EGREGORA DE QUIMBANDA
Oque é EXU!
O brincalhão Exu, que entre outras coisas é o
Mensageiro dos Orixás no Candomblé, tem
origem na religião africana, de modo que
apenas em um período posterior, na fase do
sincretismo, foi reinterpretado e até
marginalizado nos cultos afro-brasileiros,
notadamente na Umbanda. Aliás, pela
influência Católica na colonização e formação
político-social do Brasil, Exu foi associado com
o demônio mesmo antes da fundação da
Umbanda. Nessa religião, entretanto, essa
figura foi
complementada como entidade maligna. Exu
se tornou o representante do demônio, do
perigo e da imoralidade. Por causa dessas
características, parece que os primeiros
umbandistas o associaram com africanos e
escravos rebeldes. Exu foi, portanto, segregado
da Umbanda, e se tornou o legislador da
quimbanda, do submundo3 .
Outra interpretação umbandista coloca Exu na
ordem evolucionista de precedência, conforme
o modelo kardecista. Ele é reduzido a um
espírito menos evoluído, que todavia tem
potencial para evoluir e se tornar um espírito
bom. Alguns umbandistas distinguem entre Exu
pagão e Exu batizado, que se submeteu à
doutrinação e encontrou o caminho certo da
escada da evolução. Essa distinção reflete algo
do caráter original ambivalente de Exu, apesar
do rito de passagem do batismo, que define a
distinção que é certamente nova. Novamente
esse batismo do Exu pagão tem sido
interpretado como uma expressão e
aculturação e domesticação do mal, do perigo
e da imoralidade.
Há quem creia que os Exus são entidades
(espíritos) que só fazem o bem e outros que
creem que podem também ser neutros ou
maus. Dividem-se, de acordo com uma
hierarquia espiritual, em falanges, sub-
falanges, grupos e sub-grupos. Observa-se que,
não raro, os médiuns dos terreiros
de Umbanda, e mesmo de Candomblé, não
têm uma ideia muito clara da natureza da(s)
entidade(s), quase sempre, por falta de estudo
das religiões. Na verdade, essas entidades não
devem ser confundidas com os chamados
obsessores. Apesar de inseridas na mesma
Linha das Almas, sendo o seu dia devotado à
segunda-feira, ficam sob o seu controle os
espíritos mais atrasados na evolução, que são
por eles orientados para que consigam evoluir
através de trabalhos espirituais feitos para o
bem.
O poder de se comunicar confere a ele
também o oposto, a possibilidade de desligar e
comprometer qualquer comunicação.
Possibilita-se a construção, exu também
permite a destruição. Esse poder foi traduzido
mitologicamente no fato de habitar as
encruzilhadas, cemitérios, em suma, as
passagens. Portanto, os diferentes e vários
cruzamentos entre caminhos e rotas lhe faz o
senhor das entradas e saídas.
á algumas diferenças na maneira de conceber o
exu no Candomblé e na Umbanda. No
primeiro, é como os demais orixás, uma
personalização de fenômenos e energias
naturais. O Candomblé considera que as
divindades, ou seja, os orixás entram em transe
nos médiuns, intitulados cavalos ou aparelhos,
mas não há consultas. Apenas se manifestam
nas festas devidamente caracterizados e
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paramentados exu de candomblé e um orixá,
santo por assim dizer, por ter sido criado da
energia divina para auxiliar na manutenção
astral como todos outros orixás, já exu de
umbanda são espíritos, pessoas que viveram e
desencarnaram. Já na Umbanda, o exu é uma
entidade que normalmente incorpora e
promove consultas incorporadas em seu
médium, como outras entidades, tais quais,
os caboclos, pretos-velhos, crianças, os
falangeiros de orixás, também denominados
mensageiros, e outras várias entidades.
A Umbanda considera os exus como entidades
que buscam, através da caridade, a evolução
espiritual. Em síntese, o grande agente mágico
do equilíbrio universal. Também é o guardião
dos trabalhos de magia, pela qual opera com as
forças do astral. E também são considerados
"policiais", "sentinelas", "seguranças" que
agem pela Lei, no submundo do "crime"
organizado e principalmente
policiando seu médium no seu dia a dia. As
falanges de exus sempre estão nas zonas
consideradas infernais, embora delas não
façam parte. Com efeito, realizam os seus
trabalhos de guarda em todas as partes onde
são necessários. Certos exus guardam entradas
de hospitais, necrotérios e cemitérios para
impedir que kiumbas, espíritos sem evolução,
de natureza vampiresca e zombeteira, se
alimentem do duplo etéreo dos que estão à
beira da morte ou daqueles que
desencarnaram recentemente. A força vital
permanece nos corpos sem vida e não deve ser
sugada para alimentar almas que desejam
praticar o mal. Esses espíritos devem ser
impedidos de qualquer maneira. Participam
também do resgate de almas localizadas em
zonas inferiores, os chamados umbrais.
O plano astral também é morada de miríades
de espíritos que perseveram no mal. Alguns
deles estabelecem uma prática na
espiritualidade de obsidiar desencarnados e
até encarnados. O trabalho dos exus é não
permitir que consigam influenciar espíritos e
pessoas vivas a ponto de elastecer seus
tentáculos e criar verdadeiras frentes de
maldade espiritual e material. Esse combate é
árduo e permanente. Os exus chefes de falange
podem ser equiparados a verdadeiros generais
que promovem vigília e combate, além do
comando de inúmeras falanges.
Mesmo os chamados chefes também
obedecem à severa hierarquia dos comandos
do astral. Podem
também ser apontados como exus da estrada,
da encruzilhada, do cemitério, da beira do mar,
das
cidades e das matas.
sses espíritos se utilizam de energias mais
"densas" ou materiais. Nota-se que
essas entidades podem realizar trabalhos
benignos, como curas, orientação em todos os
setores da vida pessoal dos consulentes e
praticar a caridade em geral. A condição de exu
para um espírito é
transitória, podendo este, uma vez redimidas
suas dívidas perante a Lei Divina, seguir escalas
mais elevadas de evolução.
Os trabalhos malignos não são acordos
efetuados com os exus, mas sim Kiumbas, que
agem na surdina e não estão sob a orientação
de nenhum guia, mas que podem se fazer
passar por um, atuando em terreiros que não
praticam os fundamentos básicos da Umbanda,
que são a existência de um Deus único, crença
em entidades espirituais em evolução, orixás
que formam a hierarquia espiritual, guias
mensageiros, na existência da alma, na prática
da mediunidade sob forma de
desenvolvimento espiritual do médium, além
da caridade gratuita a quem necessita. O
objetivo é sempre proporcionar vibrações
positivas através da fé, amor e respeito ao
próximo. Alguns centros
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ditos de Umbanda se servem apenas para
ganho pessoal do seu pai-de-santo ou
sacerdote. Ato este que deve ser repudiado,
pois religião não e uma forma de ganho de vida
ou comercio.
Porem exu e bombagiras são espíritos de
barganhas, espíritos acostumados a vida
terrestre, apegados a bens e prazeres materiais
e carnais tais como o sexo, joias, bebidas
alcoólicas, fumos, cigarros, perfumes, vestes,
alguns tipos de comidas e etc. tudo oque os
façam relembrar os prazeres carnais.
Exu e pombagiras não costumam trabalhar de
graça, são seres que fazem seus pactos e
trabalhos desde alta a baixa magia, mas pra
eles tudo tem seu preço, seja materiais para
seu ganho próprio ou ate mesmo para ganho
próprio de seu médium, são inteligentes e
astutos e sabem a hora exata de ganhar e
nunca perder.
, Os exus infelizmente são confundidos com os
kiumbas, que são espírito trevosos ou
obsessores que se encontram desajustados
perante a Lei. São responsáveis pelos mais
variados distúrbios morais e mentais nas
pessoas, desde pequenas confusões, até as
mais duras e tristes obsessões. Comparados ao
Diabo dos Católicos, são espíritos que se
comprazem na prática do mal, apenas por
sentirem prazer ou vingança, calcado no ódio
doentio. Aguardam, portanto, que a Lei os
recupere da melhor maneira. Vivem no baixo
astral, onde as vibrações energéticas são
pesadas. Trata-se de uma enorme egrégora
formada pelos maus pensamentos e oriundos
dos espíritos encarnados e desencarnados.
Sentimentos baixos, tais
quais, paixões desenfreadas, ódios, rancores,
raivas,vinganças, sensualidade exagerada e
vícios de toda estirpe alimentam essa faixa
vibracional da qual os kiumbas se comprazem,
já que se sentem mais fortalecidos com a
energia negativa que por eles é absorvida.
O verdadeiro exu é uma entidade guardiã
empenhada em uma missão maior, por isso
não faz mal a ninguém, mas sim sua cobrança.
Exus são entidades destinadas a aplicar a lei
carnal e divina, faz com que QUEM DEVE PAGA
E QUEM MERECE RECEBE. Seu objetivo é
auxiliar as pessoas com fé e respeito. Alguns
exus foram, quando reencarnados, pessoas
importantes,
como políticos, médicos, advogados,
industriais, mas também trabalhadores,
pessoas comuns, padres, escravos,
saltimbancos que cometeram alguma falha e
escolheram ou foram escolhidos para assumir
essa roupagem espiritual com o fim de
redimirem seus erros pretéritos. Outros são
espíritos mais evoluídos que optaram por
orientar os seus médiuns. Em seus trabalhos de
magia, o exu corta demandas, desfaz trabalhos
malignos, feitiços e magia negra, efetuada por
espíritos sem evolução.
Ajudam a limpar ambientes, retirando
os obsessores e os encaminhando para à luz ou
para que possam cumprir suas penas no astral
inferior.
Uma verdadeira casa de caridade é sempre
reconhecida pela gratuidade dos serviços
prestados a quem procura ajuda em um
terreiro de Umbanda.
Alguns espíritos, que usam indevidamente o
nome de exu, procuram realizar trabalhos de
magia dirigida contra os encarnados. Na
realidade, quem está agindo é um espírito
atrasado. É justamente contra as influências
maléficas, o pensamento doentio desses
feiticeiros improvisados, que entra em ação o
verdadeiro exu, atraindo os obsessores ainda
ignorantes e procurando trazê-los para suas
falanges que trabalham visando à própria
evolução.
5
O chamado exu pagão é tido como aquele sem
luz, sem conhecimento e pouca evolução,
ainda não pronto para o despertar à caridade. É
o mesmo que kiumba.
Já o exu batizado é uma alma já sensibilizada
pelo bem que já evoluiu e trabalha para o
próximo, dentro do reino da Quimbanda, por
ser uma força ajustável ao meio podendo
intervir como um policial que penetra nos
reinos da marginalidade para fins de resgate e
limpeza.
Não se deve, entretanto, confundir um
verdadeiro exu com espíritos zombeteiros,
mistificadores, obsessores ou perturbadores,
que recebem ou deveriam receber a
denominação de kiumbas e que, não raro,
mistificam e iludem os presentes, se passando
por guias.
Para evitar essa confusão, não se concede aos
chamados exus pagãos a denominação de exu,
classificando-os apenas como kiumbas. E
reserva-se para os ditos exus batizados e
coroados a
denominação de exu.
Os exus mais evoluídos são chamados de exus
coroados.
Oque podemos dizer sobre o reino de
quimbanda (quimbanda)?
A Quimbanda ou Kimbanda não é
simplesmente mais uma das linhas existentes
dentro dos cultos afro-brasileiros, suas
influências não são somente Bantu, Nagô e
Yorubá, também abrangem em larga escala
vários aspectos da Religião Indígena, Católica, o
Espiritismo moderno, a alquimia, o estudo da
natureza fundamental da realidade e Correntes
Orientais.
É importante lembrar que o sincretismo entre
Exú e o Diabo existe, salvaguardando várias
confusões ao verificar que atualmente muitas
pessoas pensam que a Quimbanda é um culto
satânico ou Magia Negra, tendo aquele
sentimento de dualidade aonde as pessoas
vêem o bem e o mal em uma luta eterna
confundindo a figura do Diabo com tudo de
ruim sem lembrar que Ele já teve seu martírio e
foi vencido por Deus que é Quem determina o
espectro e a liberdade de suas ações desde o
princípio dos tem
A quimbanda se originou no começo da criação
das almas humanas, por perceber a
necessidade de criar um reino para almas
pecadoras com intuito de redimi-las fez se o
reino de quimbanda, reino este que acolhei
almas humanas para suas evoluções,
independente do lado evolutivo.
Neste reino encontramos espíritos dos mais
altos graus evolutivos aos mais inferiores.
Espíritos do reino de quimbanda são chamados
de exus e bombagiras (exu mulher), espitiros
estes que são os soldaos e guardiões das leis
astrais e carnais.
A muito oque se dizer deste fantástico reino,
mas nem tudo a a necessidade de ser dito,
alguns segredos e mistérios apenas pertencem
a este reino e a seus falangeiros.
Leis da quimbanda:
1- Seja pela quimbanda que ela será por você
2- Da quimbanda nada se quebra
3- Segredos da quimbanda ficam na
quimbanda
4- Nada se faz de graça
5- Da quimbanda nada se tira
6- Respeite hierarquias
6
O sacrifício na quimbanda:
Por anos tem se dito muito sobre o ato se
sacrifício dentro da religião, este ato e
extremamente sagrado não sendo de nenhuma
maneira satânica ou demoníaca, lembrando
que satã e demônios são criaturas criadas no
cristianismo e não se encaixam dentro da
umbanda ou quimbanda! Exu não é um
demônio como dito atrás, exu e um ser
espiritual que esta no reino para sua evolução.
Os atos de cortes ou sacrifícios dentro da
mesma são feitos com muita cautela e
seriedade, pois podem pesar muito na vida de
uma pessoa.
Este ato e utilizado para dar força aos espíritos,
fazendo com que eles possam estar mais
ligados ao mundo material. E importantíssimo
ressaltar que nenhum animal deve ser
sacrificado para o mal, pois aquele sangue
derramado para o mal será cobrado por TATA
OMOLU da pessoa quem o derramou, e este
não deixa em branco.
O espirito do animal sacrificado continua no
plano espiritual e é encaminhado para
evolução como qual quer outra criatura
vivente, oque se utiliza e o sangue fluido este
que é o significado da vida, e os axés, vísceras
importantes com fundamento.
É mais importante ainda dizermos sobre os
animais a serem sacrificados, os mesmos não
podem sentir fome, dor, sede ou qualquer ato
de crueldade, pois estes entrarão em contato
com a energia e sintonia com o ato.
Animais sacrificados são animais da cadeia
alimentar humana, pois destes comemos a
carne e estas carnes muitas das vezes devem
ser consumidas em comidas caseiras comuns
(não há nenhum problema em comer essa
carne, o utilizado no ritual já foi retirado e
separado, a carne não e fundamento e sim
comida humana), É ESPRESSAMENTE PROIBIDO
SACRIFICAR ANIMAIS QUE NÃO ENTRAM NA
CADEIA DE NOSSA ALIMENTAÇAO (BASEADO
EM CULTURAS), ANIMAIS DOMESTICOS COMO
GATO, CAES OU QUALQUER OUTROS NÃO SÃO
UTILIZADOS NESTES RITUAIS E QUELES QUE
FAZEM SERAO JULGADOS E PUNIDOS PELAS
LEIS CARMICAS, POIS ALGUNS ANIMAIS SÃO
PERTENCENTES À ORIXAS E SÃO DEFENDIDOS E
PROTEJIDOS PELOS MESMOS.
QUIMBANDA E EVOLUÇAO, APLICAÇAO DA LEI
E A REFORMA DO UNIVERSO, SÃO AQUELES
QUE LIMPAS A SUJEIRA PRA QUE ALUZ
PREVALEÇA E NÃO UM ATO DE CRUELDADE E
SATANISMO.
Cargos da quimbanda:
1- Homem / mulher de quimbanda: estes são
os responsáveis pelo terreiro, donos e
cargos máximos dentro do mesmo.
2- Cambono de quimbanda: este que é o
zelador da mesma, cuida da fiscalização
do cumprimento das normas e leis, desde o
atendimento aos consulentes ate as
entidades.
3- Homem / mulher de tronqueira: zeladores
da casa de exu, quem cuida da
fiscalização da manutenção da mesma. Apenas
este cargo e homem / mulher de quimbanda
são liberados a entrarem na tronqueira, pois
estão são ligados diretamente a casa entidades.
O restante preciso da permissão deste cargo ou
do homem/mulher de quimbanda.
4- Mao de faca: pessoa liberada a fazer os
cortes de sacrifícios de animais, cargo esse que
e defendido direto pelo exu da casa, pois este e
libera a fazer estes atos e mais ninguém, este
apresentado nos preceitos e rituais de
quimbanda, este e quem da energia a entidade
fazendo a ligação entre o plano espiritual e o
mundo material.
5- Mao de queima: cargo a quem e confiado
atos de manipular o fogo, desde acender as
velas ate queimas de materiais de trabalhos.
6- Mao de pemba: responsável por riscar os
pontos de firmeza, fazendo assim a assinatura
astral de símbolos sagrados.
7- Cambono de entidades: estes são zeladores
de cada entidade, cada um com sua entidade,
mas também responsável pela limpeza do
terreiro, e do final de cada gira.
Observação:
Estes cargos são dados apenas por EXU, dono
de sua própria quimbanda.
7
As cores da quimbanda:
Branco: alta magia.
Vermelho: magias do encanto, fogo. Preto:
baixa magia.
