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Projecto de Pesquisa IV

O documento aborda os desafios e estratégias de enfermagem para a prevenção de lesões por pressão, destacando a importância da atuação dos enfermeiros na identificação de fatores de risco e na implementação de intervenções preventivas. A pesquisa é apresentada como um requisito avaliativo na Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Católica de Moçambique, enfatizando a relevância clínica, acadêmica, social e econômica da prevenção dessas lesões. O estudo visa analisar as práticas de enfermagem e formular recomendações para melhorar a qualidade do cuidado e a segurança do paciente.

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Projecto de Pesquisa IV

O documento aborda os desafios e estratégias de enfermagem para a prevenção de lesões por pressão, destacando a importância da atuação dos enfermeiros na identificação de fatores de risco e na implementação de intervenções preventivas. A pesquisa é apresentada como um requisito avaliativo na Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Católica de Moçambique, enfatizando a relevância clínica, acadêmica, social e econômica da prevenção dessas lesões. O estudo visa analisar as práticas de enfermagem e formular recomendações para melhorar a qualidade do cuidado e a segurança do paciente.

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Universidade Católica de Moçambique

Faculdade de Ciência de Saúde

Curso de Licenciatura em Enfermagem Superior

4° Ano

Enfermagem Mundialmente

Desafios e Estratégias de Enfermagem para Prevenção de Lesões por Pressão

Discentes:

Alcandro Rui Fernando Barreto

Bernardete Bernardo Vitorino Chele

Carla Eusébio Mucome

Cléusia Rui Xerinda

Gordinho de Abrão Felipe

Sacrificio Bernardo Alfai

Beira

2025
Alcandro Rui Fernando Barreto

Bernardete Bernardo Vitorino Chele

Carla Eusébio Mucome

Cléusia Rui Xerinda

Gordinho de Abrão Felipe

Sacrificio Bernardo Alfai

Desafios e Estratégias de Enfermagem para Prevenção de Lesões por Pressão

Projecto de pesquisa apresentado na Faculdade


de Ciências de Saúde, na Universidade Católica
de Moçambique, como requisito avaliativo na
disciplina de Enfermagem Mundialmente.

Docente:

Msc. Cristina Nota

Beira

2025
Índice
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 5
1.1. Introdução............................................................................................................................. 5
1.2. Problematização ................................................................................................................... 6
1.3. Justificativa........................................................................................................................... 7
1.4. Relevância do Estudo ........................................................................................................... 7
1.5. Objectivos............................................................................................................................. 8
1.5.1. Objectivo Geral.............................................................................................................. 8
1.5.2. Objectivos Específicos .................................................................................................. 8
1.6. Dificuldades Encontradas ..................................................................................................... 9
1.7. Considerações Éticas do Trabalho ....................................................................................... 9
CAPÍTULO II: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................ 10
2.1. Conceito de Lesões por Pressão ......................................................................................... 10
2.2. Factores de Risco ............................................................................................................... 10
2.3. Fisiopatologia de Lesões por Pressão................................................................................. 11
2.4. Sinais e sintomas de Lesões por Pressão ............................................................................ 11
2.5. Complicações de Lesões por Pressão ................................................................................. 12
2.6. Diagnóstico de Lesões por Pressão .................................................................................... 12
2.7. Prognóstico de Lesões por Pressão .................................................................................... 13
2.8. Prevenção de Lesões por Pressão ....................................................................................... 13
CAPÍTULO III-METODOLOGIA DE ESTUDO ........................................................................ 14
3.1. Tipo de Pesquisa................................................................................................................. 14
3.1.2. Pesquisa Bibliográfica ................................................................................................. 14
3.1.2. Revisão Integrativa ...................................................................................................... 14
3.2. Estratégias de Busca de Informação................................................................................... 14
3.3. Critério de Selecção de Artigo ........................................................................................... 15
3.3.1. Critérios de Inclusão .................................................................................................... 15
3.3.2. Critérios de Exclusão ................................................................................................... 15
CAPÍTULO IV-APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS .................................................. 16
CAPÍTULO V-DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ................................................................... 18
5. 1. Discussão........................................................................................................................... 18

III
5. 1.1. Identificando desafio da enfermagem para Prevenção de Lesão por Pressão ............ 18
5.2. Discussão............................................................................................................................ 20
5.2.1. Descrição da Estratégia da Enfermagem para Prevenção de Lesão por Pressão ......... 20
CAPÍTULO VI-CONCLUSÕES E SUGESTÕES ....................................................................... 23
6.1 Conclusões .......................................................................................................................... 23
6.2. Sugestões ............................................................................................................................ 24
Referências Bibliográficas ............................................................................................................ 25

IV
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
1.1. Introdução

A Lesão por Pressão é caracterizada pela deterioração dos tecidos devido à compressão da pele
contra as proeminências ósseas, especialmente sacro, trocanter e ísquio, quando a superfície de
contacto permanece por períodos prolongados (Monteiro et al., 2021 apud Pires, et al, 2024).

