Resumo Protocolos
Resumo Protocolos
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Aula 1 –
✔ Durante a pandemia houve uma
subnotificação da TB
Tuberculose
HISTÓRICO DA TB
Evidências arqueológicas de TB óssea datadas
de 5.000 a.C. Conhecida como tísica – devido ao
emagrecimento severoRobert Koch (1882): ✔ Coeficiente de incidência (casos novos) não é
identificou o Mycobacterium t. uberculosis. homogêneo
✔ Doenças relacionada a pobreza e a outros
Séculos XVIII e XIX – Epidemia na Europa determinantes sociais
● Revolução Industrial → Urbanização,
más condições de vida (superlotação, pobreza,
má alimentação).
● Alta mortalidade → Responsável por ¼
das mortes na Europa (“Peste Branca”).
● Tratamento na época → Repouso e ✔ Muitas vezes a causa morte no atestado de
clima de montanha (sanatórios). óbito não é colocado TB – isso não é registrado
● Avanço diagnóstico → Descoberta do da forma correta (subnotificação)
Raio-X (1895), permitindo a detecção das lesões
pulmonares.
AVANÇOS NO TRATAMENTO DA TB
✔ 1946 → O antibiótico estreptomicina foi o
primeiro a mostrar algum sucesso no
tratamento da TB, embora não fosse
totalmente eficaz sozinho.
✔ 1952 → Surge a isoniazida, que trouxe ✔ TB está relacionada a imunossupressão
maior eficácia ao combate à doença. ✔ Protocolo já oferece simultâneo teste de HIV
✔ 1970 → Descoberta da rifampicina, um dos para verificar coinfecção – muitos pacientes
principais fármacos contra a TB até hoje. descobrem HIV pois contraem TB
✔ Terapia combinada → A associação desses
e de outros medicamentos permitiu a cura da BRASIL – MINISTÉRIO DA SAÚDE
TB sem a necessidade de sanatórios ou ✔ Criação do Brasil Saudável – para controle de
cirurgias para remover lesões pulmonares. doenças (como a TB)
✔ Mudança no manejo → O tratamento da TB ✔ Iniciativa reúne 14 ministérios para
passa a ser feito pelo clínico geral, tornando- desenvolver estratégias no enfrentamento de
se parte da medicina cotidiana. TB e outras doenças determinadas
✔ Redução da letalidade → A mortalidade, socialmente
que antes chegava a 50%, caiu para menos ✔ O lema do programa, "Unir para cuidar",
de 10% com o uso dos antibióticos. reforça a necessidade de colaboração entre
✔ Desafio atual → Apesar dos avanços, a diferentes setores para enfrentar a TB e
erradicação da TB ainda está distante, reduzir seu impacto na população mais
especialmente devido à resistência vulnerável. 🡪 isso porque a TB está relacionada
bacteriana e fatores socioeconômicos que a pobreza e a determinantes sociais
dificultam o controle da doença.
Objetivos prioritários para a TB no Brasil
EPIDEMIOLOGIA saudável
⇨ Proteção social para garantir adesão ao
tratamento.
⇨ Articulação intersetorial para prevenir,
diagnosticar e tratar populações
vulneráveis (pessoas em situação de rua,
privadas de liberdade, imigrantes e
indígenas).
⇨ Inovação tecnológica e investimentos
✔ Até a COVID-19 a doença infecciosa que mais
em ciência e tecnologia (C&T) para
matava no mundo era a TB
melhorar diagnóstico e tratamento.
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Endógenos → Imunidade do indivíduo exposto.
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
� Sintomas clássicos:
✔ Tosse persistente (seca ou
produtiva).
✔ Febre vespertina.
✔ Sudorese noturna.
✔ Emagrecimento.
✔ Dores no peito e nas costas.
✔ Astenia (fraqueza/fadiga).
Pessoas em vulnerabilidade social tem
Sintomático respiratório população
maior risco de contrair TB
geral: Pessoa que, durante a estratégia
programática de busca ativa, apresenta
TUBERCULOSE – DEFINIÇÃO
tosse por 3 semanas ou mais semanas.
✔ Definição → Doença infecciosa crônica
● Qualquer pessoa que tosse 3 semanas
causada pelo bacilo Mycobacterium
ou mais é o sintomático respiratório
tuberculosis.
✔ Órgão mais afetado → Pulmões
CRITÉRIOS PARA SUSPEITA DE TB
(parênquima pulmonar é o principal alvo).
⇨ População geral: Tosse por 3 SEMANAS
● Transmissão → Pessoa a pessoa, por
OU MAIS
inalação de partículas infectadas
⇨ População vulnerável: QUALQUER
(aerossóis).
TEMPO DE TOSSE.
TRANSMISSÃO TB
● Transmissão → O Mycobacterium
PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE
tuberculosis é transmitido por via aérea.
Vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin):
● Fonte de infecção → Pessoas com TB
✔ Prevenção das formas graves da TB, como
pulmonar ou laríngea que eliminam bacilos
TB miliar e meníngea.
no ambiente (caso fonte).
✔ Indicação: Crianças de 0 a 4 anos, 11 meses
● Forma de disseminação → Inalação de
e 29 dias.
aerossóis infectados liberados pela tosse, fala
✔ Recém-nascidos com peso ≥ 2 kg devem
ou espirro
ser vacinados logo após o nascimento.
● Aerossóis: tem dispersão e propagação
fácil – potencializa a contaminação
AGENTE ETIOLÓGICO TB
● Pessoa infectada = bacílifero ou
● Identificado em 1882 por Robert Koch
caso fonte: se ele estive eliminando muito
● Conhecido como bacilo de Koch
bacilo (a evolução sem tratamento aumenta
bacilo na VA) aumenta a chance de infecção
Características do M. tuberculosis:
● Fino, ligeiramente curvo, medindo de 0,5 a
3 μm.
● Resistência: Bacilo álcool-ácido resistente
(BAAR), o que significa que não é facilmente
destruído por desinfetantes comuns.
Fatores que influenciam a infecção: ● Aeróbio: Prefere ambientes com oxigênio
Exógenos → Infectividade do caso-fonte, para se desenvolver.
duração do contato e tipo de ambiente.
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Composição celular: ⇨ TB Secundária: Pode ocorrer por
✔ Rica em lipídios, incluindo ácidos micólicos reativação (quando a infecção latente se
e lipídeos complexos. ativa) ou reinfecção.
✔ Esses lipídios dificultam a permeabilidade
da célula bacteriana, tornando-a resistente TUBERCULOSE PRIMÁRIA
à maioria dos antibióticos e ajudando a ✔ Ocorre após o primeiro contato com o
bactéria a sobreviver dentro dos bacilo da tuberculose
macrófagos. ✔ É mais comum em crianças
✔ Período de incubação: 2 a 3 semanas após
infecção inicial
✔ Manifestações clínicas: irritação, febre
baixa, sudorese noturna, inapetência (falta
de apetite) – a tosse nem sempre está
presente e o exame físico pode ser
inexpressivo
NÓDULO DE GHON
● O nódulo de Ghon é o primeiro
granuloma tuberculoso que se forma nas
✔ Parede celular no mycobacterium é
regiões médias dos pulmões (áreas mais
extremamente espessa e complexa 🡪 faz
arejadas)
com que seja muito resistente aos ATB
● Formação do nódulo: Macrófagos fagocitam
convencionais
o bacilo e secretam TNF-alfa e outras
✔ BAAR não lavam com álcool ácido 🡪 por
citocinas pró-inflamatórias, isso recruta LT e
isso são álcool ácido resistentes
vão formando um “cinturão”, o que ajuda
✔ Temos 2 tipos de M tuberculosis: as do
na resposta imune (PROVA)
complexo M tuberculosis e as micobactérias
● Geralmente a lesao é pequena e pode se
NÃO tuberculosas
curar espontaneamente 🡪 o que torna a
detecção difícil
FISIOPATOLOGIA TB
● Normalmente há necrose caseosa central
1. Contato com paciente bacilífero: A
no nódulo
transmissão ocorre por aerossóis expelidos
por pessoas com TB pulmonar.
****ATENÇÃO: CITOCINA MAIS IMPORTANTE
2. Infecção inicial nos pulmões:
TNF-ALFA (PROVA) 🡪 ela ativa os
✔ O bacilo atinge os macrófagos
macrófagos e ajuda a formar o granuloma
intraalveolares nos pulmões.
– por isso, pacientes que tomam inibidores
✔ O sistema imunológico tenta conter a
de TNF-alfa (ex: infliximabe, adalimumabe)
infecção através da produção de
apresentam maior risco de desenvolver
citocinas, recrutando outras células para a
tuberculose
área.
3. Formação do Nódulo de Ghon:
✔ O processo inflamatório forma o nódulo de
Ghon (marco da infecção primária). No RX observa-
✔ TNF-α é a principal citocina envolvida se uma
nesse processo.
calcificação –
✔ Linfócitos T são recrutados para a área,
levando à formação do granuloma TB que se curou
(estrutura de defesa do organismo). espontaneamen
te
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA Disseminação da infecção:
Desfechos possíveis da TB: ● A partir do nódulo de Ghon, ocorre a
⇨ Cura: Ocorre em 90% dos casos, com disseminação linfática para os gânglios
erradicação do bacilo. linfáticos próximos (foco ganglionar)
⇨ TB Primária: A infecção inicial, que pode ● Pode haver disseminação hematogênica
ou não evoluir para formas graves. (pelo sangue) para outros órgãos do
⇨ ILTB (Infecção Latente da corpo
Tuberculose): Bacilos podem permanecer
vivos nos macrófagos sem causar � Complexo de Ranke/ Complexo
sintomas, mas sem cura completa. primário – composto por:
� Foco pulmonar
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� Linfangite peri-hilar ● Característica clássica: nódulos de ghon
� Foco ganglionar espalhados por todo parênquima pulmonar
Complexo de Ranke = cicatrização da bilateralmente e simetricamente
tuberculose primária 🡪 uma sequela da
tuberculose pulmonar primária, que consiste CARACTERÍSTICAS RADIOLÓGICAS: padrão
em um nódulo pulmonar calcificado e radiológico específico, com pequenos nódulos
linfonodos calcificados no mesmo lado. distribuídos bilateralmente de forma simétrica
nos pulmões, formando um padrão miliar.
FATORES DE RISCO: Mais comum em
pacientes imunocomprometidos (como
pessoas com HIV) e crianças.
DISSEMINAÇÃO: Acontece por disseminação
hematogênica maciça, ou seja, os bacilos se
espalham pela corrente sanguínea para vários
órgãos.
Foco Pulmonar (Nódulo de Ghon): Primeira lesão nos pulmões causada pelo
bacilo da tuberculose. Pode ser pequeno e se curar espontaneamente.
Linfangite Peri-Hilar: Inflamação dos vasos linfáticos próximos aos pulmões
(área peri-hilar), devido à disseminação do bacilo.
Foco Ganglionar:Inflamação dos gânglios linfáticos próximos aos pulmões,
geralmente no mediastino, como resultado da infecção.
DETECÇÃO PRECOCE DA TUBERCULOSE
TUBERCULOSE PÓS-PRIMÁRIA OU A tuberculose pulmonar é a que mais nos
SECUNDÁRIA preocupa pois é ela que sustenta a cadeia
de transmissão de TB
● Pode ocorrer em qualquer idade, mas é
mais comum em adolescentes e 1. Importância da TB Pulmonar: é a
adultos jovens. forma mais comum e importante da
doença, especialmente a bacilífera (que
Desenvolve-se de duas formas: contém bacilos vivos) 🡪 responsável pela
o Reinfecção exógena: nova infecção por transmissão da doença, sendo um fator
um bacilo externo. crucial para a propagação da
o Reativação endógena: reativação de tuberculose.
bacilos latentes do corpo. 2. Estratégia de Busca Ativa:
✔ A busca ativa de sintomático
respiratório (SR), que envolve a
Características Clínicas: identificação de pessoas com tosse
● O principal sintoma é a tosse, que pode prolongada, é uma estratégia essencial
ser seca ou produtiva (com secreção). para detectar precocemente a tuberculose
● Em áreas com altas taxas de pulmonar.
tuberculose, toda pessoa com tosse ✔ Essa abordagem ajuda a interromper a
prolongada deve ser investigada para cadeia de transmissão da doença.
tuberculose. 3. Tuberculose Extra-Pulmonar: Além
dos pulmões, a tuberculose pode afetar
TUBERCULOSE MILIAR outros órgãos e sistemas do corpo,
como linfonodos, ossos, sistema nervoso
● É uma forma grave da doença que pode central e outros.
ocorrer tanto na forma primária quanto
secundária da tuberculose. TUBERCULOSE EXTRA-PULMONAR
● Ocorre quando o bacilo se dissemina pelo
sangue ( transmissão hematogênica ) e De modo geral nas formas extrapulmonares o
atinge vários órgãos (pulmão, fígado, baço, paciente 🡪 se infecta por via aérea e por via
medula óssea, SNC, etc.). Forma grave e hematogênica atinge outras áreas
ativa da doença, com altíssima (disseminação)
mortalidade se não tratada . ✔ A TB pleural é a forma mais comum de
● Comum em crianças pequenas ou tuberculose extrapulmonar em pessoas não
imunodeprimidos infectadas pelo HIV.
