Disciplina: Física Ficha de Apoio 11ª Classe II Trimestre/2024
Unidade II: Trabalho e Energia. Choques e Quantidade de Movimento
1. Trabalho e Energia Mecânica
2. Impulso e Quantidade de movimento
3. Colisões Mecânicas
1. Trabalho Mecânico
No geral, define-se trabalho mecânico, como sendo o deslocamento causado por uma forca.
Representa-se por W e a sua unidade no S.I é Joule (J)
W = F.Δx
[Link] de uma força constante
Seja um ponto material de massa 𝑚 que, por causa da acção de uma força 𝐹⃗ constante, se desloca da posição A para
a posição B.
Define - se trabalho da força 𝐹⃗ constante, relacionado ao
deslocamento de AB, como o “produto da força pelo
deslocamento e pelo cosseno do ângulo 𝜃, formado entre a
direcção da força e a direcção do deslocamento”
𝑾𝑨,𝑩 = 𝑭 ∙ ∆𝒙 ∙ 𝐜𝐨𝐬 𝜽
Figura 1: Trabalho mecânico
Unidade no SI: [𝑊] = 𝑁 ∙ 𝑚 = 𝐽𝑜𝑢𝑙𝑒 (𝐽)
Como se pode notar, o trabalho mecânico,
também depende da inclinação, i.e, do angulo.
Se: θ = 0 teremos: w = F.Δx. cos(0) = F. Δx.1
= F.Δx
Se: θ = 90 teremos: w = F.Δx. cos(90) = F.
Δx.0 =0
Se: θ = 180 teremos: w = F.Δx. cos(180) = F.
Δx.(-)1 =- F.Δx
Gráfico da força em função do deslocamento
Figura a: Trabalho de uma força constante Figura b: Trabalho de uma força variável
Tipos de Trabalho
Consideremos um corpo de massa 𝑚 sob accao de uma força 𝐹𝑅 , com uma velocidade 𝑣𝐴 no ponto A e noutro ponto
com uma velocidade 𝑣𝐵 , deste modo o móvel sofre uma variação de espaço de A para B.
𝑾 = 𝑭𝑹 ∙ ∆𝒙 ∙ 𝐜𝐨𝐬 𝜶
2 2
𝑣𝐵 −𝑣𝐴
Sendo 𝛼 = 0𝑜 ⇒ cos 0𝑜 = 1; 𝐹𝑅 = 𝑚 ∙ 𝑎 𝑒 ∆𝑥 = 2𝑎
teremos:
2 2
𝑣𝐵 −𝑣𝐴
𝑊 = 𝑚 ∙𝑎( 2𝑎
)
𝑚 ∙ 𝑣𝐵2 𝑚 ∙ 𝑣𝐴2
Figura : Trabalho de uma força resultante 𝑊= −
2 2
𝑊 = 𝐸𝐶𝐵 − 𝐸𝐶𝐴 ⇒ 𝑊 = ∆𝐸𝑐
Trabalho da força de gravidade
É o trabalho que a força de gravidade realiza para deslocar um corpo de uma
altura inicial (h0) para uma final (hf)
𝑊𝐹𝑔 = 𝐹𝑔 ∙ ∆ℎ ∙ cos 𝛼, sendo 𝛼 = 0 ⇒ cos 0𝑜 = 1 ; 𝐹𝑔 = 𝑚 ∙ 𝑔 e ∆ℎ = ℎ𝐴 −
ℎ𝐵 teremos:
𝑾𝑭𝒈 = 𝒎 ∙ 𝒈 ∙ (𝒉𝑨 − 𝒉𝑩 ) ou WFg = m.g.Δh
Figura 5: Trabalho da força de
gravidade
Trabalho da força elástica
É o trabalho que uma força elástica realiza para deformar (comprimir ou alongar) um corpo elástico (mola).
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Professor: Zavale
A mola da figura ao lado, sofre uma deformação 𝑥 por causa da accao
de uma força externa 𝐹⃗ . Nesta situação existe, no sentido oposto ao
deslocamento a força elástica (𝐹⃗𝐞𝐥á𝐬𝐭𝐢𝐜𝐚 ), que tende a fazer a mola
retornar à posição inicial.
A força elástica não é constante e a sua intensidade é proporcional à
Figura 6: trabalho da força elástica
reformação 𝑥, conforme a lei de Hooke.
