Artigo 1
Artigo 1
2011
ABSTRACT – (Phytosociology and tree species distribution in a secondary riverine forest in the municipality of Rio Claro, SP,
Brazil). The floristic and phytosociological structure of a secondary riverine forest situated on a micro-basin area of the Ribeirão
Claro river (Rio Claro, SP), was characterized in order to investigate the structure and species distribution in a community
with high canopy cover and soil water regime heterogeneity. All tree individuals with perimeter at breast high (PAP) ≥ 10 cm
were sampled in 44 plots of 10 × 10 m. The water regime was evaluated for a year and the canopy cover was measured with
spherical densiometer. Phytosociological descriptors were calculated for the entire sample area and for each group resulted from
the ordination and clustering analysis (DCA and Cluster). Low floristic richness (22 species) were found and high importance
values were concentrated in a few species. In a local scale, the area presented three distinct micro-environments in relation to
the composition and structure of the tree community. The most abundant species distribution was associated to spatial light
variation within the forest, due to canopy openness (gaps), and soil water regimes, characterized by different drainage and
flooding conditions in the plots during the year.
Key words - canopy openness, drainage patterns, riparian forest, swamp forest, tree diversity
RESUMO – (Fitossociologia e distribuição de espécies arbóreas em uma floresta ribeirinha secundária no Município de
Rio Claro, SP, Brasil). Foram realizados os levantamentos florístico e fitossociológico em 0,44 hectare de floresta ribeirinha
secundária em uma área de micro-bacia do Ribeirão Claro (Rio Claro, SP), visando investigar a estrutura e distribuição das
espécies em uma comunidade com elevada heterogeneidade observada para a cobertura de dossel e regime hídrico dos solos.
Foram amostrados todos os indivíduos arbóreos com perímetro a altura do peito (PAP) ≥ 10 cm em 44 parcelas de 10 × 10 m.
O regime hídrico foi avaliado por um ano e a cobertura de dossel foi quantificada com densiômetro esférico. Foram gerados
os descritores fitossociológicos para toda a área amostral e para cada grupo resultante das análises de ordenação (DCA) e de
agrupamento (Cluster). Verificou-se baixa riqueza florística (22 espécies) e elevados valores de importância concentrados
em poucas espécies. A área apresentou, em escala local, três micro-ambientes distintos em relação à composição e estrutura
da comunidade arbórea. A distribuição das espécies mais abundantes esteve associada à variação espacial da luminosidade
no interior da mata, decorrente de aberturas no dossel (clareiras), e ao regime hídrico dos solos, caracterizado por diferentes
condições de drenagem e alagamento nas parcelas ao longo do ano.
Palavras-chave - cobertura de dossel, diversidade arbórea, floresta ripária, mata de brejo, padrões de drenagem
Oliveira Filho 2000, Souza et al. 2003, Damasceno-Júnior estação seca de abril a setembro. A precipitação média anual
et al. 2005, Silva et al. 2007, Teixeira et al. 2008). Poucos é de 1.482 mm. As temperaturas máximas e mínimas atingem
estudos, no entanto, analisaram a composição e a estrutura em média 24,9 °C no mês mais quente e 17,2 °C no mês mais
em áreas de formação ribeirinha secundária, geralmente frio, conforme dados da estação meteorológica do Centro de
presentes na forma de fragmentos em diferentes estágios Análise e Planejamento Ambiental (Ceapla) da Unesp – Rio
Claro, para o período de 1994 a 2004.
de sucessão, como no caso do Estado de São Paulo.
