A ILHA DO IGORONHON
A Ilha do Igoronhon está localizada no extremo oriental do Delta do Rio
Parnaíba, é um testemunho da interação entre o ser humano e o ambiente A
ilha abrigou uma das maiores salinas do Nordeste, especialmente entre as
décadas de 1960 e 1980, e ainda conserva vestígios dessa atividade, e da
atividade portuária que marcaram esse período. A atividade salineira foi o eixo
central das transformações ocorridas na ilha, impulsionando a construção de
infraestrutura e a reorganização do espaço. Embora a produção tenha sido
interrompida no início da década de 1990, os vestígios dessa atividade ainda
estão presentes, materializados em estruturas abandonadas, memórias
coletivas e na própria relação dos antigos salineiros com o ambiente que um
dia sustentou suas vidas.
A salineira da Ilha do Igoronhon não é apenas um espaço de produção
econômica, mas também um território de memória, resistência e identidade
cultural. O sal, extraído de forma manual por meio da evaporação da água do
mar em tanques de barro e argila, representa a articulação entre o
conhecimento ancestral e a adaptação às condições naturais locais. Este
saber-fazer tradicional guarda semelhanças com práticas de origem africana e
indígena, refletindo o sincretismo cultural da região.
Além do seu valor econômico, a salineira funciona como espaço de
sociabilidade, transmissão oral de saberes e reafirmação da identidade local.
Seu estudo permite compreender não apenas dinâmicas produtivas
tradicionais, mas também a relação entre o ser humano e o ambiente, além das
estratégias de resistência cultural frente à modernização excludente.
A salineira da Ilha do Igornho, portanto, deve ser reconhecida como patrimônio
cultural vivo desta região, símbolo da resiliência de um povo e de seu modo de
vida tradicional frente às transformações sociais e econômicas.
FOTOGRAFIAS ANTIGAS
A fotografia serve como disparador de lembranças e conversas, especialmente
quando apresentada a pessoas que viveram a época retratada. Ao entrevistar
os donos ou familiares sobre a imagem, podem surgir relatos como:
· Onde e quando a foto foi tirada;
· Como era o relacionamento do casal;
· O contexto social e cultural da época;
· Tradições de namoro, casamento, vestuário e comportamento.
Esses relatos, mesmo subjetivos, formam um registro oral da história afetiva,
social e cultural de uma geração.
Emoldurada em sépia ou preto e branco, a fotografia antiga de um casal
repousa silenciosa sobre a estante da sala ou esquecida em uma caixa de
papelão. À primeira vista, pode parecer apenas uma imagem estática – duas
pessoas em trajes formais, lado a lado, com olhares sérios e postura ereta.
Mas ao ser resgatada do fundo da gaveta e mostrada a um familiar, ela ganha
voz.
Cada fotografia carrega em si um tempo congelado. E quando evocada pela
memória oral, torna-se passagem para histórias que não estão escritas nos
livros. Quem eram essas pessoas? Como se conheceram? O que enfrentaram
juntos? A imagem, antes muda, começa a falar através das palavras de quem
viveu, ouviu ou herdou suas lembranças. É nesse instante que ela deixa de ser
apenas um retrato e se transforma em testemunho – um elo entre o passado e
o presente.
As roupas, os gestos, o cenário ao fundo, tudo fala sobre a cultura, os valores e
as relações sociais de uma época. Ao relatar a história por trás da foto,
resgatamos tradições esquecidas, formas de amar, de resistir, de construir
famílias. A memória oral se ativa, trazendo à tona sentimentos, afetos e
experiências que formam a história íntima de uma família, mas que também
dialogam com a história maior da sociedade.
Essas fotografias se tornam, assim, espaços de memória. Mais do que
registros visuais, são marcos simbólicos que guardam vivências, identidades e
afetos. Preservar e escutar as histórias dessas imagens é dar voz ao que
parecia calado, é manter vivos os fios da memória que tecem nossa herança
cultural.
Emoldurada em sépia ou preto e branco, a fotografia antiga de um casal
repousa silenciosa sobre a estante da sala ou esquecida em uma caixa de
papelão. À primeira vista, pode parecer apenas uma imagem estática – duas
pessoas em trajes formais, lado a lado, com olhares sérios e postura ereta.
Mas ao ser resgatada do fundo da gaveta e mostrada a um familiar, ela ganha
voz.
Cada fotografia carrega em si um tempo congelado. E quando evocada pela
memória oral, torna-se passagem para histórias que não estão escritas nos
livros. Quem eram essas pessoas? Como se conheceram? O que enfrentaram
juntos? A imagem, antes muda, começa a falar através das palavras de quem
viveu, ouviu ou herdou suas lembranças. É nesse instante que ela deixa de ser
apenas um retrato e se transforma em testemunho – um elo entre o passado e
o presente.
As roupas, os gestos, o cenário ao fundo, tudo fala sobre a cultura, os valores e
as relações sociais de uma época. Ao relatar a história por trás da foto,
resgatamos tradições esquecidas, formas de amar, de resistir, de construir
famílias. A memória oral se ativa, trazendo à tona sentimentos, afetos e
experiências que formam a história íntima de uma família, mas que também
dialogam com a história maior da sociedade.
Essas fotografias se tornam, assim, espaços de memória. Mais do que
registros visuais, são marcos simbólicos que guardam vivências, identidades e
afetos. Preservar e escutar as histórias dessas imagens é dar voz ao que
parecia calado, é manter vivos os fios da memória que tecem nossa herança
cultural.