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Criança Ferida

O documento discute os efeitos devastadores dos traumas infantis na autoestima e nos relacionamentos, enfatizando como experiências da infância moldam a percepção de si e a interação com os outros. A psicóloga Luciana Freire explora a importância do acolhimento e da validação na infância, destacando que feridas emocionais não tratadas podem perdurar na vida adulta. Através da terapia, é possível reconhecer e desafiar comportamentos destrutivos, permitindo a reconstrução da vida emocional.

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Criança Ferida

O documento discute os efeitos devastadores dos traumas infantis na autoestima e nos relacionamentos, enfatizando como experiências da infância moldam a percepção de si e a interação com os outros. A psicóloga Luciana Freire explora a importância do acolhimento e da validação na infância, destacando que feridas emocionais não tratadas podem perdurar na vida adulta. Através da terapia, é possível reconhecer e desafiar comportamentos destrutivos, permitindo a reconstrução da vida emocional.

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Efeitos devastadores dos traumas infantis na

autoestima/A criança interior ferida


Olá. Eu sou Luciana Freire, psicóloga clínica e esse hé de abertura de meu
canal aqui irei falar sobre temas de psicologia e comportamento. Seja bem
vindo bem vinda.

Hoje a gente vai tratar sobre o tema da criança ferida, a SU criança ferida e
os PADRÕES a partir disso nos relacionamentos.

Você já ouviu falar disso?

O modo como aquelas situações vividas na minha infância, aquelas situações


gravadas nas minhas memórias guardadas, se reflete no meu modo de ser,
na minha autoestima.

Tudo aquilo que foi vivido lá atrás, vai se replicar no modo como eu me sinto,
penso e percebo a mim mesmo hoje e nos meus relacionamentos com os
outros.

Vamos entender mais um pouco sobre isso? E quais possibilidades eu tenho


para remodelar e resignificar essas situações e esses padrões aprendidos.

Quem não conhece aquela pessoa que está sempre buscando a aceitação ou
a aprovação dos outros, ou se sente insegura até mesmo para tratar de
algum assunto corriqueiro com seu chefe, ou para iniciar uma nova amizade?

São diversas as situações em que aparece a insegurança, o medo, as


frustrações.

Para a gente entender como isso se estrutura precisamos conhecer as bases,


a fundação, o chão onde tudo inicia que é a nossa infância.

Nossa infância que é aquele momento crucial onde tudo é significativo, é


como se fosse aquele cimento que está mole e receptivo às influências.

A maneira como a criança percorre essa fase é o que vai dar a base para o
que ela será quando estiver adulta. E isso tem muito haver com a família
desta criança.

Não são poucas as pessoas que trazem da infância, lembranças bem ruins.
Ou mesmo traumáticas.

Mas há também aquelas que quase não se lembram e aquelas que acreditam
ter uma infância normal ou até mesmo feliz? Mas. Se a gente for olhar com
mais detalhe p essa infância e pra esses pais elas tiveram tória aí a gente
começa a notar aí uma série de dados que não são fáceis de perceber, que a
pessoa não identifica como sendo problemáticos. Às vezes a pessoa fala
assim eu tive uma infância normal, não tive nenhum trauma.

Então ela quase que quer concluir que os dramas que ela vive agora não tem
nada a ver com infância, né?

Mas se a gente for olhar com uma lente, a gente acaba notando sim vários
dados que dão base para a situação que ela está vivendo hoje.

Então, por exemplo, uma família que não funciona bem, que não se comunica
bem, onde existe uma grande rigidez nos comportamentos, no
funcionamento, na dinâmica de funcionamento, mesmo que ela não perceba,
ela vai trazer traços importantes, consequências importantes dessa vivência.

Então é no relacionamento com os pais biológicos ou não, chamamos os


primeiros cuidadores que se forma o modelo para os relacionamentos
afetivos futuros.

O modo como fomos recebidos? Nos primeiros anos. Como fomos a caríciados
alimentados? Se fomos amamentados ou não a forma. Como se deu o
atendimento das primeiras necessidades. De afeto já afeto, de ternura. Tudo
isso? Foi. Sendo registrado. Pelo nosso psiquismo. Tudo isso foi sendo
marcado. No corpo da criança.

