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Coletânea Antológica de Poemas Clássicos Chineses

A coletânea apresenta poemas clássicos chineses de renomados autores como Li Bai e Du Fu, traduzidos para o português e acompanhados do texto original em Pinyin. A Dinastia Tang é destacada como o auge da poesia chinesa, com uma rica produção literária que inclui obras de poetas masculinos e femininos. Os poemas exploram temas como a natureza, amor e a condição humana, refletindo a profundidade da cultura e espiritualidade chinesa.

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Coletânea Antológica de Poemas Clássicos Chineses

A coletânea apresenta poemas clássicos chineses de renomados autores como Li Bai e Du Fu, traduzidos para o português e acompanhados do texto original em Pinyin. A Dinastia Tang é destacada como o auge da poesia chinesa, com uma rica produção literária que inclui obras de poetas masculinos e femininos. Os poemas exploram temas como a natureza, amor e a condição humana, refletindo a profundidade da cultura e espiritualidade chinesa.

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Coletânea Antológica De

Poemas Clássicos
Chineses
Conjunto de obras e poemas clássicos da cultura
chinesa, escrita pelos maiores escritores chineses dos
últimos três séculos entre eles Li Bai e Lu Du, estão
traduzidos em português BR, texto original e em Pinyin
que é o sistema de romanização da língua
chinesa

A Dinastia Tang (618-915) é considerada o auge


da cultura clássica chinesa. Foram
aproximadamente 300 anos de uma sociedade
caracterizada por uma vida urbana intelectual
e esteticamente sofisticada. A produção
poética do período surpreende pela quantidade
e qualidade. A popular antologia Poemas
completos da Dinastia Tang, compilada
posteriormente, no século XVII (Dinastia
Qing), por ordem imperial, contém
aproximadamente 50 mil poemas, escritos por
2.200 autores, dentre os quais estão 190
mulheres – uma importante tradição feminina
sempre existiu na poesia chinesa.
.

Dentre os nomes mais notáveis desse período de


ouro da literatura universal, citam-se sempre
Li Bai (Li Po), o grande mestre taoísta da
poesia chinesa, e Wang Wei, um dos artistas
mais completos de seu tempo – poeta e pintor
de renome, mestre budista chan (zen). Na
tradição feminina, destaca-se Yu Xuanji, monja
taoísta e cortesã. Os textos a seguir, desses
autores, são exemplos de um tipo bastante
praticado no período: poemas que desenvolvem o
imaginário e o ambiente mitológico celestial e
de elevação pela meditação em meio à natureza,
relativos às tradições religiosas taoísta e
budista.

WANG WEI (701-761)

O Parque dos Veados


Solitários montes, ninguém à vista,
Ecos somente de vozes humanas.
Um sol tardio entra no bosque fundo,
Brilha de novo o verde musgo.

王伟 (701-761) - Texto original

鹿苑
孤山寂寥,不见人影,
唯有人声回荡。
夕阳西下,深林深处,
青苔重现光辉。

Wáng wěi (701-761)


Lùyuàn
gū shān jìliáo, bùjiàn rényǐng,
wéi yǒurén shēng huídàng.
Xīyáng xī xià, shēnlín shēn chù,
qīngtái chóng xiàn guānghuī.

RAIJUYI (772-846)

Uma nuvem no alto da montanha


Uma nuvem branca no alto da montanha,
intacta face ao avançar da manhã.
O trigo ressequido no campo
perde o viço e o verde.
O homem cresce e murcha,
cumpre e concretiza o quê?
Não pode transformar-se em chuva
e seguir o vento Leste.

赖居伊(772-846) - Texto original

山顶上的一片云
高山上的白云,
随着早晨的进展,完好无损。
田间干枯的小麦
它失去了新鲜和绿色。
人的成长和枯萎,
它完成和完成了什么?
不能化为雨
并跟随东风。

Làijūyī (772-846)

shāndǐng shàng de yī piàn yún gāoshān shàng de


báiyún, suízhe zǎochén de jìnzhǎn,wánhǎo
wúsǔn. tián jiān gānkū de xiǎomài tā shīqù
liǎo xīnxiān hé lǜsè. rén de chéngcháng hé
kūwěi, tā wánchéng hé wánchéng liǎo shíme?
bùnéng huàwéi yǔ bìng gēnsuí dōngfēng.

LI BAI (701-762)

Uma flauta em noite de Primavera


Chegam voando as notas de uma flauta
tocando algures
num lugar escondido.
Serenamente, o vento da Primavera
sopra a música por sobre a cidade.
É a melodia da “Canção dos Salgueiros”.
Como não pensar
num amor para sempre perdido?
Oferecer uma flor de lótus
Ela, as águas do rio
e as flores de lótus, abertas e vermelhas.
Ela segura uma planta,
abana-a nas mãos delicadas
e pérolas de água caem como chuva.
Ela colhe uma flor,
quer oferecê-la ao seu amor distante,
mas não pode ser.
Sopra um vento frio,
ela, quieta e triste.

