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PPR e PT

A Prótese Parcial Removível (PPR) é um dispositivo protético que substitui dentes ausentes, podendo ser dentosuportada ou dentomucossuportada. Ela é composta por várias partes, incluindo conectores, grampos e sela, e tem indicações específicas para reabilitação dental. O sucesso da PPR depende de um planejamento cuidadoso, controle de higiene e avaliação clínica adequada.

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PPR e PT

A Prótese Parcial Removível (PPR) é um dispositivo protético que substitui dentes ausentes, podendo ser dentosuportada ou dentomucossuportada. Ela é composta por várias partes, incluindo conectores, grampos e sela, e tem indicações específicas para reabilitação dental. O sucesso da PPR depende de um planejamento cuidadoso, controle de higiene e avaliação clínica adequada.

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odontologia

ppr / pt

@resumosemdupla
Prótese parcial removível (PPR)
É um parelho protético dentosuportada e/ou dentomucosuportada Ou seja, um grampo vai reter a prótese quando receber estimulo
destinada a substituir um ou mais dentes ausentes, podendo ser cervico-oclusal, o outro dá suporte para o grampo de retenção
removida da boca – todescan que definiu. fazer sua função.
É uma peça protética destinada a reabilitar arcos parcialmente
desdentados, devolvendo as funções de estética, fonética e
conforto.
Dentossuportada: apoiada sobre os dentes - o dente artificial
recebe a força mastigatória, essa força mastigatória é passada
para infraestrutura através dos apoios, os apoios passam isso
para os dentes e o ligamento periodontal amortece e distribui para
o osso alveolar.
Dentomucossuportada: apoiada no dente e mucosa – em casos
de espaços maiores entre os dentes, tem a mucosa que recebe
essa carga, e essa carga é transmitida para o osso alveolar. Apoios (A), grampos de retenção (B), grampos de oposição (C),
conector maior (D), sela e dentes artificiais (E) e conectores
Uma das desvantagens é que quando mal confeccionada menores (F).
pode aumentar o estímulo de reabsorção óssea, pois o
impacto dentomucossuportada vai ser mais forte, e a Indicações
mucosa recebe essa força de forma incorreta e estimula a
 Extremidade livres uni ou bilaterais;
reabsorção óssea nessa região.
 Grandes espaços protéticos;
Parte constituinte de uma PPR  Como meio de ferulização ou contenção de dentes com
mobilidade (durante e após o tratamento periodontal);
1. Conector maior;  Região anterior com reabsorção óssea extensa;
2. Conector menor;  Como prótese temporária/reabilitação complexas;
3. Sela metálica;  Espaço protético múltiplos;
4. Apoio;  Espaço protético grande – inviabiliza o uso de prótese fixa;
5. Grampo de retenção e oposição;  Ausência dentaria de um lado;
6. Base acrílica e os dentes de resina.
Obs.: ferulização é quando une os dentes para eles não se
Conector maior: conecta todas as estruturas da PPR, com movimentarem.
exceção do grampo e apoio. E também é responsável por distribuir
toda a força recebida pela infraestrutura para arcada – ou seja, Podem haver dúvidas quando se tratar de um aparelho de suporte
ele recebe todas as forças e dissipa. unicamente via dental, porém a falta de pilar posterior decidirá o
impasse.
Conector menor: conectar o grampo de retenção e oposição, e
apoio ao conector maior. Poligono de roy

Sela metálica: aloja os dentes artificiais e a resina acrílica, e vai Indica a utilização de pilares situados nos planos do arco dental para
restabelecer o periodonto. – mimetizar. compor a prótese em questão e reduzir o efeito da mobilidade
indesejada através da estabilização da prótese proporcionada por
Apoio: vai fazer com que a prótese fica apoiada sobre os dentes, esta união.
função de receber a força oclusal e distribuir para os dentes
pilares. Ou seja, quando for confeccionar uma PPR, deve pensar em uma
forma de estabilizar o que chamamos de linha de fulcro – que nada
Grampo de retenção: evita o movimento cervico-oclusal. mais é do que forças rotacionais. Então o poligno de roy ele vai
impedir essas foças rotacionais, onde estabiliza a prótese pegando
Grampo de oposição: dá suporte e estabilidade ao grampo de
os dentes posteriores dos dois lados e anterior, formando assim
retenção. uma área onde evita qualquer tipo de rotação da prótese.
Arco dental encurtado Princípios fundamentais das PPR´s

Presença de dez dentes sendo 6 anteriores e 4 pré-molares em 95% dos CD e técnicos negligenciam os princípios básicos e
cada arco são capazes de manter a estética e função mastigatória. fundamentais das PPR’s
3 a 5 pares de dentes antagonistas posteriores.  Suporte;
 Retenção;
Quando se tem ausência de molares não necessariamente precisa
repor os molares, dá para trabalhar em arco reduzido – termo  Estabilidade;
que se dá quando se tem do segundo pré-molar para frente,  Reciprocidade;
conseguindo manter uma estabilidade oclusal tanto de dimensão  Passividade;
quanto de função.  Conforto;

Obs.: em casos de distribuição pontiforme (distribuição em um Insucesso


ponto só), esse único dente vai servir para estabilizar a PPR.
Grampo sem apoio destrói a gengiva - a força oclusal não vai ser
Mesmo que tenha um dente só, é melhor que usar uma prótese
corretamente direcionada sobre os dentes pilares podendo causar
total.
uma reabsorção óssea. Uma PPR sem apoio vai ser igual uma
Quando quiser melhorar a prótese provisória.
fixação da prótese tem
A prótese flex por ser flexível quando
como alternativa a
a pessoa morde a força não tem
colocação de implantes
suporte, com isso acaba que os dentes
dentários com um o’ring. É
pilares recebe uma carga excessiva,
um componente protético
gerando um fulcro de força na região
que se instala no implante
cervical perdendo estrutura dentaria,
e tem uma esfera que se encaixa na prótese. Basicamente é um
pode gerar também inflamação por
dispositivo que coloca sobre o implante para aumentar a fixação
comprimir a mucosa.
da prótese. Funciona como se fosse um botão .
Ausência de nichos – os apoios vão ficar sobre os dentes, com
Desvantagens
isso o paciente não vai ocluir normalmente, vai morder em cima
 Conforto/comodidade; nos metais. É necessário ter um lugar para alojar os apoios, e os
 Alteração ecológica da cavidade oral; apoios são pensados, não podem ser colocados em qualquer lugar.
 Grampos anti-estético; Posicionamento incorreto do conector maior – tem que ter um
 Reabsorção óssea – quando mal confeccionada; espaço da margem gengival dos dentes, quando não respeitado
 Higiene complicada. esse espaço, agredi o periodonto gerando reabsorções.
As próteses não planejadas, em médio e longo prazo terá fracasso Pré-requisitos
com acúmulo de biofilme, cáries, perdas dentárias, problemas
periodontais, mal hálito, retração gengival, perda estética. As 1. Adequação do meio
pessoas colocam a PPR e não voltam ao consultório para o controle 2. Planejamento
de higienização e funcionamento. 3. Avaliação dentes remanescentes – cirurgia,
periodontia, endodontia, dentística, PPF.
Fatores para o sucesso
Classificação dos edentados parciais
Controle posterior;
Paciente
Higiene oral eficiente;  Finalidade didática;
Manuseio correto;  Comunicação entre profissionais/ profissionais /
Técnico técnicos;
Confecção adequada;  Sistematização do desenho e do tratamento.
Tipos de classificações
Orientação correta ao laboratório;
Planejamento adequado; Profissional
Via de transmissão das cargas mastigatórias ao tecido
Conhecimento cientifico; ósseo “ Classificação funcional”
Diagnóstico/ plano de tratamento;
Prótese dentossuportada: recebe uma força oclusal, essa
força é distribuída para os dentes pilares, os pilares recebem a
força junto com as estruturar da PPR e distribui para a arcada.
Prótese dentomucossuportada: não só os dentes pilares
recebem a força, mas a mucosa também e distribui para toda
arcada.
Prótese mucossuportada: a prótese é suportada pela mucosa.

Prótese dentossuportada e dentomucossuportada são para PPR e


prótese mucossuportada é PT. CLASSES: algarismos romanos: I, II, III e IV

Classificação de Kennedy MODIFICAÇÕES: algarismos arábicos 1,2,3,4, etc.


A parte mais posterior que é usada para a classificação. A
Baseada na posição dos espaços edentados em relação aos dentes
modificação é por quantidade de espaços e não por falta de dente
remanescentes no arco, “classificação topográfica”
A classe IV é a única que não tem modificação.
Essa classificação vai do pior prognóstico para o melhor
Regras de Applegate
prognóstico.
Classe I – Desdentado posterior bilateral 1. Deve-se classificar, para planejamento, após a execução dos
preparos bucais;
2. A região do 3º Molar não deve ser considerada na
classificação quando for utilizada na prótese;
3. O 2ª molar, quando ausente e não necessário de reposição
protética também não é considerado na classificação;
4. A classe é sempre determinada pelas regiões desdentadas
posteriores;
5. As regiões desdentadas adicionais determinam as
modificações e são designadas pelos números 1,2, etc..
Classe II – Desdentado posterior unilateral
6. O número de modificações depende exclusivamente do
número de regiões desdentadas adicionais;
7. A classe IV não permite modificações.
Princípios básicos de oclusão

DV (dimensão vertical) é dentaria – máxima intercuspidação.


DVR (dimensão vertical de repouso) posição relaxada, em repouso,
é esquelética – relação cêntrica.
Classe III – Desdentado posterior intercalar
Entre elas dimensões tem um espaço EFL – espaço funcional livre.
Overjete (sobreposição horizontal)
Orvebite (sobreposição vertical)
Nossa oclusão é 2/1, ou seja, sempre dois dentes tocando um, com
exceção do inciso central inferior que só toca no incisivo central
superior, e do terceiro molar superior que só toca no terceiro
molar inferior.
Classe IV – Desdentado anterior intercalar
(envolvendo linha média) Condição fundamental para se indicar uma PPR

 Criteriosa analise dos fatores biológicos;


 Criterioso analise dos fatores mecânicos;
 Criterioso exame clinico e radiográfico.
Sequência clínica PPR Exame clínico intra-oral (tecidos moles)

1. Exame clínico; Lábio


2. Moldagem preliminar (conhecido também como moldagem de
estudo) - com esse modelo em mãos consegue planejar a PPR. Verificar se tem alguma lesão, como por exemplo úlcera
Pode ser feito com alginato. traumática; queiilite angular (intimamente ligado a perda de
3. Análise do modelo/delineamento; dimensão vertical- DVO).
4. Preparo dentes (confecção de nichos); Tratamento: encaminhamento, aconselhamento, recuperação de
5. Moldagem de trabalho (silicone de condensação). DVO.
Exame do paciente Mucosa jugal
 Anamnese Verificar se tem alguma alteração/lesão, como por exemplo a linha
 Exame físico alba.
 -Exame clínico extra-oral.
Palato
 -Exame clínico intra-oral.
 Exame radiográfico (para complementar o exame clinico); Pode ter alguma alteração, como por exemplo o tórus
 Exame de modelos; palatino, hiperplasia, candidose, freio lingual se for muito forte
Ficha clínica pode atrapalhar o planejamento.

