Processamento Mínimo de Frutos e Hortaliças: Uma Revisão: Marcel de Campos Oliveira
Processamento Mínimo de Frutos e Hortaliças: Uma Revisão: Marcel de Campos Oliveira
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RESUMO
Ciência e Tecnologia de Alimentos: o avanço da ciência no Brasil - ISBN 978-65-5360-167-3 - Vol. 1 - Ano 2022 - Editora Científica Digital - www.editoracientifica.org
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Nessa etapa, ocorre a exposição do interior do vegetal devido à perda, ou corte, da
casca, que é um tipo de proteção natural da polpa. Isto é, ela protege a polpa contra a ação
de agentes externos, como os micro-organismos e o oxigênio presentes no ar (FONSECA
et al., 2009). Assim, seja por deterioração, via micro-organismos, ou por escurecimento,
via ação do oxigênio atmosférico, o beneficiamento de vegetais minimamente processados
proporciona condições favoráveis para que estes percam qualidade mais rapidamente do
que os vegetais in natura (FONSECA et al., 2009; CENCI, 2011a).
Ademais, o extravasamento de material intracelular dos tecidos vegetais proporciona
a ação indesejável de diversas enzimas, como Polifenoloxidase (PFO), Peroxidase (PX) e
Fenilalanina amônia-liase (FAL), envolvidas no processo de escurecimento enzimático; e
pectina metilesterase, poligalactutonase e pectato liase, relacionadas à perda da textura,
de resistência física e aparência de fresco (FONSECA et al., 2009). Para Cenci (2011a), o
escurecimento enzimático é mais crítico em vegetais, como alface, batata, maçã e abacaxi.
Nesses casos, segundo o mesmo autor, o escurecimento enzimático pode ocorrer em um
curto espaço de tempo, mesmo sob baixas temperaturas.
A injúria mecânica provocada pelo corte, no tecido vegetal, também induz a aceleração
do seu metabolismo, tornando-o mais perecível (BRECHT et al., 2007; FONSECA et al.,
2009; CENCI, 2011a). Dessa forma, o emprego de refrigeração e a manutenção da cadeia do
frio são especialmente importantes nesse tipo de produto (CENCI et al., 2006b; MORETTI,
2007), visto que a taxa de respiração dos tecidos vegetais aumenta exponencialmente
com o aumento da temperatura (CENCI, 2011a). De acordo com Cenci (2011a), vegetais
minimamente processados têm sua vida de prateleira substancialmente aumentada quando
armazenados em temperaturas entre 0 e 5oC. Para ampliar a vida de prateleira desses pro-
dutos, recorre-se ao controle da temperatura, associado ao uso criterioso de embalagens e
de tecnologia de modificação da atmosfera (NESPOLO et al., 2015).
No Brasil, o consumo desses produtos tende a crescer por causa de sua praticidade,
além da possibilidade de maior aproveitamento desses vegetais, reduzindo suas perdas.
Por ser um produto pronto para ser consumido, sem nenhum preparo adicional, a adoção de
boas práticas de fabricação (BPF) garantirá que as hortaliças minimamente processadas se
conservem por mais tempo e não causem problemas à saúde dos consumidores (GOMES
et al., 2005). Nesse sentido, o objetivo deste capítulo visa realizar uma revisão bibliográfica
atualizada sobre a tecnologia de processamento mínimo de frutos e hortaliças.
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REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
De acordo com Teixeira (2022), no sentido genérico fruto é o produto da terra que
pode ser usufruído pelo homem ou pelos animais (do latim fructus = fruto, proveito). O fruto
comestível adocicado é designado como fruta e engloba todos os frutos, pseudofrutos e
infrutescências. Botanicamente, fruto é o resultado do desenvolvimento do ovário das flores
ou inflorescências das angiospermas, em consequência da fecundação dos óvulos que ele
contém. Após a fecundação e amadurecimento do ovário, os óvulos transformam-se em
sementes. Em alguns casos, a fecundação provoca o desenvolvimento carnoso de outros
órgãos além do ovário, sendo os mesmos designados como pseudofrutos. Quando o desen-
volvimento do ovário ocorre sem a fecundação dos óvulos, não há produção de sementes
e, neste caso, o fruto é designado de partenocárpico, tais como as laranjas de umbigo e a
uva Thompson Seedless.
