Matematica
Matematica
Matemática
Obra
Autores
ISBN: 978-65-5451-290-9
Edição: Janeiro/2024
MATEMÁTICA..........................................................................................................................6
CONJUNTOS NUMÉRICOS: NATURAIS, INTEIROS, RACIONAIS E REAIS....................................... 6
NÚMEROS NATURAIS.........................................................................................................................................6
NÚMEROS INTEIROS...........................................................................................................................................7
POTÊNCIAS E RAÍZES......................................................................................................................... 14
COMPRIMENTO.................................................................................................................................................22
MASSA...............................................................................................................................................................23
ÁREA...................................................................................................................................................................23
VOLUME.............................................................................................................................................................24
TEMPO................................................................................................................................................................24
RAZÃO E PROPORÇÃO....................................................................................................................... 24
REGRA DA SOCIEDADE.....................................................................................................................................28
PORCENTAGEM.................................................................................................................................................42
EQUAÇÃO DO 1º GRAU....................................................................................................................... 53
EQUAÇÃO DO 2º GRAU....................................................................................................................... 54
SISTEMAS DE EQUAÇÕES.................................................................................................................. 56
FUNÇÕES............................................................................................................................................. 62
AFINS..................................................................................................................................................................67
QUADRÁTICAS...................................................................................................................................................71
EXPONENCIAIS..................................................................................................................................................76
LOGARÍTMICAS.................................................................................................................................................76
ANÁLISE COMBINATÓRIA................................................................................................................. 87
ARRANJO...........................................................................................................................................................90
COMBINAÇÃO....................................................................................................................................................91
PROBABILIDADE................................................................................................................................. 94
ESTATÍSTICA BÁSICA......................................................................................................................100
Média............................................................................................................................................................... 104
Mediana........................................................................................................................................................... 105
Moda................................................................................................................................................................ 106
GEOMETRIA PLANA.........................................................................................................................106
POLÍGONOS E ÁREAS......................................................................................................................................106
PERÍMETROS...................................................................................................................................................113
CIRCUNFERÊNCIA E CÍRCULO........................................................................................................................113
TEOREMA DE PITÁGORAS..............................................................................................................................114
PRISMA............................................................................................................................................................118
PIRÂMIDE.........................................................................................................................................................118
CILINDRO..........................................................................................................................................................119
CONE.................................................................................................................................................................120
ESFERA.............................................................................................................................................................121
MATEMÁTICA
NÚMEROS NATURAIS
Dica!
O símbolo do conjunto dos números naturais é a letra N, e podemos ter ainda o símbolo N*,
que representa os números naturais positivos, isto é, excluindo o zero.
z Números naturais pares: são aqueles que, ao serem divididos por 2, não deixam resto.
Por isso, o zero também é par. Logo, todos os números que terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8 são
pares;
6
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z Números naturais ímpares: ao serem divididos por 2, deixam o resto 1;
z Todos os números que terminam em 1, 3, 5, 7 ou 9 são ímpares.
12 + 8 = 20 | 12 – 8 = 4;
13 + 7 = 20 | 13 – 7 = 6;
z A soma ou subtração de um número par com outro ímpar tem resultado ímpar:
14 + 5 = 19 | 14 – 5 = 9;
8 · 6 = 48;
3 · 7 = 21;
4 · 5 = 20.
NÚMEROS INTEIROS
Os números inteiros são os números naturais e seus respectivos opostos (negativos). Veja:
Z = {..., –7, –6, –5, –4, –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}.
O símbolo desse conjunto é a letra Z. Uma coisa importante é saber que todos os números
naturais são inteiros, mas nem todos os números inteiros são naturais. Sendo assim, pode-
mos representar por meio de diagramas e afirmar que o conjunto de números naturais está
contido no conjunto de números inteiros, ou ainda que N é um subconjunto de Z. Observe:
Z
MATEMÁTICA
Há quatro operações básicas que podemos efetuar com estes números, são elas: adição,
subtração, multiplicação e divisão.
Adição
z Adição de 15 e 3: 15 + 3 = 18;
z Adição de 55 e 30: 55 + 30 = 85.
Propriedade comutativa: a ordem dos números não altera a soma —> 115 + 35 é igual
a 35 + 115;
Propriedade associativa: quando é feita a adição de 3 ou mais números, podemos
somar 2 deles primeiramente, e depois somar o outro. Independentemente da ordem
vamos obter o mesmo resultado —> 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10;
Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da adição, pois qualquer número somado
a zero é igual a ele mesmo —> 27 + 0 = 27; 55 + 0 = 55;
Propriedade do fechamento: a soma de dois números inteiros sempre gera outro
número inteiro. Exemplo: a soma dos números inteiros 8 e 2 gera o número inteiro 10
(8 + 2 = 10).
Subtração
Subtrair dois números é o mesmo que diminuir de um deles o valor do outro. Ou seja, sub-
trair 7 de 20 significa retirar 7 de 20, restando 13: 20 – 7 = 13.
Veja mais alguns exemplos:
Multiplicação
SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO
Operações Resultados
+ + +
– – +
+ – –
– + –
Atenção:
z A multiplicação de números de mesmo sinal tem resultado positivo: 51 · 2 = 102; (–33) · (–3)
= 99;
z A multiplicação de números de sinais diferentes tem resultado negativo: 25 · (–4) = –100; (–15)
· 5 = –75.
Divisão
SINAIS NA DIVISÃO
Operações Resultados
+ + +
– – +
+ – –
– + –
Atenção:
z A divisão de números de mesmo sinal tem resultado positivo: 60 ÷ 3 = 20; (–45) ÷ (–15) = 3;
z A divisão de números de sinais diferentes tem resultado negativo: 25 ÷ (–5) = –5; (–120) ÷
5 = –24
Esquematizando:
Dividendo
Divisor
30 5
0 6
Resto Quociente
Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da divisão, pois, ao dividir qual-
quer número por 1, o resultado será o próprio número —> 15 ÷ 1 = 15.
Dica!
A divisão não possui propriedade do fechamento, diferenciando-se das demais opera-
ções com números inteiros. A divisão não possui essa propriedade, uma vez que ao dividir
números inteiros podemos obter resultados fracionários ou decimais: 2 ÷ 10 = 0,2 (não
pertence ao conjunto dos números inteiros).
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NÚMEROS RACIONAIS
São aqueles que podem ser escritos na forma da divisão (fração) de dois números inteiros.
A
Ou seja, escritos na forma B (A dividido por B), onde A e B são números inteiros.
7 –15
Exemplos: 4 e 9 são racionais. Veja, também, que os números 87, 321 e 1221 são racio-
nais, pois são divididos pelo número 1.
Atenção: qualquer número natural é também inteiro e todo número inteiro é também
racional.
O símbolo desse conjunto é a letra Q e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros e racionais, veja:
8 3
7
z Frações: 3 , 5 , 11 etc.;
z Números decimais com finitas casas: 1,75;
z Dízimas periódicas: 0,33333...
As operações de adição e subtração de números racionais seguem a mesma lógica das ope-
rações com números inteiros. Veja:
57,18
+00,12
57,18
4,06 → 2 casas
decimais
x 1,70 → 2 casas
decimais
000 +
2842
406
6,9020 → 4 casas
decimais
5,7 ÷ 1,3
5,7 · 100 = 570
1,3 · 100 = 130
570 ÷ 130 = 4,38
NÚMEROS REAIS
É o conjunto que envolve todos os outros conjuntos, ou seja, aqui encontramos os números
naturais, inteiros e racionais, envolvidos de uma única maneira. Dentro dos números reais,
podemos envolver todos os outros números dentro das operações matemáticas, sejam elas de
adição, subtração, multiplicação ou divisão.
O símbolo desse conjunto é a letra R e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros, racionais e reais. Veja:
Z
R
N
As operações adição, subtração, multiplicação e divisão ocorrem com os números reais tal
como ocorre com os números racionais.
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NÚMEROS PRIMOS
Um número natural é definido como primo se tiver exatamente dois divisores: o número
1 e ele mesmo. Contudo, temos que, por definição, os números 0 e 1 não são números primos.
Lembre-se de que o 2 é o único número par que também é primo!
Importante!
Não há consenso sobre haver ou não números primos negativos. Contudo, para seu conhe-
cimento, o conceito de primalidade para números inteiros é diferente. O número p precisa
ser divisível por 1, –1, p e –p, isto é, precisa ser dividido por 1, –1, por ele mesmo e pelo
seu inverso.
Para identificar um número primo, é necessário analisar seus divisores. Para isso, vamos
estudar um pouco mais a fundo múltiplos e divisores de um número.
MÚLTIPLOS E DIVISORES
Sejam dois números naturais x e y, temos que x é múltiplo de y quando existe um número
natural z tal que x = y · z.
Dessa maneira, temos que 30 é múltiplo de 3, uma vez que 3 · z = 30, onde z = 10. De mesma
forma, 30 é múltiplo de 10, uma vez que 10 · z = 30, onde z = 3.
Vamos calcular alguns dos múltiplos de 2 multiplicando o 2 por todos os números naturais
de 0 a 10.
2·0=0
2·1=2
2·2=4
2·3=6
2·4=8
2 · 5 = 10
2 · 6 = 12
2 · 7 = 14
2 · 8 = 16
2 · 9 = 18
2 · 10 = 20
Assim, temos que o conjunto N dos múltiplos de 2 é N = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20...}.
Lembre-se de que o conjunto dos múltiplos é infinito!
Sejam dois números naturais x e y, temos que x é divisor de y quando existe um número
y
natural z tal que z = x de maneira que não haja resto na divisão.
Dessa maneira, temos que 5 é divisor de 300, uma vez que 300 ÷ 5 = z, tal que z = 60.
Para encontrarmos os divisores de um número, verificamos se o resultado da divisão é
inteiro. Vejamos os divisores de 30:
MATEMÁTICA
30 ÷ 30 = 1
30 ÷ 15 = 2
30 ÷ 10 = 3
30 ÷ 6 = 5
30 ÷ 5 = 6
30 ÷ 3 = 10 13
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30 ÷ 2 = 15
30 ÷ 1 = 30
Temos, então, que o conjunto D dos divisores de 30 é dado por D = {1, 2, 3, 5, 6, 10, 15 e 30}.
Perceba que, ao contrário do conjunto dos múltiplos, o conjunto dos divisores é finito!
POTÊNCIAS E RAÍZES
3 + 3 + 3 + 3 = 4 vezes o 3 = 4 · 3 = 12.
Importante! Muitas vezes, vemos nos livros didáticos um erro de notação matemática. O sím-
bolo do produto ou multiplicação pode ser x (que pode ser confundido com a letra x num texto),
* ou ·· . No entanto, não pode ser *, em cima na linha, nem . embaixo. O asterisco e o ponto devem
estar no meio da linha. Um ponto na parte debaixo pode ser confundido com a notação de deci-
mal, por exemplo, 3.2 é um decimal e 3 · 2 é 6.
Uma das principais evoluções que ocorreram na matemática foi o desenvolvimento das
notações, uma espécie de alfabeto modificado para que seja mais fácil a comunicação; essa
linguagem matemática usa símbolos vários, alguns mais complexos, com significados tam-
bém complexos, mas não é o caso da linguagem utilizada no ensino médio.
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Cada número recebe um nome para que possamos nos comunicar sobre esse tema, a
potenciação.
4 → Expoente
2
→
Base
O expoente recebe, também, o nome de potência; assim, dizemos que a base 2 está elevada
a 4ª potência ou ao expoente 4.
Para entendermos que os expoentes podem fazer parte de qualquer conjunto de número
(aqui, vamos até o conjunto dos números R ), precisamos compreender um pouco mais sobre
a multiplicação. Baseados na soma que gerou a multiplicação, podemos fazer uma multipli-
cação um pouco mais complexa do que aquela do exemplo acima usando os fatores de soma.
Vejamos:
35 · 10,5 = 367,5 é feito usando um algoritmo de multiplicação aprendido cedo na escola:
35
× 10,5
175
+ 00
35
367,5
Aqui vemos a soma intrínseca na multiplicação; o uso desse algoritmo é feito multiplican-
do cada número do 10.5 por 35. Com o aumento de uma casa decimal, o resultado do produto
avança uma casa para a esquerda, por isso, o 0 está debaixo do 7 e o 5, debaixo do 3. Feita
a soma, conta-se o número de casas decimais, nesse caso, uma, e coloca-se no resultado da
soma a vírgula ou ponto após o mesmo número de casas contadas nos produtos.
Um dos principais problemas no ensino de matemática é a escassez de informações forne-
cidas aos estudantes sobre o uso correto do sistema decimal. É de bom alvitre que o estudante
procure conhecer melhor os algoritmos derivados das operações matemáticas básicas em
função dos conhecimentos do sistema decimal.
Em função do que explicamos, podemos fazer aquela conta mentalmente, veja: separamos
a casa decimal, 0,5 e fazemos a multiplicação de 35 por 10, que dá 350, e somamos a multipli-
cação de 0,5 vezes 35, que, na verdade, é a metade de 35, i.e., 17,5.
Agora ficou fácil, somamos 350 a 17,5 e temos 367,5.
Baseados nesse raciocínio, podemos, também, usá-lo na potenciação, vejamos um caso
como exemplo:
23.5 = considerando a composição de fatores,temos, 21 ∙ 21 ∙ 21 ∙ 20.5 = 23 ∙ 20.5
Voltamos, então para a soma, i.e., 23 ∙ 20.5 = 23+0.5 = 23.5. Aqui, acrescentamos uma proprieda-
de natural da potenciação, os expoentes de mesma base podem ser somados; veremos mais
sobre isso à frente.
Nossa intenção não é dar a resposta dessa potência, mas mostrar que raciocinar sobre
MATEMÁTICA
potência associa as bases soma e produto e mostra que a potência pertence ao conjunto R.
Pertencer a R significa que temos potências que pertencem aos conjuntos dos números
naturais (N), aos inteiros (Z), aos racionais, aos irracionais. Vamos estudar cada caso, tanto de
potenciação quanto de radiciação em tópicos à frente.
Em termos de radiciação, considere o raciocínio. O número 8 = 2 ∙ 2 ∙ 2 = 23 (leia as equações
devagar e traduzindo para a língua portuguesa, nesse caso, oito é igual a três vezes 2 que é igual
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2 elevado ao expoente 3), que significa dizer que a raiz cúbica de 8 é um número que, ao ser
multiplicado 3 vezes por si mesmo, é igual a 8; nesse caso, o número deve pertencer ao conjun-
to dos reais e ser positivo como condição necessária para usar essa notação. A representação
em linguagem matemática desse raciocínio é 3 8 = 2 .
Assim como na representação matemática da potenciação, cada número recebe um nome
na estrutura da radiciação:
→
Índice 3
8
→
Base
Importante!
A fatoração é a decomposição de um produto por seus componentes básicos. Uma vez
que os números primos são por definição divisíveis apenas por 1 e por si mesmos, fatorar
um número qualquer é decompô-lo no produto entre os números primos pelos quais ele é
divisível.
216 2
108 2
54 2
27 3
9 3
3 3
1
Dizemos que 216 fatorado é 216 = 2 · 2 · 2 · 3 · 3 · 3 = (23 · 33) = (2 · 3)3, fazendo a substitui-
ção 216 = (2.3) 3 = 2 · 3 = 6. Observe que a multiplicação de bases diferentes com o mesmo
3 3
18 2
9 3
3 3
1
Então, temos, neste caso 18 = 32 ·2 = 3· 2 . Veja que o 3 foi retirado da raiz quadrada por
estar elevado ao quadrado, e o 2 permaneceu. Essa simplificação é considerada elegante
16 entre os matemáticos.
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POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO COM EXPOENTES NATURAIS
an = b ⟷ n b = a
Esta afirmação é a base tanto da potenciação quanto da radiciação com números inteiros
e mostra o porquê dessas duas operações serem inversas uma da outra.
Quando tratamos de expoentes naturais, estamos analisando as bases para essas opera-
ções, também, com os expoentes inteiros, racionais e reais.
Algumas considerações são necessárias, nem sempre entendidas de modo intuitivo. Consi-
dere a afirmação a0 = 1 , a qual vale para qualquer que seja o valor de a . Podemos interpretar
essa igualdade como sendo multiplicado por si mesmo de a 0 vezes e, como a é alguma coisa,
não pode ser nada, e, em termos matemáticos, esse ente é necessário para que outras opera-
ções provadas possam ser definidas, então a0 = 1.
Numa outra análise com exemplos, estudemos as potências (–2)2, (–2)3 e –22:
Os resultados dessas potências podem ser utilizados como base para qualquer outra potên-
cia de expoente natural (lembre o que é base, expoente, índice e radicando).
