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URBANISMO

O urbanismo é um campo que abrange o conceito de cidade e seus critérios de definição, incluindo aspectos numéricos, demográficos, funcionais e político-administrativos. A evolução histórica das cidades é marcada por períodos significativos, como a Antiguidade, Idade Média, Renascimento e Revolução Industrial, que moldaram o crescimento e a estrutura urbana contemporânea. Atualmente, as cidades enfrentam desafios relacionados ao crescimento populacional e à urbanização, resultando em problemas habitacionais e de infraestrutura.

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URBANISMO

O urbanismo é um campo que abrange o conceito de cidade e seus critérios de definição, incluindo aspectos numéricos, demográficos, funcionais e político-administrativos. A evolução histórica das cidades é marcada por períodos significativos, como a Antiguidade, Idade Média, Renascimento e Revolução Industrial, que moldaram o crescimento e a estrutura urbana contemporânea. Atualmente, as cidades enfrentam desafios relacionados ao crescimento populacional e à urbanização, resultando em problemas habitacionais e de infraestrutura.

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URBANISMO

1- Conceito de urbanismo

2- Criterios de definição de cidade

a)-Criterios Numericos Estatisticos

b)-Criterios Demograficos

c)-Criterios Funcional

d)- Criterio politico-administrativo

3- Breve evolução historica das cidades

As pesquisas indicam que o homem apareceu na face da terra há alguns milhões de anos
e durante um longo período viveu colectando seu alimento e procurando abrigo no
ambiente natural.
Para a arqueologia, a história da civilização humana começa na pré-história e continua
na história até o presente século. O estudo da Pré-história é muito difícil, pois depende
da análise de documentos não escritos, como restos de armas, utensílios de uso diário,
pinturas, desenhos, etc.
De acordo com ARRUDA (1993), os estudiosos em geral costumam distinguir três
grandes etapas na evolução do homem durante a Pré-história: a antiga Idade da Pedra ou
Paleolítico Inferior (500 000 - 30 000 a.C.) e o Paleolítico Superior (30 000 - 18 000
a.C.); nova Idade da Pedra ou Neolítico (18000 - 5000 a.C.) e a Idade dos Metais (5000
- 4000 a.C.). Ressalta-se que, convencionalmente, a divisão entre História e Pré-história
tem como marco a invenção da escrita, ocorrida por volta do ano
4000 a.C.

a)- Na Antiguidade

Em relação ao aparecimento das primeiras civilizações, alguns arqueólogos acreditam


que elas surgiram próximas aos rios que atravessavam as férteis planícies, onde a
agricultura começou a se desenvolver. Durante o V milénio a.C., o domínio de técnicas
de irrigação, permitiu estender a colonização dessas regiões até locais antes fora do
alcance das comunidades agrícolas. A construção de pequenas valas transversais, que
permitiam desviar os cursos de água até os campos próximos eram uma garantia contra
a seca, nos períodos de escassez de chuva.
Entretanto, existem outros arqueólogos que defendem a teoria de que o aparecimento
das primeiras cidades ocorreu, não nos grandes vales aluviais, como se julgava até a
pouco, mas nas zonas montanhosas que delimitavam uma área fértil, nas vertentes das
montanhas do Irã, do Iraque, de Israel, da Jordânia e da Síria.
Durante o IV milénio a.C., os oásis localizados ao longo do curso dos rios Tigre e do
Eufrates, na Mesopotâmia, e do Nilo, no Egipto, áreas de enorme potencial agrícola,
tornar-se-ão as primeiras sedes com as características de uma civilização urbana.
As planícies dessas regiões eram muito férteis, pois as periódicas inundações dos rios
traziam para a várzea o limo, um excelente fertilizante natural. Foram, então, utilizadas
para o cultivo de diversos cereais (trigo, aveia, centeio, cevada, arroz, milho, etc.) e
plantas frutíferas (uvas, figos, damascos, melões, mangas, bananas, morangos, laranja,
etc.), proporcionando colheitas excepcionais. Além disso, o terreno aberto favorecia as
trocas de mercadoria e de notícias, facilitando as comunicações.
Com o passar do tempo, melhoram-se as técnicas de irrigação e as áreas cultiváveis
ampliam-se cada vez mais. A introdução dos metais, da roda, do carro puxado pelos
bois, do burro de carga e das embarcações à vela e a remo acelera de modo acentuado o
desenvolvimento dessas regiões.
Começava assim, a partir IV milénio, nas cidades localizadas nas planícies pluviais no
Egipto, a espiral de uma nova economia: o aumento da produção agrícola, da população
e o início da concentração do poder e do excedente da produção nas cidades.
b)- idade media
c)- renascimento

