunológica), uso de TARV, ou em
"imunosilenciosos".

WESTERN BLOT (WB)/IMUNOBLOT


(IB)/IMUNOBLOT RÁPIDO (IBR):
● Confirmam a presença de anticorpos
específicos para proteínas virais.
● Menor sensibilidade, mas maior
especificidade.

FLUXOGRAMA DIAGNÓSTICO
ESTRATÉGIA 1 - TESTES RÁPIDOS
PRESENCIAIS:
● TR1 (Teste Rápido 1): Realizado.
● Se TR1 Reagente, realizar TR2 (Teste
Rápido 2) com antígenos diferentes.
59
5. PREVENÇÃO DO HIV
PREVENÇÃO COMBINADA:
Estratégias que combinam métodos biomédicos,
comportamentais e estruturais.
Biomédicas: Preservativos, TARV para todas as
pessoas vivendo com HIV (PVHIV), Profilaxia
Pós-Exposição (PEP), Profilaxia Pré-Exposição
(PrEP), testagem regular, diagnóstico e
tratamento de ISTs, prevenção da transmissão
vertical, imunização para hepatite B e HPV.
Comportamentais: Educação em saúde,
redução de danos.
Estruturais: Enfrentamento do estigma e
discriminação, políticas afirmativas.

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP):


Uso diário e contínuo de antirretroviral (TDF/FTC
300/200mg) antes da exposição ao vírus.
Indicação: Grupos com maior risco de infecção
(HSH, trabalhadoras do sexo, casais
sorodiferentes).
Tempo para proteção: Cerca de 7 dias para
relações anais; aproximadamente 20 dias para
relações vaginais.

Profilaxia Pós-Exposição (PEP):


Uso de antirretrovirais após uma exposição de
risco para prevenir a infecção.
Indicações: Violência sexual, acidente
ocupacional, exposições sexuais desprotegidas.

DIAGNÓSTICO DE HIV EM GESTANTES: QUATRO PASSOS PARA AVALIAÇÃO:


Em caso de resultados reagentes ou Material biológico de risco?
indeterminados, recomenda-se a quantificação Tipo de exposição de risco?
imediata da carga viral do HIV-1 para Tempo entre exposição e atendimento < 72
complementar o diagnóstico. horas?
Pós-parto: Mesmo com carga viral Pessoa exposta não reagente para HIV no
indetectável, a mãe NÃO DEVE momento do atendimento?
AMAMENTAR. Se TODAS as respostas forem SIM, a PEP
está indicada.
DIAGNÓSTICO DE HIV EM MENORES DE 18 Duração: 28 dias.
MESES:
● A passagem transplacentária de 6. TRATAMENTO DO HIV (TARV)
anticorpos maternos (IgG-HIV) interfere Objetivo da TARV:
no diagnóstico sorológico até 18 meses. ● Carga Viral Indetectável: <50 coˊpias/mL.
● Utilizar testes moleculares (Carga Viral). ● Recuperação Imunológica: CD4+ acima de
Primeira Carga Viral: Com 4 semanas de vida 200 células, objetivando acima de 500.
(ou 6 semanas se recebeu profilaxia ● Redução da mortalidade e morbidade.
antirretroviral). Em recém-nascidos
● Melhora da qualidade de vida, tornando-a
sintomáticos, pode ser colhida a qualquer
praticamente igual à de um soronegativo
momento.
para HIV.
Se a primeira CV for detectável, repetir com
nova amostra. Se a segunda também for
ESQUEMA PREFERENCIAL (ADULTOS):
detectável, a criança é considerada infectada.
TENOFOVIR (TDF) + LAMIVUDINA (3TC) +
Se a primeira CV for indetectável, repetir após o
DOLUTEGRAVIR (DTG).
4º mês de vida. Se a segunda também for
DOSE: 1 comprimido coformulado de TDF/3TC
indetectável, a criança é considerada não
(300mg/300mg) + 1 comprimido de DTG 50mg
infectada.
ao dia.
60
9. PLANEJAMENTO FAMILIAR PARA PVHIV
Contraindicações: TB-HIV, gestantes ou PVHIV em TARV com carga viral indetectável
possibilidade de engravidar (nestes casos, têm chances mínimas de transmitir o HIV pela
esquemas alternativos são indicados). via sexual.
CASAIS SORODIFERENTES:
IMPORTÂNCIA DOS MARCADORES: Mulher Positiva: Autoinseminação vaginal
● Linfócitos T CD4+: Avalia a urgência programada.
de início da TARV e indica Homem Positivo: Concepção natural planejada
profilaxias/imunizações. durante o período fértil da mulher. Considerar
● Carga Viral (CV): Monitora a resposta PrEP na mulher negativa se o parceiro positivo
ao tratamento e detecta precocemente a estiver em TARV com CV indetectável há ≥6
falha virológica. meses, ausência de infecções genitais no casal
e ausência de relações de risco com outras
FALHA AO TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL: parcerias.
Principal parâmetro: Falha virológica (CV
detectável após 6 meses de início/modificação CASAIS SOROIGUAIS:
da TARV, ou CV detectável em indivíduos que Podem realizar concepção natural planejada se
mantinham-se indetectáveis). ambos estiverem em TARV com boa adesão, CV
Em caso de falha, encaminhar para referência indetectável e pesquisa de IST negativa.
secundária para avaliação de resistência e troca
de esquema.

