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Manual Apf e Ipm

O documento é uma atualização do Manual de Inquérito Policial Militar (IPM) e Auto de Prisão em Flagrante (APF) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, com foco na formalização e procedimentos necessários para a instauração e condução de inquéritos. A apresentação detalha as atribuições das autoridades, a importância da documentação e as alterações nas práticas, visando a celeridade e a adequação às legislações vigentes. O material também inclui modelos de documentos e orientações para os envolvidos na atividade de polícia judiciária militar.

Enviado por

Felipe Alegre
Direitos autorais
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Manual Apf e Ipm

O documento é uma atualização do Manual de Inquérito Policial Militar (IPM) e Auto de Prisão em Flagrante (APF) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, com foco na formalização e procedimentos necessários para a instauração e condução de inquéritos. A apresentação detalha as atribuições das autoridades, a importância da documentação e as alterações nas práticas, visando a celeridade e a adequação às legislações vigentes. O material também inclui modelos de documentos e orientações para os envolvidos na atividade de polícia judiciária militar.

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Aj G – Bol da PM n.

º 190 - 28 DEZ 18 130

CORREGEDORIA INTERNA
Cel PM Marcio Vaz Lima

COMISSÃO INTERNA DE ATUALIZAÇÃO


Cel PM RR Luis Carlos Castanheira
Maj PM Renato Paulino Senna dos Santos
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Cap PM RR Claudio Alves da Silva


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Cap PM José Floriano dos Santos Filho
2º Sgt PM Carlos Antônio Machado
2º Sgt PM Emerson Marinho

COLABORAÇÃO
Dra. Allana Alves Costa Poubel - Promotora de Justiça
Dr. Paulo Roberto Mello Cunha Júnior - Promotor de Justiça
Dr. Décio Luiz Alonso Gomes - Promotor de Justiça

Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro


Corregedoria de Polícia Militar Coronel Francisco de Paula Araújo
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Rua Evaristo da Veiga, nº 78, Centro, Rio de Janeiro-RJ
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Tel.: 21-2333-2663/21-2333-2662

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ………………………………………………………………………......05
INTRODUÇÃO ……………………………………………………………………………...05
1. INQUÉRITO POLICIAL MILITAR …………………………………….…………….....06
1.1Delegação de autoridade para instauração do IPM …………………………………07
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1.2Impedimentos ………………………………………………………………....…....07
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1.3Nomeação de escrivão ………………………………………………………….…..07


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1.4Autuação …………………………………………………………………………....08
1.5Formação do inquérito ………………………………………………………….......08
1.6Sigilo do inquérito …………………………………………………………………..09
1.7Perícias e exames …………………………………………………………………...11
1.8Termo de declaração, depoimento e interrogatório ………………………...…...….13
1.9Indiciamento ………………………………………………………………………..15
1.10 Prazos ………………………………………………………………………….…...15
1.11 Análise preliminar de dados ………………………………………………………..16
1.12 Relatório e solução …………………………………………………………….…...16
1.13 Lei 9.296/96 e Lei 12.850/13 ……………………………………………………....17
2. Aspectos formais ……………………………………………………………………...…..17
2.1Capa …………………………………………………………………………….......17
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2.2Numeração ……………………………………………………………………….....18
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2.3Volumes ………………………………………………………………………….....18
2.4Apensos ………………………………………………………………………….....18
2.5Formatação ………………………………………………………………………....18
2.6Conclusão …………………………………………………………………………...19
2.7Despacho ………………………………………………………………………..…..19
2.8Certidão ………………………………………………………………………….….19
2.9Documentos expedidos …………………………………………………………......19
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2.10 Documentos recebidos …………………………………………………………......20


2.11 União da peças ………………………………………………………………...…...20
2.12 Sequência das peças …………………………………………………………….….20
3. Auto de Prisão em Flagrante …………………………………………………………..….21
3.1Termo de depoimento e interrogatório ……………………………………….....….21
3.2Comunicação imediata ………………………………………………………….......21
3.3Nota de culpa …………………………………………………………………….....22
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3.4Documentos expedidos ………………………………………………………….….23
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3.5Remessa dos autos ……………………………………………………………...…..23
ANEXO A …………………………………….……………………………………….……..24
ANEXO B ………………………………………………………………….………………...38
ANEXO C …………………………………………………………………………………....41
REFERÊNCIAS ………………………………………………………………...………...….46

APRESENTAÇÃO
A Comissão de estudos, nomeada pelo Corregedor Interno da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro,
através do Boletim da PM nº 035, de 08 de maio de 2018, recebeu como atribuição efetivar a atualização do Manual
de IPM e APF (M5).
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O estudo baseou-se na legislação, doutrina e jurisprudência pertinentes, apoiado pelo conhecimento empírico
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dos profissionais envolvidos, buscando adequação às orientações advindas das Promotorias de Justiça junto à
Auditoria de Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro, visando a celeridade dos ritos e prestígio do seu conteúdo
investigatório.
Nesta segunda edição são apresentados de forma ordenada os elementos fundamentais para a instauração, produção e
formalização do Inquérito, visando fornecer subsídios aos agentes participantes da atividade de polícia judiciária
militar. Nos anexos são apresentados os documentos na forma de modelos, baseados nas normas de redação
atualizadas.
Como principais alterações podemos citar a substituição de documentos do tipo Conclusão e Certidão por registros
na forma de carimbos e a dispensa da amarração cruzada como forma de junção das folhas dos autos.
Por fim, informamos ao leitor que o presente trabalho procurou apresentar de forma simplificada os atos essenciais,
rotineiramente praticados na confecção dos diversos IPM e APF, não possuindo a pretensão de esgotar nestas
páginas todas as possibilidades, questionamentos ou atualizações que possam surgir sobre o assunto. Desta forma,
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recomenda-se a utilização do material indicado na referência, sobretudo, nos casos omissos do presente manual.
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INTRODUÇÃO
“O Inquérito Policial Militar é a apuração sumária de fato, que, nos termos legais, configure crime militar, e de sua
autoria. Tem caráter de instrução provisória, cuja finalidade precípua é a de ministrar elementos necessários à
propositura da ação penal.” (BRASIL, 1969).
O Código de Processo Penal Militar (CPPM), criado através do Decreto-lei nº 1.002, de 21 de outubro de 1969, em
seu título III, apresenta os elementos norteadores para a instauração, formação, solução e, até mesmo, dispensa do
Inquérito Policial Militar (IPM). Apesar da admissibilidade de sua dispensa, o IPM, representa um valioso
instrumento do Direito Processual Penal, sobretudo, na preparação da possível ação penal a ser proposta.
Desta forma, torna-se evidente a importância de que os encarregados dos inquéritos reúnam os atributos do
conhecimento, habilidade e atitude acerca dos procedimentos de investigação, preparando a propositura da ação
penala ser realizada pelo Ministério Público.
Ao ser nomeado encarregado de IPM, o oficial não deve encarar a missão como um fardo, mas como uma
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oportunidade de apresentar um bom trabalho de elucidação de fato e autoria.


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Por sua vez, é de suma importância que o escrivão esteja familiarizado com todas as formalidades exigidas na
elaboração do inquérito, permitindo que o encarregado concentre seus esforços na reunião e análise dos dados
colhidos.

