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Bioestatistic. Moma

O trabalho de Rubene Alberto Maluleque explora o papel da estatística nas ciências biológicas, destacando sua importância na análise de dados e na tomada de decisões em diversas áreas, como saúde, economia e administração pública. A pesquisa enfatiza que a estatística é uma ferramenta essencial para a compreensão e gestão de informações, contribuindo para a eficácia das políticas públicas e o desenvolvimento científico. O documento também aborda a evolução histórica da estatística e seus desafios contemporâneos.

Enviado por

Rubene Maluleke
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Bioestatistic. Moma

O trabalho de Rubene Alberto Maluleque explora o papel da estatística nas ciências biológicas, destacando sua importância na análise de dados e na tomada de decisões em diversas áreas, como saúde, economia e administração pública. A pesquisa enfatiza que a estatística é uma ferramenta essencial para a compreensão e gestão de informações, contribuindo para a eficácia das políticas públicas e o desenvolvimento científico. O documento também aborda a evolução histórica da estatística e seus desafios contemporâneos.

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Universidade Aberta Isced (UnISCED)

Faculdade de Ciências de Educação

Curso de Licenciatura em Ensino de Biologia

Título do Trabalho: O papel de Estatística nas ciências Biológicas

Nome do aluno: Rubene Alberto Maluleque Código do estudante91230500

Pemba , 25 Março de 2023

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Universidade Aberta Isced (UnISCED)

Faculdade de Ciências de Educação

Curso de Licenciatura em Ensino de Biologia

Título do Trabalho:O papel de Estatística nas ciências Biológicas

O trabalho e de carácter avaliativo,


desenvolvido no campo a ser
submetido na coordenação do Curso
de Licenciatura em Nutrição na
UnISCED

Nome do aluno:Rubene Alberto Maluleque Código do estudante: 91230500

Pemba , 25 Março de 2023

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Índice

Introdução --------------------------------------------------------------------------------------------------4
Desenvolvimento -------------------------------------------------------------------------------------------5
Definição e Síntese Histórica da Estatística------------------------------------------------------------5
Importância da Estatística---------------------------------------------------------------------------------6
Nas companhias de seguros e previdência privada-----------------------------------------------------9
Estatísticas da Agro-pecuária-----------------------------------------------------------------------------10

Conclusão ----------------------------------------------------------------------------------------------------11
Bibliografia --------------------------------------------------------------------------------------------------12

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Introdução

O presente trabalho de pesquisa é referente ao Módulo de Bioestatística, subordinado ao tema o


papel da estatística nas ciências Biológicas. A Estatística, uma área de saber que veio a
revolucionar as ciências através do fornecimento de modelos úteis que sofisticaram o processo
de pesquisa na direção de melhores parâmetros de investigação, permitindo orientar a tomada
de decisões nas políticas socioeconômicas. Para Stigler (1986), os métodos estatísticos foram
desenvolvidos como uma mistura de ciência, tecnologia e lógica para a solução e investigação de
problemas em várias áreas do conhecimento humano.

Objectivos da Estatística é analisar os dados disponíveis e que estão sujeitos a um certo grau
de incerteza no planejamento e obtenção de resultados fies e que espelhem a realidade.

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Definição e Síntese Histórica da Estatística

Estatística é dada como uma ciência que está presente na vida do homem desde a
antiguidade, sendo demonstrada a sua capacidade de auxiliar na análise de dados, nos âmbitos
pessoal ou profissional, público ou privado. Para o gestor público, contribui nas tomadas de
decisão, permitindo empregar de forma eficiente os recursos arrecadados em benefício da
população mais necessitada. Assim, a estatística teve e continuará tendo um grande papel na
transformação dos métodos de pesquisa nas diferentes áreas do conhecimento, aumentando o
nível de confiança das informações divulgadas pelas pesquisas e favorecendo a tomada de
decisões acertadas, em face das incertezas, na implementação e avaliação de políticas sócio
económicas.

Para Matsushita (2010) o que se entende, modernamente, por Estatística ou Ciência Estatística é
muito mais do que um conjunto de técnicas úteis para algumas áreas isoladas ou
restritas da ciência. Por exemplo, ao contrário do que alguns imaginam, a estatística não é um
ramo da matemática onde se investigam os processos de obtenção, organização e análise
de dados sobre uma determinada população. Também não se limita a um conjunto de
elementos numéricos relativos a um fato social, nem a tabelas e gráficos usados para o resumo,
a organização e apresentação dos dados de uma pesquisa, embora este seja um aspecto da
estatística que pode ser facilmente percebido no cotidiano.

