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A Milton

O relatório técnico documenta uma visita de campo à Mina Tchitengo Mining, realizada por estudantes do 3º ano de Engenharia Geológica, com o objetivo de proporcionar experiência prática na prospecção de kimberlitos. Durante a visita, os alunos participaram de atividades como análise de testemunhos de sondagem e identificação de minerais indicadores, reforçando conhecimentos teóricos sobre a geologia do Cráton do Congo. A atividade é considerada essencial para a formação prática dos futuros geólogos, permitindo a aplicação de conceitos teóricos em um contexto real.

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A Milton

O relatório técnico documenta uma visita de campo à Mina Tchitengo Mining, realizada por estudantes do 3º ano de Engenharia Geológica, com o objetivo de proporcionar experiência prática na prospecção de kimberlitos. Durante a visita, os alunos participaram de atividades como análise de testemunhos de sondagem e identificação de minerais indicadores, reforçando conhecimentos teóricos sobre a geologia do Cráton do Congo. A atividade é considerada essencial para a formação prática dos futuros geólogos, permitindo a aplicação de conceitos teóricos em um contexto real.

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UNIVERSIDADE LUEJI A`NKONDE

◊ Lunda Norte ◊ Lunda Sul ◊


INSTITUTO POLITÉCNICO DA LUNDA - SUL
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA

RELATÓRIO TÉCNICO
VISITA À MINA DO TCHITENGO MINING
Autor:
Amilton Lucas

SAURIMO 2025
Relatório prático a ser apresentado pelos estudantes do 3 Ano do Curso de
Geologia Turma: A, como como requisito necessário para avaliação na cadeira
de Prática. Supervisionada pelo Eng° José Quinanga.

RELATÓRIO TÉCNICO
VISITA À MINA DO TCHITENGO MINING

Autor:
Aminton

Sobe Orientação
_____________________
Eng° Olga Horácio

SAURIMO 2025
RESUMO
A visita de campo realizada no dia 05 de junho de 2025 à área de concessão da
Mina Tchitengo Mining, localizada entre as províncias da Lunda Sul e Lunda Norte, teve
como principal finalidade proporcionar aos estudantes do 3º ano do curso de Engenharia
Geológica uma experiência prática sobre os processos envolvidos na prospecção de
kimberlitos, rochas ígneas portadoras de diamantes primários. Durante a atividade, os
discentes participaram de análises de testemunhos de sondagem rotativa, identificação de
minerais indicadores, descrição textural das rochas e interpretação de dados geológicos in
situ. A visita foi conduzida em áreas de exploração em fase de pesquisa geológica,
permitindo o contato direto com técnicas profissionais utilizadas na indústria da mineração.
A atividade reforçou os conhecimentos teóricos sobre o Cráton do Congo, província
geológica hospedeira dos principais corpos kimberlíticos de Angola.
Palavras-chave: Kimberlito, prospecção, sondagem rotativa, minerais indicadores,
cráton do Congo, geologia econômica.

ÍNDICE
INTRODUÇÃO........................................................................................................................ 1
Objetivo Geral....................................................................................................................... 1
Objetivos Específicos.............................................................................................................1
Métodos................................................................................................................................ 1
DESCRIÇÃO DO CAMPO DE VISITA.........................................................................................2
Antecedentes........................................................................................................................ 3
GEOLOGIA LOCAL.................................................................................................................. 4
SOLOS E CLIMA......................................................................................................................4
Altitude................................................................................................................................. 4
Vegetação..............................................................................................................................4
Estrutura Geológica...............................................................................................................5
FÁCIES DE DIATREMA DE KIMBERLITOS.................................................................................5
FÁCIES HIPABISSALEABISSAL DE KIMBERLITOS......................................................................5
FORMAÇOES SEDIMENTARES ANTIGAS DE ANGOLA.............................................................5
Fundamentação Teórica........................................................................................................6
Kimberlito..............................................................................................................................6
COMPOSIÇÃO DOS KIMBERLITOS..........................................................................................6
Estrutura............................................................................................................................... 7
Classificação de Kimberlitos..................................................................................................7
CONCLUSÃO........................................................................................................................ 11
Referências Bibliográficas....................................................................................................12
INTRODUÇÃO
A exploração de recursos minerais em Angola, especialmente os diamantes, está
intrinsecamente ligada à ocorrência de kimberlitos, rochas ígneas profundas que se formam
em ambientes cratônicos. A realização de aulas práticas em campo é uma componente
essencial da formação de um geólogo, pois permite aplicar os conceitos teóricos em
contextos reais.
Neste sentido, a visita de campo realizada pelo segundo grupo de estudantes do
Instituto Politécnico da Lunda Sul à Mina Tchitengo Mining, constitui uma atividade
pedagógica de elevado valor técnico, voltada para a observação e compreensão dos
processos envolvidos na prospecção de corpos kimberlíticos e suas relações com a geologia
regional.