A paisagem local é caracterizada por um quadro
As extensas áreas ribeirinhas definidas como APPs geológico-geomorfológico constituído por maciços e
– Áreas de Preservação Permanente, de acordo com a morrotes suportados por rochas eruptivas básicas, colinas
Lei 4.771 de 15 de setembro de 1965 (Milaré 1991), amplas e dissecadas, planícies aluvionares de inundação e
podem apresentar diferentes potenciais para regeneração, depósitos de assoreamento, desenvolvidos sobre litologias da
dependendo principalmente da distância em relação a formação Corumbataí e Rio Claro (Souza 2000, Pires 2003).
outros remanescentes e da dinâmica ecológica local, o Particularmente, na área de estudo, ocorrem solos aluviais
que reforça ainda mais a necessidade de estudos nestas hidromórficos e orgânicos e a drenagem apresenta escoamento
comunidades. fluvial anastomosado, formado por canais estreitos, perenes
No presente estudo, foram realizados os ou intermitentes, conforme as alternâncias de vazante e cheia
levantamentos florístico-fitossociológico num fragmento (dezembro a março) (S.A.F. Pinto, dados não publicados).
de floresta ribeirinha em regeneração e das variáveis A vegetação original da região era composta de manchas
de floresta estacional semidecidual, formações florestais
ambientais ‘regime hídrico’ e ‘cobertura de dossel’ para
ribeirinhas e diferentes fisionomias de Cerrado. Atualmente
responder às seguintes questões: 1) Em uma pequena ainda existem alguns poucos fragmentos representativos
escala espacial de análise, é possível detectar variações destas formações vegetais na região de Rio Claro.
florísticas e estruturais na comunidade? Se a composição A área estudada faz parte de uma mancha de floresta
de espécies estiver respondendo a um ou mais gradientes estacional semidecidual ribeirinha com influência fluvial
ambientais, esperamos encontrar grupos de maior ou (sensu Rodrigues 2000), em regeneração há pelo menos quatro
menor afinidade florística na área de estudo; 2) Neste décadas e ainda com interferência antrópica, como abertura
caso, os grupos detectados poderiam ser explicados de trilhas e presença de gado nas bordas. Pode-se observar,
pelas variáveis ambientais avaliadas? Acreditamos a partir de fotografias aéreas do local, que até o ano de 1962
que os efeitos da inundação sobre a distribuição de a vegetação apresentava fisionomia predominantemente
espécies arbóreas em florestas ribeirinhas (como já herbáceo-arbustiva. É provável que em um período anterior
demonstrado por outros autores para áreas de floresta a este tenha havido plantio e corte de espécies de Eucalyptus
pela antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro (território
primária) também podem afetar a composição em áreas
atualmente da Feena), visto que atualmente existem algumas
de sucessão secundária, a partir da seleção de espécies árvores destas espécies isoladas em trechos da borda da mata.
tolerantes ao alagamento, enquanto a condição de maior
luminosidade favoreceria principalmente espécies mais Coleta e análise de dados – O levantamento florístico e
generalistas de início de sucessão. fitossociológico foi realizado utilizando o método de parcelas
(Müller-Dombois & Ellenberg 1974). Foram instaladas 44
Material e métodos parcelas contíguas de 100 m2 (10 × 10 m), totalizando uma
área amostral de 0,44 ha, na margem esquerda do Ribeirão
Área de estudo – O presente trabalho foi desenvolvido em um Claro. A distribuição das parcelas se deu em função da rede
trecho de floresta ribeirinha em regeneração há pelo menos de drenagem local, abrangendo trechos sujeitos à inundação
quarenta anos. A partir de observações prévias em campo, foi fluvial, à jusante do ponto de confluência do Córrego do
constatada a ocorrência de áreas aparentemente distintas quanto Jardim Bandeirantes no Ribeirão Claro e trechos livres de
ao regime hídrico dos solos, isto é, sob influência de inundações alagamento, à montante da confluência.
ou não. Também foram observadas variações na cobertura de Foram amostrados todos os indivíduos arbóreos com
dossel da vegetação, devido à presença de clareiras e bordas. perímetro a 1,3 m da superfície do solo (perímetro a altura do
A floresta estudada localiza-se entre o câmpus da Universidade peito – PAP) ≥ 10 cm. Cada planta recebeu uma plaqueta de
Estadual Paulista-Unesp e a Floresta Estadual Edmundo Navarro alumínio numerada, teve seu PAP registrado, altura estimada
de Andrade-Feena, nas coordenadas 22°23’35” - 22°23’40” S e e um ramo coletado (preferencialmente reprodutivo). A
47°32’11” - 47°32’12” W, a cerca de 575 m de altitude, na área identificação taxonômica se deu por meio de chaves de
de confluência do Córrego do Jardim Bandeirantes no Ribeirão identificação, ajuda de especialistas e comparação com
Claro, Município de Rio Claro, SP. materiais do Herbário Rioclarense (HRCB), onde as exsicatas
O clima da região é do tipo Cwa na classificação zonal dos materiais que estavam reprodutivos foram incorporadas,
de Köppen (1948), caracterizado como tropical, com estação e se baseou no sistema proposto em APG II (2003), segundo
chuvosa (ocorrendo dominantemente) de outubro a março e adaptação de Souza & Lorenzi (2005).
