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Estatuto Oreganico Do MINFIN

O Decreto Presidencial n.º 93/10 aprova o estatuto orgânico do Ministério das Finanças de Angola, definindo suas atribuições e estrutura organizacional. O ministério é responsável por formular e executar a política financeira do Estado, incluindo a gestão de recursos financeiros e a fiscalização das finanças públicas. O decreto revoga legislações anteriores que contradizem suas disposições e entra em vigor na data de publicação.
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Estatuto Oreganico Do MINFIN

O Decreto Presidencial n.º 93/10 aprova o estatuto orgânico do Ministério das Finanças de Angola, definindo suas atribuições e estrutura organizacional. O ministério é responsável por formular e executar a política financeira do Estado, incluindo a gestão de recursos financeiros e a fiscalização das finanças públicas. O decreto revoga legislações anteriores que contradizem suas disposições e entra em vigor na data de publicação.
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DIÁRIO DA REPÚBLICA

Segunda-feira, 7 de Junho de 2010 I Série — N.º 104

ÓRGÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE ANGOLA


Preço deste número — Kz: 190,00
Toda a correspondência, quer oficial, quer ASSINATURAS O preço de cada linha publicada nos Diários
relativa a anúncio e assinaturas do ‹‹Diário da Ano da República 1.ª e 2.ª séries é de Kz: 75,00 e para a
As três séries . … … … … Kz: 400 275,00 3.ª série Kz: 95,00, acrescido do respectivo
República››, deve ser dirigida à Imprensa
A 1.ª série … … … … … Kz: 236 250,00 imposto do selo, dependendo a publicação da
Nacional — E. P., em Luanda, Caixa Postal 1306 A 2.ª série … … … … … Kz: 123 500,00 3.ª série de depósito prévio a efectuar na Tesouraria
— End. Teleg.: ‹‹Imprensa›› A 3.ª série … … … … … Kz: 95 700,00 da Imprensa Nacional — E. P.

SUMÁRIO Art. 4.º — O presente decreto presidencial entra em vigor


na data da sua publicação.
Presidente da República
Decreto presidencial n.º 93/10:
Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda,
Aprova o estatuto orgânico do Ministério das Finanças. — Revoga toda
aos 28 de Abril de 2010.
a legislação que contrarie o presente decreto presidencial.
Publique-se.

Luanda, aos 31 de Maio de 2010.


PRESIDENTE DA REPÚBLICA O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.
———
Decreto presidencial n.º 93/10 ——————
de 7 de Junho
ESTATUTO ORGÂNICO DO MINISTÉRIO
Havendo necessidade de dotar o Ministério das Finanças DAS FINANÇAS
do respectivo estatuto orgânico, na sequência da aprovação
CAPÍTULO I
da Constituição da República de Angola, de 5 de Feve-
Natureza e Atribuições
reiro de 2010 e do Decreto Legislativo Presidencial n.° 1/10,
de 5 de Março, que aprova a organização e funcionamento ARTIGO 1.º
(Natureza)
dos Órgãos Essenciais Auxiliares do Presidente da República;
1. O Ministério das Finanças é o Departamento Minis-
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea g) terial que tem por missão propor a formulação, conduzir,
do artigo 120.° e do n.° 3 do artigo 125.°, ambos da Cons- executar e avaliar a política financeira do Estado, promo-
tituição da República de Angola, o seguinte: vendo a gestão racional dos recursos financeiros e patri-
moniais públicos e o equilíbrio interno e externo das contas
Artigo 1.º — É aprovado o estatuto orgânico do Minis- públicas, bem como a inspecção geral e fiscalização das
tério das Finanças, anexo ao presente decreto presidencial e finanças públicas.
que dele faz parte integrante.
2. Cabe, ainda, ao Ministério das Finanças propor a
Art. 2.º — É revogada toda a legislação que contrarie o formulação e aplicação dos princípios reguladores da activi-
presente decreto presidencial. dade de seguros e fundos de pensões, do mercado de valores
mobiliários e da actividade de jogos, bem como assegurar a
Art. 3.º — As dúvidas e omissões suscitadas da aplicação coordenação e o relacionamento financeiro do Estado com
e interpretação do presente decreto presidencial são as instituições, organismos, organizações e demais entidades
resolvidas pelo Presidente da República. financeiras internacionais e regionais.
948 DIÁRIO DA REPÚBLICA

ARTIGO 2.° u) colaborar na formulação da política de formação


(Atribuições)
profissional e de desenvolvimento técnico e
científico dos recursos humanos afectos à gestão
1. O Ministério das Finanças tem as seguintes atribuições financeira pública.
genéricas:
2. Cabe, em especial, ao Ministério das Finanças:
a) propor e implementar a política orçamental do
a) propor ao Chefe do Executivo a introdução de
Estado;
alterações nos projectos de orçamentos dos
b) propor a política tributária e aduaneira do Estado e
órgãos da administração central e local do
controlar a sua execução;
Estado, da segurança social, bem como dos
c) preparar a proposta do Orçamento Geral do Estado,
serviços e fundos autónomos;
executá-lo e controlá-lo, tendo em conta os
b) participar na elaboração ou dar parecer prévio e
objectivos fixados pelo Executivo, assegurando a
obrigatório sobre todos os projectos de diplomas
necessária coordenação com os Ministérios da legais com incidência financeira, fiscal, adua-
Coordenação Económica e do Planeamento, bem neira e de seguros que devam ser apresentados
como com o Banco Nacional de Angola; aos órgãos competentes;
d) assegurar o controlo da actividade aduaneira para c) propor e fazer cumprir as regras de disciplina
fins fiscais; financeira dos órgãos da administração central e
e) fazer a gestão do endividamento do Estado; local do Estado, segurança social e dos serviços
f) propor a definição das normas reguladoras da admi- e fundos autónomos;
nistração e gestão do património não financeiro d) suspender a entrega ou a utilização de recursos
do Estado e controlar a sua execução; financeiros, quando se verifique a prática de
g) assegurar a administração, a gestão e o controlo do infracções financeiras ou quando não tenham
património não financeiro do Estado; sido apresentados, nos prazos fixados, os relató-
h) coordenar e controlar a actividade financeira de rios de execução do orçamento, as contas e
entidades administrativas públicas com autono- outros documentos exigidos por lei;
mia financeira; e) realizar inspecções e auditorias analíticas à acti-
i) elaborar propostas de normas e regulamentos que vidade financeira de qualquer instituição, orga-
regulam a contabilidade pública; nismo, entidade pública ou privada.
j) titular os activos financeiros do Estado, incluindo
os do sector empresarial público; CAPÍTULO II
k) superintender o mercado de valores mobiliários; Organização em Geral
l) propor a concepção da política nacional de seguros ARTIGO 3.º
e resseguros e fiscalizar a sua execução; (Competência do Ministro)
m) regular o exercício da actividade de jogos;
O Ministério das Finanças é dirigido pelo respectivo
n) assegurar a coordenação e o relacionamento finan-
Ministro, a quem compete, em especial:
ceiro do Estado com as instituições financeiras
multilaterais, os organismos internacionais e as
a) representar legalmente o Ministério;
organizações regionais;
b) orientar, coordenar e fiscalizar toda a actividade do
o) participar na formulação da proposta dos objectivos
Ministério;
macroeconómicos do Estado, de curto prazo ou
c) representar o País junto das instituições financeiras
de regulação conjuntural;
internacionais de que Angola seja membro, salvo
p) participar na formulação da proposta dos objectivos se o contrário for determinado por lei ou pelo
de desenvolvimento económico do País; Titular do Poder Executivo;
q) colaborar com os órgãos competentes na formu- d) emitir decretos executivos e despachos, no exer-
lação e aplicação da política remuneratória na cício de poderes delegados pelo Presidente da
administração pública, em consonância com a República;
política de rendimentos e preços; e) dirigir as reuniões dos Conselhos Consultivo, Direc-
r) colaborar na elaboração da política monetária e de tivo e Técnico do Ministério das Finanças;
crédito e acompanhar a sua execução; f) aprovar e controlar a execução dos planos de traba-
s) colaborar na elaboração da política cambial e acom- lho do Ministério;
panhar a sua execução; g) assegurar o cumprimento da legislação em vigor
t) superintender as actividades de contabilidade e pelos serviços centrais, locais, empresas e orga-
auditoria empresariais; nismos tutelados;
I SÉRIE — N.º 104 — DE 7 DE JUNHO DE 2010 949

h) velar pela correcta aplicação da política de for- f) Direcção do Orçamento das Administrações Locais;
mação profissional e de desenvolvimento técnico- g) Direcção de Programação e Gestão Financeira;
-científico dos recursos humanos afectos à gestão h) Direcção de Financiamentos e Gestão da Dívida
financeira pública; Pública;
i) definir a política de recursos humanos do sector das i) Direcção de Organização e Tecnologias de Infor-
finanças públicas e a estratégia do seu desenvol-
mação;
vimento;
j) Delegações Provinciais de Finanças.
j) garantir a melhor utilização dos recursos humanos,
materiais e financeiros do Ministério e dos
serviços sob sua tutela; 6. São órgãos sob superintendência ou tutelados:
k) nomear e exonerar os titulares dos cargos de direc-
ção e chefia; a) Serviço Nacional das Alfândegas;
l) assegurar a manutenção de relações de colaboração b) Instituto de Supervisão de Seguros;
com os restantes órgãos de administração do c) Instituto de Supervisão de Jogos;
Estado; d) Instituto de Formação de Finanças Públicas;
m) realizar as demais funções que lhe sejam cometidas e) Comissão do Mercado de Capitais;
por lei ou pelo Titular do Poder Executivo. f) Gabinete da Contratação Pública.

