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Histologia

Histologia é o estudo dos tecidos do corpo humano, que se organizam em quatro tipos básicos: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Os órgãos são formados por uma combinação organizada desses tecidos, e seu estudo depende de técnicas de observação microscópica, como a microscopia de luz. O preparo de tecidos para análise envolve etapas como coleta, fixação, desidratação, inclusão, corte e coloração.
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Histologia

Histologia é o estudo dos tecidos do corpo humano, que se organizam em quatro tipos básicos: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Os órgãos são formados por uma combinação organizada desses tecidos, e seu estudo depende de técnicas de observação microscópica, como a microscopia de luz. O preparo de tecidos para análise envolve etapas como coleta, fixação, desidratação, inclusão, corte e coloração.
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Prof. Dr.

Gustavo Tadeu
Volpato
1m= 1000mm
1mm= 1000μm
1μm= 1000nm
Histologia

Histologia é o estudo dos tecidos


do corpo e de como esses tecidos
se organizam para constituir os
órgãos.

Histo = tecidos Logia = estudo


Mayer (1819)
Histologia
Existem muitos tecidos no organismo
humano (aproximadamente 41), que se
agrupam em 4 tecidos básicos:
• Tecido Epitelial
• Tecido Conjuntivo
• Tecido Muscular
• Tecido Nervoso
Simples, Pseudo-estr. e
Tec. Revestimento Estratificado

Epitelial Glandular Simples e Composto

Propriamente Dito Frouxo e Denso

Propriedades Reticular, Elástico,


Tec. Especiais Mucoso e Adiposo
Conjuntivo Sustentação Cartilaginoso e Ósseo

Transporte Sangue e linfa

Estriado Esquelético
Tec. Estriado Cardíaco
Muscular
Liso

Tec. Propriamente Dito


Nervoso Neuróglia
Histologia - tecidos

Os tecidos são constituídos por:


• Células
• Matriz extracelular
Tecidos podem ser definidos como
conjunto de células e elementos
intercelulares que desempenham uma
determinada função.
Histologia - órgãos

A maioria dos órgãos pode ser


dividida em 2 componentes:
Parênquima – composto pelas
células responsáveis pelas função do
órgão
Estroma – tecido de sustentação
Histologia - órgãos
Os órgãos são formados por uma
combinação organizada de vários
tecidos (exceção do sistema nervoso).
O conhecimento dos tecidos
básicos é de fundamental importância
para o estudo da estrutura e do
funcionamento dos diferentes órgãos
e dos sistemas associados.
Métodos de estudo
Os estudos em
biologia celular,
histologia e
embriologia
(morfologia),
dependem de
observações
microscópicas. Para
isto, a técnica mais
utilizada é a
microscopia de luz.
Microscopia de luz - História

A História das • 721 a.C - relato de um cristal de


rocha recortado com propriedades de
lentes
ampliação.
• 1280 - invenção dos óculos.
• Logo começaram as primeiras
experiências de combinação de
lentes para aplicação em
instrumentos de ampliação de
imagens.

criação do primeiro microscópio


composto (duas ou mais lentes).
Microscopia de luz - História

1595:
- Surgimento do microscópio
Zacharias Jansen
Hans Jansen (?)
Microscopia de luz - História

Século XVII:
- Oficialização da palavra
microscópio
mikrós – pequeno
skoppéoo – ver através de

O aumento dos objetos era


em torno de nove vezes, não
permitia observar coisas
realmente novas.
Microscopia de luz - História

Final do século XVII:


- Devido provavelmente à
instabilidade do sistema
lateral de sustentação, um
tripé de apoio passou a
ser utilizado
Microscopia de luz - História

Protótipo do microscópio
moderno
Microscopia de luz - História
Final do século XVII:

Antoni Van Leeuwenhoek

Microscópio de uma lente

aumento entre 50 e 200


vezes
Microscopia de luz - História
Século XVIII:
- Melhorias nos microscópios

Microscópio solar de projeção,


modelo italiano de 1760
Microscopia de luz - História
Século XIX:
- desenvolvimento de
novas técnicas para
fabricação de lentes.
- utilização de espelhos
curvos para melhorar a
capacidade de foco.
- 1880, microscópios
atingem a resolução de
0,2 micrômetros, limite
que permanece até hoje.
Microscopia de luz - História
Microscopia de luz - História
Hoje:
O microscópio
Componentes ópticos:
• Fonte de luz
• Sistema de lentes
(condensador, objetiva,
ocular)

Componentes
mecânicos:
• Base ou pé
• Canhão
• Revólver
• Platina
• Parafusos macro e
micrométricos
• Charriot
O microscópio
1. Base ou pé
2. Fonte de luz
3. Parafusos de
foco
4. Braço ou
haste
5. Condensador
6. Platina
7. Charriot
8. Objetivas
9. Revólver
10. Canhão
11. Ocular
Ampliação x Resolução
Preparo do tecido
• Coleta
• Fixação
• Desidratação
• Inclusão
• Corte (microtomia)
• Coloração
Preparo do tecido
1. Coleta
A primeira etapa de todo o processo de
preparação de uma lâmina histológica consiste
em coletar a amostra.
As peças cirúrgicas grandes devem ser
clivadas (cortadas) previamente para reduzir
sua espessura permitindo a penetração fácil do
fixador.
2. Fixação
Os principais objetivos da fixação são:
a) Evitar a digestão dos tecidos por enzimas presentes
nas próprias células;
b) Endurecer os fragmentos;
c) Preservar os vários componentes celulares e
tissulares.
Fixadores:
Aldeídos (Formaldeídos, glutaraldeído)
Misturas fixadoras
3. Desidratação
Antes que um material de inclusão, tal como a
parafina, possa penetrar no tecido seu conteúdo em
água deve ser removido.
Agentes de desidratação:
• Álcoois etílico, butílico, metílico e isopropílico
• Acetona
• Éter
• Clorofórmio
• Óxido propileno
O álcool é o agente mais comumente utilizado
neste processo.
3a. Diafanização (clareamento)