Qualquer que seja o valor de a , se ele estiver elevado por um número par, resultará em
b > 0· ( b = a) ,
pois, pelo princípio da multiplicação dos números, multiplicar dois números
n
ser multiplicado, i.e., (an)m = an ∙ m. Veja que essa relação pode ser entendida diretamente, pois
multiplicando m vezes n, termos n · m.
Agora podemos explicar o motivo de 4 = –2 não poder existir dentro dos conceitos mate-
máticos. Então, teremos:
1 1
]2 2g2
1
2
41 = –2 & 4 2 = –2 & = - 2 & (2) 2· 2 = –2 & (2) 1 = –2b
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Como solução para essa equação, pois nenhum número real –2 pode ser igual ao seu positi-
vo, a não ser que seja afirmado que esse número é um módulo, i.e., independente da posição
na reta dos números reais, o que interessa é sempre a distância do número em relação ao
início dos eixos. O número 5 está 5 unidades à direita da origem da reta dos reais e o número
–5 está 5 unidades à esquerda da origem da reta dos reais; então, como o que interessa é a
distância, os sinais não fazem sentido e representamos o 5 como modulo de 5, i.e., |-5|.
Por outro lado, então, mostrando novamente a importância da notação, temos que (–5)
2
3 3
3
–8 =
3
–2 = –2 3 = –21 = –2
Entretanto, isso não gerará um resultado dentro dos números reais se n for par. Faça o
teste!
Lembre-se de que o conjunto dos números inteiros possui os números negativos, o que não
ocorre com o conjunto dos números naturais, então, os principais comentários aqui serão
sobre os expoentes negativos.
Pela definição da radiciação, um índice n não pode assumir valores negativos ou racionais;
entretanto, a mesma restrição não se aplica ao expoente de uma potência.
Pela noção de potência como o produto de um número vezes si mesmo n vezes, a ideia de n <
0 não apresenta sentido lógico em uma primeira análise; porém, se considerarmos que o sinal do
expoente diz respeito ao valor da base da potência, a situação se altera.
Veja o caso de 2–1. Ele representa o inverso da potência 21, portanto:
–1 1 1
2 = 1 =
2 2
Importante!
O inverso de um número qualquer a ∈ R é um número qualquer b ∈ R que torne a igualdade
1
a · b = 1 verdadeira. Logo b=
a
.
–n
Considerando agora uma potência de base a e expoente n < 0, i.e., para demonstrar
1
a =
n'
a
n
1 1
uma relação mais detalhada, podemos mostrar que corretamente temos a = a n = a n . –n
2
2 –1 2 ·3 2·2·3
2 ·2 ·3 = = 2·3 = 6
2 2
Uma observação importante é que, pela definição acima, o número 0n é um símbolo sem
significado, uma vez que o inverso de 0 não existe para o conjunto dos números reais.
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POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO COM EXPOENTES RACIONAIS
Os números racionais são aqueles que possuem casas decimais finitas ou infinitas com
repetição dos números.
A potenciação com expoentes racionais abre precedente para uma interpretação mais deta-
lhada da ideia da radiciação. Já vimos isso anteriormente, mas agora falaremos novamente.
Tomemos 16 = 22 ·22 = (2·2) 2 = 2·2 = 22 . É possível perceber que, se 24 = 42 = 16 ⟺ 4
16 = 4 =2
, melhorando para o uso dos números racionais mais diretamente,
1 1 4
16 = (16) 4 = (2 ) 4 = 2 4 = 2 .
4 4
como calcular isso, apenas devemos nos perguntar quantas n vezes devemos multiplicar 2
por si mesmo para que o resultado seja 4, tal que b = 2 . Se a resposta for n=4, ela está cor-
n
reta. Vejamos,
1 1 1 1 1 2 1
4 = ^ 4 h2 = 4 2 2 = 4 4 = ]2 g4 = 2 4 = 2 2 =
2
2.
·
1 1
4
16 = 16 2 = (2 ) 2
1
Podemos ler esse último termo como 24 multiplicado a si mesmo 2 vez, isso pode ser
transcrito como:
1
4· 2
2 = 22
1 1 1 1
4 2 = ^4 2 h2 = 4 2 2 = 4 4 =
1 1 · 4
4 = 4
2 2 1
4 4
4 = 2 = 24 = 22 2
MATEMÁTICA
Com essas comparações estabelecidas, podemos definir uma potência de expoentes racio-
nais mais claramente.
Para uma base b ∈ R, um expoente m ∈ Z um índice n ∈ N e n ≠ 0, uma potência de expoentes
m m
racionais é definida como b n = n
b
m
, com n ∈ Q, como já mostrado acima.
z ap · aq = ap+q
23 · 22=(2 · 2 · 2) · (2 · 2) = 2 · 2 · 2 · 2 · 2 = 25
p
a p–q
q = a
z a
3
2
2 =2 ·2 =2 = 21
3 –2 3+(–2)
z (a · b)p = ap · bp
p p
ba l = a
p
z b b
3 3
3 3 3 3 3 3
b3 l = = · · · = 3 3 = 27
2 2 ·2
·
2 2 2 2 2 8
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z (ap)q = ap·q
Dica
q
Atente-se à interpretação de notações! Apesar de ap e (ap)q possuírem notações simila-
res, o primeiro caso representa que o expoente p está elevado ao expoente q, enquanto o
segundo indica que a potência de ap está elevada ao expoente q.
n p n·m p·m
z a = a
n n n
z a·b = a· b
1 1 1
6 = 2·3 = (2·3) 2 = 2 2 ·3 2 = 2· 3
n n
a a
=
b n
z b
1 1
2 22 2
= b2 l = 1 =
2
3 3 32 3
n p n p
z ( a) = ( a )
^ 2h =
4
2· 2 · 2· 2 = 2·2·2·2 =
4
2 =4
m n m ·n
z · a = a
1 1 1
2 2 = ^2 2 h = 2 4 =
2 1 4
2 = 2
1
x b w!
2·
√ (w) raiz exata de um número natural N
mais próximo de x
21
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Por exemplo:
10 b 9 ! 1
b 3 + 1 = 3 + 1 = 3 + 1.66667 =
2·3 6
2· 9 = 3.166667
Foi usada a soma, pois 10 está mais próximo da raiz exata de 9 do que da raiz exata de
16. Lembre-se que essa fórmula é aproximada para você fazer uma prova objetiva, não uma
prova discursiva, mas, se você quiser usá-la, justifique.
Veja que a 10 , usando uma calculadora, é 3.162277; portanto, a fórmula gerou uma boa
aproximação e mais fácil de executar do que o algoritmo de cálculo de raiz quadrada.
Para calcular qualquer raiz (isso quase não é usado no ensino médio), a não ser para raízes
exatas, podemos usar uma aproximação também derivada do cálculo:
n
n x + (n–1) ·y
x = n–1
n·y
3
Por exemplo, para a raiz 11 , fazemos:
3 3
3 11 + (3–1) ·2 11 + (2) (2 ) 11 + 2·8
11 = 3–1 = = =
3·2 3·4 12
11 + 16 27
= = 2.25
12 12
Foram várias as unidades de medidas usadas ao longo do tempo desde a antiguidade. Não
há muito tempo, o número de sapatos no Brasil era medido através do tamanho de feijões
colocados um do lado do outro em sua maior extensão. Isso ocorria na zona rural, onde, para
comprar sapatos na cidade, uma pessoa fazia as compras para os outros, essa foi a origem do
número/tamanho dos sapatos no Brasil, mas em outros países, os valores são outros.
Os pés, antebraço, braço de governantes eram as medidas usadas nos países europeus.
Devido a essa diversidade, a França convocou seus melhores cientistas para gerar um siste-
ma métrico que pudesse servir de base para relações internas e internacionais.
A França, no final do século XVIII, ofereceu ao mundo o Sistema Métrico Decimal ou Siste-
ma Internacional de Unidades (SI) com valores objetivos para as várias grandezas de compri-
mento, massa, tempo, principalmente, e seus múltiplos e submúltiplos.
COMPRIMENTO
Dica
Para transformar m em km, pense que o km é 1.000 vezes maior que o m, logo o valor final
de m deverá ser um número 1.000 vezes menor que o valor inicial dado, i.e, se o desejo é
transformar 10 m em km, a relação usada será 10/1.000 = 0,01. Não faz sentido o m ser
maior que o km!
MASSA
K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_
÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10
ÁREA
As medidas de área são diretamente derivadas do metro (m), assim como as de volume
que serão estudadas a seguir. O ponto central é a medida m2 e seus múltiplos e submúltiplo
são o km2, o hm2, o dam2 e os submúltiplos do m2 são o dm2, o cm2 e o mm2. As conversões de
medidas elevadas ao expoente 2 (ao quadrado) são feitas via múltiplos de 102 (100), veja a
figura:
MATEMÁTICA
K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_
23
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VOLUME
A tabela de conversão de expoentes cúbicos requer que a conversão seja feita usando 103
(1.000). Veja a tabela a seguir.
K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_
TEMPO
Medindo intervalos de tempo, temos como mais conhecidos hora, minuto e segundo. Veja
como se faz a relação nessa unidade:
z Para transformar de uma unidade maior para uma unidade menor, multiplica-se por 60:
1 hora = 60 minutos. Ou seja, 4 h = 4 · 60 = 240 minutos;
z Para transformar de uma unidade menor para uma unidade maior, divide-se por 60: 20
20 2 1
minutos = 60 = 6 = 3 da hora.
RAZÃO E PROPORÇÃO
2
5
2 4
=
3 6
Ou podemos representar por 2 ÷ 3 = 4 ÷ 6 (lê-se 2 está para 3 assim como 4 está para 6).
Os problemas mais comuns que envolvem razão e proporção é quando se aplica uma
variável qualquer dentro da proporcionalidade e se deseja saber o valor dela. Veja o exemplo:
2 x
= ou 2 ÷ 3 = x ÷ 6
3 6
3·X=2.6
3X = 12
X = 12 ÷ 3
X=4
Lembre-se de que a maioria dos problemas envolvendo esse tema são resolvidos utilizan-
do essa propriedade fundamental. Porém, algumas questões acabam sendo um pouco mais
complexas e pode ser útil conhecer algumas propriedades para facilitar. Vamos a elas!
z Somas Externas
a c a+c
= =
b d b+d
Primeiro, devemos montar a proporção. Sejam C a quantia que Carlos vai receber e D a
quantia que Diego vai receber, temos:
C D
=
3 2
Perceba que C + D = 10.000 (as partes somadas), então podemos substituir na proporção:
C D C+D 10.000
= = = = 2.000
3 2 3+2 5
C
= 2.000
3
C = 2.000 · 3
C = 6.000 (esse é o valor de Carlos)
D
= 2.000
2
D = 2.000 · 2
D = 4.000 (esse é o valor de Diego)
z Somas Internas
a c a+b c+d
= = =
b d b d
É possível, ainda, trocar o numerador pelo denominador ao efetuar essa soma interna,
desde que o mesmo procedimento seja feito do outro lado da proporção.
a c a+b c+d
= = =
b d a c
Vejamos um exemplo:
x 2
=
14 - x 5
x + 14 - x 2+5
=
x 2
14 7
=
x 2
7 · x = 2 · 14
14 · 2
x= =4
7
26
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Portanto, encontramos que x = 4.
Importante!
Vale lembrar que essa propriedade também serve para subtrações internas.
a c a + 2b c + 2d
= = =
b d b d
A B
=
2 3
2A + 3B = 13.000
Agora multiplicando em cima e embaixo de um lado por 2 e do outro lado por 3, temos:
2A 3B
=
4 9
2A 3B 2A + 3B
= =
4 9 4+9
2A 3B 2A + 3B
= = = 13.000 = 1.000
4 9 4+9 13
MATEMÁTICA
Logo,
2A
4
= 1.000
2A = 4 · 1.000
2A = 4.000 27
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A = 2.000
3B
= 1.000
9
3B = 9 · 1.000
3B = 9.000
B = 3.000
Sendo assim, os funcionários com 2 anos de casa receberão R$ 2.000 de bônus. Já os fun-
cionários com 3 anos de casa receberão R$ 3.000 de bônus.
O total pago pela empresa será:
REGRA DA SOCIEDADE
Diretamente Proporcional
Um dos tópicos mais comuns em questões de prova é “dividir uma determinada quantia
em partes proporcionais a determinados números. Vejamos um exemplo para entendermos
melhor como esse assunto é cobrado:
A quantia de 900 mil reais deve ser dividida em partes proporcionais aos números 4, 5 e 6.
A menor dessas partes corresponde a:
Primeiro vamos chamar de X, Y e Z as partes proporcionais, respectivamente a 4, 5 e 6.
Sendo assim, X é proporcional a 4, Y é proporcional a 5 e Z é proporcional a 6, ou seja, pode-
mos representar na forma de razão. Veja:
X Y Z
4
=
5
=
6
= constante de proporcionalidade.
X+Y+Z 900.000
= 60.000
4+5+6 15
X
4
= 60.000
X = 60.000 · 4
X = 240.000
28
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Inversamente Proporcional
É um tipo de questão menos recorrente, mas, não menos importante. Consiste em distri-
buir uma quantia X a três pessoas, de modo que cada uma receba um quinhão inversamente
proporcional a três números. Vejamos um exemplo:
Suponha que queiramos dividir 740 mil em partes inversamente proporcionais a 4, 5 e 6.
Vamos chamar de X as quantias que devem ser distribuídas inversamente proporcionais a
4, 5 e 6, respectivamente. Devemos somar as razões e igualar ao total que deve ser distribuí-
do para facilitar o nosso cálculo, veja:
X X X
+ + = 740.000
4 5 6
Agora vamos precisar tirar o M.M.C. (mínimo múltiplo comum) entre os denominadores
para resolvermos a fração.
4–5–6|2
2–5–3|2
1–5–3|3
1–5–1|5
1 – 1 – 1 | 2 · 2 · 3 · 5 = 60
Agora, basta substituir o valor de X nas razões para achar cada parte da divisão inversa.
x 1.200.000
= = 300.000
4 4
x 1.200.000
= = 240.000
5 5
x 1.200.000
= = 200.000
6 6
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
29
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a) 43 homens.
b) 45 homens.
c) 44 homens.
d) 46 homens.
e) 47 homens.
M 5
=
120 8
8 · M = 5 · 120
8M = 600
600
M= 8
M = 75
A quantidade de homens da sala: 120 – 75 = 45 homens. Resposta: Letra B.
2. (VUNESP – 2020) Em um grupo com somente pessoas com idades de 20 e 21 anos, a razão
entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atualmente, é 4/5.
No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com 21
anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8. O número total de pessoas nesse grupo é
a) 30.
b) 29.
c) 28.
d) 27.
e) 26.
A razão entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atual-
mente, é 4/5.
120
=
4x Total de 9x
121 5x
No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com
21 anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8.
120 4x - 2
121
= = 5
5x + 2 - 1 8
4x - 2 5
=
5x + 1 8
30
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8 (4x – 2) = 5 (5x + 1)
32x – 16 = 25x + 5
7x = 21
x=3
Para sabermos o total de pessoas, basta substituir o valor de X na primeira equação: 9x = 9
· 3 = 27 é o número total de pessoas nesse grupo. Resposta: Letra D.
3. (IBADE – 2018) Três agentes penitenciários de um país qualquer, Darlan, Arley e Wanderson,
recebem juntos, por dia, R$ 721,00. Arley recebe R$ 36,00 mais que o Darlan, Wanderson recebe
R$ 44,00 menos que o Arley. Assinale a alternativa que representa a diária de cada um, em ordem
crescente de valores.
D + A + W = 721
A = D + 36
W = A – 44
Substituímos Arley em Wanderson:
W= A – 44
W= 36+D – 44
W= D – 8
Substituímos na fórmula principal:
D + A + W = 721
D + 36 + D + D – 8 = 721
3D + 28 = 721
3D = 721 – 28
D = 693 ÷ 3
D = 231
Substituímos o valor de D nas outras:
A = D + 36
A= 231+36= 267
W = A – 44
W= 267 – 44
W = 223
MATEMÁTICA
Logo, os valores em ordem crescente que Wanderson, Darlan, Arley recebem são, respectiva-
mente, R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00. Resposta: Letra D.
31
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Situação hipotética: Vanda, Sandra e Maura receberam R$ 7.900 do gerente do departamento
onde trabalham, para ser dividido entre elas, de forma inversamente proporcional a 1/6, 2/9 e 3/8,
respectivamente.
Assertiva: Nessa situação, Sandra deverá receber menos de R$ 2.500.
