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Aplicação do controle estatístico de
processo em linha de processamento de
leite condensado: estudo de caso
Jhemerson Humberto de Azevedo
Universidade Federal do Agreste de Pernambuco
(UFAPE)
Elisandra Rabêlo da Silva
Universidade Federal do Agreste de Pernambuco
(UFAPE)
Gustavo Henrique Daniel Santos Silva
Universidade Federal do Agreste de Pernambuco
(UFAPE)
Marteson Cristiano dos Santos Camelo
Universidade Federal do Agreste de Pernambuco
(UFAPE)
Romero Luiz Mendonça Sales Filho
Universidade Federal do Agreste de Pernambuco
(UFAPE)
Suzana Pedroza da Silva
Universidade Federal do Agreste de Pernambuco
(UFAPE)
'10.37885/230613361
RESUMO
A aplicação das ferramentas da qualidade proporciona o monitoramento, a identificação, cau-
sas, eliminação ou minimização de variabilidades no processo, levando a melhor condução
dos processos. Este estudo teve como objetivo implementar ferramentas da qualidade em
uma linha de processamento de leite condensando semidesnatado de alta escala produti-
va, a fim de monitorar as variáveis viscosidade e umidade, durante o processo de envase,
potencializando o controle do processo. Na elaboração dos gráficos de controle de média e
de amplitude as análises foram realizadas em pares, sendo eliminados os pontos fora dos
limites de controle ou que não atendam as regras de aleatoriedade. Durante o processo
de implementação dos gráficos de controle, nem sempre o padrão aleatório foi atingido na
primeira tentativa de tratamento dos dados, sendo necessário realizar a retirada de alguns
pontos que representam causas especiais de variação no processo. A implementação final
dos gráficos de controle possibilitou a realização do monitoramento dessas variáveis do
produto e processo de forma prática e eficiente, podendo ser conduzida pelos próprios ope-
radores e analistas envolvidos no processamento industrial. Portanto, foi possível descrever
as principais causas responsáveis pela alta variabilidade do produto com o diagrama de
causa e efeito e, promover mudanças necessárias para potencializar a qualidade do produto.
Palavras-chave: CEP, Ferramentas da Qualidade, Gráficos de Controle, Monitoramento.
INTRODUÇÃO
Qualidade na indústria de laticínios
Cada vez mais as demandas por produtos alimentícios se intensificaram de uma forma
espontânea e exponencial, fazendo com que as empresas produtoras de alimentos precisem
se reinventar para fornecer produtos com alto grau de qualidade e segurança. Além disso,
com a imensa quantidade de marcas, tipos e preços a garantia da qualidade deixou de ser
um mero aspecto do produto e tornou-se uma necessidade para assegurar a permanência
dos produtos ou bens de uma empresa no mercado. Assim, a busca pela melhoria contí-
nua e a padronização de processos e produtos com alto nível de qualidade passou a ser
uma responsabilidade de todos os departamentos industriais (CARVALHO e PALADINI,
2012; COLETTO, 2012).
Para as indústrias alimentícias, como as de laticínios, o controle da qualidade se inicia
com os controles relacionados à matéria-prima, pela realização de inspeções microbiológi-
cas e físico-químicas que verificam a acidez do leite recebido e a presença de adulterações
ou contaminantes. Quanto ao controle de qualidade do processamento direto, as usinas
beneficiadoras dependem da execução de procedimentos de higienização e limpeza rea-
lizados de forma correta e na frequência necessária, além da utilização de equipamentos
de processamento com linhas de processo individuais (BRANDÃO, 2006). Desse modo, é
recomendada a definição de padrões técnicos de processo e a realização de treinamentos
rotineiros com os funcionários para que as atividades requeridas pelo controle de qualidade
sejam mantidas até o consumidor final.
Processamento de leite condensado semidesnatado
Segundo a legislação brasileira vigente, outorgada na Instrução Normativa nº 47, de
26 de outubro de 2018, leite condensado é o produto resultante da desidratação parcial
do leite, leite concentrado ou leite reconstituído, com adição de açúcar, podendo ter seus
teores de gordura e proteína ajustados unicamente para o atendimento das características
do produto (BRASIL, 2018).