● Ocorre por disseminação hematogênica ✔ É mais frequente em jovens e se caracteriza
maciça por dor torácica pleurítica (dor no peito ao
respirar).
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parênquima e atinge as pleuras. Além disso,
Sintomas Comuns: devido a ruptura do parênquima ocorre
● Tríade clínica: Astenia (cansaço acúmulo de ar no espaço pleural
extremo), emagrecimento e anorexia ✔ Derrame pleural (extravasamento de
(falta de apetite) ocorrem em 70% dos secreção) + pneumotórax
pacientes. ✔ Ocorre fistulização do parênquima
● Febre e tosse seca são observados em ✔ Baciloscopia positiva (Pois a lesao está
60% dos casos. dentro do pulmão)
● Em estágios mais avançados, pode Características clínicas: Clínicamente, o
ocorrer dispneia (dificuldade para empiema pleural tuberculoso é indistinguível
respirar). de um empiema pleural causado por
bactérias comuns, apresentando sintomas
DIAGNÓSTICO: semelhantes, como dor torácica e dificuldades
● O líquido pleural apresenta características respiratórias.
de exsudato, com predominância de
linfócitos. Diagnóstico: Ao contrário da TB pleural, o
● A pesquisa de BAAR (Bacilo Álcool-Ácido rendimento da baciloscopia direta e da
Resistente) no líquido pleural tem cultura para tuberculose no líquido do
rendimento baixo (<5%). empiema tuberculoso é alto, facilitando o
● A cultura para tuberculose no líquido diagnóstico.
pleural também tem rendimento baixo � Baciloscopia positiva
(<15%). Complicações:
● A ruptura da cavidade tuberculosa pode
CRITÉRIO DIAGNÓSTICO: levar ao pneumotórax secundário,
● Níveis elevados de adenosina complicando ainda mais a condição do
deaminase (ADA) no líquido pleural são paciente.
um importante critério diagnóstico, com
sensibilidade (S) de 92,8% e
especificidade (E) de 93,2%.
● Dosar ADA no liquido interpleural na
suspeita de TB tem alta sensibilidade
● ADA – enzima produzida por linfócitos
ativados
Diagnóstico Adicional: A cultura do escarro
induzido pode ser positiva em até 50% dos
pacientes, mesmo sem alterações visíveis na
radiografia, além do derrame pleural.
TB GANGLIONAR PERIFÉRICA
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● Suspeita clínica e/ou radiológica de
tuberculose pulmonar,
independentemente do tempo de tosse.
● Acompanhamento e controle de cura
em pacientes com tuberculose
pulmonar que já tiveram confirmação
laboratorial.
DETECÇÃO EM ADULTOS:
● A baciloscopia de escarro detecta entre
60% a 80% dos casos de TB pulmonar
em adultos.
TESTE RÁPIDO MOLECULAR PARA
● Os pacientes com baciloscopia positiva
TUBERCULOSE (TRM-TB)
(chamados indivíduos bacilíferos) são
os maiores responsáveis pela
manutenção da cadeia de
transmissão.
O TRM-TB é um teste de amplificação de
DESAFIOS EM CRIANÇAS: sensibilidade do ácidos nucleicos utilizado para detectar o
exame é diminuída em crianças devido à DNA dos bacilos do complexo M.
dificuldade de obter uma amostra de escarro tuberculosis.
com boa qualidade.
Ele serve para
PROCEDIMENTO DE COLETA: � Detecção de DNA dos bacilos do
Duas amostras de escarro devem ser complexo M. tuberculosis
coletadas: � Triagem de cepas resistentes à
⇨ Primeira amostra: no primeiro contato rifampicina por meio da reação em
com o paciente que apresenta tosse. cadeia da polimerase (PCR) em
⇨ Segunda amostra: no dia seguinte, tempo real.
preferencialmente logo ao despertar. O resultado é obtido em aproximadamente 2
horas com apenas uma amostra de escarro.
A baciloscopia positiva, junto com um
quadro clínico compatível com TB, confirma AMOSTRAS BIOLÓGICAS UTILIZADAS PARA
o diagnóstico e autoriza o início do DX NO TRM-TB:
tratamento. Amostras pulmonares: escarro, escarro
induzido, lavado broncoalveolar e lavado
gástrico
EPIDEMIOLOGIA: Casos com baciloscopia Amostras extrapulmonares:
positiva são fundamentais para o controle da ▪ Líquido cefalorraquidiano
transmissão da tuberculose, pois esses ▪ Linfonodos (punção ou macerado)
pacientes são os principais transmissores da ▪ Macerado de tecidos
doença. ▪ Líquido sinovial
▪ Líquido peritoneal
� QUADROS DE LEITURA E ▪ Líquido pericárdico
INTERPRETAÇÃO DA BACILOSCOPIA ▪ Líquido pleural
▪ Urina
SENSIBILIDADE EM CRIANÇAS:
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✔ A sensibilidade do TRM-TB para o Desvantagem: O processo é demorado,
diagnóstico em crianças (<10 anos) é levando semanas para obter resultados
menor (66%) do que em adultos. definitivos.
✔ O lavado gástrico é considerado o
PADRAO OURO DIAGNÓSTICO TB🡪 CULTURA (mas não é o de
procedimento de escolha para a primeira escolha devido à demora para o resultado – é
confirmação diagnóstica de TB em utilizado mais para confirmação de diagnóstico do que para
diagnóstico rápido)
crianças, embora também possa ser utilizado
o escarro induzido.
DIAGNÓSTICO TB - PROTOCOLOS OU
FLUXOS DE DECISÃO
VANTAGENS DO TRM-TB: Teste rápido, com
resultados em poucas [Link] ALGORITMOS TB
sensibilidade e especificidade para a 1. Algoritmo Casos novos🡪 Realizar TRM-TB
detecção de cepidades resistentes à 2. Casos novos com vulnerabilidade 🡪 TRM +
rifampicina, o que ajuda no tratamento Cultura + Sensibilidade
adequado e eficaz da doença. 3. Reinfecção – Retratamento de TB e
Triagem para resistência a Rifampicina
CULTURA PARA MICOBACTÉRIA, com TRM-TB
IDENTIFICAÇÃO E TESTE DE SENSIBILIDADE
(TS) � SABER AS PARTICULARIDADES (PROVA)
Critérios avaliados
NÃO é permitido iniciar o tratamento apenas ● Quadro clínico
com TRM-TB positivo. É preciso que a ● Contato com adulto
prova tuberculínica (PPD) também seja ● Prova tuberculínica
positiva. ● Estado nutricional
� Manutenção – 4 MESES E
PARTICULARIDADES
TRATAMENTO AMBULATORIAL:
● O tratamento da tuberculose será
realizado preferencialmente em
� Exceção: Na TB MENINGOENCEFÁLICA E
regime ambulatorial.
OSTEOARTICULAR A FASE DE
● A abordagem preferencial é o
MANUTENÇÃO É DE 10 MESES
Tratamento Diretamente Observado
(TDO), onde um profissional de saúde
SEGUIMENTO DO TRATAMENTO EM
acompanha a ingestão dos
ADULTOS (ATENÇÃO)
medicamentos para garantir a adesão ao
tratamento.
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MANTER A INFECÇAO LATENTE
(ATENÇÃO – PROVA – TNF-ALFA)
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⇨ Diagnóstico (PROVA) Considera-se Hipertensão Arterial níveis
⇨ Estágios HAS (PROVA) sustentados:
⇨ Classificação de Risco Cardiovascular ⇨ Pressão Arterial Sistólica (PAS) ≥
⇨ Tratamento de acordo com risco 140 mmHg
cardiovascular (PROVA) ⇨ Pressão Arterial Diastólica (PAD) ≥
90 mmHg
1. DEFINIÇÃO
● Hipertensão arterial: doença crônica não Que seja medida com a TÉCNICA CORRETA,
transmissível em pelo menos DUAS OCASIÕES
● Causa multifatorial DIFERENTES, na AUSÊNCIA DE MEDICAÇÃO
● Caracterizada pela elevação persistente ANTI-HIPERTENSIVA
da pressão arterial
� Técnica de verificação
� Epidemiologia ● Paciente sentado
● Acomete 32% da população BR ● Pernas descruzadas
● Relacionada a 50% dos eventos ● Braço no nível do coração, mão voltada
cardiovasculares para cima e aberta
● 90% essencial ou primária e 10% ● Iniciar com método palpatório e depois
secundária método auscultatório
� NÃO FAZER
● Bexiga cheia
● Atividade física, álcool, café ou alimentos
por 1 hora
● Fumar nos últimos 30 minutos
● Conversar durante a aferição
[Link] QUE TRATAR HAS SITUAÇÕES ESPECIAIS
� A pressão alta é um dos principais HIPERTENSÃO DO AVENTAL BRANCO
fatores para a ocorrência de: A hipertensão do avental branco acontece
LESÕES DE ÓRGÃO ALVO quando a pressão arterial medida no
● Doença arterial periférica consultório é maior do que a medida em casa
● AVE ou em outro ambiente.
● Retinopatia
● Infarto, IC, angina COMO IDENTIFICAR?
● Diminuição da função renal ● A diferença entre as medições deve ser
🡪DIAGNÓSTICO FÁCIL – CONTROLE DIFICIL de pelo menos 15 mmHg na pressão
DEVIDO BAIXA ADESÃO AO TRATAMENTO sistólica (PAS) e/ou 9 mmHg na
pressão diastólica (PAD).
HIPERTENSÃO MASCARADA
A hipertensão mascarada é o oposto da
hipertensão do avental branco.
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PROVA 🡪 COMO FAZER DIAGNÓSTICO Prova – SABER TABELA DO RISCO GLOBAL DO
PACIENTE (Mas vai ser baixo ou alto na aprova,
DIAGNÓSTICO DE HAS NA PRIMEIRA VISITA disse que vai ser muito claro)
(Prova) 🡪 É POSSIVEL SE PA FOR MAIOR QUE � DICA: Se paciente tiver lesão de
140/90 COM RISCO CARDIOVASCULAR ALTO OU órgão alvo, doença cardiovascular,
PA MAIOR QUE 180/110 diabetes, ou doença renal JÁ É ALTO
RISCO!
4. ESTAGIOS HAS (PROVA)
� O diagnóstico da HAS divide-se em três
estágios que guiarão o manejo IDENTIFICAÇÃO DE FATORES DE RISCO
terapêutico. ● Avaliação inicial
● Avaliar a história clínica, pessoal e
familiar
● Avaliação do risco cardiovascular
� FATORES DE RISCO:
● Ingestão de sódio e potássio
● Obesidade/sobrepeso
MACETE PARA DECORAR TABELAR: soma 10 ● Sedentarismo
sistólica e 5 na diastólica – a partir do estágio 2 ● Genética/ Etnia/ Sexo/ Idade
dobra 🡪 soma 20 na sistólica e 10 na diastólica Homem > 55 anos | Mulher > 65 anos
● Dislipdemia
Triglicérides > 150 mg/dl;
Colesterol total > 190mg;
HDL < 40 mg;=/dl;
LDL > 100 mg/dl
● Resistencia a insulina
● Álcool
● Tabagismo
● Fatores socioeconômicos
● História familiar prematura de
doença cardiovascular (Homem >55
PROVA– ESTAGIOS 🡪 Caso clínico com valor de anos e mulheres >65 anos)
pressão, de acordo com estágio tratar com
monoterapia ou terapia combinada, por isso PROVA – PARENTE DE PRIMEIRO GRAUS É PAI,
tem que saber o estágio MÃO E IRMÃOS somente esses são considerados
esse fator de risco
TRIAGEM E DIAGNÓSTICO DE HAS � PRESENÇA DE DOENÇA
CARDIOVASCULAR E RENAL
ASSOCIADAS
● AVEI, AVEM AIT
● Doença arterial coronariana
● Fibrilação arterial
● IC com fração de ejeção reduzida ou
preservada
● DAOP
● Retinopatia avançada, hemorragias,
exsudatos, papiledema
5. AVALIAÇÃO RISCO CARDIOVASCULAR ● Doença renal crônica estágios 4 e 5
6. TRATAMENTO
� EXAMES PARA RASTREIO E No tratamento da HAS Crônica, deve ser
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO estabelecido um plano de cuidados com foco
CARDIOVASCULAR em três dimensões
● Eletrocardiograma convenciona
● Exame de urina Tipo 1/ EAS (Elementos ⇨ Autocuidado
anormais do sedimento) ⇨ Ações terapêuticas medicamentosas
● Creatinina plasmática (taxa de filtração ⇨ Ações educativas e terapêuticas NÃO
glomerular) medicamentosas com enfoque
● Potássio plasmático interdisciplinar
● Glicemia de jejum
● Colesterol total, HDL-C e triglicérides TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO –
plasmáticos AUTOCUIDADO
● Ácido úrico plasmático
✔ Cuidado de acordo com o perfil do
paciente e particularidades regionais;
� SUBSTÂNCIAS RELACIONADAS COM O ✔ Aferir PA em todas as consultas;
AUMENTO DA PA ✔ Monitorizar da adesão ao tratamento
Principais classes de medicamentos com efeito farmacológico e não farmacológico;
na pressão arterial e ações sugeridas diante ✔ Promover ações individuais;
da necessidade de uso ✔ Utilizar recursos educativos;
✔ Envolver a família;
✔ A atuação da equipe multiprofissional
promove melhor controle da HAS, o que
está diretamente relacionado à adesão
ao tratamento medicamentoso e não
medicamentoso
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� MEDIDAS DE ALIMENTAÇÃO E realização de atividade física. Avaliar
NUTRIÇÃO histórico do paciente.