( ) CERTO ( ) ERRADO
6x 9x 8x
+ + = 7.900
1 2 3
79x
= 7.900
6
x = 600
Sendo assim, Sandra está inversamente proporcional a:
9x
2
5. (IESES – 2019) Uma escola possui 396 alunos matriculados. Se a razão entre meninos e meni-
nas foi de 5/7, determine o número de meninos matriculados.
a) 183
b) 225
c) 165
d) 154
Razão: H + 5x
M 7x
DIRETAMENTE
+ / + OU - / -
PROPORCIONAL
PROPORCIONAL + / - OU - / +
DIRETAMENTE
Multiplica cruzado
PROPORCIONAL
INVERSAMENTE
Multiplica na horizontal
PROPORCIONAL
z Um muro de 12 metros foi construído utilizando 2.160 tijolos. Caso queira construir um
muro de 30 metros nas mesmas condições do anterior, quantos tijolos serão necessários?
Veja que de 12m para 30m tivemos um aumento (+) e que para fazermos um muro maior
vamos precisar de mais tijolos, ou seja, também deverá ser aumentado (+). Logo, as grande-
zas são diretamente proporcionais e vamos resolver multiplicando cruzado. Observe:
30 m -------- X (tijolos)
12 · X = 30 · 2.160
12X = 64.800
X = 5.400 tijolos
Veja que de 5 (prof.) para 30 (prof.) tivemos um aumento (+), mas, como agora estamos com
uma equipe maior, o trabalho será realizado de forma mais rápida. Logo, a quantidade de dias
deverá diminuir (–). Desta forma, as grandezas são inversamente proporcionais e vamos resolver
multiplicando na horizontal. Observe:
5 (prof.) 12 (dias)
30 (prof.) X (dias)
30 · X = 5 · 12
30X = 60
X=2
A regra de três composta envolve mais de duas variáveis. As análises sobre se as grandezas
são diretamente e inversamente proporcionais devem ser feitas cautelosamente levando em
conta alguns princípios:
Da mesma forma que na regra de três simples, vamos montar a relação entre as grandezas
e analisar cada uma delas isoladamente duas a duas.
40 ? ?
= ·
X ? ?
40 3 ?
= ·
X 6 ?
Perceba que de 1.000 panfletos para 2.000 panfletos o valor aumenta (+) e que o tempo
também irá aumentar (+). Logo, as grandezas são diretas e devemos manter a razão.
40 3 1000
= ·
X 6 2000
MATEMÁTICA
40 3000
X
= 12000
3X = 40 · 12
3X = 480
X = 160
35
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As três impressoras produziriam 2.000 panfletos em 160 minutos, que correspondem a 2
horas e 40 minutos.
Para fixarmos mais ainda nosso conhecimento, vamos analisar mais um exemplo.
Um texto ocupa 6 páginas de 45 linhas cada uma, com 80 letras (ou espaços) em cada
linha. Para torná-lo mais legível, diminui-se para 30 o número de linhas por página e
para 40 o número de letras (ou espaços) por linha. Considerando as novas condições,
determine o número de páginas ocupadas.
Já aprendemos o passo a passo no exemplo anterior. Aqui vamos resolver de maneira mais
rápida.
Perceba que de 45 linhas para 30 linhas o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.
6 30 ?
= ·
X 45 ?
Veja que de 80 letras para 40 letras o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.
6 30 40
X
=
45
· 80
6 2 1
= ·
X 3 2
6 2
=
X 6
2X = 36
X = 18
O número de páginas a serem ocupadas pelo texto respeitando as novas condições é igual
a 18.
36
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Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
10 km -------- 1dc³
1.100 km --------- x
10x = 1.100
x = 110dm³ (a gasolina que será consumida).
Resposta: Errado.
37
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3. (VUNESP – 2020) Uma pessoa comprou determinada quantidade de guardanapos de papel. Se
ela utilizar 2 guardanapos por dia, a quantidade comprada irá durar 15 dias a mais do que duraria
se ela utilizasse 3 guardanapos por dia. O número de guardanapos comprados foi
a) 60.
b) 70.
c) 80.
d) 90.
e) 100.
x = dias
3 guardanapos por dia -------- x
2 guardanapos por dia -------- x+15
São valores inversamente proporcionais, quanto mais guardanapos por dia, menos dias
durarão. Assim, multiplicamos na horizontal:
3x = 2 · (x+15)
3x = 30+2x
3x – 2x = 30
x = 30
Podemos substituir em qualquer uma das duas situações:
3 guardanapos · 30 dias = 90
2 guardanapos · 45 (30+15) dias = 90. Resposta: Letra D.
4. (FUNDATEC – 2017) Cinco mecânicos levaram 27 minutos para consertar um caminhão. Supon-
do que fossem três mecânicos, com a mesma capacidade e ritmo de trabalho para realizar o
mesmo serviço, quantos minutos levariam para concluir o conserto desse mesmo caminhão?
a) 20 minutos.
b) 35 minutos.
c) 45 minutos.
d) 50 minutos.
e) 55 minutos.
5. (IESES – 2019) Cinco pedreiros construíram uma casa em 28 dias. Se o número de pedreiros
fosse aumentado para sete, em quantos dias essa mesma casa ficaria pronta?
38
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a) 18 dias.
b) 16 dias.
c) 20 dias.
d) 22 dias.
a) 2.666.
b) 2.160.
c) 1.215.
d) 1.500.
e) 1.161.
1800
= 4 · 10
X 3 9
4 · X · 10 = 1800 · 3 · 9
MATEMÁTICA
X = 1215 páginas que esse mesmo equipamento é capaz de digitalizar. Resposta: Letra C.
7. (VUNESP – 2016) Em uma fábrica, 5 máquinas, todas operando com a mesma capacidade de
produção, fabricam um lote de peças em 8 dias, trabalhando 6 horas por dia. O número de dias
necessários para que 4 dessas máquinas, trabalhando 8 horas por dia, fabriquem dois lotes des-
sas peças é
39
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a) 11.
b) 12.
c) 13.
d) 14.
e) 15.
( ) CERTO ( ) ERRADO
5 · 12 · X = 10 · 3 · 20
60x = 600
X = 10.
Os 5 caixas atenderão em exatamente 10 minutos, não em menos de 10, como a questão afir-
ma. Resposta: Errado.
9. (VUNESP – 2020) Das 9 horas às 15 horas, de trabalho ininterrupto, 5 máquinas, todas idênti-
cas e trabalhando com a mesma produtividade, fabricam 600 unidades de determinado produto.
Para a fabricação de 400 unidades do mesmo produto por 3 dessas máquinas, trabalhando nas
mesmas condições, o tempo estimado para a realização do serviço é de
a) 5 horas e 54 minutos
40
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b) 6 horas e 06 minutos.
c) 6 horas e 20 minutos.
d) 6 horas e 40 minutos.
e) 7 horas e 06 minutos.
x · 3 · 6 = 360 · 5 · 4
x · 18 = 7.200
x = 7.200 ÷ 18
x = 400
Logo, transformando minutos para horas novamente, temos:
X = 400min
X = 6h40min. Resposta: Letra D.
10. (VUNESP – 2020) Em uma fábrica de refrigerantes, 3 máquinas iguais, trabalhando com capacidade
máxima, ligadas ao mesmo tempo, engarrafam 5 mil unidades de refrigerante, em 4 horas. Se ape-
nas 2 dessas máquinas trabalharem, nas mesmas condições, no engarrafamento de 6 mil unidades
do refrigerante, o tempo esperado para a realização desse trabalho será de
a) 6 horas e 40 minutos.
b) 6 horas e 58 minutos.
c) 7 horas e 12 minutos.
d) 7 horas e 20 minutos.
e) 7 horas e 35 minutos.
= ·
X 6000 3
2·X·5=4·6·3
10X = 72
x = 7, 2 horas (7 horas + 0,2 horas = 7 horas + 0,2 · 60 min = 7 horas e 12 minutos)
Obs.: para transformar horas em minutos, basta multiplicarmos o número por 60 min. Logo,
0,2 horas = 0,2 · 60 = 120 ÷ 10 = 12 min. Resposta: Letra C.
41
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PORCENTAGEM
A porcentagem é uma medida de razão com base 100. Ou seja, corresponde a uma fração
cujo denominador é 100. Vamos observar alguns exemplos e notar como podemos represen-
tar um número porcentual.
30
30% = (forma de fração)
100
30
30% = = 0,3 (forma decimal)
100
30 3
30% = = (forma de fração simplificada)
100 10
30 3
30% = = 0,3 =
100 10
25 · 100 = 2500%
0,35 · 100 = 35%
0,586 · 100 = 58,6%
Número Relativo
A porcentagem traz uma relação entre uma parte e um todo. Quando dizemos 10% de
1000, o 1000 corresponde ao todo. Já o 10% corresponde à fração do todo que estamos especi-
ficando. Para descobrir a quanto isso corresponde, basta multiplicar 10% por 1000.
10 · 1.000 = 100
10% de 1.000 =
100
Dessa maneira, 1.000 é todo, enquanto 100 é a parte que corresponde a 10% de 1.000.
Dica
Veja um exemplo:
Roberto assistiu 2 aulas de Matemática Financeira. Sabendo que o curso que ele comprou
possui um total de 8 aulas, qual é o percentual de aulas já assistidas por Roberto?
O todo de aulas é 8. Para descobrir o percentual, devemos dividir a parte pelo todo e obter
uma fração.
2 1
=
8 4
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Precisamos transformar em porcentagem, ou seja, vamos multiplicar a fração por 100:
1 · 100 = 25%
4
Dica
A avaliação do crescimento ou da redução percentual deve ser feita sempre em relação ao
valor inicial da grandeza.
Como o resultado foi negativo, podemos afirmar que houve uma redução percentual de
10% nas aulas ainda não assistidas por Juliano. O enunciado está errado ao afirmar que essa
redução foi de 20%.
MATEMÁTICA
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
1. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Em determinada loja, uma bicicleta é vendida por R$ 1.720 à vista ou em
duas vezes, com uma entrada de R$ 920 e uma parcela de R$ 920 com vencimento para o mês seguin-
te. Caso queira antecipar o crédito correspondente ao valor da parcela, a lojista paga para a financeira
uma taxa de antecipação correspondente a 5% do valor da parcela. 43
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Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
Na compra a prazo, o custo efetivo da operação de financiamento pago pelo cliente será inferior a 14%
ao mês.
( ) CERTO ( ) ERRADO
a) 10 deputadas.
b) 14 deputadas.
c) 15 deputadas.
d) 20 deputadas.
e) 25 deputadas.
50 parlamentares
Deputadas = X
Deputados = 50-X
Compareceram 20% x e 10% (50-x), totalizando 7 parlamentares. Não sabemos a quantidade
exata de cada sexo. Vamos montar uma equação e achar o valor de X.
20% x + 10% (50 – x) = 7
20/100 · x + 10/100 . (50 – x) = 7
2/10 · x + 1/10 · (50 – x) = 7
2x/10 + 50 – x/10 = 7 (faz o MMC)
2x + 50 – x = 70
2x – x = 70 – 50
x = 20 deputadas fazem parte da Assembleia Legislativa. Resposta: Letra D.
3. (VUNESP – 2016) Um concurso recebeu 1500 inscrições, porém 12% dos inscritos faltaram no
dia da prova. Dos candidatos que fizeram a prova, 45% eram mulheres. Em relação ao número
total de inscritos, o número de homens que fizeram a prova corresponde a uma porcentagem de
a) 45,2%.
44
Todos os direitos são reservados à Nova Concursos.
b) 46,5%.
c) 47,8%.
d) 48,4%.
e) 49,3%.
4. (FCC – 2018) Em uma pesquisa 60% dos entrevistados preferem suco de graviola e 50% suco de
açaí. Se 15% dos entrevistados gostam dos dois sabores, então, a porcentagem de entrevistados
que não gostam de nenhum dos dois é de
a) 80%.
b) 61%.
c) 20%.
d) 10%.
e) 5%.
Graviola Açai
45% 35%
Nenhum = X
Vamos somar todos os valores e igualar ao total que é 100%: 45% + 15% + 35% + X = 100%
95% + X = 100%
X = 5%.
Resposta: Letra E.
5. (FUNCAB – 2015) Adriana e Leonardo investiram R$ 20.000,00, sendo o 3/5 desse valor em uma
aplicação que gerou lucro mensal de 4% ao mês durante dez meses. O restante foi investido em
uma aplicação, que gerou um prejuízo mensal de 5% ao mês, durante o mesmo período. Ambas
MATEMÁTICA
a) prejuízo de R$2.800,00.
b) lucro de R$3.200,00.
c) lucro de R$2.800,00.
d) prejuízo de R$6.000,00 45
Todos os direitos são reservados à Nova Concursos.
e) lucro de R$5.000,00.
Juros Simples
J=C·i·t
M=C+J
46
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M = C · (1 + i ·J)
Onde,
J = juros
C = capital
i = taxa em percentual (%)
t = tempo
M = montante
Para aplicar corretamente uma taxa de juros, é importante saber a unidade de tempo sobre a qual a taxa
de juros é definida. Isto é, não adianta saber apenas que a taxa de juros é de “5%”. É preciso saber se essa taxa é
mensal, bimestral, anual etc. Dizemos que duas taxas de juros são proporcionais quando guardam a mesma pro-
porção em relação ao prazo. Por exemplo, 12% ao ano é proporcional a 6% ao semestre, e também é proporcional
a 1% ao mês.
Basta efetuar uma regra de três simples. Para obtermos a taxa de juros bimestral, por
exemplo, que é proporcional à taxa de 12% ao ano:
Podemos substituir 1 ano por 12 meses, para deixar os valores da coluna da direita na
mesma unidade temporal, temos:
Duas taxas de juros são equivalentes quando são capazes de levar o mesmo capital inicial
C ao montante final M, após o mesmo intervalo de tempo.
Uma outra informação muito importante e que você deve memorizar é que o cálculo de
taxas equivalentes quando estamos no regime de juros simples pode ser entendido assim:
1% ao mês equivale a 6% ao semestre ou 12% ao ano, e levarão o mesmo capital inicial C ao
mesmo montante M após o mesmo período de tempo.
MATEMÁTICA
Importante!
No regime de juros simples, taxas de juros proporcionais são também taxas de juros
equivalentes.
47
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Juros Compostos
Imagine que você pegou um empréstimo de R$ 10.000,00 no banco, cujo pagamento deve
ser realizado após 4 meses, à taxa de juros de 10% ao mês. Ficou combinado que o cálculo de
juros de cada mês será feito sobre o total da dívida no mês anterior, e não somente sobre o
valor inicialmente emprestado. Neste caso, estamos diante da cobrança de juros compostos.
Podemos montar a seguinte tabela:
Logo, ao final de 4 meses você deverá devolver ao banco R$ 14.641,00 que é a soma da
dívida inicial (R$ 10.000,00) e de juros de R$ 4.641,00.
Fórmula utilizada em juros compostos
M = C · (1 + i)t
M = 10.000 · (1 + 10%)4
M = 10.000 · (1 + 0,10)4
M = 10.000 · (1,10)4
M = 10.000 · 1,4641
M = 14.641,00 reais
Podemos fazer a comparação entre juros simples e compostos. Observe a tabela a seguir:
Nas questões em que é preciso calcular o prazo você deverá utilizar logaritmos, visto que
o tempo “t” está no expoente da fórmula de juros compostos. A propriedade mais importante
a ser lembrada é que, sendo dois números A e B, então:
log AB = B · log A
48
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Significa que o logaritmo de A elevado ao expoente B é igual a multiplicação de B pelo
logaritmo de A.
Uma outra propriedade bastante útil dos logaritmos é a seguinte:
Isto é, o logaritmo de uma divisão entre A e B é igual à subtração dos logaritmos de cada número.
Também é importante ter em mente que “logA” significa “logaritmo do número A na base
10”.
Observe um exemplo:
No regime de juros compostos com capitalização mensal à taxa de juros de 1% ao mês, a
quantidade de meses que o capital de R$ 100.000 deverá ficar investido para produzir o mon-
tante de R$ 120.000 é expressa por:
log2, 1
log1, 01
M = C x (1+j)t
120.000 = 100.000 · (1+1%)t
12 = 10 · (1,01)t
1,2 = (1,01)t
log1, 2
t=
log1, 01
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
1. (FEPESE – 2018) Uma TV é anunciada pelo preço de R$ 1.908,00 para pagamento em 12 parce-
MATEMÁTICA
las de 159,00. A mesma TV custa R$ 1.410,00 para pagamento à vista. Portanto o juro simples
mensal incluído na opção parcelada é:
( ) CERTO ( ) ERRADO
No regime simples, sabemos que taxas proporcionais são também equivalentes. Como temos
12 meses no ano, a taxa anual proporcional a 21%am é, simplesmente:
21% · 12 = 252% ao ano
Esta taxa de 252% ao ano é proporcional e também é equivalente a 21% ao mês. Portanto, o
item está certo. Resposta: Certo.
