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FERNANDO ESTUDO DE CASO FF - Compressed

O trabalho analisa a melhor estratégia tributária para um produtor rural em Marabá-PA, comparando os regimes do Simples Nacional e Lucro Presumido. A pesquisa conclui que o Simples Nacional é mais vantajoso, proporcionando um lucro líquido significativamente superior e benefícios como simplificação tributária. O estudo destaca a importância do planejamento tributário para a eficiência financeira do produtor rural.

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fernando souza
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O trabalho analisa a melhor estratégia tributária para um produtor rural em Marabá-PA, comparando os regimes do Simples Nacional e Lucro Presumido. A pesquisa conclui que o Simples Nacional é mais vantajoso, proporcionando um lucro líquido significativamente superior e benefícios como simplificação tributária. O estudo destaca a importância do planejamento tributário para a eficiência financeira do produtor rural.

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ANÁLISE COMPARATIVA DO REGIMES TRIBUTÁRIOS SIMPLES NACIONAL E

LUCRO PRESUMIDO EM UMA PROPRIEDADE RURAL DE PEQUENO PORTE

Acadêmico: Fernando Souza dos Santos


Tutor Externo: Cristiane Scheidegger Laia Maia

RESUMO

O objetivo deste trabalho foi determinar a estratégia tributária mais vantajosa para um produtor
rural de Marabá-Pa, definindo o regime tributário mais adequado e vantajoso, de modo a
reduzir custos e aumentar sua rentabilidade. A propriedade rural possui área total de 99,7 ha.
As atividades são realizadas pelo dono, filhos e seis funcionários. Foi realizada análise dos
tributos devidos no ano base de 2024 para os seguintes regimes de tributação: Imposto de
Renda de Pessoa Física (IRPF); Simples Nacional; e Lucro Presumido. Não foram realizadas
simulações para o regime de Lucro Real, devido o faturamento do produtor ser muito baixo. Na
sequência foram realizadas simulações para cada regime tributário, com projeção de aumento
do faturamento do produtor. Nas condições atuais, o regime tributário mais vantajoso seria o
Simples Nacional, O Simples proporcionou um lucro líquido R$ 85.294,79 superior. Isso
reforça que, mesmo próximo ao teto de faturamento do regime, ele continua sendo vantajoso
para propriedades com estrutura simples e folha de pagamento significativa. Além disso,
oferece benefícios como simplificação tributária e isenção de ICMS em alguns estados.

Palavras-chave: Imposto de Renda, Simples Nacional, Lucro Presumido, Tributação, Produtor


Rural.

INTRODUÇÃO

O aumento da população mundial ocasiona um consumo maior de alimentos. Com


isso, cada vez mais o produtor rural precisa estar preparado para a dinâmica da oferta e
demanda do mercado, devendo entender que o agronegócio é um setor essencial para a
economia, onde são gerados muitos empregos (SILVA, 2020).
Segundo Moraes (2020), o agronegócio é considerado como um dos setores que mais
geram renda no Brasil. Esse desempenho se perpetua positivamente ao longo do tempo,
superando até o setor industrial no que diz respeito à capacidade média produtiva. Em
fevereiro de 2020, o PIB do agronegócio brasileiro registrou alta de 1,2% em relação ao
mesmo mês do ano anterior, segundo cálculos do CEPEA (2020) (Centro de Estudos
Avançados em Economia Aplicada), realizados em parceria com a CNA (Confederação
Nacional da Agricultura). Já no acumulado do bimestre registrou-se alta de 3,86%.
Neste cenário, as empresas do agronegócio e os produtores rurais brasileiros vêm
arcando com cargas tributárias cada vez maiores e um planejamento estratégico tributário é
essencial para torná-los competitivos, bem como para a manutenção na atividade. No entanto,
o ordenamento jurídico tributário está em constante mudança e a escolha do regime tributário
mais adequado, de acordo com a realidade do produtor, pode melhorar sua eficiência e
condição financeira, proporcionando melhor investimento de seus recursos, seja na
propriedade, na aquisição de novos maquinários e novas tecnologias disponíveis no mercado,
em cursos profissionalizantes para seus colaboradores ou em investimentos financeiros.
Portanto, a orientação tributária permite entender quais tributos serão pagos, sejam eles
estaduais, federais ou municipais, bem como reduzir, adiar ou anular tributos.

