20058
Brazilian Journal of Development
Florística e estrutura do componente arbustivo-arbóreo da caatinga nas
margens do rio Sucuru em Coxixola, Paraíba: reflexos da antropização
Floristic and structure of the caatinga shrub-tree component on the margins of
the Sucuru river in Coxixola, Paraíba: reflections of anthropization
DOI:10.34117/bjdv6n4-252
Recebimento dos originais: 17/03/2020
Aceitação para publicação: 17/04/2020
Fábio José Marques
Mestre em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba - Centro de Ciências Agrárias.
Instituição: Professor do Instituto Federal de Alagoas (IFAL) – Campus Piranhas
Endereço: Av. Sergipe, 1477 - Bairro Cascavel, Piranhas - AL. CEP: 57460-000, Brasil.
E-Mail: [Link]@[Link]
Ana Gizeuda Alves Cabral
Especialista em Educação Ambiental, pelo Instituto de Estudo Superior da Paraíba-IESP
Endereço: Avenida Joaquim Zeca, 658 - Bairro São José, Coxixola – PB. CEP: 58588-000,
Brasil.
E-Mail: gizeudaadriano@[Link];
Cosmo Rufino de Lima
Doutor em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba - Centro de Ciências Agrárias.
Instituição: Professor do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) – Campus Afogados da
Ingazeira. Endereço: Rua Edson Barbosa de Araújo, s/n - Bairro Manoela Valadares,
Afogados da Ingazeira – PE. CEP: 56800-000, Brasil
E-Mail:[Link]@[Link].
Pablo Radamés Cabral de França
Doutor em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba - Centro de Ciências Agrárias.
Instituição: Professor do Instituto Federal do Pará (IFPA) – Campus Castanhal. Endereço:
BR 316, Km 61, Bairro Cristo Redentor, Castanhal – PA. CEP: 68740-970, Brasil.
E-Mail: [Link]@[Link].
RESUMO
A caatinga vem sofrendo redução em área nas últimas décadas em face da pressão exercida
pela pecuária extensiva, grandes projetos agropecuários, agricultura familiar e extrativismo
vegetal. O resultado dessa exploração antrópica é a redução da cobertura vegetal da caatinga
com significativas perdas de biodiversidade. As áreas preferenciais para a exploração
agropecuária são as matas ciliares, ambientes que normalmente apresentam elevada
fitodiversidade, sendo consideradas áreas de preservação permanente. O objetivo deste
trabalho foi conhecer quais os reflexos da antropização sobre a composição florística e
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20059
Brazilian Journal of Development
estrutura fitossociológica do componente arbustivo-arbóreo num trecho de mata ciliar do Rio
Sucurú, em Coxixola, Paraíba. O município de Coxixola está localizado na mesorregião da
Borborema e na microrregião do Cariri Ocidental paraibano. O clima é do tipo Bsh, quente e
seco, com chuvas de outono a inverno e precipitação média de 430 mm anuais. Para o
conhecimento da estrutura fitossociológica foram levantadas 10 parcelas de 10x20m,
distribuídas de maneira aleatória. Em cada unidade amostral foram contabilizados todos os
indivíduos com DNS (diâmetro ao nível do solo) ≥ 3 cm e altura ≥1 m. Neste levantamento
foram inventariados 263 indivíduos adultos do componente arbustivo-arbóreo, distribuído
em 19 espécies, 18 gêneros e 9 famílias. As famílias que apresentaram maiores números de
espécies foram Fabaceae (5), Cactaceae (4) e Euphorbiaceae (3). Essas famílias juntas
representam 63,15% das espécies registradas neste trabalho. Das espécies amostradas as que
apresentam maiores valores para os parâmetros estruturais (densidade, frequência e
dominância relativas = VI) foram respectivamente Prosopisjuliflora
(22,05+39,939+6,85=68,84), Poincianella piramidales (13,31+9,045+8,22=30,57), Mimosa
tenuiflora (9,13+8,798+5,48=23,40), Cereus jamacaru (7,60+5,422+8,22=21,25) e
Aspidospermapyrifolium (7,60+3,761+9,59=20,95). A área estuda apresenta elevado nível
de antropização sobre o componente arbustivo-arbóreo o que pode ser observado pela baixa
riqueza taxonômica e pela presença de P. Juliflora (Algaroba) em grandes maciços
populacionais o que tem comprometido a estrutura e a fitodiversidade autóctone. Com isto,
ações devem ser adotadas para que as áreas de mata ciliar sejam de fato APPs (Áreas de
Preservação Permanente) garantindo a conservação da biodiversidade autóctone e a proteção
e manutenção dos recursos hídricos.
Palavras-chave: Mata ciliar, invasão biológica, Semiárido.
ABSTRACT
The caatinga has suffered a reduction in area in the last decades due to the pressure exerted
by extensive cattle ranching, large agricultural projects, family agriculture and vegetal
extraction. The result of this anthropic exploration is the reduction of the caatinga vegetation
cover with significant losses of biodiversity. The preferred areas for agricultural exploitation
are riparian forests, environments that normally present high phytodiversity, being
considered areas of permanent preservation. The objective of this work was to know the
reflexes of anthropization on the floristic composition and phytosociological structure of the
shrub-tree component in a stretch of riparian forest on the Rio Sucurú, in Coxixola, Paraíba.