Então que tipo de coisas acontecem que podem gerar marcas, feridas
emocionais?

Criança que não se sente aceita como ela é, aceita na sua essência,
naquilo que ela tem de mais importatne, que não se sente qualificada, se
sente desqualificada., o que pode ser muito sutil. Ela acaba vivendo
internamente.

Criança que passa por alguma perda ou morte repetina de alguém


importante, de alguém legal na vida.

Divórcio que não foi bem trabalhado, bem colocado, conversado, ou em que
ocorre um afastamento ou esfriamento na relação com o filho, a criança
tende a se sentir rejeitada, abandonada.

a criança que passou necessidades de fome, de frio, de atenção, de colo.

por exemplo, a criança que não recebe atenção suficiente, por pais
desligados emocionalmente, ou que não se conextam ou porque não tem
tempo, ela muitas vezs, não recebe ajuda quando precisa, apoio, orientação
do que é certo ou errado fazer

Ou então pais não estão presentes, ou a criança fica muito tempo


sozinha, que não recebe ajuda, porque os cuidadores estão tão ocupados
trabalhando, no corre corre para manter o sustento da família, ou porque não
queriam mimar, não importa o motivo, a justificativa não muda, a sensação
interna Pra ela, pra criança, isso significa que ela não está sendo
reconhecida, validada como ser.

uma criança então que não se sente querida e desejada, não se sente
qualificada ou dizendo de outro modo, os pais podem até dizer coisas
desrespeitosas que desqualificam podem chama la de burro, de
incompetente, de que não faz nada certo.

Ou pode haver maneiras sutis de desqualificar, por exemplo, uma criança que
vive num sistema de superproteção. Ela pode estar sendo desqualificada.
Exemplo, o pai e a mãe podem estor fazendo assim, tudo o que podem para
que ela se sinta amada é protegida e bem cuidada, mas isso em excesso faz
com que a criança receba uma mensagem constante e que ela não é capaz,
de ela não pode, não consegue, que ela não dá conta dela mesma. Então isso
é uma maneira sutil de desqualificar.

Por isso que às vezes é difícil olhar para a infância e ver bem claramente o
que fez bem e o que não fez bem. Então, como eu dizia, né, uma criança que
é de todas essas experiências ou algumas dessas experiências que eu acabei
de relatar, ela acaba. vamos dizer vivendo internamente sentimentos de
desamparo, de rejeição, de abandono, raiva mesmo ou até ódio, decepção,
de insegurança com ela mesma, muitas vezes se percebendo inferior em
relação às outras crianças, às outras pessoas, é, se sentindo inadequada,
então é uma criança que vai crescendo, entrando na adolescência, idade
jovem e adulta e ela vai tendendo a se sentir inadequada nos lugares, então
ela entra numa situação em que ela acha que todo mundo está bem menos
ela, ela passa a percerber-se como alguém defeituosa.

Pois bem, a criança interior, aquela que a gente foi quando a gente era
pequeno, ela permanece dentro da gente, ela pode ser uma criança mais
saudável ou mais doente, mais magoada, mais ressentida, mais triste, mais
alegre então tudo vai depender dessa estória infantil e essa criança que teve
algumas dessas vivências que acabei de mencionar, ela acaba tendo dentro
dela o que a gente chama de feridas emocionais que podem perdurar, se não
cuidadas ,até o fim da vida. Isso singnifica o que que a infância vai ter um
grande impacto de seu auto conceito de sua imagem em sua estória. Esse
autoconceito é o que ela pensa sobre ela própria.
Quando nossos pais são complicados, tem problemas sérios como transtornos
mentais, ou transtornos de dependência química ou são jogadores
compulsivos ou problema com peso muito importante qualquer outro tipo ou
até dentro do relacionamento deles como brigas, discussões, ou até violência
entre eles tudo isso vai pra aquela criança que está vivendo trazer
mensagens então assim com todos esses comportamentos os pais
comunicam muit coisas pras crianças.