A estatística é definida como um conjunto de métodos e técnicas que envolve todas as etapas de
uma pesquisa, desde o planejamento, coordenação, levantamento de dados por meio de
amostragem ou censo, aplicação de questionários, entrevistas e medições com a máxima
quantidade de informação possível para um dado custo, a consistência, o processamento, a
organização, a análise e interpretação dos dados para explicar fenómenos socioeconómicos, a
inferência, o cálculo do nível de confiança e do erro existente na resposta para uma determinada
variável e a disseminação das informações.

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Importância da Estatística

A importância da estatística. para o gestor público pode ser vista através da sua utilização ao
nível do Estado, de organizações sociais e profissionais, do cidadão comum e ao nível
acadêmico. Não restam dúvidas de que uma base de informações qualificada é fundamental para
a adequada gestão das políticas públicas. O crescente uso da estatística vem ao encontro da
necessidade de realizar análises e avaliações objectivas, fundamentadas em conhecimentos
científicos. Os gestores públicos estão se tornando cada vez mais dependentes de dados
estatísticos para obter informações essenciais que auxiliem suas análises sobre a conjuntura
económica e social. As informações estatísticas devem ser concisas, específicas e eficazes,
fornecendo, assim, subsídios imprescindíveis para a tomada de decisão. Neste sentido, a
estatística fornece ferramentas importantes para que os governos possam definir melhor suas
metas, avaliar sua performance, identificar seus pontos fortes e fracos e a actuar na melhoria
contínua das políticas públicas.

A estatística é responsável pelo desenvolvimento científico em geral. Além da sua


aplicabilidade nas ciências biológicas, exactas e económicas, tem sido utilizada como ferramenta
indispensável para as ciências humanas e sociais. É assim que as ciências jurídicas, a história, a
pedagogia, a psicologia e a sociologia têm se beneficiado de consideráveis desenvolvimentos e
do aumento de credibilidade junto à população com a sua utilização.

Segundo Rao (1997), um dos mais importantes estatísticos do século, a estatística pode ser
definida de uma forma simples e objectiva. Ele define a estatística pela equação: Conhecimento
incerto + Conhecimento sobre a incerteza = Conhecimento útil. Neste sentido, o objetivo da
Estatística é analisar os dados disponíveis e que estão sujeitos a um certo grau de incerteza no
planejamento e obtenção de resultados.

Para Inesul (2007), citado por Costa (2010), "a utilização da estatística já remonta há quatro mil
anos antes de Cristo, quando era utilizada por povos guerreiros na conquista de territórios". Na
própria Bíblia, no novo testamento, observa-se o interesse dos governantes pela contagem da
população.

Entre os séculos XVI e XVIII, as nações começaram a buscar o poder econômico como forma
de poder político. Os governantes, por sua vez, viram a necessidade de coletar informações

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estatísticas referentes a variáveis econômicas e sociais tais como: população, produção de bens e
serviços, produção de alimentos, comércio exterior, saúde, educação etc. (ENCE, 2010).

Os estudos pioneiros mais importantes, que criaram um vocabulário estatístico, foram feitos
pelo alemão Gottfried Achenwall em 1746, de onde surge a palavra estatística, que
deriva da palavra latina STATU, que significa estado. Ele foi um dos intelectuais que mais
significativamente contribuíram para o desenvolvimento da Estatística moderna, pois tratava
da descrição abrangente das características sócio- político-económicas dos diferentes
Estados. No século XVII ocorreu Inglaterra a primeira tentativa de tirar conclusões a
partir de dados numéricos, que foi chamada de Aritmética Política, actualmente chamada de
demografia (ESTATÍSTICAS, ATUAÇÃO PROFISSIONAL..., 2010)..

Cabe destacar ainda que a evolução constante e acelerada no poder de processamento dos
computadores, aliada ao desenvolvimento de softwares cada vez mais poderosos,
causaram um aumento do interesse pelos métodos estatísticos computacionalmente intensivos,
como os modelos lineares generalizados, modelos não-lineares (como redes neurais, árvores de
decisão, modelos multinível, modelos dinâmicos espaciais), modelos bayesianos, além dos
métodos baseados em reamostragem, como testes de permutação e bootstrap.

