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Abertura A Nov05 Conheciment05: Masfrutl'feradahist6riadoisl:+

Durante a Idade Média, a medicina era rudimentar, com doentes buscando ajuda de curandeiros e monges, enquanto o conhecimento médico avançava no Império Muçulmano. A Igreja Católica desempenhou um papel crucial na conversão dos povos germânicos ao cristianismo, tornando-se uma instituição centralizada após a queda de Roma. O islamismo, fundado por Maomé no século VII, se espalhou rapidamente, estabelecendo práticas religiosas fundamentais que moldaram a vida dos muçulmanos.
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Abertura A Nov05 Conheciment05: Masfrutl'feradahist6riadoisl:+

Durante a Idade Média, a medicina era rudimentar, com doentes buscando ajuda de curandeiros e monges, enquanto o conhecimento médico avançava no Império Muçulmano. A Igreja Católica desempenhou um papel crucial na conversão dos povos germânicos ao cristianismo, tornando-se uma instituição centralizada após a queda de Roma. O islamismo, fundado por Maomé no século VII, se espalhou rapidamente, estabelecendo práticas religiosas fundamentais que moldaram a vida dos muçulmanos.
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ABERTURA A NOV05 CONHECIMENT05

Durante boa parte da Idade Media, os doentes recorriam 1. Que diferen€asvoce consegue identificar
=i curandeiros, monges ou mesmo barbeiros para obter algu- entre as praticas m6dicas do periodo
ira a|.uda. Boticarios preparavam remedios feitos com ervas, medieval e a medicina praticada na atua-
=Eihecimento que tambem era compartilhado por algumas lidade?
iulheres, As enfermidades eram consideradas castigo divi-
2. Naldade Media,amaiorpartedapopula-
ng. e as orac6es eram vistas como o melhor remedio.
€ao da Europa Ocidental era analfabeta e
Apesar disso, foi nessa epoca que alguns saberes medicos seus conhecimentos provinham, em geral,
de antigas tradic6es e dos ensinamentos
Ti[ortantes foram estabelecidos - nao pelos europeus, mas,
da Igreja. Na sua opiniao, como uma pes-
=ir. por estudiosos mu€ulmanos. Assim, enquanto na Europa
sea que conseguia curar urn doente era
I-sT.a varias pessoas eram perseguidas pela Igreja e conde- vista nesse peri'odo?
ca=s a morte em razao de seus conhecimentos nas "artes da
3. 0 que voce sabe sobre a religiao e a cul-
.~F=., no Imperio Muculmano a arte e a ciencia viviam a fase
tura mufulmanas?
masfrutl'feradahist6riadoisl:+
Preparoctio de
em6di,o po,0 ',t,IO,
uma F]essoa com
var/'o/a, miniatura
retirada de uma c6pia
do secuio xvii
da obra 0 c6none
da medicino, do
pensador mu¢ulmano
Avicena.

© Escutarosoutroscom aten¢ao
a empatia.
o Pensar com flexibllidade,
A IDADE DA FE:
A EUROPA ENTRE
0 CR15TIAN15M0 E 0 15L^

05 PRIMEIR05 TEMPOS DA IGREJA


Voce aprendeu, na unidade anterior, que a Igrej.a Cat6lica cumpriu urn papel
fundamental na conversao dos povos germanicos ao cristianismo. Para isso,
Qual fol a
` importanclado a Igreja aliou-se ao Estado e encontrou nos reis francos a for€a politica e mili-
tar necessaria para combater as cren9as e os ritos pagaos.
crl!(lanlsmo e
do lsLaml!mo no A Igreja dos primeiros tempos, porem, estava distante do poder poli'tico.
perfodo medieval? Ela nasceu com a criaEao das primeiras igrejas cristas pelos disci'pulos de
Jesus. Fundadas na Judeia, na Asia Menor, na SI'ria, na Gr6cia, entre outras
regi5es do Imperio Romano, as primeiras comunidades cristas enfrentaram
hostilidade e, muitas vezes, perseguic6es violentas por parte das autori-
dades locals e romanas.

