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Entendendo o Multímetro

O documento é um manual básico sobre o uso do multímetro digital DT-830B, explicando como medir tensão, corrente e resistência, além de cuidados no manuseio do equipamento. Ele detalha as escalas de medição e a importância de selecionar a escala correta para cada tipo de medição. O manual também aborda conceitos básicos e fornece orientações sobre a leitura e interpretação dos resultados.

Enviado por

Adrian Rian
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Entendendo o Multímetro

O documento é um manual básico sobre o uso do multímetro digital DT-830B, explicando como medir tensão, corrente e resistência, além de cuidados no manuseio do equipamento. Ele detalha as escalas de medição e a importância de selecionar a escala correta para cada tipo de medição. O manual também aborda conceitos básicos e fornece orientações sobre a leitura e interpretação dos resultados.

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ENTENDENDO O

MULTRÍMETRO

INSTITUTO MOTORS
MULTÍMETRO

MULTÍMETRO DIGITAL DT - 830B MANUAL BÁSICO

Coloque a chave na escala DCV mais próxima acima da tensão a ser medida.
Ponha a ponta preta no terra ou qualquer outro ponto com potencial mais baixo
e a vermelha no ponto de tensão mais alta. A leitura será próxima ao valor
indicado. Isto dependerá da precisão do multímetro.

2
Veja abaixo:

Coloque a chave na escala ACV mais próxima acima da tensão a ser medida.
A maioria dos multímetros digitais só têm duas escalas ACV: até 200 V e até
750 V. Meça a tensão não se importando com a polaridade das pontas. A
tensão alternada nos circuitos eletrônicos costuma ser medida na entrada da
rede ou nos secundários do transformador de alimentação do mesmo. Abaixo
vemos como é feito este tipo de teste:

Para usar o amperímetro, coloque a chave seletora na escala mais próxima


acima da corrente a ser medida. Para isto é necessário saber qual a corrente
que passa pelo circuito. Interrompa uma parte do circuito. Coloque a ponta
vermelha no ponto mais próximo da linha de +B e a preta no ponto mais
próximo do terra. Em assistência técnica quase não se usa o amperímetro
devido a dificuldade da colocação das pontas de prova. Abaixo vemos como se
mede a corrente num circuito simples:

Escolha uma escala do ohmímetro mais próxima acima do valor do resistor a


ser medido (200, 2K, 20K, 200K, 2M, 20M se houver). Meça o componente e a
leitura deve estar próxima do seu valor. Este teste pode ser feito com bobinas,
fusíveis, chaves, etc. Abaixo vemos o teste:

3
Diodos - Coloque a chave seletora na posição com o símbolo do diodo e meça
o componente nos dois sentidos. Num sentido o visor deve indicar um valor de
resistência e no outro ficar apenas no número "1". Veja abaixo:

4
1. Introdução e Noções Básicas pag.3
2. Medidas de Tensão pag.4
3. Medidas de Corrente pag.4
4. Medidas de Resistência pag.5
5. Cuidados no Manuseio de um Multímetropag.5
7. Comentários Finais pag.9
8. Referencias Bibliográficas pag.10
Apêndice A: Unidades Básicaspag.10
Apêndice C: Fórmulas úteispag.10
Índice 6. Entendendo Múltiplos e Sub-Multiplos das Grandezas pag.7 Apêndice
B: Prefixos para indicar frações ou múltiplos de unidades pag.10 Apêndice D:
Tensão Alternada - Valores de Pico e Eficazes pag.1 Apêndice E: Resistores –
Informações Gerais pag.1

1. Introdução e Noções Básicas

Um multímetro digital oferece a facilidade de mostrar diretamente em seu visor,


que chamamos de display de cristal líquido, ou simplesmente display, o valor
numérico da grandeza medida, sem termos que ficarmos fazendo
multiplicações e leituras em escalas complicadas como ocorre com multímetros
analógicos.

Um multímetro digital pode ser utilizado para diversos tipos de medidas, as


mais comuns são:

• tensão elétrica (medida em volts – V). • corrente elétrica (medida em amperes


– A).

• resistência elétrica (medida em Ohms – Ω – letra Grega ômega).

Além destas ele pode ter escalas para outras medidas específicas como:
temperatura, freqüência, semicondutores (escala indicada pelo símbolo de um
diodo), capacitância, ganho de transistores, continuidade (através de um sinal
sonoro), etc.

5
Em multímetros digitais o valor da escala já indica o máximo valor a ser medido
por ela, independente da grandeza. Temos abaixo uma indicação de valores
típicos encontrados na prática para estas escalas:

• Escalas de tensão contínua: 200mV, 2V, 20V, 1000V ou 200mV, 2V, 20V,
1000V ou 1kV. • Escalas de tensão alternada: 200V, 750V ou 200V, 750V.

• Escalas de resistência: 200Ω, 2000Ω ou 2kΩ, 20kΩ, 200kΩ, 2MΩ ou


20000kΩ.

• Escalas de corrente contínua: 200uA, 2000uA ou 2mA, 20mA, 200mA, 2A, 10


ou 20A.

A seleção entre as escalas pode ser feita através de uma chave rotativa,
chaves de pressão, chaves tipo H-H ou o multímetro pode mesmo não ter
chave alguma, neste caso falamos que o multímetro digital é um equipamento
de auto-range (auto-escala), ou seja, ele seleciona a grandeza e a escala que
esta sendo medida automaticamente. Em alguns casos podemos encontrar
multímetros que tem apenas uma escala para tensão, uma para corrente e uma
para resistência, este tipo de multímetro também é auto-range, nele não é
preciso se procurar uma escala específica para se medir um determinado valor
de tensão.

Uma coisa muito importante ao se usar um multímetro digital é saber selecionar


a escala correta para a medição a ser feita. Sendo assim podemos exemplificar
algumas grandezas com seus respectivos nomes nas escalas:

• Tensão alternada: VCA, ACV, VAC ou V juntamente com o símbolo ~ sobre


ele
• Tensão contínua: VCC, DCV, VDC ou V com duas linhas sobre ele, uma
tracejada e outra continua. • Corrente contínua: DCA, ADC ou A com duas
linhas sobre ele, uma tracejada e outra continua.

• Corrente alternada: ACA ou A juntamente com o símbolo ~ sobre ele.

• Resistência = Ohms, Ω

2. Medidas de Tensão

Para medirmos uma tensão é necessário que conectemos as pontas de prova


em paralelo com o ponto a ser medido, tal como ilustrado na figura 1. Se
quisermos medir a tensão aplicada sobre uma lâmpada devemos colocar uma
ponta de prova de cada lado da lâmpada, isto é uma ligação em paralelo.

6
Figura 1: Medindo tensão eletrica ou voltagem.

É importante observar que, no caso particular de tensão continua (VDC, VCC


ou DCV), a leitura no multímetro fornece uma medida da diferença de potencial
entre as ponteiras vermelha (ponteira de polaridade positiva) com relação a
preta (comum ou ponteira de polaridade negativa). Na ilustração acima iremos
portanto ler um valor positivo de tensão. Por outro lado, se por um acaso
invertermos as ponteiras iremos ler um valor negativo.

No caso de medidas de tensão alternada (VCA, VDC ou DCV) a polaridade ou


cor das ponteiras não é importante. O multímetro incorpora um retificador
adequado para uso com correntes alternadas de freqüência tipicamente entre
40 e 400 Hz. O valor lido no multímetro corresponde ao valor eficaz ou RMS da
tensão alternada entre as ponteiras.

Para a medida de tensões elevadas, tento alternada como continua, superiores


a 250 Volts, será necessário o uso de ponteiras especiais e muitas vezes
deslocar o borne da ponteira positiva (ponteira vermelha) para um conector
especialmente dedicado as medidas de altas tensões. Para isto devemos
consultar cuidadosamente o manual do multímetro digital que estamos
utilizando.

3. Medidas de Corrente

Para medirmos corrente com um multímetro digital, devemos colocar ele em


série com o ponto a ser medido, como ilustrado na figura 2. Se quisermos
medir a corrente que circula por uma lâmpada devemos desligar um lado da
lâmpada, encostar neste ponto uma ponta de prova e a outro ponta deve ser
encostado no fio que soltamos da lâmpada, ou seja, uma ligação em série. É
importante salientar que muitos multímetros digitais só medem corrente
contínua, portanto não devem ser usados para se medir a corrente alternada
fornecida pela rede elétrica. Encontramos corrente contínua em pilhas,
dínamos e fontes de alimentação, que são conversores de tensão e corrente
alternada em tensão e corrente continua.

Figura 2: Ilustração de medidas de corrente elétrica: (a) valores moderados


(esq.) e (b) valores elevados (dir.)

Cabe observar cuidadosamente a polaridade das ponteiras. Uma leitura de um


valor positivo de corrente corresponde a uma corrente fluindo da ponteira
vermelha para a ponteira preta passando pelo circuito do multímetro (ver figura
2). Uma leitura negativa corresponderá ao caso contrario.

7
Para medirmos correntes elevadas devemos tipicamente deslocar o borne da
ponteira positiva (ponteira vermelha) para um conector especialmente dedicado
as medidas de altas correntes. Para isto devemos consultar cuidadosamente o
manual do multímetro digital que estamos usando.

Multímetros digitais mais modernos já incorporam medidas de corrente


alternada (ACA ou Ã). O procedimento usado para a medida de valores
moderados de corrente (alguns mA’s) é em geral bastante similar ao caso de
correntes continuas (DCA), sendo a polaridade das ponteiras completamente
sem importância. Contudo, devido a enorme variedade de modelos e marcas
disponíveis no mercado, é imprescindível uma cuidadosa leitura do manual do
multímetro digital que estamos usando antes de efetuarmos tal medida.

4. Medidas de Resistência

Para medirmos resistência devemos desligar todos os pontos da peça a ser


medida (uma lâmpada incandescente, por exemplo, deve estar fora do seu
soquete) e encostarmos uma ponta de prova em cada lado da peça. No caso
de uma lâmpada incandescente encostamos uma ponta de prova na rosca e
outra na parte inferior e metálica do conector da lâmpada. Este procedimento é
ilustrado na figura 3.

Figura 3: Ilustração de uma medida de resistência.

Muitos multímetros incorporam também testes de continuidade (ou baixas


resistências) que se utilizam de avisos sonoros (um “beep” agudo). Estes
testes são particularmente úteis quando estamos testando a continuidade de
cabos elétricos. O procedimento usado é inteiramente similar ao usado para
medidas de resistência (o cabo sob teste substituirá o resistor da figura 3).

5. Cuidados no Manuseio de um Multímetro

Todas estas medidas devem ser feitas com bastante critério e nunca devemos
encostar as mãos em nenhuma ponta de prova durante uma medida, caso isto
aconteça corremos o risco de levarmos um choque elétrico e/ou termos uma
leitura errada. Treine bastante como manipular as ponteiras e leia o manual do
multímetro antes de começar a medir.

Uma coisa importante de se perceber é que a grande maioria dos multímetros


digitais tem 3 ou 4 bornes para a ligação das pontas de prova. Normalmente
um é comum (COM) e os outros servem para medição de tensão, resistência e
corrente. A indicação dos bornes sempre mostra para quais escalas eles
podem ser usados. Preste atenção. Eis a seguir um exemplo de como eles
estão dispostos em um multímetro VOLTCRAFT com auto-range.

8
Figura 4: Foto de um multímetro VOLTCRAFT com auto-range.

• Conector ou Borne comum, normalmente indicado por COM – é onde deve


estar sempre ligada a ponta de prova preta.

• Conector ou Borne indicado por V/Ohms/mA – nele deve estar conectada a


ponta de prova vermelha para a medição de tensão (contínua ou alternada),
resistência e corrente na ordem de miliamperes.

• Conector ou Borne indicado por 10A MAX – a ponta de prova vermelha deve
ser ligada nele para a medição de corrente continua ou alternada superiores a
400mA. Observação: vários multímetros digitais não medem corrente
alternada, verifique se existe uma escala em seu instrumento para isto antes de
fazer a medição.

Quando um multímetro apresenta escalas para medição de capacitância ou


ganho (beta) de transistores normalmente eles tem conectores específicos para
isto. Estes conectores estão indicados no painel do instrumento. É bom lembrar
que capacitores devem ser sempre descarregados antes da medição. Para
fazer isto coloque os seus dois terminais em curto usando uma chave de fenda
(se o capacitor tiver mais de um terminal positivo ele deverão ser colocados em
curto com o terra individualmente). Alguns modelos mais sofiticados incluem
tambem medidas de freqüência e temperatura. Nestes casos devemos
consultar o respectivo manual para procedermos corretamente tais medidas.

Multímetros digitais normalmente mostram uma indicação que a bateria está se


esgotando, isto normalmente é feito, através de um símbolo de bateria que
aparece continuamente ou que fica piscando no display. Quando isto ocorrer
troque a bateria, multímetros digitais com bateria “fraca” costumam apresentar
um grande erro em suas leituras. Caso a leitura precise ser monitorada durante
um longo tempo este problema poderá fazer com que você acredite que uma
tensão, ou corrente, está variando, quando ela está fixa e é a bateria do
multímetro que está fraca.

A chave de liga-desliga de um multímetro digital pode ser uma das posições da


chave rotativa como pode ser uma chave ao lado do instrumento. Deixe
sempre desligado o multímetro caso não o esteja utilizando.

A maioria dos multímetros digitais que existem a venda são chamados de


multímetros digitais de 3 ½ dígitos (3 dígitos e meio). Isto quer dizer que ele é
capaz de medir grandezas de até 3 números completos mais meio número.
Vamos exemplificar para ficar mais fácil:

9
EXEMPLO Suponha que você vai medir uma tensão de 1250V na escala de
1500V, a leitura que aparecerá no display será de 1250, ou seja:

• primeiro número = 1 - este dígito é considerado ½ dígito pois não pode


assumir outro valor maior que 1. • segundo número = 2 - este dígito é
considerado um dígito inteiro, pois pode assumir valores entre 0 e 9.

• terceiro número = 5 - este dígito é considerado um digito inteiro, pois pode


assumir valores entre 0 e 9.

• quarto número = 0 - este dígito também é considerado um digito inteiro, pois


pode assumir valores entre 0 e 9.

Ao ligar um multímetro de 3 ½ dígitos apareceram no display apenas três


dígitos, mas não se assuste é assim mesmo. Isto tipicamente ocorre caso o
tenha ligado em uma escala de tensão ou corrente, nas escalas de resistência
aparecerá um número 1 no lado esquerdo do display (LCD).

Cabe salientar que no caso de medidas de corrente e tensão devemos sempre


tomar cuidado em selecionarmos uma escala correta para efetuarmos a
medida. Caso a ordem de grandeza do valor a ser medido seja completamente
desconhecido, devemos iniciar a medida pela escala mais alta. Para
multímetros auto-range este cuidado é em geral desnecessário. Contudo,
devido a enorme variedade de modelos e fabricantes, uma boa leitura do
manual é sempre uma ótima precaução.

6. Entendendo Múltiplos e Sub-Multiplos das Grandezas

Vimos que temos escalas indicadas por diversos valores: 200mA, 2000mV,
20K, mas o que é isto. Para explicar vamos estudar uma grandeza por vez:

i. Tensão elétrica: a tensão elétrica é medida em volts (V). Seus submúltiplos


são milivolts (mV) e microvolts (uV). Seu múltiplo mais usado é o kilo-volt (kV).
Sempre que façamos uma medida menor que 1 volt (por exemplo 0.9V) o
multímetro poderá nos indicar 0,9 ou 900. Traduzindo: estamos medindo um
valor de tensão de 0,9V, portanto a indicação no display, dependendo da
escala utilizada pode ser 0,9 ou 900. Se estivermos em uma escala indicada
por mV o valor apresentado será 900 e corresponderá a 900mV, se estivermos
numa escala indicada por volts o valor será 0,9 e corresponderá a 0,9V. Veja
as comparações abaixo:

• 1V = 1.0mV = 1.0.0uV. • 1.000V = 1KV (1 x k = 1 x 1000 = 1.000V).

10
Quando colocamos a letra k depois de um valor de tensão estamos
multiplicando este valor por 1.0 (mil), é por isto que 1.0 volts é igual a 1kV. Se
você estiver usando um multímetro digital na escala de 1000V e medir 10V
aparecerá no display o seguinte: 10. Se for na escala de 200V aparecerá o
seguinte: 10,0. Perceba que o ponto mudará de posição dependendo da escala
mas a leitura será sempre a mesma. Este mesmo critério, do ponto mudar de
casa, é usado na medida de qualquer grandeza.

Analise estes exemplos e faça outras leituras para praticar. Coloque o seu
multímetro em uma escala superior a 200VCA (volts de tensão alternada, que é
a tensão que temos na rede elétrica, tomadas, etc). Escolha, por exemplo, a
escala de 750 VCA e faça a medição, o que aparecerá? Algo próximo a isto:
127 que você já sabe que é igual a 127 volts alternados. Veja se o seu
multímetro tem uma escala mais baixa do que 750, porém, superior a 127 VCA.
Vamos supor uma escala de 200 VCA, qual será a leitura agora? Algo próximo
a: 127,1 que você já sabe que é igual a 127,1 volts alternados.

Qual a diferença de uma escala para a outra? A diferença está na precisão da


leitura. Quanto mais próximo estiver a escala do valor medido maior a precisão.
Você pode perceber isto no exemplo acima. Na escala de 750 medimos 127 e
na escala de 200 medimos 127,1.

Então é correto se começar a medir pelas escalas mais baixas?

Não, muito pelo contrário. Se você fizer isto você corre o risco de danificar o
seu multímetro. Sempre se começa a medição pela escala mais alta e, se for
possível, se abaixa a escala para se ter uma leitura com mais precisão.

Mas pode-se mudar de escalas com o multímetro fazendo a medição?

Não, isto pode danificar o seu aparelho. Primeiro se separa as pontas de prova
do lugar medido, depois se muda a escala e somente agora é que se volta a
fazer a medição, encostando as pontas de prova, novamente.

O que representa um sinal de – (menos ou negativo) antes do número no


display?

Representa que você ligou a ponta de prova (+) vermelha no negativo ou vice-
versa. Inverta as pontas e este sinal sumirá.

i. Corrente elétrica: A corrente elétrica é medida em Amperes (A). Seus sub-


multiplos são miliamperes (mA) e microamperes (uA). Seu múltiplo mais
(raramente) usado é o kiloampere (kA). É comum termos em multímetros
digitais várias escalas de mA. As leituras feitas nestas escalas podem ser lidas

11
diretamente, ou seja, se fizermos um medição na escala de 200mA e aparecer
45, estaremos medindo 45mA. Também é comum em multímetros digitais
termos uma escala separada para a medição de corrente na ordem de
amperes. Se numa escala de 10A obtivermos a leitura de 2,0 é que estamos
medindo 2A. Se nesta mesma escala medirmos 0,950 é que estamos medindo
0,95A ou 950mA. Veja as comparações abaixo:

• 1A = 1.0mA = 1.0.0uA. • 1.000A = 1KA (1 x K = 1 x 1000 = 1.000A).

Da mesma forma que na tensão o k representa o valor numérico multiplicado


por 1.0 (mil). Se você for medir uma corrente continua de 50mA na escala de
10A o valor lido será 0,05 que corresponderá a 50mA. Mas para ter mais
precisão é aconselhável se usar uma escala mais baixa como, por exemplo, a
de 200mA.

Então é correto se começar a medir pelas escalas mais baixas?

Não, muito pelo contrário. Se você fizer isto você corre o risco de danificar o
seu multímetro. Sempre se começa a medição pela escala mais alta e, se for
possível, se abaixa a escala para se ter uma leitura com mais precisão.

Mas pode-se mudar de escalas com o multímetro fazendo a medição?

Não, isto pode danificar o seu aparelho. Primeiro se separa as pontas de prova
do lugar medido, depois de muda a escala e somente agora é que se volta a
fazer a medição, encostando as pontas de prova, novamente.

O que representa um sinal de – (menos, negativo) antes do número no display?

Significa que a corrente está circulando, por dentro do multímetro, no sentido


inverso, você deve ter conectado a ponta positiva no negativo ou vice-versa.

i. Resistência elétrica: A resistência elétrica é medida em Ohms (Ω). Seus


múltiplos são kiloohms (kΩ) e megaohms (MΩ). Seu submúltiplo mais usado é
miliohms (mΩ).

• 1 Ohm = 1.0 mΩ • 1.0 Ohms = 1 kΩ

• 1.0.0 ohms = 1 MΩ

Quando colocamos a letra K depois de um número estamos multiplicando este


número por mil, portanto 470kΩ é igual a 470.0 ohms. Quando colocamos a

12
letra M depois de um número estamos multiplicando este número por 1 milhão,
portanto 10MΩ é igual a 10.0.0 ohms.

Em um multímetro digital a máxima resistência possível de ser medida por uma


escala corresponde ao valor da escala, assim, se tivermos uma escala de 200
ohms poderemos medir uma resistência com um valor de 200 ohms para
menos. Se medirmos uma resistência de 100 ohms a parecerá no display o
número 100. Sempre que medirmos um valor maior do que o máximo valor da
escala aparecerá um numero 1 no lado esquerdo do display. Isto indica que
devemos tentar medir esta resistência em uma escala maior. Estas escalas de
resistência (preferivelmente a mais baixa) podem ser usadas para a verificação
de curto-circuitos e de continuidade ou não de interruptores, fiações elétricas,
fusíveis, lâmpadas, trilhas de cobre, etc. Alguns multímetros tem uma escala
que apita quando sua pontas de prova são encostadas, com esta escala somos
capazes de verificar se pontos estão em curto ou ligados apenas com o ouvido,
sem a necessidade de olhar para o display.

Em eletrônica, na maioria das vezes, mediremos valores baixos de resistência


ou verificaremos se dois pontos não estão em curto (estaremos então medindo
valores muito elevados de resistência e devemos usar escalas mais altas. Caso
não exista curto entre os dois pontos um número 1 aparecerá no lado esquerdo
do display).Em eletrônica temos uma infinidade de valores que podem ser
encontrados.

Para utilizar corretamente e com eficiência um multímetro digital é interessante


que você meça valores de tensão, corrente e resistência conhecidos, mude de
escalas e perceba as diferenças. Preste sempre muita atenção no ponto e na
escala para fazer a leitura correta. Lembre-se que:

O ponto mudará de posição dependendo da escala mas a leitura será sempre a


mesma. Este mesmo critério, do ponto mudar de casa, é usado na medida de
qualquer grandeza.

7. Comentários Finais Ao escolher um multímetro digital lembre-se que deve ter


no mínimo:

Para a medição de corrente alternada é mais fácil e prático o uso de alicates


amperiométricos (normalmente chamados de teste alicate) que podem fazer
esta leitura sem estar em série com o circuito (sem interrompe-lo). Uma alicate
amperiométrico digital também terá as mesmas escalas (pelo menos as 4
básicas: tensão alternada, tensão continua, corrente continua e resistência) de
um multímetro digital, porém ele possui uma “garra” capaz de envolver o fio e
medir a corrente que circula por ele. Mas é bom lembrar que este tipo de

13
alicate só mede, desta forma, corrente alternada. Isto acontece via a medição
do campo eletromagnético através da “garra”. Tais testes são recomendados
para medidas de correntes alternadas elevadas como as encontradas em
maquinas e motores.

8. Referencias Bibliográficas

[1] Circuitos Elétricos, Robert A. Bartkowiak, 2ª edição, Makron Books (1999)


[2] Fabricantes de resistores: [Link] ou
[Link]

[3] Veja também: [Link] e


[Link]

Apêndice A: Unidades Básicas

Símbolo Unidade A ampère (unidade de corrente) V volt (unidade e tensão) W


watt (unidade de potência) Ohm Ohm (unidade de resistência) H henry
(unidade de indutância) F farad (unidade de capacitância) Hz Hertz (unidade de
freqüência)

Apêndice B: Prefixos para indicar frações ou múltiplos de unidades

Símbolo Fração/Múltiplo p pico (1 trilionésimo) = 10-12 n nano (1 bilionésimo) =


10-9 µ micro (1 milionésimo) = 10-6 m mili (1 milésimo) = 10-3 k kilo (1 milhar)
= 10+3 M mega (1 milhão) = 10+6 G giga (1 bilhão) = 10+9 T tera (1 bilhão) =
10+12

Apêndice C: Fórmulas úteis

Eis aqui algumas fórmulas que serão de grande utilidade quando for necessário
o cálculo de tensão (E), resistência (R), corrente (I) e potência (P):

Apêndice D: Tensão Alternada - Valores de Pico e Eficazes

Consideremos um sinal de tensão alternadas (ex. senoidal) de freqüência f, tal


como ilustrado abaixo.

14
• Tensão de pico (Vp): É o valor máximo (positivo) que a tensão pode assumir.

• Tensão pico à pico (Vpp): É dada pela diferença entre a tensão máxima
(positiva) e mínima

(negativa), ou seja: Vpp = Vp – (-Vp) = 2⋅Vp

• Tensão eficaz ou RMS (VRMS): É o valor quadrático médio da tensão em um


ciclo de oscilação do sinal. Para um sinal senoidal teremos:

O mesmo tipo de raciocínio e definições poderá ser aplicado no caso de


correntes alternadas.

Apêndice E: Resistores – Informações Gerais

Sendo talvez, um dos componentes mais comuns, as resistências em geral


possuem um formato cilíndrico e faixas coloridas que definem o seu valor em
Ohms (Ω). O código mais comum é o que utiliza quatro faixas coloridas, cada
qual indicando um valor. As duas primeiras faixas correspondem a uma cifra, a
qual deve ser multiplicada pelo valor da terceira faixa. A quarta faixa está um
pouco afastada das outras três primeiras e indica a tolerância, ou seja, a
precisão daquele componente.

Mais recentemente os resistores passaram a ser especificados por cinco faixas


coloridas. A primeira e a segunda faixa indicam o primeiro e o segundo dígito,
respectivamente. A terceira faixa indica o número de zeros que segue os dois
primeiros dígitos, exceto quando as faixas ouro e prata são usadas, que
representam os fatores multiplicativos. A quarta faixa indica a tolerância. A
ausência desta faixa significa que a tolerância é de +/- 20%. A quinta faixa
indica que o resistor possui um dígito a mais na representação de seu valor
ôhmico. Por exemplo, se um resistor possui as faixas nas cores azul, cinza,
prata e ouro, o valor de resistência é 0,68 +/- 5% Ohms.

Na tabela, mostrada na pagina seguinte, estão relacionados as cores


juntamente com os respectivos valores que elas representam.

Cor Faixa 1 Faixa 2Faixa 3 Faixa 4 Prata - - 0,01 ±10%

Ouro - - 0,1 ±5% Preto 0 0 1 - Marrom 1 1 10 - Vermelho 2 2 100 ±2% Laranja


3 3 1.0 - Amarelo 4 4 10.0 - Verde 5 5 100.0 - Azul 6 6 1.0.0 - Roxo 7 7 - -
Cinza 8 8 - - Branco 9 9 - -

15
Alem de resitores identificados por faixas coloridas (resitores de filme ou
carbono) existe resitores de fio e resitores variaveis que em geral possuem seu
valor e sua tolerância escrito no corpo do componente. Na figura abaixo temos
alguns exemplos das diversas construções possíveis dos resistores.

Uma forma de se obter uma resistência de um determinado valor, é se


associando resistências, de duas formas: em série e em paralelo. Na
associação em série, a resistência total (RT) será igual a soma de todas as
resistências empregadas. Na associação em paralelo o inverso da resistência
equivalente (1/RT) será igual a soma do inversos de todas as resistências
empregadas

Associação Serie de Resitores Associação Paralelas de Resitores

Os valores de resistores comerciais, tipicamente encontrados no mercado, são


listados na tabela abaixo.

Valores padrões em Ohms (Ω) para resistores comerciais com 5% de


tolerância

1.0 10 100 1.0K 10K 100K 1.0M 10M 1.1 1 10 1.1K 1K 10K 1.1M 1M 1.2 12 120
1.2K 12K 120K 1.2M 12M 1.3 13 130 1.3K 13K 130K 1.3M 13M 1.5 15 150
1.5K 15K 150K 1.5M 15M 1.6 16 160 1.6K 16K 160K 1.6M 16M 1.8 18 180
1.8K 18K 180K 1.8M 18M 2.0 20 200 2.0K 20K 200K 2.0M 20M 2.2 2 20 2.2K
2K 20K 2.2M 2M

2.4 24 240 2.4K 24K 240K 2.4M 2.7 27 270 2.7K 27K 270K 2.7M 3.0 30 300
3.0K 30K 300K 3.0M 3.3 3 30 3.3K 3K 30K 3.3M 3.6 36 360 3.6K 36K 360K
3.6M 3.9 39 390 3.9K 39K 390K 3.9M 4.3 43 430 4.3K 43K 430K 4.3M 4.7 47
470 4.7K 47K 470K 4.7M 5.1 51 510 5.1K 51K 510K 5.1M 5.6 56 560 5.6K 56K
560K 5.6M 6.2 62 620 6.2K 62K 620K 6.2M 6.8 68 680 6.8K 68K 680K 6.8M

16
7.5 75 750 7.5K 75K 750K 7.5M 8.2 82 820 8.2K 82K 820K 8.2M 9.1 91 910
9.1K 91K 910K 9.1M

Cabe ainda observar a potência máxima que um resistor pode dissipar. Isto
esta relacionado com o aquecimento, e portanto, com a temperatura máxima
que o componente pode operar sem degradar suas características.
Tipicamente encontramos resistores com capacidade de dissipar 1/8, 1/4, 1/2,
1, 2, 5, 10 e 50 W (ou mais).