OBJETIVO GERAL

Teve-se como objetivo determinar a estratégia tributária mais vantajosa para um


produtor rural de Marabá-Pa, definindo o regime tributário mais adequado, de modo a reduzir
custos e aumentar sua rentabilidade.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.1 AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

Segundo a CNA (2020), o agronegócio tem sido reconhecido como um vetor crucial
do crescimento econômico brasileiro. O agronegócio não envolve somente produtores rurais,
mas também uma grande cadeia de indústria, serviços, logísticas, bancos, entre outros.
Conforme a Agrishow Digital (2020), o Brasil detém uma das maiores cargas
tributárias em todo o mundo, devido inúmeros tributos e obrigações nas mais variadas
operações de conteúdo econômico.
Para Pitombo (2020), a carga de tributos no agronegócio é bem pesada e espera-se que
a futura reforma tributária possa trazer mudanças para problemas tributários do setor, de modo
que o sistema de tributação se modernize e se torne mais isonômico, desde o início da cadeia
produtiva, com os insumos da produção agropecuária, passando pela atividade rural ou agrária
na essência, chegando até as operações de produção agroindustrial, processamento,
armazenagem, distribuição e consumo.

ESTRATÉGIA TRIBUTÁRIA PARA O PRODUTOR RURAL

O planejamento tributário estratégico consiste em um conjunto de ações organizadas e


legalmente embasadas que têm como objetivo otimizar a carga tributária de uma empresa, por meio da
escolha consciente do regime de tributação, da reorganização societária ou da aplicação correta de
incentivos fiscais.
Diferente do planejamento operacional, que lida com a rotina do pagamento de tributos, o
planejamento estratégico busca alinhar as decisões fiscais com os objetivos de longo prazo da
organização, promovendo maior eficiência, competitividade e conformidade com a legislação vigente.
Segundo Crepaldi e Crepaldi (2014), o planejamento tributário pode ser entendido como
reestruturação fiscal e engenharia tributária para um bom desempenho da atividade. No entanto, é
necessário conhecer especificamente a atividade e o processo produtivo. Portanto, é de extrema
importância ter conhecimento de cada obrigação tributária para todos os regimes tributários, de modo a
proporcionar alternativas para o produtor rural para aumentar a rentabilidade da atividade e reduzir as
despesas com tributos.
Um dos aspectos do planejamento estratégico tributário é a análise econômico-
financeira, que consiste na adoção de procedimentos que visem maximizar o resultado do
planejamento por meio de análise jurídica e fiscal. De forma geral, é necessário que as
obrigações acessórias sejam cumpridas para não desencadear um processo de fiscalização,
adotar procedimentos que permitam a economia de outros tributos, buscar a maximização do
lucro e minimização de risco, dando suporte nas tomadas de decisões.

Atualmente no Brasil, muitos produtores rurais, sobretudo os de baixa renda, são muito
tradicionalistas e receosos acerca do planejamento estratégico tributário. Há muita resistência a
mudanças, o que acaba ocasionando perda de oportunidades, falta de segurança jurídica e
tributária e elevação da carga tributária paga (CREPALDI e CREPALDI, 2014).
Para Crepaldi e Crepaldi (2014), a pesada carga tributária sobre as empresas torna o
planejamento tributário essencial. Somente através de um bom planejamento estratégico
tributário, o produtor pode reduzir gastos e realizar devolução ou compensação dos tributos
cobrados indevidamente. Muitas vezes, um planejamento tributário eficiente, juntamente com
o jurídico e contábil, permite rever exigências fiscais e adotar a melhor opção para a redução
da tributação.

REGIME TRIBUTÁRIOS PERMITIDOS AO PRODUTOR RURAL NO BRASIL

O planejamento estratégico tributário exige o conhecimento de cada regime de


tributação permitido na legislação brasileira.
Conforme o sistema tributário brasileiro, o produtor rural, pessoa física, é tributado no
regime de Imposto de Renda, pessoa física. Como pessoa jurídica, o produtor pode optar
pelos regimes do Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido.

REGIME DO IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)

O IRPF é devido por todas as pessoas físicas que tenham recebido valores tributáveis
superiores a R$ 30.528,00 no ano base de 2025, bem como pessoas que tenham ganho de
capital com operações de mercadorias, bolsa de valores ou de mercados futuros, pessoas
físicas com rendimentos isentos, tributáveis ou não tributáveis na fonte, com valor superior a
R$40.000,00. De acordo com sua renda ou base de cálculo, são atribuídas alíquotas para aferir
o imposto devido (TABELA 1).
TABELA 1 – TABELA DE IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA ANO BASE 2025.