E o que ela precisa mesmo é da vivência de amor. Essa é uma necessidade


vital para qualquer ser humiano. É uma necessidade para se manter vivo
emocionalmente ou até fisicamente. povo estava brigando entre estou aqui
assistindo essa coisa horrorosa, esse sentimento, o evento de mim, a
sensação que a criança tem quando deu a perda de casa, é que a primeira a
ser desprezada, rejeitada, aí nessa história, a ficar menos importante, que
vem na briga, entra, né? A criança é a sensação. tal. E aí entra também a
falta de ambiente seguro, a sensação de que em casa é um ambiente
acolhedor, é um ambiente como ela se sente protegida. Não ter isso éa favor
de empatia. Em casa também qualquer pessoas que conseguem olhar para
essa criança, entender como é que ela se sente, o que que ela precisa. É a
clientes ignorada, né? Eu acho que é meio que um ser ignorada. É meio que
um resumo disso tudo que eu falei. Agora precisa ser feito, estudo, aceitação
de que você estava brigando lá, eu tô aqui, não valendo nada. Você não
consegue perceber o que eu preciso nem se forçar o colo. eu . Ela acaba não
se sentindo reconhecida, validada, admirada e isso de uma forma
inconsciente, muito sutil em que ela não percebe, não se dá conta, mas que
vai impregnando sua auto-e

Então. Se formos aceitos e amados. Interiorizamos esse sentimento. De ser


aceito e querido. O que vai se converter em uma postura positiva diante da
existência? Que é a tal da confiança, é uma confiança básica. É como se isso
vai formando dentro de nós. Uma sensação de apoio, de proteção. Que
levamos para uma vida? Adulta. Mas se isso não aconteceu? E não são
poucas as pessoas que trazem da infância lembranças bem ruins ou mesmo
traumáticas. Essa confiança básica vai sendo comprometida. E esse adulto?
No futuro? Ele vai? Sente se? Mais inseguro? Ou com problemas de auto
estima? Ehefe? Ele dúvida se o novo amigo gosta mesmo dele ou não. Se ele
é desejado? Ele sente essa necessidade de uma confirmação. E em diversos
aspectos, essa pessoa vai ter uma dificuldade para se relacionar. Porque ele
falta um apoio interior. Uma confiança básica.

Quando eu falo? Dessas influências? Nos dos primeiros anos da infância.


Claro que, junto com fatores hereditários, eles vão definir grande parte do
nosso modo de ser. E a nossa auto estima?
Quais há? Falta de apoio? Essa pessoa vai buscar. Esse lar que faltou na
infância. Muitas vezes nos outros. Esperando que o outro vai suprir o que lhe
faltou na infância. A pessoa fica buscando alguém que preencha esse vazio,
que sare essa dor. Ou. Em um esporte ou em uma religião? Ou em um? u. Em
um padrão de consumo. Com gastos excessivos? Ou no trabalho excessivo?
De forma preencher um vazio que ficou? De preencher uma carência afetiva.
Acaba que isso vira um beco Sem Saída. Pois quem não tem um lar dentro de
si? Quem não tem esse apoio dentro de si, tão pouco vai encontrá lo no
mundo exterior.

Você que sabe naquela fase da vida essa pessoa tende a ser carente quando
cresce muito, carente daquilo que ela não teve e muitas vezes esperando que
o monstro venha. Aço pré o que lhe faltou na infância? Explosivo acontece
muito na com dependência e na dependência emocional. Uma pessoa fica
buscando alguém que preencher aquele vazio, que sabe essa tua. Então essa
criança acabou tendo uma visão negativa de si mesma, então ela fica
procurando pela vida, fora um companheiro ou uma companheira e tenha
uma visão positiva a respeito dela, que muitas vezes ela liga buscando
aprovação, outro reconhecimento. E quando cresce essa pessoa? Que tem
que? Tem dificuldades emocionais importantes? É nenhum teve uma situação
ou em qualquer situação que desperta essa criança interior ferida, que a
gente chama de gatinhos emocionais é, são questões inconscientes.
Geralmente é, essa pessoa vem a ter reações emocionais negativas, né? Que
a gente poderia dizer que são as reações que a criança teria, né, que ela teve
quando era criança. Às vezes com reações proporcionais de raiva, de
acrescentar, de de tour, né? Então, quando a pessoa é importante a gente
repensar isso, muita gente se relaciona com alguém que percebe que essa
pessoa é um pouco mais agressiva. E a gente fica muito impactado com
aquela agressividade, puxa, mas que está muito tratando assim, sem
perceber que essa pessoa, no momento em que reagem dessa maneira
agressiva. Com a criança interior? Ferreira dentro dela, que está com a
guarda, é ela dor que ela sente antes de ser agressivo. É muito grande. Vou
ter que ouvir da ten

