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Matematica

O documento é um material didático sobre Matemática para o Concurso Nacional Unificado, abordando tópicos como conjuntos numéricos, operações básicas, equações, funções, geometria e estatística. Ele é destinado a candidatos de nível intermediário e contém informações sobre a estrutura e propriedades dos números naturais, inteiros e racionais, além de operações matemáticas. A obra foi publicada em janeiro de 2024 e todos os direitos autorais são reservados.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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CNU

Concurso Nacional Unificado

Bloco 8 - Nível Intermediário

Matemática
Obra

CNU - Concurso Nacional Unificado


Bloco 8 - Nível Intermediário

Autores

MATEMÁTICA • Edson Júnior, Kairton Batista (Prof. Kaká) e Sérgio Mendes

ISBN: 978-65-5451-290-9

Edição: Janeiro/2024

Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos


pela Lei nº 9.610/1998. É proibida a reprodução parcial ou total,
por qualquer meio, sem autorização prévia expressa por escrito da
editora Nova Concursos.

Esta obra é vendida sem a garantia de atualização futura. No caso Dúvidas


de atualizações voluntárias e erratas, serão disponibilizadas no site
www.novaconcursos.com.br. Para acessar, clique em “Erratas e www.novaconcursos.com.br/contato
Retificações”, no rodapé da página, e siga as orientações. [email protected]
SUMÁRIO

MATEMÁTICA..........................................................................................................................6
CONJUNTOS NUMÉRICOS: NATURAIS, INTEIROS, RACIONAIS E REAIS....................................... 6

NÚMEROS NATURAIS.........................................................................................................................................6

NÚMEROS INTEIROS...........................................................................................................................................7

POTÊNCIAS E RAÍZES......................................................................................................................... 14

SISTEMAS DE UNIDADES DE MEDIDAS............................................................................................ 22

COMPRIMENTO.................................................................................................................................................22

MASSA...............................................................................................................................................................23

ÁREA...................................................................................................................................................................23

VOLUME.............................................................................................................................................................24

TEMPO................................................................................................................................................................24

RAZÃO E PROPORÇÃO....................................................................................................................... 24

REGRA DA SOCIEDADE.....................................................................................................................................28

PORCENTAGEM.................................................................................................................................................42

JUROS SIMPLES E JUROS COMPOSTOS........................................................................................................46

EQUAÇÃO DO 1º GRAU....................................................................................................................... 53

EQUAÇÃO DO 2º GRAU....................................................................................................................... 54

SISTEMAS DE EQUAÇÕES.................................................................................................................. 56

EQUAÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS............................................................................... 60

FUNÇÕES............................................................................................................................................. 62

AFINS..................................................................................................................................................................67

QUADRÁTICAS...................................................................................................................................................71

EXPONENCIAIS..................................................................................................................................................76

LOGARÍTMICAS.................................................................................................................................................76

PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E GEOMÉTRICAS........................................................................... 78

ANÁLISE COMBINATÓRIA................................................................................................................. 87

PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA CONTAGEM...................................................................................................88


PERMUTAÇÃO...................................................................................................................................................88

ARRANJO...........................................................................................................................................................90

COMBINAÇÃO....................................................................................................................................................91

PROBABILIDADE................................................................................................................................. 94

ESTATÍSTICA BÁSICA......................................................................................................................100

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DADOS REPRESENTADOS EM TABELAS E GRÁFICOS..........................100

MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL..............................................................................................................104

Média............................................................................................................................................................... 104
Mediana........................................................................................................................................................... 105
Moda................................................................................................................................................................ 106

GEOMETRIA PLANA.........................................................................................................................106

POLÍGONOS E ÁREAS......................................................................................................................................106

PERÍMETROS...................................................................................................................................................113

CIRCUNFERÊNCIA E CÍRCULO........................................................................................................................113

TEOREMA DE PITÁGORAS..............................................................................................................................114

TRIGONOMETRIA NO TRIÂNGULO RETÂNGULO..........................................................................................115

GEOMETRIA ESPACIAL: ÁREAS E VOLUMES.................................................................................118

PRISMA............................................................................................................................................................118

PIRÂMIDE.........................................................................................................................................................118

CILINDRO..........................................................................................................................................................119

CONE.................................................................................................................................................................120

ESFERA.............................................................................................................................................................121
MATEMÁTICA

CONJUNTOS NUMÉRICOS: NATURAIS, INTEIROS, RACIONAIS E REAIS

NÚMEROS NATURAIS

Os números construídos com os algarismos de 0 a 9 são chamados de naturais. O símbolo


desse conjunto é a letra N, e podemos escrever os seus elementos entre chaves: N = {0, 1, 2, 3,
4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, …}.
Os três pontos, conhecidos como reticências, indicam que este conjunto tem infinitos
números naturais.
O zero não é um número natural propriamente dito, pois não é um número de “contagem
natural”. Utiliza-se o símbolo N* para designar os números naturais positivos (excluindo o
zero). Veja: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7…}.

Dica!

O símbolo do conjunto dos números naturais é a letra N, e podemos ter ainda o símbolo N*,
que representa os números naturais positivos, isto é, excluindo o zero.

Conceitos básicos relacionados aos números naturais:

z Sucessor: é o próximo número natural.

„ Exemplo: o sucessor de 4 é 5, e o sucessor de 51 é 52. Ou seja, o sucessor do número “n”


é o número “n + 1”;

z Antecessor: é o número natural anterior.

„ Exemplo: o antecessor de 8 é 7, e o antecessor de 77 é 76. Ou seja, o antecessor do núme-


ro “n” é o número “n – 1”;

z Números consecutivos: são números em sequência;

„ Exemplo: 5, 6, 7 são números consecutivos, porém 10, 9, 11 não são. Assim, (n – 1, n e n


+ 1) são números consecutivos;

z Números naturais pares: são aqueles que, ao serem divididos por 2, não deixam resto.
Por isso, o zero também é par. Logo, todos os números que terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8 são
pares;
6
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z Números naturais ímpares: ao serem divididos por 2, deixam o resto 1;
z Todos os números que terminam em 1, 3, 5, 7 ou 9 são ímpares.

Também é importante lembrar que:

z A soma ou subtração de dois números pares tem resultado par:

12 + 8 = 20 | 12 – 8 = 4;

z A soma ou subtração de dois números ímpares tem resultado par:

13 + 7 = 20 | 13 – 7 = 6;

z A soma ou subtração de um número par com outro ímpar tem resultado ímpar:

14 + 5 = 19 | 14 – 5 = 9;

z A multiplicação de números pares tem resultado par:

8 · 6 = 48;

z A multiplicação de números ímpares tem resultado ímpar:

3 · 7 = 21;

z A multiplicação de um número par por um número ímpar tem resultado par:

4 · 5 = 20.

NÚMEROS INTEIROS

Os números inteiros são os números naturais e seus respectivos opostos (negativos). Veja:
Z = {..., –7, –6, –5, –4, –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}.
O símbolo desse conjunto é a letra Z. Uma coisa importante é saber que todos os números
naturais são inteiros, mas nem todos os números inteiros são naturais. Sendo assim, pode-
mos representar por meio de diagramas e afirmar que o conjunto de números naturais está
contido no conjunto de números inteiros, ou ainda que N é um subconjunto de Z. Observe:

Z
MATEMÁTICA

Podemos destacar alguns subconjuntos de números. Veja: 7


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z Números inteiros não negativos: {4, 5, 6...}. Veja que são os números naturais;
z Números inteiros não positivos: {… –3, –2, –1, 0}. Veja que o zero também faz parte deste
conjunto, pois ele não é positivo nem negativo;
z Números inteiros negativos: {… –3, –2, –1}. O zero não faz parte;
z Números inteiros positivos: {5, 6, 7...}. Novamente, o zero não faz parte.

Operações com Números Inteiros

Há quatro operações básicas que podemos efetuar com estes números, são elas: adição,
subtração, multiplicação e divisão.

Adição

É dada pela soma de dois números. Ou seja, a adição de 20 e 5 é: 20 + 5 = 25.


Veja mais alguns exemplos:

z Adição de 15 e 3: 15 + 3 = 18;
z Adição de 55 e 30: 55 + 30 = 85.

z Principais Propriedades da Operação de Adição

„ Propriedade comutativa: a ordem dos números não altera a soma —> 115 + 35 é igual
a 35 + 115;
„ Propriedade associativa: quando é feita a adição de 3 ou mais números, podemos
somar 2 deles primeiramente, e depois somar o outro. Independentemente da ordem
vamos obter o mesmo resultado —> 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10;
„ Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da adição, pois qualquer número somado
a zero é igual a ele mesmo —> 27 + 0 = 27; 55 + 0 = 55;
„ Propriedade do fechamento: a soma de dois números inteiros sempre gera outro
número inteiro. Exemplo: a soma dos números inteiros 8 e 2 gera o número inteiro 10
(8 + 2 = 10).

Subtração

Subtrair dois números é o mesmo que diminuir de um deles o valor do outro. Ou seja, sub-
trair 7 de 20 significa retirar 7 de 20, restando 13: 20 – 7 = 13.
Veja mais alguns exemplos:

z Subtrair 5 de 16: 16 – 5 = 11;


z 10 subtraído de 30: 30 – 10 = 20.

z Principais Propriedades da Operação de Subtração

„ Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da subtração, pois, ao subtrair zero de


qualquer número, este número permanecerá inalterado → 13 – 0 = 13;
8
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„ Propriedade do fechamento: a subtração de dois números inteiros sempre gera outro
número inteiro → 33 – 10 = 23.

Multiplicação

A multiplicação funciona como se fosse uma repetição de adições. Veja: a multiplicação 20


· 3 é igual à soma do número 20 três vezes (20 + 20 + 20), ou à soma do número 3 vinte vezes
(3 + 3 + 3 + ... + 3).
Algo que é muito importante, e que você deve lembrar sempre, são as regras de sinais na
multiplicação de números.

SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO
Operações Resultados
+ + +
– – +
+ – –
– + –

Atenção:

z A multiplicação de números de mesmo sinal tem resultado positivo: 51 · 2 = 102; (–33) · (–3)
= 99;
z A multiplicação de números de sinais diferentes tem resultado negativo: 25 · (–4) = –100; (–15)
· 5 = –75.

z Principais Propriedades da Operação de Multiplicação

„ Propriedade comutativa: A · B é igual a B · A, ou seja, a ordem não altera o resultado


—> 8 · 5 = 5 · 8 = 40;
„ Propriedade associativa: (A · B) · C é igual a (C · B) · A, que é igual a (A · C) · B —> (3 · 4)
· 2 = 3 · (4 · 2) = (3 · 2) · 4 = 24;
„ Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da multiplicação, pois ao multipli-
car 1 por qualquer número, esse número permanecerá inalterado —> 15 · 1 = 15;
„ Propriedade do fechamento: a multiplicação de números inteiros sempre gera um
número inteiro —> 9 · 5 = 45;
„ Propriedade distributiva: essa propriedade é exclusiva da multiplicação. Veja como fica: A
· (B + C) = (A · B) + (A · C), ou seja, 3 · (5+7) = 3 · (12) = 36.
MATEMÁTICA

Usando a propriedade: 3 · (5 + 7) = 3 · 5 + 3 · 7 = 15 + 21 = 36.

Divisão

Quando dividimos A por B, queremos repartir a quantidade A em partes de mesmo valor,


sendo um total de B partes. 9
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Exemplo: temos 50 balas e queremos dividir entre 10 pessoas, isto é, queremos dividir 50
em 10 partes de mesmo valor. Ou seja, nesse caso teremos 10 partes de 5 unidades, pois se
multiplicarmos 10 · 5 = 50. Ou, ainda, podemos somar 5 unidades 10 vezes consecutivas, ou
seja, 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 = 50.
Algo que é muito importante, e que você deve lembrar sempre, são as regras de sinais na
divisão de números.

SINAIS NA DIVISÃO
Operações Resultados
+ + +
– – +
+ – –
– + –

Atenção:

z A divisão de números de mesmo sinal tem resultado positivo: 60 ÷ 3 = 20; (–45) ÷ (–15) = 3;
z A divisão de números de sinais diferentes tem resultado negativo: 25 ÷ (–5) = –5; (–120) ÷
5 = –24

Esquematizando:

Dividendo
Divisor

30 5
0 6

Resto Quociente

Dividendo = Divisor · Quociente + Resto


30 = 5 · 6 + 0

z Principais Propriedades da Operação de Divisão

„ Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da divisão, pois, ao dividir qual-
quer número por 1, o resultado será o próprio número —> 15 ÷ 1 = 15.

Dica!
A divisão não possui propriedade do fechamento, diferenciando-se das demais opera-
ções com números inteiros. A divisão não possui essa propriedade, uma vez que ao dividir
números inteiros podemos obter resultados fracionários ou decimais: 2 ÷ 10 = 0,2 (não
pertence ao conjunto dos números inteiros).

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NÚMEROS RACIONAIS

São aqueles que podem ser escritos na forma da divisão (fração) de dois números inteiros.
A
Ou seja, escritos na forma B (A dividido por B), onde A e B são números inteiros.
7 –15
Exemplos: 4 e 9 são racionais. Veja, também, que os números 87, 321 e 1221 são racio-
nais, pois são divididos pelo número 1.
Atenção: qualquer número natural é também inteiro e todo número inteiro é também
racional.
O símbolo desse conjunto é a letra Q e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros e racionais, veja:

Representação Fracionária e Decimal

Há 3 tipos de números no conjunto dos números racionais:

8 3
7
z Frações: 3 , 5 , 11 etc.;
z Números decimais com finitas casas: 1,75;
z Dízimas periódicas: 0,33333...

Operações e Propriedades dos Números Racionais

As operações de adição e subtração de números racionais seguem a mesma lógica das ope-
rações com números inteiros. Veja:

15,25 + 5,15 = 15,25


20,4
+05,15
20,40

57,3 – 0,12 = 57,30


MATEMÁTICA

57,18
+00,12
57,18

z Multiplicação de números decimais: aplicamos o mesmo procedimento da multiplica-


ção comum, contudo, precisamos ficar atentos à colocação da vírgula.
11
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4,06 · 1,70 = 6,9020 ou 6,902

4,06 → 2 casas
decimais
x 1,70 → 2 casas
decimais
000 +
2842
406
6,9020 → 4 casas
decimais

z Divisão de números decimais: devemos multiplicar ambos os números (divisor e divi-


dendo) por uma potência de 10 (10, 100, 1000, 10000 etc.), de modo a retirar todas as casas
decimais presentes. Após isso, é só efetuar a operação normalmente.

5,7 ÷ 1,3
5,7 · 100 = 570
1,3 · 100 = 130
570 ÷ 130 = 4,38

NÚMEROS REAIS

É o conjunto que envolve todos os outros conjuntos, ou seja, aqui encontramos os números
naturais, inteiros e racionais, envolvidos de uma única maneira. Dentro dos números reais,
podemos envolver todos os outros números dentro das operações matemáticas, sejam elas de
adição, subtração, multiplicação ou divisão.
O símbolo desse conjunto é a letra R e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros, racionais e reais. Veja:

Z
R
N

Operações e Propriedades dos Números Reais

As operações adição, subtração, multiplicação e divisão ocorrem com os números reais tal
como ocorre com os números racionais.

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NÚMEROS PRIMOS

Um número natural é definido como primo se tiver exatamente dois divisores: o número
1 e ele mesmo. Contudo, temos que, por definição, os números 0 e 1 não são números primos.
Lembre-se de que o 2 é o único número par que também é primo!

Importante!
Não há consenso sobre haver ou não números primos negativos. Contudo, para seu conhe-
cimento, o conceito de primalidade para números inteiros é diferente. O número p precisa
ser divisível por 1, –1, p e –p, isto é, precisa ser dividido por 1, –1, por ele mesmo e pelo
seu inverso.

Para identificar um número primo, é necessário analisar seus divisores. Para isso, vamos
estudar um pouco mais a fundo múltiplos e divisores de um número.

MÚLTIPLOS E DIVISORES

Sejam dois números naturais x e y, temos que x é múltiplo de y quando existe um número
natural z tal que x = y · z.
Dessa maneira, temos que 30 é múltiplo de 3, uma vez que 3 · z = 30, onde z = 10. De mesma
forma, 30 é múltiplo de 10, uma vez que 10 · z = 30, onde z = 3.
Vamos calcular alguns dos múltiplos de 2 multiplicando o 2 por todos os números naturais
de 0 a 10.

2·0=0
2·1=2
2·2=4
2·3=6
2·4=8
2 · 5 = 10
2 · 6 = 12
2 · 7 = 14
2 · 8 = 16
2 · 9 = 18
2 · 10 = 20

Assim, temos que o conjunto N dos múltiplos de 2 é N = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20...}.
Lembre-se de que o conjunto dos múltiplos é infinito!
Sejam dois números naturais x e y, temos que x é divisor de y quando existe um número
y
natural z tal que z = x de maneira que não haja resto na divisão.
Dessa maneira, temos que 5 é divisor de 300, uma vez que 300 ÷ 5 = z, tal que z = 60.
Para encontrarmos os divisores de um número, verificamos se o resultado da divisão é
inteiro. Vejamos os divisores de 30:
MATEMÁTICA

30 ÷ 30 = 1
30 ÷ 15 = 2
30 ÷ 10 = 3
30 ÷ 6 = 5
30 ÷ 5 = 6
30 ÷ 3 = 10 13
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30 ÷ 2 = 15
30 ÷ 1 = 30

Temos, então, que o conjunto D dos divisores de 30 é dado por D = {1, 2, 3, 5, 6, 10, 15 e 30}.
Perceba que, ao contrário do conjunto dos múltiplos, o conjunto dos divisores é finito!

POTÊNCIAS E RAÍZES

A matemática nasceu das necessidades humanas de controle de sistemas de ordem social,


como o número de indivíduos nos rebanhos, as operações financeiras antigas envolvendo
trocas, a tentativa de entender os processos astronômicos, entre outros.
As operações simples nasceram da contagem nos dedos, por exemplo. A poderosa mate-
mática que hoje conduz aos estudos das previsões do tempo, do lançamento de foguetes ao
espaço, da física quântica e da relatividade, teve origem nas contas feitas nos dedos! Logo, ela
é derivada de raciocínios simples que, somados, levam à complexidade.
Nesse sentido, vamos seguir um raciocínio simples para que você entenda a potenciação,
de onde ela nasceu e, depois, sua operação inversa, a radiciação.
Depois de um tempo usando os números, já em notações escritas, deve-se ter percebido
que a multiplicação é a soma de fatores iguais. Veja:

3 + 3 + 3 + 3 = 4 vezes o 3 = 4 · 3 = 12.

Importante! Muitas vezes, vemos nos livros didáticos um erro de notação matemática. O sím-
bolo do produto ou multiplicação pode ser x (que pode ser confundido com a letra x num texto),
* ou ·· . No entanto, não pode ser *, em cima na linha, nem . embaixo. O asterisco e o ponto devem
estar no meio da linha. Um ponto na parte debaixo pode ser confundido com a notação de deci-
mal, por exemplo, 3.2 é um decimal e 3 · 2 é 6.

Mesmo um número x ∈ R pode ser multiplicado considerando sua parte fracionária ou


decimal:

2.142857 + 2.142857 = 2 vezes o 2.142857=2 · 2.142857 = 4.285714.

Usando o mesmo raciocínio, a potenciação nasceu da multiplicação de fatores iguais:

2 · 2 · 2 · 2 = 2 multiplicado 4 vezes por ele mesmo.

Uma das principais evoluções que ocorreram na matemática foi o desenvolvimento das
notações, uma espécie de alfabeto modificado para que seja mais fácil a comunicação; essa
linguagem matemática usa símbolos vários, alguns mais complexos, com significados tam-
bém complexos, mas não é o caso da linguagem utilizada no ensino médio.

A notação para 2 · 2 · 2 · 2 = 2 multiplicado 4 vezes por ele mesmo = 2^4.

14
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Cada número recebe um nome para que possamos nos comunicar sobre esse tema, a
potenciação.

4 → Expoente
2


Base

O expoente recebe, também, o nome de potência; assim, dizemos que a base 2 está elevada
a 4ª potência ou ao expoente 4.
Para entendermos que os expoentes podem fazer parte de qualquer conjunto de número
(aqui, vamos até o conjunto dos números R ), precisamos compreender um pouco mais sobre
a multiplicação. Baseados na soma que gerou a multiplicação, podemos fazer uma multipli-
cação um pouco mais complexa do que aquela do exemplo acima usando os fatores de soma.
Vejamos:
35 · 10,5 = 367,5 é feito usando um algoritmo de multiplicação aprendido cedo na escola:

35
× 10,5
175
+ 00
35
367,5

Aqui vemos a soma intrínseca na multiplicação; o uso desse algoritmo é feito multiplican-
do cada número do 10.5 por 35. Com o aumento de uma casa decimal, o resultado do produto
avança uma casa para a esquerda, por isso, o 0 está debaixo do 7 e o 5, debaixo do 3. Feita
a soma, conta-se o número de casas decimais, nesse caso, uma, e coloca-se no resultado da
soma a vírgula ou ponto após o mesmo número de casas contadas nos produtos.
Um dos principais problemas no ensino de matemática é a escassez de informações forne-
cidas aos estudantes sobre o uso correto do sistema decimal. É de bom alvitre que o estudante
procure conhecer melhor os algoritmos derivados das operações matemáticas básicas em
função dos conhecimentos do sistema decimal.
Em função do que explicamos, podemos fazer aquela conta mentalmente, veja: separamos
a casa decimal, 0,5 e fazemos a multiplicação de 35 por 10, que dá 350, e somamos a multipli-
cação de 0,5 vezes 35, que, na verdade, é a metade de 35, i.e., 17,5.
Agora ficou fácil, somamos 350 a 17,5 e temos 367,5.
Baseados nesse raciocínio, podemos, também, usá-lo na potenciação, vejamos um caso
como exemplo:
23.5 = considerando a composição de fatores,temos, 21 ∙ 21 ∙ 21 ∙ 20.5 = 23 ∙ 20.5
Voltamos, então para a soma, i.e., 23 ∙ 20.5 = 23+0.5 = 23.5. Aqui, acrescentamos uma proprieda-
de natural da potenciação, os expoentes de mesma base podem ser somados; veremos mais
sobre isso à frente.
Nossa intenção não é dar a resposta dessa potência, mas mostrar que raciocinar sobre
MATEMÁTICA

potência associa as bases soma e produto e mostra que a potência pertence ao conjunto R.
Pertencer a R significa que temos potências que pertencem aos conjuntos dos números
naturais (N), aos inteiros (Z), aos racionais, aos irracionais. Vamos estudar cada caso, tanto de
potenciação quanto de radiciação em tópicos à frente.
Em termos de radiciação, considere o raciocínio. O número 8 = 2 ∙ 2 ∙ 2 = 23 (leia as equações
devagar e traduzindo para a língua portuguesa, nesse caso, oito é igual a três vezes 2 que é igual
15
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2 elevado ao expoente 3), que significa dizer que a raiz cúbica de 8 é um número que, ao ser
multiplicado 3 vezes por si mesmo, é igual a 8; nesse caso, o número deve pertencer ao conjun-
to dos reais e ser positivo como condição necessária para usar essa notação. A representação
em linguagem matemática desse raciocínio é 3 8 = 2 .
Assim como na representação matemática da potenciação, cada número recebe um nome
na estrutura da radiciação:

Índice 3
8


Base

Em geral nos problemas sobre radiciação, podemos usar o conceito de fatoração.

Importante!
A fatoração é a decomposição de um produto por seus componentes básicos. Uma vez
que os números primos são por definição divisíveis apenas por 1 e por si mesmos, fatorar
um número qualquer é decompô-lo no produto entre os números primos pelos quais ele é
divisível.

Para a raiz cúbica de 216 ^3 216 h, veja a fatoração em números primos:

216 2
108 2
54 2
27 3
9 3
3 3
1

Dizemos que 216 fatorado é 216 = 2 · 2 · 2 · 3 · 3 · 3 = (23 · 33) = (2 · 3)3, fazendo a substitui-
ção 216 = (2.3) 3 = 2 · 3 = 6. Observe que a multiplicação de bases diferentes com o mesmo
3 3

expoente é a multiplicação das bases, entre parênteses, elevada ao expoente igual.


Podemos ter casos vários casos dentro dos conjuntos de números com algumas restrições
que serão mostradas à frente. Aqui, queremos que entenda as ideias e os raciocínios. Vamos
analisar o caso de um número cuja raiz enésima com índice de valor n (veja o que é índice
na figura de raiz cúbica de 8, acima) de um número qualquer não apresenta valor inteiro ou
racional.
Considere 18 (nos casos em que o índice é omitido, n = 2). Fatorando, temos:

18 2
9 3
3 3
1

Então, temos, neste caso 18 = 32 ·2 = 3· 2 . Veja que o 3 foi retirado da raiz quadrada por
estar elevado ao quadrado, e o 2 permaneceu. Essa simplificação é considerada elegante
16 entre os matemáticos.
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POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO COM EXPOENTES NATURAIS

Consideremos uma potência cuja base é a ∈ R e o expoente é p > 0 e p ∈ N (lembre-se de tra-


duzir calmamente para o português a linguagem matemática). Neste caso, o valor da potên-
cia é o número b ∈ R, cujo raiz de índice p é o valor a.

an = b ⟷ n b = a

Esta afirmação é a base tanto da potenciação quanto da radiciação com números inteiros
e mostra o porquê dessas duas operações serem inversas uma da outra.
Quando tratamos de expoentes naturais, estamos analisando as bases para essas opera-
ções, também, com os expoentes inteiros, racionais e reais.
Algumas considerações são necessárias, nem sempre entendidas de modo intuitivo. Consi-
dere a afirmação a0 = 1 , a qual vale para qualquer que seja o valor de a . Podemos interpretar
essa igualdade como sendo multiplicado por si mesmo de a 0 vezes e, como a é alguma coisa,
não pode ser nada, e, em termos matemáticos, esse ente é necessário para que outras opera-
ções provadas possam ser definidas, então a0 = 1.
Numa outra análise com exemplos, estudemos as potências (–2)2, (–2)3 e –22:

(–2)2 = 1 · (–2) · (–2) = 4


(–2)3 = 1 · (–2) · (–2) · (–2) = –8
–22 = (–1) · 2 · 2 = –4

Os resultados dessas potências podem ser utilizados como base para qualquer outra potên-
cia de expoente natural (lembre o que é base, expoente, índice e radicando).
Qualquer que seja o valor de a , se ele estiver elevado por um número par, resultará em
b > 0· ( b = a) ,
pois, pelo princípio da multiplicação dos números, multiplicar dois números
n

positivos ou dois números negativos resulta sempre em um número positivo.


