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Texto EGITO ANTIGO

O documento aborda a história do Egito Antigo, desde sua localização geográfica e a formação dos primeiros reinos até a unificação do Estado egípcio por volta de 3200 a.C. Ele descreve os períodos da história egípcia, a política teocrática sob os faraós, a estrutura social e econômica, além das práticas religiosas e avanços em ciências e literatura. O Egito Antigo é apresentado como uma civilização complexa, marcada por inovações e influências duradouras.

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Texto EGITO ANTIGO

O documento aborda a história do Egito Antigo, desde sua localização geográfica e a formação dos primeiros reinos até a unificação do Estado egípcio por volta de 3200 a.C. Ele descreve os períodos da história egípcia, a política teocrática sob os faraós, a estrutura social e econômica, além das práticas religiosas e avanços em ciências e literatura. O Egito Antigo é apresentado como uma civilização complexa, marcada por inovações e influências duradouras.

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Colégio Estadual Murilo Braga

Aluno(a):
___________________________________________________________
Prof.ª : Wilson Moura Série/Ano: _______
Data: ____/_____/_____
Texto de Aprendizagem de História - EGITO ANTIGO

Localização
localizado no extremo Nordeste da África, em uma região de deserto, e se dividia no sentido sul-norte por um
vale pequeno e fértil onde corre o rio Nilo.
• No Neolítico, com o aumento populacional, tornaram-se necessárias obras hidráulicas, como a construção
de diques e canais, para o cultivo agrícola.
• A construção de diques e outras obras foram realizadas inicialmente pelas coletividades locais e regionais
conhecidas como nomos.
• NOMO: nome que recebiam as regiões administrativas, econômicas e religiosas do Egito antigo. O seu
governante era chamado de nomarca.
• Estima-se que uma das primeiras cidades surgidas na região do rio Nilo foi Maadi em cerca de 3500 a.C.
• Indicam evidências de abrigos e cabanas, estruturas administrativas, silos de grãos, como o trigo e a
cevada (caixas de armazenamento feitas com tijolos de barro) e locais de sepultamento. Também foram
encontrados cobre e betume, que assim como os grãos eram utilizados para trocas comerciais na
Antiguidade.
• Assim deve ter ocorrido com uma série de outras cidades que iam surgindo no vale do Nilo,
estabelecendo-se em terras férteis e relacionando-se com centros urbanos próximos, como exemplo,
Hierakonpolis e Naqada, Abydos, entre outras.
• As atuações dos nomarcas – chefes dos nomos –, a expansão das atividades agrícolas, graças às obras de
irrigação e drenagem, e as seguidas disputas regionais contribuíram para a fusão dos nomos, originando,
por volta de 3500 a.C., dois reinos: o do Alto Egito, ao sul, e o do Baixo Egito, ao norte, na região do
delta do Nilo.
• Unificação do Egito Antigo
• Séculos depois, perto de 3200 a.C., deu-se a unificação do Estado egípcio, o primeiro reino unificado
de que se tem conhecimento na História.
• A sede inicialmente foi a cidade de Tínis, e mais tarde Mênfis.
• Menés ou Narmer (em grego): o nome Menés aparece em alguns registros, como a Lista Real de Abydos
e o Papiro de Turim.
Períodos da história egípcia
• A história do Egito está dividida em três grandes períodos: o Antigo Império (3200 a.C.- 2300 a.C.), o
Médio Império (2000 a.C.-1580 a.C.) e o Novo Império ( 1580 a.C.-525 a.C.).
• Antigo Império (3200 a.C. - 2300 a.C.), marcado por grande desenvolvimento econômico, sobretudo na
agricultura; desenvolvida a escrita hieroglífica; que registrou grande produtividade. O sepultamento em
sepulcros de pedra e, mais tarde, em pirâmides, como as de Gizé; foram construídas nesse período.
• Médio Império (2000 a.C.-1580 a.C.) período marcado por instabilidades, primeiro a descentralização do
poder real devido ao aumento de complexidade do reino, marcado pela reconstrução do poder central e