2. No exercício das suas funções, o Ministro é coadjuvado ARTIGO 5.º


por um Secretário de Estado das Finanças, um Secretário de (Tutela da actividade empresarial)
Estado do Orçamento e um Secretário de Estado do Tesouro.
O Ministério das Finanças tutela as actividades de
ARTIGO 4.º seguros e fundos de pensões, de jogos, de contabilidade e
(Estrutura orgânica)
auditoria, e todas as instituições financeiras de capitais
1. O Ministério das Finanças compreende os seguintes públicos.
órgãos e serviços:
ARTIGO 6.º
(Responsáveis a nível central)
2. Órgãos consultivos:
1. As direcções são dirigidas por directores nacionais.
a) Conselho Consultivo;
b) Conselho Directivo;
2. A Secretaria Geral, a Inspecção Geral de Finanças e os
c) Conselho Técnico.
Gabinetes são dirigidos, respectivamente, por secretário
3. Serviços de apoio instrumental: geral, inspector geral e directores de gabinetes, todos equi-
parados a director nacional.
a) Gabinete do Ministro;
b) Gabinete do Secretário de Estado das Finanças; 3. As áreas de trabalho dos gabinetes são dirigidas por
c) Gabinete do Secretário de Estado do Orçamento; responsáveis de área, que quando designados pelo Ministro,
d) Gabinete do Secretário de Estado do Tesouro. são equiparados a chefes de departamento.

4. Serviços de apoio técnico: ARTIGO 8.º


(Responsáveis a nível local)
a) Secretaria Geral;
b) Gabinete Jurídico; 1. As Delegações Provinciais de Finanças são dirigidas
c) Gabinete de Estudos e Relações Internacionais; por delegados provinciais, nomeados pelo Ministro das
d) Inspecção Geral de Finanças; Finanças, equiparados, para efeitos remuneratórios e outras
e) Gabinete de Comunicação Institucional. regalias, a director nacional.
5. Serviços executivos centrais:
2. Os Departamentos das Delegações Provinciais de
a) Direcção Nacional de Impostos; Finanças são dirigidos por chefes de departamento equipa-
b) Direcção Nacional do Património do Estado; rados a chefes de departamento de nível nacional.
c) Direcção Nacional de Contabilidade Pública;
d) Gabinete de Políticas e Normas Orçamentais; 3. Os Gabinetes Provinciais de Inspecção são dirigidos
e) Direcção do Orçamento dos Órgãos de Soberania e por inspectores provinciais, equiparados a chefe de departa-
da Administração Central; mento de nível nacional.
950 DIÁRIO DA REPÚBLICA

4. Cabe ao Ministro das Finanças determinar a classifi- ARTIGO 9.º


(Conselho Directivo)
cação funcional das Repartições Fiscais em 1.ª, 2.ª e
3.ª classes, as quais são chefiadas, respectivamente, por
chefes de repartição de l.ª, 2.ª e 3.ª classes, sob proposta do 1. O Conselho Directivo do Ministério é o órgão de apoio
Director Nacional de Impostos. do Ministro, a quem compete:

CAPÍTULO III a) pronunciar-se sobre propostas de princípios orien-


Organização em Especial tadores da política tributária e aduaneira do
Executivo;
SECÇÃO I b) pronunciar-se sobre propostas de princípios orien-
Serviços Centrais tadores da elaboração do Orçamento Geral do
SUBSECÇÃO I Estado;
Serviços de Apoio Consultivo c) analisar propostas de princípios orientadores do
endividamento externo;
ARTIGO 8.º
(Conselho Consultivo) d) analisar preliminarmente os projectos de Orça-
mento Geral do Estado e os correspondentes
1. O Conselho Consultivo é o órgão de consulta, compe- relatórios anuais de execução;
tindo-lhe analisar e pronunciar-se sobre os princípios gerais e) analisar periodicamente a execução orçamental e
a que deve obedecer a actividade do Ministério, nomeada- financeira e propor as medidas adequadas;
mente: f) emitir parecer sobre as propostas relativas à formu-
lação de políticas económicas e financeiras e
a) analisar a política, a estratégia, os planos e orça- reestruturação do sistema financeiro;
mentos plurianuais do Ministério das Finanças; g) pronunciar-se sobre propostas de princípios orienta-
b) analisar os relatórios de actividades e de execução dores do relacionamento financeiro do Estado
do orçamento do Ministério das Finanças; com as instituições financeiras multilaterais, os
c) analisar as necessidades de pessoal do Ministério e organismos internacionais e as organizações
a política de recursos humanos e de formação regionais;
profissional a adoptar; h) apreciar os planos e relatórios de actividade do
d) analisar e dar parecer sobre projectos de lei e Ministério;
de decretos, elaborados pelo Ministério, que o i) analisar estudos e propostas dos vários organismos
Ministro entenda necessário; do Ministério;
e) pronunciar-se sobre as acções de reestruturação ou j) analisar e dar parecer sobre os projectos de lei e
dinamização do sector, assegurando a necessária decretos elaborados pelo Ministério e apresentar
coordenação entre as áreas envolvidas e os as propostas de alteração reputadas necessárias;
restantes órgãos do Ministério. k) pronunciar-se sobre as acções de reestruturação ou
dinamização do sector, assegurando a necessária
2. O Conselho Consultivo é presidido pelo Ministro e
coordenação entre todos os órgãos do Ministério.
integra, além dos Secretários de Estado, os seguintes respon-
sáveis e técnicos:
2. O Conselho Directivo é presidido pelo Ministro e pode
reunir-se em forma alargada ou restrita.
a) directores nacionais e equiparados;
b) responsáveis dos organismos e empresas públicas
3. O Conselho Directivo na forma alargada integra, além
tutelados;
c) delegados provinciais, chefes dos gabinetes provin- dos Secretários de Estado, os seguintes responsáveis e
ciais de inspecção e directores regionais das técnicos:
alfândegas;
d) assessores do Ministro e dos Secretários de Estado; a) directores nacionais e equiparados;
e) técnicos do Ministério especialmente convocados b) delegados provinciais de finanças;
pelo Ministro; c) director do Serviço Nacional das Alfandegas;
f) outras entidades convidadas pelo Ministro. d) consultores do Ministro e dos Secretários de
Estado;
3. O Conselho Consultivo reúne-se, ordinariamente, uma e) técnicos do Ministério especialmente convocados
vez por ano e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo Ministro.
pelo Ministro.
4. O Conselho Directivo na forma restrita integra os
4. O Director do Gabinete do Ministro assiste as reuniões responsáveis e técnicos do Conselho na forma alargada,
do Conselho Consultivo, dirigindo o respectivo Secretariado. excepto os delegados provinciais.
I SÉRIE — N.º 104 — DE 7 DE JUNHO DE 2010 951

5. O Conselho Directivo reúne-se ordinariamente uma d) preparar o expediente relativo aos assuntos a
vez por trimestre e, extraordinariamente, sempre que convo- submeter ao Chefe do Executivo, ao Secretariado
cado pelo Ministro. do Conselho de Ministros e às demais reuniões
em que o Ministro participe;
6. O Secretariado do Conselho Directivo é assegurado e) assistir às reuniões presididas pelo Ministro e ela-
pelo Gabinete do Ministro. borar as respectivas actas;
f) organizar as relações entre o Ministro e o público,
ARTIGO 10.° bem como apoiar, em colaboração com a Secre-
(Conselho Técnico) taria Geral, os visitantes convidados pelo Ministro;
g) desempenhar as demais funções que lhe sejam
1. O Conselho Técnico é o órgão de consulta para as cometidas por lei ou determinadas pelo Ministro.
questões de especialidade, competindo-lhe, em especial, o
seguinte: 3. O disposto no número anterior é aplicável, com as
necessárias adaptações, aos Gabinetes dos Secretários de
a) apreciar as questões técnicas da competência do Estado.
Ministério e outras relacionadas, cobrindo maté-
rias de uma ou mais áreas; SUBSECÇÃO III
b) apresentar propostas, pareceres ou sugestões sobre Serviços de Apoio Técnico
as matérias analisadas.
ARTIGO 12.°
(Secretaria Geral)
2. O Conselho Técnico pode ser convocado pelo Minis-
tro ou por um Secretário de Estado, sendo por ele presidido 1. A Secretaria Geral é o órgão de apoio técnico encar-
e nele podem participar: regue da administração geral do Ministério.

