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Dpi 2 Grupo

O documento aborda a importância do ensino da leitura, destacando a necessidade de métodos e abordagens que promovam a compreensão crítica e emancipatória dos alunos. Baseado em teorias de Paulo Freire, enfatiza a leitura como um ato social e político, que deve ser mediado por interações significativas. O trabalho também explora diferentes modelos de ensino de leitura, como o sócio construtivista, e propõe práticas pedagógicas que favoreçam a construção coletiva do conhecimento.

Enviado por

Flodio Cuna
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O documento aborda a importância do ensino da leitura, destacando a necessidade de métodos e abordagens que promovam a compreensão crítica e emancipatória dos alunos. Baseado em teorias de Paulo Freire, enfatiza a leitura como um ato social e político, que deve ser mediado por interações significativas. O trabalho também explora diferentes modelos de ensino de leitura, como o sócio construtivista, e propõe práticas pedagógicas que favoreçam a construção coletiva do conhecimento.

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UNIVERSIDADE PÚNGUÈ

Faculdade de Letras, Ciências Sociais e Humanidades (FLCSH)

Ensino de Leitura

Didáctica do Português

Licenciatura em Ensino de Português – Pós-Laboral-2°Ano

2º Grupo

Caldina Augusto Damião

Filo Domingos Florêncio

João Albino Solomone

Joana Oliveira Martinho Almeida

Joaquina Francisco Mbamguine

Extensão de Tete

Abril, 2025
Caldina Augusto Damião

Filo Domingos Florêncio

João Albino Solomone

Joana Oliveira Martinho Almeida

Joaquina Francisco Mbamguine

Ensino de Leitura

Trabalho em grupo a ser submetido ao Departamento de


Letras, Ciências Sociais e Humanidades, realizado no
âmbito do Cumprimento parcial de avaliação da cadeira
Didáctica do Português, Curso de Licenciatura em
Ensino de Português, Pós-Laboral-2˚Ano, sub orientação
do docente,

Mestre: Januário Cabarela

Extensão de Tete

Abril, 2025
Índice
1. Introdução ..................................................................................................................... 4
2. Objectivos ..................................................................................................................... 5
2.1. Objectivo geral ....................................................................................................... 5
2.1. Objectivos Específicos ........................................................................................... 5
3. Metodologia .................................................................................................................. 5
4. Ensino de Leitura .......................................................................................................... 6
4.1. Compreensão literal ............................................................................................... 6
4.2. Interpretação .......................................................................................................... 7
4.3. Aplicação Crítica da Leitura .................................................................................. 7
4.4. Métodos de ensino de leitura ................................................................................. 7
4.4.1. Métodos Sintéticos .......................................................................................... 7
4.4.2. Métodos Analíticos ......................................................................................... 8
4.4.3. Métodos Mistos ............................................................................................... 8
4.4.4. Modelos de ensino de leitura........................................................................... 8
4.5. Modelo Bottom-up (Ascendente) .......................................................................... 8
4.5.1. Modelo Top-down (descendente).................................................................... 9
4.5.2. Modelo interactivo .......................................................................................... 9
4.5.3. Modelo Sócio construtivista ............................................................................ 9
4.5.4. Modelo Psicogéneo ......................................................................................... 9
5. Princípios do Modelo Sócio construtivista ................................................................. 10
5.1. Aplicação na Pratica Pedagógica ......................................................................... 10
6. Conclusão ................................................................................................................... 11
7. Referências bibliográficas .......................................................................................... 12
4

1. Introdução
O aprendizado da leitura é um grande desafio dentro do processo de ensino-
aprendizagem, uma vez que todos os seres humanos estão programados biologicamente
a falar, porem não estão programados para ler e escrever. A alfabetização é um processo
lento e complexo, cada criança tem seu ritmo, tem o seu jeito próprio e específico de
aprender, com isso cabe ao professor/a encontrar a maneira mais adequada para facilitar
o ensino de leitura. Quando surge a dificuldade de leitura é o psicopedagogia que ira dar
suporte para o aluno, utilizando suas estratégias e técnicas para que o aluno supere a
dificuldade de aprendizagem, tendo também que se fazer necessários outros
profissionais da educação.