𝐹⃗𝐞𝐥á𝐬𝐭𝐢𝐜𝐚 = 𝑘 ∙ 𝑥 ; 𝑘 −constante elástica da mola
𝑊𝐹𝑒𝑙 = 𝐴2 − 𝐴1
𝐹𝑒𝑙𝐵 ∙𝑥𝐵 𝐹𝑒𝑙𝐴 ∙𝑥𝐴
Sendo, 𝐴2 = ; 𝐴1 = ; 𝑒 𝐹𝑒𝑙 = 𝑘 ∙ 𝑥, teremos:
2 2
𝑘 ∙ 𝑥𝐵2 𝑘 ∙ 𝑥𝐴2
𝑊𝐹𝑒𝑙 = −
2 2
𝑘 2
𝑊𝐹𝑒𝑙 = (𝑥 − 𝑥𝐴2 )
2 𝐴
Figura: gráfico da força em função do
deslocamento
2. Energia Mecânica
É a capacidade que um corpo tem de poder
realizar trabalho.
[Link] de Energia Mecânica
a) Energia Cinética
É a energia que um corpo possui devido a variação da sua velocidade.
Todo corpo em movimento, possui energia cinética.
1
𝐸𝑐 = 𝑚. ∆𝑣 2
2
b) Energia Potencial Gravitacional
É a energia que um corpo possui devido a variação da sua altura.
Todo corpo há uma determinada altura, possui uma energia potencial gravitacional.
𝐸𝑃 = 𝑚. 𝑔. ∆ℎ
c) Energia Potencial Elástica
É a energia que uma corpo elástico (mola) possui devido a sua deformação.
1
𝐸𝑃𝑒𝑙 = 𝑘. 𝑥 2
2
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Professor: Zavale
[Link] de Conservação da Energia Mecânica
Energia mecânica: é a soma das energias cinética e potencial de um corpo.
Matematicamente, 𝐸𝑀 = 𝐸𝑐 + 𝐸𝑃
“num sistema de corpos em interacção, onde actuam forças conservativas a energia mecânica total do sistema
permanece constante”, isto é, a energia mecânica inicial é igual à energia mecânica final.
𝑬𝑴𝒊 = 𝑬𝒎𝒇 ⇔ 𝑬𝒄𝑨 + 𝑬𝑷𝑨 = 𝑬𝒄𝑩 + 𝑬𝑷𝑩 = 𝒄𝒐𝒏𝒔𝒕𝒂𝒏𝒕𝒆
No caso de existirem forças dissipativas (forças que transformam a energia mecânica em outra forma de energia –
térmica/ calor), a lei de conservação da energia deverá ser escrita da seguinte maneira:
𝑾𝑭𝒂 𝑾𝑭𝒂
𝑬𝑴𝒊 = 𝑬𝒎𝒇 + ⇔ 𝑬𝒄𝑨 + 𝑬𝑷𝑨 = 𝑬𝒄𝑩 + 𝑬𝑷𝑩 +
𝑸 𝑸
[Link]ção entre Trabalho e energia Mecânica
Como se pode ver:
- o trabalho de uma Força Resultante, é igual a variação da Energia Cinética, (WFR = ΔEC)
- o trabalho de uma Força de Gravidade, é igual a variação da Energia Potencial Gravitacional, (WFg = EP)
- o trabalho de uma Força de Força, é igual a variação da Energia da Forca Elástica , (WFR = ΔEC)
3. Impulso e Quantidade de movimento
[Link] de uma força
Sempre que uma força age em um corpo durante um certo intervalo de tempo, dizemos que o corpo recebeu um
impulso.
Seja um ponto material de massa 𝑚, que sofre a acção de uma força 𝐹⃗ constante, durante um certo intervalo ∆𝑡.
Chama-se impulso, ao produto do módulo da força aplicada ao corpo, pelo
tempo da sua acção, isto é,
𝑰⃗ = ⃗𝑭⃗ ∙ ∆𝒕
Figura 9: Impulso de uma força
Unidade no SI: [𝑰] = 𝑵 ∙ 𝒔
O impulso, sendo uma grandeza vectorial, possui: intensidade (𝑰 = 𝑭 ∙ ∆𝒕), direcção (a mesma de 𝐹⃗ ) e sentido (o
mesmo de 𝐹⃗ ).
Quantidade de movimento de um corpo
Seja um ponto material de massa 𝑚, Quantidade de movimento, é uma grandeza vectorial 𝑃⃗⃗ que tem a direcção
movendo se em linha recta com da velocidade do corpo e cujo módulo é igual ao produto da massa do
velocidade constante 𝑣⃗. corpo pela sua velocidade, isto é,
Figura 11: quantidade de movimento
de um corpo
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Professor: Zavale
⃗⃗ = 𝒎 ∙ 𝒗
𝒑 ⃗⃗
𝒎 𝑵
Unidade no SI: [𝒑] = 𝒌𝒈 ∙ 𝒔
= 𝒔
A quantidade de movimento, sendo uma grandeza vectorial, possui: intensidade (𝒑 = 𝒎 ∙ 𝒗), direcção (a mesma de
𝑣⃗ ) e sentido (o mesmo de 𝑣⃗).