a) os Secretários de Estado; 2. Compete, em especial, à Secretaria Geral:


b) os directores nacionais e equiparados;
c) o director do Serviço Nacional das Alfândegas; a) coordenar a preparação do programa de actividades
d) os consultores do Ministro e dos Secretários de plurianual e anual do Ministério, incluindo o pro-
Estado; grama de investimentos, os correspondentes
e) técnicos do Ministério. orçamentos e a elaboração dos respectivos
relatórios de execução;
3. A convocatória da reunião deve especificar as matérias b) preparar e executar, em coordenação com os
a tratar e quais os participantes. restantes órgãos do Ministério a nível central e
local, o plano de aprovisionamento dos bens e
4. O Secretariado do Conselho Técnico é assegurado pelo serviços indispensáveis ao funcionamento de
gabinete do responsável superior que o convocar. todas as áreas do Ministério, assegurar a sua dis-
tribuição oportuna e elaborar os correspondentes
SUBSECÇÃO II relatórios;
Serviços de Apoio Instrumental c) definir, com a colaboração da Direcção Nacional do
Património do Estado, as normas e critérios de
ARTIGO 11.°
(Gabinetes do Ministro e dos Secretários de Estado)
afectação de meios de trabalho aos órgãos do
Ministério;
d) assegurar a gestão, conservação e manutenção dos
1. Os Gabinetes do Ministro e dos Secretários de Estado
bens patrimoniais afectos ao Ministério das
são órgãos de apoio instrumental ao Ministro e Secretários
Finanças;
de Estado.
e) estabelecer as normas e métodos de organização
administrativa, em colaboração com a Direcção
2. Cabe ao Gabinete do Ministro o seguinte: de Organização e Tecnologias de Informação;
f) promover, de forma permanente e sistemática, o
a) assegurar as relações com os demais órgãos da
aperfeiçoamento das actividades administrativas
administração central do Estado; e a melhoria da produtividade dos serviços;
b) coordenar os elementos de estudo e informação de g) propor e implementar a política de recursos huma-
que o Ministro careça, bem como realizar estudos nos da gestão financeira pública;
e tarefas de que seja incumbido pelo Ministro; h) fazer a avaliação das necessidades de recursos
c) assegurar a recepção, expedição e arquivo do expe- humanos, em colaboração com as diversas áreas,
diente do Gabinete e o tratamento da corres- e assegurar a sua provisão, de acordo com os
pondência pessoal do Ministro; quadros de pessoal;
952 DIÁRIO DA REPÚBLICA

i) estabelecer uma política de recrutamento, formação, 2. Compete, especificamente, ao Gabinete Jurídico:


treino e superação do pessoal e implementá-la,
em colaboração com o Instituto de Formação das a) preparar e participar na elaboração de projectos de
Finanças Públicas; diplomas legais de iniciativa do Ministério e de
j) estabelecer normas e procedimentos em matéria de matérias da sua competência e tomar iniciativas
recursos humanos da gestão financeira pública; de formulação de propostas de revisão ou aper-
k) elaborar estudos e apresentar propostas sobre as feiçoamento da legislação do Ministério;
carreiras do pessoal da gestão financeira pública, b) emitir pareceres e informações jurídicas prepara-
com a colaboração dos diversos órgãos do Minis- tórias à tomada de decisão;
tério; c) participar e emitir pareceres técnico-jurídicos sobre
l) manter actualizado o registo do cadastro dos funcio- projectos de contratos, protocolos, acordos, con-
nários; venções e outros documentos de âmbito nacional
m) produzir os mapas de efectividade do pessoal e e internacional;
fazer o processamento das folhas de remune- d) elaborar os estudos de natureza jurídica que lhe
ração; sejam solicitados;
n) coordenar o processo de avaliação do desempenho e) representar o Ministério, em juízo e fora dele, nos
profissional dos funcionarios; casos indicados pelo Ministro;
o) realizar o balanço social anual e validar a coerência f) promover a divulgação da legislação publicada de
com os quadros de pessoal e necessidades do interesse para o Ministério;
Ministério; g) realizar as demais tarefas que lhe sejam atribuídas
p) promover a superação permanente dos responsáveis pelo Ministro.
e técnicos das diferentes unidades orgânicas do
Ministério e da gestão financeira pública; 3. O Gabinete Jurídico compreende a seguinte estrutura:
q) assegurar a recepção, distribuição, expedição e
arquivo da correspondência geral do Ministério; a) Departamento Técnico-Jurídico;
r) elaborar, propor e dinamizar medidas de carácter b) Departamento do Contencioso;
sócio-cultural que visem o bem-estar e a motiva- c) Departamento de Estudos Jurídicos e Produção
ção dos trabalhadores; Normativa.
s) dirigir os serviços de protocolo;
t) adquirir, recolher, classificar, catalogar, arquivar e ARTIGO 14.°
conservar a documentação técnica produzida (Gabinete de Estudos e Relações Internacionais)

pelas diferentes áreas do Ministério e toda a


documentação e publicações de interesse para o 1. O Gabinete de Estudos e Relações Internacionais é o
Ministério e de interesse geral, e assegurar o órgão de apoio técnico responsável pela proposta de for-
acesso à mesma pelas áreas do Ministério e pelo mulação e acompanhamento da política financeira do Estado,
público em geral; promovendo os estudos necessários.
u) compilar e manter actualizado o arquivo de toda a
legislação publicada; 2. O Gabinete de Estudos e Relações Internacionais é,
v) assegurar os serviços de tradução; também, responsável pelo acompanhamento do relaciona-
w) desempenhar as demais funções que lhe sejam mento e das negociações do Executivo com as instituições
cometidas por lei ou determinadas pelo Ministro. financeiras internacionais, com os organismos internacionais
e com as organizações regionais no que respeita à política
3. A Secretaria Geral compreende a seguinte estrutura: económico-financeira, devendo, com a colaboração das áreas
respectivas, assegurar a coordenação e articulação das
a) Departamento de Planeamento e Finanças; diversas acções de cooperação, no âmbito do Ministério.
b) Departamento do Património;
c) Departamento de Recursos Humanos; 3. Compete, especificamente, ao Gabinete de Estudos e
d) Departamento de Expediente e Arquivo Geral; Relações Internacionais, o seguinte:
e) Departamento de Protocolo e Relações Públicas;
f) Centro de Documentação. a) participar na elaboração da programação e gestão
macroeconómica nacional;
ARTIGO 13.° b) participar na elaboração das propostas para a
(Gabinete Jurídico) formulação das políticas macroeconómicas de
curto prazo ou de regulação conjuntural e acom-
1. O Gabinete Jurídico é o órgão de apoio técnico ao qual panhar a sua implementação;
compete a actividade de assessoria e estudos jurídicos, nos c) promover a realização de estudos empíricos que
domínios das atribuições do Ministério. permitam melhorar a formulação de políticas
I SÉRIE — N.º 104 — DE 7 DE JUNHO DE 2010 953

macroeconómicas da responsabilidade do Minis- c) propor medidas destinadas à melhoria da estrutura,