✔ Padrão alimentar
✔ Cessação do tabagismo TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
✔ Moderação no consumo do álcool
(Mulheres e pessoas de baixo peso: 1 QUANDO INICIAR O TRAMENTO
dose/dia. Homens: 2 doses/dia) MEDICAMENTOSO?
✔ Redução no consumo do sal (Reduzir a ⇨ Pré-hipertensos e DCV pré-existentes ou
ingestão de sal. hipertensos é de 2000 risco alto + HAS estágio 1 com risco
mg (5 g de sal). No máximo 3 colheres baixo 🡪 INICIAR APÓS 3 MESES EM
de café rasas de sal = 3g + 2g de sal dos CASO DE FALENCIA DO TRATAMENTO
próprios alimentos.) NÃO MEDICAMENTOSO
⇨ HAS estágio 1, HAS estágio 2, HAS
🡪 CONTROLE DO PESO estágio 3, Idoso hígidos com PAS > 140
🡪CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL mmHG e idosos frágeis com PAS
>16mmg 🡪 INICIAR MEDICAMENTOS
É recomendado a TODOS os hipertensos com JÁ NO DIAGNÓSTICO
objetivo de controlar fatores de risco
modificáveis e melhorar a adesão a longo prazo.
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● DI-HIDRO 🡪 usa para HAS: redução do
cálcio na membrana muscular lisa das
artériolas
● NÃO usar em paciente com
insuficiência cardíaca 🡪 diminui a
contração cardíaca
● Mais comum anlodipino
� DIAGRAMA PREFERENCIAL DE
ASSOCIAÇOES MEDICAMENTOSAS
HIDRALAZINA – segunda ou terceira linha
● NÃO PODE COMBINAR IECA E BRA
● Dos outros, todos são combinações
possíveis
HAS NA GESTAÇÃO
(NÃO DEU MUITA IMPORTÂNCIA)
⇨ Hipertensão gestacional: HAS
diagnosticada após a 20ª semana de
gestação e ausência de proteinúria.
⇨ Pré-eclâmpsia: HAS diagnosticada após a
20ª semana associada a proteinúria
significativa (encaminhar para
emergência obstétrica).
⇨ HAS crônica na gestação: paciente com
diagnóstico prévio ou em até 20
semanas de gestação.
⇨ SABER QUE É CONTRAINDICADO
IECA E BRA
INDICAÇÕES DE TRATAMENTO
MEDICAMENTOSO DE ACORDO COM NÍVEIS
PRESSÓRICOS E RISCO CARDIOVASCULAR
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⇨ PAS maior/igual 140 OU PAD maior/igual ✔ Progressão das lesões nos órgãos-alvo
90 em duas ocasiões com intervalo de 4 da hipertensão
horas ✔ Presença de comorbidades
⇨ PAS maior/igual 160 e PAD maior/igual ✔ Interação com medicamentos
110 – confirmadas após 15 minutos ✔ Abuso de álcool
TRATAMENTOS MEDICAMENTOSOS
RECOMENDADOS
● CONTRAINDICADO IECA E BRA
● MAIS INDICADO 🡪 METILDOPA
3. EPIDEMIOLOGIA DO TABAGISMO
No Mundo:
● Cerca de 1,3 bilhão de pessoas fumam
globalmente.
● O tabagismo é responsável por 8
milhões de mortes anuais, sendo 7
milhões por uso direto e 1,2 milhão por
fumo passivo.
● Mais de 80% dos fumantes começam a
fumar antes dos 18 anos.
No Brasil:
● O tabagismo gera um custo anual de R$
56,9 bilhões ao sistema de saúde.
● É responsável por 156 mil mortes
anuais, sendo a principal causa evitável
de morte.
● Cerca de 25% da população está
exposta ao fumo passivo.
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4. DEFINIÇÕES E TERMINOLOGIAS
● Tabaco não fumado: Consumido sem
queima (ex.: mascado, inalado).
● Tabaco fumado: Consumido por
queima (ex.: cigarro, charuto, narguilé).
● Tabaco vaporizado: Consumido por
dispositivos que liberam vapor (ex.:
cigarro eletrônico).
TERMINOLOGIAS:
● Fumante passivo: Não fumante que
convive com fumantes em ambientes 6. TABAGISMO ATIVO
fechados. O tabagismo ativo é motivado por fatores como:
● Fumante regular: Consome mais de ● Estimulação: Melhora temporária da
100 cigarros na vida e continua concentração e energia.
fumando. ● Ritual: Ações repetitivas associadas ao
● Ex-fumante: Consumiu mais de 100 ato de fumar.
cigarros na vida, mas interrompeu o uso. ● Prazer: Liberação de dopamina,
● Cessação definitiva: Interrupção causando sensação de bem-estar.
permanente do tabagismo. ● Redução de ansiedade: Alívio
● Recaída: Retorno ao hábito de fumar momentâneo do estresse.
após um período de abstinência. ● Dependência: Necessidade compulsiva
● Lapso: Uso ocasional e isolado de de nicotina.
tabaco durante a abstinência.
Classificação (CID-10 e DSM-V):
5. TABAGISMO PASSIVO ● CID-10: Inclui transtornos devido ao uso
O tabagismo passivo ocorre quando NÃO do fumo, como dependência e
FUMANTES INALAM A FUMAÇA DE abstinência.
DERIVADOS DO TABACO EM AMBIENTES ● DSM-V: Classifica o tabagismo como
FECHADOS. "Transtorno por Uso de
A fumaça passiva contém 3x mais nicotina, 3x Substâncias", avaliando compulsão,
mais monóxido de carbono e até 50x mais tolerância e abstinência.
substâncias cancerígenas do que a fumaça
inalada pelo fumante.
IMPACTOS NA SAÚDE:
� PRINCIPAIS: doenças respiratórias –
rinite, sinusite, otite, asma, DPOC e
câncer de pulmão
● Crianças: Risco aumentado de síndrome
da morte súbita infantil, doenças
pulmonares e redução do crescimento.
● Adultos: Aumento do risco de câncer de
pulmão, infarto do miocárdio e doenças
respiratórias. 7. OBSTÁCULOS PARA PARAR DE FUMAR
● Gestantes: Complicações na saúde dos ● Dependência física: Síndrome de
recém-nascidos e redução da fertilidade. abstinência com sintomas como
irritabilidade e ansiedade.
PROVA – SUMÁRIO EFEITOS TABAGISMO ● Gatilhos comportamentais: Situações
PASSIVO do dia a dia que reforçam o desejo de
� ATENÇÃO EFEITOS IMEDIATOS E fumar.
LONGO PRAZO ● Dependência psicológica: Uso do
cigarro para lidar com emoções
negativas.
● Pressão social: Dificuldade em resistir
à tentação em ambientes onde o fumo é
comum.
8. CONSEQUÊNCIAS DO TABAGISMO
25
● Neoplasias: Câncer de boca, esôfago, 4. Acompanhamento contínuo: prevenir
laringe, bexiga, pâncreas, rim e colo do recaídas e garantir sucesso no processo de
útero. cessação do tabagismo
● Doenças
cardiovasculares: Aterosclerose,
infarto e AVC. INTERVENÇÕES
● Doenças respiratórias: DPOC, � Tratamento não farmacológico
enfisema e asma. � Intervenções psicossociais
● Diabetes Mellitus: Aumento do risco � Tratamento medicamentoso
de resistência à insulina e complicações
vasculares. TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO
ENTREVISTA MOTIVACIONAL
Objetivo: Aumentar a motivação do usuário para
mudanças de comportamento, especialmente
em relação à cessação do tabagismo e adesão a
tratamentos.
Aplicação: Utilizada para trabalhar a motivação
intrínseca do paciente, ajudando-o a reconhecer
os benefícios de parar de fumar e a superar
resistência
9. PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS DO
TRATAMENTO DO TABAGISMO (ATENÇÃO)
🡪 PROVA!!!!
Contraindicações:
✔ Mulheres grávidas ou lactantes.
✔ Pacientes com úlcera péptica, infarto 11. PREVENÇÃO
agudo do miocárdio (IAM) recente, ● Educação: Programas escolares e
arritmias graves, angina instável ou campanhas de conscientização.
antecedente de AVC. ● Políticas públicas: Aumento de
impostos sobre produtos de tabaco e
Medicamentos Disponíveis no SUS proibição de publicidade.
● Adesivo de Nicotina: Libera nicotina de ● Ambientes livres de fumo: Proibição
forma controlada para reduzir os sintomas de do fumo em locais coletivos.
abstinência.
● Goma de Nicotina: Tabletes de 2 mg de 12. CONCLUSÃO
nicotina, mastigados para liberação gradual O tabagismo é uma das principais causas
da substância. evitáveis de doenças e mortes no mundo. A
● Bupropiona: Medicamento não nicotínico prevenção, o apoio à cessação e a educação
que auxilia no controle dos sintomas de contínua são essenciais para reduzir o impacto
abstinência. do tabagismo na saúde pública. Abandonar o
27
fumo traz benefícios significativos para a saúde ● No Brasil: A cerveja lidera o consumo
individual e coletiva, além de reduzir os custos (62%), seguida pelos destilados (34%) e
para os sistemas de saúde. pelo vinho (3%).
8. DEPENDÊNCIA DE ÁLCOOL
CID-11 (OMS): A dependência de álcool é
Consumo de Álcool no Mundo e no Brasil caracterizada por:
● Globalmente: As bebidas destiladas são ✔ Desejo compulsivo de beber.
as mais consumidas (44,8%), seguidas ✔ Dificuldade de controlar o consumo.
pela cerveja (34,3%) e pelo vinho ✔ Tolerância: Necessidade de doses
(11,7%). maiores para obter os mesmos efeitos.
● Nas Américas: A cerveja é a mais ✔ Sintomas de abstinência: Náusea,
consumida (53,8%), seguida pelos tremores e suor ao parar de beber.
destilados (31,7%) e pelo vinho (13,5%).
9. IDENTIFICAÇÃO DO ALCOOLISMO
28
Sintomas: diversos fatores que contribuem para o
⇨ Compulsão seu desenvolvimento, incluindo:
⇨ Descontrole a) a quantidade e frequência de uso do
⇨ Abstinência álcool;
⇨ Tolerância. b) a condição de saúde do indivíduo
c) fatores genéticos, psicossociais e
Instrumentos de diagnóstico: ambientais.
✔ CAGE: Questionário com 4 perguntas
para identificar padrões de consumo � GRUPOS DE RISCO
problemático. ● Pessoas com familiares já dependentes
✔ AUDIT: Teste de 10 questões para (pai e mãe)
avaliar o consumo de álcool e a ● Jovens
gravidade do uso.
Fatores psicológicos
10. CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO DE ● Abuso infantil
ÁLCOOL (ATENÇÃO – IMPORTANTE) ● Transtorno de ansiedade
🡪PROVA!!! ● Problemas conjugais
CURTO PRAZO: ● Problemas financeiros
✔ Ressacas ● Desemprego
✔ Blackouts ● Baixo nível educacional
✔ Aumento do risco de violência ● Insatisfação pessoas
✔ Acidentes de trânsito. Principais fatores de risco para jovens
● Curiosidade
LONGO PRAZO: ● Pressão do grupo social
✔ Dependência ● Modelo familiar
✔ Cirrose ● Propaganda
✔ Deficiências nutricionais ● Falta de políticas publicas
✔ Câncer
✔ Diabetes ALCOOLISMO NA ATENÇÃO BÁSICA
✔ Problemas cardiovasculares. ● Situação muito comum
● AB: detecção precoce de problemas e
relação com comportamento de risco
(Ex: quando bebe)
● Integração do tratamento de outras
patologias agravadas pelo álcool
(Hipertensão)
� POTENCIAL DE GERAR DEPENDENCIA ● Avaliar padrão de consumo de álcool:
✔ Afeta sistema de recompensa do cérebro rotina, desde a adolescência.
