A IMPORTÂNCIA DA MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS
Anos iniciais da escolaridade; grande relevância para a criança; base para os anos seguintes da escolaridade
básica; conceitos e relações em Matemática; Ingresso da criança na escola; respeitar o seu desenvolvimento; traz
consigo toda uma vivência, desenvolvida através de suas experiências do dia-dia, muitas destas vem de brincadeiras
e do envolvimento com o meio que vive.
Segundo Nascimento (2007): Considerar a infância na escola é grande desafio para o ensino fundamental,
pressupõe considerar o universo lúdico, os jogos e as brincadeiras como prioridade, definir caminhos pedagógicos
nos tempos e espaços da sala de aula que favoreçam o encontro da cultura infantil, valorizando as trocas entre todos
que ali estão.
Parâmetros Curriculares Nacionais (1997): É importante, que a Matemática desempenhe, equilibrada e
indissociavelmente, seu papel na formação de capacidades intelectuais, na estruturação do pensamento, na
agilização do raciocínio dedutivo do aluno, na sua aplicação a problemas, situações da vida cotidiana e atividades do
mundo do trabalho e no apoio à construção de conhecimentos em outras áreas curriculares.
Matemática e cotidiano: Apresentar aos alunos as influências que a Matemática tem no cotidiano, ajuda na
aproximação entre eles e a disciplina.
Nacarato et al (2009) professores também trazem marcas de sentimentos negativos quanto ao ensino da
Matemática, assim implicando em bloqueios para aprender e ensinar esta disciplina. ◦ “é impossível ensinar aquilo
sobre o que não se tem um domínio conceitual”. É necessário que o profissional da pedagogia pesquise sobre esta
área. Não se ensina o que não se sabe. É necessário ter o domínio sobre o que irá ser trabalhado, pois a Matemática
deve causar nos alunos descobertas, espera-se que os alunos dominem as práticas de leitura e escrita, possam ter
desenvolvido a “alfabetização Matemática”, termo esse que é utilizado quando se fala em aprendizagem
Matemática nos anos iniciais da escolarização.
O conceito de alfabetização matemática foi inicialmente apresentado por Ocsana Danyluk e refere-se aos
atos de aprender a ler e a escrever a linguagem matemática usada nos primeiros anos da escolarização. Ser
alfabetizado em matemática é entender o que se lê e escrever o que se entende a respeito das primeiras noções de
aritmética, de geometria e da lógica (DANYLUK, 1998, p.14).
Esse termo pode ser entendido em dois sentidos principais: sentido stricto e sentido lato:
Sentido stricto: “alfabetização seria o processo de apropriação do sistema de escrita alfabético” e Sentido
lato, se “supõe não somente a aprendizagem do sistema de escrita, mas também, os conhecimentos sobre as
práticas, usos e funções da leitura e da escrita, o que implica o trabalho com todas as áreas curriculares e em todo o
processo do Ciclo de Alfabetização”.
No sentido lato de alfabetização, um “novo” conceito se apresenta: o de Alfabetização Matemática, aguarda-
se dos primeiros anos de escolarização que os alunos sejam capazes de desenvolverem essas habilidades, as quais
impulsionam a aprendizagem de Matemática futura.
A matemática, distingue-se por seu aspecto formal e abstrato e por sua natureza dedutiva. Em
contrapartida, sua construção liga-se a uma atividade concreta sobre os objetos para a qual o aluno necessita da
intuição como processo mental. A partir desse tipo de elaboração, a matemática é mais construtiva que dedutiva e,
se não fosse assim, certamente que se transformaria em uma ciência memorialística, longe de seu caráter de
representação.
O pensamento matemático é um processo em que é possível aumentar o entendimento daquilo que nos
rodeia. Os docentes devem garantir nos alunos sua própria capacidade de pensar, de realizar perguntas com
fundamento.
As estratégias como a de “aprender a aprender” ou a de “aprender a pensar” deve-se reconhecer que está
em circulação há tempo sem apresentar algo novo. Conforme Bruner (1960, p. 20), é necessário defender um estudo
mais racional, mais sensível ao uso da mente que a simples memorização e adaptação. Desta concepção para o
entendimento da matemática e de sua posterior transferência para as aulas surgem os Princípios da Matemática
Realista, os quais – contribuem para a bagagem cultural das pessoas; – tentam salvar o dualismo saber-e-utilizar
matemática; – não devem ser separados das demais ciências. 16 J.C. Sánchez Huete & J.A. Fernández Bravo Com esta
operacionalização surgem dois fatores considerados imprescindíveis no projeto do processo de instrução da
matemática:
1. Uso e incentivo dos procedimentos intuitivos como mediação para explorar e construir formalmente o
conhecimento matemático.