A utilidade da estatística se expressa no seu uso, uma vez que grande parte das hipóteses
científicas, independentemente da área, precisa passar por um estudo estatístico para ser aceita
ou rejeitada, como é o caso do teste de novos medicamentos, dos ajustes de modelos de
regressão, sobre a opinião popular de novos produtos etc. Na área médica, por exemplo, nenhum
medicamento pode ser disponibilizado para o mercado se não tiver sua eficácia
estatisticamente comprovada. O grande volume de informações produzidas pelo mundo
moderno (pesquisas por amostragem, censos, internet, mercado financeiro) precisa ser
analisado adequadamente. Essas análises utilizam as mais variadas técnicas estatísticas. A
rigor, onde houver incerteza esta ciência pode ser empregada. Desse modo, todas as áreas do
conhecimento humano a requerem como instrumento de análise de dados
(ANDRADE, 2009).

Na Administração, os métodos estatísticos podem ser empregados para o planejamento e


controle da produção, visando à implantação de técnicas administrativas eficientes que garantam

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menores custos e maiores lucros, na estimação de receitas, previsão de estoques e de demandas,
e, principalmente, ao conhecimento do mercado e de seu cliente.

Na indústria farmacêutica, química, siderúrgica, têxtil, alimentícia e de bens


manufacturados, os métodos e técnicas estatísticos são utilizados desde a fase de definição dos
produtos até a produção final, através de pesquisas de mercado, controle de qualidade, custos e
previsão de vendas.

Na Medicina, os métodos estatísticos de planejamento de experimentos são


empregados em análises de drogas e em ensaios clínicos, permitindo testar hipóteses que
possibilitam decidir sobre a eficácia de um novo medicamento no combate a determinada
doença. As informações fornecidas pelos testes bioquímicos são analisadas por métodos
estatísticos visando estabelecer diagnósticos e previsões de possíveis causas de doenças.

A aplicação de técnicas estatísticas tornou o diagnóstico médico mais objetivo e preciso, o que
permite identificar situações críticas e, consequentemente, atuar em seu controle,
desempenhando papel crucial no estudo da evolução e incidência de uma doença, como, por
exemplo, a AIDS (ENCE, 2010).

Em estudos arqueológicos, técnicas estatísticas de comparação entre diferentes objetos


encontrados têm representado um eficiente método para determinar a cultura a que pertenciam
antigos artefactos, bem como para estabelecer uma ordenação cronológica (UFPE, 2010).

Na área jurídica, a estatística é utilizada por uma das partes do tribunal com o intuito de
fornecer evidência sobre a ocorrência de determinado evento. Nesse sentido, pode fornecer a
chance de um réu ser considerado culpado ou inocente de crime, baseando-se na colecta de
informações sobre o local onde ocorreu o crime. Além disso, pode-se utilizar a estatística como
ferramenta para controlar de forma mais eficiente o gerenciamento dos tribunais no que diz
respeito ao acompanhamento das acções, processos, causas etc. (COELHO, 2010).

Nas companhias de seguros e previdência privada, os métodos estatísticos são empregados


para estabelecer avaliação de riscos, a partir do cálculo de estatísticas securitárias, permitindo a
criação de diferentes modalidades de seguro, mais sofisticadas, complexas e economicamente
viáveis, de forma que a empresa tenha solidez no mercado.

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Nas organizações não-governamentais a estatística tem sido aplicada com o objectivo de
auxiliar na geração e avaliação de indicadores, tanto para definir seus focos de actuação quanto
para o acompanhamento e avaliação da eficácia dos projectos sociais implementados nas
diferentes esferas de governo. Na economia, a estatística, a partir de um modelo teórico
econômico estabelecido, tem a finalidade de investigar, com base em dados empíricos, a
capacidade de explicação das equações económicas ajustadas, avaliando a significância dos
parâmetros de cada regressão, os testes de hipóteses globais, os testes dos coeficientes
individuais da regressão, o teste dos resíduos de Durbin-Watson, bem como o coeficiente de
determinação do modelo.