Portanto, as lesões por pressão representam um desafio significativo para a equipe de


enfermagem, especialmente no atendimento aos pacientes internado. Essas feridas, também
conhecidas como escaras ou lesões por pressão, podem causar dor, sofrimento e complicações
graves, levando a uma piora na qualidade de vida do paciente e custos elevados de tratamento.
Visto que, a prevenção de lesões por pressão é vital não apenas para o conforto e a recuperação
dos pacientes, mas também para a eficiência dos recursos de saúde.

Neste contexto, prevenir essas feridas é fundamental para reduzir o orçamento financeiro sobre o
sistema de saúde e melhorar a qualidade do atendimento. A enfermagem desempenha um papel
crucial na prevenção de lesões por pressão, uma vez que os enfermeiros estão na linha de frente
do cuidado aos pacientes internado. Sua actuação é de suma importância para identificar os
factores de risco, implementar estratégias preventivas e monitorar a saúde da pele dos pacientes.
No entanto, para garantir a eficácia dessas acções, é essencial que a enfermagem se baseie em
evidências científicas sólidas.

5
1.2. Problematização
As lesões por pressão, também conhecidas anteriormente como úlceras de pressão ou escaras de
decúbito, são um problema prevalente nas instituições de saúde e constituem em sério risco para
os pacientes no contexto dos cuidados de saúde, especialmente em ambientes hospitalares e de
cuidados prolongar (Anvisa, 2013).

Globalmente, a prevalência de lesões por pressão em hospitais varia de 10% a 25%, enquanto em
unidades de cuidados prolongados, como lares de idosos, essa taxa pode atingir até 30% (Kottner
et al., 2018). Dados de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, indicam que mais de 2,5
milhões de pacientes desenvolvem lesões por pressão anualmente, gerando um custo de
tratamento estimado entre 9 e 11 bilhões de dólares por ano. Essas lesões são, portanto, um
importante indicador de qualidade no cuidado e um foco contínuo de intervenções preventivas.

No contexto Moçambicano, a realidade das lesões por pressão, embora sub-registrada, é


igualmente preocupante. A carência de recursos materiais e humanos qualificados, a sobrecarga
dos profissionais de saúde, a falta de protocolos padronizados de prevenção e a pouca literacia
em saúde dos cuidadores informais contribuem para uma incidência e prevalência elevadas de
lesões por pressão em diversos contextos de saúde, incluindo hospitais e unidades de saúde
primária Pacientes com doenças crónicas, deficiência motora, idosos e aqueles em cuidados
paliativos são particularmente vulneráveis. Não se encontrou dados epidemiológicos, mas a
experiência vivenciadas durante estagio aponta a necessidade urgente de intervenções na
prevenção dessas lesões. Surge a seguinte questão:

 Que estratégias de enfermagem são usados para prevenção de lesões por pressão?

6
1.3. Justificativa
A prevenção de lesões por úlceras de pressão é um imperativo ético e profissional na prática da
enfermagem. As lesões por úlceras de pressão não apenas causam sofrimento físico e emocional
aos pacientes, mas também resultam em um aumento significativo nos custos de tratamento,
prolongamento das hospitalizações e, em casos graves, podem levar a complicações sérias como
infecções, osteomielite e sepse. A implementação de estratégias preventivas baseadas em
evidências é mais eficaz e menos dispendiosa do que o tratamento de lesões por úlceras de
pressão já estabelecidas.

Este estudo se justifica pela necessidade de fortalecer a actuação da enfermagem na prevenção de


lesões por pressão, contribuindo para a melhoria da qualidade do cuidado, a segurança do
paciente e a optimização dos recursos de saúde, tanto o nosso País quanto em um contexto
global.

1.4. Relevância do Estudo


 Clínica: contribuirá para aprimorar a prática clínica da enfermagem, fornecendo
subsídios para a implementação de intervenções preventivas mais eficazes, resultando em
menor incidência de lesões , redução da dor e sofrimento dos pacientes, e melhoria da sua
qualidade de vida.
 Académica: as estratégias de enfermagem para a prevenção de úlceras de pressão são de
grande importância académica, pois promovem a produção de conhecimento e a
pesquisa. Estudos e revisões sobre essas estratégias fornecem uma base teórica e
científica que orienta as práticas clínicas, ajudando a formar futuros profissionais de
enfermagem. Além disso, a análise dessas intervenções pode contribuir para o
desenvolvimento de directrizes e protocolos, incentivando o aprimoramento continuo na
formação académica.
 Social: a prevenção de úlceras de pressão é fundamental, pois esses lesões podem causar
dor e sofrimento significativo aos pacientes, além de impactar sua qualidade de vida. A
implementação de estratégias eficazes na prevenção das úlceras de pressão demonstra u
compromisso com o cuidado humanizado e a dignidade do paciente. Ao reduzir a
incidência de úlceras, as equipes de enfermagem também promovem uma cultura de
cuidado integral, contribuindo para a formação de comunidades mais saudáveis e
diminuindo a carga sobre os sistemas saúde.