Relação entre impulso de uma força e quantidade de movimento de um corpo
O impulso da força é igual à variação da quantidade de movimento de um corpo, isto é:
𝑚∙∆𝑣
Da 2ª lei de Newton temos, 𝐹 = 𝑚 ∙ 𝑎 ⇒ 𝐹 = ∆𝑡
⇒ 𝐹 ∙ ∆𝑡 = 𝑚(𝑣 − 𝑣0 ), sendo 𝐼 = 𝐹 ∙ ∆𝑡, então
𝐼 = 𝑚 ∙ 𝑣 − 𝑚 ∙ 𝑣𝑜 , Sabendo que 𝑝 = 𝑚 ∙ 𝑣, da equação 𝐼 = 𝑚 ∙ 𝑣 − 𝑚 ∙ 𝑣𝑜 podemos escrever,
𝐼 = 𝑝 − 𝑝𝑜 ⇒ 𝐼 = ∆𝑝 𝑜𝑢 𝐼⃗ = ∆𝑝⃗
Onde: 𝑝 = 𝑚 ∙ 𝑣 − Quantidade de movimento final
𝑝 = 𝑚 ∙ 𝑣𝑜 − Quantidade de movimento inicial
Lei de conservação da quantidade de movimento:
‘Na ausência de forças externas, ou seja, quando a resultante das forças externas é nula, o momento linear de um
sistema de partículas é constante.
𝒑𝒊𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 = 𝒑𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍 ⇒ 𝒑𝟏𝒊 + 𝒑𝟐𝒊 + 𝒑𝟑𝒊 + … + 𝒑𝒏𝒊 = 𝒑𝟏𝒇 + 𝒑𝟐𝒇 + 𝒑𝟑𝒇 + … + 𝒑𝒏𝒇
Choques ou colisões
Considera-se choque ou colisão, a interacção bastante curta que resulta da aproximação entre dois ou mais corpos.
Tipos de Colisões
a) Colisão perfeitamente Inelástica
Diz –se que ocorreu uma colisão inelástica quando após o choque os corpos se juntam e passam a se deslocarem com
a mesma velocidade. Nesta colisão a energia mecânica não permanece constante, podemos aplicar a lei de conservação
da quantidade de movimento da seguinte maneira:
Figura 13: Choque inelástico
Lei de conservação da quantidade de movimento
∑ 𝒑𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 = ∑ 𝒑𝒂𝒑ó𝒔 ⇒ 𝒑𝟏 + 𝒑𝟐 = 𝒑 ⇒ 𝒎𝟏 ∙ 𝒗𝟏 + 𝒎𝟐 ∙ 𝒗𝟐 = (𝒎𝟏 + 𝒎𝟐 ) ∙ 𝒖
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Professor: Zavale
𝒎𝟏 ∙ 𝒗𝟏 𝟐 𝒎𝟐 ∙ 𝒗𝟐 𝟐 (𝒎𝟏 + 𝒎𝟐 ) ∙ 𝒖𝟐
+ = + 𝑸/|𝑾𝑭𝒂 |
𝟐 𝟐 𝟐
b) Colisões elásticas
Diz – se que ocorreu uma colisão elástica quando depois do choque os corpos movem –se separadamente e a
energia mecânica do sistema antes e depois da colisão permanecer constante.
Nesta colisão pode – se aplicar a lei de conservação da energia mecânica e a lei de conservação da quantidade de
movimento da seguinte maneira:
Lei de 12:
Figura conservação da quantidade de movimento
Choque elástico
∑ 𝒑𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 = ∑ 𝒑𝒂𝒑ó𝒔 ⇒ 𝒑𝟏 + 𝒑𝟐 = 𝒑′𝟏 + 𝒑′𝟐 ⇒ 𝒎𝟏 ∙ 𝒗𝟏 + 𝒎𝟐 ∙ 𝒗𝟐 = 𝒎𝟏 ∙ 𝒗′𝟏 + 𝒎𝟐 ∙ 𝒗′𝟐
Lei de conservação da energia
𝟐 𝟐
𝒎𝟏 ∙ 𝒗𝟏 𝟐 𝒎𝟐 ∙ 𝒗𝟐 𝟐 𝒎𝟏 ∙ 𝒗′𝟏 𝒎𝟐 ∙ 𝒗′𝟐
𝑬𝑴𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 = 𝑬𝑴𝒂𝒑ó𝒔 ⇒ 𝑬𝒄𝟏 + 𝑬𝒄𝟐 = 𝑬′𝒄𝟏 + 𝑬′𝒄𝟐 ⇒ + = +
𝟐 𝟐 𝟐 𝟐
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Professor: Zavale