Indica tudo o que se refere à memorização dos sintomas da Tratamento: cirurgia; remoção do agente etiológico;
doença, desde suas manifestações prodrômicas até o momento do medicamento.
exame. Língua
Na fixa clínica temos:
Verificar se tem alguma alteração/lesão, como por exemplo
 História medica; macroglossia, língua presa.
 História odontológica; Exame clínico intra-oral (tecidos duros)
 Tem dor na face ou na cabeça;
 Porque procurou o tratamento. Dente
Identificação. A inclinação dos dentes pode alterar todo o planejamento. O
Motivo da consulta. formato do dente também pode influenciar.
Histórico geral.
Exame clinico. Tratamento: ortodontia, ameloplastia, restauração com resina
Exame radiográfico. composta, coroas protéticas.
Plano de tratamento.
Espessura de esmalte
Tipos de pacientes: receptivo, histérico, cético, indiferente. Cervical 0,3 mm
Terço médio 0,5mm a 0,8mm
Terço incisal 1,2mm a 1,5mm
Exame clínico

É o conjunto de procedimentos sistemáticos com os quais o CD,


utilizando metodologia racional, procura obter do paciente todas as Número e distribuição
informações necessárias e fundamentais para elaboração de um
 Pontiforme: apenas um dente.
diagnóstico e prognóstico do caso clínico.
 Linear: dois dentes.
Exame clínico extra-oral  Em superfície

 Alterações na face;
 Palpação muscular;
 Linha de sorriso;
 Forma da face.
Eminência articular grande – raízes grandes
Eminência articula pequena – raízes pequenas

Interferência oclusa o paciente vai ocluir e ter algum desvio, um


pontiforme Linear bilateral contato prematuro, dentre outros. O tratamento pode ser: ajuste
oclusal por desgaste seletivo; ajuste oclusal por ortodontia;
efetivação de guias com resina composta.
Exame clínico intra-oral (rebordo alveolar)

Volume
Analisar se o volume é normal, volumoso ou reabsorvido.
Linear unilateral Superfície
Forma

Obs.: sempre avaliar a integridades dos dentes. Se a forma é afilado, vertentes paralelas, retentivo – o paralelo
é melhor.
Sondagem
Exame clínico intra-oral (fluxo salivar)
Analisar a profundidade de sulco máximo = 3mm; analisar se tem
mobilidade dental e qual o grau de mobilidade; observar se tem bolsa Qualidade e quantidade
periodontal, hiperplasia gengival.  Xerostomia;
Exame clínico intra-oral (oclusal)  Viscosidade;
 Maior atividade cariogênica.
Determinar a MH e RC, é importante saber dessas medidas que
através delas é possível reestabelecer melhor a funcionalidade do Exame radiográfico
paciente.
Deve-se realizado para confirmar suspeitas clínicas. É um exame
 Presença de dor e disfunção; complementar – nunca deve substituir o exame clinico.
 Perda de DVO;
 Áreas de infecção ou lesões;
 Ausência de contenção posterior;
 Desgastes de dentes;  Dentes inclusos, lesões intra-ósseas;
 Restaurações inadequadas;  Suporte ósseo: relação coroa/raiz 1:1.
 Oclusão instável. Objetivos:
Nós temos em oclusão uma funcionalidade muito importante que é  Localizar áreas de infecção ou lesões;
chamado de oclusão mutuamente protegida, onde que os próprios  Detectar presença de: raízes residuais, corpos estranhos e
dentes se protegem das forças que eles recebem. Os dentes formações irregulares do rebordo;
anteriores são responsáveis por receber os impactos/forças no  Presença de cárie.
sentido horizontal (incisão, rasgar), já nos dentes posteriores eles
tem a função de receber os impactos verticais. Por isso quando Depois de todos esses exames, realiza a moldagem do paciente
tem perda da contenção posterior (perdeu todos os dentes com alginato, faz os modelos de estudos com os modelos
posteriores) começa a mastigar com os dentes anteriores, e confecciona o planejamento através do delineamento.
acontece a síndrome do roedor – os dentes inferiores começam
a subir.
Outra coisa que pode acontecer também com perda de contenção
posterior/perda de DVO é a abertura em leque - vai perdendo a
contenção posterior, os dentes anteriores vão recebendo o
impacto mastigatório e começam a abrir como se fosse um leque.
.
Delineador
Aparelho essencial para diagnóstico, planejamento e execução das Direção em que a prótese se desloca desde sua posição final de
modificações que devem ser efetuadas nas superfícies axiais dos repouso até o momento que deixa de tocar os dentes suportes -
dentes pilares, para que a prótese parcial removível integre-se a deslocamento da prótese desde seu total assentamento até toda
esses elementos. sua falta de contato com os constituintes da PPR.
Importância: permite o estudo e O eixo de inserção e remoção são idênticos, porém,
o planejamento (desenho) da em sentidos opostos.
prótese, promovendo retenção,
estabilidade, suporte e estética. O eixo de inserção e remoção é uma trajetória única de inserção
e remoção determinada pelos planos guias.
Ou seja, permite através do modelo
de estudo, analisar a cavidade bucal Eixo de inserção é a direção com que a prótese se encaixa e o eixo
do paciente e com isso determinar o eixo de inserção, equador de remoção é o mesmo eixo só que oposto. Para que isso aconteça
protético, posição de cada grampo, do apoio. é preciso que as paredes axiais (geralmente proximais) dos dentes
pilares que estejam voltadas para os espaços protéticos sejam
Objetivos paralelas, e tenham um único eixo de inserção e de remoção.
Imagina isso em uma classe III de kennedy – dente e perda, dente
 Determinar adequado eixo de inserção e remoção (através e perda.. e todas as fases proximais dos dentes pilares que estão
dos planos guias); voltadas tem que ficar paralelas e para isso acontecer é preciso
 Traçar a linha do equador protético para verificar o desgastar (primeiro no modelo), porque se não desgastar irá
posicionamento dos constituintes da PPR - é a área mais trazer prejuízo ao periodonto. E o nome disso se chama plano guia
convexa desse dente depois que ele está delineado; Todas as faces proximais dos dentes pilares (que estão voltadas
 Analisar o contorno dos tecidos moles para prevenir a ao espaço protético), precisam ser paralelas.
ocorrência de lesões;
 Determinar áreas retentivas dos dentes pilares – o grampo Planos guia
de ação atua em uma área retentiva.
Duas ou mais áreas planas – preparadas diretamente nas
Plano guia: são desgastes executados em superfícies axiais superfícies axiais dos dentes pilares – paralelas entre si e com
(proximais) dos dentes pilares. Desde que essa superfície esteja direcionamento ocluso – gengival
voltada para o espaço protético. idêntico ao selecionado para a
direção de inserção da PPR. São
A PPR requer um eixo único de inserção e remoção por isso as
responsáveis pelo eixo de inserção e
paredes devem ser paralelas.
remoção.
Os dentes pilares são todos aqueles dentes voltados para o espaço
Plano guia nada mais é que uma ou
protético. Neles que nós iremos colocar os grampos, todos os
mais áreas planas que vai
dentes voltados para o espaço protético recebem apoio e/ou
determinar a inserção de PPR. Onde que, nós utilizamos como plano
grampo.
guia as faces proximais dos dentes pilares.
Eixo de inserção
1° passo na confecção de uma PPR
Direção em que a prótese se desloca, desde o primeiro contato de
Modelo de estudo: primeiro temos que ter um modelo de estudo
suas partes com os dentes pilares até a posição final de repouso,
bem moldado e bem vazado, além disso precisa ter uma base pois
com os apoios assentados e a base da prótese em contato com
esse modelo vai encaixar sobre a base platina do delineador. Em
os tecidos - ou seja, é o direcionamento de inserção da prótese,
seguida iremos utilizar o modelo de estudo no delineador.
que vai ser do ponto em que as partes constituintes da PPR tocam
os dentes pilares até a sua total adaptação. Partes constituintes
Eixo de remoção 1. Delineador propriamente dito;
2. Platina ou mesa reclinável;
3. Acessórios;
Delineador propriamente dito 3. Identificação de interferências ósseas, mucosas ou dentarias
– mapeamento preciso dos preparos a serem executados
 Base circular ou plataforma (1); 3
nos dentes;
 Haste vertical fixa (2); 4. Planejamento de acordo com a estética.
 Haste horizontal móvel (3) 4
 Haste vertical móvel (4); 2 Para a determinação do eixo de inserção e remoção da PPR temos
 Mandril (5). 5 que fazer o delineamento e mapeamento desses dentes que vão
servir de pilares para poder fazer o seu preparo, confeccionamos
esse preparo no modelo de estudo e depois transformamos esse
preparo em boca através de casquete de transferência.
1 Obs.: dentes pilares são dentes vizinhos aos espaços protéticos.
Platina ou mesa reclinável Determinação dos planos guias – inicialmente, coloca a
superfície oclusal toda paralela ao solo, ou seja, imagina o plano
 Base da platina;
oclusal do modelo e coloca ele paralelo ao solo. É utilizado a ponta
 Mesa porta-modelo;
faca adaptada nas interproximais dos dentes pilares e através de
 Garras fixadoras;
uma movimentação antero-posterior irá buscar o máximo de
 Parafusos das garras;
paralelismo entre os espaços protéticos.
 Junta universal;
 Trava da junta universal. Se tiver paralelismo já pula para próxima etapa, se não tiver
continua movimentando no sentindo antero-posterior para
Acessórios conseguir um paralelismo melhor.
 Ponta analisadora; Com isso iremos determinar o eixo de inserção que é dado segundo
 Faca de corte na extremidade; o paralelismo das faces interproximas desses dentes
 Faca de corta lateral; (direcionamento onde a prótese vai entrar).
 Discos calibradores;
 Discos calibradores modificados;
 Calha – grafite (riscar o equador
protético);
 Braçadeira-utilizada para fazer
os planos guia. Neste eixo de inserção o Pequeno desgaste no
desgaste na mesial do esmalte dos pilares é
Obs.: a lâmina faca é utilizada para ver o paralelismo. molar será muito grande. preferível.
A braçadeira é adaptada a haste vertical móvel junto com a ponta O delineamento permite distribuir os desgastes em ambos os
reta, com isso tem um paralelismo que é possível fazer o desgaste pilares sem sobrecarregar somente um elemento.
do dente.
Métodos para determinar a trajetória de inserção
Eixo de inserção - posicionamento
Existe 3 métodos: ideal, quando lâmina faca ela toca
o terço médio e incisal todo.
 Método de Roach;
 Método das bissetrizes;
 Método seletivo de Applegate ou das tentavas. Determinar áreas de retenção: temos dois tipos equador, o
Método seletivo equador anatômico e o equador protético.

Através desse método determinamos o plano guia para inserir a Equador anatômico
PPR. Determinação do eixo de inserção e remoção da PPR.
É uma linha equatorial traçada na área axial de maior convexidade
1. Determinação dos planos guias; de um dente isolado e em posição vertical. Ele determina as áreas
2. Determinação de áreas equivalentes; retentivas e expulsivas um dente solto, sendo que essas áreas são
dadas pelas bossas.
Ou seja, traçar uma linha ao redor de um dente solto, a área de a área de retenção. Durante movimentos mastigatórios a prótese
maior elevação é que vai determinar uma linha equatorial, abaixo sofre ação no sentido cervico-oclusal, só que ela não sai devido aos
dessa linha é área de retenção e acima é área expulsiva. grampos de retenção que vão reter ela, ela só vai sair quando fizer
movimento ou força maior que sua força de retenção.
Áreas retentivas: são áreas presentes nos dentes pilares, nas
quais a ponta do grampo de retenção vai estar localizada,
proporcionando resistência ao descolamento da prótese no sentido
Área cérvico-equatorial cérvico-oclusal
Convergência apical
Retentiva Discos calibradores: 0,25mm – 0,5mm – 0,75mm, onde
Área ocluso-equatorial 0,25mm é utilizado para ligas de cobalto cromo, 0,5mm ligas de
Convergência oclusal ouro e 0,75mm para prótese que utiliza fio de orto. Trabalhamos
Expulsiva
com o disco calibrador de 0,25 que fornece a retenção suficiente
para o funcionamento biomecânico da PPR.
Para determinar a área retentiva, posiciona-se a haste vertical do
disco tocando a superfície de maior convexidade, e a extremidade
do disco tocando a área cervical do dente formando um triângulo
Área expulsiva que representa a área retentiva. Caso a haste toque e o disco não,
é preciso movimentar isso no sentido vertical até ter o toque dos
Área retentiva dois simultâneos, caso isso não aconteça é preciso criar retenção,
seja através de resina composta ou uma movimentação latero-
lateral da plataforma.
Haste vertical do disco
Equador protético tocando a superfície
de maior convexidade
É uma linha equatorial que delimita áreas expulsivas e retentivas
para todos os dentes pilares após a determinação de inserção e
Triângulo que representa
remoção.
a área retentiva
Depende do posicionamento do dente na arcada. Ele vai mudar,
pois os dentes não estão retos na arcada, apresentam algumas Extremidade do disco tocando
inclinações, e essas inclinação vão determinar o plano de equador área cervical do dente
protético.
Após determinar o plano guia (eixo de inserção) através de
movimentos antero-posterior, usari o disco calibrador para poder
ver a área de retenção movimentando no sentido latero-lateral,
deve travar a mesa, e ir com a calha-grafite para poder
mostrar/marcar onde estar delimitada a área de retenção e
expulsividade.