7
 Económica: a prevenção de úlceras de pressão é vantajosa, pois os custos associados ao
tratamento dessas lesões podem ser elevados os pacientes com úlceras de pressão
frequentemente necessitam de cuidados prolongado, intervenções cirúrgicas e
hospitalizações, levando a um aumento nos gastos com saúde. Ao investir em estratégias
de prevenção, os hospitais e instituições de saúde podem reduzir suas despesas, melhorar
a utilização de recursos e optimizar a qualidade do atendimento prestado. E essa
abordagem proactiva também beneficia os sistemas de saúde, ao diminuir a sobrecarga
financeira resultante da complicação das úlceras.

1.5. Objectivos

1.5.1. Objectivo Geral


 Analisar os desafios e estratégias de enfermagem adoptados para prevenir as lesões por
pressão.

1.5.2. Objectivos Específicos

 Identificar desafios de enfermagem na prevenção de lesões por pressão;


 Descrever estratégias de enfermagem para a prevenção de lesões por pressão;
 Formular recomendações específicas para a prevenção de lesões por pressão.

8
1.6. Dificuldades Encontradas
Durante a realização deste trabalho, enfrentaram-se algumas dificuldades como o acesso limitado
a literatura científica recente e específica sobre estratégias eficazes de prevenção em contextos
com recursos escassos, como hospitais públicos em Moçambique, termos técnicos variados
(úlceras por pressão, escaras, lesões por pressão), dificultando assim a busca de fontes; Pouca
produção académica em contextos africanos: muitos estudos são realizados em contextos
brasileiros, europeus, ou americanos, o que nem sempre reflecte a realidade de países em
desenvolvimento.

1.7. Considerações Éticas do Trabalho


O estudo respeita os princípios éticos da pesquisa em saúde, garantindo o anonimato,
confidencialidade das informações e a voluntariedade da participação, caso haja aplicação de
entrevistas ou questionários. O trabalho segue as normas éticas definidas pelos comités de ética
em pesquisa e pela declaração de Helsínquia.

9
CAPÍTULO II: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. Conceito de Lesões por Pressão


De acordo com Dionísio (2025), as lesões por pressão, também conhecidas como úlceras por
pressão ou escaras, são um sério problema de saúde que pode se desenvolver quando um
indivíduo permanece na mesma posição por um período prolongado. Essas lesões ocorrem
quando a pressão é aplicada à pele e aos tecidos subjacentes, causando danos aos tecidos e
ruptura da pele, como mostra na figura abaixo:

Figura 1: Lesões por Pressão.

Fonte: Dionísio (2025).

2.2. Factores de Risco


De acordo com Ferro (2020), o surgimento dessas lesões está associado a factores intrínsecos,
como idade, deficit nutricional, alterações do nível de consciência, mobilidade limitada, longos
períodos de internação, redução na perfusão tecidual, doenças crónicas, e a factores extrínsecos,
como pressão prolongada sobre a pele, cisalhamento, fricção, colchão inadequado, falta de
mudança de decúbito, umidade, entre outros.

10
2.3. Fisiopatologia de Lesões por Pressão
As úlceras por pressão são causadas principalmente por forças mecânicas, incluindo a magnitude
e a duração das cargas aplicadas, como pressão e cisalhamento. Segundo o European Pressure
Ulcer Advisory Panel et al. (2019), essas forças comprometem a integridade dos capilares,
levando à isquemia, inflamação, edema e, por fim, necrose tecidual. A deformação tissular
interna resulta em um ciclo de deterioração da pele, que é exacerbado pela imobilidade e por
condições como a hipoperfusão observada em muitos pacientes críticos. As lesões por pressão se
desenvolvem quando os teidos moles são comprimidos entre proeminecis osseas e superfícies de
contactos ou há quando há fricção ou forcas de cisalhamento causam erosões, isquemia tissular e
infarto.as lesões por pressa ocorrem com maior frequência sobre tuberosidade ósseas ísquio,
sacro, cotovelo, trocânteres, maleolas, escapulas, calcanhares