Durante a visita, os estudantes acompanharam as atividades em andamento na Mina


Tchitengo, incluindo a perfuração de furos de sondagem, descrição de testemunhos,
caracterização petromineralógica e análise estrutural. Tais observações possibilitaram a
consolidação do conhecimento teórico sobre processos endógenos e sua relação com a
mineralização diamantífera.

Objetivo Geral
Desenvolver competências práticas no âmbito da prospecção geológica de
kimberlitos, com enfoque nos métodos aplicados ao reconhecimento de corpos portadores
de diamantes.

Objetivos Específicos
 Identificar alvos geológicos por meio de evidências litológicas, estruturais e
mineralógicas;
 Analisar testemunhos de sondagem com base em critérios petrográficos e texturais;
 Aplicar princípios da geologia estrutural na interpretação do controle tectônico dos
kimberlitos;
 Reconhecer a assinatura geofísica e geoquímica associada aos corpos kimberlíticos;
 Compreender a importância do embasamento cratônico no contexto da
metalogênese de diamantes.

Métodos
Durante a aula prática, foram utilizados os seguintes métodos:
 Reconhecimento geológico de campo, com observação direta das litologias e
estruturas;
 Mapeamento geológico básico, com uso de bússola geológica e GPS;
 Coleta de amostras de rochas e solos para posterior análise petrográfica;
 Análise visual de texturas e estruturas dos kimberlitos expostos;

1
DESCRIÇÃO DO CAMPO DE VISITA
Localização:

A Concessão Tchitengo possui uma superfície de 1.022 Km2. Localiza-se no


nordeste de Angola, entre as províncias da Lunda-Norte e Lunda-Sul nos municípios do
Lucapa e Saurimo, dista cerca de 120 Km a Sul da cidade do Lucapa e 50 Km à Norte da
cidade de Saurimo. No interior da concessão há a existência de vários kimberlitos
descobertos pelas empresas BHP, Catoca e Diamang. Na proximidade localizam-se outros
kimberlitos com potencial conhecido como o Catoca que dista 19 Km, actualmente em
actividade de exploração, o Luele a 35 Km, Chiri a 20 Km e Camatchia-Camagico a 6 Km.

O clima da região é tropical úmido, com precipitação média anual de 1.400 mm e


temperaturas variando entre 15°C e 32°C. A umidade relativa anual média atinge valores
entre 70% e 75%. A região de Tchitengo apresenta altitudes variáveis, típicas do planalto
angolano. Embora não haja dados específicos sobre a altitude exata de Tchitengo, a área
circundante possui elevações que variam entre 1.000 e 1.500 metros acima do nível do mar.
Por exemplo, a Serra Tchilengue, localizada nas proximidades, atinge uma altitude de 1.944
metros. A vegetação predominante na região de Tchitengo é caracterizada por savanas secas
e florestas abertas. As savanas são compostas por ervas altas, frequentemente salpicadas de
árvores e arbustos, adaptadas a solos arenosos e condições de baixa retenção de água.