Porque determinar áreas de retenção?


Pois queremos que a prótese fique fixada, então ela precisa de
retenção, e essa retenção é dada através dessa linha. Existe um
limite para ter de retenção, porque se coloca o grampo numa área Áreas de interferências
muito grande de retenção possivelmente a prótese nem vai entrar  Determinação de possíveis áreas de interferência com a
ou se entrar fica difícil de sair. Então temos um limite de retenção trajetória de inserção e remoção estabelecida;
que precisamos saber. Só que para saber do limite precisa saber
 Áreas que receberão componentes rígidos (ex: conector Para construir a placa de
maior); registro precisa de duas placas
 Tipos de interferências: óssea, mucosa ou dentes; de vidro, resina acrílica,
 Pode-se tentar alterar essa trajetória ou recorrer à outros vaselina.
procedimentos (ex.: cirurgia, desgastes, alívios, etc.). Vaselinar as duas placas de
Através da lamina faca conseguimos ver as áreas de vidro, colocar uma moeda ou palito para determinar a altura da
interferências. placa, manipula a resina acrílica transparente e colocar sobre a
placa na fase plástica.
 Não encontradas, realizar somente movimentos látero-
laterais;
 Cuidado para não perder os planos guias e as áreas retentivas
nos outros dentes pilares;
 Determinar o campo de ação global e transferir para lingual;
 Não encontradas, dessa maneira, criar áreas retentivas;
Casquete de transferência: feito todo esse processo é Colocar a outra placa vaselinada por cima e pressionar até a
preciso registrar isso do modelo de estudo para poder levar ao espessura determinada, após a presa, remove a placa e coloca
modelo de trabalho. sobre o modelo, com a placa acrílica em cima do modelo, demarca
onde estão os dentes.
Deve-se construir um guia de desgaste (casquete de desgaste)
com resina acrílica duraley por ela ter um baixo poder de contração
e é estável. Vaselina o modelo, faz uma bolinha com a resina

Cortar com disco diamantado, registra essa posição.

Coloca bolinha sobre o modelo, molda por cima do dente que será
realizado o desgaste.

Vaselinar os dentes do modelo, coloca gotas de duraley sobre a


oclusal, nas pontas de cúspide
Realiza o desgaste com a peça reta, com
o auxílio de uma braçadeira acopla a peça
reta no delineador e realiza o desgaste
com uma broca cilíndrica com movimentos
de vai e vem com o modelo. É desgastado
tanto a resina quanto o gesso. Ao levar
isso para boca, o que tiver sobrando é o Coloca a placa novamente em cima do modelo e realiza o registro.
que tem que remover. Aí vai ter o eixo de
inserção confeccionado.
Pode enviar o modelo e o registro que
servirá como guia para o técnico
Após realizar todo o planejamento e desgastes necessários, o colocar o modelo sobre o delineador
modelo deve ter um registro do eixo para ser enviado ao dele.
laboratório.
Retentores
São os elementos mecânicos da PPR que, atuam sobre os dentes A quantidade da retenção é determinada pela distância entre o
pilares promovendo suporte, retenção e estabilidade impedindo equador protético e o assentamento final do grampo e pelo ângulo
movimentos no sentido gengivo-oclusal ou lateral. Os mesmos são, formado entre a superfície retentiva e o plano de inserção.
constituídos de três elementos que se unem rigidamente entre si:
apoio oclusal, corpo do retentor e grampos.
Os retentores impedem que a prótese saia durante as suas
funções, e são chamados de grampos (retenção e oposição).

Retentores diretos: relacionam-se com os dentes principais de


Obs.: o grampo de retenção não necessariamente tem que ficar
suporte, ou seja, adjacentes aos espaços protéticos - são vizinhos por vestibular, alguns casos ficam por lingual, vai depender da
ao espaço protético. posição do dente.
Retentores indiretos: relacionam-se com os dentes secundários
> >
de suporte, portanto, há distância dos espaços protéticos. Estes
retentores devem, normalmente, neutralizar tendências de
rotação que possam se instalar sobre a prótese em determinadas 1. Valor do ângulo de convergência cervical – quanto mais
condições, como ocorre nas próteses dentomucossuportadas, convergente para cervical maior a retenção;
deve também neutralizar possíveis cargas horizontais - estão 2. Distância entre a ponta ativa do grampo e o equador protético
localizados na região de fulcro, eixo de rotação para dar mais dentro do limite do ângulo de convergência;
estabilidade à prótese. 3. Flexibilidade do braço do grampo - se tem um grampo muito
flexível, ele não consegue exercer sua função corretamente,
pois com qualquer tipo de força ele vai movimentar.
São elementos de retenção e estabilidade propriamente ditos que
O grampo de oposição na maioria das vezes tem a mesma
impedem o deslocamento da prótese no sentido gengivo-oclusal e
espessura do início ao final, pois precisa ser rígido. Já o grampo de
lateral através de grampos de retenção e grampo de oposição que retenção começa com uma espessura e vai afinando, e na ponta
são antagonistas.
(no final), ele é metade da espessura inicial. Por ser mais fino, o
 Únicos componentes flexíveis das próteses parciais metal será mais resiliente e assim o grampo consegue fazer a sua
removíveis; função de passar o equador protético.
 São considerados como as unidades ativas das próteses
parciais removíveis;
 O grampo de retenção é flexível para poder passar o equador O que vai ajudar na flexibilidade do grampo:
protético, já o grampo de oposição é rígido. Material: a PPR tem que ser fundida em metal que tenha
Os grampos de retenção e oposição, são opostos entre si, todo elasticidade para o grampo atravessar a área retentiva; O material
grampo de retenção tem que ter um de oposição para que um influencia na flexibilidade do grampo, por isso é utilizado o disco de
anule a força do outro. O de retenção faz uma força abraçando o 0,25 que é cobalto-cromo.
dente e o de oposição, faz uma força para segurar o dente na
Extensão: quanto maior a extensão do grampo, maior será a
mesma posição.
flexibilidade do grampo, pois será mais distante do seu ponto de
Esses grampos serão a parte da PPR que passam o equador saída.
protético e ficam dentro do triângulo retentivo (verificado com
Secção transversal: quanto mais fino, mais elástico. Os grampos
disco calibrador 0,25) e vai fazer com que a prótese fique retida
quando receber algum tipo de força no sentido gengivo-oclusal fundidos na maioria dos casos, têm o formato de meia cana e tem
(força de saída). Ela só vai passar esse equador protético quando menos flexibilidade do que os que possuem secção transversal
receber uma força maior que sua força de retenção, por exemplo: circular - se o formato for circular, terá uma espessura maior do
no momento de retirar a prótese. que o meia cana, influenciando também na flexibilidade.
O fato de ser meia-cana auxilia na flexibilidade. O formato circular, É uma variação do grampo circunferencial - dois grampos
a espessura é maior do que o meia-cana, ficando mais rígido. circunferenciais unidos um ao outro.
Uniformidade: o grampo tem que ter uma uniformidade de : molares e pré-molares Classe II (longe de extremo livre),
desenho para ter elasticidade - se ele for todo da mesma Classe III e IV de Kennedy. A outra indicação é quando necessita de
espessura, ele é mais rígido e se for afinando, será flexível. retenção por lingual.
Têmpera: o metal tem que ter uma têmpera para permitir
elasticidade - mais laboratorial, depende da liga que foi utilizada e
como foi utilizada (na maioria das vezes, é utilizado sobras de metal).
O custo da PPR para o laboratório é muito alto.
Espessura: quanto mais espesso, menos flexível. Grampo ottolengui

Com uma PPR em mãos conseguimos identificar os grampos de É uma outra variação do circunferencial.
retenção e oposição pela sela ou pela espessura do grampo - São dois grampos circunferenciais que não
retenção mais fino e oposição é mais grosso. são unidos - um apoio e um grampo
circunferencial por vestibular e outro por
O braço do grampo é dividido em três partes: início (corpo), meio, palatino.
e a ponta ativa onde que a única parte do grampo que estará
abaixo do equador protético, é a ponta ativa do grampo - parte : em casos de pré-molares intercalados – pré vizinho a
em que o grampo faz a função de retenção (parte flexível). Parte dois espaços protéticos (antes e depois dele), como por exemplo:
inicial é rígida (mais próxima do apoio), parte do meio é semirrígida tenho um molar, espaço, um pré, espaço, canino.
e a final é flexível.
Grampo MDL modificado

 Menor ângulo com o dente;


 Atua de oclusal para cervical;
 Menor ação retentiva;
 Estética favorável – começa na
distal passa pela lingual e chega na
interproximal e para no ângulo.
: dentes anteriores vizinhos a espaços intercalados.
Posicionamento: grampos de retenção abaixo do equador protético
fazendo ação de abraçamento. As pontas são afiladas e por isso, Quando utilizado em dentes anteriores, ele mesmo já é seu opositor
mais flexíveis. (exceto em casos de extremo livre), pois começa na palatina e vai
para vestibular, abraçando o dente, mesmo que em um espaço
pequeno.
 Grampo circunferencial; Grampo T de roach
 Grampo MDL modificado;
 Grampo T de Roach. É um grampo muito utilizado.

Grampo circunferencial  Aliviado (tecidos moles) - tem íntimo contato com tecidos
moles, logo, tem um alívio para passar, e fica meio suspenso
É um grampo que abraça o dente. fora do rebordo;
 Menor ângulo com o dente;  Grampo de ação de ponta;
 Atua de oclusal para cervical;  Maior ângulo com o dente;
 Menos retentivo;  Atua de cervical para oclusal;
 Estética não favorável  Maior ação retentiva – muito retentivo;
 Estética não favorável.
: dentes posteriores vizinhos a espaços intercalados.
: dentes anteriores e posteriores vizinhos a
Grampo geminado (circunferencial geminado) extremidades livres. Muito indicado em casos de extremos livres.
Durante toda a ação do grampo de retenção deve haver contato
do grampo de oposição com a superfície oposta.
Os dois grampos precisam tocar juntos o dente ao mesmo tempo,
do início ao fim da inserção.
São grampos rígidos, largos no sentido O-G que estão em contato
em toda a sua extensão com o dente. Eles possuem a função de
estabilizar o pilar e quando considerado em conjunto com os outros
elementos, estabilizam também a PPR.
O grampo de oposição anula a força do grampo de retenção,
quando este último estiver na sua função.

Os grampos de retenção e oposição devem abraçar todo o dente


ultrapassando a linha de 180º. Os dois grampos precisam de passar
 Grampo circunferencial: para dentes posteriores.
da metade do dente.
 Grampo MDL modificado: para dentes anteriores.
Grampo circunferencial de oposição

: em dentes posteriores vizinhos a espaços intercalados


e dentes posteriores vizinhos a extremidades livres.

Nesse caso é um pré-molar,


temos um grampo T de roach
como o grampo de retenção, e
o grampo de oposição é o
circunferencial.

Grampo MDL modificado de oposição

dentes anteriores vizinhos a espaços intercalados, e


dentes anteriores vizinhos a extremos livres.

Nesse caso temos um


grampo T de roach
como o grampo de Embora R e R1, diminuindo o braço de resistência, caninos e pré-
retenção, e o grampo de molares são dentes mais forte do que incisivos para suportar
oposição é o MDL cargas e os nichos podem ser mais adequados - por isso quando
desenhado a linha de fulcro, é melhor optar por dentes mais
posteriores para o apoio indireto.

