1.
Introdução
A água é um recurso essencial para a vida e para o desenvolvimento das sociedades. No
entanto, em muitas cidades africanas, como Chimoio, em Moçambique, o acesso
universal à água potável ainda é um desafio. Em consequência disso, mercados
informais como o Mercado Francisco Manhanga (vulgo 38) tornaram-se pontos
comuns de comercialização de água em recipientes reutilizáveis. Essa prática, embora
importante para suprir a necessidade de acesso, levanta sérias preocupações sobre a
qualidade da água ofertada e os riscos à saúde pública.
✅ 2. Problematização
A água comercializada no Mercado 38 não passa por controle sistemático de qualidade.
A origem da água, o modo de armazenamento e as condições de venda são, na maioria
dos casos, informais e sem supervisão sanitária. Isso levanta questões importantes:
Essa água atende aos parâmetros microbiológicos e físico-químicos
estabelecidos pelas normas nacionais e internacionais?
Quais os riscos à saúde associados ao consumo desta água?
Existe consciência dos vendedores e consumidores sobre a potabilidade da
água?
✅ 3. Justificativa
A ausência de estudos locais sobre a qualidade da água comercializada informalmente
em Chimoio torna urgente a avaliação científica dessa realidade. O Mercado 38, por ser
um dos maiores da cidade, representa um ponto estratégico para análise. Os resultados
deste trabalho poderão subsidiar políticas públicas de vigilância sanitária, educação
comunitária e melhoria no acesso à água segura.
✅ 4. Objetivos
Geral:
Avaliar a qualidade da água comercializada no Mercado Francisco Manhanga (38), na
cidade de Chimoio.
Específicos:
Identificar a origem e os métodos de captação e armazenamento da água
comercializada;
Analisar parâmetros físico-químicos (pH, turbidez, nitratos, cloro residual) e
microbiológicos (coliformes totais e E. coli);
Comparar os resultados com os limites da OMS (2017) e normas
moçambicanas;
Identificar os conhecimentos e práticas dos vendedores sobre higiene e riscos
sanitários.
✅ 5. Fundamentação Teórica / Revisão de Literatura
5.1 Qualidade da Água
Segundo a Organização Mundial da Saúde (2017), água potável é aquela livre de
agentes patogênicos, substâncias químicas tóxicas e contaminantes físicos que possam
comprometer a saúde. Os parâmetros mais utilizados para essa avaliação são:
Microbiológicos: presença de coliformes fecais e E. coli indica contaminação
fecal.
Físico-químicos: pH, turbidez, nitratos, cloretos, cor e odor.
5.2 Comércio Informal de Água
Estudos em zonas urbanas de países africanos (Souza & Carvalho, 2020; Ngwenya et
al., 2015) mostram que o comércio informal de água é comum onde há falhas no
abastecimento público. No entanto, sem fiscalização, essa prática pode levar à
proliferação de doenças de veiculação hídrica como cólera, hepatites, giardíase e
diarreias agudas.
5.3 Situação em Moçambique
Dados do Instituto Nacional de Estatística e do Ministério das Obras Públicas,
Habitação e Recursos Hídricos apontam que uma parcela significativa da população
urbana de Moçambique ainda depende de fontes não melhoradas de água. Em Chimoio,
a expansão urbana acelerada e a infraestrutura limitada agravam esse cenário.
✅ 6. Metodologia (sugestão)
Tipo de pesquisa: aplicada, descritiva e com abordagem quantitativa.
Coleta de dados: amostragem de água em diferentes pontos de venda no
Mercado 38.
Análise laboratorial: testes microbiológicos e físico-químicos conforme
métodos padronizados (APHA, 2017).
Instrumento complementar: aplicação de questionário estruturado com
vendedores.
✅ 7. Resultados Esperados
Dados técnicos sobre a potabilidade da água comercializada;
Conscientização dos comerciantes e consumidores sobre os riscos do consumo
de água contaminada;
Subsídios para que órgãos como o Serviço Distrital de Saúde e Águas
elaborem estratégias de fiscalização e educação sanitária.
✅ 8. Referências Sugeridas
WHO. (2017). Guidelines for Drinking-water Quality.
APHA. (2017). Standard Methods for the Examination of Water and
Wastewater.
Falavinha, L. S. et al. (2018). Qualidade da água e saúde pública. Revista Meio
Ambiente e Saúde Pública.
Ngwenya, B. N., Kgathi, D. L., & Molefe, C. (2015). Water Access and Quality
in Informal Settlements. Journal of Water Sanitation and Hygiene for
Development.
Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos – MOPHRH.
(2022). Relatório Anual do Sector de Água.
Se quiser, posso ajudar com:
Formatação ABNT do texto,
Modelo de questionário para aplicar com vendedores,
Modelo de tabela de análise laboratorial,
Plano de capítulos completo para o TCC.
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Claro! A seguir, apresento um conteúdo aprofundado que pode ser utilizado no seu
TCC com o tema:
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA COMERCIALIZADA NO
MERCADO FRANCISCO MANHANGA (VULGO “38”) NA CIDADE DE
CHIMOIO
Esse texto pode compor capítulos como Introdução, Justificativa, Revisão de
Literatura, Contextualização do Estudo, ou até ser adaptado para o Marco Teórico e
Discussão dos Resultados.
1. Introdução
A água potável é um dos elementos mais essenciais à vida e à saúde pública, sendo
considerada um direito humano fundamental pela Organização das Nações Unidas
(ONU). Em regiões urbanas de países em desenvolvimento, como Moçambique, o
fornecimento de água segura ainda enfrenta diversos desafios, especialmente em áreas
periféricas e mercados populares onde há precariedade de infraestrutura pública.