7. IMUNIZAÇÕES EM PVHIV Aula 10 - COVID


Adiar vacinas em pacientes sintomáticos 1. O QUE É O CORONAVÍRUS?
ou com imunodeficiência grave (CD4+ ● Grupo de vírus que causam infecções
abaixo de 200 cels/mm3), até que a respiratórias em animais e humanos.
reconstituição imune seja satisfatória com a ● Surgiu em humanos por volta de 1960.
TARV.
● Sete tipos identificados em humanos;
alguns causam síndromes gripais
ATENÇÃO: Vírus Vivos Atenuados – Avaliar
sazonais, outros, Síndrome Respiratória
CD4+:
Aguda Grave (SRAG).
● ≥350 cels/mm3 (≥20): Indicar o uso.
● 200−350 cels/mm3 (15): Avaliar 2. CARACTERÍSTICAS GERAIS DA COVID-19
parâmetros clínicos e risco Infecção respiratória aguda causada pelo SARS-
epidemiológico para tomada de decisão. CoV-2.
● <200 cels/mm3 (<15): Não vacinar. Potencialmente grave, com alta
transmissibilidade e distribuição global.
Exemplos de vacinas com vírus vivos
atenuados: Poliomielite oral, Varicela, Tríplice 3. AGENTE ETIOLÓGICO E RESERVATÓRIO
viral (sarampo, caxumba e rubéola), Febre Agente: SARS-CoV-2, um betacoronavírus
amarela. (sétimo a infectar humanos), descoberto em
Wuhan, China, em dezembro de 2019.
8. RASTREIO DE NEOPLASIAS EM PVHIV Reservatório: Considerado zoonótico. A
Mama: Mulheres entre 50 e 69 anos - origem exata ainda não foi confirmada (OMS,
Mamografia bianual. 2021a).
Colo Uterino: Mulheres - Preventivo semestral
no primeiro ano e, se normal, anual. Se CD4+ 4. MODO DE TRANSMISSÃO
<200 cels/mm3, priorizar correção dos níveis de Principalmente por três modos, através de
CD4+ e rastreamento citológico a cada 6 meses fluidos respiratórios:
até recuperação imunológica. ● Inalação: Gotículas finas ou partículas de
Ânus: Relação receptiva anal, antecedente de aerossol.
HPV, histologia vulvar ou cervical anormal - ● Deposição direta: Gotículas em mucosas
Toque retal e preventivo anal anual; realizar (boca, nariz, olhos) por respingos ou sprays.
anuscopia na presença de alterações
● Contato: Tocar mucosas com mãos sujas
patológicas.
(contato direto) ou superfícies contaminadas
Fígado: Pacientes cirróticos e portadores de
(contato indireto).
HBsAg positivos - Dosagem de alfa-fetoproteína
e ultrassom semestral. ● Pode haver transmissão para animais de
estimação.
61
A OMS recomenda a abordagem "One Health"
para monitorar a evolução do vírus em novos LABORATORIAL:
hospedeiros. ● RT-PCR EM TEMPO REAL (RT-PCR):
Padrão-ouro. Identifica o vírus em amostras
5. TEMPO DE SOBREVIDA DO SARS-COV-2 de nasofaringe (até o 7º dia de sintomas) ou
● Superfícies porosas: Indetectável em em casos graves/óbitos (qualquer período).
minutos a horas. ● RT-LAMP: Teste molecular rápido (até 2h)
● Superfícies não porosas: Indetectável em em amostra de saliva para infecção ativa.
dias a semanas. ● Teste Rápido Imunocromatográfico
● Ambiente: A infecção se espalha por (Antígeno): Detecta antígeno viral (infecção
contato próximo (< 1 metro). atual). Resultados em ≈ 20 minutos.
● Circunstâncias especiais (ambientes Recomendado para sintomáticos e
fechados/má ventilação): O vírus pode assintomáticos.
permanecer no ar por horas, infectando ● Testes Imunológicos (Sorologia):
pessoas a distâncias maiores ou que entrem Excluídos como diagnóstico de infecção
no local logo após a saída de uma pessoa aguda, pois indicam exposição prévia e não
infectada. infecção atual.