Cálculos elétricos

E= Tensão Elétrica - Unidade de Medida Volt (V) i = Corrente Elétrica - Unidade


de Medida Ampére (A) P = Potência Elétrica - Unidade de Medida Watt (W) R =
Resistência Elétrica - Unidade de Medida Ohm (Ω)

Associação de Resistores

Em um circuito é possível organizar conjuntos de resistores interligados,


chamada associação de resistores. O comportamento desta associação varia
conforme a ligação entre os resistores, sendo seus possíveis tipos: em série,
em paralelo e mista.

Associação em Série

Associar resistores em série significa ligá-los em um único trajeto, ou seja:

Como existe apenas um caminho para a passagem da corrente elétrica esta é


mantida por toda a extensão do circuito. Já a diferença de potencial entre cada
resistor irá variar conforme a resistência deste, para que seja obedecida a 1ª
Lei de Ohm, assim:

17
Esta relação também pode ser obtida pela análise do circuito:

Sendo assim a diferença de potencial entre os pontos inicial e final do circuito é


igual à:

Analisando esta expressão, já que a tensão total e a intensidade da corrente


são mantidas, é possível concluir que a resistência total é:

RT = Resistencia total

Ou seja, um modo de se resumir e lembrar-se das propriedades de um circuito


em série é:

Tensão (ddp) (U) se divide


Intensidade da corrente (i) se conserva
Resistência total (R) soma algébrica
das resistência em cada resistor.

Associação em Paralelo:

Ligar um resistor em paralelo significa basicamente dividir a mesma fonte de


corrente, de modo que a ddp em cada ponto seja conservada. Ou seja:

Usualmente as ligações em paralelo são representadas por:

Como mostra a figura, a intensidade total de corrente do circuito é igual à soma


das intensidades medidas sobre cada resistor, ou seja:

Pela 1ª lei de ohm:

18
E por esta expressão, já que a intensidade da corrente e a tensão são
mantidas, podemos concluir que a resistência total em um circuito em paralelo
é dada por:

Associação Mista:

Uma associação mista consiste em uma combinação, em um mesmo circuito,


de associações em série e em paralelo, como por exemplo:

Em cada parte do circuito, a tensão (U) e intensidade da corrente serão


calculadas com base no que se conhece sobre circuitos série e paralelos, e
para facilitar estes cálculos pode-se reduzir ou redesenhar os circuitos,
utilizando resistores resultantes para cada parte, ou seja:

Sendo:

Como utilizar um multímetro digital Uma Breve Introdução

19
Jorge R.A. Kaschny

Universidade Estadual de Feira de Santana (2002) Versão 1.1

1. Introdução e Noções Básicas pag.3


2. Medidas de Tensão pag.4
3. Medidas de Corrente pag.4
4. Medidas de Resistência pag.5
5. Cuidados no Manuseio de um Multímetropag.5
7. Comentários Finais pag.9
8. Referencias Bibliográficas pag.10
Apêndice A: Unidades Básicaspag.10
Apêndice C: Fórmulas úteispag.10
Índice 6. Entendendo Múltiplos e Sub-Multiplos das Grandezas pag.7 Apêndice
B: Prefixos para indicar frações ou múltiplos de unidades pag.10 Apêndice D:

20
Tensão Alternada - Valores de Pico e Eficazes pag.1 Apêndice E: Resistores –
Informações Gerais pag.1

1. Introdução e Noções Básicas

Um multímetro digital oferece a facilidade de mostrar diretamente em seu visor,


que chamamos de display de cristal líquido, ou simplesmente display, o valor
numérico da grandeza medida, sem termos que ficarmos fazendo
multiplicações e leituras em escalas complicadas como ocorre com multímetros
analógicos.

Um multímetro digital pode ser utilizado para diversos tipos de medidas, as


mais comuns são:

• tensão elétrica (medida em volts – V). • corrente elétrica (medida em amperes


– A).

• resistência elétrica (medida em Ohms – Ω – letra Grega ômega).

Além destas ele pode ter escalas para outras medidas específicas como:
temperatura, freqüência, semicondutores (escala indicada pelo símbolo de um
diodo), capacitância, ganho de transistores, continuidade (através de um sinal
sonoro), etc.

Em multímetros digitais o valor da escala já indica o máximo valor a ser medido


por ela, independente da grandeza. Temos abaixo uma indicação de valores
típicos encontrados na prática para estas escalas:

• Escalas de tensão contínua: 200mV, 2V, 20V, 1000V ou 200mV, 2V, 20V,
1000V ou 1kV. • Escalas de tensão alternada: 200V, 750V ou 200V, 750V.

• Escalas de resistência: 200Ω, 2000Ω ou 2kΩ, 20kΩ, 200kΩ, 2MΩ ou


20000kΩ.

• Escalas de corrente contínua: 200uA, 2000uA ou 2mA, 20mA, 200mA, 2A, 10


ou 20A.

A seleção entre as escalas pode ser feita através de uma chave rotativa,
chaves de pressão, chaves tipo H-H ou o multímetro pode mesmo não ter
chave alguma, neste caso falamos que o multímetro digital é um equipamento
de auto-range (auto-escala), ou seja, ele seleciona a grandeza e a escala que
esta sendo medida automaticamente. Em alguns casos podemos encontrar
multímetros que tem apenas uma escala para tensão, uma para corrente e uma

21
para resistência, este tipo de multímetro também é auto-range, nele não é
preciso se procurar uma escala específica para se medir um determinado valor
de tensão.

Uma coisa muito importante ao se usar um multímetro digital é saber selecionar


a escala correta para a medição a ser feita. Sendo assim podemos exemplificar
algumas grandezas com seus respectivos nomes nas escalas:

• Tensão alternada: VCA, ACV, VAC ou V juntamente com o símbolo ~ sobre


ele
• Tensão contínua: VCC, DCV, VDC ou V com duas linhas sobre ele, uma
tracejada e outra continua. • Corrente contínua: DCA, ADC ou A com duas
linhas sobre ele, uma tracejada e outra continua.

• Corrente alternada: ACA ou A juntamente com o símbolo ~ sobre ele.

• Resistência = Ohms, Ω

2. Medidas de Tensão

Para medirmos uma tensão é necessário que conectemos as pontas de prova


em paralelo com o ponto a ser medido, tal como ilustrado na figura 1. Se
quisermos medir a tensão aplicada sobre uma lâmpada devemos colocar uma
ponta de prova de cada lado da lâmpada, isto é uma ligação em paralelo.

Figura 1: Medindo tensão eletrica ou voltagem.

É importante observar que, no caso particular de tensão continua (VDC, VCC


ou DCV), a leitura no multímetro fornece uma medida da diferença de potencial
entre as ponteiras vermelha (ponteira de polaridade positiva) com relação a
preta (comum ou ponteira de polaridade negativa). Na ilustração acima iremos
portanto ler um valor positivo de tensão. Por outro lado, se por um acaso
invertermos as ponteiras iremos ler um valor negativo.

No caso de medidas de tensão alternada (VCA, VDC ou DCV) a polaridade ou


cor das ponteiras não é importante. O multímetro incorpora um retificador
adequado para uso com correntes alternadas de freqüência tipicamente entre
40 e 400 Hz. O valor lido no multímetro corresponde ao valor eficaz ou RMS da
tensão alternada entre as ponteiras.

22
Para a medida de tensões elevadas, tento alternada como continua, superiores
a 250 Volts, será necessário o uso de ponteiras especiais e muitas vezes
deslocar o borne da ponteira positiva (ponteira vermelha) para um conector
especialmente dedicado as medidas de altas tensões. Para isto devemos
consultar cuidadosamente o manual do multímetro digital que estamos
utilizando.

3. Medidas de Corrente

Para medirmos corrente com um multímetro digital, devemos colocar ele em


série com o ponto a ser medido, como ilustrado na figura 2. Se quisermos
medir a corrente que circula por uma lâmpada devemos desligar um lado da
lâmpada, encostar neste ponto uma ponta de prova e a outro ponta deve ser
encostado no fio que soltamos da lâmpada, ou seja, uma ligação em série. É
importante salientar que muitos multímetros digitais só medem corrente
contínua, portanto não devem ser usados para se medir a corrente alternada
fornecida pela rede elétrica. Encontramos corrente contínua em pilhas,
dínamos e fontes de alimentação, que são conversores de tensão e corrente
alternada em tensão e corrente continua.

Figura 2: Ilustração de medidas de corrente elétrica: (a) valores moderados


(esq.) e (b) valores elevados (dir.)

Cabe observar cuidadosamente a polaridade das ponteiras. Uma leitura de um


valor positivo de corrente corresponde a uma corrente fluindo da ponteira
vermelha para a ponteira preta passando pelo circuito do multímetro (ver figura
2). Uma leitura negativa corresponderá ao caso contrario.

Para medirmos correntes elevadas devemos tipicamente deslocar o borne da


ponteira positiva (ponteira vermelha) para um conector especialmente dedicado
as medidas de altas correntes. Para isto devemos consultar cuidadosamente o
manual do multímetro digital que estamos usando.

Multímetros digitais mais modernos já incorporam medidas de corrente


alternada (ACA ou Ã). O procedimento usado para a medida de valores

23
moderados de corrente (alguns mA’s) é em geral bastante similar ao caso de
correntes continuas (DCA), sendo a polaridade das ponteiras completamente
sem importância. Contudo, devido a enorme variedade de modelos e marcas
disponíveis no mercado, é imprescindível uma cuidadosa leitura do manual do
multímetro digital que estamos usando antes de efetuarmos tal medida.

4. Medidas de Resistência

Para medirmos resistência devemos desligar todos os pontos da peça a ser


medida (uma lâmpada incandescente, por exemplo, deve estar fora do seu
soquete) e encostarmos uma ponta de prova em cada lado da peça. No caso
de uma lâmpada incandescente encostamos uma ponta de prova na rosca e
outra na parte inferior e metálica do conector da lâmpada. Este procedimento é
ilustrado na figura 3.

Figura 3: Ilustração de uma medida de resistência.

Muitos multímetros incorporam também testes de continuidade (ou baixas


resistências) que se utilizam de avisos sonoros (um “beep” agudo). Estes
testes são particularmente úteis quando estamos testando a continuidade de
cabos elétricos. O procedimento usado é inteiramente similar ao usado para
medidas de resistência (o cabo sob teste substituirá o resistor da figura 3).

5. Cuidados no Manuseio de um Multímetro

Todas estas medidas devem ser feitas com bastante critério e nunca devemos
encostar as mãos em nenhuma ponta de prova durante uma medida, caso isto
aconteça corremos o risco de levarmos um choque elétrico e/ou termos uma
leitura errada. Treine bastante como manipular as ponteiras e leia o manual do
multímetro antes de começar a medir.

Uma coisa importante de se perceber é que a grande maioria dos multímetros


digitais tem 3 ou 4 bornes para a ligação das pontas de prova. Normalmente
um é comum (COM) e os outros servem para medição de tensão, resistência e
corrente. A indicação dos bornes sempre mostra para quais escalas eles
podem ser usados. Preste atenção. Eis a seguir um exemplo de como eles
estão dispostos em um multímetro VOLTCRAFT com auto-range.

24
Figura 4: Foto de um multímetro VOLTCRAFT com auto-range.

• Conector ou Borne comum, normalmente indicado por COM – é onde deve


estar sempre ligada a ponta de prova preta.

• Conector ou Borne indicado por V/Ohms/mA – nele deve estar conectada a


ponta de prova vermelha para a medição de tensão (contínua ou alternada),
resistência e corrente na ordem de miliamperes.

• Conector ou Borne indicado por 10A MAX – a ponta de prova vermelha deve
ser ligada nele para a medição de corrente continua ou alternada superiores a
400mA. Observação: vários multímetros digitais não medem corrente
alternada, verifique se existe uma escala em seu instrumento para isto antes de
fazer a medição.

Quando um multímetro apresenta escalas para medição de capacitância ou


ganho (beta) de transistores normalmente eles tem conectores específicos para
isto. Estes conectores estão indicados no painel do instrumento. É bom lembrar
que capacitores devem ser sempre descarregados antes da medição. Para
fazer isto coloque os seus dois terminais em curto usando uma chave de fenda
(se o capacitor tiver mais de um terminal positivo ele deverão ser colocados em
curto com o terra individualmente). Alguns modelos mais sofiticados incluem
tambem medidas de freqüência e temperatura. Nestes casos devemos
consultar o respectivo manual para procedermos corretamente tais medidas.

Multímetros digitais normalmente mostram uma indicação que a bateria está se


esgotando, isto normalmente é feito, através de um símbolo de bateria que
aparece continuamente ou que fica piscando no display. Quando isto ocorrer
troque a bateria, multímetros digitais com bateria “fraca” costumam apresentar
um grande erro em suas leituras. Caso a leitura precise ser monitorada durante
um longo tempo este problema poderá fazer com que você acredite que uma
tensão, ou corrente, está variando, quando ela está fixa e é a bateria do
multímetro que está fraca.

25
A chave de liga-desliga de um multímetro digital pode ser uma das posições da
chave rotativa como pode ser uma chave ao lado do instrumento. Deixe
sempre desligado o multímetro caso não o esteja utilizando.

A maioria dos multímetros digitais que existem a venda são chamados de


multímetros digitais de 3 ½ dígitos (3 dígitos e meio). Isto quer dizer que ele é
capaz de medir grandezas de até 3 números completos mais meio número.
Vamos exemplificar para ficar mais fácil:

Suponha que você vai medir uma tensão de 1250V na escala de 1500V, a
leitura que aparecerá no display será de 1250, ou seja:

• primeiro número = 1 - este dígito é considerado ½ dígito pois não pode


assumir outro valor maior que 1. • segundo número = 2 - este dígito é
considerado um dígito inteiro, pois pode assumir valores entre 0 e 9.

• terceiro número = 5 - este dígito é considerado um digito inteiro, pois pode


assumir valores entre 0 e 9.

• quarto número = 0 - este dígito também é considerado um digito inteiro, pois


pode assumir valores entre 0 e 9.

Ao ligar um multímetro de 3 ½ dígitos apareceram no display apenas três


dígitos, mas não se assuste é assim mesmo. Isto tipicamente ocorre caso o
tenha ligado em uma escala de tensão ou corrente, nas escalas de resistência
aparecerá um número 1 no lado esquerdo do display (LCD).

Cabe salientar que no caso de medidas de corrente e tensão devemos sempre


tomar cuidado em selecionarmos uma escala correta para efetuarmos a
medida. Caso a ordem de grandeza do valor a ser medido seja completamente
desconhecido, devemos iniciar a medida pela escala mais alta. Para
multímetros auto-range este cuidado é em geral desnecessário. Contudo,
devido a enorme variedade de modelos e fabricantes, uma boa leitura do
manual é sempre uma ótima precaução.

6. Entendendo Múltiplos e Sub-Multiplos das Grandezas

Vimos que temos escalas indicadas por diversos valores: 200mA, 2000mV,
20K, mas o que é isto. Para explicar vamos estudar uma grandeza por vez:

i. Tensão elétrica: a tensão elétrica é medida em volts (V). Seus submúltiplos


são milivolts (mV) e microvolts (uV). Seu múltiplo mais usado é o kilo-volt (kV).
Sempre que façamos uma medida menor que 1 volt (por exemplo 0.9V) o
multímetro poderá nos indicar 0,9 ou 900. Traduzindo: estamos medindo um

26
valor de tensão de 0,9V, portanto a indicação no display, dependendo da
escala utilizada pode ser 0,9 ou 900. Se estivermos em uma escala indicada
por mV o valor apresentado será 900 e corresponderá a 900mV, se estivermos
numa escala indicada por volts o valor será 0,9 e corresponderá a 0,9V. Veja
as comparações abaixo:

• 1V = 1.0mV = 1.0.0uV. • 1.000V = 1KV (1 x k = 1 x 1000 = 1.000V).

Quando colocamos a letra k depois de um valor de tensão estamos


multiplicando este valor por 1.0 (mil), é por isto que 1.0 volts é igual a 1kV. Se
você estiver usando um multímetro digital na escala de 1000V e medir 10V
aparecerá no display o seguinte: 10. Se for na escala de 200V aparecerá o
seguinte: 10,0. Perceba que o ponto mudará de posição dependendo da escala
mas a leitura será sempre a mesma. Este mesmo critério, do ponto mudar de
casa, é usado na medida de qualquer grandeza.

Analise estes exemplos e faça outras leituras para praticar. Coloque o seu
multímetro em uma escala superior a 200VCA (volts de tensão alternada, que é
a tensão que temos na rede elétrica, tomadas, etc). Escolha, por exemplo, a
escala de 750 VCA e faça a medição, o que aparecerá? Algo próximo a isto:
127 que você já sabe que é igual a 127 volts alternados. Veja se o seu
multímetro tem uma escala mais baixa do que 750, porém, superior a 127 VCA.
Vamos supor uma escala de 200 VCA, qual será a leitura agora? Algo próximo
a: 127,1 que você já sabe que é igual a 127,1 volts alternados.

Qual a diferença de uma escala para a outra? A diferença está na precisão da


leitura. Quanto mais próximo estiver a escala do valor medido maior a precisão.
Você pode perceber isto no exemplo acima. Na escala de 750 medimos 127 e
na escala de 200 medimos 127,1.

Então é correto se começar a medir pelas escalas mais baixas?

Não, muito pelo contrário. Se você fizer isto você corre o risco de danificar o
seu multímetro. Sempre se começa a medição pela escala mais alta e, se for
possível, se abaixa a escala para se ter uma leitura com mais precisão.

Mas pode-se mudar de escalas com o multímetro fazendo a medição?

Não, isto pode danificar o seu aparelho. Primeiro se separa as pontas de prova
do lugar medido, depois se muda a escala e somente agora é que se volta a
fazer a medição, encostando as pontas de prova, novamente.

O que representa um sinal de – (menos ou negativo) antes do número no


display?

27
Representa que você ligou a ponta de prova (+) vermelha no negativo ou vice-
versa. Inverta as pontas e este sinal sumirá.

i. Corrente elétrica: A corrente elétrica é medida em Amperes (A). Seus sub-


multiplos são miliamperes (mA) e microamperes (uA). Seu múltiplo mais
(raramente) usado é o kiloampere (kA). É comum termos em multímetros
digitais várias escalas de mA. As leituras feitas nestas escalas podem ser lidas
diretamente, ou seja, se fizermos um medição na escala de 200mA e aparecer
45, estaremos medindo 45mA. Também é comum em multímetros digitais
termos uma escala separada para a medição de corrente na ordem de
amperes. Se numa escala de 10A obtivermos a leitura de 2,0 é que estamos
medindo 2A. Se nesta mesma escala medirmos 0,950 é que estamos medindo
0,95A ou 950mA. Veja as comparações abaixo:

• 1A = 1.0mA = 1.0.0uA. • 1.000A = 1KA (1 x K = 1 x 1000 = 1.000A).

Da mesma forma que na tensão o k representa o valor numérico multiplicado


por 1.0 (mil). Se você for medir uma corrente continua de 50mA na escala de
10A o valor lido será 0,05 que corresponderá a 50mA. Mas para ter mais
precisão é aconselhável se usar uma escala mais baixa como, por exemplo, a
de 200mA.

Então é correto se começar a medir pelas escalas mais baixas?

Não, muito pelo contrário. Se você fizer isto você corre o risco de danificar o
seu multímetro. Sempre se começa a medição pela escala mais alta e, se for
possível, se abaixa a escala para se ter uma leitura com mais precisão.

Mas pode-se mudar de escalas com o multímetro fazendo a medição?

Não, isto pode danificar o seu aparelho. Primeiro se separa as pontas de prova
do lugar medido, depois de muda a escala e somente agora é que se volta a
fazer a medição, encostando as pontas de prova, novamente.

O que representa um sinal de – (menos, negativo) antes do número no display?

Significa que a corrente está circulando, por dentro do multímetro, no sentido


inverso, você deve ter conectado a ponta positiva no negativo ou vice-versa.

i. Resistência elétrica: A resistência elétrica é medida em Ohms (Ω). Seus


múltiplos são kiloohms (kΩ) e megaohms (MΩ). Seu submúltiplo mais usado é
miliohms (mΩ).

28
• 1 Ohm = 1.0 mΩ • 1.0 Ohms = 1 kΩ

• 1.0.0 ohms = 1 MΩ

Quando colocamos a letra K depois de um número estamos multiplicando este


número por mil, portanto 470kΩ é igual a 470.0 ohms. Quando colocamos a
letra M depois de um número estamos multiplicando este número por 1 milhão,
portanto 10MΩ é igual a 10.0.0 ohms.

Em um multímetro digital a máxima resistência possível de ser medida por uma


escala corresponde ao valor da escala, assim, se tivermos uma escala de 200
ohms poderemos medir uma resistência com um valor de 200 ohms para
menos. Se medirmos uma resistência de 100 ohms a parecerá no display o
número 100. Sempre que medirmos um valor maior do que o máximo valor da
escala aparecerá um numero 1 no lado esquerdo do display. Isto indica que
devemos tentar medir esta resistência em uma escala maior. Estas escalas de
resistência (preferivelmente a mais baixa) podem ser usadas para a verificação
de curto-circuitos e de continuidade ou não de interruptores, fiações elétricas,
fusíveis, lâmpadas, trilhas de cobre, etc. Alguns multímetros tem uma escala
que apita quando sua pontas de prova são encostadas, com esta escala somos
capazes de verificar se pontos estão em curto ou ligados apenas com o ouvido,
sem a necessidade de olhar para o display.

Em eletrônica, na maioria das vezes, mediremos valores baixos de resistência


ou verificaremos se dois pontos não estão em curto (estaremos então medindo
valores muito elevados de resistência e devemos usar escalas mais altas. Caso
não exista curto entre os dois pontos um número 1 aparecerá no lado esquerdo
do display).Em eletrônica temos uma infinidade de valores que podem ser
encontrados.

Para utilizar corretamente e com eficiência um multímetro digital é interessante


que você meça valores de tensão, corrente e resistência conhecidos, mude de
escalas e perceba as diferenças. Preste sempre muita atenção no ponto e na
escala para fazer a leitura correta. Lembre-se que:

O ponto mudará de posição dependendo da escala mas a leitura será sempre a


mesma. Este mesmo critério, do ponto mudar de casa, é usado na medida de
qualquer grandeza.

7. Comentários Finais Ao escolher um multímetro digital lembre-se que deve ter


no mínimo:

29
Para a medição de corrente alternada é mais fácil e prático o uso de alicates
amperiométricos (normalmente chamados de teste alicate) que podem fazer
esta leitura sem estar em série com o circuito (sem interrompe-lo). Uma alicate
amperiométrico digital também terá as mesmas escalas (pelo menos as 4
básicas: tensão alternada, tensão continua, corrente continua e resistência) de
um multímetro digital, porém ele possui uma “garra” capaz de envolver o fio e
medir a corrente que circula por ele. Mas é bom lembrar que este tipo de
alicate só mede, desta forma, corrente alternada. Isto acontece via a medição
do campo eletromagnético através da “garra”. Tais testes são recomendados
para medidas de correntes alternadas elevadas como as encontradas em
maquinas e motores.

8. Referencias Bibliográficas

[1] Circuitos Elétricos, Robert A. Bartkowiak, 2ª edição, Makron Books (1999)


[2] Fabricantes de resistores: [Link] ou
[Link]

[3] Veja também: [Link] e


[Link]

Apêndice A: Unidades Básicas

Símbolo Unidade A ampère (unidade de corrente) V volt (unidade e tensão) W


watt (unidade de potência) Ohm Ohm (unidade de resistência) H henry
(unidade de indutância) F farad (unidade de capacitância) Hz Hertz (unidade de
freqüência)

Apêndice B: Prefixos para indicar frações ou múltiplos de unidades

Símbolo Fração/Múltiplo p pico (1 trilionésimo) n nano (1 bilionésimo) µ micro (1


milionésimo) m mili (1 milésimo) k kilo (1 milhar) M mega (1 milhão) G giga (1
bilhão)

Apêndice C: Fórmulas úteis

Eis aqui algumas fórmulas que serão de grande utilidade quando for necessário
o cálculo de tensão (E), resistência (R), corrente (I) e potência (P):

30
Apêndice D: Tensão Alternada - Valores de Pico e Eficazes

Consideremos um sinal de tensão alternadas (ex. senoidal) de freqüência f, tal


como ilustrado abaixo.

• Tensão de pico (Vp): É o valor máximo (positivo) que a tensão pode assumir.

• Tensão pico à pico (Vpp): É dada pela diferença entre a tensão máxima
(positiva) e mínima

(negativa), ou seja: Vpp = Vp – (-Vp) = 2⋅Vp

• Tensão eficaz ou RMS (VRMS): É o valor quadrático médio da tensão em um


ciclo de oscilação do sinal. Para um sinal senoidal teremos:

O mesmo tipo de raciocínio e definições poderá ser aplicado no caso de


correntes alternadas.

Apêndice E: Resistores – Informações Gerais

Sendo talvez, um dos componentes mais comuns, as resistências em geral


possuem um formato cilíndrico e faixas coloridas que definem o seu valor em
Ohms (Ω). O código mais comum é o que utiliza quatro faixas coloridas, cada
qual indicando um valor. As duas primeiras faixas correspondem a uma cifra, a
qual deve ser multiplicada pelo valor da terceira faixa. A quarta faixa está um
pouco afastada das outras três primeiras e indica a tolerância, ou seja, a
precisão daquele componente.

Mais recentemente os resistores passaram a ser especificados por cinco faixas


coloridas. A primeira e a segunda faixa indicam o primeiro e o segundo dígito,
respectivamente. A terceira faixa indica o número de zeros que segue os dois
primeiros dígitos, exceto quando as faixas ouro e prata são usadas, que
representam os fatores multiplicativos. A quarta faixa indica a tolerância. A
ausência desta faixa significa que a tolerância é de +/- 20%. A quinta faixa
indica que o resistor possui um dígito a mais na representação de seu valor
ôhmico. Por exemplo, se um resistor possui as faixas nas cores azul, cinza,
prata e ouro, o valor de resistência é 0,68 +/- 5% Ohms.

Na tabela, mostrada na pagina seguinte, estão relacionados as cores


juntamente com os respectivos valores que elas representam.

31
Cor Faixa 1 Faixa 2Faixa 3 Faixa 4 Prata - - 0,01 ±10%

Ouro - - 0,1 ±5% Preto 0 0 1 - Marrom 1 1 10 - Vermelho 2 2 100 ±2% Laranja


3 3 1.0 - Amarelo 4 4 10.0 - Verde 5 5 100.0 - Azul 6 6 1.0.0 - Roxo 7 7 - -
Cinza 8 8 - - Branco 9 9 - -

Alem de resitores identificados por faixas coloridas (resitores de filme ou


carbono) existe resitores de fio e resitores variaveis que em geral possuem seu
valor e sua tolerância escrito no corpo do componente. Na figura abaixo temos
alguns exemplos das diversas construções possíveis dos resistores.

Uma forma de se obter uma resistência de um determinado valor, é se


associando resistências, de duas formas: em série e em paralelo. Na
associação em série, a resistência total (RT) será igual a soma de todas as
resistências empregadas. Na associação em paralelo o inverso da resistência
equivalente (1/RT) será igual a soma do inversos de todas as resistências
empregadas

32
Associação Serie de Resitores Associação Paralelas de Resitores

Os valores de resistores comerciais, tipicamente encontrados no mercado, são


listados na tabela abaixo.

