Redes Industriais
Prof: Allan Clemente.
Escrito por: Jonathan Fernandes.
Comunicação Serial
1- Introdução
Basicamente, pode-se dividir a comunicação entre dois sistemas digitais
em dois grupos principais.
• Comunicação Paralela
• Comunicação Serial
1.1- Comunicação Paralela:
• São enviados vários bits de cada vez;
• Cada bit trafega em um canal especifico, ou seja, uma
transmissão com 7,8 ou 9 bits exigirá o mesmo número de
canais, por exemplo.
• O custo de alocar um bit por canal torna-se extremamente alto a
medida que a distância cresce.
• Limita-se, costumeiramente, a no máximo 10 vias e a distância
de poucos metros.
1.2- Comunicação Serial
• Foi diante da necessidade de comunicação com equipamentos a
grandes distancias que se criou o sistema de comunicação serial.
• De certa forma, a comunicação serial é um caso particular da
comunicação paralela em que apenas um bit é transmitido por
vez. Nesse contexto, a transmissão de um certo caractere é feito
de tal forma que cada bit de cada caractere é transmitidos de
forma sequencial, um após o outro.
DADOS
D
F
E
O
S
N T
T I
N
E
O
PONTO REF.
REF.
Comunicação Paralela
• Custo e complexidade;
• Muitos canais, por tanto maior probabilidade de interferência;
• Baixa imunidade a ruídos;
• Velocidade de transmissão;
• Utilizados em curtas distancias comum;
Comunicação Serial
• Complexidade
• Poucos canais, maior imunidade a ruídos;
• Menor velocidade e menor custo;
2- Modos de comunicação serial
Modo Síncrono
Paralelo:
• Sincronismo entre os dispositivos;
• Geração de um clock que deve ser seguido pelo sistema;
Serial:
• Transmissor e receptor não devem estar sincronizados e o
tempo é dividido em intervalo de tamanho fixo,
correspondendo a um bit.
• Não há envio de sinal de partida e parada;
• Alta velocidade e relativa resistência a distorções.
Modo assíncrono
• Não há sinal de sincronismos(clock);
• O tempo de cada bit não é importante, mais o tempo da
sequência;
• Os dois sistemas devem ter geradores de clock internos
programados a mesma taxa de transmissão de dados, o BAUD
RATE.
Modo síncrono de comunicação.
Modo de comunicação assíncrono.
Transmissão serial assíncrona
A transmissão é feito byte a byte, cada caractere é procedido de um sinal de
start e sucedida por um sinal de stop.
Obs 1: Após o byte de dados, opcionalmente, pode ser enviado um byte de
paridade, rede.
Obs 2: Os erros podem ocorre com frequência, neste contexto, são
utilizados mecanismos de detecção dos mesmos. Os mecanismos mais
usados são: CHECK SUM e CYCLICAL REDUNDANCY CHECK
(CRC).
3 - Tipos de comunicação quanto ao sentido do fluxo de dados.
3.1 – Simplex
• Um elemento apenas envia e o outro apenas recebe.
Ex: Pager, Radio, TV, etc.
3.2 – Half – Duplex ou Semi-duplex
• Ambos os dispositivos transmitem e recebem dados, porem não
simultaneamente.
Ex: Walkie-Talkie
3.3 – Full Duplex ou Duplex
• A transmissão e recepção ocorrem simultaneamente
Ex: Celular, CLP, etc.
4 – Classificação das interfases seriais quanto à referência (“Terra ou
GND”)
Desbalanceada:
• O sinal de dados tem como referência o terra do sistema.
• No caso de transmissão full-duplex, são necessários 3 fios: 1 par para
os dados e 1 fio para a conversão do “GND” dos sistemas.
• Desvantagens desse tipo de interface é a baixa imunidade a ruídos.
Balanceada:
• Para cada sinal de dados tem-se uma referência desconectada do
“terra”;
• Dessa forma, necessita-se de 2 pares de fios para uma transmissão
duplex e uma par para transmissão Half-duplex ou Simplex.
• Tanto o sinal de dados quanto a referência entram no amplificador
diferencial.
• Vantagem: Alta imunidade a ruídos.
5 – Principais padrões de interface serial
• Diferem entre si, seguindo características elétricas, mecânicas,
funcionais dos circuitos entre os dispositivos envolvidos na
comunicação e números de fios.
• Os padrões são regidos pela TIA (Associação internacional de
telecomunicações) e a EIA (Associação internacional de eletrônica)
5.1 – RS-232
• O mais conhecido
• Transmissão desbalanceada, os fios básicos de transmissão são:
Txd: Transmitted data
Rxd: Received data
SG: Signal Ground
• Alcance máximo de 15 m
• É necessário o equipamento transmissor receber uma confirmação do
receptor (Handshaking)
Duas classes de equipamentos
DTE – Microcomputadores, Controladores
DCE – Modem
• A diferencia entre DTE e o DCE se resume aos pinos do conector da
porta serial, no qual Txd; Rxd e na linha usada para o controle de
fluxo.
DTE:
- 25 pinos
- pino 2: Txd
- pino 3: Rxd
DTE DCE
- pino 6: sinal data set ready (DSR)
- pino 5: Clear to send (CTS)
DCE:
- 25 pinos
- pino 2: Rxd
- pino 3: Txd
DCEDTE
- pino 20: Data terminal ready (DTR)
-pino 4: Request to send (RTS)
• Utiliza-se mais 2 pinos os para as funções:
Ring indicador (RI) e CD (carrier detect)
• Para DTE, o transmissor de um dispositivo conecta-se ao receptor de
outro
• Apesar dos 25 pinos, geralmente são utilizados no máximo 9
conexões. Dessa forma, o conector DB-9 é mais utilizado do que o
DB-25, principalmente em controladores e microcomputadores.
• A comunicação é digital:
Bit 0: significa uma tensão positiva entre +5v e +15v para a saída
e +3v e +15v para entrada;
Bit 1: significa uma tensão negativa entre -5v e -15v para a saída
e -3v e -15v para entrada;
Todas essas tensões são em relação ao SG (sinal ground).
5.2 – RS-485
• Há apenas 1 par de fios para transmissão e recepção, que deve ser
compartilhado.
- Vantagens:
• Possibilidade de integração de vários dispositivos com o mesmo
cabo;
• Utilizados para longas distancias, 1.200m de acordo com a norma.
- Desvantagens:
• Comunicação Half-duplex
• Um software gerencia a habilitação de transmissão e recepção
evitando confusão de dados.
• Quando dois ou mais equipamentos iniciam a comunicação
simultaneamente, pode haver conflito. Nesse caso a solução é
permitir que cada equipamento só inicie a transmissão com a linha
livre. No entanto, caso o erro ocorra, os equipamentos identificam a
colisão de dados, interrompem a transmissão e reiniciam em tempos
diferentes.
• Pode-se dispor também de um gerenciador de rede. Contudo o
gerenciador não permite a comunicação direta entre dispositivos, que
pode impactar na velocidade da informação. Algoritmos bem
elaborados podem contornar esse problema.
Obs 1: A versão do RS-485 deriva do RS-422.
Obs 2: Os resistores de terminações usados no cabeamento RS-485
permitem um melhor casamento de impedância, evitando reflexão do sinal
deteriorando a comunicação, muitos equipamentos já possuem um resistor
interno acionado ou desacionado através de chaves DIP-SWITCHES. Os
resistores só de ser acionados nas extremidades dos cabos.