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Prótese Parcial Removível: Conceito

O documento aborda o conceito e as indicações das próteses parciais removíveis, que visam restaurar a função e estética em pacientes parcialmente desdentados. Apresenta a classificação de Kennedy e as regras de Applegate para sistematizar a classificação dos arcos dentais, além de discutir os sistemas de suporte e os componentes das próteses. Também detalha o planejamento e a anatomia dos apoios e nichos, bem como os tipos de grampos e conectores utilizados.

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Prótese Parcial Removível: Conceito

O documento aborda o conceito e as indicações das próteses parciais removíveis, que visam restaurar a função e estética em pacientes parcialmente desdentados. Apresenta a classificação de Kennedy e as regras de Applegate para sistematizar a classificação dos arcos dentais, além de discutir os sistemas de suporte e os componentes das próteses. Também detalha o planejamento e a anatomia dos apoios e nichos, bem como os tipos de grampos e conectores utilizados.

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PRÓTESE PARCIAL Conceito

REMOVÍVEL Aparelhos que visam devolver função e


estética de pacientes parcialmente
desdentados e que possam ser removidos
e reposicionados.
Além de repor dentes perdidos, as
próteses parciais também podem
devolver os tecidos vizinhos perdidos.

Vias de transmissão das forças mastigatórias

Mucosa de Fibras do Fibras do


revestimento ligamento ligamento +
do rebordo periodontal mucosa do
residual rebordo
Indicações
Preencher espaços edêntulos onde não se indica o
uso de próteses parciais fixas

Indicações Indicações
Ausência de pilares posteriores a espaços edêntulos. Espaços edêntulos muito extensos.
Indicações
• Dentes suporte com sustentação periodontal reduzida;

• Excessiva perda de tecido ósseo e gengival;

• Necessidade de recolocação imediata de dentes extraídos.


Indicações
Como aparelhos temporários e guias para diagnóstico nas
reabilitações extensas
Indicações Contra Indicações
Como aparelhos ortodônticos (mantenedores de espaço)
Pacientes com problemas
motores

Debilidade mental

Pobre higiene bucal.

Finalidades

Comunicação
Finalidade
CLASSIFICAÇÃO DOS ARCOS técnico -
didática
profissional
PARCIALMENTE EDENTADOS
Comunicação Sistematização
profissional - e desenho do
profissional tratamento
Classe I
Para e s tu do e elaboração dos planos de
tratamentos dos arcos dentais parcialmente Espaços edêntulos posteriores bilaterais (ambos os lados da arcada
edêntulos iremos preconizar a classificação com extremo livre)
proposta por kennedy em 1972.

Classe II
Espaço edêntulo posterior unilateral (apenas um dos lados da arcada
com extremo livre).
Classe III
Espaço intercalado unilateral posterior. Apresentam dente(s) pilar(es)
posterior(es).

Classe IV
Compreende casos de pacientes com área edêntula que
cruza a linha média.
Regras de Applegate Regras de Applegate
• A classificação de Kennedy não pode ser empregada sem lançarmos mão de algumas • A classificação deve ser feita após as extrações que podem
regras básicas, para evitar dualidades ou erros de classificação; 1 modificar a classificação original;

• Se o terceiro molar estiver ausente e não se tencionar


• 8 regras foram propostas por Applegate para sistematizar. substituí-lo, ele não deve ser incluído na classificação;
2

• Se houver um terceiro molar que possa ser utilizado como


3 dente suporte, ele deve ser incluído na classificação.

Regras De Applegate Regras de Applegate


• Se um segundo molar estiver ausente e não se planeja a • A extensão da modificação não é considerada,
4 sua reposição, ele não será considerado na classificação; mas apenas o número de áreas desdentadas
7 adicionais;
• A área ou áreas desdentadas mais posteriores determinam
5 a classificação;
• Não pode haver modificação no arco classe IV.
• As outras áreas desdentadas, são denominadas de áreas
de modificação e são designadas por seu número.
8
6
Classe I Classe II, modificação 1

Classe IV Classe IV
Classe II, modificação 3 Classe III, modificação 1

Classe I, modificação 1 Classe IV


Sistemas da
Prótese Parcial Removível

Sistemas da PPR Sistemas da PPR


Sistema de suporte ou sustentação
Dentes remanescentes
Selas e
Suporte ou Retenção e
dentes Análise qualitativa
sustentação estabilização
artificiais • Integridade ou rigidez