Valores padrões em Ohms (Ω) para resistores comerciais com 5% de


tolerância

1.0 10 100 1.0K 10K 100K 1.0M 10M 1.1 1 10 1.1K 1K 10K 1.1M 1M 1.2 12 120
1.2K 12K 120K 1.2M 12M 1.3 13 130 1.3K 13K 130K 1.3M 13M 1.5 15 150
1.5K 15K 150K 1.5M 15M 1.6 16 160 1.6K 16K 160K 1.6M 16M 1.8 18 180
1.8K 18K 180K 1.8M 18M 2.0 20 200 2.0K 20K 200K 2.0M 20M 2.2 2 20 2.2K
2K 20K 2.2M 2M

2.4 24 240 2.4K 24K 240K 2.4M 2.7 27 270 2.7K 27K 270K 2.7M 3.0 30 300
3.0K 30K 300K 3.0M 3.3 3 30 3.3K 3K 30K 3.3M 3.6 36 360 3.6K 36K 360K
3.6M 3.9 39 390 3.9K 39K 390K 3.9M 4.3 43 430 4.3K 43K 430K 4.3M 4.7 47
470 4.7K 47K 470K 4.7M 5.1 51 510 5.1K 51K 510K 5.1M 5.6 56 560 5.6K 56K
560K 5.6M 6.2 62 620 6.2K 62K 620K 6.2M 6.8 68 680 6.8K 68K 680K 6.8M
7.5 75 750 7.5K 75K 750K 7.5M 8.2 82 820 8.2K 82K 820K 8.2M 9.1 91 910
9.1K 91K 910K 9.1M

Cabe ainda observar a potência máxima que um resistor pode dissipar. Isto
esta relacionado com o aquecimento, e portanto, com a temperatura máxima
que o componente pode operar sem degradar suas características.
Tipicamente encontramos resistores com capacidade de dissipar 1/8, 1/4, 1/2,
1, 2, 5, 10 e 50 W (ou mais).

A presente apostila é o resultado de uma coletânea de dados técnicos, fotos,


gráficos e figuras retiradas de diversas fontes (livros, internet e manuais), não
possuindo fins lucrativos. Sua reprodução é livre para fins educativos.

O multímetro é o instrumento de medida mais usado nas oficinas de Eletrônica


e Eletricidade, pois, como seu nome sugere, com um só instrumento é possível
efetuar medidas de várias grandezas elétricas. O multímetro também é
conhecido pêlos nome de multiteste. Ele possibilita medidas rápidas de tensão,
corrente, resistência e, eventualmente, de outras grandezas como indutância,
capacitância, temperatura, etc. Para a maioria dos trabalhos a serem
realizados na localização de defeitos e avarias na parte elétrica e eletrônica de

33
um veículo é utilizado o multímetro. Pode-se dividi-los em dois tipos básicos, o
analógico e o digital. O tipo analógico é facilmente, possui um mostrador com
varias escalas graduadas, onde o deslocamento de um ponteiro permite a
interpretação do valor da grandeza que é medida (tensão, resistência e
corrente).

Para a aquisição de um multímetro é necessário conhecer suas características,


principalmente as que indicamos em seguida.

Características principais de um multímetro a) Mecânicas - As características


mecânicas referem-se, obviamente, àquelas de carater construtivo, tais como:
tamanho, peso, robustez, facilidade de interpretação da escala, etc. Essas
características devem ser encaradas pelo comprador em função do destino que
será dado ao instrumento. Assim, o técnico reparador domiciliar deve dar
preferência a um multímetro portátil, isto é, leve, mas que seja também robusto,
ou seja, de construção sólida, para evitar que ele se danifique com os
constantes choques mecânicos. É claro que, se o multímetro se destinar à
bancada de oficina ou laboratório, a portabilidade deixará de ser importante

34
devendo a escolha recair no aparelho que tenha escala ampla e fácil de ser
lida, desde que, evidentemente, possua as características elétricas requeridas.

b) Elétricas - Entre as características elétricas importantes de um multímetro,


as que norteiam sua aquisição, de um modo geral, são: sensibilidade, precisão
e alcance.

Sensibilidade: Definimos, anteriormente, a sensibilidade de um instrumento de


quadro móvel. A sensibilidade do multímetro depende, é claro, daquela do
galvanômetro; entretanto, pode ser diferente dela. Para que não pairem
dúvidas, definiremos a sensibilidade do aparelho como sendo o inverso da
corrente que ele retira da fonte (circuito) para deflexão máxima do ponteiro. É
medida em Ohms por Volts (Ω/V). É muito comum, nos multímetros comerciais,
que a sensibilidade do aparelho seja um pouco menor do que a do
galvanômetro. Isto se deve ao fato da existência de resistência em paralelo
com o instrumento, a qual deriva uma parte da corrente retirada da fonte.

Precisão: Como precisão de um aparelho de medida devemos entender a


exatidão com que ele efetua a medida, ou seja, o quanto mais próxima a
indicação está do valor real. Em suma, a precisão indica o erro relativo da
medida. É indicada em porcentagem. Evidentemente, quanto menor é a
porcentagem, maior é a precisão. Em todos os aparelhos a precisão é indicada
para leituras no meio da escala, posição em que ela é maior.

Alcance: Por alcance deve-se entender a maior medida que se pode efetuar
com o aparelho. Como ficou mostrado linhas atrás, o alcance ou campo de
medida do instrumento é pequeno; por isso, utilizam-se resistores em série, ou
paralelo, para aumentar seu campo de medida. Nos multímetros o alcance é
escolhido de acordo com a medida que se quer efetuar. Para isso, os
aparelhos possuem chave comutadora de alcance.

c) Manutenção - Embora não se trate de característica do multímetro, ao


adquiri-lo, deve-se levar em consideração a possibilidade de se encontrarem
componentes para reposição em caso de acidente com o aparelho. É
desejável, portanto, que o multímetro seja de fabricação nacional ou, se
estrangeiro, que existam postos de assistência técnica no país.

Como adquirir um multímetro

Dado o grande número de tipos de multímetros existentes no mercado, o


principiante, geralmente, fica indeciso sobre a escolha. No item anterior, ao
tratarmos das características dos multímetros, já delineamos uma orientação
para a escolha do aparelho. Entretanto, além das características técnicas, deve
ser levada em conta a necessidade do aparelho, ou seja, onde e para que ele

35
vai ser usado. De fato, se o aparelho de medida se destinar, por exemplo, à
medida de tensões em aparelhos transistorizados, não haverá necessidade de
que ele tenha alcance de várias centenas de Volts. Quanto maior a
sensibilidade de um multímetro e quanto mais sofisticado ele for, maior será,
evidentemente, seu preço. Para os trabalhos normais de reparação em rádio,
televisão e microcomputadores, um multímetro de sensibilidade de 20000 Ω/V,
que possibilite medidas de tensão CA e C de até 1000 V, de corrente de até 10
A e resistência desde alguns Ohms até cerca de 10 MΩ, satisfaz plenamente, e
com ele se podem efetuar quase todas as medidas de interesse. Como regra
geral para a aquisição de um multímetro, o aluno deve analisar os seguintes
itens:

1 - Local onde será usado o aparelho, isto é, se na bancada ou em casa. 2 -


Espécie de grandezas se que deve medir com mais frequência e que alcance
deve ter o medidor. 3 - Sensibilidade mínima admissível. 4 - Facilidade de
manutenção.

Outras medidas

Um multímetro que usa instrumento de quadro móvel, como o que


apresentamos até aqui, é um aparelho bastante versátil permitindo outras
medidas, além da corrente, tensão e resistência, tais como a de indutância,
capacitância, decibéis, etc.

Utilização do Multímetro

Os instrumentos possuem um painel, onde se encontra desenhada uma escala


graduada e um ponteiro que, se movendo de um extremo a outro da escala,
estaciona num dado ponto, informando o valor da leitura. Além disso, os
instrumentos possuem dois terminais, que têm por finalidade colocar o
instrumento em contato com o circuito que se deseja medir. Como todo
instrumento de medição, estes também têm limites, portanto, existem de vários
modelos e também de capacidade distinta, para atender a enorme amplitude
de valores que existe neste campo de atividade. Acompanhando a ilustração
do inicio da lição, percebe-se que o conjunto se compõe de: uma ponta de
prova (fio com dois terminais) preta considerada (-) e uma vermelha,
considerada (+) e a caixa que contém os componentes do aparelho. A caixa
pode ser aberta através da tampa traseira, fixada por parafusos, que ao ser
retirada mostra o reostato, componentes internos e os suportes para pilhas,
que sempre devem estar em bom estado, bem como devem ser removidas
quando o instrumento ficar sem uso durante algum tempo (l semana ou mais).

Utilização do botão seletor:

36
RESISTÊ CIA: Apenas colocar o botão seletor na faixa da escala OHMS,
inicialmente no ponto R x l e, para facilitar a leitura, muda-se para outro R x.

VOLTS: Ser for CA, colocar o botão seletor em CA, se for C, o botão seletor
deve ser posicionado em C. Lembre-se: no instrumento está em inglês, CA
vem ACV e C vem DCV. O valor do ponto deve ser pouco maior do que a
voltagem do circuito. Exemplo: pilha de 1,5V, colocar o botão seletor em 3. Se
a bateria for 6 volts, usar o ponto 12V, etc.

AMPERES: Em circuitos de C, colocar o botão seletor DCmA, ponto do


aparelho, cujo valor é maior que o valor existente no circuito.

Para se medir as voltagens, basta colocar as pontas de prova aplicadas em


paralelo com aquilo que se deseja medir a ponta de prova preta (-) no terminal
negativo e a ponta de prova vermelha (+) no terminal positivo. Na CAV não é
necessária a seleção de ponta de prova.

Para medir resistência, é necessário colocar uma ponta de prova em cada


extremo do que vai ser medido.

Para a medida de corrente as pontas deverão ser aplicadas em série no


circuito, de modo que o instrumento fique como parte integrante do circuito, no
ponto que se quer ler, depois, coloca uma ponta de prova num extremo e a
outra ponta de prova no outro extremo fechando o circuito (a ponta vermelha
deverá estar ligada ao ponto mais positivo, enquanto que a preta deverá ser
ligada ao ponto mais negativo).

Leitura do Painel

37
Obs: Ao fazer a medida de uma tensão ou corrente, se não soubermos a sua
ordem de grandeza, é conveniente usar a maior escala. Caso o ponteiro não se
desloque ou se desloque muito pouco, vá diminuindo de escala até que a
leitura se dê mais ou menos no meio da escala. No caso de medida de
resistência, deve ser feito o ajuste de zero para qualquer escala. Na medida de
tensão e corrente contínua, é importante observar a polaridade. O multímetro é
o principal instrumento da bancada devido a sua simplicidade de operação,
transporte e a capacidade de possibilitar medidas de diversos valores elétricos.
A figura ao lado mostra o painel de um multímetro ressaltando as partes
utilizadas para a medição de tensão contínua. Cabe também informar que a
escala de um multímetro é usada para a leitura do valor medido pelo
instrumento. Como o multímetro se destina a um grande número de medidas a
sua escala é múltipla.

Após a conexão das pontas de prova nos pontos de medida o ponteiro se


move, parando em uma posição definida, a figura abaixo ilustra um técnico
realizando uma medida elétrica. O observador deve posicionar-se frontalmente
ao painel de escalas. Os multímetros de boa qualidade possuem uma faixa
espelhada nas escalas do painel para evitar o erro de paralaxe. Ao fazer a
leitura o observador deve posicionar-se de tal forma que o reflexo do ponteiro
no espelho não seja visível.

Medida de tensão alternada com o multímetro

Tendo em vista que o multímetro é um instrumento múltiplo (para diversos tipos


de medição), os conhecimentos e procedimentos necessários para o seu uso

38
correto deve ser observado atentamente e os conceitos obtidos nesta apostila
deve ser seguidos à risca. Neste tópico iremos descrever de forma mais
abrangente o uso do mesmo para medidas de tensão de corrente contínua e
alternada. Todos os multímetros permitem a medida da tensão alternada. Para
que isso seja possível, a tensão alternada é retificada, ou seja, transformada
em contínua ou pulsante, através de diodos retificadores. A escala do
multímetro é graduada em função do valor eficaz. A sensibilidade do multímetro
para as medidas de tensão alternada é menor do que na medida da tensão
contínua e, praticamente, a metade, nos instrumentos de maior categoria. Isto
é fácil de entender considerando-se que a tensão média da CA corresponde,
aproximadamente, a 0,45 do valor da tensão eficaz. Isto significa que se
aplicarmos 100 V de C, o ponteiro irá até o fim da escala. Aplicando os
mesmos 100 V eficazes de CA, o ponteiro estacionará na marca de 45 V. Ora,
para que o ponteiro tenha deflexão total, devemos aumentar a corrente, ou
seja, diminuir a sensibilidade. A medida de CA é feita da mesma maneira que
indicamos para C, mas com a chave de funções na posição de CA e o alcance
no valor conveniente. Devemos ressaltar que, quando a ordem de grandeza da
tensão é desconhecida, é necessário iniciar a medida sempre pelo maior
alcance e diminuí-lo, progressivamente, até que o ponteiro pare mais ou menos
na metade da escala. Na medida de CA não há necessidade de observar a
polaridade das pontas. Este fato serve para distinguir se uma tensão
desconhecida é alternada ou contínua. Para isso, basta colocar o multímetro na
função de voltímetro de C e inverter as pontas. Se a rotação do ponteiro não se
inverter, a tensão será alternada. Isto parece sem importância, mas não é,
porque, se for medida tensão contínua com o aparelho na função de voltímetro
de CA, o valor acusado pelo galvanômetro será bem maior do que o real.
Finalmente, devemos acrescentar que a medida de tensão alternada só será
válida quando esta for senoidal. Assim, se for medida tensão de onda
quadrada, ou dente-de-serra, no voltímetro para CA, o valor indicado na escala
não terá significado a menos que se conheça o fator de conversão.

Usar sempre a faixa mais alta

Sempre que a tensão ou corrente a ser medida é conhecida, a faixa correta a


ser usada é facilmente selecionada. Mas na maioria dos casos, quando
estamos trabalhando num equipamento defeituoso, a tensão ou a corrente é
desconhecida ou muitas vezes é muito superior ao valor normal. Nestes casos,
devemos sempre selecionar a mais alta faixa disponível no instrumento. Uma
vez feita a medida, e determinado que a tensão está dentro dos limites de uma
faixa mais baixa, podemos mudar a faixa. Uma vez determinada a leitura com
exatidão, devemos retornar o teste para uma faixa bem alta, para evitar que
numa hora de pressa (em princípio o técnico em eletrônica nunca deve
trabalhar desatento) use uma faixa errada, podendo danificar o seu
instrumento.

39
coloca-se a chave seletora na posição de10
Para efetuar-se medições de tensões alternadas de valores compreendidos
entre 0 (zero) e 10 V, ACV e efetua-se a leitura com auxílio da escala AC10V
conforme indicado. Havendo necessidade de efetuar-se leitura de até 50 V, em
tensões alternadas, ajustar a chave seletora para a posição 50 ACV, quando
então emprega-se a escala AC10V e multiplicar por 5 o valor mostrado pelo
ponteiro para obter-se a leitura do valor real medido. Se o valor da tensão a ser
medido não ultrapassar 250 V alternados, colocar a chave na posição 250 ACV
e efetuar a leitura através da escala 250 ACV. Se a tensão alternada for
superior a 250 ACV, mantendo-se inferior ao limite de 1.0 ACV posicionar a
chave para posição 1.0 ACV e efetuar a leitura com auxílio da escala 10 ACV,
quando então a leitura obtida deverá ser multiplicada por 100, como no caso
anterior, para obtenção do valor real medido.

Quando a tensão alternada a ser medida for de valor desconhecido, posicionar


a chave seletora na faixa de maior alcance (1.0 ACV). Este procedimento
possibilita ter-se uma idéia do valor da tensão. Isso virá prevenir que,
acidentalmente, seja aplicada ao aparelho tensão de valor maior que o
suportável pelo instrumento quando em outra posição. Procedendo como foi
descrito no passo anterior será possível obter-se uma indicação que permita
selecionar a escala, de forma a ter-se uma indicação mais "confortável".

ATE ÇÃO - Toda vez que você for alterar a posição da chave seletora, ao
efetuar medições, é aconselhável antes retirar as pontas de prova do circuito
em teste, evitando assim danificar o instrumento de medição apenas
reiniciando a leitura após certificar-se que a chave está corretamente
posicionada em uma posição que apresente valor máximo superior ao da
tensão a ser medida.

Medida de tensão continua com o multímetro

40
Toda vez que você for efetuar medições de tensões contínuas; deve ficar muito
atento quanto às polaridades da fonte (ou pilhas) e do aparelho de teste.
Conjuntos de pilhas, baterias e até mesmo fontes podem ser analisadas quanto
ao seu estado de funcionamento. A maneira mais eficaz de efetuar-se tal teste
é comparando o valor nominal da fonte com a indicação obtida. Processo
semelhante deve ser empregado para a constatação da existência ou não de
curto-circuitos em aparelhos, fato que é comprovado pela redução da tensão
fornecida pela fonte ao ligar-se o circuito em teste.

Nesta posição, o multímetro permitirá efetuar leituras de tensões de corrente


contínua até 10 V, quando então deve-se empregar a escala de 50 V para
efetuar-se a leitura, multiplicando-se o valor obtido por 0,2 sendo o resultado
dado em volts. Observe que se você multiplicar 50 por 0,2 o resultado será 10.
Posicionando-se a chave seletora para 50 DCV, obtém-se leituras de tensões
contínuas de, no máximo, 50 V. Para isto deve-se fazer uso da escala de 50 V,
tem-se assim, o valor direto em volts sem multiplicação. Para tensões de
valores até 250 V, pode-se empregar a posição de 250 VDC, quando então
será utilizada a escala de 250 V. A indicação obtida é direta, quando então
teremos o valor da tensão medida. A maior faixa para medições de tensões
continuas: é 1.0 DCV, a qual possibilita efetuar leituras com valores até 1.0 V.
Ao efetuar-se leituras com a chave nesta posição, empregar novamente a
escala de 250 V. Porém, o valor medido é encontrado multiplicando-s e por 4 a
indicação obtida na escala de 250 V.

Medida de corrente com o multímetro

A posição "0,5 DCmA" permite a medição de correntes contínuas de até 0,5


mA. A leitura deverá ser feita na escala de 50 mA, multiplicando-se a indicação
obtida por 0,01. Para a posição "50 DCmA", que permite a leitura de correntes
até 50 mA, também emprega-se a escala de 50 mA. A leitura obtida é direta e
não necessita de multiplicação.

41
A chave seletora estando posicionada na indicação "500 DCmA", possibilita a
medição de correntes de até 500 mA. A leitura deverá ser feita na escala de
250 mA, multiplicando-se a indicação obtida por 2.

Para a medição de C, inserir o instrumento em série com o aparelho em teste,


diferentemente das medições de tensões, onde o multímetro é conectado em
paralelo, com o aparelho (ou componente) em medição. Caso seja
desconhecido o valor da corrente a ser medida deve-se escolher uma escala
alta para ter-se idéia sobre o valor a ser medido. Após isto desconectar a (s)
ponta(s) de prova do circuito, selecionar a faixa mais adequada e efetuar uma
leitura mais "confortável".

Medida de Resistência - Ohmímetro

O ohmímetro é um instrumento que permite medir a resistência elétrica de um


elemento. Os ohmímetros são regra geral parte integrante de um multímetro,
constituindo assim uma das múltiplas funções que disponibilizam (é comum os
multímetros integrarem as funções de ohmímetro, amperímetro e voltímetro,
além de outras funções, relacionadas com o teste de dispositivos eletrônicos e
a realização de operações sobre as medidas efetuadas). Como se indica, a
medição da resistência de um elemento é efetuada colocando em paralelo o
instrumento e o componente. A medição efetuada por um ohmímetro baseia-se
na aplicação da Lei de Ohm: o ohmímetro injeta no elemento uma corrente pré-
estabelecida, mede a tensão aos terminais e efetua o cálculo da resistência. No
entanto, para que a medição seja correta, é necessário que o elemento a medir
se encontre devidamente isolado de outros componentes do circuito, e em
particular da massa através do corpo humano.

42
Deste modo evita-se que o circuito envolvente retire ou injete no elemento
corrente distinta daquela aplicada pelo ohmímetro. O isolamento elétrico pode
ser obtido de duas maneiras distintas: desligando o componente em questão
do resto do circuito, ou devemos ter pelo menos um de seus terminais
desconectado do circuito, o qual deverá estar desenergizado.

Para medir resistências, ler na faixa da escala superior, entre a palavra OHMS.
O ponteiro repousa no lado esquerdo de quem olha o aparelho, entretanto, lê-
se, da direita para a esquerda, de quem o olha, os seguintes valores: 0, 1, 2, 3,
5, 6, 8, 10, 20, 40, 100, 2001k e infinito.

Quanto aos testes e medições envolvendo as resistências, a primeira faixa


relativa a tais medições é a "x10", permitindo leituras de resistências até 2 KΩ.
Na sua leitura emprega-se a escala de Ω e multiplica-se o valor obtido por 10.
A segunda posição da chave seletora para medidas de resistência é a "x100",
sendo que o valor lido na escala de Ω deverá ser multiplicado por 100 (x100), a
fim de se obter o valor real da medida, desde que esta seja inferior a 20 KΩ.
Outra posição é a x1 K. O valor lido na escala de Ω deverá ser multiplicado por
1.0 para que seja obtido o valor da resistência. Nesta faixa, o valor máximo que
pode ser medido é de 200 KΩ.

O ohmímetro também pode ser utilizado na identificação de caminhos em


curto-circuito ou em circuito aberto. Nós em curto-circuito são identificados
através da medição de uma resistência relativamente pequena ou nula entre os
pontos inquiridos. A situação oposta corresponde à medição de resistências
elevadíssimas. Para ampliar o alcance do medidor de resistências é muito
comum o uso de atenuadores resistivos. Por outro lado, quando a resistência a

43
ser medida é de valor elevado, é necessário aumentar o valor da tensão
aplicada para que a corrente no instrumento, tenha a intensidade suficiente
para deslocar completamente o ponteiro. Por esse motivo, os multímetros mais
bem elaborados costumam empregar duas fontes de C, uma constituída por
uma ou duas pilhas de 1,5 V, que fornecem a corrente para a medida de
resistências baixas e médias, e outra comportando uma bateria de,
normalmente, 9 V, para medida de resistências elevadas. É de se observar
que, quanto maior a resistência a ser medida, menor é a corrente que passará
pelo instrumento, e que variações grandes de resistência provocam pequenas
variações na corrente; conseqüentemente, a escala do medidor de resistência
não é linear, ou seja, não há proporcionalidade constante entre o número de
divisão e o valor da resistência. O aluno observará, em qualquer multímetro,
que a escala de Ohms é expandida no início e comprimida no fim. Em
consequência desse fato, sempre que se medir resistências, deve-se escolher
o alcance onde o ponteiro pare mais ou menos no meio da escala, porque aí a
leitura é mais acurada.

Cuidados: Zerar o aparelho toda vez que mudar de escala e ao efetuar uma
medida, não colocar as mãos nas pontas de prova, pois isto coloca em paralelo
com a resistência a ser medida, a resistência do corpo. E necessário ainda
conhecermos a função do botão 0 Ω ADJ, o qual efetua o ajuste de 0 ohm. Ele
efetua um ajuste fino, de forma que, ao mudar-se a posição da chave nas
posições de resistência, se faça uma leitura correta da resistência medida.

Polaridade das pontas de prova

Na medida de resistência, a polaridade das pontas de prova vai depender da


maneira que o fabricante conectou a pilha internamente. Nos equipamentos de
origem japonesa, a tendência é fazer com que o pólo positivo da pilha esteja
conectado na tomada negativa (ponta preta) e o negativo na tomada positiva
(vermelha). A determinação exata da polaridade das pontas de prova do
multímetro é importante quando testamos capacitores eletrolíticos (que são
polarizados) ou quando testamos semicondutores. Um processo eficiente para
determinarmos a polaridade das pontas de prova é testando um diodo
semicondutor. Vamos estudar o diodo nas próximas lições, e você terá maiores
detalhes deste importante componente eletrônico. Quando corretamente
polarizado pelo multímetro, o diodo permite circulação de corrente pelo
galvanômetro, o que é mostrado pela deflexão do ponteiro até a indicação de
um valor ôhmico. Na maioria das vezes, este valor ôhmico está compreendido
entre 15 e 30 ohms.

44
Valores

Atenção nas escalas, pois a leitura de valores requer muito cuidado. Além das
diversas escalas para várias medidas, existem também os fatores de
multiplicação que são indicados pela chave seletora ou pela posição dos pinos
de encaixe das pontas de prova. As escalas estão subdivididas em divisões
intermediárias, por exemplo:

(Parte 2 de 3)

Se entre o l e o 2 existem 10 divisões, cada uma delas corresponde a 0,1, ou


seja, temos valores como 1,1; 1,2; l ,3; l ,4, etc

Se entre os números existem 5 divisões, então, cada uma delas corresponde a


0,

• Se entre dois números existem somente duas divisões, então elas


correspondem a 0,5, ou seja, metade dos valores entre os números. • Se entre
100 e 150 existem 5 divisões, cada uma delas corresponde alio, 120, 130 e
140. A grandeza da escala está gravada logo ao lado de cada escala.

Exemplos de leituras de escalas a) Resistência - No multímetro analógico, o


valor indicado pelo ponteiro é 1,4, pois a chave seletora está na posição em
que o multímetro é x 1.0 (o número lido deve ser multiplicado por 1.0, ou seja, a
resistência é 1,4 x 1.0 = 1.400 ohms). No multímetro digital, o valor real
indicado no visor é 1.400 ohms, pois a chave seletora, neste

caso, está na posição 200KΩ.

Cuidados com o multímetro

45
O multímetro é um instrumento utilizado no dia a dia. A utilização de alguns
procedimentos relativa à segurança, conservação e manejo contribui para a
manutenção do equipamento em condições de uso durante muito tempo. A
seguir, estão listados estes procedimentos de segurança:

- manter o multímetro sempre longe das extremidades da bancada; - o


instrumento não deve ser empilhado sobre qualquer objeto ou equipamento;

- sempre que o instrumento não estiver em uso, posicionar a chave seletora de


escala para a posição desligado, principalmente os digitais para evitar consumo
desnecessário de bateria. Para os analógicos se não existir esta posição
colocar na posição ACV, na maior escala. - fazer limpeza apenas com pano
limpo e seco, não usar produtos de limpeza, alguns são corrosivos.

Manuseio

- a chave seletora deve ser posicionada adequadamente para a medida, ates


de ser feita à medida; - as pontas de prova devem ser introduzidas nos bornes
apropriados;

- a polaridade deve estar sempre sendo observada nas medidas de tensão


para os medidores analógicos;

- a tensão a ser medida não deve exceder o valor determinado pela chave
seletora do instrumento, tanto analógico como digital fora da posição
automático.

E importante que, ao adquirir o seu multímetro, você leia com muita atenção o
manual de instruções do mesmo.

Um multímetro digital oferece a facilidade de mostrar diretamente em seu visor,


que chamamos de display de cristal líquido, ou simplesmente display, o valor
numérico da grandeza medida, sem termos que ficarmos fazendo
multiplicações (como ocorre com multímetros analógicos). Um multímetro
digital pode ser utilizado para diversos tipos de medidas, agora iremos citar as
três mais comuns:

- tensão elétrica (medida em volts – V). - corrente elétrica (medida em amperes


– A).

- resistência elétrica (medida em Ohms – Ω).

46
Além destas, ele pode ter escalas para outras medidas específicas como:
temperatura, freqüência, semicondutores (escala indicada pelo símbolo de um
diodo), capacitância, ganho de transistores, continuidade (através de um apito),
etc. Em multímetros digitais o valor da escala já indica o máximo valor a ser
medido por ela, independente da grandeza. Temos abaixo uma indicação de
valores encontrados na prática para estas escalas:

A seleção entre as escalas pode ser feita através de uma chave rotativa,
chaves de pressão, chaves tipo HH ou o multímetro pode mesmo não ter chave
alguma, neste caso falamos que o multímetro digital é um equipamento de
auto-range, ou seja, ele seleciona a grandeza e a escala que esta sendo
medida automaticamente. Em alguns casos podemos encontrar multímetros
que tem apenas uma escala para tensão, uma para corrente e uma para
resistência, este tipo de multímetro também é auto-range, nele não é preciso se
procurar uma escala específica para se medir um determinado valor de tensão.
Uma coisa muito importante ao se usar um multímetro digital é saber selecionar
a escala correta para a medição a ser feita. Sendo assim podemos exemplificar
algumas grandezas com seus respectivos nomes nas escalas:

continua)
- Tensão contínua = VCC, DCV, VDC (ou um V com duas linhas sobre ele, uma
tracejada e a outra - Tensão alternada = VCA, ACV, VAC (ou um V com um ~
sobre ele).

