Trombose Venosa Profunda (TVP)
. Introdução Geral
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A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição clínica significativa que envolve a formação de
c oágulos sanguíneos em veias profundas, usualmente nos membros inferiores. Seu reconhecimento e
m anejo são cruciais para evitar complicações graves, como a embolia pulmonar, e seus esforços de
prevenção são fundamentais em pacientes de alto risco.
2. Definição e Fisiopatologia
efinição
D
A TVP é caracterizada pela formação de trombos no sistema venoso profundo, comumente nas veias
das pernas. A sua ocorrência pode levar a repercussões sistêmicas significativas devido ao risco de
deslocamento do trombo, resultando em embolização pulmonar [3].
isiopatologia
F
A tríade de Virchow (estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade) é central na fisiopatologia da
TVP:
● Estase Venosa: Imobilização prolongada, como repouso no leito ou longas viagens, que contribui
para o fluxo sanguíneo lento.
● Lesão Endotelial: Pode resultar de trauma, cirurgia ou inflamação, facilitando a adesão
plaquetária e a formação de trombos.
● Hipercoagulabilidade: Fatores genéticos (mutação do fator V de Leiden) e adquiridos (câncer,
gravidez) aumentam o risco de trombose.
. Fatores de Risco Associados
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A TVP compartilha um conjunto diversificado de fatores de risco:
● Predisposição Genética:Deficiências hereditárias de antitrombina, proteína C e S.
● Fatores Adquiridos:Cirurgias (especialmente ortopédicas), trombofilias adquiridas como a
s índrome antifosfolipídica, e uso de contraceptivos orais.
● Condições Clínicas:O besidade, varizes, idade avançada e tabagismo são fatores significativos
no desenvolvimento de TVP.
. Classificação
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Localização Anatômica:
● Proximal:Acometimento das veias femorais e ilíacas.
● Distal:Envolvimento das veias da panturrilha, que pode ser menos sintomático e de difícil
diagnóstico clínico.
5. Diagnóstico
● História Clínica e Exame Físico:Variáveis em apresentação, incluem sinais de dor, inchaço e
c alor localizado.
● Exames de Imagem:Ultrassonografia com Doppler é o método de escolha devido à sua alta
s ensibilidade e especificidade.
● M arcadores Laboratoriais:O teste de D-dímero serve como ferramenta de exclusão em
pacientes de baixo risco, mas não é específico.
6. Abordagens Terapêuticas Atuais
● Anticoagulação:É a base do tratamento. Inicialmente com Heparina de Baixo Peso Molecular
(HBPM) ou fondaparinux, com transição para anticoagulantes orais diretos (DOACs) ou varfarina.
● Tratamento Endovascular:Indicado em casos complexos ou refratários, podendo incluir
trombólise dirigida por cateter ou trombectomia.
● S
uporte Adicional:Meias de compressão elástica são recomendadas para aliviar sintomas e
prevenir a síndrome pós-trombótica.
7. Complicações Potenciais e Prognóstico
● Síndrome Pós-Trombótica:Condição crônica que ocorre em até 50% dos casos não tratados
adequadamente, levando a dor e edema persistentes.
● Recorrência e Embolia Pulmonar:A anticoagulação adequada é crítica na prevenção da
recorrência de TVP e do deslocamento dos trombos, prevenindo embolias.
● Prognóstico Geral:Diretamente relacionado à adesão ao tratamento precoce e continuado,
c om um foco importante na prevenção primária e secundária.
Tromboembolia Pulmonar (TEP)
. Introdução Geral
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A Tromboembolia Pulmonar (TEP) representa uma condição crítica, frequentemente associada à
Trombose Venosa Profunda (TVP). Ela ocorre quando trombos venosos, geralmente originados nos
m embros inferiores, se deslocam e obstruem a circulação arterial pulmonar. Esta situação pode levar a
c omplicações hemodinâmicas severas e consequente risco à vida.
. Definição e Fisiopatologia
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Definição
● TEP é definida pela obstrução das artérias pulmonares devido a êmbolos, geralmente resultantes
de trombos formados nas veias profundas dos membros inferiores.
Fisiopatologia
● Formação do Trombo: Semelhante à TVP, a TEP tem como base a tríade de Virchow: estase
s anguínea, lesão endotelial e estado de hipercoagulabilidade.
● Consequências Hemodinâmicas: A obstrução das artérias pulmonares aumenta a resistência
vascular pulmonar, podendo resultar em hipertensão arterial pulmonar aguda e disfunção do
ventrículo direito.
. Fatores de Risco Associados
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O s fatores de risco para TEP espelham os da TVP, com modificações específicas considerando
implicações clínicas:
● Imobilização Prolongada:Viagens longas ou recuperação cirúrgica.
● Cirurgias Recentes:Especialmente ortopédicas e abdominais [6].
● Doenças Oncológicas:O câncer e seu tratamento aumentam o risco de TVP e,
c onsequentemente, TEP.
● O utros:Histórico pessoal ou familiar de tromboembolismos, uso de contraceptivos hormonais e
terapia de reposição hormonal.
. Classificação
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A TEP é classificada quanto à gravidade com base no risco de mortalidade precoce:
● Baixo Risco:Pacientes estáveis hemodinamicamente sem disfunção ventricular ou
biomarcadores alterados.
● Risco Intermediário:Disfunção ventricular direita ou biomarcadores elevados, porém sem
c omprometimento hemodinâmico.
● Alto Risco:Pacientes com instabilidade hemodinâmica; necessitam intervenção imediata.
5. Diagnóstico
● Exames de Imagem: A angiotomografia computadorizada pulmonar (angio-TC) é o padrão-ouro
no diagnóstico de TEP. Alternativas incluem cintilografia de ventilação-perfusão em certos casos.
● Marcadores Laboratoriais: O D-dímero é um exame sensível útil na exclusão da TEP em
pacientes de baixa probabilidade clínica.
● Escalas de Predição: O escore de Wells é usado para estimar a probabilidade clínica da TEP e
orientar o uso de exames complementares.
6. Abordagens Terapêuticas Atuais
● Anticoagulação:Fundamental para todos os pacientes com TEP aguda não complicadas,
utilizando inicialmente heparina e posteriormente anticoagulantes orais (varfarina ou DOACs).
● Terapia Trombolítica:Recomendada para TEP de alto risco, ou quando há instabilidade
hemodinâmica significativa.
● Tratamentos Intervencionistas:Em casos refratários ou complicados, podem incluir
embolectomia cirúrgica ou cateter-direcionados.
7. Complicações Potenciais e Prognóstico
● Hipertensão Pulmonar Tromboembólica Crônica:Complicação que leva a sintomas
persistentes e potencialmente graves de TEP.
● Prognóstico:Depende fortemente da gravidade na apresentação e da prontidão do tratamento.
O tratamento adequado reduz a mortalidade e potencializa a recuperação completa.