Historicamente, o período do renascimento tem origem em 1453, ocasião em que os


turcos conquistam Constantinopla, pondo um fim no Império Romano do Oriente e
abrindo caminho para uma grande mudança cultural e económica da sociedade europeia.
Com a queda de Constantinopla, as principais rotas comerciais do Mar Mediterrâneo se
deslocaram para o Oceano Atlântico.
Por volta do final do século XV, a dinâmica da civilização europeia muda radicalmente.
Antes de 1500, contactos ultramarinos tinham uma importância reduzida, mas com o
desenvolvimento da navegação marítima e, posteriormente com o estabelecimento de
comércio entre o continente europeu e as novas colónias, o mercantilismo passa a
ocupar lugar de destaque no desenvolvimento económico europeu. A descoberta dos
metais preciosos na América robusteceu ainda mais o colonialismo dos países europeus.
Em fins do século XV, a população urbana das cidades europeias, com mais de 30.000
habitantes, correspondia a somente 2,5% da população total. Esta baixa proporção é um
reflexo da preponderante natureza rural da sociedade pré-industrial.
A partir do século XVI tem início o período das grandes descobertas marítimas, a
princípio reservadas às duas nações ibéricas: Portugal e Espanha. No século seguinte,
juntam-se a elas:
Holanda, Inglaterra e França, dando continuidade à expansão mundial da civilização
europeia.
Em relação à civilização europeia, durante o período do renascimento, GOITIA (1992)
afirma que a principal “a actividade urbanística durante o século XV e XVI consiste, em
grande parte, em alterações no interior das velhas cidades que, geralmente, modificam
muito pouco a estrutura geral”. Ainda segundo o autor, a “abertura de algumas ruas
novas, com edifícios solenes e uniformes, e sobretudo a criação de novas praças,
regulares ou quase regulares, para enquadramento de um monumento destacado, uma
estátua para honrar um rei ou um príncipe, ou para representações ou festejos públicos,
são os empreendimentos urbanos mais apoiados, que o período barroco irá continuar
ainda em maior escala”.
d) as cidades e revolucao industrial
A última e fundamental mudança das cidades foi gerada por uma complexidade de
acontecimentos a que se denominou "Revolução Industrial".
A revolução industrial é quase imediatamente seguida por um explosivo crescimento
demográfico das cidades, primeiro na Inglaterra, seguida pela França e Alemanha. Após
1850, enquanto a população mundial quadruplica, a população urbana se multiplica por
dez. Esse grande crescimento da população urbana é consequência de progressos
científicos e técnicos realizados a partir da metade do século XVIII. (HAROUEL, 1990)
Na Inglaterra, berço da revolução industrial, a cidade de Londres, por exemplo, passa de
864.845 habitantes em 1801 a 1.873.676 em 1841 e 4.232.118 em 1891: em menos de
um século sua população praticamente quintuplicou. Paralelamente, o número de
cidades inglesas com mais de cem mil habitantes, passou de duas para trinta, entre 1800
e 1895. (CHOAY, 1979)
O aumento de população, tanto urbana quanto rural, ocorreu devido à diminuição da
taxa de mortalidade. Este mecanismo de crescimento dá origem a uma mudança da
composição interna - aumenta a percentagem da população jovem, pela queda da
mortalidade infantil - e interrompe, sobretudo, o secular equilíbrio das circunstâncias
naturais, pelo qual cada geração tendia a ocupar o lugar das precedentes e a repetir o seu
destino.
À medida que aumenta o número de habitantes, muda a sua distribuição no território
como efeito das transformações económicas. As primeiras transformações dizem
sobretudo respeito à organização do trabalho, criando as premissas para uma mudança
completa na técnica produtiva, acelerando o desenvolvimento e a concentração do novo
sistema económico.
No campo, o parcelamento das antigas terras comuns em redor das aldeias torna
