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Ivas

O documento aborda infecções do trato respiratório superior (IVAS), incluindo resfriado comum, otite média, rinossinusite aguda e tonsilite aguda. Destaca a epidemiologia, diagnóstico e tratamento de cada condição, enfatizando a importância do manejo sintomático e a identificação de agentes etiológicos. As IVAS são geralmente benignas, mas podem levar a complicações como a otite média, especialmente em crianças.

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O documento aborda infecções do trato respiratório superior (IVAS), incluindo resfriado comum, otite média, rinossinusite aguda e tonsilite aguda. Destaca a epidemiologia, diagnóstico e tratamento de cada condição, enfatizando a importância do manejo sintomático e a identificação de agentes etiológicos. As IVAS são geralmente benignas, mas podem levar a complicações como a otite média, especialmente em crianças.

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Pontos importantes de IVAS – slide da Tânia

1. Definição
 IVAS – infecções que acometem o trato respiratório superior – nariz, seios paranasais,
ouvidos e tonsilas;
 Em geral são benignas e autolimitadas
2. Resfriado comum
 É uma inflamação da cavidade nasal que acontece secundária a um vírus, sendo os
principais vírus responsáveis:
o Rinovírus – responsável por 30% a 50% dos casos
o Coronavírus – 10% a 15%
o Influenza – 5% a 15%
o Vírus sincicial respiratório – 5%
o Parainfluenza – 5%
o Adenovírus
o Enterovírus
 Quadro clínico - A duração média dos sintomas é de 7 a 10 dias
o Rinorreia
o Obstrução nasal - Inapetência e irritabilidade – também são sintomas
o Mialgia que podem estar presentes;
o Cefaleia - Dificuldade de dormir, odinofagia e sensação de
o Febre – acima de 38° plenitude

 Epidemiologia
o Lactentes e pré-escolares apresentam, em média, 7 a 12 episódios/ano, escolares
de 6 a 10 episódios/ano e os adolescentes 2 a 4 episódios/ano;
 Forma de transmissão
o Contato direto
o Aerossol
 Diagnóstico – É clínico  história clínica + exame físico
 Tratamento
o Sintomáticos – antitérmicos – Dipirona e paracetamol
o Lavagem nasal com soro fisiológico
o Repouso
o Evitar AAS – pode causar síndrome de Reye – síndrome que afeta o fígado e o
cérebro
o Não usar sedativos/ anti-descongestionantes nasais ou expectorantes
3. Otite média
 É a principal complicação do resfriado comum
 É definida como uma doença de início súbito caracterizada pela presença de sinais e
sintomas sugestivos de inflamação aguda no ouvido e pela presença de efusão em ouvido
médio;
 Esse fluido pode ser, seroso, mucoide ou purulento, dependendo do agente etiológico da
infecção.
 Fatores de risco
o IVAS de repetição
o Idade entre 6 e 24 meses de idade, tendo um novo pico de incidência aos 5 e 6 anos,
período de entrada das crianças na escola
o Frequente em creches e berçários
o Falta de aleitamento materno também favorece o aparecimento dessa inflamação
o Uso de chupetas, principalmente entre os 6 e 12 meses de idade
o Exposição ao tabaco e ambientes poluídos
o História familiar, fatores genéticos
o Baixas condições socioeconômicas e alterações imunológicas
o Comorbidades – lábio neporino, síndrome de Down, fenda palatina, rinite alérgica,
refluxo gástrico, hipertrofia de adenoide;
 Etiologia
o Pode ser causada por agentes bacterianos e/ou virais
o A confecção bacteriana/viral está presente em 30% dos casos
o Os 3 principais agentes etiológicos
 Streptococus pneumoniae
 Haemophilus influenza
 Moraxella catarrhalis
 Quadro clínico
o Otalgia
o Perda auditiva
o Febre – presente em 2/3 dos casos
o Em menores de 2 anos
 Febre
 Irritabilidade
 Apatia
 Anorexia e vômitos
 Otorreia – Muito sugestivo de OMA
 Diagnóstico – CLÍNICO + OTOSCOPICO
o Na otoscopia – ver-se um abaulamento da membrana timpânica – essa é a
alteração otoscopica com mais sensibilidade
 Tratamento
o Sintomáticos
o Antibióticoterapia
 1° opção – amoxilina/ amoxilina com clavulanato –
 2° opção – cafalosporinas de 2 geração
 Cafalosporina de 3 geração em caso de complicações
o Macrolídeos – em casos em que o paciente é alérgico a penicilina e às
cefalosporinas
o Tempo de tratamento
 Em menores de 2 ano – o tempo de tratamento não deve ser inferior à 10 dias
 Em maiores de 2 anos - o tempo de tratamento pode ser de 7 a 10 dias, de
acordo com o que se observa na avaliação clínica