Então, essas situações traumáticas. Que pode ser? Por exemplo, a perda. De
um ente que de um dos pais biológicos de maneira precoce. Ou afastamento?
Ou um divórcio em que essa criança? Passa anão ter mais. O contato. Com
aquela mãe ou aquele pai? O até mesmo. A negligência, o descuido. Frente
às necessidades dessa criança? Porque? A criança. Precisa ter necessidades
básicas atendidas, como alimentação, roupas. Escola, remédios? Mas não só
isso, ela também precisa de atenção. De alguém que a perceba a escute. E
muitas vezes. Ela pode estar no Lives, pais trabalham muito, não tem tempo
para dar atenção devida e essas experiencias vão sendo gravadas de modo
marcante no seu inconsciente.

Assim, a gente pode dizer que a criança. Interior. É esse componente


essencial do nosso inconsciente que ele vai influenciar. Ativamente. Toda a
nossa percepção, nossa maneira de sentir, de agir e de pensar. É algo muito
mais forte do que o nosso intelecto. Aliás, já foi comprovado pela ciência que.
Um consciente é apenas. Uma instância psíquica? Extremamente. Poderosa,
determinando quase 8090 por cento de tudo o ta. Então, essa criança, a
gente pensa muito na psicologia, que é como um cimento ainda as sem ter
endurecido, um cimento ainda mole, onde a formação ainda está ali.
Permear, você consegue ajustar, mexer, mas depois que seca e aquele
concreto, ou seja, a estrutura está feita. É dentro dessa estrutura, vai sendo
colocado então essas regras que a família tem, essas dinâmicas que a família
tem, os amigos, as pessoas próximas pensando em relacionamento. Então,
para você se relacionar, trocar a fato para tirar a vida, começa a ter como
referência esse tipo de relação perto de você. Então, como seus pais se
relacionam com as pessoas próximas de vocês? Relacionam o que quer lidar
com a vida, doença, quer lidar com essas brigas, com as confusões, com
ciúmes, com amor, com carinho, com generosidade. Tudo isso, ainda que de
uma de um modo que uma criança ainda não saiba nomear, vai sendo
percebido e apreendido dentro de você. Olha, acho que se relacionar isso
aqui, quero então em você uma dinâmica de certa replicação ou de
entendimento de que, olha, é desta forma que aprendi um pouco sobre tudo
isso, naturalmente, dessa forma, então que vou ali experimentar o mundo.
Bom, então você me pergunta, o que isso tem a ver com os relacionamentos?
Principalmente essa ideia da criança ferida? Que ferida essa. Bom, você já é
natural que a gente projetam nas nossas relações futuras. Amp tudo que a
gente aprendeu sobre relação. É ainda mais natural que aquilo que ficou
machucado em você. Bom, se repercuta, seja reproduzindo maior forma. Vou
explicar um pouco melhor isso. Quando nós vivenciamos a morosidade dos
nossos pais, ali a gente está descobrindo a nossa primeira relação amorosa.
Ou seja, amar, se relacionar, trocar afeto e respeitar o outro como alguém
diferente de mim como essa. Nas relações com os pais. E ali também vai se
estabelecendo um pouco da dinâmica. Não só que você observa na relação
deles ou de casar esse próximos, mas em relação aos pais, aquilo que você
tem de troca com eles. Então, vamos imaginar uma situação em que você é
uma criança. Que tenha a pai um pouco mais agressivo, nervoso, talvez até
violento em alguns senti mesmo? A gente começa a observar que a gente
está falando de uma ferida no sentido de talvez de ausência, de menos
segurança.
Como acolher e cuidar da criança interior ferida

A boa notícia é que através da terapia as pessoas podem reconhecer e


desafiar esses comportamentos destrutivos desafiar no sentido de você
perguntar para você mesmo o que estou ganhando com isso lidar com essa
sensação toda de uma forma bastante saudável. Né? Ou seja, é possível a
pessoa reconstruir a vida dela.

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