Grampo contínuo de Kennedy: utilizado em Classe I inferior, para


aumentar a resistência. Utilizado também em casos onde há
necessidade de ferulizar/unir os dentes.
1º Princípio: as próteses de extremidade livre devem ser
planejadas prevendo a obtenção de um efetivo suporte ósseo.
2º Princípio: deve ser evitada a presença de alavancas e planos
inclinados - por isso é feito todo um planejamento de paralelismo e
delineamento das próteses.
3º Princípio: em PPR’s de extremidade livre deve-se reduzir a
extensão da mesa oclusal dos dentes artificiais. A sela de ser mais
ampla possível - se tem uma mesa oclusal grande, receberá mais Grampo circunferencial geminado em 26 e 27; Grampo de
força, se a mesa oclusal for reduzida, receberá menos força. retenção: T de roach e oposição MDL no 13; Apoio indireto entre
23 e 24.
4º Princípio: nas PPR’s de extremidade livre, os apoios devem
ser posicionados na região mesial dos dentes pilares e combinados
com grampo de retenção tipo barra - exemplo da placa
interproximal. Era muito utilizado esse princípio, hoje em dia não
mais.
5º Princípio: os retentores indiretos devem ser posicionados na
maior perpendicular traçada a linha de fulcro, para impedir o
movimento de rotação da prótese – são os apoios indiretos, onde
achamos através da linha perpendicular/de fulcro.
Mesma coisa do exemplo acima, porém em caso inferior.
6º Princípio: nas PPRs dentossuportadas, os apoios dos
retentores diretos devem ser posicionados o mais próximo possível Classe IV
das áreas anodônticas.

Classe I

Grampos circunferenciais geminados entre 16 e 17; 26 e 27


(espaços indiretos); Grampo de retenção: MDL em caninos.
Classe I de kennedy
Grampo de retenção: T de roach no 14 e 24; Grampo de oposição:
circunferencial 14 e 24; Apoios indiretos: caninos; Conector maior
ântero-posterior – pois tem uma barra anterior e uma posterior;

Apoios diretos: mesial do 13 e 23; Grampo de oposição: MDL (não


pode considerar nesse caso como grampo de retenção também,
pois é um grampo de baixa retenção); Grampo de retenção: T de
Roach (tem que ter, pois é extremo livre); Conector maior: ântero-
O mais adequado seria um grampo contínuo de Kennedy. Grampo T posterior (em classe I e II de Kennedy esse deve ser utilizado);
de Roach para retenção nos caninos; Grampo de oposição: MDL; Apoios indiretos: laterais.
Apoios indiretos nos laterais.
Classe II
Apoios indiretos: 17M, 16D, 27M, 26D; Apoios diretos: 14M e 24M;
Grampos: circunferenciais e circunferencial geminado; Conector
Classe III modificação 1
maior: ântero-posterior
Classe II

Apoios diretos: 14 D, 16MD, 17M, 23P e 27M; Grampo geminado


para aumentar a retenção; Grampos de retenção: circunferencial
para posteriores e MDL anteriores; Conector maior: ântero- Apoio direto: 21D; Apoios indiretos: 26D, 27M; Grampos de
posterior ou barra em U. retenção: T de Roach e circunferencial; Grampo de oposição:
Classe III modificação 1 circunferencial e MDL Para aumentar a fixação da prótese foi
utilizado o rebordo, por isso foi usado o conector em grade/sela,
é acrilizado por cima, como se fosse uma dentadura mesmo.

Apoios diretos: 14M, 24M, 25D 27M; Apoios indiretos: 16D e 17M;
Grampos de retenção: 16 e 17 (circunferencial geminado),
circunferencial nos outros posteriores; Grampos de oposição: igual
ao de cima; Conector maior: ântero-posterior.
Classe II modificação 2 Caso específico, quando não tem espaço para colocar a barra
lingual, é utilizado uma placa lingual que envolve toda a face lingual
dos dentes inferiores para conectar as estruturas da PPR.

Apoios: 17M, 13P, 23P, 25M; Grampos de retenção:


circunferencial para posteriores e MDL para anteriores. No
elemento 25 é T de Roach (extremo livre); Grampo de oposição:
circunferencial para posteriores e MDL para anteriores;
Classe IV
Apoio
Permite que as cargas exercidas sobre os dentes artificiais
durante a função mastigatória sejam transmitidas aos dentes de
suporte de maneira adequada, garantindo um de seus princípios
fundamentais, o da fixação. São constituintes (componente) da PPR
que se alojam nos nichos (uma cavidade, aonde o apoio ficará
alojado), a função do apoio é apoiar.
Obs.: todo apoio necessita de um nincho

ASCKAR et al., 1994, observou a transmissão de força aos dentes


pilares de uma PPR dentossuportada através de apoios oclusais
com diferentes extensões, concluindo que a extensão ideal é de ½
a ⅓ da distância mésio-distal.

É fundamental para que as forças apresentem uma trajetória axial


Apoio em dentes posteriores:
e o ângulo ideal deve ser de 90°. Se estiver inclinado, o apoio pode
 Apoio oclusal (mais usado); fazer algumas funções de aumentar a força e movimentar o dente
 Apoio em raiz residual. de uma forma incorreta. Então para que a força seja transmitida
ao longo eixo de dente, o apoio deverá estar em 90º.
Apoios em dentes anteriores:
 Apoio incisal;
 Apoio lingual/palatino; Quando feito da forma correta, não prejudica. Precisa de ter um
 Apoio em lâmina; controle maior, pois como o nicho é uma cavidade, ele está
 Apoio e crista marginal (mais utilizado). suscetível ao acúmulo de alimentos e posteriormente a cárie. Por
isso também é importante ressaltar a questão do
Os apoios incisais e em forma de lâmina, tem desvantagens como acompanhamento do paciente.
por exemplo a fraturas de elementos, por isso não são tão
utilizados. Segundo ANDERSON, LAMME, 1952 - ninchos preparados com
polimento cuidadoso e aplicação de agentes inibidores de cárie. Em
cinco anos de controle posterior, apenas um caso de cárie.
São preparos realizados sobre as superfícies
dos dentes, com função de alojar os apoios.
Forma triangular ápice voltado para o centro do As pontas diamantadas utilizadas são:
dente e ângulos internos arredondados.
 2131 e 2131F – molares.
 2130 e 2130F – pré-molares.
 2214 – incisivos
No sentido próximo-proximal os apoios oclusais devem em dentes
multirradiculares abranger pelo menos a metade de uma delas. Em
dentes unirradiculares, abranger a metade da raiz. Ou seja, isso é
no sentido mesial-distal.
Largura ideal 1/3 da distância entre as cúspides vestibular e lingual, Marcação entre 44D E
com profundidade de 1,5 a 2 mm. 45M 33M e 36M
Existem regras para colocação de ninchos:
 Todo dente vizinho ao espaço protético precisa de um nincho; Situação em que se grampeia dois dentes no mesmo espaço, assim
 Em caso de extremo livre não se pode ter apoio ao espaço é feito o apoio nesses dois dentes, fazendo duas aberturas, uma
protético – pois gera um tipo de força de alavanca do tipo I; para vestibular (passagem do grampo) e uma para lingual/palatina
 Envolve apenas esmalte, 1.2mm de desgaste. (subir o conector menor). São chamados de geminados, pois são
gêmeos.
Ninchos em dentes posteriores

Superfície próximo-oclusal de molares ou pré-molares:


 Esmalte sádio;
 Restaurações fundidas;
 Restaurações com amálgama;
 Restaurações com resina;
 Restaurações metalocerâmicas. Em tese, desgastamos 1 ou 1,2mm de esmalte.

É feito para que haja espaço para o conector menor chegar ao Espessura mínima de 1mm para que essa região não venha
nicho, pois se fizer só a abertura do nicho vai ficar alto, fraturar.
atrapalhando a oclusão. Iremos fazer esse tipo quando os dentes
são vizinhos. Se não possui dente vizinho, precisa apenas fazer a
abertura do nincho.

Restaurações em amálgama ou RMF, os nichos podem ser


confeccionados em boca ou já virem preparados para receber o
A abertura no nicho interproximal é feito na palatina/lingual para apoio.
poder subir o conector menor.

Quando indicar abertura para proximal ou para palatina? Dentes


que tenham dentes vizinhos iremos fazer, realiza uma abertura
para subir o conector menor.

Exemplo de uma prótese que já tem o espaço do grampo de


Indicado quando o pré-molar apresenta uma condição de pilar oposição, para que não fique nenhum volume excessivo.
intermediário.
É utilizado em casos de pré-molares que
estão intercalados entre os espaços. Esse  Qualquer tentativa que viabilize a utilização de um elemento
grampo, tem dois grampos circunferenciais dental posterior, evitando com isto uma extremidade livre, não
com dois apoios (um para cada lado, como na pode e nem deve ser desconsiderado;
imagem acima).
 Um núcleo estojado, em metal fundido, reduzido no sentido Não é muito utilizado porque: apresentam maior índice de fratura;
ocluso-cervical e selando toda a cervical é preparado e apresentam maior alavanca; ângulo próximo-incisal; antiestéticos.
cimentado na raiz residual;
 Um casquete metálico é preparado e fixado na sela acrílica,
conferindo suporte vertical.
Quando indicar?
Perda óssea, proporção raiz-
Com a broca 2214, faz desgaste em vestibular e palatina no ângulo
coroa desfavorável. Tratamento
de 45º.
endodôntico para redução da
alavanca extra-alveolar

Nicho palatino em patamar. Região de cíngulo, com 1 a 1,5mm de


profundidade. Parede pulpar perpendicular ao longo eixo do dente.
Ponta diamantada 2131 e 2131F.
 O nicho deve ser colocado sobre a face lingual preparada de
um dente anterior;
1- Redução da alavanca extra-alveolar; 2- Confecção de núcleo
 Necessita de anatomia em região de cíngulo;
estojado pela técnica indireta.
 Resinas compostas de última geração permitem a
O exemplo ao lado, é um dente remodelação desta região para preparo do nicho;
destruído em uma parte mais  O apoio nesse tipo de nicho, apresenta menor índice de
posterior, onde pode-se tratar o fratura e menor alavanca.
dente endodonticamente,
confeccionar como se fosse um
núcleo metálico fundido
arredondado, onde servirá de
apoio para a PPR.

Ninchos em dentes anteriores

Broca paralela ao longo eixo do dente. Nicho feito em região de


cíngulo, onde vamos entrar de 1 a 1,5mm para realizar a cavidade,
e ela fica como se fosse uma cadeira (porém com bordas
arredondadas), para o apoio assentar. Quando não tem volume de
 Ângulo próximo-incisal 1 a 1,5mm de profundidade; cíngulo suficiente, podemos fazer esse acréscim o com resina
 Chanfradura com ângulos arredondados; composta, assim, criamos essa região.
 Parede cervical com duas inclinações - VL em 45º;
O de crista marginal é a mesma coisa, porém a localização é na
 Semelhante a um acento circunflexo;
crista marginal.
 Pontas diamantadas 2135 e 2135F.
O desgaste é feito na incisal, tanto por vestibular como por lingual
em formato de uma cabana.  Unir os dois dentes unirradiculares transformando-os em
birradiculares dirigindo a força para um novo ponto de
rotação;
 Em função do paralelismo das faces e o eixo de inserção, o  O número mínimo de apoios para qualquer caso deve ser três,
apoio tem função de plano guia de inserção e remoção, pois assim, teremos uma superfície de estabilização, a menos
apresentando ligeira retenção friccional. que a retenção indireta seja suprida por uma placa lingual ou
grampo contínuo de Kenndedy

Apoios diretos (dentossuportadas)

Transmissão de forças oclusais - via dental; localização da


estrutura dental vizinha ao espaço protético;
Apoio incisal e lâmina proximal para PPR Classe I
Estética: a estética também é um fator que determina a
inferior com distribuição linear
localização do apoio. A 1ª regra é que dentes vizinhos ao espaço
protético colocamos o apoio e esse apoio deve ser vizinho ao
Não é um bom apoio, pois é necessário fazer uma abertura na espaço. Mas em áreas estéticas, nós podemos usar esse apoio no
interproximal dos dentes, seja com lixa ou disco (slice), depois é lado contrário ao espaço protético, para conseguir fazer um
feito um preparo na incisal para que o apoio entre. grampo que chegue até a interproximal, não invadindo a vestibular
Esse tipo de apoio não é feito mais, devido ao desgaste excessivo (pois teoricamente, não vai aparecer). Por exemplo, se
e estética. Só é utilizado em casos específicos. normalmente o apoio seria em distal, agora será em mesial.
Posicionamento dentário: se
houver um dente que está muito
Apoios diretos: próximos as áreas edêntulas/eixo rotacional. angulado, podemos colocar apoios,
Vizinho ao espaço protético. para auxiliar esse posicionamento. No
Apoios indiretos: distantes das áreas edêntulas. Está localizado caso do exemplo ao lado, o dente
está mésio-inclinado, assim foi
na região de fulcro - traçamos uma linha paralela ao longo eixo do
colocado o apoio tanto vizinho ao
espaço protético e temos uma zona de escape de força, de
espaço protético como também do outro lado, porque se for
rotação. Nessa região colocamos o grampo indireto com apoio
apenas de um lado, ele vai receber mais força desse lado. Logo,
indireto.
colocando dos dois lados, as forças são anuladas e distribuídas por
igual.
Contenção dentária: dente que não tem antagonista e pode ser
extruído, colocamos o apoio para poder dividir as forças e ele
receber um anteparo e não continuar sendo extruído.
Próteses de exterminadas livres: em caso de extremo livre, se
colocar um apoio vizinho ao espaço protético, haverá um tipo de
alavanca de 1º gênero.

