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Palestra

A palestra discute o comportamento cristão nas redes sociais, enfatizando a necessidade de um uso consciente e responsável para evitar danos à vida espiritual e relacionamentos. A igreja deve orientar os fiéis sobre o uso das mídias, promovendo a reflexão sobre o tempo gasto e o conteúdo compartilhado. A ética cristã deve guiar as interações online, garantindo que glorifiquem a Deus e preservem a privacidade e a integridade dos indivíduos.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Palestra

A palestra discute o comportamento cristão nas redes sociais, enfatizando a necessidade de um uso consciente e responsável para evitar danos à vida espiritual e relacionamentos. A igreja deve orientar os fiéis sobre o uso das mídias, promovendo a reflexão sobre o tempo gasto e o conteúdo compartilhado. A ética cristã deve guiar as interações online, garantindo que glorifiquem a Deus e preservem a privacidade e a integridade dos indivíduos.
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PALESTRA

Tema: O cristão e as redes sociais – novos


tempos, novos comportamentos.
Muito temos refletido sobre o comportamento cristão e as redes sociais,

levando em conta as inúmeras mudanças ocorridas no mundo desde que

experimentamos uma nova forma de comunicação por meio de dispositivos

móveis e mídias sociais.

Talvez uma pergunta que ecoe na mente da liderança cristã seja: será que a

igreja deve orientar as pessoas em como fazer o uso das redes sociais ou essa

deve ser uma decisão pessoal?

Tendo em vista os inúmeros casos de exposições negativas e a falta de

controle do tempo gasto em aplicativos sociais, a igreja deve agir como uma

prestadora de serviços à sociedade, promovendo o uso consciente das

mídias, neutralizando possíveis danos na vida das pessoas e que muitas

vezes são irreparáveis.

Há um evento silencioso que acontece incessantemente entre o usuário e as

redes sociais, e que pode gerar muitos estragos se não for levado a sério. É o

fascínio por telas. Em todo lugar há alguém com a cabeça inclinada e seus

dedos deslizando na tela de seu celular, aficionados por algo a mais.

O único problema é que “os olhos do homem nunca se satisfazem” (Pv. 27.20),

e isso tem levado muitos ao vício da nomofobia, doença mental acarretada


pela dependência do celular. Sem falar de outras consequências que afetam

relacionamentos, trabalho, estudo etc.

De acordo com os dados apresentados pelo relatório We Are

Social da Hootsuite, o brasileiro passa em média 9 horas ao dia conectado à

internet, sendo que, 3 horas e 31 minutos são dedicados às redes sociais.

As redes sociais afetam a vida


espiritual?
E quanto à vida espiritual das pessoas? Será que sobra tempo pra Deus nessa

agenda tão comprometida com as redes sociais? Tony Reinke, em seu livro A

Guerra dos Espetáculos (2020), aponta que esses momentos de intimidade

com Deus estão sendo roubados pela mídia digital e que a culpa da falta de

oração certamente não é das mídias, mas do coração das pessoas.

“Nas pequenas brechas de tempo em meu dia, com minha atenção limitada,

estou mais pronto a conferir ou alimentar minhas redes sociais mais do que

estou disposto a orar. Por causa da minha negligência, Deus fica cada vez

mais distante da minha vida.” Tony Reinke

Talvez aqui esteja o ponto mais crítico de todo esse cenário e que merece

nossa atenção, pois o esfriamento espiritual abre uma lacuna enorme para

diversas obras da carne (Gl.5:19-21). É por isso que temos visto tantos

cristãos sendo sucumbidos e ministérios desmoronados.


Casos chocantes como do pastor africano que cometeu suicídio após ter

enviado fotos íntimas para a amante no grupo de whatsapp da igreja; a cantora

gospel que teve um áudio vazado nas redes sociais por seu namorado

revelando sua dependência do uso de drogas; a filha da pastora famosa que se

declarou gay publicamente; o líder de uma grande igreja pentecostal tendo a

sua intimidade exposta por uma garota de programa.