✔ Altera (Direta ou indiretamente) a
sinalização do neurotransmissor da IMPORTÂNCIA DO RASTREAMENTO
dopamina na via mesolímbica ● Identificar usuários e padrão de consumo
✔ Associada a atribuição do valor reforçador ● Critérios de dependência alcoólica e
de qualquer estímulo – se for reforçador há maior risco de morbidade e mortalidade
uma maior probabilidade de ser buscado ● Aconselhamento comportamental breve
outras vezes ● Não há um intervalo conhecido
2. DM NA ATENÇÃO BÁSICA
● Prevenção é prioridade de saúde publica
11. TRATAMENTO E PREVENÇÃO/ REDUÇÃO ● Prevenção de fatores de risco:
DE DANOS sedentarismo, obesidade e hábitos
Tratamento farmacológico: Inclui alimentares não saudáveis
medicamentos como ⇨ Prevenção primária: Identificar e tratar
Tiamina, Diazepam, Acamprosato, Dissulfir indivíduos de alto risco para DM
am, Naltrexona e Topiramato. ⇨ Prevenção secundária: Identificar casos
● Intervenções psicossociais: não diagnósticos de DM
Aconselhamento, terapia cognitivo- ⇨ Prevenção terciária: Intensificar controle
comportamental e apoio comunitário. de pacientes já diagnosticados, prevenindo
complicações agudas e crônicas
30
Primeira linha: Mudanças no estilo de vida
[Link]ÇÃO E EPIDEMIOLOGIA (dieta, exercícios).
Classificação (OMS/ADA/SBD): Medicamentos:
1. Diabetes tipo 1 ✔ Metformina (reduz produção hepática
2. Diabetes tipo 2 de glicose).
3. Outros tipos específicos de diabetes ✔ Sulfonilureias, iSGLT2, insulinoterapia
4. Diabetes gestacional (em casos avançados).
5. DM TIPO 2
Deficiência relativa de insulina combinada
a resistência à ação da insulina.
Fatores Associados:
✔ Obesidade (principalmente gordura
abdominal).
✔ Sedentarismo, dieta inadequada,
envelhecimento.
Mecanismos Fisiopatológicos:
● Resistência à insulina (dificuldade de ação
em tecidos como músculo e fígado).
● Defeito na secreção de
insulina (incapacidade das células beta FLUXOGRAMA RASTREAMENTO
compensarem a resistência). Indivíduo atende critérios de rastreamento?
Tratamento: │
31
├Sim → Solicitar glicemia de jejum ou HbA1c
│ │ Algumas vezes o diagnóstico é feito a partir de
│ ├Normal → Repetir em 3 anos complicações crônicas como neuropatia,
│ └─ Alterado → Confirmar com 2° exame retinopatia ou doença cardiovascular
│ │ aterosclerótica.
│ ├Confirmado DM → Iniciar tratamento
│ │ 7. DIAGNÓSTICO DE DM
│ └─ Inconclusivo→ Monitorar anualmente Pode ser realizado por meio dos exames:
│ ● Glicemia de jejum (8h): nível de
└─ Não → Reavaliar conforme surgimento de glicose sanguíneos após jejum de 8 a 12
novos fatores de risco horas.
● TOTG (75g): O paciente recebe uma
carga de 75g de glicose, em jejum, e a
glicemia é medida antes e 120 minutos
após a ingestão.
● Hemoglobina glicada (HbA1C)
● Glicemia plasmática aleatória:
ealizada sem padronização do tempo
desde a última refeição
OBS – Realizar rastreamento, no mínimo,
ANUALMENTE nas seguintes condições:
⇨ Indivíduos com mais de um fator de risco
para DM2,
⇨ Ganho de peso acelerado ou mudança
em fatores de risco,
⇨ Pré-diabetes,
⇨ Doenças associadas à DM secundário
(como endocrinopatias, e doenças
⇨ pancreáticas), ou condições � CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA DM
frequentemente associadas a DM (como ATENÇÃO – PROVA!!!!
infecção por ATENÇÃO AOS SINAIS: decorar os sinais
⇨ HIV, doença periodontal e esteatose maior/igual, maior, menor e menor/igual
hepática) ATENÇAO: as unidades de medida mg/Dl e %
34
MUDANÇA NO ESTILO DE VIDA + RESTANTE DO Metformina x gestação: Teratogênica e pode
TRATAMENTO induzir hipoglicemia no feto
Atingiu a meta?
● Sim: monitorar
● Não: MEV + Metformina (primeira via
de escolha medicamentosa)
OBS: para adicionar sulfo tem que tentar até a
dose máxima de metformina
� Começar só MEV
Atigiu a meta com MEV + Met + Sulfo
+ Dapaglifozina?
Atingiu a meta?
● Sim: monitorar
● Sim: monitorar
● Não: Insulinoterapia
● Não: MEV + Metformina (primeira via
de escolha medicamentosa)
� **OBS – INDICAÇÕES
OBS: para adicionar sulfo tem que tentar até a
DAPAGLIFOZINA
dose máxima de metformina
● Indivíduos >40 anos e doença
cardiovascular estabelecida
Atingiu a meta com MEV + ● Homens ≥ 55 anos ou mulheres ≥60
Metformina? anos com alto risco de doença
● Sim: monitorar o paciente cardiovascular (HAS, dislipidemia e
● Não: Adicionar sulfonilureia tabagismo)
OBS: só passar para a próxima, depois de
tentar a dose máxima de sulfonilureia [Link] DISPONÍVEIS NO SUS
� Dapaglifozina
● Uso associado
● Iniciar com dose 1x/dia
● Baixo risco de hipoglicemia – perd de
peso 2-3kg, reduz PAS
● Reduz eventos cardiovascular
CONTRAINDICAÇÕES (IMPORTANTE)
SABER PELO MENOS 3 CONTRAINDICAÇÕES � INSULINA HUMANA NPH
PARA PROVA ● Iniciar uso a noite – 10 UI ou 0,1 a 0,2
UI/Kg, ajustar 2 UI a cada 3 dia até
atingir a meta
● Realizar glicemia capilar em jejum
(manha) para ajuste da dose
● DM2 – dose total varia 0,5 a 1,5 UI:
depende do grau de resistência e do
grau de obesidade
Aplicação: À noite (antes de
dormir) para controlar a glicemia de jejum.
Metformina: gravidez, amamentação
Sulfo: insuficiência renal e hepática
� INSULINA REGULAR
● Indicada para pacientes sem controle
glicêmico adequando com insulina NH -
Associado ou não aos orais – e que
necessitam de mais doses de insulina
prandial por dial
● Iniciar 2 a 4 UI de insulina rápida antes
da principal refeição – ajustar conforme
valores de glicemias pós-prandiais
● Ajustar de acordo com os carboidratos
ingeridos
36
A)CETOSE E CETOACIDOSE
� PARA AJUSTE DA DOSE: (PROVA) � Prevenção da cetose e
➔ considerar o padrão glicêmico observado cetoacidose
em pelo menos TRÊS DIAS, além de Principais Causas:
alterações da atividade física e dos 1. Falta de insulina (esquecer aplicações
hábitos alimentares no período. ou remédios)
2. Infecções (ex.: urinária, gripe) →
(PROVA – SABER QUANDO AVALIAR CADA Aumentam a glicemia!
TIPO) 3. Excesso alimentar (principalmente
• O efeito da insulina NPH da manhã é avaliado carboidratos simples)
pela glicemia antes do jantar; 4. Medicações perigosas (ex.:
• O efeito da insulina noturna, pela glicemia corticoides)
antes do café-da-manhã do dia seguinte (10 a 5. Outras emergências: Infarto, AVC,
12 horas após injeção). Pancreatite, Trauma grave
• O efeito das insulinas de ação rápida é Pacientes em Maior Risco: indivíduos em
avaliado antes da próxima refeição principal mau controle (hiperglicêmicos ou
(em torno de 4 horas após cada injeção). instáveis) 🡪 são mais vulneráveis!
● Hiperglicemia persistente (glicemias
>300 mg/dL)
● Controle instável (variações bruscas)
B) INFILTRAÇÃO LOCAL
● Anestesia loco-terminal
● Bloqueia pequenas terminações
nervosas diretamente no local do
procedimento.
● Aplicação: Injeção do anestésico no próprio
tecido a ser tratado (ex.: em volta de uma
ferida pequena).
RECURSOS NECESSÁRIOS NO ATENDIMENTO
● Área: Limitada (ex.: sutura de cortes
AMBULATORIAL
superficiais, biópsias de pele).
Atribuições, competências e recursos
● Exemplo: Anestesiar a região ao redor de um
necessários da Equipe de Saúde
pequeno cisto antes da exérese.
C. BLOQUEIO DE CAMPO
● Anestesia loco-terminal
● Mecanismo: Bloqueia RAMOS
NERVOSOS TERMINAIS MAIORES que suprem
uma área específica.
● Aplicação: Injeção do anestésico ao
redor da área a ser tratada, formando um
"campo" anestésico.
● Área: Circunscrita (ex.: drenagem de
abscesso, exérese de lesões médias).
A) ANESTESIA TÓPICA
38
● Anestésico é injetado diretamente na têm múltiplos nervos, exigindo bloqueio
DERME OU SUBDERME, abaixo do localdo complementar).
procedimento
CÁLCULO DE DOSE SEGURA DE LIDOCAÍNA
Inserção da agulha: Ângulo de 15° a 30° em 1%:
relação à pele. ● MÁXIMO: 300 MG (30 ML).
Infiltração: ● Exemplo: 70 kg × 4,5 mg/kg = 315 mg →
● Começa na subderme (camada mais ajuste para 300 mg (30 mL).
profunda).
● Avança para a derme (camada
superficial).
2. PLANEJAMENTO DA INCISÃO
Técnica de segurança:
● Use dois tipos de agulha: uma Linhas de Langer: Direções naturais de tensão
para aplicar o anestésico e outra da pele.
para aspirar (evitar injeção ● Incisão paralela: Cicatrização
intravascular). melhor e menos visível.
● Estiramento leve da pele durante a ● Incisão perpendicular: Risco de
infiltração para facilitar a distribuição do cicatriz hipertrófica/queloides.
anestésico.
Passos:
Indicações: Procedimentos superficiais e 1. Demarque a área antes da anestesia.
localizados (ex.: sutura de feridas, biópsias de 2. Siga as linhas de tensão para melhor
pele).
resultado estético.
39
● Áreas: couro cabeludo, pescoço e face – Posição ideal: decúbito lateral ESQUERDO com
geralmente assintomático cabeça a nível INFERIOR do corpo
● Material amorfo, caseoso e fétido 🡪 Pode ATENÇÃO: se estiver COMATOSO, INTUBAR
infectar antes da lavagem
● Cisto infectado: indicação de drenagem de ● A vantagem da sonda orogástrica é o
abcesso simples fato de ser mais calibrosa, facilitando a
● Cisto não infectado: exérese cirúrgica (com retirada das substâncias tóxicas (menos
retirada da capsula) tolerada).
Técnica: ● Na maioria das situações: nasogástrica.
1. Bloqueio de campo regional.
2. Incisão até a cápsula. Passo a passo:
3. Remova o cisto sem romper a cápsula 1. Posicione o paciente em decúbito lateral
(se romper, retira-se todo interno e faz esquerdo.
remoção total) 2. Insira sonda nasogástrica com lubrificante.
4. Sutura com pontos simples. 3. Lave com soro fisiológico (6-8 L em
adultos).
� Lipoma Contraindicações: Glasgow ≤ 8 (não
● Tumor benigno de células adiposas, intubado), ingestão de cáusticos, varizes
geralmente assintomático esofágicas, hematêmese volumosa, ingestão de
● Dependendo do tamanho pode materiais sólidos com ponta.
apresentar compressão de estruturas ● Administram-se pequenas quantidades
adjacentes e causar dor (máximo 250 ml/vez), visto que volumes
● Pele com aspecto de casca de laranja maiores podem “empurrar” o toxicante
para o duodeno.
Técnica: ● Repete-se esse procedimento várias
● Assepsia 🡪 Bloqueio de campo REGIONAL vezes (mínimo oito).
● Incisão profunda para ressecção Complicações: intubação traqueal,
completa. traumatismo de VA, pneumonia aspirativa,
● Use dreno se houver espaço morto perfuração de esôfago ou estomago,
residual. laringoespasmo.
41
Técnica: Pontos separados, com tensão
AVALIAÇÃO VACINAL PARA TÉTANO suficiente para unir bordas sem apertar.
Não vacinar se: Eliminar "espaço morto" com sutura em duas
● Paciente completou o esquema vacinal camadas (profunda + superficial).
(3 doses).
● Recebeu dose de reforço nos últimos 12 Adesivos cutâneos:
meses. ● Indicação: após remoção de pontos ou
Vacinar se: em feridas superficiais.
● Histórico vacinal incompleto ou última ● Limitação: não mantêm alinhamento
dose há mais de 5 anos. profundo.
● Aplicar toxoide tetânico (IM) no
momento da lesão. 6. QUANDO USAR ANTIBIÓTICOS?
*EVITAR PROFILAXIA ROTINEIRA*
PREPARO DA ÁREA TRAUMATIZADA
� LIMPEZA: Primeiro Passo: Limpeza é ESSENCIAL!