2
Antecedentes
Três empresas estiveram envolvidas no reconhecimento, prospecção, pesquisa e
avaliação das reservas do Tchitengo (Tchiege, Tchiúzo e Itengo):
Diamang (Companhia de Diamantes de Angola)
Nos anos de 1960-1970 realizou as actividades de investigação geológico-mineira.
Na parte norte da concessão em direcção à confluência dos rios Chicapa e Luó.

Empresa Australiana AMIC


Procedeu nos anos 2006-2007, no projeto Tchegi, o mapeamento geológico por
meio de imagens satélites, mapeamentos dos poços de reconhecimento e amostragem de
grande volume para avaliação dos diamantes.

Sociedade Mineira do Catoca” SMC”


Executou no projecto Luemba-kimberlito Tchiúzo, operações de levantamentos
Topográficos, aerogeofísicos, estudos de geofísica terrestre, prospecção geológica e
amostragem de grande volume. Como resulta destas actividades foram descobertos 21
kimberlitos entre os quais o Tchiúzo que apresenta um Estudo de Viabilidade Tecnico-
Económico. Dos trabalhos realizados foram obtidos uma reserva provada de 62.3 milhões
de m³ de minério e 27.3 milhões de quilates.
Segundo o relatório de Antonyuk, B, et al (2009), Catoca realizou entre 2006 á 2009
um cumulativo de cerca de 10 mil metros de sondagens, num total de 72 poços,
concretizados em 7 momentos e agrupados em 5 etapas;
1. Busca e avaliação;
2. Primeira etapa de prospecção;
3. Segunda etapa de prospecção;
4. Segunda etapa de prospecção através de poços inclinados;
5. Poços geotécnicos.
Em fevereiro de 2023, a Lipari concluiu a aquisição de 75% de participação no
Projeto Tchitengo, localizado na região de fronteira entre as províncias de Lunda Norte e
Lunda Sul, no nordeste de Angola. A concessão inclui 30 corpos kimberlíticos, destacando-
se dois alvos com desenvolvimento avançado:
 Tchiuzo, com 10,6 hectares, anteriormente desenvolvido pela Sociedade Mineira de
Catoca entre os anos de 2006 e 2013;
 Tchegi-38, com 10 hectares, identificado inicialmente pela BHP Billiton em 2008 e
posteriormente desenvolvido até a fase de amostragem em grande volume.
 Como parte do mesmo acordo de aquisição, a Lipari também obteve osdireitos
sobre o Projeto Jaibaras, situado no estado do Pará, Brasil, o qual inclui quatro
corpos kimberlíticos e seus diques associados.

3
GEOLOGIA LOCAL
A região da visita insere-se no Cráton do Congo, unidade geotectônica arqueana que
domina grande parte do nordeste de Angola. Este cráton é caracterizado por sua espessa
litosfera estável, condição essencial para a formação e preservação de diamantes em
profundidades superiores a 150 km.

No local, observam-se corpos intrusivos kimberlíticos associados a falhas e zonas


de fraqueza tectônica. A área apresenta evidências de estruturas magmáticas como
diques, tubos e brechas, com presença de xenólitos mantélicos e minerais indicadores nos
testemunhos de sondagem, como granadas piroxênicas, espinélio cromífero e ilmenita. Os
testemunhos revelaram diferentes tipos de texturas, desde as macrocristalinas até as
hipidiomórficas e porfiríticas.
A área do Tchitengo compreende um campo kimberlítico com mais de 30 corpos
identificados, entre os quais se destacam o kimberlito Tchiuzo, com aproximadamente
10,6 hectares, e o Tchegi-38, com 10 hectares. O Tchiuzo, principal foco atual do projeto, já
possui uma estimativa de recursos minerais indicando cerca de 14,6 milhões de quilates
classificados como indicados e 8,5 milhões de quilates classificados como inferidos,
segundo o relatório técnico da Z Star Mineral Resource Consultants, da África do Sul.