Das velas:
O material mais importante em uma gira ou
qualquer outro ritual são as velas, estão são as
que dão energia a trabalho pois na mesma
encontramos, fogo, ar e terra e cores que
representam uma energias cósmicas que
também serem como um farol para que as
entidades possam encontrar o caminho a
seguir.
A Vela Azul deve ser acesa quando se deseja
adquirir calma, serenidade, sabedoria,
desenvolver e trabalhar poderes paranormais,
sensitividade, intuição e ter expansão nos
projetos.
A Vela Amarela deve ser acesa quando há
necessidade de cura energética, clarear a
mente, abrir o intelecto, firmar os
pensamentos, desenvolver a espiritualidade e
ocorrer mudanças rápidas das situações.
A Vela Branca representa a pureza e
sinceridade. É utilizada para obtermos paz de
espírito, harmonia, equilíbrio em nossas casas.
Acende-se quando se deseja paz, limpeza, cura,
reconciliação, harmonia e iluminação.
A Vela Laranja deve ser acesa para ter força
mental, aumentar a confiança, a criatividade, o
entusiasmo, o poder de atração, felicidade e
obter sucesso nos empreendimentos.
A Vela Violeta ou Lilás deve ser acesa quando
há necessidade de transmutar as energias,
transformar negatividade, ter inspirações,
aumentar a intuição, combater o "stress" e
acalmar-se.
A Vela Rosa representa à beleza, o amor, a
moralidade. Deve ser usada em assuntos
amorosos para fortificar relacionamentos
afetivos. Boa cor para realizar os desejos do
campo emocional e afetivo.
A Vela Verde simboliza a calma, a tranquilidade
e o equilíbrio. Deve ser acesa quando se
desejar a cura física e espiritual, fertilidade,
estabilidade e abundância.
A Vela Vermelha deve ser acesa quando se
precisa de coragem, ânimo, determinação,
força, ação, dinamismo, vigor, proteção,
conquistar e liderar assuntos relacionados à
matéria, amor, encantos, força pra guerrear,
trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo e
evolução rápida dos acontecimentos.
A vela marrom deve ser acessa quando
necessita de trabalhos de justiça.
A vela preta devera ser acessa para trabalhos
de desmanchar feitiços, retirar negatividades e
descarrego.
Importante lembrar que difere muito dos
trabalhos das entidades, pois cada entidade
trabalha nos lados positivos e negativos das
cores das velas, e cada uma tem sua maneira
de atuar.
8
Organograma do nível dos reinos de
quimbanda.
Quimbanda alta: onde se encontra o primeiro,
o ser mais elevado do mundo espiritual de exu.
Quimbanda rasa: onde se encontra os 7
primeiros espíritos a adentrar no reino de exu,
os 7 primeiros exus coroados.
Quimbanda media: onde se encontra os 7 dos
7 primeiros da falange rasa.
Quimbanda baixa: onde se encontra os 7 dos
49 exus da falange media.
Quimbanda funda: onde se encontra os 7 dos
343 exus da falange baixa:
Quimbanda profunda: onde se encontra os 7
dos 2041 da falange funda.
Depois disso encontramos espíritos sem
nenhuma evolução, espíritos das trevas,
kiumbas, eguns malignos que são mandados e
peneirados para começarem a servir a falange
de exu e pagarem por seus atos mundanos.
9
KIMBAS, EGUNS E ESPIRITOS PENEIRADOS
PARA SEGUIR A LINHAGEM DE EXU.
7 DOS 2041=16807 PROFUNDA
7 DOS 343=2041 FUNDA
7 DOS 49=343 BAIXA
7 DOS 7 PRIMEIROS=49 MEDIA
7 PRIMEIROS RASA
MAIORAL ALTA
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Pomba-gira no reino de exu:
Quimbanda alta: onde se encontra a primeira,
o ser mais elevada do mundo espiritual de exu.
Quimbanda rasa: onde se encontra as 7
primeiras espíritos a adentrar no reino de exu,
as 7 primeiros pomba-gira.
Quimbanda media: onde se encontra as 7 das 7
primeiras da falange rasa.
Quimbanda baixa: onde se encontra as 7 das
49 pomba-gira da falange media. Quimbanda
funda: onde se encontra as 7 das 343 pomba-
gira da falange baixa: Quimbanda profunda:
onde se encontra as 7 das 2041 pomba-gira da
falange funda.
Depois disso encontramos espíritos sem
nenhuma evolução, espíritos das trevas,
kiumbas, eguns malignos que são mandados e
peneirados para começarem a servir a falange
de exu e pagarem por seus atos mundanos.
11
KIMBAS, EGUNS E ESPIRITOS PENEIRADOS
PARA SEGUIR A LINHAGEM DE EXU.
7 DAS 2041=16807 PROFUNDA
7 DAS 343=2041 FUNDA
7 DAS 49=343 BAIXA
7 DAS 7 PRIMEIRAS=49 MEDIA
7 PRIMEIRAS RASA
MAIORAL ALTA
12
OBERVAÇAO: ESTES NUMEROS DAS TABELAS A
CIMA, NÃO SÃO EXATOS, SÃO OQUE
APROXIMADAMENTE CONHECEMOS POR
ESTUDOS E RELATOS.
OS SIMBOLOS SAGRADOS:
Dentro dos símbolos sagrados encontramos
uma grande variedade, símbolos são
assinaturas energéticas e astrais que espíritos
utilizam para deixar suas marcar e pontos de
energias.
Aqui iremos estudar alguns dos símbolos de
quimbanda. Não utilizando símbolos
cabalísticos.
Estrela de seis pontas, formando dois
triângulos iguais, que indicam a igualdade
entre o que está à cima e o que está a baixo.
Também pode ser usada para representar a
linha do oriente.
Pentagrama simboliza o Homem Integral (de
braços e pernas abetos) interagindo em
perfeita harmonia com a plenitude da
existência. Também utilizada pelo povo do
oriente.
Garfo de pomba-gira
13
GARFO DE EXU
INFINITO
NÓS ATADOS
NOS DESATADOS
14
Encruzilhada Feminina
Encruzilhada macho
Cruzeiro
Cruz
15
Balança
Firmeza
Direção das energias
Circulo do mundo
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Positivo
Não será explicado muitos sobre os símbolos,
pois nesta apostila ficaram espaços para que
possa fazer anotações das simbologias,
consultando entidades e pedindo suas
explicações, pois cada entidade utiliza os
símbolos de uma forma muito pessoal e deve
ser entendida da maneira como o terreiro as
cultuam.
Existem muitos outros símbolos, mas
lembrando de que estes são princípios básicos
de estudo.
Negativo
17
Dos materiais e elementos:
Existem muitos materiais e elementos
utilizados em uma quimbanda, assim como
positivo tudo também tem seu lado negativo,
mas lembrando de que cada ritual tem sua
particularidade, pois cada entidade de uma
maneira diferente de trabalhar e atuar no seu
campo magnético.
Vejamos alguns itens:
Enxofre: utilizado para descarrego, em
trabalhos de masculinidades, também
utilizados para demandas.
Pólvora: utilizada para queimas também de
descarrego como também para demandas.
Terras: cada local tem sua marca registrada,
seja uma encruza ou uma calunga, as terras de
cada devido lugar tem sua energia positiva e
negativa.
Espelhos: utilizados em trabalhos de encantos,
como também para demandas e trabalhos de
desobsessao.
Flores: trabalhos de encanto e amarrações.
Perfumes: trabalhos de encanto e amarrações.
Batons: trabalhos de encanto, e amarrações.
Fitas coloridas: demandas, defesas,
amarrações. Ervas: para todas as finalidades.
Bebidas: para todas as finalidades.
Charutos: para todas as finalidades.
Cigarros: para todas as finalidades.
Essências: para todas as finalidades.
Tesouras: para demandas e quebrar feitiços.
Facas: para demandas e quebrar feitiços.
Mel: para encantos, amor, amarrações e
demandas. Carvão: para demandas e
descarrego.
Pembas: para riscar pontos, descarrego e
muitas outras finalidades. Tecidos: para todas
as finalidades
Existem mais de infinitos materiais utilizado,
mas como já sabemos cada entidade tem sua
particularidade em seus trabalhos e devemos
consulta-las.
18
OS SETE PRIMEIROS EXUS COROADOS:
EXUTRANCA RUA: o poder de fechar e abrir os
caminhos para o ser humano e
também de ter as almas perdidas sem luz
como escravos para prestar-lhe reverencias e
fazer o que ele ordenar.
Este é um dos motivos pelo qual ele foi
enviado aqui no plano físico, para pegar as
almas perdidas e formar uma hierarquia
para que todas as almas perdidas fossem
transformadas em seu exército, e desta forma
encontrem o caminho novamente para a
evolução através dele mesmo, podendo assim
vigiar,
receber as oferendas que são depositadas nas
ruas de qualquer cidade aonde Exu Tranca Ruas
tem o poder absoluto (Dono da Rua).
Seu vestuário é cartola sofisticada de época,
sua capa varia nas cores azul turquesa, roxo e
negro tendo contrastes em vermelho decorada
de safira de preferência amarelo dourada
que simboliza sua riqueza e a presença de seu
reino. É extremamente educado e fino,
poderoso e sinistro. Transita além dos limites
monóculos da bondade e da maldade.Guardião
das casas, das vilas, das pessoas. Exu não
tem nada haver com demônios, pois ele é a
própria alegria da
vida.
Onde encontrar: ruas, encruzilhadas,
caminhos, pontes,
trevos, estradas tudo onde possa se passar.
Ponto riscado:
19
EXU MANGUEIRA:
Aprecia bebidas finas e principalmente vinhos
finos e bons charutos.
Confundido
muitas vezes pelo seu companheiro Exu
Marabô por terem maneiras parecidas de se
vestir e se portar. Sua única diferença é que o
Exú Mangueira na incorporação exala um odor
de enxofre.
Segundo conta, o 1° Exu Mangueira foi um
rico criador de gado bovinno que ascendeu ao
poder se tornando primeiro ministro na França
e era muito desposado com as mulheres da
corte, pois como era muito educado e cortês
tinha uma boa lábia conquistando muitos
corações casados e deixando muitos maridos
ciumentos irritados, tanto que foi morto por
um destes. Seu nome vem dos locais de criação
de bois, mangueira é uma espécie de local
onde se separa o gado para castrar, dar
remédios, etc. Seu trabalho é fiscalizar os
planos físicos, dando ordens aos seus
comandados, não recebe ordens de ninguém,
somente de superiores.
Onde encontrar: nas matas, encruzilhadas,
calungas, pedreiras, bancos e locais de muito
movimento.
Pois este exu e voltado a leis, de justiça,
finanças e caminhos.
Ponto riscado:
20
Exu veludo:
de
Muitos perguntam quem é
Exú Veludo? Este Exú é
Umbanda pertence à Linha das
Encruzilhadas, mas também trabalha em
médiuns na nação do Candomblé. É
assistente imediato do Exu Rei das 7
Encruzilhadas, e diretamente e
subordinado à Ogum Obedecendo ao
mesmo.
Um espírito ligado ao desenlace carnal, a
morte, a limpeza, a proteção de locais. O
veludo é um símbolo de posição elevada, de
status, prosperidade. A história de Exu Veludo
pode ser
melhor contada por cada espírito de sua
falange, pois cada um possui uma origem
particular, o que os une é a missão atual.
Seu ponto de força é no lado direito da
margem do rio em relação ao por do sol Um
outro detalhe observado e que gostam (mas
não fazem disso uma constante, talvez devido o
ambiente onde está o médium) é o de fazerem
os seus médiuns trabalharem descalços e,
quando Exus Veludos caminham, dão a
impressão de que estão amassando e/ou
pisando sobre areia.
Costuma Receber seus trabalhos (oferendas)
na beira da
água, tanto doce como salgada. Sua forma
astral é na forma de um cavalheiro ricamente
vestido, aparecendo entretanto como
característica dissonante de sua personalidade.
Veste-se elegantemente de vermelho e preto,
também com
capa nessa cor. Ele Bebe todos os tipos de
bebidas finas e fortes e fuma charutos de boa
qualidade.
Ponto riscado:
21
Exu sete encruzilhadas: Esta entidade se
apresenta como um homem de idade
avançada, de pele escura, barba e olhos
vermelhos, cor de brasa. Traz a metade do seu
corpo (o lado esquerdo) queimado, sendo que
sua perna esquerda não funciona bem, por isto
é muito comum que se apoie em um bastão.
Prefere beber whisky de boa qualidade e fumar
charutos grossos, sua voz é rouca, grave e
forte. Quando está manifestado em algum
médium, gosta também de farofa. Seu olhar é
insustentável e quando se fixa em alguém,
parece que o atravessa, sabendo seus segredos
mais íntimos. As pessoas que o conhecem
sentem certa autoridade nele e o respeitam.
Se desmancha em passagens que envia ao
mundo para que transmitam suas mensagens
através de seus cavalos (médiuns), sendo que
isto acontece com todas as demais Entidades
de Kimbanda. Sua vestimenta quase sempre é
em tons vermelho e negro, com toques brancos
e às vezes dourados (quando fora da
Encruzilhada da Lira), prefere a capa e a
cartola. Gosta de trabalhar com pouco público,
em sessões que tenham força espiritual, onde
os que nelas se encontram estejam
concentrados ao máximo para dar o melhor de
si. Não é importante a quantidade, e sim a
qualidade e o resultado final da cerimônia.
Em sua última encarnação foi um Tatá Nganga
banto, que foi trazido como escravo ao Brasil.
Começou chegando na Umbanda, como um
"exu de baixo" e foi levantado para "o alto"
quando se fizeram os sacrifícios
correspondentes na Kimbanda. Quando lhe
perguntamos porque se denominava "da Lira"
respondeu: "Lira é uma cidade africana, que
fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda,
de lá venho eu..."
Tem um caráter sério, amável e tranquilo, mas
também pode ser enérgico e enojar-se quando
há algo que ele não gosta. Tem prazer em
ensinar e doutrinar, por isto sempre está
tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça
perguntas, desde as perguntas mais insólitas
como "porque há estrelas..." até as mais
comuns como "quero saber se meu marido me
engana..."
Apesar do Exu Rei das 7 Encruzilhadas tenha
sido posto em um lugar privilegiado por alguns
autores (os que escreveram com muita
subjetividade), ele mesmo afirma que não é o
Rei absoluto da kimbanda, e sim que apenas é
um dos principais.
É rígido e severo quanto a seguir as tradições e
que os rituais se cumpram passo a passo como
deve ser, mesmo que, como todo "exu" está
aberto a mudanças, às movimentações e
inovações, sempre e quando os mesmos sejam
feitos pelos próprios Exus.
Ponto riscado:
22
Exu capa preta: Essa famosa entidade (talvez o
mais famoso dos exus) está diretamente ligado
a noite, a feitiçaria e ao disfarce. Sendo a sua
capa preta um artífice, um disfarce de sua
presença, ocultando seus rastros pela noite. O
preto, cor está representada tanto por esse
exu, simboliza os impulsos e o inconsciente
maldoso dos seres humanos. Sendo as
trevas, representada na cor preta, também um
dos maiores medos dos seres
humanos remontando ainda a época em que
dependíamos somente do sol para a proteção,
sendo relegado a escuridão e as trevas a dúvida
e o medo frente ao desconhecido, ao
encoberto pelo seu manto.
Exu Capa Preta é chamado muitas vezes de
"Tranca Ruas da Capa Preta" e "Musifin",
possui como símbolo a lua e um pedaço de
pano de veludo da cor preta. Alguns religiosos
dizem que está entidade tem alguma ligação
espiritual com São Cipriano, devido a seu
famoso livro da capa preta.
opularmente associamos a luz ao bem e a
positividade, já a noite (a escuridão)
costumamos associar a coisas maléficas e a
negatividade. Mas em diversas culturas
observamos justamente o contrário. Peguemos
como exemplo a cultura iorubá ( grupo étnico
africano original da Nigéria), para as pessoas
dessa cultura a cor branca simboliza a morte e
o luto, sendo associado ao céu e para onde se
encaminham os espíritos, e a cor negra
simboliza a condição de
encarnados (vivos). Por essa razão os religiosos
dizem que o Exu Capa Preta adotou a cor negra
da noite, para deixar clara a sua missão na
terra, que é trilhada através da noite, mas,
combatendo sempre a escuridão e a
negatividade.
Os médiuns (conhecidos também como
"cavalos") que incorporam essa entidade nos
terreiros de umbanda e quimbanda possuem
forte ligação com a noite e um enorme fascínio
por questões ocultistas e misteriosas.
23
Capa Preta é um conhecido por ser um grande
mago que se disfarça nas trevas dos
pensamentos e energias emanadas pelos
humanos para poder trazer a luz e a razão para
os seres necessitados de compreensão. Como
ele próprio afirma "eu sou a luz no final do
túnel, luz essa disfarçada de trevas". O médium
que "trabalha" com essa entidade costuma
usar sempre vestimentas da cor preta, pois eles
próprios afirmam ver esses espíritos usando
essas roupas em suas formas originais
(invisíveis aos não médiuns). Geralmente o
médium que é usado pelo Exu Capa Preta
necessariamente fazem uso da cartolas, capa,
bengalas, ternos pretos e anéis com pedras
pretas.
Curiosamente na quimbanda, essa entidade
tanto pode significar o bem quanto o mal,
sendo ele um moderador que hora pende para
o bem, hora pende para o mal. Muitas vezes
enganando e fazendo maldades em troca de
oferendas, serviços de amarração dentre
outros. Como um poderoso mago, Capa Preta
também possui poderes capazes de influenciar
tanto o reino animal quanto vegetal, sendo
considerado por algumas correntes como uma
entidade "faca de dois gumes", pois possui
tanto bondade quanto enorme tendência a
maldade.