Apesar das persegui[5es, o ndmero de cristaos cresceu rapidamente


pelas terras do imperio. A pfatica crista de ajudar os pobres, os 6rfaos
e os enfermos provavelmente atrai'a a populacao. A simpatia pelos
cristaos cresceu ainda mais nos seculos I e 11, durante as epidemias
de varfola e sarampo que se espalharam por Roma, fazendo milha-
res de vi'timas. Ao cuidar de doentes e moribundos, sem exce[ao,
os cristaos conquistaram admiradores e novos adeptos.

A situaEao da Igreja crista no imperio se transformou com-


pletamente no inl'cio do s€culo IV, quando passou a recrutar
fieis tambem entre as famflias mais poderosas de Roma, como
a do imperador Constantino. A16m de estabelecer liberdade
de culto aos cristaos, em 313, Constantino cuidou de favo-
rece-los reduzindo impostos das propriedades cristas e
cedendo terrenos para a construcao de novas [Link].

A vit6ria mais importante da Igreja veio em 380,


com a Edito de Tessal6nica, que transformou a cris-
tianismo em religiao oficial do imperio. Quando Roma
caiu, no s€culo V, a Igreja sobreviveu como a dnica
institui€ao romana centralizada, organizada e com
membros preparados para o trabalho missionario.

Catedral de Reims, na FranFa,


construida entre 1210 e 1310. Foto de 2015.

46
a PAPEL DOS 815P05 E DOS MONGE5
A tare fa de difundir o cristianismo e de organizar a comunidade crista ap6s
a queda de Roma foi conduzida principalmente por bispos e monges. Bispo era
Je-
Adere¢o:
enfeite; orna-
o nome que recebiam os primeiros lfderes das igrejas cristas. Eles presidiam as mento.
oraE6es e orientavam os fi6is em quest5es de fe e de conduta. Cerimonial:
relativo a ceri-
Com o tempo, a figura do bispo foi ficando mais formal, adotando aderegos m6nia; formal;
e vestes cerimoniais. A partir do seculo V, diante da instabilidade dos reinos solene.

germanicos, foram os bispos que reorganizaram as comunidades nas vilas e


cidades. 0 bispo se tornou uma das principais autoridades locais, acumulando
funE5es de prefeito, juiz e conselheiro espiritual.

Os primeiros monges, par sua vez, apareceram no seculo IV, na Si'ria e no


Egito. Eram eremitas, cristaos que viviam isolados em cavernas e cabanas
para se dedicar as ora[6es. Com o tempo, fundaram mosteiros, comunida-
des isoladas onde eles exerciam diferentes atividades religiosas. Nesses lo-
cais, eram submetidos a uma rigida disciplina, As primeiras regras, do seculo
IV, exigiam que os monges lavassem suas roupas sempre em silencio e pre-
perassem a pao recitando trechos da Bi'b/i.a. Tambem os proibiam de discutir
asuntos mundanos,
0 mais importante conjunto de regras monasticas ficou conhecido como
legra de Sao Bento. Ela foi criada no seculo VI pelo monge italiano Bento
ee Ndrsia e completada, ap6s a sua morte, por monges da ordem beneditina.
tsregras beneditinas determinavam que os monges deviam praticar o silencio
I. todos os momentos, combater a tristeza com trabalho e agir com humilda-
-e modera[ao. Essas regras foram adotadas como modelo de conduta para
I t"ijunto das comunidades cristas.

ae\©
Par que Abelardo tern dlfl[uldade de vlver come mange?
ne que voce 5e|a urn mange medleval clue recebeu a tarefa de
uma vlagem coma a de Abelardo. Qual5 serlam os problema5
poderlam ocorrer na |ornada? Cue atltude5 voce deverla tomar
se prevenlr?

FiNALMEtne LEVE 0 cAeeeeA- Ne§§A vloA


cO.,Teed Qua vou §Alc! oessE MENIO OE VINHO Pt!O
MO§TEIE!O FE7ANCI§-
MavGe a
MO§TElt?O., cANo eM t!elMs{ Tee FoerE§
FA2ee UNIA
VIAlceM!'

Charge de Scabin e Bernard, s/d. 0 monge Abelardo, que conhecemos na unidade


anterior, continua com problemas para se adaptar a vida monastica!