Freire (1989), ensinar a ler transcende a simples decodificação de letras e


palavras. Não trata-se apenas de adquirir habilidades técnicas de leitura, mas sim de um
processo crítico e libertador que capacita o leitor. Freire enfatiza a leitura como um acto
de compreensão do mundo, onde o leitor se torna um sujeito activo que interpreta e
questiona a realidade por meio de textos. Para Freire, a leitura é uma prática social e
política que permite a compreensão crítica da realidade e construção de um
conhecimento transformador. É um processo dialógico, onde o leitor interage com o
texto e com sua própria experiencia, construindo significado.
5

2. Objectivos

2.1. Objectivo geral


 Analisar os principais métodos, modelos e abordagens do ensino da
leitura, com base em fundamentos teóricos e práticas pedagógicas,
destacando sua importância no desenvolvimento da compreensão crítica
e emancipatória dos alunos.

2.1. Objectivos Específicos


 Compreender o conceito de leitura sob a perspectiva crítica e dialógica
proposta por Paulo Freire.
 Identificar os diferentes métodos e modelos de ensino da leitura
(sintéticos, analíticos, mistos, bottom-up, top-down, interactivo, sócio
construtivista e psicogéneo).
 Apresentar estratégias metodológicas que favoreçam a leitura crítica e
significativa na sala de aula.

3. Metodologia
Lakatos e Marconi (2003, p.183), a pesquisa bibliográfica não é mera repetição
do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de um tema sob
novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras. Para elaboração do
presente trabalho vai basear-se em referências teóricas de livros, artigos científicos,
páginas da web e outros.
6

4. Ensino de Leitura
Freire (2006), o ensino da leitura transcende a mera descodificação de palavras.
Não trata-se apenas de alfabetizar, mas de conscientizar. A leitura para Freire, é um acto
de conhecimento crítico e transformador, um processo de diálogo entre o leitor e o
texto, onde ambos se constroem mutuamente.
O educador defende um método dialógico, onde o aluno não é um receptor
passivo, mas um sujeito activo na construção do seu próprio conhecimento,
questionando, interpretando e interagindo com o texto. A leitura, portanto torna-se a
libertação e autonomia do individuo, permitindo-o compreender o mundo e sua posição
nele.
Ler não compreende apenas em decifrar códigos impressos em sons, mas ler
também é compreender a frase e/ou texto. Em um sentido complexo da palavra,
podemos dizer que ler é associar as letras aos sons, para que chegue ao significado.
As concepções de Viana e Teixeira (2002), diz que ler é uma actividade bastante
complexa, pois ler é decifrar realizando associação de letra-som, como também é
compreender, reflectir, julgar e criar. De acordo com Stampa (2009), leitura é um meio
para adquirir a Leco escrita e compreende pontos importantes: a descodificação e a
decifração/compreensão. A descodificação consiste na identificação do signo gráfico, na
transformação das letras para a linguagem oral (Seabra e Capovilla, 2011). Já a
compreensão significa simultaneamente extrair e construir significados do texto por
intermédio da interacção e do envolvimento com linguagem escrita (Snow, 2002 apud
Cruz, 2007).

4.1. Compreensão literal


Envolve a extracção de informações explícitas do texto. O aluno deve ser capaz
de identificar os factos principais, demostrando assim uma compreensão básica do
conteúdo. Compreensão inferencial, exigem que o aluno vá além da informação
explícita e extraídas conclusões implícitas, interpretando o significado mais profundo do
texto. Isso inclui a identificação de temas, o entendimento de motivações de
personagens e a previsão de eventos futuros.
Fonseca (1999), o ensino visa desenvolver a capacidade crítica, permitindo que o
aluno avalie o texto de forma objectiva, identificando viesses, preconceitos e a
credibilidade da fonte. A leitura crítica também envolve a comparação de diferentes
textos e a formação de opiniões importantes.
7

4.2. Interpretação
Freire (2004), o ensino de leitura não se limita à descodificação de palavras, mas
sim um acto de compreensão crítica do mundo. Um processo dialógico, onde o leitor
não é um receptor passivo, mas um sujeito activo na construção do significado. A
leitura, portanto, torna-se um instrumento de transformação social, permitindo a
conscientização e a emancipação. A prática pedagógica freiriana enfatiza a leitura como
um acto político, que questiona as estruturas de poder e promove a autonomia
intelectual.

