O homem isolado:
O mito do homem isolado o define como o homem que acaba por adotar a socialização como
medida necessária ao suprimento de suas necessidades.
O homem natural:
O mito do homem natural atribui a ele um caráter essencialmente bom, que se altera, se
destaca ou se perde em função da influência da sociedade.
O homem abstrato:
O mito do homem abstrato enfatiza o homem como um ser cujas características independem
de qualquer circunstância.
QUEM É O HOMEM?
Essa pergunta tem instigado poetas, filósofos, cientistas e homens de todos os tempos, e mais
uma vez nos deparamos com ela.
O poeta Carlos Drummond de Andrade, também preocupado com o homem, pergunta em sua
poesia:
Mas que coisa é homem,
que há sob o nome:
uma geografia?
um ser metafísico?
uma fábula sem
signo que a desmonte?
Como pode o homem
sentir-se a si mesmo,
quando o mundo some?
Como vai o homem
junto de outro homem,
sem perder o nome?
E não perde o nome
e o sal que ele come
nada lhe acrescenta
nem lhe subtrai
da doação do pai?
Como se faz um homem?
Apenas deitar,
copular, à espera
de que do abdômem
brote a flor do homem?
Como se fazer
a si mesmo, antes
de fazer o homem?
Fabricar o pai
e o pai e outro pai
e um pai mais remoto
que o primeiro homem?
[...]*(1)
Nota de rodapé:
*(1) Carlos Drummond de Andrade. Especulações em torno da palavra homem. In. Obra
completa. Rio de Janeiro, José Aguilar, 1967. v. único. p. 302.
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Então, quem é o homem?
Várias respostas podem ser dadas a esta pergunta, expressando diferentes pontos de vista ou
diferentes visões de homem.
Nós escolhemos uma delas para apresentar aqui, e que é, na verdade, a concepção de homem
que fundamenta este livro:
O homem é um ser sócio-histórico
Mas, para que essa concepção fique mais clara, é necessário desenvolvê-la melhor.
A primeira coisa que podemos dizer sobre o homem é que
ele pertence a uma espécie animal - Homo sapiens. Todos nós dependemos dos genes que
recebemos de nossos ancestrais para formar nosso corpo, obedecendo às características de
nossa espécie.
No entanto, a Biologia já nos ensinou que os genes se manifestam sob determinadas condições
ambientais (físicas e sociais). Experiências demonstram que peixes com determinado gene
para cor de olho, quando nascidos em um meio experimental distinto de seu meio natural,
apresentam olhos de outra cor. É por isso que se diz que todos os traços, físicos ou mentais,
normais ou não, são ao mesmo tempo genéticos e ambientais.
Temos, portanto, um conjunto de traços herdados que, em contato com um ambiente
determinado, têm como resultado um ser específico, individual e particular.
O que a natureza (o biológico) dá ao homem quando ele nasce não basta, porém, para garantir
sua vida em sociedade.
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Ele precisa adquirir, várias aptidões, aprender as formas de satisfazer as necessidades,
apropriar-se, enfim, do que a sociedade humana criou no decurso de seu desenvolvimento
histórico.
Se você pensar nas coisas que sabe fazer — escovar os dentes, comer com talheres, beber
água no copo, jogar futebol e video game, escrever, ler este texto, discuti-lo —, compreenderá
que nossas aptidões, nosso saber-fazer, não são transmitidos por hereditariedade biológica,
mas adquiridos no decorrer da vida, por um processo de apropriação da cultura criado pelas
gerações precedentes.
O HOMEM APRENDE A SER HOMEM
Não queremos dizer com isso que o homem esteja subtraído do campo de ação das leis
biológicas, mas que as modificações biológicas hereditárias não determinam o
desenvolvimento sócio-histórico do homem e da humanidade: dão-lhe sustentação. As
condições biológicas permitem ao homem apropriar-se da cultura e formar as capacidades e
funções psíquicas.
A única aptidão inata no homem é a aptidão para a formação de outras aptidões.
Essas aptidões se formarão a partir do contato com o mundo dos objetos e com fenômenos da
realidade objetiva, resultado da experiência sócio-histórica da humanidade. É o mundo da
ciência, da arte, dos instrumentos, da tecnologia, dos conceitos e idéias. Para se apropriar
desse mundo, o homem desenvolve atividades que reproduzem os traços essenciais da
atividade acumulada e cristalizada nesses produtos da cultura. São exemplos esclarecedores a
aprendizagem do manuseio de instrumentos e a da linguagem.
Os instrumentos humanos levam em si os traços característicos da criação humana. Estão
neles fixadas as operações de trabalho historicamente elaboradas.
