TÊNIS DE CAMPO
TÊNIS DE CAMPO
ENSINO FUNDAMENTAL 2
TÊNIS DE CAMPO - A ORIGEM
O mais aceito é que o tênis surgiu na França, no final do século
XII e início do XIII, com nome de jeu de paume (ou jogo da palma).
No início, os jogadores usavam as mãos para rebater uma bola e
depois passaram a usar luvas. O jogo era contra uma parede, e não
com uma rede dividindo o campo como hoje.
TÊNIS DE CAMPO - A ORIGEM
No século XIV, os italianos inventaram um utensílio de madeira em
forma de pá, conhecido como battoir e que mais tarde recebeu
um cabo e também cordas trançadas, dando origem à raquete.
Passados muitos anos, o jogo ganhou a quadra como
conhecemos atualmente, só que dividida inicialmente por uma
corda e com várias pessoas em cada lado da quadra.
TÊNIS DE CAMPO - A ORIGEM
O jogo foi muito difundido na França, a ponto de o rei Luís XI
decretar regras do jogo e até da confecção da bola, como
veremos a seguir: "que a bola de tênis teria uma fabricação
específica: com um couro especialmente escolhido, contendo
chumaço de lã comprimida, proibindo o enchimento com areia,
giz, cal, cinza, terra ou qualquer espécie de musgo". O rei Luís XII
(1462-1515) construiu em Orléans, cidade onde ficava o seu palácio,
nada menos que 40 quadras.
TÊNIS DE CAMPO - A ORIGEM
No Brasil, o esporte surgiu com técnicos ingleses que faziam a
organização das redes ferroviárias e das companhias de energia
elétrica em São Paulo e Rio de Janeiro. O primeiro registro de uma
partida de tênis data de 1888, em Niterói, Rio de Janeiro. Em São
Paulo, as primeiras quadras de tênis foram construídas em 1892, no
São Paulo Athletic Club, fundado por ingleses, e os primeiros torneios
aconteceram em 1904.
TÊNIS DE CAMPO - A ORIGEM
Na metade do século XX, surgiu uma terceira força no tênis
brasileiro junto com os paulistas e cariocas: os gaúchos.
Maria Esther Bueno foi nossa primeira grande campeã desse
esporte. Nascida em São Paulo, no dia 11 de outubro de 1939, foi
tricampeã em Wimbledon (1959, 1960 e 1964) e tetracampeã no US
Open (1959, 1963, 1964 e 1966). Foi número um do mundo em 1959,
1960, 1964 e 1966. Ela tem um total de 589 títulos internacionais na
carreira.
TÊNIS DE CAMPO - A ORIGEM
Outro brasileiro famoso foi Thomaz Koch, nascido em 1945, em
Porto Alegre. Em 1963, foi considerado o melhor tenista de 18 anos
do mundo.
Nos anos 1970, Carlos Alberto Kirmayr esteve entre os 50 melhores
tenistas do mundo, chegando ao 31º lugar do ranking da ATP no
começo dos anos 1980.
Outros atletas importantes foram: Patrícia Medrado, Luiz Mattar,
Cássio Motta, Fernando Roese, Jaime Oncins etc.
TÊNIS DE CAMPO - A ORIGEM
Em 1997, o Brasil reapareceu no cenário mundial com o
catarinense Gustavo Kuerten, que ganhou o torneio de Roland
Garros em 1997, 2000 e 2001, além de outros títulos importantes.
ALGUNS TERMOS USADOS NO TÊNIS
Ace – Saque indefensável. A definição moderna admite que o
adversário toque na bola, desde que ela continue sua trajetória
para o fundo da quadra.
ATP – Sigla da Associação dos Tenistas Profissionais (Association of
Tennis Professionals).
Backhand – Golpe dado do lado contrário ao que se segura a
raquete (backhand significa costas da mão, ou seja, é o golpe em
que o tenista mostra as costas da mão ao adversário),
costumeiramente chamado de "esquerda" ou "revés". Observe que
o backhand de um canhoto é o lado direito.
ALGUNS TERMOS USADOS NO TÊNIS
Break ou quebra – Ganhar o game em que foi o adversário quem
sacou.