Revista Brasil. Bot., V.34, n.2, p.159-168, abr.-jun. 2011 161
Para descrever a estrutura da comunidade arbórea campo, cada parcela de 10 × 10 m foi subdividida em quatro
foram calculados os descritores fitossociológicos: densidade, sub-parcelas de 5 × 5 m, sendo atribuído a cada uma delas
frequência e dominância absolutas e relativas e valor de uma das categorias de solo no momento da avaliação. Os
importância (VI), além do índice de diversidade de Shannon valores foram transformados em frequência de ocorrência
& Weaver (H’) e equabilidade de Pielou (J’) (Brower & Zar de cada tipo de condição (ao longo de doze meses) para cada
1984). Os cálculos foram realizados no programa FITOPAC parcela.
(Shepherd 1995). A cobertura de dossel nas parcelas foi estimada com
As relações de similaridade florística entre parcelas foram densiômetro esférico (Lemmon 1957). Os registros foram
investigadas através de uma Análise de Correspondência obtidos em abril de 2004 e as medições foram realizadas
Destendenciada – DCA (McCune & Grace 2002), a partir em sub-parcelas de 5 × 5 m (quatro por parcela). Os
de uma matriz de abundância de espécies por parcela, procedimentos para leitura e cálculo da abertura de dossel
considerando todas as espécies ocorrentes com mais de foram os mesmos descritos em Souza & Martins (2005). Foi
10 indivíduos. Foi realizada uma Análise de Agrupamento gerado um mapa de cobertura da área em um Sistema de
– Cluster (McCune & Grace 2002) utilizando o índice de Informações Geográficas (ArcGIS 9.1 ESRI), considerando
Bray-Curtis com o objetivo de auxiliar a interpretação da quatro classes de porcentagem, a partir dos valores de mínima
DCA. Estas duas análises foram realizadas no software PC- e máxima abertura encontrados.
ORD versão 4.0 (McCune & Mefford 1999).
As condições de umidade do solo foram mensalmente
avaliadas em todas as parcelas, no período de abril de 2004 Resultados
a março de 2005. Os registros foram conduzidos conforme
indicado em Teixeira et al. (2008), com adaptações, Florística e fitossociologia – Foi encontrado um total
considerando três categorias qualitativas: (a) solo seco de 1.697 indivíduos vivos, distribuídos em 22 espécies
(ausência de saturação); (b) solo saturado superficialmente e 13 famílias (tabela 1). A densidade total de plantas
(encharcado); (c) solo inundado (sob lâmina d’água). Em foi de 3.857 ind ha-1, que somaram uma área basal de
Tabela 1. Famílias e espécies arbóreas (PAP ≥ 10 cm) encontradas na floresta ribeirinha secundária da região de confluência
do Córrego do Jardim Bandeirantes no Ribeirão Claro, Município de Rio Claro, SP. Testemunho: no do HRCB ou do coletor
E.M.B. Prata.
Table 1. Families and tree species (PAP ≥ 10 cm) sampled in a secondary forest in the confluence region of Jardim Bandeirantes
stream in Ribeirão Claro river, Rio Claro municipality, SP. Voucher: HRCB number or colector E.M.B. Prata.