6. PERÍODO DE INCUBAÇÃO E
TRANSMISSIBILIDADE
Incubação: 1 a 14 dias (média de 4 dias).
Transmissibilidade: Maioria das transmissões
ocorre de sintomáticos. Muitos podem transmitir
48 horas antes dos sintomas.

7. SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE
Suscetibilidade: Geral, devido ao vírus ser
novo e ter potencial pandêmico.
Imunidade: Não se sabe a duração da
imunidade pós-infecção.
90-99% dos infectados desenvolvem anticorpos
neutralizantes em 2-4 semanas.
Infecções leves/assintomáticas tendem a ter O teste de antígeno serve para orientar,
níveis mais baixos de anticorpos. mas mesmo se der negativo, não exclui a
A infecção oferece 80-90% de proteção contra possibilidade de ter covid - por isso faz
reinfecção por até 7 meses. PCR
Reinfecções são incomuns nos primeiros 90
dias.
11. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E
8. FATORES DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES
COMPLICAÇÕES Classificação: Assintomático, leve, moderado,
● Idade ≥ 60 anos grave, crítico.
● Tabagismo Assintomático: Teste positivo, sem sintomas.
Leve: Sintomas inespecíficos (tosse, dor de
● Obesidade
garganta, coriza, anosmia, ageusia, diarreia,
● Hipertensão arterial febre, etc.), sem dispneia ou alteração em
● Doença cerebrovascular imagem de tórax.
● Imunodepressão e imunossupressão Moderado: Sintomas leves persistentes, piora
● Gestação progressiva de outros sintomas, pneumonia sem
sinais de gravidade.
● Diabetes melito (tipo 1 ou 2)
Grave (SRAG): Dispneia/desconforto
● Não vacinados contra COVID-19 respiratório, dor persistente no tórax, saturação
● E outros de O2 ≤ 94% (ar ambiente), cianose.
Crítico: Sepse, choque séptico, SRDA,
9. DIAGNÓSTICO insuficiência respiratória grave, trombose
Critério clínico-epidemiológico: Caso de SG aguda, disfunção de múltiplos órgãos,
ou SRAG com contato próximo/domiciliar com pneumonia grave, necessidade de suporte
caso confirmado nos 7 dias anteriores aos respiratório/UTI.
sintomas.
62
● 40% dos casos: leves/moderados.
● 15% dos casos: graves (necessitam
oxigênio).
● 5% dos casos: críticos.

COMPLICAÇÕES COMUNS: Manifestações


mentais e neurológicas (delírio, ansiedade, AVC,
meningoencefalite, olfato/paladar prejudicados,
depressão, distúrbios do sono).