Na atividade rural, o IRPF é devido pelo produtor que teve receita bruta anual superior
a R$ 169.440,00, ou que possuía em 31 de dezembro de 2024 bens e direitos inclusive terra
nua com valor total superior a R$ 800.000,00. O produtor pessoa física fica obrigado a
recolher o IRPF, o ITR, o CCIR e o Funrural (com alíquota de 1,5%), em alguns casos de
recolhimento também de ICMS, conforme a operação estadual.
É permitido ao produtor rural apurar o resultado da atividade de forma contábil, sendo
necessário que um contador realize o controle contábil por meio de livro Diário, livro Caixa,
balancetes e balanços, de acordo com as normas contábeis, comerciais e fiscais aplicáveis.
Nesses livros são registradas as receitas, despesas de custeio e investimentos.
Quando o resultado da atividade rural for positivo, ele integrará a base de cálculo do
IRPF. Se for negativo, poderá ser compensado nos anos seguintes. O pequeno produtor que
auferir, no ano, receita bruta de até R$ 56.000,00 continua dispensado da escrituração contábil
e do livro caixa.
Desde o exercício de 2020, está em vigor a obrigatoriedade do Livro Caixa Digital do Produtor
Rural (LCDPR), devendo ser entregue em 2025 pelos produtores que tenham tido, no ano de
2024, receita bruta anual superior a R$ 4.800.000,00. As informações do LCDPR são detalhadas
nesse livro, enquanto a síntese é informada na declaração de ajuste anual do IRPF.
REGIME TRIBUTÁRIO DO SIMPLES NACIONAL

O Simples Nacional é um regime especial unificado de arrecadação de tributos e


contribuições devidos pelas microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).
O produtor rural pessoa jurídica pode optar por esse regime, desde que não ultrapasse
o limite para enquadramento. Para ser considerado um ME (incluso MEI), o faturamento não
pode ultrapassar R$360.000,00 no ano, empresa do MEI faturamento de R$81.000,00/ano e a
EPP deve faturar até R$ 4.800.000,00 no ano (TABELA 2).
A empresa rural que optar pelo regime do Simples Nacional deverá fazer o cálculo do imposto
mensalmente. Conforme a receita, incidirá alíquota específica, e o valor devido unifica todos os
tributos federais, estaduais e municipais (IRPJ, CSLL, CPP, ICMS, PIS, COFINS, ISS, CPP)
(CREPALDI e CREPALDI, 2014).

TABELA 2 – LIMITES DE FATURAMENTO PARA ENQUADRAMENTO NO SIMPLES NACIONAL-


ANEXO II.

Fonte: RECEITA FEDERAL (2025).

O recolhimento mensal é obrigatório, por meio de Documento de Arrecadação do


Simples Nacional (DAS). Como alternativa, ele pode optar por realizar o
recolhimento/desconto direto na folha de pagamento, juntamente com o FGTS de seus
colaboradores, demais descontos de IRPF e contribuições sindicais (TABELA 3).

TABELA 3 – PERCENTUAIS DE REPARTIÇÃO DOS TRIBUTOS PAGOS NO SIMPLES NACIONAL.

Fonte: RECEITA FEDERAL (2020).


A vantagem deste regime é a tributação unificada e menos complexa. Lembrando que
não são todas as empresas que podem aderir a este regime devido o faturamento.

REGIME TRIBUTÁRIO DO LUCRO PRESUMIDO

No regime de Lucro Presumido, o produtor rural ou empresas precisam ter


faturamento anual de até R$78.000.000,00 e não podem ser optantes do regime tributário do
Lucro Real (CREPALDI e CREPALDI, 2014).

