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TEP e TVP - Documentos Google

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é a formação de coágulos em veias profundas, especialmente nas pernas, e pode levar a complicações graves como a embolia pulmonar. A Tromboembolia Pulmonar (TEP) ocorre quando esses coágulos se deslocam para as artérias pulmonares, resultando em risco à vida e complicações hemodinâmicas. O manejo adequado de ambas as condições envolve diagnóstico preciso, anticoagulação e prevenção de complicações.

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A Trombose Venosa Profunda (TVP) é a formação de coágulos em veias profundas, especialmente nas pernas, e pode levar a complicações graves como a embolia pulmonar. A Tromboembolia Pulmonar (TEP) ocorre quando esses coágulos se deslocam para as artérias pulmonares, resultando em risco à vida e complicações hemodinâmicas. O manejo adequado de ambas as condições envolve diagnóstico preciso, anticoagulação e prevenção de complicações.

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‭Trombose Venosa Profunda (TVP)‬

‭ . Introdução Geral‬
1
‭A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição clínica significativa que envolve a formação de‬
‭c oágulos sanguíneos em veias profundas, usualmente nos membros inferiores. Seu reconhecimento e‬
‭m anejo são cruciais para evitar complicações graves, como a embolia pulmonar, e seus esforços de‬
‭prevenção são fundamentais em pacientes de alto risco.‬

‭2. Definição e Fisiopatologia‬

‭ efinição‬
D
‭A TVP é caracterizada pela formação de trombos no sistema venoso profundo, comumente nas veias‬
‭das pernas. A sua ocorrência pode levar a repercussões sistêmicas significativas devido ao risco de‬
‭deslocamento do trombo, resultando em embolização pulmonar [3].‬

‭ isiopatologia‬
F
‭A tríade de Virchow (estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade) é central na fisiopatologia da‬
‭TVP:‬
‭●‬ ‭Estase Venosa: Imobilização prolongada, como repouso no leito ou longas viagens, que contribui‬
‭para o fluxo sanguíneo lento.‬
‭●‬ ‭Lesão Endotelial: Pode resultar de trauma, cirurgia ou inflamação, facilitando a adesão‬
‭plaquetária e a formação de trombos.‬
‭●‬ ‭Hipercoagulabilidade: Fatores genéticos (mutação do fator V de Leiden) e adquiridos (câncer,‬
‭gravidez) aumentam o risco de trombose.‬

‭ . Fatores de Risco Associados‬


3
‭A TVP compartilha um conjunto diversificado de fatores de risco:‬
‭●‬ ‭Predisposição Genética:‬‭Deficiências hereditárias de antitrombina, proteína C e S.‬
‭●‬ ‭Fatores Adquiridos:‬‭Cirurgias (especialmente ortopédicas), trombofilias adquiridas como a‬
‭s índrome antifosfolipídica, e uso de contraceptivos orais.‬
‭●‬ ‭Condições Clínicas:‬‭O besidade, varizes, idade avançada e tabagismo são fatores significativos‬
‭no desenvolvimento de TVP.‬

‭ . Classificação‬
4
‭Localização Anatômica:‬
‭●‬ ‭Proximal:‬‭Acometimento das veias femorais e ilíacas.‬
‭●‬ ‭Distal:‬‭Envolvimento das veias da panturrilha, que pode ser menos sintomático e de difícil‬
‭diagnóstico clínico.‬

‭5. Diagnóstico‬
‭●‬ ‭História Clínica e Exame Físico:‬‭Variáveis em apresentação, incluem sinais de dor, inchaço e‬
‭c alor localizado.‬
‭●‬ ‭Exames de Imagem:‬‭Ultrassonografia com Doppler é o método de escolha devido à sua alta‬
‭s ensibilidade e especificidade.‬
‭●‬ ‭M arcadores Laboratoriais:‬‭O teste de D-dímero serve como ferramenta de exclusão em‬
‭pacientes de baixo risco, mas não é específico.‬

‭6. Abordagens Terapêuticas Atuais‬


‭●‬ ‭Anticoagulação:‬‭É a base do tratamento. Inicialmente com Heparina de Baixo Peso Molecular‬
‭(HBPM) ou fondaparinux, com transição para anticoagulantes orais diretos (DOACs) ou varfarina.‬
‭●‬ ‭Tratamento Endovascular:‬‭Indicado em casos complexos ou refratários, podendo incluir‬
‭trombólise dirigida por cateter ou trombectomia.‬
‭●‬ S
‭ uporte Adicional:‬‭Meias de compressão elástica são recomendadas para aliviar sintomas e‬
‭prevenir a síndrome pós-trombótica.‬