O processamento industrial de leite condensado envolve muitas operações unitárias
desde o recebimento do leite na usina de beneficiamento até a chegada ao consumidor
final. O leite cru refrigerado chega à empresa transportado em caminhões isotérmicos,
a uma temperatura máxima de 7 ºC. Logo após, se inicia o procedimento analítico de re-
cepção que é composto por análises de fraude e caracterização físico-química, sendo de-
tectada a conformidade dos parâmetros o caminhão isotérmico é conectado ao painel do
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descarregamento e a matéria prima é enviada para o resfriamento, passando previamente
por filtros e pela pasteurização.
Na sequência, a matéria-prima é bombeada até a sala de mistura recebendo a adição
da sacarose via triblender e permanece em recirculação por 10 minutos para a dissolução
completa do açúcar (sacarose). A mistura preparada será enviada ao tanque de equilíbrio
provido de boia de nível para manter o volume máximo do tanque do sistema evapora-
dor. Do tanque de processo, o produto é bombeado até o flash cooler 1, para ajustar a
concentração em 72-74% de sólidos totais e sofrer resfriamento a 48 ºC, recebendo então a
adição da lactose, voltando a seguir para o flash cooler 2 para sofrer resfriamento de 20-35
ºC, o produto é bombeado para o tanque de cristalização onde permanece de 2 a 8 horas
sob agitação lenta e constante até que se obtenha uma cristalização fina.
O produto estocado é analisado para comprovar os padrões pré-estabelecidos de
viscosidade, umidade, acidez, teor de matéria gorda e teor de açúcar, prosseguindo com o
envase do mesmo em embalagens laminadas. Após o envase o produto é acondicionado
em embalagem secundária (caixas de papelão) e estocadas à temperatura ambiente em
local limpo, seco e ventilado.
Ferramentas de controle da qualidade
O aumento da competitividade e a cobrança por fornecimento de produtos que aten-
dam aos requisitos dos consumidores provocaram a elevação dos aspectos relacionados a
qualidade, que por tais motivos necessitaram de sistemas de gerenciamento para garantir
a produção de alimentos com altos requisitos de qualidade. Tal fato, impulsionou o desen-
volvimento de ferramentas extremamente úteis para garantir o que se denomina atualmente
de Gerenciamento da Qualidade Total.
A aplicação destas ferramentas proporciona a identificação de problemas, suas causas
fundamentais e eliminação ou minimização destas a níveis aceitáveis, culminando com a
implementação e verificação das ações esperadas para conduzir à melhoria imprescindível.
Essas ferramentas são: histograma, folha de verificação ou checklist, gráfico de Pareto,
gráfico de dispersão, fluxograma, grafico de controle e diagrama de Ishikawa ou causa e
efeito (CARPINETTI, 2012).
O diagrama de Ishikawa é um gráfico cuja sua finalidade é organizar o raciocínio e a
discussão sobre as causas de um problema prioritário e analisar as dispersões em seu pro-
cesso e os efeitos decorrentes disso (NETO et al., 2017). Onde considera que os problemas
podem ser classificados em seis tipos diferentes de causas, também chamados de 6M’s
que são: o método (utilizado para executar o trabalho), a máquina (que pode ser a falta de
manutenção ou a operação errada da mesma), a medida (as decisões sobre o processo),
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o meio ambiente (qualidade ou não do ambiente corporativo), a mão-de-obra (refere-se ao
nível de qualificação do executor do processo) e o material (baixo nível da qualidade da
matéria-prima usada no processo) (SARMENTO, 2017).
Gráfico de controle
Todos os processos industriais devem ser monitorados de forma contínua a fim de
identificar as causas por trás da ocorrência de variabilidade no processo, em seguida, de-
ve-se dar início a uma investigação para constatar as possíveis causas especiais e a sua
subsequente eliminação. Os gráficos de controle possibilitam a visualização de quando
um processo está em controle, ou seja, somente sujeito à ação das causas aleatórias, ou
quando ele está fora de controle, além das causas aleatórias as causas especiais estiverem
presentes (COSTA et al., 2012).
O grande objetivo da aplicação dos gráficos de controle é proporcionar o registro de
uma característica específica da qualidade envolvida no processo e que se deseja controlar,
em função do tempo, tendo como referência medidas de amostras dos dados. Para verificar
a estabilidade do processo, são analisadas as 3 linhas que compõem o gráfico: linha central
que representa a média da característica analisada, linha limite superior de controle (LSC)
que representa três vezes o desvio padrão acima da linha central, é o valor máximo que os
dados podem se aproximar e a linha limite inferior de controle (LIC) que representa três vezes
o desvio padrão abaixo da linha central, é o valor mínimo que os dados podem se aproximar.