● Pele íntegra ao redor: água + sabão ou Antes de pensar em antibióticos, a
antisséptico não irritante (ex.: ferida precisa ser bem limpa:
clorexidina). ● Como fazer? Lavar com soro fisiológico
● Leito da ferida: irrigar com SF (SF 0,9%) sob pressão (usando seringa e
0,9% sob pressão (seringa + agulha 12) agulha grossa).
para remover detritos. ● Por quê? Remover sujeira, bactérias e
Tricotomia: Cortar pelos apenas se corpos estranhos reduz o risco de
atrapalharem o tratamento (não raspar). infecção em 90%.
42
● Feridas na boca: Cortes na língua ou o Deixar pontos de
bochecha (contato com bactérias da ancoragem (pontos estratégicos
saliva) não removidos).
o Reforçar com adesivo cutâneo e
QUAIS ANTIBIÓTICOS USAR? reavaliar em 2-3 dia
● Mordidas de animais: Amoxicilina +
Ácido Clavulânico. TRATAMENTO DE UNHA ENCRAVADA
● Feridas com terra/grama: Cefalexina Técnica:
ou Clindamicina. 1. Elevar a unha com algodão.
● Casos graves (ex.: pacientes com 2. Remover a parte encravada com tesoura.
próteses): Vancomicina ou Piperacilina- 3. Curativo com antisséptico.
Tazobactam (só com prescrição médica). Atenção: Encaminhe casos graves ou
recorrentes.
TRATAMENTO DE FERIDAS EM ÁREAS
ANATÔMICAS ESPECIAIS
Pontos Chave
� LÁBIOS
● Profilaxia do tétano: Verifique cartão
● Prioridade: Alinhar a "linha vermelha"
vacinal.
(primeiro ponto nela).
● Suturas: Remova em 5 dias (face) a 12
● Fio: Absorvível (ex.: Vicryl) é ideal
dias (MMII).
porque a área é úmida e reduz a necessidade
● Complicações: Sempre reavalie em 48-
de remoção de pontos. Cuidado – evitar tensão
72 horas.
excessiva para não deformar o lábio
RESUMO CHAVE PARA PROVA:
� PÁLPEBRAS
PROCEDIMENTOS NA ATENÇÃO BÁSICA
● Risco: Lesão do ducto nasolacrimal (região
medial).
1. AVALIAÇÃO DE FERIDA (HEIDI)
● Ação: Encaminhar IMEDIATAMENTE ao
● História: Causa, tempo de lesão,
oftalmologista se lesão na margem.
vacinação antitetânica.
● Exame obrigatório: fundoscopia para
● Exudato: Tipo (seroso, purulento,
descartar lesões internas
sanguinolento).
● Infecção: Sinais flogísticos (dor, calor,
� LÍNGUA/PALATO
rubor, edema) ou pus.
● Suturar se: Sangramento ativo ou risco de
● Dimensão: Profundidade (superficial vs.
perda funcional.
profunda).
● Fio: Absorvível (ex.: Vicryl).
● Integridade: Presença de corpos
estranhos ou necrose.
� COURO CABELUDO
● Atenção: Suspeitar de TCE!
2. TIPOS DE FERIDAS
● Suturar: Gálea com fio absorvível para
● Incisa: Corte limpo (ex.: faca).
reduzir sangramento e infecção.
● Contusa: Bordas irregulares (ex.:
trauma com objeto rombo).
RETIRADA DE PONTOS (IMPORTANTE) ● Perfurante: Pequeno orifício (ex.:
Dias para prego).
Área
Retirada ● Penetrante: Atinge cavidades (ex.:
Face 5 dias tórax, abdome).
MMII e ● Suja: Contaminação grosseira (ex.:
10-12 dias acidente com terra).
Articulações
● Infectada: Pus, odor fétido, sinais
Outras Regiões 7 dias
sistêmicos (febre).
Passo a Passo para Retirada:
1. Material: Pinça e tesoura de ponta fina.
3. ASSEPSIA (PASSO A PASSO)
2. Técnica:
1. Higienização das mãos (álcool 70% ou
o Levantar o ponto com a pinça.
água e sabão).
o Cortar o fio junto à pele para
2. Use luvas e EPI (máscara, óculos).
evitar tracionar a ferida. 3. Limpeza da ferida:
3. Se houver Deiscência (abertura da o Lavar com soro fisiológico
ferida):
0,9% (nunca água oxigenada ou
álcool na ferida).
43
Remover corpos estranhos e
Aula 7 - Hepatites
o
tecido necrótico
(desbridamento).
4. Limpeza da pele
redor: Iodopovidona ou clorexidina.
ao Virais
Definição: presença de inflamação no fígado,
em especial nos hepatócitos.
4. PROCEDIMENTOS-CHAVE PARA PROVA
● Principal causa de hepatite no mundo é o
Drenagem de abscesso: Incisão na área de
álcool.
flutuação + quebra de loculações + dreno de
● Etiologia variada: vírus, bactéria,
Penrose.
fungos, parasitas, álcool, doenças
Exérese de cisto/lipoma: Bloqueio de campo
autoimunes, intoxicação por drogas ou
+ remoção da cápsula.
metais
Lavagem gástrica: Decúbito lateral esquerdo
● 5 tipos de vírus (ABCDE), que podem
+ sonda NG + SF 0,9%.
causar infecção aguda ou crônica
Sutura: Pontos simples ou intradérmicos
(remover em 5-12 dias).
� VÍRUS QUE PODEM EVOLUIR PARA
FORMA CRÔNICA SÃO B,C D
5. O QUE FAZER SE O PACIENTE CHEGAR
COM LESÃO?
● Vírus (A, B, C, D, E), álcool, drogas,
1. Avaliação inicial: HEIDI + sinais vitais.
doenças autoimunes, toxinas.
2. Limpeza rigorosa (passo a passo
● História natural: Aguda (autolimitada)
acima).
ou crônica (≥ 6 meses). Hepatites B e C
3. Anestesiar conforme tipo de lesão (ver
são as principais causas de transplante
abaixo).
hepático mundial
4. Decidir fechamento:
o Primário: Ferida limpa (< 6-8h).
HEPATITES VIRAIS AGUDAS
o Tardio: Ferida contaminada (3-4
Clinicamente, as hepatites virais apresentam 4
dias após observação). fases:
o Aberto: Infecção estabelecida. 1. Período de incubação (Assintomático)
5. Profilaxia do tétano: Verificar cartão 2. Período prodrômico: sintomatologia
vacinal. que não faz pensar diretamente na patologia
– sintomas inespecíficos - são sintomas que
6. ANESTESIA (TIPO DE LESÃO X TÉCNICA) precedem os sintomas específicos da
● Infiltrativa: Feridas superficiais (ex.: doenças. Ex: febre, mal-estar, náuseas.
sutura de pele). Técnica: Agulha 15-30°, 3. Período ictérico: icterícia, urina escura,
lidocaína 1% (máx. 300 mg ou 30 mL). fezes caras
● Bloqueio de campo: Lesões inflamadas 4. Período de convalescença:
ou em áreas sensíveis (ex.: rosto). recuperação gradual
Técnica: Botões anestésicos ao redor da
lesão + infiltração em leque. � FASE ICTÉRICA
● Bloqueio troncular: Regiões com ● Hepatomegalia, discreta esplenomegalia,
inervação específica (ex.: dedos, hálux). fezes hipocólicas/acólicas e urina escura
(Colúria)
7. DICAS DE PROVA ● Pode ocorrer prurido e piora dos
NUNCA ESQUEÇA: sintomas inespecíficos
o Tétano: Sempre verificar ● Aumenta AST e ALT (> 10 vezes) e
vacinação (reforço se última dose bilirrubinas
> 10 anos).
o Pontos de sutura: Remoção em HEPATITES VIRAIS CRONICAS
5 dias (face) e 10-12 dias (MMII). As hepatopatias são consideradas crônicas
o Antibióticos: Só usar em feridas QUANDO A EVOLUÇÃO CLÍNICA É SUPERIOR
infectadas, mordidas ou AO PERÍODO DE SEIS MESES.
imunossuprimidos. Existem várias etiologias responsáveis pelas
Contraindicações para fechamento hepatopatias crônicas.
primário: Feridas > 8h, sujas ou com necrose. Nas hepatites virais, todos os agentes são
Complicações pós-procedimento: Infecção, capazes de causar a forma aguda da doença,
deiscência, cicatriz hipertrófica. porém APENAS B, C E D APRESENTAM
POTENCIAL DE CRONICIDADE.
44
TIPOS DE HEPATITES VIRAIS entre observadores sobre a avaliação da fibrose
Período hepática
Tip Cronicida Vacin de
Transmissão
o de a Incubaçã
o � CLASSIFICAÇÃO METAVIR
A
Fecal-oral
Não Sim
1-6 ● Avaliação do grau de inflamação (0-3) e
(água/alimentos) semanas
do grau de fibrose (0-4)
Parenteral, sexual, Sim (5-
B
perinatal 10%)
Sim 1-6 meses ● Não faz mais biópsia hepática –
porém utiliza essa classificação para
Parenteral, sexual, Sim (70-
C
perinatal 85%)
Não 1-6 meses os parâmetros atuais
Parenteral e sexual.
Vacina
D Só ocorre com Sim
B
1-6 meses É um sistema para avaliar danos no
hepatite B
1-6
fígado causados por doenças como hepatites.
E Fecal-oral Não Não
semanas Divide-se em duas partes:
A) Grau de Atividade Inflamatória (A0 a
� A e E: transmissão fecal-oral, não A3) (não usa mais)
evoluem para a forma crônica ● A0: Sem inflamação.
� BCD: período de incubação 1-6 meses ● A1: Inflamação leve (poucas células
inflamatórias).
OBS: Para a pessoa ter hepatite D 🡪 ● A2: Inflamação moderada.
obrigatoriamente deve estar infectada ● A3: Inflamação severa (muitas células
com hepatite B, ou seja, não existe hepatite D inflamatórias, risco de dano rápido).
sem a B B) Estágio de Fibrose (F0 a F4) - FIBROSE –
Utilizada para classificação atual
QUAL DELAS TEM VACINA? A E B (E POR ● F0: Sem fibrose (fígado saudável).
CONSEQUÊNCIA, A D) ● F1: Fibrose leve (tecido cicatricial ao
● Não existe vacina específica para a redor das veias do fígado).
hepatite D, mas vacinando para B, ● F2: Fibrose moderada (mais tecido
consequentemente se protege da D cicatricial, começa a prejudicar o fluxo
sanguíneo).
FONTES/ MECANISMOS DE TRANSMISSÃO – ● F3: Fibrose avançada (muito tecido
HEPATITE C cicatricial, quase cirrose).
Hepatite C 🡪 muito relacionada com sangue e ● F4: Cirrose (fígado endurecido e com
derivados de sangue nódulos).
● Muito relacionada a drogas injetáveis e
inalatórias ÍNDICES PARA AVALIAR FIBROSE SEM
● Co-infecção importante entre BIÓPSIA
Hepatite C e HIV � APRI (INDICE DE RELAÇÃO ASPARTATO
● Aguda: vai alterar mais ALT (TGP) AMINOTRANSFERASE SOBRE AS
● Crônica: altera ALT, mas também AST PLAQUETAS)
(TGO) porque ocorre dano as outras
células do corpo Fórmula:
DIAGNÓSTICOS COMPLEMENTARES
Interpretação:
NAS HEPATITES ● < 0,5: Fibrose leve (F0-F1).
� DESTRUIÇÃO HEPÁTICA ● > 1,5: Fibrose avançada (F3-F4).
Avaliar hepatócito: ALT e AST ● Zona cinzenta: entre 0,5 e 1,5
Avaliar canalículos: GGT e FA
� FIB-4
� FUNÇÃO HEPÁTICA SÉRICA ● Fórmula:
● ALT (TGO)
● AST (TGP)
● Protrombina
● TAP/INR
45
o ≥ 3,25: Alto risco de fibrose E Anti-HEV IgM
avançada.
� QUADRO CLÍNICO
95% não evolui para forma crônica
A hepatite B pode se apresentar de duas
formas:
1. Hepatite Aguda:
● Duração curta (semanas a meses). Anticorpo contra as estruturas do vírus
● Sintomas: Na maioria dos casos, são ● AntiHBS positivo: significa vacinação ou
leves ou ausentes (oligossintomáticos). cura
● Icterícia (pele/olhos amarelados): Rara ● AntiHBE: controle da replicação
(menos de 1/3 dos casos). ● AntiHBC = contato
2. Hepatite Crônica: 🡪Pode ser dividio em frações (O mais barato é o
● Persistência do vírus por mais de 6 total)
meses. ● Agudo=IGM
● Portadores crônicos: 5-10% dos ● Cronico= IGG
infectados. ● Soma= total
● Complicações:
✔ 20-25% evoluem para doença hepática
avançada (cirrose, câncer de fígado).
✔ Hepatite Delta: Coinfecção comum na
Amazônia, que agrava a doença.
� EVOLUÇÃO DA INFECÇÃO
Adultos:
● 90% curam espontaneamente (sistema
imunológico elimina o vírus).