The municipality of Coxixola is located in the Borborema mesoregion and in the Cariri
Occidental Paraíba region. The climate is Bsh type, hot and dry, with rains from autumn to
winter and an average annual rainfall of 430 mm. For the knowledge of the
phytosociological structure, 10 10x20m plots were surveyed, distributed at random. In each
sample unit, all individuals with DNS (diameter at ground level) ≥ 3 cm and height ≥1 m
were counted. In this survey, 263 adult individuals of the shrub-tree component were
inventoried, distributed in 19 species, 18 genera and 9 families. The families with the highest
number of species were Fabaceae (5), Cactaceae (4) and Euphorbiaceae (3). These families
together represent 63.15% of the species registered in this work. Of the species sampled,
those with the highest values for structural parameters (density, relative frequency and
dominance = VI) were Prosopisjuliflora (22.05 + 39.939 + 6.85 = 68.84), Poincianella
piramidales (13.31 + 9.045 + 8.22 = 30.57), Mimosa tenuiflora (9.13 + 8.798 + 5.48 =
23.40), Cereus jamacaru (7.60 + 5.422 + 8.22 = 21.25) and Aspidospermapyrifolium (7.60 +
3.761 + 9.59 = 20.95). The study area presents a high level of anthropization about the
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20060
Brazilian Journal of Development
shrub-tree component, which can be observed due to the low taxonomic richness and the
presence of P. Juliflora (Algaroba) in large population masses, which has compromised the
structure and the native phytodiversity. With this, actions must be taken so that the riparian
forest areas are in fact APPs (Permanent Preservation Areas) guaranteeing the conservation
of indigenous biodiversity and the protection and maintenance of water resources.
Keywords: riparian forest, biological invasion, semiarid.
1 INTRODUÇÃO
O Semiárido Brasileiro (SAB) corresponde a 11% do território nacional (969.589,4
km2) e é caracterizado pelas elevadas médias de temperaturas (27 ºC), precipitações
variando de 300 a 800 mm (irregulares no tempo e no espaço) e evaporação que chega a
2.000 mm anuais (BRASIL, 2005; CAVALCANTE et al., 2013). A combinação desses
elementos climáticos, principalmente um balanço hídrico negativo em grande parte do ano,
presença de rios e riachos intermitentes e ocorrência de secas periódicas, propiciam um
conjunto de tipologias vegetacionais de domínio do bioma Caatinga (SAMPAIO, 1995;
ARAÚJO et al., 1995; RODAL et al., 2008).
Para Sampaio et al. (2003), não há dúvidas de que os recursos naturais do SAB tem
sido degradados pelos sistemas de produção vigentes. Nascimento (1998), destacou que essa
pressão exercida, advém das atividades de pecuária extensiva, grandes projetos
agropecuários, agricultura familiar e extrativismo vegetal, ações que, em última análise,
resultam na diminuição da cobertura vegetal nativa, indicador imediato da diversidade
biológica de uma área. O resultado dessa exploração antrópica é a redução da cobertura
vegetal da caatinga, tornando-a um verdadeiro mosaico natural, com perdas de
biodiversidade, restringindo sua distribuição a remanescentes que são considerados refúgios
para a manutenção dos seres vivos que dependem desse bioma (OLIVEIRA et al., 2009).
As áreas de mata ciliar são as faixas de cobertura vegetal que ficam nas margens de
nascentes, rios, córregos, lagos e reservatórios artificiais, que dependendo do domínio
vegetacional, também podem ser conhecidas como matas de várzea, galeria, ribeira ou igapó
(MANTOVANI, 1989; OLIVEIRA, 2006; RÊGO, 2007). Por apresentar uma maior
disponibilidade hídrica, em comparação aos demais ambientes de caatinga, as matas ciliares
apresentam uma flora com maior diversidade, onde se destacam espécies de porte arbóreo de
grande relevância econômica, o que torna ainda mais vulneráveis esses ambientes às ações
antrópicas (LACERDA et al., 2005; FERRAZ et al., 2006; MONTEIRO et al., 2006;
LUCENA et al., 2008). Ressalta-se, ainda, que nesses ambientes acontece com frequência a
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20061
Brazilian Journal of Development
retirada da cobertura vegetal para o estabelecimento de cultivos agrícolas (CASTELLETI et
al., 2003; TABARELLI e SILVA, 2003).
As matas ciliares funcionam como filtros, retendo principalmente os sedimentos que
causam os assoreamentos, bem como resíduos de defensivos agrícolas e outros poluentes,
que seriam transportados para os cursos d'água, afetando diretamente na quantidade e na
qualidade da água disponíveis para os seres vivos e a população humana. Além dessa função
na manutenção dos recursos hídricos, as matas ciliares funcionam como corredores
ecológicos, garantindo o fluxo gênico entre os fragmentos vegetacionais (LIMA, 1989;
BARRELLA et al., 2000).