Esses são alguns entre tantos outros casos que temos assistido no camarote e

não só assistimos como colaboramos com a proliferação da triste mensagem

até alcançar o trending topic, ou seja, os tópicos mais comentados da

internet. Seria essa uma nova forma de julgamento conforme escrito em

Mateus 7.1? (“Não julgueis, para que não sejais julgados”).

Como julgamos? julgamos quando compartilhamos a mensagem revelando a

queda do irmão, julgamos quando lotamos o campo de comentários das redes

sociais manifestando nossa repulsa pelo pecado alheio, julgamos quando

condenamos as pessoas por seus atos.

Ao nos depar com essa triste realidade, não podemos nos omitir. A igreja tem,

sim, um papel importantíssimo na educação cristã das pessoas,

incentivando-as ao uso consciente das mídias e ao exercício do domínio

próprio (Gl.5.22).

Como o cristão deve se comportar nas


mídias?
Não creio que as pessoas que tiveram seus ministérios desmoronados por um

vacilo nas redes sociais fizeram tudo premeditado. Na verdade, elas foram

vítimas de seus próprios pecados, da falta de domínio próprio, de não apertar o

botão stop no momento certo.

Penso que diversos eventos anteriores à queda poderiam ter sido evitados.

Lembro de uma garota que me procurou certo dia para contar uma fraqueza

que quase culminou no fim do seu casamento. Devido a um problema conjugal

e à falta de diálogo com o esposo, ela supria a “falta de carinho” postando fotos

suas nas redes sociais. As imagens refletiam sua carência e necessidade de

aprovação.

Não demorou muito para que um “amigo” começasse a assediá-la e ela foi

permitindo um elogio aqui, um bom dia e boa noite ali e quando menos

esperava, lá estava ela completamente envolvida pelo amigo virtual.

Aconselhei que colocasse um fim nesse caso e resolvesse com urgência o

problema com o seu esposo. Por pouco, aquele casamento não vai para as

estatísticas dos inúmeros casos de divórcios que ocorrem por infidelidade nas

redes sociais.

A pergunta que fica é: e se ela tivesse rejeitado a primeira mensagem do amigo

virtual? Ou melhor, e se ela não tivesse publicado aquelas fotos revelando a

sua vulnerabilidade no casamento? E se, ao invés de buscar aprovação nas

redes sociais ela tivesse investindo o seu tempo em oração para o Senhor

restaurar o seu casamento e em atitudes para se aproximar do seu marido?


Percebe como a queda é uma consequência de uma série de eventos

anteriores?

Como cristãos precisamos ficar atentos, porque o inimigo das nossas almas

conhece o nosso ponto de vulnerabilidade e certamente vai investir toda a sua

sagacidade para nos derrubar. “Portanto, aquele que pensa que está de pé

é melhor ter cuidado para não cair.” I Co. 10.12

Isso não significa que o cristão deve se distanciar das mídias, mas sim usá-la

com sabedoria e para a Glória de Deus. É importante lembrar que as redes

sociais podem ser um instrumento de bênção ou de maldição, vai depender de

como cada pessoa faz uso delas.

Questões a serem refletidas por


qualquer usuário das redes sociais:
 Quanto tempo do meu dia gasto olhando vídeos e mensagens em aplicativos

como o whatsapp? Elas são importantes? Precisam ser vistas naquele

momento ou posso dedicar um horário do meu dia só para ver as mensagens?

 Quando acesso as redes sociais, quanto tempo gasto olhando imagens, vídeos

e a vida do próximo? Será que realmente é necessário acessar a rede social a

cada 5 minutos ou melhor seria definir um horário do dia e um tempo máximo

de uso?

 Com qual finalidade tenho usado as redes sociais?


 Tenho glorificado a Deus com o que entra e sai do meu celular?

 As minhas postagens nas redes sociais têm transbordado a imagem e

semelhança do Criador ou revelam a minha vulnerabilidade e necessidade de

aprovação?

 Quando estou só, meu olhar é direcionado para conteúdos que preservam uma

vida santa e irrepreensível diante de Deus ou tenho me permitido experimentar

conteúdos que alimentam as obras da carne?