- Corrente contínua = DCA, ADC (ou um A com duas linhas sobre ele, uma
tracejada e uma continua).

- Corrente alternada = ACA (ou um A com um ~ sobre ele).

Para medirmos uma tensão é necessário que conectemos as pontas de prova


em paralelo com o ponto a ser medido. Se quisermos medir a tensão aplicada
sobre uma lâmpada devemos colocar uma ponta de prova de cada lado da
lâmpada, isto é uma ligação em paralelo. Para medirmos corrente com um
multímetro digital, devemos colocar ele em série com o ponto a ser medido. Se
quisermos medir a corrente que circula por uma lâmpada devemos desligar um
lado da lâmpada, encostar neste ponto uma ponta de prova e a outro ponta
deve ser encostado no fio que soltamos da lâmpada. Isto é uma ligação em
série (é importante frisar que a maioria do multímetros digitais só medem
corrente contínua, portanto não devem ser usados para se medir a corrente
alternada fornecida pela rede elétrica. Encontramos corrente contínua em
pilhas. Dínamos e fontes de alimentação, que são conversores de tensão e
corrente alternada em tensão e corrente continua). Para medirmos resistência

47
devemos desligar todos os pontos da peça a ser medida (uma lâmpada
incandescente, por exemplo, deve estar fora do seu soquete) e encostarmos
uma ponta de prova em cada lado da peça. No caso de uma lâmpada
incandescente encostamos uma ponta de prova na rosca e outra na parte
inferior e metálica do conector da lâmpada. Todas estas medidas devem ser
feitas com critério e nunca devemos encostar as mãos em nenhuma ponta de
prova durante uma medida, caso isto aconteça corremos o risco de levarmos
um choque elétrico e/ou termos uma leitura errada. Uma coisa importante de se
perceber é que a grande maioria dos multímetros digitais tem 3 ou 4 bornes
para a ligação das pontas de prova. Normalmente um é comum e os outros
servem para medição de tensão, resistência e corrente. A indicação dos bornes
sempre mostra para quais escalas eles podem ser usados. Preste atenção no
exemplo abaixo de como eles estão dispostos:

Borne comum, normalmente indicado por COM – é onde deve estar sempre
ligada a ponta de prova preta. Borne indicado por V/Ohms/mA – nele deve
estar conectada a ponta de prova vermelha para a medição de tensão
(contínua ou alternada), resistência e corrente na ordem de miliamperes. Borne
indicado por A – a ponta de prova vermelha deve ser ligada nele para a
medição de corrente continua ou alternada (observação: a grande maioria dos
multímetros digitais não mede corrente alternada, verifique se existe uma
escala em seu instrumento para isto antes de fazer a medição). O quarto borne
em um multímetro pode ser utilizado para a medição de correntes continuas
mais elevadas, como exemplo, até 10A. Neste caso a indicação no borne seria
10A ou 10 ADC.

Quando um multímetro apresenta escalas para medição de capacitância ou


ganho (beta) de transistores normalmente eles tem conectores específicos para
isto. Estes conectores estão indicados no painel do instrumento. É bom lembrar
que capacitores devem ser sempre descarregados antes da medição. Para
fazer isto coloque os seus dois terminais em curto usando uma chave de fenda
(se o capacitor tiver mais de um terminal positivo ele deverão ser colocados em
curto com o terra individualmente). Multímetros digitais normalmente mostram
uma indicação que a bateria está se esgotando, isto normalmente é feito,
através de um símbolo de bateria que aparece continuamente ou que fica
piscando no display. Quando isto ocorrer troque a bateria, multímetros digitais
com bateria “fraca” costumam apresentar um grande erro em suas leituras.
Caso a leitura precise ser monitorada durante um longo tempo este problema
poderá fazer com que você acredite que uma tensão, ou corrente, está
variando, quando ela está fixa e é a bateria do multímetro que está fraca. A
chave de liga-desliga de um multímetro digital pode ser uma das posições da
chave rotativa como pode ser uma chave ao lado do instrumento. Deixe
sempre desligado o multímetro caso não o esteja utilizando. A maioria dos
multímetros digitais que existem a venda são chamados de multímetros digitais
de 3 ½ dígitos (3 dígitos e meio). Isto quer dizer que ele é capaz de medir

48
grandezas de até 3 números completos mais meio número. Vamos exemplificar
para ficar mais fácil:

Suponha que você vai medir uma tensão de 1250V na escala de 1500V, a
leitura que aparecerá no display será de 1250, ou seja:

- primeiro número = 1 - este dígito é considerado ½ dígito pois não pode


assumir outro valor maior que 1. - segundo número = 2 - este dígito é
considerado um dígito inteiro, pois pode assumir valores entre 0 e 9.

- terceiro número = 5 - este dígito é considerado um digito inteiro, pois pode


assumir valores entre 0 e 9. - quarto número = 0 - este dígito também é
considerado um digito inteiro, pois pode assumir valores entre 0 e 9.

Ao ligar um multímetro de 3 ½ dígitos apareceram no display apenas três


dígitos, mas não se assuste é assim mesmo (caso o tenha ligado em uma
escala de tensão ou corrente, nas escalas de resistência aparecerá um número
1 no lado esquerdo do display).

Entendendo os múltiplos e sub-multiplos das grandezas

Vimos que temos escalas indicadas por diversos valores: 200mA, 2000mV,
20K, mas o que é isto. Para explicar vamos estudar uma grandeza por vez:

Tensão elétrica – a tensão elétrica é medida em volts (V). Seus submúltiplos


são milivolts (mV) e microvolts (uV). Seu múltiplo mais usado é o kilovolt (KV).
Sempre que façamos uma medida menor que 1 volt o multímetro poderá nos
indicar assim: 0,9 ou assim: 900

Traduzindo: estamos medindo um valor de tensão de 0,9V, portanto a


indicação no display, dependendo da escala utilizada pode ser 0,9 ou 900. Se
estivermos em uma escala indicada por mV o valor apresentado será 900 e
corresponderá a 900mV, se estivermos numa escala indicada por volts o valor
será 0,9 e corresponderá a 0,9V. Veja as comparações abaixo:

Quando colocamos a letra K depois de um valor de tensão estamos


multiplicando este valor por 1.0 (mil), é por isto que 1000 volts é igual a 1KV.
Se você estiver usando um multímetro digital na escala de 1000V e medir 10V
aparecerá no display o seguinte: 10. Se for na escala de 200V aparecerá o
seguinte: 10,0. Perceba que o ponto mudará de posição dependendo da escala
mas a leitura será sempre a mesma. Este mesmo critério, do ponto mudar de
casa, é usado na medida de qualquer grandeza. Analise estes exemplos e faça

49
outras leituras para praticar. Coloque o seu multímetro em uma escala superior
a 200VCA (volts de tensão alternada, que é a tensão que temos na rede
elétrica, tomadas, etc). Escolha, por exemplo, a escala de 750 VCA e faça a
medição, o que aparecerá? Algo próximo a isto: 127 que você já sabe que é
igual a 127 volts alternados.

Veja se o seu multímetro tem uma escala mais baixa do que 750, porém,
superior a 127 VCA. Vamos supor uma escala de 200 VCA, qual será a leitura
agora? Algo próximo a: 127,1 que você já sabe que é igual a 127,1 volts
alternados. Qual a diferença de uma escala para a outra? A diferença está na
precisão da leitura. Quanto mais próximo estiver a escala do valor medido
maior a precisão. Você pode perceber isto no exemplo acima. Na escala de
750 medimos 127 e na escala de 200 medimos 127,1. Então é correto se
começar a medir pelas escalas mais baixas? Não, muito pelo contrário. Se
você fizer isto você corre o risco de danificar o seu multímetro. Sempre se
começa a medição pela escala mais alta e, se for possível, se abaixa a escala
para se ter uma leitura com mais precisão.

Mas pode-se mudar de escalas com o multímetro fazendo a medição? Não,


isto pode danificar o seu aparelho. Primeiro se separa as pontas de prova do
lugar medido, depois se muda a escala e somente agora é que se volta a fazer
a medição, encostando as pontas de prova, novamente.

O que representa um sinal de – (menos ou negativo) antes do número no


display? Representa que você ligou a ponta de prova (+) vermelha no negativo
ou vice-versa. Inverta as pontas e este sinal sumirá.

Corrente elétrica – a corrente elétrica é medida em Amperes (A). Seu sub-


multiplos são miliamperes (mA) e microamperes (uA). Seu múltiplo mais usado
é o kiloampere (KA). É comum termos em multímetros digitais várias escalas
de mA. As leituras feitas nestas escalas podem ser lidas diretamente, ou seja,
se fizermos um medição na escala de 200mA e aparecer 45, estaremos
medindo 45 mA. Também é comum em multímetros digitais termos uma escala
separada para a medição de corrente na ordem de amperes. Se numa escala
de 10A obtivermos a leitura de 2,0 é que estamos medindo 2A. Se nesta
mesma escala medirmos 0,950 é que estamos medindo 0,95A ou 950mA.

Veja as comparações abaixo:

Da mesma forma que na tensão o K representa o valor numérico multiplicado


por 1.0 (mil). Se você for medir uma corrente continua de 50mA na escala de
10A o valor lido será 0,05 que corresponderá a 50mA. Mas para ter mais
precisão é aconselhável se usar uma escala mais baixa como, por exemplo, a

50
de 200 mA. Então é correto se começar a medir pelas escalas mais baixas?
Não, muito pelo contrário. Se você fizer isto você corre o risco de danificar o
seu multímetro. Sempre se começa a medição pela escala mais alta e, se for
possível, se abaixa a escala para se ter uma leitura com mais precisão.

Mas pode-se mudar de escalas com o multímetro fazendo a medição? Não,


isto pode danificar o seu aparelho. Primeiro se separa as pontas de prova do
lugar medido, depois de muda a escala e somente agora é que se volta a fazer
a medição, encostando as pontas de prova, novamente.

O que representa um sinal de – (menos, negativo) antes do número no display?


Significa que a corrente está circulando, por dentro do multímetro, no sentido
inverso, você deve ter conectado a ponta positiva no negativo ou vice-versa.

Resistência elétrica – a resistência elétrica é medida em Ohms (Ω).

Seus múltiplos são kiloohms (KΩ) e megaohms (MΩ). Seu submúltiplo mais
usado é miliohms (mΩ).

Quando colocamos a letra K depois de um número estamos multiplicando este


número por mil, portanto

470KΩ é igual a 470.0 ohms. Quando colocamos a letra M depois de um


número estamos multiplicando este número por 1 milhão, portanto 10MΩ é
igual a 10.0.0 ohms. Em um multímetro digital a máxima resistência possível de
ser medida por uma escala corresponde ao valor da escala, assim, se tivermos
uma escala de 200 ohms poderemos medir uma resistência com um valor de
200 ohms para menos. Se medirmos uma resistência de 100 ohms a parecerá
no display o número 100. Sempre que medirmos um valor maior do que o
máximo valor da escala aparecerá um numero 1 no lado esquerdo do display.
Isto indica que devemos tentar medir esta resistência em uma escala maior.
Estas escalas de resistência (preferivelmente a mais baixa) podem ser usadas
para a verificação de curtocircuito e de continuidade ou não de interruptores,
fiações elétricas, fusíveis, lâmpadas, trilhas de cobre, etc. Alguns multímetros
tem uma escala que apita quando sua pontas de prova são encostadas, com
esta escala somos capazes de verificar se pontos estão em curto ou ligados
apenas com o ouvido, sem a necessidade de olhar para o display. Em
eletrônica, na maioria das vezes, mediremos valores baixos de resistência ou
verificaremos se dois pontos não estão em curto (estaremos então medindo
valores muito elevados de resistência e devemos usar escalas mais altas. Caso
não exista curto entre os dois pontos um número 1 aparecerá no lado esquerdo
do display). Em eletrônica temos uma infinidade de valores que podem ser
encontrados. Para utilizar corretamente e com eficiência um multímetro digital é
interessante que você meça valores de tensão, corrente e resistência

51
conhecidos, mude de escalas e perceba as diferenças. Preste sempre muita
atenção no ponto e na escala para fazer a leitura correta. Lembre-se que:

O ponto mudará de posição dependendo da escala, mas a leitura será sempre


a mesma. Este mesmo critério, do ponto mudar de casa, é usado na medida de
qualquer grandeza.

Observações finais: Um multímetro digital deve ter no mínimo:

- Escalas para tensão alternada. - Escalas para tensão contínua.

- Escalas para corrente contínua.

Escalas para resistência.

Para a medição de corrente alternada é mais fácil e prático o uso de alicates


amperiométricos que podem fazer esta leitura sem estar em série com o
circuito (sem interrompe-lo). Uma alicate amperiométrico digital também terá as
mesmas escalas (pelo menos as 4 básicas: tensão alternada, tensão continua,
corrente continua e resistência) de um multímetro digital, porém ele possui uma
“garra” capaz de envolver o fio e medir a corrente que circula por ele. Mas é
bom lembrar que este tipo de alicate só mede, desta forma, corrente alternada.
Isto acontece devido a medição do campo eletromagnético.

52
Resumo para Estudo
Resistores Identificação de componentes
Fixos:
de fio- resistência em ohms, tolerancia % e tensão em volts no corpo.
a a a
Carbono- código de a cores em faixas no corpo ( 1 – algarismo, 2 algarismo, 3 no de
a
zeros , 4 tolerância )
Tolerâncias-(Marron ±1%;Vermelho ±2%;Ouro ±5%; Prata±10%)
o
Filme metálico-código de 5 cores em faixas no corpo ( 1-mais próximo da extremidade,
o o o
algarismo, 2 algarismo, 3oalgarismo 4 no de zeros 5 tolerância)
Tolerâncias- (Marron±1%; vermelho±2%; verde ±0,5%)
Variável- especificação no corpo RΩ máxima.
Ajustável: Idem
o
DIP/SIP- no corpo os XXX. XX= dois primeiros algarismos o X=3 no de zeros. Indica o
valor de cada resistor da Rede.
Capacitores:
Fixos [(cerâmicos –( Disco (ver a parte)Plate(tem tabela de especificações), tubulares,
passagem nocorpo); (Styroflex-no corpo)Polyester(não metalizados- capacitancia,
tolerância e tensão no corpo)(Metalizados( schico - capacitância e tensão no corpo)(Laranja
–capacitância, tolerância e tensão no corpo)( Zebrinha(ver a parte)
Eletrolíticos(característicascapacitancia em μF e polaridade no corpo Radiais- terminal
maior é o positivo;Axiais estreitamento do gargalo no positivo faixa preta no negativo..)
(Tântalo –no corpo terminal maior =+)

Ajustavél e variavel-Capacitancia máxima no corpo.

Casos específicos:
Fixo MetalizadoZebrinha- Capacitância em picofarad -utiliza código de 5 cores – de cima
a a a a
para baixo 1 faixa-algarismos 2 faixa algarimos, 3 faixa – no de zeros 4 faixa tolerância ;
a
5 faixa tensão de trabalho
Tolerâncias :Preto= ±20%; Verde=±5%; Branco=.±10%.
Tensão de trabalho- Marron=100V;Vermelho=250V; Amarelo=400V; Azul=630V
Fixo ceramicoDisco- em pf

XXX= XX=algarimos significativos X-no de zeros empF.


L=tolerância-Varia de B a P ( F=±1%; G=±2%;H=±3%; J=±5%; K=±10% M=±20%)

53
Voltagem-Tensão de trabalho(V;KV)
LNL-LN=coeficiente de temperatura=(X5=--55℃ - +85℃);(X7=--55℃ +125 ℃): (y5=--
30℃ +85℃); (Z5=+10℃ +85℃)
L=Variação máxima da capacidade-letra de D a W=Valores diversos em%.
o
Obs: Nem sempre vem todos os dados ; as vezes o 3 algarismos é uma letra geralmente p;
neste caso se lê: ex 18P= 18pF. Há casos que só vem
.0X, neste caso a capacitância será
em micro [Link] .03 = 0,03 uF.
Diodos:
Uso geral Vem com uma faixa do lado do catodo .
-
Outras caracteristcas no corpo- 1N-codigo americano(indica uma junção)+XXXXno
qualquer de referencia: ex:1N4148.
1S (código japonês) 1 junção =igual ao americano
AO79- Código europeu para diodos de germanio
Diodo Retificador-Serie 1N400C onde C varia de 1– 7 para as tensões- 50-
100,200,400,600,800,1000(tensão máxima quando o diodo está polarizado inversamente)
respectivamente
Diodo Zenner – SérieBZX79C , onde C = tensão do [Link] BZX792V1=BZX79 tensão
de 2,1volts.
Transistores:
Quanto a potencia de dissipação temos as séries: Baixa potencia BC548;
Média potencia- BD 135,137,139; Alta potencia –Tip120,121,122, Darlington

Procedência americana-Utiliza 2NXXXX.


2N indica 2 junções- XXXX=modelo ( consulta a tabela e tem as especificações)
Procedencia Japonesa- Utiliza 2SXXXX
= ao americano
Procedencia Europeia: fornece muitas informações no corpo.(acima) Utiliza-
LLXXX Onde LL =2 letras e XXX= 3 numero modelo.
o
1 L – A=germânio;
B=silício
o
2 L- C= Uso geral(áudio)
D= potencia;
F =RF

54
3

Exemplos: BC548- transistor de uso geral de silício;BD136=Transistor de potencia de


silí[Link] o no que acompanha é o do modelo e se verifica as especificações nas tabelas.
Darlington TIPXXX, TOXX

Tiristores
SCR –TIC XXXL, onde: XXX=100-199 e L = letra

TRIAC- TIC XXXL, onde : XXX= 200-299 e L=letra.

Outros componentes:
Acoplador Ótico(fotoacoplador)

CI Regulador:

78XX- 78 = positivo XX = tensão


&9XX- 79 = negativo XX= tensão
Ex:
7805 = CI de +5Volts; 7912 = CI –12 volts.
Mosfet:

IRF XXX – IRF=Mosfet XXX= 800- 899.

55
Teste para se identificar a base do transistor, bem como, se
o mesmo é do tipo NPN ou PNP.
Identificada a base e o tipo, identificar o coletor e o
emissor.
Multímetro Digital.

Escala>> Continuidade-
Diodo Identificação da Base:
▲ = PV(+) A base é identificada quando com a
▲ =PP (-) ponteira(pv ou pp), fixa em um
determinado terminal as medidas
encontradas nos outros dois terminais
apresenta valores quaisquer diferentes
de zero e 1

PolarizaçãoDireta
1-PV – fixa (xy)
2-PV – fixa (xz) ▲▲ Identificação do tipo NPN ou PNP:
▲▲ Quando se acha a base, a cor da ponteira que
3-PV – fixa (yx)
▲▲ está fixa indicará o tipo ; da seguinte forma:
4-PV – fixa (yz)
▲▲ Ponteira Vermelha- PV= Tipo NPN.
5-PV – fixa (zx)
▲▲ Ponteira Preta- PP = Tipo PNP.
6-PV – fixa (zy)
Polarização ▲▲
Inversa
Identificação do Emissor e do Coletor:
1-PP – fixa (xy)
2-PP – fixa (xz) ▲▲ Com a ponteira que se achou a base

3-PP – fixa (yx) ▲▲ (fixada na mesma), toca-se nos outros dois


terminais .
4-PP – fixa (yz) ▲▲ Valor maior= Emissor;
5-PP – fixa (zx) ▲▲ Valor menor = Coletor
6-PP – fixa (zy) ▲▲
▲▲

56
Teste para se identificar a base do transistor, bem como, se
o mesmo é do tipo NPN ou PNP.
Identificada a base e o tipo, identificar o coletor e o
emissor.
Multímetro Analógico.

Escala>> X1 para base e


se é NPN ou PNP Identificação da Base:
Escala>>X10K para A base é identificada quando com a
encontrar coletor e ponteira(pv ou pp), fixa em um
emissor determinado terminal as medidas
▲ = PP(+) encontradas nos outros dois terminais
▲ =PV (-) apresenta valores quaisquer diferentes
de zero e ∞

PolarizaçãoDireta Identificação do tipo NPN ou PNP:


Quando se acha a base, a cor da ponteira que
1-PP – fixa (xy)
2-PP – fixa (xz) ▲▲ está fixa indicará o tipo ; da seguinte forma:
Ponteira Vermelha- PV= Tipo PNP.
3-PP – fixa (yx) ▲▲ Ponteira Preta- PP = Tipo NPN.
4-PP – fixa (yz) ▲▲
5-PP – fixa (zx) ▲▲
6-PP – fixa (zy) ▲▲
Polarização ▲▲ Identificação do Emissor e do Coletor:
Escala em X10K
Inversa Com a ponteira contrária à que se achou a
1-PV – fixa (xy) base
2-PV – fixa (xz) ▲▲ (fixada na mesma), toca-se nos outros
3-PV– fixa (yx) ▲▲ dois terminais .
Ponteiro desloca= Emissor;
4-PV – fixa (yz) ▲▲ Ponteiro não desloca = Coletor
5-PV – fixa (zx) ▲▲
6-PV – fixa (zy) ▲▲
▲▲

57
Tiristores

Introdução.

Os tiristores constituem um extenso grupo de componentes, dentro da família dos


semicondutores. Têm a função de diodo, fazendo chaveamento eletrônico, ou seja faz o
controle de potência tanto de alternada como de contínua.
Família de transistores: SCR , TRIAC , DIAC , SUS , SBS , UJT, PUT.
Estes componentes têm bastantes aplicações em eletrônica industrial.
o
1 SCR-Retificador Controlado de Silício(Silicon Controlled Rectifier).
É um dispositivo de estado sólido constituído por quatro cristais de silício, dois do tipo “P”
e dois do tipo “N”, dispostos alternadamente, de modo a formar três junções: J1 , J2 , e J3.
Os cristais que ficam nas extremidades do conjunto( P1 e N2) correspondem aos terminais
Anodo (“A”) e do Catodo( “C”), respectivamente. Um terceiro terminal, chamado porta
(“P”) é conectado ao cristal “P “ interno ( P2), tal como está indicado na figura abaixo(
estrutura básica).
O circuito elétrico equivalente de um RCS é mostrado na figura circuito elétrico( abaixo).
Os diodos D1 , D2, e D3 representam, nessa ordem, as três junções P-N , vistas acima.
O símbolo gráfico equivalente de um RCS pode ser visto na figura símbolo e ainda os
aspectos físico desse componente.

58
Obs: a) O SCR só conduz de A (anodo) para K(Catodo) quando submetemos a porta (P)
e o catodo(K) a uma tensão ( baixa) ou um Pulso.
b) Nesses componentes o anodo é sempre o terminal do meio.

1.1-Verificação da resistência entre os terminais de um SCR.

No multímetro analógico geralmente se usa a escala X100. Há casos em que é melhor


utilizar X1 ou X10.
1.1.1-Os terminais A e K anodo e catodo nos dois sentidos apresentam resistência
ôhmica alta(∞).

1.1.2-Os terminais A e P anodo e porta apresentam nos dois sentidos resistência ôhmica
alta (∞).

1.1.3- Os terminais K e P catodo e porta , no sentido direto apresenta resistência ôhmica


baixa( em torno de 500Ω) e no sentido inverso apresenta resistência ôhmica alta (∞).

59
Os SCRs que apresentam esses resultados na verificação, podem ser considerados em
bom estado.
1.2- Identificação dos terminais de um RCS.
O anodo geralmente é o terminal do centro, que está ligado a aleta de montagem. E a
resistência medida entre o terminal e a aleta é zero..
No multímetro analógico utilizamos a escala X1a X100 e fazemos as medidas nos dois
terminais das extremidades( o do meio é o Anodo) em um sentido e no outro sentido: Na
medição onde encontramos a resistência mais baixa, verifica-se onde está a ponteira
preta.e a vermelha e temos:
Ponteira Preta-PP = Porta (P);
Ponteira Vermelha-PV = Catodo (K)

1.3- Testando defeitos nos SCR.


Multímetro analógico, escala X100, X10 pela ordem vamos testar rapidamente um SCR,
concluindo se ele está em boas condições para ser usado.

60
Identificado os terminais , conecta-se as ponteiras de qualquer maneira aos terminais A
(anodo) e K(catodo) se encontrarmos uma resistência muito baixa (próxima de zero ou
zero) , conclui-se que existe fuga ou até um curto circuito.
Também
(RΩ= da mesma forma estará defeituoso, se apresentar uma resistência muito alta
∞) quando medimos a resistência entre a porta(P) e o Catodo(K) em ambas as
medições
(direta e inversa)
1.4- Teste de Disparo em um SCR
Este é para verificar se o componente está conduzindo do anodo (A) para o Catodo(K)
quando o se faz uma polarização direta da porta(P) para o catodo(K)
Este teste é feito em três etapas:

Verificar a melhor escala para a medição de x1 a x100.


Resumo do teste: O mesmo é feito em 4 etapas; à saber:
1)Conectando-se a ponta de prova preta (positiva no caso) no anodo, e a vermelha no
catodo, o medidor deverá acusar uma alta resistência;
2) Sem desfazer as ligações anteriores, encostamos a ponta de prova preta (+) no terminal
da porta de tal forma que a pp toque no anodo e na porta ao mesmo tempo. O medidor
passará então a indicar uma resistência reduzida ( cerca de 500Ω), mostrando que o RCS
disparou.
3)Desconectando-se a PP(+) apenas do terminal da porta , sem levantar a PP do terminal do
anodo o instrumento continuará acusando uma baixa resistência (acerca de 500Ω) ainda.
Isto indica que , uma vez disparado, O RCS continuará conduzindo, mesmo que o pulso
positivo da porta seja eliminado.
4)Se interrompermos, momentaneamente, a conexão de anodo ( ou de catodo), o RCS
voltará a apresentar uma alta resistência entre esses dois terminais, ou seja, retornará ao
estado de não condução.

61
2 TRIAC (Triode Alternative Current).
Trata-se de um outro tipo de componente semicondutor, pertencente à família dos

tiristores,
que é utilizado em circuitos para controle de potência.
O funcionamento dos triacs é bastante parecido com o dos RCS.
Como já foi dito, um RCS permite a passagem da corrente elétrica num único sentido(
situação em que o anodo é positivo em relação ao catodo). Já no TRIAC, a condução da
corrente pode ser realizada em ambos os sentidos.
Além disso, enquanto o RCS, para conduzir, necessita de um pulso positivo entre a porta e
o catodo, o TRIAC pode ser disparado tanto com pulsos positivos como com pulsos
negativos.
Observações: a) Estes componentes controla bem a corrente alternada quando em série
com
a carga

b) Atua com muito bom desempenho quando usado para controle de potencia..

Abaixo se pode observar o símbolo e aspectos desse componente.

O Triac visto de frente apresenta, os seguintes terminais:


TP1 =Terminal principal no1.
TP2 = Terminal principal no 2 ( Conectado eletricamente à aleta para montagem, fica
normalmente meio)
P = porta.
Obs. Na descrição do funcionamento de um triac, as tensões do terminal principal
no2(TP2) e da porta (P) são sempre referenciadas ao terminal principal no1 (TP1).
[Link]ções nos TRIACs
Na tabela abaixo podemos visualizar o comportamento normal de um TRIC quando
medimos com um multímetro os seus terminais.

62
2.2- Identificação dos terminais de um TRIAC.
Nos Triac, o terminal principal no2 ( TP2) normalmente vem conectado à parte metálica
que fica em contato com o dissipador de calor (aleta de montagem).
Assim o terminal TP2 deverá apresentar RΩ = 0(zero) em relação a aleta de
montagem ) teste de continuidade). Esta característica o identifica.
Resta agora identificar TP1 e a porta (P)
No multímetro analógico utilizamos a escala X1a X100 e fazemos as medidas nos dois
terminais P e TP1 das extremidades em um sentido e no outro sentido: Na medição onde
encontramos a resistência mais baixa, verifica-se onde está a ponteira preta.e a vermelha e
temos:
Ponteira Preta-PP = Porta (P);
Ponteira Vermelha-PV = (TP1)
2.2- Testando defeitos nos TRIAC.
Multímetro analógico, escala X100, X10 pela ordem vamos testar rapidamente um TRIAC,
concluindo se ele está em boas condições para ser usado.
Identificado os terminais , conecta-se as ponteiras de qualquer maneira aos terminais TP1
e TP2 se encontrarmos uma resistência muito baixa (próxima de zero ou zero) , conclui-se
que existe fuga ou até um curto circuito.
Também da mesma forma estará defeituoso, se apresentar uma resistência muito alta (RΩ=
∞) quando medimos a resistência entre a porta(P) e TP1.
2.3- Teste de Disparo de um TRIAC.