3. (FUNDATEC – 2020) Qual foi a taxa mensal de uma aplicação, sob regime de juros simples, de
um capital de R$ 3.000,00, durante 4 bimestres, para gerar juros de R$ 240,00?
a) 8%.
b) 5%.
c) 3%.
d) 2%.
e) 1%.
J = 240
C = 3.000
i=?
t = 4 bimestres, ou seja, 4 · 2 = 8 meses.
Substituindo:
J=C·i·t
240 = 3.000 · i · 8
240 = 24.000 · i
i = 240 / 24.000
i = 0,01 ou 1%
Resposta: Letra E.
50
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4. (VUNESP – 2020) Um capital de R$ 1.200,00, aplicado no regime de juros simples, rendeu R$
65,00 de juros. Sabendo-se que a taxa de juros contratada foi de 2,5% ao ano, é correto afirmar
que o período da aplicação foi de
a) 20 meses.
b) 22 meses.
c) 24 meses.
d) 26 meses.
e) 30 meses.
J = c. i. t/100
65 = 1.200 · 2,5 · t/100
65 = 30t
t = 65/30 · 12
t = 26 meses. Resposta: Letra D.
5. (IBADE – 2019) Juliana investiu R$ 5.000,00, a juros simples, em uma aplicação que rende 3%
ao mês, durante 8 meses. Passados 8 meses, Juliana retirou todo o dinheiro e investiu somente
metade em uma outra aplicação, a juros simples, a uma taxa de 5% ao mês por mais 4 meses. O
total de juros arrecadado por Juliana após os 12 meses foi:
a) R$ 1.200,00.
b) R$ 1440,00.
c) R$ 620,00.
d) R$ 1820,00.
e) R$ 240,00.
J=C·i·t
J= 5.000 · 0,03 · 8
J= 150 · 8
J = 1.200 de lucro
Montante do aplicado com lucro M= C + J
M = 5.000 + 1.200
M = 6.200 montante inicial e lucro
Nova aplicação de metade que lucrou 6.200 / 2 = 3.100
J=C·i·t
J = 3.100 · 0,05 · 4
J = 155 · 4
J = 620 lucro da nova aplicação
MATEMÁTICA
6. (FCC – 2017) A Cia. Escocesa, não tendo recursos para pagar um empréstimo de R$ 150.000,00
na data do vencimento, fez um acordo com a instituição financeira credora para pagá-la 90 dias
após a data do vencimento. Sabendo que a taxa de juros compostos cobrada pela instituição
financeira foi 3% ao mês, o valor pago pela empresa, desprezando-se os centavos, foi, em reais, 51
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a) 163.909,00.
b) 163.500,00.
c) 154.500,00.
d) 159.135,00.
e) 159.000,00.
Temos uma dívida de C = 150.000 reais a ser paga após t = 3 meses no regime de juros com-
postos, com a taxa de j = 3% ao mês. O montante a ser pago é dado por:
M = C · (1+j)t
M = 150.000 · (1+0,03)3
M = 150.000 · (1,03)3
M = 150.000 · 1,092727
M = 15 · 10927,27
M = 163.909,05 reais. Resposta: Letra A.
a) R$ 26.000,00.
b) R$ 28.645,00.
c) R$ 29.282,00.
d) R$ 30.168,00.
e) R$ 28.086,00.
Temos um prazo de t = 4 anos, capital inicial C = 20.000 reais, juros compostos de j = 10% ao
ano. O montante final é:
M = C · (1+j)t
M = 20.000 · (1+0,10)4
M = 20.000 · 1,14
M = 20.000 · 1,4641
M = 2 · 14.641
M = 29.282 reais. Resposta: Letra C.
8. (FGV – 2018) Certa empresa financeira do mundo real cobra juros compostos de 10% ao mês
para os empréstimos pessoais. Gustavo obteve nessa empresa um empréstimo de 6.000 reais
para pagamento, incluindo os juros, três meses depois.
O valor que Gustavo deverá pagar na data do vencimento é:
a) 6.600 reais.
b) 7.200 reais.
c) 7.800 reais.
d) 7.986 reais.
e) 8.016 reais.
Aqui foram dados C = 6.000 reais, i = 10% a m e t = 3 meses. Aplicando a fórmula, temos:
52
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M = C · (1 + j)t
M = 6.000 · (1,1)³
M = 6.000 · 1,331
M = 7.986 reais. Resposta: Letra D.
a) R$ 1.200.
b) R$ 1.210.
c) R$ 1.331.
d) R$ 1.400.
e) R$ 1.100.
Temos a taxa de 40% a. a. com capitalização trimestral, o que resulta em uma taxa efetiva
de 40%/4 = 10% ao trimestre. Em t = 6 meses, ou melhor, t = 2 trimestres, o montante será:
M = C · (1+j)t
M = 1.000 · (1+0,10)2
M = 1.000 · 1,21
M = 1.210 reais. Resposta: Letra B.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Veja que a taxa de juros é mensal, e o prazo da aplicação foi de t = 0,5 mês (quinze dias).
Quando o prazo é fracionário (inferior a 1 unidade temporal), juros simples rendem mais que
juros compostos. Logo, o montante auferido com a capitalização no regime de juros compostos
será inferior ao montante auferido no regime simples. Resposta: Errado.
EQUAÇÃO DO 1º GRAU
MATEMÁTICA
O valor de x que torna a igualdade correta é chamado de “raiz da equação”. Uma equação
de primeiro grau sempre tem apenas 1 raiz. Veja que se substituirmos o valor encontrado de
“x” na equação ela ficará igual a zero em ambos os lados. Observe:
Para x = 4
10x = 5x + 20
10 · 4 = 5 · 4 + 20
40 = 40
40 – 40 = 0
EQUAÇÃO DO 2º GRAU
Equações do segundo grau são equações nas quais o maior expoente de x é igual a 2.
Sua forma geral é expressa por: ax2 + bx + c = 0, em que a, b e c são os coeficientes da
equação.
As equações de segundo grau têm 2 raízes, isto é, existem 2 valores de x que tornam a igualdade
verdadeira.
Vamos achar as raízes por meio da fórmula de Bhaskara. Basta identificar os coeficientes
a, b e c e colocá-los na seguinte expressão:
2
–b ! b – 4ac
x= 2a
Veja o sinal ± presente na expressão. É ele que permitirá obtermos dois valores para as
raízes, um valor utilizando o sinal positivo (+) e outro valor utilizando o sinal negativo (–).
Vamos aplicar em um exemplo:
Calcular as raízes da equação x2 – 3x + 2 = 0.
Identificando os valores de a, b e c:
a=1
b = –3
c=2
Substituindo na fórmula:
54
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-b ! 2
b - 4ac
x=
2a
–(–3) ± √(–3)2 – 4 · 1 · 2
x=
2·1
3! 9-8
x=
2
3!1
x=
2
3+1
x1 = =2
2
3-1
x2 = =1
2
Na fórmula de Bhaskara, podemos usar um discriminante que é representado por “”. Seu
valor é igual a:
Δ = b2 – 4ac
-b ! D
x=
2a
–b
z a soma das raízes é dada por a ;
c
z o produto das raízes é dado por a .
Quais são os dois números que somados resultam “3” e multiplicados, “2”?
Soma: 3 = (2 + 1)
Produto 2 = (2 · 1)
Logo, 2 e 1 são as raízes dessa equação, exatamente igual como achamos usando a fórmula
de Bhaskara.
55
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SISTEMAS DE EQUAÇÕES
Em alguns casos, pode ser que tenhamos mais de uma incógnita. Imagine que um exercí-
cio diga que: x + y = 10.
Perceba que há infinitas possibilidades de x e y que tornam essa igualdade verdadeira: 2 e
8, 5 e 5, 15 e –5 etc. Por esse motivo, faz-se necessário obter mais uma equação envolvendo as
duas incógnitas para poder chegar nos seus valores exatos. Veja o exemplo:
x + y = 10
*
4x - y = 5
A principal forma de resolver esse sistema é usando o método da substituição. Este método
é muito simples, e consiste basicamente em duas etapas:
Dica
Método da substituição:
� isolar uma das variáveis em uma das equações;
� substituir essa variável na outra equação pela expressão achada no item anterior.
Veja o exemplo:
x + y = 10
*
4x - y = 5
Nesse exemplo não vamos precisar fazer uma multiplicação, pois já temos a condição
necessária para eliminarmos o “y” da equação. Então devemos fazer apenas a soma das
equações. Veja:
x + y = 10
*
4x - y = 5
5x = 1
x + y = 10
3 + y = 10
y = 10 – 3
y=7
x + y = 10
*
x - 2y = 4
- x - y = - 10
(
x - 2y = 4
Fazendo a soma:
- x - y = - 10
(
x - 2y = 4
–3y = –6
–6
y = –3
MATEMÁTICA
y= 2
x + y = 10
x + 2 = 10
57
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x = 10 – 2
x=8
x+y=3
( 2 2
x -y =-3
1. (VUNESP – 2018) Em um concurso somente para os cargos A e B, cada candidato poderia fazer
inscrição para um desses cargos. Sabendo que o número de candidatos inscritos para o cargo
A era 3000 unidades menor que o número de candidatos inscritos para o cargo B, e que a razão
entre os respectivos números, nessa ordem, era igual a 0,4, então é verdade que o número de
candidatos inscritos para o cargo B correspondeu, do total de candidatos inscritos, a
3
a) 7
5
b) 9
4
c) 7
2
d) 3
5
e) 7
A = B – 3.000
A
b
= 0,4
A = 0,4B
Substituindo essa última equação na primeira, temos:
0,4B = B – 3.000
3.000 = B – 0,4B
3.000 = 0,6B
3.000
B = 0, 6
B = 5.000
58 Lembrando que A = 0,4B, podemos obter o valor de A:
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A = 0,4 · 5.000
A = 2.000
Total: A + B = 5.000 + 2.000 = 7.000
O número de inscritos para o cargo B, em relação ao total, será:
5.000 5
7.000
=
7
. Resposta: Letra E.
2. (FGV – 2017) O número de balas de menta que Júlia tinha era o dobro do número de balas de
morango. Após dar 5 balas de cada um desses dois sabores para sua irmã, agora o número de
balas de menta que Júlia tem é o triplo do número de balas de morango. O número total de balas
que Júlia tinha inicialmente era:
a) 42.
b) 36.
c) 30.
d) 27.
e) 24.
Me = 2 · Mo
Após dar 5 balas = Me – 5 e Mo – 5. Agora, as de menta são o triplo das de morango:
Me – 5 = 3 · (Mo – 5)
Me – 5 = 3 · Mo – 15
Me = 3 · Mo – 10
Na segunda equação podemos substituir Me por 2 · Mo.
2 · Mo = 3 · Mo – 10
10 = 3 · Mo – 2 · Mo
10 = Mo
O valor de Me é:
Me = 2 · Mo
Me = 2 · 10
Me = 20
Total: 10 + 20 = 30 balas. Resposta: Letra C.
( ) CERTO ( ) ERRADO
59
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Seja “a” a quantidade de pedidos de patentes da indústria alimentícia. Foi dito que esse total
é igual à soma dos demais pedidos, que são x e y, ou seja,
a=x+y
O total de pedidos é:
T = a + x + y = a + a = 2a
Como T = 128, temos
128 = 2a
a = 64. Resposta: Certo.
Se, em determinado mês, a quantidade de pedidos de patentes do produto X foi igual ao dobro
da quantidade de pedidos de patentes do produto Y, então a quantidade de pedidos de patentes
de produtos da indústria alimentícia foi o quádruplo da quantidade de pedidos de patentes de Y.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Se T = 128 e a quantidade x foi 18 unidades a mais do que a quantidade y, então a quantidade y foi
superior a 25.
( ) CERTO ( ) ERRADO
EQUAÇÕES EXPONENCIAIS
Equações exponenciais são aquelas equações onde a incógnita x está no expoente, como: 2x =
32 e 2x – 4x = 2.
A forma de solucionar a equação exponencial é deixando todas as potências com a mes-
ma base, como a f(x) = ax é injetora, podemos dizer que potências iguais e de mesma base têm
expoentes iguais, ou seja, ax = ay ⇔ x = y, (a∈ℜ*+ –{1}).
60 Seja a equação exponencial 2x = 128, temos a solução o valor de x igual a:
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2x = 128 → 2x = 27 → x = 7
S = {7}
2+3x–2
Agora para a equação exponencial 52x = 1 temos x igual a:
2+3x–2 2+3x–2
52x = 1 → 52x = 50 → 2x2 + 3x – 2 = 0
∆ = b2 – 4ac = 32 – 4 · 2 · (–2) = 9 + 16 = 25
–3
–b – √∆
x1 = = b
– √25 = –2
f ( x=) ax2a
+b > 0 → x > − ;
2 · 2a
f ( x=) –b –3b
ax ++ b√∆< 0 → x < − ; 1
x2 = = +√25 a =
2a 2·2 2
1
S = {–2, }
2
EQUAÇÕES LOGARÍTMICAS
Equações logarítmicas são aquelas equações do tipo: logaf(x) = logag(x) ou logaf(x) = α, α∈ℝ
e com (α∈ℜ*+ –{1}).
A fórmula para solucionar a equação logarítmica é dada por f(x) = g(x) > 0 ou aplicando
propriedade inversa e transformando em equação exponencial, logaf(x) = a → f(x) = aa.
Acompanhe o exemplo da equação logarítmica log4 (3x + 2) = log4 (2x + 5). Para resolvê-la
vamos seguir os seguintes passos:
–2 b
f ( x=
) 0 →+xb>> 0 → x > − a ;
< ax
3x + 2
3
f ( x= –5 b
) 0 →+xb>< 0 → x < − a ;
> ax
2x + 5
2
S = {3}
2x2 + 5x + 4 > 0
∆ = b2 – 4ac = 25 – 32 = –7
MATEMÁTICA
61
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–5
– b – √∆
x1 = = b
– √121 = –4
f ( x=) ax2a +b > 0 → x > − ;
2 · a2
f ( x=) –axb ++ b√∆< 0 → x < –− 5b ; 3
x2 = = +√121 a =
2a 2·2 2
S = &–4, 0
3
2
FUNÇÕES
Quando temos a relação entre elementos de dois conjuntos, sendo que cada elemento de
um conjunto tenha ligação com somente um outro elemento do outro conjunto, dizemos que
é uma função. Para ficar mais fácil de entender esse conceito, veja o exemplo abaixo:
Note que o conjunto A tem todos os seus elementos ligados apenas em um único elemento
do conjunto B, então dizemos que é uma função. Já o conjunto C, além de não ter todos os seus
elementos sendo ligados ao único elemento de D, ainda tem o “elemento 3” sendo relaciona-
do a mais de um elemento do conjunto D. Então, não há relação de função nessa situação.
É o conjunto em que a função é definida, ou seja, contém todos os elementos que serão
ligados aos elementos de outros conjuntos (olhando para o nosso exemplo: de onde saem
as setas). Trata-se do conjunto A apenas, pois o conjunto C não é uma função. Em outras
palavras, é o conjunto de todos os valores de x para os quais a função produz um valor de
saída correspondente. O domínio é uma parte fundamental ao se trabalhar com funções,
pois determina quais entradas são aceitáveis e quais não são. Vamos considerar o exemplo a
seguir para ilustrar melhor o conceito de domínio de uma função. Considere a função:
f((x) = x–3
62
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Para determinar o domínio dessa função, precisamos considerar a restrição de que o radi-
cando (o número dentro da raiz quadrada) não pode ser negativo, porque não podemos cal-
cular a raiz quadrada de um número negativo em conjunto dos números reais. Portanto, o
domínio de f((x) = x – 3 é o conjunto de todos os números reais não negativos maiores ou
iguais a 3. Em notação matemática, o domínio D(f) é dado por: D(f) = {x ∈ R ∣ x ≥ 3}.
Isso significa que qualquer número real não negativo maior ou igual a 3 pode ser inserido
na função f((x) = x–3, como seu valor de x.
É o conjunto onde se encontram todos os elementos que poderão ser ligados aos elementos do
domínio. Neste caso, trata-se do conjunto B somente, pois, como já vimos, o conjunto D não é uma
função. Enquanto o domínio se refere aos valores de entrada para os quais a função é definida,
o contradomínio refere-se a todos os valores que a função pode assumir como saída. Em outras
palavras, é o conjunto de todos os valores de y que podem ser obtidos aplicando a função a valores
no seu domínio.