Mas todas as correntes concordam que Exu
Capa Preta foi, em
vida, uma espécie de conde. E sendo um nobre
rico pode dedicar
grande parte de seu tempo adquirindo
conhecimentos em Alquimia, magologia (eu
nem sabia que isso existia) e magia negra.
Segundo os religiosos, quem recorre a essa
entidade para solucionar
a. O vídeo abaixo trás algumas outras
informações sobre a entidade.
Ponto riscado:
os seus problemas, ou, causa-los, jamais ficará
desamparad
24
Exu tata caveira: O mais antigo da falange
caveira, o senhor dos ossos,
oku).
Antes de ser uma entidade, Tatá Caveira viveu
na terra física, assim como todos nós.
Acreditamos que nasceu em 670 D.C. e viveu
até dezembro de 698, no Egito, ou de acordo
com a própria entidade, “Na minha terra
sagrada, na beira do Grande Rio”.
Seu nome era Próculo, de origem Romana,
dado em homenagem ao chefe da Guarda
Romana naquela época.
Próculo vivia em uma aldeia, fazendo parte de
uma família bastante humilde. Durante toda
sua vida batalhou para crescer e acumular
riquezas, principalmente na forma de cabras,
camelos e terras. Naquela época, para ter uma
mulher era necessário comprá-la do pai ou
responsável e esta era a motivação que levou
Próculo a batalhar tanto pelo crescimento
financeiro.
Próculo viveu de fato uma grande paixão por
uma moça que fora criada junto com ele desde
pequeno, como uma amiga. Porém, sua cautela
o fez acumular muita riqueza, pois não queria
correr o risco de ver seu desejo de união
recusado pelo pai da moça.
O destino pregou uma peça amarga em Próculo
pois seu irmão de sangue, sabendo da intenção
que Próculo tinha com relação à moça, foi peça
chave de uma traição muito grave. Justamente
quando Próculo conseguiu adquirir mais da
metade da aldeia onde viviam, estando assim
seguro que ninguém poderia oferecer maior
quantia pela moça, foi apunhalado pelas costas
pelo seu próprio irmão, que comprou-a horas
antes. De fato, a moça foi comprada na noite
anterior à manhã que Próculo intencionava
concretizar seu pedido.
Ao saber do ocorrido, Próculo ficou
extremamente magoado com seu irmão,
porém o respeitou pelo fato ser sangue do seu
sangue. Seu irmão, apesar de mais velho, era
muito invejoso e não possuía nem metade da
riqueza que Próculo havia acumulado.
espíritos que trabalham ligados ao elemento
osso do corpo humano, o elemento osso
simboliza o apego a carne, as dores, os vícios,
as paixões, raivas ... Tudo o que nos faz sofrer
no mundo material que fica apegado na
matéria, no corpo. O espírito retornaa ao
mundo espiritual, os sentimentos são desfeitos
vagarosamente, os pensamentos são desfeitos,
e no corpo apegado a matéria fica o lado
negativo chamado pelos judeus
uma falange de
de Cascão (cascarão - o sopro dos ossos - emi
Esta é a missão do Exu Caveira de Umbanda,
trabalhar o amor indiretamente, onde ninguém
mais o vê.
Propriamente esta falange pertencente a Tribo
dos caveiras, dizem ser vinte e um tipos de
caveiras. Trabalha com a cura material e
espiritual. Atua como médico curador. É ligado
aos curandeiros xamãs das matas, aliás
inúmeras vezes vi esta entidade fazer cura de
feridas com a boca. Um grande lugar de
atuação na maioria
das vezes é nos hospitais.
25
A aldeia de Próculo era rica e próspera e isto
trazia muita inveja a aldeias vizinhas. Certo dia,
uma aldeia próxima, muito maior em
habitantes, porém com menos riquezas, por ser
afastada do Rio Nilo, começou a ter sua
atenção voltada para a aldeia de Próculo.
Uma guerra teve início. A aldeia de Próculo foi
invadida repentinamente e pegou todos os
habitantes de surpresa. Estando em
inferioridade numérica, foram todos mortos,
restando somente 49 pessoas.
Estes 49 sobreviventes, revoltados, se uniram e
partiram para a vingança, invadindo a aldeia
inimiga, onde estavam mulheres e crianças.
Muitas pessoas inocentes foram mortas neste
ato de raiva e ódio. No entanto, devido à
inferioridade numérica, logo todos foram
cercados e capturados.
Próculo, assim como seus companheiros, foi
queimado vivo. No entanto, a dor maior que
Próculo sentiu “não foi a do fogo, mas a do
coração”, pela traição que sofreu do próprio
irmão, que agora queimava ao seu lado.
Esta foi a origem dos 49 Exús da linha de
Caveira, constituída por todos os homens e
mulheres que naquele dia desencarnaram.
Entre os Exús da linha de Caveira, existem: Tatá
Caveira, João Caveira, Caveirinha, Rosa Caveira,
Dr. Caveira (7 Caveiras), Quebra-Osso, entre
muitos outros. Por motivo de respeito, não será
indicado aqui qual Exú da linha de Caveira foi o
irmão de Tatá enquanto vivo.
Como entidade, o Chefe-de-falange Tatá
Caveira é muito incompreendido e tem poucos
cavalos. São raros os médiuns que o
incorporam, pois tem fama de bravo e
rabugento. No entanto, diversos médiuns
incorporam Exús de sua falange.
Tatá é brincalhão, ao mesmo tempo sério e
austero. Quando fala algo, o faz com firmeza e
nunca na dúvida. Tem temperamento
inconstante, se apresentando ora alegre, ora
nervoso, ora calmo, ora apressado, por isso é
dado por muitos como louco.
No entanto, Tatá Caveira é extremamente leal e
amigo, sendo até um pouco ciumento.
Fidelidade é uma de suas características mais
marcantes, por isso mesmo Tatá não perdoa
traição e valoriza muito a amizade verdadeira.
Considera a pior das traições a traição de um
amigo.
Em muitas literaturas é criticado e são as
poucas as pessoas que têm a oportunidade de
conhecer a fundo Tatá Chefe-de-falange. O
cavalo demora a adquirir confiança e
intimidade com este Exú, pois é posto a prova o
tempo todo.
No entanto, uma vez amigo de Tatá Caveira,
tem-se um amigo para o resto da vida. Nesta e
em outras evoluções
Ponto riscado:
26
Exu tiriri:
Segundo ele mesmo conta, viveu no século
XVI, na Irlanda, como mero camponês, era
moço formoso e Humilde, cometeu o grave
pecado de se apaixonar por uma bela Jovem,
filha do senhor feudal do condado, seu amor
impossível, foi causa de sal desgraça, levando-o
a masmorra por vários anos, onde convivia com
a fome, tortura e todo o tipo de degradação
humana.
Sua convivência com a Dor, a Peste, a Cólera, a
Lepra, a
Tuberculose e outros males o fez ao mesmo
tempo Caridoso e Revoltado, por tanta Dor e
Sofrimento. Hoje Exu que vem na Linha da
Magia Branca, trabalhar para as Curas de todos
os Males e combater todas as Formas de
Vingança.
Este exú de serventia das Crianças trabalha
cortando correntes passionais, de falsidade,
traições e vencem demandas que alteram a paz
interior; desmancham trabalhos onde se usa
animais sacrificados e combatem os quiumbas
que queiram se passar por Exu Mirim, fato
muito normal em algumas casas de "santo".
Seu corpo astral os permite se infiltrar por
onde muitos não conseguem, muito
respeitados em face de sua aparência, pois
realizam verdadeiros "milagres"
Senhor dos caminhos, dono da Rua e dos
cruzeiros, venerado e temido, é companheiro
do Exu Tranca Rua, com a direção e orientação
de Exu Nor., possui um generoso exército a sua
guarda.
Tiriri é considerado o "Senhor da vidência" ou
aquele que vê mais além, por isto é um dos
mais evocados em casos relacionados com
adivinhação.
Características Bebida:XBebida: gosta de um
bom whisky ou de bebidas fortes de boa
qualidade Fuma: Charutos
As vestimentas do Tiriri são geralmente capa,
chapéu (às vezes boina com visor ou chapéu de
aba alta), utiliza bastão (o bastão ou bengala, é
entregue aos exús quando são "coroados"
como chefes no ritual da Linha de Esquerda.
Somente alguns exús utilizam bastão como
arma pessoal que trazem da Aruanda), trajes
geralmente em tons vermelho e preto (às vezes
branco). Quando se tratar de algum trabalho
nas praias, então agrega tons azulados e
motivos com outras cores. Apresenta-se com
muita habilidade e astúcia, é extrovertido,
falador e às vezes irônico (como toda entidade
da Linha de Esquerda). Seu poder é: sobre a
solidão, esperança, planejamento, meditação e
saúde.
Ponto riscado:
27
Maioral
(rei do reino da kimbanda).
TRANCA RUAS
MANGUEIRA
VELUDO
SETE ENCRUZILHADAS
CAPA PRETA
TATA CAVEIRA
TIRIRI
CAMINHOS, JUSTIÇA
FINANÇAS, EQUILIBRIO E LEI
ENCANTOS, MAGIAS, JUSTIÇA E ESTABILIDADE
CAMINHOS, PROSPERIDADE, LEI
DEMANDAS, FEITIÇOS, DEFEZA E ATAQUE
CALUNGA MENOR E MAIOR
LEALDADE, FINANÇAS E DEMANDA
Pombajira, Bombogira ou Pombagira é
uma entidade que trabalha na Umbanda,
sendo
equivalente à forma feminina de Exu para
muitos. O termo poderia ser uma corruptela de
Pambu
Njila, o nkici equivalente a Exu na língua
quimbundo e nação de Angola.
A Pombagira, sem dúvidas, é a entidade mais
popular da Umbanda e Quimbanda, sendo
muito querida e temida ao mesmo tempo. O
termo Pombagira é usado para designar uma
falange de entidades espirituais com psiquismo
feminino que vibram na mesma freqüência, e
que em vidas passadas, já foram nobres,
amantes, cafetinas, prostitutas, escravas e
feiticeiras. É o lado feminino de Exu.
28
Mulher da noite, bela e vaidosa, vive a
sensualidade sem cerimônias, e sempre que
baixa nos terreiros com a sua famosa
gargalhada, quer beber, fumar e dançar.
Habitante das encruzilhadas, ela vem dos
pântanos astrais, conheçidos vulgarmente pelo
nome de trevas, as quais ela faz alusão ao
Inferno do imaginário da Igreja Católica.
Perigosa, gosta de ser agradada com perfumes
doces, batons, jóias e rosas vermelhas. Em
troca, dá proteção, abre caminhos e soluciona
casos de amor, além de serem ótimas em
desobssessão e descarrego.
Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria
não havia a entidade Pombagira ou um Orixá
que a
fundamentasse.
Mas, quando da vinda dos nigerianos para o
Brasil (isto por volta de 1800), estes aqui
encontram-se com outros povos e culturas
religiosas e assimilam a poderosa Bombogira
angolana que, muito rapidamente, conquistou
o respeito dos adoradores dos Orixás.
Com o passar do tempo a formosa e
provocativa Bombogira conquistou um grau
análogo ao de
Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu
Feminino ou de mulher dele.
Mas ela, marota e astuta como só ela é, foi
logo dizendo que era mulher de sete exus, uma
para
cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua
condição de superioridade e de independência.
Na verdade, num tempo em que as mulheres
eram tratadas como inferiores aos homens e
eram
vítimas de maus tratos por parte dos seus
companheiros, que só as queriam para lavar,
passar,
cozinhar e cuidar dos filhos, eis que uma
entidade feminina baixava e extravasava o „eu
interior‟
feminino reprimido à força e dava vazão à
sensualidade e à feminilidade subjugadoras do
machismo, até dos mais inveterados
machistas.
Pombagira foi logo no início de sua
incorporação dizendo ao que viera e construiu
um arquétipo
forte, poderoso e subjugador do machismo
ostentado por Exu e por todos os homens,
vaidosos
de sua força e poder sobre as mulheres.
Pombagira construiu o arquétipo da mulher
livre das convenções sociais, liberal e liberada,
exibicionista e provocante, insinuante e
desbocada, sensual e libidinosa, quebrando
todas as
convenções que ensinavam que todos os
espíritos tinham que ser certinhos e
incorporarem de
forma sisuda, respeitável e aceitável pelas
pessoas e por membros de uma sociedade
repressora da feminilidade.
Ela foi logo se apresentando como a “moça”
da rua, apreciadora de um bom champagne e
de
uma saborosa cigarrilha, de batom e de lenços
vermelhos provocantes.
“O batom realça os meus lábios, o rouge e os
pós ressaltam minha condição de mulher livre
e
liberada de convenções sociais”.
Escrachada e provocativa, ela mexeu com o
imaginário popular e muitos a associaram à
mulher
da rua, à rameira oferecida , e ela não só não
foi contra essa associação como até confirmou:
“É
isso mesmo”!
29
E todos se quedaram diante dela, de sua
beleza, feminilidade e liberalidade, e como que
encantados por sua força, conseguiram abrir-
lhe o íntimo e confessarem-lhe que eram
infelizes
porque não tinham coragem de ser como elas.
Aí punham para fora seus recalques, suas
frustrações, suas mágoas, tristezas e
ressentimentos
com os do sexo oposto.
E a todos ela ouviu com compreensão e a
ninguém negou seus conselhos e sua ajuda
num
campo que domina como ninguém mais é
capaz.
Sua desenvoltura e seu poder fascinam até os
mais introvertidos que, diante dela, se abrem e
confessam suas necessidades.
Quem não iria admirar e amar arquétipo tão
humano e tão liberalizado de sentimentos
reprimidos à custa de muito sofrimento?
Pombagira é isto. É um dos mistérios do nosso
divino criador que rege sobre a sexualidade
feminina. Critiquem-na os que se sentirem
ofendidos com seu poderoso charme e poder
de
fascinação.
Amem-na e respeitem-na os que entendem
que o arquétipo é liberador da feminilidade tão
reprimida na nossa sociedade patriarcal onde
a mulher é vista e tida para a cama e a mesa.
Mas ela foi logo dizendo: “Cama, só para o
meu deleite e mesa, só se for regada a muito
champagne e dos bons!
Com isso feito, críticas contrárias à parte, o
fato é que o arquétipo se impôs e muita gente
já foi
auxiliada pelas “Moças da Rua”, as
companheiras de Exu.
A espiritualidade superior que arquitetou a
Nação Angola sinalizou à todos que não estava
fechada para ninguém e que, tac como Cristo
havia feito, também acolheria a mulher infiel,
mal
amada, frustrada e decepcionada com o sexo
oposto e não encobriria com uma suposta
religiosidade a hipocrisia das pessoas que,
“por baixo dos panos”, o que gostam mesmo é
de
tudo o que a Pombagira representa com seu
poderoso arquétipo.
Aos hipócritas e aos falsos puritanos,
pombagira mostra-lhes que, no íntimo, ela é a
mulher de
seus sonhos... ou pesadelos, provocando-o e
desmascarando seu falso moralismo, seu pudor
e
seu constrangimento diante de algo que o
assusta e o ameaça em sua posição de
dominador.
Esse arquétipo forte e poderoso já pôs por
terra muito falso moralismo, libertando muitas
pessoas que, se Freud tivesse conhecido, não
teria sido tão atormentado com suas
descobertas
sobre a personalidade oculta dos seres
humanos.
Mas para azar dele e sorte nossa, a Nação
Angola tem nas suas Pombagiras, ótimas
psicólogas
que, logo de cara, vão dando o diagnóstico e
receitando os procedimentos para a cura das
repressões e depressões íntimas.
30
Afinal, em se tratando de coisas íntimas e de
intimidades, nesse campo ela é mestra e tem
muito
a nos ensinar.
Uma lenda fascinante sobre pomba-giras conta
que uma mulher guerreira e batalhadora, fora
castigada e morta por homens cuja
necessidade do sexo falava mais alto, esta
mulher adentrou
em um reino espiritual chamado de
quimbanda utilizando uma capa vermelha, um
calçolao preto,
uma cartola vermelha e fez alianças com todos
os 7 exus maiorais, os enganou e os fez
trabalhar a seu comando, com isso o rei
MAIORAL percebeu que esse exu na verdade
não se
passava de uma mulher e la a fez revelar-se,
por ter ela conseguido enganar uma falange
tão
antiga ouve a necessidade de exu respeitar e
criar o reino de exu-mulher em um reino
masculino.
As sete primeiras:
pomba-gira das sete encruzilhadas, cigana do
cabaré, viúva negra e Maria do cruzeiro.
Maria Padilha: senhora de todas das senhoras,
dona da noite, magia e encantos. Mulher que
adentrou ao reino de exu e fez com que estes a
tivessem como sua esposa. Dona da verdade,
senhora da lealdade. Esta e a grande rainha da
quimbanda!