Controle estatístico de processo
O controle estatístico de processo (CEP) é uma ferramenta estatística aplicada a pro-
cessos industriais que promove a redução sistêmica da variabilidade nas características
da qualidade de maior interesse, contribuindo para a melhoria da qualidade intrínseca, da
produtividade, da confiabilidade e do custo do produto em evidência. Podendo ser aplicado
ao longo de todo um processo industrial com o objetivo de identificar e quantificar as causas
especiais, essas causas não são intrínsecas ao processamento e são prejudiciais a qualidade
do produto (RIBEIRO e CATEN, 2012).
Além disso, o CEP também se apresenta como uma ferramenta de controle preventivo,
pois possibilita o monitoramento continuo dos resultados com o embasamento estatístico,
objetivando a estabilidade das variáveis de interesse em uma linha central de comportamento
ao longo do tempo de processo (PRATA, 2016).
Desse modo, o objetivo do trabalho foi implementar gráficos de controle estatístico de
processos em uma indústria de laticínios, especificamente em uma linha de processamento
de leite condensando semidesnatado de alta escala produtiva, para as variáveis viscosidade
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e umidade, com o intuito de obter uma ferramenta capaz de acompanhar e monitorar o
processo de envase constantemente, potencializando o controle dessas duas principais
características da qualidade para o leite condensado.
MÉTODOS
Descrição do problema
O problema em destaque é a alta variação nos parâmetros de viscosidade e umidade
do leite condensado pós etapa de envase, resultando na falta de padronização do produto,
elevado custo com reprocesso ou perdas de produtos acabado e aumento no número de
reclamações no Serviço de Atendimento do Consumidor (SAC).
Com este estudo, foi possível descrever as principais causas responsáveis pela alta
variabilidade do produto e promover as principais mudanças necessárias para potencializar
a qualidade do produto.
Amostragem
Foi realizada a amostragem sistemática para coleta das caixas de leite condensado na
linha de produção, e então gerar os gráficos de controle da variação do peso líquido para
os gráficos de controle para a embalagem. Ficou decidido pela realização de 1 coleta, com
um quantitativo de embalagens com 5 amostras durante 1 hora de processamento do leite
condensado. Resumidamente, a cada 1 hora de produção foram retiradas 5 embalagens da
linha, que compõem 1 coleta.
(𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃) 𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 60 𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚
𝑅𝑅 = = = = 12 𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚/𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎 (1)
(𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴) 𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒 𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎 5 𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎
Em seguida foi sorteado um número aleatório k entre 01 e R. O número aleatório
sorteado foi k = 8 logo, o tempo de retirada das amostras ficou definido da seguinte forma:
Embalagem 01: 8 min; Embalagem 02: 8 + 12 = 20 min; Embalagem 03: (8 + 12) + 12 =
32 min; Embalagem 04: ((8 + 12) + 12) + 12 = 44 min; Embalagem 05: (((8 + 12) + 12) +
12) + 12 = 56 min
Procedimentos laboratoriais de análises
Determinação do teor de umidade
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A aferição do teor de umidade, a partir de 2,000±0,002 g de leite condensado, foi
realizada em balança de infravermelho específica para determinação de umidade em leite
condensado, modelo Mettler ToledoTM HB43-S com controle de tempo e temperatura.
Determinação de viscosidade
Para determinação do teor de viscosidade das amostras coletadas (entre 0 - 4.000
cP) foi utilizado um viscosímetro digital modelo Brookfield DV-I Prime viscometer, sendo
esse específico para análises de leite condensado. O equipamento foi configurado, ajus-
tando a velocidade de rotação para 30 rpm, tempo de análise para 20 segundos e escolha
da utilização do splindle número 3. Posteriormente, fez-se a preparação das amostras pela
estabilização da temperatura a 25 ºC, seguindo com a leitura da mesma.
Gráfico de controle
Procedimento de elaboração dos gráficos de controle e tratamento de dados
Para os gráficos de controle utilizados neste trabalho, de médias e de amplitudes, as
análises foram feitas em pares. Com isso, caso um ponto estivesse fora dos limites de controle
ou não atendesse às regras de aleatoriedade, este era eliminado da base de elaboração de
ambos os gráficos e os novos limites de controle recalculados para ambos.