1. INQUÉRITO POLICIAL MILITAR


As autoridades responsáveis pelo exercício da polícia judiciária militar estão elencadas no Art. 7º do CPPM, que em
sua alínea “h” contempla os comandantes de força, unidade e navio. No âmbito da PMERJ o exercício da polícia
judiciária militar é atribuído ao Comandante Geral, aos demais comandantes, chefes, diretores e coordenadores de
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 132

OPM. Portanto, ao tomar conhecimento de fato que figure como crime militar no âmbito de sua jurisdição a
autoridade deve proceder imediatamente à instauração do inquérito.
O IPM pode ser iniciado pela própria autoridade cujo âmbito de jurisdição ou comando haja ocorridaa infração penal
ou por delegação de autoridade militar superior. Pode ser originada também, a partir de requisição do Ministério
Público ou a requerimento da parte ofendida.
As Sindicâncias realizadas em âmbito de jurisdição militar que resultem em indício de existência de infração penal
militar somente devem ser geradoras de inquérito caso necessitem de instrumentos próprios do IPM a fim de se
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constatar autoria e materialidade. Em todo o caso, o inquérito tem início a partir da portaria instaurada pela
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autoridade citada na alínea “h” do art. 7º do CPPM.
No entanto, o IPM pode ser dispensado nos casos de Auto de Prisão em Flagrante, soluções de Sindicância, Registro
Policial Militar ou qualquer outro documento ou prova material cujo fato e autoria já estejam elucidados, passando a
figurar como peça exordial para a propositura da ação penal pelo MP.

1.1DELEGAÇÃO DE AUTORIDADE PARA INSTAURAÇÃO DO IPM


Para fins de instauração de IPM, obedecidas as normas regulamentares de jurisdição, hierarquia e comando, a
delegação deve seguir conforme o § 2º do art. 7º do CPPM:
“Em se tratando de delegação para instauração de inquérito policial militar, deverá aquela recair em oficial de posto
superior ao do indiciado, seja este oficial da ativa, da reserva, remunerada ou não, ou reformado.”
A portaria de delegação é o documento pelo qual a autoridade determina a instauração do inquérito, concedendo ao
encarregado, para esta finalidade, pelo prazo de 40 (quarenta) dias, as atribuições de polícia judiciária militar. Deverá
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conter riqueza de detalhes, data, hora, local, tipo penal a ser investigado, descrição do fato com a participação dos
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outros envolvidos, objetivando a compreensão quanto a sua instauração e a linha de investigação que deverá ser
adotada, devendo seguir o modelo apresentado no anexo A.

1.2IMPEDIMENTOS
Nos casos em que, no curso do inquérito, oficial de posto superior ou mais antigo que o encarregado passar a figurar
como investigado pelos crimes nele apurados, este deverá declinar competência, restituindo os autos à autoridade
delegante. Não há impedimento para a realização de oitiva de oficial de posto superior ou mais antigo na qualidade
de testemunha.
Deve-se observar também o que prevê o Art. 142 do CPPM:
“Não se poderá opor suspeição ao encarregado do inquérito, mas deverá este declarar-se suspeito quando ocorrer
motivo legal, que lhe seja aplicável.”
Desta forma, uma eventual suspeição do encarregado não invalida o conjunto probatório reunido, tampouco a ação
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penal dele advindo.


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1.3NOMEAÇÃO DO ESCRIVÃO
Caso não tenha sido feita pela autoridade delegante, a nomeação do escrivão deverá ser realizada pelo
encarregado em ato seguinte ao recebimento de sua portaria. Segundo o art. 11 do CPP a designação deverá recair
em segundo ou primeiro tenente, se o indiciado for oficial, e em sargento ou subtenente, nos demais casos.
Parece claro que o objetivo do legislador neste artigo era dar maior importância à função de escrivão, excluindo a
possibilidade de ser atribuída aos militares com pouca experiência como os cabos e soldados.
Sendo assim, não se rejeita a admissibilidade de nomeação de oficiais intermediários e superiores como escrivães em
inquéritos de maior complexidade, sobretudo aqueles que envolvam oficiais de elevada patente.
A designação do escrivão deve ser oficiada à autoridade delegante para fins de ciência e publicidade.

1.4AUTUAÇÃO
O encarregado determinará a atuação dos documentos exordiais em seu primeiro despacho. Não haverá necessidade
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de aposição dos despachos do tipo “AUTUE-SE” nas folhas dos documentos juntados.
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De posse dos autos o escrivão fará a autuação das peças que lhe foram entregues. Ao atuá-las o escrivão deverá citar
a numeração das folhas que estão sendo autuadas.
O documento que constituirá a capa do IPM inicia-se com os dados do encarregado e do escrivão, sendo seguido pela
indicação da origem do procedimento, do tipo penal investigado, do indiciado, caso já esteja claramente identificado,
ou simplesmente investigado caso contrário, e do ofendido.

1.5 FORMAÇÃO DO INQUÉRITO


Conforme o previsto no art. 12 do CPPM:
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“Logo que tiver conhecimento da prática de infração penal militar, verificável na ocasião, a autoridade a que se
refere o § 2º do art. 10 deverá, se possível:
a) dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e a situação das coisas, enquanto necessá-
rio; (Vide Lei nº 6.174, de 1974)
b) apreender os instrumentos e todos os objetos que tenham relação com o fato;
c) efetuar a prisão do infrator, observado o dispositivo no art. 244;
d) colher todas as provas que sirvam para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias.
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Segue o art. 13 do CPPM:


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O encarregado do inquérito deverá, para formação deste:
Atribuição do seu encarregado
a) tomar as medidas previstas no art. 12, se ainda não o tiverem sido;
b) ouvir o ofendido;
c) ouvir o indiciado;
d) ouvir testemunhas;
e) proceder a reconhecimento de pessoas e coisas, e acareações;
f) determinar, se for o caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outros exames e pe-
rícias;
g) determinar a avaliação e identificação da coisa subtraída, desviada, destruída ou danificada, oi da qual
houve indébita apropriação;
h) proceder a buscas e apreensões, nos termos dos art. 172 a 184 e 185 a 189;
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i) tomar as medidas necessárias destinadas à proteção de testemunhas, peritos ou do ofendido, quando
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coactos ou ameaçados de coação que lhes tolha a liberdade de depor, ou a independência para a reali-
zação de perícias ou exames.”
Além das medidas previstas no CPPM, o encarregado e seu escrivão deverão inserir nos autos, sempre que possível:
a) Cópia do Registro Policial Militar ou Registro de Ocorrência referente ao fato;
b) Cópia da escala de serviço e ordem de operações;
c) Cópia do controle de armamentos da RUMB;
d) Cópia do controle de circulação de viaturas;
e) Posicionamento GPS das guarnições envolvidas.

Entende-se que os procedimentos elencados representam algumas medidas que devem ser adotadas pelo
encarregado no curso do inquérito. Não devem, porém, ser compreendidos como absolutos ou obrigatórios em sua
plenitude, tampouco, sequenciais. O investigador deve ter em mente que os resultados obtidos ao final de cada
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inquérito serão tão mais robustos quanto forem reunidas e apreciadas em detalhes as provas.
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1.6SIGILO DO INQUÉRITO
“O inquérito é sigiloso, mas seu encarregado pode permitir que dele tome conhecimento o advogado do indiciado.”
Assim está definido no art. 16 do CPPM.
O caráter sigiloso do inquérito deve ser entendido como forma de proteção a dois interesses distintos: a eficácia das
investigações e a preservação da imagem do investigado.
No que se refere ao primeiro objeto parece óbvio que ao ser revelada a linha investigativa a ser adotada e os meios
de obtenção de provas, principalmente na fase inicial do inquérito, a eficácia da investigação corre grande risco de
ser afetada por ações advindas do próprio investigado, com o intuito de ocultar ou alterar a verdade dos fatos. É por
esta razão que o encarregado deve, sempre que possível, iniciar seus trabalhos através da reunião das provas
documentais, deixando para um segundo momento a oitiva do ofendido, das testemunhas e do investigado.
Necessário observar o que trata a Súmula Vinculante nº 14:
“É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já
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documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam
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respeito ao exercício do direito de defesa.”