Dona Maria de Padilla, filha de Juan Garcia
de Padilla e Maria González de Henestrosa,
nasceu
em Palencia, por volta de 1334, e faleceu em
1361, na mesma cidade
Maria de Padilla foi apresentada a Dom Pedro I
por intermédio de João Afonso de
Albuquerque, o
senhor de Alburquerque, mordomo-mor de
Maria de Portugal ( rainha de Castela) e artífice
do
casamento de Dom Pedro I de Castela, com
Branca de Bourbon. Maria de Padilla tornou-se
amante
de Dom Pedro e passou a influenciá-lo nas
mais importantes decisões. Foi graças a Maria
de Padilla,
em 1353 que Dom Pedro I de Castela, o jovem
rei de 19 anos, escolheu governar como um
autocrata
apoiado no povo, casando-se com Branca de
Bourbon como forma de fortalecer os laços
políticos
criando um aliança entre Castella e França.
Mesmo contra a vontade da própria Branca de
Bourbon, no dia 25 de fevereiro de 1353, ela
chega
em Valladolid, com seu séquito chefiado pelo
Visconde de Narbona, para assumir seu lugar
como
esposa de Dom Pedro I de Castela, mas Pedro I
encontrava-se em Torrijos com Maria de Padilla
prestes a dar à luz. Em 3 de junho, do mesmo
ano, houve a cerimônia da boda de Pedro I de
Castela com Branca de Bourbon, apadrinhada
por Dom Juan Afonso de Albuquerque e sua tia
Leonor de Aragão. Três dias mais tarde, após
romper a aliança com a França, o rei Dom
Pedro I
abandona sua esposa e volta se dirige a Puebla
de Montalbán, onde Maria de Padilla se
encontrava.
Após uma breve reconciliação com seu amado
Dom Pedro I, Maria de Padilla parte,
juntamente com
Dom Pedro I de Castela, para Olmedo, onde se
casaram secretamente.
31
O partido político, adverso a Pedro I de
Castela, descobre que ele havia se casado,
secretamente, com Maria Padilla e exerce
pressão política contra o reinado de Dom Pedro
I. Don Beltran de la Sierra, núncio do papa,
intimou o rei a retomar Branca como sua
esposa. O rei, entretanto, preferiu mantê-la
afastada, mandando-a de Siguenza para Jerez
de la Frontera e, mais tarde, para Medina
Sidonia até que em 1361 Branca de Bourbon é
envenenada e morta, aos vinte e cinco anos,
pelo ballestero Juan Perez de Rebolledo. Alguns
meses após a morte de Branca de Bourbon, em
Medina Sidonia, Maria Padilla morre durante a
pandemia da peste bubônica de 1361 e seus
restos mortais são sepultados em Astudillo,
onde ela havia fundado um convento.
Dom Pedro I de Castela nunca se conformou
com a morte prematura de sua amada, a
eterna Maria Padilla, tanto que um ano depois,
em uma Corte celebrada em Sevilha, declarou
diante dos nobres
que sua primera e única esposa havía sido
Dona Maria Padilla. Com o Arcebispo de
Toledo considerando justas e honrozas as
razões que levaram Dom Pedro I de Castela a
abandonar Branca de Bourbon, tendo em vista
os conflitos com os Franceses, Pedro I deparou-
se com uma Corte disposta a ratificar a
afirmação de seu rei e assumir Maria Padilla
como a legítima rainha.
Com a confirmação de que Maria Padilla foi a
única esposa do rei Dom Pedro I de Castela,
seus restos mortais foram transferidos para a
Capela dos Reis na Catedral de Sevilla.
Vou contar uma lenda de uma pobre Maria,
Que conheceu o luxo e a agonia !
Vou contar a lenda de Maria Padilha, Que
escondia a sedução sob a mantilha !
Ela viveu no século XIV , cheio de magia,
Misticismo e fantasia !
Ela nasceu na Espanha valorosa, Formosa e
maravilhosa !
Ainda criança , Maria Padilha foi abandonada...
Por sua mãe , que era uma coitada...
Ela era filha de mãe solteira...
E virou uma órfã verdadeira !
Ela nunca teve uma família inteira ... Assim, ela
foi criada por uma feiticeira ! Ela gostava de
dançar o “flamenco” sensual... De uma forma
especial !
Ela gostava de vestir preto e vermelho ... Para
treinar a dança no espelho !
Na adolescência , ela virou uma cortesã
elegante... Conhecendo muita gente
importante !
Ela foi apresentada à Dom Pedro I de Castela...
De uma forma elegante e bela...
Pelo primeiro ministro numa festa...
Ao som de uma linda orquestra !
Assim, os dois dançaram... E se apaixonaram...
32
Mas , Pedro estava noivo de Branca de
Bourbon, Que era frágil e sempre saia do tom !
Mas , Maria Padilha fez uma bruxaria, Que
gerou uma grande agonia :
Ela jogou um feitiço no cinto em que Branca...
De uma forma ingênua e franca...
Presenteou o seu amado... De um jeito calado !
Assim, depois do casamento... Sem nenhum
sentimento... Aconteceu um tormento :
Branca, dois dias depois, foi abandonada... Sem
entender, absolutamente, nada !
Depois , os membros bastardos da família
real... Seqüestraram Pedro de um jeito
sensacional ! Mas com a ajuda de Maria
Padilha... Pedro escapou de toda aquela
matilha !
Então, ele decidiu transferir sua corte para
Alcazar de Sevilha... Junto com sua amada
Maria Padilha !
Depois, ele bolou uma vingança sem piedade...
E matou seus 9 irmãos traiçoeiros de verdade !
Por causa desta vingança de fel...
Ele ficou conhecido como Pedro, o cruel ! Com
Maria Padilha, ele teve 4 crianças... Carregadas
de coragem e esperanças !
Porém, um dia...
Cheio de agonia...
A linda Maria...
Morreu vítima da peste negra com muita dor...
Mas, Pedro chorando com ardor... Nomeou a
amada morta como rainha original... De uma
forma especial !
Porém Pedro, o cruel...
Conheceu o próprio fel...
Morrendo nas mãos do único irmão bastardo
que escapou a sua ira... Mas, que conheceu a
atrocidade e a mentira !
Esta é a história de Maria Padilha,
Que escondia a sedução sob a mantilha...
E que de tanto fazer magias e de possuir um
olhar de vampira... Tem seitas que dizem que
ela é a real pomba–gira.
Ponto riscado:
33
Maria Mulambo: Conta a história da Pomba
GiraTata
Mulambo viveu há muito mais tempo do que
possamos imaginar. Segundo ela, este Exú
Mulher desencarnada há pelo menos 250 anos.
Era ela uma rainha da província onde vivia e
estava sempre cercada de muito luxo, bons
tecidos, ouro, prata muitos súditos e muita
riqueza.
Conta a lenda que certa vez, em um de seus
passeios fora do castelo, Tata Mulambo
também conhecida como Molambo, conheceu
um camponês por quem se apaixonou à
primeira vista e iludida com aquele sentimento
tão grande, deixou o seu reino para procurá-lo,
levando parte de sua
riqueza pois, acreditava poder ser feliz ao seu
lado.
Ela o procurou nas ruas, nos bares, nas praças,
cabarés,
mas não o encontrou.
De rainha, passou à mulambo, se entregou à
bebida, aos farrapos e à prostituição. suas
vestes
de rainha rasgaram-se ao longo do tempo
pelas suas caminhadas, seu ouro foi roubado e
as jóias foram trocadas por bebida até que um
dia, foi encontrada morta.
Desorientada pelos caminhos que havia
seguido até então, queria se vingar daquele
homem que mesmo sem saber, era o único
culpado pela sua desgraça e o encontrou
recolhido em seu lar junto de sua família.
A lenda diz que Tata Mulambo havia matado
três pessoas antes de desencarnar, mas essa
grande Pombo Gira, depois de sua morte,
voltou e matou o pobre homem, sua esposa e
seu filho de 07
meses.
Pomba Gira Maria Mulambo costuma chegar
quase sempre muito bela, feminina, amável,
deslumbrante, sedutora, charmosa. Ela gosta
das bebidas bem suaves tais como: Vinhos
doces, licores, cidra, champanhe, anis, etc.
gosta também: cigarros e cigarrilhas de boa
qualidade, assim como também lhe atrai o
luxo, o
brilho e o destaque. Usa sempre muitos
colares, anéis, brincos, pulseiras, etc.
Ponto riscado:
34
Maria Quitéria: algumas lendas dizem a
historia a seguir ser a primeira e dona da
falange.
Nascida em 1792 na Comarca de Nossa
Senhora do Rosário do Poero de Cachoeira,
atual Feira de Santana, no sertão da Bahia,
Maria Quitéria de Jesus Medeiros (1792-1853)
teve uma infância livre e feliz até a morte da
mãe, Quitéria Maria, em 1803, quando passou
a cuidar dos dois irmãos mais novos. Em 1822,
partidários da independência do Brasil
percorriam o sertão da Bahia procurando
voluntários e angariando fundos para lutar
contra os portugueses. Ao saber da
convocação, Maria Quitéria disfarçou-se de
homem com roupas emprestadas pelo
cunhado e, contra a vontade do pai, alistou-se
no regimento de artilharia, sendo depois
transferida para a infantaria, integrando o
Batalhão dos Voluntários do Imperador e
tornando-se a primeira mulher a pertencer a
um unidade militar no Brasil.
Depois de conquistar o respeito dos
companheiros, Quitéria assumiu sua condição
feminina, e livrando-se das roupas de homem,
passou a ser conhecida como soldado
Medeiros. Ela se destacou pelo entusiasmo e
bravura, lutando tão decididamente, que
influenciou outras mulheres, formando um
destacamento feminino sob seu comando.
Depois que D. Pedro I declarou a
independência em 7 de setembro, tropas
portuguesas espalhadas pelo país continuaram
lutando. Na batalha que aconteceu na foz do
rio Paraguaçu, o grupo de mulheres liderado
por Quitéria se destacou pela coragem.
Quando os portugueses foram finalmente
derrotados, em julho de 1823, Maria Quitéria
foi reconhecida como heroína das guerras pela
independência. Seguiu para o Rio de Janeiro,
onde foi homenageada pessoalmente pelo
imperador, que concedeu a ela a insígnia de
Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro e o
soldo de alferes.
35
Apesar dos trajes de soldado, os cronistas da
época afirmam que Maria Quitéria soube
manter a feminilidade, ostentando uma beleza
marcante e altiva. Além disso, sua
independência pessoal foi precursora dos
movimentos pelos direitos da mulher, que só
viriam a tomar forma muitos anos depois.
Depois das homenagens, Maria Quitéria voltou
à Bahia. Casou-se com o antigo namorado,
Gabriel Pereira Brito, com quem teve uma filha.
Apesar do papel importante na história do país,
pouco se sabe de sua vida a partir daí. Depois
da morte do marido, ela teria ficado cega
progressivamente, morrendo na pobreza em
1853, perto de
Salvador. Hoje, Maria Quitéria é patrona do
Quadro Complementar de Oficiais do exército
brasileiro.
Esta pomba-gira de fe é da mesma banda de
Maria Padilha, é
uma entidade muito forte que comanda uma
falange de mulheres. Maria navalha e sua
subordinada. Ela acompanha sete exus e se
apresenta quando incorporada como uma
mulher
forte e sem rodeios. Ao contrario do que
muitos pensam estas entidades apesar de
serem muito sensuais, não costumam se
insinuar a ninguém, a sensualidade faz parte da
sua maneira de
viver e é assim que elas se aproximam de seus
filhos de fé!
Maria Quitéria aceita seus pedidos e oferendas
nas
encruzilhadas e cruzeiros. bebe champanhe
em taça, licores e bebidas fortes, gosta de
cigarrilhas longas, joias, perfumes, velas
vermelhas e toalhas vermelhas e pretas. Suas
oferendas em quem sempre estarem
impecáveis. Assim é esta exigente
entidade.
Ponto riscado:
36
Pomba gira das 7 encruzilhadas (entidade da
Umbanda e também cultivada e cultuado no
candomblé) foi uma Rainha no seu tempo na
terra, diz a história ter sido ela uma linda
cortesã que amarrou o coração de um Rei
Francês que a tornou Rainha. Passou-se alguns
anos e o Rei veio a falecer. A rainha passou a
tomar conta
sozinha do seu reino o que deixou alguns
membros da corte indignados porque ela não
teve filhos para deixar o trono como
herança e tampouco parentes sangue azul
para substituí-la após a sua morte.
Devido a tenacidade da rainha o seu trono
começou a ser cobiçado por outros reinos o
que trouxe muita preocupação para a política
da corte, então o conselheiro real convenceu a
Rainha a casar-se novamente com um homem
cujo o reino fosse ainda maior que o seu para
juntos vencerem as batalhas e trazer ao
reinado a paz e a tranqüilidade que já não
tinham mais. Um dia surgiu no castelo um
homem que se dizia seduzido pela beleza da
rainha e dono de um reinado incalculável no
oriente e a pediu em casamento, a rainha
preocupada com destino da sua corte e pela
proteção de seu trono, aceitou a oferta de
imediato e logo em seguida casaram-se.
Não demorou muito a querida rainha foi
envenenada pelo seu atual marido que logo
após se titulou o Rei e começou a governar a
corte da pior maneira possível. A saudosa
rainha após o seu desencarne chegou ao
mundo astral muito perdida e logo
começou a habitar o limbo devido a faltas
graves que na terra havia cometido. Depois de
algum tempo na trincheira das trevas do astral
a Rainha foi encontrada pelo seu antigo Rei que
no astral era conhecido como Senhor das
encruzilhadas, este senhor passou a cuida-la e
incentiva-la a trabalhar do seu lado para as
pessoas que ainda viviam no plano material
aliviando suas dores e guerreando com
inimigos astrais...
O feito deste casal no astral tornou-se tão
conhecido e respeitado
37
que o Exu Belo nomeou o Senhor das
encruzilhadas como Rei
das Sete encruzilhadas e prontamente o Rei
nomeou a sua
Rainha. Juntos eles passaram a reinar os
caminhos das trevas e
da luz e sob o seus comandos milhares de
entidades
subordinadas que fizeram do Reino das sete
encruzilhadas o
maior reino do astral médio superior.
Passou-se muitos anos e o Rei que havia
envenado a rainha veio a morrer durante uma
batalha, e este foi resgatado pelos soldados
da Rainha das sete encruzilhadas e o mesmo
foi levado até ela. O homem ainda atônico sem
entender ainda o que estava acontecendo com
ele, se viu diante daquela poderosa mulher a
qual foi obrigado a curvar-se e a servi-la para o
resto da sua eternidade como castigo por ter-la
envenenado. E hoje através das suas histórias
que compreendemos que o povo de exu não
são entidades perdidas do baixo astral e sim
entidades respeitadas e de muita importância
no mundo astral superior e inferior.
A Pomba-Gira Rainha das Sete Encruzilhadas
adora a
cor Maravilha, Vermelho, Preto e Dourado
trazendo na mão um cedro de ouro. Suas
oferendas são sempre as mais caras, pois
ela é muito exigente.A Pomba-Gira Rainha das
7
Encruzilhadas também é conhecida no sudeste
do país como “Dona 7” Se apresenta como uma
mulher de meia idade, muito
reservada , educada, iteligente e culta.
Ponto riscado:
38
Cigana do cabaré:
É a Rainha do reino da lira.
"Lira é uma cidade africana, que fica nas
fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá
venho eu...” também conhecida como” Rainha
do Candomblé” ou Rainha das Marias.
Rainha do candomblé não pelo culto
africanista aos Orixás, senão por ser
essa palavra o sinônimo de dança e música
ritual.
Devemos dizer que a Pombagira representa o
poder feminino feiticeiro, comparável com as
Iyami Oxorongá dos iorubás.
Ela pode ter muitos maridos, que se tornam
seus "escravos" ou empregados. Em terras
bantas é originalmente chamada de “Aluvaia-
Pombagira" , está é uma palavra africana de
um idioma do povo banto (Angola),
erroneamente confundido por algumas
pessoas desinformadas com palavras do
português “pomba um pássaro” e "gira sentido
de movimento circular”.
Mulher de Exu rei das 7 Liras ou Exu Lúcifer
como é conhecido nas kimbandas.
É bonita, jovem, sedutora, elegante, feminina,
mas também tem vidência, é certeira e sempre
tem algum conselho para dar.
Os Companheiros de D. Cabaré cigana "Rainha"
do Cabaré, é a
grande dama da malandragem; tanto que em
suas festas os Malandros (Zé Pilintra, Zé
Malandro, Zé do Catimbó, entre outros), são
presença marcantes em sua festa; porém
sabemos que esta grande mulher que tem 7
amores; tem muitos companheiros; que estão
fora da malandragem.
É bonita, jovem, sedutora, elegante, feminina,
mas também tem vidência, é certeira e sempre
tem algum conselho para aqueles que estão
sofrendo por um amor, mas também é usada a
sua
39
força para desmanchar feitiços, poderosa nos
caminhos das finanças, seu maior ponto de
energia e o our, para pedir proteção e curar
várias doenças.
Mas não se engane, pois ela gosta de ser
respeitada e admirada e é ponta de agulha,
quem brinca com ela geralmente vai morar na
sepultura.
Sua característica principal é ser uma
pombagira festeira adora festas com
ritualísticas e alegria daí ser chamada de rainha
do
cabaré
Preferem bebidas suaves, vinhos doces, licores,
cidra, champagne, anis etc...
Gosta de cigarros e cigarrilhas de boa
qualidade, assim como também lhe atrai o
luxo, o brilho, destaque, flores e perfumes, usa
sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras
de ouro e joias, velhas e vestes coloridas...
Como todo povo cigano a muito oque se
desvendar, são povos cheios de mistérios e
segredos, não os revelam facilmente, donos de
muitas artimanhas e ocultismos. Não temos
muitos relatos da via desta pomgobira tao
grandiosa, pois por ser cigana conta suas
historias de caminhadas e cruzadas pelo
mundo e muitas vezes não revela seuas
historias reais por não querer desvendar sues
segredos.