Para prosseguir com o desenvolvimento dos gráficos de controle, foram inicialmente
realizadas 25 coletas de subgrupos, com n igual a 5 e, ao final mais 5 coletas para monitorar
o processo de envase do leite condensado. Todas as análises foram realizadas uma única
vez, pelo mesmo analista utilizando os mesmos equipamentos para medição da viscosidade
e umidade das amostras.
Os gráficos de controle para média e amplitude foram desenvolvidos para a viscosidade
e umidade do leite condensado semidesnatado, sendo todos os gráficos elaborados com a
utilização do software Excel.
Depois de realizadas as 25 primeiras coletas de dados utilizadas para elaboração dos
gráficos de controle, iniciou-se a fase de monitoramento do processo, a partir dos gráficos
já definidos com o padrão aleatório atingido e a realização de mais 5 coletas de dados, com
n igual a 5, sendo os dados plotados nos gráficos de controle anteriormente determinados.
Com o monitoramento final do processo, é plausível verificar se realmente a produção está
sendo conduzida com comportamento aleatório e sem causas especiais de variação.
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RESULTADOS E DISCUSSÃO
Gráficos de médias (𝑥̅) a e amplitudes (r) para a variável viscosidade do leite condensado
Os dados de viscosidade do leite condensado obtidos durante a elaboração dos gráficos
de controle e realização do monitoramento, estão dispostos nas Tabelas 1 e 2, respectiva-
mente. Contemplam também os valores de médias e amplitudes para cada amostra, além
dos limites de controle listados abaixo que estão associados a cada tipo de gráfico.
Tabela 1. Resultados para a variável viscosidade durante as análises das 25 amostras coletas utilizadas para confecção
dos gráficos de controle e médias e amplitudes dos subgrupos (para n=5).
Produto: LCA Intervalos de retirada da amostra Média
Amplitude
Nº da coleta 0’ 2’ 4’ 6’ 8’ Amostral
1 1204 1316 1276 1264 1228 1257,6 112
2 1272 1260 1220 1200 1100 1210,4 172
3 1168 1164 1128 1187 1200 1169,4 72
4 1160 1220 1160 1260 1128 1185,6 132
5 1228 1164 1156 1204 1188 1188 72
6 1164 1208 1236 1200 1148 1191,2 88
7 1050 1010 1045 1030 1055 1038 45
8 1124 1054 1134 1145 1185 1128,4 131
9 1708 1836 2096 1130 1547 1663,4 966
10 1192 1100 1160 1084 1174 1142 108
11 819,8 805,2 795,8 794,8 763,8 795,88 56
12 1204 1224 1320 1300 1310 1271,6 116
13 1376 1240 1312 1404 1340 1334,4 164
14 1260 1232 1344 1328 1308 1294,4 112
15 1104 1172 1112 1072 1128 1117,6 100
16 1112 1148 1100 1248 1204 1162,4 148
17 1160 1096 1080 1108 1188 1126,4 108
18 1228 1252 1208 1224 1300 1242,4 92
19 1216 1186 1232 1264 1236 1226,8 78
20 1156 1176 1172 1152 1172 1165,6 24
21 1052 1028 1078 1284 1184 1125,2 256
22 823,8 851,8 843,8 857,9 807,8 837,02 50,1
23 843,8 1288 1552 1748 1248 1335,96 904,2
24 1308 1444 1408 1320 1408 1377,6 136
25 1536 1540 927,8 940,3 895,8 1167,98 644,2
Fonte: Própria (2022).
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Tabela 2. Resultados para a variável viscosidade durante as análises do monitoramento do processo já com os gráficos
de controle determinados e médias e amplitudes dos subgrupos (para n=5).
Produto: LCA Intervalos de retirada da amostra Média
Amplitude
Nº da amostra 0’ 2’ 4’ 6’ 8’ Amostral
1 1152 1144 1136 1188 1208 924,2 72
2 1296 1216 1100 1240 1220 970,8 196
3 1208 1216 1228 1210 1232 973 24
4 1188 1216 1248 1188 1208 968,8 60
5 1212 1244 1248 1270 1300 995,8 88
Fonte: Própria (2022).
Limites de controle para o gráfico de médias para a viscosidade: LSC = 1249,584; LC =
1175,956; LIC = 1102,328. Limites de controle para o gráfico de amplitudes para a viscosi-
dade: LSC = 269,7549; LC = 127,604; LIC = 0
O gráfico de médias para a viscosidade não alcançou um padrão aleatório de início,
tendo atingindo esse comportamento apenas na terceira plotagem (Figura 1).