 E se ao invés de eu gastar a maior parte do meu tempo assistindo vídeos que

não edificam eu passe a criar vídeos com mensagens edificantes e enviar para

amigos?

 E se eu aproveitar o tempo livre para ouvir palestras que edificam minha vida

espiritual e me encorajam a prosseguir na caminhada com Cristo?

 E se o meu celular for usado como um instrumento para alcançar muitas vidas

para Jesus?

E para encerrar, lembre-se que todos estamos imersos na era da mídia. Novos

tempos e novos comportamentos precisam ser gerados em nós e através de

nós para que nossa vida espiritual seja preservada e possamos transbordar a

vida abundante do Senhor nas redes sociais e fora delas.

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas

boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” Mt.5:16
Como um cristão deve usar suas redes sociais? Esta é a pergunta de muita gente.
Na verdade este assunto deve ser discutido e ensinado nas comunidades cristãs. É
cada vez mais comum perceber um despreparo de muitos cristãos no uso de suas
redes sociais.

Alguns se mostram incapacitados de se posicionarem nas redes sociais de acordo


com as verdades fundamentais da fé cristã; enquanto outros simplesmente acabam
por envergonhar a Igreja de Cristo e trazer prejuízos ao Evangelho através da
internet.

O que são as redes sociais?


As redes sociais digitais são aplicações que operam através da internet e que tem
como finalidade conectar pessoas e organizações. A internet teve origem no século
passado e se desenvolveu muito a partir do início deste século.

Então foram nos últimos quinze anos que as principais redes sociais se propagaram
grandemente. Essa propagação ganhou ainda mais força com o crescimento das
tecnologias mobile. Hoje a maior parte dos acessos à internet é proveniente de
aparelhos portáteis como telefones, tablets e até relógios.

As principais redes sociais da atualidade são: Facebook, Twitter, Instagram, Youtube


e Linkedin. Também podem ser incluídas nesse grupo as aplicações de
comunicação instantânea, como o Whastaap.

As redes sociais proporcionam muitos benefícios. Através delas é possível criar


novas amizades; vencer as limitações de distância e interagir com pessoas que
estão longe; promover um intercâmbio cultural com pessoas de diferentes culturas
e nações; expandir relacionamentos profissionais; ter acesso a materiais de estudo;
divulgar instantaneamente uma determinada mensagem; etc.

Mas ao mesmo tempo em que as redes sociais permitem tantos benefícios, elas
também trazem vários perigos e malefícios. As redes sociais podem desencadear
problemas psicológicos e contribuir para quadros depressivos; podem promover
um isolamento social; podem criar uma percepção distorcida da realidade; podem
gerar relacionamentos superficiais; podem promover o relativismo dos
fundamentos éticos e morais; podem propagar o ódio e fomentar rivalidades e
discussões; etc.

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A Bíblia e as redes sociais


Obviamente a Bíblia não fala absolutamente nada sobre as redes sociais. Isto
porque as redes sociais fazem parte de um contexto moderno que surgiu com o
avanço da tecnologia.

Mas a contemporaneidade das redes sociais não significa que a não existam
diretrizes bíblicas que regulamentam seu uso. Teoricamente o principal objetivo das
redes sociais é possibilitar a construção, manutenção e ampliação de
relacionamentos interpessoais, e a Bíblia tem muito a dizer sobre relacionamentos.

A Palavra de Deus não deixa dúvida de que o homem foi criado para viver em
sociedade, ou seja, para construir relacionamentos sociais. Logo após criar Adão,
Deus declarou que não era bom que o homem vivesse só. Então Ele lhe preparou
uma auxiliadora. Isso mostra que o casamento/família foi a primeira esfera de
relacionamento social que aparece na Bíblia (Gênesis 2:18).
Deus também ordenou que a família humana crescesse. O primeiro casal recebeu a
ordem de se multiplicar e povoar a terra. Tão logo Deus expressou sua vontade
acerca de como o homem deveria se relacionar, tanto com Ele quanto com seu
próximo. Os Dez Mandamentos, por exemplo, apareceram como uma síntese clara
do padrão moral de Deus sobre isto.
Portanto, a mesma regulamentação bíblica acerca dos relacionamentos em geral
também se aplica aos relacionamentos virtuais. Por exemplo: o nono mandamento
proíbe o falso testemunho contra o próximo, e é claro que essa proibição também
se aplica ao que é dito nas redes sociais.
Como o cristão deve usar as redes sociais?
Com base em alguns princípios da Palavra de Deus, podemos destacar alguns
pontos que devem ser observados pelos cristãos no uso de suas redes sociais. Em
primeiro lugar, o cristão precisa saber que tudo o que ele faz deve ser feito para a
glória de Deus, inclusive seu uso das redes sociais. Todos os cristãos deveriam
refletir se Deus está sendo glorificado através de seu perfil e de suas interações nas
redes sociais.