O Lucro Presumido consiste na forma simplificada de tributação do imposto de renda das


pessoas jurídicas. Basicamente, é a forma de pagamento do imposto de renda da pessoa
jurídica (IRPJ), juntamente com a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), fixada
sobre a estimativa de lucro estabelecida pela Receita Federal (Lei nº 8.981/1995, art. 44; Lei
n.9.065/1995, art.1º, Lei nº 9.249/1995, art. 29; Lei n. 9.718/1998, art.13; Lei nº 12.814/2013,
Art.14, I (RODRIGUES et al.,
2011).
O nome de “lucro presumido” decorre do fato de que nesse regime, o Imposto de
Renda não é calculado sobre o lucro efetivo, o IRPJ e o CSLL são calculados sobre uma base
presumida de lucro, que é determinado sobre percentual da receita bruta. O cálculo é realizado
trimestralmente, sendo que o 1º trimestre se encerra em 31/03, 2º trimestre se encerra em
30/06, 3º trimestre se encerra em 30/09 e 4º trimestre se encerra em 31/12 do ano vigente.
Esta opção tende a ser mais vantajosa para empresas altamente lucrativas, porém tem a
desvantagem que há limitação do faturamento da empresa e ramo de atividade. Não é
interessante para empresas que têm prejuízos: como o IR é pago sobre a receita bruta e não
sobre o lucro efetivo, a empresa pagará valor superior (CREPALDI e CREPALDI, 2014).
É importante analisar os seguintes aspectos: se o percentual de cada atividade pode ser
reduzido dentro da tabela, que vai de 16% a 32% da presunção de lucro; se há como reduzir o
adicional de 10% do IRPJ para o lucro presumido do trimestre, se for acima de R$60.000,00
mediante o desmembramento em nova empresa, é de extrema importância fazer análise de
balanço e balancete.
Este regime de tributação é muito utilizado pelas empresas, devido ser mais simples e
possuir menos exigências com documentações e por estratégica tributária: dependendo da
empresa, pode representar uma economia tributária relevante.

METODOLOGIA

A propriedade rural objeto deste estudo localiza-se na cidade de Marabá, Pará, com
área total de 99,7 ha, possuindo área de reserva legal, residências, barracões, galpão, rios.
Portanto, apenas parte da área é utilizada para criação de gado.
O proprietário é descendente de Italiano, não tradicionalista. As atividades são
realizadas por ele e seus filhos e cinco funcionários.
Foi realizada entrevista com o produtor rural para coleta de dados e informações sobre
os processos de trabalho. Apurou-se o faturamento, despesas e custos, bem como a declaração
de IRPF do ano base de 2024, a qual serviu de base para as análises comparativas.
Após planilhar os dados fornecidos, foi realizada análise dos tributos devidos (carga
tributária) para cada regime de tributação: Imposto de Renda de Pessoa Física; Simples
Nacional; e Lucro Presumido.
Por fim, foram realizadas simulações em cada regime tributário, mantendo-se a mesma
quantidade de funcionários, mas com projeção de aumento do faturamento do produtor para
um valor anual médio de R$3.909.955,63 (faturamento anual de R$4.800.000,00 é o limite
para o regime do Simples Nacional), e despesas de R$3.000.060,00.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

REGIME DO SIMPLES NACIONAL

De acordo com os dados do faturamento e despesas dos últimos 12 meses, o produtor poderia se
enquadrar neste regime tributário.
(QUADRO 2)
Neste regime, o gado também é isento de ICMS, mas a alíquota seria de 32% e a base
de cálculo representa a soma do IRPJ, CSLL, PIS/COFINS, CPP E IPI

No ano de 2024, considerando o faturamento anual total de R$ 3.909.955,63, caso o produtor rural fosse
optante pelo Simples Nacional, o valor estimado de tributos pagos seria de R$ 30.407,63.

Esse valor representa uma carga tributária efetiva de apenas 0,78% sobre o faturamento da fazenda, o
que evidencia uma grande economia tributária quando comparado ao Lucro Presumido, no qual os
tributos pagos somariam R$ 42.524,61, com uma carga de aproximadamente 1,09%. Assim, o Simples
Nacional apresenta uma carga 28,5% menor do que a do regime presumido, considerando a relação
direta entre os tributos e o faturamento.

Outro ponto relevante é que, mesmo dentro do Simples Nacional, a venda de gado permanece isenta de
ICMS, o que reduz ainda mais o impacto tributário. Além disso, o recolhimento unificado dos tributos
por meio da guia única (DAS) facilita a administração da fazenda, oferecendo mais praticidade no dia a
dia do produtor rural pessoa física.

Diante disso, o Simples Nacional mostra-se uma opção altamente vantajosa, tanto pela economia
financeira quanto pela simplificação das obrigações fiscais.
REGIME DO LUCRO PRESUMIDO

Novamente neste regime manteve-se isento de ICMS para o gado , PIS/COFINS alíquota
zero

QUADRO 3 - CENÁRIO DO REGIME DE LUCRO PRESUMIDO.