Uma vez que as lesões surgem, é essencial classificá-los em estágios para a avaliação adequada e
direccionada, sendo diferenciadas em cinco estágios. O primeiro estágio é caracterizado por uma
pele íntegra com uma área localizada de eritema, alterações na sensação, temperatura e
endurecimento local. O segundo estágio apresenta perda parcial da espessura da pele com
exposição da derme, coloração rosa ou vermelha, pode ter flictema intacto, exsudato seroso e
rompido. Já no terceiro estágio há perda total da espessura da pele, visualização da gordura,
tecido de granulação e bordas enroladas. No quarto estágio há perda total da espessura da pele e
exposição ou palpação directa da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou ossos, nessa
fase as bordas são enroladas, com descolamento e ou tunelização. O quinto e último estágio é
não classificável, existe a perda total da pele em sua espessura, perda tissular e preenchida por
tecido necrosado (Ribeiro, et al, 2022).

2.4. Sinais e sintomas de Lesões por Pressão


Tabela 1 - Sinais e sintomas de Lesões por Pressão.

Estágio Características
Alterações relacionadas à pressão observáveis na pela intacta, em comparação com as áreas
I
adjacentes ou opostas, incluindo diferenças em cor (vermelhidão em pele levemente
pigmentada; cor vermelha ou purpúrea em pele muito pigmentada).
Podem ocorrer alterações também em:
 Temperatura (maior calor ou resfriamento)

11
 Consistência (sensação firme ou amolecida)
 Sensação (dor, prurido)
 Perda parcial da espessura da pele, acometendo a epiderme e/ou derme, mas não mais
profunda que a derme, incluindo abrasão, bolhas intactas ou rotas e outros defeitos
II
superficiais.
 Não há exposição do subcutâneo ou estruturas profundas.
 Perda total da pele com dano ao tecido subcutâneo ou em áreas sem tecido adiposo, para a
fáscia, pericôndrio ou periósteo.
III  Não há exposição dos músculos, tendões, cartilagem ou osso.
 Algumas vezes, há tecido desvitalizado, solapado ou formando túneis, mas isso não
encobre lesões mais profundas.
 Perda da espessura total da pele, com extensa destruição dos tecidos e/ou

IV necrose, ou dano ao músculo, tendões, osso ou estruturas de suporte;


 Potencialmente destruição extensa e maior risco de osteomielite.

Fonte: Adaptado de National Pressure Ulcer Advisory Panel (2019).

2.5. Complicações de Lesões por Pressão


De acordo com Manual de Merck (2013), as úlceras que não se curam podem ser devido a
tratamento inadequado, mas levantam a suspeita de haver osteomielite ou, raramente, carcinoma
espinocelular em seu interior (úlcera de Marjolin).

Outras complicações de as úlceras por pressão incuráveis são fístulas, que podem ser superficiais
ou conectadas a estruturas profundas adjacentes e calcificação dos tecidos. Além disso, as
úlceras por pressão são um reservatório de organismos resistentes adquiridos no hospital, o que
pode retardar a cura e causar bacteremia e septicemia (Manual de Merck, 2013).

2.6. Diagnóstico de Lesões por Pressão


De acordo com Manual de Merck (2013), o diagnóstico de lesões por pressão são:
 Avaliação clínica com acompanhamento contínuo; e
 Algumas vezes, raios X ou RNM dos ossos.

12
O diagnóstico é clinicamente aparente, mas a profundidade e a extensão da úlcera podem ser
difíceis de determinar. As úlceras por pressão são sempre colonizadas por bactérias, por isso a
cultura da superfície da úlcera não é interpretável. O diagnóstico de osteomielite subjacente é
realizado cintilografia óssea ou RNM intensificada com gadolínio, entretanto ambos os exames
apresentam especificidade e sensibilidade baixas. O diagnóstico requer biópsia e cultura. O
monitoramento contínua é imperioso para o tratamento efectivo (Manual de Merck, 2013).

2.7. Prognóstico de Lesões por Pressão


De acordo com Manual de Merck (2013), o prognóstico nas fases iniciais das úlceras por pressão
é excelente com o tratamento adequado, embora a cura requeira semanas. Infelizmente, as
úlceras por pressão se desenvolvem em pacientes com cuidados gerais não condizentes, e se isto
não puder ser sanado o resultado a longo prazo é ruim, mesmo sendo acompanhado de rápida
cicatrização.

2.8. Prevenção de Lesões por Pressão


A prevenção situa-se dentro de um contexto multidisciplinar de cuidados com o paciente e a
doença e a promoção de bem-estar e qualidade de vida. Prevenir é o maior objectivo de curar e
reabilitar um indivíduo, ou ajudá-lo a ter uma máxima qualidade de vida possível e bem-estar na
vigência de uma doença crónica. A prevenção é certamente o aspecto mais importante e as
medidas preventivas devem constituir toda uma base de treinamento específico (Ribeiro, et al,
2022).