pela expansão territorial dos domínios egípcios, em especial para o sul na região habitada pelos cuxitas.
A reunificação do Egito ocorreu somente com Ahmés I, que expulsou os hicsos.
• Novo Império (1580 a.C.- 525 a.C.). fase iniciada com a expulsão dos hicsos e marcada como o momento
de maior prosperidade do Egito – Renascimento Saita. Os territórios egípcios foram alargados,
estendendo-se da Síria até a Núbia. Como destaque, pode-se apontar o reinado de Ramsés III, da 20ª
dinastia, considerado o último grande rei egípcio antes do domínio estrangeiro.
• O Egito foi governado por faraós de 26 dinastias. O declínio final do império se deu com a invasão dos
persas em 525 a.C. Comandados por Cambises, filho de Ciro e rei da Pérsia entre 530 a.C. e 522 a.C., os
persas derrotaram os egípcios na Batalha de Pelusa e conquistaram definitivamente a região.
• O Egito foi dominado por vários povos durante pelo menos 2500 anos, tendo se tornado sucessivamente
província do Império Persa, território ocupado por macedônios, romanos, árabes, turcos e finalmente
ingleses.
• Esse domínio instaurou no Egito uma dinastia de origem macedônica, chamada ptolomaica ou lágida, à
qual pertenceu Cleópatra, uma das personagens mais famosas da história antiga. Ocupou o trono em 51
a.C., depois da morte do pai, Ptolomeu XII, e nele permaneceu até sua morte, em 30 a.C.
• O filho de Cleópatra com o ditador romano Júlio César foi o último rei ptolomaico
Política no Egito Antigo
• Faraó: soberano todo poderoso, considerado o deus vivo. Era objeto de culto e sua pessoa era sagrada.
O faraó tinha autoridade absoluta: concentrava em si os poderes político e espiritual. Ele ocupava o
topo da hierarquia social, filho de Amon-Rá, o deus-sol, e encarnação de Hórus, o deus-falcão. Por isso,
esse governo é chamado de teocrático.
• Nomarcas, acumulavam grandes riquezas e tinham importante poderio regional, em alguns momentos,
disputado esse poder com os faraós, eles acabaram passando a atuar como representantes do poder
central, administrando aldeias e cidades, arrecadando impostos e fazendo cumprir as decisões do
faraó.
Sociedade
A organização da sociedade egípcia era bastante rígida.
A sociedade egípcia era patriarcal, com os homens normalmente chefiando as famílias. No entanto, as
mulheres gozavam de amplos direitos, incluindo a capacidade de possuir e herdar propriedades, participar
no comércio e até mesmo divorciar-se dos maridos.
A base da sociedade egípcia era formada pela grande massa de camponeses.
Os camponeses, chamados no Egito antigo de felás
• As oportunidades de educação e profissionais eram geralmente reservadas aos homens, mas as mulheres
também podiam tornar-se escribas, padres ou médicas, direitos como o de possuir e vender imóveis, fazer
contratos, casar e divorciar, receber herança, e prosseguir litígios em tribunal. Em caso de divorcio, os
maridos tinham a obrigação financeira para com as esposas e com as crianças que tiveram no casamento.
E em caso de falecimento do marido as mulheres assumiam a chefia militar, e se por algum acaso esse
marido fosse faraó do Egito, as mulheres poderiam também assumir o cargo de chefe de estado, assim
como aconteceu Hatshepsut e Cleópatra, que chegaram a se tornar Faraós. Embora isto fosse menos
comum devido ao elevado custo da educação e aos papéis tradicionais de gênero.
• O vizir era a maior autoridade do país depois do faraó; ele comandava a polícia, a justiça e a arrecadação
de impostos em todo o Império.
• Os escribas, por sua vez, também ocupavam posição de destaque; eles trabalhavam para o Estado, para
os templos religiosos e para o Exército. Para exercer a profissão de escriba, a pessoa precisava estudar
desde os cinco anos em uma escola especial, onde aprendia cálculo, leitura e escrita. De posse desses
conhecimentos, os escribas controlavam toda a vida econômica do Egito: as áreas cultivadas, os rebanhos,