Caso a < 0, se ele for elevado a um expoente ímpar, o princípio anterior determina que b <
0, pois a multiplicação de números de sinais opostos resulta em um número negativo (an = b).
Por fim, podemos considerar a importância de se utilizar corretamente a notação apro-
priada, pois (–2)2 indica que (–2) está sendo multiplicado por si mesmo 2 vezes, porém –22
indica que está sendo multiplicado por si mesmo 2 vezes e o resultado multiplicado por (–1).
Para a radiciação, as conclusões anteriores permitem analisar dois casos distintos.
Se b > 0, para qualquer que seja o valor de n, a > 0, que é uma propriedade básica da
radiciação.
Vejamos isso com calma. A operação 4 = –2 é uma afirmação incorreta, apesar de (–2)2 =
4, pois não existe um número real que multiplicado por ele mesmo gere –2.
Aproveitemos para melhorar a relação entre potenciação e radiciação e explicar o que dis-
m
semos acima. Temos que n b m = b n , e que um expoente elevado a um outro expoente pode
MATEMÁTICA

ser multiplicado, i.e., (an)m = an ∙ m. Veja que essa relação pode ser entendida diretamente, pois
multiplicando m vezes n, termos n · m.
Agora podemos explicar o motivo de 4 = –2 não poder existir dentro dos conceitos mate-
máticos. Então, teremos:

1 1
]2 2g2
1
2
41 = –2 & 4 2 = –2 & = - 2 & (2) 2· 2 = –2 & (2) 1 = –2b
17
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Como solução para essa equação, pois nenhum número real –2 pode ser igual ao seu positi-
vo, a não ser que seja afirmado que esse número é um módulo, i.e., independente da posição
na reta dos números reais, o que interessa é sempre a distância do número em relação ao
início dos eixos. O número 5 está 5 unidades à direita da origem da reta dos reais e o número
–5 está 5 unidades à esquerda da origem da reta dos reais; então, como o que interessa é a
distância, os sinais não fazem sentido e representamos o 5 como modulo de 5, i.e., |-5|.
Por outro lado, então, mostrando novamente a importância da notação, temos que (–5)
2

= | –5| = 5 e não (–5) 2 = –5 .


Para o caso de base negativa com expoentes também negativos ímpares, i.e., b < 0, a ∈ R
apenas se n for ímpar resultando em a < 0, por exemplo,

3 3
3
–8 =
3
–2 = –2 3 = –21 = –2

Entretanto, isso não gerará um resultado dentro dos números reais se n for par. Faça o
teste!

POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO COM EXPOENTES INTEIROS

Lembre-se de que o conjunto dos números inteiros possui os números negativos, o que não
ocorre com o conjunto dos números naturais, então, os principais comentários aqui serão
sobre os expoentes negativos.
Pela definição da radiciação, um índice n não pode assumir valores negativos ou racionais;
entretanto, a mesma restrição não se aplica ao expoente de uma potência.
Pela noção de potência como o produto de um número vezes si mesmo n vezes, a ideia de n <
0 não apresenta sentido lógico em uma primeira análise; porém, se considerarmos que o sinal do
expoente diz respeito ao valor da base da potência, a situação se altera.
Veja o caso de 2–1. Ele representa o inverso da potência 21, portanto:

–1 1 1
2 = 1 =
2 2

Importante!
O inverso de um número qualquer a ∈ R é um número qualquer b ∈ R que torne a igualdade
1
a · b = 1 verdadeira. Logo b=
a
.

–n
Considerando agora uma potência de base a e expoente n < 0, i.e., para demonstrar
1
a =
n'
a
n
1 1
uma relação mais detalhada, podemos mostrar que corretamente temos a = a n = a n . –n

Essa definição é importante na resolução de problemas em equações exponenciais. Veja o


exemplo:

2
2 –1 2 ·3 2·2·3
2 ·2 ·3 = = 2·3 = 6
2 2

Uma observação importante é que, pela definição acima, o número 0n é um símbolo sem
significado, uma vez que o inverso de 0 não existe para o conjunto dos números reais.
18
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POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO COM EXPOENTES RACIONAIS

Os números racionais são aqueles que possuem casas decimais finitas ou infinitas com
repetição dos números.
A potenciação com expoentes racionais abre precedente para uma interpretação mais deta-
lhada da ideia da radiciação. Já vimos isso anteriormente, mas agora falaremos novamente.
Tomemos 16 = 22 ·22 = (2·2) 2 = 2·2 = 22 . É possível perceber que, se 24 = 42 = 16 ⟺ 4
16 = 4 =2
, melhorando para o uso dos números racionais mais diretamente,

1 1 4
16 = (16) 4 = (2 ) 4 = 2 4 = 2 .
4 4

Agora tomemos 2 , sendo que ^ 2 h2 = 2 = 4 , por substituição 2 = 4 . Para descobrirmos

como calcular isso, apenas devemos nos perguntar quantas n vezes devemos multiplicar 2
por si mesmo para que o resultado seja 4, tal que b = 2 . Se a resposta for n=4, ela está cor-
n

reta. Vejamos,

1 1 1 1 1 2 1
4 = ^ 4 h2 = 4 2 2 = 4 4 = ]2 g4 = 2 4 = 2 2 =
2
2.
·

Acompanhe as operações acima com calma e atenção.


Como raciocinar dessa maneira está longe da praticabilidade em uma prova, vamos resu-
mir isso afirmando que qualquer radiciação de radicando b e índice n pode ser escrita como
1
uma potência de base b e expoente n .

Voltemos ao primeiro exemplo:

1 1
4
16 = 16 2 = (2 ) 2

1
Podemos ler esse último termo como 24 multiplicado a si mesmo 2 vez, isso pode ser
transcrito como:

1
4· 2
2 = 22

Já no segundo caso, teríamos:

1 1 1 1
4 2 = ^4 2 h2 = 4 2 2 = 4 4 =
1 1 · 4
4 = 4

2 2 1
4 4
4 = 2 = 24 = 22 2
MATEMÁTICA

Com essas comparações estabelecidas, podemos definir uma potência de expoentes racio-
nais mais claramente.
Para uma base b ∈ R, um expoente m ∈ Z um índice n ∈ N e n ≠ 0, uma potência de expoentes
m m
racionais é definida como b n = n
b
m
, com n ∈ Q, como já mostrado acima.

POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO COM EXPOENTES REAIS


19
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Por fim, ao tratarmos de potências cujos expoentes pertencem ao conjunto dos números
reais, estamos nos referindo aos casos em que o expoente m ∈ Q v (ou) m ∈ I. Sendo Q o sím-
bolo dos números racionais e I dos irracionais.
Os casos em que m ∈ I dificilmente são pedidos no ensino médio, apesar de existirem, e são
calculados a partir de aproximações utilizando expoentes racionais. Por exemplo, o número
π com casas decimais infinitas e não repetitivas é usado para calcular rotas de navegações
interplanetárias, a NASA usa o número π com 15 casas decimais.
No caso de um expoente irracional α e uma base real a, temos então que, para quaisquer
dois expoentes racionais r e s tais que r < α < s, é verdadeiro ar < aα < as.
Como consequências das noções de potências de expoentes naturais e expoentes negati-
vos: 0α é um símbolo sem significado para α < 0, assim como aα para a < 0, uma vez que núme-
ros irracionais não podem ser classificados como par ou ímpar.
Baseados nos conceitos e definições anteriores, podemos agora listar as propriedades das
operações envolvendo potências e raízes de números naturais. Essas afirmações são válidas
para quaisquer números a ∧(e),b ∈ R, p ∧ q ∈ R e n ∧ m ∈ N:

z ap · aq = ap+q

23 · 22=(2 · 2 · 2) · (2 · 2) = 2 · 2 · 2 · 2 · 2 = 25

p
a p–q
q = a
z a

3
2
2 =2 ·2 =2 = 21
3 –2 3+(–2)

z (a · b)p = ap · bp

(2·3)2 = (2 · 3) · (2 · 3)=2 · 2 · 3 · 3 = 22 · 32= 4 · 9 = 36

p p
ba l = a
p
z b b

3 3
3 3 3 3 3 3
b3 l = = · · · = 3 3 = 27
2 2 ·2
·
2 2 2 2 2 8

20
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z (ap)q = ap·q

(22)2 = (22) · (22) = 22 + 2 =22 · 2 = 24 = 16

Dica
q
Atente-se à interpretação de notações! Apesar de ap e (ap)q possuírem notações simila-
res, o primeiro caso representa que o expoente p está elevado ao expoente q, enquanto o
segundo indica que a potência de ap está elevada ao expoente q.

n p n·m p·m
z a = a

2.2 3.2 3·2 3 3


4
26 = 2 = 2 2·2 = 2 2 = 2 = 2· 2

n n n
z a·b = a· b

1 1 1
6 = 2·3 = (2·3) 2 = 2 2 ·3 2 = 2· 3

n n
a a
=
b n
z b

1 1
2 22 2
= b2 l = 1 =
2
3 3 32 3

n p n p
z ( a) = ( a )

^ 2h =
4
2· 2 · 2· 2 = 2·2·2·2 =
4
2 =4

m n m ·n
z · a = a

1 1 1
2 2 = ^2 2 h = 2 4 =
2 1 4
2 = 2

A aplicação dos princípios anteriores facilita na hora de resolução de cálculos envolvendo


números grandes ou expressões extensas. O primeiro caso permite que operações envolven-
do multiplicação ou divisão sejam feitas utilizando valores menores, enquanto o segundo
reduz expressões para formas mais inteligíveis e fáceis de analisar.
Agora, em termos de cálculo da raiz quadrada e outras raízes, você receberá algoritmos
MATEMÁTICA

que poderão diminuir em muito o tempo dos seus cálculos em provas.


Uma dica para cálculo muito aproximado de raiz quadrada a partir do uso de cálculo dife-
rencial adaptada para o ensino médio:

1
x b w!

√ (w) raiz exata de um número natural N
mais próximo de x
21
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Por exemplo:

10 b 9 ! 1
b 3 + 1 = 3 + 1 = 3 + 1.66667 =
2·3 6
2· 9 = 3.166667

Foi usada a soma, pois 10 está mais próximo da raiz exata de 9 do que da raiz exata de
16. Lembre-se que essa fórmula é aproximada para você fazer uma prova objetiva, não uma
prova discursiva, mas, se você quiser usá-la, justifique.
Veja que a 10 , usando uma calculadora, é 3.162277; portanto, a fórmula gerou uma boa
aproximação e mais fácil de executar do que o algoritmo de cálculo de raiz quadrada.
Para calcular qualquer raiz (isso quase não é usado no ensino médio), a não ser para raízes
exatas, podemos usar uma aproximação também derivada do cálculo:

n
n x + (n–1) ·y
x = n–1
n·y

3
Por exemplo, para a raiz 11 , fazemos:

3 3
3 11 + (3–1) ·2 11 + (2) (2 ) 11 + 2·8
11 = 3–1 = = =
3·2 3·4 12
11 + 16 27
= = 2.25
12 12

O valor exato é 2.2239, portanto, uma boa aproximação novamente.

SISTEMAS DE UNIDADES DE MEDIDAS

Foram várias as unidades de medidas usadas ao longo do tempo desde a antiguidade. Não
há muito tempo, o número de sapatos no Brasil era medido através do tamanho de feijões
colocados um do lado do outro em sua maior extensão. Isso ocorria na zona rural, onde, para
comprar sapatos na cidade, uma pessoa fazia as compras para os outros, essa foi a origem do
número/tamanho dos sapatos no Brasil, mas em outros países, os valores são outros.
Os pés, antebraço, braço de governantes eram as medidas usadas nos países europeus.
Devido a essa diversidade, a França convocou seus melhores cientistas para gerar um siste-
ma métrico que pudesse servir de base para relações internas e internacionais.
A França, no final do século XVIII, ofereceu ao mundo o Sistema Métrico Decimal ou Siste-
ma Internacional de Unidades (SI) com valores objetivos para as várias grandezas de compri-
mento, massa, tempo, principalmente, e seus múltiplos e submúltiplos.

COMPRIMENTO

A medida de comprimento padrão do SI é o metro (m), cujos múltiplos são quilômetro


(km), hectômetro (hm), decâmetro (dam), e os submúltiplos são decímetro (dm), centímetro
(cm) e milímetro (mm). Existem mais múltiplos e submúltiplos que não são tão importantes
nessa fase de sua formação, o que não o impede de pesquisá-los.
22
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As relações dos valores dos múltiplos e submúltiplos do metro são mostrados na tabela
abaixo.

MÚLTIPLOS METRO SUBMÚLTIPLOS


km hm dam m dm cm mm
1.000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001 m

Dica
Para transformar m em km, pense que o km é 1.000 vezes maior que o m, logo o valor final
de m deverá ser um número 1.000 vezes menor que o valor inicial dado, i.e, se o desejo é
transformar 10 m em km, a relação usada será 10/1.000 = 0,01. Não faz sentido o m ser
maior que o km!

MASSA

No SI as unidades de medidas de massa são derivadas do grama. Os múltiplos seguem a


mesma nomenclatura e símbolos, i.e., k_ para mil vezes maior que o grama, h_ para 100 vezes
maior, da_ para 10 vezes maior, logo, os submúltiplos são dez vezes menores para cada medi-
da a direita, i.e., d_ 10 ou 0,1 vezes o valor do grama, c_ 100 ou 0,01 vezes o valor do grama e,
m_ 1000 ou 0,001 vezes o valor do grama. Esse raciocínio serve para todos os casos.
De fato, em termos gerais, as transformações seguem o modelo acima de cálculo, dos múl-
tiplos para os submúltiplos multiplica-se, para cada medida à direita, o valor 10, e dos sub-
múltiplos para os múltiplos, divide-se cada medida à esquerda pelo valor 10. Veja que esse
algoritmo serve para todos os tipos de medidas com capacidade de expoente 1, e está repre-
sentado na figura a seguir.

10x 10x 10x 10x 10x 10x

K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_

÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10

ÁREA

As medidas de área são diretamente derivadas do metro (m), assim como as de volume
que serão estudadas a seguir. O ponto central é a medida m2 e seus múltiplos e submúltiplo
são o km2, o hm2, o dam2 e os submúltiplos do m2 são o dm2, o cm2 e o mm2. As conversões de
medidas elevadas ao expoente 2 (ao quadrado) são feitas via múltiplos de 102 (100), veja a
figura:
MATEMÁTICA

100x 100x 100x 100x 100x 100x

K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_

÷ 100 ÷ 100 ÷ 100 ÷ 100 ÷ 100 ÷ 100

23
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VOLUME

A medida de capacidade mais usada é o litro (ℓ ou L, deve ser representado em l cursivo


ou com L maiúsculo). Apesar de as medidas de capacidade derivadas do ℓ serem vastamen-
te usadas, as medidas de capacidade no SI são os valores tridimensionais das medidas de
comprimento derivadas do m3, que formam o conjunto das medidas de volume. Nesse caso,
estudaremos as duas medidas e suas transformações, i.e., as medidas derivadas do litro e
derivadas do m3.
A partir do ℓ, tem-se os múltiplos: quilolitro (kℓ), hectolitro (hℓ) e o decalitro (daℓ); e os
submúltiplos: decilitro (dℓ), centilitro (cℓ) e o mililitro (mℓ).
Um litro equivale a 0,001 m3, essa é uma relação que você deve ter em mente para fazer as
transformações entre ℓ e m3 e, também, para os múltiplos e submúltiplos de ambos.

MÚLTIPLOS LITRO SUBMÚLTIPLOS


kl hl da l l dl cl ml
1.000 m 100 m 10 m 1m 0,1 m 0,01 m 0,001 m
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
1l 0,1l 0,01l 0,001l 0,0001l 0,00001l 0,000001l

A tabela de conversão de expoentes cúbicos requer que a conversão seja feita usando 103
(1.000). Veja a tabela a seguir.

103x 103x 103x 103x 103x 103x

K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_

÷ 103 ÷ 103 ÷ 103 ÷ 103 ÷ 103 ÷ 103

TEMPO

Medindo intervalos de tempo, temos como mais conhecidos hora, minuto e segundo. Veja
como se faz a relação nessa unidade:

z Para transformar de uma unidade maior para uma unidade menor, multiplica-se por 60:
1 hora = 60 minutos. Ou seja, 4 h = 4 · 60 = 240 minutos;
z Para transformar de uma unidade menor para uma unidade maior, divide-se por 60: 20
20 2 1
minutos = 60 = 6 = 3 da hora.

RAZÃO E PROPORÇÃO

A razão entre duas grandezas é igual à divisão entre elas. Veja:

2
5

24 Ou podemos representar por 2 ÷ 5 (lê-se 2 está para 5).


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Já a proporção é a igualdade entre razões. Veja:

2 4
=
3 6

Ou podemos representar por 2 ÷ 3 = 4 ÷ 6 (lê-se 2 está para 3 assim como 4 está para 6).
Os problemas mais comuns que envolvem razão e proporção é quando se aplica uma
variável qualquer dentro da proporcionalidade e se deseja saber o valor dela. Veja o exemplo:

2 x
= ou 2 ÷ 3 = x ÷ 6
3 6

Para resolvermos esse tipo de problema devemos usar a Propriedade Fundamental da


razão e proporção: produto dos meios pelos extremos.
Meio: 3 e x;
Extremos: 2 e 6.
Logo, devemos fazer a multiplicação entre eles numa igualdade. Observe:

3·X=2.6
3X = 12
X = 12 ÷ 3
X=4

Lembre-se de que a maioria dos problemas envolvendo esse tema são resolvidos utilizan-
do essa propriedade fundamental. Porém, algumas questões acabam sendo um pouco mais
complexas e pode ser útil conhecer algumas propriedades para facilitar. Vamos a elas!

Propriedade das Proporções

z Somas Externas

a c a+c
= =
b d b+d

Vamos entender um pouco melhor resolvendo uma questão-exemplo:


Suponha que uma fábrica vai distribuir um prêmio de R$ 10.000 para seus dois emprega-
dos (Carlos e Diego). Esse prêmio vai ser dividido de forma proporcional ao tempo de serviço
deles na fábrica. Carlos está há 3 anos na fábrica e Diego está há 2 anos. Quanto cada um vai
receber?
Resolução:
MATEMÁTICA

Primeiro, devemos montar a proporção. Sejam C a quantia que Carlos vai receber e D a
quantia que Diego vai receber, temos:

C D
=
3 2

Utilizando a propriedade das somas externas:


25
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C D C+D
= =
3 2 3+2

Perceba que C + D = 10.000 (as partes somadas), então podemos substituir na proporção:

C D C+D 10.000
= = = = 2.000
3 2 3+2 5

Aqui cabe uma observação importante!


Esse valor 2.000, que chamamos de “Constante de Proporcionalidade”, é que nos mostra o
valor real das partes dentro da proporção. Veja:

C
= 2.000
3
C = 2.000 · 3
C = 6.000 (esse é o valor de Carlos)
D
= 2.000
2
D = 2.000 · 2
D = 4.000 (esse é o valor de Diego)

Assim, Carlos vai receber R$6.000 e Diego vai receber R$ 4.000.

z Somas Internas

a c a+b c+d
= = =
b d b d

É possível, ainda, trocar o numerador pelo denominador ao efetuar essa soma interna,
desde que o mesmo procedimento seja feito do outro lado da proporção.

a c a+b c+d
= = =
b d a c

Vejamos um exemplo:

x 2
=
14 - x 5

x + 14 - x 2+5
=
x 2

14 7
=
x 2

7 · x = 2 · 14

14 · 2
x= =4
7

26
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Portanto, encontramos que x = 4.

Importante!
Vale lembrar que essa propriedade também serve para subtrações internas.

z Soma com Produto por Escalar

a c a + 2b c + 2d
= = =
b d b d

Vejamos um exemplo para melhor entendimento:


Uma empresa vai dividir o prêmio de R$ 13.000 proporcionalmente ao número de anos
trabalhados.
São dois funcionários que trabalham há 2 anos na empresa e três funcionários que traba-
lham há 3 anos.
Resolução:
Seja A o prêmio dos funcionários com 2 anos e B o prêmio dos funcionários com 3 anos de
empresa, temos:

A B
=
2 3

Porém, como são 2 funcionários na categoria A e 3 funcionários na categoria B, podemos


escrever que a soma total dos prêmios é igual a R$ 13.000.

2A + 3B = 13.000

Agora multiplicando em cima e embaixo de um lado por 2 e do outro lado por 3, temos:

2A 3B
=
4 9

Aplicando a propriedade das somas externas, podemos escrever o seguinte:

2A 3B 2A + 3B
= =
4 9 4+9

Substituindo o valor da equação 2A + 3B na proporção, temos:

2A 3B 2A + 3B
= = = 13.000 = 1.000
4 9 4+9 13
MATEMÁTICA

Logo,

2A
4
= 1.000

2A = 4 · 1.000
2A = 4.000 27
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A = 2.000

Fazendo a mesma resolução em B:

3B
= 1.000
9

3B = 9 · 1.000
3B = 9.000
B = 3.000

Sendo assim, os funcionários com 2 anos de casa receberão R$ 2.000 de bônus. Já os fun-
cionários com 3 anos de casa receberão R$ 3.000 de bônus.
O total pago pela empresa será:

Total = 2 · 2.000 + 3 · 3.000 = 4.000 + 9.000 = 13.000.

REGRA DA SOCIEDADE

Diretamente Proporcional

Um dos tópicos mais comuns em questões de prova é “dividir uma determinada quantia
em partes proporcionais a determinados números. Vejamos um exemplo para entendermos
melhor como esse assunto é cobrado:
A quantia de 900 mil reais deve ser dividida em partes proporcionais aos números 4, 5 e 6.
A menor dessas partes corresponde a:
Primeiro vamos chamar de X, Y e Z as partes proporcionais, respectivamente a 4, 5 e 6.
Sendo assim, X é proporcional a 4, Y é proporcional a 5 e Z é proporcional a 6, ou seja, pode-
mos representar na forma de razão. Veja:

X Y Z
4
=
5
=
6
= constante de proporcionalidade.

Usando uma das propriedades da proporção, somas externas, temos:

X+Y+Z 900.000
= 60.000
4+5+6 15

A menor dessas partes é aquela que é proporcional a 4, logo:

X
4
= 60.000

X = 60.000 · 4
X = 240.000

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Inversamente Proporcional

É um tipo de questão menos recorrente, mas, não menos importante. Consiste em distri-
buir uma quantia X a três pessoas, de modo que cada uma receba um quinhão inversamente
proporcional a três números. Vejamos um exemplo:
Suponha que queiramos dividir 740 mil em partes inversamente proporcionais a 4, 5 e 6.
Vamos chamar de X as quantias que devem ser distribuídas inversamente proporcionais a
4, 5 e 6, respectivamente. Devemos somar as razões e igualar ao total que deve ser distribuí-
do para facilitar o nosso cálculo, veja:

X X X
+ + = 740.000
4 5 6

Agora vamos precisar tirar o M.M.C. (mínimo múltiplo comum) entre os denominadores
para resolvermos a fração.
4–5–6|2

2–5–3|2
1–5–3|3
1–5–1|5
1 – 1 – 1 | 2 · 2 · 3 · 5 = 60

Assim, dividindo o M.M.C. pelo denominador e multiplicando o resultado pelo numerador


temos:

15x 12x 10x


+ + = 740.000
60 60 60
37x
= 740.000
60
X = 1.200.000

Agora, basta substituir o valor de X nas razões para achar cada parte da divisão inversa.

x 1.200.000
= = 300.000
4 4
x 1.200.000
= = 240.000
5 5
x 1.200.000
= = 200.000
6 6

Logo, as partes divididas inversamente proporcionais aos números 4, 5 e 6 são, respectiva-


mente, 300.000, 240.000 e 200.000.
MATEMÁTICA

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (FAEPESUL – 2016) Em uma turma de graduação em Matemática Licenciatura, de forma fictícia,


temos que a razão entre o número de mulheres e o número total de alunos é de 5/8. Determine a
quantidade de homens desta sala, sabendo que esta turma tem 120 alunos.

29
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a) 43 homens.
b) 45 homens.
c) 44 homens.
d) 46 homens.
e) 47 homens.

A razão entre o número de mulheres e o número total de alunos é de 5/8:


M 5
=
T 8

A turma tem 120 alunos, então: T = 120


Fazendo os cálculos:
M 5
=
T 8

M 5
=
120 8

8 · M = 5 · 120
8M = 600
600
M= 8

M = 75
A quantidade de homens da sala: 120 – 75 = 45 homens. Resposta: Letra B.

2. (VUNESP – 2020) Em um grupo com somente pessoas com idades de 20 e 21 anos, a razão
entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atualmente, é 4/5.
No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com 21
anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8. O número total de pessoas nesse grupo é

a) 30.
b) 29.
c) 28.
d) 27.
e) 26.

A razão entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atual-
mente, é 4/5.
120
=
4x Total de 9x
121 5x

No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com
21 anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8.
120 4x - 2
121
= = 5
5x + 2 - 1 8

4x - 2 5
=
5x + 1 8

30
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8 (4x – 2) = 5 (5x + 1)
32x – 16 = 25x + 5
7x = 21
x=3
Para sabermos o total de pessoas, basta substituir o valor de X na primeira equação: 9x = 9
· 3 = 27 é o número total de pessoas nesse grupo. Resposta: Letra D.

3. (IBADE – 2018) Três agentes penitenciários de um país qualquer, Darlan, Arley e Wanderson,
recebem juntos, por dia, R$ 721,00. Arley recebe R$ 36,00 mais que o Darlan, Wanderson recebe
R$ 44,00 menos que o Arley. Assinale a alternativa que representa a diária de cada um, em ordem
crescente de valores.

a) R$ 249,00, R$ 213,00 e R$ 169,00.


b) R$ 169,00, R$ 213,00 e R$ 249,00.
c) R$ 145,00, R$ 228,00 e R$ 348,00.
d) R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00
e) R$ 267,00, R$ 231,00 e R$ 223,00.

D + A + W = 721
A = D + 36
W = A – 44
Substituímos Arley em Wanderson:
W= A – 44
W= 36+D – 44
W= D – 8
Substituímos na fórmula principal:
D + A + W = 721
D + 36 + D + D – 8 = 721
3D + 28 = 721
3D = 721 – 28
D = 693 ÷ 3
D = 231
Substituímos o valor de D nas outras:
A = D + 36
A= 231+36= 267
W = A – 44
W= 267 – 44
W = 223
MATEMÁTICA

Logo, os valores em ordem crescente que Wanderson, Darlan, Arley recebem são, respectiva-
mente, R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00. Resposta: Letra D.

4. (CESPE-CEBRASPE – 2018) A respeito de razões, proporções e inequações, julgue o item


seguinte.

31
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Situação hipotética: Vanda, Sandra e Maura receberam R$ 7.900 do gerente do departamento
onde trabalham, para ser dividido entre elas, de forma inversamente proporcional a 1/6, 2/9 e 3/8,
respectivamente.
Assertiva: Nessa situação, Sandra deverá receber menos de R$ 2.500.

( ) CERTO ( ) ERRADO

6x 9x 8x
+ + = 7.900
1 2 3

Tirando o MMC entre 1, 2 e 3 vamos achar 6. Temos:


36x
+
27x
+ 16x = 7.900
6 6 6

79x
= 7.900
6

x = 600
Sendo assim, Sandra está inversamente proporcional a:
9x
2

Basta substituirmos o valor de X na proporção.