Figura 1. Gráfico de controle de médias para a viscosidade do leite condensado.
Fonte: Própria (2022).
Para o gráfico de amplitudes referente a viscosidade, o padrão aleatório foi atingido já
na primeira plotagem dos dados (Figura 2).
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Figura 2. Gráfico de amplitudes para a viscosidade do leite condensado.
Fonte: Própria (2022).
Na primeira tentativa de plotagem dos gráficos, percebeu-se os pontos fora dos limi-
tes de controle calculados (em vermelho) e precisaram, portanto, serem eliminados para
realizar uma nova plotagem dos resultados. Além disso, notou-se dois pontos que ficaram
abaixo do LIC, eles representam valores de viscosidade abaixo do que é requerido para a
empresa durante o processamento do produto. Essa queda na viscosidade no produto após
o envase, provavelmente foi provocada por uma falha na bomba de envase da linha, que
proporcionou a entrada de água no produto. Sendo essa falha aleatória, desse modo, com
os reparos realizados a causa especial foi extinta.
Por fim, os pontos não condizentes com os limites de controle calculados foram retirados
e foi realizada uma segunda tentativa plotagem dos resultados para o gráfico de médias.
Nessa segunda tentativa, novamente há uma ocorrência que caracteriza um comportamento
não aleatório, pode-se observar a presença de dois pontos consecutivos que se encontraram
além dos limites 2sig+. Assim, esses dois pontos foram eliminados dos gráficos de média e
amplitude para a viscosidade e uma terceira tentativa de confecção do gráfico foi realizada.
Com a terceira tentativa, também para o gráfico de médias é possível observar um
comportamento aleatório para as médias das viscosidades obtidas, se igualando ao perfil
do gráfico de amplitudes. Com isso, existem os dois gráficos de controle, de médias e de
amplitudes, para a viscosidade os quais representam o processamento de leite condensado
de forma aleatória e atendem aos padrões de processo aplicados pela empresa. Monitorou-
se mais 5 subgrupos de dados para a viscosidade em 5 dias diferentes de produção, com o
objetivo de inspecionar a eficácia dos gráficos de controles obtidos em representar o processo
efetivamente (Figuras 3 e 4).
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Figura 3. Gráfico de médias para a viscosidade do leite condensado contemplando o monitoramento (pontos em verde)
do processo.
Fonte: Própria (2022).
Figura 4. Gráfico de amplitudes para a viscosidade do leite condensado contemplando o monitoramento (pontos em
verde) do processo.
Fonte: Própria (2022).
Durante o monitoramento é possível notar que os resultados obtidos estão dentro dos
limites estabelecidos pelos gráficos de controle para a viscosidade, mostrando a eficácia
dos gráficos em demostrar o comportamento dessa variável para o processamento de leite
condensado, mantendo-a sob controle. Além disso, os valores dos subgrupos do monitora-
mento estão dentro dos padrões de qualidade empregados pela empresa.
Gráficos de médias (𝑥̅) e amplitudes (r) para a variável umidade do leite condensado
Os dados de umidade do leite condensado obtidos durante a elaboração dos gráficos
de controle e realização do monitoramento, estão dispostos nas Tabelas 3 e 4, respectiva-
mente. Contemplam também os valores de médias e amplitudes para cada amostra, além
dos limites de controle associados a cada tipo de gráfico.
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Tabela 3. Dados obtidos para a variável umidade durante as análises das 25 amostras coletadas utilizadas para confecção
dos gráficos de controle e médias e amplitudes dos subgrupos (para n=5).