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Pense numa enxada ou em um lápis. A mão humana, que produziu esses objetos, subordina-se
a eles, reorganizando os movimentos naturais do homem e formando capacidades motoras
novas, capacidades que ficaram incorporadas nesses instrumentos.
Também o domínio da linguagem não é outra coisa senão o processo de apropriação das
significações e das operações fonéticas fixadas na língua.
Assim, a assimilação pelo homem de sua cultura é um processo de reprodução no indivíduo
das propriedades e aptidões historicamente formadas pela espécie humana. A criança,
colocada diante do mundo dos objetos humanos, deve agir adequadamente nesse mundo para
se apropriar da cultura, isto é, deve aprender a utilizar os objetos. Torna-se, então, condição
fundamental para que isso ocorra, que as relações do indivíduo com o mundo dos objetos
sejam mediadas pelas relações com os outros indivíduos. A criança é introduzida no mundo da
cultura por outros indivíduos, que a guiam nesse mundo.
H. Piéron resume esse pensamento em uma frase bastante interessante:
“A criança, no momento do nascimento, não passa de um candidato à humanidade, mas não a
pode alcançar no isolamento; deve aprender a ser um homem na relação com os outros
homens”*(2).
Duas imagens são interessantes aqui: ainda que coloquemos os objetos da cultura humana na
gaiola de um animal, isso não torna possível a manifestação das propriedades específicas que
estes objetos têm para o homem. O animal não se apropria desses objetos e das aptidões
cristalizadas neles. Pode manuseá-los, mas eles não passarão de elementos do meio natural. O
homem, ao contrário, aprenderá com os outros indivíduos a utilizá-los, extraindo do objeto
aptidões motoras.
Outra imagem é a de uma catástrofe no planeta que eliminasse todos os adultos e preservasse
as crianças pequenas. A história seria interrompida, como afirma Leontiev.
“Os tesouros da cultura continuariam a existir fisicamente, mas não existiria ninguém capaz de
revelar às novas gerações o seu uso. As máquinas deixariam de funcionar, os livros ficariam
sem leitores, as obras de arte perderiam a sua função estética. A história da humanidade teria
de recomeçar”*(3).
Nota de rodapé:
*(2) Apud A. Leontiev. O desenvolvimento do psiquismo. p. 238.
*(3) A. Leontiev. Op. cit. p. 272.
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Se retomarmos agora a formação biológica de cada indivíduo, com cargas genéticas diferentes,
poderemos postular aqui que as disposições inatas que individualizam cada homem, deixando
marcas no seu desenvolvimento, não interferem no conteúdo ou na qualidade das
possibilidades de desenvolvimento, mas apenas em alguns traços particulares da sua atividade.
Assim, a partir do aprendizado ou da apropriação de uma língua tonal, os indivíduos,
independentemente de suas cargas hereditárias, formarão o ouvido tonal (capaz de discernir a
altura de um complexo sonoro e distinguir as relações tonais). No entanto, nessa população,
alguém poderá ter herdado de seus pais ouvido absoluto, o que lhe dará uma acuidade
auditiva diferenciada, possibilitando-lhe tornar-se um músico brilhante.
Essas diferenças entre os indivíduos existem, mas não são elas que justificam as grandes
diferenças que temos em nossa sociedade. Pois, repetindo, essas diferenças biológicas geram
apenas alguns traços particulares na atividade dos indivíduos. Ou seja, todos aprendem a
fazer, só que cobrem seu fazer com alguns traços particulares, singulares, individuais. As
nossas diferenças sociais são muito maiores — temos crianças que sabem fazer e outras que
não aprenderam e, portanto, não desenvolveram certas aptidões. Essas diferenças estão
fundadas no acesso à cultura, que em nossa sociedade se dá de forma desigual. Existem
crianças que não têm brinquedos sofisticados e até aquelas que não têm os mais comuns;
crianças que não manuseiam talheres ou lápis; crianças que não andam de bicicleta, ou que
nunca viajaram. Temos até muitos adultos que não aprenderam a ler e escrever e, portanto,
nunca leram um livro; que nunca saíram do local onde nasceram e não sabem que o homem já
vai à Lua; nunca viram um avião, nem imaginam o que seja um computador. Esses são alguns
exemplos. Não precisamos nos alongar, porque você, com certeza, já percebeu essas
diferenças. Ora, se desenvolvemos nossa humanidade apartir da apropriação das realizações
do progresso histórico, é claro que, numa sociedade onde essa igualdade não ocorre, fica
excluída a possibilidade de igualdade entre os indivíduos.