9x 9 $600 = 2.700
=
2 2
(Valor que Sandra irá receber é maior que 2.500). Resposta: Errado.

5. (IESES – 2019) Uma escola possui 396 alunos matriculados. Se a razão entre meninos e meni-
nas foi de 5/7, determine o número de meninos matriculados.

a) 183
b) 225
c) 165
d) 154

Total de alunos = 396


Meninos = H
Meninas = M

Razão: H + 5x
M 7x

Agora vamos somar 5x com 7x = 12x


12x é igual ao total que é 396
12x = 396
x = 33
Portanto o número de meninos será:

Meninos = 5X = 5 x 33 = 165. Resposta: Letra C.


32
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REGRA DE TRÊS SIMPLES E REGRA DE TRÊS COMPOSTA

Regra de Três Simples

A regra de três simples envolve apenas duas grandezas. São elas:

z Grandeza dependente: é aquela cujo valor se deseja calcular a partir da grandeza


explicativa;
z Grandeza explicativa ou independente: é aquela utilizada para calcular a variação da
grandeza dependente.

Existem dois tipos principais de proporcionalidades que aparecem frequentemente em


provas de concursos públicos. Veja a seguir:

z Grandezas diretamente proporcionais: o aumento de uma grandeza implica o aumento da


outra;
z Grandezas inversamente proporcionais: o aumento de uma grandeza implica a redução da
outra;

Vamos esquematizar para sabermos quando será direta ou inversamente proporcionais:

DIRETAMENTE
+ / + OU - / -
PROPORCIONAL

Aqui, as grandezas aumentam ou diminuem juntas (sinais iguais).

PROPORCIONAL + / - OU - / +

Aqui, uma grandeza aumenta e a outra diminui (sinais diferentes).


Agora, vamos esquematizar a maneira que iremos resolver os diversos problemas:

DIRETAMENTE
Multiplica cruzado
PROPORCIONAL

INVERSAMENTE
Multiplica na horizontal
PROPORCIONAL

Vejamos alguns exemplos para fixarmos um pouco mais como funciona.


MATEMÁTICA

z Um muro de 12 metros foi construído utilizando 2.160 tijolos. Caso queira construir um
muro de 30 metros nas mesmas condições do anterior, quantos tijolos serão necessários?

Primeiro vamos montar a relação entre as grandezas e depois identificar se é direta ou


inversamente proporcional.

12 m -------- 2.160 (tijolos)


33
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30 m -------- X (tijolos)

Veja que de 12m para 30m tivemos um aumento (+) e que para fazermos um muro maior
vamos precisar de mais tijolos, ou seja, também deverá ser aumentado (+). Logo, as grande-
zas são diretamente proporcionais e vamos resolver multiplicando cruzado. Observe:

12 m -------- 2.160 (tijolos)

30 m -------- X (tijolos)
12 · X = 30 · 2.160
12X = 64.800
X = 5.400 tijolos

Assim, comprovamos que realmente são necessários mais tijolos.

z Uma equipe de 5 professores gastou 12 dias para corrigir as provas de um vestibular.


Considerando a mesma proporção, quantos dias levarão 30 professores para corrigir as
provas?

Do mesmo jeito que no exemplo anterior, vamos montar a relação e analisar:

5 (prof.) --------- 12 (dias)


30 (prof.) -------- X (dias)

Veja que de 5 (prof.) para 30 (prof.) tivemos um aumento (+), mas, como agora estamos com
uma equipe maior, o trabalho será realizado de forma mais rápida. Logo, a quantidade de dias
deverá diminuir (–). Desta forma, as grandezas são inversamente proporcionais e vamos resolver
multiplicando na horizontal. Observe:

5 (prof.) 12 (dias)
30 (prof.) X (dias)
30 · X = 5 · 12
30X = 60
X=2

A equipe de 30 professores levará apenas 2 dias para corrigir as provas.

Regra de Três Composta

A regra de três composta envolve mais de duas variáveis. As análises sobre se as grandezas
são diretamente e inversamente proporcionais devem ser feitas cautelosamente levando em
conta alguns princípios:

z as análises devem sempre partir da variável dependente em relação às outras variáveis;


z as análises devem ser feitas individualmente, ou seja, deve-se comparar as grandezas duas
a duas, mantendo as demais constantes;
z a variável dependente fica isolada em um dos lados da proporção.
34
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Vamos analisar alguns exemplos e ver na prática como isso tudo funciona:

z Se 6 impressoras iguais produzem 1000 panfletos em 40 minutos, em quanto tempo 3 des-


sas impressoras produziriam 2.000 desses panfletos?

Da mesma forma que na regra de três simples, vamos montar a relação entre as grandezas
e analisar cada uma delas isoladamente duas a duas.

6 (imp.) -------- 1.000 (panf.) -------- 40 (min)

3 (imp.) -------- 2.000 (panf.) -------- X (min)

Vamos escrever a proporcionalidade isolando a parte dependente de um lado e igualando as


razões da seguinte forma — se for direta, vamos manter a razão, agora, se for inversa, vamos
inverter a razão. Observe:

40 ? ?
= ·
X ? ?

Analisando isoladamente duas a duas:


6 (imp.) -------- 40 (min)
3 (imp.) -------- X (min)
Perceba que de 6 impressoras para 3 impressoras o valor diminui (–) e que o tempo irá
aumentar (+), pois agora teremos menos impressoras para realizar a tarefa. Logo, as grande-
zas são inversas e devemos inverter a razão.

40 3 ?
= ·
X 6 ?

Analisando isoladamente duas a duas:

1.000 (panf.) -------- 40 (min)


2.000 (panf.) -------- X (min)

Perceba que de 1.000 panfletos para 2.000 panfletos o valor aumenta (+) e que o tempo
também irá aumentar (+). Logo, as grandezas são diretas e devemos manter a razão.

40 3 1000
= ·
X 6 2000
MATEMÁTICA

Agora, basta resolver a proporção para acharmos o valor de X.

40 3000
X
= 12000
3X = 40 · 12
3X = 480
X = 160
35
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As três impressoras produziriam 2.000 panfletos em 160 minutos, que correspondem a 2
horas e 40 minutos.
Para fixarmos mais ainda nosso conhecimento, vamos analisar mais um exemplo.

„ Um texto ocupa 6 páginas de 45 linhas cada uma, com 80 letras (ou espaços) em cada
linha. Para torná-lo mais legível, diminui-se para 30 o número de linhas por página e
para 40 o número de letras (ou espaços) por linha. Considerando as novas condições,
determine o número de páginas ocupadas.

Já aprendemos o passo a passo no exemplo anterior. Aqui vamos resolver de maneira mais
rápida.

6 (pág.) -------- 45 (linhas) -------- 80 (letras)


X (pág.) -------- 30 (linhas) -------- 40 (letras)
6 ? ?
X
=
?
·?

Analisando isoladamente duas a duas:

6 (pág.) -------- 45 (linhas)


X (pág.) -- ----- 30 (linhas)

Perceba que de 45 linhas para 30 linhas o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.

6 30 ?
= ·
X 45 ?

Analisando isoladamente duas a duas:

6 (pág.) -------- 80 (letras)


X (pág.) ------- 40 (letras)

Veja que de 80 letras para 40 letras o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.

6 30 40
X
=
45
· 80
6 2 1
= ·
X 3 2
6 2
=
X 6
2X = 36
X = 18

O número de páginas a serem ocupadas pelo texto respeitando as novas condições é igual
a 18.

36
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Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2019) No item seguinte apresenta uma situação hipotética, seguida de


uma assertiva a ser julgada, a respeito de proporcionalidade, porcentagens e descontos.
No primeiro dia de abril, o casal Marcos e Paula comprou alimentos em quantidades suficientes
para que eles e seus dois filhos consumissem durante os 30 dias do mês. No dia 7 desse mês,
um casal de amigos chegou de surpresa para passar o restante do mês com a família.
Nessa situação, se cada uma dessas seis pessoas consumir diariamente a mesma quantidade
de alimentos, os alimentos comprados pelo casal acabarão antes do dia 20 do mesmo mês.

( ) CERTO ( ) ERRADO

4 pessoas ------- 24 dias


6 pessoas ------- x dias
Temos grandezas inversas, então é só multiplicar na horizontal:
6x = 4 · 24
6x = 96
x = 96 ÷ 6
x = 16
Como já haviam comido por 6 dias é só somar:
6 dias (consumidos por 4) + 16 dias (consumidos por 6) = 22 dias (a comida acabará no dia
22 de abril).
Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2018) O motorista de uma empresa transportadora de produtos hospi-


talares deve viajar de São Paulo a Brasília para uma entrega de mercadorias. Sabendo que irá
percorrer aproximadamente 1.100 km, ele estimou, para controlar as despesas com a viagem, o
consumo de gasolina do seu veículo em 10 km/L. Para efeito de cálculos, considerou que esse
consumo é constante.
Considerando essas informações, julgue o item que segue.
Nessa viagem, o veículo consumirá 110.000 dm3 de gasolina.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Com 1 litro ele faz 10 km.


Sabendo que 1 L é igual a 1dm³, então podemos dizer que com 1dm³ ele faz 10km.
Portanto,
MATEMÁTICA

10 km -------- 1dc³
1.100 km --------- x
10x = 1.100
x = 110dm³ (a gasolina que será consumida).
Resposta: Errado.

37
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3. (VUNESP – 2020) Uma pessoa comprou determinada quantidade de guardanapos de papel. Se
ela utilizar 2 guardanapos por dia, a quantidade comprada irá durar 15 dias a mais do que duraria
se ela utilizasse 3 guardanapos por dia. O número de guardanapos comprados foi

a) 60.
b) 70.
c) 80.
d) 90.
e) 100.

x = dias
3 guardanapos por dia -------- x
2 guardanapos por dia -------- x+15
São valores inversamente proporcionais, quanto mais guardanapos por dia, menos dias
durarão. Assim, multiplicamos na horizontal:
3x = 2 · (x+15)
3x = 30+2x
3x – 2x = 30
x = 30
Podemos substituir em qualquer uma das duas situações:
3 guardanapos · 30 dias = 90
2 guardanapos · 45 (30+15) dias = 90. Resposta: Letra D.

4. (FUNDATEC – 2017) Cinco mecânicos levaram 27 minutos para consertar um caminhão. Supon-
do que fossem três mecânicos, com a mesma capacidade e ritmo de trabalho para realizar o
mesmo serviço, quantos minutos levariam para concluir o conserto desse mesmo caminhão?

a) 20 minutos.
b) 35 minutos.
c) 45 minutos.
d) 50 minutos.
e) 55 minutos.

Mecânicos ------ Minutos


5 ---------------- 27
3 ---------------- x
Quanto menos mecânicos, mais minutos eles gastarão para finalizar o trabalho; logo a gran-
deza é inversamente proporcional. Multiplica na horizontal:
3x = 27 · 5
3x = 135
x = 135 ÷ 3
x = 45 minutos. Resposta: Letra C.

5. (IESES – 2019) Cinco pedreiros construíram uma casa em 28 dias. Se o número de pedreiros
fosse aumentado para sete, em quantos dias essa mesma casa ficaria pronta?
38
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a) 18 dias.
b) 16 dias.
c) 20 dias.
d) 22 dias.

5 (pedreiros) ---------- 28 (dias)


7 (pedreiros) ------------- X (dias)
Perceba que as grandezas são inversamente proporcionais, então basta multiplicar na
horizontal.
5 . 28 = 7 · X
7X = 140
X = 140 ÷ 7
X = 20 dias. Resposta: Letra C.

6. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Determinado equipamento é capaz de digitalizar 1.800 páginas em


4 dias, funcionando 5 horas diárias para esse fim. Nessa situação, a quantidade de páginas que
esse mesmo equipamento é capaz de digitalizar em 3 dias, operando 4 horas e 30 minutos diá-
rios para esse fim, é igual a

a) 2.666.
b) 2.160.
c) 1.215.
d) 1.500.
e) 1.161.

Primeiro vamos passar para minutos:


5h = 300min.
4h30min= 270min.
min.-----Dias-----Pag.
300 -------4-------1800
270 -------3-------X
Resolvendo, temos:

300 (Simplifica por 30)


1800
= 4· 270 (Simplifica por 30)
X 3

1800
= 4 · 10
X 3 9

4 · X · 10 = 1800 · 3 · 9
MATEMÁTICA

X = 1215 páginas que esse mesmo equipamento é capaz de digitalizar. Resposta: Letra C.

7. (VUNESP – 2016) Em uma fábrica, 5 máquinas, todas operando com a mesma capacidade de
produção, fabricam um lote de peças em 8 dias, trabalhando 6 horas por dia. O número de dias
necessários para que 4 dessas máquinas, trabalhando 8 horas por dia, fabriquem dois lotes des-
sas peças é
39
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a) 11.
b) 12.
c) 13.
d) 14.
e) 15.

5 máquinas -------1 lote --------- 8 dias ------------ 6 horas


4 máquinas -------2 lotes --------x dias -------------8 horas
Quanto mais dias para entrega do lote, menos horas trabalhadas por dia (inversa), menos
máquinas para fazer o serviço (inversa) e mais lotes para serem entregues (direta).
Resolvendo:
8/x = 1/2 · 8/6 · 4/5 (simplifique 8/6 por 2)
8/x = 1/2 · 4/3 · 4/5
8/x = 16/30 (simplifique 16/30 por 2)
8/x = 8/15
8x = 120
x = 120/8
x = 15 dias. Resposta: Letra E.

8. (CEBRASPE-CESPE – 2018) No item a seguir é apresentada uma situação hipotética, seguida


de uma assertiva a ser julgada, a respeito de proporcionalidade, divisão proporcional, média e
porcentagem.
Todos os caixas de uma agência bancária trabalham com a mesma eficiência: 3 desses caixas
atendem 12 clientes em 10 minutos. Nessa situação, 5 desses caixas atenderão 20 clientes em
menos de 10 minutos.

( ) CERTO ( ) ERRADO

3 caixas – 12 clientes – 10 minutos


5 caixas – 20 clientes – x minutos.
10 5 12
= #
X 3 20

5 · 12 · X = 10 · 3 · 20
60x = 600
X = 10.
Os 5 caixas atenderão em exatamente 10 minutos, não em menos de 10, como a questão afir-
ma. Resposta: Errado.

9. (VUNESP – 2020) Das 9 horas às 15 horas, de trabalho ininterrupto, 5 máquinas, todas idênti-
cas e trabalhando com a mesma produtividade, fabricam 600 unidades de determinado produto.
Para a fabricação de 400 unidades do mesmo produto por 3 dessas máquinas, trabalhando nas
mesmas condições, o tempo estimado para a realização do serviço é de

a) 5 horas e 54 minutos
40
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b) 6 horas e 06 minutos.
c) 6 horas e 20 minutos.
d) 6 horas e 40 minutos.
e) 7 horas e 06 minutos.

Das 9h às 15h = 6 horas = 360 min


360 min ------ 5 máquinas ----- 600 unidades (corta os zeros iguais)
x ------------- 3 máquinas ---- 400 unidades (corta os zeros iguais)
360 3 6
= ·
X 5 4

x · 3 · 6 = 360 · 5 · 4
x · 18 = 7.200
x = 7.200 ÷ 18
x = 400
Logo, transformando minutos para horas novamente, temos:
X = 400min
X = 6h40min. Resposta: Letra D.

10. (VUNESP – 2020) Em uma fábrica de refrigerantes, 3 máquinas iguais, trabalhando com capacidade
máxima, ligadas ao mesmo tempo, engarrafam 5 mil unidades de refrigerante, em 4 horas. Se ape-
nas 2 dessas máquinas trabalharem, nas mesmas condições, no engarrafamento de 6 mil unidades
do refrigerante, o tempo esperado para a realização desse trabalho será de

a) 6 horas e 40 minutos.
b) 6 horas e 58 minutos.
c) 7 horas e 12 minutos.
d) 7 horas e 20 minutos.
e) 7 horas e 35 minutos.

3 máquinas ------------ 5 mil garrafas ------------ 4 horas


2 máquinas ------------ 6 mil garrafas ------------ x
Veja que se aumentar o tempo de trabalho quer dizer que serão engarrafados mais refri-
gerantes (direta) e se aumentar o tempo de trabalho quer dizer que são menos máquinas
trabalhando (inversa).
4 5000 2
MATEMÁTICA

= ·
X 6000 3

2·X·5=4·6·3
10X = 72
x = 7, 2 horas (7 horas + 0,2 horas = 7 horas + 0,2 · 60 min = 7 horas e 12 minutos)
Obs.: para transformar horas em minutos, basta multiplicarmos o número por 60 min. Logo,
0,2 horas = 0,2 · 60 = 120 ÷ 10 = 12 min. Resposta: Letra C.
41
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PORCENTAGEM

A porcentagem é uma medida de razão com base 100. Ou seja, corresponde a uma fração
cujo denominador é 100. Vamos observar alguns exemplos e notar como podemos represen-
tar um número porcentual.

30
30% = (forma de fração)
100
30
30% = = 0,3 (forma decimal)
100
30 3
30% = = (forma de fração simplificada)
100 10

Sendo assim, a razão 30% pode ser escrita de várias maneiras:

30 3
30% = = 0,3 =
100 10

Também é possível fazer a conversão inversa, isto é, transformar um número qualquer


em porcentual. Para isso, basta multiplicar por 100. Veja:

25 · 100 = 2500%
0,35 · 100 = 35%
0,586 · 100 = 58,6%

Número Relativo

A porcentagem traz uma relação entre uma parte e um todo. Quando dizemos 10% de
1000, o 1000 corresponde ao todo. Já o 10% corresponde à fração do todo que estamos especi-
ficando. Para descobrir a quanto isso corresponde, basta multiplicar 10% por 1000.

10 · 1.000 = 100
10% de 1.000 =
100

Dessa maneira, 1.000 é todo, enquanto 100 é a parte que corresponde a 10% de 1.000.

Dica

Quando o todo varia, a porcentagem também varia!

Veja um exemplo:
Roberto assistiu 2 aulas de Matemática Financeira. Sabendo que o curso que ele comprou
possui um total de 8 aulas, qual é o percentual de aulas já assistidas por Roberto?
O todo de aulas é 8. Para descobrir o percentual, devemos dividir a parte pelo todo e obter
uma fração.

2 1
=
8 4

42
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Precisamos transformar em porcentagem, ou seja, vamos multiplicar a fração por 100:

1 · 100 = 25%
4

Soma e Subtração de Porcentagem

As operações de soma e subtração de porcentagem são as mais comuns. É o que acontece


quando se diz que um número excede, reduziu, é inferior ou é superior ao outro em tantos
por cento. A grandeza inicial corresponderá sempre a 100%. Então, basta somar ou subtrair
o percentual fornecido dos 100% e multiplicar pelo valor da grandeza.
Exemplo 1:
Paulinho comprou um curso de 200 horas-aula. Porém, com a publicação do edital, a esco-
la precisou aumentar a carga horária em 15%. Qual o total de horas-aula do curso ao final?
Inicialmente, o curso de Paulinho tinha um total de 200 horas-aula que correspondiam a
100%. Com o aumento porcentual, o novo curso passou a ter 100% + 15% das aulas inicial-
mente previstas. Portanto, o total de horas-aula do curso será:
(1 + 0,15) · 200 = 1,15 · 200 = 230 horas-aula

Dica
A avaliação do crescimento ou da redução percentual deve ser feita sempre em relação ao
valor inicial da grandeza.

Variação percentual = Final - Inicial


Inicial

Veja mais um exemplo para podermos fixar melhor.


Exemplo 2:
Juliano percebeu que ainda não assistiu a 200 aulas do seu curso. Ele deseja reduzir o
número de aulas não assistidas a 180. É correto afirmar que, se Juliano chegar às 180 aulas
almejadas, o número terá caído 20%?
A variação percentual de uma grandeza corresponde ao índice:

Final - Inicial 180 - 200


Variação percentual = = =
Inicial 200
20
– =–0,10
200

Como o resultado foi negativo, podemos afirmar que houve uma redução percentual de
10% nas aulas ainda não assistidas por Juliano. O enunciado está errado ao afirmar que essa
redução foi de 20%.
MATEMÁTICA

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Em determinada loja, uma bicicleta é vendida por R$ 1.720 à vista ou em
duas vezes, com uma entrada de R$ 920 e uma parcela de R$ 920 com vencimento para o mês seguin-
te. Caso queira antecipar o crédito correspondente ao valor da parcela, a lojista paga para a financeira
uma taxa de antecipação correspondente a 5% do valor da parcela. 43
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Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
Na compra a prazo, o custo efetivo da operação de financiamento pago pelo cliente será inferior a 14%
ao mês.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Valor da bicicleta = 1.720,00


Parcelado = 920,00 (entrada) + 920,00 (parcela)
Na compra a prazo, o agente vai pagar 920,00 (entrada), logo vai sobrar (1.720 – 920 =
800,00)
No próximo mês é preciso pagar 920,00 ou seja 800,00 + 120,00 de juros. Agora é pegar
120,00 (juros) e dividir por 800,00 resultado:
120,00/800,00 = 0,15% ao mês.
A questão diz que seria inferior a 0,14%, ou seja, está errada. Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2019) Na assembleia legislativa de um estado da Federação, há 50 par-


lamentares, entre homens e mulheres. Em determinada sessão plenária estavam presentes
somente 20% das deputadas e 10% dos deputados, perfazendo-se um total de 7 parlamentares
presentes à sessão.
Infere-se da situação apresentada que, nessa assembleia legislativa, havia

a) 10 deputadas.
b) 14 deputadas.
c) 15 deputadas.
d) 20 deputadas.
e) 25 deputadas.

50 parlamentares
Deputadas = X
Deputados = 50-X
Compareceram 20% x e 10% (50-x), totalizando 7 parlamentares. Não sabemos a quantidade
exata de cada sexo. Vamos montar uma equação e achar o valor de X.
20% x + 10% (50 – x) = 7
20/100 · x + 10/100 . (50 – x) = 7
2/10 · x + 1/10 · (50 – x) = 7
2x/10 + 50 – x/10 = 7 (faz o MMC)
2x + 50 – x = 70
2x – x = 70 – 50
x = 20 deputadas fazem parte da Assembleia Legislativa. Resposta: Letra D.

3. (VUNESP – 2016) Um concurso recebeu 1500 inscrições, porém 12% dos inscritos faltaram no
dia da prova. Dos candidatos que fizeram a prova, 45% eram mulheres. Em relação ao número
total de inscritos, o número de homens que fizeram a prova corresponde a uma porcentagem de

a) 45,2%.
44
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b) 46,5%.
c) 47,8%.
d) 48,4%.
e) 49,3%.

Veja que se 12% faltaram, então 88% fizeram a prova.


Pessoas presentes (88%) e dessas 45% eram mulheres e 55% eram homens. Portanto, basta
multiplicar o percentual dos homens pelo total:
55% de 88% das pessoas que fizeram a prova; ou
0,55 · 0,88 = 0,484.
Transformando em porcentagem: 0,484 · 100 = 48,4%. Resposta: Letra D.

4. (FCC – 2018) Em uma pesquisa 60% dos entrevistados preferem suco de graviola e 50% suco de
açaí. Se 15% dos entrevistados gostam dos dois sabores, então, a porcentagem de entrevistados
que não gostam de nenhum dos dois é de

a) 80%.
b) 61%.
c) 20%.
d) 10%.
e) 5%.

Vamos dispor as informações em forma de conjuntos para facilitar nossa resolução:

Graviola Açai

60% – 15% = 15% 50% – 15% =

45% 35%

Nenhum = X

Vamos somar todos os valores e igualar ao total que é 100%: 45% + 15% + 35% + X = 100%
95% + X = 100%
X = 5%.
Resposta: Letra E.

5. (FUNCAB – 2015) Adriana e Leonardo investiram R$ 20.000,00, sendo o 3/5 desse valor em uma
aplicação que gerou lucro mensal de 4% ao mês durante dez meses. O restante foi investido em
uma aplicação, que gerou um prejuízo mensal de 5% ao mês, durante o mesmo período. Ambas
MATEMÁTICA

as aplicações foram feitas no sistema de juros simples.


Pode-se concluir que, no final desses dez meses, eles tiveram:

a) prejuízo de R$2.800,00.
b) lucro de R$3.200,00.
c) lucro de R$2.800,00.
d) prejuízo de R$6.000,00 45
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e) lucro de R$5.000,00.

3/5 de 20.000,00 = 12.000,00


12.000,00 · 4% = 480,00
480 · 10 (meses) = 4.800 (juros)
O que sobrou 20.000,00 – 12.000,00 = 8.000,00. Aplicação que foi investida e gerou prejuízo
de 5% ao mês, durante 10 meses:
8.000,00 · 5% = 400,00
400 · 10 meses= 4.000
Portanto 20.000,00 + 4.800 (juros) = 24,800,00 – 4.000= 20.800,00 /10 meses= 2.080,00 lucros.
Resposta: Letra C.

JUROS SIMPLES E JUROS COMPOSTOS

Juros Simples

A premissa que é a base da matemática financeira é a seguinte: as pessoas e as institui-


ções do mercado preferem adiantar os seus recebimentos e retardar os seus pagamentos.
Do ponto de vista estritamente racional, é melhor pagar o mais tarde possível caso não haja
incidência de juros (ou caso esses juros sejam inferiores ao que você pode ganhar aplicando
o dinheiro).
“Juros” é o termo utilizado para designar o “preço do dinheiro no tempo”. Quando você
pega certa quantia emprestada no banco, o banco te cobrará uma remuneração em cima do
valor que ele te emprestou, pelo fato de deixar você ficar na posse desse dinheiro por um
certo tempo. Esta remuneração é expressa pela taxa de juros.
Nos juros simples a incidência recorre sempre sobre o valor original. Veja um exemplo
para melhor entender.
Exemplo 1:
Digamos que você emprestou 1000,00 reais, em um regime de juros simples de 5% ao mês,
para um amigo e que o mesmo ficou de quitar o empréstimo após 5 meses. Então temos o
seguinte:

CAPITAL EMPRESTADO (1000,00) VALOR REAJUSTADO


1° mês = 1.000,00 1000,00 + (5% de 1.000,00) = 1050,00
2° mês = 1.050,00 1050,00 + (5% de 1.000,00) = 1100,00
3° mês = 1.100,00 1100,00 + (5% de 1.000,00) = 1150,00
4° mês = 1.150,00 1150,00 + (5% de 1.000,00) = 1200,00
5° mês = 1.200,00 1200,00 + (5% de 1.000,00) = 1250,00

Ao final do 5° mês você terá recebido 250,00 reais de juros.


