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História No Mundo

O documento aborda a história da Igreja Adventista do Sétimo Dia, destacando suas raízes bíblicas e o impacto de eventos históricos e profecias que moldaram o movimento no século 19. A narrativa inclui a vida de pioneiros como Guilherme Miller, Tiago White e Ellen Harmon, enfatizando a importância de suas contribuições e visões para a formação da igreja. A história é apresentada como um testemunho da liderança de Cristo e da esperança do retorno de Jesus.

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Emanuel Orlando
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O documento aborda a história da Igreja Adventista do Sétimo Dia, destacando suas raízes bíblicas e o impacto de eventos históricos e profecias que moldaram o movimento no século 19. A narrativa inclui a vida de pioneiros como Guilherme Miller, Tiago White e Ellen Harmon, enfatizando a importância de suas contribuições e visões para a formação da igreja. A história é apresentada como um testemunho da liderança de Cristo e da esperança do retorno de Jesus.

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HISTÓRIA NO MUNDO

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LEIA TAMBÉM
 História na América do Sul
As raízes históricas da Igreja Adventista do Sétimo Dia se originam na Bíblia, a Palavra de
Deus, percorrendo a vida de patriarcas, profetas e reis que foram representantes de Deus
durante os períodos do Antigo e Novo Testamento.
O relato bíblico mostra que, “vindo a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho ao mundo”
(Gálatas 4:4) para trazer luz e a esperança de vida eterna. Com o propósito de revelar a glória
de Deus, Jesus, veio fundar o cristianismo que durante sua história enfrentou inúmeras provas
e desafios: A Igreja Cristã foi perseguida, muitos cristãos foram martirizados e a Verdade da
Palavra de Deus foi mudada. Os Adventistas do Sétimo Dia creem que foram chamados por
Deus para resgatar e levar ao mundo o conhecimento pleno da Verdade revelada na Palavra
de Deus.

