UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE FISIOTERAPIA
DISCIPLINA DE TERAPIA INTENSIVA
DPOC Exacerbado
Alunos: Ben-Hur, Eduardo Rech, Enzo Cearini, Guilherme, Jacson e Lucas Colpo
Prof. Dr. Antônio Marcos Vargas da Silva
REVISANDO DPOC
→ Definição segundo GOLD 2025
“Doença pulmonar obstrutiva cronica é uma condição pulmonar heterogênea, caracterizada por
sintomas respiratorios cronicos (dispneia, tosse, produção de escarro e/ou exacerbações) devido a
anormalidades das vias aereas (bronquites e bronquiolites) e/ou alveolares (enfisema) que causam
persistente e progressiva obstrução do fluxo aéreo.”
-> A DPOC é uma doença respiratória comum
→ fortemente ligada ao tabagismo e inalação de particulas toxicas
→ Piora com a idade
→ Interação entre genes (mutações no SERPINA 1, levando a queda da alfa1-antitripsina) e estilo
de vida
→ Diminui a função pulmonar (queda de VEF1 e CVF e relação VEF1/CVF) e aumenta o
aprisionamento aéreo (obstrutivo)
→ Padrão de hiperinsuflação e aumento do diâmetro ântero-posterior do tórax
→ Pode sofrer exacerbações
REVISANDO DPOC
REVISANDO DPOC
( GOLD 2025 )
REVISANDO DPOC
Realizar a espirometria se houver algum destes indicadores clínicos:
Dispneia progressiva ao longo do tempo agravada por exercício físico persistente
Chiado recorrente
Tosse crônica, podendo ser intermitente e sem produção de escarro
Infecções recorrentes do trato respiratório inferior
Histórico de fatores de risco - Tabaco, poeiras, vapores, fumaças, gases, fatores genéticos,
anormalidades de desenvolvimento, baixo peso ao nascer, prematuridade
( GOLD 2025 )
REVISANDO DPOC
REVISANDO DPOC
REVISANDO DPOC
Em pacientes com DPOC (VEF1/CVF <0,7):
Ferramenta de Avaliação GOLD ABE
ESCALA MRC
QUESTIONÁRIO CAT
(SILVA el al. 2013 )
DEFINIÇÃO DE EXACERBAÇÃO
-> Definida como um evento de piora da dispneia e/ou tosse e escarro há menos de 14 dias, e sem relação
com outros sinais e sintomas de outra patologia base
→ Pode vir acompanhada de taquipineia e/ou taquicardia e hipersecretividade
→ Normalmente associada a um aumento “inflamatório” local e/ou sistêmico (infecção, poluições ou outros
ataques às vias aéreas).
→ Pacientes em exacerbação são mais sucetiveis a adquirirem eventos paralelos, como desconpensação da
IC, pneumonia e TEP, que se retroalimentam no quadro clínico
SINTOMAS PRINCIPAIS
-> Dispneia intensa (sintoma predominante)
→ Tosse seca ou produtiva
→ Aumento do escarro, muitas vezes purulento
→ Chiado, dor torácica
→ Queda da saturação (hipoxemia)
→ Taquicardia e taquipneia
Em casos mais perigosos (pior prognóstico)
→ Confusão mental
→ IRA
→ Cianose
→ Cor Pulmonale (Edema periférico, Kussmaul e hepatomegalia)
→ Acidose respiratória
(GOLD 2025)
FATORES DESENCADEANTES COMUNS
-> Infecção viral, dentre as principais temos Influenza, RSV e Rinovírus
→ Infecção bacteriana
→ Poluição atmosferica
→ Mudanças bruscas de temperatura
→ Falha na adesão do tratamento
→ Suspensão abrupta e não orientada das medicações
(GOLD 2025)
Classificações
-> Exacerbações leves (tratadas apenas com broncodilatadores de ação rapida)
→ Exacerbações moderadas (tratadas com BDAR + corticoides orais e/ou ATB)
→ Exacerbações severas (requer hospitalização, pode estar associada a IRA)
Classificações e avaliação/manejo
(GOLD 2025)
Tratamento da DPOC
Tratamento- varia conforme a gravidade e o tipo de exacerbação que podem incluir um
manejo domiciliar ou até mesmo hospitalar:
1- Manejo Clínico Geral e Medicamentoso
2- Indicação e Manejo Hospitalar
3- Ventilação Não Invasiva (VNI) na Exacerbação da DPOC
4- Ventilação Mecânica Invasiva (VMI) na Exacerbação da DPOC
Tratamento exacerbação da DPOC
1- Manejo Clínico Geral e Medicamentoso
Exacerbações leves: Uso de broncodilatadores de curta ação (B2CA) e/ou Antibióticos, se
necessário.