47
MAOME E A FUNDA[^O D0 15L^
0 peri'odo medieval e muitas vezes chamado de A Caaba antes de Maom6
Idade da Fe. Talvez nao seja exagero fazer essa' afir- 0s antigos arabes acreditavam em diversos deu-
ma€ao, considerando que, nessa €poca, a religiao ses e adoravam elementos da natureza. As centenas
estava presente no cotidiano, nas relag5es entre as de divindades estavam subordinadas a urn deus su-
perior, Allah (Ala), e eram cultuadas na Caaba, uma
pessoas, na politica, nas artes, nas guerras... enfim,
grande pedra negra sagrada situada na cidade de
em quase todos os aspectos da vida em sociedade.
Meca, Anualmente, todas as tribos da Arabia para la
Mas a for€a da religiao nao se limitava a Europa se dirigiam em peregrinagao.

medieval. Na Arabia, onde hoje se situa a Arabia Sau-


dita, foi fundada uma religiao monotei'sta que em
poucos anos se espalharia por todo o Oriente Medio. 05 PRIMEIR05 TEMPOS DO 15LA
0 nome dessa religiao a isla, tambem conhecida como 0 isla surgiu na Peninsula Arabica no seculo VII.
islam ou islamismo, e seus seguidores sao chamados Seu fundador, Maom6, era urn pr6spero mercador de
mugulinanos ou islamicos. caravanas da tribo dos coraixitas. Segundo a tradigao,
ele recebeu sua primeira revela€ao divina por volta
A imagem que se difundiu no Brasil e em outros
dos 40 anos. Conta-se que, enquanto meditava em
parses ocidentais a respeito do isla e geralmente ne-
uma caverna perto de Meca, o anjo Gabriel lhe apa-
gativa, Ele tern sido associado ao fanatismo religio-
re[eu e anunciou: "Maom6, tu es o profeta de Deus e
so, dos ataques [Link] por grupos [Link]
sua missao i pregar a fe em urn dnico Deus".
e a tragedia criada pela guerra civil na Si'ria. 0 que
muitas pessoas nao sabem, porem, 6 que os extre- Inicialmente, Maome confiou a revelagao apenas a

mistas islamicos representam uma pequena minoria familiares pr6ximos. Por volta de 613, decidiu tornar pd-

do mundo mu¢ulmano. blica a mensagem revelada. Assim, dirigiu-se a Colina de


Safa, diante do santuario da Caaba, para anunciar a exis-
Porisso,conheceralgunsaspectosimportantesda tencia de urn dnico Deus, condenar a idolatria e declarar-
hist6ria e da cultura islamica devera contribuir para -se como a dltimo mensageiro de Deus (leia o boxe acima).
superar essa visao negativa em rela€ao aos povos
As prega95es de Maome incomodaram os lideres co-
muEulmanos e para ampliar a sua compreensao
raixitas,quetemiamperderseupoderpoll'ticoeoslucros
sobre a Idade Media, tanto no que ela tern de born
obtidos com as peregrinag6es a Caaba. Assim, em 622
quanto no que tern de ruim. do calendario cristao, Maome, pressionado e ameagado,
migrou para Yatrib (Medina). 0 epis6dio,
`LTERRORISM0 conhecido como Hegira, foi
NOW IN adotado como o ano 1 do
calendario mugulmano.
NOW HA
r\--

Mufulmanas protestam
contra atos terroristas
atribuidos, genericamente, a
toda a [Link] [Link].
Milao, na ltalia, 2015.

48
i.,..
OS CINCO PILARES DO 15LAMISNIO

..
A Hegira marcou o ini'cio da aceitagao e da expansao do isla na Peni'nsula
Arabica. Depois de reorganizar suas forcas militares em Yatrib, Maom€ retor-
nou a Meca, reconciliou-se com os mercadores coraixitas e ali estabeleceu o
centro do isla, Os I'dolos da antiga crenga politei'sta, situados na Caaba, foram
destrul'dos e o santuario foi purificado. Oriente Medio: area politico-

Com a nova religiao, o grande cubo negro da Caaba ganhou urn novo sig- ;g£:i::aafjE:I:I::aed:a:ri:an,5,:g°aed:tsre
nificado. Na tradigao mu€ulmana, ele teria sido construfdo por Adao, destrui'- pelo Mediterraneo. Ela se estende

de pelo dildvio e reconstrul'do por Abraao e seu filho Ismael, Por essa razao, g:r:fc'::'Enu°mna°:tr:adam£{:I::'r::gGe°i{:
a cidade de Meca, onde esta a Caaba, e o local mais sagrado para o isla. que a do Oriente Pr6ximo.