• Forma coronária e radicular

• Posição coronária e radicular (grau de inclinação)

TODESCAN ET AL,2003
Sistemas da PPR Sistemas da PPR
Sistema de suporte ou sustentação Con
ecto
res
ios m
Apo eno
res

Fibromucosa

•Fibromucosa dura – Firmemente aderida ao tecido ósseo e muito delgada

Con
ecto
•Fibromucosa compressível – Firmemente aderida ao tecido ósseo, mas com

res
espessura maior

os

m
gramp
Sistemas de

aior
•Fibromucosa flácida – Aderente ao osso, porém, muito espessa. retenção,

es
possibilita movimentos da prótese. estabilização e
conexão.

TODESCAN ET AL,2003

Sistemas da PPR

Sistema de selas e dentes artificiais


•Relacionamento passivo com a fibromucosa
Dentossuportados
Planejamento em prótese
•Relacionamento ativo com a fibromucosa
Dentomucossuportados
parcial removível

TODESCAN ET AL,2003
Suporte e estabilidade

Exame clínico

Exame radiográfico

Modelos de estudo

Planejamento em Prótese Parcial Removível


LINHAS EQUATORIAIS

• Equador anatômico→ é a área de maior circunferência da coroa.

• Equador protético → é a linha que define as áreas retentivas e expulsivas de um


dente, em relação ao eixo de inserção da prótese.

EQUADOR PROTÉTICO
Planejamento em Prótese Parcial Removível Planejamento em Prótese Parcial Removível
Preparo de boca
PREPARO DE BOCA
Restabelecimento da saúde dos dentes e tecidos conexos:

São os procedimentos realizados com o objetivo de atingir Tratamento


todos os tipos de modificações dos tecidos ou dos dentes restaurações
periodontal
consideradas necessárias para obter o melhor resultado
com a PPR.
Tratamentos
cirurgias endodônticos

Planejamento em Prótese Parcial Removível

Preparo de boca
• Melhoria dos dentes remanescentes para obter melhor
biomecânica da PPR:

- Nivelamento do plano oclusal


- Ortodontia.
Planejamento em Prótese Parcial Removível
MODIFICAÇÃO DA ANATOMIA DE DENTES SUPORTES SEM RETENÇÃO

• Restaurações classe V em resina;


• Coroas totais.

Apoios e nichos
Apoios e nichos Apoios e nichos

Apoio
Componente do grampo cuja função é assegurar que as cargas
mastigatórias sejam transmitidas aos dentes suportes de maneira
adequada.

Nicho
Preparo que alojará o apoio.

Apoios e nichos Apoios e nichos


Tipos de apoios e nichos Tipos de apoios e nichos

1. Oclusais
Oclusais pré-molares e molares

2. Incisais

3. Cíngulo
Apoios e nichos Apoios e nichos
Tipos de apoios e nichos
Classificação dos apoios
Linguais ou palatinos (cíngulo) incisivos e caninos
De acordo com a função:

Apoios principais, primários ou diretos;

Apoios secundários, auxiliares ou indiretos.

Apoios e nichos

Classificação dos apoios

De acordo com a função:

Apoios principais, primários ou diretos

Partes constituintes dos grampos de retenção direta, ao


lado do espaço protético.
Apoios e nichos Apoios e nichos
Classificação dos apoios
De acordo com a função; Localização:

Dentossuportada
Apoios secundários, auxiliares ou indiretos Contíguos ao espaço protético

Parte integrante de um grampo de retenção indireta


(distante do espaço protético).

Apoios e nichos

Localização
Dentomucossuportada
Distantes do espaço protético

Elemento isolado, unido diretamente à barra por meio do conector menor.


Funções do apoio Funções do apoio

Impedir o deslocamento ocluso ou incisogengival da prótese;

Assegurar que as forças mastigatórias sejam transmitidas aos tecidos de


sustentação, dos dentes de suporte, na direção axial.