● 10% desenvolvem infecção crônica. Portador crônico = tem o vírus mas não em
Fatores de risco para complicações: quantidade grande, consegue controlar a
● Idade avançada ou muito jovem. replicação 🡪 controla replicação
● PROVA 🡪 GOSTA DOS 3 PRIMEIROS
(AGUDA, CRONICA ATIVA E
47
PORTADOR)
� EXAMES TRIAGEM
Objetivo: Identificar infecções ativas ou prévias
por HBV e garantir prevenção ou tratamento
adequado.
HBsAg e antiHBs:
⇨ HBsAg: Detecta infecção ativa pelo
vírus.
⇨ antiHBs: Indica imunidade (por vacina
ou infecção prévia). Endoscopia pode indicar cirrose (disse que
Anti-HBc total: Investigado em pessoas era pra guardar isso)
com HIV positivo ou imunossupressão (ex:
quimioterapia).
� Exames na Primeira Consulta
Anti-HBc isolado: Se apenas esse exame for
São feitos para verificar sua saúde geral e
positivo, pode indicar infecção oculta por
detectar infecções:
HBV (vírus "escondido" no organismo).
● Anti-HAV IgG: Verifica se você tem
imunidade contra hepatite A (se não
� RASTREAMENTO DO HBV
tiver, precisa de vacina).
Recomendações Gerais: Faça pelo menos
● Anti-HIV e Anti-HCV: Detectam HIV e
uma vez na vida se você tem 20 anos ou mais e
hepatite C.
nunca foi testado.
● HBsAg/Anti-HBs/HBeAg/Anti-HBe: Av
Métodos: Teste rápido ou exame de sangue
aliam se você tem hepatite B (ativa,
convencional (sorologia).
curada ou imune).
● β-HCG: Teste de gravidez (alguns
Quem deve fazer o rastreamento pelo
remédios são perigosos para gestantes).
menos uma vez na vida? Origem ou contato
● Hemograma, AST, ALT, etc.: Checam
com regiões de alto risco (Amazonia, filhos de
função do fígado e rins.
imigrantes de áreas com muitos casos de HBV),
gestantes, contato próximo com infectados,
� Exames Periódicos
profissionais de risco (saúde, bombeiros),
A cada 3-6 meses:
histórico de exposição a sangue/fluidos sem
● Anti-HIV, Anti-HCV: Para evitar
proteção, sintomas de hepatite.
coinfecções.
● HBsAg/Anti-HBs: Monitoram hepatite B.
Quem deve rastrear A CADA 6 MESES?
● HBV-DNA: Mede a quantidade de vírus
Comportamento de risco (uso de drogas
da hepatite B no sangue (importante
injetáveis, múltiplos parceiros, álcool em
para ajustar tratamento).
excesso), população vulnerável (trans, gays,
● Hemograma, AST, ALT, etc.: Avaliam
trabalhadores do sexo), condições de vida
efeitos dos remédios no corpo.
(mendigos, presidiários), saúde frágil (HIV/AIDS,
quimioterapia)
A cada 12 meses:
● Anti-HDV: Detecta hepatite D (só
aparece em quem já tem hepatite B).
PESSOAS EM USO DE PREP
Exames específicos:
TRIMESTRAL ● Endoscopia digestiva alta: A cada 2-3
A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é um método de
anos se não tiver cirrose; anualmente se
prevenção ao HIV que envolve o uso de
medicamentos antirretrovirais por pessoas que não
tiver cirrose grave.
têm HIV, mas estão em alto risco de contraí-lo (ex: ● Elastografia
múltiplos parceiros sexuais, profissionais do sexo, hepática/Biópsia: Avaliam danos no
usuários de drogas injetáveis). O fígado (fibrose ou cirrose).
termo "trimestral" não se refere à dosagem do
medicamento, mas sim à periodicidade dos exames QUANDO TRATAR A HEPATITE B?
de acompanhamento que devem ser feitos por quem (IMPORTANTE!!!)
usa PrEP. Não se trata rotineiramente! 🡪 Mais de 95%
dos adultos imunocompetentes curam
PESSOA DX DE HEPATITE B, DEVEMOS espontaneamente.
SOLICITAR OS SEGUNITES EXAMES: Apenas monitorar com exames clínicos e
laboratoriais a cada 2-4 semanas.
48
CRITÉRIOS PRINCIPAIS PARA TRATAR: 3. História familiar de cirrose (por
● HBV-DNA ≥ 2.000 UI/mL + ALT (TGP) hepatite B ou causa desconhecida):
elevada (enzima do fígado) em dois Indica possível predisposição genética.
exames consecutivos. 4. Outras causas de doença hepática:
● Cirrose: Presença de sintomas como Uso de álcool, esteatose hepática (fígado
ascite (barriga d’água) ou varizes gorduroso), hepatite C, etc.
esofágicas.
● Coinfecções: HIV, hepatite C ou D. � SINAIS CLÍNICOS DE CIRROSE QUE
● Gravidez: Gestantes com carga viral EXIGEM TRATAMENTO IMEDIATO
alta precisam de tratamento para Se o paciente apresenta qualquer um desses
proteger o bebê. sinais, o TRATAMENTO É OBRIGATÓRIO,
independente do estágio da fibrose:
GRAVAR DESSE SLIDE: Geralmente não trata ● Circulação colateral: Veias dilatadas
paciente com infecção aguda porque tem no abdômen (sinal de hipertensão
grande chance de se curar portal).
● Fígado com bordas irregulares ou
QUEM VAI SER TRATADO? (IMPORTANTE) nódulos: Detectado por ultrassom ou
● Paciente com carga viral > 2 mil tomografia.
● Se for homem, além da carga viral >2 ● Esplenomegalia: Baço aumentado (>
mil tem que ter ALT maior ou igual 52 e 12 cm).
se for mulher 27 ● Veia porta dilatada: Diâmetro acima
Homem ALT > 52 de 1,2 cm (ultrassom).
Mulher ALT > 27 ● Fluxo portal reduzido: Velocidade
● TEM QUE TER OS DOIS!!! CARGA abaixo de 14-16 cm/seg (doppler).
VIRAL + ALT ● Ascite: Acúmulo de líquido na barriga.
● Varizes esofágicas: Veias dilatadas no
esôfago (risco de sangramento).
� GESTAÇÃO
(NÃO PRECISA DECORAR TODAS AS
Tratamento preferido: Tenofovir (TDF).
INDICAÇÕES de tratamento, só as mais
Quando iniciar:
importantes que eu escrevi e principalmente
● Gestantes com HBV-DNA elevado (para
o critério de carga viral + alt)
evitar transmissão ao bebê).
● Critérios iguais aos da população geral
INDICAÇÕES ABSOLUTAS PARA
(ex: HBV-DNA ≥ 2.000 + ALT elevada).
TRATAMENTO
(Mesmo sem ALT elevada ou carga viral
CONTRAINDICAÇÕES DO TENOFOVIR (TDF)
alta!)
Evite usar em:
● Cirrose: Sintomas como ascite (barriga
● Doença renal crônica.
d’água), varizes esofágicas,
● Osteoporose ou fraturas ósseas.
esplenomegalia.
● Pacientes em uso de didanosina (ddI).
● Coinfecções: HIV, hepatite C (HCV) ou
● Cirrose avançada (risco de
hepatite D (HDV).
complicações).
● HBeAg reagente: Indica replicação viral
ativa (tratar independente de ALT ou carga
CONTRAINDICAÇÃO DE TENOFOVIR USAR O
viral).
ETECAVIR
● Gravidez: Gestantes com HBV-DNA
elevado para prevenir transmissão vertical
� TERAPIA ALTERNATIVA
Use outros medicamentos (ex: Entecavir) se o
TRATAMENTO DA HEPATITE B paciente tiver:
● Obesidade (IMC ≥ 30) 🡪 TDG aumenta
� ANÁLOGOS NUCLEOS(T)ÍDEOS risco de perda óssea/ lesão renal em
(ANTIVIRAIS) obesos
São remédios que bloqueiam a replicação do ● Cirrose.
vírus HBV. Opções principais: ● Problemas renais ou ósseos.
50
Passos essenciais após contato com ● Uso de drogas injetáveis ou
sangue infectado: inalatórias (compartilhamento de
1. Lave o local com água e sabão. agulhas/seringas).
2. Teste o paciente-fonte: ● Transfusões de sangue e
● HBsAg (para confirmar hepatite hemoderivados (antes de 1993, quando não
B). havia teste para HCV).
● HBeAg (para saber se o vírus está ● Procedimentos médicos ou estéticos com
ativo). material não esterilizado:
3. Avalie sua vacinação: Se não está ✔ Hemodiálise prolongada.
vacinado ou não tem anticorpos, receba: ✔ Tatuagens, piercings, manicures.
▪ Imunoglobulina anti-HB ● Transmissão vertical (da mãe para o bebê
(IGHB): Anticorpos prontos para durante a gravidez ou parto – rara, 5-6%).
neutralizar o vírus. ● Risco sexual: Baixo, mas aumenta em
▪ Vacina contra hepatite B: Para práticas de risco (ex.: HSH – homens que
criar imunidade a longo prazo. fazem sexo com homens).
● Populações vulneráveis: Pessoas em situação
ESQUEMA VACINAÇÃO HEPATITE B de rua, presidiários, usuários de drogas
Esquema
Anti- PROGRESSÃO DA DOENÇA
Grupo de
HBs? Doença silenciosa
Vacinação
INFECÇÃO AGUDA:
3 doses ● 20-30% dos casos têm sintomas (fadiga,
Crianças/ Não
padrão (0, icterícia, náuseas) após 4-12 semanas.
Adultos precisa
1, 6 ● 20% eliminam o vírus espontaneamente.
saudáveis checar
meses) INFECÇÃO CRÔNICA:
4 doses ou Sim, após ● 80% desenvolvem infecção crônica →
Grupos risco de complicações em 20-30 anos:
dose maior 30 dias
imunossuprimi ✔ Fibrose hepática → Cirrose (20-30% dos
(0, 1, 2, 6 da última
dos casos).
meses) dose
✔ Hepatocarcinoma (câncer de fígado).
● Fatores que aceleram dano hepático:
HEPATITE C
HIV, álcool, obesidade.
Definição: Doença hepática causada pelo vírus
HCV (Hepatite C), um dos principais
responsáveis por cirrose e câncer de fígado no
DIAGNÓSTICO (EXAMES ESPECÍFICOS)
mundo.
� TESTES INICIAIS:
Estrutura do vírus:
Anti-HCV: Detecta anticorpos contra o vírus
● Genoma: RNA de fita única positiva
(resultado em 30-60 dias após infecção).
(gênero Hepacivirus, família Flaviviridae).
● Reagente: Indica contato prévio, mas
● Genótipos: 6 tipos. No Brasil,
não confirma infecção ativa.
o genótipo 1 é o mais comum (50-70% dos
● Não reagente: Descartada infecção
casos), seguido pelo genótipo 3.
(exceto em janela imunológica).
Vacina: NÃO EXISTE VACINA contra o HCV.
Testes Rápidos: Disponíveis no SUS (resultado
em 30 minutos).
Tratamentos:
● 1991: Primeiro tratamento (Interferon +
� CONFIRMAÇÃO:
Ribavirina), com eficácia de 40-50%.
HCV-RNA (PCR): Detecta o vírus no sangue.
● 2013: Surgem os Antivirais de Ação
Confirmatório para infecção ativa.
Direta (AADs), com cura >95% e
● PCR 🡪 teste da carga viral – confirma se
menos efeitos colaterais.
o vírus está ativo
● Prêmio Nobel 2020: Harvey Alter,
Genotipagem: Define o tipo de HCV para
Michael Houghton e Charles Rice foram
orientar o tratamento.
premiados pela descoberta do HCV.
ANTIHCV 🡪 TESTE RAPIDO
TRANSMISSÃO/ FATORES DE RISCO
TESTE RAPIDO (SOROLOGIA) 🡪 VAI
CONTATO COM SANGUE OU DERIVADO DE
MOSTRAR SE TEVE CONTATO, PRA SABER
SANGUE
SE O VIRUS ESTA ATIVO TEM QUE FAZER O
PCR
Principais vias:
51
AST, ALT, FA,
GGT,
Bilirrubina,
hepática.
Glicemia,
Proteína
total/Albumina
Detectar nódulos
Ultrassonografi suspeitos, ascite
a de abdome A cada 6 meses ou alterações
superior estruturais no
fígado.
Rastrear
Alfa-feto hepatocarcinoma
A cada 6 meses
proteína (AFP) (câncer de
fígado).
Identificar varizes
Varizes >5 mm:
Resumindo: faz teste rápido (Anti-HCV) 🡪 se Endoscopia 12 meses
esofágicas (risco
de sangramento
positivo indica que teve contato com o vírus da digestiva alta Varizes <5 mm:
por hipertensão
hepatite C, portanto precisa verificar se a 24-36 meses
portal).
infecção está ativa 🡪 faz PCR pra avaliar se a PACIENTE COM CIRROSE REAVALIA COM
infecção está ativa 🡪 se PCR for reagente, indica TEMPO MENOR
infecção ativa 🡪 fazer Genotipagem para
orientar o tratamento TRATAMENTO HCV
� EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO
CASOS ESPECIAIS Interferon (IFN) + Ribavirina (RBV):
● Anti-HCV Reagente + PCR Não Período: Até 2013.