63
Com o auxilio de um multíteste analógico é possível verificar as características de disparo
dos TRIAC.
Primeiramente verificamos o disparo com pulsos negativos (figura acima). Istoé feito em
três etapas conforme descreveremos a seguir:
a) Conectamos a ponta positiva(+) PP em TP1 e a negativa(-) PV em TP2 (veja a
figura). O instrumento deverá acusar uma resistência bastante alta( R =∞).
b) Encostamos momentaneamente a ponta negativa PV no terminal da porta ( P), mas
sem desconecta-la de TP2.O instrumento acusará uma queda acentuada no valor da
resistência medida anteriormente ( R ~60Ω ), na escala X1 ou X10.
c) Desencostamos a ponta negativa PV apenas do terminal da porta ( P). O multímetro
continuará indicando (R ~60Ω).
Agora se desconectamos, momentaneamente, qualquer das pontas de prova ( ou TP1 ou
TP2), o TRIAC voltará para a condição de bloqueio, tal como indicado em a).
Em seguida devemos verificar o disparo co pulsos positivos. Para tanto, invertemos a
posição do componente, isso facilitará as medições. Exceto as mudanças de polaridades,
o processo é idêntico ao que acabamos de analisar

o
3-Acoplador Ótico ( Fotoacoplador).
Têm a função de interligar circuitos e reduzir as interferências entre os mesmos..
São formados internamente por um LED e um foto transistor NPN de silício.
Aplicações:
a) Isolação elétrica entre entrada e saída do circuito.

64
b) Normalmente substituir os antigos relés eletromecânicos.
Abaixo símbolo e aspectos do acoplador ótico:

Obs: Estes componentes apresentam, para indicar o pino 1 uma pequena marca no
corpo do componente, para permitir a identificação dos seus terminais. No exemplo
acima próximo ao pino 1 existe um ponto. Olhando-se o envólucro por cima, a
contagem é feita no sentido anti-horário em relação ao pino 1.
3.1-Teste no acoplador Ótico ( verificar se está conduzindo).
Utilizam-se 2 multímetros analógico escala X1 . O teste é feito em duas etapas ao
mesmo tempo . Em primeiro lugar identifica-se os terminais do diodo (Anodo e
Catodo) e depois os terminais do transistor (NPN), coletor, emissor e base (processo
normal).
Etapa 1- Polariza-se o diretamente o diodo.
Etapa 2- mede-se os teminais Coletor/Emissor do [Link] figura abaixo:

65
Nos testes observados acima obtendo-se os resultados compatíveis com o mesmo ,
podemos assegurar que o componente está conduzindo e está bom.
o
4-CI Regulador de tensão-exemplo de utilização.

Acima , em destaque temos exemplos de um componente muito útil para regulagem e


controle tensões positivas e negativas que saem das fontes de alimentação. O nome
desse componente é CI Regulador de Tensão de Saída. Eles podem ser CI regulador
com saída positiva e o CI regulador com saída negativa.
4.1-Identificação.

66
Geralmente eles vêm com a indicação 78XX ou 79XX , o 78 indica que é positivo e o
79 indica que é negativo. Os outros dois dígitos XX indicam a tesão de saída a ser
controlada.
Exemplos:
a) 7805 = +5 V;
b) 7905 = -5V;
c) 7912 = -12V;
d) 7812 = +12V.
4.2- Teste no CI Regulador

Neste teste utilizamos uma fonte de alimentação e um multímetro conforme figura


acima. A tensão no multímetro deverá sempre apresentar o valor da especificado no
CI.(no caso 5Volts, mesmo que ajustemos a tensão na fonte em outro valor;.para baixo
ou para cima)
o
5 Cáculos: Resistor de base e Resistor emissor dos transistores.
Fórmulas:
Rb = Rcx100 onde Rb= resistor de base e Rc = Resistor do coletor.
Re = Rc/10 onde Re = resistor do emissor e Rc = Resistor do coletor.

Exemplo: Determine , usando o esquema abaixo Rb e Re.

67
Resolução:
Rb=Rcx100 = 950x100= 9500Ω =95KΩ donde Rb=95kΩ
Re =Rc/10 = 950/10 =95Ω donde Re=95Ω

6º Cálculo da tensão de Base.


Para transistor NPN > Vb = Ve + 0,6
Para transistor PNP > Vb = Ve – 0,6

Exemplos: Calcular as tensões de base abaixo:

Obs.:NPN-tensão no coletor>tensão no emissor.


PNP-tensão no coletor< tensão no emissor.
NPN Vb = 4 + 0,6 = 4,6V donde Vb=4,6V
PNP VB = 10-0,6 =9,4V. Donde Vb=9,4V.
7º Mosfet- Transistor de efeito de campo.
7.1-Características-a) Tem elevada velocidade de operação (mais do que os
transistores bipolares) e grande poder de amplificação de sinais. O seu funcionamento
baseia-se na aplicação de uma tensão no gate(G).Isto provoca o aparecimento de um
campo magnético orientado do material P para material P provocando um fluxo de
corrente do dreno (D) para o supridouro(S), através do material N..
7.2Aplicações: a) Fontes de alimentação;
c) Acionamento de motores de passo em impressora;
d) Computadores;
e) Em fontes fazendo chaveamento.
7.3 Símbolos, Estrutura e Aspectos:

68
7.4 Teste no Mosfet (Armar)

Se no teste, o Mosfet “arma” significa que o mesmo está em bom estado


.

69
Transformadores

Introdução.

O transformador é um dispositivo que converte a energia elétrica de um nível de tensão e


corrente a outro. O transformador está baseado no principio de que a energia elétrica se
pode transportar de uma bobina para outra por meio de indução eletromagnética.
A bobina em que aplicamos a tensão alternada que queremos transformar é chamada de
enrolamento primário e a bobina onde se obtêm a tensão alternada já transformada é
chamada de enrolamento secundário.
o
1- Funcões do transformador.
1.1- Redução de tensão
1.2- Amplificação de tensão.
o
2-Estrutura básica e símbolos.

o
3-Testes e defeitos em transformadores.
3.1-Teste de Continuidade .
Verificação com multímetro (analógico ou digital) se está bom, aberto e em curto.

70
Os testes são feitos nos dois pólos do primário , bem como, no secundário e os resultados
devem ser interpretados da seguinte forma:
a) RΩ = Baixas (50 a 1000Ω) – Transformador bom.
b) RΩ = >1000 a ∞- Aberto.
c) RΩ = Próximo de zero ou zero = Curto.
Obs: Com o multímetro digital, usa-se a escala de continuidade (diodo)

3.2 Teste de Isolamento.


Teste efetivado para se verificar se o transformador está com o seu isolamento em
perfeito estado.

O teste é feito tocando com uma das ponteiras(qualquer uma) em um dos fios que
existem no primário e no secundário, e com a outra na carcaça do transformador ,
conforme visto acima.
Interpretação:

RΩ = ∞ transformador Bom.
Valores diferentes de infinito indicam que está havendo vazamento de corrente.
3.3- Identificação dos enrolamentos.

71
3.3.1 Teste no primário.
Com o neutro(zero) identificado multímetro na escala X1, toca-se com uma das
ponteiras nele (qualquer uma) a outra ponteira toca-se nos outros fios, um de cada vez
aquele que apresentar o maior valor é o terminal de 220 V o menor é o terminal de
110Volts.

3.3.2 Teste no secundário.


Observamos neste teste o seguinte:
Quando colocamos as ponteiras, uma na CT (Terminal central) e a outra em qualquer
um dos outros dois pólos obtemos no multímetro escala X1, um valor em torno de 1.
Este teste indica onde está a CT.
Por outro lado quando conectamos os outros dois pólos que não seja a CT o valor no
multímetro apresenta um valor próximo em torno de 2 o que indica que estes são os
pólos de saída de tensão e não a CT.

72
Resumo- Esquemas e Símbolos

o
1 Resistores:

o
2 Capacitores:

O
3 Diodos:

73
o
4Transistores:

o
5 Circuitos Integrados:

o
6 Diversos

74
Eletrônica

Diodos.

Antes de entrarmos no assunto propriamente dito, é necessário fazermos algumas


considerações sobre o material de que são feitos alguns importantíssimos componentes
eletrônicos, tais como: diodos e transistores entre outros; este material é conhecido
como semicondutor.
o
1-Materiais Semicondutores.
Existem na natureza materiais que podem conduzir a corrente elétrica com facilidade: os
metais-Ex: cobre, alumínio, ferro etc.
Materiais que não permitem a passagem da corrente elétrica, pois o portador de
carga(elétrons), não tem mobilidade neles.São os isolantes. Ex.: mica, borracha,vidro
plásticos etc.
Em um grupo intermediário, situado entre condutores e os isolantes estão os
semicondutores, que não são nem bons condutores e nem chega a ser isolantes.
Destacamos entre os semicondutores, pois serão alvos deste estudo o silício(Si) e o
germânio(Ge). Existem outros elementos semicondutores também importantes para
eletrônica
São eles o selênio(Se), o Gálio(Ga) etc.
As principal característica que interessa no caso do Silício e do Germânio é que estes
elementos possuem átomos com 4 elétrons na sua última camada e que eles se dispõe
numa estrutura geométrica e ordenada.
O silício e o germânio formam cristais onde os átomos se unem compartilhando os
elétrons da última camada.
Sabemos da química que os átomos de diversos elementos têm uma tendência natural
em obter o equilíbrio, quando sua última camada adquire o número máximo de 8
elétrons.
Desta forma formam, tanto o silício quanto o germânio formam cristais quando os seus
átomos um ao lado do outro compartilham os elétrons havendo sempre 8 deles em torno
de cada núcleo, o que resulta num equilíbrio bastante estável para estes materiais.
Veja Fig.1, a seguir:

75
Figura 1

Nesta forma cristalina de grande pureza o silício e o germânio não servem para
elaboração de dispositivos eletrônicos, mas a situação muda quando adicionamos certas
“impurezas”ao material.
Estas impurezas consistem em átomos de algum elemento químico que tenha na sua
última camada um numero diferente de 4 elétrons, e que sejam agregados a estrutura do
Germânio ou/e do silício em proporções extremamente pequenas da ordem de partes por
milhão (ppm).
No nosso exemplo utilizaremos o silício com as duas possibilidades de adição.
a)Elementos com átomos de 5 elétrons na última camada;
b)Elementos com átomos dotados de 3 elétrons na última camada.
No primeiro caso, mostrado na figura 2, a adição e utilizando o elemento arsênio (As).
Como os átomos vizinhos só podem compartilhar 8 elétrons na formação da estrutura
cristalina, sobrará um que não tendo a que se ligar, adquire mobilidade no material, e
por isso pode servir como portador de carga.

Figura 2

O resultado é que a resistividade ou capacidade de conduzir a corrente se altera e o


semicondutor no caso o silício fica, o que se chama “dopado” e se torna bom condutor
da corrente elétrica.
Como o transporte das cargas é feito nos materiais pelos elétrons que sobram ou
elétrons livres que são cargas negativas, o material semicondutor obtido desta forma,

76
pela adição deste tipo de impureza, recebe o nome de Semicondutor do tipo N (N-
negativo).
Na segunda possibilidade, agregamos ao cristal de silício uma impureza, que contém 3
elétrons na sua última camada, no caso o Índio (In) obtendo-se então uma estrutura
conforme mostrada na Figura 3.

10

Figura 3.

Observa-se que, no local em que se encontra o átomo de Índio não existem 8 elétrons
para serem compartilhados de modo que sobra uma vaga, que chamamos de “lacuna”.
Esta lacuna também funciona com portador de carga, pois os elétrons que queiram se
movimentar através do material podem “saltar”de lacuna para lacuna encontrando assim
um percurso com pouca resistência.
Como os portadores de carga neste caso são lacunas, e a falta de elétrons corresponde ao
predomínio de uma carga positiva, dizemos que o material semicondutor assim obtido é
do tipo P (P de positivo).
Podemos formar materiais semicondutores do tipo P e N tanto com os elementos como
o silício e o germânio, como com alguns outros encontrados em diversas aplicações na
eletrô nica.
o
2 Junções PN.
Um importante dispositivo eletrônico é obtido quando juntamos dois materiais
semicondutores de tipos diferentes formando entre eles uma junção semicondutora.
A junção semicondutora é parte importante de diversos dispositivos como os diodos,
transistores, SCRs, circuitos intergrados, etc. Por este motivo, entender o seu
comportamento é muito importante.
Supondo que tenhamos dois pedaços de materiais semicondutores, um do tipo P e o
outro do tipo N, se unimos os dois de modo a estarem num contato muito próximo,
formam uma junção, conforme se mostra na Figura 4, na sequência.

77
Figura 4.

Esta junção apresenta propriedades muito importantes. Analisemos inicialmente o


ocorre na própria junção.
No local da junção os elétrons que estão em excesso no material N e podem
movimentar-se procuram as lacunas, que estão também presentes no local da junção, no
lado do material P, preenchendo-as. O resultado „e que estas cargas se neutralizam e ao
mesmo tempo aparece uma certa tensão entre os dois materiais(P e N).
Esta tensão que aparece na junção consiste numa verdadeira barreira que precisa ser
vencida para que possamos fazer circular a corrente entre os dois materiais. Esta
barreira é chamada de Barreira de potencial ou ainda Tensão de Limiar ou ainda Tensão
de Condução.
Para o Germânio esta tensão é de 0,2 Volts e para o Silício é de 0,7 Volts.

A estrutura indicada, com os dois materiais semicondutores P e N, forma um


componente eletrônico com propriedades elétricas bastante interessantes e que é
chamado de diodo (semicondutor).
o
3 Diodos.
Diodo é um semicondutor formado por dois materiais de características elétricas
opostas, separados por uma área sem carga (vazia) chamada de junção. Esta junção é
que dá a característica do diodo.
Normalmente os diodos são feitos de cristais “dopados” de silício e do germânio.

78
Figura 5.
Símbolo:

Diodos Diversos:

79
3.1-Especificacões dos Diodos
As especificações dos Diodos comuns são feitas em função da corrente máxima que
podem conduzir no sentido direto, abreviado por If( o f de forward=direto), e pela
tensão máxima que podem suportar no sentido inverso, abreviada por Vr
(reverse=Inverso) e ainda segundo códigos, da seguinte forma:
1N – Código americano (uma Junção);
1S – Código Japonês;
AO = BA – Código europeu.

3.2- Polarização dos Diodos.

3.2.1-Polarização Direta. Para polarizar um diodo ligamos o anodo ao pólo positivo da


bateria, enquanto o catodo é ligado ao pólo negativo da mesma. Ocorre uma repulsão
tanto dos portadores de carga da parte N se afastando do pólo negativo da bateria,
como
dos portadores de carga da parte P se afastando do pólo positivo da bateria. Convergem,
tanto os portadores de N como os portadores de P, para a região da junção.
Temos então na região da junção uma recombinação, já que os elétrons que chegam
passam a ocupar as lacunas que também são “empurradas”para esta região. O
resultado
é que este fenômeno abre caminho para novas cargas, tanto em P como em N, fazendo
com que as estas se dirijam para região da junção, num processo contínuo o que
significa a circulação de uma corrente.
Esta corrente é intensa, o que quer dizer que um diodo polarizado desta maneira, ou
seja, de forma direta deixa passa corrente com facilidade. Na figura 6, podemos
visualizar melhor este fenômeno.

Figura 6

3.2.2 Polarização Inversa.-Quando invertemos a polaridade da bateria, em relação aos


semicondutores, ou seja, pólo positivo da bateria ligado ao catodo (N) e o pólo negativo.
Da bateria ligada ao anodo(P), o que ocorre é uma atração dos portadores de carga de N
para o pólo positivo da bateria e dos portadores de P para o pólo negativo da

80
[Link] então um afastamento dos portadores de N e de P da junção. O resultado
é que em lugar de termos uma aproximação das cargas na região da junção temos um o
seu afastamento, com um aumento da barreira de potencial que impede a circulação de
qualquer
a corrente.O material polarizado desta forma, ou seja, inversa, não deixa passar
corrente. Veja na figura 7, como ocorre esta situação:

Figura 7

o
4 Tipos de Diodos.

4.1-Diodos de silício uso geral:- são aqueles usados em circuitos lógicos, circuitos de
proteção de transistores, polarização etc. São fabricados para o trabalho com correntes
de pequena intensidade de no máximo 200mA e tensões que não ultrapassam 100V.
Simbologia:

Um dos diodos mais populares deste grupo é o de referência 1N4148

81
4.2- Diodos Retificadores.- sua função é de retificar corrente de AC para DC
pulsante.São destinada a condução de correntes intensas e também operam com
tensões
inversas elevadas que podem chegar 1000v ou 1200 no sentido inverso Conduzem
correntes diretas de até 1 A.
Simbologia:

Diodos Diversos Diodo série IN400C

Aplicação: Uso geral em retificação de correntes e tensões.


Uma série muito importante destes diodos é a formada pelos IN4000C que começa
com
o 1N4001.
Tipos VR (tensão maxima –Inverso)
IN4001 50V
IN4002 100V
IN4003 200V
IN4004 400V
IN4005 600V
IN4006 800V
IN4007 1000V

Leitura do Código 1N400C


1N=código americano diodo retificador de 1 junção;
C= números de 1 a 7 que nos mostra a tensão máxima quando o diodo está polarizado
Inversamente=Vr = 100 a 1000V
4.3-Diodos emissores de luz – Led (Light emiting diodes).-Estes diodos polarizados de
forma direta emitem luz monocromática quando a corrente circula pela sua junção.

Cores disponíveis: Amarelo, verde vermelho, laranja e azul.

82
Aplicações: Controles remotos, Monitores, Indicativo de funcionamento dos
dispositivos em um Pc etc.
Tensão de funcionamento: Leds vermelhos –1,6V demais de 1,8 a 2,1V
Indicações de identificação- os Leds mais comuns são indicados por tipos de fabrica,
tais como as siglas TIL(TIL221 etc) da Texas Instruments, CQV (da Phillips) ou
LD(Icotron).
4.4-Fotodiodos.-são aqueles que estando polarizado inversamente a sua resistência
ôhmica é função da incidência da luz na sua junção. O resultado é que se obtém a
circulação de corrente dependente da intensidade de luz incidente

Características: sensibilidade à luz incidente, velocidade com que reagem as variações


da intensidade da luz incidente.
Aplicações: Leitura de códigos de barras, cartões perfurados, leitura ótica dos CD
Roms, e ainda, recepção da luz modulada de um laser via fibra ótica.
Como extensão desta propriedade dos diodos de serem sensíveis à luz também temos os
fotodiodos sensíveis a radiação nuclear que também atuam com polarização inversa. O
seu símbolo é igual ao dos fotodiodos e o seu aspecto é igual ao tipo quadrado visto
acima em aspectos, utilizando em sua janela central a mica.
4.5- Varicap. É um diodo duplo que quando polarizado inversamente apresenta uma
capacitância a qual depende da tensão aplicada.

Aplicações: Sintonia eletrônica de rádios Am, Fm e TV.

83
10

4.6- Diodo Zener.- polarizado inversamente mantém a tensão do circuito constante,


mesmo que a corrente varie, ou seja, ele funciona como regulador de tensão em um
circuito.
Obs: polarizado diretamente funciona como um diodo comum.

Aplicações: em fontes de alimentação para manter a tensão estável e constante, além de


estarem presentes em outras aplicações em que se necessita tensão fixa.
Código de identificação.
Uma série de diodos que se emprega muito em projetos e aparelhos comerciais é a
BZX79C da Phillips Components, formada por diodos de 400mA.
Nesta série a tensão do diodo é dada pelo próprio tipo.
Ex.:
BZX79C2V1-onde 2V1 corresponde a 2,1 V(oV substituí a virgula).
BZX79C12V- corresponde a um diodo de 12 V
o
5-Retificação de corrente utilizando-se diodos.
Nas páginas anteriores já vimos como se comportam os semicondutores na sua estrutura
quando polarizamos o material P unido ao material N, formando uma junção
metalúrgica.
Chamada de junção PN.
Vamos agora ver em uma linguagem prática como isto se processa.
5.1-Polarização do diodo.- na prática dizemos que polarizar um componente é impor
aos seus terminais potenciais ou DDP pré-definida.

5.1.1-Polarização direta.- é aquela em que o anodo (A) está mais positivo que o
catodo(K).

Nessa condição dizemos que o diodo conduz e que está diretamente polarizado ou
ainda, ON.

84
A tensão entre A e K idealmente está zero, porém isto não acontece na prática, sendo
que para diodos de silício esta tensão valerá 0,7V e para diodos de germânio valerá
0,[Link] tensão denominada de tensão de limiar ou tensão de condução é
representada
por VL. O diodo então será representado no esquema por uma fonte de tensão de valor
VL

5.1.2- Polarização Inversa.-nessa condição o anodo (A) estará menos positivo que o
catodo(K) e o componente não permitirá a passagem da corrente. Na realidade passa
pelo componente uma pequena corrente, da ordem de nA (nanoampére) que é
desprezível.

o componente será representado no esquema, como um circuito aberto.

5.2-Transformadores / Tomada Central( CT-center tape).

Aqui vamos ter uma noção simples de funcionamento de um transformador.


Podemos dizer que o transformador é um componente que possui quatro, ou mais
terminais, cuja função é alterar o valor do pico de uma tensão alternada, e ainda adaptar
a tensão alternada da rede para níveis predeterminados que irão alimentar um
retificador.
Representação:

O transformador é constituídas por duas bobinas enroladas chamadas de primário e


secundário em um núcleo comum a [Link] é aplicada uma corrente alternada
no enrolamento primário aparece em torno de sua bobina um campo magnético, cujas
linhas de força se expandem e contraem na mesma freqüência da corrente.
O resultado é que, cada vez que estas linhas de força cortam as espiras do enrolamento
secundário este é induzido e uma tensão aparece em seus terminais.
A tensão tem a polaridade dada pelo movimento das linhas de força de modo que ela
também se inverte na mesma freqüência da corrente do enrolamento primário.

85
Chega-se a conclusão que a tensão alternada do enrolamento secundário do
transformador
Tem a mesma freqüência que a aplicada no enrolamento primário. Observe figura acima
que tanto no primário como no secundário os sinais (+) e (-) estão nos mesmos pólos.
Importante: Quando a sinalização do secundário for igual ao correspondente do
primário dizemos que o secundário está em fase com o primário quando a sinalização
dos pólos estiverem diferentes nos pólos correspondentes, dizemos que o secundário
está com fase invertida
Esta inversão de fase pode ser conseguida com um transformador que tenha
enrolamento duplo ou dotado de uma tomada central (CT=center tape)
5.3 Retificadores.

Os retificadores são circuitos que transformam as tensões e correntes alternadas em


tensões e correntes contínuas.
Existem três tipos de retificadores conforme a forma de onda da tensão oferecida na
saída e o circuito de cada um.São eles:
1. Retificador de meia onda-RMO;
2. Retificador de onda completa com tomada central (Center tape)-ROCT;
3. Retificador de onda completa em ponte-ROCP.

5.3.1-Retificador de meia onda-RMO.

Em primeiro lugar vamos visualizar de uma forma geral como entra e como sai a
corrente
Nesse tipo de retificador.

Vamos agora as explicações:


O circuito abaixo é composto por um transformador comum um diodo e uma carga.
Circuito:

[Link]-Semi-ciclo positivo-SCP

86
Observe nesse caso, que o ponto mais positivo do circuito está ligado ao anodo (A) do
diodo e este conduz.

[Link]-Semiciclo negativo-SCN.
Nesse semiciclo temos a inversão da polaridade da tensão de entrada ocasionando um
potencial negativo no anodo(A) do diodo em relação ao seu catodo(K), o que ocasiona
sua não condução, ou seja, não há passagem de corrente, representado por um circuito
aberto.
Veja a figura a seguir:

[Link]-Análise da corrente de entrada e saída em relação aos ciclos.

87
Observe que confere com a figura inicial do item 5.3.1.
Obs: a)Como vimos este tipo de retificador só permite aproveitar apenas a metade dos
semiciclos da corrente alternada sendo por isso um processo de pouco rendimento;
aproximadamente 30% da corrente alternada que entra é aproveitada.
b) Ë bom ainda observar que a corrente que sai geradas nos semiciclos positivos, se bem
que circule em um sentido único, não é uma corrente contínua pura. Ela é formada por
[Link] tipo de corrente é chamada de “Corrente contínua pulsante” com a
freqüência de 60 ciclos /seg.

5.3.2 Retificador de Onda Completa com Tomada Central-ROCT.

Na figura a seguir visualizamos como entra e sai a correntes neste tipo de retificador.

Vamos as explicações:
Este circuito apresenta dois diodos (D1 e D2) e uma tomada central (CT) de inversão de
fase.
Circuito:

[Link]-Semi-ciclo positivo-SCP:

Nesse semiciclo observe que o anodo(A) do diodo D1 está ligado ao pólo positivo do
secundário do transformador e, portanto conduz. O diodo D2, no mesmo circuito neste
semiciclo está ligado a um pólo negativo e neste caso abre, não conduz.

88
[Link]- Semi-ciclo negativo-SCN.

Neste semiciclo a tomada central inverte a fase do transformador para que o diodo D2
seja ligado a um terminal positivo e possa conduzir(observe a figura)Com esta inversão
os semiciclos negativos inverte e se tornam positivos.A inversão da fase é simultânea
com a troca do semiciclo e faz com que sejam aproveitadas as ondas negativas do
semiciclo. Ao serem aproveitadas e tendo agora um só sentido não tem lógica falar em
positivo ou negativo. Estas ondas são incorporadas àquelas aproveitadas no SCP
melhorando o rendimento do retificador e melhorando a qualidade da corrente
retificada.
Resumindo, neste semi-ciclo D2 estando com o seu anodo (A) ligado a um pólo positivo
–conduz; D1 tendo o seu anodo ligado a um pólo negativo –Abre.
5.3.2.3Análise da corrente de entrada e saída em relação aos semi-ciclos.

.
Observe as ondas geradas no Semi-ciclo positivo-SCP e as ondas geradas no semi-ciclo
negativo-SCN estas ultima aproveitando as ondas negativas e [Link]
ainda que os espaços entre as ondas geradas no SCP devido ao corte das ondas
negativas, como visto no RMO, agora podem ser preenchidos por aquelas obtidas no
SCN quando estas ondas são recompostas. Só que agora em um só [Link] acima o
tipo de onda final que se obtém utilizando-se este tipo de retificador.

89
Observe ainda, que neste caso a distância entre as ondas são menores (tem uma
freqüência maior, ou seja, 120 ciclos/seg.)do que no caso anterior RMO. Neste processo
melhora-se a qualidade da onda, bem como o rendimento, (69% no caso) com o
aproveitamento das ondas [Link] assim ainda não temos uma corrente
retificada 100% [Link] obtendo o que se chama uma corrente retificada
pulsante.
5.3.2-Retificador de Onda Completa em Ponte.-ROCP.
Na figura abaixo se visualiza, como nos outros tipos, como entra e como sai neste tipo
de retificador.

Explicações:
Neste tipo, temos um retificador comum que utiliza para retificação uma ponte
retificadora, que é um componente eletrônico com quatro diodos internos dispostos de
tal maneira a colocar dois diodos por ciclo ligados via seus anodos(A) ao pólo positivo
do secundário do transformador .Desta forma nos semiciclos positivo SCN- temos dois
diodos conduzindo e no semiciclo negativo os outros dois também conduzem. Neste
processo por termos 4 diodos obtemos um rendimento melhor que o ROCT ( cerca de
80%). Antes de prosseguirmos com as explicações de funcionamento deste sistema,
mostramos nas figuras abaixo o aspecto, simbologia e esquema de uma ponte
retificadora.
Simbologia:

Circuito:

90
[Link]- Semiciclo Positivo-SCP
No esquema abaixo observamos que neste semiciclo positivo os diodos D1e D2
polarizam diretamente e neste caso conduzem corrente os outros dois D3 e D4
polarizados inversamente, abrem.

[Link].- Semiciclo negativo- SCN.


Nesse semiciclo (esquema abaixo) observa-se que os diodos D3 e D4 é que polarizam
diretamente (veja que eles estão ligados com o positivo do secundário) e neste caso eles
agora é que conduzem a corrente aproveitando o semiciclo negativo( como em ROCT).
Os outros dois D1 e D2, abrem.

O esquema de entrada e saída das ondas é análogo ao visto para o Retificador de Onda
Completa com Tomada. Neste processo também são aproveitadas as ondas de natureza
negativa obtendo-se um rendimento maior devido ao numero maior de [Link]
salientar que ainda neste processo a corrente obtida ainda não é 100% pura.A corrente é
retificada pulsante com freqüência de 120ciclos /seg.
Observamos que para se obter uma corrente realmente retificada a mesma tem ainda de
passar por outros processos.

91
o
6 Medição e testes em Diodos.