Forma dos apoios e dos nichos


Nichos
Apoio oclusal de aplicação direta (sobre esmalte)

Côncavo (facilita a higienização)


Garantir espaço para a colocação do apoio, sem interferir na oclusão; Ângulos internos e externos arredondados
Paredes expulsivas
Garantir rigidez.

1,5mm
Forma dos apoios e dos nichos
Forma dos apoios e dos nichos

Apoios linguais e palatinos

Observar oclusão

Caninos e incisivos com cíngulo proeminente

Forma de cunha
As características de um nicho preparado sobre restaurações são
idênticas às consideradas para os preparos sobre esmalte.

Forma dos apoios e dos nichos

RETENTORES
EXTRACORONÁRIOS

Grampos
Retentores Extracoronários Retentores Extracoronários

Os Grampos tem como função resistir Classificação


às forças de deslocamento
aplicadas à PPR Retenção Direta
• Retenção
Retenção Indireta

Suporte

Estabilização Retenção

Todescan,et al;2001 Todescan,et al;2001

Retentores Extracoronários Retentores Extracoronários

Tipos de Grampos: Grampos Circunferenciais Apoio oclusal Braço de retenção


Partes Constituintes

A- Grampos Circunferenciais ( flexão)

Corpo

Braço de
oposição
Todescan,et al;2001 ZANETTI; LAGANÁ, 1996
Retentores Extracoronários Retentores Extracoronários

Grampos Circunferenciais: Braço de Retenção

Braço de Reciprocidade

Parte responsável Localização:


pela retenção vestibular • Deve opor-se à ação do braço de retenção

Alcançam as áreas • Deve ser passivo


retentivas dos
elementos de Ponta ativa
suporte a partir do (zona retentiva)
apoio oclusal em
direção cervical • Devem estar localizados acima ou no máximo até
a linha equatorial do elemento suporte
Deformação
elástica (flexão)

ZANETTI; LAGANÁ, 1996


Todescan,et al;2001
Todescan,et al;2001 Kliemann,et al;1999

Retentores Extracoronários Retentores Extracoronários

GRAMPOS POR AÇÃO DE PONTA


GRAMPOS A BARRA OU POR AÇÃO DE PONTA
◆ Originam-se de uma sela ou de um conector maior;
O seu traçado é de gengival para oclusal, alcançando a zona ◆ Maior facilidade de penetração que de remoção;
retentiva sem cruzar o equador protético. ◆ Conferem somente retenção;
◆ Desenho semelhante com as letras T,U,L,I e C

ZANETTI; LAGANÁ, 1996


Todescan,et al;2001
Todescan,et al;2001
Retentores Extracoronários Retentores Extracoronários

GRAMPO CIRCUNFERENCIAL SIMPLES (ACKERS)

Indicações: molares e pré-molares em classe II, III e IV


PRINCIPAIS TIPOS
DE GRAMPOS Contra-indicação: retentor direto da PPR de extremidade livre

Todescan,et al;2001

Retentores Extracoronários Retentores Extracoronários

GRAMPO CIRCUNFERENCIAL REVERSO GRAMPO CIRCUNFERENCIAL GEMINADO

Indicações: molares superiores e inferiores posteriores • Indicações:região de pré-molares e molares nos


ao espaço protético com inclinação mesial casos de classe IV e de classes II e III como
retenção indireta.

ZANETTI; LAGANÁ, 1996


Todescan,et al;2001
Todescan,et al;2001
Retentores Extracoronários Retentores Extracoronários
GRAMPO DE OTTOLENGUI GRAMPO DE OTTOLENGUI

• Indicações: Pilar intermediário


•É uma modificação do grampo circunferencial, tem dois
apoios (mesial e distal) ligados pelo braço de oposição e
um braço de retenção

• Indicação:
Pré-Molares e Molares isolados entre dois
espaços protéticos

Todescan,et al;2001 Todescan,et al;2001

Retentores Extracoronários Retentores Extracoronários

GRAMPO CONTÍNUO DE KENNEDY GRAMPO MESIODISTOLINGUAL OU MDL

• Indicação:dentes anteriores, onde não se pode colocar


• Indicações: classe I de Kennedy, casos de dentes retentores na face vestibular e onde haveria problema de
anteriores com mobilidade. ordem estética

Todescan,et al;2001 Todescan,et al;2001


Retentores Extracoronários Retentores Extracoronários

GRAMPO T
GRAMPO I
• Indicações: dentes pilares diretos em regiões de
• Indicações:caninos superiores e pré-molares,
extremo livre.
quando houver um dente suporte posterior ao
espaço protético

Todescan,et al;2001

DE FIORI, 1989 Todescan,et al;2001 DE FIORI, 1989

Retentores Extracoronários Retentores Extracoronários

GRAMPO API GRAMPO API

• API: Apoio, Placa Proximal e Grampo em forma de I; • Indicação: pilar de extremo livre.