Fórmulas utilizadas em juros simples

J=C·i·t

M=C+J

46
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M = C · (1 + i ·J)

Onde,
J = juros
C = capital
i = taxa em percentual (%)
t = tempo
M = montante

TAXAS PROPORCIONAIS E EQUIVALENTES

Para aplicar corretamente uma taxa de juros, é importante saber a unidade de tempo sobre a qual a taxa
de juros é definida. Isto é, não adianta saber apenas que a taxa de juros é de “5%”. É preciso saber se essa taxa é
mensal, bimestral, anual etc. Dizemos que duas taxas de juros são proporcionais quando guardam a mesma pro-
porção em relação ao prazo. Por exemplo, 12% ao ano é proporcional a 6% ao semestre, e também é proporcional
a 1% ao mês.

Basta efetuar uma regra de três simples. Para obtermos a taxa de juros bimestral, por
exemplo, que é proporcional à taxa de 12% ao ano:

12% ao ano ----------------------- 1 ano


Taxa bimestral ------------------ 2 meses

Podemos substituir 1 ano por 12 meses, para deixar os valores da coluna da direita na
mesma unidade temporal, temos:

12% ao ano ---------------------- 12 meses


Taxa bimestral ------------------ 2 meses

Efetuando a multiplicação cruzada, temos:

12% · 2 = Taxa bimestral · 12


Taxa bimestral = 2% ao bimestre

Duas taxas de juros são equivalentes quando são capazes de levar o mesmo capital inicial
C ao montante final M, após o mesmo intervalo de tempo.
Uma outra informação muito importante e que você deve memorizar é que o cálculo de
taxas equivalentes quando estamos no regime de juros simples pode ser entendido assim:
1% ao mês equivale a 6% ao semestre ou 12% ao ano, e levarão o mesmo capital inicial C ao
mesmo montante M após o mesmo período de tempo.
MATEMÁTICA

Importante!
No regime de juros simples, taxas de juros proporcionais são também taxas de juros
equivalentes.

47
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Juros Compostos

Imagine que você pegou um empréstimo de R$ 10.000,00 no banco, cujo pagamento deve
ser realizado após 4 meses, à taxa de juros de 10% ao mês. Ficou combinado que o cálculo de
juros de cada mês será feito sobre o total da dívida no mês anterior, e não somente sobre o
valor inicialmente emprestado. Neste caso, estamos diante da cobrança de juros compostos.
Podemos montar a seguinte tabela:

MÊS DO EMPRÉSTIMO 10.000,00


1º MÊS 11.000,00
2º MÊS 12.100,00
3º MÊS 13.310,00
4º MÊS 14.641,00

Logo, ao final de 4 meses você deverá devolver ao banco R$ 14.641,00 que é a soma da
dívida inicial (R$ 10.000,00) e de juros de R$ 4.641,00.
Fórmula utilizada em juros compostos

M = C · (1 + i)t

Poderíamos ter utilizado a fórmula no nosso exemplo. Veja:

M = 10.000 · (1 + 10%)4
M = 10.000 · (1 + 0,10)4
M = 10.000 · (1,10)4
M = 10.000 · 1,4641
M = 14.641,00 reais

Podemos fazer a comparação entre juros simples e compostos. Observe a tabela a seguir:

JUROS SIMPLES JUROS COMPOSTOS


Mais onerosos se t < 1 Mais onerosos se t > 1
Mesmo valor se t = 1 Mesmo valor se t = 1
Juros capitalizados no final do prazo Juros capitalizados periodicamente (“juros so-
bre juros”)
Crescimento linear (reta) Crescimento exponencial
Valores similares para prazos e taxas curtos Valores similares para prazos e taxas curtos

z Juros compostos — cálculo do prazo:

Nas questões em que é preciso calcular o prazo você deverá utilizar logaritmos, visto que
o tempo “t” está no expoente da fórmula de juros compostos. A propriedade mais importante
a ser lembrada é que, sendo dois números A e B, então:

log AB = B · log A
48
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Significa que o logaritmo de A elevado ao expoente B é igual a multiplicação de B pelo
logaritmo de A.
Uma outra propriedade bastante útil dos logaritmos é a seguinte:

log bA l = 𝑙𝑜𝑔𝐴 − 𝑙𝑜𝑔B


B

Isto é, o logaritmo de uma divisão entre A e B é igual à subtração dos logaritmos de cada número.

Também é importante ter em mente que “logA” significa “logaritmo do número A na base
10”.
Observe um exemplo:
No regime de juros compostos com capitalização mensal à taxa de juros de 1% ao mês, a
quantidade de meses que o capital de R$ 100.000 deverá ficar investido para produzir o mon-
tante de R$ 120.000 é expressa por:

log2, 1
log1, 01

Temos a taxa j = 1%am, capital C = 100.000 e montante M = 120.000. Na fórmula de juros


compostos:

M = C x (1+j)t
120.000 = 100.000 · (1+1%)t
12 = 10 · (1,01)t
1,2 = (1,01)t

Podemos aplicar o logaritmo dos dois lados:

log1,2 = log (1,01)t


log1,2 = t · log 1,01

log1, 2
t=
log1, 01

Logo, questão errada.

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (FEPESE – 2018) Uma TV é anunciada pelo preço de R$ 1.908,00 para pagamento em 12 parce-
MATEMÁTICA

las de 159,00. A mesma TV custa R$ 1.410,00 para pagamento à vista. Portanto o juro simples
mensal incluído na opção parcelada é:

a) Menor que 2%.


b) Maior que 2% e menor que 2,5%.
c) Maior que 2,5% e menor que 2,75%.
d) Maior que 2,75% e menor que 3%. 49
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e) Maior que 3%.

1.908 – 1.410 = 498 (juros durante 12 meses)


J=C·I·t
498 = 1410 · 12 · i / 100
49.800 = 16.920i
i = 49.800/16.920
i = 2,94%. Resposta: Letra D.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Uma pessoa atrasou em 15 dias o pagamento de uma dívida de R$


20.000, cuja taxa de juros de mora é de 21% ao mês no regime de juros simples.
Acerca dessa situação hipotética, e considerando o mês comercial de 30 dias, julgue o item
subsequente.
No regime de juros simples, a taxa de 21% ao mês é equivalente à taxa de 252% ao ano.

( ) CERTO ( ) ERRADO

No regime simples, sabemos que taxas proporcionais são também equivalentes. Como temos
12 meses no ano, a taxa anual proporcional a 21%am é, simplesmente:
21% · 12 = 252% ao ano
Esta taxa de 252% ao ano é proporcional e também é equivalente a 21% ao mês. Portanto, o
item está certo. Resposta: Certo.

3. (FUNDATEC – 2020) Qual foi a taxa mensal de uma aplicação, sob regime de juros simples, de
um capital de R$ 3.000,00, durante 4 bimestres, para gerar juros de R$ 240,00?

a) 8%.
b) 5%.
c) 3%.
d) 2%.
e) 1%.

J = 240
C = 3.000
i=?
t = 4 bimestres, ou seja, 4 · 2 = 8 meses.
Substituindo:
J=C·i·t
240 = 3.000 · i · 8
240 = 24.000 · i
i = 240 / 24.000
i = 0,01 ou 1%
Resposta: Letra E.

50
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4. (VUNESP – 2020) Um capital de R$ 1.200,00, aplicado no regime de juros simples, rendeu R$
65,00 de juros. Sabendo-se que a taxa de juros contratada foi de 2,5% ao ano, é correto afirmar
que o período da aplicação foi de

a) 20 meses.
b) 22 meses.
c) 24 meses.
d) 26 meses.
e) 30 meses.

J = c. i. t/100
65 = 1.200 · 2,5 · t/100
65 = 30t
t = 65/30 · 12
t = 26 meses. Resposta: Letra D.

5. (IBADE – 2019) Juliana investiu R$ 5.000,00, a juros simples, em uma aplicação que rende 3%
ao mês, durante 8 meses. Passados 8 meses, Juliana retirou todo o dinheiro e investiu somente
metade em uma outra aplicação, a juros simples, a uma taxa de 5% ao mês por mais 4 meses. O
total de juros arrecadado por Juliana após os 12 meses foi:

a) R$ 1.200,00.
b) R$ 1440,00.
c) R$ 620,00.
d) R$ 1820,00.
e) R$ 240,00.

J=C·i·t
J= 5.000 · 0,03 · 8
J= 150 · 8
J = 1.200 de lucro
Montante do aplicado com lucro M= C + J
M = 5.000 + 1.200
M = 6.200 montante inicial e lucro
Nova aplicação de metade que lucrou 6.200 / 2 = 3.100
J=C·i·t
J = 3.100 · 0,05 · 4
J = 155 · 4
J = 620 lucro da nova aplicação
MATEMÁTICA

Somatório dos lucros:


M = 1.200 + 620 = 1.820 dos lucros. Resposta: Letra D.

6. (FCC – 2017) A Cia. Escocesa, não tendo recursos para pagar um empréstimo de R$ 150.000,00
na data do vencimento, fez um acordo com a instituição financeira credora para pagá-la 90 dias
após a data do vencimento. Sabendo que a taxa de juros compostos cobrada pela instituição
financeira foi 3% ao mês, o valor pago pela empresa, desprezando-se os centavos, foi, em reais, 51
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a) 163.909,00.
b) 163.500,00.
c) 154.500,00.
d) 159.135,00.
e) 159.000,00.

Temos uma dívida de C = 150.000 reais a ser paga após t = 3 meses no regime de juros com-
postos, com a taxa de j = 3% ao mês. O montante a ser pago é dado por:
M = C · (1+j)t
M = 150.000 · (1+0,03)3
M = 150.000 · (1,03)3
M = 150.000 · 1,092727
M = 15 · 10927,27
M = 163.909,05 reais. Resposta: Letra A.

7. (FCC – 2017) O montante de um empréstimo de 4 anos da quantia de R$ 20.000,00, do qual se


cobram juros compostos de 10% ao ano, será igual a

a) R$ 26.000,00.
b) R$ 28.645,00.
c) R$ 29.282,00.
d) R$ 30.168,00.
e) R$ 28.086,00.

Temos um prazo de t = 4 anos, capital inicial C = 20.000 reais, juros compostos de j = 10% ao
ano. O montante final é:
M = C · (1+j)t
M = 20.000 · (1+0,10)4
M = 20.000 · 1,14
M = 20.000 · 1,4641
M = 2 · 14.641
M = 29.282 reais. Resposta: Letra C.

8. (FGV – 2018) Certa empresa financeira do mundo real cobra juros compostos de 10% ao mês
para os empréstimos pessoais. Gustavo obteve nessa empresa um empréstimo de 6.000 reais
para pagamento, incluindo os juros, três meses depois.
O valor que Gustavo deverá pagar na data do vencimento é:

a) 6.600 reais.
b) 7.200 reais.
c) 7.800 reais.
d) 7.986 reais.
e) 8.016 reais.

Aqui foram dados C = 6.000 reais, i = 10% a m e t = 3 meses. Aplicando a fórmula, temos:
52
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M = C · (1 + j)t
M = 6.000 · (1,1)³
M = 6.000 · 1,331
M = 7.986 reais. Resposta: Letra D.

9. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Um indivíduo investiu a quantia de R$ 1.000 em determinada apli-


cação, com taxa nominal anual de juros de 40%, pelo período de 6 meses, com capitalização
trimestral. Nesse caso, ao final do período de capitalização, o montante será de

a) R$ 1.200.
b) R$ 1.210.
c) R$ 1.331.
d) R$ 1.400.
e) R$ 1.100.

Temos a taxa de 40% a. a. com capitalização trimestral, o que resulta em uma taxa efetiva
de 40%/4 = 10% ao trimestre. Em t = 6 meses, ou melhor, t = 2 trimestres, o montante será:
M = C · (1+j)t
M = 1.000 · (1+0,10)2
M = 1.000 · 1,21
M = 1.210 reais. Resposta: Letra B.

10. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Julgue o item seguinte, relativo à matemática financeira.


Considere que dois capitais, cada um de R$ 10.000, tenham sido aplicados, à taxa de juros de
44% ao mês — 30 dias —, por um período de 15 dias, sendo um a juros simples e outro a juros
compostos. Nessa situação, o montante auferido com a capitalização no regime de juros com-
postos será superior ao montante auferido com a capitalização no regime de juros simples.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Veja que a taxa de juros é mensal, e o prazo da aplicação foi de t = 0,5 mês (quinze dias).
Quando o prazo é fracionário (inferior a 1 unidade temporal), juros simples rendem mais que
juros compostos. Logo, o montante auferido com a capitalização no regime de juros compostos
será inferior ao montante auferido no regime simples. Resposta: Errado.

EQUAÇÃO DO 1º GRAU
MATEMÁTICA

A forma geral de uma equação do primeiro grau é: ax + b = 0.


O termo “a” é o coeficiente de “x” e o termo “b” é chamado de termo independente.
Para resolver uma equação do 1º grau, devemos isolar todas as partes que possuem incóg-
nitas de um lado igual e, do outro, os termos independentes. Veja um exemplo:
10x = 5x + 20 (vamos achar o valor de “x”)
10x – 5x = 20 (passamos o “5x” para o outro lado do igual com o sinal trocado)
5x = 20
53
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20
x = 5 (isolamos o “x” transferindo o seu coeficiente “5” dividindo)
x=4

O valor de x que torna a igualdade correta é chamado de “raiz da equação”. Uma equação
de primeiro grau sempre tem apenas 1 raiz. Veja que se substituirmos o valor encontrado de
“x” na equação ela ficará igual a zero em ambos os lados. Observe:

Para x = 4
10x = 5x + 20
10 · 4 = 5 · 4 + 20
40 = 40
40 – 40 = 0

EQUAÇÃO DO 2º GRAU

Equações do segundo grau são equações nas quais o maior expoente de x é igual a 2.
Sua forma geral é expressa por: ax2 + bx + c = 0, em que a, b e c são os coeficientes da
equação.

„ a é sempre o coeficiente do termo em x²;


„ b é sempre o coeficiente do termo em x;
„ c é sempre o coeficiente ou termo independente.

As equações de segundo grau têm 2 raízes, isto é, existem 2 valores de x que tornam a igualdade
verdadeira.

CÁLCULO DAS RAÍZES DA EQUAÇÃO

Vamos achar as raízes por meio da fórmula de Bhaskara. Basta identificar os coeficientes
a, b e c e colocá-los na seguinte expressão:

2
–b ! b – 4ac
x= 2a

Veja o sinal ± presente na expressão. É ele que permitirá obtermos dois valores para as
raízes, um valor utilizando o sinal positivo (+) e outro valor utilizando o sinal negativo (–).
Vamos aplicar em um exemplo:
Calcular as raízes da equação x2 – 3x + 2 = 0.
Identificando os valores de a, b e c:
a=1
b = –3
c=2

Substituindo na fórmula:
54
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-b ! 2
b - 4ac
x=
2a

–(–3) ± √(–3)2 – 4 · 1 · 2
x=
2·1

3! 9-8
x=
2
3!1
x=
2
3+1
x1 = =2
2
3-1
x2 = =1
2

Na fórmula de Bhaskara, podemos usar um discriminante que é representado por “”. Seu
valor é igual a:

Δ = b2 – 4ac

Assim, podemos escrever a fórmula de Bhaskara:

-b ! D
x=
2a

O discriminante fornece importantes informações de uma equação do 2º grau:


Se Δ > 0 → a equação possui duas raízes reais e distintas.
Se Δ = 0 → a equação possui duas raízes reais e idênticas.
Se Δ < 0 → a equação não possui raízes reais.

SOMA E PRODUTO DAS RAÍZES

Basta saber que, em uma equação ax2 + bx + c = 0:

–b
z a soma das raízes é dada por a ;
c
z o produto das raízes é dado por a .

Calcular as raízes da equação x2 – 3x + 2 = 0.


–b – (–3)
Soma: a = 1
=3
c 2
Produto: a
=
1
=2
MATEMÁTICA

Quais são os dois números que somados resultam “3” e multiplicados, “2”?
Soma: 3 = (2 + 1)
Produto 2 = (2 · 1)
Logo, 2 e 1 são as raízes dessa equação, exatamente igual como achamos usando a fórmula
de Bhaskara.

55
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SISTEMAS DE EQUAÇÕES

SISTEMAS DE EQUAÇÕES DE PRIMEIRO GRAU (SISTEMAS LINEARES)

Em alguns casos, pode ser que tenhamos mais de uma incógnita. Imagine que um exercí-
cio diga que: x + y = 10.
Perceba que há infinitas possibilidades de x e y que tornam essa igualdade verdadeira: 2 e
8, 5 e 5, 15 e –5 etc. Por esse motivo, faz-se necessário obter mais uma equação envolvendo as
duas incógnitas para poder chegar nos seus valores exatos. Veja o exemplo:

x + y = 10
*
4x - y = 5

A principal forma de resolver esse sistema é usando o método da substituição. Este método
é muito simples, e consiste basicamente em duas etapas:

z isolar uma das variáveis em uma das equações;


z substituir essa variável na outra equação pela expressão achada no item anterior.

Vamos aplicar no nosso exemplo:


Isolando “x” na primeira equação:
x = 10 – y

Substituindo “x” na segunda equação por “10 – y”:


4(10 – y) – y = 5 (faz uma distributiva)
40 – 4y – y = 5
–5y = 5 – 40
–5y = –35 (multiplica por –1)
5y = 35
y=7

Logo, voltando na primeira equação, acharemos o valor de “x”.


x = 10 – y
x = 10 – 7
x=3
Assim, x = 3 e y = 7.

Dica

Método da substituição:
� isolar uma das variáveis em uma das equações;
� substituir essa variável na outra equação pela expressão achada no item anterior.

Há um outro método para resolver um sistema de equação do 1º grau, que é o método da


adição (ou soma) de equações. Veja:
56
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z multiplicar uma das equações por um número que seja mais conveniente para eliminar
uma variável;
z somar as duas equações, de forma a ficar apenas com uma variável.

Veja o exemplo:

x + y = 10
*
4x - y = 5

Nesse exemplo não vamos precisar fazer uma multiplicação, pois já temos a condição
necessária para eliminarmos o “y” da equação. Então devemos fazer apenas a soma das
equações. Veja:

x + y = 10
*
4x - y = 5

5x = 1

Substituindo o valor de “x” na primeira equação, achamos o valor de “y”:

x + y = 10
3 + y = 10
y = 10 – 3
y=7

Veja um outro exemplo em que vamos precisar multiplicar:

x + y = 10
*
x - 2y = 4

Multiplicando por –1 a primeira equação, temos:

- x - y = - 10
(
x - 2y = 4

Fazendo a soma:

- x - y = - 10
(
x - 2y = 4

–3y = –6
–6
y = –3
MATEMÁTICA

y= 2

Substituindo o valor de “y” na primeira equação, achamos o valor de “x”:

x + y = 10
x + 2 = 10
57
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x = 10 – 2
x=8

SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO 2º GRAU

Vamos usar o mesmo método principal para resolvermos os sistemas de equações do 2º


grau que utilizamos no sistema de equações do 1º grau, ou seja, o método da substituição.
Veja um exemplo:

x+y=3
( 2 2
x -y =-3

Isolando x na primeira equação, temos que x = 3 – y. Efetuando a substituição na segunda


equação, temos que:
(3 – y)2 – y2 = –3
9 – 6y + y – y2 = –3
y=2
Logo, x = 3 – y = 3 – 2 = 1

Exercite seus conhecimentos com alguns exercícios comentados.

1. (VUNESP – 2018) Em um concurso somente para os cargos A e B, cada candidato poderia fazer
inscrição para um desses cargos. Sabendo que o número de candidatos inscritos para o cargo
A era 3000 unidades menor que o número de candidatos inscritos para o cargo B, e que a razão
entre os respectivos números, nessa ordem, era igual a 0,4, então é verdade que o número de
candidatos inscritos para o cargo B correspondeu, do total de candidatos inscritos, a

3
a) 7
5
b) 9
4
c) 7
2
d) 3
5
e) 7

A = B – 3.000
A
b
= 0,4
A = 0,4B
Substituindo essa última equação na primeira, temos:
0,4B = B – 3.000
3.000 = B – 0,4B
3.000 = 0,6B
3.000
B = 0, 6
B = 5.000
58 Lembrando que A = 0,4B, podemos obter o valor de A:
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A = 0,4 · 5.000
A = 2.000
Total: A + B = 5.000 + 2.000 = 7.000
O número de inscritos para o cargo B, em relação ao total, será:
5.000 5
7.000
=
7
. Resposta: Letra E.

2. (FGV – 2017) O número de balas de menta que Júlia tinha era o dobro do número de balas de
morango. Após dar 5 balas de cada um desses dois sabores para sua irmã, agora o número de
balas de menta que Júlia tem é o triplo do número de balas de morango. O número total de balas
que Júlia tinha inicialmente era:

a) 42.
b) 36.
c) 30.
d) 27.
e) 24.

Me = 2 · Mo
Após dar 5 balas = Me – 5 e Mo – 5. Agora, as de menta são o triplo das de morango:
Me – 5 = 3 · (Mo – 5)
Me – 5 = 3 · Mo – 15
Me = 3 · Mo – 10
Na segunda equação podemos substituir Me por 2 · Mo.
2 · Mo = 3 · Mo – 10
10 = 3 · Mo – 2 · Mo
10 = Mo
O valor de Me é:
Me = 2 · Mo
Me = 2 · 10
Me = 20
Total: 10 + 20 = 30 balas. Resposta: Letra C.

3 (CEBRASPE-CESPE – 2013) Considere que em um escritório de patentes, a quantidade mensal


de pedidos de patentes solicitadas para produtos da indústria alimentícia tenha sido igual à soma
dos pedidos de patentes mensais solicitadas para produtos de outra natureza. Considere, ainda,
que, em um mês, além dos produtos da indústria alimentícia, tenham sido requeridos pedidos de
patentes de mais dois tipos de produtos, X e Y, com quantidades dadas por x e y, respectivamen-
te. Supondo que T seja a quantidade total de pedidos de patentes requeridos nesse escritório, no
referido mês, julgue os itens seguintes.
MATEMÁTICA

Se T = 128, então as quantidades x e y são tais que x + y = 64, com 0 ≤ x ≤ 64.

( ) CERTO ( ) ERRADO

59
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Seja “a” a quantidade de pedidos de patentes da indústria alimentícia. Foi dito que esse total
é igual à soma dos demais pedidos, que são x e y, ou seja,
a=x+y
O total de pedidos é:
T = a + x + y = a + a = 2a
Como T = 128, temos
128 = 2a
a = 64. Resposta: Certo.

Se, em determinado mês, a quantidade de pedidos de patentes do produto X foi igual ao dobro
da quantidade de pedidos de patentes do produto Y, então a quantidade de pedidos de patentes
de produtos da indústria alimentícia foi o quádruplo da quantidade de pedidos de patentes de Y.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Sendo x o dobro de y, ou seja, x =2y, temos que:


a=x+y
a = 2y + y
a=3
Assim, as patentes da indústria alimentícia (“a”) são o triplo das patentes de Y. Resposta:
Errado.

Se T = 128 e a quantidade x foi 18 unidades a mais do que a quantidade y, então a quantidade y foi
superior a 25.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Se T = 128, temos que x + y = 64. Foi dito ainda que:


x = y + 18
Substituindo x por y + 18, temos:
x + y = 64
(y + 18) + y = 64
y = 23 unidades. Resposta: Errado.

EQUAÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS

EQUAÇÕES EXPONENCIAIS

Equações exponenciais são aquelas equações onde a incógnita x está no expoente, como: 2x =
32 e 2x – 4x = 2.
A forma de solucionar a equação exponencial é deixando todas as potências com a mes-
ma base, como a f(x) = ax é injetora, podemos dizer que potências iguais e de mesma base têm
expoentes iguais, ou seja, ax = ay ⇔ x = y, (a∈ℜ*+ –{1}).
60 Seja a equação exponencial 2x = 128, temos a solução o valor de x igual a:
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2x = 128 → 2x = 27 → x = 7
S = {7}

2+3x–2
Agora para a equação exponencial 52x = 1 temos x igual a:

2+3x–2 2+3x–2
52x = 1 → 52x = 50 → 2x2 + 3x – 2 = 0
∆ = b2 – 4ac = 32 – 4 · 2 · (–2) = 9 + 16 = 25

–3
–b – √∆
 x1 = = b
– √25 = –2
 f ( x=) ax2a
+b > 0 → x > − ;
2 · 2a

 f ( x=) –b –3b
ax ++ b√∆< 0 → x < − ; 1
 x2 = = +√25 a =
2a 2·2 2
1
S = {–2, }
2

EQUAÇÕES LOGARÍTMICAS

Equações logarítmicas são aquelas equações do tipo: logaf(x) = logag(x) ou logaf(x) = α, α∈ℝ
e com (α∈ℜ*+ –{1}).
A fórmula para solucionar a equação logarítmica é dada por f(x) = g(x) > 0 ou aplicando
propriedade inversa e transformando em equação exponencial, logaf(x) = a → f(x) = aa.
Acompanhe o exemplo da equação logarítmica log4 (3x + 2) = log4 (2x + 5). Para resolvê-la
vamos seguir os seguintes passos:

 –2 b
f ( x=
) 0 →+xb>> 0 → x > − a ;
< ax
 3x + 2

3

 f ( x= –5 b
) 0 →+xb>< 0 → x < − a ;
> ax
 2x + 5
 2

log4(3x + 2) = log4(2x + 5) → (3x + 2) = (2x + 5)


(3x + 2) = (2x + 5) →3 x – 2x = 5 – 2 → x = 3

S = {3}

Agora para a equação logarítmica log4(2x2 + 5x + 4) = 2 temos x igual a:

2x2 + 5x + 4 > 0
∆ = b2 – 4ac = 25 – 32 = –7
MATEMÁTICA

logo, 𝑓(x) > 0, ⩝x∊ℜ


log4(2x + 5x + 4) = 2 → 2x + 5x + 4 = 42 → 2x2 + 5x + 4 = 16 → 2x2 + 5x – 12 = 0
2 2

∆ = b2 – 4ac = 52 – 4 · 2 · (–12) = 25 + 96 = 121

61
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–5
– b – √∆
 x1 = = b
– √121 = –4
 f ( x=) ax2a +b > 0 → x > − ;
2 · a2

 f ( x=) –axb ++ b√∆< 0 → x < –− 5b ; 3
 x2 = = +√121 a =
2a 2·2 2

S = &–4, 0
3
2

FUNÇÕES

Quando temos a relação entre elementos de dois conjuntos, sendo que cada elemento de
um conjunto tenha ligação com somente um outro elemento do outro conjunto, dizemos que
é uma função. Para ficar mais fácil de entender esse conceito, veja o exemplo abaixo:

FUNÇÃO NÃO É FUNÇÃO


A B C D
2 4 1 4
4 8 3 6
6 16 5
8 20

Note que o conjunto A tem todos os seus elementos ligados apenas em um único elemento
do conjunto B, então dizemos que é uma função. Já o conjunto C, além de não ter todos os seus
elementos sendo ligados ao único elemento de D, ainda tem o “elemento 3” sendo relaciona-
do a mais de um elemento do conjunto D. Então, não há relação de função nessa situação.