2. Conhecimento dos alunos em relação às ideias prévias que possuem e o grau de dificuldade que poderiam
manifestar pelo nível de desenvolvimento intelectual alcançado.
Toda disciplina curricular marcada por um caráter de cientificidade possui uma hierarquia em seu conteúdo.
É o que determina a estrutura interna para organizar e relacionar todas as partes. Uma das dificuldades de ensinar e
aprender matemática está em sua natureza hierarquizada, bem como no problema de definir hierarquias com
precisão e exatidão para todos os conteúdos matemáticos.
A matemática não é, precisamente, um conjunto de elementos sem coesão interna. Sua aprendizagem
aponta uma sequência temporal específica, na qual alguns conceitos articulam-se sobre o conhecimento de outros,
de modo que, algumas vezes, essa necessidade leva a realizar uma instrução tangencial de aspectos necessários para
a compreensão daqueles (por exemplo, a soma, anterior à multiplicação; os números naturais, antes dos racionais)
A natureza do processo de sua construção obriga a voltar periodicamente sobre os mesmos conteúdos com
níveis de complexidade, abstração e formalização crescentes. Em termos operacionais, autores como Resnick ou
Gagné apontam a sequência de constituição de uma hierarquia de aprendizagem. Em primeiro lugar, designa-se o
objetivo a alcançar. Uma vez fixado, analisa-se a tarefa requerida para estimar que capacidades prévias são
necessárias para se chegar à capacidade final.
A concepção construtivista do processo de ensino/aprendizagem afirma que é o aluno quem constrói suas
próprias aprendizagens, sem esquecer-se de ajudas mediadoras de outros fatores intervenientes: professor,
materiais curriculares... Tal processo não é uma oferta de conteúdos que qualquer aluno, em qualquer circunstância,
deva integrar a sua bagagem acadêmica; necessitam-se, antes, estratégias adequadas para satisfazer a necessidade
de aprendizagem de cada aluno.
Segundo Piaget, quando o aluno inicia a construção de noções matemáticas, o faz tornando-as coesas com a
situação concreta em que se apresentam. A diversidade dos alunos a que dirigimos os conhecimentos oferece
diferenças que residem nas capacidades e nas motivações para aprender, o que supõe uma adaptação
individualizada de objetivos, conteúdos, métodos de ensino, organização da aula, avaliação, etc. Não é possível
impor o método de ensino válido a partir de uma generalidade, nem para todos os alunos nem para todos os
conteúdos. Cada um tem seu próprio estilo de aprendizagem e cada conteúdo.
Skemp distingue dois tipos de compreensão: – Compreensão “relacional”, utilizada para saber como se
desenvolver nos casos específicos e permitir um posicionamento em procedimentos a fim de procurar
conhecimentos matemáticos mais gerais. – Compreensão “instrumental”, que é uma memorização – pura e
continuada – de regras para aplicar em cada caso específico, sem chegar a discernir seu funcionamento.
PARA QUE APRENDEMOS MATEMÁTICA? QUE FINS PERSEGUE SEU ENSINO?
Formalmente, pretende-se conhecer os valores da aprendizagem matemática: facilitar os meios para
raciocinar e pensar melhor.
Isto não é o principal para outros, os quais baseiam o ensino da disciplina na relação pensamento lógico e
raciocínio matemático (ensinar a pensar). É preciso ampliar o programa de matemática para a consecução desse
objetivo com o tratamento das habilidades básicas que permitem se adaptar continuamente às mudanças do
processo de ensino/aprendizagem e, em consequência, às necessidades que elas impõem. Não se deve ignorar que o
desenvolvimento de novos conceitos e conhecimentos depende das habilidades intelectuais básicas.
É muito importante estimar a evolução intelectual da criança e os seus interesses, procurando que a
instrução ofereça-lhe uma projeção prática que a faça ver a utilidade do que está aprendendo. Não devem ser
ignoradas as diferenças individuais, mas praticar um ensino que assuma os distintos estilos de aprendizagem e a
amplitude matemática que cada aluno manifeste.
PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA ELEMENTAR
Aprender matemática é um procedimento extraordinário para adquirir e desenvolver capacidades cognitivas
gerais. Existem atividades, como a resolução de problemas, a busca de semelhanças e diferenças, a seleção e a
aplicação de algoritmos, etc, que podem favorecer a transferência a outros setores da aprendizagem. A matemática
é uma criação da mente humana, e seu ensino deve transformar-se em autênticos processos de descoberta por
parte do aluno. Não se aprende matemática, faz-se, é uma ciência em que prevalece o método sobre o conteúdo.