De acordo com Ribeiro et al (2022), o enfermeiro tende a realizar planos de cuidados, de acordo
a necessidade de cada paciente, avaliar o cliente integralmente e quais equipamentos deverão ser
aplicados. Fazer uso de protecções cutâneas, como filme transparente, colchão pneumático,
colchões caixa de ovo, colchim para evitar pressão em região torácica, protectores de calcâneos,
cremes a base da Age (ácidos graxos essenciais) que mantêm a integridade da pele, elevar
membros inferiores e deixar calcâneos e maléolos livres e a medida mais importante que é a
mudança de decúbito de 2 em 2 horas.

13
CAPÍTULO III-METODOLOGIA DE ESTUDO

3.1. Tipo de Pesquisa

3.1.2. Pesquisa Bibliográfica


De acordo com Gil (2008), pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já
elaborado, publicado em relação ao tema de estudo, constituído principalmente de livros,
monografias, teses, revistas e artigos científicos.
3.1.2. Revisão Integrativa
De acordo com Mendes, Silveira e Galvão (2008), a revisão integrativa é definida como um
"método de pesquisa que permite a busca, a avaliação crítica e a síntese das evidências
disponíveis do tema investigado, sendo o seu produto final o estado actual do conhecimento do
tema investigado, a implementação de intervenções eficazes na prática e a identificação de
lacunas que direccionam para o desenvolvimento de futuras pesquisas.

3.2. Estratégias de Busca de Informação


Foram pesquisados artigos/revistas no Google académico, Scielo e Scribd, publicadas desde o
ano de 2015 até o ano de 2024, relacionados ao tema estudado, através de palavras-cheves:
desafios e estratégia do enfermeiro; lesões por pressão, escala de Branden.

Quadro 1-Estratégia de Busca de Informação.

Resultados Resultados
Bases de Dados Estratégias de Busca
Encontrados Seleccionados
Google Desafios e Estratégia de Enfermagem para
30 04
Académico Prevenção de Lesões por Pressão
Desafios e Estratégia de Enfermagem para
Scielo 12 01
Prevenção de Lesões por Pressão
Desafios e Estratégia de Enfermagem para
Scribd 08 00
Prevenção de Lesões por Pressão
Total 50 05
Fonte: Elaborado pelo Grupo (2025).

14
3.3. Critério de Selecção de Artigo

3.3.1. Critérios de Inclusão


Para desenvolver o estudo, foram seleccionado como critério de inclusão, revistas e artigos
electrónicos originais completos independentemente dos idiomas em que forma publicados nos
intervalos de 09 anos entre (2015-2024), e relevante ao objectivo de estudo e que facultem a
discussão desse estudo.

3.3.2. Critérios de Exclusão


Foram excluídos artigos publicados fora do período seleccionado, e que não se enquadraram com
os critérios acima indicada.

15
CAPÍTULO IV-APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS
Para apresentação e análise de dados, foram seleccionados (05) cinco artigos, dando suporte a
elaboração do quadro 2 com os autores, anos, título dos artigos e conclusão.

Quadro 2-Apresentação dos estudos seleccionados sobre "Desafios e Estratégias de Enfermagem para
Prevenção de Lesões por Pressão.

Objectivos da
Autores Anos Título de Artigos Conclusão
Pesquisa
A possibilidade de usar
Compreensão actual
curativos como uma estratégia
da etiologia das
Dealey, Desafios na prevenção preventiva adicional é
2015 úlceras de pressão:
et al de úlceras de pressão levantada, juntamente com a
pressão, cisalhamento
pergunta: há evidências
e microclima
suficientes para apoiar seu uso?
Descrever desafios e A lesão em pacientes de UTI
Desafios e Estratégias estratégias de podem surgir por vários factores
do Enfermeiro na enfermeiros para de riscos e o reconhecimento
Reis, et
2023 Prevenção de Lesão por prevenção de úlcera destes e o descobrimento
al.
Pressão em Unidades de por pressão em precoce pode gerar um melhor
Terapia Intensiva Unidade de Terapia atendimento voltado para
Intensiva (UTI) acções que previnem essa lesão
Conscientização sobre a
importância da prevenção de
Identificar os desafios LPP deve ser ampliada não
Desafios Enfrentados
da equipe de apenas entre os profissionais de
pela Enfermagem Na
enfermagem na saúde, mas também entre os
Toussaint 2024 Prevenção de Lesão Por
implementação de gestores hospitalares,
Pressão: Uma Análise
medidas preventivas responsáveis por prover os
Reflexiva
de lesão por pressão recursos necessários para a
eficácia das práticas
preventivas.
Estratégias de Identificar na literatura Estratégias reduziram a
Bezerra 2020
enfermagem para as estratégias incidência de lesão por pressão,