Detectável: Eficácia: 40-50% de cura.
✔ Pode indicar infecção curada (o Limitações:
corpo eliminou o vírus, mas os ● Via subcutânea + oral.
anticorpos permanecem). ● Efeitos graves (anemia, depressão).
✔ Importante: Repetir o PCR para ● Restrito a pacientes sem
descartar infecção ativa em cirrose/comorbidades.
estágio inicial. Antivirais de Ação Direta (AADs):
● Anti-HCV Não Reagente + Suspeita Período: A partir de 2013.
Clínica: Repetir o Anti-HCV após 3 Eficácia: >95% de cura.
meses (janela imunológica). Vantagens:
● Via oral, 8-12 semanas.
● Poucos efeitos adversos (cefaleia leve).
DEFINIÇÃO HEPATITE C CRÔNICA ● Elegível para todos (cirróticos,
A hepatite C é transplantados, comorbidades).
considerada crônica quando:
1. Anti-HCV reagente por mais de 6 meses: TERAPIA ANTIGA ERA RUIM, 1 INJEÇÃO
Indica exposição prolongada ao vírus. SEMANAL + 5 COMPRIMIDOS POR DIA
2. HCV-RNA detectável por mais de 6 HOJE É MELHOR – 1 CP SEMANAL COM 95%
meses: Confirma a replicação viral DE CURA
contínua
� BENEFÍCIOS DA CURA (RVS)
EXAMES RECOMENDADOS PARA PACIENTES Previne complicações: Cirrose,
CRÔNICOS hepatocarcinoma.
� SEM CIROSSE – REPETIR A CADA 6 Melhora qualidade de vida: Recuperação
MESES hepática, redução de sintomas.
Hemograma, coagulograma, Na/K, Ureia,
creatinina, clearance de creatinina, AST e ALT, � EXAMES-CHAVE
FA e GGT, bilirrubina total e frações, glicemia de HCV-RNA (PCR):
jejum, proteína total/albumina ✔ Confirma infecção ativa.
✔ Monitora resposta ao tratamento (RVS =
� COM CIRROSE – MONITORAMENTO MAIS PCR negativo após 12 semanas).
FREQUENTE DEVIDO RISCO DE Genotipagem: Define o esquema terapêutico
COMPLICAÇÕES (ex.: genótipo 1 → glecaprevir/pibrentasvir).
Exame Periodicidade Objetivo
Hemograma, A cada 3-4 Monitorar
Coagulograma, meses progressão da FAZ 1 PCR ANTES E 1 DPS DO
Eletrólitos, doença e função TRATAMENTO PRA AVALIAR SE CUROU
52
HDV em portadores de HBV, especialmente no
PODE FAZER FAZER PCR DEPOIS DE 4 OU Norte/Nordeste.
12 SEMANAS DO TRATAMENTO 🡪 SE VIER
NÃO DETECTADO SIGNIFICA QUE ESTA
CURADO
� SEGUIMENTO PÓS-CURA
Aula 8 –
Fibrose avançada (F3/F4) ou cirrose:
Ultrassom + AFP: A cada 6 meses (rastreio de
Hanseníase
1. O QUE É HANSENÍASE?
câncer).
Definição: Doença infecciosa, primariamente
Endoscopia:
neural, inflamatória, de evolução lenta, causada
▪ Varizes >5 mm: A cada 12 por um complexo de micobactérias.
meses.
▪ Varizes <5 mm: A cada Agente Etiológico: Causada por um complexo
24-36 meses. de micobactérias, principalmente:
Evitar: Álcool, hepatotóxicos (ex.: paracetamol ● Mycobacterium leprae
em excesso). ● Mycobacterium lepromatosis
Lesões dermatológicas:
● Grande número.
● Grande tamanho.
● Máculas eritematosas e violáceas.
● Pápulas, tubérculos ou nódulos.
● Bordas com infiltrações irregulares e mal
delimitadas/definidas na periferia.
● Quanto mais à esquerda no esquema (T → ● Eritema difuso, xerodermia, infiltrado
DT → DD → DV → V), menor a imunidade com poros dilatados (aspecto de "casca
celular e maior a gravidade. de laranja"), poupando áreas quentes.
● Face: infiltrados e/ou madarose e/ou
● FORMA VIRCHOWIANA (V): comprometimento de mucosa nasal.
BACILOSCOPIA SEMPRE POSITIVA ● Presença de Surto Reacional (Reação
(muitos bacilos). --> Paciente tem pouca Reversa ou Eritema nodoso).
defesa imunológica.
TESTES OBJETIVOS (FUNÇÕES
A HANSENÍASE VARIA DE ACORDO COM A AUTONÔMICAS):
RESISTÊNCIA DO PACIENTE: Térmica, Dolorosa, Tátil: Avaliação da
● Quanto mais forte a imunidade, mais sensibilidade.
leve a doença (forma tuberculoide). Função Vasomotora (Histamina):
● Quanto mais fraca a imunidade, mais 1. Coloca-se uma gota de solução milesimal
grave a doença (forma virchowiana). de histamina.
Classificaç Imunidade Baciloscopi Característ 2. Perfurar com uma agulha, sem sangrar.
ão a icas 3. Observar a tríplice reação de Lewis:
Indetermin Inicial Geralmente Lesões pequeno eritema (20s), halo eritematoso
ada (I) negativa pouco
definidas
maior (20-40s), pápula urticada (1-3min).
Tuberculoi Forte Negativa Poucas
Função Sudoral (Pilocarpina):
55
1. Pincela-se a pele com iodo. neurológico e são CLASSIFICADOS COMO
2. Injeta-se a pilocarpina. HANSENÍASE MULTIBACILAR (MB).
3. Pulverizar a região com amido para PRINCIPAIS TRONCOS NERVOSOS
visualizar a sudorese. PERIFÉRICOS ACOMETIDOS:
● Face: Trigêmeo e Facial – podem causar
QUESTIONÁRIO DE SUSPEIÇÃO DE alterações na face, nos olhos e no nariz.
HANSENÍASE (Anamnese Dirigida):Sente ● Braços: Radial, Ulnar e Mediano –
dormência nas mãos ou nos pés? podem causar alterações nos braços e
Formigamentos?Áreas adormecidas na pele? nas mãos.
Dor nos Nervos? Perda dos cílios e/ou das ● Pernas: Fibular e Tibial – podem causar
sobrancelhas?Há história de hanseníase na alterações nas pernas e nos pés.
família?
OBS: teste do fio dental para avaliar
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA (DETALHADA): sensibilidade do olho
● História: Ocupação e Atividades Diárias,
Queixas do paciente. GRAU DE INCAPACIDADE FÍSICA (GIF):
● Inspeção. ● Grau 0: SEM COMPROMETIMENTO -
● Palpação dos Nervos. Normal (Força muscular das pálpebras,
● Teste de Força Muscular. sensibilidade da córnea, força muscular
● Teste de Sensibilidade: das mãos e pés, e sensibilidade
● Pode-se usar o TESTE DE palmar/plantar preservadas).
MONOFILAMENTO ● Grau 1: PERDA DE SENSIBILIDADE
+DIMINUIÇÃO DE FORÇA (Diminuição
TESTE DO MONOFILAMENTO da força muscular das pálpebras sem
O teste do monofilamento é usado para avaliar a deficiências visíveis e/ou diminuição ou
perda de sensibilidade (neuropatia) em pacientes perda da sensibilidade da córnea;
com hanseníase. Ele mede a capacidade da pessoa diminuição da força muscular das
de sentir toques leves, ajudando a identificar danos mãos/pés sem deficiências visíveis e/ou
nos nervos periféricos.
alteração da sensibilidade
palmar/plantar).
● Grau 2: SEQUELA PERMANENTE OU
LESÃO VISÍVEL (úlcera de pele, mão
em garra, lesão dos olhos, lesão ulcerada
na narina).
Técnica de Aplicação:
● O filamento é pressionado Diagnóstico Precoce dos Casos:
● Atendimento da demanda espontânea.
perpendicularmente à pele até curvar
● Busca ativa de casos novos.
levemente (por 1-1,5 segundos).
● Vigilância de contatos:
● O paciente, de olhos fechados, deve ● Pessoas que convivem ou conviveram de
dizer quando sentir o toque. forma prolongada (resida ou tenha
residido, conviva ou tenha convivido com
Iniciando sempre pelo monofilamento o doente de hanseníase, no âmbito
VERDE (mais fino) de 0,05 g --> Na domiciliar, nos últimos cinco anos).
ausência de resposta, prossegue-se com ● Possíveis fontes de infecção: familiar ou
de 0,2 g, e assim sucessivamente. social.
Cor do Força (gramas) Resposta
Filamento Esperada
MELHOR MÉTODO É FAZER AVALIAÇÃO
Verde 0,05 g Deve sentir DOS CONTATOS! BUSCA ATIVA!
Azul 0,2 g Até 3 toques
EXAMES COMPLEMENTARES (CONSIDERAÇÕES):
Lilás 2,0 g 1 toque só O diagnóstico clínico permanece o
Vermelho 4,0 g 1 toque principal.
Laranja 10 g Marcar com "X"
SENSIBILIDADE DOS EXAMES (Do mais
Rosa 300 g Círculo vermelho
para o menos sensível)
● Monofilamentos Vermelho (4g),
Laranja (10g) e Rosa (300g) indicam
caso Multibacilar.
Observação: A avaliação neurológica também
é realizada nos contatos.
Clofazimina:
E agora, como tratar? Características: Corante vermelho brilhante,
PROTOCOLO DE TRATAMENTO (PQT-U) (PROVA) grupo das fenazinas, medicação segura.
Início: Iniciar o tratamento na primeira Mecanismo: Ação BACTERIOSTÁTICA (atua
consulta, após a definição do diagnóstico. no ADN das micobactérias).
Esquema Único (após julho de 2021) - PB Farmacocinética: Absorção oral parcial (40-
OU MB USA OS MESMOS MEDICAMENTOS: 60%), alimentos favorecem absorção, lipofílica e
RIFAMPICINA, DAPSONA E CLOFAZIMINA. organodepositária (tecido adiposo, fígado, baço,
linfonodos, pele, macrófagos), meia-vida de ~70
A principal diferença entre os esquemas para as dias, eliminada por urina e fezes, atravessa
formas paucibacilar e multibacilar está na barreira placentária e presente no leite
duração total do tratamento e no número materno.
de cartelas a serem administradas: Ações: Anti-inflamatória (auxilia no Eritema
● Paucibacilares (PB): 6 cartelas (em até Nodoso), bacteriostática (M. leprae, M.
9 meses) tuberculosis, M. bovis, M. ulcerans, M. avium-
● Multibacilares (MB): 12 cartelas (em intracellulare), parasitária (Plasmodium
até 12 meses). falciparum, Leishmania donovani, Trypanosoma
cruzi, Babesia, Schistosoma).
Importante: O TRATAMENTO DA PQT-U Efeitos Adversos: Pigmentação cutânea
NÃO ESTÁ AUTORIZADO POR MAIS DE UM (DEIXA A PELE SECA E MUDA A COR DA
ANO, referindo-se à duração padrão do PELE), ictiose, distúrbios gastrointestinais
esquema medicamentoso. (depósitos de cristais na mucosa intestinal).
57
Síndrome de Hipersensibilidade à Dapsona
(DHS): Rara, ocorre 4-6 semanas após início,
Aula 9 - HIV
1. TRANSMISSÃO DO HIV
consiste em dermatite esfoliativa associada a
A transmissão do HIV ocorre principalmente por:
síndrome mononucleose-símile e envolvimento
de órgãos (fígado, rim, sistema hematológico). ● Relações sexuais desprotegidas (vaginal,
anal, oral).
SITUAÇÕES ESPECIAIS ● Compartilhamento de seringas e outros
● Gravidez e Aleitamento: Não materiais perfurocortantes não
contraindicam o tratamento. esterilizados.
● Rifampicina e Anticoncepcionais
Orais: Rifampicina pode diminuir a ação
● Transfusão de sangue contaminado
dos anticoncepcionais. (atualmente raro devido ao rastreamento).
● Coinfecção Hanseníase e ● Transmissão vertical da mãe infectada
Tuberculose: Manter o esquema para o filho durante a gravidez, parto ou
terapêutico apropriado para tuberculose. amamentação (se a mãe não estiver em
● Coinfecção Hanseníase e HIV/AIDS: tratamento).
Manter esquema sem mudanças.
2. INTRODUÇÃO E FISIOPATOLOGIA
SURTOS REACIONAIS
Os surtos reacionais são crises inflamatórias que podem ● O HIV é um retrovírus que necessita da
acontecer antes, durante ou depois do tratamento da enzima transcriptase reversa para se
hanseníase. Eles ocorrem porque o sistema imunológico multiplicar.
reage de forma exagerada ao bacilo (Mycobacterium
leprae), causando piora súbita dos sintomas. ● Causa grave disfunção do sistema
imunológico pela destruição dos linfócitos T
REAÇÃO TIPO I (REAÇÃO REVERSA): CD4+.