CASOS SUSPEITOS DE COVID-19


DEFINIÇÃO 1: SÍNDROME GRIPAL — SG
Indivíduo com quadro respiratório agudo,
caracterizado por PELO MENOS DOIS (2) dos
SÍNDROME INFLAMATÓRIA
seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que
MULTISSISTÊMICA EM ADULTO (SIM-A):
referida), calafrios, dor de garganta, dor de
cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou ● Amplo espectro de sinais/sintomas:
distúrbios gustativos. cardiovasculares, gastrointestinais,
dermatológicos, neurológicos.
OBSERVAÇÕES ● Diferente da COVID-19 grave, tem
Em crianças: além dos itens anteriores, aCOMETIMENTO SISTÊMICO
considera-se também obstrução nasal, na EXTRAPULMONAR E AUSÊNCIA DE
ausência de outro diagnóstico específico. PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS GRAVES.
Em idosos: deve-se considerar também ● Adultos com SIM-A têm maior risco de
critérios específicos de agravamento como a envolvimento cardíaco e fenômenos
síncope, confusão mental, sonolência excessiva, tromboembólicos.
irritabilidade e inapetência.
CASO SUSPEITO: Adultos ≥ 20 anos, com
Na suspeita da covid-19, a febre pode critérios para internação/óbito, confirmação de
estar ausente, e sintomas COVID-19 ou contato nos últimos 12 semanas
gastrointestinais (diarreia) podem estar que atenda os seguintes critérios:
presentes.
● Febre ≥ 3 dias +
● Alterações em ≥ 2 sistemas
SÍNDROME INFLAMATÓRIA (dermatológico/mucocutâneo,
MULTISSISTÊMICA PEDIÁTRICA (SIM-P): gastrointestinal, hemodinâmico,
● Complicação rara em neurológico, cardiovascular) +
crianças/adolescentes (0-19 anos), ● Evidência laboratorial de inflamação
geralmente 4-6 semanas após contato (PCR, VHS, ferritina elevados).
com o vírus.
● Resposta inflamatória TARDIA e CASO CONFIRMADO:
exacerbada. Caso suspeito que apresentou hospitalização
Sintomas variados: febre alta, cefaleia, por mais de 24 horas e pelo menos 2 dos
náuseas, vômitos, dor abdominal, rash cutâneo, seguintes sinais de doença ativa:
conjuntivite, disfunções cardíacas, hipotensão, ● troponina elevados;
choque. - SINTOMAS RESPIRATÓRIOS PODEM
● hemograma evidenciando neutrofilia,
NÃO ESTAR PRESENTES
linfopenia e/ou plaquetopenia
Pode evoluir para forma grave com necessidade
(<150.000).
de UTI e óbito.
Casos associados a infecção atual ou recente ● evidência de envolvimento cardíaco pelo
por SARS-CoV-2 (molecular ou sorologia positiva ecocardiograma ou por ressonância
para IgG). magnética cardíaca;
● eletrocardiograma evidenciando
alterações sugestivas de miocardite e/ou
pericardite;
● rash cutâneo e/ou conjuntivite não
purulento

63
CONDIÇÕES PÓS-COVID-19 (COVID antitérmicos há 24h) e com remissão dos
LONGA): sintomas respiratórios (avaliação médica).
Manifestações clínicas persistentes após a fase ● Imunossuprimidos graves: Isolamento
aguda, independentemente da gravidade inicial por 20 dias do início dos sintomas, se afebris
da infecção. (há 24h) e com remissão dos sintomas
Sintomas comuns: dispneia, comprometimento respiratórios. Testagem laboratorial (RT-PCR
cognitivo, mal-estar pós-esforço, palpitações, negativo) para descontinuidade a critério
insônia, fadiga, dor, tosse, anosmia/disgeusia, médico.
etc. ● Profissionais de saúde
assintomáticos (confirmados
12. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE laboratorialmente): Mesmas medidas que
Não farmacológicas: imunocompetentes. Em excepcionalidade,
Distanciamento físico: Mínimo de 1 metro em podem suspender após 7 dias da coleta da
locais públicos. Boa ventilação em ambientes amostra se afebris (há 24h), com remissão de
internos. sintomas e TR-Ag não reagente ou RT-PCR não
Controle em organizações: Engenharia detectado. Medidas adicionais até o 10º dia.
(alterações estruturais), administrativo
● Quarentena: Separação de contatos
(mudanças em políticas/rotinas), proteção
expostos de pessoas não expostas.
individual (EPI).
Higienização das mãos: MEDIDA MAIS ● Contatos de casos confirmados: Não
EFETIVA NA REDUÇÃO DA DISSEMINAÇÃO. é obrigatória quarentena, mas devem manter
Etiqueta respiratória: Cobrir boca/nariz ao medidas de segurança por 10 dias da última
tossir/espirrar (lenço ou antebraço), evitar tocar exposição.
olhos/nariz/boca, manter distância de quem ● Se impossibilitado de usar máscara
tosse/espirra, evitar aglomerações, ambientes (cirúrgica ou PFF2/N95), quarentena domiciliar
limpos/ventilados, higienizar objetos, não por 10 dias.
compartilhar itens pessoais, evitar contato físico ● Pode ser reduzida para 5 dias se
(abraços, beijos, apertos de mão). assintomático e testado negativo a partir do
Uso de máscaras: Barreira eficaz contra 5º dia. Monitoramento de sintomas e reforço
gotículas respiratórias. das medidas de prevenção até o 10º dia.
o Serviços de Saúde (ANVISA
03/04/2023): Obrigatório para
pacientes sintomáticos/positivos,
contatos próximos, profissionais de
triagem,
profissionais/visitantes/acompanhantes
em áreas de internação, e em situações
que exijam EPI.
o População em Geral: Deixou de ser
obrigatório desde 01/04/2022.