6.1- Testes em Diodos em geral

Leitura

Condição

92
Sentido direto – Baixa Bom
Sentido Inverso Alta

Sentido direto e inverso-baixo(próximo ou = a zero) Curto

Sentido direto e inverso-Alto (próximo ou = ∞) Aberto

Sentido Inverso abaixo de 10Ω Fugas

6.2 Testes em diodos duplos-Varicap

93
Nos testes feitos diodo por diodo (D1 e D2 Direta ou inversamente), pode-se seguir a

tabela de defeitos acima. Se um dos diodos apresentar os defeitos acima o varicap está

estragado

6.3-Testes em Pontes Retificadoras:

94
Nos testes feitos, diodo por diodo (D1, D2, D3 e D4 Direta ou inversamente), pode-se
seguir
da a tabela de defeitos, acima. Se um dos diodos apresentar os defeitos constantes
tabela acima, a ponte retificadora está estragada.

95
Exercícios Diversos- Eletrônica

o
1 – Dê os símbolos de 5 diodos:

o
2 – Como identificamos uma ponte em curto?
Quando testamos a mesma(os 4 diodos) com um multímetro na escala X10K , nas
medições, tanto direta como inversa encontramos valores baixos ou zero.
o
3-Qual a principal característica de um diodo?
É retificar a corrente de AC para DC Pulsante.
o
4 A ponte retificadora é um diodo de:
a) Meia ponte;
b) Assimétrico;
c) Onda completa;
A resposta correta é a ©.
o
5-Explique:
a) Como é formado o diodo?

r) Um diodo normalmente é formado por uma pastilha compactada que contém 2


materiais de características elétricas diferentes (tipo P e tipoN), separados por uma área
sem carga (vazia) chamada de junção. Esses materiais são comumente o silício e o
germânio (existem outros) que recebem pequenas quantidades de “impurezas” para
torna-los em condições de conduzirem a corrente elétrica.

b) Os diodos são formados simultaneamente de silício e germânio, esta afirmação


está correta?
r) A resposta está incorreta, pois os diodos ou utilizam o silício ou o germânio e não os
dois simultaneamente.

96
o
6-O que representam os códigos abaixo:
a) 1N
b) 1S;
c) OA79;
d) BZx79C;
e)BZX79C5V2.
Respostas:
a) 1N = código americano. Diodo retificador de silício de 1 junção.
b) 1S = código japonês. 1 junção.
c) AO 79 = código europeu (diodos de germânio usados com correntes muito fracas,
mas podem operar em velocidades altas principalmente na detecção de sinais de alta
freqüências-rádio).
d) BZX79C = É uma série para o tipo diodo zenner da Phillips Components, formada
por diodos de 400mW, onde a tensão é dada pelo próprio tipo. Estes diodos são
empregados em projetos e aparelhos comerciais.
e) BZX79C5V2= diodo zenner de 5,2 V, da Phillips Components.
o
7 – O que é um diodo Zenner?
É um tipo de diodo que polarizado inversamente mantém a tensão do circuito constante,
mesmo que a corrente varie, ou seja, ele funciona como um regulador de tensão em um
circuito.
Polarizado diretamente ele funciona como um diodo normal.
o
8-Em funcionamento normal , como devemos polarizar os diodos Led?
Ele deve ser polarizado diretamente.
o
9- O que é uma junção num diodo?
A junção em um diodo é a zona de contato entre dois materiais semicondutores de
natureza elétrica e tipos diferentes, ou seja, materiais do tipo N (negativo), com o do
tipo P (positivo) Esta junção apresenta propriedades muito importantes, encontradas nos
diodos .
o
10-No diodo de silício qual a tensão mínima para se romper à barreira de
potencia?
A tensão para romper a barreira de potencia em um diodo de silício é de 0,7 Volts.
o
11-Em que diodos e para que usamos placas dissipadoras?
Diodos de potencia (Varicap).Para dissipar(irradiar) o calor desenvolvido pelo
componente, evitando assim que o componente se estrague devido as altas temperaturas
alcançadas pelo mesmo.
o
12-O diodo é formado por quantos elementos?
Os diodos são formados por dois materiais semicondutores de características elétricas
opostas,. Materiais do tipo N (negativo) e do tipo P (positivo).
o
13-Qual a finalidade do circuito retificador?
Transformar tensões e correntes alternadas em tensões e correntes continuas. .

97
o
14-Como identificamos um diodo em curto?
Identificamos com o multímetro analógico escala x1 ou x10, com a PP no anodo e a
PV no catodo (Polarização direta) e encontramos a resistência ôhmica próxima de zero
ou zero.
Agora na escala x10K, PV no anodo e PP no catodo( Polarização inversa) e
encontramos também valores da resistência ôhmica próximos de zero ou zero.
o
15-Defina diodo retificador?
O diodo retificador é aquele que tem a função de retificar a corrente de AC para DC
pulsante.
tensões São destinada a condução de correntes intensas e também operam com
inversas elevadas que podem chegar a 1000V ou 1200V, no sentido [Link]
correntes diretas de até 1 A
o
16 –Entre uma fonte retificadora de dois diodos e uma que utiliza uma ponte
retificadora, qual a fonte que apresenta melhor rendimento.?
É aquela que usa a ponte retificadora , pois esta possui 4 diodos dispostos de tal forma
que a corrente passa por 2 diodos por vez.
o
17-Qual o nome do diodo da série 1N4000?
Diodo retificador de silício de uma junção.
o
18- Como identificar uma ponte retificadora em seu funcionamento normal?
Veja o esquema abaixo para multímetros analógico e digital:

na figura acima com as ponteiras e escalas mostradas na mesma, medimos direta e


inversamente os 4 diodos d1, d2, d3, d4 . Os resultados , para que a ponte seja
identificada como em bom estado, devemos obter seguintes resultados para as medidas
das resistências ohmicas.
Sentido direto – baixas

98
Sentido Inverso- Altas.
o
19-O diodo é formado por quantas junções?
O diodo é formado por uma (1) junção.
o
20-Dê o símbolo de 04 diodos e diga as suas funções?

Diodo zenner tem a função’como já visto anteriormente de


quando polarizado inversamente, mantém a tensão do circuito constante mesmo que
a corrente varie. Exemplo de Aplicação – Fontes de alimentação.

Diodo retificador- tem a função de retificar a corrente de AC


para DC pulsante. Exemplo de aplicação: Uso geral de retificação de corrente e tensão.

Diodo emissores de luz-LED- tem a função de emitir sinais


luminosos. Quando polarizados de forma direta e quando a corrente circula em sua
junção emitem luz monocromática. .Exemplo de aplicação: controles remotos.

Fotodiodos-são aqueles que apresentam sensibilidade `a luz


incidente, e que estando polarizado inversamente a sua a resistência ôhmica é função da
intensidade luminosa que atinge a sua junção. O resultado é que a corrente passa a
circular no [Link] de aplicação: Leitura de códigos de barra.
o
21-Uma ponte retificadora é formada internamente por quantos diodos?

A ponte retificadora é formada por quatro ( 4 ) diodos.


o
22-A maior aplicação de um diodo Zenner é:
a)Retificação CA;
b)Estabilização de corrente;
c)Estabilização de tensão.
A resposta correta é a (c)

99
o
23-No circuito abaixo, responda:

a) Se R1 estiver aberto, qual a tensão no coletor?


b) D1 em curto qual a tensão no coletor?
c) C2 em curto a lâmpada acende?
d)No circuito acima, quando pode se observar Ib =0 ?
Respostas:
a) A tensão no coletor será igual a zero ( 0) pois com R1 aberto a corrente não
passa.
b) Com D1 em curto a corrente desvia por ele ( caminho mais fácil do que
passando por R3) e sai pelo terra não passando pelo coletor. Se não passa
corrente pelo coletor a tensão é Zero( 0 ).
c) A lâmpada acende , uma vez que , estando C2 em curto a corrente passa por ele
como se ele fosse um fio.
d) Para que aconteça essa situação o resistor da base R4 deverá esta aberto. Não
deixando a corrente passar pela base e portanto Ib = 0.

100
o
24- De acordo com a função, identifique os componentes abaixo:

Q1=T1 ( tipo BC 377) = transistor de silício uso geral , tipo NPN.


Q2=T2 ( tipo BC 377) = transistor de silício uso geral, tipo NPN.
R1 = Resistor de base ( transistor Q1ou T1)- RΩ = 100K;
R2 = Resistor de base ( transistor Q2 ou T2)- RΩ = 100K;
R3 = Resistor de coletor ( transistor Q2 ou T2)- RΩ = 10K;
R4 = Resistor de coletor ( transistor Q2 ou T2)- RΩ = 10K;
C1 = Capacitor comum acoplador de alta freqüência – C= 47nF;
C2 = Capacitor comum acoplador de alta freqüência – C = 47nF;
C3 = Capacitor comum acoplador de alta freqüência - C = 47nF.

101
o
24- No circuito a seguir responda as seguintes perguntas:

102
103
a) Onde está localizada a ponte retificadora?
b) Como estão polarizados os diodos D19 e D20?
c) Como estão polarizados os diodos D21 e D22?
d) O que são L1, L2, L3 e L4 no circuito secundário?
e) Qual o sinal dos capacitores C22, C23, C24 e C25; se C22 entrar em curto o
que acontece?
f) O que são L5 , L6 e L7 ?
g) A fonte correspondente a esse circuito é linear ou chaveada?
h) Qual a função do diodo D5 no circuito?
i) Qual a função do diodo D14 no circuito?
j) Qual a função do resistor R24?
k) Quantas retificações tem no secundário?
m) Se o resistor R41 abrir , o que acontece?

Respostas:
a) A ponte retificadora está localizada na parte da retificação primaria, (detalhe
a)
b)Os diodos D19 e D20 estão polarizados diretamente ( detalhe b);

c)Os diodos D212 e D22 estão polarizados inversamente(detalhe c);

d)L1, L2 L3 e L4 são bobinas do tipo núcleo de ferrite e servem para controlar a


freqüência;
e)O sinal deles é positivo. Se C22 entrar em curto o sinal retificado fica menos
puro e no ociloscópio isto é chamado de efeito Riplle;
f)L5, L6 e L7 são bobinas do tipo núcleo de ar e serve para controlar a freqüência.

g)a fonte é do tipo chaveada pois a corrente é retificada duas vezes;

h)O diodo D5 está ligado ao coletor e ao emissor e é chamado diodo detetor


protetor. Ele está protegendo o transistor para evitar um retorno de corrente e
manter a corrente do emissor para o coletor:

i)O diodo D14 tem a mesma funcão do D5 , detetor protetor;

j)Protejer a base do transistor contra excesso de corrente;


k) Tem 4 retificações de tensão: +5 , -5 , +12 e –12.
m) A corrente de base Ib do transistor fica em corte, ou seja, Ib =0, e não existe o
Power good.

104
o
25- No circuito abaixo responda as seguintes perguntas?

o
1) Identifique os resistores fixos e informe os valores das resistências e potencias
dos mesmos?
o
2) Identifique os resistores variáveis e diga quais?
o
3) Identifique os resistores ajustáveis?
o
4) Caso fosse necessário substituir os resistores R115 e R435 qual seria o valor do
resistor equivalente?
o
5) O resistor R436 abrindo, qual seria a conseqüência no transistor Darlington?
o
6) Identifique os capacitores eletrolíticos e informe qual a função dos mesmos?
o
7) Identifique os capacitores comuns e indique as suas funções?
o
8) Qual a função do resistor VR 404 ?
o
9) Dê o nome do componente L402 e indique sua unidade?
o
10) O capacitor C436 em curto qual a conseqüência no transistor próximo?
Respostas:
o
1) R412-R=56KΩ, P=1/4w.
R418 – R=100KΩ, P=1/4w.
R414 – R=1,8KΩ, P=1/4w.
R115 – R=100KΩ, P=1/6w.
R435 - R=33KΩ, P=1/6w.
R436 - R= 1KΩ, P=1/6w.
o
2)VR404 P=100KΩ (Potenciômetro)

105
o
3) No circuito apresentado não existem resistores ajustáveis.
o)
4R115 - R= 100KΩ
R435 – R= 33KΩ
O resistor equivalente será : Req = R115 + R435 = 100 + 33 = 133KΩ
O Req = 133KΩ.
o
5) O resistor R436 está ligado a terra e protejendo o transistor Q406 – Darlington
se o mesmo abrir o Darlington , perde a proteção e poderá a qualquer momento ficar
danificado.
o
6)Os capacitores são:
C436- onde C = 1uF , e tensão de 50V e está no circuito atuando como
desacoplador de baixa freqüência.
C410- onde C = 3,3 uF , e tensão de 25V e está atuando como desacoplador de
baixa freqüência.
o
7) O C421 – C=2,2nF, P=100V e está atuando como acoplador de alta freqüência.
o
8) VR404 e tem a função de controlar a potencia do circuito.
o
9) O L402 é uma bobina e sua unidade é a unidade de freqüência , o Hertz. No
circuito ele es’ta em uH.
o
10) O C436 estando em curto, não irá armazenar a carga para enviar ao transistor
próximo. A corrente vai passar toda por ele e não vai alimentar a base do transistor
inclusive não haverá tensão no circuito.

106
Resumo para estudo
Terminais, testes e defeitos
Introdução:
Premissas:
1- Todos os testes serão efetivados com multímetro analógico.
2-Ponteira Vermelha = PV
3-Ponteira Preta = PP
4-Testes para resistores, capacitores e transformadores: PV=positiva ; PP=Negativa.
5- Teste para os demais componentes (semicondutores): PP=positiva ;PV=negativa.
Resistores:
Escalas – de resistência Ω (x1,x10 x100, x1k x10k) a mais adequada ao valor da
resistência que vai se medir : Ponteiras – aleatoriamente:

Valor igual ao da especificação (tolerância) bom


Abaixo ou acima da especificação Alterado
(tolerância)
Valor =∞ Aberto
Valor=0 Curto

Capacitores:
Escala mais indicada =X10K, Ponteiras- no eletrolítico observar polaridade nos demais
ponteiras aleatoriamente:
Ponteiro desloca e volta ao ∞ Capacitor bom
Ponteira desloca e não volta Fuga-curto parcial (dielétrico estragado)
Ponteira desloca para zero Curto total (dielétrico Furado)
Ponteiro não desloca =∞ Aberto( desligamento dos terminais)
*Deficiente (medida no capacimetro) Valor diferente (tolerância) do de fábrica
Transformadores:
Escalas indicadas x1 ou x10 Ponteiras aleatoriamente:
Teste de performance Primário e secundário RΩ=baixas(50 –1000)=Bom
RΩ>1000 -∞ =Aberto ponteiras nos dois pólos das
extremidades
RΩ =proximode zero ou
zero=Curto
Teste de isolamento Primário e secundário RΩ= ∞ transformador bom
ponteira em um dos fios de
um dos pólos a outra na
carcaça
Identificação dos Primário-uma das ponteiras Resistência Ôhmica =Maior
enrolamentos no neutro e a outra toca em = terminal de 220V.
um e outro pólo a que Resistência Ôhmica
apresentar a resistência maior menor=terminal de 110V
é o termina de 220V o outro
é o de 110V

107
Diodos:
Os testes a partir de agora (Semicondutores ) a PP= positiva e a PV = negativa .
Serão observadas ainda s as polaridades.
Teste em diodos em geral
Escala e observações Leitura Interpretação

Sentido direto=Baixa e
inverso =∞ Bom

Polarização direta X1ou X10
e X10Kpara inversa
Direto e inverso baixo ou Curto
zero
Direto e inverso próximo =∞ Aberto
Sentido inverso<10Ω Fuga
Teste diodo Varicap/Ponte retificadora
Escala e observações Leitura Interpretação
Sentido direto=Baixa e
inverso =∞ Bom

Direto e inverso baixo ou


Varicap-zero Curto
Polarização direta
X1 PV em K PP toca nos Direto e inverso próximo ou Aberto
dois Anodos(A) =∞
Inversa X10K inverte os Sentido inverso<10Ω Fuga
toques das ponteiras
Sentido direto=Baixa e Bom
inverso =∞

Direto e inverso baixo ou Curto


zero
Aberto
Ponte
Direto e inverso próximo ou
retificadora-Polarização
=∞
direta X10K PP no negativo
PP nos dois
Sentido terminais Fuga
inverso<10Ω do
centro/Inversa X10k PV no
positivo e PV nos terminais
do centro.

108
Transistores:

Teste para se identificar a base do transistor, bem como, se


o mesmo é do tipo NPN ou PNP.
Identificada a base e o tipo, identificar o coletor e o
emissor.
Multímetro Analógico.

Escala>> X1 para base e


se é NPN ou PNP Identificação da Base:
Escala>>X10K para A base é identificada quando com a
encontrar coletor e ponteira(pv ou pp), fixa em um
emissor determinado terminal as medidas
▲ = PP(+) encontradas nos outros dois
▲ =PV (-) terminais apresenta valores

PolarizaçãoDireta Identificação do tipo NPN ou PNP:


Quando se acha a base, a cor da ponteira que
1-PP – fixa (xy)
2-PP – fixa (xz) ▲▲ está fixa indicará o tipo ; da seguinte forma:
Ponteira Vermelha- PV= Tipo PNP.
▲▲ Ponteira Preta- PP = Tipo NPN.
3-PP – fixa (yx)
▲▲
4-PP – fixa (yz)
▲▲
5-PP – fixa (zx)
▲▲
6-PP – fixa (zy)
Polarização ▲▲ Identificação do Emissor e do Coletor:
Escala em X10K
Inversa Com a ponteira contrária à que se achou a
1-PV – fixa (xy) base
2-PV – fixa (xz) ▲▲ (fixada na mesma), toca-se nos outros

3-PV– fixa (yx) ▲▲ dois terminais .


Ponteiro desloca= Emissor;
4-PV – fixa (yz) ▲▲ Ponteiro não desloca = Coletor
5-PV – fixa (zx) ▲▲
6-PV – fixa (zy) ▲▲
▲▲

109
Tiristores:

SCR
Identificação dos terminais de um SCR- Escala X1
Terminal anodo A é sempre o do meio e está em curto com a aleta. Mede-se então os
terminais das extremidades K e P, em um e no outro [Link] 2 resultados de
resistência; um maior e o [Link] resultado menor , observamos onde estão as ponteiras:
Assim temos: Terminal onde está a PP=Porta Terminal onde está a PV é o catodo.

Teste de performance e defeitos de um SCR -Escala X1


Procedimento Leitura Interpretação
A e K nos dois sentidos
Nos dois sentidos =Alta(∞) Bom
Nos dois sentidos =Baixa ou
zero Fuga ou em curto
P e K nos dois sentidos Nos dois sentidos =
apresenta uma resistência≠ ∞
e de ≠ zero Bom
Nos dois sentidos apresenta
uma resistência=∞ Aberto

Teste de disparo em um SCR- Escala X1


Procedimento Leitura Interpretação
PP em A e PV em K RΩ =∞ Não está havendo condução
de corrente do anodo A para
oPV
catodo K em K e PP
continua
encosta em A e na porta P RΩ≈60Ω Polarizamos P e K e o SCR
disparou
PV continua em K e PP
Continua
desencostaRΩ≈60Ω Observamos que agora está
de P sem
desencostar de A havendo condução de A para
K após o Disparo

110
TRIAC
Identificacão dos terminais de um TRIAC-Escala X1
Terminal T2 é sempre o do meio e está em curto com a aleta. Mede-se então os terminais
das extremidades P e T1 em um e no outro [Link] 2 resultados de resistência;
um maior e o [Link] resultado menor , observamos onde estão as ponteiras: Assim
temos: Terminal onde está a PP=Porta Terminal onde está a PV é o T1.

Procedimento
T2 e T1 nos dois sentidos

Leitura Interpretação
Nos dois sentidos =Alta(∞) Bom
Nos dois sentidos =Baixa ou
zero Fuga ou em curto
P e T1 nos dois sentidos Nos dois sentidos =
apresenta uma resistência≠ ∞
e de ≠ zero Bom
Nos dois sentidos apresenta
uma resistência=∞ Aberto

Teste de disparo em um TRIAC- Escala X1


Procedimento Leitura Interpretação
PP em T2 e PV em T1 RΩ =∞ Não está havendo condução
de corrente do anodo T2 para
o catodo T1
PV continua em T1 e PP RΩ≈130Ω Polarizamos P e T1 e o
encosta em T2 e na porta P TRIAC disparou
PV continua em T1 e PP Continua RΩ≈130Ω Observamos que agora está
desencosta de P sem havendo condução de T2
desencostar de T2 para T1 após o Disparo
Observações: No caso do TRIAC podemos inverter as cores das ponteiras e efetivarmos o
teste tal qual está descrito acima e também obteremos o mesmo resultado pois este
componente permite polarizações nos dois sentidos , ou seja , ele tanto dispara com pulsos
negativos como com pulsos positivos.

111
Acoplador Ótico:
Teste de performance no Acoplador Ótico
Utilizam-se 2 multímetros – Escalas X1 para ambos

Identificação dos pinos – O Pino 1 é mostrado via uma marca no componente no sentido
anti-horário se identifica os outros , ou seja, 1,2,3,4,5,6.
São necessários 2 multímetros para o teste:
Procedimento Leitura Interpretação
Multímetro 1- Polarização RΩ<100Ω OK
direta no Diodo( PP no pino
1 –Anodo do diodo e PV no
pino 2 catodo do diodo)
Multímetro 2-(ao mesmo RΩ= Baixa Atendendo os dois
tempo em que ocorre o resultados, Multímetros 1 e
procedimento acima no 2. o acoplador está Bom
multimetro1) PV no pino 4
emissor do transistor e PP no
Pino 5 coletor do transistor

CI regulador de Tensões:

Para este teste exemplo em um CI regulador de 5V, se utiliza uma fonte de alimentação de
15Volts e um multímetro na escala DCV 10V.
Conecta-se a fonte ao CI. PV da fonte na entrada e PP na [Link] conecta-se
a PV do multímetro a saída e a PP a terra .Observa-se a voltagem no multímetro , a qual
deverá se de 5V. Testa-se ainda, se o componente está mantendo-se a tensão constante:
Aumenta –se na fonte a a tensão e observa-se no multímetro se a tensão varia . A tensão no
multímetro não deverá variar.

112
Mosfet- Transistor de Efeito de Campo-Escala X1

Teste de performance– Se está Armando.


Procedimento Leitura Interpretação
PP no dreno (D) e PV no RΩ= Alta (∞) Dreno – supridouro não está
supridouro (S) conduzindo
Polarizando diretamente o RΩ= Alta(∞) Gate Fornecendo uma tensão para
(G) e o Supridouro- PP provocar a condução do
no G e PV no S Dreno para o supridouro
Armando-PP no Dreno (D) RΩ=Baixa O componente está
PV no supridouro (S) [Link] – está havendo
condução de D para S O
componente está Bom.
Desarmando-PP no RΩ= Alta(∞) Pronto para iniciar novo teste
Dreno(D) e PV no Gate(G).

113
Eletrônica

Capacitores
o
1 Função: armazenar cargas elétricas carregando-o e descarregando-o no tempo da freqüência
aplicada.(de acordo com o tempo que recebe a carga)
o
2 Características e propriedades:
O capacitor é um componente basicamente formado por duas placas metálicas, separadas por um
isolante chamado de dielétrico. O material de que é feito o dielétrico é quem define o nome do
capacitor.
Ex.: Dielétrico de mica= capacitor de mica;
Dielétrico de plástico = capacitor de poliéster.

Como qualquer componente eletrônico, o s capacitores apresentam características elétricas e


mecânicas, através dos quais são especificados Abaixo veremos as mais importantes:
2.1Capacitância- é a propriedade (capacidade)dos capacitores armazenarem cargas

elétricas.
A unidade de capacitância é o FARAD, representado por F e se define como a capacitância de
reter uma carga de 1 coulomb (1C), quando é aplicada a tensão de 1 volt(1V).
Para as medidas usuais dos capacitores os valores em Farad, são muito elevados, por isso se
utiliza geralmente os seus submúltiplos.
Os Submúltiplos são

Milefarad = mF (usado antigamente). 1mF = 1/10³ = 10­³


b) MicroFarad=µF = 1/10 =10⁻⁶ F

c) NanoFaraf = nF = 1/10 = 10⁻⁹F

d) PicoFarad = pF = 1/10¹² =10­¹²F

114
Regra prática para conversões de unidades:

F 10³ mF 10³ µF 10³ nF 10³ pF


>>>>> >>>> >>>>> Multiplica >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> >>>>>
<<<<<< <<<<< <<<<< <<<<<<< <<<<< Divide <<<< <<<<< <<<<

Fatores que influenciam a capacitância:


a)Dimensões
de das placas-quanto maior a área das placas maior a capacidade de armazenamento
carga.
b)Distância entre as placas-quanto menor à distância entre as placas, ou seja, quanto menor a
espessura do dielétrico maior é a capacidade de armazenamento-Capacitância.
c) Material de que é feito o dielétrico
2.2-Tolerâncias- A capacitância real de um capacitor deve ficar dentro dos limites de tolerância
de fabricação, que pode ser tão baixa quanto 5% (capacitores de precisão) ou tão alta quanto
50%, como acontece com os capacitores eletrolíticos.
Em alguns casos a tolerância não é simétrica: a tolerância para menos pode ser menor que a
tolerância para mais; ex: um tipo de capacitor pode ter tolerância de –10 e + 20%, significando
que, se o seu valor nominal for de 100pF, poderá ter qualquer valor real entre 90 e 120%pF (até
10pF menos e até 20% mais que o nominal) e será considerado bom.

2.3- Coeficiente de Temperatura- A capacitância de um capacitor pode ser influenciada pela


temperatura, sendo seu coeficiente de temperatura uma característica importante em algumas
aplicações. O coeficiente de temperatura pode ser negativo (-), positivo ( +), nulo
(NPO) sendo
normalmente expresso em partes por milhão por graus centígrados (ppm/℃ ).Exemplo: um
capacitor de 1µF com um coeficiente negativo de 750ppm, se a temperatura passar de 25℃
(temperatura para a qual se especifica o valor nominal) para 26℃, a capacitância será reduzida
em 750pF (750 milionésimos do valor nominal).
Cálculo: 1µF=1 x 1000 x 1000 = 1000000pF (valor nominal em pF) Quando a temperatura passa
de 25℃ para 26℃ a capacitância será reduzida em 750pF, ou seja, o novo valor será: 1.000.000-
750 = 999250pF ou 0,999250µF.
2.4-Tensão de Isolação ou de trabalho dada em volts(V) é a tensão máxima que pode ser
aplicada ao capacitor sem que o mesmo seja danificado;
Obs. Não se deve submeter um capacitor a uma tensão acima da recomendada pelo fabricante.
Sob pena de danificar e até furar o dielétrico e provocar fuga no capacitor.
Em caso de substituição de componentes, a isolação do capacitor substituto poderá ser maior
que
a isolação do capacitor original, nunca poderá ser menor.
2.5-Resistência de isolação-refere-se a resistência ôhmica do dielétrico.

115
3 Classificação e tipos:

Fixos Cerâmicos
Disco
Quando o valor da sua
capacitância
não pode ser mudada.
São designados ou Aspecto:
classificados Plate
de acordo com o
dielétrico, a
forma física ou detalhes
construtivos Aspecto:
Tubulares
:comum Pouco usado.
Passagem
Eletrolítico
Rádiotelecomunicações

Stiroflex 113

Polyéster Não-metalizados -
(até 2,2µF) Vem com a capcitância
,tolerância e tensão de
trabalho em seu corpo.
Metalizados Schico

Características: Capacitância e
Tensão
mostrados no
corpo:
Aspecto:

Metalizado laranja
Características: Capacitância,
Tolerancia e tensão no corpo.

Aspecto::
Zebrinha
Características: Capacitância,
Tolerância e tensã[Link]
Código de cores.

Aspecto:

116
Eletrolítico Alumínio Radiais
(2,2 a 4700µF) É um capacitor de Aspecto:
Simbologia capacitância
alta e tem polaridade.
Utiliza como dielétrico
uma camada de Óxido,
formada por
eletrodeposição
de um produto químico. Axiais
Aspecto

Tântalo
É um capacitor eletrolítico
de alta capacitância e são
usados em CI onde o
espaço
é pequeno.

Aspecto:

Semivariável
(ajustável)
São capacitores de ajuste
com valores pequenos
.São especificados pela
faixa
de valores que podem
adquirir:
no ajuste. ex Trimmer
Simbologia e aspecto:

Variáveis Ar
São usados em sintonia Polyéster
de rádio e podem ser
especificados pela
capacitância
máxima, ou seja, quando
estão com o eixo todo
fechado.