SOLOS E CLIMA
O clima da região é tropical úmido, com precipitação média anual de 1.400 mm e
temperaturas variando entre 15°C e 32°C. A umidade relativa anual média atinge valores
entre 70% e 75%.
Os solos predominantes são “lateríticos“ avermelhados, ricos em óxidos de ferro,
especialmente limonitas, com vulcanoclastos na base. Esses solos derivam de rochas
ultrabásicas e foram influenciados por processos de alteração intensos devido ao clima e
relevo da região.

Altitude
A região de Tchitengo apresenta altitudes variáveis, típicas do planalto angolano.
Embora não haja dados específicos sobre a altitude exata de Tchitengo, a área circundante
possui elevações que variam entre 1.000 e 1.500 metros acima do nível do mar. Por
exemplo, a Serra Tchilengue, localizada nas proximidades, atinge uma altitude de 1.944
metros.

Vegetação
A vegetação predominante na região de Tchitengo é caracterizada por savanas secas
e florestas abertas. As savanas são compostas por ervas altas, frequentemente salpicadas de
árvores e arbustos, adaptadas a solos arenosos e condições de baixa retenção de água.

4
As florestas abertas, também conhecidas como "mata de panda", são constituídas
por espécies dos gêneros Combretum, Brachystegia e Betinia. Além disso, ao longo dos
vales dos rios, desenvolvem-se formações de galeria florestal, associadas a savanas.

Estrutura Geológica
A geologia da região é caracterizada por uma diversidade de formações geológicas:
1. Formações Arqueanas: Predominam rochas metamórficas, como granulitos com
hiperstena, xistos cristalinos, gnaisses básicos e eclogitos, metamorfizadas nas
fácies granulítica e anfibolítica. Essas rochas afloram nos vales dos rios Chicapa,
Luachimo, Chiumbue e Cassai.
2. Formações Proterozoicas: Incluem depressões com rochas fracamente
metamorfizadas, principalmente terrígenas, que afloram nos vales dos rios Cassai,
Chihumbwe e Luachimo.
3. Formações Fanerozoicas: Representadas por depósitos do Supergrupo Karroo,
compostos por tilitos avermelhados, conglomerados com intercalações de xistos
argilosos e grés, encontrados nas bacias dos rios Chicapa e Luachimo.

FÁCIES DE DIATREMA DE KIMBERLITOS


Este tipo de fácies kimberlítica, apresenta-se com forma longa e cónica, tipo
cenoura, isto é, mais elípticos ou circulares na superfície, tornando-se mais finos em
profundidade. Podem atingir em profundidade uma distância com cerca de 1 a 2 km, com
afunilamento máximo na zona de origem (raiz) da diatrema, segundo Hawthorne (1975),
Clemente (1979), Clemente e Skinner (1979).

FÁCIES HIPABISSALEABISSAL DE KIMBERLITOS


Os kimberlitos abissais, são formados pela cristalização de magma quente, rico em
voláteis e geralmente não têm fragmentação e textura piroclástica, assemelhando-se mais a
rochas ígneas, apresentando assim um efeito de diferenciação magmática. Os kimberlitos
abissais contêm uma percentagem de rochas encaixantes xenoliticas. Podem denotar-se
segregações de calcite, serpentina e globulares de kimberlitos numa matriz rica em
carbonatos. As rochas hipabissais ocorrem na zona de origem da diatrema, nas soleiras ㎢
kimberliticas e nos enxames de diques, ver figura 5, assim:

FORMAÇOES SEDIMENTARES ANTIGAS DE ANGOLA


As rochas do sistema continental intercalar, aparecem com uma atitude sub-
horizontal e são comuns, e devem ter-se depositado em extensa depressão de sedimentação
continental, centrados entre os movimentos pós Triásico e a série de movimentos Cretácico
com que se relacionam as intrusões kimberliticas. De certa forma, os afloramentos são raros
e situam-se com alguma visibilidade junto dos vales. Geralmente, existe domínio do grés de
granulometria fina a média, de tom vermelho, dado os óxidos de ferro, e muito bem
calibrados.