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Já a Lei 13.245/16, que alterou a Lei 8.906/94 - Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil:
“Art. 7º
XIV - “examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de
flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade,
podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital;
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 134

XXI - assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de nulidade absoluta do
respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os elementos investigatórios e probatórios
dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração:
a) apresentar razões e quesitos; [...]
§10. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício dos direitos de que trata o
inciso XIV.
§11. No caso previsto no inciso XIV, a autoridade competente poderá delimitar o acesso do advogado aos
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elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não documentados nos autos, quando houver
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risco de comprometimento da eficiência, da eficácia ou da finalidade das diligências.
§12. A inobservância aos direitos estabelecidos no inciso XIV, o fornecimento incompleto de autos ou o
fornecimento de autos em que houve a retirada de peças já incluídas no caderno investigativo implicará
responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade do responsável que impedir o acesso do advogado
com o intuito de prejudicar o exercício da defesa, sem prejuízo do direito subjetivo do advogado requerer acesso
aos autos ao juiz competente.”
Portanto, qualquer advogado, independente de procuração, poderá ter acesso, a qualquer momento, aos autos do
IPM, podendo deles extrair cópia. Para isso, é necessário que o mesmo requeira junto à autoridade instauradora, a
fim de ser atendido no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis.
Não serão fornecidas cópias dos depoimentos às testemunhas, ofendido ou ao próprio investigado, a não ser por
intermédio de advogado.
Obviamente que tal acesso se restringe aos documentos já produzidos e inseridos nos autos. Medidas cautelares,
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realizadas em caráter sigiloso, deverão ser autuadas em apartado, nos Apensos Sigilosos e assim conduzidas até que
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seus objetivos elucidativos sejam alcançados. Assim é o entendimento do Supremo Tribunal Federal:
“A decisão referida reconhece o direito de acesso aos autos, ressalvando, porém as medidas cuja vista possa
acarretar sua ineficiência, como interceptação telefônica (STJ, Rel 2441/SP, Fischer, 3ª S., u., 27.06.07), busca e
apreensão, sequestro de bens (STJ, RMS 18673/PR, Dipp, 5ª T., u., 16.05.05; TRF4, AGMS 20040401000113-
4qPR, Paulo Afonso, TE, u., 21.04.04), e prisão(...)
Também com fins de preservação da segurança de testemunha que teme represálias, cabível é a reserva quanto à
sua qualificação, a ser divulgada apenas ao magistrado, membro do MP e advogado (STJ, HC 51202/SP, Laurita
Vaz, 5ª Tu., u., 3.8.06)”
A divulgação de parte ou todo conteúdo do IPM em andamento, contrariando o interesse da administração militar
constitui crime, previsto no Art. 326 do CPM:
“Revelar fato de que tem ciência em razão de cargo ou função e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a
revelação, em prejuízo da administração militar.”
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Portanto, todos os funcionários públicos que, em razão da função ou cargo, tiverem acesso aos autos do inquérito,
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em andamento ou arquivado, assumem o compromisso de manter seu sigilo, tornando desnecessária a lavratura do
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termo de compromisso de escrivão.

1.7PERÍCIAS E EXAMES
O Boletim da PMERJ nº 122, de 06 de julho de 2016, esclarece que os encarregados de inquéritos poderão dispor
da perícia médico legal vinculada à Corregedoria para a elaboração do competente Boletim de Atendimento
Médico Pericial da PMERJ (BAMPPMERJ).

Para tal deverão ser adotados os seguintes procedimentos:


a) Agendamento de perícia através do telefone 2725-9185 ou do email periciamedica@[Link] .
b) Apresentação do periciando no dia e horário agendado através de Circular Interna, conforme modelo
do anexo B.
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A Nota de Instrução nº 003/2008, publicada no Bol PM 186 de 03 de novembro de 2008 regula os


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procedimentos a serem adotados pela Corporação quanto ao fiel cumprimento das normas legais pertinentes à
solicitação de Exames Periciais de natureza castrense ao Centro de Criminalística da PMERJ (CCRim). Neste
manual abordaremos alguns pontos da NI, porém recomenda-se que sua leitura seja realizada na íntegra.
a) Acionamento para local de infração penal de natureza castrense que exija a imediata presença do peri-
to militar:
Deverá solicitar ao chefe do CCrim o deslocamento da equipe de peritos, ratificando a solicitação através de CI,
no prazo de até cinco dias úteis, a contar do acionamento. O documento deverá conter o tipo de exame
solicitado e os quesitos a serem respondidos, conforme os artigos 316 e 317 do CPPM. Deverá ainda observar o
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 135

fiel cumprimento da NI nº 006/98(republicada no Bol PM no 062, de 02ABR2001), no que se refere ao


isolamento e preservação do local de infração penal, considerando ainda o disposto no art. 339 do CPPM: “é
responsabilidade da autoridade solicitante a preservação do estado das coisas até a chegada dos peritos”,
havendo mesma previsão no art. 169 do CPP.
b) Acionamento para Exames periciais que não necessitem da presença imediata do perito militar:
Deverá solicitar ao chefe do CCrim, através de CI, a nomeação de dois (dois) oficiais peritos militares para
atuarem no exame solicitado.
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Os presidentes de APF e os encarregados de procedimentos apuratórios deverão atentar para a contagem do


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prazo de 05 (cinco) e 10 (dez) dias úteis, respectivamente, para o encaminhamento da CI no qual fará constar os
quesitos a serem respondidos pelos Peritos Militares no Laudo Pericial a ser realizado. Tal medida visa não
somente o controle dos exames realizados, mas a celeridade na elucidação dos fatos investigados de interesse da
autoridade solicitante e a diminuição de custos a Corporação, pois evitará a realização de Laudo Pericial
derivado de mera solicitação verbal (via telefone) no dia da ocorrência e que ao ser concluído, deixa de ser
retirado do CCrim pela OPM solicitante, a qual nem sempre, dá andamento a investigação subjetiva através da
instauração do devido procedimento administrativo.
Quando ocorre o caso exemplificado anteriormente (devida instauração de procedimento apuratório e falta de
ratificação por CI do exame pericial realizado, pela autoridade solicitante), ao receber o Laudo Pericial períodos
após a solicitação do exame, o solicitante passa a suscitar dúvidas que já poderiam ter sido sanadas se, a priori,
tivesse sido quesitadas perguntas de interesse do mesmo, ensejando no retorno do expediente ao CCrim para
realização de novos exames;
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A ausência de quesitações pode inclusive propiciar a ocorrência de Laudos Periciais inconclusos ou meramente
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descritivos, os quais terão ínfimo valor aos encarregados da investigação subjetiva;
Por consequência, findos os prazos citados, não havendo envio de documento próprio por encarregado de
procedimento apuratório, ratificando as solicitações de exame pericial, tal fato será informado ao Corregedor
Interno da Corporação para as medidas cabíveis e os Laudos Periciais serão automaticamente cancelados;
Destarte, a entrega das peças técnicas elaboradas pelo CCrim ficará condicionada ao envio de documento de
solicitação de exame pericial pelo solicitante, que receberá, conclusa a peça técnica, uma CI de comunicação de
conclusão de laudo.