A linha maior do Y é a linha traçada entre os espaços. A linha


menor, é a linha paralela traçada. Assim, colocamos o grampo
indireto para dar estabilidade e anular as forças de rotação. Para
se estabilizar, tem que ter três pontos, cada ponto nessa imagem,
são as pontas do Y.

Regras para a colocação de apoios:


 Todo dente principal de suporte, adjacente à sela deve
Alavanca de 1º gênero: algo entre uma força e outra.
receber um apoio;
 Todo dente que recebe grampos deve receber apoio;
Apoio na mesial contrário ao extremo livre, quando receber a
força, tanto o grampo de retenção quanto a estrutura da PPR,
estarão no mesmo lado da força - mesmo vetor de força. E quando
receber a força, o anteparo que seria o apoio estará depois das
forças. Logo, todos eles trabalham em equipe e esse apoio recebe
toda essa carga e distribui para o dente.

Exemplo: para mover uma mesa de lugar e não tem força


suficiente, pegamos uma madeira e colocamos na base (algo entre Grampos de ação de ponta (T - específico só para
retenção). Quando recebe a força, estará junto com o
eu e a mesa) para que eu faça uma força e levantar a mesa com
apoio realizando suas funções.
mais facilidade.
Em caso de extremo livre, não colocamos apoio vizinho ao espaço Localização dos apoios indiretos
protético. Pois quando recebe a força, ela será distribuída para o Estarão em região de fulcro. É preciso 3 pontos de apoio para dar
pilar como para o rebordo. estabilidade.
Quando tem apoio vizinho ao espaço protético em caso de extremo
livre, tem alavanca de 1º gênero. Ao receber a força, por ter o
anteparo, tudo desce, esse apoio faz uma força e a prótese vai
rotacionar. O grampo de retenção faz uma força cérvico-oclusal.
O grampo fica ativo durante a mastigação e o interessante para
o grampo é ter força quando faz uma movimentação cérvico-
oclusal para remover a prótese - retenção.
Como deve ser então a localização do apoio?
 Apoio afastado do espaço protético (mesializado);
 Alavanca de segundo gênero;
 O retentor agirá passivamente durante a mastigação
somente entrando em ação sob força de deslocamento.
Instrução a prótese total
A prótese total será usada basicamente em pacientes geriátricos Sendo incapazes de manter independência total sem uma
(idosos) desta forma, é necessário ter cuidados específicos com assistência continuada e a maioria dessas pessoas vivem na
esses pacientes no momento do atendimento, pois são mais comunidade com serviços de suporte.
sensíveis e apresentam alguns problemas de saúde.
Paciente geriátrico Independente
A expectativa de vida na terceira idade é alta, pois atualmente,
São indivíduos sadios, porém, podem apresentar uma ou duas
por exemplo, se encontra pessoas de 50 anos bem e saudáveis,
doenças crônicas não graves e controladas por medicação e/ou
sendo que antigamente pessoas nessa faixa etária já estavam num
algum declínio sensorial associado com a idade, mas que vivem sem
estado mais debilitado.
necessitar de ajuda.

Longevidade OCUPAÇÃO
Existem pacientes que possui um cuidado especial com a estética
(1950) Homem: 33 anos
e fonética, como por exemplo, locutores, atores, atrizes, cantores
Mulher: 35 anos e dentre outros.
(1980) Homem: 60 anos E existem pacientes que possuem hábitos parafuncionais ou vícios
como por exemplo, músicos (paleta na boca), costureiro (fica com
Mulher: 64 anos
a agulha na boca).

O termo na “terra dos dentistas, sobram desdentados” se refere Alterações psicológicas e comportamentais e fisiológicas
ao lugar que se tem mais dentistas e é onde se tem mais pessoas Vinculados aos idosos, existem alterações psicológicas e
precisando de prótese total. comportamentais e fisiológicas que ocasionam:
O paciente idoso sofre mais com a perda dentária, onde o principal Alterações psicológicas e comportamentais
motivo é a cárie e a doença periodontal, porém, existem outros
fatores que podem causar a perda dentaria, como as fraturas e • Baixa capacidade adaptativa – principalmente a
o câncer bucal. mudanças, pois normalmente não gostam de se adaptar
a uma nova rotina;
Classificação • Inercia e comodismo – quer ficar mais parado, querem
o que é mais cômodo;
Existem pacientes idosos que precisam de acompanhantes, que • Depressão – comportamentos/sinais de
precisam parcialmente de acompanhante e os que não precisam depressão/tristeza.
de acompanhantes, são classificados como:
Alterações fisiológicas
Paciente Geriátrico totalmente dependente
• Deterioração do olfato e do paladar – mudança na
A capacidades desses pacientes são afetadas por problemas
sensação de cheiro/gosto;
físicos, debilitantes crônicos, de caráter médicos e/ou emocionais
• Perda de aproximadamente 25% da audição após 65
que os impossibilitam de viver com autonomia.
anos de idade;
Geralmente são institucionalizadas, recebendo ajuda permanente. • Deterioração do sistema motor – deficiência motora, por
Existem pacientes que não conseguem nem responder por eles. exemplo, o tremor;
• Maior dificuldade de adaptação a mudança de qualquer
Paciente Geriátrico Parcialmente Dependente
natureza;
São afetados por problemas físicos, debilitantes crônicos, de • Tolerância protética é menor;
caráter médico e/ou emocional, com perda do seu sistema de
suporte social.
• Mudança no limiar da dor – existem alguns pacientes que doenças degenerativas, inflamatórias, autoimunes, infecciosas,
ficam mais sensíveis; metabólicas e pós-traumática.
• Redução na capacidade muscular – força mastigatória
Por exemplo: lúpus, artrite reumatoide, gota, osteoporose e entre
em adulto jovem é ↑ 150 lb/pol² e idoso ↓ 25 lb/pol²;
outros.
• Discreta redução da agilidade mental – mais lento;
• Capacidade de memorização e aprendizado prejudicada Esses pacientes necessitam de um cuidado a mais, por isso no
após 70 anos de idade; momento do posicionamento da cadeira deve-se ter uma atenção
• Prolongamento do tempo de reação a estímulos redobrada, pois esses pacientes podem sentir dores dependendo
sensoriais. da posição.
Doença de Parkinson
Doenças sistêmicas
Doença neurológica que afeta os
Uma doença sistêmica é, simplesmente, uma doença que afeta
movimentos da pessoa.
todo o corpo humano, ao invés de apenas um órgão ou região.
A pessoa possui dificuldade
As mais comuns são:
motora/tremores e esses tipos
• Angina - dor no peito causada pela diminuição do fluxo de de pacientes possuem
sangue no coração; consequentemente dificuldade de
• Doença coronárias, bronquite, enfisema; higienização.
• Acidente vascular cerebral; Desta forma, a indicação da
• Doença de Parkinson; reabilitação vai depender do grau de Parkinson do paciente. Em
• Diabetes; pacientes com o grau elevado é preferível usar próteses
• Osteoporose; removíveis (prótese total/ppr), pois o cuidador pode auxiliá-lo no
• Deficiência nutricional; momento da higienização.
• Alzheimer.
Manifestações orais do envelhecimento agravados
Osteoporose pela perda dentária
Os problemas em relação a formação óssea são capazes de Modificações estéticas
prejudicar a principal base de
• Aumento aparente da proeminência do nariz - aparência
sustentação dental,
do nariz mais largo, pois diminui o volume ósseo da região
comprometendo a realização
da maxila anterior;
e o sucesso de diversos
• Aparência de velhice prematura;
tratamentos odontológicos.
• Perfil de falso prognatismo – mento fica mais projetado,
Possuem fragilidade óssea e tendo a sensação de falso prognatismo mandibular, ele
maior suscetibilidade a não é prognata, mas devido a perda da DVO, tem-se uma
fraturas. rotação anti-horária da mandíbula e consequentemente
a mandíbula fica mais projetada;
Por isso, em casos que será feito uma reabilitação de implante
• Colapso da musculatura da mímica;
precisa de uma atenção/cuidado maior, pois o osso não se
• Rugas e sulcos acentuados;
comporta da mesma forma, por exemplo.
• Lábios invaginados – perda do suporte labial/mais fino.

Reumatismo Modificação da língua

Reumatismo não é uma doença, mas sim um • Expansão – essa expansão ocorre, pois, perdeu-se
termo genérico que se refere às doenças que estrutura dentária;
acometem as articulações (“juntas”), isto é, às • Hipertonia - fica mais expansiva;
doenças reumáticas. • Má postura - movimenta muito mais comparado a quem
Existem mais de 120 formas de doenças tem a dentição total.
reumáticas e elas podem ser agrupadas em Modificações nos movimentos mandibulares
• Movimentos imprecisos – pode ter erros na moldagem Principais funções da saliva: remineralização, antimicrobiano,
devido aos movimentos imprecisos, ocasionando o erro lubrificação, digestão, reparo mucosal e capacidade polidora.
mais comum na prótese total que é a alteração da DVO
Condição comuns que afetam a secreção salivar nos idosos:
ou da oclusão;
• Ritmo alterado – não tem controle com a mandíbula; - Medicamentos
• Ciclo mastigatório indiscriminado/incontrolado;
Ex: antidepressivo, anticolinérgicos (antialérgico), anti-hipertensivos.
• Descontrole da velocidade de fechamento da boca.
- Terapias antineoplásicas
Modificações Musculares
Ex: radioterapia, quimioterapia.
• Encurtamento muscular (inserção e origem) - diminui
capacidade mastigatória; - Doença autoimune
• Alteração do tônus;
Ex: Síndrome de Sjogren (glândulas salivares e lacrimais afetadas).
• Alteração da posição do tônus.
• Lábios
Modificações na Mastigação
Os lábios possuem perda da dimensão vertical, deficiência de
• Ciclo mastigatório curto;
vitamina B, desidratação, perda de elasticidade e ressecamento.
• Alimentos são amassados;
• Maior número de ciclos; • Gengiva
• Pressão desigual nos rebordos;
As gengivas possuem perda do pontilhado, aparência acetinada e
• Redução na força de mordida.
edematosa, faixa queratinizada delgada ou ausente e são mais
Condição oral do idoso sensíveis as injurias.
• Mucosa oral
• Glândulas salivares
Ocorre a perda de elasticidade, atrofia, ressecamento,
A glândula salivar é afetada em:
hiperceratose, estomatite e líquen plano.
- Redução da função;
• Rebordo alveolar
- Xerostomia relativa ou absoluta;
Ocorre reabsorção do rebordo alveolar, onde tem uma redução
- Gustação anormal. continua em portadores de dentaduras completas (estudo
longitudinal de 25 anos).
Comum a diminuição do fluxo salivar em idosos, devido aos
medicamentos, onde é clássica a ocorrência da xerostomia e Uso de prótese removível X reabsorção óssea
hipossalivação, por exemplo.
A direção da reabsorção óssea ocorre da seguinte forma:
Na xerostomia a saliva fica mais viscosa do que fluida e
consequentemente tem perda da adesão da prótese, desta forma, - Maxila:
quando o paciente tenta utilizar, acaba não aderindo na boca. De vestibular para palatino (redução da circunferência do rebordo).
Pode ser melhorada com uso de saliva sintética e o hábito de - Mandíbula:
chupar balas e mascar chicletes, ambos sem açúcar.
De língua para vestibular (aumento da circunferência do rebordo).
Na hipossalivação ocorre a diminuição do fluxo salivar, trazendo
consequências como: O processo da reabsorção ilustrado na imagem abaixo:

- Cáries e candidíase; - Queixas de gosto alterado e


odor desagradável;
- Friabilidade mucosal –
qualquer tipo de atrito pode - Comprometimento da
causar lesões; retenção da prótese;
- Queixas de sequidão bucal; -Irritação
mecânica/queimação.
- Dificuldade de higienização;
Quando existe o dente, o processo alveolar se mantém, quando o • Avaliar as dificuldades associadas ao tratamento;
indivíduo perde o dente começa o processo de reabsorção dentária. • Determinar a necessidade de tratamentos prévios;
Exemplo: • Avaliar a atitude mental e de cooperação do paciente;
• Possibilitar o diagnóstico e promover o prognóstico;
Paciente A: perdeu todos os dentes e colocou prótese total. • Registrar numa ficha clínica os dados obtidos.
Paciente B: perdeu todos os dentes e não colocou prótese total. Existem diversos tipos de pacientes, como por exemplo:
Logo, se comparar os dois, o que possui prótese total a reabsorção Receptivos: cooperativo, esclarecido e confiante.
vai ser mais lenta, pois a prótese estimulará o osso a ter função.
Já o B, a reabsorção será mais acelerada por não ter nenhum Ceptico: detalhista, insatisfeito com tratamentos prévios e
estímulo/função. desconfiados.