Ponto riscado:
40
Maria do cruzeiro: Há quem confunda a Rainha
do Cruzeiro com a Rainha das Sete
Encruzilhadas, mais saibam que são duas
entidades de muito respeito, mas bem
distintas... A Rainha do Cruzeiro governa com o
Exu do Cruzeiro das Almas todos os cruzeiros
centrais do campo santo, onde são enviados
todas aquelas entidades que querem fazer
parte do reino dos Exús e esperam a seleção e
suas distintas colocações. Para fazer parte
deste povo maravilhoso, não basta querer, tem
que merecer e ser capaz de assumir e cumprir
todas as missões especificadas pelo astral
médio e superior. A Pomba-Gira do Cruzeiro
trabalha para a Rainha dasSete Encruzilhadas,
elas pertencem a mesma falange, mais suas
funções se diferenciam no mundo astral.
A Rainha do Cruzeiro é uma pomba-gira muito
exigente e muito fria no seu modo de agir, pois
esta mais acostumada a lidar com espíritos
mais perversos. Por isto quando chega no
mundo, vem para brindar, e dançar... não gosta
de muitas brincadeiras, faz a sua gira e já
procura um lugar para sentar! Quando
simpatiza com alguém esta pessoa já tem sua
proteção de graça, mais quando não gosta, faz
questão de ignorar, mostrando que dela nada
irão ter. Adora usar poucas roupas e
insinuantes, mais quase sempre esta enrolada
em uma capa de veludo preto e bordo. Tem
verdadeiro facínio por perfumes e rosas
vermelhas e brancas. Suas oferendas não
podem faltar cigarrilhas e champanhes doces e
caras.
Conta a lenda que o Senhor das Encruzilhadas,
quando chegou no mundo astral, pegou a gira
do cruzeiro como companheira e ela lhe
mostrou todo o astral inferior, e nestas
andanças ao limbo ele encontra sua antiga
mulher que era sua rainha na vida terrena a
qual nunca esqueceu e então passou a cuida-la.
Quando o exu Mor nomeou o Senhor das
Encruzilhadas em Rei das Sete Encruzilhadas...
ele ordenou que a Gira do cruzeiro tomasse
conta do astral inferior lhe dando o título de
Rainha do Cruzeiro... e foi viver com sua antiga
mulher no médio astral... onde a titulou como
Rainha das Sete encruzilhadas, dando a ela
todos os poderes que a ele foi dado pelo o Exu
Mor.
A Rainha do Cruzeiro se sentido abandonada
pelo Exu Rei, resolveu formar seu próprio
reinado e nomeou o Exu do Cruzeiro das almas
como seu fiel escudeiro e namorado.
Os dois juntos governam os reinos dos
cruzeiros das almas, mais também recebem
suas oferendas em encruzilhadas. É falso
quando dizem que as duas rainhas é uma só ou
que ambas se odeiam... São rainhas de reinos
distintos que quando na terra muito se
respeitam.
A Rainha do cruzeiro gosta de trabalhar para a
sedução pois é uma pomba-gira muito
sedutora, costuma se apresentar com cabelos
loiros quase brancos, seus trajes são curtos e
negros, trabalha para a guerra e amarração de
casais que se amam, mais nunca peça a ela
para separar um casal, pois ela se aborrecerá
profundamente com quem for lhe pedir este
intento! Sarava a Rainha do Cruzeiro!
Ponto riscado:
41
Viúva Negra.
A Pomba Gira Viúva Negra, sempre foi muito
bela, lindo olhar sedutor... Mas tinha sérios
problemas para conseguir namorados, e um
relacionamento duradouro, e um dia em um
momento de raiva, ela decidiu se entregar a
magias, encantamentos e feitiços.
Se tornando assim uma feiticeira muito forte! E
o seu encantamento sedutor passou a encantar
todos os homens que a viam, e fazendo assim,
muitos homens cometerem loucuras
infundadas.
Com o passar dos anos, a Viúva Negra,
começou a usar suas magias, e feitiçaria para
enriquecer, e casou-se muitas vezes, se
tornando viúva inúmeras vezes. Ficou então
conhecida como a
Na umbanda, ela vem, muito sedutora e cheia
de encantamentos, auxilia as mulheres e
homens em relacionamentos, para conseguir
amores; Sempre vestida de preto com um véu
sobre seus longos cabelos negros... Na
Quimbanda, conhecida como uma feiticeira
muito poderosa que faz encantamentos e
feitiços para a prosperidade, riqueza e para
conseguir amarrar grandes amores.
Pouco conhecida na Umbanda, por ser
confundida muitas vezes por Cigana das Rosas,
por trazer sempre em suas mãos um buquê de
rosas vermelhas... Mas todos já ouviram falar
desta feiticeira bela e poderosa! Ela morreu
viúva, mas muito rica, e é considerada feiticeira
poderosa, trabalha junto de Maria Padilha do
Cruzeiro das Almas, nossa Rainha Feiticeira.
Ponto riscado: não encontrado!
42
Abertura de gira de quimbanda:
Nos preceitos e rituais de aberturas e
fechamentos das giras de quimbanda são
saldados OGUM e IANSA, ORIXAS estes que são
donos da lei e eguns.
OGUM: nos planos astral espiritual é
responsável pela lei ronda os terreiros para que
esta lei esteja sendo cumprida, não deixando o
terreiro ou o local da gira em demanda, pelo
cumprimento da mesma, pela força da batalha,
pelos caminhos, pelos soldados que agem na
lei cumprindo a justiça.
IANSA: mãe dos ventos e dos raios, no plano
astral espiritual e dona de eguns, dona das
almas desencarnadas, senhora da magia e dos
feitiços, dona do conhecimento de rituais
místicos e mágicos. Aquela que guerreia a
grande guerreira do candomblé.
Omulu: dono dos cruzeiros, das calungas, do
povo do cemitério e dono da morte. Exemplo:
Homem de quimbanda: Salve ogum!
Quimbandeiros: Ogunhê meu pai!
Homem de quimbanda: Salve iansã!
Quimbandeiros: Eparrey iansã!
Homem de quimbanda: Salve omolu!
Quimbandeiros:
Atoto, ajobero xapanã.
Homem de quimbanda: Salve a quimbanda!
Quimbandeiros: Salve!
Homem de quimbanda:
Salve exu maioral, salve pomba-gira maioral!
Quimbandeiros: Laroyê!
Ponto de ogum.
Quem vem de la, quem vem la de tao longe?
Quem vem de la, quem vem la de tao longe?
É ogum matinada que veio na quimbanda a
rondar
43
É ogum matinada que veio na quimbanda a
rondar 2x Me diz ogum, ogum de le male!
Me diz ogum, ogum de le male!
Olha teus filhos meu pai
Ogum de le male
Ogum exu pede licença para seu povo trabalhar
Mas ele é o rei, Ele é o rei dos feiticeiros, 2x
Que vem correr sua gira para o nosso terreiro.
Logo após os cânticos de saudação a orixás
donos de quimbanda tira se cânticos para
abertura da gira!
la na porteira eu deixei meu sentinela.
La na porteira eu deixei meu sentinela.
Eu deixei exu....... tomando conta da cancela.
O sino da Igrejinha faz Belém-Blém-Blóm 2x
Deu meia noite, o galo já cantou
Seu Tranca-Rua que é dono da gira 2x Ô corre
Gira que Ogum mandou
Sua capa e de veludo, quando veio deixou la
Quando dava meia noite exu veludo ia buscar
ina mojuba he, ina mojuba! 2x
Ora pisa no toco, ora pisa no galho
O galho quebra mas exu não cai
Ho canga heeeeee ora pisa em um toco de um
galho só Heeeee olha pina em um toco de um
galho só.
Observa-se que este ponto é para saldar todos
os exus de falange DONOS E SERVOS DA CASA,
trocando o nome do exu na hora de cantar.
Oi, balança a figueira, oi balança a
figueira
Oi balança a figueira, eu quero ver Exu cair
Cadê o (.....) que eu não vejo (ele/ela) aí...
44
Pontos cantados:
O garfo de Exu é firme,
A capa de Exu me rodeia.
(bis)
Já passei na encruzilhada, Vaguei pela
madrugada,
Exu não bambeia. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
CHAMADA
Senhores mestres do mundo,
E deste mundo também. (bis) Vamos chamar a
encruzilhada,
O cemitério e a figueira também. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
CHAMADA
Lá na porteira eu deixei um sentinela. (bis)
Eu deixei Exú ..... (nomes)
Tomando conta da
cancela. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
CHAMADA
Já deu a meia- noite, meus irmãos,
Doze horas já bateu. (bis) Levanta quem está
sentado,
Meus irmãos,
CHAMADA
Cambone segura a curimba,
Que está chegando a hora. Cambone segura a
curimba,
É Exú quem manda agora.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
SAUDAÇÃO
Exú também tem sua lei,
Exú na terra, Exú é rei. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
( firmeza )
Missarandê, missarandê,
Me fecha a porta, me abre o Terreiro.
Missarandê, missarandê,
Me fecha a porta, me abre o Terreiro.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
SAUDAÇÃO /
AFIRMAÇÃO
Lá na beira do caminho,
Este gongá tem segurança. (bis)
Na porteira tem vigia,
A meia-noite o galo canta. (bis)
Para salvar os pontos seus. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
CHAMADA
Ogum, Exú pede
licença,
Para seu povo chegar. (bis)
E saravá Seu Marabô (ou outro), Que vem
trazendo força,
Para este gongá. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
CHAMADA /
FIRMEZA
Deu meia-noite o galo canta,
Esta porteira tem vigia. (bis)
Este gongá tem segurança,
Na fé de Oxalá e de Iemanjá. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
CHAMADA
Mas já era meia- noite,
Quando o malvado chegou. (bis)
Com a casaca de ferro,
Dizendo que era doutor. (bis)
Mas ele é Exú, Dizendo que era doutor. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
REI DAS SETE ENCRUZILHADAS
Seu Sete Encruzilhadas
chegou no reino Trazendo a sua capa
encarnada Quando ele chega cumprimenta a
banda
Sarava as suas Sete Encruzilhadas
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU SETE FACADAS
Sem Exu não se pode fazer nada Exu é homem
das 7 encruzilhadas
7 facas bem cruzadas
em cima de uma mesa
Sarava Sete Facadas
O homem da Magia Negra
::::::::::::::::::::::::::
::::::::::::::: JOÃO CAVEIRA
Moço, vou lhe apresentar,
Vou lhe apresentar,
Um espírito de luz, Para lhe ajudar,
Oi moço, vou lhe apresentar,
Vou lhe apresentar,
45
Você tem que respeitar. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXÚ REI
Exú Rei é o maioral,
Exú Rei é o maioral,
Ele vem fazer o bem,
E também fazer o mal.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Sete pontas de faca,
Em cima de uma mesa,
Sete velas acesas, Lá na encruzilhada,
Exú é Rei, Alubandê Exú, Exú é Rei, Alubandê
Exú, Exú é Rei,
Lá nas Sete Encruzilhadas.
Sete facas de ponta,
Em cima de uma mesa,
Sete velas acesas, Lá na encruzilhada,
Exú é Rei, Alubandê Exú, Exú é Rei, Alubandê
Exú,
Exú é Rei,
Lá nas Sete Encruzilhadas.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Estava na encruza curiando,
Quando a banda lhe chamou.
Bis
Exú no terreiro é rei,
Na encruza ele é doutor.
Bis
Exú pega demanda,
Exú é curador. (Bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
DESTRANCA RUA
Destranca Rua, Destranca os meus caminhos,
Que foi trancado, Pelo Povo Pequenino.
Bis
Bará da Rua, Bará o Exú,
Bará da Rua, Saravá Destranca Rua,
Exú Bará da Rua, Bará o Exú,
Bará da Rua, Saravá Destranca Rua,
Mas eu não saio na rua,
Mas eu não volto da rua,
Sem cumprimentar,
O meu Bará da Rua,
Bará da Rua, Bará o Exú,
Bará da Rua, Saravá Destranca Rua,
Exú Bará da Rua, Saravá Destranca Rua. (Bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
TRANCA RUA
O sino da igrejinha,
Faz belém, blém... blóm... (bis)
Deu meia-noite, o galo já cantou,
Seu Tranca-Ruas que é o dono da gira,
Oi corre gira que Ogum mandou. (Bis)
Seu Tranca-Ruas que é o dono da gira,
Segura a gira que Ogum mandou. (Bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
VELUDO
Exú da meia-noite, Exú da Encruzilhada,
No terreiro de umbanda,
Sem Exú não se faz nada.
Comigo ninguém pode,
Mas eu posso com tudo,
Na minha encruzilhada, Eu sou Exú Veludo.
(bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXÚ GIRA-MUNDO
Comigo ninguém pode,
Mas eu posso com tudo,
Na minha encruzilhada,
Eu me chamo Gira- Mundo. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXÚ DO LÔDO
Exú pequenininho, Dele não faça pouco,
Olha lá que ele é Exú,
Um espírito de luz, Para lhe ajudar.
Ele é João Caveira, Ele é filho de Omulú,
Quem quiser falar com ele,
Alubandê Exú. (Bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Portão de ferro, Cadeado de
madeira,
No portão do cemitério, Quem manda é o Exú
Caveira.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
SETE CAVEIRAS
Seu Sete,
Meu amigo de alma,
Seu Sete,
Meu irmão quimbandeiro, Girar, todo mundo
gira,
O seu Sete é,
Da Coroa de Oxalá, lará... laiá...
Girar, todo mundo gira,
O seu Sete é,
Da Coroa de Oxalá. Oi seu Sete!... (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Você botou o meu nome,
Na boca de um bode,
Mas eu sou filho do seu Sete, Comigo ninguém
pode.
Você botou, você mesmo vai tirar, É uma
ordem do seu Sete,
46
Ele é o Exú do Lodo.
Bis
Oi Exú do Lodo, Você não é brincadeira, Exú do
Lodo, Você mora na ladeira,
A capa p’ra Exú, Que eu mandei fazer,
Não era p'ra Exú, É p'ra Bará Lodê. Oi a capa
p'ra Exú, Que eu mandei
fazer,
Oi não era p'ra Exú,
É p'ra Bará Lodê. (Bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
TRANCA RUA
Vocês estão esse moço,
Que no cruzeiro está,
Mas preste bastante atenção, Quando por ele
passar,
Oi reze uma grande homenagem, Com todo o
respeito que há, Pois ele é o Exú Tranca Rua,
Filho das Almas também,
Cuidado gente, Não vão se
enganar,
Pois nossos caminhos,
Ele poderá trancar. (Bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXÚ TIRIRI LANÃ
Exú Tiriri Lanã, Lanã cadê o Tiriri,
Mais ele veio de Aruanda,
Pra salvar filhos de Umbanda,
Exú Tiriri Lanã. (bis)
Oi já bateu a meia- noite,
Quero ver quem vem aí...(bis) Vamos firmar
nossa corrente, Que aí vem seu Tiriri. (bis)
Baila que baila na
porteira,
Ele bateu a meia- noite. (bis)
Bebe marafo que nem água,
Quem é que vai dizer,
Que o Tiriri não bebeu nada.
Bis
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
ENÁ ENA É MOGIBÁ
Ena ena é Mogibá, ê...
É Mogibá, (bis)
Soltaram o pombo lá na mata,
Mas na pedreira não posou,
Foi pousar na encruzilhada, Seu Sete Encruza
quem mandou, Foi pousar na
encruzilhada, Seu Tranca Rua quem mandou,
Foi pousar na encruzilhada, Exú Veludo quem
mandou.
Ena ena é Mogibá, ê...
É Mogibá, (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
MEUS AMIGOS
Seu Marabô, Tiriri, Seu Tranca Rua, Eu venho
p’ra encruzilhada, Pedir um ajuda sua.
Bis
Seu Sete Capas, meu Exú,
Meu defensor, Zé Pelintra na encruza,
Eu sei que tu é
doutor.
Maria Padilha, Rainha do Candomblé, Venha
me valer agora,
Eu preciso da senhora. Quiseram pôr fogo no
meu barracão, Esqueceram que eu também,
Tenho Exu e coração.
Bis
Grito bem alto, Meus amigos da encruza,
Vocês vão me defender,
Com um pai ninguém abusa.
Quiseram pôr fogo no meu barracão,
Esqueceram que eu também,
Tenho Exu e coração.
Bis
Grito bem alto, Meus amigos da encruza,
Vocês vão me defender,
Com um pai ninguém abusa.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Alubandê Povo da Rua!
Alubandá, alubandê... Alubandê Povo da Rua!
A demanda é feia, Mas dá p'ra vencer.
Alubandê, seu Omulú,
Exú Rei, Destranca Rua,
Sete Encruza, Exú Veludo,
Se é demanda nossa,
É luta tua.
Alubandê, Maria Padilha,
A encruza e a calunga é tua, Maria Molambo,
Maria Quitéria, Se é demanda nossa,
É luta tua. Alubandê, Sete Caveiras,
Sete Encruzilhadas, Tranca Rua, Sete das Almas,
Sete Capas,
Se é demanda nossa,
É luta tua. Alubandê, seu Exú Rei,
Gira Mundo, Bará da Rua,
Tiriri, Exú do Lodo, Se é demanda nossa,
É luta tua.
