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Relatório MRUV

O experimento de Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV) teve como objetivos determinar deslocamento, velocidade e aceleração de um móvel, utilizando um trilho de ar e diversos equipamentos. Os resultados foram obtidos através de medições de tempo e distância, permitindo a representação gráfica das variáveis em função do tempo e do tempo ao quadrado. A prática proporcionou uma compreensão prática dos conceitos teóricos e a resolução de problemas comuns em experimentos.
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Relatório MRUV

O experimento de Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV) teve como objetivos determinar deslocamento, velocidade e aceleração de um móvel, utilizando um trilho de ar e diversos equipamentos. Os resultados foram obtidos através de medições de tempo e distância, permitindo a representação gráfica das variáveis em função do tempo e do tempo ao quadrado. A prática proporcionou uma compreensão prática dos conceitos teóricos e a resolução de problemas comuns em experimentos.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

DISCIPLINA: EXPERIMENTOS DE FÍSICA

PRÁTICA 4: MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO

ALUNO: João Antonio Sousa Rodrigues

MATRÍCULA: 566485

PROFESSORA: Wânessa Façanha

Fortaleza, 23/07/2024
1. OBJETIVOS

- Determinar o deslocamento, a velocidade e a aceleração de um móvel com movimento


retilíneo uniformemente variado.
- Representar graficamente a posição, a velocidade e a aceleração em função do tempo de
um movimento retilíneo uniformemente variado.
- Representar graficamente a posição em função do tempo ao quadrado de um movimento
retilíneo uniformemente variado.

2. MATERIAL

- Trilho de ar com eletroímã;


- Cronômetro eletrônico digital;
- Unidade geradora de fluxo de ar;
- Carrinho com três pinos (pino preto, pino ferromagnético e um pino qualquer);
- Chave liga/desliga;
- Cabos;
- Fotossensor;
- Paquímetro;
- Calço de madeira;
- Fita métrica.

3. FUNDAMENTOS
O movimento retilíneo uniformemente variado, ou MRUV, é o que segue uma
trajetória retilínea e apresenta uma alteração uniforme no módulo de velocidade. É um
movimento com aceleração diferente de zero e constante – a velocidade do corpo aumenta
ou diminui de maneira uniforme ao longo do percurso. Considerando o atrito do
movimento desprezível, são válidas as seguintes equações:

x = x0 + v0 * t + (at2/2)

v= v0 + a.t

v2 = v0 + 2a * (x-x0)

4. PROCEDIMENTOS

4.1 MONTAGEM DO EQUIPAMENTO

Na bancada estavam todos os materiais necessários à realização do experimento (citados


no ponto 2), entretanto, o circuito não estava totalmente conectado e funcional. Desse modo,
seguindo o fluxograma 3.1.1, conectamos os cabos ao cronômetro e na chave liga-desliga, para
então conectar-los à unidade geradora de ar.
4.1.1 Fluxograma de Montagem

5. VERIFICAR O NÍVEL DO TRILHO DE AR

Para que haja movimento, é necessário que haja uma leve inclinação no trilho de ar e, para
isso, coloca-se um calço de madeira no pé de apoio onde se localizar o ponto de partida do
“carrinho”. Como o trilho de ar deixou de ser uma reta para se tornar um triângulo retângulo, é
preciso calcular seu ângulo de inclinação considerando a espessura da madeira como cateto oposto
e a distância entre os pés de apoio do trilho de ar como cateto adjacente, calculou-se o ângulo de
inclinção como a tangente do triângulo.
Cateto oposto = 1,25 cm
Cateto adjacente = 176 cm
Tg = cateto oposto / cateto adjacente
Tg = 1,250 cm / 176 cm
Tg = 0,071, ou, 0,402° de inclinação.

6. REALIZAR TESTES DE PRECISÃO E FUNCIONAMENTO DO CIRCUITO

Com o circuito inteiramente montado, é interessante que se realizem testes para que a
equipe entenda o funcionamento dos equipamentos e elabore, caso necessário, estratégias para se
adpatar à possíveis imprevistos e a funcionalidade em si do sistema. No meu caso, verificamos que
o mecanismo responsável por manter o “carrinho” na posição incial não funcionava e que a chave
liga-desliga estava invertida, ou seja, o cronômetro só iniciava a contagem quando viravamos a
chave para o lado “desliga’. Contornamos isso da seguinte maneira: um dos membros segurava o
“carrinho” na posição inicial e soltava ele ao mesmo tempo que virava a chave para o lado “desliga”,
desse jeito, o sistema funcionava conforme esperado.
Posteriormente, testamos os níveis da caixa de vento para ver qual que melhor fazia o
“carrinho” deslizar, sendo esse, o nível máximo de força.