DOMÍNIO, CONTRADOMÍNIO E IMAGEM

Há alguns pontos que você precisa saber identificar em uma função:

Domínio da Função (D)

É o conjunto em que a função é definida, ou seja, contém todos os elementos que serão
ligados aos elementos de outros conjuntos (olhando para o nosso exemplo: de onde saem
as setas). Trata-se do conjunto A apenas, pois o conjunto C não é uma função. Em outras
palavras, é o conjunto de todos os valores de x para os quais a função produz um valor de
saída correspondente. O domínio é uma parte fundamental ao se trabalhar com funções,
pois determina quais entradas são aceitáveis e quais não são. Vamos considerar o exemplo a
seguir para ilustrar melhor o conceito de domínio de uma função. Considere a função:

f((x) = x–3

62
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Para determinar o domínio dessa função, precisamos considerar a restrição de que o radi-
cando (o número dentro da raiz quadrada) não pode ser negativo, porque não podemos cal-
cular a raiz quadrada de um número negativo em conjunto dos números reais. Portanto, o
domínio de f((x) = x – 3 é o conjunto de todos os números reais não negativos maiores ou
iguais a 3. Em notação matemática, o domínio D(f) é dado por: D(f) = {x ∈ R ∣ x ≥ 3}.
Isso significa que qualquer número real não negativo maior ou igual a 3 pode ser inserido
na função f((x) = x–3, como seu valor de x.

Contradomínio da Função (CD)

É o conjunto onde se encontram todos os elementos que poderão ser ligados aos elementos do
domínio. Neste caso, trata-se do conjunto B somente, pois, como já vimos, o conjunto D não é uma
função. Enquanto o domínio se refere aos valores de entrada para os quais a função é definida,
o contradomínio refere-se a todos os valores que a função pode assumir como saída. Em outras
palavras, é o conjunto de todos os valores de y que podem ser obtidos aplicando a função a valores
no seu domínio.
Para exemplificar, considere a função f(x) = x2, que mapeia números reais para seus qua-
drados. Neste caso, o domínio são todos os números reais, porque a função é definida para
qualquer número real x. O contradomínio, por outro lado, é o conjunto de todos os valores
que f(x) podem assumir quando x varia sobre o conjunto dos números reais.
Para encontrar o contradomínio da função f(x) = x2, precisamos considerar todos os valo-
res possíveis que x² pode assumir para qualquer número real x. Como x² é sempre não nega-
tivo para qualquer número real x, o contradomínio é o conjunto de todos os números reais
não negativos.
Em notação matemática, o contradomínio CD(f) da função f(x) = x2 é:

CD(f) = {y ∈ R | y ≥ 0}

Isso significa que qualquer número real não negativo (incluindo zero) pode ser assumido
como valor de saída (y) quando a função f(x) = x2 é aplicada a algum valor de x no seu domí-
nio R.

Imagem da Função (I)

É formada apenas pelos valores do contradomínio efetivamente ligados a algum elemento do


domínio. Em outras palavras, é o conjunto de todos os valores de y que a função realmente assu-
me para algum valor de x no seu domínio.
Para compreender melhor, vamos considerar a função f(x) = 2x + 1. Para encontrar a imagem,
precisamos considerar todos os valores que 2x + 1 pode assumir à medida que x varia sobre todos
MATEMÁTICA

os números reais. Como esta é uma função linear, para qualquer valor de x, 2x + 1 será um núme-
ro real. Em outras palavras, não há restrições sobre os valores que 2x + 1 podem assumir.
Portanto, a imagem da função f(x) = 2x + 1 é o conjunto de todos os números reais. Em
notação matemática, a imagem Im(f) desta função é:

Im(f)= {y ∈ R}
63
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Por fim, veja o exemplo abaixo para que sua compreensão se dê de forma efetiva:

2 4
4 8
6 16
8 20

Temos o conjunto A como domínio, o conjunto B como contradomínio e o conjunto imagem defi-
nido pelo conjunto formado apenas pelos elementos 8 e 16, pois os elementos 4 e 20 do conjunto B
não estão ligados a nenhum termo do conjunto A. Logo, eles fazem parte do contradomínio, porém
não fazem parte do conjunto imagem.

Dica

Função: relação de cada elemento do domínio com apenas um único elemento do


contradomínio.

FUNÇÃO INJETORA, SOBREJETORA E BIJETORA

Função Injetora

Se cada elemento do conjunto imagem estiver ligado a um único elemento do domínio, a


função é chamada injetora. Vejamos o exemplo:

A B
2 4
4 8
6 16
8 20
10 24

O conjunto imagem é I = {4, 8, 16, 20}. Por mais que o 24 não esteja relacionado a nenhum
elemento do domínio A, vemos que cada elemento da imagem está ligado a apenas um ele-
mento do domínio A.

Função Sobrejetora

Quando todos os elementos do contradomínio fizerem parte do conjunto imagem, teremos


uma função sobrejetora. Em outras palavras, contradomínio é igual a imagem. Vejamos o
exemplo:

64
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A B
2 4
4 8
6 16
8 20
10

Função Bijetora

Se as duas coisas acima acontecerem ao mesmo tempo, ou seja, se a função for injetora e
sobrejetora ao mesmo tempo, a função será dita bijetora. Vejamos o exemplo:

A B
2 4
4 8
6 16
8 20

Atenção!

z Função injetora: cada elemento da imagem está ligado a apenas um elemento do domínio;
z Função sobrejetora: contradomínio é igual a imagem;
z Função bijetora: injetora e sobrejetora ao mesmo tempo.

REPRESENTAÇÃO DE UMA FUNÇÃO LEI DE FORMAÇÃO

Vamos representar a função f: R → R, onde f(x) = 3x. O “R”, na situação, é o conjunto dos
números reais. Portanto, a função f(x) tem como domínio todos os números reais, e também
os tem como contradomínio.
Lembre-se de que f(x) é igual a “y”, que é a nossa imagem.
Para a lei de formação, entendemos que “x” assumirá alguns valores que resultarão valo-
res “y” da função. Tudo isso é regido da seguinte maneira:

f(x) = 3x

Quando “x” for igual a 1, por exemplo, precisaremos substituir o valor dele na função.
Veja: f(1) = 3 · 1 = 3. Afirmamos, então, que, para x = 1, a função tem resultado 3.

FUNÇÕES INVERSAS
MATEMÁTICA

Representamos a função inversa por “f–1(x)”. Para que uma função seja inversa, ela neces-
sariamente precisa ser bijetora. Vamos obter uma função inversa a seguir. Veja:

f(x) = 2x

65
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A B
2 4
4 8
6 12
8 16

Na função inversa, as setas estarão no sentido contrário, ou seja, elas sairão do contrado-
mínio para o domínio, mas, claro, precisamos ter uma relação entre as funções. Veja que,
nesse exemplo, está fácil notar que o contradomínio é o dobro do domínio, então a função
inversa será a metade. Veja:

f–1(x) = x ÷ 2

A B
2 4÷2
4 8÷2
6 12 ÷2
8 16 ÷2

Siga os passos abaixo para achar a função inversa de uma função f(x) qualquer.

z Sabemos que f(x) = y, então vamos usar “y” para facilitar o cálculo:

„ substituir y por x;
„ substituir x por y–1;
„ isolar o y–1.

Vamos aplicar o passo a passo usando o nosso exemplo acima:

z f(x) = 2x (trocar f(x) por y);


z y = 2x;
z substituir y por x;
z substituir x por y–1;
z x = 2y–1;
z isolar o y–1;
z y–1 = x ÷ 2 ou f–1(x) = x ÷ 2.

FUNÇÕES COMPOSTAS

Trata-se de uma função formada por duas ou mais funções juntas. Veja um exemplo:
Temos f(x) = x + 3 e g(x) = x + 2. Devemos encontrar as funções compostas: f(g(x)) e g(f(x)).
Usemos f(g(x)) primeiro, para entendermos como resolver.
A primeira coisa que precisamos entender é que, no lugar de “x” em f(x), temos a função
g(x), então vamos substituir pelo valor dela:

66
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f (x + 2) = x + 3

Agora, no lugar de “x”, vamos substituir por “x + 2”:

f (x + 2) = x + 2 + 3

f (g(x)) = x + 5 (aqui está a nossa função composta).

Agora, vamos fazer com g(f(x)). Acompanhe nos tópicos a seguir:

z g(x + 3) = x + 2;
z g(x + 3) = x + 3 + 2;
� g(f(x)) = x + 5 (aqui está a nossa função composta).

Atenção!

z f(g(x)) é conhecida, também, como fog(x) — “lê-se fog de x”;


z g(f(x)) é conhecida, também, como gof(x) — “lê-se gof de x”.

FUNÇÕES PARES E ÍMPARES

Funções pares são aquelas em que f(–x) = f(x), ou seja, quando “x” assume valores opostos
e gera a mesma imagem. Veja:

f(x) = x2 – 4
f(3) = 32 – 4 = 5
f(–3) = (–32) – 4 = 5

Funções ímpares são aquelas para as quais f(x) = –f(x), ou seja, quando “x” assume valores
opostos e gera imagens opostas. Veja:

f(x) = 2x
f(4) = 2 · 4 = 8
f(–4) = 2 · (–4) = –8

AFINS

Veja a função do tipo f(x) = ax + b. Chamaremos de função de primeiro grau, onde a = coe-
MATEMÁTICA

ficiente angular e b = coeficiente linear. Essa função também é chamada de função linear ou,
então, de função afim. O gráfico dessa função é uma reta.
O coeficiente angular dá a inclinação da reta. Se a > 0, a reta será crescente; e se a < 0, a
reta, decrescente. Já o coeficiente linear indica em que ponto a reta do gráfico cruza o eixo
das ordenadas (eixo y, ou eixo f(x)).
Vejamos um exemplo. Seja f(x) = –3x + 5, então temos:
67
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z uma função de primeiro grau (pois o maior expoente de x é 1);
z o coeficiente angular sendo a = –3 e o coeficiente linear sendo b = 5;
z logo, seu gráfico é uma reta decrescente (a < 0), que cruza o eixo y na posição y = 5 (pois
esse é o valor de b).

Vamos construir um gráfico da função afim f(x) = 2x + 3.


Atribuindo valores aleatórios para “x”, temos:

f(x) = 2x + 3
f(–1) = 2(–1) +3 = 1 — temos (x,y) = (–1,1)
f(0) = 2 · 0 + 3 = 3 — temos (x,y) = (0,3)
f(1) = 2 · 1 + 3 = 5 — temos (x,y) = (1,5)
f(2) = 2 · 2 + 3 = 7 — temos (x,y) = (2,7)

Colocando os pontos no plano cartesiano, temos:

10

E
6

D
4

C
2
B

x
-6 -4 -2 0 2 4 6 8

-2

-4

-6

Raiz de uma Função Afim

Para tirar a raiz de uma função do 1º grau, basta igualar a zero. Veja:

f(x) = 2x +3
2x +3 = 0
2x = –3
3
x=– 2

Isso significa que x = – 3 deixa a função com a imagem igual a zero. Veja:
2

3
f(– 2 ) = 2x + 3
3 3
f(– 2 ) = 2(– 2 ) + 3
68
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3
f(– 2 ) = –3 + 3 = 0

A seguir, verifique seus conhecimentos por meio de alguns exercícios comentados.

1. (FUNDATEC — 2020) Dois taxistas, Pedro e Aurélio, cobram suas corridas de maneiras distintas.
Pedro utiliza a seguinte f(x) = 2,8x + 4,50 e Aurélio usa a g(x) = 3,20x + 3,00, em que x é a quanti-
dade de quilômetros rodados e o resultado será o valor a ser cobrado. Supondo que Márcia quer
fazer uma corrida de 8 km e fez orçamento com os dois, assinale a alternativa correta.

a) Indo com Pedro a economia será de R$ 1,70.


b) Indo com Aurélio a economia será de R$ 1,70.
c) Pedro cobra mais que Aurélio por corrida.
d) Aurélio cobra menos que Pedro por corrida.
e) Ambos cobram o mesmo valor final.

Pedro = 2,8 · 8 + 4,5 = R$ 26,90;


Aurélio = 3,2 · 8 + 3 = R$ 28,60;
Aurélio – Pedro = R$ 1,70;
Indo com Pedro, Márcia economizará R$ 1,70. Resposta: Letra A.

2. (FUMARC — 2016) Os gastos de consumo de uma família são dados pela expressão

C (r) = 2000 + 0,8 r

em que r representa a renda familiar e C representa o consumo mensal em reais.

Nessas condições, é correto afirmar que:

a) Se a renda aumentar em R$ 1.000,00, então o consumo aumentará em R$ 800,00.


b) Se a renda diminuir em R$ 1.000,00, então o consumo diminuirá em R$ 2.800,00.
c) Se a renda diminuir em R$ 500,00, então o consumo também diminuirá em R$ 500,00.
d) Se a renda dobrar seu valor, então o consumo também será dobrado.

Vamos tomar como base o aumento de R$ 1.000 na renda:


C(r) = 2.000 + 0,8r;
C(1.000) = 2.000 + 0,8 · 1.000;
C(1.000) = 2.000 + 800 = 2.800;
Se a renda aumentar em R$ 1.000, então o consumo aumentará em R$ 800. Resposta: Letra
A.
MATEMÁTICA

3. (IBFC — 2018) Os pontos de coordenadas (–3, 2) e (1, 10) são elementos de uma função de pri-
meiro grau. Então para que o ponto (x, 6) seja um elemento dessa função, o valor de x deve ser:

a) –1
b) 1
69
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c) 2
d –2

O ponto (–3,2) nos indica que, quando usarmos x = –3, teremos f(x) = 2. Substituindo esses
valores na expressão acima:
2 = a · (–3) + b;
b = 3a + 2.
O ponto (1,10) nos indica que, quando x = 1, temos f(x) = 10. Substituindo na expressão: 10 =
a · 1 + b.
Podemos substituir b por “3a +2” nessa última expressão, como descobrimos anteriormente.
Assim:
10 = a + (3a + 2);
10 – 2 = 4;
4a = 8;
a = 2.
Podemos, agora, encontrar o valor de b, usando a expressão b = 3a + 2:
b = 3 · 2 + 2;
b = 8.
A lei dessa função, portanto, será:
f(x) = 2x + 8.
Para o ponto (x, 6), temos que o valor da função é f(x) = 6. Substituindo na expressão acima:
6 = 2x + 8;
6 – 8 = 2x;
–2 = 2x;
x = –1. Resposta: Letra A.

4. (FAURGS — 2017) Um vendedor recebe um salário mensal composto de um valor fixo de R$


1.300,00 e de uma parte variável. A parte variável corresponde a uma comissão de 6% do valor
total de vendas que ele fez durante o mês. O salário mensal desse vendedor pode ser descrito por
uma expressão algébrica f(x), em função do valor total das vendas mensal, representado por x.

A expressão algébrica f(x) que pode representar o salário mensal desse vendedor é

a) f(x) = 0,06x + 1.300.


b) f(x) = 0,6x + 1.300.
c) f(x) = 0,78x + 1.300.
d) f(x) = 6x + 1.300.
e) f(x) = 7,8x + 1.300.

O vendedor recebe um valor fixo e uma comissão variável, conforme as vendas. O valor fixo é
de R$ 1.300, ou seja, se temos uma função de primeiro grau do tipo f(x) = ax + b, dizemos que
b = 1.300. A variável corresponde ao termo a · x; sendo x o total de vendas, a comissão será
de 6% de x, ou seja, 0,06x. Assim, o vendedor recebe:
f(x) = fixo + comissão variável;
f(x) = 1.300 + 0,06x. Resposta: Letra A.
70
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5. (IDECAN — 2017) No depósito de uma loja de informática encontram-se vários modelos de com-
putadores. Dentre eles (2x + 8) apresentam disco rígido de 500 gb, outros (3x – 10) apresentam
placa de vídeo. O número de computadores com os dois componentes é x, e o total de computa-
dores é 74. O número de computadores que apresentam apenas placa de vídeo é

a) 22.
b) 27.
c) 28.
d) 29.

Placa de vídeo = 3x – 10;


Computador de 500g = 2x + 8.
Total:
(2x + 8) + (3x – 10) – x = 74;
2x + 8 + 3x – 10 – x = 74;
4x – 2 = 74;
x = 76 ÷ 4;
x = 19.
Apenas placa de vídeo:
3x – 10 – x;
3 · 19 – 10 – 19;
57 – 10 – 19;
47 – 19 = 28.
28 possuem apenas placa de vídeo. Resposta: Letra C.

QUADRÁTICAS

As funções de segundo grau são representadas assim: f(x) = ax2 + bx + c, ou seja, são aque-
las em que as funções de variável x aparecem elevadas ao quadrado. Sabemos o seguinte:

z a, b e c são os coeficientes da equação;


z a é sempre o coeficiente do termo em x²;
z b é sempre o coeficiente do termo em x;
z c é sempre o coeficiente ou termo independente.

As funções de segundo grau têm duas raízes, isto é, existem dois valores de x que tornam
a igualdade verdadeira.

Cálculo das Raízes da Função Quadrática


MATEMÁTICA

Vamos achar as raízes por meio da fórmula de Bhaskara. Basta identificar os coeficientes
a, b e c e colocá-los na seguinte expressão:

x= -b ! b
2 -
4ac
2a

71
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Veja o sinal ± presente na expressão acima. É ele que permitirá obtermos dois valores para
as raízes, um valor utilizando o sinal positivo (+) e outro valor utilizando o sinal negativo (–).
Vamos aplicar em um exemplo: calcular as raízes da função f(x) = x2 – 3x + 2. Observemos
o passo a passo.

z Igualemos a zero;

„ x2 – 3x + 2 = 0.

z Identifiquemos os valores de a, b e c;

„ a = 1;
„ b = –3;
„ c = 2.

z Substituindo na fórmula:

2
x = –b ! b – 4ac
2a
–(–3) ± √(–3)2 – 4 · 1 · 2
x=
2·1

3! 9–8
x=
2
3!1
x=
2
3+1
x1 = =2
2
3-1
x2 = =1
2

As raízes da função f(x) = x2 – 3x + 2 são 1 e 2.


Na fórmula de Bhaskara, podemos usar um discriminante que é representado por “∆”. Seu
valor é igual a:

∆ = b2 – 4ac

Assim, podemos escrever a fórmula de Bhaskara:

–b ! D
x= 2a

O discriminante fornece importantes informações de uma função do 2º grau:

z Se Δ > 0: a função possui duas raízes reais e distintas;


z Se Δ = 0: a função possui duas raízes reais e idênticas;
z Se Δ < 0: a função não possui raízes reais.

As funções de segundo grau têm um gráfico na forma de parábola. Veja:


f(x) = x2 – 3x + 2
72
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f(–2) = (–2)2 – 3(–2) + 2 = 12
f(–1) = (–1)2 – 3(–1) + 2 = 6
f(0) = (0)2 – 3(0) + 2 = 2
f(1) = 12 – 3 · 1 + 2 = 0
f(2) = 22 – 3 · 2 + 2 = 0
f(3) = 32 – 3 · 3 + 2 = 2
f(4) = 42 – 3 · 4 + 2 = 6
f(5) = 52 – 3 · 5 + 2 = 12

12

10

0
-2 -1 0 1 2 3 4 5
x

Aqui, vale ressaltar que, quando “a < 0”, a parábola tem concavidade para baixo, ou seja,
a função terá um ponto máximo que chamamos de “vértice”. Já quando “a > 0”, teremos a
concavidade para cima e um ponto mínimo, também chamado de “vértice da função”.

a>0 a<0

Concavidade para cima Concavidade para baixo

Resumindo os tipos de gráficos olhando para o valor de “a” e para o discriminante, temos:

a>0eΔ<0 a<0eΔ<0
x

a>0eΔ=0 a<0eΔ=0
x
MATEMÁTICA

x
a>0eΔ>0 a<0eΔ>0

x
x

73
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Pontos de Máximo ou Mínimo

Esse ponto de máximo ou mínimo da função de 2º grau é chamado de vértice (xv, yv). Para
calcularmos as coordenadas dele, basta saber que:

b
Xv = –
2a
D
Yv = –
4a

No gráfico, fica:

V
yV

0 XV 0
x xV x
yV
V

Δ Δ
Se a > 0, yv = a é o valor Se a < 0, yv = 4a é o valor
mínimo da função máximo da função

Agora, verifique seus conhecimentos por meio de alguns exercícios comentados.

1. (FUNDATEC — 2020) O valor mínimo da função de segundo grau f (x) =x2 –4x +1 é:

a) –10.
b) –7.
c) –6.
d) –5.
e) –3.

Mínimo da função de segundo grau se dá pelo yvértice.


yvértice = –Δ ÷ 4a;
yv = –(b² – 4ac) ÷ 4a;
yv = –(16 – 4) 4 · 1;
yv = –(12) ÷ 4;
yv = –3. Resposta: Letra E.

2. (VUNESP — 2019) Duas grandezas y e x, diretamente proporcionais, são representadas, grafica-


mente, por uma função cuja expressão algébrica é:

a) y = ax2 + bx + c, com a, b e c reais e a · b · c ≠ 0


b) y = ax2 + bx, com a e b reais e a · b ≠ 0
c) y = ax2, com a ≠ 0, real
74
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d) y = ax + b, com a e b reais e a · b ≠ 0
e) y = ax, com a ≠ 0, real

Diretamente proporcional: quando aumenta y, obrigatoriamente aumenta x; quando diminui


y, obrigatoriamente diminui x.
Já podemos eliminar as letras A, B e C — pois, quando elevamos ao quadrado, todo número
negativo torna-se positivo, inviabilizando a proporcionalidade direta. Quando, multiplican-
do x, temos um termo desconhecido negativo, o fato de sua negatividade o torna inversa-
mente proporcional, então eliminamos a letra D. Nesse sentido, sobra apenas a alternativa
E. Resposta: Letra E.

3. (VUNESP — 2016) Na equação 3x2 + 8x + a = 0, a incógnita é x, e a é um número inteiro. Saben-


do-se que o número (– 3) é raiz da equação, a outra raiz dessa equação é

a) –7
b) –2/5
c) 1/3
d) 3/4
e) 2

Usando a fórmula da soma das raízes, temos:


S = –b ÷ a;
X1 + X2 = –b ÷ a;
X1 + (–3) = –8 ÷ 3;
X1 = –8 ÷ 3 + 3;
X1 = 1 ÷ 3. Resposta: Letra C.

4. (FUNDATEC — 2015) A intersecção entre o gráfico das funções y = f (x) = x2 – 6x – 8 e o gráfico


da reta de coeficiente angular 2 e coeficiente linear 1 ocorre quando:

a) x = –9 e x = –1
b) x=1ex=9
c) x = –8 e x = 0
d) x = –1 e x = 9
e) x = –9 e x = 1

Temos as equações:
f (x) = x2 – 6x – 8 e f (x) = 2x + 1.
Na interseção, é preciso igualar as funções para isso acontecer. Então:
MATEMÁTICA

x² – 6x – 8 = 2x + 1;
x² – 8x – 9 = 0.
Tirando as raízes pela soma e produto:
S = –b ÷ a = –(–8) ÷ 1 = 8;
P = c ÷ a = –9 ÷ 1 = –9.
Logo, x’ = –1 e x’’ = 9. Resposta: Letra D.
75
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5. (IBADE — 2018) Um automóvel tem seu consumo de combustível para percorrer 100 km estima-
do pela função C(x) = 0,02x²-1,6 x + 42, com velocidade de x km/h. Sendo assim, qual deve ser a
velocidade para que se tenha um consumo mínimo de combustível?

a) 55
b) 35
c) 50
d) 40

Como se quer descobrir a velocidade mínima, é necessário calcular o xv (x do vértice):


Xv = –b ÷ 2a = –(–1,6) ÷ 2 · 0,02 = 40. Resposta: Letra D.

EXPONENCIAIS

que a variável x encontra-se no expoente. De modo geral, representamos as funções expo-


nenciais assim: f(x) = ax. O coeficiente “a” precisa ser maior do que zero e, também, diferente
de 1. A função é crescente se a > 1. Já se 0 < a < 1, a função é decrescente.
A função exponencial tem domínio no conjunto dos números reais (R) e contradomínio no
conjunto dos números reais positivos, ou seja, f: R → R+*. Observe os gráficos das funções f(x)
= 2x (crescente) e de g(x) = 0,5x (decrescente):

f(x) g(x)

3
1

–5 –3 –1 –1
-1 1 3 5

–3

–5

LOGARÍTMICAS

Antes de falarmos sobre função logarítmica, é interessante relembrar algumas propriedades


importantes.
Na expressão logab = c, chamamos o número “a” de base do logaritmo. Veja que o resultado
do logaritmo (c) é justamente o expoente ao qual deve ser elevada a base “a” para atingir o
valor b; assim, as propriedades mais importantes são:

z logb 1 = 0 porque b0 = 1;
z logb b = 1 porque b1 = b;
z logb bk = k porque bk = bk;
z blogbM = M;
z loga (b · c) = loga b + loga c;
z loga (b ÷ c) = loga b – loga c;
76 z loga bn = n · loga b;
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z logam b = loga b.

A função f(x) = log5(x) é um exemplo de função logarítmica. Veja que nela a variável x
encontra-se dentro do operador logaritmo. De maneira geral, podemos representá-las da
seguinte forma: f(x) = loga(x). Assim, como nas exponenciais, o coeficiente “a” precisa ser
positivo (a > 0) e diferente de 1.
O domínio é formado apenas pelos números reais positivos — pois não há logaritmo de
número negativo — e o contradomínio é o conjunto dos números reais, ou seja, temos uma
função do tipo f: R+* → R.
Se a > 1, a função é crescente; já se 0 < a < 1, a função é decrescente. Como exemplo, veja os
gráficos de f(x) = log2x e de g(x) = log0,5x:

f(x) g(x)

3
1

—5 —3 —1 —1
-1 1 3 5

—3

—5

Revise seus conhecimentos com os exercícios comentados a seguir.

1. (CEBRASPE-CESPE — 2013) Tendo em vista que, em determinado mês de 31 dias, a precipitação


pluvial média diária em uma localidade é representada, em mm, pela função P(t) = 25𝒆−(𝒕−𝟏𝟔)²,
para t de 1 a 31, julgue o item subsequente.

A precipitação pluvial média no dia 1º foi igual ao dobro da ocorrida no último dia desse mês.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Vamos substituir o primeiro (t = 1) e o último dia (t = 31) na função dada; temos: e–


P(1) = 25𝑒−(1−16)²
P(1) = 25𝑒−(−15)²
P(1) = 25𝑒−225
P(31) = 25𝑒−(31−16)²
P(31) = 25𝑒−(15)²
P(31) = 25𝑒−225
MATEMÁTICA

Veja que nesses dois dias os valores das precipitações foram os mesmos. Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE — 2018) O número de Euler, nome dado em homenagem ao matemático suí-


ço Leonhard Euler, é um número irracional denotado por e, cuja representação decimal tem seus
4 primeiros algarismos dados por 2,718. Esse número é a base dos logaritmos naturais, cuja
função f(x) = ln x = 𝑙𝑜𝑔𝑒x tem inúmeras aplicações científicas.
77
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A respeito desse assunto, julgue os itens a seguir:

I. A função exponencial g(x) = ex, função inversa de ln x, é uma função crescente.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Como o número de Euler é maior do que 1, essa função exponencial será crescente (a > 1).
Resposta: Certo.