A partir desse ponto de vista, os objetivos que se apresentem devem se situar no manipulável e concreto e
tentar conduzir o aluno até o simbólico e abstrato. Assim, há de se conseguir a introdução de conceitos e
procedimentos básicos para sua posterior aplicação, além da utilização de recursos de compreensão e exploração
que permitam a passagem de um estágio a outro. Por isso, a importância das operações algorítmicas de soma,
subtração, multiplicação e divisão.
O ensino e a aprendizagem destes conteúdos devem ser observados com especial atenção e cuidado,
considerando que o âmbito do conhecimento matemático gerou um bom número de dificuldades de aprendizagem
nos alunos, apesar de não existir, em muitos casos, outro tipo de deficiência que o justificasse. Nesse sentido, é
importante refletir que muitas dificuldades foram produzidas por um ensino inadequado e pouco funcional dos
conteúdos matemáticos.
O estudo prematuro de certos conteúdos, pode ser causa de bloqueios ou fracassos, assim como o enfoque
da aprendizagem a partir de leis e princípios gerais para chegar supostamente à sua aplicação. Facilitar a construção
de um conhecimento em alunos dessas idades supõe partir da própria experiência, buscando um apoio concreto que
favoreça a tarefa.
No entanto, alguns alunos com dificuldades mais sérias de aprendizagem têm problemas para chegar ao
pensamento abstrato; é necessário que lhes sejam oferecidos apoio concreto e trabalho sobre conteúdos mais
diretamente relacionados com sua experiência diária.
HABILIDADES PRÉ-ARITMÉTICAS é o grau de competência de um sujeito concreto frente a um determinado
objetivo/ Capacidade, aptidão, competência.; Pré: indica anterioridade, antecedência.
Aritméticas: Ciência que estuda as propriedades elementares dos números racionais; Parte da matemática
que estuda as operações numéricas: soma, subtração, multiplicação, divisão etc; tudo que pressupõe um cálculo
qualquer.
Molina et al (2015) “Estudos demonstram que a cognição numérica – compreensão implícita de
numerosidade, ordinalidade, contagem e aritmética simples –, está presente desde o início do desenvolvimento
humano, como um sistema inato, biologicamente primário e presente em outras espécies animais, o que sugere sua
abrangência universal.
Geary (2000): as habilidades matemáticas humanas: primárias: de origem biológica, desenvolve-se durante
os anos juntamente com a linguagem; composta por compreensão implícita de numerosidade, início da contagem e
da aritmética simples, ordinalidade. Secundárias: são determinadas culturalmente pelo ensino regular; composta por
conceito de número e a contagem, a aritmética, cálculo e resolução de problemas.
MOLINA ET AL
Cognição Numérica: é constituída por: Senso Numérico (sistema primário);
Processamento Numérico (sistemas secundários)
Compreensão Numérica: entendimento dos símbolos numéricos;
Produção Numérica: leitura, escrita e contagem de números, Cálculo: operações matemáticas.
COMPETÊNCIA ARITMÉTICA BUTTERWORTH (2005):
Domínio prévio do conceito de numerosidade, número ou quantidade de elementos de um conjunto. Base
para aquisição das habilidades aritméticas: conceito de numerosidade, habilidades de memória de trabalho,
cognição espacial, certas habilidades linguísticas.
Gualberto, Aloi, Carmo (2009): “Habilidades pré-aritméticas são um conjunto de repertórios tidos como pré-
requisito à aquisição de habilidades matemáticas complexas.”
“Comportamentos de ordenar, comparar, classificar, diferenciar maior e menor, mais e menos, antes e
depois, identificar os numerais, nomear os números constituem habilidades iniciais fundamentais que farão parte,
posteriormente, da aquisição do conceito de número e de outros comportamentos matemáticos.”
CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE NÚMERO
Kamii (1986): “O número, de acordo com Piaget, é uma síntese de dois tipos de relações que a criança
elabora entre os objetos (por abstração reflexiva). Uma é a ordem e a outra é a inclusão hierárquica”
Ou seja, o conceito de número é construído pelas crianças, individualmente, a partir de todos os tipos de
relações que ela cria com os objetos que a cercam.
Vygotsky (1989) “o aprendizado das crianças começa muito antes delas frequentarem a escola. Qualquer
situação de aprendizado com a qual a criança se defronta na escola tem sempre uma história prévia”.