Para exemplificar, considere a função f(x) = x2, que mapeia números reais para seus qua-
drados. Neste caso, o domínio são todos os números reais, porque a função é definida para
qualquer número real x. O contradomínio, por outro lado, é o conjunto de todos os valores
que f(x) podem assumir quando x varia sobre o conjunto dos números reais.
Para encontrar o contradomínio da função f(x) = x2, precisamos considerar todos os valo-
res possíveis que x² pode assumir para qualquer número real x. Como x² é sempre não nega-
tivo para qualquer número real x, o contradomínio é o conjunto de todos os números reais
não negativos.
Em notação matemática, o contradomínio CD(f) da função f(x) = x2 é:
CD(f) = {y ∈ R | y ≥ 0}
Isso significa que qualquer número real não negativo (incluindo zero) pode ser assumido
como valor de saída (y) quando a função f(x) = x2 é aplicada a algum valor de x no seu domí-
nio R.
os números reais. Como esta é uma função linear, para qualquer valor de x, 2x + 1 será um núme-
ro real. Em outras palavras, não há restrições sobre os valores que 2x + 1 podem assumir.
Portanto, a imagem da função f(x) = 2x + 1 é o conjunto de todos os números reais. Em
notação matemática, a imagem Im(f) desta função é:
Im(f)= {y ∈ R}
63
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Por fim, veja o exemplo abaixo para que sua compreensão se dê de forma efetiva:
2 4
4 8
6 16
8 20
Temos o conjunto A como domínio, o conjunto B como contradomínio e o conjunto imagem defi-
nido pelo conjunto formado apenas pelos elementos 8 e 16, pois os elementos 4 e 20 do conjunto B
não estão ligados a nenhum termo do conjunto A. Logo, eles fazem parte do contradomínio, porém
não fazem parte do conjunto imagem.
Dica
Função Injetora
A B
2 4
4 8
6 16
8 20
10 24
O conjunto imagem é I = {4, 8, 16, 20}. Por mais que o 24 não esteja relacionado a nenhum
elemento do domínio A, vemos que cada elemento da imagem está ligado a apenas um ele-
mento do domínio A.
Função Sobrejetora
64
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A B
2 4
4 8
6 16
8 20
10
Função Bijetora
Se as duas coisas acima acontecerem ao mesmo tempo, ou seja, se a função for injetora e
sobrejetora ao mesmo tempo, a função será dita bijetora. Vejamos o exemplo:
A B
2 4
4 8
6 16
8 20
Atenção!
z Função injetora: cada elemento da imagem está ligado a apenas um elemento do domínio;
z Função sobrejetora: contradomínio é igual a imagem;
z Função bijetora: injetora e sobrejetora ao mesmo tempo.
Vamos representar a função f: R → R, onde f(x) = 3x. O “R”, na situação, é o conjunto dos
números reais. Portanto, a função f(x) tem como domínio todos os números reais, e também
os tem como contradomínio.
Lembre-se de que f(x) é igual a “y”, que é a nossa imagem.
Para a lei de formação, entendemos que “x” assumirá alguns valores que resultarão valo-
res “y” da função. Tudo isso é regido da seguinte maneira:
f(x) = 3x
Quando “x” for igual a 1, por exemplo, precisaremos substituir o valor dele na função.
Veja: f(1) = 3 · 1 = 3. Afirmamos, então, que, para x = 1, a função tem resultado 3.
FUNÇÕES INVERSAS
MATEMÁTICA
Representamos a função inversa por “f–1(x)”. Para que uma função seja inversa, ela neces-
sariamente precisa ser bijetora. Vamos obter uma função inversa a seguir. Veja:
f(x) = 2x
65
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A B
2 4
4 8
6 12
8 16
Na função inversa, as setas estarão no sentido contrário, ou seja, elas sairão do contrado-
mínio para o domínio, mas, claro, precisamos ter uma relação entre as funções. Veja que,
nesse exemplo, está fácil notar que o contradomínio é o dobro do domínio, então a função
inversa será a metade. Veja:
f–1(x) = x ÷ 2
A B
2 4÷2
4 8÷2
6 12 ÷2
8 16 ÷2
Siga os passos abaixo para achar a função inversa de uma função f(x) qualquer.
z Sabemos que f(x) = y, então vamos usar “y” para facilitar o cálculo:
substituir y por x;
substituir x por y–1;
isolar o y–1.
FUNÇÕES COMPOSTAS
Trata-se de uma função formada por duas ou mais funções juntas. Veja um exemplo:
Temos f(x) = x + 3 e g(x) = x + 2. Devemos encontrar as funções compostas: f(g(x)) e g(f(x)).
Usemos f(g(x)) primeiro, para entendermos como resolver.
A primeira coisa que precisamos entender é que, no lugar de “x” em f(x), temos a função
g(x), então vamos substituir pelo valor dela:
66
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f (x + 2) = x + 3
f (x + 2) = x + 2 + 3
z g(x + 3) = x + 2;
z g(x + 3) = x + 3 + 2;
� g(f(x)) = x + 5 (aqui está a nossa função composta).
Atenção!
Funções pares são aquelas em que f(–x) = f(x), ou seja, quando “x” assume valores opostos
e gera a mesma imagem. Veja:
f(x) = x2 – 4
f(3) = 32 – 4 = 5
f(–3) = (–32) – 4 = 5
Funções ímpares são aquelas para as quais f(x) = –f(x), ou seja, quando “x” assume valores
opostos e gera imagens opostas. Veja:
f(x) = 2x
f(4) = 2 · 4 = 8
f(–4) = 2 · (–4) = –8
AFINS
Veja a função do tipo f(x) = ax + b. Chamaremos de função de primeiro grau, onde a = coe-
MATEMÁTICA
ficiente angular e b = coeficiente linear. Essa função também é chamada de função linear ou,
então, de função afim. O gráfico dessa função é uma reta.
O coeficiente angular dá a inclinação da reta. Se a > 0, a reta será crescente; e se a < 0, a
reta, decrescente. Já o coeficiente linear indica em que ponto a reta do gráfico cruza o eixo
das ordenadas (eixo y, ou eixo f(x)).
Vejamos um exemplo. Seja f(x) = –3x + 5, então temos:
67
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z uma função de primeiro grau (pois o maior expoente de x é 1);
z o coeficiente angular sendo a = –3 e o coeficiente linear sendo b = 5;
z logo, seu gráfico é uma reta decrescente (a < 0), que cruza o eixo y na posição y = 5 (pois
esse é o valor de b).
f(x) = 2x + 3
f(–1) = 2(–1) +3 = 1 — temos (x,y) = (–1,1)
f(0) = 2 · 0 + 3 = 3 — temos (x,y) = (0,3)
f(1) = 2 · 1 + 3 = 5 — temos (x,y) = (1,5)
f(2) = 2 · 2 + 3 = 7 — temos (x,y) = (2,7)
10
E
6
D
4
C
2
B
x
-6 -4 -2 0 2 4 6 8
-2
-4
-6
Para tirar a raiz de uma função do 1º grau, basta igualar a zero. Veja:
f(x) = 2x +3
2x +3 = 0
2x = –3
3
x=– 2
Isso significa que x = – 3 deixa a função com a imagem igual a zero. Veja:
2
3
f(– 2 ) = 2x + 3
3 3
f(– 2 ) = 2(– 2 ) + 3
68
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3
f(– 2 ) = –3 + 3 = 0
1. (FUNDATEC — 2020) Dois taxistas, Pedro e Aurélio, cobram suas corridas de maneiras distintas.
Pedro utiliza a seguinte f(x) = 2,8x + 4,50 e Aurélio usa a g(x) = 3,20x + 3,00, em que x é a quanti-
dade de quilômetros rodados e o resultado será o valor a ser cobrado. Supondo que Márcia quer
fazer uma corrida de 8 km e fez orçamento com os dois, assinale a alternativa correta.
2. (FUMARC — 2016) Os gastos de consumo de uma família são dados pela expressão
3. (IBFC — 2018) Os pontos de coordenadas (–3, 2) e (1, 10) são elementos de uma função de pri-
meiro grau. Então para que o ponto (x, 6) seja um elemento dessa função, o valor de x deve ser:
a) –1
b) 1
69
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c) 2
d –2
O ponto (–3,2) nos indica que, quando usarmos x = –3, teremos f(x) = 2. Substituindo esses
valores na expressão acima:
2 = a · (–3) + b;
b = 3a + 2.
O ponto (1,10) nos indica que, quando x = 1, temos f(x) = 10. Substituindo na expressão: 10 =
a · 1 + b.
Podemos substituir b por “3a +2” nessa última expressão, como descobrimos anteriormente.
Assim:
10 = a + (3a + 2);
10 – 2 = 4;
4a = 8;
a = 2.
Podemos, agora, encontrar o valor de b, usando a expressão b = 3a + 2:
b = 3 · 2 + 2;
b = 8.
A lei dessa função, portanto, será:
f(x) = 2x + 8.
Para o ponto (x, 6), temos que o valor da função é f(x) = 6. Substituindo na expressão acima:
6 = 2x + 8;
6 – 8 = 2x;
–2 = 2x;
x = –1. Resposta: Letra A.
A expressão algébrica f(x) que pode representar o salário mensal desse vendedor é
O vendedor recebe um valor fixo e uma comissão variável, conforme as vendas. O valor fixo é
de R$ 1.300, ou seja, se temos uma função de primeiro grau do tipo f(x) = ax + b, dizemos que
b = 1.300. A variável corresponde ao termo a · x; sendo x o total de vendas, a comissão será
de 6% de x, ou seja, 0,06x. Assim, o vendedor recebe:
f(x) = fixo + comissão variável;
f(x) = 1.300 + 0,06x. Resposta: Letra A.
70
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5. (IDECAN — 2017) No depósito de uma loja de informática encontram-se vários modelos de com-
putadores. Dentre eles (2x + 8) apresentam disco rígido de 500 gb, outros (3x – 10) apresentam
placa de vídeo. O número de computadores com os dois componentes é x, e o total de computa-
dores é 74. O número de computadores que apresentam apenas placa de vídeo é
a) 22.
b) 27.
c) 28.
d) 29.
QUADRÁTICAS
As funções de segundo grau são representadas assim: f(x) = ax2 + bx + c, ou seja, são aque-
las em que as funções de variável x aparecem elevadas ao quadrado. Sabemos o seguinte:
As funções de segundo grau têm duas raízes, isto é, existem dois valores de x que tornam
a igualdade verdadeira.
Vamos achar as raízes por meio da fórmula de Bhaskara. Basta identificar os coeficientes
a, b e c e colocá-los na seguinte expressão:
x= -b ! b
2 -
4ac
2a
71
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Veja o sinal ± presente na expressão acima. É ele que permitirá obtermos dois valores para
as raízes, um valor utilizando o sinal positivo (+) e outro valor utilizando o sinal negativo (–).
Vamos aplicar em um exemplo: calcular as raízes da função f(x) = x2 – 3x + 2. Observemos
o passo a passo.
z Igualemos a zero;
x2 – 3x + 2 = 0.
z Identifiquemos os valores de a, b e c;
a = 1;
b = –3;
c = 2.
z Substituindo na fórmula:
2
x = –b ! b – 4ac
2a
–(–3) ± √(–3)2 – 4 · 1 · 2
x=
2·1
3! 9–8
x=
2
3!1
x=
2
3+1
x1 = =2
2
3-1
x2 = =1
2
∆ = b2 – 4ac
–b ! D
x= 2a
12
10
0
-2 -1 0 1 2 3 4 5
x
Aqui, vale ressaltar que, quando “a < 0”, a parábola tem concavidade para baixo, ou seja,
a função terá um ponto máximo que chamamos de “vértice”. Já quando “a > 0”, teremos a
concavidade para cima e um ponto mínimo, também chamado de “vértice da função”.
a>0 a<0
Resumindo os tipos de gráficos olhando para o valor de “a” e para o discriminante, temos:
a>0eΔ<0 a<0eΔ<0
x
a>0eΔ=0 a<0eΔ=0
x
MATEMÁTICA
x
a>0eΔ>0 a<0eΔ>0
x
x
73
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Pontos de Máximo ou Mínimo
Esse ponto de máximo ou mínimo da função de 2º grau é chamado de vértice (xv, yv). Para
calcularmos as coordenadas dele, basta saber que:
b
Xv = –
2a
D
Yv = –
4a
No gráfico, fica:
V
yV
0 XV 0
x xV x
yV
V
Δ Δ
Se a > 0, yv = a é o valor Se a < 0, yv = 4a é o valor
mínimo da função máximo da função
1. (FUNDATEC — 2020) O valor mínimo da função de segundo grau f (x) =x2 –4x +1 é:
a) –10.
b) –7.
c) –6.
d) –5.
e) –3.
a) –7
b) –2/5
c) 1/3
d) 3/4
e) 2
a) x = –9 e x = –1
b) x=1ex=9
c) x = –8 e x = 0
d) x = –1 e x = 9
e) x = –9 e x = 1
Temos as equações:
f (x) = x2 – 6x – 8 e f (x) = 2x + 1.
Na interseção, é preciso igualar as funções para isso acontecer. Então:
MATEMÁTICA
x² – 6x – 8 = 2x + 1;
x² – 8x – 9 = 0.
Tirando as raízes pela soma e produto:
S = –b ÷ a = –(–8) ÷ 1 = 8;
P = c ÷ a = –9 ÷ 1 = –9.
Logo, x’ = –1 e x’’ = 9. Resposta: Letra D.
75
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5. (IBADE — 2018) Um automóvel tem seu consumo de combustível para percorrer 100 km estima-
do pela função C(x) = 0,02x²-1,6 x + 42, com velocidade de x km/h. Sendo assim, qual deve ser a
velocidade para que se tenha um consumo mínimo de combustível?
a) 55
b) 35
c) 50
d) 40
EXPONENCIAIS
f(x) g(x)
3
1
–5 –3 –1 –1
-1 1 3 5
–3
–5
LOGARÍTMICAS
z logb 1 = 0 porque b0 = 1;
z logb b = 1 porque b1 = b;
z logb bk = k porque bk = bk;
z blogbM = M;
z loga (b · c) = loga b + loga c;
z loga (b ÷ c) = loga b – loga c;
76 z loga bn = n · loga b;
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z logam b = loga b.
A função f(x) = log5(x) é um exemplo de função logarítmica. Veja que nela a variável x
encontra-se dentro do operador logaritmo. De maneira geral, podemos representá-las da
seguinte forma: f(x) = loga(x). Assim, como nas exponenciais, o coeficiente “a” precisa ser
positivo (a > 0) e diferente de 1.
O domínio é formado apenas pelos números reais positivos — pois não há logaritmo de
número negativo — e o contradomínio é o conjunto dos números reais, ou seja, temos uma
função do tipo f: R+* → R.
Se a > 1, a função é crescente; já se 0 < a < 1, a função é decrescente. Como exemplo, veja os
gráficos de f(x) = log2x e de g(x) = log0,5x:
f(x) g(x)
3
1
—5 —3 —1 —1
-1 1 3 5
—3
—5
A precipitação pluvial média no dia 1º foi igual ao dobro da ocorrida no último dia desse mês.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Veja que nesses dois dias os valores das precipitações foram os mesmos. Resposta: Errado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Como o número de Euler é maior do que 1, essa função exponencial será crescente (a > 1).
Resposta: Certo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
PROGRESSÃO ARITMÉTICA
Uma progressão aritmética é aquela em que os termos crescem, sendo adicionados a uma
razão constante, normalmente representada pela letra r.
{1,3,5,7,9,11,13, ...}
Trata-se de uma fórmula que, a partir do primeiro termo e da razão da PA, permite calcu-
lar qualquer outro termo. Temos a seguinte fórmula:
an = a1 + (n – 1)r
Logo,
an = a1 + (n – 1) · r
a10 = 1 + (10 – 1) · 2
a10 = 1 + 2 · 9
a10 = 1 + 18
a10 = 19
Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na sequência e confira. Perceba que, com essa
fórmula, podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da posição 200 é:
an = a1 + (n – 1) · r
a200 = 1 + (200 – 1) · 2
a200 = 1 + 2 · 199
a200 = 1 + 398
a200 = 399
A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos “n” primeiros termos de uma progres-
são aritmética:
Sn = n $(a1 + an)
MATEMÁTICA
Para entendermos um pouco melhor, vamos calcular a soma dos 7 primeiros termos do
nosso exemplo que já foi apresentado: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1, e n = 7. O termo an será, neste caso, o termo a7, que observando na
sequência é o número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula, temos:
79
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Sn = n $(a1 + an)
2
S7 = 7 $(1 + 13)
2
S7 = 7 $14
2
98
S7 = = 49
2
Dica
PA crescente: se r > 0;
PA decrescente: se r < 0;
PA constante: se r = 0.
a) 25.
b) 26.
c) 27.
d) 28.
e) 24.