II. A equação ln x = –4 tem uma única solução.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Desenvolvendo a equação, temos:


𝑙𝑛 𝑥 = –4
𝑙𝑜𝑔𝑒 𝑥 = –4
x = 𝑒−4
Logo, x assume um único valor. Resposta: Certo.

III. Se a > 0 e ln a Є [10, 20), então ln a² Є [100, +∞).

( ) CERTO ( ) ERRADO

Sabe-se que ln a² = 2 x ln a. Os valores de ln a² serão o dobro dos valores do intervalo de ln a.


Portanto: se ln a está entre 10 e 20, o ln a2 estará entre 20 e 40. Resposta: Errado.

PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E GEOMÉTRICAS

PROGRESSÃO ARITMÉTICA

Uma progressão aritmética é aquela em que os termos crescem, sendo adicionados a uma
razão constante, normalmente representada pela letra r.

z Termo inicial: valor do primeiro número que compõe a sequência;


z Razão: regra que permite, a partir de um termo, obter o seguinte.

Observe o exemplo abaixo:

{1,3,5,7,9,11,13, ...}

Veja que 1 + 2 = 3, 3 + 2 = 5, 5 + 2 = 7, 7 + 2 = 9 e assim sucessivamente. Temos um exemplo


nítido de uma Progressão Aritmética (PA) com uma razão 2, ou seja, r = 2 e termo inicial igual
a 1. Em questões envolvendo progressões aritméticas, é importante você saber obter o termo
78 geral e a soma dos termos, conforme veremos a seguir.
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Termo Geral da PA

Trata-se de uma fórmula que, a partir do primeiro termo e da razão da PA, permite calcu-
lar qualquer outro termo. Temos a seguinte fórmula:

an = a1 + (n – 1)r

Nesta fórmula, an é o termo de posição n na PA (o “n-ésimo” termo); a1 é o termo inicial, r é


a razão e n é a posição do termo na PA.
Usando o nosso exemplo acima, vamos descobrir o termo de posição 10. Já temos as infor-
mações que precisamos: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.

z O termo que buscamos é o da décima posição, isto é, a10;


z A razão da PA é 2, portanto r = 2;
z O termo inicial é 1, logo a1 = 1;
z n, ou seja, a posição que queremos é a de número 10: n = 10.

Logo,

an = a1 + (n – 1) · r
a10 = 1 + (10 – 1) · 2
a10 = 1 + 2 · 9
a10 = 1 + 18
a10 = 19

Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na sequência e confira. Perceba que, com essa
fórmula, podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da posição 200 é:

an = a1 + (n – 1) · r
a200 = 1 + (200 – 1) · 2
a200 = 1 + 2 · 199
a200 = 1 + 398
a200 = 399

Soma do Primeiro ao N-ésimo Termo da PA

A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos “n” primeiros termos de uma progres-
são aritmética:

Sn = n $(a1 + an)
MATEMÁTICA

Para entendermos um pouco melhor, vamos calcular a soma dos 7 primeiros termos do
nosso exemplo que já foi apresentado: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1, e n = 7. O termo an será, neste caso, o termo a7, que observando na
sequência é o número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula, temos:

79
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Sn = n $(a1 + an)
2

S7 = 7 $(1 + 13)
2

S7 = 7 $14
2

98
S7 = = 49
2

Dependendo do sinal da razão r, a PA pode ser:

z PA crescente: se r > 0, a PA terá termos em ordem crescente.

Ex.: {1, 4, 7, 10, 13, 16...} → r = 3;

z PA decrescente: se r < 0, a PA terá termos em ordem decrescente.

Ex.: {20, 19, 18, 17 ...} → r = –1;

z PA constante: se r = 0, todos os termos da PA serão iguais.

Ex.: {7, 7, 7, 7, 7, 7, 7...} → r = 0.

Dica

PA crescente: se r > 0;
PA decrescente: se r < 0;
PA constante: se r = 0.

Em uma progressão aritmética de 3 termos, o segundo termo ou o termo do meio é a média


aritmética entre o primeiro e terceiro termo. Veja:

PA (a1, a2, a3)  a2 = (a1 + a3) ÷ 2


PA (2, 4, 6)  4 = (2+6) ÷ 2  4 = 4

Exercite seus conhecimentos com as questões comentadas a seguir.

1. (IBFC – 2015) O total de múltiplos de 4 existentes entre os números 23 e 125 é:

a) 25.
b) 26.
c) 27.
d) 28.
e) 24.

80
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O primeiro múltiplo de 4 neste intervalo é 24 e o último é 124. Veja que os múltiplos de 4 for-
mam uma PA de razão igual a 4. Então, temos as seguintes informações:
a1 = 24
an = 124
r = 4 (podemos ir somando de 4 em 4 unidades para obter os múltiplos).
Substituindo na fórmula do termo geral, vamos encontrar a quantidade de elementos
(múltiplos):
an = a1 + (n – 1)r
124 = 24 + (n – 1)4
124 = 24 + 4n – 4
124 – 24 + 4 = 4n
104 = 4n
n = 26. Resposta: Letra B.

2. (FCC – 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em 4 dias. A quantidade de quilômetros que
ele percorrerá em cada dia será diferente e formará uma progressão aritmética de razão igual
a − 24. A média de quilômetros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km. Desse modo, é
correto concluir que o número de quilômetros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último dia
de viagem será igual a

a) 334.
b) 280.
c) 322.
d) 274.
e) 310.

Primeiro devemos achar o a1, para depois acharmos o a4. Devemos colocar tudo em função de
a1, para podermos substituir na média. Usando a fórmula do termo geral:
r = –24
an= a1 + (n – 1) · r
Achando a1:
a1 = a1 + (1–1) · r
a1 = a1
Colocando a2 em função de a1:
a2= a1+ (2 – 1) · r
a2 = a1 + r
Colocando a3 em função de a1:
a3= a1+ (3 – 1) · r
a3 = a1 + 2r
MATEMÁTICA

Colocando a4 em função de a1:


a4 = a1 + (4 – 1) · r
a4 = a1 + 3r
Substituindo na fórmula da média aritmética:
(a1 + a2 + a3 + a4 ) ÷ 4 = 310
(a1+ a1 + r + a1 + 2r + a1 + 3r) ÷ 4 = 310
4 a1 + 6r = 310 · 4 81
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4 a1 + 6 · (–24) = 1.240
4 a1 – 144 = 1.240
a1 = 346
Encontrando a4:
a4= 346 + (4 – 1) · r
a4= 346 + 3r
a4= 346 + 3 · (–24)
a4 = 274. Resposta: Letra D.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Em cada item a seguir é apresentada uma situação hipotética,


seguida de uma assertiva a ser julgada, a respeito de modelos lineares, modelos periódicos e
geometria dos sólidos.
Manoel, candidato ao cargo de soldado combatente, considerado apto na avaliação médica das
condições de saúde física e mental, foi convocado para o teste de aptidão física, em que uma
das provas consiste em uma corrida de 2.000 metros em até 11 minutos. Como Manoel não é
atleta profissional, ele planeja completar o percurso no tempo máximo exato, aumentando de
uma quantidade constante, a cada minuto, a distância percorrida no minuto anterior.
Nesse caso, se Manoel, seguindo seu plano, correr 125 metros no primeiro minuto e aumentar de
11 metros a distância percorrida em cada minuto anterior, ele completará o percurso no tempo
regulamentar.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Veja que no primeiro minuto ele percorre 125 metros, no segundo 125 + 11 = 136 metros, no
terceiro 125 + 2 · 11 = 147 metros, e assim por diante. Estamos diante de uma progressão
aritmética (PA) de termo inicial a1 = 125 e razão r = 11. O décimo primeiro termo (correspon-
dente ao 11º minuto) é:
an= a1 + (n – 1) · r
a11 = 125 + (11 – 1) · 11
a11 = 125 + 110 = 235 metros
A soma das distâncias percorridas nos 11 primeiros minutos é dada pela fórmula da soma dos ter-
mos da PA:
Sn = n $(a1 + an)
2
S11 = 11 $(125 + 235)
2
S11 = 11 $360
2
S11 = 180 · 11
S11 = 1.980
A distância total percorrida é menor do que 2.000 metros. Logo, Manoel não completará o percur-
so no tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta: Errado.

82
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4. (FCC – 2017) Em um experimento, uma planta recebe a cada dia 5 gotas a mais de água do que
havia recebido no dia anterior. Se no 65° dia ela recebeu 374 gotas de água, no 1° dia do experi-
mento ela recebeu

a) 64 gotas.
b) 49 gotas.
c) 59 gotas.
d) 44 gotas.
e) 54 gotas.

Já sabemos que a razão é r = 5 e que o a65 = 374, então, o a1 é dado por:


a65= a1 + (n – 1) · r
374 = a1 + (65 – 1)5
374 = a1 + 64 · 5
374 = a1 + 320
a1 = 54 gotas. Resposta: Letra E.

5. (CEBRASPE-CESPE – 2014) Em determinado colégio, todos os 215 alunos estiveram presentes


no primeiro dia de aula; no segundo dia letivo, 2 alunos faltaram; no terceiro dia, 4 alunos falta-
ram; no quarto dia, 6 alunos faltaram, e assim sucessivamente.
Com base nessas informações, julgue os próximos itens, sabendo que o número de alunos pre-
sentes às aulas não pode ser negativo.
No vigésimo quinto dia de aula, faltaram 50 alunos.

( ) CERTO ( ) ERRADO

P.A. (215, 213, 211, 209,..., a25)


Termo Geral da P.A.
an= a1 + (n – 1) · r
a25 = 215 + (25 – 1) · (–2)
a25 = 215 + (24 · – 2)
a25 = 215 – 48
a25 = 167 alunos
Logo, 215 – 167 = 48 alunos ausentes. Resposta: Errado.

PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Observe a sequência a seguir:


MATEMÁTICA

{2, 4, 8, 16, 32...}

Cada termo é igual ao anterior multiplicado por 2. Esse é um exemplo típico de Progressão
Geométrica, ou simplesmente, PG. Em uma PG, cada termo é obtido a partir da multiplicação
do anterior por um mesmo número, o que chamamos de razão da progressão geométrica. A
razão é simbolizada pela letra q.
83
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No exemplo acima, temos q = 2 e o termo inicial é a1 = 1. Da mesma maneira que vimos
para o caso de PA, normalmente, precisamos calcular o termo geral e a soma dos termos.

Termo Geral da PG

A fórmula a seguir nos permite obter qualquer termo (an) da progressão geométrica, par-
tindo-se do primeiro termo (a1) e da razão (q):

an = a1 · qn-1

No nosso exemplo, o quinto termo, a5 (n = 5), pode ser encontrado assim:

{2, 4, 8, 16, 32...}


a5 = 2 · 25-1
a5 = 2 · 24
a5 = 2 · 16
a5 = 32

Soma do Primeiro ao N-ésimo Termo da PG

A fórmula abaixo permite calcular a soma dos “n” primeiros termos da progressão
geométrica:

n
a1 · (q - 1)
Sn =
q-1

Usando novamente o nosso exemplo e fazendo a soma dos 4 primeiros termos (n = 4), temos: {2, 4, 8, 16, 32...}.

4
2 · (2 - 1)
S4 =
2-1

2 · (16 - 1)
S4 = 1

2 · 15
S4 = 1

S4 = 30

Soma dos Infinitos Termos de uma Progressão Geométrica

Suponha que você corra 1000 metros, depois, você corra 500 metros, depois, você corra
250 metros e, depois, 125 metros — sempre metade do que você correu anteriormente. Quan-
to você correrá no total? Observe que o que temos é exatamente uma progressão geométrica
infinita, porém, essa PG é decrescente.
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q < 1, teremos que qn = 0. Entendemos, então,
que quanto maior for o expoente, mais próximo de zero será. Portanto, substituindo, teremos:

a1 · (0 - 1)
S∞ =
q-1

a1
S∞ =
84 1-q

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Dica
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extremos. {a1, a2, a3} 
(a2)2 = a1 · a3
Veja: {2, 4, 8, 16, 32...}
82 = 4 · 16
64 = 64.

Revise o conteúdo visto com alguns exercícios comentados.

1. (FUMARC – 2018) Se a sequência numérica representada por (6, a2, a3, a4, a5,192) é uma Pro-
gressão Geométrica crescente de razão igual a q, então, é CORRETO afirmar que o valor de q é
igual a:

a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 8.

Vamos substituir os valores que já temos na fórmula geral da PG para acharmos a razão:
an = a1 · qn-1
a6 = a1 · q6-1
192 = 6 · q5
192 ÷ 6 = q5
32 = q5

q= 5
32

q = 2. Resposta: Letra A.

2. (IBFC – 2016) Se a soma dos elementos de uma P.G. (progressão geométrica) de razão 3 e
segundo termo 12 é igual a 484, então o quarto termo da P.G. é igual a:

a) 324.
b) 36.
c) 108.
d) 216.
MATEMÁTICA

Temos que a2 = 12 e q = 3. Para calcularmos o quarto termo, devemos usar a fórmula do ter-
mo geral da PG. Veja:
a4 = a2 · q4-2
a4 = 12 · 32
a4 = 12 · 9
a4 = 108. Resposta: Letra C.
85
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3. (IDECAN – 2014) Observe a progressão geométrica (P.G.) e assinale o valor de y.

P.G. = (y + 30; y; y – 60)

a) +30.
b) +60.
c) –30.
d) –60.
e) –90.

Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
y² = (y + 30) · (y – 60)
y² = y² – 60y +30y – 1.800
y² – y² +60y – 30y = –1.800
30y = –1.800
y = –1.800 ÷ 30
y = –60. Resposta: Letra D.

4. (FUNDATEC – 2019) A sequência (x-120; x; x+600) forma uma progressão geométrica. O valor de
x é:

a) 40.
b) 120.
c) 150.
d) 200.
e) 250.

Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
x2 = (x – 120) · (x+600)
x2 = x2 + 600x – 120x – 72.000
x2 – x2 = 480x – 72.000
480x = 72.000
x = 72.000 ÷ 480
x = 150. Resposta: Letra C.

5. (IESES – 2019) Em uma progressão geométrica de razão r = 3 a soma dos 5 primeiros termos é
igual a 968.
Então, o primeiro termo dessa progressão é:

a) Maior que 18.


b) Maior que 15 e menor que 18.
c) Maior que 12 e menor que 15.
d) Maior que 9 e menor que 12.
86 e) Menor que 9.
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Vamos usar a fórmula da soma da PG:

n
a1 · (q - 1)
Sn =
q-1

n
a1 · (3 - 1)
968 =
3-1

a1 · (243 - 1)
968 = 2

1.936 = 242a1
a1 = 1.936 ÷ 242
a1 = 8. Resposta: Letra E.

ANÁLISE COMBINATÓRIA

Para estudarmos probabilidade é necessário uma boa base em noções básicas de conta-
gem, ou seja, você precisa saber muito bem o Princípio Fundamental da Contagem e é isso
que vamos estudar agora.
Primeiro, vamos aprender uma ferramenta importante para o nosso estudo: fatorial.

FATORIAL DE UM NÚMERO NATURAL

Serve para facilitar e acelerar resolução de questões. Veja sua representação simbólica:

Fatorial de N = n!

Sendo “n” um número natural, observe como desenvolver o fatorial de n:

n! = n · (n-1) · (n-2) · ... · 2 · 1, para n ≥ 2


1! = 1
0! = 1

Exemplos:

3! = 3 · 2 · 1= 6
4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
5! = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 = 120
MATEMÁTICA

Agora, veja esse outro exemplo:

Calcular 6!
4!

Resolução:

87
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6! 6·5·4·3·2·1 = 6 · 5 = 30
=
4! 4·3·2·1

Poderíamos, também, resolver abrindo o 6! até 4! e depois simplificar. Veja:

6! 6·5·4!
4! = 6 · 5 = 30
=
4!

PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA CONTAGEM

Podemos, também, encontrar como princípio multiplicativo. Vamos esquematizar uma


maneira que vai ser bem simples para resolvermos problemas sobre o tema, observe o
lembrete:

z Identificar as etapas do enunciado;


z Calcular todas as possibilidades em cada etapa;
z Multiplicar.

Exemplo: para fazer uma viagem São Paulo-Fortaleza-São Paulo, você pode escolher como
meio de transporte ônibus, carro, moto ou avião. De quantas maneiras posso escolher os
transportes?
Resolução: usando o lembrete acima:

z Identificar as etapas do enunciado;


z Escolher o meio de transporte para ida e para a volta;
z Calcular todas as possibilidades em cada etapa;
z Na ida temos 4 possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião) e para a volta
temos 4 possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião);
z Multiplicar:

4 · 4 = 16 maneiras.

E se o problema dissesse que você não pode voltar no mesmo transporte que viajou na ida.
Qual seria a resolução? O desenvolvimento é o mesmo, apenas vai mudar na quantidade de
possibilidades de escolhas para voltar. Veja:
Resolução: usando o lembrete:

z Identificar as etapas do enunciado;


z Escolher o meio de transporte para ida e para a volta;
z Calcular todas as possibilidades em cada etapa;
z Na ida temos 4 possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião) e para a volta
temos 3 possibilidades de escolha (não posso voltar no mesmo meio de transporte);
z Multiplicar:

4 · 3 = 12 maneiras.

88 PERMUTAÇÃO
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Permutação Simples

Imagine que temos 5 livros diferentes para serem ordenados em uma estante. De quan-
tas maneiras é possível ordenar? Para questões envolvendo permutação simples, devemos
encarar de um modo geral que temos n modos de escolhermos um objeto (livro) que ocupará
o primeiro lugar, n-1 modos de escolher um objeto (um outro livro) que ocupará o segundo
lugar, ..., 1 modo de escolher o objeto (um outro livro) que ocupará o último lugar. Então,
temos:
Modos de ordenar:

n · (n-1) · ... 1 = n!

Então, resolvendo, teremos 5! = 5·4·3·2·1 = 120 maneiras de ordenar os livros na estante.


Agora, observe um outro exemplo:
Quantos são os anagramas da palavra CAJU?
Resolução:
Cada anagrama de CAJU é uma ordenação das letras que a compõem, ou seja, C, A, J, U.

CAJU CUJA ACJU AUJC

CAUJ CJUA ACUJ ...

CUAJ CJAU AUCJ ...

Desta maneira, o número de anagramas é 4! = 4·3·2·1 = 24 anagramas.

Dica

Anagrama é a ordenação de maneira distinta das letras que compõem uma determinada
palavra.

Permutação com Repetição

Quantos anagramas tem na palavra ARARA? O problema é causado por conta da repetição
de letras na palavra ARARA.
Veja que temos 3 letras A e 2 letras R. De maneira tradicional, faríamos 5! (número de
letras na palavra), mas é preciso que descontemos as letras repetidas. Assim, devemos dividir
pelo número de letras fatorial, ou seja, 3! e 2!.

5! 5·4·3! = 5·4
= = 10
3!·2! 3!·2·1 2
MATEMÁTICA

Temos, então, 10 anagramas na palavra ARARA.

Dica
Na permutação com repetição devemos descontar os anagramas iguais, por isso dividi-
mos pelo fatorial do número de letras repetidas.
89
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Permutação sem Repetição

Vamos imaginar que temos uma mesa circular com 5 lugares e queremos ordenar 5 pes-
soas de maneiras distintas. Observe as duas disposições das pessoas A, B, C, D, e E ao redor
da mesa:

A E

B A
E D
MESA MESA

D C C B

Diante do conceito de permutação, essas duas disposições são iguais, ou seja, a pessoa A tem
à sua direita E, e à sua esquerda B, e assim sucessivamente). Não podemos contar duas vezes
a mesma disposição. Repare ainda que, antes da primeira pessoa se sentar à mesa, todas as 5
posições disponíveis são equivalentes. Isto porque não existe uma referência espacial (ponto
fixo determinado). Nestes casos, devemos utilizar a fórmula da permutação circular de n pes-
soas, que é:

Pc (n) = (n-1)!

Em nosso exemplo, o número de possibilidades de posicionar 5 pessoas ao redor de uma


mesa será:

Pc(5) = (5-1)! = 4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24

ARRANJO

Imagine agora que quiséssemos posicionar 5 pessoas nas cadeiras de uma praça, mas
tínhamos apenas 3 cadeiras à disposição. De quantas formas poderíamos fazer isso?
Para a primeira cadeira temos 5 pessoas disponíveis, isto é, 5 possibilidades. Já para a
segunda cadeira, restam-nos 4 possibilidades, dado que uma já foi utilizada na primeira
cadeira. Por último, na terceira cadeira, poderemos colocar qualquer das 3 pessoas restantes.
Observe que sempre sobrarão duas pessoas em pé, pois temos apenas 3 cadeiras. A quantida-
de de formas de posicionar essas pessoas sentadas é dada pela multiplicação a seguir:
Formas de organizar 5 pessoas em 3 cadeiras =

5 · 4 · 3 = 60

O exemplo acima é um caso típico de arranjo simples. Sua fórmula é dada a seguir:

n!
A(n, p) =
(n - p) !

90
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Lembre-se de que pretendemos posicionar “n” elementos em “p” posições (p sendo menor
que n), e onde a ordem dos elementos diferencia uma possibilidade da outra.
Observe a resolução do nosso exemplo usando a fórmula:
5! 5!
A(5, 3) = = = 5·4·3·2·1 = 60
(5 - 3) ! 2! 2·1

Uma outra informação muito importante é que nos problemas envolvendo arranjo sim-
ples a ordem dos elementos importa, ou seja, a ordem é diferente de uma possibilidade para
outra. Vamos supor que as 5 pessoas sejam: Ana, Bianca, Clara, Daniele e Esmeralda. Agora
observe uma maneira de posicionar as pessoas na praça:

CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Ana Bianca Clara

Perceba que Daniele e Esmeralda ficaram em pé nessa disposição.

CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Clara Bianca Ana

A Daniele e a Esmeralda continuam de fora e a Bianca permaneceu no mesmo lugar. O que


mudou foi a posição da Ana em relação à Clara. Assim, uma simples mudança na posição da
ordem gera uma nova possibilidade de posicionamento.

COMBINAÇÃO

Para entendermos esse tema, vamos imaginar que queremos fazer uma salada de frutas e
precisamos usar 3 frutas das 4 que temos disponíveis: maçã, banana, mamão e morango. Cor-
tando as frutas maçã, banana e morango e depois colocando em um prato. Agora cortando as
frutas banana, morango e maçã para colocar em um outro prato.
Você percebeu que a ordem aqui não importou? É exatamente isso, a ordem não importa e
estamos diante de um problema de Combinação. Será preciso calcular quantas combinações
de 4 frutas, 3 a 3, é possível formar.
Para resolvermos é necessário usar a fórmula:
n!
C(n, p) = (n - p) !p!

Substituindo na fórmula, os valores do exemplo, temos:


4!
C(4, 3) =
(4 - 3) !3!
4·3·2·1
C(4, 3) =
1·3·2·1

C(4, 3) = 4
MATEMÁTICA

91
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Dica

No arranjo a ordem importa.


Na combinação a ordem não importa.

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (VUNESP – 2016) Um Grupamento de Operações Especiais trabalha na elucidação de um crime.


Para investigações de campo, 6 pistas diferentes devem ser distribuídas entre 2 equipes, de
modo que cada equipe receba 3 pistas. O número de formas diferentes de se fazer essa distribui-
ção é

a) 6.
b) 10.
c) 12.
d) 18.
e) 20.

Vamos descobrir o número de formas de escolher 3 pistas em 6, visto que ao escolher 3


pistas, restarão outras 3 pistas que vão compor o outro grupo de pistas. Dessa maneira, de
quantas formas podemos escolher 3 pistas em um grupo de 6? Aqui a ordem não é relevante,
então, vamos usar a combinação:
C(6, 3) = - 6! = 6 · 5 · 4 · 3! = 6 · 5 · 4 = 6 · 5 · 4 =
(6 3) !3! 3!3! 3! 3·2·1

5 · 4 = 20. Resposta: Letra E.

2. (IDECAN – 2016) Felipe é uma criança muito bagunceira e sempre espalha seus brinquedos
pela casa. Quando vai brincar na casa da sua avó, ele só pode levar 3 brinquedos. Felipe sempre
escolhe 1 carrinho, 1 boneco e 1 avião. Sabendo que Felipe tem 7 carrinhos, 5 bonecos e 4 aviões
diferentes, quantas vezes Felipe pode visitar a sua avó sem levar o mesmo conjunto de brinque-
dos já levados antes?

a) 100 vezes.
b) 115 vezes.
c) 130 vezes.
d) 140 vezes.

Perceba que Felipe tem 7 carrinhos para escolher 1, 5 bonecos para escolher 1 e 4 aviões para
escolher 1, queremos formar grupos de 3 brinquedos, sendo um de cada tipo. O total de pos-
sibilidades será dado por: 7 · 5 · 4 = 140 possibilidades (conjuntos de brinquedos diferentes).
Resposta: Letra D.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Em um aeroporto, 30 passageiros que desembarcaram de deter-


minado voo e que estiveram nos países A, B ou C, nos quais ocorre uma epidemia infecciosa,
foram selecionados para ser examinados. Constatou-se que exatamente 25 dos passageiros
selecionados estiveram em A ou em B, nenhum desses 25 passageiros esteve em C e 6 desses
25 passageiros estiveram em A e em B.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item que segue.
92
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A quantidade de maneiras distintas de se escolher 2 dos 30 passageiros selecionados de modo
que pelo menos um deles tenha estado em C é superior a 100.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Se 25 passageiros tiveram em A ou B e nenhum deles em C, então, C teve 5 passageiros (é o


que falta para o total de 30). Vamos escolher 2 passageiros, de modo que pelo menos um seja
de C, teremos:
Podemos achar o total para escolha dos 2 passageiros que seria:
30 · 29
C30,2 = 2
= 15.29 = 435
Agora, tiramos a opção de nenhum deles ser de C, que seria:
25 · 45
C25,2 = 2
= 25.12 = 300
Então, pelo menos um deles é de C, teremos:
435 – 300 = 135.
Resposta: Certo.

4. (IBFC – 2015) Paulo quer assistir um filme e tem disponível 5 filmes de terror, 6 filmes de aventu-
ra e 3 filmes de romance. O total de possibilidades de Paulo assistir a um desses filmes é de:

a) 90.
b) 33.
c) 45.
d) 14.

Paulo tem disponível 14 filmes no total, 5 de terror, 6 de aventura e 3 de romance; e dentre


esses 14 filmes disponíveis tem que escolher um, portanto o total de possibilidades será dado
pela combinação de 14 elementos, tomados um a um.
C(14,1) = 14 possibilidades.
Resposta: Letra D.