tério; organização e funcionamento dos sistemas de
d) compilar as estatísticas das finanças públicas; acompanhamento, e a respectiva implantação e
e) elaborar pareceres preparatórios à tomada de decisão evolução;
nos domínios relevantes das suas atribuições; d) realizar auditorias, inspecções, análises de natureza
f) promover e coordenar, em colaboração com as áreas económico-financeira, exames fiscais e outras
competentes, o relacionamento do Ministério das acções de controlo às entidades públicas e
Finanças com as instituições financeiras inter- privadas abrangidas pela sua intervenção;
nacionais, com os organismos internacionais e e) realizar sindicâncias, inquéritos e averiguações às
com as organizações regionais, nos domínios entidades abrangidas pela sua intervenção, bem
económico e financeiro; como implementar procedimentos disciplinares
g) elaborar e manter actualizado o inventário das quando tal lhe for superiormente determinado;
potencialidades e necessidades em matéria de f) exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas
cooperação económica externa, no âmbito do
por lei ou por determinação superior.
Ministério;
h) realizar as demais tarefas que lhe sejam atribuídas
4. À Inspecção Geral de Finanças incumbe, em especial,
pelo Ministro.
as seguintes tarefas:
3. O Gabinete de Estudos e Relações Internacionais com-
a) elaborar projectos de diplomas legais;
preende a seguinte estrutura:
b) promover a investigação técnica, efectuar estudos e
a) Departamento de Estudos e Estatística; emitir pareceres;
b) Departamento de Política e Gestão Macroeconó- c) participar e prestar apoio técnico a júris, comissões
mica; e grupos de trabalho;
c) Departamento de Relações Internacionais e Coope- d) assegurar, no âmbito da sua missão e em colabo-
ração. ração com o Gabinete de Estudos e Relações
Internacionais, a articulação com entidades
ARTIGO 15.° congéneres estrangeiras e organizações interna-
(Inspecção Geral de Finanças) cionais;
e) desempenhar quaisquer outras tarefas de apoio
1. A Inspecção Geral de Finanças é o serviço do Minis- técnico especializado para que se encontre voca-
tério das Finanças que tem por missão fundamental o con- cionada.
trolo interno da administração financeira do Estado e o apoio
técnico especializado ao Ministro das Finanças. 5. A Inspecção Geral de Finanças compreende a seguinte
estrutura:
2. Enquanto serviço de controlo interno da administração
financeira do Estado, incumbe, em especial, à Inspecção a) Departamento de Receita;
Geral de Finanças o exercício do controlo nos domínios b) Departamento de Despesa;
orçamental, financeiro e patrimonial, de acordo com os c) Departamento de Controlo da Gestão Patrimonial;
princípios da legalidade, da regularidade e da boa gestão d) Departamento de Apoio Técnico;
financeira. e) Gabinetes Provinciais de Inspecção.

3. Para efeitos do disposto no número anterior, a Ins- 6. A Inspecção Geral de Finanças dispõe de um orça-
pecção Geral de Finanças desenvolve, designadamente, as mento autónomo, em relação aos restantes serviços centrais
seguintes actividades: do Ministério das Finanças.

a) operacionalizar o sistema de controlo interno da ARTIGO 16.°


administração financeira do Estado, tendo em (Gabinete de Comunicação Institucional)
vista a garantia dos princípios da suficiência, da
complementaridade, da relevância e da coerência, 1. O Gabinete de Comunicação Institucional é o órgão de
sem prejuízo das competências que se encontram apoio técnico ao qual compete propor superiormente todas
acometidas à Inspecção Geral da Administração as medidas pertinentes à salvaguarda da imagem da insti-
do Estado; tuição, organizar de forma selectiva e difundir toda a infor-
b) proceder à avaliação da fiabilidade dos sistemas de mação referente às actividades e funções do Ministério, bem
controlo desenvolvidos pelos diversos serviços como manter contactos com os meios de comunicação social
da administração do Estado; sobre matérias específicas da área de actuação do Ministério.
954 DIÁRIO DA REPÚBLICA

2. Compete, especificamente, ao Gabinete de Comuni- a) propor e executar a política tributária do Estado de


cação Institucional: acordo com as orientações superiormente estabe-
lecidas e as disposições legais aplicáveis, no qua-
a) recolher, seleccionar e divulgar as informações dro da ordem financeira, económica e social
relevantes da actividade e funções do Ministério nacional;
a partir da documentação técnica produzida pelas b) superintender a administração tributária do Estado,
diferentes áreas do Ministério, da documentação salvaguardando os interesses patrimoniais do
de interesse para o Ministério, das publicações Estado e aumentando a eficácia dos serviços;
de interesse geral e da legislação publicada, do c) asssegurar, através da inspecção tributária, o cum-
interesse do Ministério e do público em geral; primento das normas e procedimentos legais,
b) seleccionar e dar tratamento adequado às notícias e relativos à cobrança das receitas fiscais devidas
informações veiculadas através de meios de pelos contribuintes;
comunicação social, relacionadas com a activi- d) participar nos organismos ou organizações congé-
dade do Ministério; neres e acompanhar as convenções e acordos de
c) elaborar e manter actualizado, em articulação com natureza tributária a que o País tenha aderido;
as demais áreas do Ministério, o manual de iden- e) emitir pareceres e instrutivos normativos sobre a
tidade institucional, enquanto instrumento defini- interpretação e/ou esclarecimento sobre a forma
de aplicação das disposições tributárias no
dor da imagem interna e externa do Ministério;
âmbito das competências legalmente atribuídas
d) implementar um sistema de auditoria de imagem
ao Ministério das Finanças;
que permita a tomada das medidas necessárias
f) gerir os recursos humanos e promover a sua for-
com vista a salvaguarda da imagem do Minis-
mação técnico-profissional, incentivando o reforço
tério junto da opinião pública;
e superior qualificação dos quadros nacionais;
e) analisar as reclamações dos utentes do Ministério
g) gerir os recursos materiais que lhe forem afectados
cuja gravidade e dimensão possam ter reflexos
no quadro das políticas e prioridades superior-
na imagem da instituição;
mente definidas;
f) relacionar-se com os órgãos de comunicação social,
h) desempenhar as demais funções que lhe sejam
prestando-lhes informações oficiais sobre as cometidas por lei ou determinadas pelo Ministro.
diversas actividades do Ministério;
g) acompanhar e assessorar as actividades do Ministro 3. Atendendo à natureza específica das suas atribuições,
que devam ter cobertura dos meios de comuni- a Direcção Nacional de Impostos goza de autonomia admi-
cação social; nistrativa, no quadro dos poderes que lhe forem delegados
h) estabelecer e coordenar os contactos do Ministro, pelo Ministro, sendo-lhe atribuído um orçamento autónomo
Secretários de Estado e outros responsáveis do em relação aos restantes serviços centrais do Ministério das
Ministério com os meios de comunicação social; Finanças.
i) desempenhar as demais funções que lhe sejam
4. A estrutura interna e a organização da Direcção Nacio-
cometidas por lei ou determinadas pelo Ministro.
nal de Impostos são fixadas por decreto executivo do Minis-
tro das Finanças.
3. O Gabinete de Comunicação Institucional compreende
a seguinte estrutura:
ARTIGO 18.°
(Direcção Nacional do Património do Estado)
a) Departamento de Processamento e Análise da Infor-
mação; 1. A Direcção Nacional do Património do Estado é o
b) Departamento de Comunicação e Imagem. serviço executivo responsável pela aquisição, arrendamento,
inventariação, administração, alienação, controlo e orien-
SUBSECÇÃO IV tação da gestão dos bens patrimoniais não financeiros que
Serviços Executivos Centrais integram o domínio público e o domínio privado do Estado,
incluindo os bens patrimoniais afectos aos serviços públicos
ARTIGO 17.° dotados de autonomia administrativa, financeira e patri-
(Direcção Nacional de Impostos)
monial.

1. A Direcção Nacional de Impostos é o serviço executivo 2. Compete, especificamente, à Direcção Nacional do


responsável pela proposição e execução da política tributária Património do Estado, o seguinte:
do Estado e pela fiscalização do seu cumprimento.
a) elaborar estudos e propostas sobre normas meto-
2. Compete, em especial, à Direcção Nacional de Impos- dológicas e indicadores que devem orientar a
tos, o seguinte: organização do cadastro geral dos bens móveis,
I SÉRIE — N.º 104 — DE 7 DE JUNHO DE 2010 955