1.8 TERMO DE DEPOIMENTO, DECLARAÇÃO E INTERROGATÓRIO


No IPM o Termo de Depoimento é destinado às testemunhas que prestarão o compromisso de dizer a verdade
sobre o que souber ou lhe for perguntado. O CPPM disciplina da seguinte forma:
Art. 351. Qualquer pessoa poderá ser testemunha.
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Art. 352. A testemunha deve declarar seu nome, idade, estado civil, residência, profissão e lugar onde exerce
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atividade, se é parente, e em que grau, do acusado e do ofendido, quais as suas relações com qualquer deles, e
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relatar o que sabe ou tem razão de saber, a respeito do fato delituoso narrado na denúncia e circunstâncias que
com o mesmo tenham pertinência (...)
Além dos dados de qualificação previstos no artigo acima, a testemunha deverá declarar sua filiação e CPF.
Art. 353. As testemunhas serão inquiridas cada uma de per si, de modo que uma não possa ouvir o depoimento
da outra.
Art. 354. A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor. Excetuam-se o ascendente, o descendente,
o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, e o irmão de acusado, bem como pessoa que, com ele,
tenha vínculo de adoção, salvo quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato
e de suas circunstâncias.
Desta forma, doentes e deficientes mentais, menores de quatorze anos, o ascendente, o descendente, o afim em
linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, e o irmão de investigado, bem como pessoa que, com ele, tenha
vínculo de adoção, além do próprio investigado se ouvido antes de seu interrogatório, deixarão de prestar o
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compromisso de dizer a verdade, devendo ser ouvidas em Termo de Declaração.


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Visando atender ao princípio da oportunidade, em certos casos, pode-se admitir que a tomada de
depoimentos/declarações seja substituída pelo termo de diligência, onde o encarregado fará registrar todos os
dados reunidos acerca dos fatos, bem como os detalhes sobre a sua forma de obtenção.
O Interrogatório, geralmente realizado na fase final do inquérito, será precedido do ato de indiciamento. A
requisição do indiciado deverá ser encaminhada com prazo mínimo de 05 (cinco) dias úteis, contendo em seu
texto a informação da qualidade de indiciado.
Antes de iniciá-lo, o encarregado informará ao indiciado que, embora não esteja obrigado a responder às
perguntas que lhe forem formuladas, o seu silêncio, mesmo não importando em confissão, poderá resultar em
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 136

prejuízo da própria defesa. As perguntas não respondidas deverão ser consignadas, bem como as razões que
forem invocadas para não fazê-lo.
No termo de interrogatório deverão constar, além dos itens previstos no Art. 306 do CPPM, unidade de lotação e
função exercida à época dos fatos, e se já respondeu a qualquer procedimento apuratório sobre fato semelhante.
Os registros dos diversos termos podem ser realizados através da formal transcrição de seus relatos ou mediante
a gravação em vídeo, previamente informada e consentida pelo interrogado/testemunha.
Na mesma linha de raciocínio surge a possibilidade da realização de oitiva através de videoconferência ou outro
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5

recurso similar de testemunhas que estejam residindo em cidade distinta da sede onde se realiza o inquérito
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policial militar. Tal procedimento visa dar maior celeridade e economia ao ato, em crescente substituição às
cartas precatórias e rogatórias.
Importante ressaltar que, apesar de recomendável sua inclusão, a ausência de declarações do indiciado não
invalida o inquérito como peça de informação, sobretudo, quando a materialidade delitiva estiver devidamente
comprovada através de outros dados reunidos e analisados no curso do investigatório. Por outro lado, o
interrogatório representa tambéma possibilidade de apresentação dos argumentos de defesa para eventuais
residuais administrativos disciplinares, tornando dispensável a extração de Documento de Razão de Defesa e
antecipando a solução deste mérito já na solução do IPM.
Os termos de depoimento, declarações e interrogatório serão inseridos nos autos principais sem a necessidade de
Termo de Juntada.

1.9INDICIAMENTO
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Trata-se de ato formal pelo qual o encarregado do inquérito declara sua convicção de autoria do fato delituoso
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investigado. Para tanto, após reunidas as provas necessárias, deve-se passar por uma análise de autoria,
materialidade e circunstâncias.
O indiciamento ocorrerá através de despacho da autoridade delegada, na qual apresentará seus elementos de
convicção, formados pelo conjunto probatório reunido ao longo do IPM, extraindo-se cópia ao indiciado para o
exercício de sua defesa.
Deve-se considerar, para o efetivo indiciamento, a existência ou não do crime. Desta forma, havendo excludente
de ilicitude, não haverá crime e, portanto, deverá a autoridade optar pelo não indiciamento.

1.10PRAZOS
O prazo inicial para conclusão do IPM é de 20 (vinte) dias, estando o indiciado preso e de 40 (quarenta dias)
caso o mesmo esteja em liberdade ou ainda não identificado.
A primeira prorrogação será de no máximo 20 (vinte) dias e deverá ser encaminhada à autoridade delegante.
6

Tanto a solicitação quanto seu resultado deverão ser informados à Corregedoria para fins de controle.
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As demais prorrogações deverão ser encaminhadas, juntamente com os autos originais, à apreciação da
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Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar. Tanto a solicitação quanto seu resultado deverão ser
informados à Corregedoria para fins de controle.

1.11ANÁLISE PRELIMINAR DE DADOS


Visando a preservação e melhor compreensão dos dados reunidos, o encarregado deverá realizar análises
preliminares ao longo do inquérito.
Por diversas vezes encontramos nos relatórios finais a simples menção a trechos de áudio e vídeo contidos em
mídias inseridas nos autos, prejudicando sobremaneira a posterior consulta e arquivamento. O fato se agrava
quandoessas mídias sofrem danos após manuseio ou transporte, inviabilizando o acesso ao seu conteúdo.
Assim, é de fundamental importância a transcrição do conteúdo considerado pertinente e relevante para
elucidação dos fatos, podendo-se utilizar dos diversos recursos disponíveis para o print, zoom e destaque de
imagens.
6

O uso de gráficos e tabelas são altamente recomendáveis como forma de facilitar a visualização dos números e a
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identificação de padrões.
Não há como desconsiderar a contribuição que a qualificação técnica, a experiência profissional, o nível cultural
e o empenho da autoridade policial trará para o resultado final do inquérito, ao realizar suas análises à medida
que os dados forem sendo reunidos no curso do apuratório.

1.12 RELATÓRIO FINAL E SOLUÇÃO


Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 137

No relatório final o encarregado apresentará a descrição sucinta dos fatos que originaram o IPM, as providências
adotadas com a referência aos “Apensos”, a síntese das investigações e sua parte conclusiva. Deve-se evitar a
produção de textos enfadonhos, prolixos e abster-se da transcrição de depoimentos e diligências.
A parte conclusiva do relatório deverá conter a interpretação técnico-jurídica de seu presidente, apresentando a
descrição dos tipos penais cuja investigação preliminar venha a apontar os indícios, ratificando ou não o juízo
formulado pela autoridade delegante quando da instauração do inquérito. A identificação dos possíveis autores
também servirá como confirmação do eventualindiciamento anteriormente realizado.
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5

Os indícios de autoria e materialidade não excluem a incidência de transgressão disciplinar, que deverá constar
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no relatório do encarregado. Da mesma forma, a identificação de outros crimes no curso do IPM, mas que, no
entanto, não tenham sido objeto daquela apuração deverão ser mencionados para fins de apuração em
procedimento distinto.
A solução será dada pela autoridade delegante, homologando ou discordando da conclusão do encarregado,
através de publicação em boletim e posterior remessa dos autos à PJ/AJMERJ.