Os estudos sobre a composição florística e estrutura das comunidades vegetais são
fundamentais para embasar quaisquer iniciativas de preservação e conservação de
remanescentes florestais (OLIVEIRA FILHO, 1994), bem como para o desenvolvimento de
modelos de recuperação de áreas degradadas (WERNECK et al., 2000). Mesmo as matas
ciliares sendo consideradas áreas de preservação permanente (Código Florestal Brasileiro,
Lei n°12.651) o nível de antropização continua elevado e segundo Trovão et al. (2010), a
quantidade de trabalhos científicos detalhados realizados no Nordeste, nesses ambientes,
ainda é incipiente quando comparado com as regiões Sul e Sudeste.
O objetivo deste trabalho foi realizar um diagnóstico, através do levantamento
florístico e da estrutura fitossociológica do componente arbustivo-arbóreo, de um trecho de
mata ciliar do Rio Sucurú, em Coxixola, Paraíba e analisar os reflexos da antropização sobre
esta fitocenose.
2 METODOLOGIA
O município de Coxixola (Latitude: 7° 37' 31'' Sul, Longitude: 36° 36' 12'' Oeste) está
localizado na mesorregião da Borborema e na microrregião do Cariri Ocidental paraibano. O
clima é do tipo Bsh, quente e seco, com chuvas de outono a inverno e precipitação média de
430 mm anuais. A temperatura anual é de 26ºC, com média mínimas inferior a 20ºC e a
umidade relativa do ar não ultrapassa os 75% (Köppen, 1948). A vegetação é do tipo savana
estépica (caatinga), de porte arbóreo-arbustivo, cuja densidade varia de muito rala a
semidensa, mostrando-se mais conservada em pequenas áreas de serras. Atualmente a
fisionomia da vegetação encontra-se na forma de mosaicos com a predominância de
pequenos fragmentos fortemente influenciados pelas ações antrópicas, ligadas às atividades
de agropecuárias. A zona rural do município é recortada por rios temporários de pequena
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20062
Brazilian Journal of Development
vazão e o potencial de água subterrânea é baixo. Os principais cursos d’água são o Rio
Sucuru e os riachos grandes de Coxixola, das Cacimbas e do Beju (IBGE, 2012).
O levantamento florístico e fitossociológico do componente arbustivo-arbóreo foi
realizado nas margens do Rio Sucuru (Latitude de 7º 41’ 34,11” S e Longitude de 36º 37’
59,25” O). A área em questão encontra-se com níveis evidentes de antropização
(desmatamento, queimadas, assoreamento e erosão), o que tem levado a perda de
biodiversidade e degradação dos recursos hídricos.
Foram levantadas 10 parcelas de 10x20m, distribuídas de maneira aleatória. Em cada
unidade amostral foram contabilizados todos os indivíduos com DNS (diâmetro ao nível do
solo) ≥ 3 cm e altura maior ou igual a 1 m. (Rodal et al., 1992). Para a mensuração foram
usadas trenas, onde foi medido o CSN (circunferência ao nível do solo), que posteriormente
foi convertido em DNS e para a altura usou-se uma vara graduada em metros. A
identificação botânica foi realizada primeiramente em campo, com ajuda de um mateiro e
depois, através de morfologia comparada, usando bibliografia especializada. A classificação
taxonômica das espécies foi elaborada de acordo com APG III (2009). Os parâmetros
fitossociológicos (NI = Número de Indivíduos; DA = Densidade Absoluta; DoA =
Dominância Absoluta; FA = Frequência Absoluta; DR = Densidade Relativa; DoR =
Dominância Relativa; FR = Frequência Relativa; IVI = Valor de Importância) foram
calculados em planilhas do programa Microsoft Excel© e pelo FITOPAC 2.1 (SHEPHERD,
2010)
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
3.1 ANÁLISE FLORÍSTICA
Neste levantamento foram inventariados 263 indivíduos adultos do componente
arbustivo-arbóreo, distribuído em 19 espécies, 18 gêneros e 9 famílias (Tabela 1). A
diversidade florística deste trabalho foi baixa, haja vista que para o mesmo componente,
Pereira Júnior et al. (2012), constataram no Cariri Paraibano, 37 espécies, 26 gêneros e 14
famílias. Os valores encontrados neste trabalho foram similares aos de Pegado et al. (2006),
estudando a influência da invasão biológica por Prosopisjuliflora, no Cariri Paraibano, onde
constatou-se a presença de 16 espécies, 16 gêneros e 11 famílias. Essa perda de
biodiversidade é um indício claro da perturbação que a cobertura vegetal dessa área tem
sofrido, quer seja através de ações antrópicas direta, como o desmatamento para a
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20063
Brazilian Journal of Development
exploração agropecuária, bem como os reflexos da invasão biológica por espécie exótica (P.
Juliflora)
Tabela 1. Relação das famílias e espécies arbustivo-arbóreas registradas em um trecho de mata ciliar do rio
Sucuru, em Coxixola, PB.