Alteração na morfologia facial em 7 anos de uso de Histerico: problemas emocionais, insucessos prévios e possuem
prótese total expectativas não realistas.

Consequências que ocorrem nesse período: Indiferentes: desmotivado, não se adaptam e não valorizam o
tratamento.
• Diminuição da altura facial;
• Diminuição do rebordo mandibular e rotação altero- Exame extraoral
superior da mandíbula;
• Aumento do prognatismo mandibular; É necessário observar o paciente como um todo, conhecer o
paciente fora da boca também. Por isso se faz necessário avaliar:
• Ausência de alteração na base do crânio e parte superior
da face, base da mandíbula e processo goniano. • Cor da pele, cabelo e olhos;
• Forma do rosto;
• Perfil facial;
• Lábios – invaginados
• Presença de queilite angular –
comum quando o paciente perde
a DVO e acumula saliva no canto
Recursos disponíveis da boca (zona propicia de infecção)
• Sepultamento de raízes; • Linha mediana facial – desvio
• Overdentures - parecida com a prótese total, mas o seu
Exame intraoral
encaixe é feito sobre implantes dentários;
• Implantes; É necessário observar:
• Enxertos.
• Avaliar história das perdas dentárias
Sistema estomatognático (S.E)
1. Exame do rebordo;
Conjunto de órgãos e estruturas de origem e função diferentes, 2. Forma, tamanho, volume,
mas que são interdependentes entre si. superfícies;
As funções do S.E: mastigação; deglutição; respiração; fonética; 3. Palato, tórus;
postura mandibular e estética. 4. Espaço interrebordos;
5. Inclinação dos rebordos
objetivos do exame clínico do paciente 6. Relação de posicionamento maxilar

• Detectar a opinião do paciente sobre as próteses e suas


• Exame dos tecidos moles
expectativas;
1. Lesões e inserções musculares.
• Detectar e avaliar problemas sistêmicas com reflexos
bucais;
• Saliva
• Detectar e avaliar distúrbios funcionais do órgão
• Exame dos tecidos duros
mastigador e variações anátomo-físicas da cavidade
1. Lesões de alterações ósseas.
bucal;
Exame dos tecidos moles • Exame radiográfico

• Mucosas Observar a presença de:

Analisar a textura, cor e mobilidade/resistência. - Lesões;

Observar se a mucosa é normal (1 – 2 mm), flácida ( > 2 mm) ou - Presença de raízes residuais e dentes inclusos;
rígida ( < 1 mm) . O ideal é que ela seja consistente a palpação e - Forma e qualidade do osso alveolar;
que não seja muito flexível, pois isso atrapalharia na retenção da
prótese. - Altura do corpo mandibular;

Neste momento é importante também analisar se tem a presença - Relação da crista do rebordo com o forame mentoniano.
de lesões, hipoplasia fibrose inflamatório (rebordo fibroso),
candidíase eritomatose, freios e bridas.
• Língua
Analisar o tamanho, posição e mobilidade.
• Palato mole
No momento do exame, pede-se para o paciente falar “AH”, pois Exame da prótese
desta forma, se consegue delimitar onde é o palato duro e o palato Necessário realizar um exame que tenha o melhor diagnóstico e
mole. prognostico para o paciente.
• Saliva Sendo interessante levar em consideração a: estética,
Analisar a quantidade e qualidade, se é serosa ou aquosa, normal, posicionamento dos dentes e oclusão.
mucosa ou espessa. E se atentar a xerostomia, caso o paciente O diagnóstico em pacientes portadores de prótese total é um
apresente. procedimento contínuo, dinâmico e que muitas vezes pode sofrer
Exames de sinais e sintomas de Desordem crânio alterações durante a realização do tratamento.
mandibular (D.C.M) O prognostico é a previsão da probabilidade de sucesso de um
trabalho, baseado nos fatores favoráveis e desfavoráveis,
observados no exame clínico.

Amplitude dos movimentos mandibulares


• Redução ou limitação de movimentos;
• Disfunção;
• Movimentos laterais = ¼ mov. abertura.
Em alguns casos é muito melhor manter a dimensão vertical que
eles já possuem com a colocação de dentes novos, do que
aumentar a dimensão desse paciente. Pois as vezes é um paciente
que já está a muito tempo usando a prótese e não vai se
acostumar com algo novo.
EXAMES COMPLEMENTARES ESTADO DA ATM
• Exame radiográfico – sempre pedir uma radiografia • Dor
panorâmica; • Estalo (click)
• Modelos de estudo; • Travamento (locking)
• Exames das próteses atuais - examinar prótese que o • Crepitação
paciente já usa.

Exame dos tecidos duros


FORMA DOS MAXILARES Altura e forma da abóboda palatina
Possuem os formatos • Profundidade média:
retangulares, triangulares e
- Ovoide (15,0mm)
ovoides.
- Quadrangular (11,3mm)
- Triangular (11,5mm)
Tamanho dos rebordos
- Média global (12,4mm)
Distância de um rebordo e
outro: Obs: esses valores podem variar de paciente para paciente.

• Grande (50mm) Tórus


• Médio (45mm) Necessário observar se o paciente possui tórus palatino ou tórus
• Pequeno (40mm) mandibular, pois pode ser que para adaptação da prótese acabe
Volume dos rebordos atrapalhando, esse tipo de cirurgia é pré-protética.

• Rebordo alto
• Rebordo normal
• Rebordo
reabsorvido

O processo alveolar é formado junto com a formação dentária, a Espaço inter-rebordos


partir do momento que se perde dente e não coloca função no Necessário avaliar pois o formato do rebordo vai mudando ao longo
osso alveolar, ele vai reabsorvendo em direção ao osso basal. do tempo.
Forma dos rebordos
• Afilado –
característico da
lâmina de faca
• Vertente paralela
• Retentivo - mais É muito comum perder os elementos da região posterior de
constricto/mais mandíbula e ficar só com a região anterior e muito comum perder
retentivo região anterior de maxila, isto é popularmente conhecido como
“síndrome do roedor”.
No momento que vai colocar o modelo no plano de cera para chegar
Superfície dos rebordos nos níveis da dimensão vertical acaba não dando certo, pois o
• Liso – muito tempo de rebordo alveolar desceu tanto junto com os outros dentes que
uso da prótese; foram extruindo que quando vai colocar em dimensão não se
• Ondulado – extração consegue manter os dentes no plano, sendo necessário fazer a
regularização de rebordo (cirurgia pré protética).
prévia;
• Irregular – extração Importante pedir para o paciente sorrir sem a prótese, pois é um
imediata, normalmente procedimento comum na hora da escolha de protocolo.
quando não se consegue
regular na cirurgia. E é muito comum e importante na hora de confeccionar a prótese
total, passar a mão no rebordo para observar se tem alguma
especula óssea.
Observar sempre no rebordo: tamanho, volume, forma e
superfície.
Relação de classificação
• Classe 1
• Classe 2
• Classe 3
As vezes existe um falso classe 3 (falso prognatismo mandibular).

MODELO DE ESTUDO
Levar em consideração:
• Detalhes anatômicos;
• Espaço inter-rebordo;
• Relações inter-maxilares;
• Volume da tuberosidade;
• Inserção de freios e bridas;
• Avaliação cirúrgica pré-protética;
• Áreas excessivamente retentivas;
• Contorno geral da área chapeável.

Finalidade da prótese total


• Recuperar a mastigação;
• Devolver a estética;
• Normalizar a deglutição;
• Favorecer a fonação;
• Estabilizar a mandíbula;
• Preservar os tecidos;
• Favorecer a respiração;
• reduzir a reabsorção óssea;
• Conforto físico e psíquico;
• Melhorar a nutrição.
As próteses totais não são mais meras reposições dentais. Ao
reabilitar estética e funcionalmente o sistema estomatognático
mutilado do paciente, se transforma num verdadeiro serviço de
saúde global, tanto física como emocional.
Moldagem anatômica em prótese total
Conjunto de atos clínicos que visam obter a impressão da área Moldagem anatômica ou preliminar
basal por meios de materiais próprios e moldeiras adequadas.
A princípio essa moldagem é para obter a posição estática das
Para saber o que queremos copiar na moldagem é importante estruturas anatômicas (modelo de estudo).
conhecer a anatomia maxilar e mandibular:
Na imagem abaixo tem-se o modelo que determinará o que
chamamos de área chapeável/área basal para se confeccionar a
moldeira individual.

O material utilizado nessa etapa é o alginato ou silicone


Lembrando: área chapeável é a área da mucosa bucal que é
coberta pela prótese total.

Moldagem funcional ou dinâmica


É feito manobras imitando a funcionalidade da musculatura para
copiar melhor as estruturas pré-definidas em movimento, onde
terá mais riqueza de detalhes, pois faz movimentos imitando a ação
muscular.
O material utilizado nessa etapa é o silicone leve (fluido).

Objetivo
A primeira parte é chamada de moldagem anatômica ou conhecida Obter um modelo que seja fiel a boca, inclusive fiel ao
também como moldagem de estudo, onde será necessário moldar posicionamento da musculatura ao redor.
o paciente com moldeiras especificas para pacientes desdentados,
tendo assim o reconhecimento da área desejada e posteriormente Sequência de atendimento
fazer uma moldeira individual, onde é aí que entra a moldagem 1° - anamnese;
funcional.
2° - moldagem anatômica (estática -moldagem pré-fabricada);
- Entre uma consulta e outra confecciona a moldeira individual.
3° - moldagem funcional;
- Molda-se com a moldeira individual, onde será manipulado os
tecidos
- Entre uma consulta e outra faz-se o plano de cera e a base
acrílica.
4° - registro interoclusal – definir as linhas de orientação, os
dentes, a cor (tudo nessa consulta), pois o plano de cera é a base
para a prótese;
5° - laboratório; Basicamente, o que tem que se entender do alginato é que ele não
tem muita precisão, baixa resistência ao vazamento, sofre
6° - dentes montados – prova dos dentes;
absorção e perda de água, só vaza uma vez e o tempo de trabalho
7° - selecionar a cor das gengivas e mandar acrilizar e vazamento é curto.