Fonte: Elaborado pelo Autor.

Neste regime o produtor pagaria no ano de 2025 um valor total de tributos de


R$42.524,61, o que corresponde à uma carga tributária de 13,05% do faturamento total anual.

COMPARATIVO DOS REGIMES TRIBUTÁRIOS

A partir da análise comparativa entre os diferentes regimes, foi possível identificar que
o produtor teria uma carga tributária inferior, caso escolhesse um regime tributário de
pessoa jurídica.
O regime mais adequado seria o Simples Nacional, seguido do Lucro Presumido.

Verificou-se que, com um faturamento anual de R$ 3.909.955,63, a escolha do regime tributário


impacta diretamente na carga tributária final do produtor rural. Na comparação entre os regimes
do Simples Nacional e do Lucro Presumido, observou-se que o Simples Nacional apresentou a
menor carga tributária efetiva, sendo portanto o mais vantajoso financeiramente.

No Simples Nacional, a carga tributária foi de aproximadamente 7,49% sobre a receita bruta,
resultando em R$ 30.407,63 em tributos pagos e um lucro líquido de R$ 233.514,35.

Por outro lado, o regime do Lucro Presumido apresentou uma carga tributária total de
aproximadamente 10,89% sobre a receita bruta, totalizando R$ 42.524,61 pagos em tributos e um
lucro líquido de R$ 221.397,36.

Portanto, apesar de o Lucro Presumido ser tradicionalmente apontado como um regime com boa
redução tributária em determinados perfis empresariais, no cenário real analisado, o Simples
Nacional demonstrou ser mais vantajoso, garantindo maior lucratividade e menor pagamento de
tributos.

A diferença entre os dois regimes foi de R$ 12.116,99, valor que representa o quanto se pagaria a
mais anualmente no Lucro Presumido em comparação ao Simples Nacional. Essa diferença
mostra a importância de realizar um planejamento tributário preciso, especialmente em casos de
faturamento elevado, como o apresentado.

Por fim, destaca-se que, embora o regime do Lucro Presumido possibilite maior detalhamento
contábil e algumas vantagens específicas (como a dedução de determinadas despesas e créditos),
ele também exige uma estrutura contábil mais robusta e cumprimento rigoroso das obrigações
acessórias. O Simples Nacional, por sua vez, oferece maior praticidade operacional e se mostrou
mais eficiente em termos de resultado líquido no cenário avaliado.
Verificou-se que, com o faturamento anual de R$ 3.909.955,63, a escolha entre os regimes do
Simples Nacional e do Lucro Presumido tem impacto significativo na carga tributária e na
lucratividade do produtor.

Na simulação realizada, o regime do Simples Nacional resultou na menor carga tributária, com R$
30.407,63 em tributos pagos e lucro líquido de R$ 233.514,35, representando uma carga efetiva de
aproximadamente 7,49% sobre o lucro bruto.

Por outro lado, o regime do Lucro Presumido resultou no pagamento de R$ 42.524,61 em tributos,
com lucro líquido de R$ 221.397,36, representando uma carga tributária mais elevada — ainda
que com maior possibilidade de deduções contábeis e aproveitamento de crédito para empresas
mais estruturadas.

A diferença entre os regimes, na simulação apresentada, é de R$ 12.116,99 a mais em tributos


pagos no Lucro Presumido, e R$ 12.116,99 a menos de lucro em comparação ao Simples
Nacional.

Embora o Lucro Presumido exija um nível de controle contábil mais detalhado, ele pode ser
vantajoso para produtores que possuem despesas operacionais significativas ou desejam
aproveitar regimes específicos de compensação. Já o Simples Nacional se mostra ideal para
operações mais enxutas, com menos encargos e maior simplicidade nas obrigações acessórias.

É importante lembrar que o Simples Nacional tem limitações — como o teto de R$ 4,8 milhões
anuais
— e, ao ultrapassar R$ 3,6 milhões, o produtor deixa de aproveitar o ICMS ou ISS no cálculo da
alíquota efetiva, conforme previsto na legislação. Ainda assim, esse regime foi o mais vantajoso
na simulação atual, com maior lucro líquido ao final do período.
Portanto, o planejamento tributário é essencial para o produtor rural tomar a decisão mais
adequada. Reduzindo a carga tributária legalmente, é possível reinvestir na propriedade, melhorar
a infraestrutura e manter a competitividade no mercado (SILVA, 2020).

REFERÊNCIAS

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