7. REALIZAÇÃO DO EXPERIMENTO E ANOTAÇÃO DOS RESULTADOS


OBTIDOS
O experimento consiste em cronometrar quanto tempo o “carrinho” leva para percorrer
uma distância x, estabelecida usando uma fita métrica a partir do seu centro de massa. Para isso,
liberamos o “carrinho”, acionando automaticamente o cronômetro, que parava a contagem assim
que o objeto cruzava o fotosensor. Realizou-se três medições por distância, cujos resultados obtidos
estão representados na tabela abaixo:

N° x (cm) Medidas Média Quadrado de t V = 2x/t (cm/s) a= 2x/t2 (cm/s2)


de t (s) de t (s)
(s2)
1 10 cm 2,043 2,016 4,064 9,920 cm/s 4,921 cm/s2
1,992
2,013
2 20 cm 2,985 2,924 8,550 13,680 cm/s 4,678 cm/s2
2,885
2,903
3 30 cm 3,811 3,808 14,500 15,756 cm/s 4,138 cm/s2
3,823
3,792
4 50 cm 4,472 4,668 19,963 21,422 cm/s 5,009 cm/s2
4,753
4,775
5 70 cm 5,620 5,601 31,371 24,995 cm/s 4,462 cm/s2
5,563
5,622
6 90 cm 6,372 6,421 41,229 28,033 cm/s 6,421 cm/s2
6,402
6,489
7 110 cm 7,254 7,252 52,591 30,336 cm/s 7,252 cm/s2
7,206
7,296
8 150 cm 8,236 8,216 67,502 36,514 cm/s 8,216 cm/s2
8,204
8,209
8. QUESTIONÁRIO

1- Trace o gráfico da posição em função do tempo com os dados obtidos da Tabela do ponto
7. Inclua no gráfico o ponto t = 0, x = 0. Trace o Fit da curva.
Y= 0,956x – 0,2348
R2= 0,9489

2- O que representa o coeficiente angular do gráfico “x contra t”?

R= Representa a velocidade do objeto.

3- Trace o gráfico da posição em função do tempo ao quadrado com os dados obtidos da


Tabela do ponto 7. Inclua no gráfico o ponto t2= 0, x = 0. Trace o Fit da curva.

Y= 8,297x – 14,844
R2= 0,9568

4- O que representa o coeficiente angular do gráfico x contra t2?

R= Representa a aceleração do objeto.


5- Trace o gráfico da velocidade instantânea em função do tempo com os dados da Tabela
7. Tenha em mente que as velocidades (v = 2x/t) na é a velocidade instantânea ao fim de cada
intervalo de tempo. Inclua no gráfico o ponto t = 0, v = 0. Trace o Fit da curva.

Y= 0,956x – 0,2348
R2= 0,9849

6- Utilizando o tempo médio para o deslocamento de 150 cm, determine a velocidade média
do movimento total.

V= Delta do Espaço / Delta do Tempo


V= 150 / 8,216
V= 18,257 cm/s

7- Trace o gráfico da aceleração em função do tempo, para os dados obtidos da Tabela 7.


Observe que a aceleração (a = 2x/t2 ) calculada é, na verdade, a aceleração média desde o
instante inicial até o fim de cada intervalo de tempo considerado. Para traçar o gráfico da
aceleração em função do tempo considere apenas um ponto para cada aceleração. Considere
que a aceleração foi medida no final de cada intervalo de tempo. Trace no gráfico uma reta
horizontal indicando a aceleração média (não é o Fit dos pontos experimentais).

8- Determine a aceleração pelo gráfico x contra t2 . Nesta questão o aluno deve indicar a
equação obtida com o ajuste da curva (Fit) que pode ser obtido do aplicativo que usou para
fazer o gráfico.

Como a equação da reta já está ajustada, é válida a equação: V= C+ Dt2, logo, a aceleração será
equilvalente ao dobro do coeficiente angular:

a= 2D
a= 2 * 8,297
a= 16,594 cm/s2
9- Determine a aceleração pelo gráfico v contra t. Nesta questão o aluno deve indicar a
equação obtida com o ajuste da curva (Fit) que pode ser obtido do aplicativo que usou para
fazer o gráfico.

R= Nessa equação ajustada, o coeficiente angular equivale a aceleração do sistema e, como a


equação da reta fornecida já está ajustada:

V= C + Dt,
V= 0,956x -0,2308, desse modo:
a= 0,956 cm/s2

10- A aceleração de um corpo descendo um plano inclinado sem atrito é a = g sen. Compare
o valor teórico da aceleração com o valor obtido experimentalmente. Comente os resultados.

x= 0,402° a= g * sen (x)


sen (x) = a= 9,78 * 0,0070
sen (0,402°) = 0,0070 a= 0,068 cm/s2

9. CONCLUSÃO

A aula prática sobre Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV)


proporcionou uma compreensão concreta dos conceitos teóricos através da utilização de um
trilho de ar e um eletroímã. O experimento permitiu a visualização precisa do movimento, além
de despertar nosso lado “engenheiro” à medida que montávamos o circuito do trilho de ar
(conectando os cabos e realizando testes na chave liga-desliga) e resolvíamos imprevistos
comuns a qualquer projeto, como o cronômetro que, por um motivo misterioso, não funcionava
de jeito nenhum, até descobrirmos que ele não estava conectado à rede elétrica.
O sentimento de superar essas pequenas adversidades e realizar o experimento por
nossa conta e risco traz uma sensação de dever cumprido diferente de tudo que já senti, no
entanto, pode ser resumida em uma só palavra: satisfação.
Por outro lado, pudemos ver de perto como cada mínimo detalhe influencia no
movimento de um corpo, como a inclinação, por exemplo. Além disso, podemos ter um contato
direto com a fabricação de gráficos e novos conhecimentos acerca de suas propriedades.
Em suma, o experimento de física abordando MRUV foi, sem dúvida, o meu favorito
até então. Não só pela ampla diversidade de conhecimentos, mas pela aula em si.

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