5. (CEBRASPE-CESPE– 2018) Em um processo de coleta de fragmentos papilares para posterior identi-


ficação de criminosos, uma equipe de 15 papiloscopistas deverá se revezar nos horários de 8 h às 9 h
e de 9 h às 10 h.
Com relação a essa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Se dois papiloscopistas forem escolhidos, um para atender no primeiro horário e outro no segundo
horário, então a quantidade, distinta, de duplas que podem ser formadas para fazer esses atendimen-
tos é superior a 300.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Quantos servidores há para escolher que ficará no 1° horário? 15.


MATEMÁTICA

Agora, já para escolher o que ficará no 2º horário, temos apenas 14, pois um já foi escolhido
para ficar no 1º horário. Multiplicando as possibilidades = 15 · 14 = 210. Resposta: Errado.

93
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PROBABILIDADE

A teoria da probabilidade é o ramo da Matemática que cria modelos que são utilizados
para estudar experimentos aleatórios, ou seja, estimar uma previsão do resultado de deter-
minado experimento.

Espaço Amostral e Evento

Chamamos de espaço amostral o conjunto de todos os resultados possíveis do experimento.


Imagine que você possui um dado e vai lançá-lo uma vez. Os resultados possíveis são: 1,
2, 3, 4, 5 ou 6, isso é o que chamamos de espaço amostral, ou seja, o conjunto dos resultados
possíveis de um determinado experimento aleatório (não se pode prever o resultado que será
obtido, apenas podemos tentar achar algum padrão).
Agora, pense que você só tem interesse nos números ímpares, isto é, 1, 3 e 5. Esse subcon-
junto do espaço amostral é o que chamamos de Evento – composto apenas pelos resultados
que são favoráveis. Conhecendo esses dois conceitos, podemos chegar na fórmula para calcu-
lar a probabilidade de um evento de um determinado experimento aleatório, é o que pode-
mos chamar de probabilidade de um evento qualquer.

Dica

Espaço amostral é igual a todas as possibilidades possíveis e o evento é um subconjunto


do espaço amostral.

PROBABILIDADE DE UM EVENTO QUALQUER

n (evento)
Probabilidade do Evento =
n (espaço amostral)

Na fórmula acima, n(Evento) é o número de elementos do subconjunto Evento, isto é, o


número de resultados favoráveis; e n(Espaço Amostral) é o número total de resultados possí-
veis no experimento aleatório.
Por isso, costumamos dizer também que:

número de resultados favoráveis


Probabilidade do Evento =
números total de resultados

Agora, voltando ao exemplo que apenas os números ímpares que nos interessam, temos:

z n(Evento) = 3 possibilidades;
z n(Espaço Amostral) = 6 possibilidades.

Logo,
94
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Probabilidade do Evento = 3 = 1 = 0,50 = 50%
6 2

Se A é um evento qualquer, então 0 ≤ P(A) ≤ 1.


Se A é um evento qualquer, então 0% ≤ P(A) ≤ 100%.

Eventos Independentes

Qual seria a probabilidade de, em dois lançamentos consecutivos do dado, obtermos um


resultado ímpar em cada um deles? Veja que temos dois experimentos independentes ocor-
rendo: o primeiro lançamento e o segundo lançamento do dado. O resultado do primeiro
lançamento em nada influencia o resultado do segundo.
Quando temos experimentos independentes, a probabilidade de ter um resultado favorá-
vel em um e um resultado favorável no outro é feita pela multiplicação das probabilidades
de cada experimento:

P(2 lançamentos) = P(lançamento 1) · P(lançamento 2)

Em nosso exemplo, teríamos:

P(2 lançamentos) =0,50 · 0,50 = 0,25 = 25%

Assim, a chance de obter dois resultados ímpares em dois lançamentos de dado consecu-
tivos é de 25%. Generalizando, podemos dizer que a probabilidade de dois eventos indepen-
dentes A e B acontecerem é dada pela multiplicação da probabilidade de cada um deles:

P (A e B) = P(A) · P(B)

Sendo mais formal, também é possível escrever P(A ∩ B) = P(A) · P(B), onde ∩ simboliza a
intersecção entre os eventos A e B.

PROBABILIDADE CONDICIONAL

Neste tópico, vamos falar sobre um tema bem recorrente em questões de concursos. Ima-
gine que vamos lançar um dado, e estamos analisando 2 eventos distintos:
A: sair um resultado ímpar
B: sair um número inferior a 4
Para o evento A ser atendido, os resultados favoráveis são 1, 3 e 5. Para o evento B ser
MATEMÁTICA

atendido, os resultados favoráveis são 1, 2 e 3. Vamos calcular rapidamente a probabilidade


de cada um desses eventos:

3 1
P(A) = = = 0,5 = 50%
6 2
3 1
P(B) = = = 0,5 = 50%
6 2
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E se caso tivéssemos o seguinte questionamento: no lançamento de um dado, qual é a
probabilidade de obter um resultado ímpar, dado que foi obtido um resultado inferior a 4?
Em outras palavras, essa pergunta é: qual a probabilidade do evento A, dado que o evento
B ocorreu? Matematicamente, podemos escrever P(A/B) – leia “probabilidade de A, dado B”.
Aqui, já sabemos de antemão que B ocorreu. Portanto, o resultado do lançamento do dado
foi 1, 2 ou 3 (três resultados possíveis). Destes resultados, apenas dois deles (o resultado
1 e 3) atendem o evento A. Portanto, a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é
simplesmente:

2
P (A\B) = = 66,6%
3

Uma outra forma de calculá-la é por meio da seguinte divisão:

P (A k B)
P (A\B) =
P (B)

A fórmula nos diz que a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é a divisão entre
a probabilidade de A e B ocorrerem simultaneamente e a probabilidade de B ocorrer. Para
que A e B ocorram simultaneamente (resultado ímpar e inferior a 4), temos como possibilida-
des o resultado igual a 1 e 3. Isto é, apenas 2 dos 6 resultados nos atende.
Logo,

2 1
P (A∩B) = 6 = 3

Para que B ocorra (resultado inferior a 4), já vimos que 3 resultados atendem.
Portanto,

3 1
P (A∩B) = =
6 2

Usando a fórmula acima, temos:

1
P (A + B) 3 = 1 2 = 2 = 66,6%
P (A\B) = = ·
P (B) 1 3 1 3
2

PROBABILIDADE DA UNIÃO DE DOIS EVENTOS

Dados dois eventos A e B, chamamos de A ∪ B quando queremos a probabilidade de ocor-


rer o evento A ou o evento B. Podemos usar a fórmula:

P (A ∪ B) = P (A) + P (B) – P (A∩B)

A fórmula pode ser traduzida como a probabilidade da união de dois eventos é igual a
soma das probabilidades de ocorrência de cada um dos eventos, subtraída da probabilidade
da ocorrência dos dois eventos simultaneamente.
96
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Neste caso, quando temos A ∩ B = ϴ, ou seja, eventos mutuamente exclusivos, tem-se que
P (A ∪ B) = P (A) + P (B).
Imagine que você tem uma urna contendo 20 bolas numeradas de 1 a 20. Quando uma
bola é retirada ao acaso, qual é a probabilidade de o número ser múltiplo de 3 ou de 5?
Ora, veja que temos a palavra “ou” na pergunta e isso nos remete à ideia de “união” dos
eventos. Sendo assim, podemos extrair os dados para aplicar na fórmula:

z P(A) = probabilidade de o número ser múltiplo de 3

Múltiplos de 3 (3, 6, 9, 12, 15, 18) = 6 possibilidades

6
P(A) =
20

z P(B) = probabilidade de o número ser múltiplo de 5

Múltiplos de 3 (5, 10, 15, 20) = 4 possibilidades

4
P(B) =
20

z P(A ∩ B) = probabilidade do número ser múltiplo de 3 e 5

Somente o número 15 é múltiplo de 3 e 5 ao mesmo tempo.

1
P(A ∩ B) =
20

Aplicando na fórmula, temos:

P (A ∪ B) = P (A) + P (B) – P (A ∩ B)
6 4 1 6+4-1 9
P (A ∪ B) = 20 + 20 - 20 = 20
=
20

PROBABILIDADE DA INTERSEÇÃO DE DOIS EVENTOS

Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral. A probabilidade de A ∩ B é dada por:

P (A ∩ B) = P (B\A) · P (A) = P (B) · P (A\B)

Vale lembrar que P (B\A) é a probabilidade de ocorrer o evento B, sabendo que já ocorreu
MATEMÁTICA

o evento A (probabilidade condicional).


Se a ocorrência do evento A não interferir na probabilidade de ocorrer o evento B, ou seja,
forem independentes, a fórmula para o cálculo da probabilidade da intersecção será dada
por:

P (A ∩ B) = P (A) · P (B)

97
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Imagine que você vai lançar dois dados sucessivamente. Qual a probabilidade de sair um
número ímpar e o número 5?
O “e” que aparece na pergunta é que determina a utilização da fórmula da interseção, pois
queremos “a probabilidade de sair um número ímpar e o número 5”. Perceba que a ocor-
rência de um dos eventos não interfere na ocorrência do outro. Temos, então, dois eventos
independentes.
Evento A: sair um número ímpar = {1, 3, 5};
Evento B: sair o número 5 = {5};
Espaço Amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
Logo,

3 1
P(A) = =
6 2
1
P(B) =
6
1 1 1
P (A ∩ B) = P (A) · P (B) = · =
2 6 12

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Em um grupo de 10 pessoas, 4 são adultos e 6 são crianças. Ao se


selecionarem, aleatoriamente, 3 pessoas desse grupo, a probabilidade de que no máximo duas
dessas pessoas sejam crianças é igual a

a) 1/6.
b) 2/6.
c) 3/6.
d) 4/6.
e) 5/6.

Basta calcular a probabilidade de vir 3 crianças (o que a gente não quer). Depois subtrair de
1, para obter os casos favoráveis.
6 5 4 1 1 5
Probabilidade de sortear 3 crianças: 10 · 9 · 8 = 6 1– 6 = 6 . Resposta: Letra E.

2. (VUNESP – 2017) Um centro de meteorologia informou ao CIPM que é de 60% a probabilidade


de chuva no dia programado para ocorrer a operação. Mediante essa informação, o oficial no
comando afirmou que as probabilidades de que a operação seja realizada nesse dia são de 20%,
caso a chuva ocorra, e de 85%, se não houver chuva. Nessas condições, a probabilidade de que
a operação ocorra no dia programado é de

a) 59%.
b) 46%.
c) 41%.
d) 34%.
e) 28%.
98
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Se a probabilidade de chover é de 60%, então, a probabilidade de não chover é de 40%. Para que a
operação ocorra no dia programado, temos duas situações:
chove (60%) e ocorre a operação (20%) = 60% x 20% = 12%
não chove (40%) e ocorre a operação (85%) = 40% x 85% = 34%
Somando as probabilidades desses dois cenários, temos: 12% + 34% = 46%. Resposta: Letra
B.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2019) A sorte de ganhar ou perder, num jogo de azar, não depende da habilidade
do jogador, mas exclusivamente das probabilidades dos resultados. Um dos jogos mais populares no
Brasil é a Mega Sena, que funciona da seguinte forma: de 60 bolas, numeradas de 1 a 60, dentro de um
globo, são sorteadas seis bolas. À medida que uma bola é retirada, ela não volta para dentro do globo.
O jogador pode apostar de 6 a 15 números distintos por volante e receberá o prêmio se acertar os seis
números sorteados. Também são premiados os acertadores de 5 números ou de 4 números.
A partir dessas informações, julgue o item que se segue.
A probabilidade de a primeira bola sorteada ser um número múltiplo de 8 é de 10%.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Múltiplos de 8: {0, 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, 72...}
Números da Mega Sena: 1 a 60.
Os múltiplos de 8 na Mega Sena são: 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, ou seja, 7 números.
7
Logo 60 = 11%. Resposta: Errado.

4. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Em um jogo de azar, dois jogadores lançam uma moeda honesta,
alternadamente, até que um deles obtenha o resultado cara. O jogador que detiver esse resultado
será o vencedor.
A probabilidade de o segundo jogador vencer o jogo logo em seu primeiro arremesso é igual a

2
a) 3 .
1
b) 2 .
1
c) 2 .
1
d) 8 .
3
e) 4 .

Precisamos calcular a probabilidade do primeiro jogador tirar coroa e o segundo jogador


1 1 1
obter cara. Probabilidade de o primeiro tirar coroa: 2 e o segundo tirar cara: 2 . Logo, 2
MATEMÁTICA

1 1
· 2 = 4 . Resposta: Letra C.

5. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Cinco mulheres e quatro homens trabalham em um escritório. De


forma aleatória, uma dessas pessoas será escolhida para trabalhar no plantão de atendimento
ao público no sábado. Em seguida, outra pessoa será escolhida, também aleatoriamente, para o
plantão no domingo.
99
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Considerando que as duas pessoas para os plantões serão selecionadas sucessivamente, de
forma aleatória e sem reposição, julgue o próximo item.
4
A probabilidade de os dois plantonistas serem homens é igual ou superior a 9 .

( ) CERTO ( ) ERRADO

4
Sábado: Há 4 homens possíveis, em 9 pessoas no total = 9
3
Domingo: Há 3 homens possíveis, de 8 pessoas no total (uma já foi escolhida no sábado) = 8
Como queremos que seja escolhido um homem no sábado e um homem no domingo, multipli-
4 3 12 4
camos as probabilidades: 9 · 8 = 72 = 24 .
4 4
A questão é errada, pois 24 não é igual ou maior que 9 . Resposta: Errado.

ESTATÍSTICA BÁSICA

A apresentação de dados estatísticos por meio de tabelas e gráficos fazem parte do ramo
da Estatística Descritiva. Esta tem por objetivo descrever um conjunto de dados, resumindo
as suas informações principais. Para isso, as tabelas e gráficos estatísticos são ferramentas
muito importantes.

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DADOS REPRESENTADOS EM TABELAS E GRÁFICOS

Tabelas

Para descrever um conjunto de dados, um recurso muito utilizado são tabelas, como essa
a seguir, referente à observação da variável “Sexo dos moradores de São Paulo”:

VALOR DA VARIÁVEL FREQUÊNCIAS (Fi)


Masculino 34
Feminino 26

Observe que na coluna da esquerda colocamos as categorias de valores que a variável


pode assumir, ou seja, masculino e feminino, e na coluna da direita colocamos o número de
Frequências, isto é, o número de observações (ou repetições) relativas a cada um dos valores.
Veja, ainda, que foi analisada uma amostra de 60 pessoas, das quais 34 eram homens e 26
mulheres. Estes são os valores de frequências absolutas. Podemos, ainda, representar as fre-
quências relativas (percentuais): sabemos que 34 em 60 são 56,67%, e 26 em 60 são 43,33%.
Portanto, teríamos:

VALOR DA VARIÁVEL FREQUÊNCIAS RELATIVAS (Fri)


Masculino 56,67%
Feminino 43,33%

100
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Note que a frequência relativa é dada por Fi / n, onde Fi é o número de frequências de
determinado valor da variável, e n é o número total de observações.
Agora, vamos analisar uma tabela onde a variável pode assumir um grande número de valo-
res distintos. Vamos representar na tabela a variável “Altura dos moradores de Campinas”:

VALOR DA VARIÁVEL FREQUÊNCIAS (Fi)

1,51m 12
1,54m 17
1,57m 4
1,60m 2
1,63m 10
1,67m 5
1,75m 13
1,81m 15
1,89m 2

Quando isto acontece, é importante resumir os dados de maneira que fique mais fácil para
uma leitura e interpretação da tabela. Na ocasião, vamos criar intervalos que chamaremos
de “Classes”.

CLASSE FREQUÊNCIAS (FI)


1,50 | – 1,60 33
1,60 | – 1,70 17
1,70 | – 1,80 13
1,80 | – 1,90 17

O símbolo “|” significa que o valor que se encontra ao seu lado está incluído na classe. Por
exemplo, 1,50 | – 1,60 nos indica que as pessoas com altura igual a 1,50 são contadas entre as
que fazem parte dessa classe, porém as pessoas com exatamente 1,60 não são contabilizadas.
Veja novamente a última tabela, agora com a coluna de frequências absolutas acumuladas
à direita:

CLASSE FREQUÊNCIAS (FI) FREQUÊNCIAS ABSOLUTAS


ACUMULADAS (FCA)
1,50 | – 1,60 33 33
1,60 | – 1,70 17 50
MATEMÁTICA

1,70 | – 1,80 13 63
1,80 | – 1,90 17 80

A coluna da direita exprime o número de indivíduos que se encontram naquela classe ou


abaixo dela. Ou seja, o número acumulado de frequências do valor mais baixo da amostra
(1,50m) até o valor superior daquela classe. Perceba que, para obter o número 50, bastou
101
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somar 17 (da classe 1,60| – 1,70) com 33 (da classe 1,50| – 1,60). Isto é, podemos dizer que 50
pessoas possuem altura inferior a 1,70m (limite superior da última classe). Analogamente, 63
pessoas possuem altura inferior a 1,80m.

Gráficos Estatísticos

Uma outra maneira muito utilizada para a Estatística Descritiva são os gráficos. Vejamos
a seguir alguns tipos.

z Colunas ou barras justapostas

Utilizamos o gráfico de colunas ou barras justapostas para dados agrupados por valor ou
por atributo. Vamos supor que estamos interessados nas idades de alguns alunos. O gráfico
relaciona as idades com as respectivas frequências.

Idade X Frequência
25
Frequência Absoluta Simples

20
15
10
5
0
20 23 27 30 33

Agora suponha, por exemplo, que queremos saber a cidade natal de alguns alunos. Como
algumas cidades possuem nomes muito grandes, poderíamos optar em usar um gráfico de
barras justapostas. Veja:

Cidade Natal X Frequência

Salvador

Florianópolis

Rio de Janeiro

São Paulo

0 2 4 6 8 10 12 14

z Gráfico de Setores (ou de Pizza)

Esse gráfico tem a vantagem de mostrar rapidamente a relação com o total de observa-
ções. Vamos supor que analisamos as notas trimestrais de alguns alunos. Veja como fica a
disposição usando o gráfico de pizza.

102
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Média de Notas Escolares Trimestrais

z Gráfico de Linha

São mais utilizados nas representações de séries temporais. Vamos analisar a evolução
de um ano para o outro, se houve um crescimento ou um decréscimo no número de alunos
dentre as séries que estão em evidência para estudo dentro da escola. Observe:

Evolução anual no número de alunos do sétimo ao nono anos


35
30
25
20
15
10
5
0
2017 2018 2019 2020

sétimo ano oitavo ano nono ano

Histograma

É muito utilizado na representação gráfica de dados agrupados em classes (distribuição


de frequências). Imagine que realizamos uma pesquisa sobre os salários dos funcionários de
uma empresa de cosméticos e obtivemos a seguinte distribuição de frequências:

SALÁRIOS EM MILHARES DE REAIS FREQUÊNCIA


10 – 15 15
15 – 20 17
20 – 25 13
25 – 30 7

Esses dados podem ser resumidos com um histograma, como mostra o gráfico a seguir.
MATEMÁTICA

103
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Salário dos Funcionários da Empresa de Cosméticos X Em Milhares
18 de Reais
16
14
12
10
8
6
4
2
0
(10 - 15) (15 - 20) (20 - 25) (25 - 30)

É importante destacar que a área de cada retângulo é proporcional à frequência.

MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL

Média

z Média Aritmética

A média aritmética é um valor que pode substituir todos os elementos de uma lista sem
alterar a soma dos elementos dessa lista. Considere que há uma lista de n números (x1, x2, x3,
..., xn). A soma dos termos desta lista é igual a (x1 + x2 + x3 + ... + xn).
Para calcular a média aritmética de uma lista de números, basta somar todos os elemen-
tos e dividir pela quantidade de elementos. Ou seja,

X = X1+X2+ ⋯ +Xn
n

Veja um exemplo: calcular a média aritmética dos números 5, 10, 15, 20, 50:

5+10+15+20+50 100
X= = = 20
5 5
.

A média aritmética é igual a 20.

z Média Ponderada

Para o cálculo da média aritmética ponderada (em que levamos em consideração os pesos
de cada parte), devemos multiplicar cada parte pelo seu respectivo peso, somar tudo e dividir
pela soma dos pesos. Veja:

X = X1P1+X2P2+ ⋯ +XnPn
P1+P2+ ⋯ +Pn

Interpretando a fórmula, temos uma lista de números (x1, x2, x3, ..., xn) com pesos respecti-
vos (p1, p2, p3, ..., pn), então, a média aritmética ponderada é dada pela fórmula apresentada
acima.
104
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Veja um exemplo: um aluno prestou vestibular para Engenharia e realizou provas de
matemática, Física, Química, História e Biologia. Suponha que o peso de Matemática seja 4,
de Física seja 4, de Química seja 2, de História seja 1 e de Biologia seja 1. Suponha, ainda, que
o estudante obteve as seguintes notas:

MATÉRIAS NOTAS (XI) PESO (PI)


Matemática 9,7 4
Física 8,8 4
Química 7,3 2
História 6,0 1
Biologia 5,7 1

Vamos calcular a média ponderada das notas desse aluno:

9,7 · 4 + 8,8 · 4 + 7,3 · 2 + 6,0 · 2 + 5,7 · 1


X=
4+4+2+1+1

38,8 + 35,2 + 14,6 + 6 +5,7


X=
5

100,3
X= = 20,06
5

Mediana

Uma outra medida que estudamos em Estatística é a mediana (ou valor mediano), que é
definida como número que se encontra no centro de uma série de números, estando estes de
forma organizada segundo um padrão. Ou seja, é o valor situado de tal forma no conjunto
que o separa em dois subconjuntos de mesmo número de elementos. Veja os exemplos:

A: {2;2;3;8;9;9} = a mediana é 3.
B: {1;5;5;7;8;9;9;9} = a mediana é a média entre os dois termos centrais, ou seja, (7+8)/2 = 7,5.

Agora, observe esse outro exemplo e perceba que os dados não estão ordenados.

C: {2;3;;7;6;6;8;5;5;5}

Para acharmos a mediana é necessário ordenar os números primeiro e depois fazer a


média entre os dois termos centrais, pois o número de elementos é par. Vejamos:
MATEMÁTICA

C: {2;3;3;5;5;5;6;6;7;8} = a mediana é a média entre os termos centrais, ou seja, (5+5)/2 =


10.

105
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Dica
Moda: elemento(s) que mais aparece(m).
Mediana: elemento central de um conjunto de números.
� Se a quantidade de elementos for ímpar, então, a mediana é o termo do centro.
� Se a quantidade de elementos for par, então, a mediana será a média entre os dois ele-
mentos centrais.

Moda

A moda é definida como sendo aquele valor ou valores que ocorrem com maior frequên-
cia em um rol. É interessante saber que a moda pode não existir e, quando existir, pode não
ser única. Veja os exemplos a seguir:

A: {1;1;2;3;3;4;5;5;5;7} = Mo = 5
B: {3;4;6;8;9;11} = não tem moda
C: {2;3;3;3;5;6;6;7;7;7;8;9;10} = tem duas modas, ou seja, M1 = 3 e M2=7.

Caminhando um pouco mais dentro do nosso estudo de Estatística, vejamos, agora, um


exemplo de quando temos os dados dispostos em uma tabela com frequências e não agrupa-
dos em classes. Quando isso acontece, a localização da moda é imediata, bastando para isso,
verificar na tabela, qual o valor associado à maior frequência. Observe:

ESTATURA (M) FREQUÊNCIA


1,53 3
1,64 7
1,71 10
1,77 15
1,80 5
1,81 2
1,89 1

Na tabela acima, a maior frequência (15) está associada à altura 1,77. Portanto, a moda é
1,77.

GEOMETRIA PLANA

POLÍGONOS E ÁREAS

Vamos considerar n (n ≥ 3) pontos ordenados A1, A2, ..., An. Consideremos também os n
segmentos consecutivos determinados por estes pontos (A1 A2 , A2 A3 , f , An A1) , de modo que não
existam dois segmentos consecutivos colineares. Definimos polígono como a reunião dos
pontos dos n segmentos considerados.
106
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Vejamos alguns exemplos:

C
B

L M
Q O

R P N

Polígonos.

Região Poligonal

A região poligonal é a reunião do polígono com o seu interior.

A
F

D E B
MATEMÁTICA

Região poligonal.

107
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Polígono Côncavo e Polígono Convexo

Um polígono é convexo se, e somente se, qualquer reta suporte, de um lado do polígono,
deixar todos os outros lados em um mesmo semiplano dos dois que ela determina.

Polígono convexo.

Observação:

z em um polígono convexo, a região poligonal é convexa.

Por definição, um polígono que não é convexo é côncavo

H
F

Polígono côncavo.

Observação:
108
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z em um polígono côncavo, a região poligonal é côncava.

Nomenclatura dos Polígonos

Nomeamos os Polígonos de acordo com o número n de lados:

z 1° caso: 3 ≤ n ≤ 9

n = 3 — Triângulo
n = 4 — Quadrilátero
n = 5 — Pentágono
n = 6 — Hexágono
n = 7 — Heptágono
n = 8 — Octógono
n = 9 — Eneágono

z 2º caso: n é múltiplo de 10

n = 10 — Decágono
n = 20 — Icoságono
n = 30 ֫— Tricágono
n = 40 — Quadricágono
n = 50 — Pentacágono
n = 60 — Hexacágono

z 3° caso: n > 10 e n não é múltiplo de 10

n = 11 — Unodecágono
n = 17 — Heptdecágono
n = 26 — Hexaicoságono
n = 35 — Pentatricágono

Área de um Quadrado

A área de um quadrado é dada pelo lado (L) ao quadrado. Isto é, A = L2:

B L C

L
MATEMÁTICA

L D

Área de um quadrado.

109
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Área de um Retângulo

A área de um retângulo é dada pelo produto das suas dimensões, comprimento vezes lar-
gura; ou seja, base vezes a altura: A = b · h.

B C

b D

Área de um retângulo.

Área de um Paralelogramo

Á área de um paralelogramo é dada pelo produto de uma base, ou seja, um lado, pela
altura relativa, isto é: A = b · h.

Área de um paralelogramo.

Área de um Triângulo

Temos duas situações no caso do cálculo da área do triângulo.


A área de um triângulo qualquer é dada pelo produto da base pela altura, dividido por
b·h
dois, que denotamos como A = 2
.

110
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h

B
H

Área de um triângulo.

Área de um triângulo retângulo.

A área de um triângulo retângulo também é dada pelo produto da base pela altura, divi-
b·c
dido por dois. Desta forma, temos que A = 2

Área de um Losango

D·d
Á área de um losango é dada pelo semiproduto das diagonais, isto é, A = 2
, onde D é a
diagonal maior e d é a diagonal menor.

MATEMÁTICA

111
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B

Área de um losango.

Área de um Trapézio

Temos duas situações no caso do cálculo da área do trapézio.