16
prevenção de lesão por utilizadas pela equipe além de diminuírem os custos e
pressão em pacientes de enfermagem para garantirem a satisfação dos
cirúrgicos prevenção de lesão por pacientes
pressão em pacientes
cirúrgicos
As principais estratégias de
Estratégias de Descrever estratégias
promoção e prevenção mais
Enfermagem voltadas à de enfermagem para a
adoptadas pela equipe de
Júnior 2024 Prevenção de Lesão por prevenção de Lesões
enfermagem para a redução de
Pressão no Ambiente por Pressão no
Lesões por Pressão no ambiente
Hospitalar ambiente hospitalar
hospitalar
Fonte: Elaborado pelo Grupo (2025).

O Quadro 2, apresenta uma síntese sobre as discussões dos resultados de (05) cincos estudos
distintos que abordam os desafios e estratégias da enfermagem para prevenção de lesão por
pressão. A partir da compilação foi possível obter uma visão geral das conclusões de cada artigo
científicos, observando as suas contribuições sobre desafios e estratégias de enfermeiro para
prevenção de úlceras por pressão, fornecendo uma base sólida para a prática de enfermagem e
contribuindo para a melhoria dos cuidados e bem-estar dos pacientes no ambiente hospitalar.

17
CAPÍTULO V-DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

5. 1. Discussão
Após a leitura dos estudos seleccionados (ver quadro-2) para a elaboração do trabalho,
agrupamos esses artigos em (04) quatro tópicos relevantes para o estudo, desta forma, tornou-se
possível a discussão do assunto conforme se desdobrará a seguir: sobrecarga de trabalho e rácio
enfermeiro-paciente; disponibilidade e acesso a recursos materiais; conhecimento, treinamento e
educação continuada; e identificação de risco e ferramentas de avaliação

5. 1.1. Identificando desafios da enfermagem para Prevenção de Lesão por Pressão


Sobrecarga de Trabalho e Rácio Enfermeiro-Paciente: a maioria dos estudos analisados
abordam mais profundamente sobre este desafio, visto que, em países desenvolvidos (Brasil,
EUA e Portugal), os hospitais geralmente possuem melhores rácios enfermeiro-paciente.
Portanto, a sobrecarga pode vir da complexidade dos casos e da necessidade de documentação
detalhada.

De acordo com Reis (2023), um desafio para a enfermagem tem sido contar com a colaboração
dos demais membros da equipe. Em um hospital, acções de prevenção de lesão por pressão são
decorrentes do posicionamento e da mudança de decúbito, realizados de acordo com a avaliação
da equipe de enfermagem frente as condições do paciente e ao porte do tratamento seguido em
que se encontra internado.

Em Moçambique, a escassez de enfermeiros é acentuada, resultando em rácios enfermeiro-


paciente extremamente desfavoráveis. Portanto, um enfermeiro pode ser responsável por
dezenas de pacientes em diferentes níveis de complexidade, limitando drasticamente o tempo
para avaliação de risco, reposicionamento e cuidados individuais da pele. A falta de pessoal
qualidade é um factor predominante para a negligencia involuntária de medidas preventivas.

Disponibilidade e acesso a recursos Materiais: em países em via desenvolvimento, há maior


acesso a colchões e almofadas de alívio de pressão (pneumáticos, viscoelásticos), curativos
avançados, dispositivos de monitorização de pressão e elevadores de pacientes.

Para Moçambique, a falta de recursos materiais adequados é um grande obstáculo. Visto que,
muitos hospitais e centros de saúde carecem de colchões especiais, usando frequentemente

18
colchões de espuma simples que não promovem a redistribuição de pressão. A disponibilidade de
curativos preventivos (como filmes transparentes ou hidrocolóides finos) é limitada ou
inexistente, e equipamentos para auxiliar no reposicionamento (como lençóis deslizantes ou
macas eléctricas) são raros. Desta forma, força os enfermeiros a dependerem de soluções
manuais e improvisadas, que podem ser menos eficazes e mais exaustivas.

Conhecimento, treinamento e educação continuada: em países com Brasil e Portugal, um dos


grande desafio é garantir a adesão de todos os profissionais às novas praticas. Entretanto, existe
um foco continuo em educação baseada em evidências, com acesso a cursos , workshops e
directrizes actualizadas (como NPUAP/EPUAP).