5
Fundamentação Teórica

Kimberlito
O kimberlito é uma rocha ígnea ultramáfica, de origem profunda, que se forma a
partir da ascensão de magmas através da crosta terrestre. É o principal hospedeiro natural
de diamantes primários. Sua intrusão ocorre geralmente em forma de tubos ou diques que
cortam o embasamento cristalino, como os encontrados na região estudada.
Os kimberlitos se originam a profundidades superiores a 150 km no manto terrestre,
onde ocorrem fusões parciais de rochas ultramáficas. O magma resultante é rico em
voláteis, como dióxido de carbono (CO₂), o que contribui para sua ascensão rápida e
explosiva através da crosta terrestre. Durante essa jornada, o magma pode incorporar
fragmentos de rochas e minerais do manto, conhecidos como xenólitos e xenocristais,
incluindo diamantes.

COMPOSIÇÃO DOS KIMBERLITOS


A composição dos Kimberlitos é muito complexa e varia, mas geralmente inclui:
 Olivina: frequentemente transformada em serpentina.
 Flogopita: um tipo de mica rica em potássio.
 Piroxênios: como diopsídio e enstatita.- Granada: especialmente o piropo, um
indicador de diamantes.
 Ilmenita e Cromita: óxidos de ferro e titânio.
Carbonatos: como calcita.
Esses minerais conferem aos kimberlitos uma textura brechada, com grandes
cristais (fenocristais) embutidos em uma matriz fina.

O kimberlito Tchiuzo
O kimberlito Tchiuzo, de 11 hectares, é o depósito diamantífero em estágio mais
avançado da propriedade.

Prospecção Mineral
A prospecção é o conjunto de atividades voltadas à identificação de depósitos
minerais. Na prospecção de diamantes, são utilizadas técnicas como: mapeamento
geológico, geoquímica de solos e sedimentos, geofísica, sondagens e análise de minerais
indicadores (como granadas, ilmenitas e cromitas).
Cratão do Congo
É uma das mais antigas formações geológicas do planeta, com idades que
ultrapassam os 2,5 bilhões de anos. É a principal unidade tectônica associada à
ocorrênciade kimberlitos em Angola. As províncias da Lunda Norte e Lunda Sul situam-se
sobre esse cratão, tornando-se altamente favoráveis à formação e preservação de corpos
kimberlíticos.

6
Texturas de Kimberlito
Os kimberlitos podem apresentar diferentes texturas, como:
 Textura maciça: compacta, sem estrutura interna visível;
 Textura porfirítica: com grandes cristais imersos em matriz fina;
 Textura brechoide: presença de fragmentos angulosos de outras rochas encaixantes.
O reconhecimento dessas texturas é importante para compreender os processos de intrusão
e evolução da rocha.

Estrutura
Os kimberlitos ocorrem principalmente em estruturas chamadas "pipes" ou
"chaminés", que são condutos verticais formados pela ascensão explosiva do magma. Essas
estruturas podem ter diâmetros que variam de algumas centenas de metros a mais de um
quilômetro. Além dos pipes, os kimberlitos também podem formar diques e soleiras.

Classificação de Kimberlitos
Smith, juntamente com colaboradores, desenvolveu um glossário abrangente que
define termos relacionados a kimberlitos e rochas associadas.
A classificação textural é um componente central da abordagem de Scott Smith,
distinguindo os kimberlitos com base em suas texturas dominantes:

1. Kimberlito coerente (HK): Caracterizado por uma textura homogênea, geralmente


resultante de fluxos de lava ou intrusões.
2. Kimberlito Piroclástico (PK): Apresenta uma textura fragmentada, típica de
depósitos vulcânicos explosivos.
3. Kimberlito Piroclástico de Kimberley (KPK): Uma variante do kimberlito
piroclástico, com características específicas observadas em certos depósitos.
4. BVRS = Brecha Vulcanoclástica com Xenólitos de Rocha Sedimentar. Um tipo de
brecha vulcanoclástica (fragmentada por atividade vulcânica) com alto teor de
xenólitos (fragmentos de outras rochas) de origem sedimentar — mais de 75%.

