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APG 5 Helmintos

O documento aborda a biologia, epidemiologia, patologia e tratamento de helmintos, com foco em parasitas intestinais como Ascaris lumbricoides e Ancylostoma duodenale. Destaca a transmissão fecal-oral, a prevalência em crianças e as complicações associadas, além de métodos de diagnóstico e controle. O tratamento inclui antiparasitários como albendazol e mebendazol, e enfatiza a importância de saneamento e educação em saúde.

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Bruna Aguiar
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APG 5 Helmintos

O documento aborda a biologia, epidemiologia, patologia e tratamento de helmintos, com foco em parasitas intestinais como Ascaris lumbricoides e Ancylostoma duodenale. Destaca a transmissão fecal-oral, a prevalência em crianças e as complicações associadas, além de métodos de diagnóstico e controle. O tratamento inclui antiparasitários como albendazol e mebendazol, e enfatiza a importância de saneamento e educação em saúde.

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APG 5: Helmintos

1. Compreender como se dá o ciclo biológico dos helmintos

2. Entender a etiologia, epidemiologia, fisiopatologia das doenças causadas por helmintos

3. Explicar os fatores de risco, as manifestações clínicas, medidas preventivas e complicações das doenças causadas
pelos helmintos

4. Elucidar o diagnóstico o tratamento das doenças causadas pelos helmintos

PARASITOSES INTESTINAIS
De forma geral, elas são transmitidas por via fecal-oral ou por contato com solo contaminado com fezes, logo
ocorrem com muito mais frequência em países subdesenvolvidos;

As crianças com idade entre 5 e 15 anos são as mais acometidas, principalmente aquelas que vivem em zonas rurais e
periferias de centros urbanos.

HELMINTOS:
Conhecidos como “vermes”.

Nematelmintos: corpo cilíndrico (Ascaris Lumbricoides, Ansylostoma Duodenale, Necator Americanus, Strongyloides
stercoralis...)

Platelmintos: corpo achatado (schistosoma mansoni, taenia).

ASCARIS LUMBRICOIDES
Popularmente conhecidos como lombriga;

Causam ascaridíase;

Ocorre com frequência variada em virtude das condições climáticas, ambientais e do grau de desenvolvimento
socioeconômico da população;

Níveis elevados principalmente em crianças menores que 12 anos;

APG 5: Helmintos 1
EPIDEMIOLOGIA
Helminto mais frequente nos países pobres;

Atinge cerca de 70% a 90% das crianças na faixa etária de 1 a 10 anos;

Em geral, a prevalência é baixa em regiões áridas, sendo, contudo, relativamente alta onde o clima é úmido e quente,
condição ideal para a sobrevivência e o embrionamento dos ovos;

Fatores que interferem na prevalência:

Grande quantidade de ovos produzidos e eliminados pela fêmea;

Viabilidade do ovo infectante por até um ano, principalmente no peridomicílio;

Concentração de indivíduos vivendo em condições precárias de saneamento básico;

Grande número de ovos no peridomicílio, em decorrência do hábito que as crianças têm de aí defecarem;

Temperatura e umidade com médias anuais elevadas;

Dispersão fácil dos ovos através de chuvas, ventos, insetos e aves;

Conceitos equivocados sobre a transmissão da doença e sobre hábitos de higiene na população.

CICLO BIOLÓGICO
Em infecções moderadas, os vermes adultos são encontrados no intestino delgado → jejuno e íleo, presos à mucosa
ou na luz intestinal;

Se a infecção for mais intensa e ais extensa pode ser encontrado em todo intestino delgado, inclusive no duodeno

Ciclo monoxênico;

Cada fêmea fecundada coloca cerca de 200.000 ovos, eliminados juntos às fezes → com condições ambientais
favoráveis, há o desenvolvimento das larvas;

ESTÁGIOS DA LARVA
L1: Formada dentro do ovo, do tipo rabditóide;

Após 1 semana, ainda dentro do ovo, transforma-se em L2 e logo em seguida em L3;

L3 já infectante e filarioide;

Estas formas permanecem infectantes no solo por vários meses, podendo ser ingeridas pelo hospedeiro;

Ingestão → Larvas eclodem no intestino delgado liberando as larvas que estão no estágio de L3→ atravessam a parede
intestinal → invadem o fígado;

Após 2-3 dias, chegam ao coração direito pela VCI → 4-5 dias → encontradas nos pulmões (CICLO DE LOSS);

Síndrome de Loeffler

No pulmão, transformam-se em L4 → Rompem os capilares → alvéolos → L5;

Sobem pela árvore brônquica e traqueia, até a faringe → Expelidas ou deglutidas → Intestino delgado;

Após 20-30d → adultos jovens;

Após 60d → maturidade sexual → cópula → ovipostura.