imóveis e veículos do Estado, bem como os seus n) representar o Ministério das Finanças em assuntos
processos de inventariação, administração, con- de modernização do aprovisionamento público;
trolo e alienação; o) participar na criação de entidades de direito pri-
b) realizar estudos e iniciativas que visem a criação de vado, se tal for benéfico para a prossecução das
diplomas legislativos que permitam perseguir e actividades do Plano Nacional de Compras
alcançar os objectivos preconizados nos domí- Públicas Electrónicas (PNCPE), mediante autori-
nios da administração, gestão e controlo do zação prévia do Ministro das Finanças;
património do Estado; p) desempenhar as demais funções que lhe sejam
c) promover, acompanhar e emitir parecer sobre a acometidas por lei ou determinadas pelo Ministro.
aquisição, o arrendamento e a alienação dos
activos patrimoniais não financeiros do Estado; 3. A Direcção Nacional do Património do Estado com-
d) registar, inventariar, administrar e controlar os bens preende a seguinte estrutura:
móveis, imóveis e veículos pertencentes ao
Estado, incluindo os que revertam à favor do a) Departamento de Cadastro e Inventário;
Estado; b) Departamento de Gestão Patrimonial;
e) assegurar a organização, a gestão e a racionalização c) Departamento de Veículos do Estado;
dos veículos do Estado; d) Departamento de Aprovisionamento Público.
f) organizar e preparar anualmente o inventário geral ARTIGO 19.°
do património do Estado, nomeadamente, do (Direcção Nacional de Contabilidade Pública)
domínio público e do domínio privado do Estado,
com base nos inventários dos organismos e ins- 1. A Direcção Nacional de Contabilidade Pública é o
tituições da administração central e local do serviço executivo responsável pelo Sistema Contabilístico do
Estado e de outros serviços públicos dotados de Estado, nomeadamente quanto às funções de orientação,
autonomia administrativa, financeira e patrimo- registo e controlo da execução orçamental, financeira e
nial detentores de bens do Estado; patrimonial, pela elaboração da Conta Geral do Estado, que
g) colaborar na preparação e elaboração do balanço compreende as contas dos órgãos da administração central e
patrimonial que deve integrar a Conta Geral do local do Estado, da segurança social e de todos os serviços e
Estado; fundos autónomos e as contas consolidadas do sector em-
h) coordenar acções com os órgãos e as instituições presarial público.
do Estado de modo a permitir a acomodação
condigna dos serviços públicos e dos titulares de 2. No exercício das suas atribuições no domínio da
cargos políticos, nomeadamente, membros do orientação, registo e controlo da execução patrimonial, a
Executivo, governadores provinciais, vice- Direcção Nacional de Contabilidade Pública conta com a
-governadores provinciais e equiparados e colaboração das direcções nacionais, determinando o con-
outras entidades públicas a quem a lei confere junto dos activos e passivos do Estado que devem reflectir-
esse direito; -se no balanço patrimonial.
i) coordenar acções que visem o estabelecimento de
um plano de conservação de imóveis do Estado; 3. Compete, especificamente, à Direcção Nacional de
j) promover a realização das avaliações oficiais de Contabilidade Pública, o seguinte:
bens do Estado através de critérios e métodos a
estabelecer por diploma legal e propor a sua a) estabelecer normas e procedimentos contabilísticos
homologação; para o registo dos actos e factos que decorrem da
k) elaborar regras funcionais, metodológicas e técnicas gestão orçamental, financeira e patrimonial do
para as diversas aquisições e propor a sua modifi-
Estado;
cação ou actualização sempre que julgue opor-
b) instituir e manter actualizado o Plano de Contas do
tuno;
Estado;
l) assegurar a contratação centralizada para o forne-
c) prestar o apoio técnico necessário aos organismos
cimento de bens e serviços destinados aos órgãos
do Estado, através do estabelecimento de acordos- integrantes do sistema contabilístico;
-quadro; d) promover a realização da contabilidade geral do
m) assegurar o desenvolvimento e a gestão das fer- Estado, em conjunto com os órgãos sectoriais
ramentas tecnológicas centralizadas previstas no do sistema contabilístico do Estado;
Plano Nacional de Compras Públicas Elec- e) acompanhar as actividades contabilísticas das uni-
trónicas (PNCPE) e a formulação e promoção de dades englobadas no Sistema Integrado de Gestão
procedimentos normativos relativos à sua utili- Financeira do Estado e atender às necessidades
zação; operacionais dos utilizadores do sistema;
956 DIÁRIO DA REPÚBLICA

f) avaliar a consistência dos dados orçamentais, finan- d) promover a capacitação dos recursos humanos do
ceiros e patrimoniais; Estado no domínio da orçamentação;
g) manter o controlo dos responsáveis pelos registos e) efectuar a consolidação da proposta do Orçamento
dos dados; Geral do Estado;
h) manter actualizado o cadastro dos responsáveis por f) estudar e apresentar propostas sobre a actualização
bens e valores do Estado, verificando a correcção da legislação, com vista ao contínuo aperfeiçoa-
dos seus actos e dos factos nele inseridos; mento do processo orçamental;
i) analisar e avaliar os relatórios de contas das enti- g) elaborar pareceres sobre os projectos de diplomas
dades do Estado, assim como de outros organis- que impliquem despesas públicas;
mos que beneficiem de qualquer tipo de dotação h) elaborar e manter actualizadas as classificações
do Orçamento Geral do Estado; económicas, funcionais-programáticas, institu-
j) definir os procedimentos quanto à integração dos
cional, e outras, relativas ao processo orçamental,
dados dos balancetes e balanços dos órgãos da
em colaboração com os demais órgãos do Minis-
administração pública que possam não estar
tério;
integrados no Sistema Integrado de Gestão
i) manter actualizados os dados técnicos, económicos,
Financeira do Estado;
financeiros e outros relativos ao processo orça-
k) instituir e manter actualizado o Manual de Conta-
mental, nomeadamente projecções necessárias ao
bilidade do Estado;
l) elaborar e divulgar balancetes, balanços e outras processo orçamental;
demonstrações contabilísticas resultantes da j) desempenhar as demais funções que lhe sejam
gestão orçamental, financeira e patrimonial das cometidas por lei ou determinadas pelo Secre-
entidades da administração pública; tário de Estado do Orçamento.
m) produzir informações contabilísticas para a gerên-
cia e a consequente tomada de decisão; 2. O Gabinete de Políticas e Normas Orçamentais com-
n) elaborar o balancete e o relatório trimestral da preende a seguinte estrutura:
execução do Orçamento Geral do Estado;
o) propor as inspecções necessárias resultantes dos a) Departamento de Políticas e Normas Orçamentais;
processos de verificação; b) Departamento de Processamento Orçamental.
p) elaborar a Conta Geral do Estado;
q) desempenhar as demais funções que lhe sejam ARTIGO 21.°
(Direcção do Orçamento dos Órgãos de Soberania
cometidas por lei ou determinadas pelo Ministro. e da Administração Central)

4. A Direcção Nacional de Contabilidade Pública com-


1. A Direcção do Orçamento dos Órgãos de Soberania e
preende a seguinte estrutura:
da Administração Central é o serviço executivo responsável
pela elaboração da proposta consolidada de orçamento e a
a) Departamento de Normas e Procedimentos Conta-
bilísticos; administração do orçamento dos Órgãos de Soberania e da
b) Departamento de Acompanhamento e Avaliação Administração Central do Estado.
Contabilística;
c) Departamento de Análise e Verificação; 2. Compete, especificamente, à Direcção do Orçamento
d) Departamento de Produção de Informações Conta- dos Órgãos de Soberania e da Administração Central, o
bilísticas. seguinte:

ARTIGO 20.° a) analisar, ajustar e consolidar as propostas orça-


(Gabinete de Políticas e Normas Orçamentais)
mentais dos Órgãos de Soberania e da Adminis-
1. Ao Gabinete de Políticas e Normas Orçamentais tração Central do Estado;
compete o seguinte: b) acompanhar a execução orçamental de cada
Unidade Orçamental do universo dos Órgãos de
a) elaborar estudos, pareceres e propostas sobre a Soberania e da Administração Central do Estado;
política orçamental e as directrizes para elabo- c) analisar e emitir parecer sobre as solicitações de
ração do Orçamento Geral do Estado; actualização dos orçamentos parcelares das
b) elaborar propostas do Sistema do Orçamento Geral unidades orçamentais dos Órgãos de Soberania e
do Estado e superintender nas suas actividades; da Administração Central;
c) propor as normas para a elaboração e actualização d) participar na melhoria das bases metodológicas de
do Orçamento Geral do Estado; elaboração, execução e acompanhamento do
I SÉRIE — N.º 104 — DE 7 DE JUNHO DE 2010 957

orçamento, em especial quanto aos procedi- b) Departamento II (Luanda, Cuanza-Sul, Benguela,