1.13LEI 9.296/96 e LEI 12.850/13


Dadas as suas peculiaridades, os inquéritos que envolvam a necessidade de interceptação das comunicações
telefônicas, de informática ou telemática, ou ainda aqueles contemplados pela lei das organizações criminosas
deverão ser presididos por oficiais lotados na Corregedoria ou suas unidades subordinadas.

2. ASPECTOS FORMAIS
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6
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O IPM inicia sua formação nas mãos do encarregado e seu escrivão. No entanto, seus autos passarão pelo
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manuseio de diversos outros atores durante sua confecção, solução, utilização pela defesa do indiciado, MP,
Judiciário até seu arquivamento.
Assim como o excesso de formalidades pode ser prejudicial ao conteúdo investigatório, a ausência de padrões
mínimos de uniformidade não trará qualquer benefício ao objeto principal de sua existência, a formação de uma
peça de informação confiável, com significado e bem apresentada.

2.1CAPA
A capa deverá ser a própria autuação realizada pelo escrivão, numerada como folha 01 (Apêndice A). Poderá ser
confeccionado em papel do tipo cartão ou nele afixado em folha do tipo A4. Para preservação de sua integridade
é admitido a aplicação depapel adesivo transparente sobre sua superfície.
As contracapas não serão numeradas, servindo apenas como proteção da última folha de cada volume.
As capas de outros procedimentos que venham a ser inseridos nos autos deverão ser substituídas por suas cópias
6

ou simplesmente retiradas, caso não haja prejuízo para o conteúdo probatório.


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2.2NUMERAÇÃO
Todas as folhas deverão ser numeradas de forma sequencial, junto com o carimbo e a rubrica do escrivão no
quadrante superior direito.
O verso das folhas que forem utilizadas receberão a numeração de sua frente acrescidos do letra “v”, além do
carimbo e da rubrica do escrivão no quadrante superior esquerdo.
Não se fará a inutilização do verso das folhas em branco.

2.3VOLUMES
Recomenda-se a abertura de novo volume a cada vez que forem atingidas 200 (duzentas) folhas do volume
anterior.
O Termo de Abertura de Volume constituirá a primeira folha e capa do novo volume, seguindo a sequência
numérica do volume anterior.
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6
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A fim de não haver prejuízos a sequência lógica da leitura das peças, pode-se utilizar um desvio de 10 (dez) a 15
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(quinze) folhas para abertura de novo volume, caso necessário.

2.4APENSOS
Constituir-se-ão em autos apartados, com numeração e volumes independentes nos quais serão inseridos os
documentos que não interessarem diretamente à investigação ou sem valor probatório.
São exemplos de documentos que deverão compor o Apenso, os documentos expedidos, os ofícios de
apresentação, reportagens, pesquisas em SISPES, INFOSEG, Portal da Segurança, etc
O Termo de Apensação constituirá a folha de número 01 (um) e capa do Apenso.
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 138

Capa, numeração e volumes dos Apensos seguirão conforme as orientações contidas nos números 2.1, 2.2e 2.3.

2.5FORMATAÇÃO
Os autos serão constituídos por folhas brancas no formato A4 (21 cm x 29,7 cm). O texto deverá ter
espaçamento entre linhas de 1,5 cm e ser digitado em Arial ou Times New Roman, tamanho 12. As margens
direita e superior serão de 3 cm e as margens esquerda e inferior de 2 cm.
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5
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2.6CONCLUSÃO
Toda vez que os autos forem ao encarregado do inquérito o escrivão fará sua Conclusão na forma de carimbo
no verso da última folha dos autos principais, juntando a ela seu carimbo e rubrica.

Faço concluso os presentes


autos ao senhor encarregado do
inquérito.

______/______/______
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2.7DESPACHO
Os despachos serão realizados pelo encarregado em folha própria, que deverá seguir nos autos principais.
Aqueles que se destinarem às medidas sigilosas serão inseridos em Apensos Sigilosos.

2.8CERTIDÃO
Após cumprir o contido no despacho o escrivão dará Certidão do ato sob a forma de carimbo no verso da
folha, juntando a ela seu carimbo e rubrica.

Certifico o cumprimento do
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despacho de fl. _______, através do


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documento de nº:
______________________________
__.
______/______/______

A Certidão poderá ser lavrada em folha própria caso o escrivão não tenha obtido sucesso no cumprimento do
despacho. Neste caso deverá registrar o motivo do não cumprimento.

2.9DOCUMENTOS EXPEDIDOS
6

6
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50

50

Os documentos expedidos serão inseridos nos Apensos. Exceto as solicitações de prorrogação de prazo e a
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remessa dos autos que deverão seguir no bojo do inquérito. Nenhum documento será preso ou grampeado nas
capas ou contracapas.

2.10DOCUMENTOS RECEBIDOS
Os documentos recebidos em atendimento à requisição do encarregado e que tenham relevância para a
investigação serão inseridos nos autos principais após o Termo de Juntada. Todos os demais deverão ser
inseridos nos Apensos.
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 139

2.11UNIÃO DAS PEÇAS


As folhas processuais deverão ser unidas em colchetes, grampos trilho ou plásticos, com quatro furos, sendo
vedada a união com espirais ou cola. Os volumes e Apensos serão unidos por amarração simples entre os
grampos, através de barbantes com cerca de 10 cm de comprimento.
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6
2.12SEQUÊNCIA DAS PEÇAS

50

50
5

Os autos principais seguirão a seguinte sequência:


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Fls. Documento

01 Autuação (Capa)

02 Despacho de autuação

03 Cópia da publicação de nomeação do escrivão


6

6
04 Portaria de instauração (Delegação)
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05 a Demais peças exordiais
X

Xv Conclusão

X+1 Despacho

(X+1 Certidão
)v
6

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... As demais peças seguem a mesma sequência lógica.

Y Relatório

Y+1 CI de remessa (Última folha dos autos)

Y+2 Solução

3. AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE


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Conforme disciplina o CPPM em seu Art. 244, considera-se em flagrante delito aquele que:
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a) está cometendo crime;


b) acaba de cometê-lo;
c) é perseguido logo após o fato delituoso em situação que faça acreditar ser ele o seu autor;
d) é encontrado, logo depois, com instrumentos, objetos, material ou papéis que façam presumir a sua
participação no fato delituoso.
Infração permanente
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 140

Parágrafo único. Nas infrações permanentes, considera-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a
permanência.

Ao tomar conhecimento da cometimento do delito, sendo a ele apresentado seu autor, o militar que presidir o
APF fará imediatamente a designação do escrivão.
Após ouvir o condutor, as testemunhas e o indiciado, a autoridade policial decidirá sobre o recolhimento à
prisão, de tudo lavrando auto a ser encaminhado à AJMERJ.
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5

A confecção do Auto de Prisão em Flagrante (APF) seguirá, no que couber, os mesmos ritos do IPM.
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3.1 TERMO DE DEPOIMENTO E INTERROGATÓRIO
Os termos que irão compor o APF poderão ser tomados em apartados, sobretudo se observada necessidade de
adoção de medidas previstas no Art. 13 do CPP:
“i) tomar as medidas necessárias destinadas à proteção de testemunhas, peritos e do ofendido, quando coactos
ou ameaçados de coação que lhes tolha a liberdade de depor, ou a independência para a realização de perícias ou
exames.”