“É por isso que a questão das perspectivas de desenvolvimento psíquico do homem e da
humanidade põe antes de mais nada o problema de uma organização equitativa e sensata da
vida da sociedade humana — de uma organização que dê a cada um a possibilidade prática de
se apropriar das realizações do progresso histórico e participar enquanto criador no
crescimento destas realizações*(4)”,
podendo cada um desenvolver seu potencial para que se expressem suas particularidades.
Nota de rodapé:
*(4) A. Leontiev. Op. cit. p. 257.
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O que caracteriza o humano?
Quando nos colocamos essa questão, estamos querendo explicitar as propriedades ou
características que fazem do animal homem um ser humano. O que nos distingue dos outros
seres? Quais são nossas particularidades enquanto seres humanos?
O HOMEM TRABALHA E UTILIZA INSTRUMENTOS
Inicialmente, salientamos como característica humana o trabalho e o uso de instrumentos.
Alguns animais, talvez a maioria deles, executam atividades que se assemelham ao trabalho
humano: a aranha que tece a tela, a abelha que fabrica a colméia e as formigas que
incessantemente carregam folhas e restos de animais para sua “cidadela”. E poderíamos dizer
que as operações desses animais se assemelham às de trabalhadores humanos — tecelões,
arquitetos e operários. Mas o mais inábil trabalhador humano difere do mais “habilidoso”
animal, pois, antes de iniciar seu trabalho, já o planejou em sua cabeça. No término do
processo de trabalho, o homem obtém como resultado algo que já existia em sua mente. O
trabalho humano está subordinado à vontade e ao pensamento conceitual.
O uso de instrumentos também não é exatamente uma novidade no mundo animal. O castor,
o macaco, algumas espécies de aves também fazem uso de instrumentos. Mas esse uso está
marcado pelo fato de o animal não ter consciência disso. Se um macaco vê à sua frente um
pedaço de pau, poderá com ele tentar apanhar uma fruta em local pouco acessível, mas, se
não há nenhum instrumento à vista, ele fica sem a fruta.
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O macaco não tem condições de raciocinar: “Poxa, e aquele pauzinho que eu usei ontem, onde
será que eu deixei?”.
O macaco tem a imagem do instrumento, mas não tem o conceito de instrumento. Ele
aprende a utilizá-lo, mas não pode dizer ou pensar para que serve.
Uma breve história de um experimento poderá ajudar a entendermos esta afirmação de que o
macaco aprende mas não conceitua.
Numa oportunidade, exatamente para testar este ponto, alguns psicólogos treinaram um
macaco de laboratório para apagar fogo — um macaco bombeiro. Primeiro, sabendo que o
macaco gostava muito de maçã, eles o treinaram para apanhar uma maçã em uma plataforma
um pouco distante de sua gaiola. Sempre que tocava um sinal, o macaco corria em direção à
maçã. O próximo passo, sabendo do verdadeiro pavor que os macacos têm do fogo, foi colocar
em volta da maçã um pequeno círculo de fogo. Naturalmente, o macaco desistiu da maçã. Em
seguida, por meio de condicionamento, ensinaram o pequeno animal a usar um balde com
água para apagar o fogo. Depois de bem treinado, veio o passo final. Colocaram a plataforma
com a maçã e o círculo de fogo no meio de um tanque com água com altura suficiente para o
macaco atravessá-lo. Resultado: o macaco foi até o lugar onde estava a maçã. viu o fogo, saiu
do tanque e foi apanhar o balde com água para apagá-lo.
Veja só, o macaco aprendeu a usar o conteúdo do balde para apagar o fogo, mas não foi capaz
de conceitualizá-lo, já que não percebeu que o conteúdo do balde era o mesmo do tanque.
Entretanto, se estivesse com sede, ele beberia indistintamente tanto o conteúdo do tanque
como o do balde.
Então, para que o instrumento seja considerado um instrumento de trabalho, é necessário que
a sua representação na mente seja conceitualizada e, desta maneira, transforme-se em um
primeiro dado de consciência.
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O HOMEM CRIA E UTILIZA A LINGUAGEM
Para o psicólogo Alexis Leontiev, a linguagem é o elemento concreto que permite ao homem
ter consciência das coisas. Mas, para chegar até a linguagem, houve alguns antecedentes. Se
raciocinarmos em termos evolutivos (teoria evolucionista de Darwin), o homem teve sua
origem a partir de um antropóide.
As condições para que o homem chegasse até a linguagem foram as seguintes:
1. esse antropóide aprendeu a andar sem usar as mãos, ficou ereto e com as mãos livres;
2. esse antropóide vivia em grupo (como ocorreu com muitas espécies de macacos);
3. esse grupo de antropóides tinha dedo opositor, o que permitia a utilização de instrumentos
(por exemplo, um pedaço de pau para apanhar alimentos);
4. o sistema nervoso dispunha de suporte mínimo para o desenvolvimento da linguagem.