A impregnação do tecido com meio de inclusão é


impossível nesse estágio porque as substâncias
semelhantes à parafina usadas para a inclusão não se
misturam com o álcool. O tecido deve, portanto, ser
imerso em um produto químico e que o álcool e a
parafina sejam solúveis.
O xilol é comumente utilizado. Tal produto químico
é muitas vezes chamado de agente clarificador porque
torna o tecido semi-translúcido, quase
transparente.
4. Inclusão
A finalidade da impregnação é eliminar
completamente o xilol contido no material e a total
penetração da parafina nos vazios deixados pela
água e gordura, antes existentes no tecido.
Este processo serve também para preparar o
material para os cortes, removendo o clarificante e
endurecendo-o suficientemente e dando-lhe a
consistência adequada para que possa ser cortado.
5. Cortes (microtomia)
6. Coloração
Corantes básicos
Componentes dos tecidos – Basófilos
Ex: ácidos nucléicos, glicosaminoglicanas,
glicoproteínas ácidas
Corantes ácidos
Componentes dos tecidos – Acidófilos
Ex: mitocôndrias, grânulos de secreção, proteínas
citoplasmáticas e colágeno
6. Coloração
Principal Corante
Hematoxilina e Eosina (HE)
• Hematoxilina (básico) cora
em azul ou violeta
estruturas ácidas
• Eosina (ácida) cora em
rosa estruturas básicas
Outras técnicas de estudo
Além da microscopia de luz, tem-se:
• Microscopia de contraste
• Microscopia de fluorescência
• Microscopia confocal
• Microscopia eletrônica
• Radiografia em secções de tecido
• Cultura de células
• Fracionamento celular
• Histoquímica e citoquímica
Microscopia de contraste
Observação de células e cortes não-corados
Importância:
Estudar células e tecidos vivos

Tipos:
(A) Contraste
de fase
(B) Contraste
diferencial de
Interferência A B
Microscopia de fluorescência

Algumas substâncias
se “iluminam” quando
irradiadas com luz de
certo comprimento de
onda (geralmente
ultravioleta)
Estas substâncias
fluorescentes que tenham
afinidade por moléculas
presentes nos tecidos
podem ser usadas como
corantes fluorescentes.
Microscopia de fluorescência
Microscopia confocal
Ao microscópio,
vemos diversos
planos de cortes da
estruturas (focos).
Com o microscópio
confocal,
conseguimos ver um
único plano de corte
por vez.
A luz originada em um plano cruza um pequeno
orifício em um obstáculo e alcança o detector, no
entanto, raios originados um outros planos de corte
são bloqueados pelo obstáculo.
Microscopia confocal à laser

Mesmo esquema
do microscópio
confocal, só que aqui o
laser varre a estrutura,
para que uma área
maior do corte seja
observada.
Microscopia confocal à laser
Como somente um plano é focalizado por vez, é
possível reunir os vários planos de corte e reconstruir
um objeto tridimensional utilizando a computação.
Microscopia confocal
Microscopia eletrônica
A microscopia eletrônica se baseia na
interação entre elétrons no lugar da luz) e o
tecido.
Fornece imagens em altíssima resolução (3
nm).
Podem ser de 2 tipos:
• ME de Transmissão (cortes ultrafinos de tecido)
• ME de Varredura (superfície)
ME de Transmissão
ME de Transmissão

RER
ME de Transmissão
ME de Varredura
ME de Varredura

Grão de
pólen

Antena
de
mosquito
ME de Varredura
ME de Varredura

Mosca doméstica
Radioautografia (secções de tecido)

A radioautografia possibilita o estudo de


processos biológicos usando radioatividade.
Cultura de células
Células podem ser mantidas vivas e
estudadas fora do corpo, o que é muito útil
para se pesquisar o
efeito isolado de
moléculas naturais
ou fármacos sobre
um tipo de célula.
Fracionamento celular

Mitocôndrias
e RE

Fração de
microssomos

Fração de
lisossomos
Histoquímica e citoquímica
Métodos que identificam e localizam
substâncias em células e tecidos, seja em
cortes histológicos ou em células cultivadas.
Podem ser encontrados íons, ácidos
nucleicos, proteínas (fosfatase, peroxidase,
desidrogenases), açúcares (glicoproteínas e
glicosaminiglicanos) e lipídios.
Histoquímica e citoquímica

Rim corado com Gomori Intestino corado com HE e


Fosfatase alcalina ácido periódico-Schiff (PAS)
polissacarídeos
Imunocitoquímica
1. Molécula de
Imunoglobulina (Ig)
2. Produção de
anticorpo policlonal
Proteína do rato é injetada no
coelho, que produz Igs contra
essa proteína
3. Marcação do anticorpo
4. Reação
ligação das Igs (coelhos)
marcadas se ligam à proteína
do rato
Imunocitoquímica
1. Produção de
anticorpo policlonal
primário
2. Produção de um
anticorpo secundário
3. Primeira etapa da
reação
ligação das Igs (coelho) se ligam a
diferentes partes da proteína
4. Segunda etapa da
reação
ligação das Igs (cabras) marcadas
se ligam as Igs de coelho
Imunocitoquímica
Erros de interpretação
1. Distorção e artefatos causados pelo
processamento dos tecidos
Retração pelo fixador, etanol ou calor – espaços
Perda de moléculas pela lavagem - espaços
2. Coloração
Corantes diferentes para corar estruturas diferentes
3. Plano de corte (duas e três dimensões)
Erros de interpretação

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