3.2 COMUNICAÇÃO IMEDIATA


O APF deverá ser confeccionado em duas vias e imediatamente encaminhado a AJMERJ, sendo composto pelos
seguintes documentos:
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6
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Fls. Documento
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01 Autuação (Capa)

02 Portaria do presidente do APF

03 a Auto de Prisão em Flagrante


X

X+1 Conclusão
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X+2 Despacho

X+3 Certidão

X+4 Nota de culpa

X+5 Ofício de remessa (Última folha dos autos)

Assim como no IPM, a conclusão e a certidão poderão ser realizadas sob a forma de carimbo no verso da folha.
Da documentação acima mencionada se fará cópia e remessa às seguintes autoridades:
6

a) Promotoria de Justiça/AJMERJ
50

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b) Defensoria Pública/AJMERJ
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c) Corregedoria PMERJ
d) Unidade Prisional PMERJ
e) OPM do preso

3.3NOTA DE CULPA
Uma terceira via será fornecida ao preso. Caso o indiciado se recuse a passar recibo da mesma, as três vias
deverão ser assinadas por duas testemunhas.
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 141

3.4DOCUMENTOS EXPEDIDOS
N TIP ASSUNTO DESTINO
º O
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0 Of Comunicação de APF AJMERJ
5
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1

0 Of Comunicação de APF Ministério Público


2

0 Of Comunicação de APF Defensoria Pública


3

0 CI Comunicação de APF Corregedoria PMERJ


6

6
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4
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0 CI Comunicação de APF e solicitação de documentação OPM do indiciado
5

0 CI Apresentação de indiciado para condução Escolta


6

0 CI Apresentação de indiciado para exame de saúde HCPM


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0 CI Apresentação de indiciado para recolhimento UP/PMERJ


8

0 GR Guia de recolhimento de preso UP/PMERJ


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3.5REMESSA DOS AUTOS


Em até 05 (cinco) dias úteis serão juntados aos documentos iniciais todos os documentos expedidos, recebidos e
o relatório final, fazendo remessa de todo o conteúdo à AJMERJ.
6

6
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ANEXO A
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PRINCIPAIS DOCUMENTOS INSERIDOS NOS AUTOS

FOLHA 01 - AUTUAÇÃO/CAPA
06 Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 142

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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

INQÉRITO POLICIAL MILITAR Nº ______________________

FATO: Art. 209 do CPM - Lesão Corporal


INVESTIGADOS: Policiais Militares do XXº BPM
OFENDIDO: Túlio Inocêncio Júnior
ENCARREGADO: Posto, RG e nome
ESCRIVÃO: Posto/graduação, RG e nome
6

6
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AUTUAÇÃO
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80

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Aos ______ dias do mês de __________ do ano de ______________, nesta Cidade do Rio de Janeiro, no XXº
Batalhão de Polícia Militar, autuo os documentos de folhas 02 a _____, que a este junto, após terem sido entregues
pelo encarregado do presente Inquérito Policial Militar. Eu, (GRADUAÇÃO E NOME DO ESCRIVÃO), servindo de
escrivão, escrevi e subscrevo.
Nome completo e posto/graduação
Escrivão
Id. XXXXXXXX
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FOLHA 02 - DESPACHO
06 Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 143

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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

DESPACHO

Autue-se o presente despacho e os documentos que adiante se vêem de folhas 03 a ________. Providencie o
senhor escrivão.
6

6
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Quartel em ______ de ________ de __________.
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Nome completo e posto
Encarregado
ID XXXXXXXXX

FOLHA 03 - NOMEAÇÃO DO ESCRIVÃO


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06 Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 144

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5
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BDRI Nº _______, DE ___(DIA), ________ (MÊS), ________(ANO)

XX - NOMEAÇÃO DE ESCRIVÃO
6

6
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Participou o Cap PM RG _________, que designou o SubTen _________, do XX BPM, para
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80

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funcionar como escrivão do IPM XXXXXXXX, da qual é encarregado.
6

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FOLHA 04 - PORTARIA
6

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06 Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 145

6
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5
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80
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

Quartel, DIA MÊS ANO.


Prazo: 40 dias.
6

6
50

50

50
Portaria (Inquérito Policial Militar): De: Comandante do XXº BPM.
80

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80
NUMERAÇÃO DA PORTARIA Para: POSTO PM RG XXXXX NOME
Assunto: Instauração de IPM
Anexos: DOCUMENTOS EXORDIAIS

Tendo chegado ao meu conhecimento a possível ocorrência do Art. 209 do Código Penal Militar em consequência de
disparo de arma de fogo, em tese, efetuado por policiais militares do XXº BPM no curso de operação policial militar
realizada às ______ (hora do fato) do dia _______( data do fato), no ___________ (descrição do local), vindo a atingir
6

6
50

50

50

a perna direita do nacional Túlio Inocêncio Júnior, determino que seja apurado por meio de INQUÉRITO POLICIAL
80

80

80

MILITAR, delegando-vos, para este fim, as atribuições que me competem.

NOME DA AUTORIDADE DELEGANTE


Coronel PM Comandante
Id. XXXXXXXX

TERMO DE DEPOIMENTO
6

6
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50
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80

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 146

TERMO DE DEPOIMENTO

Às ___ horas do dia ____ do mês de ________ do ano de _______, na sede do XXº BPM, dando prosseguimento ao
IPM de nº _______, compareceu a fim de ser ouvido a respeito dos fatos, na qualidade de ofendido, o senhor Túlio
Inocêncio Júnior, 39 anos, casado, CPF _______, filho de _____________ e de ______________, residente à Rua
06

6
_________, mecânico de automóveis na oficina localizada à Rua ___________. Após prestar o compromisso de dizer a

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5

verdade DISSE QUE _________; QUE __________ e QUE __________. PERGUNTADO __________, DISSE QUE _______.
80

80

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E como nada mais disse nem lhe foi perguntado, determinou o encarregado do inquérito o encerramento deste
depoimento às _____h.
Eu, _____________, servindo de escrivão, lavro o presente termo que, depois de lido e achado conforme, segue
assinado por mim, pelo senhor encarregado e pela testemunha.

Nome completo e posto


Id
Encarregado
6

6
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50
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Túlio Inocêncio Júnior
CPF
Testemunha

Nome completo e graduação


Id
6

Escrivão
50

50

50
80

80

80

JUNTADA

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
6

6
50

50

50

XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR


80

80

80

JUNTADA

Ao ________ dias do mês de ________ do ano de _________, faço juntada dos documentos que adiante se vêem de
folhas _________________________.
Eu, _____________, servindo de escrivão, lavro o presente termo.
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 147

Nome completo e graduação


Id
Escrivão
06

6
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5
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DESPACHO DE INDICIAMENTO

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


6

6
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
50

50

50
80

80

80
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

DESPACHO

Este encarregado, após análise preliminar dos depoimentos, corroborados pelos exames e perícias constantes nos
autos deste inquérito, na qual indicam a autoria do disparo de arma de fogo que veio atingir o nacional Túlio Inocêncio
Júnior na operação policial objeto da presente investigação, passa a considerar como indiciado o seguinte policial
militar:

POSTO/GRADUAÇÃO, RG E NOME COMPLETO


6

Seja informado ao comando do XXº BPM, a fim de que o indiciado tome ciência e lhe seja oportunizada a defesa.
50

50

50

Providencie o senhor escrivão.


