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Passo A Passo PCR

O documento descreve um protocolo para detecção de Leishmania infantum por PCR utilizando primers RV1RV2 e GAPDH, abordando desde a quantificação do DNA até a análise em gel de agarose. Inclui detalhes sobre biossegurança, diluições, preparo de Master Mix, amplificação e interpretação de resultados. O fluxo de trabalho é dividido em salas específicas para evitar contaminações e garantir a integridade dos reagentes.

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Passo A Passo PCR

O documento descreve um protocolo para detecção de Leishmania infantum por PCR utilizando primers RV1RV2 e GAPDH, abordando desde a quantificação do DNA até a análise em gel de agarose. Inclui detalhes sobre biossegurança, diluições, preparo de Master Mix, amplificação e interpretação de resultados. O fluxo de trabalho é dividido em salas específicas para evitar contaminações e garantir a integridade dos reagentes.

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PCR

Detecção de Leishmania infantum com Primers RV1RV2 e GAPDH


Nome: Vitória de Freitas da Silva

1.​ Protocolo
2.​ MIX
3.​ NANODROP
4.​ EXTRAÇÃO (Adicionar o DNA ao mix)
5.​ Termociclador (Pasta RV1RV2)
6.​ Gel de Agarose

1. Objetivo
Detectar Leishmania infantum por PCR utilizando primers RV1RV2 (gênero
Leishmania) e GAPDH(controle interno - gene endógeno), desde a quantificação do
DNA até a análise em gel de agarose. O protocolo garante biossegurança e previne
contaminações cruzadas entre ambientes.

2. Quantificação do DNA – Nanodrop


Local: Parasitologia
●​ Leitura (absorbância):
○​ 260 nanômetros: Absorbância de DNA e RNA (sem distorção)
○​ 280 nm: Absorbância de proteínas
○​ 230 nm: Solventes orgânicos
●​ A partir de 1,8 a razão 260/280 é considerada pura, sendo entre 1,8 e 2,0 a
melhor relação de pureza. (1,8 ul indica mais DNA do que proteínas)
○​ 100% de DNA e 0% de proteínas = 1,8
○​ 75% de DNA e 25% de proteínas = 1,4
●​ Razão 260/230 - Relação que demonstra a quantidade de solventes
orgânicos presentes na amostra.
○​ Valores menores = Maior contaminação
●​ O nanômetro não distingue DNA de RNA.
●​ A sensibilidade é limitada, principalmente com amostras com alta
concentração ou abaixo de 2ng.

Procedimento:
1.​ Sempre ligar ele sem o papel entre os leitores.
2.​ Escolher um alvo.
3.​ Usar de 1 a 2 µL, mas preferencialmente 1. NÃO FAZER BOLHAS!
4.​ Começar com o branco, que deve ser usado tampão de eluição.
⚠️
5.​ Quando aparece o símbolo “ ” ao lado da amostra, é porque teve
contaminação.
6.​ Clicar no símbolo ‘’i’’ e ver o valor corrigido.

Limpeza:
7.​ Limpar entre medições com lenço de papel.
8.​ Ao finalizar, colocar 3 µL de água e aguardar 3 minutos (COM ELE
FECHADO!). Depois é só secar e desligar no botão de trás.
9.​ Para salvar, basta encerrar o experimento, nomear e mandar para a nuvem.
Também pode deixar salvo no próprio equipamento.

3. Diluição do DNA (se necessário)


Local: Sala de Extração
Para controle positivo (L. infantum):
1.​ Misturar 10 µL de DNA com 90 µL de água livre de nucleases (proporção
1/10).
-​ Diluição 1/10: corresponde à proporção de 1ng/ul de soluto (amostra)
para 9ul de água. Pode ser feito em outros volumes, ex.: volume final
20ul - diluição: 2ul de amostra + 18 ul de água.
-​ A água utilizada é sempre a destinada para biologia molecular
(DNA/RNA free)
2.​ Homogeneizar suavemente em vórtex ou com a pipeta (em primeiro estágio).
3.​ Identificar como “L. infantum 1/10”.

4. Preparo do Master Mix (RV1RV2 e GPDAH)


Local: Sala de Mix PCR (EPI trocado)
●​ Realizar o mix total inicialmente em um tubo de 1,5 ou 2 ml (grandão) para
depois distribuir 20ul do mix para os tubos de 0,2 ml, onde já será colocada a
água do mix no CN da água (controle negativo).
●​ Composição por reação (base 6 reações com tubos de 0,2 ml (200 µL -
Pequeno)):

Componente Volume total (6x) Volume por reação

Mix dNTP 11 µL 2,2 µL

Magnésio 6,5 µL 1,3 µL

Tampão 10X 11 µL 2,2 µL

Taq Polimerase 1 µL 0,2 µL

Primer 1 4,5 µL 0,9 µL

Primer 2 4,5 µL 0,9 µL

Água 61,5 µL 12,3 µL


Total 100 µL 20 µL
Observação:
●​ Preparar dois mixes distintos, um para RV1RV2 e outro para GAPDH.
●​ Homogeneizar e aliquotar 20 µL em tubos de PCR estéreis (0,2 ml (200 ul -
super pequeno; Igual o de LAMP))
●​ Mixar tudo.
●​ Nunca levar a estante de um lugar para outro.