A definição botânica ou morfológica de hortaliças não é viável em função do grande
número de órgãos ou estados reprodutivos dos vegetais utilizados como tal, bem como, em
virtude das diferentes famílias botânicas que apresentam especificidade de clima, ou seja,
algumas são produzidas apenas em regiões de clima tropical, enquanto que outras o são em
clima temperado. Existe controvérsia com relação a certos grupos de plantas. Por exemplo,
o melão pode ser considerado como uma fruta por ser utilizado como tal, no entanto, os hor-
ticulturistas e os produtores o classificam como hortaliça. As vagens secas são produzidas
e comercializadas como grãos, mas, quando consumidas imaturas (vagens, ervilhas) são
tidas como hortaliças (TEIXEIRA, 2022).
Numa definição genérica, poder-se-ia afirmar que hortaliças são partes de plantas que
não pertencem ao grupo de frutos e cereais e que são consumidas frescas, cruas ou pro-
cessadas. Ou ainda pode-se considerar como designação aplicada ao conjunto de plantas
cultivadas em hortas, das quais algumas são erroneamente designadas como legumes, que,
botanicamente é, a designação para um tipo de fruto seco (TEIXEIRA, 2022).
Considerações gerais
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Unido da América (EUA) onde se verifica uma crescente demanda, tanto individual como
institucional (KOHATSU et al.,2009).
No Brasil, a utilização desses produtos é bastante recente. Foram introduzidos nos anos
90 por empresas atraídas pelas novas tendências de mercado, atingindo, principalmente,
hotéis, restaurantes, lanchonetes e redes de supermercados. Os produtos minimamente
processados têm sido desenvolvidos para atender ao mercado de conveniência de saladas,
sopas e pizzas, bem como para vendas a varejo, principalmente em supermercados. Nos
países desenvolvidos, cerca do 70% desses produtos são utilizados em cozinhas indus-
triais, fast-foods e restaurantes, por serem práticos e apresentarem qualidade nutricional e
sensorial elevada. As frutas minimamente processadas são demandadas, principalmente,
por consumidores individuais, em razão da mudança de estilo de vida e das tendências
associadas à saúde. (DURIGAN, 2004).
O termo processamento é genericamente empregado para designar uma série de ope-
rações unitárias conjugadas, cuja finalidade é prevenir alterações indesejáveis que podem
ocorrer em hortaliças após a colheita, aumentando o seu período de conservação. Tais
alterações podem ser causadas pela invasão e desenvolvimento de micro-organismos ou
por reações químicas, físicas e bioquímicas dos compostos naturalmente presentes nestes
alimentos (OLIVEIRA; SANTOS, 2015; SALVADOR, 2022).
A hortaliça a ser processada deve ser submetida à inspeção de qualidade e, caso
a mesma apresente características indesejáveis para o processamento, deve ser rejeita-
da. As matérias-primas devem ser conduzidas rapidamente da plataforma de recepção para
o processamento ou para o local de estocagem, evitando exposição desnecessária a fon-
tes de contaminação e/ou deterioração. Após esta etapa, o produto deve ser selecionado,
descartando-se folhas manchadas, produtos com defeitos e deteriorados. Atenção deve
ser dada aos aspectos de segurança, como níveis residuais de pesticidas e elevada carga
microbiana, que poderão ser controlados através de manejo adequado, visitas periódicas
e treinamento aos produtores, fornecedores de matéria-prima (OLIVEIRA; SANTOS, 2015;
SALVADOR, 2022).
Quando os produtos hortícolas são cortados, descascados, fatiados ou ralados, sua
taxa metabólica aumenta. Isso decorre, provavelmente, da maior atividade metabólica das
células injuriadas e do aumento da superfície exposta à atmosfera após o corte, o que facilita
a penetração do oxigênio no interior das células. A atividade respiratória também aumenta
com a temperatura e é função da espécie de vegetal, do seu grau de maturação, das suas
condições fisiológicas e da composição gasosa da atmosfera ao seu redor (OLIVEIRA;
SANTOS, 2015; SALVADOR, 2022).
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As grandes redes de comercialização têm cobrado cada vez mais de seus fornece-
dores a implementação de processos para a melhoria de qualidade, constituindo-se assim
um fator decisivo na seleção destes fornecedores. Diante disto, cada vez mais as empre-
sas produtoras adotarão o gerenciamento da cadeia alimentar, enfatizando entregas mais
rápidas, maior gerenciamento da cadeia de frio e tecnologias de embalagens melhoradas,
tendo todos estes pontos baseados em uma melhor demanda de informação e qualidade
do produto final (OLIVEIRA; SANTOS, 2015; SALVADOR, 2022).
Na Tabela 1 abaixo, apresenta as vantagens do uso do processamento mínimo
(NESPOLO et al., 2015).