Enquanto para Moçambique, o acesso à educação continua é mais restrito, visto que, os
enfermeiros tem dificuldades de recursos financeiro para dar continuidades nos estudos. A
formação inicial pode ser sólida, mas a actualização sobre as últimas directrizes e tecnologias de
prevenção de lesões por pressão é escassa. Pode levar à persistência de práticas desactualizadas
ou menos eficazes. Além disso, a rotatividade de profissionais ou a falta de programas de
mentoria interna podem dificultar a disseminação do conhecimento.

Identificação de risco e ferramentas de avaliação: o uso rotineiro de escalas de avaliação de


risco (como a Escala de Braden) é padronizado e integrado nos sistemas de registo electrónico.

Os factores observados na avaliação de risco são a mobilidade, a incontinência, o déficit


sensitivo e o estado nutricional do paciente, baseado na Escala de Braden para adultos e na
Escala de Braden Q para crianças, a avaliação deve ser realizada diariamente em todos os
pacientes internados para reavaliar os factores de risco (Toussaint, 2024).

Em Moçambique, concretamente no HCB não uso de escalas de avaliação de risco (Escala de


Braden), a falta de implementação deste escala pode comprometer a sua aplicação consistente e
precisa. A identificação de pacientes em risco pode depender mais da observação clínica
empírica do enfermeiro em serviço.

19
5.2. Discussão
Partindo dos artigos seleccionados (ver no quadro-2) para desenvolvimento do estudo, foi
possível abordar (04) quatro tópicos relevantes, tornando a discussão mais enriquecido com os
seguintes assunto: avaliação de risco sistemática; mobilização e reposicionamento; cuidados com
a pele e capacitação da equipa.

5.2.1. Descrição da Estratégia da Enfermagem para Prevenção de Lesão por Pressão


Avaliação de risco sistemática: uso rotineiro de escalas validadas, integradas em sistemas
electrónicos de registo que alertam para o risco e geram planos de cuidados automáticos. A
aplicação sistemática desta escala é essencial para que a equipe de saúde possa planejar
intervenções preventivas apropriadas, como reposicionamento frequente e uso de superfícies de
apoio.

Estudos confirmam a eficácia da Escala de Braden na redução das incidências de úlceras por
pressão. Toussaint et al. (2020) relatam que a utilização contínua da escala, juntamente com
protocolos preventivos rigorosos, reduziu a taxa de desenvolvimento de úlceras em pacientes
críticos, reforçando a importância de sua aplicação rotineira. No entanto, essa ferramenta deve
ser complementada por avaliações clínicas constantes, considerando as mudanças no estado
clínico dos pacientes, como mobilidade reduzida ou complicações hemodinâmicas. É importante
destacar que, em ambientes com recursos limitados, a aplicação

Em Moçambique, é importante que os Hospitais e Centros de Saúde implemente as escalas de


avaliação de risco. Com vista a treinar intensivamente os enfermeiros para a sua aplicação
sistemática da escala de Braden para identificar pacientes em risco. Desenvolvendo formulários
em manuais ou tabelas de acompanhamento que sejam práticas para a realidade de poucos
recursos tecnológicos.

Mobilização e reposicionamento: colchões e almofadas de alta tecnologia, programas de


mobilização precoce, fisioterapeutas dedicados e equipamentos de assistência para mobilidade.
Estudos mostraram que é necessário minimizar os efeitos da pressão em pacientes acamados,
utilizando suportes adequados para que esses pacientes se deitem, e realizar mudança de decúbito
no mínimo a cada duas horas, para distribuir melhor a pressão, caso o colchão seja específico
para a prevenção de lesões por pressão, tal reposicionamento pode ser realizado a cada 4 horas.

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Para Moçambique: é relevante enfatizar o reposicionamento manual frequente (a cada 2 horas
para acamados, a cada hora para sentados), mesmo com colchões básicos. Treinar a equipa e os
cuidadores sobre técnicas seguras para evitar fricção e cisalhamento (por exemplo, levantar o
paciente em vez de arrastar). Utilizar travesseiros comuns, cobertores enrolados ou até mesmo
garrafas de água cheias e bem vedadas para apoiar e aliviar a pressão, de forma criativa e segura.

Cuidados com a Pele: segundo artigo analisado percebe-se que em países desenvolvidos há
acesso a uma vasta gama de produtos (hidratantes com pH balanceado, barreiras protectoras,
cremes com óxido de zinco, filmes transparentes).

Em Moçambique: é importante enfatizar que os Hospitais e Centro de Saúde haja higienização


básica com água e sabão neutro, secagem cuidadosa e hidratação com produtos acessíveis (como
vaselina ou óleos vegetais seguros, se disponíveis). A inspecção diária da pele é ainda mais
crítica, e a educação para que familiares e cuidadores ajudem nessa inspecção é fundamental. O
uso de panos limpos para absorver a humidade e evitar o contacto pele a pele (por exemplo, nas
pregas) é uma estratégia de baixo custo.