Litologia: Kimberlito tufítico; Profundidade indicada: 18,80 m


Xenólitos crustais: <15% (fragmentos de rochas incorporados durante a ascensão do
magma kimberlítico)
Textura: Fragmentada e homogênea, típica de depósitos piroclásticos.

7
(XTB): Uma variedade de TKB (tuffisitic kimberlite breccia), rica em xenólitos de rochas
sedimentares.
Cor avermelhada: indica alteração (oxidação) ou matriz rica em finos.
Textura brechoide: fragmentos rochosos (xenólitos) em matriz kimberlítica.
Presença de xenólitos claros: típicos de arenitos ou siltitos incorporados durante a intrusão
do kimberlito.

TKB: Tipo de Rocha: Kimberlito — rocha ígnea intrusiva, hospedeira de diamantes.


Textura: Porfirítica a brechada — observa-se matriz fina avermelhada com fragmentos
maiores (xenólitos ou nódulos).
Cor predominante: Vermelho-rosado, indicando possível alteração (ferruginização ou
oxidação).
Estrutura: Alguns fragmentos estão fraturados ou ligeiramente deslocados, o que é comum
em testemunhos longos.

8
FICHA DE DESCRIÇÃO DE AFLORAMENTO

DATA: 05 / 06 / 2025

Hora da saída de campo: 8 h 30

Hora final de actividades 16 horas

Nome do local: TCHIUSO


E: 797.090 m
Coordenadas UTM:
N: 8.861.637 m
Latitude: -10.286658⁰S
Coordenadas geográfico:
Longitude: 20.712247⁰ E

Altitudes: Entre 1000 - 1500m acima do nível do mar

Clima: Tropical úmido

Vegetação: Savanas secas e florestas abertas

A região de tchitengo, localizada entre os municípios de


lucapa e Saurimo destaca-se por sua geologia rica e
Observação:
complexa, sendo um dos principais polos diamantíferos do
país

9
Máquina de sondagem do Estufa de secagem das amostras.
projeto tchiuzo.

Microscópio petrógrafico de análise das Balança de pesagem.


amostras.

Litoteca, local do armazenamento das


amostras de sondagens

10
CONCLUSÃO
A visita de campo realizada no dia 05 de junho de 2025 foi uma experiência valiosa
para o segundo grupo de estudantes de Geologia. A observação direta das rochas e dos
procedimentos técnicos de sondagem permitiu consolidar os conteúdos teóricos
relacionados à prospecção de diamantes. A interação com profissionais da área também
enriqueceu o aprendizado, proporcionando uma visão prática da dinâmica de trabalho em
uma empresa de mineração em fase de pesquisa.
A atividade reforçou a importância do Cráton do Congo como província
metalogenética e destacou a relevância do conhecimento geológico para a valorização dos
recursos naturais de Angola.
Este tipo de atividade prática é fundamental para preparar profissionais aptos a atuar
com eficiência em projetos de pesquisa mineral, desenvolvimento mineiro e avaliação de
jazidas, especialmente em regiões com elevada complexidade geológica como as Lundas.

11
Referências Bibliográficas
Instituto Geológico de Angola (IGA). (2022). Manual de Prospecção Mineral: Aplicações
em Crátons. Luanda.7
Carvalho, H. de (1983). Esboço Estrutural e Geotectônico de Angola. Serviços Geológicos
de Angola.
SIDIAMA. (2023). Plano de Exploração e Prospecção da Mina Tchitengo. Direção Técnica.
Marques, J. M., & Almeida, C. (2009). Kimberlitos e Geologia Econômica. Lisboa: UT
Lisboa.
Neto, M. C., Pereira, L. F., & Chaves, A. (2021). Exploração de Kimberlitos no Cráton do
Congo. Revista Geociências Africanas, 29(2), 59–80.

12

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