80

80

80

Quartel em ______ de ________ de __________.

Nome completo e posto


Encarregado
ID XXXXXXXXX
6

6
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Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 148

TERMO DE INTERROGATÓRIO
06

6
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5
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80

80
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

TERMO DE INTERROGATÓRIO

Às ___ horas do dia ____ do mês de ________ do ano de _______, na sede do XXº BPM, dando prosseguimento ao
IPM de nº _______, compareceu a fim de ser inquirido a respeito dos fatos, na qualidade de indiciado,
6

6
50

50

50
Posto/graduação, RG, nome completo, ___ anos, casado, CPF _______, filho de _____________ e de ______________,
80

80

80
residente à Rua _________, lotado no XXº BPM. Após ser informado de que, embora não esteja obrigado a responder
às perguntas que lhe forem formuladas, o seu silêncio, mesmo não importando em confissão, poderá resultar em
prejuízo da própria defesa, DISSE QUE _________; QUE __________ e QUE __________. PERGUNTADO __________,
DISSE QUE _______. E como nada mais disse nem lhe foi perguntado, determinou o encarregado do inquérito o
encerramento deste depoimento às _____h.
Eu, _____________, servindo de escrivão, lavro o presente termo que, depois de lido e achado conforme, segue
assinado por mim, pelo senhor encarregado e pela testemunha.

Nome completo e posto


Id
Encarregado
6

6
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50

50
80

80

80

Nome completo e posto


Id
Indiciado
Nome completo e graduação
Id
Escrivão
6

6
50

50

50
80

80

80
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 149

PRORROGAÇÃO DE PRAZO AO MP
06

6
50

50
5
80

80

80
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR
6

6
50

50

50
80

80

80
[Link] Nº______________ Rio de Janeiro, _____________________.

Exmo.
Promotor de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar
Avenida Marechal Câmara, 350/ 10º andar – Centro/RJ.

Este oficial, encarregado do Inquérito Policial Militar nº _________________, tendo em vista necessidade de
aprofundamento nas investigações sobre os fatos constantes nos autos, solicita a vossa excelência, 60 dias de
6

6
50

50

50

prorrogação de prazo.
80

80

80

Cordialmente,

Nome completo e posto


Id
Encarregado
6

6
50

50

50
80

80

80
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 150

RELATÓRIO
06

6
50

50
5
80

80

80
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

RELATÓRIO
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DA ORIGEM
O presente Inquérito Policial Militar foi instaurado pelo senhor coronel comandante do XXº BPM, com o escopo de
apurar a possível ocorrência do Art. 209 do Código Penal Militar em consequência de disparo de arma de fogo, em
tese, efetuado por policiais militares do XXº BPM no curso de operação policial militar realizada às ______ (hora do
fato) do dia _______( data do fato), no ___________ (descrição do local), vindo a atingir a perna direita do nacional
Túlio Inocêncio Júnior.

DAS PROVIDÊNCIAS
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Documentos reunidos:
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● Cópia da escala de serviço do dia ______ (fls. _____)


● Cópia da Ordem de Operações nº ________ (fls. _____)
● Cópia do LPD da RUMB _________ (fls. _____)
● Cópia do BAM _________ (fls. _____)
● (...)
Depoimentos colhidos:
● Testemunha ________ (fls. ______)
● Testemunha ________ (fls. ______)
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● (...)
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DA ANÁLISE
Dos documentos
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 151

Constatou-se que no dia dos fatos a guarnição composta pelos __________, cumpria a Ordem de Serviço nº
___________…
Além disso….
Dos depoimentos
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Os depoimentos se apresentam convergentes no sentido de ….

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A versão de _____foi confirmada por _______, embora ________.

DA CONCLUSÃO
1. Há indícios de cometimento de crime de natureza militar, praticado pelo ________, uma vez que duran-
te execução de seu serviço efetuou disparo de arma de fogo…
2. Há cometimento de transgressão disciplinar praticada por ________, pelo fato de ter…
3. Não há indícios de cometimento de crime de qualquer natureza ou transgressão disciplinar por parte de
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___________
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4. Há a necessidade de investigação em procedimento apuratório distinto, uma vez que não guardam rela-
ção direta com os fatos citados na portaria de instauração deste IPM, a fim de se apuraros fatos narra-
dos nas folhas ___________.
5. Sejam os presentes autos remetidos ao senhor coronel comandante do XXº BPM a quem cumpre soluci-
onar.

Rio de Janeiro, _________________________.


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Nome completo e posto


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Id
Encarregado
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Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 152

CI DE REMESSA
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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

CI. PMERJ/Nº _______________ Rio de Janeiro, _______________________.


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Para: Sr. Comandante do XXº BPM
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De: Encarregado de IPM
Assunto: Remessa dos autos de IPM
Ref : IPM ____________

Com o presente, remeto-vos aos autos, contendo __________ folhas, divididas em __________ volumes deste
Inquérito Policial Militar que procedi de acordo com a Portaria ______________, de _________________.
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Nome completo e posto


Id
Encarregado

ANEXO B
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PRINCIPAIS DOCUMENTOS INSERIDOS NOS APENSOS


Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 153

FOLHA 01 - TERMO DE APENSAÇÃO/CAPA


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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

TERMO DE APENSAÇÃO
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Aos _____ dias do mês de _______ do ano de _______, na sede do XXº BPM, apenso ao Inquérito Policial Militar de
Portaria de n.º __________, de _________, do senhor Cel PM Comandante do XXº BPM, os documentos que adiante
se vêem.
Eu, ______________, servindo de escrivão, lavro o presente termo.
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Nome completo e posto/graduação


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Escrivão
Id. XXXXXXXX
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Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 154

CI DE INDICIAMENTO
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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR
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CI. PMERJ/Nº _______________ Rio de Janeiro, _______________________.
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Para: Sr. Comandante do XXº BPM
De: Encarregado de IPM
Assunto: Indiciamento de policial militar
Ref : IPM ____________

Tendo-me sido delegadas pelo senhor coronel comandante do XXº BPM as atribuições de polícia judiciária que lhe
conferem o Art. 7º do CPPM, para apurar em sede de IPM a possível ocorrência de Lesão Corporal, tipificada no Art.
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209 do CPM, na qual o nacional Túlio Inocêncio Júnior teria sido vítima de PAF na perna direita, em decorrência de
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confronto armado entre policiais do XXº BPM e marginais da lei, durante operação realizada no dia ______ na
localidade conhecida como ________, e após análise preliminar dos depoimentos, exames e perícias constantes nos
autos deste inquérito, este encarregado conclui por haver indícios de autoria e materialidade do crime ora narrado,
passando a considerar como indiciado o seguinte policial militar:

POSTO/GRADUAÇÃO, RG E NOME COMPLETO


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Nome completo e posto


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Id
Encarregado
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 155

ANEXO C

PRINCIPAIS DOCUMENTOS INSERIDOS NO APF


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FOLHA 01 - AUTUAÇÃO/CAPA

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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
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XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO Nº ___________________

FATO: Tipo penal gerador


PRESIDENTE: Posto, RG e nome completo
CONDUTOR: Posto/graduação, RG e nome completo
ESCRIVÃO: Posto/graduação, RG e nome completo
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INDICIADO(S): Posto/graduação, RG e nome completo