4.3. Aplicação Crítica da Leitura


Segundo Golias, o ensino da leitura crítica envolve actividades que promovem a
reflexão e a discussão em grupo, o desenvolvimento de habilidades de análise textual e

a articulação entre o texto e a realidade do aluno. Através de estratégias como a leitura


compartilhada, a produção de textos e a análise de diferentes perspectivas, os alunos são
incentivados a construir um entendimento crítico e autónomo dos textos que lêem. Esse
processo contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e da capacidade de
argumentação, habilidades essenciais para a formação cidadã.

4.4. Métodos de ensino de leitura


Os métodos de ensino de leitura podem ser divididos em três abordagens
principais: Métodos sintéticos, analíticos, e mistos. Cada um tem suas características e
aplicações.

4.4.1. Métodos Sintéticos


Esses métodos ensinam a leitura partindo das unidades menores (letras e sons)
até formar palavras e frases. São os mais tradicionais e sistemáticos.

 Alfabético (ou soletração): Ensina primeiro as letras e seus nomes, depois a


formação de sílabas e, por fim, palavras. Exemplo: B+A ꞊BA.
 Fónico: enfatiza os sons das letras e combinações para formar palavras.
Exemplo: ″C″ faz o som de /K/, ″A″ faz o som /a/, juntos formam ″ca″
 Silábico: Ensina primeiro as sílabas para depois formar palavras. Exemplo:
″Pa″+″pa″= Papai
8

4.4.2. Métodos Analíticos


Nessa abordagem, a leitura começa com palavras ou frases completas, que
depois são analisadas em suas partes menores.

 Global: Apresenta palavras ou frases completas, associando-as a imagens e


significados. A criança memoriza a palavra como um todo.
 Sentencial: Parte de frases inteiras e depois ensina palavras e sílabas.
 Palavração: inicia com palavras significativas e depois explora letras e sílabas
dentro delas.

4.4.3. Métodos Mistos


Combinam aspectos dos métodos sintéticos e analíticos para tornar o ensino
mais dinâmico e eficaz.

 Construtivista: Inspirado em Piaget e Vygotsky, foca na interacção da criança


com a linguagem escrita, permitindo que ela descubra a lógica da escrita por
meio de hipótese e experiencias.
 Fónico Global: Associa o reconhecimento visual de palavras (global) ao
aprendizado dos sons das letras e sílabas (fónicos).

Cada método tem vantagem e pode ser mais adequado dependendo da idade, do
nível de desenvolvimento da criança e das estratégias do professor. Muitas escolas
adoptam abordagens combinadas para potencializar a aprendizagem.

4.4.4. Modelos de ensino de leitura


Modelos de ensino de leitura podem variar conforme as perspectivas teóricas de
diferentes especialistas em educação. Modelos amplamente discutidos por autores
renomados:

4.5. Modelo Bottom-up (Ascendente)


 Baseia-se na ideia de que a leitura é um processo de decodificação,
partindo de unidades menores (letras e fonemas) para unidades maiores
(palavras e frases). Gough (1972), Laberge e Samuels (1974)
 Foco: Desenvolvimento da fluência na identificação de palavras antes da
compreensão global do texto.
9

4.5.1. Modelo Top-down (descendente)


 Defende que a leitura ocorre por meio da activação de conhecimentos
prévios do leitor, que antecipa e infere significados com base no
contexto. Goodman (1967), Smith (1971).
 Foco: A enfâse está na compreensão e na interpretação do texto antes
da decodificação completa.

4.5.2. Modelo interactivo


Propõe que a leitura envolve a interacção entre os processos botton-
up e top-down. O leitor tanto descodifica elementos linguísticos
quanto utilizam o conhecimento prévio para compreender o texto.
Rumelhart (1977), Stanovich (1980).
 Foco: Equilíbrio entre habilidades perceptivas e cognitivas para uma
leitura eficiente.