possível uma melhor utilização do solo e transforma gradualmente os cultivadores
directos em arrendadores ou assalariados, coagidos a um nível de vida forçado, pouco
superior ao mínimo necessário para sobreviver. A alternativa para este estado de coisas
era o trabalho industrial, sobretudo o têxtil, que desde há muito estava organizado nos
campos, nos domicílios dos camponeses.
Os comerciantes forneciam a matéria-prima e recebiam o produto acabado, pagando o
trabalho feito por empreitada. Os tecelões usam então a máquina inventada em 1733
pelo relojoeiro J. Kay que permitia que cada operário trabalhasse sozinho no tear. Em
1764 o carpinteiro Hargreaves inventou um novo tipo de máquina que tornava possível
a um só operário manobrar mais fios. A produção entretanto ficava limitada pela energia
que o trabalho muscular permitia. Para ir além era necessário substituir o braço do
homem por um impulso mecânico.
Em 1771, o barbeiro R. Arkwright inventou a primeira máquina de fiação movida a
energia hidráulica. Em 1778 o reverendo E. Cartwright inventou a primeira tecedeira
mecânica; pouco depois, entre 1785 e 1790, descobriu-se uma forma de substituir a
energia hidráulica recorrendo à máquina a vapor de Watt, patenteada em 1769.
De acordo com BENEVOLO (1987), “a indústria têxtil tinha portanto de abandonar a
antiga organização dispersa e concentrar-se em grandes oficinas onde pudesse dispor da
necessária força motriz; primeiro, próximo dos cursos de água e depois das minas de
carvão, necessárias para alimentar a máquina de Watt”.
Em 1783 H. Cort descobriu a maneira de utilizar o carvão nos processos de laminagem,
fazendo com que a siderurgia se tornasse apta a alimentar a indústria mecânica. As
fundições com seus altos-fornos passam a se deslocar das regiões de floresta para as
regiões mineiras.
Essas descobertas favorecem o aparecimento do industrialismo e, consequentemente, do
capitalismo.
Para o desenvolvimento do capitalismo contribui a existência de capital usurário e
comercial, mão-de-obra assalariada abundante e mercado consumidor. O industrialismo
se desenvolveu primeiro na Inglaterra na indústria têxtil, que assume papel de destaque
nesse período.
A preparação doutrinária para esse complexo processo económico, social e tecnológico,
teve como base as teorias de Adam Smith (1723-1790), Jeremias Bentham (1748-1832)
e Stuart Mill (1806-1873), cujas doutrinas constituíram o embasamento ideológico do
desenvolvimento industrial e capitalista. (GOITIA, 1992)
Na Inglaterra principalmente, o desenvolvimento das indústrias e a sua concentração em
grandes oficinas atraíram muitas famílias dos distritos agrícolas para os distritos
mineiros, dando origem a novas cidades; neste período também muitas das cidades
antigas cresceram desmedidamente.
Devido às exigências do comércio e especialmente para o transporte de grande
quantidade de mercadorias e de peso específico elevado, tais como o carvão e os
minerais ferrosos, foi renovada a rede de transportes. Em 1767, R. Reynolds constrói o
primeiro carril em ferro fundido para o transporte de carvão, mas só em 1825 com a
invenção da locomotiva de Stephenson, se iniciou o desenvolvimento das estradas de
ferro, marcando assim decisivamente os decénios seguintes. (BENEVOLO, 1987)
A revolução demográfica e industrial transforma radicalmente a distribuição dos
habitantes no território e as carências dos novos locais de fixação começam a
manifestar-se em larga escala, na ausência de providências adequadas. As famílias que
abandonavam o campo e afluíam aos aglomerados industriais ficavam alojadas nos
espaços vazios disponíveis dentro dos bairros antigos, ou nas novas construções erigidas
na periferia, que rapidamente se multiplicaram formando bairros novos e extensos em
redor dos núcleos primitivos.
e)- As ciades na Actualidade (sec XIX e XX)

