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Crescimento Interior

O texto discute a dificuldade de alinhar o crescimento interior do ser humano com suas atitudes e comportamentos na vida cotidiana. Embora a evolução possa ocorrer, muitas vezes as pessoas permanecem presas a antigos paradigmas, resultando em conflitos internos. O processo de integrar essa evolução à vida é complexo e doloroso, exigindo análise e coragem para enfrentar mudanças significativas.

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Crescimento Interior

O texto discute a dificuldade de alinhar o crescimento interior do ser humano com suas atitudes e comportamentos na vida cotidiana. Embora a evolução possa ocorrer, muitas vezes as pessoas permanecem presas a antigos paradigmas, resultando em conflitos internos. O processo de integrar essa evolução à vida é complexo e doloroso, exigindo análise e coragem para enfrentar mudanças significativas.

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Crescimento Interior

Artur da Távola - agosto/2007

Nem sempre o progresso interior do ser humano (quando existe), é


acompanhado por atitudes compatíveis com ele (progresso).

Quando alguém evolui espiritual, intelectual ou psicologicamente nem


sempre consegue ajustar a evolução à sua vida. É que já está de tal
forma preso a formatos anteriores de personalidade com os quais
aprendeu a ajustar-se e a defender-se na vida, que dificilmente abre
mão de seus paradigmas.

A vida de cada um de nós, na medida em que a consciência se amplia,


estabelece um conflito entre a evolução e o que resiste a ela, por já ser
molde de comportamento. Em geral esse "molde" ganha a luta. Mesmo
que o leve para a estagnação ou para o "brejo".
Somente um processo de análise e de educação consegue ajustar a
evolução à vida.

Evoluir, crescer interiormente exige mudanças que a existência pede


mas a vida nem sempre autoriza. Briga feia, esta...

Há períodos, porém, em que a evolução pode se desencadear com


rapidez. Algum fato doloroso, perda, ou amadurecimento consciente e
inconsciente, propiciam a revolução interna.
Alcançar tal ponto pela evolução gradual e a coragem de existir como
um novo ser (ou recuperar o verdadeiro ser antes guardado e
escondido pelas defesas) é, mesmo, difícil.
Porém muito mais complexo e doloroso é passar para a vida a evolução
obtida. E fazê-la permanente.

Há pessoas que procuram, a qualquer descoberta ou novidade


exteriores, logo incorporá-las à evolução interior. Mas a vida possui
severas regras e leis. Se a passagem for brusca ressentir-se-á.
No tropel da renovação desejada (e necessária) será jogado fora o que
não era para tal. Adiante fará falta.
A sofreguidão de transportar a evolução interna para a vida vivida,
pode levar a erros e mudanças bruscas (e radicais) demais para
perdurarem. Acontece freqüentemente.

O oposto também ocorre: evoluir, sem, contudo, transferir para a vida


atitudes e modos de ser compatíveis com o que mudou e amadureceu.
Aqui, o sofrimento é ingente.

A vida impõe compromissos, alguns insuperáveis, injunções terríveis e


graves. Como removê-las sem fortes danos? Ou sem machucar
terceiros, quartos, quintos etc.?
Possível, sim. Fácil, jamais. Doloroso, sempre, pois acompanhadas de
perdas inevitáveis, irreparáveis e inerentes.
É, portanto, difícil, profundo, doloroso, o processo de compatibilizar a
vida vivida com os rumos do desenvolvimento interior.
Raro é adequar-se a vida à evolução. Talvez, seja até mais difícil do que
evoluir. O trabalho interior para evoluir, crescer e amadurecer é sofrido
e lento! Ajustar, depois, a evolução à vida, poucos conseguem; só os
fortes. Ou os sábios. E mesmo a evolução está carregada de recuos,
erros e dúvidas. Viver é uma arte.

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