mentos e métodos do processo orçamental; Huambo, Bié, Namibe, Huíla, Cunene e Cuando
e) elaborar pareceres sobre os projectos de diplomas Cubango).
que impliquem despesas públicas;
f) prestar apoio técnico às unidades orçamentais, com ARTIGO 23.°
(Direcção de Programação e Gestão Financeira)
vista a eficiência e eficácia do processo orça-
mental;
1. A Direcção de Programação e Gestão Financeira é o
g) executar as demais tarefas compatíveis com as suas serviço executivo encarregue da Programação Financeira da
funções. execução do Orçamento Geral do Estado, da gestão das
disponibilidades financeiras do Estado e da avaliação das
3. A Direcção do Orçamento dos Órgãos de Soberania e necessidades de recurso ao crédito.
da Administração Central compreende a seguinte estrutura:
2. Compete à Direcção de Programação e Gestão Finan-
a) Departamento dos Órgãos de Soberania e da Admi-
ceira, o seguinte:
nistração Central não Sectoriais;
b) Departamento dos Órgãos da Administração Cen-
a) propor normas de programação e execução finan-
tral Sectoriais Económicos e Sociais.
ceira do Orçamento Geral do Estado e promover
o acompanhamento, a sistematização e a padro-
ARTIGO 22.°
(Direcção do Orçamento das Administrações Locais) nização da execução da despesa pública;
b) elaborar a proposta de Programação Financeira do
1. A Direcção do Orçamento das Administrações Locais Tesouro Nacional como instrumento de execução
é o serviço executivo responsável pela elaboração da do Orçamento Geral do Estado e assegurar a sua
proposta consolidada de orçamento e a administração do execução, com a colaboração de todos os orga-
orçamento dos órgãos das administrações locais. nismos do Estado;
c) assegurar a centralização dos recursos financeiros e
2. Compete, especificamente, à Direcção do Orçamento da unidade da tesouraria do Estado e garantir a
das Administrações Locais, o seguinte: sua contabilização;
d) zelar pela gestão das disponibilidades do Tesouro
a) analisar, ajustar e consolidar as propostas orçamen- Nacional e avaliar a necessidade de recurso ao
tais das administrações locais; crédito pelo Estado;
b) acompanhar a execução orçamental de cada Uni- e) administrar os encargos centrais do Estado e rea-
dade Orçamental do universo das administrações lizar as operações centrais do Tesouro;
locais; f) acompanhar e intervir nos domínios relativos à
c) analisar e emitir parecer sobre as solicitações de tutela financeira do sector público administrativo
actualização dos orçamentos parcelares das uni- e empresarial, ao exercício da função accionista
dades orçamentais locais; do Estado e em matérias de concessões e de
d) participar na melhoria das bases metodológicas de parcerias público-privadas;
elaboração, execução e acompanhamento do g) colaborar com o Banco Nacional de Angola na
orçamento, em especial quanto aos procedi- elaboração da Programação Monetária;
mentos e métodos do processo orçamental; h) colaborar na formulação da política monetária e de
e) elaborar pareceres sobre os projectos de diplomas crédito;
que impliquem despesas públicas; i) registar e exercer o controlo financeiro sobre todas
f) prestar apoio técnico às unidades orçamentais, com as doações e ajudas internacionais ao Estado;
vista a eficiência e eficácia do processo orça- j) participar na elaboração da proposta do Orçamento
mental; Geral do Estado;
g) executar as demais tarefas compatíveis com as suas k) desempenhar as demais funções que lhe sejam aco-
funções. metidas por lei ou determinadas pelo Ministro.

3. A Direcção do Orçamento dos Órgãos das Adminis- 2. A Direcção de Programação e Gestão Financeira com-
trações Locais compreende a seguinte estrutura: preende a seguinte estrutura:

a) Departamento I (Cabinda, Zaire, Bengo, Cuanza- a) Departamento de Gestão Financeira;


-Norte, Uíge, Malanje, Lunda-Norte, Lunda-Sul b) Departamento de Tesouraria do Estado;
e Moxico); c) Departamento de Encargos Centrais do Estado.
958 DIÁRIO DA REPÚBLICA

ARTIGO 24.° cionais nas quais esses sistemas intervêm, e das tecnologias
(Direcção de Financiamentos e Gestão da Dívida Pública)
de informação e comunicação do Ministério e das Finanças
Públicas.
1. A Direcção de Financiamentos e Gestão da Dívida
Pública é o serviço executivo encarregue da negociação e
2. Compete, especificamente, à Direcção de Organização
contratação de créditos necessários ao financiamento do
e Tecnologias de Informação, o seguinte:
Estado, no âmbito da execução do Orçamento Geral do
Estado, bem como da gestão das disponibilidades de crédito
a) coordenar a elaboração e a implementação do Plano
e do endividamento público.
Director de Tecnologia de Informação do Minis-
tério;
2. Compete à Direcção de Financiamentos e Gestão da
b) assegurar, em coordenação com os restantes órgãos
Dívida Pública, o seguinte:
do Ministério, o desenho, a definição e o ajus-
tamento da sistemática operacional, assim como
a) realizar operações activas e actuar como órgão
a estruturação interna dos serviços, tendo em
único na contratação de créditos pelo Estado, em
conta a necessidade da sua integração num
articulação com o Banco Nacional de Angola;
sistema de informação para a gestão;
b) efectuar a gestão operativa dos créditos para exe-
c) definir e manter actualizado um regulamento
cução dos projectos de investimento público;
c) assegurar a execução financeira dos projectos de padrão para a elaboração de manuais, documentos
investimento público financiados em colaboração e fluxos operacionais e assessorar os restantes
com o Ministério do Planeamento e os sectores; órgãos do Ministério sobre questões relativas à
d) garantir a eficiência na execução financeira dos elaboração desses instrumentos;
projecto de investimento público; d) estudar, em coordenação com os restantes órgãos
e) assegurar o relacionamento com os bancos e outros do Ministério, as normas e os procedimentos a
organismos e instituições financeiras interna- estabelecer em cada um desses órgãos na exe-
cionais; cução das suas tarefas, tendo em conta a neces-
f) colaborar na formulação da política de crédito; sidade da captação dos dados, seu registo e
g) propor a política de endividamento público e asse- transmissão de informações, com vista a melho-
gurar a sua implementação; ria do processo de gestão;
h) gerir a dívida do Estado e os compromissos que o e) conceber, desenvolver ou adquirir, implantar e
onerem, nomeadamente garantias e vales, com a manter sistemas de informação, nas suas dife-
colaboração do Banco Nacional de Angola; rentes modalidades, observando os padrões dos
i) assegurar o relacionamento financeiro com os orga- manuais, documentos e fluxos operacionais,
nismos e instituições financeiras internacionais; estabelecidos para o Ministério, em colaboração
j) colaborar na formulação da política de crédito; com os organismos utilizadores;
k) participar na elaboração da proposta do Orçamento f) coordenar a elaboração de cadernos de encargos,
Geral do Estado e do Programa de Investimento efectuar a selecção e tratar da aquisição, ins-
Público; talação, operação e manutenção de equipamentos
l) desempenhar as demais funções que lhe sejam aco- de informática ou suportes lógicos, nos vários
metidas por lei ou determinadas pelo Ministro. órgãos do Ministério;
g) planear e implementar acções de formação e capa-
3. A Direcção de Financiamentos e Gestão da Dívida citação para técnicos de informática e utiliza-
Pública compreende a seguinte estrutura: dores dos sistemas sob a gestão do Ministério,
em coordenação com a Secretaria Geral e o Ins-
a) Departamento de Financiamentos e Gestão do tituto de Formação das Finanças Públicas;
Crédito; h) promover a boa utilização dos sistemas infor-
b) Departamento de Gestão da Dívida. máticos instalados, a sua rentabilização e actua-
lização, e velar pelo bom funcionamento das
ARTIGO 25.°
(Direcção de Organização e Tecnologias de Informação) instalações;
i) garantir a disponibilidade, integridade e confiden-
1. A Direcção de Organização e Tecnologias de Infor- cialidade das informações à sua guarda;
mação é o serviço executivo, ao qual compete propor e j) promover a optimização do uso dos recursos infor-
executar a política de organização operativa e funcional máticos para garantir a exploração eficiente e
interna, dos sistemas informáticos e das sistemáticas fun- eficaz dos sistemas de informação;
I SÉRIE — N.º 104 — DE 7 DE JUNHO DE 2010 959

k) prover, em colaboração com a Secretaria Geral, as SECÇÃO II


Organismos Tutelados
diversas áreas do Ministério em suportes lógicos
e outro material de consumo corrente, indis- ARTIGO 27.°
pensável à actividade informática; (Serviço Nacional das Alfândegas)
l) colaborar com o Centro de Documentação Ins-
titucional na manutenção de documentação da O Serviço Nacional das Alfândegas é um serviço perso-
especialidade; nalizado do Estado, tutelado pelo Ministério das Finanças,
m) colaborar com as estruturas congéneres das empre- dotado de personalidade e capacidade jurídicas e de auto-
sas e serviços autónomos, sob tutela do Minis- nomia administrativa, financeira e patrimonial, tendo como
tério; âmbito de actuação todo o território nacional, e ao qual
n) realizar as demais tarefas que lhe sejam atribuídas compete, sob superintendência do Ministro das Finanças,
pelo Ministro. propor e executar medidas em matéria de política, legislação
e procedimentos aduaneiros e garantir a sua efectiva imple-
2. A Direcção de Organização e Tecnologias de Infor- mentação.
mação compreende a seguinte estrutura:
ARTIGO 28.°
a) Departamento de Organização e Métodos; (Gabinete da Contratação Pública)

b) Departamento de Sistemas de Informação;


c) Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica; O Gabinete da Contratação Pública é uma entidade de
d) Departamento de Promoção Tecnológica. direito público, dotada de personalidade e capacidade jurí-
dicas e de autonomia administrativa e financeira e de pa-
ARTIGO 26.° trimónio próprio, ao qual compete assegurar que a
(Delegações Provinciais de Finanças)
contratação pública obedeça aos princípios da compe-
1. As Delegações Provinciais de Finanças são serviços titividade, economia, eficiência e eficácia e, incentivar e
executivos periféricos e desconcentrados do Ministério das estimular a participação de empreiteiros, fornecedores e
Finanças que, em cada província, executam as competências prestadores de serviços, bem como capacitar humana, técnica
do Ministério, com excepção das que concernem ao domínio e financeiramente as entidades públicas contratantes,
inspectivo, tributário e aduaneiro. fornecendo-lhes os meios necessários para a contratação de
empreitadas e para a aquisição de bens e serviços, asse-
2. As delegações provinciais são dirigidas por delegados gurando o cumprimento dos princípios da igualdade,
provinciais, nomeados por despacho do Ministro das Finan- concorrência, imparcialidade, transparência e da probidade,
ças, em consulta com o Governador Provincial e represen- no âmbito dos procedimentos de contratação pública,
tam na província o Ministro das Finanças. devendo simplificar os procedimentos de aquisição de bens
e serviços e estabelecer o regime de utilização das novas
3. As delegações provinciais podem integrar os seguintes tecnologias, em matéria de contratação pública.
serviços:
ARTIGO 29.°
(Instituto de Supervisão de Seguros)
a) ánálise económica e financeira;
b) jurídico;
O Instituto de Supervisão de Seguros é uma entidade de
c) administração e finanças;
direito público, dotada de personalidade e capacidade jurí-
d) recursos humanos;
dicas e de autonomia administrativa e financeira, à qual
e) orçamento;
compete genericamente a regulamentação, supervisão e
f) contabilidade;
fiscalização da actividade de seguros e fundos de pensões.
g) tesouro;
h) património do Estado.
ARTIGO 30.°
(Instituto de Supervisão de Jogos)
4. Cada um dos serviços referidos no número anterior
pode constituir-se num departamento ou ser combinado com O Instituto de Supervisão de Jogos é uma entidade de
outros, num único departamento. direito público, dotada de personalidade e capacidade jurí-
dicas e de autonomia administrativa e financeira, à qual
5. Os chefes dos departamentos provinciais são nomeados compete genericamente a regulamentação, supervisão e
pelo Ministro, sob proposta do delegado provincial, ouvidos fiscalização das actividades de jogos de fortuna ou azar e
os directores nacionais das respectivas áreas. afins.
960 DIÁRIO DA REPÚBLICA

ARTIGO 31.° b) podem solicitar aos órgãos da Administração do


(Instituto de Formação de Finanças Públicas)
Estado, serviços e fundos autónomos e empresas,
os elementos e esclarecimentos necessários ao
O Instituto de Formação de Finanças Públicas é uma
correcto e cabal cumprimento da sua função,
entidade de direito público, dotada de personalidade e capaci-
sendo obrigatória a sua prestação;
dade jurídicas e de autonomia administrativa e financeira, à
c) podem determinar a apreensão dos elementos
qual compete genericamente a implementação de acções de
probatórios de infracções por si detectadas;
formação no domínio da gestão financeira pública dirigidas
d) podem determinar a apreensão do corpo de delito,
aos recursos humanos afectos ao sector público adminis-
designadamente, livros de escrituração, mercado-
trativo e demais interessados.
rias e outros elementos de prova da prática de
ARTIGO 32.° infracções de carácter económico, financeiro,
(Comissão do Mercado de Capitais) fiscal, aduaneiro ou cambial, detectadas no curso
de acções de fiscalização, de auditoria, de ins-
A Comissão do Mercado de Capitais é uma entidade de pecção ou de varejo.
direito público, dotada de personalidade e capacidade
jurídicas e autonomia administrativa e financeira, à qual 2. Pela natureza das suas funções, os directores, subdi-
compete a regulação, supervisão, fiscalização e promoção do rectores e demais pessoal dos serviços externos com funções
mercado de capitais e das actividades com ele relacionadas. de inspecção e fiscalização, os chefes das repartições fiscais
e seus adjuntos, o pessoal do serviço de prevenção e fisca-
ARTIGO 33.°
(Organização, atribuições e funcionamento) lização tributária, bem como os funcionários aduaneiros do
quadro técnico, técnico auxiliar e de fiscalização, consi-
A organização, atribuições e funcionamento das entidades deram-se em serviço permanente, pelo que, quando estejam
tuteladas pelo Ministério das Finanças, bem como o corres- em gares marítimas e ferroviárias, em aeródromos, aero-
pondente quadro de pessoal constam dos respectivos esta- portos, navios, comboios, aeronaves e quaisquer outros
tutos orgânicos, a aprovar pelo Titular do Poder Executivo veículos, bem como recintos sujeitos a controlo fiscal ou
ou pelos órgãos investidos de tal competência, nos termos da aduaneiro, em qualquer circunstância, podem agir sobre as
legislação em vigor. infracções que constatem.

CAPÍTULO IV 3. Para efeitos de identificação e legal exercício das suas


Disposições Finais e Transitórias prerrogativas, os funcionários referidos nos números ante-
riores devem exibir, sempre que iniciem uma diligência ou
ARTIGO 34.°
(Gabinete de Apoio Técnico à Gestão das Linhas de Crédito) sejam solicitados a fazê-lo, o documento de identificação
pessoal de modelo especial, de cujo verso devem constar, em
As funções exercidas pelo Gabinete de Apoio Técnico à resumo, as prerrogativas referidas neste artigo.
Gestão das Linhas de Crédito no domínio da negociação,
ARTIGO 36.°
contratação, gestão dos contratos de crédito e gestão de
(Regulamentos internos)
disponibilidades de facilidades de crédito externas e corres-
pondentes obrigações financeiras, são integradas na Direcção 1. Cada um dos órgãos centrais do Ministério dispõe de
de Financiamentos e Gestão da Dívida. um regulamento próprio, a aprovar por despacho do Ministro
das Finanças, que contém a respectiva organização interna e
ARTIGO 35.°
(Prerrogativas dos funcionários de Impostos,
funcionamento.
Alfândegas e Inspecção)
2. As Delegações Provinciais de Finanças dispõem de
1. Para o eficaz exercício das suas funções, os funcio- regulamento próprio, aprovado por despacho do Ministro das
nários de Impostos, das Alfândegas e da Inspecção Geral de Finanças, do qual constam a sua organização e funciona-
Finanças gozam das seguintes prerrogativas: mento, adequados à situação concreta de cada sector ou
província.
a) podem requisitar o auxílio das autoridades mili-
tares, policiais ou civis, sempre que considerem 3. A organização, funcionamento e área de jurisdição das
necessário, para o cumprimento das suas funções repartições fiscais e dos gabinetes provinciais de inspecção
ou nos casos em que a sua segurança pessoal constam do regulamento interno do respectivo organismo
esteja ameaçada; central.
I SÉRIE — N.º 104 — DE 7 DE JUNHO DE 2010 961