Família/Espécies Nome Popular
ANACARDIACEAE
Schinopsis brasiliensisEngl. Baraúna
Spondias tuberosa Arruda Umbuzeiro/Umbu
APOCYNACEAE
Aspidospermapyrifolium Mart. Pereiro
BURSERACEAE
Commiphoraleptophloeos (Mart.) J. B. Gillett Imburana
CACTACEAE
Cereus jamacaru DC Mandacarú
OpuntiapalmadoraBritton& Rose Palmatória
Pilosocereusgounellei ([Link]) Byles & G.D. Rowley. Xique-xique
Pilosocereuspachycladus F. Ritter Facheiro
CAPPARACEAE
Capparis flexuosa L. Feijão Bravo
EUPHORBIACEAE
CrotonsonderianusMuell. Arg. Marmeleiro
Jatrophamollissima (Pohl) Baill Pinhão
ManihotglazioviiMüll. Arg. Maniçoba
FABACEAE
Anadenanthera colubrina (Vell) Brenan Angico
Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir Jurema Preta
Piptadeniastipulacea (Benth.) Ducke Jurema Branca
Poincianellapiramidales (Tul.) L.P. Queiroz Catingueira
Prosopisjuliflora (Sw.) DC Algaroba
SAPOTACEAE
Sideroxylonobtusifolium (Roem. &Schult.) Penn. Quixabeira
VERBENACEAE
LippiagracilisSchauer Alecrim
As famílias que apresentaram maiores números de espécies foram Fabaceae (5),
Cactaceae (4) e Euphorbiaceae (3) (Figura 1). Essas famílias juntas representam 63,15% das
espécies registradas neste trabalho. Essas três famílias também foram citadas entre as mais
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20064
Brazilian Journal of Development
abundantes na composição florística, nos trabalhos realizados em ecossistemas de caatinga
por vários autores (ANDRADE et al., 2009 b; OLIVEIRA et al., 2009; TROVÃO et al.,
2010; SOUZA e RODAL, 2010; PEREIRA JÚNIOR et al., 2012)
Figura 1. Número de espécies por família inventariados em um trecho de mata ciliar do rio Sucuru, em
Coxixola, PB.
6
5
5
4
4
Quantidade espéices
3
3
2
2
1 1 1 1 1
1
Famílias
Das espécies amostradas as que apresentam um maior número de indivíduos foram
Prosopisjuliflora (Sw.) DC (58), Poincianellapyramidales (Tul.) L.P. Queiroz (35), Mimosa
tenuiflora (Willd.) Poir (24), Jatrophamollissima (Pohl) Baill (21), Cereus jamacaru DC
(20) e Aspidospermapyrifolium Mart. (20) (Figura 2 e Tabela 2). O número de indivíduos
encontrados para essas espécies representam 67,68% do total de indivíduos inventariados no
trabalho. Ressalta-se que P. juliflora apresentou um número de indivíduos que representa
22% do total. Essa espécie é exótica e tem sido constatada em grandes densidades em vários
trabalhos realizados em ecossistemas de caatinga, sendo responsável por promover uma
perda significativa na diversidade de espécies do semiárido (PEGADO et al., 2006;
ANDRADE et al., 2008; ANDRADE et al., 2009; ANDRADE et al., 2010). Já os demais
táxons, são comumente citados entre os mais abundantes nos ecossistemas de caatinga
(MARACAJÁ et al., 2003; SANTANA & SOUTO, 2006; ARAÚJO, 2010).
A riqueza de espécies é um dos principais parâmetros para indicar estágio de
preservação. Neste estudo foi constatada a ausência de espécies típica de mata ciliar da
caatinga como Tabebuia aurea (Silva Manso) Beth. &Hook. f. ex S. Moore e Erythrina
velutinaWilld (ARAÚJO et al., 1995; FERRAZ et al., 1998; FERRAZ et al., 2006). Outros
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20065
Brazilian Journal of Development
táxons que comumente são encontrados em áreas de caatinga com melhor estágio de
conservação, também não foram evidenciados. A exemplo de espécies inventariadas por
Lacerda et al. (2010), estudando a florística e estrutura de áreas ribeirinhas na bacia
hidrográfica do Rio Taperoá, que encontraram, dentre outros táxons,
Myracrodruonurundeuva Allemão (Aroeira), Hymenaeacourbaril L (Jatobá), Senna
spectabilis (DC.) H. S. Irwin &Barneby (Cana fístula), Amburana cearensis (Allemão) A. C.
Sm. (Umburana de cheiro), Lonchocarpussericeus (Poir.) Kunthex DC. (ingazeira), Ceiba
glaziovii (Kuntze) K. Schum. (Barriguda) e Ziziphusjoazeiro Mart. (Juazeiro).
3.2 ANÁLISE FITOSSOCIOLÓGICA
A densidade constatada neste trabalho foi de 1.315 indiví[Link]-1(Tabela 2). Valores
similares (1.252 a 1.429 indiví[Link]-1), foram encontrados por Mariano (2011), estudando
trechos de matas ciliar no Rio São Francisco. Já trovão et al. (2010), encontraram valores de
densidade para áreas de mata ciliar no cariri paraibano, variando de 1.025 a 2.216
indiví[Link]-1. A densidade de uma área pode ser fruto no padrão espacial da comunidade
vegetal, do estágio de sucessão e também do nível de antropização, por isso outros
parâmetros estruturais devem ser levados em consideração para que se tenha um diagnóstico
mais preciso sobre a vegetação. Para o trabalho em questão, a densidade é fortemente
influenciada pelo pelas ações antrópicas onde a vegetação sofre cortes com frequência e por
isto encontram-se constantemente em sucessão secundária. Já em áreas de caatinga no cariri
paraibano com baixo nível de antropização, Pereira Júnior et al. (2012), contatou uma
densidade de 3.495 indiví[Link]-1., valores considerados altos para este ecossistema.