Conhega agora os cinco pilares do islamismo, ou seja, as obrigaE5es que


orientam a vida de todo mugulmano,
• Proferir o testemunho de f€, declarando que existe urn dnico Deus e que
Maome 6 seu profeta.
• Orar cinco vezes ao dia: ao nascer do Sol, ao meio-dia, no meio da tarde,
ao entardecer e a noite, em pe e voltado em diregao a Meca.
• Praticar a caridade com os necessitados por meio da doa[ao de dinheiro,
chamada de zokc]t.
• Jejuar no mes do Ramada (99 mes do calendario islamico), nao consumindo
alimentos nem bebidas do nascer ao par do Sol.
• Realizar a peregrinaE5o a Meca (hoj`.), no 129 mes do calendario
muEulmano, pelo menos uma vez na vida caso haja condi€5es fl'si-
cas e financeiras.

Alem disso, os mugulmanos sao proibidos de consumir alcool


ecarne de porco, animal que consideram impure.

A sexta-feira a urn dia sagrado para o isla, que deve ser dedicado as
•a[6es conjuntas da comunidade. Entre suas festividades religiosas,
*5±acam-se a celebraEao do tim do jejum do Ramada (Ei'd I/ F/'tr) e a
ft]±a do Sacrifieio (Ei.d E/Adhci), que celebra o tim da peregrinagao a Meca.

Mu[ulmanos oram na Grande Mesquita de Baiturrahman,


na Indonesia, durante o Ramada. Foto de 2017.

• A mensagem
me€ao: Mustafah Akkad
This: LBY/MAR/GBR/USA
Alro: 1976
-€ao: 178 min.
0 filme, 1an€ado originalmente em ingles e em arabe, conta
a hist6ria do nascimento do islamismo ate a conquista de Meca
pelas for€as militares de Maome.
• Adotamos, nesta secao, as siglas definidas pela Organiza€ao das Nac6es
Unidas (ONU) para a identifica€ao de areas e paises.

49

JNJ
A DIV15A0 E A EXPANSA0 D0 lsLA

Quando Maome morreu, em 632, toda a Arabia estava unificada em torno do


isla, Visando preservar a obra religiosa do profeta, seus seguidores iniciaram
o registro do A/corfo, o livro sagrado do islamismo. Tambem iniciaram a com-
pilaEao da Sunna, livro que registra os feitos e as recomendaE5es de Maom€ e
serve de guia espiritual e de conduta para os mugulmanos,

Maom€ morreu sem indicar urn sucessor. Sua morte reacendeu antigas ini-
mizades entre as tribos bedui'nas e dividiu a comunidade mu[ulmana em dais
grupos principais: urn defendia que o sucessor deveria ser escolhido entre os
familiares de Maome; a outro alegava que Maome nao havia indicado urn suces-
sor, pois entendia que a comunidade tinha a poder de decidir.

0 escolhido foi Abu Bakr, amigo e conselheiro de Maome. Ele se tornou o primeiro
califa, que em arabe significa sucessor do profeta e chefe da comunidade mugul-
mana. A escolha, porem, enfrentou a resistencia dos partidarios de Ali Ibn Talib,
primo e genro de Maome, As rivalidades entre os dais grupos evoluiram para a guer-
ra civil quando Ali chegou ao poder e se tornou a quarto califa,

f
Fieis muculmanos se retlnem em torno da Caaba em Meca, na Arabia
Saudita, durante o Ramada. Foto de 5 de julho de 2016.

ino ^lIABE-ISLrfulc0 Linha do tempo sem escala temporal.

------ i .------ c .
Bu
i Maomemigrade Morte de Maome. Omar, sucessor de Abu Bakr,
: Meca para Yatrib. Abu Bakr, escolhido califa, conquista a Si'ria, a Mesopotamia,
i Hegira -ano I do recupera a controle da a Palestina, a Persia e a Egito.
i calend6rio muEulmano. Peni'nsula Arabica.