TRANSMISSÃO
Ingestão de agua/alimentos contaminados com ovos contendo L3;

Aguas contaminadas utilizadas para irrigar hortas;

Deposito subungueal principalmente em crianças;

APG 5: Helmintos 2
🚨 OBSERVAÇÃO
Tal como os outros helmintos,
não se multiplica no organismo humano. Portanto, o número de vermes depende exclusivamente de quantas
vezes o paciente ingeriu ovos infectantes deste verme

PATOGENIA

APG 5: Helmintos 3
LARVAS:

Em infecções de baixa intensidade, nenhuma alteração;

Infecções maciças → lesões hepáticas e pulmonares;

Nos pulmões ocorrem vários pontos hemorrágicos na passagem das larvas para
os alvéolos;

Síndrome de Loeffler:

Dependendo do número de formas presentes, pode determinar um quadro


pneumônico com:

Febre

Tosse → Alvéolos passando por um processo inflamatório → Estimula a


cascata inflamatória → Gera edema

Dispneia → Alvéolos passando por um processo inflamatório

Eosinofilia

Edemaciação dos alvéolos + Infiltrado eosinofílico;

Na tosse produtiva (com muco) o catarro pode ser sanguinolento e apresentar


larvas do helminto;

Geralmente ocorre em crianças;

Associada ao estado nutricional e imunitário;

VERMES ADULTOS:

Ação espoliadora: subnutrição;

Ação tóxica: edema, urticária;

Ação mecânica: irritação na parede intestinal / obstrução intestinal → bolo de áscaris;

Localização ectópica: apêndice, canal colédoco, pâncreas...

Habitualmente é assintomático, mas pode ter dor abdominal, diarreia, náuseas e anorexia;

CONTROLE
Repetidos tratamentos em massa dos habitantes de áreas endêmicas com drogas ovicidas;

Tratamento das fezes humanas que eventualmente, possam ser utilizadas como fertilizantes;

Saneamento básico; e

Educação para a saúde.

DIAGNÓSTICO
Identificação dos ovos de áscaris nas fezes → Kato Katz

EPF.

[Link]

APG 5: Helmintos 4
TRATAMENTO
Albendazol:

Amplo espectro antiparasitário;

A dose única de 400mg é altamente eficaz contra a ascaridíase;

Mecanismos de ação:

Ligação seletiva nas tubulinas inibindo a tubulina polimerase, prevenindo a formação de microtúbulos e impedindo
a divisão celular;

Impedindo a captação de glicose inibindo a formação de ATP que é usado como fonte de energia pelo verme.

Mebendazol:

O mecanismo de ação de mebendazol é o mesmo descrito para o albendazol;

Levamisol:

Inibe os receptores de acetilcolina, causando contração espásmica seguida de paralisia muscular e conseqüente
eliminação dos vermes.

Pamoato de Pirantel:

Efetiva contra a ascaridíase e a ancilostomíase;

O modo de ação é similar ao levamisol

Ivermectina:

Sua atuação está baseada na indução do fluxo de íons cloro que atravessam a membrana, fazendo uma disruptura
nervosa na transmissão de sinais, resultando na paralisia do parasita e sua posterior eliminação.