Na opinião de GOITIA (1992), o grande desenvolvimento das cidades e das formas de


vida urbana é um dos fenómenos que melhor caracteriza nossa civilização
contemporânea. A cidade não é um feito recente: é resultante de um processo histórico.
Ao longo deste século e do passado observa-se um aumento vertiginoso da migração da
população rural para as cidades. Tal fato tem modificado a distribuição da população
mundial.
Ainda segundo o autor, uma das grandes marcas desse século tem sido o “formidável
crescimento dos grandes centros urbanos, que não se verificava anteriormente porque o
avanço demográfico geral era muito mais lento e porque esse excedente demográfico
não era absorvido desproporcionadamente pelas grandes cidades”. Contudo, nas últimas
décadas, o ritmo de crescimento das cidades está sendo muito superior ao das
possibilidades de previsão das autoridades públicas, a sua capacidade de assimilar os
problemas e geralmente dos recursos disponíveis para proceder às reformas de grande
vulto que se fazem necessárias para criar novas estruturas eficazes.
Uma parte da população que chega às cidades é forçada a se distribuir nos locais mais
“miseráveis e abandonados, invadindo propriedades alheias ou zonas com condições
urbanas inadequadas. Isto deu lugar aos chamados bidonvilles das cidades francesas ou
argelinas, as chabolas (barracas de madeira) ou chabolismo espanhol, as famosas
favelas brasileiras, os ranchos venezuelanos, etc. Não há cidade em processo de
crescimento agressivo que não sofra destas manifestações patológicas”. (GOITIA,
1992).
Para ABIKO (1990), as reflexões incidentes sobre a situação habitacional nos grandes
centros urbanos mostram que as soluções mais significativas encontradas pela
população pauperizada para resolver seu problema imediato de falta de um "teto"
podem ser caracterizadas de acordo com os diferentes tipos de moradia actualmente
existentes, tais como os cortiços, as casas precárias de periferia, os barracos de favelas e
os sem-tetos.
Localizadas em sua maioria em ambientes degradados, clandestinos e sem infra-
estrutura, essas moradias constituem, segundo ABIKO e IMPARATO (1993),
assentamentos que distinguem um processo diferenciado de produção de cidades, com
características próprias de constituição, crescimento e mudança com o decorrer do
tempo.
Esses assentamentos são para alguns o lugar de onde começam a subir socialmente
enquanto que para outros será o último degrau de uma dolorosa decida na escala social.
Para GOITIA (1992), “os organismos oficiais, planificadores e urbanistas são lentos nas
previsões e ainda mais nas realizações. Enquanto delimitam as zonas convenientes e
planificam na sua base, preparando soluções para o crescimento, a realidade, com os
imperativos violentos, rompe pelos lugares mais imprevistos e incongruentes; e quando
as autoridades resolvem tê-los em conta, deparam com uma realidade ingrata e
volumosa, que modifica os dados de um problema que se projectava abordar
serenamente nos estiradores43 de desenhos. (...) A cidade vai-se transformando com um
crescimento que nem é ordenado por via técnica, nem pausado e orgânico por via
natural”.
Por conseguinte, esse crescimento urbano produz tanto problemas nos núcleos centrais,
quanto nas periferias das cidades que sofrem com a falta de acessos e de transporte
colectivo. Toda ordenação espacial é questionável se não existir uma adequada
acessibilidade, meios de transporte público eficazes e uma rede viária capaz e
inteligentemente planejada para atender toda a demanda necessária. (GOITIA, 1992)
A cidade moderna tem-se deixado levar em demasia pelas prioridades definidas pelo
tráfego. Para alguns, o tráfego é primordial e a sua solução deve orientar todas as outras
soluções urbanas. “Não faz sentido planificar com vista ao tráfego sem planificar ainda
mais profundamente com vista a outras necessidades humanas”. (GOITIA, 1992)
f) As principais funcoes da cidades

funcão:

-politica adminstrativa e financeira.


-industrial

-comercial

-cultural

-religiosa

-turistica e recreativa

g) A estrutura Urbana
Bibliografia

ABRAMO, P. (2003). A dinâmica do mercado informal de solo e a mobilidade


residencial dos pobres,
versão preliminar. Rio de Janeiro, UFRJ/IPPUR.
ALFONSIN, B. M. et al. (2002). Regularização da terra e da moradia: o que é e como
implementar? São
Paulo, Ins� tuto Polis.
BATISTA, N. F. B. e CACCIAMALI, M. C. (2009). Diferencial de salários entre
homens e mulheres segundo
a condição de migração. Revista Brasileira de Estudos de População, São Paulo, v. 26,
n. 1,
pp. 97-115.

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