4.5.3. Modelo Sócio construtivista


 Considera que a leitura é um processo social e interactivo, mediado
por práticas culturais e sociais. Vygotsky (1934), Freire (1987).
 Foco: A leitura deve ser significativa, inserida no contexto do leitor e
promovida por meio de interacções sociais.

4.5.4. Modelo Psicogéneo


 Explica como a criança constrói o conhecimento da escrita e da leitura a
partir de hipóteses e interacções com ambiente. Emília Ferreiro e Ana
Teberosky (1979).
 Foco: O desenvolvimento da alfabetização ocorre por etapas, desde a
fase pré-silábica até a compreensão plena do sistema alfabético.

Cada um desses modelos tem impacto nas metodologias de ensino da leitura e pode ser
utilizado de forma complementar, dependendo do contexto educacional e das
necessidades dos alunos.

O modelo sócio construtivista de ensino da leitura tem como base a teoria de


Vygotsky (1934) e outros autores que enfatizam o papel das interacções sociais na
construção do conhecimento. Ele parte do princípio de que a leitura não é apenas um
10

processo individual de descodificação, mas sim uma actividade mediada socialmente, na


qual o leitor aprende a interpretar o mundo por meio da linguagem.

5. Princípios do Modelo Sócio construtivista


1. Aprendizagem mediada- A interacção com outras pessoas (professores,
colegas, familiares) é essencial para o desenvolvimento da leitura.
2. Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) - O aluno pode avançar na leitura
com o auxílio de um mediador mais experiente, que oferece suporte até que ele
se torne autónomo.
3. Contexto social e cultural- A leitura deve estar inserido em situações
significativas e reais, tornando-se um instrumento de participação na sociedade.
4. Leitura como prática interactiva- O significado do texto não está apenas no
código escrito, mas na interacção entre o leitor, o texto e seu contexto.

5.1. Aplicação na Pratica Pedagógica


 Rodas de leitura: Debates e trocas de interpretações sobre um texto lido
colectivamente.
 Textos autênticos: Uso de materiais reais (jornais, cartas, receitas, histórias)
para aproximar a leitura da vida quotidiana.
 Projectos de leitura e escrita: actividades que envolvem leitura colaborativa e
produção de textos em grupo.
 Professor como mediador: O docente ajuda os alunos a desenvolverem
estratégias de leitura por meio de perguntas, reflexões e estímulos à
argumentação.

Paulo Freire (1987), trouxe contribuições importantes ao sócio- construtivismo,


defendendo que a leitura deve ser um acto de libertação e transformação social. Para ele,
aprender a ler é também aprender a interpretar a realidade e agir sobre ela.

Esse modelo tem sido amplamente utilizado na educação infantil e no ensino


básico, pois valoriza o envolvimento dos alunos e incentiva a construção colectiva do
conhecimento.
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6. Conclusão
A leitura deve ser entendida como um processo dinâmico, que envolve a
interacção do aluno com o texto, o contexto e as suas experiencias de vida. A prática
pedagógica deve ser centrada no aluno, levando em consideração suas vivências e
contextos socioculturais. A leitura é uma ferramenta de transformação social e pessoal,
permitindo que os alunos não apenas compreende textos, mas também questionem e
ajam sobre o mundo ao seu redor.
Essas perspectivas são importantes para um ensino de leitura que vai além do
simples descodificador de palavras, e se torna um meio de desenvolvimento intelectual
e social.
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7. Referências bibliográficas
Freire. P. (2006). A importância do acto de ler. Em três artigos que se
completam. São Pau, 23ª edição;

Freire (2021). Pedagogia oprimida. Paz e Terá. Rio de Janeiro, 50ª edição;

Viana e Teixeira (2002). Aprender a ler: da aprendizagem informal à


aprendizagem formal. Asa Portugal;

Fonseca. V. (1999). Abordagem psicopedagógica das dificuldades de


aprendizagem. Lisboa, Âncora. 2ª Edição;

Seabra et al (2011). Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e


remediar numa abordagem fónica. São Paulo Mmnon, edições científicas. 6ª Edição

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