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LAMENTO A TRANCA-RUAS
Oi que lindo luar, Oi ! luar,
Oh ! luar,
Mas ele é dono da rua,
Oh ! luar,
Quem cometeu os seus pecados, Peça perdão
ao Tranca-Ruas !
47
E pelo sangue derramado,
Oh ! luar,
Em cima de uma catacumba,
Oh ! luar,
Quem cometeu os seus pecados, Peça perdão
ao Tranca-Ruas!
Mas ele é filho do sol,
E também é neto da lua,
Quem cometeu os seus pecados, Peça perdão
ao Tranca-Ruas!
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EXÚ BOIADEIRO QUERÊNCIO
Boa noite, meus senhores !
Zá, izá, izá,
Boa noite, venham cá !
Eu me chamo Boiadeiro, Zá, izá, izá, Querêncio
do Gravatá !
Zá, izá, izá.
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EXU MARÉ
Exú Maré, Maré,
Maré...
Bis
Afirma o cabrito, Levanta o quatro pé,
Afirma o seu ponto,
Vem chegando Exú Maré
Bis
Exú Maré, Pomba Gira da Praia,
Exú na
areia (Bis)
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Nagô ô ô, Nagô ô ô...
Eu sou filha do Rei Nagô ô ô...
Bis
Eu sou filha do Rei Oxalá,
Do seu Sete e de Xangô,
Oi eu entro na gira,
E faço com fé, Recebo força como filha de fé,
Mas o meu Pai sempre venceu demanda,
Com ele não há nenhuma demanda,
O meu Pai vem de Aruanda,
Seu Capa Preta entra na Umbanda.
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EXÚ FEZ UMA CASA
Exú fez uma casa, Sem porteira e sem janela,
Ainda não achou, Morador pra morar nela.
Ainda não achou morador,
Pra morar nela. Ainda não achou
morador,
Pra morar nela. Ainda não achou, Morador pra
morar nela. (bis)
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EBÓ DE EXÚ
Olha o Ebó de Exú Quem quer, quem quer,
Quem vai querer!... Você pode comer, Você
pode beber!... (bis)
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EU VOU CHAMAR MEU POVO
Eu vou, eu vou, Eu vou mandar chamar meu
povo! Bis
Eu vou mandar
chamar meu povo, Lá nas sete encruzilhadas,
Eu vou mandar chamar meu povo, Sem Exú
não se faz nada! (bis)
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EXÚ VENTANIA
(Ponto de Subida)
Vento ventou, Ventania vai embora!...
Bis
Vai pro lugar da paz,
Vai pro lugar do amor!...
Bis
Vento ventou...
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EXÚ VENTANIA
Deu meia noite, Na terra e no mar!...
No mato e na calunga,
Em todo lugar!... Bis
Seu Ventania Não tem hora pra chegar!
Bis
Depois da meia noite,
Chega em qualquer lugar!... Bis
Deu meia noite...
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EXÚ VENTANIA
Venta a noite, venta o dia, Sou Exú da
ventania!... Bis
Na companhia de
Exú Rei, Ventania!... (bis)
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EXÚ MARABÕ
Marabô ae, Marabô de ba o exú. Marabô ae,
Marabô de ba o exú.
Olha a ginga de malandro e, Olha a ginga de
malandro a...
Cruz de ferro, pó de mico,
Saravá seu Marabô!
Ele é chefe de terreiro,
Na linha de Nagô. Bis
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SETE ENCRUZILHADA
Aonde mora Encruzlhada,
Seu Sete Encruza já chegou.
Bis
Foi na porteira da calunga,
exú,
Ele é exú de Marabô. (bis)
48
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EXÚ JOÃO CAVEIRA
Ele mora na pedra dourada,
Onde não passa água,
Onde não brilha o sol...
Bis
Mas ele é João Caveira é,
É o exú das almas,
Da calunga auê... (bis)
Caveira, Caveirinha,
Quem te pede te paga,
Caveira, Caveirinha,
No portão da meia noite. (bis)
Aonde vai exú,
Vai correr carreira, Lá no cimitério, Ele é o Exú
Caveira. (bis)
Caveira, Caveira!... Olha o teu povo te chamou,
Pra trabalhar. (bis)
Portão de ferro, Cadeado é de madeira.
O dono da calunga,
Ainda é o Exú Caveira. (bis)
Olha lá quem vem lá,
Descendo a ladeira,
Olha lá quem vem lá,
É o Exú Caveira. (bis)
::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::
EXÚ MARÉ
Maré, Maré!...
Vem do mar. Maré, Maré!...
Vem pra trabalhar. (bis)
Maré!...
Teu povo te chama, Maré!...
Teu povo a chamar.
Maré, vem de Aruanda, Maré, vem pra
trabalhar. (bis)
::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::
EXÚ MARÉ
Eu fui no mar!... Eu fui na beira da praia,
Pra saudar Exú Maré,
E a Falange do Povo do Mar.
Exú Maré!...
Eu vim aqui pra te saudar...
Exú Maré e
A Falange do Povo do Mar.
Você tem que ver!...
Você tem que acreditar!... Que a maior calunga
é...
A calunga do fundo do mar! Bis
Exú Maré...
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TRANCA RUA
Se quiser me ver, Meia noite em ponto,
Numa escuridão, Debaixo do lampião. (bis)
O meu nome é Tranca Rua,
Em nome do meu irmão.
Se quiser fazer macumba,
Põe aqui na minha mão. (bis)
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EXÚ VELUDO
Auê Exú Veludo, Seu cabrito deu
um berro.(bis) Rebentou cerca de arame,
Estourou portão de ferro.
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EXÚ DO LÔDO
Exú do Lôdo,
Do Lôdo ele é odê. Quem é esse exú, Agora eu
quero ver. (bis)
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EXÚ, PORTEIRO
O porteiro ele é boêmio,
O porteiro ele é da noite,
O porteiro ele é o exú,
Que vem trabalhar.
Ele gira aqui, oi gira,
Ele gira lá,
Mas ele é o exú, Que vem trabalhar, Lá... lá...
laia (bis)
::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::
TIRIRI LANAN
Hoje tem festa lá na praça,
Lanan com seu Povo Cigano.
Mas ele toca seu lindo violino, Para saudar a
Cigana do
Jarro. (bis)
Mas ele toca para seu rei,
Para seu rei Tiriri Lanan.
Alupandê à Cigana do Jarro! Alupandê Tiriri
Lanan. (bis)
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Boa-noite, gente, Boa-noite já. (bis) Olha o
sapo que pula no chão, Andorinha que voa ao
luar. (bis)
::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::
Exu louvei,
Exu louvei a encruzilhada. Louvei morada de
Exu,
Louvei a rua e a madrugada.
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Sala, salá, Mucarrêro, ê salá. Sala, salá,
Mucarrêro,
legbará. EXU
A sua galo preto
A sua capa encarnada (bis) Santo Antônio da
Limeira
Lhe chamou na Encruzilhada
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49
EXÚ GANGA
Eu fui no mato, Ganga,
Colher cipó, Ganga,
Eu vi um bicho, Ganga,
Com um olho só, Ganga...
Exú Ganga, Exú Ganga é Marabô, Exú Ganga,
Exú Ganga é Marabô
Bis
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EXU REI
A encruza é de Exu,
Afirmo e não errei. (bis)
Saravá povo de quimbanda,
Saravá nosso Exu Rei. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu táva curiando na encruza, Quando a banda
linda lhe chamou. (bis)
Exu no Terreiro é Rei,
Na encruza ele é doutor. (bis)
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EXU QUIROMBÔ
O sino da capela fez belém, blém, blom,
Deu meia-noite o galo já cantou. (bis)
Segura a banda que Ogum mandou. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu Quirombô, Vem do lado de lá. (bis)
Exu Quirombô é meu protetor,
Vem do lado de lá.
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Quem matou, quem matou,
Quem matou a cainana. (bis)
Foi Exu Quirombô, Que ganhou sua demanda.
(bis)
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EXU PINGA FOGO
Pinga Fogo lá na encruza,
Pinga Fogo lá n a serra,
Abre a porta gente, Pinga Fogo tá na terra.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Eu vi Exu Pinga Fogo,
No alto do chapadão. Comendo jáca madura,
Jogando as verdes no chão.
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EXU POEIRA
Não pisa na caveira,
Não pisa na caveira, Quimbanda vai começar.
Não pisa na caveira,
Não pisa na caveira,
Exu Poeira vem trabalhar.
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Meu Deus que ventania,
Meu Deus que temporal.
Lalalá, lalalê,
Exu Poeira é Maioral. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU VIRA MUNDO
Exu não vem no clarão do sol,
Ele vem no clarão da lua. (bis)
Saravá Exu Vira Mundo,
Ele é rei na madrugada,
Junto com Seu Tranca Ruas. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
A volta que o mundo dá... (bis) Auê, auê, seu
Vira Mundo,
Olha a volta que o mundo dá. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Auê, auê, auê,
Vira Mundo vai chegar,
Auê, auê, auê,
Vai chegar pra trabalhar. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU DOS VENTOS
Ventania balançou, Folha caiu na encruza. (bis)
Era Exu dos Ventos,
Com ele ninguém abusa.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu é malelê,
Exu dos Ventos, quianga.
Ganga, num ganga, malecô, Exu dos Ventos é
quianga.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU PAGÃO
Exu Pagão vagou pela encruza, Vagou, vagou,
até que chegou.
Ele vem girá, ele vem girá, ele vem girá..
Exu, vem pra trabalhar. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Ele não foi batizado,
Não buscou a salvação. (bis)
Mas ele é quem vence demanda, Saravá Exu
Pagão. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU PEDRA
NEGRA
Sála, salá mucarrêro,
Sala legbára ô salá.
Saravá Pedra Negra,
Sála munganga ê salá.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
50
EXU PEMBA
Exu Pemba é homem forte, Promete pra não
faltar. (bis)
Quando corre pela encruza,
Nossa demanda vem buscar. (bis)
Ele é Exu da promissão,
Ele sempre cumpre sua
missão.(bis)
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EXU PIMENTA
Exu é malelê,
Exu Pimenta qui ganga,
Ganga num ganga malecô,
Exu Pimenta qui ganga.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU MARABÔ
Ele vem de longe, mas chega aqui... E quando
vem, alguém lhe chamou.(bis)
Vem salvando toda a encruza,
Já chegou Seu Marabô. (bis)
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Quem nunca viu, Venha ver... Marabô na
encruza,
É de quenguerê.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Vinha passando pela rua,
Quando ouvi,
Seu Marabô me chamar. (bis) Louvei a encruza,
louvei a lua, Sarava Seu Marabô,
Que caminha pela rua.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Poeira, poeira, Poeira de Exu Marabô, poeira,
Poeira de Exu Marabô, poeira, Poeira da
encruzilhada, poeira,
Poeira, poeirá.
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Caminhei pela estrada deserta, Caminhei sem
olhar para a lua.(bis)
Até que cheguei na minha morada, Sou
Marabô da encruzilhada,
Sou um dos donos da rua. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Eu fui no cemitério E vi um moleque lá Ele
pulava de cova em cova Procurando um
coração
Que moleque é aquele?
É seu Marabô (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU MARABÔ
TOQUINHO
Ele é Marabô Toquinho,
Dono do canto da rua.
Ele quando pega demanda,
É sempre Ogum quem manda, Pedaço por
pedacinho. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU VELUDO
Exu pode com fogo,
Ele pode com tudo,
Saravá
Veludo.
Quem demanda comigo,
Não chove miúdo, Saravá Exu Veludo.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Auê, Veludo,
Seu cabrito deu um berro. (bis) Rebentou cerca
de arame,
Estourou portão de ferro. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Descarrega, seu Veludo,
Leva o que tem pra levar. (bis)
Com sua força bendita,
Exu
Leva o mal para o fundo do mar. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Deu meia-noite, Quando o malvado chegou.
Deu meia-noite, Quando o malvado chegou.
Era Exu Veludo,
Dizendo que era doutor.
Era Exu Veludo, Dizendo que era doutor.
Mas ele é Exu, dizendo que é doutor,
Mas ele é Exu, irmão do Seu Marabô. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU MANGUEIRA
Viva as almas,
Viva a coroa e a fé ( oi viva as almas). Viva Exu
nas Almas,
Ele é Seu Mangueira de fé (oi viva as almas).
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu ganhou garrafa de marafo, E levou na
capela pra benzer(ê),
Seu Mangueira correu e gritou:
Na batina do padre tem dendê, tem! Tem
dendê,
Na batina do padre tem dendê.
Tem dendê,
Na batina do padre tem dendê.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu trabalha de pé, Não se senta na cadeira.
(bis) Gosta de tomar marafo,
De brincar com o seu garfo,
Saravá Exu Mangueira. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
51
EXU TRANCA
TUDO
Ele é Exu formoso, Sua capa é de veludo. (bis)
Ê, ê, ê, povo de ganga,
Vai chegar Seu Tranca Tudo.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Trancou, trancou, ele vem trancar,
Trancou, trancou, ele vem trabalhar. Sua
quimbanda é muito forte,
Mas seu ponto é miúdo,
Ele sabe sempre quem o faz,
Saravá Seu Tranca Tudo. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU TRONQUEIRA
Segura, filhos da banda,
Quimbanda vai começar. (bis)
Ogã segura cantiga,
Pai de Santo segura o gongá, Batedor segura o
atabaque,
Seu Tronqueira vai chegar e saravar. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu é, é, é,
Exu á, á, á,
Exu é o legbára, Sem Tronqueira é quá, quá,
quá.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU LÚCIFER
Deu meia-noite, Deu meia-noite já. (bis)
Sete facas encruzadas,
Em cima de uma mesa,
Quem atirou foi Lúcifer,
Pra mostrar quem ele é.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU MALÊ
Exu é malelê, é laroiê. (bis)
Povo da encruza é malelê,
É Exu Malê. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU TRANCA
RUAS
Soltaram um pombo lá nas matas,
Lá na pedreira não pousou,
Foi pousar na encruzilhada,
Seu Tranca Ruas quem mandou.
Ena, ena, mojubá ê, é mojubá.
Ena, ena, mojubá ê, é mojubá.(bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Seu Tranca Ruas nasceu,
Pra cumprir sua missão,
Pela sua ineligência, Ganhou logo seu galão,
Ele é Exu muito delicado,
Mas se entra em demanda,
Ele não quer sair mais não. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU MOLAMBO Vejam seu terno branco,
É todo mulambo só. (bis)
Mas ele é Rei de Quimbanda,
Seu Molambo não rejeita ebó. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu Molambo é maroto,
Só olha pra moça bela,
Com sua garrafa de oti,
Fica chamando na janela.
Ele é Seu Molambo, é um Exu,
Seu fetiche leva pena de urubu. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU LALU
Ele é Lalu, Lalu, É laroiê.
Ele é Lalu, Lalu, É laroiê. (bis)
::::::::::::::::::::::::::
:::::::::::::::
Ô embara, embará, embará. (bis) Banda de Exu
, embara, embará, De Exu Lalu, embara,
embará. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Lalu era anjo do céu,
E do céu foi despejado. (bis)
Na tronqueira da calunga,
Tem seu ponto confirmado.(bis)
O seu ponto é firme, ele é Exu,
O seu ponto é firme, ele é Exu Lalu. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU DO LODO
Na praia deserta e vi Exu,
Então meu corpo tremeu todo. (bis) Acendi
minha vela e meu charuto, Arriei minha
marafo,
Saravei Exu do Lodo. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU LONAN
Embarabô,
É mojubá, para lecoché. (bis)
Ele é Exu bará, bará lecoché. Embarabô é
mojubá.
Para obebé, Exu Lonan, Exu Lonan, Para obebé,
Exu Lonan, Exu
Lonan. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU TOQUINHO
Seu Toquinho é bom,
É muito bom de coração. (bis)
Ele salvou seu pai e mãe,
52
Para ganhar a salvação. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu matou seu galo,
Dividiu em pedacinhos. (bis) Depois de repartir,
Só ficou com um bocadinho. (bis)
Ele é Exu, mas é muito bom de
coração,
Seu Toquinho gosta dos seus irmãos. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU TRANCA
GIRA
Com seu terno preto,
Sua bengala de embira,
Ele é muito elegante,
Saravá Seu Tranca Gira.
Ele vem na madrugada,
Com sua linda cartola,
Chega e dá logo boa noite,
Mas não gosta de quem lhe amola.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Táva dormindo, Quando a banda me chamou.
(bis) Se levanta, minha gente,
Tranca Gira já cheghou. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Tranca, tranca, tranca,
Tranca, tranca, tranca,
Tranca, ele vem trancar,
Tranca Gira, vai chegar. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU GIRA MUNDO
Ê girê, o girá,
Gira Mundo vai chegar.
Ê girê, o girá,
Para todo mal levar.
Ê girê, o girá,
Lá para o fundo do mar.
Ê girê, o girá.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU KAMINALOÁ
Exu foi batizado,
E recebeu a sua cruz,
Na falange de Dom Miguel,
Kaminaloá nos defende,
nos conduz.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu formoso, assim eu nunca vi. (bis)
Kaminaloá é cheio de luz,
Na Linha de
Mussurumi. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU TIRIRI
Exu que é Rei de Quimbanda,
Tem sete obés de ouro. (bis)
Saravá Seu Tiriri,
É meu Rei e meu tesouro. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Quando o galo canta,
As almas se levantam,
E o mar recua.
É quando os anjos do céu dizem amém,
E o pobre lavrador, diz Aleluia.
Viva a Aleluia, viva a Aleluia,
Seu Tiriri, viva a Aleluia.
