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Pré Natal

O pré-natal é um conjunto de medidas preventivas e curativas que visa garantir o bem-estar da gestante e o nascimento de uma criança saudável, devendo ser iniciado preferencialmente nos primeiros 120 dias de gestação. O Ministério da Saúde recomenda um mínimo de 6 consultas pré-natais, distribuídas ao longo da gestação, com foco na identificação e tratamento de doenças maternas e intercorrências gestacionais. A primeira consulta deve incluir uma anamnese detalhada e exame físico, além de exames laboratoriais para monitorar a saúde da gestante e do feto.

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Pré Natal

O pré-natal é um conjunto de medidas preventivas e curativas que visa garantir o bem-estar da gestante e o nascimento de uma criança saudável, devendo ser iniciado preferencialmente nos primeiros 120 dias de gestação. O Ministério da Saúde recomenda um mínimo de 6 consultas pré-natais, distribuídas ao longo da gestação, com foco na identificação e tratamento de doenças maternas e intercorrências gestacionais. A primeira consulta deve incluir uma anamnese detalhada e exame físico, além de exames laboratoriais para monitorar a saúde da gestante e do feto.

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Pré-natal

1. Definição – Assistência pré-natal consiste em um conjunto de medidas preventivas e curativas


que tem por objetivo proporcionar condições de bem-estar físico, mental e social durante a
gestação, a fim de que no fim da gestação ocorra no nascimento de uma criança saudável, com
o mínimo de riscos para a mãe;
➔ Objetivos do pré-natal
o Diagnosticar ou confirmar a gravidez, quando ainda existirem dúvidas;
o Diagnosticar doenças maternas preexistente, tratando-as de forma a reduzir seu
impacto nos resultados obstétricos – ex: dentre os exames laboratoriais que as
gravidas fazem estão os testes para diagnosticar sífilis, HIV, hepatite B e C;
o Aconselhar, educar e apoiar a gestante e seus familiares, quanto aos eventos
relacionados à gravidez e à importância do pré-natal;
o Identificar e minimizar os pequenos distúrbios da gravidez
o Identificar e tratar precocemente intercorrências gestacionais, encaminhando os
casos considerados alto risco para centros especializados;
➔ Pré-natal deve ser iniciado o mais precocemente o possível, de preferência nos primeiros
120 dias de gestação, a fim de detectar a necessidade de acompanhamento especializado;

2. Quantidade de consultas preconizadas


➔ Segundo o MS as gestantes devem ter no mínimo 6 consultas pré-natais realizadas, sendo
a primeira realizada até 12 semanas de gestação;
➔ Essas consultas podem ser distribuídas da seguinte maneira:
o Uma no primeiro trimestre;
o Duas no segundo trimestre;
o Três no terceiro trimestre;
➔ O cronograma ideal pra a realização das consultas, segundo o MS:
o Até a 28° semana – As consultas devem ser feitas mensalmente
o Da 28° até a 36° semana – As consultas devem ser feitas quinzenalmente
o Da 36° até a 42° semana – As consultas devem ser feitas semanalmente