50
Os mu9ulmanos que defendiam a direito de Ali e seus descendentes
governar a comunidade islamica passaram a ser conhecidos come xiitas
(os [Link] A/i., partidarios de Ali). No lado oposto, aqueles que apoiavam a ^jihad
escolha do califa pelo conjunto dos fi6is ficaram conhecidos como suni- 0 [Link] da jihad se des-
tas. 0 nome vein de Ah/ a/-Sunna, pessoas que seguem a tradi[ao compi- dobra em dois: a "/.[Link] menor,
Iada mos relatos da 5unna. que prega a expansao da fe is-
lamica por meio da conquista
Mesmo com as divis5es internas, em pouco mais de urn s€culo, os ca-
territorial; e a "[Link] maior, que
lifas estenderam o isla par urn vasto territ6rio, que inclul'a a Arabia, a Pa- representa a luta interior do fiel
Iestina, a Si'ria, a Mesopotamia, o norte da Africa, a Persia e a Peni'nsula
per uma vida condizente com a
lb€rica (veja a mapa e a linha do tempo). vontade divina.
Nos paises ocidentais, coma a
Brasil,aj/'hadtendeaserconfun-
dida com o terrorismo praticado
• A5 areas coLorlda5 do mape e ldentiflcada5 rna legenda representam es dominlo5
per grupos extremistas. Mas a
de dues rellg]6es moroteistas rna ldade Media, significado real de /`i'had e o es-
a) Que rellgl6e5 sao escas? fongo de todo fiel para converter
b) Qual5 cores representam cada uma dela5? os nao mugulmanos ao isla.

A ExpAN5^O DO IAAPERio froE-i5L^AAlco (622-i25B)

ORANO
haTICO

[Link]
--.`_
-a.-I -` -,,, _ _ _`J-`,,f`,
Fonte: DUBY. Georges.
'/ ",EB `,/:,': Atlas historique.
Paris: Larousse, 1987.
ed r '` CX:EANO
IND'CO p. 196-197, 209.
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grae califado abdrsida (75O-1 258)


I lmperio Bizantino

750. 1258 .

IBti- da Dinastia om/ada. Nesta In/[io da Dinastia abassida. Nesta Enfraquecido por divis5es
€a a capital do islii e transferida dinastia a capital do Imp6rio Islamico intemas e pelas conquistas
-ide para Damasco, na Sfria. 6 transferida para Bagdi. turcas, a califado ab6ssida chega
I - se expande pela Asia Central, Grande desenvoMmento intelectual, ao fin com a destrui9ao de
- Ocidental e Pen/nsula Ib6rica. cultural e econ@mico no mundo muqulmano. Bagd6 per invasores mong6is.

51

`&
rl
A VALORIZACA0 D0 CONHECIMENTO
0 mundo islamico produziu importantes estudos em diversas areas do Dialogando
conhecimento. Ao expandir o isla e as atividades comerciais, os mu¢ulma- com Ciencias
nos entraram em contato com muitas culturas, o que lhes permitiu conhe-
cer inova€5es tecnol6gicas de outros povos, como a bdssola, a astrolabio e
o papel chineses, bern coma textos do mundo grego, persa e indiano.

0 estudo obrigat6rio do A/cordo tambem permitiu desenvolver a teo-


logia, a filosofia, o direito, a gramatica e a hist6ria, destacando-se, entre
os principais pensadores, os fil6sofos Abu al-Farabi e Averr6is e o histo-
riador Ibm Khaldun.

Os califas fundaram grandes bibliotecas, como a de Bagda, que reu-


nia manuscritos originais gregos, persas, indianos e latinos, bern como as
respectivas tradu€5es para o arabe. Eles tamb6m acolheram estudiosos,
poetas e copistas de diferentes culturas e religi5es, que contribul'ram para
engran`decer a ciencia islamica.