Portanto, é imprescindível o cuidado com a pele, principalmente no âmbito hospitalar, onde o


paciente se encontra mais debilitado e com a imunidade comprometida, para garantir a saúde do
paciente bem como a sua segurança e conforto durante o período de tratamento, evitando dores e
complicações desnecessárias.

Capacitação da equipa: programas de formação contínua, certificações e acesso a publicações


científicas.

Moçambique, priorizar treinamentos e sessões de partilha de conhecimento entre colegas.


Desenvolver manuais práticos e de bolso com as principais directrizes. Buscar parcerias com
ONGs ou universidades para oferecer formações pontuais e replicáveis. Com vista, a criar
enfermeiros multiplicadores que possam capacitar outros.

É imprescindível a capacitação do profissional de enfermagem para avaliar correctamente o


risco, reconhecer os estágios de lesão por pressão, realizar as medidas preventivas, prescrever os
tratamentos e coberturas necessários, monitorar a cicatrização de lesões em tratamento e orientar
a equipe de enfermagem sobre o assunto, bem como o próprio paciente e seus familiares ou

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cuidadores, com o intuito de melhorar a qualidade de atendimento ao paciente e auxiliar na
recuperação mesmo após a alta.

5.3. Recomendações Específicas para a Prevenção de Lesões por Pressão

1. Formação essencial e prioritária: desenvolver programas de formação básica e contínua


em prevenção de lesões por pressão que sejam adaptados à realidade de recursos
limitados, focando nas intervenções de maior impacto.
2. Optimização dos recursos existentes: treinar a equipa para o uso mais eficaz dos
recursos disponíveis, por mais básicos que sejam (ex: como posicionar um paciente
correctamente com almofadas de espuma simples).
3. Parcerias estratégicas: buscar colaboração com organizações internacionais,
universidades e outras instituições para doação de equipamentos essenciais, formação e
intercâmbio de conhecimento.
4. Protocolos simplificados e visuais: desenvolver protocolos de lesões por pressão
concisos, claros e com muitas imagens, que possam ser afixados em locais estratégicos
nas enfermarias para servir como lembretes visuais.
5. Defesa de recursos: os enfermeiros devem advogar por mais recursos junto às
autoridades de saúde, apresentando dados sobre a prevalência de lesões por pressão e o
impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes e nos custos de saúde.

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CAPÍTULO VI-CONCLUSÕES E SUGESTÕES

6.1 Conclusões

O presente trabalho, pautado na revisão integrativa, permitiu analisar os desafios e estratégias


enfrentados pela enfermagem na prevenção de lesões por pressão, consolidando o conhecimento
disponível sobre o tema.

A prevenção de lesões por pressão na prática da enfermagem é um imperativo ético e


profissional, contudo, é permeada por desafios multifacetados que afectam directamente a
qualidade do cuidado e a segurança do paciente.

A análise dos estudos demonstrou que a implementação de protocolos claros, o uso de escalas de
avaliação de risco e a colaboração interprofissional são estratégias eficazes para a redução da
incidência de lesões por pressão. O envolvimento dos pacientes e seus familiares nas estratégias
preventivas também se mostrou benéfico.

Apesar de a prevalência e os desafios apresentados serem universais, o contexto de Moçambique


revela dificuldades específicas, como recursos limitados e baixa produção de estudos locais,
reforçando a necessidade de acções específicas e adaptadas à realidade.

Em suma, embora existam estratégias de prevenção eficazes, os desafios relacionados à


educação, recursos e adesão aos protocolos exigem atenção contínua para optimizar o cuidado e
reduzir a ocorrência de lesões por pressão, que geram sofrimento, complicações graves e custos
elevados ao sistema de saúde.

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6.2. Sugestões
Para o presente trabalho sugere-se que:

 Promover programas de formação contínua e capacitação em serviço para os


profissionais de enfermagem, focando na actualização do conhecimento sobre as
directrizes mais recentes, o uso de escalas de risco e as melhores práticas de
reposicionamento e cuidado da pele.
 As instituições de saúde, especialmente em contextos de recursos escassos como
Moçambique, devem priorizar o investimento em equipamentos essenciais (colchões e
almofadas de alívio de pressão, cremes protectores) e garantir um rácio adequado de
profissionais de enfermagem por paciente para mitigar a sobrecarga de trabalho.
 Elaborar e implementar protocolos padronizados de prevenção de lesões por pressão,
baseados em evidências científicas, assegurando que sejam claros, acessíveis e
monitorizados regularmente para garantir a adesão da equipe.

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Referências Bibliográficas
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