-> Exacerbações moderadas: Uso de B2CA e/ou Corticoides orais e antibióticos, se
necessário.
Tratamento
2- Indicação de Manejo Hospitalar
Leve: B2CA; antibiótico se necessário
Moderada: B2CA + corticoide oral + antibiótico
Grave: Hospitalização; ≥3 sintomas, SpO₂ < 80%, uso de musculatura acessória
Indicações para Internação
Dispneia intensa, dessaturação, confusão
Insuficiência respiratória aguda
Cianose, edema, falha ao tratamento inicial
Comorbidades graves ou falta de suporte em casa
Tratamento exacerbação da DPOC
3- Ventilação Mecânica Não Invasiva (VNI)
Indicação: dispneia moderada a grave + uso de musculatura acessória, pH 7,25–
7,35, PaCO₂ > 45mmHG, FR 25–35
Benefícios: Melhora trocas gasosas, reduz FR, trabalho respiratório, intubação,
mortalidade e tempo de internação.
Modalidade preferida: BiPAP (dois níveis de pressão)
Ajustes: VC adequado (ajustar pressão de suporte), tempo expiratório
prolongado (diminuição da relação I:E) para evitar hipercapnia e autoPEEP
Tratamento exacerbação da DPOC
4- Ventilação Mecânica Invasiva ( VMI)
Indicação: Falha da VNI, rebaixamento de consciência, hipoxemia grave (PaO₂ < 40), pH <
7,25, instabilidade hemodinâmica
Objetivos: Corrigir gases, reduzir esforço respiratório, evitar hiperinsuflação
Parâmetros:
Modo: VCV ou PCV
FiO₂: SpO₂ 88–92%
FR: 8–10/min (I:E ≥ 1:3)
VC: 6–8 ml/kg
FI: 60–100 L/min
Sensibilidade: mínima (evitar autotrigger)
Tratamento exacerbação da DPOC
Como ventilar o paciente com EDPOC?
Hospitalização à Recuperação: Critérios de Alta e Monitorização
A alta hospitalar após uma exacerbação da DPOC não marca o fim do cuidado, mas sim
o início de uma fase crucial de recuperação e prevenção. Um planejamento cuidadoso da
alta e um acompanhamento rigoroso são essenciais para evitar readmissões e otimizar o
prognóstico do paciente.
Criterios de alta hospitalar:
Estabilidade clinica: Ausência de dispneia grave, frequência respiratória e cardíaca
estáveis, saturação de oxigênio adequada em ar ambiente ou com oxigenoterapia
domiciliar usual.
Compreensão do tratamento: O paciente e/ou cuidador devem compreender o regime
medicamentoso (incluindo broncodilatadores, corticosteroides e antibióticos, se
aplicável) e a técnica correta de uso dos inaladores.
Plano de ação: Ter um plano de ação claro para o manejo de futuros sintomas ou
piora da condição.
Hospitalização à Recuperação: Critérios de Alta e Monitorização
Recomendações para Acompanhamento Pós-Exacerbação: O acompanhamento deve
ser estruturado e contínuo, com foco na prevenção de novas exacerbações e na
otimização do manejo da DPOC.
1. Acompanhamento Precoce (1 a 4 semanas após a alta):
Objetivos: Avaliar a recuperação da exacerbação, revisar o regime medicamentoso,
verificar a técnica do inalador, avaliar a necessidade de oxigenoterapia contínua, e
identificar e tratar comorbidades descompensadas.
Avaliação: Capacidade do paciente de lidar com seu ambiente habitual, compreensão do
regime de tratamento, reavaliação das técnicas de inalação, documentação dos sintomas
(CAT ou mMRC).
2. Acompanhamento Tardio (12 a 16 semanas após a alta):
Objetivos: Avaliar o estado funcional a longo prazo, a adesão ao tratamento, a
elegibilidade para reabilitação pulmonar e a implementação de estratégias de prevenção
de exacerbações.
Evidencias
Evidencias
Evidencias
Evidencias
Evidencias
Evidencias
Evidencias
Evidencias
Referencias
GLOBAL INITIATIVE FOR CHRONIC OBSTRUCTIVE LUNG DISEASE (GOLD).
Global Strategy for the Prevention, Diagnosis and Management of COPD: 2025 Report.
Acesso em: 20/06/2025
Obrigado!