A forma que não tem obstrução intestinal → Pois o


Albendazol irrita o verme, isso então pode causar a
movimentação desse verme, tornando-se perigoso quando
tem obstrução intestinal

APG 5: Helmintos 5
🚨 NASA → Formas que habitam o pulmão também

ANCYLOSTOMIDAE (Ancylostoma Duodenale e Necator


Americanus)
Uma das mais importantes famílias de Nematoda, causando ancilostomose;

Processo patológico de curso crônico, que pode resultar em consequências até fatais;

Habitam o DUODENO

A. Duodenale → predominante em regiões temperadas (Oriente Médio, norte da África e sul da Europa)

N. Americanus → regiões tropicais (Américas e na Austrália)

EPIDEMIOLOGIA
A ancilostomose ocorre preferencialmente em crianças com mais de seis anos, adolescentes e em indivíduos mais
velhos, independente de sexo;

Os ovos dos parasitos não se desenvolvem bem em umidade inferior a 90%;

Distribuição preferencial para locais temperados e tropicais;

Estima-se mais de 1 bilhão de pessoas no mundo infestadas por ancilostomídeos;

É mais comum nas áreas rurais e nos indivíduos com o hábito de andar descalço.

CICLO BIOLÓGICO
Duas fases são bem definidas:

A primeira, que se desenvolve no meio exterior, é de vida livre

A segunda, que se desenvolve no hospedeiro definitivo, obrigatoriamente de vida parasitária;

Ovos depositados no ID eliminados p/ o meio externo nas fezes;

Na presença de boa oxigenação, alta umidade e temperatura elevada → formação do L1 e sua eclosão;

No ambiente, a L1 se alimenta de matéria orgânica e microorganismos → transforma-se em L2 → L3 logo em seguida,


já filarioide;

A L3 é a única forma dos ancilstomídeos infectante para o hospedeiro (após 5 dias);

A infecção pelos ancilostomídeos para o homem só ocorre quando as L, (larva filarióide ou infectante) penetram
ativamente, através da pele, conjuntiva e mucosas, ou passivamente, por via oral;

QUANDO A INFECÇÃO É ATIVA:

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Penetração dura cerca de 30min;

Pele → circulação → coração → pulmões → CICLO DE LOSS

Alvéolos → migram para os bronquíolos → traqueia, faringe e laringe → deglutidas → intestino delgado;

A migração pelos pulmões dura de 2 a 7d → vira L4;

Ao chegar no intestino, vira L5 → hematofagismo (fixação à mucosa duodenal);

QUANDO A PENETRAÇÃO É POR VIA ORAL:


Através da ingestão de alimentos ou água contaminada;

2-3d após infecção vão p/ intestino delgado;

No duodeno, mudam pra L4 após 5d;

Após 15d, mudam pra L5 → Cópula → oviposição;

TRANSMISSÃO
A. Duodenale tem transmissão igual tanto oral quanto transcutânea;

O N. Americnus assegura maior infectividade quando as larvas penetram por via transcutânea;

Hábitos de andar descalço;

PATOGÊNESE E PATOLOGIA
No local da penetração → sensação de picada, hiperemia, prurido e edema → dermatite tende a cessar após 10d;

Alterações pulmonares, resultantes da passagem das larvas, são pouco usuais, embora possa ocorrer tosse de longa
ou curta duração e febrícula:

A síndrome de Löeffler, decorrente do ciclo pulmonar destes vermes não é tão proeminente como no caso do A.
lumbricoides. Quando ocorrem, os sintomas são brandos (tosse seca, discreta sibilância).

É o parasitismo intestinal que bem caracteriza a ancilostomose:

Dor epigástrica, diminuição de apetite, indigestão, cólica, indisposição, náuseas, vômitos, flatulências;

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A anemia causada pelo intenso hematofagismo exercido pelos vermes adultos, é o principal sinal de ancilostomose;

A ação espoliadora é a consequência mais importante do parasitismo por esses nematodos.

CONTROLE
Engenharia sanitária (saneamento básico), educação sanitária e suplementação alimentar de Fe e proteínas;

As suas aplicações estão geralmente condicionadas as limitações sociais e econômicas, particularmente em países do
Terceiro Mundo;

IMUNOLOGIA
Fase aguda → eosinofilia, seguida de aumento de IgE e IgG;

Fase crônica → elevação de IgE total e de anticorpos específicos IgG, IgA e IgM;

DIAGNÓSTICO
Exame parasitológico de fezes.