Podem destacados alguns levantamentos que têm como base a colecta de informações junto
aos domicílios. Realizado decenalmente, o Censo Demográfico se constitui como núcleo das
estatísticas sociodemo- gráficas, auxiliando os gestores públicos a entender melhor a dinâmica da
população e a organizar seus gastos com saúde e assistência social. No intervalo entre dois
Censos é realizada a Contagem da População, operação censitária fundamental para aprimorar
as estimativas anuais de população. De carácter-amostral, destaca-se a Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (PNAD), que levanta anualmente informações sobre habitação,
rendimento e mão de obra, associadas a algumas características demográficas e de educação.
Como mais uma fonte de informações sobre o mercado de trabalho, destaca-se a Pesquisa de
Economia Informal Urbana, de periodicidade quinquenal, e, para acompanhamento conjuntural,
cabe mencionar a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). A Pesquisa de Orçamentos Familiares
(POF), de periodicidade quinquenal, permite conhecer a estrutura de rendimentos e da
despesa das famílias. Ainda como fonte de informações sociodemográficas encontram-se as
pesquisas fundamentadas em registros administrativos, como o Registro Civil, a Pesquisa de
Assistência Médico-Sanitária e a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico.

Estatísticas da Agro-pecuária

Têm com núcleo o Censo Agro-pecuário, que investiga, a partir dos estabelecimentos agro-
pecuários, a organização fundiária (propriedade e utilização das terras), o perfil de

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ocupação da mão de obra e o nível tecnológico incorporado ao processo
produtivo, entre outros temas estruturais de relevância. Para o acompanhamento anual
do sector, destacam-se a Pesquisa Agrícola Municipal e a Pesquisa da Pecuária
Municipal, entre outras.

Estatísticas Económicas

Trazem informações sobre os principais sectores da economia: comércio, indústria, construção


civil e serviços, a partir do levantamento, por amostra, em estabelecimentos de cada sector. A
Pesquisa Anual do Comércio, a Pesquisa Industrial Anual, a Pesquisa Anual da Indústria da
Construção e a Pesquisa Anual de Serviços são exemplos dos trabalhos mais relevantes nessa
área. Cabe mencionar que o acompanhamento conjuntural da economia é possível através
do conjunto de pesquisas mensais do comercio da industria e da agricultura.

Desafios

Os principais desafios da estatística, são 3 nomeadamente: eficiência, comunicação e preparação


para o futuro.

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Conclusão

É evidente que esta área de conhecimento, leva nos a conclusão de que, estatísticas confiáveis
são cada vez mais indispensáveis para o sistema de informação de uma sociedade democrática,
servindo às diferentes esferas de governo, às empresas privadas e à população em geral com
dados sobre a economia, a demografia e as condições sociais e ambientais do País. Isto significa
que estatísticas confiáveis devem estar disponíveis para a sociedade, processadas de maneira
imparcial, livres de interferência política e acessíveis para toda a população sob condições de
igualdade.

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REFERÊNCIAS

ACHENWALL, G. Biografia de Gottfried Achenwall. Disponível em: <[Link]

wiki/Gottfried_Achenwall>. Acesso em: 16 jun. 2010.

ANDRADE, A. Estatística é base para previsões meteorológicas. Disponível em:


<[Link] Acesso em: 17 jun. 2010.

BAYER, A. et al. A estatística e sua história. Disponível em:


<[Link] Acesso em: 18 jun. 2010.

CASTANHEIRA, L. B.; PIZARRO, M. L. P. Estatística e probabilidade. São Paulo: GSP, 2003.

COELHO, H. F. C. Sobre o profissional em estatística. Disponível em: <[Link]

site/hemilio/sobre-o-profissional-em-estatistica>. Acesso em: 24 jun. 2010.

COSTA, C. E. A estatística no mundo moderno. Disponível em:


[Link]
moderno/518/. Acesso em: 15 jun. 2010.

CROSSEN, C. O fundo falso das pesquisas: a ciência das verdades torcidas. Rio de Janeiro:

Revan, 1996. 278p.

DOWNING, Douglas; CLARK, Jeffrey. Estatística aplicada. São Paulo: Saraiva, 2000.

ENCE. Aplicações de estatística. Disponível em: <[Link]

_imprimir.asp?URL=/estatistica/[Link]>. Acesso em: 23 jul. 2010.

ESTATÍSTICAS, atuação profissional, formação, mercado de trabalho. Disponível em:


<[Link] Acesso em: 23 jul.
2010.

FARHAT, C. A. V. Introdução à estatística aplicada. São Paulo: FTD, 1998.

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