A área de um trapézio isósceles é dada pela soma das bases (maior e menor) multiplicada
^b + Bh· h
pela altura, dividido por dois: A = 2
.

Área de um trapézio isósceles.

A área de um trapézio retângulo também é dada pela soma das bases (maior e menor)
multiplicada pela altura, dividido por dois:

^b + Bh· h
A= 2

112
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D

B
b

Área de um trapézio retângulo.

Área do Círculo

Á área do círculo é dada pelo produto de π pelo raio ao quadrado, ou seja, A = π · r2.

r
C

Área de um círculo.

PERÍMETROS

Quando nos referimos ao perímetro de um polígono, estamos, na prática, indicando que


nosso interesse diz respeito à soma dos lados deste. Portanto, para calcular o perímetro de
um polígono qualquer, basta somar o valor dos lados.

CIRCUNFERÊNCIA E CÍRCULO

z Circunferência: definimos circunferência como o conjunto de todos os pontos de um


plano, de modo que a distância (r) a um ponto fixo é uma constante positiva. A figura a
seguir representa uma circunferência λ, em que C é o centro (ponto fixo), PC é um raio,
com PC = r (constante positiva).
MATEMÁTICA

113
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P

r
C

Circunferência λ.

z Círculo: definimos círculo como o conjunto de todos os pontos de um plano cuja distância
a um ponto fixo é menor ou igual a uma constante positiva.

r
C

TEOREMA DE PITÁGORAS

O Teorema de Pitágoras diz que em todo triângulo retângulo, o quadrado da medida da


hipotenusa é igual à soma dos quadrados das medidas dos catetos. Ou seja, o quadrado do
lado oposto ao ângulo de 90° é igual à soma dos quadrados das medidas dos lados adjacentes
ao ângulo de 90º. Colocando em fórmula temos que: a² = b² + c².

a
c

A C
b

Triângulo Retângulo ABC.


114
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Vejamos um exemplo prático: você precisa construir uma rampa com 3 metros de altura
e com 5 metros de comprimento. Qual o valor, em metros, da distância x entre o ponto A e
ponto B?

3m 5m

A B
X

Perceba que o exercício nos fornece alguns dados: a hipotenusa é 5 m e um dos catetos vale 3
m, então precisamos achar o valor do outro cateto. Sabemos que a² = b² + c², então, substituindo os
valores na fórmula temos que:

52 = 32 + x2 → 25 = 9 + x2 → 25 – 9 = x2 → x2 = 16 → x = 16 →x=4

Assim, concluímos que a distância x entre os pontos A e B corresponde a 4 metros.

TRIGONOMETRIA NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

Consideremos um triângulo retângulo ABC, reto em A. Os outros dois ângulos B e C são


agudos e complementares, isto é, B + C = 90º.
Para ângulos agudos, temos por definição:

b
a

A c B

Figura 1. Triângulo Retângulo ABC


MATEMÁTICA

cateto oposto
B
sen B = aB =
hipotenusa A

115
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cateto oposto
C
sen C = aC =
hipotenusa A

cateto adjacente
C
cos B = aB =
hipotenusa A

cateto adjacente
B
cos C = aC =
hipotenusa A

cateto oposto
B
aB
tg B = =
cateto adjacente
C
aB

cateto oposto
C
aC
tg C = =
cateto adjacente
B
aC

Observações:

z Os senos e cossenos de ângulos agudos são números compreendidos entre 0 e 1, pois a medida
do cateto é sempre menor do que a medida da hipotenusa;
z O seno de um ângulo é igual ao cosseno do seu complemento e reciprocamente:

sen x = cos (90º – x) e cosx = sen (90º – x)

z No triângulo retângulo vale o Teorema de Pitágoras: a2 = b2 + c2

Exemplo: No triângulo retângulo a seguir, determine:

A 4 B

Figura 2. Triângulo Retângulo ABC, com catetos 3 e 4

z A hipotenusa BC
116
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z Sen B
z Cos B
z Tg B
z Sen C
z Cos C
z Tg C

Para encontrar a hipotenusa, vamos aplicar o Teorema de Pitágoras:

z a2 = b2 + c2
a2 = 32 + 42
a2 = 9 + 16
a2 = 25
a = ± 25
a=±5
a=5

Descartamos o valor negativo, pois estamos tratando de medida e não existe medida
negativa.

cateto oposto
3
sen B = aB =

hipotenusa 5

cateto adjacente
3
cos B = aB =

hipotenusa 5

cateto oposto
3
aB
tg B = =
� cateto adjacente
4
aB

cateto oposto
4
sen C = aC =

hipotenusa 5
MATEMÁTICA

cateto adjacente
3
cos C = ac =

hipotenusa 5

117
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cateto oposto
4
aC
tg C = =
� cateto adjacente
3
aC

GEOMETRIA ESPACIAL: ÁREAS E VOLUMES

PRISMA

Vamos estudar os prismas retos, ou seja, aqueles que têm as arestas laterais perpendicula-
res às bases. Os prismas são figuras espaciais bem parecidas com os cilindros. O que os difere
é que a base de um prisma não é uma circunferência.
O prisma será classificado de acordo com a sua base. Por exemplo, se a base for um pentá-
gono, o prisma será pentagonal.

Prisma Prisma Prisma


Prisma triangular
Pentagonal Hexagonal Quadrangular

O volume para qualquer tipo de prisma será sempre o produto da área da base pela altura.
Veja:

V = Ab · h

A área total de um prisma será a soma da área lateral com duas bases.

AT = Al + 2Ab

PIRÂMIDE

A base de uma pirâmide poderá ser qualquer polígono regular, no caso estamos falando
apenas de pirâmides regulares.

Pirâmide Pirâmide Pirâmide


Triangular Quadrangular Pentagonal

118
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Pirâmide Pirâmide
Hexagonal Heptagonal

O segmento de reta que liga o centro da base a um ponto médio da aresta da base é deno-
minado “apótema da base”. Por sua vez, indicaremos por “m” o apótema da base. E o seg-
mento que liga o vértice da pirâmide ao ponto médio de uma aresta da base é denominado
“apótema da pirâmide”. Indicaremos por m′ o apótema da pirâmide. Veja:

m'

A área lateral da pirâmide é dada por:

Aℓ = pm′

A área total da pirâmide é dada por:

AT = Ab + Aℓ

O volume da pirâmide é calculado da mesma forma que o volume do cone: 1/3 do produto
da área da base pela altura. Veja:

V = Ab $h
3

CILINDRO

Vamos estudar o cilindro reto cujas geratrizes são perpendiculares às bases. Observe a
MATEMÁTICA

figura a seguir:

119
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base (círculo)

Geratriz

A distância entre as duas bases é chamada de altura (h). Quando a altura do cilindro é
igual ao diâmetro da base, o cilindro é chamado de equilátero.

Cilindro equilátero: ℎ = 2r

A base do cilindro é um círculo. Portanto, a área da base do cilindro é igual a πr2.


Perceba que se “desenrolarmos” a área lateral e “abrirmos” todo o cilindro, temos o
seguinte:

H H

R C
R

A área da superfície lateral do cilindro é igual a 2πℎ e o volume do cilindro é o produto da


área da base pela altura: V = πr2 · ℎ.

CONE

Observe a figura a seguir:

Altura

Geratriz

Base

Vamos extrair algumas informações:


A base de um cone é um círculo, então a área da base é πr2.
Quando “abrimos” um cone, temos seguinte figura:

120
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G

Temos, também, a área lateral que é dada pela fórmula πrg , onde “g” é o comprimento da
geratriz do cone.
Para calcularmos o volume de um cone, basta sabermos que equivale a 1/3 do produto
entre a área da base pela altura. Veja:

2
rr h
V=
3

Em um cone equilátero a sua geratriz será igual ao diâmetro, ou seja, 2r.

ESFERA

Quando estamos estudando a esfera, precisamos lembrar que tudo depende e gira em tor-
no do seu raio, ou seja, é o sólido geométrico mais fácil de trabalhar.

O raio é simplesmente a distância do centro da esfera até qualquer ponto da sua superfície.
O volume da esfera é calculado usando a seguinte fórmula:

V= 4 3
3 $r r

E a área da superfície pela fórmula a seguir:

A = 4 · πr2

A seguir, revise seus conhecimentos com alguns exercícios comentados.


MATEMÁTICA

1. (VUNESP – 2018) Uma praça retangular, cujas medidas em metros, estão indicadas na figura,
tem 160m de perímetro.

121
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×

× + 20
Figura fora de escala

Sabendo que 70% da área dessa praça estão recobertos de grama, então, a área não recoberta com
grama tem

a) 450 m2.
b) 500 m2.
c) 400 m2.
d) 350 m2.
e) 550 m2.

Foi dado o perímetro dessa praça, que corresponde à soma de todos os lados. Logo:
2x + 2(x + 20) = 160
2x + 2x + 40 = 160
4x = 120
x = 30 m
A área, portanto, será:
Área = 30 · (30 + 20)
Área = 30 · 50 = 1500 m²
Como 70% está recoberta por grama, 100 – 70 = 30% não é recoberta. Logo:
Área não recoberta = 0,3 · 1.500 = 450 m². Resposta: Letra A.

2. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Os lados de um terreno quadrado medem 100 m. Houve erro na escritura-
ção, e ele foi registrado como se o comprimento do lado medisse 10% a menos que a medida correta.
Nessa situação, deixou-se de registrar uma área do terreno igual a

a) 20 m².
b) 100 m².
c) 1.000 m².
d) 1.900 m².
e) 2.000 m².

A área de um quadrado é L². Inicialmente os lados do quadrado deveriam medir L = 100 m,


portanto a área seria A = 100² = 10.000 m². Porém, L foi registrado com 10% a menos, ou
seja, 100 – 10% · 100 = 90 m. Logo, a área passou a ser 90² = 8.100 m².
Então, a área que deixou de ser registrada foi de: 10.000 – 8.100 = 1.900 m². Resposta: Letra
D.

122
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3. (IDECAN – 2018) A figura a seguir é composta por losangos cujas diagonais medem 6 cm e 4
cm. A área da figura mede

a) 48 cm2.
b) 50 cm2.
c) 52 cm2.
d) 60 cm2.
e) 64 cm2.

Sendo D e d as diagonais de um losango, sua área é dada por:


Área = D · d / 2 = 6 · 4 / 2 = 12cm2
Como ao todo temos 5 losangos, a área total é:
5 · 12 = 60 cm2. Resposta: Letra D.

4. (IBFC – 2017) A alternativa que apresenta o número total de faces, vértices e arestas de um
tetraedro é:

a) 4 faces triangulares, 5 vértices e 6 arestas.


b) 5 faces triangulares, 4 vértices e 6 arestas.
c) 4 faces triangulares, 4 vértices e 7 arestas.
d) 4 faces triangulares, 4 vértices e 6 arestas.
e) 4 faces triangulares, 4 vértices e 5 arestas.

Um tetraedro é uma figura formada por 4 faces apenas, veja:

a
a

C
A
a
a

B
MATEMÁTICA

Temos 4 vértices A, B, C e V. Também sabemos que temos 4 faces. O número de arestas pode
ser contado ou, então, obtido pela relação:
V+F=A+2
4+4=A+2
A = 6 arestas. Resposta: Letra D.
123
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5. (VUNESP – 2018) Em um reservatório com a forma de paralelepípedo reto retângulo, com 2,5 m
de comprimento e 2 m de largura, inicialmente vazio, foram despejados 4 m³ de água, e o nível da
água nesse reservatório atingiu uma altura de x metros, conforme mostra a figura.

2,5

Sabe-se que para enchê-lo completamente, sem transbordar, é necessário adicionar mais 3,5 m³
de água. Nessas condições, é correto afirmar que a medida da altura desse reservatório, indicada
por h na figura, é, em metros, igual a

a) 1,25.
b) 1,5.
c) 1,75.
d) 2,0.
e) 2,5.

O volume total do reservatório é de 4 + 3,5 = 7,5m3. Usando a fórmula para calcular o volume,
ou seja,
Volume = comprimento · largura · altura
7,5 = 2,5 · 2 · h
3=2·h
h = 1,5m. Resposta: Letra B.

HORA DE PRATICAR!
1. (CESGRANRIO — 2021) Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou suas
diretrizes sobre atividades físicas, passando a recomendar que adultos façam atividade física
moderada de 150 a 300 minutos por semana. Seguindo as recomendações da OMS, um motoris-
ta decidiu exercitar-se mais e, durante os sete dias da última semana, exercitou- se, ao todo, 285
minutos. Quantos minutos diários, em média, o motorista dedicou a atividades físicas na última
semana?

a) Mais de 46 min
b) Entre 44 e 46 min
c) Entre 42 e 44 min
d) Entre 40 e 42 min
124
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e) Menos de 40 min

2. (CESGRANRIO — 2022) A Tabela abaixo representa as frequências referentes aos resultados de


alcatrão (mg) encontrados em cigarros sem filtro, a partir de uma amostra de 30 cigarros sele-
cionados de várias marcas.

ALCATRÃO (MG) FREQUÊNCIA


[10, 14) 2
[14, 18) 4
[18, 22) x
[22, 26) y
[26, 30] 2

Se a média de alcatrão na amostra foi de 20,4 mg, qual o valor de x-y ?

a) 6
b) 8
c) 10
d) 12
e) 14

3. (CESGRANRIO — 2022) Em um determinado concurso, a nota final de cada candidato é calculada


por meio da média aritmética ponderada das notas de quatro provas: Matemática, Português,
Informática e Inglês. A Tabela a seguir mostra os pesos de cada prova e as notas de um candida-
to em três delas, pois ele desconhece sua nota na prova de Inglês.

Matemática Português Informática Inglês

Nota 7 6 8 ?

Peso 2 1 3 2

Supondo que esse candidato tenha recebido nota x na prova de Inglês, a sua nota final será dada
por

a) 44 + 2X
4
21 + X
b) 8
22 + 2X
MATEMÁTICA

c) 4
44 + X
d) 8
22 + X
e) 4

125
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4. (CESGRANRIO — 2014) O Quadro abaixo apresenta o resultado de uma pesquisa de satisfação,
em relação ao modo de transportes de uma determinada região, com o total de pessoas para
cada situação.

TOTAL DE PESSOAS QUE USAM


RODOVIÁRIO FERROVIÁRIO

Satisfação Não 500 450


Sim 300 250

De acordo com os dados dessa pesquisa, a probabilidade de uma pessoa

a) utilizar o modo rodoviário é de 53,3% e de utilizar o modo rodoviário e estar satisfeita é de 20%.
b) utilizar o modo ferroviário é de 30% e de utilizar o modo ferroviário e estar satisfeita é de 16,7%.
c) utilizar o modo rodoviário é de 63,3% e de utilizar o modo rodoviário e estar satisfeita é de 33,3%.
d) estar satisfeita é de 63,3%.
e) utilizar o modo ferroviário é de 36,7%.

5. (CESGRANRIO — 2018) Em uma fábrica existem três máquinas (M1, M2 e M3) que produzem
chips. As máquinas são responsáveis pela produção de 20%, 30% e 50% dos chips, respectiva-
mente. Os percentuais de chips defeituosos produzidos pelas máquinas M1, M2 e M3 são 5%,
4% e 2%, respectivamente. Ao se retirar aleatoriamente um chip, constata-se que ele é defeituoso;
então, a probabilidade de ele ter sido produzido pela máquina M1 é de, aproximadamente:

a) 0,025
b) 0,032
c) 0,31
d) 0,55
e) 0,78

6. (CESGRANRIO — 2023) Uma moeda com faces cara e coroa e um dado usual, com seis faces
numeradas de 1 a 6, ambos honestos, serão lançados simultaneamente.

Qual é a probabilidade de o resultado do lançamento ser coroa e um número par menor do que 6?

a) 1
6
5
b) 6

1
c) 4

2
d) 3

1
e) 3

7. (CESGRANRIO — 2018) Um banco lança um determinado fundo e avalia a rentabilidade segundo


dois cenários econômicos.
126
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O primeiro cenário é o de aumento da taxa de juros e, nesse caso, a rentabilidade do fundo é
certamente positiva.
No segundo cenário, de queda ou de manutenção da taxa de juros, a probabilidade de a rentabili-
dade do fundo ser positiva é de 0,4. Considere ainda que a probabilidade de a taxa de juros subir
seja de 70%.

A probabilidade de que a rentabilidade do fundo seja positiva, é de

a) 70%
b) 74%
c) 78%
d) 82%
e) 100%

8. (CESGRANRIO — 2018) Uma notícia disseminada nas redes sociais tem 2% de probabilidade de
ser falsa. Quando a notícia é verdadeira, um indivíduo reconhece corretamente que é verdadeira.
Entretanto, se a notícia é falsa, o indivíduo acredita que é verdadeira com probabilidade p.

A probabilidade de esse indivíduo reconhecer corretamente uma notícia disseminada nas redes
sociais é

a) 0,02p
b) 1 - 0,02p
c) 0,98 + 0,02p
d) 0,02 - 0,02p
e) 0,02 - 0,98p

9. (CESGRANRIO — 2018) Observe, na Tabela abaixo, os tipos de pacotes de papel higiênico à ven-
da em certo mercado e a quantidade de rolos em cada pacote.

Pacotes Quantidade de rolos por


pacote
Tipo 1 4
Tipo 2 8
Tipo 3 12

Ontem, foram vendidos três pacotes do tipo 1, dois do tipo 2 e seis do tipo 3.

Quantos rolos de papel higiênico foram vendidos ontem?


MATEMÁTICA

a) 24
b) 40
c) 72
d) 88
e) 100
127
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10. (CESGRANRIO — 2018) Com os elementos de A = {1, 2, 3, 4, 5, 6}, podemos montar numerais de
3 algarismos distintos.

Quantos desses numerais representam números múltiplos de 4?

a) 16
b) 20
c) 24
d) 28
e) 32

11. (CESGRANRIO — 2022) Sejam a, b e c números reais tais que a ≠ 0 e a < b < c.

É necessariamente verdadeiro que

a) a . b < b . c
b) b - a < c - b
b c
c) a < a

d) a . b < a . c
e) a + b < a + c

12. (CESGRANRIO — 2018) Considere o produto 6·0,2.

Esse produto pode ser escrito como a fração

6
a) 5

5
b) 6

1
c) 2

12
d) 100

100
e) 12

13. (CESGRANRIO — 2018) Em uma rede de distribuição de gás verificou-se haver três vazamentos.
As medidas estimadas do volumes de gás perdidos em cada vazamento, até os reparos, foram
1,398 dam3, 1,45 dam3 e 1,6 dam3.

Em decâmetros cúbicos (dam3), a medida do maior vazamento excede a medida do menor vaza-
mento em

a) 0,520
b) 0,392
c) 0,390
d) 0,444
e) 0,202
128
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14. (CESGRANRIO — 2018) Um professor de Matemática escreveu no quadro a seguinte expressão:

5 + 7 = 12

Tal como foi apresentada, essa expressão é um exemplo direto de que é FALSA a afirmação:

a) A soma de dois números é maior ou igual ao dobro do menor número.


b) A soma de dois números negativos é um número positivo.
c) A soma de dois números ímpares é par.
d) A soma de dois números ímpares é ímpar.
e) A soma de dois números menores que dez pode ser maior que vinte.

15. (CESGRANRIO — 2016) Uma determinada solução é a mistura de 3 substâncias, representadas


pelas letras P, Q e R. Uma certa quantidade dessa solução foi produzida, e sua massa é igual à
soma das massas das três substâncias P, Q e R, usadas para compô-la. As massas das subs-
tâncias P, Q e R dividem a massa da solução em partes diretamente proporcionais a 3, 5 e 7,
respectivamente.
A que fração da massa da solução produzida corresponde a soma das massas das substâncias
P e Q utilizadas na produção?

a) 1
2
2
b) 3

12
c) 35

8
d) 15

10
e) 21

16. (CESGRANRIO — 2018) Em uma lanchonete, foram produzidos 120 litros de refresco de laranja,
adicionando-se 30 litros de água a 90 litros de suco de laranja. Em um restaurante, foi produzida
uma quantidade menor de refresco de laranja, segundo a mesma proporção usada na lanchone-
te, gastando- se apenas 15 litros de suco de laranja.

Quantos litros de refresco de laranja foram produzidos no total por ambos os estabelecimentos?

a) 140
b) 150
c) 165
MATEMÁTICA

d) 180
e) 210

17. (CESGRANRIO — 2023) Considere que, em média, dois funcionários de um banco atendam 80
clientes em um período de 5 horas. O banco deseja montar uma equipe de funcionários para
atender 500 clientes em, no máximo, 8 horas. Diante da média de atendimentos considerada e
da intenção do banco, qual é o número mínimo de funcionários a serem utilizados na equipe? 129
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a) 5
b) 7
c) 8
d) 10
e) 20

18. (CESGRANRIO — 2023) Um carro partiu de um ponto A até um ponto B andando com uma velo-
cidade constante de 80 km/h. Posteriormente o carro refez o mesmo percurso, mas agora com
velocidade constante igual a 100 km/h, e gastou 30 minutos a menos do que na primeira vez.
Quanto tempo o carro levou para ir do ponto A ao ponto B, na primeira vez?

a) 3h
b) 2h30min
c) 2h
d) 1h50min
e) 1h30min

19. (CESGRANRIO — 2018) Na guerra do Golfo, em janeiro de 1991, as forças iraquianas abriram
as válvulas de poços de petróleo e oleodutos ao se retirarem do Kuwait. O volume de petróleo
despejado foi estimado em 770 piscinas olímpicas, causando o maior vazamento deliberado de
petróleo da história.

Sobre esse desastre ambiental, considere as seguintes relações:

z Cada piscina olímpica tem 50 metros de comprimento, 25 metros de largura e 2 metros de


profundidade.
z 1 m3 equivale a 1000 litros;
z 1 barril de petróleo cru estadunidense (US bbl oil) corresponde a, aproximadamente, 159
litros.

Qual foi a quantidade estimada, em barris de petróleo, que foi despejada no Golfo Pérsico naque-
la ocasião?

a) 16 mil
b) 190 mil
c) 1,6 milhões
d) 12 milhões
e) 120 milhões

20. (CESGRANRIO — 2023)

130
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Em cada uma das latas da Figura acima há apenas lápis e borrachas. O número escrito em cada
uma dessas latas indica a quantidade total desses objetos nela contidos. Uma dessas latas foi
retirada e, considerando-se apenas as quatro latas restantes, o número total de lápis passou a
ser o triplo do número total de borrachas.

Considerando-se apenas as quatro latas restantes, o número total de lápis existente nelas é igual
a

a) 51
b) 48
c) 45
d) 42
e) 39

21. (CESGRANRIO — 2022) Para b ∈ R, considere a equação 2x + b = x2 - 2x - 4.

A equação dada possui 2 raízes reais distintas quando, e apenas quando,

a) b<8
b) b > -8
c) b = -8
d) b<0
e) b ≠ -4

22. (CESGRANRIO — 2018) O quarto, o quinto e o sexto termos de uma progressão aritmética são
expressos por x + 1, x 2 + 4 e 2x 2 + 3, respectivamente.

A soma dos dez primeiros termos dessa progressão aritmética é igual a

a) 260
b) 265
c) 270
d) 275
e) 280

23. (CESGRANRIO — 2017) A soma dos n primeiros termos de uma progressão geométrica é dada
3 n + 4 - 81
por Sn = 2x3n .

Quanto vale o quarto termo dessa progressão geométrica?


MATEMÁTICA

131
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a) 1
b) 3
c) 27
d) 39
e) 40

24. (CESGRANRIO — 2023) Um fabricante sabe que o custo de produção de 1.000 pares de chinelos
é de R$ 8.800,00 e que o custo para a produção de 400 pares é de R$ 4.900,00. Considere que o
custo de produção C(x) de x pares de chinelos é dado pela função definida por C(x) = ax + b, em
que b indica o custo fixo.

Sendo assim, o custo de produção de 2.000 pares de chinelos, em reais, é igual a

a) 24.500,00
b) 17.600,00
c) 15.300,00
d) 13.600,00
e) 12.400,00

25. (CESGRANRIO — 2018) Um estudo revelou que o valor da variável y = f(x), em milhares de reais,
em função da variável x, em milhares de peças, é dado pela função f(x) = Ax 2 + Bx + C, com x
variando de 0 a 400. Considere que f(0) = 800, e f(100) = f (300) = 1.400.

Assim, o valor máximo que y pode assumir, em milhões de reais, é igual a

a) 1,2
b) 1,4
c) 1,6
d) 1,8
e) 2,0

26. (CESGRANRIO — 2023) A Figura abaixo é um esboço da planta de um pequeno espaço comer-
cial, que tem o formato retangular e foi subdividido em quatro salas também retangulares. O
ponto P está sobre a diagonal AB. As áreas dessas salas estão indicadas nesse esboço.

O valor de 2X + 3Y é igual a
Y X

132
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a) 4,8
b) 5,0
c) 5,4
d) 6,0
e) 6,4

27. (CESGRANRIO — 2016) Na Figura a seguir, PQ mede 6 cm, QR mede 12 cm, RS mede 9 cm, e ST
mede 4 cm.

A distância entre os pontos P e T, em cm, mede

a) 17
b) 21
c) 18
d) 20
e) 19

28. (CESGRANRIO — 2018) Foram gastos 300 ladrilhos para ladrilhar o piso de uma sala retangular.

Usando ladrilhos iguais para ladrilhar o piso de outra sala retangular que, em comparação com a
sala anterior, tem o dobro da largura e o triplo do comprimento, o número de ladrilhos que serão
gastos é igual a

a) 200
b) 450
c) 1.500
d) 1.800
e) 5.400
MATEMÁTICA

29. (CESGRANRIO — 2018) Carlos e Eduardo estão em um pátio circular e notaram que, se ambos
estivessem sobre a circunferência que limita o pátio, então a maior distância que um deles pode-
ria ficar do outro mediria 24 metros. Ao notarem isso, eles se dispuseram em posições que rea-
lizam tal distância máxima.

Se Eduardo ficar parado em sua posição, e Carlos caminhar até ele, pela circunferência do pátio,
então, a medida mínima do comprimento percorrido por Carlos, em metros, será mais próxima de 133
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a) 30
b) 15
c) 45
d) 38
e) 70

30. (CESGRANRIO — 2022) Um laboratório possui dois recipientes de vidro. O primeiro recipiente
tem a forma de uma esfera cujo raio mede R metros, e o segundo tem a forma de um cone, cujo
raio da base e cuja altura medem R metros.

A razão entre a medida do volume do recipiente esférico e a medida do volume do recipiente


cônico, ambas dadas em metros cúbicos, é

a) 2
b) 3
c) 4
d) 6
e) 8

9 GABARITO

1 D

2 B

3 E

4 A

5 C

6 A

7 D

8 B

9 E

10 E

11 E

12 A

13 E

14 D

15 D

16 A

17 C

18 B

134
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19 D

20 B

21 B

22 D

23 A

24 C

25 C

26 B

27 A

28 D

29 D

30 C

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