Em segundo lugar, o cristão jamais deve deixar que as redes sociais prejudiquem
seu relacionamento com Deus. O pastor John Piper diz algo interessante sobre isso.
Ele fala que uma das maiores utilidades das redes sociais será provar no dia do
juízo que a falta de oração não era por falta de tempo.

Em terceiro lugar, diretamente ligado ao ponto anterior está também a necessidade


de controle no uso das redes sociais. Muita gente tem tido muitos prejuízos
emocionais, profissionais e até espirituais por causa da falta de temperança no uso
das redes sociais. Algumas pessoas não conseguem se desligar de suas redes
sociais nem mesmo na hora do culto!
Em quarto lugar, o cristão deve saber o compartilhar e o que não compartilhar. Sem
dúvida as redes sociais apresentam uma ótima oportunidade para
a evangelização através do compartilhamento do Evangelho. Mas também elas
fornecem muitas facilidades para divulgar aquilo que afronta a Palavra de Deus.
Muitos que se dizem cristãos postam e compartilham conteúdo imoral. Outros
escrevem e usam um linguajar estranho aos seguidores de Cristo. Eles falam
palavrões, discutem, amaldiçoam e compartilham conversas imorais. Mas eles se
esquecem de que Deus pedirá conta de toda palavra frívola que sai dos lábios do
homem e, neste contexto, dos teclados de computadores e smartphones (Mateus
12:34-36; cf. Efésios 4:29; 5:4).
Em quinto lugar, o cristão deve tomar cuidado para não expor sua privacidade e a
privacidade de sua família nas redes sociais. Especialistas da área de segurança da
informação advertem para os perigos de informar a estranhos aquilo que acontece
na intimidade de seu círculo familiar.

Em sexto lugar, o cristão deve ter sabedoria para saber se posicionar em


determinadas situações nas redes sociais. Ele deve estar ciente que nas redes
sociais ele está sujeito a críticas, provações e comentários desagradáveis.

No contexto evangélico, por exemplo, há muitas discussões acerca de certos


pontos teológicos. É triste ver a facilidade com que a ira toma conta de alguns
cristãos que se digladiam uns com os outros. É comum encontrar crentes que leram
apenas um pequeno artigo teológico, mas se acham doutores em teologia nas
redes sociais. O objetivo dessas pessoas geralmente não é mostrar a verdade da
Palavra de Deus, mas mostrar o quanto eles sabem mais do que os outros.

Recomendações finais sobre ética cristã e


redes sociais
A ética cristã sempre estará pautada nas Escrituras e buscará nelas os princípios que
norteiam a vida do homem em sociedade. Jesus diz que seus seguidores devem ser
sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13,14).
O apóstolo Pedro escreve que o cristão foi escolhido para anunciar as grandezas
daquele que chamou das trevas para sua maravilhosa luz (1 Pedro 2:9). O mesmo
apóstolo também indica que o cristão deve ser caracterizado por sua boa conduta
(1 Pedro 2:12).
Portanto, o cristão deve usar suas redes sociais de acordo com os limites
estabelecidos pela Palavra de Deus. Aqui também podemos recordar como
o apóstolo Paulo corrigiu o argumento dos cristãos de Corinto que alegavam poder
fazer tudo o que quisessem. Ele escreve: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem
todas as coisas convêm; todas as coisas me são permitidas, mas eu não me deixarei
dominar por nenhuma delas” (1 Coríntios 6:12).

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