Colheita
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Outro aspecto que deve ser considerado no momento da colheita é a necessidade
de amenizar os impactos sofridos pelas frutas e hortaliças. Os danos mecânicos causa-
dos reduzem a qualidade da matéria-prima, diminuindo, assim, o seu tempo de conserva-
ção. Os produtos devem ser colhidos sem sinais de ataque por insetos ou doenças. Estudos
feitos pela EMBRAPA comprovam que uma queda de 40 cm reduz consideravelmente o teor
de vitamina C, licopeno e altera o sabor e aroma do fruto. No momento da seleção, podem
ser usadas esteiras com borrachas laterais para minimizar o impacto entre a matéria-prima
e um equipamento chamado colorímetro, que faz a classificação de cor e tonalidade das
hortaliças, procedimentos estes que visam realizar uma seleção adequada das mesmas
(FERREIRA, 2003).
Pré-resfriamento
Transporte
É obvio que as frutas e hortaliças que sofrerão processamento mínimo, como são pe-
recíveis, devem ser manipuladas o mais rapidamente possível e de forma cuidadosa, logo
após o transporte. A forma do transporte depende do produto, dos requerimentos comerciais
e econômicos. O traslado de produtos hortifrutícolas deve utilizar caixas ou contêineres que
evitem danos mecânicos aos produtos entre si ou por contato produto-contêiner, por des-
lizamento de carga, choques, sobrepeso e vibrações. Em situações em que são utilizados
caminhões refrigerados deve-se assegurar que a atmosfera modificada, controlada ou refri-
gerada, circule uniformemente por toda a carga. Os requerimentos de refrigeração durante o
transporte são mais elevados que durante o armazenamento estático. Não se deve carregar
num mesmo “baú” frutas e hortaliças que requerem diferentes temperaturas, condições de
umidade relativa (UR), e aquelas que produzem etileno e substâncias não-etilênicas que
absorvam ou desprendam odores (FERREIRA, 2003).
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Recepção da matéria-prima
Operações de preparação
Operações de separação
Limpeza
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A finalidade da operação preliminar de limpeza é melhorar o aspecto da matéria-prima,
remover matérias estranhas (pó, pedras, insetos, etc.) e diminuir sua contaminação. Esta
operação diferencia-se da de “eliminação de indesejáveis” pois na limpeza são retirados
todos os matérias que não fazem parte da matéria-prima, enquanto que na eliminação de
indesejáveis são descartadas as partes da matéria-prima que não interessam ao produto
final, como cascas, sementes, etc. Esta operação deve ser realizada o quanto antes possível
para evitar contaminações ou danos aos equipamentos devido à presença de pedras ou
outros materiais, mas pode acontecer em mais de um estágio ao longo do processamen-
to. A separação de partes contaminadas dos alimentos, o quanto antes, evita, também, a
proliferação destes elementos, diminuindo as perdas.
Ao projetar as operações e/ou equipamentos de limpeza é importante atentar para sua
localização, evitando a contaminação cruzada. Outro fator relevante é o descarte dos resí-
duos e águas, que não devem ser foco de contaminação nas áreas externas ou contribuir
para poluição ambiental. A limpeza pode ser realizada a seco ou úmida, sendo que para
grande parte das matérias-primas é necessário mais de um procedimento para sua limpe-
za adequada. A relação entre os procedimentos necessários e suficientes é muito tênue,
pois superfícies manchadas ou irregulares devem ser evitadas, porém o rompimento das
membranas externas também, pois elas são focos de futuras contaminações e perdas de
fluidos importantes para a qualidade do produto final. O tipo de processamento pelo qual o
vegetal irá ser submetido também é muito importante. A total remoção dos contaminantes
microbianos é menos fundamental para um produto que será submetido à esterilização do
que para um que será congelado, uma vez que neste último a morte de micro-organismos
é muito menor que no primeiro.
Limpeza a seco
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Figura 1. Processo de limpeza de nozes.
Peneiras
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Escovas
Aspiradores
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Figura 4. Separador por aspiração e classificador para grãos.
Cebola, melões, ovos, etc. São alguns dos produtos que utilizam este princípio. Os as-
piradores são muito utilizados para a limpeza de grãos, nos quais uma forte corrente de ar
retira cascas, palhas, etc., como pode ser visto na Figura 4 acima (UFRGS, 2022).
Sopradores
Separadores magnéticos
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Figura 5. Esteira transportadora com detector de metais.
Limpeza úmida
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Os principais lavadores utilizados são: lavador rotatório, esteira de lavagem, lavagem
por imersão e lavador de spray.
Lavador rotatório
Esteira de lavagem
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Figura 8. Esteira de lavagem com jatos.