21,66 m2 ha-1. O índice de diversidade (H’) encontrado de espécies) apresentaram apenas um indivíduo e os
foi igual a 1,8 nats indivíduos-1 e a equabilidade (J’) igual menores VI da comunidade (tabela 2).
a 0,584. A altura média do dossel da mata foi de 7,3 m As famílias Myrtaceae (seis espécies) e
(d.p. = 3,03), com ocorrrência de indivíduos emergentes Euphorbiaceae (cinco espécies) somaram 79% do VI
que ultrapassaram 15 m de altura, como é o caso de total, enquanto as demais foram representadas por apenas
representantes das espécies Blepharocalyx salicifolius, uma espécie. Combretaceae, Sapindaceae e Myrsinaceae
Croton urucurana, Eucalyptus citriodora, Nectandra foram representadas por somente um indivíduo e
megapotamica, Sebastiania brasiliensis. Outras espécies, apresentaram os menores valores de importância.
dentre elas Myrcia laruotteana e Tapirira guianensis,
foram representadas predominantemente por indivíduos Análises multivariadas – A análise de correspondência
com alturas variando entre 5,3 e 7,6 m. destendenciada (DCA) distinguiu três grupos de
As espécies mais abundantes foram Myrcia parcelas (figura 1). O primeiro grupo, localizado na
laruotteana (34,3% dos indivíduos), Sebastiania parte esquerda mediano-inferior no gráfico (grupo 1,
brasiliensis (21,9%), Croton urucurana (15,2%) e parcelas 1-8, 10‑21 e 23), está associado principalmente à
Sebastiania commersoniana (13%), totalizando 85% abundância relativa das espécies Sebastiania brasiliensis
dos indivíduos amostrados e perfazendo 72,6% do e S. commersoniana. O grupo 2, na parte direita inferior
valor de importância (VI). Terminalia triflora, Myrciaria do gráfico (parcelas 28, 33-35 e 37-43), caracterizou-se
tenella, Allophylus edulis, Alchornea glandulosa, pela abundância relativa de Nectandra megapotamica,
Rapanea gardneriana e Psidium guajava (27% do total Croton urucurana e Blepharocalyx salicifolius. A
Tabela 2. Parâmetros fitossociológicos da comunidade arbórea (PAP ≥ 10 cm) amostrada na região de confluência do Córrego
do Jardim Bandeirantes no Ribeirão Claro, Município de Rio Claro, SP. (NI = número de indivíduos; DoR = Dominância
Relativa; FR = Frequência Relativa; VI = Valor de Importância; Hma = Altura máxima; Hme = Altura média; Dma = Diâmetro
máximo; Dme = Diâmetro médio).
Table 2. Phytosociological parameters of the tree community (PAP ≥ 10 cm) sampled in the confluence region of the Jardim
Bandeirantes stream in Ribeirão Claro river, Rio Claro municipality, SP. (NI = number of individuals; DoR = Relative
Dominance; FR = Relative frequency; VI = Importance Value; Hma = Maximum height; Hme = Average height; Dma =
Maximum diameter; Dme = Average diameter).
Figure 1. Detrended correspondence analysis (DCA) applied Figura 2. Análise de agrupamento (Cluster) aplicada a partir
from a matrix of abundance per species on 44 sample plots, de uma matriz de abundância por espécie nas 44 parcelas
situated in the confluence region of Jardim Bandeirantes amostrais, localizadas na região de confluência do Córrego
stream in Ribeirão Claro river, Rio Claro municipality, SP. do Jardim Bandeirantes no Ribeirão Claro, Município de Rio
( = group 1; = group 2; = group 3 and = species: Claro, SP.
Bsal = Blepharocalyx salicifolius; Curu = Croton urucurana;
Iver = Inga vera; Mlar = Myrcia laruotteana; Nmeg = Figure 2. Clustering analysis (Cluster) applied from a matrix
Nectandra megapotamica; Sbra = Sebastiania brasiliensis; of abundance per species on 44 sample plots, situated in the
Scom = Sebastiania commersoniana and Tgui = Tapirira confluence region of Jardim Bandeirantes stream in Ribeirão
guianensis). Claro river, Rio Claro municipality, SP.