Lorenzato (2008) “A exploração matemática pode ser um bom caminho para favorecer o desenvolvimento
intelectual, social e emocional da criança. Do ponto de vista do conteúdo matemático, a exploração matemática
nada mais é do que a primeira aproximação das crianças, intencional e direcionada, ao mundo das formas e das
quantidades.”
Júnior e Bazan Blanco (2018):
Dehaene (1997): senso numérico foi definido por Tobias Dantzig (1954), como uma faculdade inata que
permite ao homem discriminar a retirada ou adição de elementos num pequeno grupo. Dehaene (2001): afirma que
o senso numérico é a capacidade do indivíduo de compreender rapidamente, aproximar e manipular quantidades
numéricas. É a capacidade mais básica e inata de reconhecer, representar, comparar, estimar, julgar magnitudes não
verbais, somar e subtrair números sem a utilização de recursos de contagem, presente em todo ser humano, ainda
em seu primeiro ano de vida, e também em alguns animais.
Subitização capacidade de discernir rapidamente o número de um conjunto com até quatro elementos,
capacidade de responder diferencialmente ao acréscimo ou retirada de elementos nesse conjunto base filogenética,
estando presente em bebês humanos e animais. Por meio desses estudos, pode-se identificar que recém-nascidos
conseguem discriminar numerosidade de pequenos grupos com dois e três elementos e que bebês de cinco meses
são capazes de realizar cálculos simples.
Quando o número de elementos ultrapassa quatro, a subitização é substituída pela estimativa. Hauser e
Spelke (2004): bebês humanos, assim como outros animais, são capazes de discriminar diferenças em conjuntos de
objetos.
Corso, Dorneles (2010, p.299): Crianças com senso numérico desenvolvido sabem o que os números
significam. Barbosa (2007; 2012).
Barbosa (2012): embora não haja dúvidas de que os bebês sejam sensíveis às informações numéricas
presentes no ambiente, ainda existem várias questões pendentes quanto à origem dessa sensibilidade.
Geary (2000) utiliza a terminologia habilidades quantitativas primárias no sentido semelhante ao senso
numérico, essas habilidades relacionam-se a: numerosidade, ordinalidade, contagem e aritmética simples.
LINGUAGEM MATEMÁTICA
O que se estuda na aritmética?
É a parte da matemática que lida com as operações numéricas: soma, subtração, divisão e multiplicação. O
estudo da aritmética é importante porque, para que seja possível resolver problemas mais complexos, é necessário
compreender bem essas quatro operações matemáticas citadas, Problemas da matemática: aparecem quando
princípios básicos da aritmética não estão suficientemente consolidados.
Ensino de Aritmética: Fundamentado na produção de significados; ofereça condições para que o ensino de
matemática seja consistente e legítimo.
Segundo Danyluk (apud KLUSENER, 2007), [...] é fundamental compreender o sentido do fenômeno da
alfabetização matemática. Ser alfabetizado em matemática é entender o que se lê e escreve, o que se entende a
respeito das primeiras noções de aritmética, geometria e lógica, sem perder a dimensão social e cultural desse
processo: é buscar o significado do ato de ler e de escrever”.
“Na matemática, ao ler um texto, nos deparamos com símbolos. Para que o texto seja compreendido,
devemos nos familiarizar com os símbolos que nele estão inseridos. Também é preciso considerar que devemos
encontrar sentido nos símbolos e nas formas matemáticas para que possamos entender tais formas e raciocinarmo-
nos com elas”
É de extrema importância encontrar sentido nos símbolos matemáticos e compreender os seus significados para
conseguir raciocinar e expressar na linguagem específica da matemática. (KLEIN e GIL, 2003). Salienta-se ainda que
os símbolos numéricos também transmitem informações, em geral de modo mais rápido e econômico. (Oliveira,
2009). Os símbolos matemáticos podem representar informações, ideias ou resultados.
No processo de compreensão dos conceitos matemáticos, fica evidenciada a responsabilidade que o
professor deve assumir perante seus alunos para levá-los à compreensão dos símbolos por meio de uma linguagem
acessível, só então partindo para um trabalho mais consciente com a linguagem matemática.
OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS
No processo de compreensão dos conceitos matemáticos, fica evidenciada a responsabilidade que o
professor deve assumir perante seus alunos para levá-los à compreensão dos símbolos por meio de uma linguagem
acessível, só então partindo para um trabalho mais consciente com a linguagem matemática.
Realizamos uma operação toda vez que agimos sobre os objetos e realizamos neles alguma transformação.