Reação tipo I: Mediada pela ativação da ● Janela Virológica Inicial: Após a
imunidade celular e liberação de citocinas que transmissão, o RNA viral pode não ser
favorecem o processo inflamatório das lesões detectável no plasma por cerca de 10 dias.
pré- existentes - é quando o corpo começa a se
defender, ocorre principalmente no inicio do
tratamento. É uma emergencia médica, pode 3. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
causar sérios danos aos nervos. A infecção pelo HIV progride em fases:
● Mediadas pela ativação da imunidade Infecção Aguda (Síndrome Retroviral
celular e liberação de citocinas. Aguda):
Tratamento: Prednisona (1 mg/kg/dia). ● Ocorre 1-3 semanas após a infecção.
Dexametasona para hipertensos/cardiopatas.
● Quadro clínico inespecífico, semelhante a
Imobilizar membro afetado em caso de neurite.
uma gripe ou síndrome monolike (febre,
Reduzir dose conforme resposta. Controlar PA e
glicemia, tratar Strongyloides stercoralis, adenopatia, faringite, mialgia, artralgia,
profilaxia de osteoporose. exantema maculopapular, úlceras
mucocutâneas, cefaleia, etc.).
REAÇÃO TIPO II (ERITEMA NODOSO ● Frequentemente subdiagnosticada e
HANSÊNICO - ENH): autolimitada (desaparece em 3-6 semanas).]
Reação tipo II: Mediada pela deposição de
complexos antígeno-anticorpos no local das
Latência Clínica:
lesões preexistentes - Mais comum em casos
avançados, durante ou após o tratamento. ● Pode durar cerca de 10 anos.
Surgem caroços na pele. ● Geralmente assintomática, exceto por
● Mediadas pela deposição de complexos linfadenopatia persistente.
antígeno-anticorpos. ● Podem ocorrer plaquetopenia e episódios
Clínica: Nódulos eritematoedematosos e
infecciosos mais frequentes (bacterianos) ou
dolorosos (vermelhos vivos, tornando-se
vinhosos e purpúricos), simétricos, número reativação de infecções antigas.
variado, maior incidência em regiões pré-tibiais, ● Candidíase oral é um marcador clínico
mas pode ocorrer em face, coxas e MMSS. precoce de imunodepressão grave.
Manifestações Gerais: Faringite, amigdalite,
cefaleia, mal-estar, náuseas, vômitos, diarreia. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
Pode ocorrer simultaneamente eritema (AIDS):
multiforme.
Definida pela ocorrência de infecções
oportunistas (ex: pneumocistose,
neurotoxoplasmose, tuberculose
atípica/disseminada, meningite criptocócica) e
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neoplasias (ex: sarcoma de Kaposi, linfoma não Se TR1 e TR2 Reagentes: Amostra reagente
Hodgkin, câncer de colo uterino). para HIV.
O HIV também pode causar danos diretos a SOLICITAR IMEDIATAMENTE: Carga Viral (CV)
órgãos (miocardiopatia, nefropatias, e contagem de Linfócitos T CD4+.
neuropatias).
Iniciar TARV (Terapia Antirretroviral)
4. DIAGNÓSTICO DO HIV independentemente dos resultados de CV
ATENÇÃO: e CD4+ (após a coleta das amostras).
Janela Diagnóstica: Tempo entre a infecção e Se TR1 Não Reagente: Amostra não reagente
a detecção de um marcador (RNA viral, DNA para HIV.
pró-viral, antígeno p24 ou anticorpo). A janela Se a suspeita persistir, coletar nova amostra 30
imunológica para anticorpos é de dias após.
aproximadamente 30 dias.
Notificação Compulsória: O diagnóstico de SE TR1 REAGENTE E TR2 NÃO REAGENTE
HIV/AIDS é de NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA. (DISCORDÂNCIA): Repetir o fluxograma. Em
caso de segunda discordância, coletar amostra
TIPOS DE TESTES: venosa e encaminhar para laboratório.
TESTES MOLECULARES (PCR PARA RNA
VIRAL OU DNA PRÓ-VIRAL): IMPORTANTE: Este fluxograma não é
● Detectam o material genético do vírus. adequado para diagnóstico de HIV-2 ou infecção
● São úteis para identificar a infecção aguda por HIV-1, nem para crianças ≤18 meses.
aguda.
Cuidado: Não identificam "controladores de
elite" (indivíduos que mantêm viremia muito
baixa/indetectável sem tratamento).
FLUXOGRAMA DIAGNÓSTICO
ESTRATÉGIA 1 - TESTES RÁPIDOS
PRESENCIAIS:
● TR1 (Teste Rápido 1): Realizado.
● Se TR1 Reagente, realizar TR2 (Teste
Rápido 2) com antígenos diferentes.
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5. PREVENÇÃO DO HIV
PREVENÇÃO COMBINADA:
Estratégias que combinam métodos biomédicos,
comportamentais e estruturais.
Biomédicas: Preservativos, TARV para todas as
pessoas vivendo com HIV (PVHIV), Profilaxia
Pós-Exposição (PEP), Profilaxia Pré-Exposição
(PrEP), testagem regular, diagnóstico e
tratamento de ISTs, prevenção da transmissão
vertical, imunização para hepatite B e HPV.
Comportamentais: Educação em saúde,
redução de danos.
Estruturais: Enfrentamento do estigma e
discriminação, políticas afirmativas.
6. PERÍODO DE INCUBAÇÃO E
TRANSMISSIBILIDADE
Incubação: 1 a 14 dias (média de 4 dias).
Transmissibilidade: Maioria das transmissões
ocorre de sintomáticos. Muitos podem transmitir
48 horas antes dos sintomas.
7. SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE
Suscetibilidade: Geral, devido ao vírus ser
novo e ter potencial pandêmico.
Imunidade: Não se sabe a duração da
imunidade pós-infecção.
90-99% dos infectados desenvolvem anticorpos
neutralizantes em 2-4 semanas.
Infecções leves/assintomáticas tendem a ter O teste de antígeno serve para orientar,
níveis mais baixos de anticorpos. mas mesmo se der negativo, não exclui a
A infecção oferece 80-90% de proteção contra possibilidade de ter covid - por isso faz
reinfecção por até 7 meses. PCR
Reinfecções são incomuns nos primeiros 90
dias.
11. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E
8. FATORES DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES
COMPLICAÇÕES Classificação: Assintomático, leve, moderado,
● Idade ≥ 60 anos grave, crítico.
● Tabagismo Assintomático: Teste positivo, sem sintomas.
Leve: Sintomas inespecíficos (tosse, dor de
● Obesidade
garganta, coriza, anosmia, ageusia, diarreia,
● Hipertensão arterial febre, etc.), sem dispneia ou alteração em
● Doença cerebrovascular imagem de tórax.
● Imunodepressão e imunossupressão Moderado: Sintomas leves persistentes, piora
● Gestação progressiva de outros sintomas, pneumonia sem
sinais de gravidade.
● Diabetes melito (tipo 1 ou 2)
Grave (SRAG): Dispneia/desconforto
● Não vacinados contra COVID-19 respiratório, dor persistente no tórax, saturação
● E outros de O2 ≤ 94% (ar ambiente), cianose.
Crítico: Sepse, choque séptico, SRDA,
9. DIAGNÓSTICO insuficiência respiratória grave, trombose
Critério clínico-epidemiológico: Caso de SG aguda, disfunção de múltiplos órgãos,
ou SRAG com contato próximo/domiciliar com pneumonia grave, necessidade de suporte
caso confirmado nos 7 dias anteriores aos respiratório/UTI.
sintomas.
62
● 40% dos casos: leves/moderados.
● 15% dos casos: graves (necessitam
oxigênio).
● 5% dos casos: críticos.
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CONDIÇÕES PÓS-COVID-19 (COVID antitérmicos há 24h) e com remissão dos
LONGA): sintomas respiratórios (avaliação médica).
Manifestações clínicas persistentes após a fase ● Imunossuprimidos graves: Isolamento
aguda, independentemente da gravidade inicial por 20 dias do início dos sintomas, se afebris
da infecção. (há 24h) e com remissão dos sintomas
Sintomas comuns: dispneia, comprometimento respiratórios. Testagem laboratorial (RT-PCR
cognitivo, mal-estar pós-esforço, palpitações, negativo) para descontinuidade a critério
insônia, fadiga, dor, tosse, anosmia/disgeusia, médico.
etc. ● Profissionais de saúde
assintomáticos (confirmados
12. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE laboratorialmente): Mesmas medidas que
Não farmacológicas: imunocompetentes. Em excepcionalidade,
Distanciamento físico: Mínimo de 1 metro em podem suspender após 7 dias da coleta da
locais públicos. Boa ventilação em ambientes amostra se afebris (há 24h), com remissão de
internos. sintomas e TR-Ag não reagente ou RT-PCR não
Controle em organizações: Engenharia detectado. Medidas adicionais até o 10º dia.
(alterações estruturais), administrativo
● Quarentena: Separação de contatos
(mudanças em políticas/rotinas), proteção
expostos de pessoas não expostas.
individual (EPI).
Higienização das mãos: MEDIDA MAIS ● Contatos de casos confirmados: Não
EFETIVA NA REDUÇÃO DA DISSEMINAÇÃO. é obrigatória quarentena, mas devem manter
Etiqueta respiratória: Cobrir boca/nariz ao medidas de segurança por 10 dias da última
tossir/espirrar (lenço ou antebraço), evitar tocar exposição.
olhos/nariz/boca, manter distância de quem ● Se impossibilitado de usar máscara
tosse/espirra, evitar aglomerações, ambientes (cirúrgica ou PFF2/N95), quarentena domiciliar
limpos/ventilados, higienizar objetos, não por 10 dias.
compartilhar itens pessoais, evitar contato físico ● Pode ser reduzida para 5 dias se
(abraços, beijos, apertos de mão). assintomático e testado negativo a partir do
Uso de máscaras: Barreira eficaz contra 5º dia. Monitoramento de sintomas e reforço
gotículas respiratórias. das medidas de prevenção até o 10º dia.
o Serviços de Saúde (ANVISA
03/04/2023): Obrigatório para
pacientes sintomáticos/positivos,
contatos próximos, profissionais de
triagem,
profissionais/visitantes/acompanhantes
em áreas de internação, e em situações
que exijam EPI.
o População em Geral: Deixou de ser
obrigatório desde 01/04/2022.
VACINAÇÃO:
● Iniciada no Brasil em 18/01/2021.
COM 5 DIAS SE A PESSOA QUISER SAIR DO
● Pode ser administrada simultaneamente
ISOLAMENTO a pessoa pode fazer o teste
com outras vacinas do Calendário
de antigeno, se der negativo ela pode sair
Nacional.
do isolamento e manter as medidas de
● Disponível no SUS: Serum/Zalika, cuidado, PORÉM se der positivo, tem que
Monovalente (XBB) – Moderna (adultos e OU SEJA, PARA SAIR DO ISOLAMENTO
crianças > 12 anos), Pfizer baby
● 5 DIAS: Tem que fazer teste de antígeno
(menores de 5 anos).
e dar negativo
● 7 DIAS: se tiver sem sintomas
13. ISOLAMENTO E QUARENTENA
respiratórios, sem febre, pode sair sem
● Isolamento: Separação de indivíduos exame nenhum + manter as medidas de
infectados dos não infectados durante o cuidado (máscara, evitar aglomerações)
período de transmissibilidade.
● 10 DIAS: são aquelas pessoas que
● IMUNOCOMPETENTES (SG/SRAG mesmo com 7 dias mantiveram
GRAVE/CRÍTICO): ISOLAMENTO POR 20 DIAS sintomas, nesse caso, permanecem 10
do início dos sintomas, se afebris (sem dias em isolamento
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16. TRATAMENTOS CONTRA A COVID-19
PARA IMUNODEPRIMIDOS OU PESSOAS CASOS LEVES: Tratamento ambulatorial com
COM SR AGUDA GRAVE --> MANTER 20 analgésicos e antipiréticos para manejo dos
DIAS DE ISOLAMENTO sintomas.
● SE FOR IMUNOSUPRIMIDO ELE PODE
SAIR ANTES DO ISOLAMENTO SE ADULTOS COM ALTO RISCO DE
TIVER SEM SINTOMA E AFEBRIL HÁ PROGRESSÃO PARA DOENÇA GRAVE:
24 DIAS ● Nirmatrelvir e Ritonavir (NMV/r
● JA SE FOR IMUNOCOMPETENTE + ● Indicado para imunocomprometidos ≥ 18
SIND RESP AGUDA GRAVE = MANTER anos e pessoas ≥ 65 anos, com sintomas
20 DIAS leves/moderados e sem necessidade de
oxigênio suplementar.
● Administrar em até 5 dias do início dos
sintomas.
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