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AUTUAÇÃO

Aos _______ dias do mês de _________ do ano de __________, nesta cidade do Rio de Janeiro, autuo as peças do
presente flagrante delito.
Eu, ___________, servindo de escrivão lavro o presente termo.
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Nome completo e posto/graduação


Id.
Escrivão do APF
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 156

FOLHA 02 - PORTARIA
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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR
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PORTARIA
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Vindo à minha presença, hoje, às ____ horas, na sede do XXº Batahão de Polícia Militar, na cidade do Rio de Janeiro,
Estado do Rio de Janeiro, o Posto/graduação, RG, nome completo do condutor da prisão,que disse ter efetuado a
prisão de Posto/graduação, RG, nome completo do indiciado, no momento em que cometia descrever sucintamente o
fato típico narrado pelo condutor contra declinar contra quem praticou a infração penal que resultou em sua prisão,
fazendo-se acompanhar das testemunhas: nome completo da cada uma e sua respectiva qualificação, tendo, no
mínimo, duas testemunhas, determinei que fosse incontinenti lavrado contra o indiciado o competente auto de prisão
em flagrante delito, para que designo o Posto/graduação, RG, nome completo, lotado na _________, para exercer as
funções de escrivão “AD HOC”, procedendo à lavratura do respectivo termo.
Rio de Janeiro, __________________.
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Nome completo e posto/graduação


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Id.
Presidente do APF
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Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 157

DESPACHO
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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

DESPACHO
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1 - Expeçam-se as competentes Notas de Culpa, fornecendo-as aos indiciados mediante recibo, no prazo legal;
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2 - Oficie-se ao M. Juiz de Direito da Auditoria de Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro, comunicando a prisão dos
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indiciados;
3 - Oficie-se ao Exmº Sr. Promotor Público da AJMERJ, comunicando a prisão dos indiciados;
4 - Oficie-se a Defensoria Pública, comunicando a prisão dos indiciados;
5 - Oficie-se ao Sr. Corregedor Interno da Corporação, comunicando a prisão dos indiciados;
6 - Oficie-se ao Hospital Central da Polícia Militar, solicitando o Exame de Saúde dos indiciados para o ingresso na
UP/PMERJ;
7 - Oficie-se ao Sr. Diretor da UP/PMERJ, apresentando os indiciados presos à disposição da Justiça Militar Estadual,
com a guia de recolhimento de presos;
8 - Oficie-se ao Sr. Comandante da OPM, comunicando a prisão dos indiciados e solicitando a suas respectivas Fichas
Disciplinares, Folhas de Alterações, cópia da escala de serviço e cópia da Ordem de Serviço;
9 - Oficie-se a entrega dos presos a escolta, para a condução à UP/PMERJ.
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Providencie o Senhor Escrivão.


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Rio de Janeiro, em ___ de _____ de 2018.

Nome completo e posto/graduação


Id.
Presidente do APF
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Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 158

GUIA DE RECOLHIMENTO DE PRESO


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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
XXº COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA
XXº BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR

GUIA DE RECOLHIMENTO
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APF N.º _____________
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DATA DO RECOLHIMENTO:
NOME:
PAI:
MÃE:
COR: IDADE:
NASCIMENTO:
RESIDÊNCIA:
DOCUMENTO DE IDENTIDADE: ÓRGÃO EMISSOR: PMERJ
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GRAU HIERÁRQUICO:
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OPM:

Rio de Janeiro, ___________________.


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Nome completo e posto/graduação


Id.
Presidente do APF
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 159

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio
de Janeiro, 2002.
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80
______. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito:
apresentação . Rio de Janeiro, 2002.

BRASIL. Decreto-lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969. Código penal militar. Organização de Anne Joyce
[Link]. São Paulo: Rideel, 2018. (Série VadeMecum).

______. Decreto-lei nº 1.002, de 21 de outubro de 1969. Código de processo penal militar. Organização de Anne Joyce
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6
[Link]. São Paulo: Rideel, 2018. (Série VadeMecum).
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80

80
______. Constituição (1998). Constituição da República Federativa do Brasil. Organização de Anne Joyce
[Link]. São Paulo: Rideel, 2018. (Série VadeMecum).

______. Lei nº 9.296, de 24 de julho de 1996. Regulamenta o inciso XII, parte final, do art. 5º da constituição federal.
Brasília, 1996.

______. Lei nº 12.850, de 02 de agosto de 2013. Define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal,
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os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal; altera o Decreto-Lei no 2.848,
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de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); revoga a Lei no 9.034, de 3 de maio de 1995; e dá outras providências.
Brasília, 2013.

______. Lei 13.245, de 12 de janeiro de 2016. Altera o art. 7º da lei 8.906, de 04 de julho de 1994 (Estatuto da Ordem
dos Advogados do Brasil). Brasília, 2016.

______. Supremo Tribunal Federal. Súmula vinculante nº 14. É direito do defensor, no interesse do representado, ter
acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com
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competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. Disponível em:
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[Link] . Acesso em: 06 set. 2018.

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Boletim da PM nº 163, de 14 de outubro de 1983. Modifica o
manual de inquérito policial militar e auto de prisão em flagrante (M-5). Rio de Janeiro, 1983.
Aj G – Bol da PM n.º 190 - 28 DEZ 18 160

______. Boletim da PM nº 186, de 03 de novembro de 2008. Nota de instrução nº 003. Regula os procedimentos a
serem adotados pela corporação quanto ao fiel cumprimento das normas legais pertinentes à solicitação de exames
periciais de natureza castrense ao Centro de Criminalística da PMERJ. Rio de Janeiro, 2008.
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______. Boletim da PM nº 122, de 06 de julho de [Link]ção de exame de corpo de delito: boletim de
atendimento médico pericial da PMERJ (BAMPPMERJ). Rio de Janeiro, 2016.

______. Boletim da PM nº 035, de 08 de maio de 2018. Nomeia a comissão de estudos para atualização do M5. Rio de
Janeiro, 2018.

______. Boletim da PM nº 098, de 09 de agosto de 2018. Instrução normativa Corregedoria nº 02. Regula a atuação
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das autoridades que exercem a polícia judiciária militar no cumprimento das alterações provocadas pela lei federal
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13.491, de 13 de outubro de 2017. Rio de Janeiro, 2018.

______. Boletim da PM nº 098, de 09 de agosto de 2018 – Instrução normativa Corregedoria nº 03. Regula a atuação
das autoridades diante da recomendação do Ministério Público da AJMERJ nas hipóteses dos crimes de deserção
previstos no código penal militar. Rio de Janeiro, 2018.

RIO DE JANEIRO (Estado). Programa de gestão de documentos. Arquivo Público do estado do Rio de Janeiro. Manual
de Redação Oficial do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro. [Link]. Rio de Janeiro, 2014.
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Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2018.

LUIS CLAUDIO LAVIANO – CEL PM


Comandante-Geral
ID 24945722

(Nota nº 1264 – 28 Dez 2018 - GCG)


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23. GCG – BAC – 22º CURSO DE CONDUTORES DE CÃES PARA EMPREGO


POLICIAL (CCCEP-I/2019) – INSTRUÇÃO NORMATIVA - PUBLICAÇÃO
O Comandante-Geral, no uso de suas atribuições legais, atendendo proposta do Diretor-Geral de
Ensino e Instrução, TORNA PÚBLICA a Instrução Normativa referente ao processo seletivo para o Curso em
epígrafe na forma que segue:

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