Em alguns modelos, temos inicialmente uma lavagem por imersão em dá por tanques
com água corrente e logo a seguir uma esteira de lavagem com jatos com água clorada
para a sanitização (Figura 9).
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Figura 10. Lavagem por imersão com borbulhamento.
Em outros sistemas, os vegetais são arrastados por flotação (Figura 11) em um fluxo
turbulento enquanto as impurezas de maior peso, tais como pedras, gravetos e os frutos
estragados afundam, e são retirados pela parte inferior dos tanques. Estes equipamentos
demandam uma grande quantidade de água (cerca de 6.000 L de água/t de produto) o que
torna a reciclagem da água praticamente obrigatória (UFRGS, 2022).
Lavador de spray
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ou sanitária. Isto exige que o produto tenha condições de ser transportado girando sobre si
mesmo, ou seja aplica-se a produtos esféricos e com uma maior resistência. Por outro lado,
desta forma o vegetal tem todas suas superfícies expostas ao jato de água (Figura 12).
Em alguns modelos (Figura 13) os roletes são confeccionados com escovas, o que
melhora ainda mais o processo de limpeza, juntando a água com a fricção.
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e análise de riscos por pontos críticos de controle (APPCC), e é comparativamente barata
e sua implementação independe do volume de matéria-prima a ser processada.
O cloro é um potente desinfetante solúvel em água e com propriedades oxidantes. O clo-
ro total pode estar livre ou combinado, porém suas formas combinadas são menos eficientes
como desinfetantes, apesar de serem mais estáveis. Sofre efeitos do pH e, quando extrema-
mente ácido, gera corrosão, e básico, toxidez. A faixa ótima de pH fica entre 6,5 e 7,5. O clo-
ro pode formar complexo com a matéria orgânica, causando uma oxidação incompleta da
mesma, formando subprodutos, tais como clorofórmio, cloraminas e tri-halometanos, que
são potencialmente carcinogênicos.
As formas comercialmente disponíveis são:
Com solução clorada de 100 - 150 ppm/2 a 3 minutos, para remover o conteúdo ce-
lular que fica na superfície do produto para prevenir a contaminação microbiológica. Após
enxaguar com água tratada. A água deve ter temperaturas baixas de até 4oC. Em relação
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à centrifugação, para retirar a água superficial que pode estimular o desenvolvimento de
micro-organismos. São utilizados centrifugas de plástico ou inox.
Embalagens e armazenamento
Legislação
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agroindustriais. No entanto, não existe até o presente momento nenhuma legislação sani-
tária específica, no que diz respeito à comercialização de frutas e hortaliças minimamente
processados. Mas devem seguir todos os atos normativos relacionados a elas, como con-
dições higiênico-sanitárias e de boas práticas de fabricação; procedimentos operacionais
padronizados; plano nacional de segurança e qualidade dos produtos de origem vegetal; uso
de saneantes autorizados; porcionamento e rotulagem nutricional; padrões microbiológicos.
Na Figura 13 abaixo, descreve o fluxograma básico para o processamento mínimo de
frutas e hortaliças.
CONCLUSÃO
Em virtude do que foi mencionado, neste capítulo pode destacar-se que o processa-
mento mínimo agrega valor ao produto final, gerando alimentos com padrão comercial. Para
isso, é importante priorizar a qualidade da matéria-prima, o rigor nas ferramentas de qualidade
aplicadas e, também, o correto armazenamento e distribuição dos produtos. Qualquer tipo
de processamento requer cuidados com relação à segurança dos alimentos e, certamente,
não poderia ser diferente com os alimentos minimamente processados.
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REFERÊNCIAS
1. BRECHT, J. K. et al. Alterações metabólicas. In: MORETTI, C. L. (Ed.). Manual de
processamento mínimo de frutas e hortaliças. Brasília: Embrapa Hortaliças, 2007.
p. 41-100.
13. LIMA, L. P. Matérias-primas agropecuárias. Viçosa: Ed. UFV, 2018 (Série Didática).
99p.
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16. O que esperar do mercado de hortifrúti em 2022? Unapel, 2022. Disponível em: <ht-
tps://unapel.com.br/blog-o-que-esperar-do-mercado-de-hortifruti-em-2022/>. Acesso
em: 10 jun. de 2022.
22. TEIXEIRA, S. Frutos, frutas e hortaliças: qual a melhor definição para cada um deles?
Cursos CPT, 2022. Disponível em: <https://www.cpt.com.br/artigos/frutos-frutas-e-hor-
talicas-qual-a-melhor-definicao-para-cada-um-deles>. Acesso em: 11 de jun. de 2022.
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