3. Anamnese da gestante – dentro da primeira consulta os seguintes dados devem ser coletados,
a fim de ajudar no bem-estar físico e mental da gestante, além de prevenir possíveis
intercorrências;
➔ Idade – lembrando que a idade ideal para engravidar seria entre 20-30 anos
o Mulheres com idade menor que 18 anos e maiores que 35 anos podem ter um maior
risco de complicações gestacionais;
➔ Cor
➔ Profissão – saber com que a mulher trabalha ajuda a prevenir possíveis exposições do bebê
a agentes tóxicos;
➔ Alimentação das gestantes
o As refeições devem ser feitas com mais frequência
o A dieta deve ser rica em proteínas e pobre em carboidratos e lipídeos
o Atentar-se sempre para IMC da gestante – as gravidas podem engordar entre 10 a 12
kg durante a gestação;
o O excesso de peso na gestação pode causar
▪ Diabetes gestacional
▪ HAS e pré-eclâmpsia
▪ Prematuridade do feto
▪ Obesidade e depressão pós-parto
▪ Cesarianas
▪ Macrossomia e anomalias congênitas
o Peso insuficiente na gestação pode causar:
▪ Baixo peso ao nascimento
▪ Restrição do crescimento fetal
▪ Prematuridade
o É importante as gravidas, sem restrições, fazerem atividades físicas
➔ Estado civil
➔ Procedência – análise do viés epidemiológico
➔ Grau de instrução – adaptação da forma que o médico se comunica com a paciente
➔ Anamnese obstétrica
o Queixa principal – no caso seria a gravidez
o Hda – pergunta como está sendo a gestação
o Antecedentes pessoais – perguntando sobre:
▪ Antecedentes gerais – alergias, doenças previas, histórico familiar...
▪ Ginecológicos – tipo de menstruação (DUM), miomas, cirurgias ginecológicas
previas e antecedentes sexuais
▪ Obstétricos – gesta/ para – paciente multípara ou primípara? história de
abortamentos...
➔ Antecedentes familiares
o História de HAS gestacional?
o História de más formações?
➔ Alimentação e vestuário – importante a gravida deve usar roupas que ela se sinta bem e
confortável;
➔ Interrogatório de sistema
o Sistema nervos – procurando possíveis alterações do SNC – se tem história de
eclampsia
o Ap digestivo
▪ Boca – importante verificar a região bucal das pacientes, uma vez que, as
bactérias das caries podem passar para o bebê – obrigatoriedade da consulta
com o dentista – sangramentos gengivais são comuns e normais;
▪ Sintomas como pirose, plenitude gástrica, constipação devem ser
investigados e podem indicar que a gestante deve melhorar sua dieta;
▪ Hemorroidas – podem ser decorrentes do aumento da pressão arterial intra-
abdominal, ou má alimentação e constipação;
o Ap circulatório
▪ A pressão das gestantes é normalmente baixa – devido ao aumento da
volemia e do débito cardíaco e consequentemente a redução da PA;
▪ Quando esses fenômenos fisiológicos não acontecem – a gravida desenvolve
HAS
o Intervalo entre os partos – que deve ser 2 anos
o Hábitos
o Ap respiratório – falta de ar é comum durante a gestação
o Sistema urinário – gravidas tem maior risco de infecção urinária – estase – dilatação
maior D
o Ap locomotor – lesões vasculares
▪ Alteração do centro gravitacional – lombalgias e lombociatalgias
➔ História obstétrica atual
o DPP – data provável de parto

o Idade gestacional

4. Exame físico – detalhdo na primeira consulta (slides)


5. Manobras de leopold-zweifel
➔ São 4 tempos
o 1° tempo – verificando a SITUAÇÃO – examinador à direita da paciente, de frente
para ela, com as duas mãos encurvadas delimita o fundo do útero e observa qual o
polo fetal que o ocupa – podendo estar de forma, longitudinal, transversal ou
obliqua;
o 2° tempo – verificando a POSIÇÃO – deslizando as mãos do fundo uterino em
direção ao polo inferior para verificar o dorso fetal de um lado e os membros do
outro. Conhecer a posição auxilia na procura do foco máximo de ausculta do BCF;
o 3° tempo – verificando a APRESENTAÇÃO – procura-se apreender o polo entre o
polegar e o dedo indicador ou médio, imprimindo-lhes movimentos de lateralidade
para verificar o grau de penetração da apresentação na bacia e confirmar o
diagnóstico da apresentação pela comparação com o outro polo identificando no
fundo uterino durante a primeira manobra. Quando a apresentação está alta e
móvel, o polo da apresentação balança de um lado para outro; a apresentação
pode ser: cefálica, pélvica ou córmica;
o 4° tempo – verificando ALTURA – o examinador deve voltar suas costas para a
paciente e colocar as mãos sobre as fossas ilíacas, caminhando-as em direção ao
hipogástrio, paralelamente à arcada crural e afastando uma da outra cerca de cm.
Com a ponta dos dedos, procura-se penetrar a pelve abarcando o polo que aí se
encontra, para averiguar o grau de penetração do feto no estreito superior da bacia.
A entrada dos dedos depende do grau de insinuação do polo apresentado.

➔ Medida do tamanho uterino – esse pode nos informar a respeito da idade gestacional da
paciente – medida aproximada –
o 10 – 12 semanas – útero começa a ser palpado acima da sínfise púbica
o 16° semana – encontra-se a meio caminho entre sínfise púbica e a cicatriz umbilical
o 20° semana – a nível da cicatriz umbilical
o A partir da 20° semana até a 32° semana, a medida do útero se correlaciona
diretamente com a idade gestacional; 1cm corresponde a 1 semana
➔ BCF – é audível a partir da 10 – 12 semanas com o sonar e, a partir da 18 – 20 semanas com
o estetoscópio de Pinard; - é um sinal de certeza

6. Exames complementares – a rotina de exames – devem ser feitos os exames em que eu


descubro uma coisa e tenho como tratá-la
➔ A Rotina de exames
Escrevendo para não esquecer

• Hemograma completo
• Tipagem sanguínea e fator rh
• Coombs indireto
o Se a paciente for Rh-
• Glicemia em jejum
• TOTG 75g
• Urinocultura
• EAS
• TR sífilis e/ou VDRL
• TR HIV/ anti HIV
• HbsAg
• Toxoplasmose
• Anti - HCV

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