164 E. M. B. Prata et al.: Distribuição de espécies arbóreas em floresta ribeirinha secundária
Variáveis ambientais – A distribuição das parcelas densidade total e a área basal encontradas para o grupo
que compõem os grupos detectados pela DCA em 1 foram estimadas em 4.976 inds ha-1 e 23,9 m2 ha-1,
um mapa hidrográfico da área e a classificação das respectivamente. O dossel da vegetação apresentou
mesmas em classes de porcentagem de abertura média de abertura de 9,59%, com variações entre
de dossel são apresentadas nas figuras 3 e 4 para 6,2% a 16,9%. Neste grupo, as parcelas estiveram
melhor visualização das relações entre composição susceptíveis a constantes eventos de alagamento dos
de espécies e variáveis ambientais. Encontramos 15 solos durante inundações causadas pelo Ribeirão Claro
espécies (sendo três exclusivas) distribuídas em nove e pelo córrego do Jardim Bandeirantes, por um período
famílias nas parcelas do grupo 1. As três espécies de de pelo menos dois meses (janeiro e fevereiro de 2005).
maior densidade (Sebastiania brasiliensis, Myrcia Todas as parcelas apresentaram manchas de saturação
laruotteana e Sebastiania commersoniana) somaram hídrica nos solos por períodos que variaram de seis
86,3% do total de indivíduos. O índice de diversidade a 12 meses
(H’) foi de 1,49 e a equabilidade (J’) igual a 0,55. A
lado, as espécies adaptadas ao alagamento podem neotropicais depende ainda da conectividade dos
apresentar baixa capacidade competitiva em áreas de fragmentos florestais na paisagem, que podem atuar
solos bem drenados (Lobo & Joly 2000), o que talvez como fontes dispersoras de sementes e propágulos
explique a ausência de Sebastiania commersoniana e (Guariguata & Ostertag 2002). No presente contexto,
S. brasiliensis nas parcelas de solos secos e livres de a paisagem local é pobre em remanescentes florestais,
inundação. a exemplo das paisagens que atualmente compõem
Outras espécies apresentaram caráter mais grandes extensões do território do Estado de São
generalista em relação ao regime hídrico. Myrcia Paulo.
laruotteana, por exemplo, foi a espécie mais abundante Os resultados apresentados confirmam a existência
nas áreas alagáveis e segunda mais abundante nas de variações florísticas e estruturais em áreas de sucessão
áreas não alagáveis, mas ocorreu com apenas dois secundária mesmo numa pequena escala, que se devem
indivíduos na área de clareira. Essa evidência sugere que às variáveis ambientais (umidade do solo e luminosidade)
a condição de maior luminosidade e/ou a competição e seletividade das espécies. Portanto, esses aspectos
com espécies colonizadoras de clareiras tenham inibido devem ser considerados nos estudos que abordam as
o estabelecimento de M. laruotteana nas parcelas deste florestas ribeirinhas, bem como para a fundamentação
grupo, onde Croton urucurana se destacou em termos de propostas de manejo e recuperação dessas áreas
de densidade e dominância. O aumento da luminosidade degradadas.
e as transformações microclimáticas decorrentes
da formação de clareiras (Denslow 1980, Whitmore Agradecimentos – Os autores agradecem a todos os que
1989) podem ter favorecido o crescimento populacional colaboraram nos trabalhos de campo: Jeferson Lourenço,
de C. urucurana em alta densidade, uma vez que a Fernando Nishio, Michel Metran Silva e Fábio F. Marqueti.
espécie apresenta elevado potencial de colonização em Ao Aloysio de P. Teixeira e assessores anônimos pelas
ambientes ribeirinhos perturbados (Assad-Ludewigs et revisões críticas do manuscrito e aos taxonomistas Marcos
al. 1989). Sobral (Myrtaceae), Roseli Torres (Salicaceae) e Jorge
As variações florísticas e estruturais observadas Tamashiro, pela ajuda na identificação de algumas espécies.
Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
refletem a heterogeneidade ambiental do trecho
Tecnológico (CNPq), pela concessão de bolsa de Iniciação
analisado, geralmente característica das florestas Científica para o primeiro autor.
ribeirinhas (Rodrigues & Nave 2000), com presença
de micro-ambientes mais ou menos favoráveis
ao desenvolvimento de determinadas espécies. É Referências bibliográficas
provável que na área de estudo o alagamento do solo
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