‭7. Complicações Potenciais e Prognóstico‬


‭●‬ ‭Síndrome Pós-Trombótica:‬‭Condição crônica que ocorre em até 50% dos casos não tratados‬
‭adequadamente, levando a dor e edema persistentes.‬
‭●‬ ‭Recorrência e Embolia Pulmonar:‬‭A anticoagulação adequada é crítica na prevenção da‬
‭recorrência de TVP e do deslocamento dos trombos, prevenindo embolias.‬
‭●‬ ‭Prognóstico Geral:‬‭Diretamente relacionado à adesão ao tratamento precoce e continuado,‬
‭c om um foco importante na prevenção primária e secundária.‬

‭Tromboembolia Pulmonar (TEP)‬

‭ . Introdução Geral‬
1
‭A Tromboembolia Pulmonar (TEP) representa uma condição crítica, frequentemente associada à‬
‭Trombose Venosa Profunda (TVP). Ela ocorre quando trombos venosos, geralmente originados nos‬
‭m embros inferiores, se deslocam e obstruem a circulação arterial pulmonar. Esta situação pode levar a‬
‭c omplicações hemodinâmicas severas e consequente risco à vida.‬

‭ . Definição e Fisiopatologia‬
2
‭Definição‬
‭●‬ ‭TEP é definida pela obstrução das artérias pulmonares devido a êmbolos, geralmente resultantes‬
‭de trombos formados nas veias profundas dos membros inferiores.‬
‭Fisiopatologia‬
‭●‬ ‭Formação do Trombo: Semelhante à TVP, a TEP tem como base a tríade de Virchow: estase‬
‭s anguínea, lesão endotelial e estado de hipercoagulabilidade.‬
‭●‬ ‭Consequências Hemodinâmicas: A obstrução das artérias pulmonares aumenta a resistência‬
‭vascular pulmonar, podendo resultar em hipertensão arterial pulmonar aguda e disfunção do‬
‭ventrículo direito.‬

‭ . Fatores de Risco Associados‬


3
‭O s fatores de risco para TEP espelham os da TVP, com modificações específicas considerando‬
‭implicações clínicas:‬
‭●‬ ‭Imobilização Prolongada:‬‭Viagens longas ou recuperação cirúrgica.‬
‭●‬ ‭Cirurgias Recentes:‬‭Especialmente ortopédicas e abdominais [6].‬
‭●‬ ‭Doenças Oncológicas:‬‭O câncer e seu tratamento aumentam o risco de TVP e,‬
‭c onsequentemente, TEP.‬
‭●‬ ‭O utros:‬‭Histórico pessoal ou familiar de tromboembolismos, uso de contraceptivos hormonais e‬
‭terapia de reposição hormonal.‬

‭ . Classificação‬
4
‭A TEP é classificada quanto à gravidade com base no risco de mortalidade precoce:‬
‭●‬ ‭Baixo Risco:‬‭Pacientes estáveis hemodinamicamente sem disfunção ventricular ou‬
‭biomarcadores alterados.‬
‭●‬ ‭Risco Intermediário:‬‭Disfunção ventricular direita ou biomarcadores elevados, porém sem‬
‭c omprometimento hemodinâmico.‬
‭●‬ ‭Alto Risco:‬‭Pacientes com instabilidade hemodinâmica; necessitam intervenção imediata.‬
‭5. Diagnóstico‬
‭●‬ ‭Exames de Imagem: A angiotomografia computadorizada pulmonar (angio-TC) é o padrão-ouro‬
‭no diagnóstico de TEP. Alternativas incluem cintilografia de ventilação-perfusão em certos casos.‬
‭●‬ ‭Marcadores Laboratoriais: O D-dímero é um exame sensível útil na exclusão da TEP em‬
‭pacientes de baixa probabilidade clínica.‬
‭●‬ ‭Escalas de Predição: O escore de Wells é usado para estimar a probabilidade clínica da TEP e‬
‭orientar o uso de exames complementares.‬

‭6. Abordagens Terapêuticas Atuais‬


‭●‬ ‭Anticoagulação:‬‭Fundamental para todos os pacientes com TEP aguda não complicadas,‬
‭utilizando inicialmente heparina e posteriormente anticoagulantes orais (varfarina ou DOACs).‬
‭●‬ ‭Terapia Trombolítica:‬‭Recomendada para TEP de alto risco, ou quando há instabilidade‬
‭hemodinâmica significativa.‬
‭●‬ ‭Tratamentos Intervencionistas:‬‭Em casos refratários ou complicados, podem incluir‬
‭embolectomia cirúrgica ou cateter-direcionados.‬

‭7. Complicações Potenciais e Prognóstico‬


‭●‬ ‭Hipertensão Pulmonar Tromboembólica Crônica:‬‭Complicação que leva a sintomas‬
‭persistentes e potencialmente graves de TEP.‬
‭●‬ ‭Prognóstico:‬‭Depende fortemente da gravidade na apresentação e da prontidão do tratamento.‬
‭O tratamento adequado reduz a mortalidade e potencializa a recuperação completa.‬

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