Break point – Ponto que favorece o recebedor e assim pode
conduzi-lo à quebra de saque.
Deuce – Palavra de origem francesa que significa igualdade no
placar de um game depois que ele atinge 40 a 40. No Brasil, utiliza-
se “iguais".
Drop shot – Mais conhecido por "curtinha", é dado com efeito
underspin para que caia junto à rede e quique o mais baixo
possível.
ALGUNS TERMOS USADOS NO TÊNIS
Drop volley – "Deixadinha" dada por meio de um voleio (ou seja,
sem deixar a bola quicar no chão).
Dupla falta – Significa duplo erro no saque, o que dá o ponto ao
adversário.
Forehand – Significa palma da mão, ou seja, é o golpe em que o
tenista mostra a palma da mão ao adversário.
Game – Parte da contagem do tênis. É a unidade que compõe o
set. Cada game é disputado por, no mínimo, quatro pontos. Os lances
ganhos por cada jogador têm pontuação progressiva de 15, 30, 40 e
game. Em caso de empate no 40/40, haverá necessidade de se
ganhar dois pontos consecutivos para vencer o game.
ALGUNS TERMOS USADOS NO TÊNIS
Manter o saque (ou serviço) – Ganhar o game em que se atuou
como sacador. O oposto é "perder o serviço", ou seja, perder o
game como sacador.
Match point – Ponto que permite encerrar a partida.
Paredão – Lugar de treino em que o jogador pratica contra uma
parede alta, geralmente com marcação da rede como referência.
Passada – Jogada que faz a bola ultrapassar, pelos lados ou pelo
alto, um adversário que se encontre próximo à rede.
ALGUNS TERMOS USADOS NO TÊNIS
Quadra de grama – Superfície que deu origem ao tênis. Pode ser
natural ou sintética. Faz a bola quicar baixo e deslizar.
Quadra de saibro – Feita com pó de tijolo, argila ou ladrilho.
Desacelera a bola no quique.
Quadra sintética – Feita de resina asfáltica, também chamada
de quadra dura, asfáltica ou de cimento. Pode ser muito rápida ou
muito lenta, dependendo da última camada de resina que se
coloca no piso.
Quadra de tapete – Feita de piso emborrachado, muito veloz.
ALGUNS TERMOS USADOS NO TÊNIS
Qualifying – O mesmo que qualificatório. Diz-se de uma
competição preliminar, realizada com o objetivo de selecionar
jogadores para o torneio principal.
Rali – Longa troca de bolas.
Ranking – Qualquer sistema matemático que pretenda classificar
jogadores ou equipes.
Set – Parte da contagem do tênis. A série termina quando um dos
tenistas atingir seis games vencidos, desde que haja dois games de
diferença. Há jogos em melhor de três ou cinco sets.
ALGUNS TERMOS USADOS NO TÊNIS
Saque ou serviço – Golpe que inicia qualquer game. Deve ser
dado atrás da linha de base, em sentido diagonal ao oponente,
com a bola sendo lançada da mão em qualquer direção ou altura.
O saque só é valido se a bola lançada atingir o quadrado diagonal
correspondente. Primeiro saque ou serviço é a primeira tentativa;
segundo saque e serviço é a segunda e última tentativa.
Set point – Ponto que permite encerrar um set.
Sidespin – Efeito dado na lateral da bola, provocando uma
parábola na sua trajetória.
ALGUNS TERMOS USADOS NO TÊNIS
Slice – Efeito dado à bola que a faz girar em sentido contrário ou
lateral.
Smash – Golpe dado por sobre a cabeça. Também conhecido
por “cortada".
Tie-break – Sistema de desempate utilizado quando o placar
atinge 6 games a 6 (no tênis atual). O tie-break vale por um game
todo e é disputado em melhor de 12 pontos, com cada jogada
valendo 1 ponto. A vitória cabe a quem atingir 7 pontos, desde que
com diferença mínima de 2 pontos.
ALGUNS TERMOS USADOS NO TÊNIS
Tirar o peso – Termo técnico; consiste em devolver uma bola com
velocidade bem inferior à que chegou até o jogador.