Produto: LCA Intervalos de retirada da amostra Média
Amplitude
Nº da amostra 0’ 2’ 4’ 6’ 8’ Amostral
1 27,98 27,36 27,11 27,58 27,84 27,574 0,87
2 27,86 27,68 28 27,27 27,84 27,73 0,73
3 27,94 27,8 27,69 27,83 27,97 27,846 0,28
4 27,69 28,22 27,56 27,62 28,1 27,838 0,66
5 28,04 28,13 27,58 27,94 27,68 27,874 0,55
6 27,49 27,85 27,73 27,31 27,45 27,566 0,54
7 28,5 28,74 28,45 28,34 28,55 28,516 0,4
8 29,36 28,58 30,18 29,3 28,78 29,24 1,6
9 29,15 29,77 29,3 29,2 29,15 29,314 0,62
10 28,82 29,29 29,11 28,94 29,11 29,054 0,47
11 28,34 28,74 28,17 27,87 27,69 28,162 1,05
12 27,7 28,15 27,69 26,7 27,44 27,536 1,45
13 27,6 27,86 27,94 27,75 27,85 27,8 0,34
14 27,14 27,04 27,33 26,96 27 27,094 0,37
15 27,28 27,1 27,1 27,29 26,78 27,11 0,51
16 26,95 27,32 27,3 26,76 27,04 27,074 0,56
17 27,75 27,41 27,68 27,74 27,76 27,668 0,35
18 27,37 27,29 27,46 27,69 27,35 27,432 0,4
19 27,75 27,46 27,66 27,65 27,56 27,616 0,29
20 28,24 27,36 27,39 27,55 27,6 27,628 0,88
21 27,58 27,89 28,04 27,78 27,61 27,78 0,46
22 29 28,86 28,71 29,03 28,87 28,894 0,32
23 29,02 27,21 26,93 27 27 27,432 2,09
24 27,6 27,44 27,43 27,6 27,21 27,456 0,39
25 27,42 27,68 29,07 28,62 28,82 28,322 1,65
Fonte: Própria (2022).
Tabela 4. resultados para a variável umidade durante as análises do monitoramento do processo já com os gráficos de
controle determinados e médias e amplitudes dos subgrupos (para n=5).
Produto: LCA Intervalos de retirada da amostra Média
Amplitude
Nº da amostra 0’ 2’ 4’ 6’ 8’ Amostral
1 27,79 27,94 27,74 27,69 27,85 27,802 0,25
2 28 27,62 27,68 27,52 27,32 27,628 0,68
3 27,43 27,65 27,46 27,79 27,75 27,616 0,36
4 27,52 27,69 27,69 28,01 27,56 27,694 0,49
5 28,09 27,75 27,9 27,91 28 27,93 0,34
Fonte: Própria (2022).
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Figura 5. Gráfico de controle de médias para a umidade do leite condensado.
Fonte: Própria (2022).
Figura 6. Gráfico de controle de amplitudes para a umidade do leite condensado.
Fonte: Própria (2022).
Na primeira tentativa de plotagem dos gráficos dois pontos ficaram acima do LSC de
controle e um ponto abaixo do LIC para o gráfico de médias. Além disso, os valores para
umidade desses pontos estão fora dos limites de processamento para o leite condensado.
Ademais percebeu-se um ponto fora do LSC de controle para o gráfico de amplitudes, sendo
esse ponto uma representação de valor de amplitude que não extrapola o intervalo de umi-
dade aplicado durante o processamento do leite condensado. Não sendo, por consequência,
um problema com alto grau de relevância para as características de qualidade do produto.
Os dois pontos em destaque na primeira tentativa de confecção do gráfico de médias
para a umidade, que estão além do LSC, são os mesmos subgrupos em desacordo para a
viscosidade. Essa relação inversa entre esses dois aspectos do processo do produto já era
esperada: quanto maior a umidade do produto menor a sua viscosidade. Com isso, também
se atribui esse comportamento da umidade a mesma causa esporádica provocada pela falha
na bomba de envase.
De forma geral, o teor de umidade está associado a estabilidade de qualquer produto
alimentício, seja ela química, microbiológica ou fisiológica. O leite condensado se encaixa
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como um produto alimentício de média umidade (20 – 40%) ou semiperecível (ARAÚJO,
2015). Alimentos quando estocados com alto teor de umidade apresentam menor vida útil,
devido à alta atividade de água, principalmente para produtos parcialmente desidratados,
como o leite condensado (CORDEIRO et al., 2007).
Ainda sobre o gráfico de médias para a umidade, houve também a ocorrência de um
valor abaixo do LIC, que também se dispõe com um valor inferior ao padrão de processa-
mento para o produto, ao qual é requerido. Por se tratar de um único valor fora dos limites
de controle pode ser classificado como uma causa especial, assinalável e, portanto, única,
provocada por um fator externo ou uma provável desregulagem no concentrador ou outro
equipamento pertencente ao processamento ( SAMOHYL; 2009).