Figura 2. Número de indivíduos amostrados por espécies em um trecho de mata ciliar do rio Sucuru, em
Coxixola, PB.
70
58
60
50
Número de indivíduos
40 35
30 24
21 20 20
20
14 12 12
11 9
10 6 5 4 333 2 1
0
Espécies
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20066
Brazilian Journal of Development
Em relação aos demais parâmetros estruturais, observa-se que P. juliflora apresentou
maiores valores para a maioria deles (Densidade Absoluta, Dominância Absoluta e
Relativa), apresentando, portanto, o maior valor de importância (VI) que foi de 68,84
(Tabela 2), mesmo essa espécie tendo ocorrido, apenas em 50% das parcelas amostradas.
Como a distribuição desta espécie é muito influenciada pelas ações antrópicas
(desmatamento, agricultura e a dispersão pela pecuária extensiva bovina, caprina e bovina), é
muito provável, que indivíduos de P. juliflora, venham a colonizar novas áreas ao longo dos
trechos de mata ciliar do Rio Sucuru, fato que pode levar a uma maior perda da
biodiversidade autóctone. A presença de um táxon exótico com o maior valor de VI é mais
um indício da perturbação que esse ambiente vem sofrendo, sobretudo por se tratar de uma
Área de Preservação Permanente (APP). Outras espécies que apresentaram altos valores
estruturais (VI) foram Poincianellapiramidales (30,57), Mimosa tenuiflora (23,40), Cereus
jamacaru (21,25), Aspidospermapyrifolium (20,95)e Jatrophamollissima (18,54).Essas
espécies tem sido citadas em vários trabalhos como as que, também, apresentaram maiores
valores de importância em levantamento fitossociológico na caatinga (AMORIM et al.,
2005; PEGADO et al., 2006; TROVÃO et al. 2010; PEREIRA JÚNIOR et al. 2012 e
SANTANA, et al., 2016). Entretanto, quando existe valores muito discrepantes de VI de
alguns táxons em relação aos demais, associado a baixa riqueza de espécies é um forte de
indicativo de impacto por antropização.
Tabela 2. Parâmetros estruturais do componente arbustivo-arbóreo em um trecho de mata ciliar do rio Sucuru,
em Coxixola, PB.
Espécie NI DA DoA FA DR DoR FR VI
Prosopisjuliflora Algaroba 58 290 5,08 50 22,05 39,939 6,85 68,84
Poincianellapiramidales Catingueira 35 175 1,15 60 13,31 9,045 8,22 30,57
Mimosa tenuiflora Jurema Preta 24 120 1,12 40 9,13 8,798 5,48 23,40
Cereus jamacaru Mandacarú 20 100 0,69 60 7,60 5,422 8,22 21,25
Aspidospermapyrifolium Pereiro 20 100 0,48 70 7,60 3,761 9,59 20,95
Jatrophamollissima Pinhão 21 105 0,30 60 7,98 2,336 8,22 18,54
Piptadeniastipulacea Jurema Branca 14 70 0,33 50 5,32 2,628 6,85 14,80
Pilosocereusgounellei Xique-xique 12 60 0,25 50 4,56 1,983 6,85 13,39
Schinopsis brasiliensis Baraúna 5 25 1,07 20 1,90 8,386 2,74 13,03
Opuntiapalmadora Palmatória 12 60 0,16 50 4,56 1,243 6,85 12,65
Crotonsonderianus Marmeleiro 11 55 0,16 40 4,18 1,247 5,48 10,91
Commiphoraleptophloeos Imburana 4 20 0,58 30 1,52 4,603 4,11 10,23
Lippiagracilis Alecrim 9 45 0,13 40 3,42 1,022 5,48 9,92
Capparis flexuosa Feijão-bravo 6 30 0,09 40 2,28 0,698 5,48 8,46
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20067
Brazilian Journal of Development
Manihotglaziovii Maniçoba 3 15 0,27 30 1,14 2,155 4,11 7,40
Spondias tuberosa Umbuzeiro 1 5 0,46 10 0,38 3,650 1,37 5,40
Anadenanthera colubrina Angico 2 10 0,36 10 0,76 2,815 1,37 4,95
Sideroxylonobtusifolium Quixabeira 3 15 0,02 10 1,14 0,149 1,37 2,66
Pilosocereuspachycladus Facheiro 3 15 0,02 10 1,14 0,121 1,37 2,63
Total 263 1315 12,71 730 100 100 100 300
NI = Número de indivíduos; DA = Densidade Absoluta; DoA = Dominância Absoluta; FA = Frequência
Absoluta; DR = Densidade Relativa; DoR = Dominância Relativa; FR = Frequência Relativa; VI = Valor de
Importância.