VACINAÇÃO:
● Iniciada no Brasil em 18/01/2021.
COM 5 DIAS SE A PESSOA QUISER SAIR DO
● Pode ser administrada simultaneamente
ISOLAMENTO a pessoa pode fazer o teste
com outras vacinas do Calendário
de antigeno, se der negativo ela pode sair
Nacional.
do isolamento e manter as medidas de
● Disponível no SUS: Serum/Zalika, cuidado, PORÉM se der positivo, tem que
Monovalente (XBB) – Moderna (adultos e OU SEJA, PARA SAIR DO ISOLAMENTO
crianças > 12 anos), Pfizer baby
● 5 DIAS: Tem que fazer teste de antígeno
(menores de 5 anos).
e dar negativo
● 7 DIAS: se tiver sem sintomas
13. ISOLAMENTO E QUARENTENA
respiratórios, sem febre, pode sair sem
● Isolamento: Separação de indivíduos exame nenhum + manter as medidas de
infectados dos não infectados durante o cuidado (máscara, evitar aglomerações)
período de transmissibilidade.
● 10 DIAS: são aquelas pessoas que
● IMUNOCOMPETENTES (SG/SRAG mesmo com 7 dias mantiveram
GRAVE/CRÍTICO): ISOLAMENTO POR 20 DIAS sintomas, nesse caso, permanecem 10
do início dos sintomas, se afebris (sem dias em isolamento
64
16. TRATAMENTOS CONTRA A COVID-19
PARA IMUNODEPRIMIDOS OU PESSOAS CASOS LEVES: Tratamento ambulatorial com
COM SR AGUDA GRAVE --> MANTER 20 analgésicos e antipiréticos para manejo dos
DIAS DE ISOLAMENTO sintomas.
● SE FOR IMUNOSUPRIMIDO ELE PODE
SAIR ANTES DO ISOLAMENTO SE ADULTOS COM ALTO RISCO DE
TIVER SEM SINTOMA E AFEBRIL HÁ PROGRESSÃO PARA DOENÇA GRAVE:
24 DIAS ● Nirmatrelvir e Ritonavir (NMV/r
● JA SE FOR IMUNOCOMPETENTE + ● Indicado para imunocomprometidos ≥ 18
SIND RESP AGUDA GRAVE = MANTER anos e pessoas ≥ 65 anos, com sintomas
20 DIAS leves/moderados e sem necessidade de
oxigênio suplementar.
● Administrar em até 5 dias do início dos
sintomas.

Auto teste de antigeno não é recomendado pra


sair mais cedo do isolamento

14. RASTREAMENTO E MONITORAMENTO


DE CONTATOS
● Medida de saúde pública para identificar
contatos próximos de casos PACIENTES HOSPITALIZADOS:
suspeitos/confirmados e colocá-los em ● Anticoagulantes: Heparina não
quarentena.
fracionada (5.000 UI, SC, 8/8h) para
● Responsabilidade das equipes de atenção profilaxia de tromboembolismo venoso.
primária e vigilância em saúde. ● Corticosteroides: Dexametasona
● Preferencialmente por meios que (6mg/dia, IV ou VO, por 10 dias) para
contribuam com o distanciamento social pacientes com uso de O2 suplementar.
(telefone, SMS, aplicativos). Não usar em formas leves/moderadas.

15. VIGILÂNCIA GENÔMICA DO SARS-COV-2


● Monitora mutações genéticas que geram
novas linhagens/variantes.
● Objetivo: Identificar variantes que alteram
características da doença, transmissão,
impacto de vacinas/tratamentos, ou
eficácia de medidas de saúde pública.
Classificação de Variantes (OMS):
● Variantes de Preocupação (VOC):
Aumento da transmissibilidade,
virulência/mudança clínica, ou diminuição da
eficácia de medidas/vacinas/tratamentos.
● Variantes de Interesse (VOI): Alterações
genéticas que podem mudar características
do vírus (transmissibilidade, gravidade,
escape imunológico/diagnóstico/terapêutico)
e causam transmissão comunitária
significativa ou múltiplos clusters.
● Variantes sob Monitoramento (VUM):
Alterações genéticas suspeitas de afetar o
vírus, com indicação de risco futuro, mas
sem impacto fenotípico/epidemiológico claro
ainda. 17. FIM DA PANDEMIA?
A OMS mantém uma lista atualizada em seu ● Ministério da Saúde (Brasil): Encerrou a
site. Emergência em Saúde Pública de Importância
Nacional (Espin) em 22/04/2022.
65
● Organização Mundial da Saúde (OMS):
Encerrou a Emergência Sanitária
Internacional em 05/05/2023.
18. CENÁRIO ATUAL
● Surgimento de variantes recombinantes, como
a XEC (recombinação de cepas Ômicron).
● A XEC foi classificada pela OMS como uma
variante sob monitoramento.

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