Viva a Aleluia, viva a Aleluia,
Seu Tiriri, viva a Aleluia.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Deu uma ventania, ô ganga,
No alto da serra. (bis)
Era, Rei Tiriri, ô ganga,
Que veio para a terra. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Ele se chama Tiriri, Se criou em Nazaré,
É filho de um xavante,
Neto de um navegante,
Rei Tiriri ele é.
É um Rei é, é um Rei é,
É um Rei é, é um Rei é.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Olha o homem de chapéu preto
De terno branco com sua bengala
Chegou Exu Tiriri na sala (3 vezes)
ô, não me perca a fé
Não, não me perca a fé
o que a criança faz com a mão
Exu Tiriri desmancha com o pé
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU TIRA TEIMA
Exu Tira Teima é homem nobre,
Exu Tira Teima é homem nobre,
Exu Tira Teima é homem nobre,
Na gira da Quimbanda é homem nobre.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Ganga ê, lelê, Ganga ê, lelá. (bis) Gira com
ganga é malelê,
Exu Tira Teima é mojubá. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU TOCO PRETO
Um dia eu táva na porteira, em pé, Um dia eu
táva na porteira, em pé,
Ali passou seu Toco Preto,
E beliscou meu pé. Ele é Exu Toco Preto,
É Rei na encruzilhada,
Na porteira onde ele mora,
Todo o Exu dá gargalhada.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
53
Exu Toco Preto, o que é que manda? Exu Toco
Preto, o que é que quer? Seu charuto e sua
cachaça,
E, se possível, uma mulher!
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU GARGALHADA
Quem pensar que o céu é perto,
Nas nuvens não vai chegar.
Seu Gargalhada está rindo,
Do tombo que vai levar.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
O luar brilhou na mata,
Gato miou na encruza,
Saravei seu Gargalhada,
É Exu meu camarada,
Com ele ninguém abusa.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Ri, quá, quá, quá, Olha Seu Gargalhada tá pra
chegar.
(bis)
Banda de Exu vai começar,
E Exu Gargalhada que vai mandar.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Quem ri na encruza é rei, Quem brilha no céu é
a lua,
Exu
baixou
banda,
Dando gargalhadas, Saravando sua rua.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU DAS MATAS
Eu vi um clarão nas matas,
E pensava que era
Gargalhada nesta
suas
dia. (bis)
Era o Exu das Matas,
Que fazia sua magia. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU DA MEIA-
NOITE
Exu da Meia-Noite, Exu da madrugada. (bis)
Salve o povo da quimbanda,
Sem Exu não se faz nada.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Seu Meia-Noite, sereno cai,
Cai, cai, sereno cai.
Seu Meia-Noite, sereno cai,
Cai, cai, sereno
cai.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Seu Meia-Noite, no ponto de Mina. (bis)
Laroiê
cantou, Laroiê, cantou, Laroiê cantou. (bis)
galo já galo já galo já
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Seu Meia-Noite na encruza,
Galo canta, gato mia. (bis)
Quem trabalha com Exu,
Não tem hora, não tem dia.
Busca sempre a melhoria. (bis)
::::::::::::::::::::::::::
::::::::::::::: EXU DO FOGO
Valha-me meu Santo Antônio, Quem se
defende não é bobo. (bis) Eu me valho com
Exu,
Valha-me Exu do Fogo.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
A encruza estremeceu,
Uma gargalhada soou no além.(bis) Salve Exu
que é batizado,
Exu do Fogo não ataca ninguém.
O Exu é bom não ataca ninguém.
O Exu é bom não ataca ninguém. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU GANGA
Ganga lelê, ganga lelê,
Ele é Exu Ganga, Ganga lelê, ganga lelá,
Ele á Exu Gangá.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
É qui ganga ê,
É qui ganga ô,
Exu Ganga é de quimbanda,
Ô qui Ganga ô.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU SETE
SOMBRAS Passeava pelas
ruas,
Vagava pelas tronqueiras.
(bis)
Coral piou no mato alto,
Saravando Sete Sombras,
Morador lá da Limeira. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU TATÁ
CAVEIRA
Exu pisa no toco, Exu pisa no galho, Galho
balança Exu não cai, ô ganga,
É Exu, Exu pisa no toco de um galho só
É Exu, Exu pisa no toco de um galho só
Marimbondo pequenino, bota fogo no paiol, ô
ganga.
É Exu, Tatá Caveira no toco de um galho só.
(bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Um pombo preto voou da mata, Voou e
pousou lá na pedreira. (bis) Onde os Exus se
reúnem,
54
Mas o reino é de Tatá Caveira. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU CORTA
CORTA
Se o seu obé é de aço,
O seu garfo é de madeira. (bis) Saravá sua
mironga,
Seu Corta-Corta é
de Quimbanda,
Ele mora na limeira. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Seu Corta-Corta, Seu Corta-Corta, Segura a gira.
(bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
STO ANTÔNIO PEQUENINO
Santo Antônio Pequenino, Amansador de burro
brabo, Quem mexer com Sto Antônio,
Ta mexendo com o diabo.
Rodeia, rodeia, rodeia,
Meu Santo Antônio rodeia.
(bis)
Pomba Gira Rainha,
Gira a noite, gira o dia,
No embalo dessa gira,
Gira o Exú Ventania. Rodeia, rodeia, ...
Maria Mulambo,
Meu Senhor do Campo Santo, Nas horas
santas benditas. (bis) Quem louva povo de Exu,
Não passa horas malditas. (bis)
::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::
Boa-noite, meu senhor.
Exu no reino chegou. (bis)
Vamos louvar nossa Quimbanda, Viva Exu que
é doutor. (bis)
::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::
Exu chegou no reino,
Meu Deus quero ver quem é. (bis) Com licença
de Ogum,
Com licença de Ogum,
Chegou meu Exu de fé. (bis)
::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::
Boa-noite, boa- noite,
Exu tá no reino e vai dar boa-noite. Boa-noite,
boa- noite,
Exu vem saravá e me dar boa-noite.
::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::
EXU MIRIM
Ele é Exu,
É Exu Mirim, (bis) Não me nega nada, Sempre
me diz sim. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu Mirim é meu Exu de fé,
Exu Mirim é
pequeno Quimbanda,
Exu Mirim saravando a encruza,
Exu Mirim vencendo suas demandas.
::::::::::::::::::::::::::
na
:::::::::::::::
Exu Mirim é um Exu formoso,
Ele é Exu de fé. (bis)
Tem um pai e tem um mano,
Esse mano é Lucifer. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Fá, fá, fá lemi ebó, Fá, fá, fá lemi ebó, Fá lemi
ebó,
Exu Mirim despacha ebó.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU MORCEGO
Seu terno branco, Sua bengala. (bis) Na
encruzilhada, quiri quiri quiri, Exu Morcego dá
risadas. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu Morcego, ele é homem é,
Exu Morcego, ele é homem é,
Exu Morcego, ele é homem é,
Na gira da Quimbanda é homem é.
No meio da encruzilhada, Convidou João
Caveira,
Dando uma gargalhada. Rodeia, rodeia,...
Tiriri matou um galo,
E cortou em pedacinho, Convidou Maria
Padilha,
Para não comer sozinho.
Rodeia, rodeia,...
Me convidaram, Pra pular amarelinha,
Se eu perder você me ganha,
Se eu ganhar você é minha.
Rodeia, rodeia,...
EM MORADOR
Tem morador, de certo tem ,
Tem morador, De certo tem morador.
Na porta meu galo canta,
De certo tem morador. (bis)
::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::
Tá chegando a
meia-noite,
Tá chegando a madrugada. (bis) Salve o povo
de Quimbanda, Sem Exu não se faz nada. (bis)
::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::
EXU
( louvação )
55
(bis) ::::::::::::::::::::::::::
:::::::::::::::
EXU SETE
POEIRAS
Sou pequeno de Angola,
Porém já sei escrever.
Sete Poeiras na Quimbanda, Também já sabe
ler.
Ele é Exu, é um
curador,
Ele é Exu, é um vencedor. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Se uma brasa me queima,
Meu Santo Antônio é maior.
Saravá Sete Poeiras,
Ele gira num pé só. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU SETE
PORTEIRAS
Na estrada tem um ganga,
Ganga não leva carreira.
Quando a demanda é grande, Chama por Sete
Porteiras. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exu não é criança, Nem gosta de brincadeira.
(bis)
Não vagueia pelas ruas,
Trabalha na encruzilhada, Saravá Sete
Porteiras. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU CAVEIRA
Toma lá, traz cá, Ô Caveira. Toma lá, traz cá, Ô
Caveira.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Portão de ferro, Cadeado de
madeira.
Na porta do cemitério,
Quem mora é Exu Caveira.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU CAPA PRETA
Capa Preta no reino,
É uma beleza. (bis) Eu nunca vi um Exu assim,
Ele é madeira que não dá cupim.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Ao ver Exu na encruza,
Com ele não se meta. (bis)
É ali que ele trabalha,
O reino é de Capa Preta.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU SETE
CRUZES
Corre, corre, encruzilhadas, Sete Encruzas já
chegou. (bis)
Na porta do cemitério,
Ouvi uma gargalhada,
Sete Encruzas já chegou. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Seu Sete Encruzas na quimbanda
é um rei,
Ele é irmão de Exu Veludo. (bis) Quando chega
em sua banda, saravá, Quebra demanda,
quebra tudo. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Pomba Gira chegou no reino, Pomba Gira no
reino chegou.
Ela viu seus sete homens,
Só não viu seu Sete Encruzas.
Ela sacudiu os ombros,
Ela se balanceou, Voltou para a encruzilhada,
Sete Encruzas ela buscou.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Seu Sete Cruzes no cruzeiro,
Está pra nos ajudar.
Seu marafo e seu dendê,
Ele gosta de cuidar.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU SETE
PEDRAS
Seu Sete Pedras, Livra o caminho que passo.
(bis) Quando ando com Sete Pedras,
Meus caminhos não têm embaraço.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU CALUNGA
Rodeia,
rodeia,
Meu
Antônio,
(bis)
Meu Santo Antônio pequenino, Amansador de
rodeia,
Santo rodeia.
burro brabo.
Quem mexe com seu Calunga,
Tá mexendo com o Diabo.
Rodeia, rodeia, rodeia,... (refrão)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
CALUNGUINHA DO MAR
Meia-noite a maré vazante,
Lua veio anunciar. (bis)
Eu já vou vencer demanda,
Saravá Calunguinha do Mar. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU DA CAMPINA
Campinêro ê, rerê, Campinêro á. (bis) Saravá
Exu Campina,
Laroiê, é mojubá. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU SETE COVAS
Eu não tenho patrão,
56
Calunga foi quem me criou.
Meu nome é Sete Covas,
Minha quimbanda ele já louvou.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Ele é Exu Pagão, Não tem quem obedecer. (bis)
Pra ele só interessa, Qualquer demanda
vencer.
Se o Exu é bom, ele vence demanda,
Seu Sete Covas é Rei na Quimbanda. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU BRASA
Exu Brasa não é criança,
Que se engana com tostão. (bis) Só se lembram
de Seu Brasa, Quando estão em aflição. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Quem voa baixo sempre voa,
Quem muito se eleva quebra a asa.
Cuidado com sua mironga sinhô,
Eu conto com Exu Brasa.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU DOS RIOS
Meus senhor das Almas,
Exu dos Rios vem aí. (bis)
Ele vem acompanhado,
Do seu irmão Tiriri. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
O rio corre pro mar,
Rua corre pra encruza. (bis) Louvado seja Exu
dos Rios,
Que demanda não recusa. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU SETE
CATACUMBAS
Na sétima cova do cemitério,
Sete Catacumbas gemeu.
Saravou sua encruza,
E levou o mal que é meu. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU ARRANCA
TOCO
Exu é mojubá,
Ena, ena é mojubá. (bis)
Arranca Toco é mojubá,
Ena, ena é mojubá. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU BARÁ
Andorinha voou na mata,
Na encruza foi parar. (bis)
Salve esta Casa Santa,
Salve esta banda linda,
Saravá Exu Bará.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU MARÉ
Ele vem nas ondas do mar,
Pra mostrar quem ele é.
Vem para vencer demandas,
Ele é Exu Maré. (bis)
::::::::::::::::::::::::::
:::::::::::::::
Exu Maré é Rei na Quimbanda,
Exu Maré é Rei, ele é,
Nas demandas não nega fogo, Trabalhando nas
encruzas,
Ele é Exu Maré.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Quando a maré escoa,
A praia vai ficando vazia. 9bis)
É Exu Maré que vem chegando, Saravando
encruzilhadas, Fazendo sua magia. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Chegou Exu Maré,
Para todo o mal levar.
Chegou Exu Maré, Para nos descarregar. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU DAS MATAS
Exu das Matas é, Exu das Matas é,
Exu das Matas é Rei,
Meu senhor,
Exu das Matas é, Para todo o mal levar.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
JOÃO CAVEIRA
Portão de ferro, Cadeado de madeira. (bis)
É o portão do cemitério,
Aonde mora João Caveira. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
TRANCA RUA DE
EMBARÉ
Quem quiser lhe ver,
Sobe em cima de um barranco, oi Zé.
(bis)
Pois o homem é Tranca Rua de Embaré. (bis)
SETE ENCRUZILHADA
A bananeira que eu plantei a meia- noite,
Foi Oxalá quem mandou,
Para 7 Encruzilhada
trabalhar,
E a caridade no mundo ele prestar.
Mas ele é 7 Encruzilhadas,
Ele é rei sim senhor,
Trabalha
caridade,
Trabalha só por amor. (bis)
por
57
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
EXU DE DUAS
CABEÇAS
Exu que tem duas cabeças,
Ele olha sua Banda com fé. (bis)
Oi uma é Satanás do inferno,
E a outra é de Jesus de Nazaré. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
AUÊ MEU SANTO
ANTÔNIO
Auê meu Santo Antônio,
Oi segura esse toco da meia-noite. Auê meu
Santo Antônio,
Oi segura esse toco da meia-noite. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
SARAVADO
Exú pisa no caramuru,
Exú pisa no caramuru.
Exú não bambeia, ah! rá!
Exú não bambeia, ah! rá!
Exú não bambeia, ah! rá!
Exú não bambeia, ah! rá!
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
SARAVADO
Saravá, cambone, iê,
Saravá, cambone, iá.
SEU MAIORAL Oiaiá Catira de Umbanda,
Espia, espia, quem vem lá, (bis)
É o supremo rei da Quimbanda,
Chefe de chefe é Maioral, (bis)
Pisa, pisa no terreiro,
Papai
Umbanda,
Mandou lhe chamar. (bis)
de
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
MARABÔ
Exu Marabô, iê, Marabô Mojibá. (bis)
No cemitério, ele é Marabô,
Na encruzilhada, ele é Mojibá. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Eu vou mandar chamar,
Eu vou chamar lá de Aruanda. (bis) Eu vou
mandar chamar,
Seu Marabô na Quimbanda. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
MARABÔ/POMBA GIRA
O inferno pegou fogo,
Foi Pomba Gira quem apagou. (bis) Banda de
Exú, Exú, Ala-la-ô,
É Pomba Gira e seu Marabô. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
MARABÔ/MARIA PADILHA
Arreda, arreda, que aí vem mulher. (bis)
É Maria Padilha a mulher de Lúcifer. (bis)
Exú Marabô vem na frente,
Dizendo quem ela é. (bis)
Ela é Maria Padilha,
A mulher de
Lúcifer. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
MARBÕ/POMBA GIRA/7 ENCRUZA
Corre, corre, Encruzilhada, Pomba Gira quem
mandou. (bis)
Na porteira da calunga, auê,
Ouço um brado é Marabô. Exú. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
TRANCA-RUAS
Estava dormindo na beira do mar. (bis)
Quando as almas lhe chamaram pra trabalhar.
(bis) Acorda Tranca- Ruas, vai vigiar.
(bis)
O inimigo está invadindo a porteira do curral.
(bis)
Bota as mãos nas suas armas, vai guerrear. (bis)
Bota o inimigo pra fora, para nunca mais voltar.
(bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Saravá , cambone, na encruza, Saravá,
cambone, iê.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
SARAVADO
Exú ganhou uma garrafa de marafo, E levou na
capela prá benzer. Sacristão lhe respondeu:
Na batina do padre tem dendê,
Tem dendê,
Na batina do padre, tem dendê, Tem dendê,
Na batina do padre, tem dendê.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
DEMANDA
Exú pisa no toco, pisa no galho,
O galho balança, e Exú não cai,
Ô Ganga.
Ê, ê, Exú pisa no toco de um galho só. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
CONFIRMAÇÃO
Exú quando ele é batizado,
Ele chega em qualquer lugar. (bis)
Quando chega cumprimenta a banda,
E gira dentro do gongá. Exú.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
58
Tranca-Ruas no reino,
Ai meu Deus o que será. (bis)
Bota a chave na porta,
Tranca-Ruas vai chegar. (bis)
Ele vem salvar a banda,
Com licença de Oxalá. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Mas ele é, Capitão da Encruzilhada, ele é,
Mas ele é, Ordenança de Ogum,
Sua coroa quem lhe deu foi Oxalá, Sua divisa
quem lhe deu foi Omulú, Mas ele é...
Salve o cruzeiro, salve o sol e
salve a lua,
Saravá seu Tranca- Ruas,
Que corre gira no meio da rua. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
POMBA GIRA
CIGANA
Estava dormindo, Quando a Umbanda lhe
chamou,
Se levanta minha gente, Tranca-Ruas já chegou.