ARTIGO 37.° N.º de


(Quadro do pessoal) N/O Designação funcional lugares
propostos
1. A organização e composição dos quadros de pessoal
5. Técnico superior
do Ministério das Finanças é a que consta das normas legais
23 Assessor principal ……………………………………… 8
em vigor.
24 Primeiro assessor ……………………………………… 8
2. O pessoal que actualmente presta serviço no Ministério 25 Assessor ……………………………………………… 24
26 Técnico superior principal …………………………… 32
deve ser integrado nos organismos criados pelo presente
27 Técnico superior de 1.ª classe ………………………… 40
decreto presidencial, qualquer que seja a forma de provi-
28 Técnico superior de 2.ª classe ………………………… 77
mento ou quadro de origem, mantendo os direitos adquiridos,
nomeadamente os inerentes ao tempo de serviço prestado ao 6. Técnico
Estado. 29 Técnico especialista principal ………………………… 4
30 Técnico especialista de 1.ª classe ……………………… 4
3. Os quadros de pessoal do Ministério das Finanças 31 Técnico especialista de 2.ª classe ……………………… 4
constam de anexo ao presente diploma do qual é parte inte- 32 Técnico de 1.ª classe …………………………………… 13
grante. 33 Técnico de 2.ª classe …………………………………… 16
34 Técnico de 3.ª classe …………………………………… 22
O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.
7. Técnico médio
35 Técnico médio principal de 1.ª classe ………………… 13
Quadro de pessoal a que se refere o artigo 37.º do 36 Técnico médio principal de 2.ª classe ………………… 13
decreto presidencial que o antecede 37 Técnico médio principal de 3.ª classe ………………… 13
38 Técnico médio de 1.ª classe …………………………… 16
A. Regime geral 39 Técnico médio de 2.ª classe …………………………… 40
N.º de 40 Técnico médio de 3.ª classe …………………………… 77
N/O Designação funcional lugares
propostos
8. Administrativo
I NÍVEL CENTRAL 41 Oficial administrativo principal………………………… 5
42 Primeiro oficial administrativo ………………………… 9
1. Titulares de cargos políticos
43 Segundo oficial administrativo ………………………… 16
1 Ministro ………………………………………………… 1
44 Terceiro oficial administrativo ………………………… 32
2 Secretário de Estado …………………………………… 3
45 Aspirante ……………………………………………… 16
46 Escriturário-dactilógrafo ……………………………… 4
2. Titulares de cargos de direcção e chefia
47 Tesoureiro principal …………………………………… 1
2.1. Cargos de direcção 48 Tesoureiro de 1.ª classe ……………………………… 2
3 Director nacional ……………………………………… 12 49 Tesoureiro de 2.ª classe ……………………………… —
4 Director de gabinete …………………………………… 5
5 Secretário geral ………………………………………… 1 9. Auxiliar
50 Motorista principal …………………………………… 4
51 Motorista de 1.ª classe ………………………………… 9
2.2. Cargos de chefia
52 Motorista de 2.ª classe ………………………………… —
6 Chefe de departamento ………………………………… 38 53 Telefonista principal …………………………………… 2
7 Chefe de repartição …………………………………… 5 54 Telefonista de 1.ª classe ……………………………… —
8 Chefe de secção ………………………………………… 62 55 Telefonista de 2.ª classe ……………………………… —
56 Auxiliar administrativo principal ……………………… 8
3. Gabinete do Ministro 57 Auxiliar administrativo de 1.ª classe ………………… 16
58 Auxiliar administrativo de 2.ª classe ………………… 17
9 Director de gabinete …………………………………… 1
59 Auxiliar de limpeza principal ………………………… 5
10 Director-adjunto ……………………………………… 1
60 Auxiliar de limpeza de 1.ª classe ……………………… —
11 Assistente administrativo ……………………………… 1
61 Auxiliar de limpeza de 2.ª classe ……………………… —
12 Secretária ……………………………………………… 1
13 Consultor ……………………………………………… 6 10. Operário
14 Oficial administrativo ………………………………… 2 62 Encarregado qualificado ……………………………… 24
15 Auxiliar administrativo ………………………………… 2 63 Operário qualificado de 1.ª classe …………………… 29
16 Motorista ……………………………………………… 1 64 Operário qualificado de 2.ª classe …………………… 29
65 Encarregado não qualificado ………………………… 8
4. Gabinete dos Secretários de Estado 66 Operário não qualificado de 1.ª classe ………………… 12
67 Operário qualificado de 2.ª classe …………………… 16
17 Director de gabinete …………………………………… 3
18 Consultor ……………………………………………… 6
II NÍVEL LOCAL
19 Secretária ……………………………………………… 3
1. Titulares de cargos de direcção e chefia
20 Oficial administratrivo ………………………………… 3
1.1. Cargos de direcção
21 Auxiliar administrativo ………………………………… 3
22 Motorista ……………………………………………… 3 68 Delegado provincial …………………………………… 18
962 DIÁRIO DA REPÚBLICA

N.º de B. Regime especial (inspecção)


N/O Designação funcional lugares
propostos N.º de
N/O Designação funcional lugares
1.2. Cargos de chefia propostos

69 Chefe de departamento ………………………………… 95


1. Titulares de cargos de direcção e chefia
70 Chefe de Repartição Fiscal de 1.ª classe ……………… — 1.1. Cargos de direcção
71 Chefe de Repartição Fiscal de 2.ª classe ……………… — — Inspector geral ………………………………………… 1
72 Chefe de Repartição Fiscal de 3.ª classe ……………… —
73 Chefe de secção ……………………………………… — 1.2. Cargos de chefia
— Inspector geral-adjunto ………………………………… 4
2. Técnico superior — Inspector provincial …………………………………… 3
74 Assessor principal ……………………………………… — — Inspector chefe de 1.ª classe …………………………… 12
75 Primeiro assessor ……………………………………… — — Chefe de secção ……………………………………… 7
76 Assessor ……………………………………………… 42 2. Inspector superior
77 Técnico superior principal …………………………… 42 — Inspector assessor principal …………………………… 6
78 Técnico superior de 1.ª classe ………………………… 86 — Inspector primeiro assessor …………………………… 3
79 Técnico superior de 2.ª classe ………………………… 86 — Inspector assessor ……………………………………… 8
— Inspector superior principal …………………………… 13
— inspector superior de 1.ª classe ………………………… 11
3. Técnico — Inspector superior de 2.ª classe ………………………… 35
80 Técnico especialista principal ………………………… —
81 Técnico especialista de 1.ª classe ……………………… — 3. Inspector técnico
82 Técnico especialista de 2.ª classe ……………………… — — Inspector especialista principal ………………………… 4
83 Técnico de 1.ª classe …………………………………… —
84 Técnico de 2.ª classe …………………………………… — 4. Subinspector
85 Técnico de 3.ª classe …………………………………… — — Subinspector principal de 1.ª classe …………………… —
— Subinspector principal de 2.ª classe …………………… 1
4. Técnico médio — Subinspector principal de 3.ª classe …………………… —
— Subinspector de 1.ª classe ……………………………… 5
86 Técnico médio principal de 1.ª classe ………………… 72 — Subinspector de 2.ª classe ……………………………… 3
87 Técnico médio principal de 2.ª classe ………………… — — Subinspector de 3.ª classe ……………………………… 7
88 Técnico médio principal de 3.ª classe ………………… —
89 Técnico médio de 1.ª classe …………………………… 72 5. Técnico médio
90 Técnico médio de 2.ª classe …………………………… — — Técnico médio principal de 1.ª classe ………………… —
91 Técnico médio de 3.ª classe …………………………… — — Técnico médio principal de 2.ª classe ………………… —
— Técnico médio principal de 3.ª classe ………………… —
5. Administrativo — Técnico médio de 1.ª classe …………………………… —
92 Oficial administrativo principal………………………… — — Técnico médio de 2.ª classe …………………………… 1
— Técnico médio de 3.ª classe …………………………… 17
93 Primeiro oficial administrativo ………………………… —
94 Segundo oficial administrativo ………………………… — 6. Administrativo
95 Terceiro oficial administrativo ………………………… 86 — Oficial administrativo principal………………………… 3
96 Aspirante ……………………………………………… — — Primeiro oficial administrativo ………………………… 3
97 Escriturário-dactilógrafo ……………………………… — — Segundo oficial administrativo ………………………… 4
— Terceiro oficial administrativo ………………………… 1
98 Tesoureiro principal …………………………………… —
— Aspirante ……………………………………………… 1
99 Tesoureiro de 1.ª classe ……………………………… — — Escriturário-dactilógrafo ……………………………… 4
100 Tesoureiro de 2.ª classe ……………………………… —
7. Administrativo
6. Auxiliar
— Motorista principal …………………………………… 6
101 Motorista principal …………………………………… 18 — Motorista de 1.ª classe ………………………………… 1
102 Motorista de 1.ª classe ………………………………… — — Motorista de 2.ª classe ………………………………… —
103 Motorista de 2.ª classe ………………………………… — — Telefonista principal …………………………………… —
104 Telefonista principal …………………………………… 18 — Telefonista de 1.ª classe ……………………………… —
105 Telefonista de 1.ª classe ……………………………… — — Telefonista de 2.ª classe ……………………………… 2
106 Telefonista de 2.ª classe ……………………………… — — Auxiliar administrativo principal ……………………… 1
107 Auxiliar administrativo principal ……………………… — — Auxiliar administrativo de 1.ª classe ………………… 1
108 Auxiliar administrativo de 1.ª classe ………………… 86 — Auxiliar administrativo de 2.ª classe ………………… 4
109 Auxiliar administrativo de 2.ª classe ………………… — — Auxiliar de limpeza principal ………………………… —
110 Auxiliar de limpeza principal ………………………… — — Auxiliar de limpeza de 1.ª classe ……………………… —
111 Auxiliar de limpeza de 1.ª classe ……………………… — — Auxiliar de limpeza de 2.ª classe ……………………… —
112 Auxiliar de limpeza de 2.ª classe ……………………… —
10. Operário
7. Operário — Encarregado qualificado ……………………………… —
113 Encarregado qualificado ……………………………… 18 — Operário qualificado de 1.ª classe …………………… —
— Operário qualificado de 2.ª classe …………………… 2
114 Operário qualificado de 1.ª classe …………………… —
— Encarregado não qualificado ………………………… 2
115 Operário qualificado de 2.ª classe …………………… —
— Operário não qualificado de 1.ª classe ………………… 2
116 Encarregado não qualificado ………………………… —
— Operário não qualificado de 2.ª classe ………………… 9
117 Operário não qualificado de 1.ª classe ………………… —
118 Operário não qualificado de 2.ª classe ………………… — O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.
O. E. 332 — 6/104 — 2000 ex. — I. N.-E. P. — 2010

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