Topspin – Efeito dado sobre a bola que a faz quicar mais alto e
em direção ao fundo da quadra após tocar o chão.
Top ten – Termo para designar o conjunto dos dez mais bem
classificados (jogadores, duplas, equipes ou países) de um ranking.
Underspin – Efeito dado por baixo da bola que a faz perder
velocidade e quicar baixo ao tocar o chão.
ALGUNS TERMOS USADOS NO TÊNIS
Vantagem – Ponto que desempata o placar de igualdade (40 a
40 ou deuce). Vantagem significa que o ponto seguinte pode
concluir o game. Pode ser "vantagem do sacador" ou "vantagem
do recebedor”.
Voleio – Golpe dado sem que a bola encoste no chão, realizado
geralmente perto da rede ou em progressão a ela. Note que o
voleio alto não é um smash. O swing-volley se diferencia do voleio
por ser executado com mecanismo de um golpe de fundo.
QUADRA
A quadra deve ser um retângulo de 23,77m de comprimento por
8,23m de largura.
REDE
A altura da rede, no
centro, deverá ser de
0,914m, devendo ser de uma
malha suficientemente
pequena para evitar que a
bola a atravesse.
TETO
A altura mínima para
quadras cobertas é de 9m
(medição feita a partir da
rede). Para a Copa Davis e a
Fed Cup, sobe para 12m e,
nos eventos oficiais da ATP, o
mínimo é de 12,19m.
BOLA
A bola deve ter superfície
externa uniforme, de cor
branca ou amarela. Se
houver qualquer junta, ela
não deve ter costura. O
diâmetro mínimo é de 6,35cm
e o máximo é de 6,67cm. O
peso deve variar entre 56,7g e
58,5g.
RAQUETE
O comprimento máximo
permitido é de 81,28cm (ou
32 polegadas), incluindo o
cabo, e de 31,75cm de
largura (12,5 polegadas). A
superfície encordoada não
deve exceder 39,37cm (15,5
polegadas) em
comprimento e 29,21cm
(11,5 polegadas) na largura.
CONTAGEM DO GAME
Se um jogador vence seu primeiro ponto, a contagem é 15
para aquele jogador; vencendo seu segundo ponto, a contagem
é 30 para aquele jogador; vencendo seu terceiro ponto, a
contagem é 40 para aquele jogador; e o quarto ponto vencido
por um jogador dá o game para ele, exceto como a seguir: se
ambos os jogadores tiverem vencido três pontos, a contagem é
"iguais".
CONTAGEM DO GAME
O ponto seguinte vencido por um jogador dá a vantagem
para aquele jogador. Se o mesmo jogador vence o ponto
seguinte, ele vence o game; se o outro jogador vence o ponto, a
contagem volta novamente a "iguais". E assim por diante, até que
um jogador vença dois pontos imediatamente seguintes à
contagem "iguais", quando o game é marcado para aquele
jogador.
CONTAGEM NO SET
Um jogador (ou jogadores) que primeiro vencer seis games,
vence um set. Ressalte-se que ele precisa vencer por uma
margem de dois games sobre o seu oponente e, quando
necessário, que um set deve ser prolongado até que essa
margem seja atingida.
NÚMERO MÁXIMO DE SETS
O número máximo de sets em uma partida deve ser de cinco
para o masculino e de três para o feminino.
HORA DO DESAFIO
1. Escreva, em seu caderno, um parágrafo sobre a origem do
tênis, incluindo a história desse esporte no Brasil.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MACHADO, José Ricardo. Educação Física no Ensino Fundamental. 1ª
edição, Editora Wak, São Paulo, 2013.
DARIDO, Suraya. Para ensinar Educação Física, Volume 1, 7ª edição, Editora
Papirus, São Paulo, 2007.
SALES, Ricardo. Teoria e prática da Educação Física Escolar, 1ª edição,
Editora Ícone, São Paulo, 2017.
ALMEIDA, Paulo. Educação Lúdica. 1ª edição, Editora Loyola, São Paulo,
2013.