Hemograma

TRATAMETO
Atualmente, o uso de vermífugos a base de pirimidinas (pamoato de pirantel) e de benzimidazóis (mebendazol e
albendazol) têm sido os mais indicados;

STRONGYLOIDES STERCORALIS (ESTRONGILOIDIÁSE)


Apresenta distribuição mundial, especialmente nas regiões tropicais;

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A elevada prevalência em regiões tropicais e subtropicais, a facilidade de transmissão, o caráter de cronicidade e
autoinfecção, originando formas graves de hiperinfecção e disseminação, além da possibilidade da reagudização em
indivíduos imunodeprimidos, evoluindo muitas vezes para óbito, tomam a estrongiloidíase um importante problema
médico e social;

A forma parasitária adulta é uma fêmea partenogenética, medindo 1,7-2,5 mm que vive na intimidade da mucosa
duodenal e jejunal do ser humano.

Existem também formas de vida livre (no solo), com machos de 0,5-0,7 mm e fêmeas de 1,2 mm de comprimento.

Pode apresentar duas formas:

Uma parasitária e outra de vida livre –, este verme é dito dimorfobiótico

CICLO BIOLÓGICO
Assim como os ancilostomídeos: infestação pelas larvas filarioides, capazes de penetrar a pele sã;

Aspecto peculiar: Dois ciclos acontecendo em paralelo:

Direto ou homogônico;

Indireto ou heterogônico;

Fêmea elimina ovos embrionados na mucosa → Surgem as L1 (rabditoides) → Eliminadas junto as fezes;

No ciclo direto, essas larvas logo se transformam nas larvas filarioides (L2) → sobrevivem no solo por alguns dias →
capazes de penetrar a pele.

Pele → Circulação → pulmões → ciclo de loss → estomago → duodenojejuno → amadurecem em uma fêmea adulta.

No ciclo indireto, as larvas rabditoides eliminadas nas fezes, em vez de se converterem em larvas filarioides,
amadurecem a vermes adultos de vida livre, machos ou fêmeas;

Adultos estercorais aparecem nas fezes após 15-24h, em condições de temperatura e umidade ótimas;

O macho fecunda a fêmea que põe seus ovos embrionados no solo;

Deles eclodem larvas rabditoides (L1) que depois se transformam em larvas filarioides infestantes (L2).

Estas larvas são capazes de penetrar na pele do ser humano e seguir o ciclo que, a partir daí, é igual ao direto.

Autoinfestação:

Interna: as larvas rabditoides se transformam em filarioides ainda no intestino, penetram na mucosa e completam o
ciclo pulmonar;

Este fenômeno explica como o parasitismo pelo estrongiloides pode durar anos, mesmo na ausência de uma
reinfestação;

Externa: as larvas filarioides, resultantes da evolução das larvas rabditoides presentes na região anal e perianal,
penetram ativamente na pele e completam o ciclo.

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QUADRO CLÍNICO
Na maioria das vezes é assintomática;

Nos casos sintomáticos, os sintomas digestivos altos dominam o quadro clínico: dor epigástrica, diarreia, desconforto
abdominal, mal-estar, pirose, sonolência, náuseas e vômitos;

Uma síndrome disabsortiva, com esteatorreia , hipoalbuminemia e anasarca pode ocorrer pela intensa duodenojejunite
e atrofia das vilosidades;

Uma lesão característica, extremamente pruriginosa, é denominada larva currens. Esta lesão tem o aspecto linear e
serpentiforme, devido à migração intermitente da larva filarioide na derme

Uso de altas doses de corticoide é o principal fator de risco;

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Desnutrição, alcoolismo e neoplasias também são predisponentes;

O quadro clínico pode começar de forma insidiosa, com febre, dor abdominal, anorexia, náuseas, vômitos e diarreia,
pelo crescente número de larvas que atravessam e inflamam a parede intestinal;

Em seguida, o paciente evolui com piora da febre, leucocitose neutrofílica com desvio para esquerda, sinais de
peritonite, meningite e sintomas respiratórios associados a infiltrados alveolares broncopneumônicos;

A letalidade é extremamente elevada, em torno de 85%

DIAGNÓSTICO
Dificultado, uma vez que em aproximadamente 50% do casos não há sintomas;

A tríade clássica de diarréia, dor abdominal e urticária é sugestiva e a eosinofilia e os achados radiográficos e
sorológicos podem auxiliar na suspeita diagnóstica;

A infecção deve ser lembrada em situações de imunossupressão;

Achado das larvas rabditoides no exame parasitológico de fezes, pelo método de Baermann-Moraes;

As larvas podem também ser encontradas no aspirado duodenal;

Na estrongiloidíase disseminada podem-se identificar larvas de estrongiloides em qualquer tecido ou fluido orgânico,
inclusive o liquor.