8° - laboratório Silicone
9° - adaptação no paciente - Alta, média e baixa viscosidade;
10° - controle - Fibromucosa flácida ou mista;

Cuidados pré moldagens - Rebordos com áreas


retentivas;
• Tecidos orais devem estar saudáveis;
• Condicionamento (normalização) de tecidos; - Pode apresentar defeitos
• Orientação de higienização e limpeza da prótese em uso; na região palatina (hidrófobo);
• Tratamento de patologias (estomatite protética, úlceras, - Estabilidade dimensional.
hiperplasias teciduais).
Silicone de adicao: esperar 1 hora para vazar o gesso. pode
A moldagem anatômica Deve permitir também ser vazado em até 7 dias quando bem armazenado.
- Delimitação correta da área Silicone de condensacao: pode ser vazado no mínimo 15-30
chapeável/basal – passando pelas minutos.
estruturas anatômicas, contornando
Godiva
freios/bridas/sulcos e passando pelo
fundo do rebordo. - Alta viscosidade;
- Avaliação da tonicidade das inserções musculares; - Fibromucosa consistente;
- Análise de necessidade de cirurgias pré-protéticas; - Estável após a moldagem;
- Confecção de moldeira individual para a segunda moldagem. - Pobre reprodução de detalhes superficiais;
A seleção do material de moldagem: - Exige equipamento específico para uso.
• Rebordos e mucosas normais: alginato, silicone, godiva. Godiva em bastão é utilizada., em barra não.
• Rebordos irregulares e retentivos, fibromucosa flácida
Observações:
ou hipertrófica: alginato
• Rebordos reabsorvidos: godiva e silicone - Material mais utilizado: alginato

E qual material eu devo utilizar para - Material que dominou o mercado com sua versatilidade: silicone
realizar a moldagem anatômica? de condensação
- Material antigo que não se usa: godiva em barra.
Alginato
- Baixa viscosidade; Qual a diferença entre as moldeiras?

- Fibromucosa flácida; Basicamente tem-se os três tipos abaixo. A moldeira perfurada é


utilizada para alginato (as bolinhas fazem com que o material fique
- Rebordos com áreas retentivas; mais retentivo), moldeira de plástico utiliza muito em moldagem para
- Pode apresentar defeitos na região prótese sobre implante e moldeira lisa é utilizada para silicone,
palatina; alginato também pode, mas tem mais chance de erro.

- Vazamento rápido;
- Personalizar a moldeira;
- Baixo custo e de fácil manuseio.
A seleção da moldeira deve seguir essas particularidades: • Plano de Camper paralelo ao solo;
• Comissura labial do paciente na altura do antebraço do
• Deve abranger toda a área chapeável;
operador;
• Não pressionar em demasia o fundo do sulco vestibular;
• Língua mais afastada da moldeira – diminui o reflexo;
• Não deve ultrapassar a linha do “AH” – linha do palato
• Puxar o ar pelo nariz e soltar pela boca.
mole e palato duro;
• Espaço interno de 3 a 5 mm – um pouco de folga; Passo a passo da moldagem
• Seleção é feita por tentativas;
• Deve cobrir todo rebordo residual e a papila retromolar • Introdução da moldeira na boca do paciente;
abranger a linha oblíqua; • Centralização da moldeira;
• Se o paciente já estiver uma prótese, pode-se utilizá-la • Aprofundamento ou compressão;
para fazer as medições da moldeira. • Ativação da musculatura;
• Remoção e análise do molde.
Em alguns casos para estender a moldeira, usa-se a cera
periférica que se coloca na margem da moldeira. Não é muito Análise do molde
comum, mas pode acontecer, é colocado para teoricamente ficar
mais alto. • Deve apresentar superfície fosca e distribuída
uniformemente;
• Área convexa na região de fundo de sulco;
• Verificar a centralização do molde;

Defeitos no molde que podem ser corrigidos


- Falta de material nas regiões de selado periférico e extensão
posterior;
Moldagem com godiva placa
- Presença de impressões digitais ou pequenas rugosidades
1° imagem: ¾ de placa de godiva
superficiais.
2° imagem: Plastificar em temperatura adequada
- Se o molde possui bolha de ar, coloca-se cera dentro da bolinha.
3° imagem: Imersão em água
Defeitos no molde que NÃO podem ser corrigidos
4° imagem: Manipulação
- Molde descentralizado;
5° imagem: Centralizar na moldeira
- Molde com instabilidade (báscula);
6° imagem: Moldagem.
- Falta de material no sulco ou no palato;
- Molde com excesso de compressão;
- Molde com falta de compressão.

Desinfecção do molde
• Hipoclorito de Sódio a 1%
• Glutaraldeido a 2%
*imersão ou spray por 10 minutos*

Obs: não se utiliza mais.

Posição do paciente
• Cabeça do paciente inclinada ligeiramente para trás,
devidamente apoiada no encosto da cadeira;
Observações durante à aula:
Quais são as cúspides que se tocam?
R: vestibular inferior e palatino superior.
É muito importante saber quais são as cúspides que se tocam para
realizar o ajuste oclusal. Durante o contato com carbono essas
cúspides precisam se tocar.
Quais cúspides que não se podem tocar?
R: vestibular superior e palatino inferior.
Dimensão de oclusão ideal:

DVO = DVR - EFL

DVO (dimensão vertical de oclusão) = DVR (dimensão vertical de


repouso) – EFL (espaço funcional livre).
Dimensão vertical de repouso (DVR):
- O repouso é porque você está preparado para agir a qualquer
momento.
- Nesta posição os lábios estão levemente tocando ou entre aberto
e os dentes não estão tocando, onde existe um espaço entre eles,
esse espaço é chamado de espaço funcional livre.
Se os dentes não estão tocando, essa posição é chamada de
esquelética, não dependendo de dente, é uma dimensão vertical de
repouso, onde a pessoa está preparada para agir a qualquer
momento.
Dimensão vertical de oclusão (DVO):
- Oclusão, quando se morde, ou seja, posição dentária.
- Desta forma, isso está intimamente ligado ao que se chama MIH
(Máxima Intercuspidação Habitual), onde é o máximo de contato
entre os dentes.
Dimensão de oclusão cêntrica:
- É quando vai reabilitar o paciente em caso de prótese total e é
utilizado os métodos métricos, fonéticos ou da oclusão para achar
a dimensão vertical de repouso.
- A dimensão vertical de repouso muita das vezes está
intimamente ligada a relação cêntrica (não é sempre).
- A relação cêntrica é quando o côndilo está mais superior e
anterior dentro da cavidade articular (termo mais antigo).
- A relação cêntrica é quando o côndilo está mais centralizado
dentro da eminência articular (termo mais novo).
Moldagem funcional em prótese total
Moldagem dinâmica, que registra todos os detalhes anatômicos da 5° etapa: inserção do acrílico - mistura pó e líquido (manipula
área chapeável e também as inserções musculares, que pelos seus material);
movimentos, interessam a dentadura.
Na moldagem funcional os itens necessarios é: material de
moldagem especifico, moldeira individual e técnica adequada.
Relembrando:
Moldagem anatomica: molda para fazer uma moldeira
individual. 6° etapa - acabamento (ajuste da moldeira individual de 2 a 3 mm
aquém da inserção);
Moldagem funcional ou dinamica: com essa moldeira
individual, faz a moldagem funcional, que é a moldagem dinâmica, 7° etapa- moldagem do selado periférico com godiva em bastão –
com um modelo de riqueza de detalhes. coloca a godiva na borda da moldeira, leva em posição e traciona,
é feito com a godiva pois se quer que a moldeira seja moldada de
uma forma funcional, com um material que permita os detalhes.
(godiva deve ficar da borda para fora da moldeira);
8° etapa- moldagem com a pasta zinco enólica – lysandra (pasta
destinada à moldagem de bocas desdentadas) – poderia usar o
silicone leve/fluido também;

Objetivo
9° etapa- tendo o modelo superior e o inferior confeccionado, é
Modelo com mais precisão e fidelidade. necessário realizar o debrum (encaixotamento do modelo) –
contorno/saia do lado externo para vazar o gesso e não se perder
Área anatômica a considerar na realização das estrutura ao redor. É necessário realizar o debrum para ter
moldagens funcionais fidelidade no preparo realizado;
• Delimitação da área basal:
1° etapa- moldar e vazar;
2° etapa- modelo – no modelo irá delimitar a área chapeável
(marcar as áreas retentivas e a área que se tem a mucosa mais
flácida que é a região de rafe palatina e rugas palatinas).
3° etapa - alívio com cera; 10° etapa - envia para o laboratório.

4° etapa- isolar (vaselina); Delimitação da área basal na maxila


- Região do selado periférico do rebordo vestibular;
- Freio labial e bridas; • Espátulas para manipulação;
• Lapiseira 0,5;
- Sulco hamular;
• Ivomil para desgastar acrílico;
- Região do selado posterior: linha divisória do palato duro com • Vaselina/isolante;
palato mole (linha do “AH”). • Placa de vidro;
Selado periférico: demarcação do • Cera 7, lamparina.
limite da moldeira, 2-3 mm aquém Preparo do molde e confecção do modelo
da fibromucosa móvel e na região
de túber estender até o fundo do Materiais:
vestíbulo.
• Cera Utilidade e cera 7;
Delimitação da área basal na mandíbula • Lamparina;
• Espátulas;
- Região de selado periférico da mucosa livre vestibular;
• “Silicone”;
- Freios e bridas vestibulares; • Gesso tipo IV;
• Estilete;
- Linha oblíqua externa;
• Cuba / espátula / vibrador de gesso.
- Papila retromolar;
Desinfecção dos moldes e modelos
- Parte retro-milohioídea;
Poliéter Hipoclorito de sódio 1%
-Linha milohioídea; Alginato Hipoclorito de sódio 1%
Gesso Hipoclorito de sódio 1%
- Freio lingual.
Pasta de oxido de zinco e hipoclorito de sódio a
Selado periférico: demarcação do eugenol 1%/glutaraldeído 2%
limite da moldeira além de 2-3mm da Godiva glutaraldeído 2%
fibromucosa móvel e na região de Siliconas glutaraldeído 2%
papila estender até 2/3.

Cuidados na realização das moldagens


• Mínima deformação dos tecidos;
• Extensão correta da base da prótese;
• Vedamento periférico funcional;
• Contato adequado da base da prótese.

Técnicas de moldagem
Quantidade de pressão sob os tecidos:
• Moldagem compressiva;
• Moldagem não compressiva (mucostática);
• Moldagem com pressão seletiva (2 etapas, 2 materiais)
- 1 etapa: moldagem selado periférico utilizando a godiva.
- 2 etapa: moldagem do rebordo utilizando pasta de zinco enólica
(lysandra - pasta destinada à moldagem de bocas desdentadas).

Confecção da moldeira individual


Materiais:
• Acrílico Incolor (pó e líquido);
• Pote paladon;
Como se confecciona o plano de cera? - A altura do plano de cera na região anterior é maior (17mm) na
região posterior é menor (12mm). Desta forma, fica
ascendente/subindo para posterior.
Imagem 1: Coloca-se a cera nas áreas retentivas;
Imagem 2: Confecção da base de acrílico;
Imagem 3: Confecção do bastão de cera.

- Os dentes anteriores são mais vestibularizados devido ao overjet


e overbite, ou seja, o plano de cera não pode ser reto, precisa ter
uma leve inclinação para vestibular.

Anatomia do rebordo
Quando se estiver confeccionando o plano de cera, é necessário
ter atenção com a anatomia do rebordo, pois o plano de cera
seguirá basicamente a curvatura desse rebordo.

É feito uma chapa de base acrílica e coloca-se a cera nesta chapa.