Durante nosso desenvolvimento, adquirimos habilidades que nos permitem fazer e desfazer ações mentais. Assim,
podemos dizer que as operações aritméticas são ações que realizamos com números para transformá-los em outros
números. As Operações Aritméticas Fundamentais são: adição, subtração, multiplicação e divisão, mas juntaremos a
elas outras três: potenciação, radiciação e logaritmação.
O significado de adição é a ação de adicionar ou de acrescentar alguma coisa. No senso comum, podemos
dizer “juntar”, “somar”, “incrementar” etc. O significado de subtração é a ação de encontrar a quantidade pela qual
um valor excede o outro, ou a ação de diminuir
Matematicamente, a adição no conjunto dos números naturais é conceituada assim: Sejam a e b dois
números naturais. Definimos adição dos números a e b a operação que permite obter, a partir desses, um outro
número c, quando: Juntamos as duas quantidades dadas, ou; acrescentamos uma das quantidades à outra
Representações: Na forma horizontal abc + = ou na forma vertical
IDEIAS BÁSICAS DA SUBTRAÇÃO: Retirar ou ideia subtrativa.
Completar ou ideia aditiva; Comparar;
O significado de multiplicação, na aritmética, é operar dois números para, por fim, somar um deles tantas
vezes quantas forem as unidades do outro. Definimos multiplicação entre os números a e b a operação que permite
obter, a partir desses, um outro número c.
A operação de multiplicação admite uma inversa: a divisão. Matematicamente, a divisão, no
conjunto dos números naturais.
Muitas vezes a divisão não é exata, ou seja, distribuímos a quantidade a para b objetos ou pessoas e
ainda sobram elementos. A sobra é chamada de resto da divisão.
IDEIAS BÁSICAS DA MULTIPLICAÇÃO; Adição de parcelas iguais; Ideia combinatória; Produto cruzado.
IDEIAS BÁSICAS DA DIVISÃO; Distribuir; Agrupar.
COMO O CÉREBRO APRENDE? O cérebro aprende a partir da combinação de diversos estímulos
William Glasser: teoria da pirâmide de aprendizagem - metodologias passivas (como ler e escutar) trazem
menos resultado do que as metodologias ativas e interativas (como discutir e ensinar a alguém); - a porcentagem de
assimilação de informação é maior quando você interage de algum modo com o conteúdo. - a porcentagem de
retenção equivaleria a:
Ler – 10%
Ouvir – 20%
Observar – 30%
Ver e ouvir – 50%
Debatendo com os outros 70%
Fazer – 80%
Ensinar aos outros – 95%
TRANSTORNOS DE APRENDIZAGENS
Envolvem deficiências ou dificuldades na concentração, atenção, linguagem ou processamento visual de
informações. O diagnóstico inclui avaliações médicas, psicológicas, intelectuais, educacionais, de fala e linguagem, o
termo é usado para descrever dificuldades específicas para adquirir habilidades acadêmicas básicas, dificulta o
desenvolvimento intelectual, acadêmico, profissional e até social.
Esses distúrbios são considerados transtornos do neurodesenvolvimento, aparecem nos primeiros anos da
infância, mesmo antes da criança chegar à idade escolar. Todavia, como se manifestam em situações específicas de
aprendizado, dificilmente os pais conseguem perceber sintomas antes. Esses transtornos consistem tanto em
dificuldades no processo de aprendizagem quanto em alterações comportamentais.
DISCALCULIA
A Discalculia é um transtorno de aprendizagem que afetas os indivíduos e os fazem ter dificuldade para
pensar, refletir, avaliar ou raciocinar atividades relacionadas à matemática, é caracterizada pela dificuldade no
aprendizado dos números. As crianças apresentam uma inabilidade para lidar com contagens, sequências e
operações aritméticas. Mas é importante ressaltar que isso não tem a ver com inteligência, mas com uma deficiência
na compreensão matemática.
"Crianças portadoras de discalculia são incapazes de identificar sinais matemáticos, montar operações, classificar
números, entender princípios de medida, seguir sequências, compreender conceitos matemáticos, relacionar o valor
de moedas entre outros."
"Para que o professor consiga detectar a discalculia em seu aluno é imprescindível que ele esteja atento à trajetória
da aprendizagem desse aluno, principalmente quando ele apresentar símbolos matemáticos malformados,
demonstrar incapacidade de operar com quantidades numéricas, não reconhecer os sinais das operações,
apresentar dificuldades na leitura de números e não conseguir localizar espacialmente a multiplicação e a divisão.
Caso o transtorno não seja reconhecido a tempo, pode comprometer o desenvolvimento escolar da criança, que
com medo de enfrentar novas experiências de aprendizagem adota comportamentos inadequados, tornando-se
agressiva, apática ou desinteressada."