4. Rinossinusite aguda
 Pode apresentar-se de forma:
o Aguda – sintomas resolvem-se completamente em menos de 30 dias
o Subaguda – sintomas resolvem-se completamente em um tempo maior ou igual a
30 dias e menor que 90 dias
o Recorrente – para classificar-se como recorrente deve-se ter pelo menos três
episódios com duração menor que 30 dias, separados por intervalos maiores ou
iguais a 10 dias, em um período de pelo menos 6 meses. Ou pelo menos 4 episódios
deste tipo, num período de 12 meses. Episódios individuais respondem
rapidamente com o uso de antibióticos.
 Fatores de risco
o IVAS de repetição
o Crianças que frequentam creches
o Rinite alérgica
o Obstruções anatômicas – desvio de septo, anomalias craniofaciais, hipertrofia de
adenoide, massas ou pólipos
o Exposição a agentes irritantes da mucosa
o Alterações bruscas da pressão atmosférica
o Outras comorbidades – refluxo gástrico e fibrose cística
 Principais etiologias das sinusites bacterianas
o Pneumococo – 30% dos casos
o Hemófilos não tipaveis – 20% dos casos
o Moraxella catarrhalis – 20% dos casos
 Quadro clínico
o Muito semelhante a um resfriado comum – podendo haver:
o Febre
o Tosse, que é habitualmente produtiva e predominantemente noturna
o Coriza – que pode variar de hialina, mucoide ou purulenta
o Obstrução nasal
o Cefaleia frontal
o Vômitos
o Quadro clínico da rinossinusite viral – geralmente tem duração de no máximo 5
dias, com melhora gradual e progressiva;
o Quadro clínico da rinossinusite bacteriana – tem evolução mais prolongada, com
manutenção ou piora dos sintomas que podem durar 10 dias ou mais.
 A rinossinusite deve ser considerada como bacteriana quando se tem
pelo menos 3 dos sintomas abaixo:
 Rinorreia purulenta
 Dor importante à palpação dos seios da face
 Febre alta
 Elevação das provas agudas – PCR e VHS
 Piora ou manutenção dos sintomas após quadro sugestivo de
desinfecção viral – resfriado comum
 Diagnóstico – É CLÍNICO
o RX de seios da face tem baixa especificidade
o Tc somente usada em suspeita de complicações intracranianas, nas orbitas ou
abscessos
 Tratamento
o Lavagem nasal com soluções salinas – deve ser estabelecido em todas as crianças
com suspeita de rinossinusite aguda, pois promove a fluidificação da secreção e a
prevenção de formação de crostas de secreção.
o Analgésicos e antitérmicos – devem ser usados em caso de cefaleia e/ou febre
o Antibióticoterapia – deve ser indicado para casos de suspeita de etiologia
bacteriana da doença.
 Sendo importante usar medicamentos de amplo espectro que cubram
principalmente as seguintes bactérias;
 S pneumoniae, H influenza e M catarrhalis – mesmo esquema do OMA
com duração de 10 a 14 dias dependendo da resolução dos sintomas
5. Tonsilite aguda – faringoamigdalite
 Principal agente etiológico – Estreptococos B Hemolítico do grupo A
 Epidemiologia – raro em crianças menores de 2 a 3 anos
 Quadro clínico
o Início súbito
o Odinofagite e febre
o Faringe avermelhada
o Amigdalas com exsudato
o Petéquias no palato mole
o Linfonodos cervicais aumentados
o Sinais de escarlatina
 Diagnóstico
o Cultura
o Hemograma
o Teste rápido
o É um diagnóstico diferencial para mononucleose

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