•É o grampo mais indicado para extremidade livre;

• Devido a seus três componentes, ele dá uma certa


flexibilidade nas selas através do conector maior.

BONACHELA; TELLES, 1998 BONACHELA; TELLES, 1998


Conectores maiores ou barras:

Elementos encarregados de conectar ou unir os outros componentes da


prótese entre si, de maneira que venham a constituir-se em um único corpo.
CONECTORES MAIORES OU BARRAS

Mandíbula
• Rigidez
Largura e altura
Barra lingual
Chapeado lingual

• Relação com tecidos moles


Localização que não seja desfavorável a esses tecidos.
BARRA LINGUAL

CHAPEADO LINGUAL
• É o conector de escolha para a mandíbula.
• Deve ter largura e altura suficientes ⇢ rigidez • Tórus lingual, freio lingual alto
• Limites :
• Cobertura da gengiva marginal até a região dos cíngulos dos dentes.
inferior → freio lingual
superior → 3mm da gengiva marginal
• Alívio da barra → 1,5mm da fibromucosa.

Maxila Barra palatina simples


• Cinta metálica única que atravessa a abóbada palatina, unindo as selas de um lado
ao outro
• Barra palatina simples • Classe III de Kennedy, com espaços protéticos mais curtos.

• Barra palatina em forma de “U”

• Barra palatina dupla

• Chapeado palatino
Barra palatina em forma de “U”
• Mais indicada quando há tórus palatino
• Menor rigidez.

Barra palatina dupla


• Uma barra anterior e outra posterior
• Mais resistência às deformações.
Chapeado palatino
• Cobertura total da abóbada palatina
• Classe I (quando há só dentes anteriores)
• Pode ser cobertura total de metal, de metal e resina ou só com resina.

DENTES ARTIFICIAIS

PPR ELEMENTOS CONSTITUINTES: DENTES ARTIFICIAIS

Os dentes anteriores têm a função de restaurar a estética e a fonética, enquanto os


posteriores de restituir a capacidade mastigatória, conservar o espaço entre os
arcos e restabelecer o contorno facial, cumprindo, assim, a função antes reservada
aos dentes naturais.

Estética Etapas clínicas


Duração da prótese
Critérios de escolha:
Financeiro
Moldagem em PPR
MOLDAGEM - SELEÇÃO DA MOLDEIRA DE ESTOQUE

✓Conjunto completo de moldeiras

✓Devem estar limpas e esterilizadas

✓Fazer moldagem superior e inferior

TODESCAN ET AL,2003

INDIVIDUALIZAÇÃO DA MOLDEIRA

Objetivo
INDIVIDUALIZAÇÃO DA
1- Assegurar uniformidade de espessura do material de moldagem no
interior da moldeira
MOLDEIRA DE ESTOQUE
2- Propiciar condições para a maior abrangência possível do molde, em
relação a área interessada na moldagem

TODESCAN ET AL,2003
Prótese Parcial Removível

Prótese Parcial Removível Prótese Parcial Removível


Prótese Parcial Removível

DESINFECÇÃO DE MOLDES DE ALGINATO:


PROPOSTA DE PROTOCOLO

Proposta de protocolo:
• Lavar o molde em água corrente por 15 segundos;
• Borrifar hipoclorito a 1%;
• Acondicionar em saco plástico por 10 minutos;
• Vazar o gesso.
Desenho da estrutura metálica
REFERÊNCIAS

1. TODESCAN, R. Atlas de Prótese Parcial Removível. São Paulo: Ed. Santos, 2003.

1. KLIEMANN, C. e OLIVEIRA, W. Manual de prótese parcial removível. São Paulo: Ed.


Santos, 2002.

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