o volume da colheita, os impostos arrecadados etc
Economia
• A economia egípcia apoiava-se na servidão coletiva: os camponeses eram obrigados a realizar grandes
obras de irrigação coordenadas pelo Estado, além de construir depósitos de armazenagem, templos,
palácios e monumentos funerários.
• Os egípcios usaram o arado, puxado por bois ou homens, para ajudar na plantação das sementes. Os
egípcios construíram um eficiente sistema de irrigação, formado por canais e diques.
• A agricultura seguia o modelo de produção coletivo e era controlada pelo Estado.
• Os egípcios plantaram, principalmente, cevada (cereal usado para fazer cerveja e outras bebidas
alcoólicas), trigo, azeitona, algodão, legumes e hortaliças (repolho, pepino, lentilha, nabo, rabanete) e
lótus (planta aquática). O papiro também era cultivado, pois os egípcios o usaram para fabricar uma
espécie de papel (também tinha o nome de papiro), pequenas embarcações e cestos.
• Os egípcios também criavam cabras, carneiros, burros, porcos, bois, cabras, gansos, hienas, antílopes,
pelicanos e gatos. Animais como coelhos, crocodilos e hipopótamos eram caçados pelos egípcios para
consumo e o rio oferecia a possibilidade da pesca.
• O uso do cavalo só ocorreu no nono império, e o camelo, animal símbolo da civilização egípcia, só foi
utilizado na época de Ptolomeu.
• Os artesãos usavam como matéria-prima: papiro, metais, pedras, madeiras e marfim. Fabricavam móveis,
tecidos, vidros joias, objetos de couro e cestos e potes de cerâmica.
• A indústria de cerâmicas, de mineração, têxteis, construção naval era também significativa. A matéria-
prima para a construção dos barcos vinha da Fenícia e o pagamento era baseado na troca de objetos de
arte e metais preciosos. O Egito também mantinha relações comerciais com a Arábia e a Índia.
• As pequenas operações comerciais internas eram feitas por troca direta, não existiam moedas, porém
circulavam objetos de cobre e de ouro com peso estável.
➢ Comércio interno e externo
• As primeiras moedas começaram a circular no Egito Antigo por volta do século V a.C. Antes disso, a
troca de mercadorias era o recurso mais utilizado.
• Os egípcios estabeleceram uma importante rede de comércio exterior. Comercializavam com a Núbia, a
Palestina, Biblos, Creta e Grécia.
Religião
• A religião egípcia foi muito importante para a manutenção da ordem existente.
• Toda pessoa, ao morrer, era julgada no Tribunal de Osíris.
• O Livro dos mortos: conjunto de textos nos quais o morto expunha suas qualidades e pedia absolvição
ao deus Osíris.
• Como os egípcios acreditavam em vida após a morte e no retorno da alma ao corpo, cultuavam os mortos
e desenvolveram técnicas de mumificação para conservar os cadáveres.
• Os corpos ficavam no túmulo junto com tudo o que seria utilizado no retorno à vida, como alimentos,
utensílios, joias e objetos pessoais.
• Para mumificar um corpo, geralmente se retiravam os principais órgãos internos, que eram tratados e
depois colocados em recipientes chamados de vasos canopos. O coração, considerado o centro da
inteligência e da força, era mantido no corpo
• O culto era politeísta, resultado da diversidade de nomos que, fundidos, deram origem à civilização
egípcia. Alguns dos deuses eram Amon-Rá, Osíris, Ísis, Set, Hórus, Anúbis e Ápis.
• Com o faraó Amenófis IV (1377 a.C.-1358 a.C.) foram realizadas profundas reformas de cunho político-
religioso.
• O próprio faraó teve seu nome mudado para Akhenaton (Ech-n-Aton = ‘aquele que adora Aton’), e foi
fundada uma nova capital próxima de Tebas, chamada Ahketaton (‘horizonte do disco solar’).
• Com a morte de Amenófis IV e sua sucessão por Tutancâmon, a religião tradicional politeísta foi
restabelecida.
Escrita
• A escrita do antigo Egito era chamada de hieroglífica (vem do grego “hieróglifo”, que significa sinal
sagrado) e era primitivamente pictográfica – cada símbolo representava um objeto.
• O material usado era o papiro.
• A escrita egípcia desenvolveu-se de três formas:
• a hieroglífica, considerada sagrada, mais antiga e composta de mais de seiscentos caracteres;
• a hierática, uma simplificação da hieroglífica; formato cursivo para fins comerciais.
• a demótica, mais recente e popular, formada por cerca de 350 sinais.
• O francês Jean-François Champollion (considerado o pai da egiptologia), professor de História da
Universidade de Grenoble, na França, foi quem conseguiu pela primeira vez,1822, traduzir um texto em
hieróglifos, gravado na famosa pedra de Roseta. A pedra foi encontrada na cidade de Roseta, por acaso,
durante uma expedição de Napoleão Bonaparte, em 1799, ao Egito.
Ciências
• Os egípcios desenvolveram o estudo da matemática e da geometria, voltada principalmente para a
construção civil. Usaram a raiz quadrada e as frações; calculavam também a área do círculo e do trapézio.
• A preocupação com as cheias e vazantes do Nilo estimulou o desenvolvimento da astronomia.
Observando os astros, localizaram planetas e constelações.
• O dia era dividido em 24 horas. A semana tinha dez dias e o mês, três semanas. O ano de 365 dias era
dividido em estações agrárias: cheia, inverno e verão.
• O desenvolvimento da prática da mumificação permitiu o maior conhecimento da anatomia humana,
possibilitando a realização de cirurgias no crânio. Tratavam de doenças do estômago, coração e de
fraturas.
• Desde o princípio, a arquitetura egípcia esteve relacionada à religiosidade, com a presença de muitos
monumentos para cultuar as divindades nas quais o povo acreditava. As construções mortuárias também
sempre estiveram muito presentes, como as mastabas (túmulos de forma retangular, feitos geralmente de
pedras), hipogeus (túmulos subterrâneos, que eram cavados nas rochas) e pirâmides (edificações
escalonadas, com degraus ou lisas, em que eram guardadas as múmias).
• Os egípcias foram o relógio de água e o de sol, usados para medir o tempo e calcular a época das enchentes
do Nilo. Os egípcios dividiam o ano em doze meses de trinta dias, acrescendo cinco dias para ajustar o
calendário no final de cada ano. Cada mês continha três semanas de dez dias e cada dia durava vinte e
quatro horas.
• Esse calendário era tão bem organizado que foi utilizado mais tarde pelos romanos para elaborar o
calendário deles, o qual serviu de base para o cristão.
• A aritmética e a geometria foram amplamente desenvolvidas para os cálculos aplicados à logística e à
administração do Império, sendo utilizadas para prever os recursos necessários à execução de uma obra:
a quantidade de dias, de tijolos, de operários e provisões para esses operários; a medição dos campos
cultivados e o cálculo de seus rendimentos etc.
Literatura
• A literatura mais antiga que se conserva procede do Império Antigo. As inscrições funerárias das
pirâmides são hinos aos deuses e revelam rituais de oferendas. Muitas inscrições autobiográficas de
tumbas privadas recordam a participação do defunto em acontecimentos históricos.
• O diálogo de um homem com sua Ba ("alma"), é um debate sobre o suicídio; e outra, o exemplo mais
antigo das canções que cantavam os harpistas nos banquetes funerários, aconselha: "Coma, beba e seja
feliz, antes que seja tarde!".
• Existem muitas histórias de personagens mitológicos como A disputa de Óros e Seth,A destruição da
humanidade, O relato dos dois irmãos e A viagem de Unamon.
• Dos textos funerários do Império Novo destaca-se, especialmente, o Livro dos mortos.
• Entre a narrativa destacam-se: Aventuras de Sinuhe, O relato do camponês eloqüente, Relato de um
náufrago e A história do rei Khufu e os magos.
Arte
• As figuras seguem a lei da frontalidade: cabeça, pernas, peito, ventre e braços de perfil; olhos, ombros,
umbigo e baixo-ventre de frente. Olhos, ombros, umbigo e baixo-ventre eram mostrados de frente. O
personagem principal de uma pintura deve ser representado sempre maior que os personagens
secundários.

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