(bis) Quando a lua surgir,
Ele vai girar, ele vai girar,
Chegou seu Tranca-Ruas,
Para todo mal levar. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Na fé de meu Pai Ogum,
Ele vem trabalhar. (bis)
Mas ele é, mas ele é, mas ele é, Tranca-Ruas
das Almas. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Oi viva as almas, Oi, viva a coroa e a fé,
Oi, viva Exú das Almas,
Mas ele é Tranca- Ruas Imbaié,
Oi, viva as almas!
A Pomba gira
Cigana!
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
TIRIRI
Estava curiando na encruza,
Quando a banda lhe chamou. (bis) Exú no
terreiro é rei,
Na encruza ele é doutor. (bis)
Exú vence demanda,
Exú é curador. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
Exú Tiriri, Lonan, Morador da encruzilhada,
(bis) Toma conta, presta conta,
No romper da madrugada. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
MANGUEIRA
Esse boi vermelho, calunga,
Caiu Mangueira, calunga,
Arranca o couro dele, calunga,
Pra fazer pandeiro, calunga.
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
SETE ENCRUZILHADA
Ouvi, ai ouvi,
Exú dar sete gargalhadas. (bis) Quem era esse
Exú,
Era seu Sete Encruzilhadas. (bis)
:::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::
SETE ENCRUZILHADAS
Exú dá querê, querê
Com a sua banda eu quero vencer. (bis)
É no romper da aurora,
Seu Sete Encruzilhadas toma conta agora,
Para ver se
Ela é a Pomba gira
E eu parei na dama
Rainha de quem
Amigo você não me
tem fé
engana
2- PONTO DE
POMBA GIRA
Vinha caminhando
a pé,
fé!
cigana
Eu sou pomba gira
3- POMBA GIRA
CIGANA
encontrava,
Arreda homem, que
4- PONTO DE
POMBA GIRA
A minha Cigana de
aí vem mulher (bis)
Ela é a Pomba gira
Ela parou e leu
Rainha de quem
é
Bem que eu lhe
avisei
valete
Que você não
minha mão,
tem fé
jogasse
E disse a mais pura
Seu Tranca Rua vem
Essa cartada
verdade!
na frente
comigo
Eu só queria saber
Pra dizer quem ela
Você parou no
onde mora,
Foi uma rosa que
eu plantei na
encruzilhada
Foi uma rosa que
eu plantei no meu
59
jardim
Maria mulher
11- PONTO DE
Maria Mulambo,
POMBA GIRA
É a pombo gira (ô
ganga)
Que vem girar na
Ela é ciganinha
Trazobemelevao
mal
meu prata.
Terra
Maria Padilha
Eu caminhava pela
rainha de quem
alta madrugada
da sandália de pau.
tem fé
Sob o clarão da lua
Quando ela chega
Ouvi uma
no reino,
5- POMBA GIRA
gargalhada
14- MARIA
PADILHA
CIGANA
Linda morena
Abre a roda (bis)
formosa
Deixa a Maria
Ganhei uma
Me diga quem você
é,
de fé
Pode abrir qualquer
gira
Pode chegar quem
quiser
sabiá
Padilha trabalhar
barraca velha
9- POMBA GIRA
Quando ela vem,
Foi a Cigana Quem
CIGANA
Tuésadonada
Ela tem peito de
me deu (bis)
rosa, és Pombagira
aço, (bis)
O que é meu É da
Ciganinha,
E o coração de um
Cigana
Ciganinha
O que é dela Não é
da sandália de
15- MARIA
Ciganinha puerê,
puerá.
Com um pandeiro
PADILHA
na mão
És Pombagira de
E o baralho na
umbanda
6- PONTO DE
POMBA GIRA
outra a
Só não te conhece
Foi Iansã quem te
deu força
ciganinha desacata
quem não quer
Rainha de quem
tem fé
É uma casa de
10- MARIA
Vamos saravá (bis)
pombo (bis)
PADILHA
12- MARIA
PADILHA
Maria Padilha que
É de pomba gira
mulher (bis)
Auê auê auê auá
Deu meia noite
16- MARIA
MULAMBO
(bis)
A lua se escondeu
Foi lá na
rosa
encruzilhada
7- PONTO
Ouvi uma
Olha a sai dela
Olelê
DE POMBA GIRA
gargalhada
E a Padilha
É Mulambo só
Corre, corre
apareceu
Dizem que
Pombagira é uma
Sua saia tem sete
encruzilhada
Alaruê, alaruê,
É uma rosa que
nasceu no meio do
espinho
Maria Padilha, rosa
sem espinho
segue os meus
metros
A pomba Gira já
passos ilumina os
Sete metros é
chegou (bis)
meus caminhos
farrapo só
Da porteira ou da
17- MARIA
MULAMBO
calunga virá
Do lado de Marabô
(bis)
alaruê
dá
É mojubá, é
mojubá, é mojubá
Ela é Odara
quem tem é em
pomba gira
É só pedir que ela
13- PONTO DE
POMBA GIRA
Deu uma ventania
Olha Maria,
8- POMBA GIRA
(ô ganga)
caminhando na
CIGANA
No alto da serra
calçada
60
Ela gira dia e noite
até alta madrugada
Sua rosa e seu
gira
Pra salvar filhos de
fé
Marias
E seu passo lá vai
(bis)
de seu Omolu!
20- PONTO DE
21- RAINHA DAS 7
23- POMBA GIRA
Foram sete rosas na
CIGANA
calunga
Quem não conhece
Sete marafos
sua ponteira e seu
POMBA GIRA
E uma saia de cetim
cigarro
E como tudo isso
Quem nesse mundo
não bastasse
nunca ouviu dizer
marafo que bebia a
Ela ganhou uma
Quem nesse mundo
Pombagira ganhou
cada passo
coroa de atotô
nunca ouviu falar
garrafa de marafo
Ela caminha sobre o
Atotô meu pai
De uma cigana que
E levou na capela
fogo se quiser
atotô meu senhor
mora naquela
pro padre benzer
Ela abre qualquer
Maria Mulambo
estrada
Entregou pro
mereceu o que
Ela tem sua morada
sacristão
bambo
ENCRUZILHADAS
Olha a Maria
Mulambo
Sua Coroa é de
Ferro,
24- CIGANA ROSA
ganhou
sob o clarão do luar
Na batina do padre
Cigana da estrada
tem dendê
É a Maria, entre as
força poderosa
Tem dendê (bis)
Me dê proteção e
26-
MARIA MULAMBO
axé ciganinha
formosa
Mulambo rainha da
encruza
A deusa encantada
Tem no seu conga a
segurança
Ela tem sua história
marcada
Caminhou num
tapete de flores
E nem sequer se
importou
Ela deixou
Os seus súditos
chorando
E foi viver
No mundo da
perdição
Ela é rainha, ela é
mulher (bis)
Pedacinho de
mulambo
É para quem tem fé
18- PONTO DE
POMBA GIRA
Quando ouvi pela
Sua Capa é
primeira vez aquela
Encarnada
A Pombagira no
gargalhada
Saravá Exus e
alto de uma ladeira
Achei uma coisa tão
pombagira!
Ela pulava em cima
linda senti uma
Rainha das Sete
de uma fogueira
força cigana
Encruzilhada!
Olhando no meio
Ela pulava, dava
da roda
uma gargalhada
Estava lá uma
Amarrava os
cigana formosa,
inimigos na barra
Ela é cigana o...
da sua saia (bis)
22- MARIA
PADILHA
cigana rosa...
Padilha ó Padilha ó
19- MARIA
A pedra do seu anel
PADILHA
Brilha mais do que
25- MARIA
MULAMBO
o sol (bis)
A sua catacumba
Com sua saia, sua
tem mistério,
rosa no cabelo,
Mas, ela é a Rainha
Como é bonito ver
do Cemitério!
a Padilha no
Maria Mulambo
terreiro (bis)
Ela mereceu ganhar
Mas, ela é loira, dos
Ganhar o que
olhos azuis,
ganhou
Maria Padilha, Filha
61
seu feitiço tem axé
Mas ela é ela é, ela
27- MARIA
Choveu, choveu,
Só lá na calunga é
Deus
De vermelho e
preto
axé...
Maria Padilha
Você é a flor
perfeita
Que vem dentro
desta seita
encruza
Para aqueles que
tem fé...
28- PONTO DE
POMBA GIRA
Maria Padilha não
me deixe andar
sozinho,
Põe a rosa sem
amor
flor
Ela é moça bonita
PADILHA DAS
Ela é faceira e
ALMAS
formosa
bela das rosas
é
Mulambo da
Mulambo da
encruza é a mais
Minha amiga de fé
33- MARIA
MULAMBO
TúésaRosaque
que não choveu,
perfuma a
É que a Padilha
Umbanda
Cruzeiro das Almas
Vencedora de
Presta conta pra
31- PONTO DE
POMBA GIRA
demandas,
Vinha caminhando
Mas que caminho
Com amor e muito
pela rua
tão escuro
Quando uma moça
Que vem passando
bonita eu vi
aquela moça (bis)
Com sua sandália
Com vestidinho de
de prata sua saia
chita
dourada
Estalando osso,
espinhos
Ela sorriu para mim
osso por osso (bis)
Nos caminhos
Eu perguntei a ela,
Mas a pomba gira é
aonde eu passar...
onde fica a sua
a tatá molambo
Vestindo a noite
um mistério traz
De colar de ouro
brinco dourado a
promessa faz
Você pode ir você
pode vir
Peça o que quiser
Mas cuidado amigo
ela é bonita ela é
mulher (bis)
E no canto da rua
rodando rodando,
rodando está
Ela é moça bonita
girando girando,
girando lá
Oi girando lá ô lê lê
Oi girando lá ô lá lá
Ô pombo gire, ô
morada
Mas ela é a pomba
pombo gira
Ela respondeu pra
gira é a tatá
Faça um tapete de
mim assim
rosas para que eu
Moro numa estrada
possa caminhar.
sem fim
molambo
Com vestidinho de
chita
chita
Moro numa estrada
Estalando osso,
30- MARIA
MULAMBO
sem fim
osso por osso
Com vestidinho de
Estalando osso,
32- MARIA
MULAMBO
Nasceu no cruzeiro
osso por osso
das almas,
Uma roseira que já
deu flor,
Entre elas uma rosa
Que em uma linda
mulher se
transformou
Praticando sua
Mulambo,
encruzilhada
34- PONTO DE
POMBA GIRA
soberana da
estrada
Rainha da
caridade com muito
E também de quem
tem fé,
Exalando harmonia
como o perfume da
Suprema é uma
mulher de negro
Alegria do terreiro
Pombo Gira
Se tu és uma rosa
Que floresceu sob
29- MARIA
um monte de
PADILHA
espinhos
Ô pombo gira abre
os meus caminhos
62
41- MARIA
MULAMBO
35- ROSA NEGRA
comprar
Vivo sozinho, vivo
na solidão
É negra, soberana e
poderosa
É a mais linda das
rosas que encanta o
jardim
La na encruza é luz
que nos dá caminho
Nunca nos deixa
sozinho
Sempre pronta para
nos ajudar
É rica de energia e
de beleza
É fonte de alegria
aonde houver
tristeza
Sua missão é
praticar a caridade
Demonstrando
lealdade
trabalhando para o
Maria Padilha me
Quando tu vens
chegando na
Umbanda
Trazendo paz,
energia e amor
Com tua fama, teu
empenho e teu
carinho
Vens chegando de
mansinho do lado
de Marabô
Mulambo da
encruza que veio
nos ver
Seu axé é poderoso
e veio pra nos valer
Vem enfeitada e
seu vestido não
tem cores
Lá da encruza vem
tirar a nossa dor
Ela nos cura e
purifica nossa alma
Dá uma gargalhada
e deixa saúde e
Ó Ciganinha, eu
dê sua proteção
preciso de você.
Ô moça, ô moça, ô
Ó Ciganinha, eu
preciso de você.
Vamos jogar o jogo
da amarelinha,
Se eu perder, você
me ganha
Se eu ganhar, você
é minha
39- MARIA
PADILHA
Ajudando a quem
precisa e a quem
não precisa
também
Mas se você não
acredita um dia há
Negra estiver lá
qua,
amor
42- CIGANA DA
PRAIA
36- POMBA GIRA
CIGANA
37- FIGUEIRA
moça
Me ajude com a sua
força
Cemitério é praça
linda
mojubá, Ela é
Eu não tenho prá
Que eu não quero
passear (bis)
Lá tem sete
Foi em uma estrada
catacumbas,
velha, na subida de
a Padilha mora lá
Mora lá, mora lá
a Padilha mora lá
bem
uma serra
Numa noite de luar
(de luar, de luar)
pomba gira da
Figueira, Moça bela
e faceira
Dava o seu
POMBA GIRA
gargalhar
Ela é mojubá, Ela é
Pomba gira
Mulambo da
encruza que veio
de acreditar
mojubá
Quando passar pela
calunga e Rosa
apareceu,
38- MARIA
Ri qua qua, ri qua
40- PONTO DE
Era meia-noite,
nos ver
Lá na calunga a
Seu axé é poderoso
e veio pra nos valer
Iluminada pela lua,
Rosa Negra na
PADILHA
fumar
Porque dinheiro
(bis)
Rosas
Com a sua pele nua
é a pombo gira
um sorriso ela deu
calunga a gargalhar
Ri qua qua, ri qua
qua, é pombo gira
Moça me dá um
cigarro do seu pra
Mas ela é, ela é, ela
é pomba gira das
Noite tão linda,
Rosa Negra
Misteriosa
Céu estrelado
Ena ena mojubá
mulher...
misterioso luar
63
Ondas que
Linda, formosa e
avançam pra areia
vaidosa,
rosa,
José,
45- ROSA
Sete encruzilhadas
VERMELHA
Bonita rosa, a
Beijando os pés da
traz no cabelo uma
encruzilhada,
cigana a bailar
bonita rosa
Com seu vestido
Que vem dançando
rodado e uma rosa
ofereceu,
de madrugada
na mão
Morena, quem me
Linda cigana peço a
contou foi um jogo,
sua proteção
Trazendo paz e
alegria, cheiro de
Sua gargalhada
ecoa na madrugada
Maria Padilha não é
cinzas ela é brasa,
Com sol ou lua
louvamos com fé
Maria Padilha está
pro que der e vier
Não mexa com a
Padilha brincadeira
ela não é
Transforma espinho
em rosas se fores
merecedor
Na barra da sua
saia ninguém nunca
encostou
Labareda de fogo
queima, É o aviso
que ela dá
Quem quer
caminhos floridos
com ela não vai
brincar
rosas no ar
Filha do vento vem
saudar força do mar
Como gira na areia
ô, como gira na
areia
Sereia
areia
Sereia
se vê
que alguém lhe
você é Maria de
Ela vem
caminhando no
cruzeiro
Ela vem dançando
vestida de
vermelho
Ela é a pomba gira,
ela é rosa de amor
Eu caminhava só e
triste no cruzeiro
E uma moça de
vermelho de
repente apareceu
A Cigana da Praia
bailando pra Mãe
Com sete rosas, sua
cabeça coroada
E sua saia rodada
que dançando não
46- MARIA
mas para nós tú és
PADILHA
Molambo
hô abre a roda,
deixa ela dançar,
ela é Maria
Molambo aqui e em
qualquer lugar (2x)
44- ROSA
VERMELHA
Como gira na areia
ô, como gira na
Muito bonita eu
achei muito
formosa
Quando chega a
noite aflora o
perfume de mulher
Mas, ela é Rosa
Vermelha, Ela é
uma linda flor
Ela é uma rosa
cheia de amor (bis)
Rosa vermelha,
rosa vermelha
sagrada
Rosa vermelha a
Pomba Gira das
Sete encruzilhadas
Vive girando,
rondando só pela
Procurei sim!
A Cigana da Praia
bailando pra Mãe
Dias e noites sem
fim.
Rosa.
Procurei Rosa
Vermelha e
encontrei nesse
jardim.(2x)
43- MARIA
MULAMBO
Procurei por uma
A mais bela e
formosa.
Joga flores no
E encontrei Rosa
caminho,
Vermelha.
não me deixa andar
divina e
sozinho,
maravilhosa.
nesse mundo de
Num jardim de
meu Deus.. (2x)
lindas flores.
Você que é uma
Encontrei linda
rainha,
mulher.
mais deixou tudo o
Rosa Vermelha
rua
que tinha,
Rosa vermelha a
Pomba Gira das
Encantada.
pra viver com os
Linda Rosa ela é!
plebeus... (2x)
64
47- MARIA PADILHA Maria Padilha
Corre água E Nasce Flor
48- MARIA PADILHA
49- MARIA PADILHA
Estou Cantando Em Seu Louvor,
Na Barra Da Sua Saia
Quem viu o sol se esconder
Quem viu a Lua brilhar
Quem viu o espinho da rosa
Também vai ver Maria Padilha chegar (bis)
Os seus olhos são verdes
Sua cor é mulata
Seus cabelos são negros
E a sandália é de prata
Numa mão tem perfume
Na outra tem a flor
Para Umbanda querida
Maria Padilha traz paz e amor
Umbanda sua rainha chegou
umbanda mais uma estrela brilhou (bis)
o salve, salve a Pomba Gira
que veio da encruzilhada
para alegra nossa gira,
o salve seu ponteiro de aço
Espero poder ter ajudado nos entendimentos
básico deste estudo grandioso chamado
quimbanda.!
Laroyê.
salve a sua tesoura que
corta todo embaraço