0 LEGAD0 CIENTIFIC0

Sabao, hospital, farm6cia, ndmero


zero, anestesia... 0 que esses elemen-
tos tern em comum? Todos foram de-
senvolvidos ou aprimorados por estu-
diosos islamicos. Veja alguns exemplos:

• Matematica. Aprimoraram e difun-


diram os sinbolos (de 0 a 9) criados
pelos indianos, conhecidos como al-
garismos indo-arabicos. Desenvol-
veram a algebra, a trigonometria,
o uso da letra "x" para representar
uma inc6gnita e a classifica€ao das
equaE5es segundo os graus.
• Quinica. Criaram a agua de rosas,
utilizada em cosm€ticos e na culi-
Atualmente, alguns paises islamicos
naria, o vinagre, o sabao e o alcool. ainda se destacam na pesquisa
Abriram farmacias, onde disponibilizavam os medicamentos em forma e na produ9ao cientificas.
Na toto, as equipes de estudantes
de pomadas, pilulas e inalantes. do lri e da Arg€Iia, paises de maioria
muculmana, na 58a Olimpfada
• Medicina. Criaram a conceito de hospital coma local para a tratamen- lnternacional de Matematica, realizada
to dos doentes e para o ensino da medicina. Descreveram doen[as na cidade do Rio de Janeiro (RJ)
em julho de 2017. A equipe do Ira
como a varfola e a asma, bern coma seus tratamentos e medicamentos. conquistou o 5Q lugar entre os
A obra 0 cGnone da met//.c/.ncl, de Avicena (Ibn Sina), publicada no se- 111 paises participantes.

culo XI, reunia todo o conhecimento medico e farmacol6gico da epoca.

No Imperio Muculmano, dois locais se destacaram no estudo de di-


ferentes areas do conhecimento: a Escola de Alexandria, no Egito, e a
Casa da Sabedoria, em Bagda, voltada principalmente a traduEao de
obras gregas.

52
a MOVIJVIENT0 DAS CRUZADAS
Na Idade Media, a relaEao entre muculmanos e cristaos ficou marcada por
guerras.
Em 1095, o papa Urbano 11, com a ideia de unificar a cristandade na luta
contra os muculmanos, lan[ou, durante o Conci'Iio de Clermont, na Franca, o
movimento cruzadista. Na ocasiao, o papa chamou os cristaos a lutar pela li-
bertagao de Jerusalem, a chamada Terra Santa, local onde Jesus foi morto
na cruz e sepultado. A cidade estava sob controle islamico desde a seculo VII.

As Cruzadas tambem eram movidas por interesses econ6micos e sociais. Os


comerciantes italianos ambicionavam controlar os portos do Oriente, os no-
bres buscavam terras e riquezas e as camadas mais pobres esperavam melho-
rar sua condiEao de vida no Oriente.

A Primeira Cruzada (1096-1099) foi urn grande sucesso para os cristaos, que
estabeleceram governos em Jerusalem, Antioquia, Edessa e Tri'poli, Mais tarde,
os muculmanos retomaram Edessa, Ievando a Segunda Cruzada (1147-1149),
que fracassou,
A Terceira Cruzada (1189-1192) foi organizada ap6s a perda de Jerusalem
para os muculmanos. 0 resultado dessa expedicao foi urn acordo que estabele-
ceu o controle muEulmano sobre Jerusalem e garantiu aos cristaos desarma-
dos a direito de visits-la.

As Cruzadas contribui'ram para enfraquecer o sistema feudal, ja que senho-


res se endividaram para montar seus exercitos e muitos servos que partici-
param delas nao retornaram, alem de terem estimulado as trocas comerciais
com a Oriente.

AS CRUZADA5

SACR0 lMPERIO
ROMANO-GERMANICO
OCEANO
. ^TLANTICO • Prjncipais areas de
encontro da li Cruzada
- 1a Cruzada (1096-1099)
- 2a Cruzada (1147-1149)
I NAVA + 3a Cruzada (1189-1192)
+ +CASTELA
E= Cristaos latinos
|I Mundo muculmano
ERE Cristaos do oriente
.,I:,I.2:fd,f3gj;pe#Pz::{f;otsu:cfsTog4
EL Cria€ao de Estados latinos
EE Reconquista crista no s6culo XII

-: DUBY, Georges. Atlas [Link] mundial. Barcelona: Larousse, 2010. p. 100-102.

53

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