80
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O primeiro múltiplo de 4 neste intervalo é 24 e o último é 124. Veja que os múltiplos de 4 for-
mam uma PA de razão igual a 4. Então, temos as seguintes informações:
a1 = 24
an = 124
r = 4 (podemos ir somando de 4 em 4 unidades para obter os múltiplos).
Substituindo na fórmula do termo geral, vamos encontrar a quantidade de elementos
(múltiplos):
an = a1 + (n – 1)r
124 = 24 + (n – 1)4
124 = 24 + 4n – 4
124 – 24 + 4 = 4n
104 = 4n
n = 26. Resposta: Letra B.
2. (FCC – 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em 4 dias. A quantidade de quilômetros que
ele percorrerá em cada dia será diferente e formará uma progressão aritmética de razão igual
a − 24. A média de quilômetros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km. Desse modo, é
correto concluir que o número de quilômetros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último dia
de viagem será igual a
a) 334.
b) 280.
c) 322.
d) 274.
e) 310.
Primeiro devemos achar o a1, para depois acharmos o a4. Devemos colocar tudo em função de
a1, para podermos substituir na média. Usando a fórmula do termo geral:
r = –24
an= a1 + (n – 1) · r
Achando a1:
a1 = a1 + (1–1) · r
a1 = a1
Colocando a2 em função de a1:
a2= a1+ (2 – 1) · r
a2 = a1 + r
Colocando a3 em função de a1:
a3= a1+ (3 – 1) · r
a3 = a1 + 2r
MATEMÁTICA
( ) CERTO ( ) ERRADO
Veja que no primeiro minuto ele percorre 125 metros, no segundo 125 + 11 = 136 metros, no
terceiro 125 + 2 · 11 = 147 metros, e assim por diante. Estamos diante de uma progressão
aritmética (PA) de termo inicial a1 = 125 e razão r = 11. O décimo primeiro termo (correspon-
dente ao 11º minuto) é:
an= a1 + (n – 1) · r
a11 = 125 + (11 – 1) · 11
a11 = 125 + 110 = 235 metros
A soma das distâncias percorridas nos 11 primeiros minutos é dada pela fórmula da soma dos ter-
mos da PA:
Sn = n $(a1 + an)
2
S11 = 11 $(125 + 235)
2
S11 = 11 $360
2
S11 = 180 · 11
S11 = 1.980
A distância total percorrida é menor do que 2.000 metros. Logo, Manoel não completará o percur-
so no tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta: Errado.
82
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4. (FCC – 2017) Em um experimento, uma planta recebe a cada dia 5 gotas a mais de água do que
havia recebido no dia anterior. Se no 65° dia ela recebeu 374 gotas de água, no 1° dia do experi-
mento ela recebeu
a) 64 gotas.
b) 49 gotas.
c) 59 gotas.
d) 44 gotas.
e) 54 gotas.
( ) CERTO ( ) ERRADO
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
Cada termo é igual ao anterior multiplicado por 2. Esse é um exemplo típico de Progressão
Geométrica, ou simplesmente, PG. Em uma PG, cada termo é obtido a partir da multiplicação
do anterior por um mesmo número, o que chamamos de razão da progressão geométrica. A
razão é simbolizada pela letra q.
83
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No exemplo acima, temos q = 2 e o termo inicial é a1 = 1. Da mesma maneira que vimos
para o caso de PA, normalmente, precisamos calcular o termo geral e a soma dos termos.
Termo Geral da PG
A fórmula a seguir nos permite obter qualquer termo (an) da progressão geométrica, par-
tindo-se do primeiro termo (a1) e da razão (q):
an = a1 · qn-1
A fórmula abaixo permite calcular a soma dos “n” primeiros termos da progressão
geométrica:
n
a1 · (q - 1)
Sn =
q-1
Usando novamente o nosso exemplo e fazendo a soma dos 4 primeiros termos (n = 4), temos: {2, 4, 8, 16, 32...}.
4
2 · (2 - 1)
S4 =
2-1
2 · (16 - 1)
S4 = 1
2 · 15
S4 = 1
S4 = 30
Suponha que você corra 1000 metros, depois, você corra 500 metros, depois, você corra
250 metros e, depois, 125 metros — sempre metade do que você correu anteriormente. Quan-
to você correrá no total? Observe que o que temos é exatamente uma progressão geométrica
infinita, porém, essa PG é decrescente.
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q < 1, teremos que qn = 0. Entendemos, então,
que quanto maior for o expoente, mais próximo de zero será. Portanto, substituindo, teremos:
a1 · (0 - 1)
S∞ =
q-1
a1
S∞ =
84 1-q
1. (FUMARC – 2018) Se a sequência numérica representada por (6, a2, a3, a4, a5,192) é uma Pro-
gressão Geométrica crescente de razão igual a q, então, é CORRETO afirmar que o valor de q é
igual a:
a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 8.
Vamos substituir os valores que já temos na fórmula geral da PG para acharmos a razão:
an = a1 · qn-1
a6 = a1 · q6-1
192 = 6 · q5
192 ÷ 6 = q5
32 = q5
q= 5
32
q = 2. Resposta: Letra A.
2. (IBFC – 2016) Se a soma dos elementos de uma P.G. (progressão geométrica) de razão 3 e
segundo termo 12 é igual a 484, então o quarto termo da P.G. é igual a:
a) 324.
b) 36.
c) 108.
d) 216.
MATEMÁTICA
Temos que a2 = 12 e q = 3. Para calcularmos o quarto termo, devemos usar a fórmula do ter-
mo geral da PG. Veja:
a4 = a2 · q4-2
a4 = 12 · 32
a4 = 12 · 9
a4 = 108. Resposta: Letra C.
85
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3. (IDECAN – 2014) Observe a progressão geométrica (P.G.) e assinale o valor de y.
a) +30.
b) +60.
c) –30.
d) –60.
e) –90.
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
y² = (y + 30) · (y – 60)
y² = y² – 60y +30y – 1.800
y² – y² +60y – 30y = –1.800
30y = –1.800
y = –1.800 ÷ 30
y = –60. Resposta: Letra D.
4. (FUNDATEC – 2019) A sequência (x-120; x; x+600) forma uma progressão geométrica. O valor de
x é:
a) 40.
b) 120.
c) 150.
d) 200.
e) 250.
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
x2 = (x – 120) · (x+600)
x2 = x2 + 600x – 120x – 72.000
x2 – x2 = 480x – 72.000
480x = 72.000
x = 72.000 ÷ 480
x = 150. Resposta: Letra C.
5. (IESES – 2019) Em uma progressão geométrica de razão r = 3 a soma dos 5 primeiros termos é
igual a 968.
Então, o primeiro termo dessa progressão é:
n
a1 · (q - 1)
Sn =
q-1
n
a1 · (3 - 1)
968 =
3-1
a1 · (243 - 1)
968 = 2
1.936 = 242a1
a1 = 1.936 ÷ 242
a1 = 8. Resposta: Letra E.
ANÁLISE COMBINATÓRIA
Para estudarmos probabilidade é necessário uma boa base em noções básicas de conta-
gem, ou seja, você precisa saber muito bem o Princípio Fundamental da Contagem e é isso
que vamos estudar agora.
Primeiro, vamos aprender uma ferramenta importante para o nosso estudo: fatorial.
Serve para facilitar e acelerar resolução de questões. Veja sua representação simbólica:
Fatorial de N = n!
Exemplos:
3! = 3 · 2 · 1= 6
4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
5! = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 = 120
MATEMÁTICA
Calcular 6!
4!
Resolução:
87
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6! 6·5·4·3·2·1 = 6 · 5 = 30
=
4! 4·3·2·1
6! 6·5·4!
4! = 6 · 5 = 30
=
4!
Exemplo: para fazer uma viagem São Paulo-Fortaleza-São Paulo, você pode escolher como
meio de transporte ônibus, carro, moto ou avião. De quantas maneiras posso escolher os
transportes?
Resolução: usando o lembrete acima:
4 · 4 = 16 maneiras.
E se o problema dissesse que você não pode voltar no mesmo transporte que viajou na ida.
Qual seria a resolução? O desenvolvimento é o mesmo, apenas vai mudar na quantidade de
possibilidades de escolhas para voltar. Veja:
Resolução: usando o lembrete:
4 · 3 = 12 maneiras.
88 PERMUTAÇÃO
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Permutação Simples
Imagine que temos 5 livros diferentes para serem ordenados em uma estante. De quan-
tas maneiras é possível ordenar? Para questões envolvendo permutação simples, devemos
encarar de um modo geral que temos n modos de escolhermos um objeto (livro) que ocupará
o primeiro lugar, n-1 modos de escolher um objeto (um outro livro) que ocupará o segundo
lugar, ..., 1 modo de escolher o objeto (um outro livro) que ocupará o último lugar. Então,
temos:
Modos de ordenar:
n · (n-1) · ... 1 = n!
Dica
Anagrama é a ordenação de maneira distinta das letras que compõem uma determinada
palavra.
Quantos anagramas tem na palavra ARARA? O problema é causado por conta da repetição
de letras na palavra ARARA.
Veja que temos 3 letras A e 2 letras R. De maneira tradicional, faríamos 5! (número de
letras na palavra), mas é preciso que descontemos as letras repetidas. Assim, devemos dividir
pelo número de letras fatorial, ou seja, 3! e 2!.
5! 5·4·3! = 5·4
= = 10
3!·2! 3!·2·1 2
MATEMÁTICA
Dica
Na permutação com repetição devemos descontar os anagramas iguais, por isso dividi-
mos pelo fatorial do número de letras repetidas.
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Permutação sem Repetição
Vamos imaginar que temos uma mesa circular com 5 lugares e queremos ordenar 5 pes-
soas de maneiras distintas. Observe as duas disposições das pessoas A, B, C, D, e E ao redor
da mesa:
A E
B A
E D
MESA MESA
D C C B
Diante do conceito de permutação, essas duas disposições são iguais, ou seja, a pessoa A tem
à sua direita E, e à sua esquerda B, e assim sucessivamente). Não podemos contar duas vezes
a mesma disposição. Repare ainda que, antes da primeira pessoa se sentar à mesa, todas as 5
posições disponíveis são equivalentes. Isto porque não existe uma referência espacial (ponto
fixo determinado). Nestes casos, devemos utilizar a fórmula da permutação circular de n pes-
soas, que é:
Pc (n) = (n-1)!
Pc(5) = (5-1)! = 4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
ARRANJO
Imagine agora que quiséssemos posicionar 5 pessoas nas cadeiras de uma praça, mas
tínhamos apenas 3 cadeiras à disposição. De quantas formas poderíamos fazer isso?
Para a primeira cadeira temos 5 pessoas disponíveis, isto é, 5 possibilidades. Já para a
segunda cadeira, restam-nos 4 possibilidades, dado que uma já foi utilizada na primeira
cadeira. Por último, na terceira cadeira, poderemos colocar qualquer das 3 pessoas restantes.
Observe que sempre sobrarão duas pessoas em pé, pois temos apenas 3 cadeiras. A quantida-
de de formas de posicionar essas pessoas sentadas é dada pela multiplicação a seguir:
Formas de organizar 5 pessoas em 3 cadeiras =
5 · 4 · 3 = 60
O exemplo acima é um caso típico de arranjo simples. Sua fórmula é dada a seguir:
n!
A(n, p) =
(n - p) !
90
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Lembre-se de que pretendemos posicionar “n” elementos em “p” posições (p sendo menor
que n), e onde a ordem dos elementos diferencia uma possibilidade da outra.
Observe a resolução do nosso exemplo usando a fórmula:
5! 5!
A(5, 3) = = = 5·4·3·2·1 = 60
(5 - 3) ! 2! 2·1
Uma outra informação muito importante é que nos problemas envolvendo arranjo sim-
ples a ordem dos elementos importa, ou seja, a ordem é diferente de uma possibilidade para
outra. Vamos supor que as 5 pessoas sejam: Ana, Bianca, Clara, Daniele e Esmeralda. Agora
observe uma maneira de posicionar as pessoas na praça:
CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Ana Bianca Clara
CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Clara Bianca Ana
COMBINAÇÃO
Para entendermos esse tema, vamos imaginar que queremos fazer uma salada de frutas e
precisamos usar 3 frutas das 4 que temos disponíveis: maçã, banana, mamão e morango. Cor-
tando as frutas maçã, banana e morango e depois colocando em um prato. Agora cortando as
frutas banana, morango e maçã para colocar em um outro prato.
Você percebeu que a ordem aqui não importou? É exatamente isso, a ordem não importa e
estamos diante de um problema de Combinação. Será preciso calcular quantas combinações
de 4 frutas, 3 a 3, é possível formar.
Para resolvermos é necessário usar a fórmula:
n!
C(n, p) = (n - p) !p!
C(4, 3) = 4
MATEMÁTICA
91
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Dica
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
a) 6.
b) 10.
c) 12.
d) 18.
e) 20.
2. (IDECAN – 2016) Felipe é uma criança muito bagunceira e sempre espalha seus brinquedos
pela casa. Quando vai brincar na casa da sua avó, ele só pode levar 3 brinquedos. Felipe sempre
escolhe 1 carrinho, 1 boneco e 1 avião. Sabendo que Felipe tem 7 carrinhos, 5 bonecos e 4 aviões
diferentes, quantas vezes Felipe pode visitar a sua avó sem levar o mesmo conjunto de brinque-
dos já levados antes?
a) 100 vezes.
b) 115 vezes.
c) 130 vezes.
d) 140 vezes.
Perceba que Felipe tem 7 carrinhos para escolher 1, 5 bonecos para escolher 1 e 4 aviões para
escolher 1, queremos formar grupos de 3 brinquedos, sendo um de cada tipo. O total de pos-
sibilidades será dado por: 7 · 5 · 4 = 140 possibilidades (conjuntos de brinquedos diferentes).
Resposta: Letra D.
( ) CERTO ( ) ERRADO
4. (IBFC – 2015) Paulo quer assistir um filme e tem disponível 5 filmes de terror, 6 filmes de aventu-
ra e 3 filmes de romance. O total de possibilidades de Paulo assistir a um desses filmes é de:
a) 90.
b) 33.
c) 45.
d) 14.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Agora, já para escolher o que ficará no 2º horário, temos apenas 14, pois um já foi escolhido
para ficar no 1º horário. Multiplicando as possibilidades = 15 · 14 = 210. Resposta: Errado.
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PROBABILIDADE
A teoria da probabilidade é o ramo da Matemática que cria modelos que são utilizados
para estudar experimentos aleatórios, ou seja, estimar uma previsão do resultado de deter-
minado experimento.
Dica
n (evento)
Probabilidade do Evento =
n (espaço amostral)
Agora, voltando ao exemplo que apenas os números ímpares que nos interessam, temos:
z n(Evento) = 3 possibilidades;
z n(Espaço Amostral) = 6 possibilidades.
Logo,
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Probabilidade do Evento = 3 = 1 = 0,50 = 50%
6 2
Eventos Independentes
Assim, a chance de obter dois resultados ímpares em dois lançamentos de dado consecu-
tivos é de 25%. Generalizando, podemos dizer que a probabilidade de dois eventos indepen-
dentes A e B acontecerem é dada pela multiplicação da probabilidade de cada um deles:
P (A e B) = P(A) · P(B)
Sendo mais formal, também é possível escrever P(A ∩ B) = P(A) · P(B), onde ∩ simboliza a
intersecção entre os eventos A e B.
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Neste tópico, vamos falar sobre um tema bem recorrente em questões de concursos. Ima-
gine que vamos lançar um dado, e estamos analisando 2 eventos distintos:
A: sair um resultado ímpar
B: sair um número inferior a 4
Para o evento A ser atendido, os resultados favoráveis são 1, 3 e 5. Para o evento B ser
MATEMÁTICA
3 1
P(A) = = = 0,5 = 50%
6 2
3 1
P(B) = = = 0,5 = 50%
6 2
95
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E se caso tivéssemos o seguinte questionamento: no lançamento de um dado, qual é a
probabilidade de obter um resultado ímpar, dado que foi obtido um resultado inferior a 4?
Em outras palavras, essa pergunta é: qual a probabilidade do evento A, dado que o evento
B ocorreu? Matematicamente, podemos escrever P(A/B) – leia “probabilidade de A, dado B”.
Aqui, já sabemos de antemão que B ocorreu. Portanto, o resultado do lançamento do dado
foi 1, 2 ou 3 (três resultados possíveis). Destes resultados, apenas dois deles (o resultado
1 e 3) atendem o evento A. Portanto, a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é
simplesmente:
2
P (A\B) = = 66,6%
3
P (A k B)
P (A\B) =
P (B)
A fórmula nos diz que a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é a divisão entre
a probabilidade de A e B ocorrerem simultaneamente e a probabilidade de B ocorrer. Para
que A e B ocorram simultaneamente (resultado ímpar e inferior a 4), temos como possibilida-
des o resultado igual a 1 e 3. Isto é, apenas 2 dos 6 resultados nos atende.