Gilherme Miller
Sua origem histórica está ligada a uma série de fenômenos relacionados ao cumprimento de
profecias bíblicas que apontam para o desfecho da história da humanidade. No final do século
18, e início do século 19, diversos estudiosos cristãos passaram a estudar diversos fenômenos
naturais e político-sociais, tais como: (a) O grande terremoto de Lisboa em 01 de novembro de
1755; (b) O escurecimento do sol e da lua observado na parte leste do continente americano
em 19 de maio de 1780, o qual ficou conhecido entre os americanos como o [Dark Day] “Dia
Escuro”; (c) A Revolução Francesa, e a intervenção napoleônica no pontificado de Pio VI, pelo
General Berthier em 10 de fevereiro de 1798 (Maxwell, 1951, p.66); (d) A chuva de meteoros
observada no hemisfério ocidental em 15 de novembro de 1833.
Dentre os pioneiros adventistas destaca-se a liderança de Tiago White que nasceu no dia 04
de agosto de 1821, em Palmyra, Maine, EUA. Seu notável talento como organizador,
administrador e editor fez dele o pioneiro de muitas das instituições adventistas. Seis anos mais
tarde, em 26 de novembro de 1827, nasceu Ellen Gould Harmon, na cidade de Gorham, Maine,
EUA.
Gilherme Miller
Em 14 de agosto de 1831, surge um pregador em Dresden, Nova Iorque, que marcaria
fortemente a vida de Ellen, Tiago White e mais 100 mil pessoas nos Estados Unidos.
Guilherme Miller, um fazendeiro e juiz de paz, que pelo seu estudo sistemático da Bíblia,
chegara à conclusão de que Cristo retornaria a Terra por volta de 1843.
Sua pregação baseava-se na interpretação da profecia de Daniel 8:14 e nas evidências bíblicas
quanto ao retorno de Jesus Cristo. Muitos americanos presenciariam esses sinais, sobretudo,
nos dias 12 e 13 de novembro de 1833, quando uma chuva de meteoros caiu sobre os céus
dos Estados Unidos. Os mileritas relacionaram tal evento com as predições feitas por Cristo e
pelo profeta João no livro de Apocalipse.
Por volta do ano de 1836, Ellen Harmon sofreu um acidente em um desentendimento entre
crianças a qual a impediria de freqüentar a escola e desenvolver atividades regulares. Uma
colega atingiu seu rosto com uma pedra, quebrando seu nariz. A fratura a deixou três semanas
inconsciente, desacreditada de recuperação pelos próprios médicos. Como resultado, Ellen
Harmon cresceu com sérias debilidades físicas, porém, sua espiritualidade, manteve-se firme.
Em março de 1840, Guilherme Miller pregou na cidade de Portland, estado do Maine, onde sua
família residia. Ao ouvir o conteúdo da pregação de Miller, ela e sua família aceitaram a
mensagem quanto ao breve retorno de Cristo.
Dois anos mais tarde, houve a primeira manifestação do espírito de profecia entre os mileritas.
William Foy, pastor negro batista, recebeu a primeira de suas duas visões em 18 de janeiro de
1842. O conteúdo referia-se ao Céu e a proximidade do julgamento. No entanto, Foy relutou
em testemunhar suas mensagens devido ao clima racial da época.
A pregação de Miller impressionou diversos corações. Ellen Harmon estava entre estes e,
como demonstração de sua fé, foi batizada na Igreja Metodista em 26 de junho de 1842. Nesse
mesmo ano, Tiago White iniciou sua pregação sobre a volta de Jesus.
Embora o movimento milerita fosse composto por membros de diversas igrejas, muitos
rejeitaram sua mensagem. No entanto, as verdades expostas pelos mileritas alcançaram o
coração da família Harmon, e assim, em setembro de 1843, deixaram a Igreja Metodista.
Pr. Frederick Wheeler
Por outro lado, congregações inteiras uniram-se na esperança do advento. Uma dessas foi a
Igreja de Washington, New Hampshire, que era liderada pelo Pr. Frederick Wheeler. No início
de 1844, esta se tornou a primeira Igreja Adventista a guardar o sábado por influência de
Raquel Oaks.
Com base nos cálculos das profecias bíblicas, Samuel Snow conclui que o retorno de Jesus
ocorreria no dia 22 de outubro de 1844. Dias antes dessa data, Hazen Foss recebeu uma visão
onde viu os mileritas caminhando rumo à Terra Prometida. No entanto, Foss rejeitou o
chamado de Deus e quando tentou relatar sua experiência sentiu que o Espírito Santo o havia
deixado.
Cerca de 100 mil pessoas aguardavam em suas casas, reunidos em bosques, esperando
Cristo aparecer entre as nuvens do céu. Essa data entrou para a história como o dia do
“Grande Desapontamento”. No dia seguinte ao desapontamento, Deus consolou o grupo de
crentes dando a Hiram Edson uma resposta sobre o que realmente acontecera. Em um
vislumbre, viu a Cristo entrando no lugar santíssimo do Santuário Celestial e não retornando a
Terra. Logo após esse evento, na companhia de F. B. Hahn e O. R. L. Crosier aplicaram-se a
estudar a Bíblia e logo obtiveram a compreensão quanto aos fatos ocorridos naquela data.
Outras mensagens provenientes de Deus trouxeram conforto aos desalentados mileritas. Em
dezembro de 1844, Ellen Harmon recebeu sua primeira visão onde viu o povo do advento
marchando por um caminho estreito rumo à terra prometida. Tal visão deu início ao seu
ministério profético que se estendeu por setenta anos.