Na sequência, todos os pontos fora dos limites de controles e foi realizada uma segunda
tentativa de plotagem dos gráficos. Com a segunda tentativa de plotagem dos resultados
de umidade, houve novamente um ponto acima do LSC para o gráfico de médias. Sendo
necessário prosseguir com a retirada desse ponto específico e efetuar a terceira tentativa
de elaboração do gráfico de controle.
Para o gráfico de amplitudes com relação a umidade do leite condensado, a se-
gunda plotagem dos subgrupos resultou na obtenção de um comportamento aleatório.
Possibilitando, assim, a sua utilização para a realização do monitoramento do processo, no
que diz respeito a umidade.
Na terceira tentativa em que o gráfico de médias para a umidade é realizado, obteve-
-se o padrão aleatório, não havendo nenhum ponto que estivesse em desacordo com as
regras de aleatoriedade ou fora dos limites de controle, o que já se aplicava ao gráfico de
amplitudes obtido na segunda plotagem. Assim, ambos os gráficos podem ser utilizados
para verificar a estabilidade do processo com relação a umidade, pela realização do moni-
toramento (Figuras 7 e 8).
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Figura 7. Gráfico de médias para a umidade do leite condensado contemplando o monitoramento (pontos em verde)
do processo.
Fonte: Própria (2022).
Figura 8. Gráfico de amplitudes para a umidade do leite condensado contemplando o monitoramento (pontos em verde)
do processo.
Fonte: Própria (2022).
Para a variável umidade, foi necessário plotar dados obtidos mais vezes até a obtenção
do gráfico de controle. Durante o período de monitoramento do processo, havia também um
problema com a temperatura de processamento do produto, pois o flash cooler 2 estava fora
de operação e, por consequência, a temperatura do produto nos tanques de cristalização e
a temperatura de envase estavam muito elevadas praticamente fora de controle, em com-
paração ao que é necessário para o processamento de leite condensado. Dessa forma, o
monitoramento proporcionado com a aplicação do CEP demonstrou a alta variação em que
se encontrava o processo e, quando apresentado para a gerencia industrial e coordenação
de manutenção, acelerou o processo de revisão e conserto do flash cooler 2 .
Assim, foi possível perceber que os resultados novamente estão dentro dos limites esta-
belecidos pelos gráficos de controle para a umidade, provando que os gráficos confeccionados
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são eficientes em mostrar o processo sob controle, para a variável umidade. Também vale
salientar que, os resultados se mantiveram dentro dos intervalos empregados pela empresa
no controle de qualidade durante o processamento do leite condensado.
Diagrama de causa e efeito
Para a elaboração do diagrama de causa e efeito (Figura 9), utilizou-se de informações
fornecidas pelos próprios colaboradores da empresa do setor de processo do leite conden-
sado e também de observações cotidianas das principais possíveis causas de variação no
processo. Formando, com isso, uma ferramenta viável para determinação das principais
causas de variação para a viscosidade e umidade do leite condensado.
Figura 9. Diagrama de causa e efeito para a variação de umidade e viscosidade do leite condensado.
Fonte: Própria (2022).
É possível perceber que o diagrama de causa e efeito é uma alternativa muito útil e
que permite a visualização das principais possíveis causas de alta variabilidade na viscosi-
dade e umidade do leite condensado. Possibilitando a abordagem dessas causas de forma
detalhada e com foco total na resolução prática e rápida dos possíveis fatores envolvidos na
causa central reforçado por Franco (2021) ao aplicar as ferramentas da qualidade em uma
usina de beneficiamento de leite.
Existe uma complexidade muita alta na aplicação prática dos pontos citados
nos gráficos de causa e efeito na indústria de laticínios, porém possibilita a apresenta-
ção e resolução de ações práticas de resolução de falhas na produção e, consequen-
temente, contribuem com a ampliação da capacidade de controle dentro da indústria
(DAMASCENO E BESSEGATO; 2019).
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CONCLUSÃO
A partir deste estudo foi possível implementar o uso dos gráficos de controle que melhor
representam o comportamento das variáveis da qualidade para a viscosidade e umidade no
processo continuamente. Ademais, com a elaboração dos gráficos de controle, tornou-se pos-
sível realizar a identificação das causas de variação no processamento do leite condensado.
Bem como a elaboração do gráfico de causa e efeito permitindo a identificação de causas
combatíveis, que possuem um resultado negativo para a qualidade do processamento do
leite condensado. Tornando possível, dessa maneira, que esses problemas fossem resolvi-
dos com um trabalho cooperativo entre os setores, gestores e colaboradores da indústria.
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