Logo,
2 1
P (A∩B) = 6 = 3
Para que B ocorra (resultado inferior a 4), já vimos que 3 resultados atendem.
Portanto,
3 1
P (A∩B) = =
6 2
1
P (A + B) 3 = 1 2 = 2 = 66,6%
P (A\B) = = ·
P (B) 1 3 1 3
2
A fórmula pode ser traduzida como a probabilidade da união de dois eventos é igual a
soma das probabilidades de ocorrência de cada um dos eventos, subtraída da probabilidade
da ocorrência dos dois eventos simultaneamente.
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Neste caso, quando temos A ∩ B = ϴ, ou seja, eventos mutuamente exclusivos, tem-se que
P (A ∪ B) = P (A) + P (B).
Imagine que você tem uma urna contendo 20 bolas numeradas de 1 a 20. Quando uma
bola é retirada ao acaso, qual é a probabilidade de o número ser múltiplo de 3 ou de 5?
Ora, veja que temos a palavra “ou” na pergunta e isso nos remete à ideia de “união” dos
eventos. Sendo assim, podemos extrair os dados para aplicar na fórmula:
6
P(A) =
20
4
P(B) =
20
1
P(A ∩ B) =
20
P (A ∪ B) = P (A) + P (B) – P (A ∩ B)
6 4 1 6+4-1 9
P (A ∪ B) = 20 + 20 - 20 = 20
=
20
Vale lembrar que P (B\A) é a probabilidade de ocorrer o evento B, sabendo que já ocorreu
MATEMÁTICA
P (A ∩ B) = P (A) · P (B)
97
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Imagine que você vai lançar dois dados sucessivamente. Qual a probabilidade de sair um
número ímpar e o número 5?
O “e” que aparece na pergunta é que determina a utilização da fórmula da interseção, pois
queremos “a probabilidade de sair um número ímpar e o número 5”. Perceba que a ocor-
rência de um dos eventos não interfere na ocorrência do outro. Temos, então, dois eventos
independentes.
Evento A: sair um número ímpar = {1, 3, 5};
Evento B: sair o número 5 = {5};
Espaço Amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
Logo,
3 1
P(A) = =
6 2
1
P(B) =
6
1 1 1
P (A ∩ B) = P (A) · P (B) = · =
2 6 12
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
a) 1/6.
b) 2/6.
c) 3/6.
d) 4/6.
e) 5/6.
Basta calcular a probabilidade de vir 3 crianças (o que a gente não quer). Depois subtrair de
1, para obter os casos favoráveis.
6 5 4 1 1 5
Probabilidade de sortear 3 crianças: 10 · 9 · 8 = 6 1– 6 = 6 . Resposta: Letra E.
a) 59%.
b) 46%.
c) 41%.
d) 34%.
e) 28%.
98
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Se a probabilidade de chover é de 60%, então, a probabilidade de não chover é de 40%. Para que a
operação ocorra no dia programado, temos duas situações:
chove (60%) e ocorre a operação (20%) = 60% x 20% = 12%
não chove (40%) e ocorre a operação (85%) = 40% x 85% = 34%
Somando as probabilidades desses dois cenários, temos: 12% + 34% = 46%. Resposta: Letra
B.
3. (CEBRASPE-CESPE – 2019) A sorte de ganhar ou perder, num jogo de azar, não depende da habilidade
do jogador, mas exclusivamente das probabilidades dos resultados. Um dos jogos mais populares no
Brasil é a Mega Sena, que funciona da seguinte forma: de 60 bolas, numeradas de 1 a 60, dentro de um
globo, são sorteadas seis bolas. À medida que uma bola é retirada, ela não volta para dentro do globo.
O jogador pode apostar de 6 a 15 números distintos por volante e receberá o prêmio se acertar os seis
números sorteados. Também são premiados os acertadores de 5 números ou de 4 números.
A partir dessas informações, julgue o item que se segue.
A probabilidade de a primeira bola sorteada ser um número múltiplo de 8 é de 10%.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Múltiplos de 8: {0, 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, 72...}
Números da Mega Sena: 1 a 60.
Os múltiplos de 8 na Mega Sena são: 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, ou seja, 7 números.
7
Logo 60 = 11%. Resposta: Errado.
4. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Em um jogo de azar, dois jogadores lançam uma moeda honesta,
alternadamente, até que um deles obtenha o resultado cara. O jogador que detiver esse resultado
será o vencedor.
A probabilidade de o segundo jogador vencer o jogo logo em seu primeiro arremesso é igual a
2
a) 3 .
1
b) 2 .
1
c) 2 .
1
d) 8 .
3
e) 4 .
1 1
· 2 = 4 . Resposta: Letra C.
( ) CERTO ( ) ERRADO
4
Sábado: Há 4 homens possíveis, em 9 pessoas no total = 9
3
Domingo: Há 3 homens possíveis, de 8 pessoas no total (uma já foi escolhida no sábado) = 8
Como queremos que seja escolhido um homem no sábado e um homem no domingo, multipli-
4 3 12 4
camos as probabilidades: 9 · 8 = 72 = 24 .
4 4
A questão é errada, pois 24 não é igual ou maior que 9 . Resposta: Errado.
ESTATÍSTICA BÁSICA
A apresentação de dados estatísticos por meio de tabelas e gráficos fazem parte do ramo
da Estatística Descritiva. Esta tem por objetivo descrever um conjunto de dados, resumindo
as suas informações principais. Para isso, as tabelas e gráficos estatísticos são ferramentas
muito importantes.
Tabelas
Para descrever um conjunto de dados, um recurso muito utilizado são tabelas, como essa
a seguir, referente à observação da variável “Sexo dos moradores de São Paulo”:
100
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Note que a frequência relativa é dada por Fi / n, onde Fi é o número de frequências de
determinado valor da variável, e n é o número total de observações.
Agora, vamos analisar uma tabela onde a variável pode assumir um grande número de valo-
res distintos. Vamos representar na tabela a variável “Altura dos moradores de Campinas”:
1,51m 12
1,54m 17
1,57m 4
1,60m 2
1,63m 10
1,67m 5
1,75m 13
1,81m 15
1,89m 2
Quando isto acontece, é importante resumir os dados de maneira que fique mais fácil para
uma leitura e interpretação da tabela. Na ocasião, vamos criar intervalos que chamaremos
de “Classes”.
O símbolo “|” significa que o valor que se encontra ao seu lado está incluído na classe. Por
exemplo, 1,50 | – 1,60 nos indica que as pessoas com altura igual a 1,50 são contadas entre as
que fazem parte dessa classe, porém as pessoas com exatamente 1,60 não são contabilizadas.
Veja novamente a última tabela, agora com a coluna de frequências absolutas acumuladas
à direita:
1,70 | – 1,80 13 63
1,80 | – 1,90 17 80
Gráficos Estatísticos
Uma outra maneira muito utilizada para a Estatística Descritiva são os gráficos. Vejamos
a seguir alguns tipos.
Utilizamos o gráfico de colunas ou barras justapostas para dados agrupados por valor ou
por atributo. Vamos supor que estamos interessados nas idades de alguns alunos. O gráfico
relaciona as idades com as respectivas frequências.
Idade X Frequência
25
Frequência Absoluta Simples
20
15
10
5
0
20 23 27 30 33
Agora suponha, por exemplo, que queremos saber a cidade natal de alguns alunos. Como
algumas cidades possuem nomes muito grandes, poderíamos optar em usar um gráfico de
barras justapostas. Veja:
Salvador
Florianópolis
Rio de Janeiro
São Paulo
0 2 4 6 8 10 12 14
Esse gráfico tem a vantagem de mostrar rapidamente a relação com o total de observa-
ções. Vamos supor que analisamos as notas trimestrais de alguns alunos. Veja como fica a
disposição usando o gráfico de pizza.
102
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Média de Notas Escolares Trimestrais
z Gráfico de Linha
São mais utilizados nas representações de séries temporais. Vamos analisar a evolução
de um ano para o outro, se houve um crescimento ou um decréscimo no número de alunos
dentre as séries que estão em evidência para estudo dentro da escola. Observe:
Histograma
Esses dados podem ser resumidos com um histograma, como mostra o gráfico a seguir.
MATEMÁTICA
103
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Salário dos Funcionários da Empresa de Cosméticos X Em Milhares
18 de Reais
16
14
12
10
8
6
4
2
0
(10 - 15) (15 - 20) (20 - 25) (25 - 30)
Média
z Média Aritmética
A média aritmética é um valor que pode substituir todos os elementos de uma lista sem
alterar a soma dos elementos dessa lista. Considere que há uma lista de n números (x1, x2, x3,
..., xn). A soma dos termos desta lista é igual a (x1 + x2 + x3 + ... + xn).
Para calcular a média aritmética de uma lista de números, basta somar todos os elemen-
tos e dividir pela quantidade de elementos. Ou seja,
X = X1+X2+ ⋯ +Xn
n
Veja um exemplo: calcular a média aritmética dos números 5, 10, 15, 20, 50:
5+10+15+20+50 100
X= = = 20
5 5
.
z Média Ponderada
Para o cálculo da média aritmética ponderada (em que levamos em consideração os pesos
de cada parte), devemos multiplicar cada parte pelo seu respectivo peso, somar tudo e dividir
pela soma dos pesos. Veja:
X = X1P1+X2P2+ ⋯ +XnPn
P1+P2+ ⋯ +Pn
Interpretando a fórmula, temos uma lista de números (x1, x2, x3, ..., xn) com pesos respecti-
vos (p1, p2, p3, ..., pn), então, a média aritmética ponderada é dada pela fórmula apresentada
acima.
104
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Veja um exemplo: um aluno prestou vestibular para Engenharia e realizou provas de
matemática, Física, Química, História e Biologia. Suponha que o peso de Matemática seja 4,
de Física seja 4, de Química seja 2, de História seja 1 e de Biologia seja 1. Suponha, ainda, que
o estudante obteve as seguintes notas:
100,3
X= = 20,06
5
Mediana
Uma outra medida que estudamos em Estatística é a mediana (ou valor mediano), que é
definida como número que se encontra no centro de uma série de números, estando estes de
forma organizada segundo um padrão. Ou seja, é o valor situado de tal forma no conjunto
que o separa em dois subconjuntos de mesmo número de elementos. Veja os exemplos:
A: {2;2;3;8;9;9} = a mediana é 3.
B: {1;5;5;7;8;9;9;9} = a mediana é a média entre os dois termos centrais, ou seja, (7+8)/2 = 7,5.
Agora, observe esse outro exemplo e perceba que os dados não estão ordenados.
C: {2;3;;7;6;6;8;5;5;5}
105
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Dica
Moda: elemento(s) que mais aparece(m).
Mediana: elemento central de um conjunto de números.
� Se a quantidade de elementos for ímpar, então, a mediana é o termo do centro.
� Se a quantidade de elementos for par, então, a mediana será a média entre os dois ele-
mentos centrais.
Moda
A moda é definida como sendo aquele valor ou valores que ocorrem com maior frequên-
cia em um rol. É interessante saber que a moda pode não existir e, quando existir, pode não
ser única. Veja os exemplos a seguir:
A: {1;1;2;3;3;4;5;5;5;7} = Mo = 5
B: {3;4;6;8;9;11} = não tem moda
C: {2;3;3;3;5;6;6;7;7;7;8;9;10} = tem duas modas, ou seja, M1 = 3 e M2=7.
Na tabela acima, a maior frequência (15) está associada à altura 1,77. Portanto, a moda é
1,77.
GEOMETRIA PLANA
POLÍGONOS E ÁREAS
Vamos considerar n (n ≥ 3) pontos ordenados A1, A2, ..., An. Consideremos também os n
segmentos consecutivos determinados por estes pontos (A1 A2 , A2 A3 , f , An A1) , de modo que não
existam dois segmentos consecutivos colineares. Definimos polígono como a reunião dos
pontos dos n segmentos considerados.
106
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Vejamos alguns exemplos:
C
B
L M
Q O
R P N
Polígonos.
Região Poligonal
A
F
D E B
MATEMÁTICA
Região poligonal.
107
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Polígono Côncavo e Polígono Convexo
Um polígono é convexo se, e somente se, qualquer reta suporte, de um lado do polígono,
deixar todos os outros lados em um mesmo semiplano dos dois que ela determina.
Polígono convexo.
Observação:
H
F
Polígono côncavo.
Observação:
108
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z em um polígono côncavo, a região poligonal é côncava.
z 1° caso: 3 ≤ n ≤ 9
n = 3 — Triângulo
n = 4 — Quadrilátero
n = 5 — Pentágono
n = 6 — Hexágono
n = 7 — Heptágono
n = 8 — Octógono
n = 9 — Eneágono
z 2º caso: n é múltiplo de 10
n = 10 — Decágono
n = 20 — Icoságono
n = 30 ֫— Tricágono
n = 40 — Quadricágono
n = 50 — Pentacágono
n = 60 — Hexacágono
n = 11 — Unodecágono
n = 17 — Heptdecágono
n = 26 — Hexaicoságono
n = 35 — Pentatricágono
Área de um Quadrado
B L C
L
MATEMÁTICA
L D
Área de um quadrado.
109
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Área de um Retângulo
A área de um retângulo é dada pelo produto das suas dimensões, comprimento vezes lar-
gura; ou seja, base vezes a altura: A = b · h.
B C
b D
Área de um retângulo.
Área de um Paralelogramo
Á área de um paralelogramo é dada pelo produto de uma base, ou seja, um lado, pela
altura relativa, isto é: A = b · h.
Área de um paralelogramo.
Área de um Triângulo
110
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h
B
H
Área de um triângulo.
A área de um triângulo retângulo também é dada pelo produto da base pela altura, divi-
b·c
dido por dois. Desta forma, temos que A = 2
Área de um Losango
D·d
Á área de um losango é dada pelo semiproduto das diagonais, isto é, A = 2
, onde D é a
diagonal maior e d é a diagonal menor.
MATEMÁTICA
111
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B
Área de um losango.
Área de um Trapézio
A área de um trapézio retângulo também é dada pela soma das bases (maior e menor)
multiplicada pela altura, dividido por dois:
^b + Bh· h
A= 2
112
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D
B
b
Área do Círculo
Á área do círculo é dada pelo produto de π pelo raio ao quadrado, ou seja, A = π · r2.
r
C
Área de um círculo.
PERÍMETROS
CIRCUNFERÊNCIA E CÍRCULO
113
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P
r
C
Circunferência λ.
z Círculo: definimos círculo como o conjunto de todos os pontos de um plano cuja distância
a um ponto fixo é menor ou igual a uma constante positiva.
r
C
TEOREMA DE PITÁGORAS
a
c
A C
b
3m 5m
A B
X
Perceba que o exercício nos fornece alguns dados: a hipotenusa é 5 m e um dos catetos vale 3
m, então precisamos achar o valor do outro cateto. Sabemos que a² = b² + c², então, substituindo os
valores na fórmula temos que:
52 = 32 + x2 → 25 = 9 + x2 → 25 – 9 = x2 → x2 = 16 → x = 16 →x=4
b
a
A c B
cateto oposto
B
sen B = aB =
hipotenusa A
115
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cateto oposto
C
sen C = aC =
hipotenusa A
cateto adjacente
C
cos B = aB =
hipotenusa A
cateto adjacente
B
cos C = aC =
hipotenusa A
cateto oposto
B
aB
tg B = =
cateto adjacente
C
aB
cateto oposto
C
aC
tg C = =
cateto adjacente
B
aC
Observações:
z Os senos e cossenos de ângulos agudos são números compreendidos entre 0 e 1, pois a medida
do cateto é sempre menor do que a medida da hipotenusa;
z O seno de um ângulo é igual ao cosseno do seu complemento e reciprocamente:
A 4 B
z A hipotenusa BC
116
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z Sen B
z Cos B
z Tg B
z Sen C
z Cos C
z Tg C
z a2 = b2 + c2
a2 = 32 + 42
a2 = 9 + 16
a2 = 25
a = ± 25
a=±5
a=5
Descartamos o valor negativo, pois estamos tratando de medida e não existe medida
negativa.
cateto oposto
3
sen B = aB =
�
hipotenusa 5
cateto adjacente
3
cos B = aB =
�
hipotenusa 5
cateto oposto
3
aB
tg B = =
� cateto adjacente
4
aB
cateto oposto
4
sen C = aC =
�
hipotenusa 5
MATEMÁTICA
cateto adjacente
3
cos C = ac =
�
hipotenusa 5
117
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cateto oposto
4
aC
tg C = =
� cateto adjacente
3
aC
PRISMA
Vamos estudar os prismas retos, ou seja, aqueles que têm as arestas laterais perpendicula-
res às bases. Os prismas são figuras espaciais bem parecidas com os cilindros. O que os difere
é que a base de um prisma não é uma circunferência.