Ellen White
Em fevereiro de 1845, Ellen Harmon recebeu uma visão que confirmaria a experiência de
Hiram Edson sobre a entrada de Jesus no lugar santíssimo do Santuário Celestial no dia 22 de
outubro de 1844. Ambas as visões proveram consolo aos crentes que sofreram a grande
decepção.
Ellen White
Em agosto de 1846, Tiago White e Ellen Harmon se casaram e neste mesmo ano abraçaram a
mensagem do sábado conforme o 4º mandamento. Dois anos depois, Ellen White recebeu
duas importantes visões: (a) visão sobre a obra de publicações onde viu os raios de luz a
circundar a terra, e (b) a primeira visão sobre saúde onde Deus lhe revelou alguns princípios
que ela deveria eliminar o consumo do chá, tabaco e café.
Logo em 1852, os adventistas sabatistas compraram um prelo para publicar os primeiros
panfletos e revistas. No ano seguinte, em 1853 foi organizada a primeira Escola Sabatina entre
os pioneiros adventistas. Em 1858, Ellen White recebeu uma revelação que ficou conhecida
como a visão do “Grande Conflito” onde Deus lhe mostrou a história cósmica do plano da
redenção.
Durante o ano de 1860, ocorreram dois importantes fatos na Igreja Adventista do Sétimo Dia:
(a) Foi organizada a Associação de Publicações Adventista, e (b) Foi designado um nome
oficial para o movimento - Igreja Adventista do Sétimo Dia. Após estes dois episódios a Igreja
passou a criar núcleos administrativos a fim de organizar o trabalho de crescimento de suas
igrejas. Desta forma, em 06 de outubro de 1861, foi organizada a primeira sede que passou a
ser conhecida como a Conferência de Michigan.
Em maio de 1863 foi estabelecida a Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia e
John Byington foi nomeado seu primeiro presidente. Nesse mesmo ano, na cidade de Otsego,
NY, Ellen White recebeu a mais importante visão sobre saúde, onde Deus lhe revelou
importantes princípios relacionados a essa área. Três anos mais tarde em setembro de 1866, a
IASD abriu sua primeira instituição de atendimento ao público, que se tornou conhecida como o
“Instituto Ocidental da Reforma de Saúde”.
Ao longo de sua história os pioneiros adventistas relutaram em abrir escolas. O pensamento
que possuíam estava sempre focado na volta do Senhor Jesus. No entanto em 1872, Deus
comunicou uma visão a Ellen White na qual foram revelados amplos princípios de educação os
quais deveriam ser aplicados numa escola. Sendo assim, em 03 de junho de 1872, foi aberta a
primeira escola adventista na cidade de Battle Creek, Michigan. Dois anos depois em 1874, a
IASD fundou sua primeira instituição de ensino superior, o Battle Creek College. Neste mesmo
ano, John N. Andrews foi enviado a Europa como o primeiro missionário além mar da IASD. No
ano seguinte, em 1875, foi fundada na cidade de São Francisco, CA a segunda editora da
IASD nos EUA, a Pacific Press Publishing Association.
Um dos mais duros desafios que a família White enfrentou em sua jornada foi a perda de Tiago
White em 06 de agosto de 1881. Homem dedicado e fiel esposo, pai e servidor, morreu cedo
aos 61 anos de idade. No entanto a IASD deveria continuar avançando em sua trajetória. Em
abril de 1882, Urias Smith um dos mais promissores pioneiros da IASD lançou o livro “As
profecias de Daniel e Apocalipse”.
No ano de 1888, ocorreu na cidade de Minneapolis um dos mais importantes eventos da
História do adventismo, a Assembléia da Associação Geral. Neste evento foram discutidos
importantes assuntos que contribuíram para o avanço da IASD e, sobretudo, quanto ao
cumprimento de sua missão. O principal tema ali discutido foi a Justificação pela Fé em Cristo
Jesus. As principais mensagens foram apresentadas pelo Pr. Urias Smith e pelos jovens Ellet
Waggoner e Alonzo Jones.
Ao vislumbrar os desafios evangelísticos em outros continentes, a liderança da IASD decidiu
enviar missionários para alcançar os povos em áreas remotas da terra. Em 20 de outubro de
1890, foi enviado o Pr. John Tay para a Ilha de Pitcairn no Sul do Pacífico.
Com o propósito de solidificar a obra no continente da Oceania, Ellen G. White foi enviada a
Austrália em 12 de novembro de 1891. Durante nove anos, atuou de forma intensa como uma
serva fiel ajudando a fundar a estruturar a obra educacional e de saúde.