Simbologia:aspecto
:

117
4-Identificação do valor e características dos capacitores fixos

Como vimos anteriormente, as características elétricas dos capacitores são sua capacitância,
tensão de isolação, tolerância e o coeficiente de temperatura e ainda a faixa de temperaturas em
que o capacitor pode ser usado.
Usualmente, referente às unidades da capacitância (Farad), seguem-se os seguintes critérios:
Faixa de Valores Unidade utilizada
1 a 4700pF Picofarads(pF)
Acima de 4700pF-1µF(1.000.000pF) MicroFarad(µF) e PicoFarad(pF)
Iguais e acima de 1000pF Ou a expressão kpF(quilo-Farad=1000pF)

4.1-Capacitores eletrolíticos- as características elétricas e a polaridade de seus terminais são


impressas no corpo dos mesmos. Assim, obrigatoriamente se indica qual o terminal positivo ou o
negativo através dos símbolos + e - ou uma pinta vermelha.São impressos ainda nestes
capacitores a capacitância em µF e a tensão de isolação. A tolerância é muitas vezes omitida,
porém na grande maioria das vezes esta tolerância é de –10 +50.
Além dessas indicações a polaridade dos eletrolíticos também é indicada da seguinte forma:
Axiais- um esteitamento (gargalo) no lado do terminal positivo e uma faixa preta no negativo.
Radiais- o terminal mais comprido é o positivo.
4.2 Capacitores de poliéster metalizado “zebrinha”- tem seu valor , em picofarads,
indicados através do código de cores com cinco faixas, sendo a primeira no topo do capacitor e a
última junto aos terminais.
a a a
Na tabela abaixo, a 1 e a 2 faixa indicam os algarismos significativos. A 3 faixa indica o
a
numero de zeros ou multiplicador, não sendo usadas apenas, as cores : ouro e prata A 4 faixa
a
indica a tolerância e a 5 faixa a tensão nominal, contínua ou de pico
Nos capacitores as faixas não são separadas entre si , de modo que duas faixas contíguas
aparecerão como uma só(mais larga). Isto indica que o valor correspondente àquela cor vem
repetido.
Exemplos :Definir as características, dos capacitores metalizados zebrinha, que apresentam as
seguintes cores:
a) Verde + azul + vermelho + branco + vermelho> C=5,6KpF; Tol.= ±10 ; E =250V.
b) Marron + preto + laranja + branco +vermelho> C=10kpF; Tol.=±10 ; E= 250V.
c) Amarelo + vermelho + vermelho preto + azul> C= 4,2kpF; Tol. = ±20; E=630V.
d) Vermelho + vermelho + amarelo +branco + amarelo> C= 220kpF; Tol. = ±10; E =400V.

118
4.3-Capacitores de poliéster metalizado-Schico- apresenta a indicação da tensão de trabalho em
(VDC) e o valor da capacitância em nanofarads, indicado apenas pela letra n.
As indicações acima neste capacitor pode se apresentar das seguintes formas:
a) 250 e 22n ; b) 250 2.3 nF; 250 2n3;
4.4-Capacitores “nugget” poliéster ,poliéster metalizado laranja:- as indicações das
característica são iguais ao Schico , acrescentando-se o logotipo do fabricante.
4.5 Capacitores cerâmicos Plate:estes capacitores podem ser de três tipos. Na tabela abaixo
pode-se ver como identifica-lo
Tipo Significado Aspecto/Cor Coeficiente Tolerância Tensão Unidades Capacitância
de de notação
Temperatura Isolação
Volts
TC Coeficiente Cinza com NP0 ±2% 100V pF ou nF 10pF-10p
de uma faixa como p e 2200pf-2n2
temperatura preta no topo n
compensado
TC Coeficiente Cinza faixa N750 ±2% 100V idem idem
de violeta
temperatura
compensado
GP Aplicações Ocre com e ±10% 100V idem idem
gerais faixa
amarela
: GMV Garantido Ocre com -20 +80% 63V idem idem
Mínimo faixa verde
valor

119
4.6-Capacitores cerâmicos –Disco- Tem seu valor indicado em pF e/ou nF, de acordo com o
fabricante.
Recentemente foi introduzida uma nova codificação. Na seqüência vamos explicar este assunto
co alguns exemplos: Na nova codificação ao capacitância é dada apenas em picofarads
o
1 exemplo:
o
Na figura considera-se os dois(2) primeiros algarismos (10) significativos o 3 algarismo o
o
numero de zeros para ser acrescentado aos 2 primeiros. Sendo o 3 algarismo 0 (zero) nenhum
zero deve ser acrescentado. E a leitura da capacitância para este capacitor é : C = 10pF.

o
2 Exemplo:
Vemos neste capacitor a indicação 104. Os dois primeiros algarismos significativos são 1 e 0.
a
O numero 4 , na 3 casa, significa que devemos acrescentar quatro zeros aos dois promeiros
algarismos formando assim 100.000. A indicação da capacitância é de 100000pF (ou 100nF).

Além da capacitância , indicada na forma acima a nova codificação indica a tolerância, a faixa
de temperatura de operação, o máximo desvio da capacitância em função da variação de
temperatura e o coeficiente de temperatura.
A tensão de isolação não é indicada em alguns casos, subtendendo-se como sendo a “normal”de
uma uma categoria de capacitor..
A tolerância é indicada por uma letra logo após o valor da capacitância. Na tabela I abaixo
temos as letras e os respectivos significados em três colunas.

120
119

Vejamos agora um exemplo, com indicações da capacitância, tolerância e tensão de isolação;


Exemplo 3:

Analise:
o
120: Os dois primeiros algarismos 12; o 3 algarismo =0, nenhum zero a acrescentar.
A letra K indica na tabela 1 (acima a tolerância de ±10).
A tensão de isolação vem diretamente impressa e mostra 2Kv=2000V.
Então a indicação deste capacitor , para capcitancia, tolerância e Tensão é: 12pF ±10% -
2000Volts.

Agora vamos tratar da indicação dos coeficientes de temperaturas : eles são indicados como
posivo(P), negativo (N) e/ou nulo (NP0) expressos através de letras seguida pelo número de
partes por milhão por graus centígrados. Se o coeficiente for negativo de 750ppm/℃,aparecerá a
indicação N750. Na prática, encotramos capacitores P100(positivo,100ppm/℃), NP0, N075,
N150, N220, N330, N470, N750 e N1500.
Na tabela II abaixo podemos ter os valores ligados ao coeficiente de temperatura.

121
Os coeficientes de temperatura podem também serem substituídos por letras , da seguinte forma:
Letra Coeficiente de temperatura
A P100
C NP0
L N075
P N150
R N220
S N330
T N470
U N750
V N1500
.
Vamos agora executar alguns exemplos , para encerrar o assunto:
Exemplo 4:
100 nos diz que C=10pF
K = 10%
N750= coeficiente de temperatura negativo de 750ppm/℃

122
Exemplo 5:

C indica pela tabela acima NP0 coeficiente de temperatura Zero


18(neste caso não foi usado o código de 3 algarismo e a leitura é direta) 18pF
J =tolerância de ±5%.

Exemplo 6:

390 indica C=39pF; tolerância M na tabela ±20%; tensão de isolação=


3000V e o codigo X5F na tabela indica que o capacitor pode ser usado sob temperaturas de –
55℃ a 85 ℃, (X5) com uma variação máxima de 7,5% (F)de seu valor real em função da
variação de temperatura.
o
5 Associação de Capacitores;

Na associação dos capacitores os terminais destes devem estar submetidos a uma mesma

Tensão. 5.1-Associação em paralelo.

123
A fórmula abaixo de forma inversa aos resistores nos dá o valor do capacitor equivalente – Ceq
Em uma associação de capacitores em paralelo.
Ceq = C1 + C2 + C3 + ... Cn.

5.2- Associação em Série-

5.2.1-Caso 1- n capacitores iguais.

Ceq = C/n
Onde C = valor comum dos capacitores envolvidos;
N = numero de capacitores do esquema.

5.2.2- Caso 2-Para 2 capacitores diferentes:

Ceq = C1 x C2/C1+ C2

5.2.3- Caso 3 – n capacitores diferentes.

1/Ceq= 1/C1 + 1/C2 +1/C3 + ....+ 1/Cn

5.3 Associação Mista-Série/Paralelo.

124
Neste caso resolve-se em primeiro lugar à parte da associação em paralelo o Ceq da parte de
paralelos passa a compor um novo circuito em série.
No circuito acima ficaria assim.
Ex.: Parte paralela Ceq1 =10 +20 = 30pF.
O novo circuito ficará assim: Ceqt = 1/C1 + 1/Ceq1 + 1/C4 = 1/20 + 1/30 + 1/6
1/Ceqt= 0,05 + 0,033 + 0,16 = 0,99
Ceqt= 1/0,99= 1,01 pF

o
6- Defeitos dos Capacitores.

Como todo e qualquer componente ou dispositivo, os capacitores estão sujeitos a apresentarem


falhas, que descreveremos a seguir.
6.1 Fuga – ocorre quando existe falha no dielétrico permitindo a circulação da corrente entre as
placas.
6.2 Curto
a) Parcial- o curto parcial é a condição em que, ao se medir a resistência ôhmica entre as placas
do capacitor encontramos um valor qualquer diferente de zero.
b) Total- o curto total é a condição em que ao se medir a resistência ôhmica entre as placas do
capacitor encontramos o valor igual a [Link] caso teremos uma corrente muito alta entre
as placas do capacitor e uma quantidade muito grande de energia passando pelo terra.
6.3-Aberto.- um capacitor se encontra aberto quando ao medirmos sua resistência ôhmica o valor
encontrado é igual a ∞.Este defeito poderá ocorrer devido ao desliganento de um dos terminais
da placa correspondente.
6.4-Deficiente- um capacitor apresenta este estado de deficiência quando ao ser medido em um
capacimetro a sua capacitância apresenta um valor diferente daquele que vem de fábrica.

Obs: Nos testes efetuados com multímetro, deve-se usar as seguintes escalas: Capacitor comum a
escala mais indicada é a [Link] o capacitor está bom, o ponteiro desloca e volta a origem
Para capacitores eletrolíticos a escala deve ser a X10K o ponteiro desloca e volta a origem se
demorar muito a voltar, utilizar as escalas X10 ou até X1.

125
13
o
7-Observações sobre as utilizações dos capacitores.

7.1- Capacitores tubulares- são utilizados em circuitos de baixa e média freqüência.

7.2-Capacitores planos-são utilizados em circuitos de alta freqüência.


7.3-O capacitor comum(sem polaridade)- quando no circuito estão ligados ao terra, funcionam
com filtro de alta freqüência (desacoplador)

7.4-O capacitor com polaridade-eletrolíticos- quando no circuito estão ligados ao terra,


funcionam com filtro de baixa freqüência (desacoplador).
7.5- O capacitor comum (sem polaridade)- quando interliga etapas no circuito, funcionam como
acoplador de alta freqüência.
7.6- O capacitor com polaridade-eletrolíticos- quando interliga etapas no circuito, funcionam
como acoplador de baixa freqüência.
[Link] define as etapas em um circuito é o [Link] demais componente diodos,
resistores, capacitores etc., são componentes auxiliares.
o

8 Formulas e Símbolos que são úteis no estudo dos capacitores:

126
Eletrônica

Resistores
o
1)Função: Reduzir de maneira controlada, a intensidade da corrente oferecendo-lhe uma
oposição ou resistência ou ainda, para fazer cair à tensão em um circuito a um valor mais
conveniente a uma determinada aplicação.O resistor ainda tem a função de atuar em certos
casos, com resistência para aquecimento.
o
2)Caractériscas de Identificação:
Resistência nominal- o valor que vem de fábrica no corpo do resistor, em Ohms - 
Usam-se ainda os múltiplos do ohm, a saber:
O KΩ-Quiloohm=1000Ω ex:4700Ω = 4,7KΩ =4k7 (onde o k substitui a virgula.).
OMΩ-Megaohm =1000000Ω=1000kΩ ex: 2.700.000Ω =2,7MΩ ou então 2M7.
Potência de dissipação- Pd=E x I, em Watts – W.

Tolerância: em % sobre o valor da resistência nominal.


o
3)Simbologia Geral:

o
4)Aspectos;

127
o
5)Tipos e Classificações:
Os resistores podem ser classificados de acordo com a sua maneira de atuar em :

Lineares-aqueles que a sua Fixos 1-Filme de carbono.


resistência é função da 2-Filme metálico.
tensão e da corrente que 3-Resistor de fio.
incide sobre ele. Variam de
forma diretamente Variáveis 1-Potenciômetro.
proporcional com a corrente 2-Ajustável(Trimpot).
e a tensão.

Não-Lineares-aqueles que a LDR (Fotoresistores)


sua resistência varia de PTC
acordo com a influência da NTC
luz, temperatura e tensão que VDR
ele está submetido.

Especiais- utilizados nas DIP


placas mãe dos SIP
microcomputadores.

5.1Resistores Lineares Fixos: são aqueles que não se pode mudar o valor de sua
resistência, especificada no seu corpo e que vem de fábrica.
Simbologia:

5.1.1Filme de carbono- este tipo vem com o valor da resistência indicada por quatro(4)
faixas coloridas em seu corpo.São usados geralmente nos circuitos onde se exige do resistor
uma potencia de dissipação de calor inferior a 5W, e uma tolerância Ôhmica variável entre 5
e 20% no seu valor ôhmico.

Aspecto

128
Para resistores com 4 faixas de cores.
a a
A 1 e a 2 faixas correspondem a algarismos significativos de 0-9.
a
A 3faixa corresponde à quantidade de zeros que vem após os algarismos significativos.
a
A 4 faixa nos indica a tolerância em %.
Na sequencia a tabela de cores para leitura dos capacitores.

a
Observações: Se não houver no resistor a 4 faixa(tolerância) considerar a mesma como
±20%.

[Link] metálico são resistores de precisão com pouca tolerância (faixa de tolerância
estreita).São utilizados onde existe pouco espaço na placa de CI e necessita-se de alta precisão,
ou seja, pequenos aparelhos eletrônicos: Telefone celular, videocassete etc. São fabricados com
ligas especial para supriras seguintes necessidades: a)ruídos elétricos provocados pelo resistor
de carbono; e resistência ôhmica muito estreita. A limitação destes resistores está na
impossibilidade de se obter valores maiores que 1MΩ.

129
Estes resistores, quanto ao seu aspecto físico são semelhantes aos de filme carbono, porém
apresenta cinco faixas de cores.
A leitura é feita da seguinte forma; a primeira faixa de cor será aquela que ficar mais próxima da
a a
extremidade do resistor, a partir da 1 faixa conta-se 1,2,3 e 4 faixas sendo a 5 e última aquela
que mantém um espaçamento maior do que o espaçamento entre as outras.

Na seqüência, tabela para leitura dos resistores de Filme metálico:

130
[Link] de Fio: não apresentam faixas de cores, já vêm com os valores de resistência,
potência de dissipação e tolerância exibidos no seu [Link] resistores suportam altas
potencias de calor e são usados nos circuitos eletrônicos onde se exige do resistor uma potencia
de dissipaçãode calor alta, até 400W.

5.2Resistores Lineares Variáveis: são aqueles que sua resistência pode ser mudada de
acordo com a necessidade do circuito.
Podem ser:
[Link]ômetro-são usados para diversas funções, como por exemplo; para controle de
volume, tonalidade, sensibilidade em rádios, amplificadores etc permitindo um ajuste a qualquer
momento das características desejadas.

Simbologia /Aspecto ·
[Link]ável(Trimpot)- são usados quando se deseja um ajuste único, ou seja, somente em um
determinado momento, levando o aparelho a um comportamento que deve ser [Link]
ajuste pode ser refeito sempre que necessário, mas o trimpot fica normalmente dentro do
[Link] de uso: controle do leitor Ótico do CD Rom.

Simbologia/Aspecto

o
6)Testes e estados dos resitores Lineares( fixos e variáveis);

131
6.1Resitores Fixos:
Procedimentos: para fazer medições em resitores em geral devemos fazer o seguinte:
A escala usada é a escala de resistência em Ohms (linha superior do multiteste).
No multiteste analógico encontramos na escala seletora indicada por Ω, os valores
X1, X10, X100, X1K e X10K. A seleção da escala vai depender da resistência do resistor a ser
medido. O valor Ôhmico será obtido lendo o numero indicado na linha superior do visor do
multiteste multiplicado pelo numero da escala seletora; assim vejamos:
O resistor não tem polaridade, portanto o uso das ponteiras pode ser em qualquer extremo dos
resistores.
No Escala seletora Multiplicar por:
X1 1
X10 10
X100 100
X1k 1000
X10K 10.000

6.1.1-Resistor bom- quando no teste o valor encontrado é igual(dentro da tolerância), ao valor


constante da especificação do resistor.
Exemplo:

132
6.1.2 Resistor Alterado-quando na medição do resistor com o multiteste, o valor encontrado
apresenta resultados diferente (geralmente acima) daquele constante na especificação do
resisistor.
Exemplo:

6.1.3-Resistor Aberto- na medição com o multiteste o ponteiro vai para o valor


∞.

133
6.2 Resistores Variáveis:

As regras para a medição com o multiteste, tanto para o potenciômetro quanto para o trimpot
são as mesmas.
Com os ponteiros colocados em 1 – 3 se obtem o valor total da resistência (constante no
corpo do resistor).
Com os ponteiros do multiteste em 2-3 se obtem o valor variável do centro para
direita(aumenta ou diminui dependendo do resistor)
Com os ponteiros do multiteste em 1-2se obtem o valor variável do centro para esquerda.
No caso do potenciômetro- com as ponteiras do multiteste conectadas se gira o eixo e vai se
observando o aumento ou a diminuição da resistência . Se o ponteiro for variando aos “saltos
o
resistor
são está com problemas de oxidação entre outros, na trilha. A observância dos defeitos
semelhantes àquelas vistas nos resistores acima.
No Trimpot- se ajusta a resistência utilizando-se uma chave de fenda, no rasgo + existente no
mesmo.

7 Resistores Não-lineares: são resistores cujo o valor ôhmico não é linear, e sua
resistências variam dependendo de determinados fatores:
a)Tensão;
b) Luz;
c) Temperatura.
7.1-LDR-são resistores que apresentam resistência máxima na ausência de luz (no escuro),
apresentando
atingir resistências baixas com a presença da [Link].: na ausência da luz chega a
1MΩ.

134
Aspecto

Simbologia

Aplicações do LDR:
Estes resistores são utilizados em:
a) Controle automático de brilho e contraste de tv;
b) Detector de chama;
c) Abertura automática de portas etc.

Testes com multímetro.


Conectam-se os ponteiros do multímetro aos terminais do resistor; aproximando-se e afastando
uma fonte de luz(lâmpada) à medida que a intensidade luminosa aumenta observa-se que o
ponteiro do multímetro vai baixando a resistência, ou seja, se desloca diminuindo à resistência.
No caso contrário (afastando-se a fonte luminosa ) a resistência vai aumentando no multímetro
Performance do resistor.
Utilizando-se uma lâmpada um anteparo, liga-se os ponteiros do multímetro. Vai se colocando e
retirando o anteparo entre a lâmpada e o LDR. Deverá haver grandes variações no resistor, e que
deverão ser mostradas através do ponteiro do multímetro. Se não houver estas variações
claro(sem anteparo) escuro (com anteparo), o resistor LDRdeverá estar defeituoso.
7.2 PTC-são resistores aumentam a resistência com o aumento da temperatura.

Aspecto:

135
Simbologia:

Aplicações do PTC:
a) Desmagnetização automática de cinescópio dos tvs à cores;
b) Proteção contra superaquecimento de motores elétricos;
c) Sensor para controle de nível de líquidos etc.
Defeito: quando submetido ao teste com o multímetro não apresenta a variação de resistência
com a variação da temperatura.
7.3 NTC- com um aumento da temperatura provoca uma diminuição na sua resistência.
Aspecto:

Simbologia:

Aplicações do NTC:
a)Medida de temperatura em radiadores de automóveis;
b)Controle automático de potência em transmissores de áudio;
Compensação de temperatura em circuitos transistorizados etc.
Teste com o multiteste:

136
a) Conectam-se as ponteiras do multiteste ao NTC e procede-se da seguinte forma:
b) Com o contato com os o dedos nos terminais já se pode observar a diminuição da
resistência, no multiteste;
c) Aproximando-se um ferro de solda do NTC, observamos de uma melhor maneira a
diminuição da resistência no visor do multímetro.
d) Defeito se com os testes acima não se observar nenhuma variação o NTC está com defeito.
7.4 VDR-(resistor dependente da tensão)-Quando a tensão aumenta a resistência deste resistor
diminui.
Aspecto:

Simbologia:

8 Resistores Especiais:

Esses resistores (utilizados na placa mãe dos Pcs), atualmente são usados para substituir
seqüências de resistores de carbono em placas.
Os tipos São a) DIP (Dual-In-Line Package)
b) SIP.(Single- In –Package)
Os resistores SIP e DIP pertencem a uma geração mais nova de resistores e contém um grupo ou
rede de resistores, em lugar de um, sendo designados por formatos, como RMxx, RNxx ou
RPxx.

137
12

8.1-Resistores DIP:

O valor constante do corpo do resistor refere-se ao valor individual de cado resistor e os testes
são efetuados individualmente.
Leitura: Os valores da resistência estão escritos no corpo do resistor nos dois primeiros números
(xx) e o terceiro digito representa:
Se for numero indica a quantidade de zeros a serem acrescidos ao dois primeiro números;
Se for K = KΩ = numerox1000;
Se for M=MΩ= numero x 1.000.000Ω.
Ex: no caso acima o DIP é 20K isto quer dizer que cada resistor da rede tem 20KΩ =20000Ω

138
13

Teste com o multiteste no DIP:

O resistor DIP deve ser medido de forma paralela, conforme vemos na ilustração acima.
O pino de uma coluna deve coincidir com o mesmo pino da outra [Link] o resistor DIP
possui 10 pinos, por exemplo, o pino 1 está ligado ao pino 10, o pino 2 ao 9, e o 3 ao 8 e assim
sucessivamente. O valor ôhmico deverá ser o mesmo em todos os pinos (1 e 10), (2 e 9), (3 e 8),
(4 e 7), (5 e 6) e deverá ser de 20KΩ para este DIP.

8.2-Resistores SIP:

139
Teste com o multiteste no SIP:
No resistor SIP, como pode-se observa há um ponto comum para a rede de resistores, contidos
nele. A ponta de teste de cor preta deve ser colocada neste ponto, e com ponteira vermelha ir
tocando os outros pontos.

o
9 Associação de Resistores:
Cálculos com resistores: O resistor que substitui outros associados é chamado de resistor
equivalente- Req.
9.1- Associação em série- a corrente percorre um só caminho.

Neste caso o resistor equivalente –Req é dado pela fórmula:


Req = R1 + R2 + R3 .....Rn.

140
9.2Associação em paralelo - a corrente tem vários caminhos a percorrer.

9.2.1- Primeiro caso-n resistores iguais:

A fórmula utilizada é: Req =R/n


onde R=Valor de cada resistor é:
n= no de resistores envolvidos (R1=R2=R3=Rn).

9.2.2- Segundo caso-Dois(2) resistores diferentes:

A fórmula utilizada é: Req = R1 x R2/R1 + R2

9.2.3- Terceiro caso- n resistores(acima de 2) diferentes:

A fórmula utilizada é: 1/Req = 1/R1 + 1/R2 +1/R3 ......+ 1/Rn

9.2.4- Mix –Resistores em série e em paralelo

Neste caso resolve-se primeiro o esquema paralelo, e depois procede-se os cálculos como se o
esquema fosse em série.

141
Eletrônica
Transistores.
Transistor (transference resistor) é um componente constituído de uma pastilha
monocristalina de material semicondutor (Germânio ou Silício) com regiões dopadas com
impurezas do tipo N e do Tipo P. Os transistores dependendo do fim a que se destina, pode
funcionar como:
a) Amplificador de corrente;
b) Amplificador de sinal;
c) Chave eletrônica..
Tradicionalmente os transistores se dividem em dois(2) grupos: a saber:
[Link];
[Link] ou de efeito de campo.
o
1-Bipolares – são aqueles formados por três (3) regiões semicondutoras de polaridades
alternadas existindo entre elas duas junçõ[Link] regiões recebem os nomes de emissor (E),
Base (B), e coletor (C). Baseiam o seu funcionamento com alimentação de corrente na
base.
Símbolo: Aspecto:

Podemos obter a estrutura indicada de duas formas diferentes, o que leva a dividir os
transistores bipolares, quanto a sua estrutura em dois tipos: Tipo NPN e o tipo PNP.
Veja as figuras na seqüência:

142
Esquema interno dos tipos NPN e PNP.

1.1 Base , Coletor e Emissor.


Vamos agora entender o que é Base , coletor e emissor.
 Base- é a parte que controla a passagem da corrente;quando a base está energizada,
há passagem de corrente do emissor para o coletor, quando não há sinal não existe
essa condução. A base esquematicamente é o centro do transistor.
 Coletor é uma das extremidades do transistor;é nele que “entra” a corrente a ser
controlada. A relação existente entre o coletor e a base é um parâmetro ou
propriedade do transistor conhecido como β (beta) e é diferente em cada modelo de
transistor.
 Emissor- é a outra extremidade; por onde sai a corrente que foi controlada.
1.2 Considerações gerais e Polarização de transistores.

1.2.1Considerações gerais.
Para efeito de um estudo inicial vamos tomar como exemplo uma estrutura NPN, ou seja,
um transistor NPN..
Cada uma das junções do transistor se comporta como um diodo, mas quando aplicamos
tensões no dispositivo de determinada maneira e as duas junções podem entrar em ação ao
mesmo tempo, o comportamento da estrutura passa a ser mais complexo do que
simplesmente dois diodos ligados [Link] que tenhamos a ação diferenciada destas
junções, vamos partir da situação em que o transistor seja alimentado com fontes externas
de determinadas polaridades e características. Em suma, para que o transistor funcione,
precisamos polariza-lo convenientemente.
1.2.2Polarização de transistores.
Inicialmente vamos fazer uma polarização que nos permite apenas estudar o seu
funcionamento. Na prática existem outras maneiras de polarizar os transistores.
Tomando o nosso transistor NPN como exemplo, para polariza-lo ligamos uma bateria de
tensão maior ( B2) entre o coletor e o emissor e uma bateria de tensão menor( B1) através
de um potenciômetro na base do transistor. Veja a figura, na seqüência:

143
Vejamos o que acontece: partimos inicialmente da condição em que o cursor do
potenciômetro está todo para o lado negativo da bateria B1, ou seja, a tensão aplicada à
base do transistor é Zero (0).Nestas condições, a junção que existe entre a base e o emissor,
que seria o percurso para uma corrente da bateria B1, não tem polarização alguma e
nenhuma corrente pode fluir.A corrente de base ( Ib) do transistor é zero(0).
Da mesma forma , nestas condições a corrente entre o coletor e o emissor do transistor,
percurso natural para a corrente da bateria B2 é nula. Veja a figura a seguir:

Movimentando gradualmente o cursor do potenciômetro no sentido de aumentar a tensão


aplicada à base do transistor, vemos que nada ocorre de anormal até atingirmos o ponto
em
que a barreira de potencial da junção emissor-base do transistor é vencida.(0,2 V para o
germânio e aproximadamente 0,7V para o silício).Com uma tensão desta ordem, começa a
circular uma pequena corrente entre a base e o emissor. Esta corrente entretanto tem
um efeito interessante sobre o transistor: uma corrente também começa a circular entre o
coletor e o emissor e esta corrente varia proporcionalmente com a corrente de base.
Veja a figura, na seqüência:

À medida que movimentamos mais o potenciômetro no sentido de aumentar a corrente de


base, observamos que a corrente do coletor do transistor aumenta na mesma
proporção.

144
Se uma corrente de base de 0,1mA provoca uma corrente no coletor de 10mA, dizemos
que o ganho de corrente ou Fator de amplificação do transistor é 100vezes, ou seja a
corrente de coletor é 100 vezes maior que a corrente de base

A proporcionalidade entre a corrente de base e a corrente de coletor entretanto não se


mantém em toda a faixa possível de valores.
Existe um ponto em que um aumento de corrente de base não provoca mais um aumento
na corrente de coletor que então se estabiliza. Dizemos que chegamos ao ponto de
saturação, ou seja, o “ transistor satura” Abaixo o gráfico que mostra este fenômeno.

Observe então que existe um trecho linear deste gráfico que é denominado de “Curva
característica do transistor”.
Na figura a seguir temos o funcionamento de um transistor PNP. Observa-se que a única
diferença se o mesmo fosse utilizado no exemplo dado acima, está no sentido de circulação
das correntes e portanto na polaridade das baterias usadas.
Observe nas figuras a seguir essas orientações das correntes em um transistor NPN e PNP.