O prisma será classificado de acordo com a sua base. Por exemplo, se a base for um pentá-
gono, o prisma será pentagonal.
O volume para qualquer tipo de prisma será sempre o produto da área da base pela altura.
Veja:
V = Ab · h
A área total de um prisma será a soma da área lateral com duas bases.
AT = Al + 2Ab
PIRÂMIDE
A base de uma pirâmide poderá ser qualquer polígono regular, no caso estamos falando
apenas de pirâmides regulares.
118
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Pirâmide Pirâmide
Hexagonal Heptagonal
O segmento de reta que liga o centro da base a um ponto médio da aresta da base é deno-
minado “apótema da base”. Por sua vez, indicaremos por “m” o apótema da base. E o seg-
mento que liga o vértice da pirâmide ao ponto médio de uma aresta da base é denominado
“apótema da pirâmide”. Indicaremos por m′ o apótema da pirâmide. Veja:
m'
Aℓ = pm′
AT = Ab + Aℓ
O volume da pirâmide é calculado da mesma forma que o volume do cone: 1/3 do produto
da área da base pela altura. Veja:
V = Ab $h
3
CILINDRO
Vamos estudar o cilindro reto cujas geratrizes são perpendiculares às bases. Observe a
MATEMÁTICA
figura a seguir:
119
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base (círculo)
Geratriz
A distância entre as duas bases é chamada de altura (h). Quando a altura do cilindro é
igual ao diâmetro da base, o cilindro é chamado de equilátero.
Cilindro equilátero: ℎ = 2r
H H
R C
R
CONE
Altura
Geratriz
Base
120
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G
Temos, também, a área lateral que é dada pela fórmula πrg , onde “g” é o comprimento da
geratriz do cone.
Para calcularmos o volume de um cone, basta sabermos que equivale a 1/3 do produto
entre a área da base pela altura. Veja:
2
rr h
V=
3
ESFERA
Quando estamos estudando a esfera, precisamos lembrar que tudo depende e gira em tor-
no do seu raio, ou seja, é o sólido geométrico mais fácil de trabalhar.
O raio é simplesmente a distância do centro da esfera até qualquer ponto da sua superfície.
O volume da esfera é calculado usando a seguinte fórmula:
V= 4 3
3 $r r
A = 4 · πr2
1. (VUNESP – 2018) Uma praça retangular, cujas medidas em metros, estão indicadas na figura,
tem 160m de perímetro.
121
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×
× + 20
Figura fora de escala
Sabendo que 70% da área dessa praça estão recobertos de grama, então, a área não recoberta com
grama tem
a) 450 m2.
b) 500 m2.
c) 400 m2.
d) 350 m2.
e) 550 m2.
Foi dado o perímetro dessa praça, que corresponde à soma de todos os lados. Logo:
2x + 2(x + 20) = 160
2x + 2x + 40 = 160
4x = 120
x = 30 m
A área, portanto, será:
Área = 30 · (30 + 20)
Área = 30 · 50 = 1500 m²
Como 70% está recoberta por grama, 100 – 70 = 30% não é recoberta. Logo:
Área não recoberta = 0,3 · 1.500 = 450 m². Resposta: Letra A.
2. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Os lados de um terreno quadrado medem 100 m. Houve erro na escritura-
ção, e ele foi registrado como se o comprimento do lado medisse 10% a menos que a medida correta.
Nessa situação, deixou-se de registrar uma área do terreno igual a
a) 20 m².
b) 100 m².
c) 1.000 m².
d) 1.900 m².
e) 2.000 m².
122
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3. (IDECAN – 2018) A figura a seguir é composta por losangos cujas diagonais medem 6 cm e 4
cm. A área da figura mede
a) 48 cm2.
b) 50 cm2.
c) 52 cm2.
d) 60 cm2.
e) 64 cm2.
4. (IBFC – 2017) A alternativa que apresenta o número total de faces, vértices e arestas de um
tetraedro é:
a
a
C
A
a
a
B
MATEMÁTICA
Temos 4 vértices A, B, C e V. Também sabemos que temos 4 faces. O número de arestas pode
ser contado ou, então, obtido pela relação:
V+F=A+2
4+4=A+2
A = 6 arestas. Resposta: Letra D.
123
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5. (VUNESP – 2018) Em um reservatório com a forma de paralelepípedo reto retângulo, com 2,5 m
de comprimento e 2 m de largura, inicialmente vazio, foram despejados 4 m³ de água, e o nível da
água nesse reservatório atingiu uma altura de x metros, conforme mostra a figura.
2,5
Sabe-se que para enchê-lo completamente, sem transbordar, é necessário adicionar mais 3,5 m³
de água. Nessas condições, é correto afirmar que a medida da altura desse reservatório, indicada
por h na figura, é, em metros, igual a
a) 1,25.
b) 1,5.
c) 1,75.
d) 2,0.
e) 2,5.
O volume total do reservatório é de 4 + 3,5 = 7,5m3. Usando a fórmula para calcular o volume,
ou seja,
Volume = comprimento · largura · altura
7,5 = 2,5 · 2 · h
3=2·h
h = 1,5m. Resposta: Letra B.
HORA DE PRATICAR!
1. (CESGRANRIO — 2021) Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou suas
diretrizes sobre atividades físicas, passando a recomendar que adultos façam atividade física
moderada de 150 a 300 minutos por semana. Seguindo as recomendações da OMS, um motoris-
ta decidiu exercitar-se mais e, durante os sete dias da última semana, exercitou- se, ao todo, 285
minutos. Quantos minutos diários, em média, o motorista dedicou a atividades físicas na última
semana?
a) Mais de 46 min
b) Entre 44 e 46 min
c) Entre 42 e 44 min
d) Entre 40 e 42 min
124
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e) Menos de 40 min
a) 6
b) 8
c) 10
d) 12
e) 14
Nota 7 6 8 ?
Peso 2 1 3 2
Supondo que esse candidato tenha recebido nota x na prova de Inglês, a sua nota final será dada
por
a) 44 + 2X
4
21 + X
b) 8
22 + 2X
MATEMÁTICA
c) 4
44 + X
d) 8
22 + X
e) 4
125
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4. (CESGRANRIO — 2014) O Quadro abaixo apresenta o resultado de uma pesquisa de satisfação,
em relação ao modo de transportes de uma determinada região, com o total de pessoas para
cada situação.
a) utilizar o modo rodoviário é de 53,3% e de utilizar o modo rodoviário e estar satisfeita é de 20%.
b) utilizar o modo ferroviário é de 30% e de utilizar o modo ferroviário e estar satisfeita é de 16,7%.
c) utilizar o modo rodoviário é de 63,3% e de utilizar o modo rodoviário e estar satisfeita é de 33,3%.
d) estar satisfeita é de 63,3%.
e) utilizar o modo ferroviário é de 36,7%.
5. (CESGRANRIO — 2018) Em uma fábrica existem três máquinas (M1, M2 e M3) que produzem
chips. As máquinas são responsáveis pela produção de 20%, 30% e 50% dos chips, respectiva-
mente. Os percentuais de chips defeituosos produzidos pelas máquinas M1, M2 e M3 são 5%,
4% e 2%, respectivamente. Ao se retirar aleatoriamente um chip, constata-se que ele é defeituoso;
então, a probabilidade de ele ter sido produzido pela máquina M1 é de, aproximadamente:
a) 0,025
b) 0,032
c) 0,31
d) 0,55
e) 0,78
6. (CESGRANRIO — 2023) Uma moeda com faces cara e coroa e um dado usual, com seis faces
numeradas de 1 a 6, ambos honestos, serão lançados simultaneamente.
Qual é a probabilidade de o resultado do lançamento ser coroa e um número par menor do que 6?
a) 1
6
5
b) 6
1
c) 4
2
d) 3
1
e) 3
a) 70%
b) 74%
c) 78%
d) 82%
e) 100%
8. (CESGRANRIO — 2018) Uma notícia disseminada nas redes sociais tem 2% de probabilidade de
ser falsa. Quando a notícia é verdadeira, um indivíduo reconhece corretamente que é verdadeira.
Entretanto, se a notícia é falsa, o indivíduo acredita que é verdadeira com probabilidade p.
A probabilidade de esse indivíduo reconhecer corretamente uma notícia disseminada nas redes
sociais é
a) 0,02p
b) 1 - 0,02p
c) 0,98 + 0,02p
d) 0,02 - 0,02p
e) 0,02 - 0,98p
9. (CESGRANRIO — 2018) Observe, na Tabela abaixo, os tipos de pacotes de papel higiênico à ven-
da em certo mercado e a quantidade de rolos em cada pacote.
Ontem, foram vendidos três pacotes do tipo 1, dois do tipo 2 e seis do tipo 3.
a) 24
b) 40
c) 72
d) 88
e) 100
127
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10. (CESGRANRIO — 2018) Com os elementos de A = {1, 2, 3, 4, 5, 6}, podemos montar numerais de
3 algarismos distintos.
a) 16
b) 20
c) 24
d) 28
e) 32
11. (CESGRANRIO — 2022) Sejam a, b e c números reais tais que a ≠ 0 e a < b < c.
a) a . b < b . c
b) b - a < c - b
b c
c) a < a
d) a . b < a . c
e) a + b < a + c
6
a) 5
5
b) 6
1
c) 2
12
d) 100
100
e) 12
13. (CESGRANRIO — 2018) Em uma rede de distribuição de gás verificou-se haver três vazamentos.
As medidas estimadas do volumes de gás perdidos em cada vazamento, até os reparos, foram
1,398 dam3, 1,45 dam3 e 1,6 dam3.
Em decâmetros cúbicos (dam3), a medida do maior vazamento excede a medida do menor vaza-
mento em
a) 0,520
b) 0,392
c) 0,390
d) 0,444
e) 0,202
128
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14. (CESGRANRIO — 2018) Um professor de Matemática escreveu no quadro a seguinte expressão:
5 + 7 = 12
Tal como foi apresentada, essa expressão é um exemplo direto de que é FALSA a afirmação:
a) 1
2
2
b) 3
12
c) 35
8
d) 15
10
e) 21
16. (CESGRANRIO — 2018) Em uma lanchonete, foram produzidos 120 litros de refresco de laranja,
adicionando-se 30 litros de água a 90 litros de suco de laranja. Em um restaurante, foi produzida
uma quantidade menor de refresco de laranja, segundo a mesma proporção usada na lanchone-
te, gastando- se apenas 15 litros de suco de laranja.
Quantos litros de refresco de laranja foram produzidos no total por ambos os estabelecimentos?
a) 140
b) 150
c) 165
MATEMÁTICA
d) 180
e) 210
17. (CESGRANRIO — 2023) Considere que, em média, dois funcionários de um banco atendam 80
clientes em um período de 5 horas. O banco deseja montar uma equipe de funcionários para
atender 500 clientes em, no máximo, 8 horas. Diante da média de atendimentos considerada e
da intenção do banco, qual é o número mínimo de funcionários a serem utilizados na equipe? 129
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a) 5
b) 7
c) 8
d) 10
e) 20
18. (CESGRANRIO — 2023) Um carro partiu de um ponto A até um ponto B andando com uma velo-
cidade constante de 80 km/h. Posteriormente o carro refez o mesmo percurso, mas agora com
velocidade constante igual a 100 km/h, e gastou 30 minutos a menos do que na primeira vez.
Quanto tempo o carro levou para ir do ponto A ao ponto B, na primeira vez?
a) 3h
b) 2h30min
c) 2h
d) 1h50min
e) 1h30min
19. (CESGRANRIO — 2018) Na guerra do Golfo, em janeiro de 1991, as forças iraquianas abriram
as válvulas de poços de petróleo e oleodutos ao se retirarem do Kuwait. O volume de petróleo
despejado foi estimado em 770 piscinas olímpicas, causando o maior vazamento deliberado de
petróleo da história.
Qual foi a quantidade estimada, em barris de petróleo, que foi despejada no Golfo Pérsico naque-
la ocasião?
a) 16 mil
b) 190 mil
c) 1,6 milhões
d) 12 milhões
e) 120 milhões
130
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Em cada uma das latas da Figura acima há apenas lápis e borrachas. O número escrito em cada
uma dessas latas indica a quantidade total desses objetos nela contidos. Uma dessas latas foi
retirada e, considerando-se apenas as quatro latas restantes, o número total de lápis passou a
ser o triplo do número total de borrachas.
Considerando-se apenas as quatro latas restantes, o número total de lápis existente nelas é igual
a
a) 51
b) 48
c) 45
d) 42
e) 39
a) b<8
b) b > -8
c) b = -8
d) b<0
e) b ≠ -4
22. (CESGRANRIO — 2018) O quarto, o quinto e o sexto termos de uma progressão aritmética são
expressos por x + 1, x 2 + 4 e 2x 2 + 3, respectivamente.
a) 260
b) 265
c) 270
d) 275
e) 280
23. (CESGRANRIO — 2017) A soma dos n primeiros termos de uma progressão geométrica é dada
3 n + 4 - 81
por Sn = 2x3n .
131
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a) 1
b) 3
c) 27
d) 39
e) 40
24. (CESGRANRIO — 2023) Um fabricante sabe que o custo de produção de 1.000 pares de chinelos
é de R$ 8.800,00 e que o custo para a produção de 400 pares é de R$ 4.900,00. Considere que o
custo de produção C(x) de x pares de chinelos é dado pela função definida por C(x) = ax + b, em
que b indica o custo fixo.
a) 24.500,00
b) 17.600,00
c) 15.300,00
d) 13.600,00
e) 12.400,00
25. (CESGRANRIO — 2018) Um estudo revelou que o valor da variável y = f(x), em milhares de reais,
em função da variável x, em milhares de peças, é dado pela função f(x) = Ax 2 + Bx + C, com x
variando de 0 a 400. Considere que f(0) = 800, e f(100) = f (300) = 1.400.
a) 1,2
b) 1,4
c) 1,6
d) 1,8
e) 2,0
26. (CESGRANRIO — 2023) A Figura abaixo é um esboço da planta de um pequeno espaço comer-
cial, que tem o formato retangular e foi subdividido em quatro salas também retangulares. O
ponto P está sobre a diagonal AB. As áreas dessas salas estão indicadas nesse esboço.
O valor de 2X + 3Y é igual a
Y X
132
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a) 4,8
b) 5,0
c) 5,4
d) 6,0
e) 6,4
27. (CESGRANRIO — 2016) Na Figura a seguir, PQ mede 6 cm, QR mede 12 cm, RS mede 9 cm, e ST
mede 4 cm.
a) 17
b) 21
c) 18
d) 20
e) 19
28. (CESGRANRIO — 2018) Foram gastos 300 ladrilhos para ladrilhar o piso de uma sala retangular.
Usando ladrilhos iguais para ladrilhar o piso de outra sala retangular que, em comparação com a
sala anterior, tem o dobro da largura e o triplo do comprimento, o número de ladrilhos que serão
gastos é igual a
a) 200
b) 450
c) 1.500
d) 1.800
e) 5.400
MATEMÁTICA
29. (CESGRANRIO — 2018) Carlos e Eduardo estão em um pátio circular e notaram que, se ambos
estivessem sobre a circunferência que limita o pátio, então a maior distância que um deles pode-
ria ficar do outro mediria 24 metros. Ao notarem isso, eles se dispuseram em posições que rea-
lizam tal distância máxima.
Se Eduardo ficar parado em sua posição, e Carlos caminhar até ele, pela circunferência do pátio,
então, a medida mínima do comprimento percorrido por Carlos, em metros, será mais próxima de 133
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a) 30
b) 15
c) 45
d) 38
e) 70
30. (CESGRANRIO — 2022) Um laboratório possui dois recipientes de vidro. O primeiro recipiente
tem a forma de uma esfera cujo raio mede R metros, e o segundo tem a forma de um cone, cujo
raio da base e cuja altura medem R metros.
a) 2
b) 3
c) 4
d) 6
e) 8
9 GABARITO
1 D
2 B
3 E
4 A
5 C
6 A
7 D
8 B
9 E
10 E
11 E
12 A
13 E
14 D
15 D
16 A
17 C
18 B
134
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19 D
20 B
21 B
22 D
23 A
24 C
25 C
26 B
27 A
28 D
29 D
30 C
ANOTAÇÕES
MATEMÁTICA
135
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136
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