Porém, existem várias formas de se fazer, pode-se usar um molde
para colocar a cera ou dobrar a cera em várias partes, desta
forma, com ela feita, coloca-se sobre a base acrílica. Tendo assim,
o plano de cera, que será o registro, ou seja, o plano de orientação.
Lembrando que isso é em pré prova, antes de provar em boca.
Pois quando se provar em boca se terá linhas de referência onde
será possível fazer modificações.
Desta forma, seguindo esses preceitos, quando chegar em boca,
serão necessários apenas alguns ajustes. (esses passos são todos
antes de provar em boca).
Dando assim uma ideia dos limites dos dentes e da mucosa.
Ajuste intra-oral
Material utilizado para a realização: 1 e 1/5 lâmina de cera, cera
n°7; lamparina; espátulas; plastificar toda placa de cera e dobrar Quando chegar em boca, o que sera necessario observar?
“sanfonado.
• Borda incisal (imagem 1)
pré orientação nos superiores
Um dos primeiros ajudes é a exposição do plano de cera. A
Como deve ser o plano de cera? exposição do plano de cera é a quantidade de dente que será
exposto.
- Bem liso e acompanhando o rebordo, à altura não deve passar o
Lembrando que o plano de cera superior define toda a estética do
limite da placa, sendo assim, necessário utilizar uma espátula
tratamento (exposição, corredor bucal, tamanho dos dentes) e o
grande e reta para deixar tudo plano (espátula de manipular gesso
plano de cera inferior ajusta a DVO (dimensão vertical de oclusão).
é ótima para isso);
Desta forma, o ajuste que será realizado nesta etapa será no
superior, pois ele que define toda a estética.
• Inclinação ântero-posterior e látero-lateral (imagem 2)
Necessário ajustar quando o plano de cera está descendo muito, Obs: um dos maiores problemas no consultório é a negligência da
para o plano oclusal não ficar invertido, deixando-o mais oclusão.
ascendente.
Dimensão vertical em prótese total
• Sorriso - pedir para o paciente sorrir
• Corredor bucal (imagem 3) A dimensão vertical é a chave da eficiência funcional do mecanismo
dental.
Ajustou a inclinação, é necessário observar o corredor bucal, onde
é preciso que tenha um espaço entre a comissura (mucosa) e os A dimensão vertical de repouso é maior que a dimensão vertical de
dentes. oclusão e é constante na maioria das vezes, independente do
estado da dentição.
• Suporte labial (imagem 4)
A medida vertical da face é registrada entre dois pontos
Perde-se dimensão vertical e o lábio vai invaginando e aumentando arbitrários, um acima e outro abaixo da boca.
o sulco, então quando se coloca o plano de cera precisa-se pensar
em devolver suporte labial/devolver lábio. Importância de se ter uma dimensão ideal:
• Estética facial;
• Posição das ATMs;
• Eficiência funcional;
• Preservação dos tecidos;
• Atividade muscular;
• Relação cêntrica;
• Deglutição;
• Fonética.
Dimensão vertical diminuída pode causar:
Obs: os ajudes do plano de cera são feitos acrescendo cera e • Dor muscular
removendo cera. • Danos na ATM
• Lesões comissuriais
Pré orientação nos inferiores
• Diminuição do tônus muscular
Basicamente segue o mesmo padrão do superior. Lembrando que • Protrusão mandibular
o plano de cera inferior será confeccionado após a orientação do • Rugas e sulcos acentuados
plano de cera superior. • Aparência facial encurtada
- Altura: tem que imaginar a curvatura de Spee e Wilsson. • Diminuição da deficiência mastigatória
• Alteração no mov. mandibular
Spee: é uma curvatura ântero posterior que se tem entre as
bordas incisais e as cúspides dos dentes posteriores, onde essa Dimensão vertical aumentada pode causar:
curvatura tem uma concavidade para inferior. Os dentes • Alterações funcionais
anteriores inferiores estão um pouco mais altos comparados com • Aumento do processo de reabsorção – gera mais
os pré-molares e quase na mesma altura dos molares inferiores, impacto, ou seja, aumenta o processo de reabsorção
dando assim uma concavidade ântero posterior. • Aparência de sorriso aparente – sempre sorrindo
Resumindo: os incisivos estão posicionados mais altos, pré um pouco • Aumento do desgaste dos dentes de acrílico – desgasta,
mais baixo e os molares mais altos, quase na altura dos centrais, pois, gera mais impacto
isso não é tão perceptível, mas existe.
Métodos para verificação da DVO (CAI NA PROVA)
Wilson: é uma curvatura latero-lateral que é convexa para
Os métodos que mais utilizaremos para determinar a DVO sem uso
inferior, isso dá os posicionamentos dos dentes.
de registro prévio são:
As cúspides vestibulares dos dentes inferiores é mais alta se
comparado com a cúspide lingual, da mesma forma nos dentes • Proporções faciais
superiores, onde a cúspide vestibular é mais alta que a cúspide O método de proporções faciais segundo Boyanov
palatina.
Χ - comissura labial <> comissura labial
Υ - lábio superior <> base do mento 1. Posicionar o paciente na cadeira;
2. Remover as próteses antigas;
3. Encontrar a posição de repouso;
4. Utilizar os métodos para avaliação da DVO;
5. Registrar o número da DVO encontrado.
DVO restabelecida é necessário observar a fonética, estética e
deglutição.
• Estético
O método de proporções faciais segundo Willis (mais utilizado)
Observar no momento da consulta o paciente, levando em
Χ – canto/comissura do olho <> comissura labial consideração a estética dele, se está em boas condições no olhar
Υ - base do nariz <> base do mento clínico do CD (visual).

• Fonético
- Função da fala;
Existe um compasso de willis que é uma régua que mede as
proporções. - Sons sibilantes (ricos em “s”) – mississipi;
- Preservação do espaço de pronúncia.
Obs: todos esses métodos na prática estão juntos
simultaneamente.
Método para verificar a DVO com uso de registro prévio: medidas
faciais, silhueta de perfil, método fotográfico, radiografia de perfil,
modelo facial com dentes em oclusão.
• Métrico
Linhas de referência para traçar no plano de cera
Pede para o paciente ficar em repouso, marca dois pontos - por
exemplo 60mm da DVR (dimensão vertical de repouso) - 3mm de Nesta etapa o modelo já está em boca e você marcará as linhas
EFL (espaço funcional livre) = DVO (dimensão vertical de oclusão). de referência, que são:
Ou seja, tem-se o método métrico, utilizando medidas. • Mediana (linha média)
• Caninos (linha do canino) – 2 formas de posicionar o
canino: 1: em repouso no final da comissura marca a
ponta do canino 2: asa do nariz determina o centro do
canino
• Sorriso (marcar a linha alta do sorriso)

ASPECTO FINAL – o plano de cera é a orientação do sorriso.

Qual a melhor forma de atender o paciente e


checar os posicionamentos da DVO?
9. Registro da posição de relação cêntrica e montagem do
Como fazer para o plano inferior no ASA.
de cera travar um no outro? 10. Reprodução dos planos de cera.
11. Montagem dos dentes nos planos de orientação.
Coloca pequenos grampos para 12. Prova dos dentes no paciente, ajuste fonético, estético
travar no plano de cera como e funcional.
demonstrado na imagem ao lado e pode-se sacar ele para utilizá-
lo no articulador semi ajustável. Dentes artificiais
Registro no Articulador semi ajustável (asa) e arco Na escolha dos dentes artificiais, deve-se observar:
facial • Desenho da face oclusal (existem os dentes anatômicos
Em todos os casos é preciso montar em articulador semi e funcionais)
ajustável?
Dentes anatômicos
R: Sim, extremamente importante.
São os dentes artificiais que possuem
Em todos os casos é preciso usar arco facial (dispositivo as características anatômicas do
para ver o plano oclusal do paciente)? Em qual caso é dente.
necessário usar?
Indicacao: rebordo normal.
R: Não. Em casos que possui alteração do plano oclusal.
Vantagens: mais estéticos e
Como é usado o arco facial: melhor capacidade mastigatória.
O arco facial é composto por um arco e um garfo. Desvantagem: em rebordos muito
Se encaixa no garfo o plano de cera, quando encaixa na boca do reabsorvidos possuem instabilidade da
paciente o garfo vai ficar inclinado de acordo com a alteração do prótese (deslocamento da prótese).
plano oclusal. Dentes funcionais
Logo depois, vem com o dispositivo que é o arco facial e prende o
Não possuem cúspide, são mais retos.
garfo nele. Quando for montar no articulador, a inclinação estará
fiel devido ao travamento. Indicacao: rebordos extremamente
reabsorvidos.
Vantagem: maior estabilidade da PT.
Desvantagens: deficiência mastigatória
e falta de balanceio.
• Tipo de material
Sequência clínica de PT (CAI NA PROVA)
Se usa o material de porcelana e resina, porém, hoje o mais
1. Atendimento inicial; utilizado é o de resina.
2. Adequação do meio e avaliação da cavidade bucal; Porcelana
3. Moldagem do modelo de estudo;
4. Avaliação e delimitação da área basal, confecção de Vantagens: estabilidade de cor;
moldeira individual; resistência à abrasão; eficiência
5. Moldagem funcional e construção do modelo de trabalho; mastigatória.
6. Confecção da base de prova e plano de cera sobre o
Desvantagens: provocam ruídos;
modelo de trabalho;
7. Orientação dos planos de cera no paciente; dificuldade de desgaste; são pesados;
8. Montagem no ASA do modelo superior (articulador); material frágil.
Resina
Vantagens: facilidade nos
trabalhos clínicos e laboratoriais;
facilidade de caracterização e
reparo; melhor união entre dentes e base da dentadura.
Desvantagens: fácil abrasão; instabilidade de cor. (desgasta com
mais facilidade e altera a cor com mais facilidade).
Podem apresentar: dupla, tripla ou multicamadas; cúspides mais
altas ou mais baixas; nacionais ou importados.
Dentes com dupla ou tripla camada são mais estéticos e mais
resistentes.
• Forma dos dentes
Os dentes possuem forma relativa ao rosto, ou seja, rosto mais
triangular – dente mais triangular, rosto mais oval – dente mais
oval, rosto mais quadrado – dente mais quadrado.

A própria tabela de dentes artificiais possui referências que


auxiliaram na escolha correta. Na seleção deve-se observar:
medida do incisivo central, distância entre caninos e formato do
rosto. Tendo isso, consegue-se selecionar os dentes da PT.
• Tamanho dos dentes
• Cor dos dentes
Cada marca possui a sua cor. Deve-se levar em conta os seguintes
fatores:
Idade: quanto mais velho – dentes mais escuros
Cor da pele e dos labios do paciente: quanto mais claro –
dentes mais claros
Sexo: homem - dentes mais saturados, quadrados, ângulos
definidos e mulher – dentes mais suaves, arredondados, ligeiros
apinhamentos laterais
Preferencia do paciente.
Na imagem é ilustrado como o • Alívios muito extensos.
plano de cera serve como um
Obs: caso a prótese não encaixe adequadamente, é necessário
guia para a montagem dos
remontar novamente. Ou seja, novo plano de cera e nova
dentes. É necessário ir
montagem de dentes.
removendo por blocos e
posicionando os dentes seguindo Aspectos a serem avaliados nas provas funcionais:
a inclinação do plano de cera.
• Relações intermaxilares
Ou seja, se errar o posicionamento do plano de cera a montagem • Fonética
dos dentes dará errado. • Estética
O que deve ser observado durante a montagem
dos dentes?

• Alinhamento;
• Disposição;
• Oclusão e articulação;
• Provas funcionais.
Depois da montagem dos dentes, é necessário realizar a
ceroplastia que é basicamente a escultura da gengiva, ou seja,
mimetizar a gengiva.
Quando estiver tudo pronto, é necessário provar na boca do
paciente (prova funcional e estética em PT).
Esse é o momento em que o paciente deve opinar e fazer suas
sugestões, que deverão ser acatadas pelo profissional desde que
não impliquem em alterações que possam prejudicar os princípios
funcionais e estéticos da prótese.
As provas funcionais permitem ao operador avaliar todos os
passos anteriores da confecção das próteses totais. Na sessão de
prova das próteses totais nós podemos julgar a qualidade do nosso
trabalho clínico e o grau de comunicação estabelecido entre o
paciente e técnico.
Nesta etapa de prova,
para fixar melhor na boca
do paciente, é
interessante utilizar o
corega.

Erros que podem acontecer no momento da prova:


• Má oclusão devido ao registro errado ou na hora da
prova o paciente se movimentou;
• Posicionamento dos dentes;
• Base de prova sobre ou sub estendida;
• Desadaptação da base de prova;
REMONTAGEM NO ASA PARA AJUSTE OCLUSAL DA PRÓTESE
ACRILIZADA
1. Remontagem

2. Ajuste oclusal no articulador

3. Avaliação dos movimentos excursivos

4. Liberação das PTs

5. Acabamento e polimento

6. Condições de armazenamento (sorpção de água


compensa parte da contração de polimerização)

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