5. Adição do DNA
Local: Iniciar na Sala de Extração → Transição controlada para Sala Limpa
Procedimento:
1.​ Adicione 5 µL de DNA em cada tubo contendo Master Mix para os animais,
CP com [Link] 1/10 e CN de cão. A adição do CN de água já foi
realizada no mix.
2.​ Controles:
○​ Controle negativo (CN - Branco): Água livre de nucleases
○​ Controle negativo cão (CN de cão): DNA de cão não infectado
○​ Controle positivo (CP): L. infantum 1/10
3.​ Fechar tubos e mixar com pipeta.

6. Amplificação no Termociclador

Local: Sala de Gel


Programa de Ciclagem:
●​ Iniciar reação com tubos fechados no termociclador.
●​ Programas específicos:
○​ RV1RV2: Amplificação de Leishmania spp. – Banda esperada: 145 pb
○​ GAPDH: Amplificação controle interno – Banda esperada: específica
para mamíferos.
●​ Deixar o termociclador rodando durante o dia todo e realizar o gel no dia
seguinte.

7. Eletroforese em Gel de Agarose 2%


Local: Sala de Gel (Pós-PCR)

Preparo do Gel:
1.​ Retirar as amostras do termociclador e desligar o aparelho
2.​ Pesar 2g de agarose ultrapura
3.​ Transferir 100 ml de TBE 1x para uma proveta
a.​ Como fazer: Adicionar na proveta 90ml de água destilada + 10 ml de
TBE 10x
4.​ Em um erlenmeyer, transferir primeiro a agarose e depois o TBE 1x
5.​ Colocar no microondas por 1 min e 30 seg. A cada 30 seg, pausar e mexer.
a.​ Utilizar bico de pato para evitar queimaduras
b.​ Realizar o processo até a agarose diluir
6.​ Adicionar 3 µL de gel red (primeira gaveta do gaveteiro)
7.​ Com o gel ainda quente, despejar na forma e incluir os pentes desejados
8.​ Esperar esfriar e secar completamente (por 30 min)
9.​ Quando estiver pronto, retirar a forma externa e colocar o gel na cuba
apoiado na forma interna transparente e retirar os pentes
10.​Adicionar TBE 1x PARA CUBA até o limite indicado, deixando o gel submerso

Preparando a amostra:
1.​ Cortar um pequeno pedaço de parafina
2.​ Retirar da geladeira o corante azul e peso molecular 100pb, que estão na
caixa nomeada “Peso Molecular”
3.​ Pipetar 3µL de corante azul e colocar na parafina. Irá formar uma pequena
bolha azul. Repetir esse processo, fazendo “bolinhas” proporcionalmente ao
número de amostras utilizadas, sempre contando com 1 “bolinha” para peso
molecular
4.​ Adicionar 5µL de amostra na “bolinha”. Cada amostra é homogenizada com 1
“bolinha” individual
5.​ Transferir os 8µL (5µL de amostra + 3µL de corante) resultantes para um
poço no burraco feito pelo pente do gel
6.​ Passagem da corrente elétrica é através da polaridade eles atravessam o gel
a.​ O peso molecular é para saber onde fica cada marca. Por isso, ligar os
eletrodos (ânodo [+] e cátodo [-]) à fonte de energia.
7.​ Aplicação da voltagem ligando a corrente em 127v por 100 minutos

Como funciona:
●​ Visualização do DNA: Utilizar luz UV ao azul para visualizar as bandas de
DNA. Um ‘’ladder” de DNA com tamanhos conhecidos é usado para estimar o
tamanho dos fragmentos da amostra
●​ Se a amostra for negativa não aparece nada no gel de agarose
●​ Utilizar um tamanho de pente que faça poços a mais que o que necessário
●​ Usar pente com poços menores para correr melhor o gel

8. Interpretação dos Resultados


Amostra RV1RV2 (145 pb) GAPDH Interpretação

L. infantum 1/10 ✔ Positivo ✔ Positivo PCR válido

Controle negativo ✘ Negativo ✘ Negativo Sem


contaminação
Controle de água ✘ Negativo ✘ Negativo Reagentes
íntegros

Ações Corretivas:
●​ Falta de banda no controle positivo: Verificar qualidade do DNA, reagentes e
parâmetros do termociclador.
●​ Presença de banda no controle negativo: Suspeita de contaminação →
Repetir a extração com novos reagentes.

9. Fluxo de Trabalho e Biossegurança


Ambiente Atividades Permitidas Restrições

Sala de Extração Quantificação, diluição e Proibido retornar


adição de DNA ao mix materiais após saída

Sala de Mix PCR Preparo do Master Mix Proibido abrir tubos ou


manusear DNA

Sala de Gel Abrir tubos, carregar e Proibido retornar qualquer


visualizar gel material às salas
anteriores
●​ OBS.: Materiais usados em pós-PCR NÃO retornam para as outras salas.

10. Justificativa para Reações Separadas (RV1RV2 e GAPDH)


●​ Temperaturas ideais diferentes para cada par de primers.
●​ Evita competição por reagentes (ex: Taq, dNTPs).
●​ Minimiza formação de dímeros de primer e falsos negativos.
●​ Permite controle de qualidade individual por marcador (sensibilidade e
especificidade).

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