Em relação à distribuição diamétrica, observa-se na Figura 3, que os dados seguiram
o padrão de distribuição em “J” invertido, que tem sido encontrado em vários trabalhos nos
ecossistemas de caatinga (NASCIMENTO, 1998; PEGADO et al., 2006; MARIANO, 2011;
PEREIRA JÚNIOR et al., 2012). Entretanto, destaca-se que 75,66% dos indivíduos
encontram-se na classe que vai de 3 a 10 cm de diâmetro e nota-se um baixo número de
indivíduos nas classes de > 20 a 30 cm e > que 30 cm, fato relacionado com o estado de
conservação da área estudada.
Figura 3. Distribuição do número de indivíduos por classes de diâmetro em um trecho de mata ciliar do rio
Sucuru, em Coxixola, PB.
250
199
200
Número de indivíduos
150
100
45
50
12 7
0
3 a 10 > 10 a 20 >20 a 30 > 30
Diâmetro (cm)
Para a altura de plantas, 64,25 % dos indivíduos estão classe de 1 a 3m e 25,85%
encontram-se na classe de >3 a 5 m (Figura 4). Esse grande número de indivíduos nessas
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20068
Brazilian Journal of Development
classes é mais um reflexo do alto nível de antropização a que essa área tem sido submetida.
Via de regra a caatinga é citada como um bioma onde as árvores apresentam baixo padrão de
altura. Porém existe alguns nichos, a exemplo das matas ciliares, que devidos a condições
especiais, o estrato arbóreo consegue alcançar um maior padrão de altura. Pereira Júnior et
al. (2012), constataram um elevado número de indivíduos em classes de altura entre 5 e 8
metros. Já Mariano (2011), áreas de mata ciliar nas margens do São Francisco, encontrou um
maior percentual de indivíduos entre 3 e 7 metros de altura. Pegado et al. (2006), estudando
os impactos da invasão biológico por P. juliflora, observaram que nas áreas onde havia a
presença desta espécie o maior número de indivíduos foi constatado entre 3 e 5 metros de
altura. Já nas áreas sem a presença desta invasora, o componente arbóreo apresentou uma
melhor distribuição de indivíduos por classes de altura, tendo um grande de número de
espécimes acima de 8 metros.
Figura 4. Distribuição do número de indivíduos por classes de altura em um trecho de mata ciliar do rio Sucuru,
em Coxixola, PB.
180
160
140
120
Número de indivíduos
100
80
60
40
20
0
1a3 >3 a 5 >5 a 7 >7
Altura (m)
4 CONCLUSÕES
A área estudada apresenta elevado nível de antropização com impacto direto sobre a
flora do componente arbustivo-arbóreo, fato que pode ser observado pela baixa riqueza
taxonômica (família, gênero e espécies);
A presença de P. Juliflora em grandes maciços populacionais é um dos indícios do
desequilíbrio na área e tem comprometido a estrutura e a fitodiversidade autóctone;
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20069
Brazilian Journal of Development
Ações devem ser adotadas através dos governos, ONG’s, pesquisadores, acadêmicos,
agricultores e a sociedade civil em geral, para que as áreas de mata ciliar sejam tratadas de
fato como áreas de preservação permanente, haja vista o seu fundamental papel na
conservação da biodiversidade e proteção e manutenção dos recursos hídricos.
REFERÊNCIAS
AMORIM, I. L.; SAMPAIO, E.V. S. B. ARAÚJO, E. L. Flora e estrutura da vegetação
arbustivo-arbórea de uma área de caatinga do Seridó, RN, Brasil. Acta bot. bras. 19(3): 615-
623. 2005
ANDRADE, L. A.; FABRICANTE, J. R.; ALVES, A. S. Prosopisjuliflora (Sw.) DC.
(Algaroba): Impactos sobre a fitodiversidade e estratégias de colonização em área invadida
na Paraíba. Natureza e Conservação, v. 6, n. 2, p. 61-67, 2008.
ANDRADE, L. A.; FABRICANTE, J. R.; OLIVEIRA, F. X. Invasão biológica por
Prosopisjuliflora (Sw.) DC.: impactos sobre a diversidade e a estrutura do componente
arbustivo-arbóreo da Caatinga no Estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Acta Botanica
Brasílica, n. 4, v. 23, p. 935-943, 2009.
ANDRADE, L. A.; FABRICANTE, J. R.; OLIVEIRA, F. X. Impactos da invasão de
Prosopisjuliflora (sw.) DC. (Fabaceae) sobre o estrato arbustivo-arbóreo em áreas de
Caatinga no Estado da Paraíba, Brasil. Maringá, v. 32, n. 3, p. 249-255, 2010.
ANDRADE, M. V. M. de.; ANDRADE, A. P. de.; SILVA, D. S. da.; BRUNO, R. de. L. A.;
GUEDES, D. S. Levantamento florístico e estrutura fitossociológica do estrato herbáceo e
subarbustivo em áreas de caatinga no Cariri paraibano. Caatinga (Mossoró, Brasil), v. 22, n.