Em 1892, foi publicado um dos mais importantes livros escritos por Ellen G. White – “Caminho
a Cristo” que se tornou a obra mais difundida de seu acervo. Atualmente, traduzida em mais e
160 línguas e dialetos.
No mês de julho de 1894, o Pr. Edson White, filho de Ellen White iniciou um projeto missionário
junto aos negros do Sul dos EUA. Numa embarcação a vapor chamada “Morning Star” ele
imprimia materiais e também alfabetizava alunos.
Ao regressar da Austrália 1900, Ellen White adquiriu uma propriedade em Elmshaven estado
da Califórnia, local este em que era passaria seus últimos anos de vida. Em 1901, participou da
Assembléia da Associação Geral da IASD em Battle Creek, MI. Neste evento, sob a orientação
divina, ela apresentou aos líderes a necessidade de uma reorganização estrutural no sistema
administrativo da IASD.
Neste mesmo ano, ela reforçou a idéia de que a liderança a IASD deveria descentralizar-se,
saindo de Battle Creek em direção a outras áreas geográficas do país. Com meses de
antecedência, Deus lhe mostrou em visão a cena do Sanatório e a Casa Editora sendo
destruídas. Tais fatos se cumpriram conforme a visão a ela revelada.
Em 1903, foi lançado o manual da educação cristão adventista, o clássico “Educação”, manual
de consultas para todo educador cristão. No ano seguinte, Ellen G. White teve que enfrentar
uma forte heresia que surgiu a partir da publicação do livro “The Living Temple” de autoria do
Dr. Kellogg. Tal obra defendia as idéias panteístas que vieram confundir muitos adventistas
levando-os a apostasia juntamente com o Dr. Kellogg.
Com 82 anos de idade, em abril de 1909, Ellen White fez sua última viagem a trabalho para a
costa leste. Nesta ocasião, de acordo com a luz que havia recebido, ela orientou aos líderes da
Igreja para que estabelecessem uma escola bem equipada, que preparasse seus alunos para o
exercício legal da medicina e que estivesse oficialmente reconhecida junto ao governo.
Em 1911, após 23 anos de seu lançamento, o livro “O Grande Conflito” foi revisado a fim de
aprimorar o seu conteúdo. A versão revisada é aquela que circula até os dias de hoje. Em 09
de fevereiro de 1912, Ellen White preparou um testamento onde designou o estabelecimento
de um comitê de depositários dos seus escritos que era composto por cinco pessoas tendo o
seu filho como diretor.
Em maio de 1913, proferiu sua última mensagem aos líderes da IASD por ocasião da
Associação Geral da IASD que ocorreu na cidade de Washington DC. Após este evento, ela
dedicou a maior parte do tempo na edição de seus escritos. No dia 03 de março de 1915, ela
recebeu a última visão onde Deus lhe revelou a importância de se preparar novos livros e
materiais para os jovens. Era do desejo de Deus que os jovens pudessem ter uma visão mais
clara sobre a justificação pela fé e a perfeição do caráter a fim de prepará-los para a vida
eterna.
Após uma queda em 13 de fevereiro de 1915, sua saúde se deteriorou levando-a a um estado
de fraqueza intensa. E assim, numa sexta-feira a tarde do dia 16 de julho de 1915, ela morreu
na paz do Senhor. Sua últimas palavras foram “eu sei em quem eu creio”. Por ocasião de sua
morte, haviam sido publicados 24 livros.
Quando tratamos da história da Igreja Adventista do Sétimo Dia, é evidente a necessidade de
profundo estudo das raízes do seu desenvolvimento, não só pelo fato de firmar sua identidade
singular, mas também por vivificar a magnífica esperança futura do grande advento.
O percurso que os pioneiros da fé adventista passaram remete-nos não somente aos fatos em
si, mas ao sentido disposto nestes. Pois, ao transcendermos o plano terreno dos
acontecimentos, vemos revelado Aquele que conduz a História, Jesus Cristo. E aí realmente
encontramos o sentido da vida individual, visto que nos descobrimos participantes de uma
realidade mais ampla.

Ao recapitular a nossa história passada, havendo percorrido todos os passos


de nosso progresso até ao nosso estado atual, posso dizer: Louvado seja
Deus! Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração e de
confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a
menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os
ensinos que nos ministrou no passado.” Ellen G. White, Mensagens
Escolhidas, vol. 3, p. 162.

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