No decorrer da evolução do homem atual (são cerca de 5 milhões de anos desde o
aparecimento do australopithecus aferensis, primeiro antropóide ou macaco com
características humanóides, até o homo neanderthalensi e o homo sapiens primitivos —
nossos antepassados diretos, que provavelmente surgiram há 30 mil anos), aprendemos a
transformar o instrumento em instrumento de trabalho (instrumento com objetivo
determinado), a registrá-lo simbolicamente em nosso sistema nervoso central (aparecimento
da consciência) e a denominá-lo (aparecimento da linguagem).
Este desenvolvimento foi, evidentemente, muito lento (5 milhões de anos representam muito,
mas muito tempo mesmo...). Cada avanço representou uma enorme conquista para o
desenvolvimento da humanidade. A descoberta de que a vocalização (transformação de um
grunhido em som com significado) poderia ser usada na comunicação equivale, nos tempos
atuais, à descoberta dos chips eletrônicos.
O fato é que o instrumento de trabalho induz o aparecimento da consciência (isso ocorre de
forma concomitante) e cria as condições para o surgimento da linguagem — três condições
que impulsionam o desenvolvimento humano.
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O HOMEM COMPREENDE O MUNDO AO SEU REDOR
Todos nós já observamos o comportamento de uma pequena aranha na sua teia. A teia é
tecida para garantir sua alimentação e, quando um desavisado inseto bate nessa teia, fica
preso a ela. Pronto, o almoço está garantido! O inseto, que também luta pela sobrevivência,
debate-se tentando escapar da armadilha. Esta vibração é uma espécie de aviso para a aranha,
que dispara em direção a ela e envolve o inseto, aplicando-lhe seu veneno. Se nós pegarmos
um diapasão e vibrarmos esse instrumento junto à teia da aranha, estaremos simulando uma
situação parecida com a vibração causada pelo inseto. O resultado é que a aranha irá ao
encontro do ponto de vibração e envolverá com seu fio aquele ponto vibrante sem nenhum
inseto. Esta simples experiência demonstra que o comportamento da aranha é
predeterminado, geneticamente marcado.
O homem, diferentemente, compreende o que ocorre na realidade ambiente. Quando
percebemos algo, refletimos esse real na forma de imagem em nosso pensamento. Muitos
animais apresentam essa possibilidade. Mas nós, homens, compreendemos — relacionando e
conceituando — o que está a nossa volta.
A consciência reflete o mundo objetivo. É a construção, no nível subjetivo, da realidade
objetiva. Sua formação se deve ao trabalho e às relações sociais surgidas entre os homens no
decorrer da produção dos meios necessários para a vida.
Este fator fundamental, a consciência, separa o homem dos outros animais e é o que lhe dá
condições de avaliar o mundo que o cerca e a si mesmo. Só o homem é capaz de fazer uma
poesia perguntando uma coisa muito difícil de responder: Quem sou eu? De onde vim?
Sem dúvida, a compreensão ou o saber que o homem desenvolve sobre a realidade ambiente
não se encontra todo como saber consciente — conhecimento. O homem sabe seu mundo de
várias formas: através das emoções e sentimentos e através do inconsciente. Portanto, essas
formas também se constituem como características do humano.
A consciência (incluída a consciência de si), sentimentos e emoções, o inconsciente podem ser
reunidos no que chamamos, em Psicologia, subjetividade ou mundo interno.
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AFINAL, QUEM É O HOMEM?
Agora temos condições de retomar o provérbio “pau que nasce torto, não tem jeito, morre
torto”, que introduziu nosso capítulo, e questioná-lo. Esse provérbio abandona por completo a
noção de ser histórico, social e concreto, quando liga definitivamento ser que nasce ao ser que
morre, ou seja, supõe que não há transformação desse homem. As experiências concretas de
vida em determinada época, cultura, classe social, grupo étnico, grupo religioso etc. são, na
concepção do provérbio, absolutamente inofensivas, inúteis, sem influência alguma sobre o
ser que nasce. O ser que morre não é pensado como resultante de toda uma vida real, de todo
um conjunto de condições materiais experienciadas, que determinam o desenvolvimento do
ser que nasceu.
As propriedades que fazem do homem um ser particular, que fazem deste animal um ser
humano, são um suporte biológico específico, o trabalho e os instrumentos, a linguagem, as
relações sociais e uma subjetividade caracterizada pela consciência e identidade, pelos
sentimentos e emoções e pelo inconsciente. Com isso, queremos dizer que o humano é
determinado por todos esses elementos. Ele é multideterminado.