TRATAMENTO

APG 5: Helmintos 11
ENTEROBIUS VERMICULARIS (ENTEROBÍASE – OXIURÍASE)

EPIDEMIOLOGIA
Alta prevalência nas crianças em idade escolar;

Transmissão eminentemente doméstica ou de ambientes coletivos fechados;

O hábito de, pela manhã, se sacudir roupas de cama ou de dormir pode disseminar os ovos no domicílio;

A enterobíase é a verminose mais comum dos EUA, com uma prevalência em torno de 40% da população geral.

HABITAT
Machos e fêmeas vivem no ceco e apêndice;

As Emeas, repletas de ovos (5 a 16 mil ovos), são encontradas na região perianal;

Em mulheres, as vezes pode-se encontrar esse parasito na vagina, útero e bexiga.

CICLO BIOLÓGICO
Monoxênico;

Após a cópula, os machos são eliminados com as fezes e morrem;

As fêmeas repletas de ovos se desprendem do ceco e dirigemse para o anus → eliminação dos ovos;

Ovos eliminados → ingeridos pelo hospedeiro → larvas rabditoide eclodem no ID → vermes adultos no ceco;

TRANSMISSÃO
Heteroinfecção: quando ovos presentes na poeira ou alimentos atingem novo hospedeiro (é também conhecida como
primoinfecção);

Indireta: quando ovos presentes na poeira ou alimentos atingem o mesmo hospedeiro que os eliminou;

Auto-infecção externa ou direta: a criança (fiequentemente) ou o adulto (raramente) levam os ovos da região perianal a
boca. E o principal mecanismo responsável pela cronicidade dessa verminose;

Auto-infecção interna: larvas ecloduiam ainda dentro do reto e depois migrariam até o ceco, transformando-se em
vermes adultos;

Retroinfecção: as larvas eclodem na região perianal (externamente), penetram pelo ânus e migram pelo intestino
grosso chegando até o ceco, onde se transformam em vermes adultos.

APG 5: Helmintos 12
PATOGENIA
Na maioria dos casos é assintomático;

Prurido anal (a noite, principalmente)ou quando vê o verme (chamado popularmente de "lagartinha") nas fezes;

Infecções maiores → enterite catarral;

A manifestação mais intensa é o prurido anal:

Mucosa congesta, recoberta de muco;

O ato de coçar pode lesar ainda mais o local → infecção bacteriana secundária;

Perda de sono, nervosismo, masturbação e erotismo e onanismo (nas mulheres a larva pode entrar no trato
reprodutor feminino)

Vaginite, metrite, salpingite e ovarite.

DIAGNÓSTICO
Clínico;

Exame de fezes não é indicado;

Melhor método é o da fita adesiva ou método de graham:

Deve ser feita ao amanhecer, antes do banho, e repetidas em dias sucessivos, caso dê negativo;

APG 5: Helmintos 13
PROFILAXIA
A roupa de dormir e de cama usada pelo hospedeiro não deve ser "sacudida" pela manhã, e sim enrolada e lavada em
água fervente, diariamente;

Tratamento de todas as pessoas parasitadas da família (ou outra coletividade) e repetir o medicamento duas ou três
vezes, com intervalo de 20 dias, até que nenhuma pessoa se apresente parasitada;

Corte rente das unhas, aplicação de pomada mercurial na região perianal ao deitar-se, banho de chuveiro ao levantar-
se e limpeza doméstica com aspirador de pós, são medidas complementaresde utilidade.

TRATAMENTO
Os medicamentos mais utilizados são os mesmos emEegados contra o A. lumbricoides

WANG, Jianbin; DAVIS, Richard E. Ascaris. Current Biology, v. 30, n. 10, p. R423-R425, 2020.

APG 5: Helmintos 14

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