1, p. 229-237, janeiro/março de 2009 b.
APG. 2009. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and
families of flowering plants: APG III. Botanical Journal of theLinneanSociety, 161: 105-
121.
ARAÚJO, E. L.; SAMPAIO, E.V.S. B.; RODAL, M. J. N. Composição florística e estrutura
da vegetação em três áreas de caatinga de Pernambuco. Revista Brasileira de Biologia, São
Carlos, v. 5, p. 596-607, 1995.
ARAUJO, K. D. Análise da vegetação e organismos edáficos em áreas de caatinga sob
pastejo e aspectos socioeconômicos e ambientais de São João do Cariri-PB. 2010. 151 f.
Tese (Doutorado em Recursos Naturais) – Universidade Federal de Campina Grande,
Centro de Tecnologia e Recursos Naturais. Campina Grande, PB.
BARRELA, W. et al. As relações entre as matas ciliares, os rios e os peixes. In:
RODRIGUES, R. R.; LEITÃO FILHO, H. F. (Ed.). Matas ciliares: conservação e
recuperação. São Paulo: EDUSP, 2000. p. 187-207.
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20070
Brazilian Journal of Development
BRASIL. MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL. Secretaria de Políticas de
Desenvolvimento Regional. Nova delimitação do Semiárido Brasileiro. Brasília: MIN.
2005.
CASTELLETTI, C.H.M.; et al. Quanto ainda resta da caatinga? Uma estimativa preliminar.
In: LEAL, I.R.; TABARELLI, M.; SILVA, J.M.C Ecologia e Conservação da Caatinga.
Recife, Ed. Universitária da UFPE. 2003. p.719.
CAVALCANTE, A.; TELES, M. MACHADO, M. Cactos do semiárido do Brasil: guia
ilustrado. INSA. Campina Grande PB, 2013. 103 p.
FERRAZ, E.M.N; et al. Composição Florística em trechos de vegetação de caatinga e brejo
de altitude na região do Vale do Pajeú, Pernambuco. Revista Brasileira de Botânica, São
Paulo, v.21, p. 7-15. 1998.
FERRAZ, J.S.F.; ALBUQUERQUE, U.P.; MEUNIER, I.M.J. 2006. Valor de uso e estrutura
da vegetação lenhosa às margens do Riacho do Navio, Floresta, Pernambuco. Acta
BotanicaBrasilica, 20(1): 125-134. 2006.
IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Manual técnico
da vegetação brasileira. 2ª Ed. Rio de Janeiro, 2012. 273p.
Köppen, W.P. Climatologia: com um estúdio de los climas de latierra. México, Fondo de
Cultura Econômica. 1948
LACERDA, A.V.; et al. Levantamento florístico do componente arbustivoarbóreo da
vegetação ciliar do rio Taperoá, PB, Brasil. Acta BotanicaBrasilica, Porto Alegre, v. 19, n.
3, p. 647-656. 2005.
LACERDA, A.V., BARBOSA, F.M., SOARES, J.J.; BARBOSA, M.R.V. Flora arbustiva-
arbórea de três áreas ribeirinhas no semiárido paraibano, Brasil. Biota Neotrop. vol. 10, no.
4, 275-284 p. 2010
LIMA, W.P. Função Hidrológica da Mata Ciliar. In: BARBOSA, L.M. (coord.) Simpósio
sobre Mata Ciliar. Campinas: Fundação Cargill. Anais: 25-42. 1989.
LUCENA, R.F.P.; NASCIMENTO, V.T.; ARAÚJO, E.L.; ALBUQUERQUE, U.P. Local
uses of nativeplants in area of caatinga vegetation Pernambuco - NE, Brazil.
EthnobotanyResearchandApplications, Países Baixos, v.6, p. 3-13. 2008.
MANTOVANI, W. Conceituação e fatores condicionantes. In: BARBOSA, L.M. (Coord.)
Simpósio sobre Mata Ciliar. Campinas, Fundação Cargill. Anais. 1989, p.11-19.
MARACAJÁ, P. B.; BATISTA, C. H. F.; SOUSA, A. H. de; VASCONCELOS, W. E. de.
Levantamento florístico e fitossociológico do estrato arbustivo-arbóreo de dois ambientes na
Vila Santa Catarina, Serra do Mel, RN. Revista de Biologia e Ciências da Terra, v. 3, n. 2,
p. 1-13p. 2003.
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20071
Brazilian Journal of Development
MARIANO, K. R. S. Composição, Estrutura e Funcionamento da Vegetação em um
Gradiente de Mata Ciliar no submédio São Francisco, Bahia, Brasil. 2011. 223 f. Tese
(Doutorado em Botânica). Universidade Estadual de Feira de Santana, BA. 2011
MONTEIRO, J.M.; ALBUQUERQUE, U.P.; LINS NETO, E.M.F.; ARAÚJO, E.L.;
AMORIM, E.L.C. Use patterns and Knowledge of medicinal species among two rural
communities in Brazil's semi-arid northeastern region. Journal of Ethnopharmacology,
London, v.105, p.173-186. 2006
NASCIMENTO, C. E. S. Estudo florístico e fitossociológico de um remanescente de
caatinga a margem do Rio São Francisco, Petrolina- Pernambuco. 1998. 78 f.