Na cidade de Chimoio, província de Manica, destaca-se o Mercado Francisco
Manhanga, popularmente conhecido como Mercado 38, como um importante centro
comercial informal. Entre os diversos produtos comercializados, destaca-se a venda de
água potável em pequenas quantidades, o que levanta sérias preocupações quanto à
sua origem, manuseio, armazenamento e qualidade.
2. Justificativa do Estudo
Este trabalho se justifica pela importância sanitária e social do consumo de água de
qualidade, especialmente em contextos de vulnerabilidade urbana. Considerando que a
água vendida no Mercado 38 é amplamente consumida por vendedores, frequentadores
e moradores do entorno, torna-se fundamental avaliar sua potabilidade, visando
identificar possíveis riscos à saúde da população.
Além disso, há escassez de estudos científicos sobre a qualidade da água
comercializada informalmente na cidade de Chimoio, o que dificulta o planejamento de
ações públicas eficazes. A avaliação da qualidade da água nesse mercado poderá
fornecer subsídios técnicos e científicos para políticas de saúde ambiental, educação
sanitária e melhoria do acesso à água segura.
3. Objetivos
Geral:
Avaliar a qualidade físico-química e microbiológica da água comercializada no
Mercado Francisco Manhanga (38), na cidade de Chimoio.
Específicos:
Identificar as principais fontes de origem da água vendida no mercado;
Verificar as condições de armazenamento e transporte utilizadas pelos
vendedores;
Realizar análises laboratoriais da água, com base nos parâmetros definidos pela
Organização Mundial da Saúde (OMS);
Avaliar o nível de conhecimento dos vendedores e consumidores quanto aos
riscos da água contaminada;
Propor recomendações para melhoria da qualidade da água comercializada no
mercado.
4. Fundamentação Teórica
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE ÁGUA COMERCIALIZADA NO
(MERCADO FRANCISCO MANHANGA VULGO 38) NA CIDADE DE
CHIMOIO AVALIAÇÃO DA QUALIDADE ÁGUA
COMERCIALIZADA NO
(MERCADO FRANCISCO MANHANGA VULGO 38) NA CIDADE DE
CHIMOIO4.1. A Importância da Qualidade da Água
A qualidade da água está diretamente relacionada à saúde pública. A contaminação por
agentes biológicos como coliformes fecais, bactérias patogênicas, protozoários e
vírus entéricos pode causar doenças como diarreia, hepatite A, febre tifoide e cólera.
Parâmetros físico-químicos como pH, turbidez, cloro residual, condutividade
elétrica e presença de metais pesados também são indicadores críticos para definir a
potabilidade da água (OMS, 2017).
4.2. Abastecimento Alternativo e Comércio Informal de Água
Em regiões onde o sistema público de abastecimento é falho ou inexistente, surgem
alternativas informais, como a perfuração de poços, a coleta em fontes naturais e a
revenda de água em recipientes reutilizáveis. Embora essa prática represente uma
alternativa econômica para vendedores e consumidores, ela carece de regulamentação
e controle sanitário, expondo a população a riscos invisíveis, mas potencialmente
graves (Falavinha et al., 2018).
4.3. Situação do Acesso à Água em Chimoio
Segundo dados locais, grande parte da população de Chimoio, sobretudo em áreas
periféricas, não possui acesso contínuo a água tratada. O abastecimento público é
intermitente e muitas famílias recorrem a soluções comunitárias ou comerciais. No
Mercado 38, é comum observar o comércio de água em garrafões de 5 a 20 litros, sem
rótulo, sem controle de origem, muitas vezes armazenados em condições precárias.
5. Metodologia Proposta (sugestão para o TCC)
Tipo de estudo: Pesquisa exploratória, descritiva e quantitativa;
Coleta de amostras: Amostras de água coletadas de diferentes vendedores no
Mercado 38, em diferentes horários e dias da semana;
Análises laboratoriais: Realização de testes microbiológicos (coliformes totais,
coliformes fecais, E. coli) e físico-químicos (pH, turbidez, temperatura,
condutividade);
Instrumentos de apoio: Aplicação de questionários estruturados aos
vendedores e consumidores sobre práticas de higiene e percepção sobre
qualidade da água;
Critérios de avaliação: Parâmetros da OMS e/ou normas do Ministério da
Saúde de Moçambique, caso disponíveis.
6. Resultados Esperados
Espera-se encontrar não conformidades em parte das amostras, especialmente no que
se refere à presença de coliformes e turbidez, o que indicaria contaminação e risco à
saúde dos consumidores. Além disso, é provável identificar déficits no conhecimento
dos vendedores quanto à importância do armazenamento seguro e à origem da água.
7. Conclusão (preliminar)
A comercialização de água no Mercado Francisco Manhanga, embora desempenhe um
papel social e econômico relevante, levanta questões sérias sobre segurança sanitária e
direito à água de qualidade. Este estudo contribuirá para dar visibilidade ao problema,
sensibilizar autoridades públicas e propor medidas práticas, como a capacitação de
vendedores, monitoramento da qualidade e investimentos em infraestrutura.
8. Referências Sugeridas
Organização Mundial da Saúde. (2017). Guidelines for Drinking-water Quality.
Geneva: WHO.
Falavinha, L. S., et al. (2018). Qualidade da água e seus impactos na saúde
pública. Revista Saúde e Meio Ambiente.
Silva, M. R., & Goulart, C. F. (2020). Justiça ambiental e acesso à água potável.
Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais.
Ministério da Saúde de Moçambique. (última edição). Normas de Qualidade da
Água para Consumo Humano.
PNUD Moçambique. (2020). Relatório de Desenvolvimento Humano. Acesso à
água e saneamento em zonas urbanas.