No NPN:
 Corrente de base-= Ib>> sentido horário.
 Corrente de coletor=Ic>Sentido anti-horário.

No PNP:
 Corrente de base=Ib>>sentido anti-horário.
 Corrente de coletor.=[Link] horário.

145
Para finalizarmos o assunto, observamos o seguinte:
a) Quando Ib = 0  Ic = 0 . O transistor não funciona, e neste caso se diz que ele
funciona como uma chave aberta ou representa-se por:
b) Ib =Cresce Ic= cresce na mesma proporção.
d)Ib = atinge um determinado valor, (ponto de saturação) e a partir dai mesmo que
aumentemos Ib  Ic= se mantém constante
o
2 Transistores na Prática.
Os primeiros transistores eram dispositivos simples destinados a operar apenas corrente de
baixa intensidade, sendo por isso quase todos iguais nas principais características.
No entanto, com o passar do tempo ocorreram muitos avanços nos processos de
fabricação,
que levaram os fabricantes a produzirem uma enorme quantidade de tipos ,capazes de
operar com pequenas intensidades de corrente mas também com correntes altas; o mesmo
ocorreu com as tensões e até mesmo com a velocidade.
Existem hoje, em termos de tipos de transistores mais de um milhão, o que requer manuais
de consultas volumosos quando se quer escolher um determinado tipo.
Assim para facilitar o estudo de transistor na prática é necessário que se divida estes
dispositivos em “famílias” em que as características principais se mantém.
Para outras características, as diferenças são normalmente fornecidas pelos fabricantes em
forma de folhas de dados chamadas de datasheets. Abaixo um desses tipos de datasheets
da Motorola.

Constam desses datasheets o aspecto físico da família, códigos de identificação, dados de


corrente , tensões coletor-emissor, freqüências, material de que são feitos , curvas
características, identificação dos terminais etc

146
De uma forma geral, na prática apenas algumas centenas podem ser considerados
„principais‟e possuído-se um bom manual e um bom conhecimento se consegue encontrar
sempre um capaz de substituir tipos considerados difíceis.
2.1- Transistores de uso geral.-são transistores destinados a gerar ou amplificar sinais de
pequena intensidade e de freqüência relativamente baixa.

Especificação Definição Descrição Observações

Material Pequenas Silício A maioria dos


pastilhas Germânio transistores atuais
é de silício.

Aspecto externo Envólucros Plásticos


Metais
Tipo do conteúdo NPN e PNP
semicondutor
Tipos de 3 terminais Base(B) Identificação deve
terminais Coletor(C) ser feita pelo tipo
Emissor(E) e varia bastante
Ic- corrente de Icmax=corrente Varia entre:
coletor . de coletor 20mA e 500mA
máxima.
VCEO- tensão VCEOmáx Varia entre:
entre o coletor e tensões 10V e 80V.
o emissor com a máximas de
base desligada operação
.
fT –freqüência FTmáx- Varia entre 1 e
máxima ou freqüência 200Mhz
freqüência de máxima que o
transição transistor pode
operar.
Aplicações - - Uso geral ou
Áudio

147
Os tipos mais comuns desses transistores são:BC548, BC558, BC107, 2SB75, OC74,
2N2222, 2N107 etc.
2.2-Transistores de Potência- são transistores destinados a operar com correntes
intensas mais ainda com sinais de baixas freqüências.

Especificações Definições Descrição Observações

Material Pastilhas de Silício


diversos
tamanhos
Aspecto externo Envólucros Plásticos Tendem a
Metais aquecer(altas
correntes) usam
envólucros que
permitem a
montagem em um
dissipador(radiador)
de calor.(figura
acima)
Tipo do Conteúdo NPN e PNP
semicondutor

Tipos de Geralmente 3 Base(B) Identificação deve


terminais terminais Coletor(C) ser feita pelo tipo e
Emissor(E) varia bastante
Ic- corrente de Icmax=corrente Máxima =
coletor . de coletor 15A
máxima.

148
VCEO- tensão VCEOmáx Varia entre: entre o
coletor e tensões 20V e 100V. o emissor com a
máximas de
base desligada. operação
fT –freqüência fTmáx- Varia
máxima ou freqüência entre100khz
freqüência de máxima que o 40Mhz
transição transistor pode
operar.
Aplicação Amplificadores de
Áudio

Os tipos mais comuns desses transistores são:TIP31, TIP32, 2N3055. BD135, BD136,
AD142, BU205 etc.
2.3 Transistores de RF (Radiofreqüência)-são transistores destinados a amplificar ou
gerar sinais de freqüências elevadas, mais com pequenas intensidades de correntes.

149
Especificações Definições Descrição Observações
Material Pastilhas de Silício Em sua maioria.
pequenos Germânio Pouco usados.
tamanhos *Arseneto de *Os GaAs já
Gálio(GaAS) estão sendo
usados para
fabricação de
transistores e
são capazes de
gerar
(amplificar)
sinais em
milhares de
Mhz.
Aspecto externo Envólucros Plásticos
Metais
Tipo do Conteúdo NPN e PNP
semicondutor
Tipos de
Geralmente 3 Base(B) Identificação
terminais [Link] Coletor(C) deve ser feita
apresentam 4 Emissor(E) pelo tipo e varia
terminais. O 4o *Blindagem bastante
terminal é ligado
à própria
carcaça
do transistor, de
metal, e que
serve de
blindagem*( ver
figura acima)
Ic- corrente de Icmax=corrente Máxima =
coletor . de coletor 200mA
máxima.
VCEO- tensão VCEOmáx Varia entre:
entre o coletor e tensões máximas 10V e 30V.
o emissor com a de operação
base desligada.

150
fT –freqüência fTmáx- Chegam até a
máxima ou freqüência 1500Mhz
freqüência de máxima que o
transição transistor pode
operar.
Aplicação
Seletores de TV
de UHF e outras
aplicações
semelhantes.
.
Os tipos mais comuns desses transistores são: os BD494, BF254, 2N2218etc

2.4 Classificação quanto à potência de Dissipação


Ainda se costuma classificar os transistores quanto a sua potencia de dissipação; nessa
classificação os transistores podem ser:
a) Baixa potencia-ex: BC548;
b) Média potencia-ex: BD137, BD135, BD139

c) Alta potencia-ex TIP120 , TIP121, TIP122, ZN3055, BU205 etc

o
3 Códigos, Tipos e Identificações de terminais.
Para usar um transistor é fundamental que saibamos para que serve um determinado tipo e
também como identificar os seus terminais.
3.1-Procedência Americana- usam na sua codificação a sigla 2N para diferenciar dos
diodos que usam 1N..Esta sigla 2N vem seguida de um numero que corresponde ao
modelo, porém não serve para informar que tipo de transistor temos; se é de uso geral
ou áudio, de potencia ou RF, se é NPN ou PNP, se é de silício ou germâ[Link] os
transistores, com indicação 2N é necessário consultar um manual, disquetes CD Rom
fornecidos pelos fabricantes; ou ainda tentar encontrar essas informações na [Link]
figura abaixo temos alguns exemplos com indicações dos terminais:

151
3.2Procedência Européia -para esses transistores, o próprio tipo do transistor já fornece
muitas informações sobre o que ele é.
Assim, para a primeira letra já temos informações do material usado em sua
fabricação:
A = Germânio;
B = Silício.
Para a segunda letra temos informações se o transistor é de uso geral
(áudio),Potencia ou RF:
C = Uso geral ou áudio;
D = Potência;
F = RF.

Os transistores para aplicações profissionais possuem uma terceira letra [Link]


os comuns temos um [Link] a seguir alguns exemplos:
BC548 – Transistor NPN de uso geral, de baixa potencia ou áudio.
BD136 - Transistor PNP de potência;
BF254 - Transistor NPN de RF.

Veja que esta maneira de indicar os tipos ainda não diz se ele é NPN ou PNP. O manual
ainda é necessário para identificar os terminais.

Na figura a seguir, mostramos alguns transistores de procedência européia com a


identificação dos terminais.

3.3Procedência Japonesa- Utilizam a sigla 1S o restante das informações é idêntica ao


Americano, ou seja, tem que consultar o manual.

152
o
4 Exemplos de siglas de alguns fabricantes .

a) Siemmes-BC, BCX,BCU, BD, BF, BFN, BFR, BS, BU, BUW, BCY.

b) Texas- 2N, 3N(MOSFETT), TIS, IN, MN, NP.

c)Motorola- 2N, NJ, MIE, MTN, TIP.

d) Philco- AO, BO, BD, PA, PB, PC, PE.

e) Hitachi-2SA, 2SD.

o
5 Invólucros dos transistores bipolares características identificadoras.
Certos transistores de germânio, utilizados em circuitos de radio freqüência- R.F.,
possuem um quarto terminal, identificado pela letra S de “shield” (blindagem).Esse
terminal encontra-se conectado internamente ao invólucro metálico(TO-7) e, quando
ligado à massa, atua como proteção contra campos eletro magnéticos. Exemplos deste
tipo são: TO-71, TO 72, AF116, [Link] a figura a seguir:

Para identificar o terminal S, na ausência de informações, basta verificar via teste de


continuidade, qual dos quatro terminais tem R= 0Ω em relação à carcaça metálica.
Nos transistores de potência com invólucro plástico,TO126 por exemplo, o coletor
normalmente é o terminal do centro.
Para o BD139, BD140 etc., o coletor está ligado eletricamente à uma lâmina metálica
que existe em uma de suas faces. Veja a figura a seguir:

153
BD 135

Já no SOT-93, TIP 30, tip31 etc., existe uma alça metálica a qual também está
conectado o [Link] acima.
Em ambos os casos, a identificação do coletor é feita verificando-se qual dos terminais
apresenta uma resistência nula( R=0Ω) em relação a lâmina ou à alça metálica, via teste
de continuidade.

Os transistores de potência com invólucro metálico (TO-3, TO-66 por exemplo),


possuem apenas dois terminais típicos: emissor (E) e base (B), como indicador. O
terceiro terminal (coletor) é o próprio invólucro metá[Link] figura abaixo:

o
6 Configuração de transistores em circuitos.
6.1- Emissor comum.

154
Nesse caso o sinal entra, entre a base e o emissor e sai entre, o emissor e o coletor.
Como o emissor é o elemento comum na entrada e na saída este tipo de configuração é
chamada de Emissor comum.

No esquema emissor comum a fase do sinal de saída é invertida em relação à fase do


sinal de entrada , tem como características principais elevados ganhos de tensão e de
corrente. É a mais comum e também é a que produz maior ganho de potência.

6.2- Coletor comum.


Nesta configuração o sinal é aplicado entre a base e o coletor e é retirado entre o
emissor e o coletor.O coletor é então o elemento comum à entrada e saída do sinal e a
configuração por isso recebe o nome de coletor comum.

A fase do sinal de saída, nesta configuração é a mesma do sinal de entrada, ou seja


, não há inversão de [Link] como características um ganho de corrente muito alto,
o que quer dizer que pequenas variações da corrente de base provocam variações muito
maiores da corrente do coletor, e ainda um ganho de tensão não tão elevado como no
emissor comum. Apresenta também, um ganho de potência não muito alto.
Obs.: Esta configuração também é chamada de “seguidor de emissor”.
6.3-Base comum.
Nesta configuração o sinal é aplicado entre o emissor e a base e é retirado entre a base
e o coletor. Como vemos , a base é o elemento comum, o que acarreta a denominação
dada à configuração de “base comum”

Não há inversão de fase para o sinal [Link] características temos que


nesta configuração temos um bom ganho de tensão, mas o ganho de corrente é

155
inferior à unidade..No geral obtemos então um ganho de potência menor que o da
configuração de emissor comum, porém maior do que o da configuração de coletor
comum.
o
7-Transistores Darlington.
É um tipo de estrutura de transistor, constituído por dois transistores (T1 e T2), dois
resistores (R1 e R2) e um diodo (D1), contidos em uma única pastilha de silício e
interligados de modo a formar um transistor de potência com elevado ganho de
corrente contínua C.C.
Os invólucros dos transistores Darlington podem ser do tipo metálico (TO-3 por
exemplo) ou do tipo plástico (TO126). Como ocorre com os transistores bipolares.
7.1-Estrutura interna, símbolo e aspecto de um Darlington NPN.

Estrutura Interna.

Símbolo e Aspecto.

Neste tipo de Darlington NPN (ver figura acima) T1 e T2 são NPN e o anodo de D1
está conectado ao emissor de T2.

156
7.2-Estrutura interna, símbolo e aspecto de um Darlington PNP.

Estrutura Interna.

Símbolo e Aspecto.

Neste tipo de Darlington PNP (ver figura), T1 eT2 são PNP e o anodo de D1
está ligado ao coletor de T2.
Para as duas estruturas NPN e PNP o valor de R2 é praticamente insensível às variações
de temperatura e das tensões aplicadas ao componente. Dependendo do fabricante, o
seu valor está compreendido entre 50-200Ω.

Por outro lado, o valor de R1 varia tanto com a temperatura como com as tensões
aplicadas no transistor. Os valores especificados pelos fabricantes vão desde alguns
quiloohms até dezenas de quiloohms.

157
7.3-Aplicações dos transistores Darlington.

São inúmeras as aplicações desses componentes. Entre elas, destacamos as seguintes:


 Amplificadores de potência de áudio;
 Ignições eletrônicas;
 Reguladores de tensão para fontes de alimentação;
 Controle de motores C.C.;
 Controle de solenóides.
o
8-Polarização, sentido da corrente e nomenclatura de transistores bipolares.

Ib – Sentido horário;
Ic = sentido anti-horário;
Ie = Sentido anti-horário

158
152

Ib – Sentido anti- horário;


Ic = sentido horário;
Ie = Sentido horário
8.1-Nomenclaturas:

Ib = Corrente de base;
Ic = Corrente de coletor;
Ie = Corrente de emissor;
Rb = Resistor de base;
Rc = Resistor de coletor;
Re = Resistor de emissor;
Vbe = tensão base/emissor.
Vce = Tensão coletor/emissor;
Vcb = Tensão coletor/base.

159
Resumo para estudo
Componentes-Função, Símbolo e Aplicações.

Resistores:
Resistores em geral redução controlada de corrente e tensão.
Classificação:
Lineares-resistencia é função da tensão e da corrente: Fixo-
[Carbono(código 4 cores), filme metalico (código 5 cores) e fio metálico( resistência,
tolerância e tensão no corpo)][Variável-potenciometro], [Ajustável-
trimpot]
Não lineares:resistência varia com luz,temperatura e tensão:
LDR-mais luz menos resistência-uso:
Controle de brilho e contraste de tv;
Detetor de chamas;
Abertura de portas.
PTC- aumenta resistência , aumenta a temperatura. Uso:
Desmagtizacão de cinescópio de tv;
Proteção contra superaquecimento em motores elétricos;
Sensor controle de nível de líquidos.-
NTC- diminui resistência , aumento de temperatura Uso:
Medida da temperatura em radiadores de carro;
Controlede potencia transmissores de áudio;
Controle de temperatura em circuitos de transistores
VDR-tensão aumenta , resistência diminui.
Especiais- DIP e SIP.
Capacitores:
Capacitores em geral –armazenar cargas careegando e descarregando no tempo de
freqüência:[propriedades- Capacitancia-armazenamento de cargas; tolerância, tensão de
trabalho, coeficiente de temperatura]
Fixos- capacitancia não pode ser mudada[cerâmicos(disco, plate, tubulares e
passagem)styroflex, Polyéster(não-metalizados, metalizados(schico, laranja zebrinha))
Eletrolíticos- capacitancia alta, polarizado(aluminio(radiais e axiais) tântalo.
Ajustavél -Trimmer
Variável-

160
Diodos:
Diodo uso geral-correntes baixas-(circuitos lógicos, proteção de transistores,
polarização:)
Diodo retificador-corentes altas retificar-ac para dc-(fontes de alimentação)

Led-polarizado diretamente emite luz monocromática-(controles remotos, Pcs)


Fotodiodos-polarizados inversamente se obtem uma corrente de acordo com a intensidade
de luz(código de barras, leitor ótico em cds)
Varicap- diodo duplo polarizado inversamente apresenta capacitância que depende da
tensão.( sintonia de rádios e tvs):
Zenner-polarizado inversamente mantem tensão constante) fontes de alimentação-regulador
de tensões)

Ponte retificadora- 4 diodos (fontes alimentação-retificação)


Retificadores:
Polarização direta- anodo mais positivo que o catodo(conduz)
Polarização Inversa- catodo mais positivo que o anodo(não conduz) Tipos de retificadores-
Meia onda, Onda completa com CT, Onda completa com ponte.

Transformadores:

Redução de tensão; Amplificação de tensão:


Transistores:
Transistores em geral- (amplificador de corrente e sinal, chave eletrônica) PNP) Grupos
(bipolares , unipolares –efeito de campo).
Bipolares-3 regões altenadas e 2 junções.(NPN, PNP)

Sentido da corrente: NPN( Ib-horario/Ic e Ir-antihorário) PNP(Ib-antihorario Ic e Ie –


horario)
Grupos- (uso geral -amplificar sinais de pequena intensidade freqüência baixa/uso
áudio)(potencia-correntes intensas,sinais e freqüências baixas/uso:amplificadores de audio)
(RF radio freqüência-correntes baixas sinais e freqüências altas./uso:seletores de tv Uhf etc)
Cofigurações:
Emissor comum- [(entra base /emissor sai invertido emissor /coletor/Caracteriscas ganhos

altos- de tensão e corrente( maior ganho de potencia) ]

161
Coletor comum-[(entra base/coletor sai emissor/ coletor/ganhos corrente e tensão não tão

altos
Base comum-[entra emissor/base sai base/coletor-ganho- bom de tensão coreente
menor que a unidade)]

Darlington:[ (2 transistores, 2resistores, e um diodo /transistor de potencia com elevado


ganho de corrente continua)] Usos:
Amplificadores de potencia de áudio;
Reguladores de tensão em fontes
Ignição eletrônica;
Controle de CC e solenóides

Tiristores:
Geral- tem função de um diodo –faz chaveamento eletrônico controle de potencia tanto
alternada com [Link]: SCR, DIAC, TRIAC SUS
SCR-[ ( 2 silicio n e 2 silicio P e 3 junções) 3 terminais anodo catodo e porta .
Conduz – único sentido do anodo para o catodo quando submetido a uma tensão

baixa(pulso positivo da porta para o catodo)


TRIAC- Controle de potencia,correntes alternadas.3 terminais T1 T2 e Porta.
Conduz em ambos o sentidosTP1 para TP2 e vice versa , quando submetido a tensões na

porta e aceita pulsos positivos e negativos.:

162
Outros componetes importantes:
Acoplador Ótico(fotoacoplador)-[(interligar circuitos reduzir interferência entre os
mesmos)Usos:
Isolacão elétrica entre entrada e saida do circuito ;
Substituir antigos relés eletromecânicos;

CI- regulador de tensão( controle de tensões positivas e negativas em fontes de


alimetação)

Mosfet-Transistor de efeito de campo:


(elevada velocidade de operação, grande poder de amplificação de sinais) (3 terminais –
Dreno supridouro, gate) (funcionamento – aplicação de tensão no gate forma campo
magnético entre o material p e flui corrente do Dreno (D) para o supridouro S). Usos:
Fonte de alimentação;
Acionamento de motor de passo de impressoras;
Computadores;
Chaveamento em fontes.

Cálculo do resistor de base e do resistor do emissor:


Fórmulas:
Rb= Rc x100;
Re = Rc/10.
Cálculo da tensão de base:
NPN- Vb=Ve+0,6
PNP-Vb= Ve-06

163
Teste de Avaliação No 1

1) Responda as questões abaixo:


a)A diferença entre um resistor fixo e um variável;
b)A função do resistor linear;
c) A função do resistor não linear.
Respostas:
a)Resistor fixo é aquele que não se pode mudar o valor de sua resistência , que vem de
fá[Link]: resistor de carbono, filme metálico, de fio. Já o variável é aquele que se pode
manipular (variar) a sua resistência de acordo com a utilização que se
[Link]:Potenciômetro ajustável a qualquer momento. Trimpot- ajustável
eventualmente.
b)Resistor Linear é aquele que a sua resistência varia proporcionalmente com a corrente
e a tensão que atravessa o circuito.
c)Resistor não-linear é aquele que a sua resistência sofre influencia da luz, temperatura
e tensão. Sua resistência varia de acordo com estes agentes.
2) Dê a função e o símbolo dos resistores abaixo:
a) LDR;
b) NTC;
c) PTC;
d) VDR.
Respostas:
a) LDR- a sua resistência diminui com a incidência da luz. Na ausência da luz sua
resistência chega a atingir 1MΩ. São utilizados em abertura automática de portas,
detector de chama, ajuste de cor e brilho em televisores.

Símbolo:

b) NTC-Sua resistência diminui com o aumento da temperatura. São utilizados para


controle de temperatura em radiadores, controle automático de potencia em
transmissores de áudio entre outros.

Símbolo:

c)PTC-Sua resistência varia proporcionalmente com a temperatura. Se a temperatura


aumenta a resistência aumenta e vice-versa.São utilizados em desmagnetização de
cinescópio de tv a cores, Sensor de controle de nível de líquidos entre outros.

Símbolo:

d)VDR-Sua resistência varia inversamente proporcional com a tensão, ou seja, se a


tensão aumenta a resistência diminui e vice-versa.

164
Símbolo:

3)Nos circuitos abaixo , calcule:


a) Req.
b) IT.

o
1 circuito
o
2 Circuito

Resposta :
o
1 Circuito:
Circuito em série:
R1=200Ω = 200Ω
R2=1K5 = 1500Ω
R3=0,05Ω= 50Ω
R4=0,00004MΩ= 40Ω
E = 3580 V
Cálculo de Req.
Req = R1 + R2 + R3 + R4 = 200 + 1500 +50 + 40 = 1790 donde Req = 1790Ω
Cálculo de It (corrente total)
E = R x It donde It = E/R = 3580/1790 = 2 donde It = 2A
o
2 Circuito
Circuito em paralelo e em série.
R1= 100Ω
R2= 4Ω
R3= 6Ω
R4=182Ω
o
Resolvendo 1 o circuito em paralelo.
Req1= R2 x R3/R2 + R3 = 4x6/4+6 = 24/10 = 2,4 donde Req1 = 2,4Ω
Calculando o resistor equivalente total-Reqt.
Reqt= R1 + Req1 + R4 = 100 + 2,4 + 182 = 284,4 donde Reqt = 284,4Ω

165
Cáculo da corrente It.
E = Reqt x It donde It = E/Reqt = 144/284,4 = 0,506 donde It= 0,506 A
4) Dê os valores dos resistores abaixo:
a) vermelho, verde, marrom;
b) verde, laranja, azul, prata;
c) vermelho, violeta, prata, prata;
d) vermelho, preto, prata, prata;
e) laranja, verde, ouro, ouro.
Respostas:
a) 250Ω ± 20%
b)53000000Ω ±10%
c) 0,27Ω ±10%
d) 0,2 Ω ±10%
e) 3,5Ω ± 5%

5) Responda:
a) Os trimpots, são que tipos de resistores?
b) Posso substituir um resistor de 1w por um de 1/4w?
c) Qual o resistor que vem com a resistência ôhmica, tolerância e a potencia
escrita no seu corpo.
Respostas:
a) Os trimpots são resistores do tipo ajustável.
b) Sim pode, é sempre recomendado na substituição, se colocar um resistor de igual
ou maior capacidade. do que aquele que está com defeito.
c) É o resistor de fio.
6) Indique as cores dos resistores abaixo:
a)1,7Ω ± 10%;
b)0,33Ω ± 5%;
c)10Ω ± 5%
d)10MΩ ±10%.
Respostas:
a) Marrom, violeta, ouro, prata;
b) Laranja, laranja, prata, ouro;
c) Marron, preto, preto, ouro;
d) Marrom, preto, azul, prata.
7) Responda:
a) Qual a diferença entre o resistor de carbono e um de fio?
b) Quanto a resistência ôhmica quais os tipos de resistores lineares?
c) Um resistor tem polaridade?
Respostas:
a) O resistor de carbono apresenta em seu corpo faixas coloridas, que através de uma
tabela podemos identificar sua resistência, tolerância, ou seja, utiliza código de

166
cores para identificação da sua resistência e sua tolerância. O resistor de fio, já vem
com os valores de resistência, tensão e tolerância impressos no próprio corpo.
b) São fixos, variáveis e ajustáveis.
c) Não existe resistores com polaridade.
8) Defina:
a)Capacitância;
b}Qual a unidade da capacitância?
Respostas:
a)Capacitância é a propriedade de um capacitor carregar e descarregar cargas elétricas
durante o tempo de freqüência, ou seja, durante o tempo que recebe cargas elétricas.
c) A unidade de capacitância é o farad. Por apresentar valores muito altos se utiliza os
seus submúltiplos, que são: milefarad (mF); microfarad (μF), nanofarad (nF) e
picofarad (pF).

9) Converta:
a)0,00125pF para nF;
b)0,003422mF para pF;
c)0,01mF para pF
d)1KpF para nF.
Respostas:
a) 0,00125/1000= 1,25 x 10ˉ⁶nF
b) 0,003422x1000x1000x1000 =3.422.000pF
c) 0,01x1000x1000x1000=10.000.000pF
d) 1x1000/1000 = 1nF.
10) Dê as características dos capacitores metalizados abaixo:
a) marrom, marrom, marrom,verde,amarelo;
b) laranja, amarelo, verde, branco, azul;
c) amarelo,amarelo,amarelo,verde,amarelo;
d) branco,branco,amarelo,branco,vermelho.
Respostas:
a)C=110pF-±5% -tensão de isolação=400V;
b)C=3400000pF-±10%-tensão de isolação=630V;
c)C=440000pF-± 5% - tensão de isolação=400V;
d)C=990000pF-±10% - tensão de isolação=250V.
11)Dê as características dos capacitores abaixo:

Respostas:

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a) C=39pF – tol.= ±5% - Tensão de Isolação= 100V –coeficiente de temperatura
=nulo.
b) C=87pF – tol.=+100% -0%- Tensão de isolação=2000V- coeficiente de
temperatura= -55ºC +85ºC, variação máxima=7,5%.
c) C=4700pfF , tensão de isolação = 100V;
d) C=0,03μF , tensão de isolação=50V.
12)Indique as cores dos capacitores abaixo:
a) 2200pF ±10% 250V;
b) 33000pF ±5% 630V;
c) 440000pF ±10% 400V;
d) 11KpF ± 10% 100V.
Respostas:
a) vermelho,vermelho, vermelho, branco,vermelho;
b) laranja,laranja,laranja,verde,azul.
c)amarelo, amarelo, amarelo,branco,amarelo;
d)marrom, marrom, laranja, branco, marrom.
13) Qual o nome de quatro capacitores fixos?
Respostas:
Cerâmicos – disco, plate, passagem, tubulare, passagem.
Polyester - não metalizados;
Metalizados- zebrinha , Schico
Eletrolíticos- Alumínio, tântalo.
14) A inscrição NPO significa o que?
Resposta:
NPO significa que o coeficiente de temperatura do capacitor é nulo.

15) A capacitância depende de quais fatores?


Resposta:
A capacitância depende do tamanho das placas do capacitor; da distância entre as suas
placas e ainda do dielétrico,ou seja, do material de que é feito o dielétrico.
16) No circuito abaixo, calcule a capacitância equivalente:

Resposta:
No circuito temos os resistores C1 e C2 em série, então vamos calcular o Ceq12.
Ceq12= 20/2= 10nFx1000=10000pF donde Ceq12=10000pF
Agora temos Ceq12 em paralelo com C3 então:
Ceqt= Ceq12 +C3 = 10000 + 5000 = 15000pF donde Ceqt = 15000pF.

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17) Quanto ao formato, quais os capacitores de baixa e alta freqüência?
Resposta:
Capacitores tubulares – Baixa Freqüência;
Capacitores planos - Alta freqüência.
18) Capacitores associados em paralelo, aumentam ou diminuem a capacitância?
Resposta:
Aumentam a capacitância: (Ceq = C1 +C2 +C3 + ... +Cn).

19) Quais as unidades básicas da capacitância?


Resposta:
Milefarad –mF;
Microfarad -µF;
Nanofarad – nF;
Picofarad – pF.
20) No circuito abaixo, diga a função dos capacitores : C1 , C2 , C3 e o nome do
resistor R1.

Resposta:
C1 = capacitor comum acoplador de alta freqüência;
C2 = Capacitor comum dasacoplador de alta freqüência;
C3 = Capacitor eletrolítico acoplador de baixa freqüência;
R1 = Resistor ajustável- Trimpot.

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