Dissertação (Programa de Pós Graduação em Botânica). Universidade Federal Rural de
Pernambuco. 1998. p.78.
OLIVEIRA, E.B. Florística e estrutura fitossociológica de Mata Ciliar na Bacia do Rio
Goiana – PE. 2006. 88 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais). Universidade
Federal Rural de Pernambuco.
OLIVEIRA FILHO, A. T. Estudos ecológicos da vegetação como subsídios para programas
de revegetação com espécies nativas: uma proposta metodológica. Cerne, Lavras, v. 1, n. 1,
p. 64-72, 1994.
OLIVEIRA, P. T. B (et al). Florística e fitossociológica de quatro remanescentes
vegetacionais em áreas de serras no Cariri Paraibano. Revista Caatinga, Mossoró, vol. 22,
nº. 4, p. 169-178, 2009.
PEGADO, M. A. C.; ANDRADE, L. A. de.; FELIX, L. P.; ISRAEL, M. P. Efeito da invasão
biológica da algaroba – Prosopisjuliflora (Sw.) DC. Sobre a composição e a estrutura do
estrato arbustivoarbóreo da caatinga no Município de Monteiro, PB, Brasil. Acta
BotanicaBrasilica V. 20(4). 2006.
PEREIRA JÚNIOR, L. R.; ANDRADE, A. P. DE; ARAÚJO, K. D. Composição Florística e
Fitossociológica de um Fragmento de Caatinga Em Monteiro, PB. HOLOS, Ano 28, Vol 6.
P. 73-87, 2012.
RODAL, M. J. N. F.; SAMPAIO, E. V. S. B.; FIGUEIREDO, M. A. Manual sobre
métodos de estudos florísticos e fitossociológicos: ecossistema caatinga. Brasília:
Sociedade Botânica do Brasil, 1992.
RODAL, M.J.N., MARTINS, F.R.; SAMPAIO, E.V.S.B. Levantamento quantitativo das
plantas lenhosas em trechos de vegetação de caatinga em Pernambuco. Revista Caatinga,
Mossoró, v.21, n.3, p.192-205, 2008.
RÊGO, P.L. Regeneração Natural em Matas Ciliares na Bacia do Rio Goiana – PE.
2007. 108 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais). Universidade Federal Rural de
Pernambuco.
SAMPAIO, E. V. S. [Link] of the Brazilian Caatinga. In: Bullock, S.; Mooney, H.;
Medina, E. (Org.). Seasonally dry tropical forests. 1 ed. CAMBRIDGE, CAMBRIDGE
UNIVERSITY PRESS, v. 1, 1995, p. 35-63
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761
20072
Brazilian Journal of Development
SAMPAIO, E.V.S.B.; SAMPAIO, Y.; VITAL, T.; ARAÚJO, M.S.B.; SAMPAIO, G.R.
Desertificação no Brasil: Conceitos, núcleos e tecnologias de recuperação e convivência.
Recife, UFPE, 2003. 202p.
SANTANA, J. A. S.; SOUTO, J. S. Diversidade e Estrutura Fitossociológica da Caatinga na
Estação Ecológica do Seridó-RN. Revista de Biologia e Ciências da Terra. v. 6, n. 2. 2006.
SANTANA, J. A. S.; SOUTO; SANTANA JÚNIOR, J. A. S.; SOUTO; BARRETO, W.S.
FERREIRA, A. T. S. Estrutura e distribuição espacial da vegetação da Caatinga na Estação
Ecológica do Seridó, RN. Pesq. flor. bras., Colombo, v. 36, n. 88, p. 355-361, out./dez.
2016
SHEPHERD, G.J. FITOPAC. Versão 2.1. Campinas, SP: Departamento de Botânica,
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. 2010.
SOUZA, J. A. N.; RODAL, M. J. N. Levantamento florístico em trecho de vegetação ripária
de caatinga no rio pajeú, floresta, Pernambuco-Brasil. Revista Caatinga, Mossoró, v. 23, n.
4, p. 54-62, out.-dez., 2010.
TABARELLI, M.; SILVA, J.M.C. Áreas e ações prioritárias para a conservação da
biodiversidade da caatinga. In: LEAL, I.R.; TABARELLI, M.; SILVA, J.M.C. (Eds)
Ecologia e Conservação da caatinga. Recife, Editora Universitária. 2003. p. 777-796.
TROVÃO, D.M.B.M.; Freire, A.M.; Melo, J.I.M. Florística e Fitossociologia do
Componente lenhoso da mata ciliar do riacho de Bodocongó, Semiárido Paraibano. Revista
Caatinga, Mossoró, v. 23, n. 2, p. 78-86, abr.-jun, 2010
WERNECK, S. M. et al. Florística e estrutura de três trechos de uma floresta semidecídua na
Estação Ecológica do Tripuí, Ouro Preto, MG. Revista Brasileira de Botânica, São Paulo,
v. 23, n. 1, p. 97106, 2000.
Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20058-20072 apr. 2020. ISSN 2525-8761