李白(701-762)- Texto original

春夜的笛子
他们吹着长笛的音符到达
在某个地方玩
在一个隐蔽的地方。
宁静,春天的风
把音乐吹遍整个城市.
《》
怎么不去想
在一段永远失去的爱情里?
献上一朵莲花
她,河水
和荷花,开放和红色。
她拥有一株植物,
在精致的手中摇一摇
珍珠的水像雨一样落下。
她摘了一朵花,
想把它献给你遥远的爱,
但这不可能。
一阵寒风吹来,
她,安静而悲伤。

Lǐbái(701-762)
chūnyè de dízi tāmen chuī zhe chángdí de
yīnfú dàodá zài mǒu gè dìfāng wán zài yī gè
yǐnbì de dìfāng. níngjìng,chūntiān de fēng bǎ
yīnlè chuībiàn zhěng gè chéngshì. shì "liǔshù
zhī gē" de xuánlǜ. zěnme bù qù xiǎng zài yī
duàn yǒngyuǎn shīqù de àiqíng lǐ? xiànshàng yī
duǒ liánhuā tā,hé shuǐ hé héhuā,kāifàng hé
hóngsè. tā yōngyǒu yī zhū zhíwù, zài jīngzhì
de shǒu zhōng yáo yī yáo zhēnzhū de shuǐ xiàng
yǔ yīyàng luòxià. tā zhāi liǎo yī duǒ huā,
xiǎng bǎ tā xiàngěi nǐ yáoyuǎn de ài, dàn zhè
bù kěnéng. yī zhèn hánfēng chuīlái, tā,ānjìng
ér bēishāng.

Poemas De DU FU
Traduzir Du Fu é tarefa impossível. Mas porque
é impossível, as traduções acontecem. O poeta
chinês burilava de tal modo o correr dos
versos, a construção do poema é tão complexa,
com permanentes jogos de palavras, alusões
literárias, rimas internas e ritmos
surpreendentes que muitos dos maiores
tradutores para língua inglesa e francesa não
têm tido coragem para se aventurar na
engenhosa tarefa de o traduzir. Que Du Fu me
perdoe a ousadia de tentar verter alguma da
sua poesia para a língua de Camões e Pessoa.

OITO POEMAS DE DU FU

Ao entardecer

Raios de sol oblíquos cintilam nas cortinas de


pérola,
Flores da Primavera brilham na margem do rio,
perfumes entorpecentes sobem do jardim,
pardais chilreantes acolhem-se entre a
ramaria,
nos barcos parados acendem-se fogões para a
refeição da noite,
uma nuvem de insectos invade o meu pátio.
Quem inventou este vinho turvo?
Basta uma taça para dissipar dez mil
tristezas.

黄昏时分 - Texto original

斜阳照在珠帘上,
春花在河岸绽放,
醉人的香气从庭院中飘散,
雀儿在枝头啼鸣,
停泊的船只上点起炉灶准备晚餐,
虫鸣云集,闯入我的庭院。
是谁发明了这浑浊的酒?
一杯便可解万种愁绪。

Huánghūn shífēn

xiéyáng zhào zài zhū lián shàng,


chūnhuā zài hé'àn zhànfàng
zuìrén de xiāngqì cóng tíngyuàn zhōng piāosàn,
qiǎo er zài zhī tóu tí míng,
tíngbó de chuánzhī shàng diǎn qǐ lúzào zhǔnbèi
wǎncān,
chóng míng yúnjí, chuǎng rù wǒ de tíngyuàn.
Shì shéi fāmíngliǎo zhè húnzhuó de jiǔ?
Yībēi biàn kě jiě wàn zhǒng chóuxù.
Os cavalos bárbaros do mandarim Fang

Famosos os cavalos bárbaros de Ferghana,


talhados a cinzel, esbeltos, garbosos.
Orelhas espetadas como pontas de bambu,
quatro patas ligeiras para cavalgar o vento.
Nada os detém, por todos os caminhos,
Podemos confiar-lhes a vida e a morte.
Nobres corcéis, dividimos os sonhos,
por mil léguas, abertos à vastidão do mundo.

邯郸方蛮马 - Texto original

费尔干纳著名的蛮马,
形似凿子,体态修长,姿态优雅。
耳朵像竹尖一样竖立,
四足轻盈,足以乘风破浪。
无所不能,在每条道路上,
生死攸关,我们都能托付于它们。
高贵的骏马,我们共享梦想,
向着浩瀚的世界敞开千里之遥。

Hándān fāng mán mǎ

fèi ěr gàn nà zhùmíng de mán mǎ,


xíngsì záozǐ, tǐtài xiūcháng, zītài yōuyǎ.
Ěrduǒ xiàng zhú jiān yīyàng shùlì,
sì zú qīngyíng, zúyǐ chéngfēngpòlàng.
Wú suǒ bùnéng, zài měi tiáo dàolù shàng,
shēngsǐyōuguān, wǒmen dōu néng tuōfù yú tāmen.
Gāoguì de jùnmǎ, wǒmen gòngxiǎng mèngxiǎng,
xiàngzhe hàohàn de shìjiè chǎngkāi qiānlǐ zhī
yáo.

A beldade abandonada

Filha de família ilustre e poderosa


que o tempo reduziu a erva e pó,
vive hoje esquecida num vale solitário
e não havia mulher mais bonita do que ela!
Mortos os irmãos nas rebeliões do império,
cargos, honrarias não lhes salvaram a vida,
ninguém encontrou seus corpos.
O mundo não se ocupa de quem passa,
a fortuna é chama de uma vela ao vento.
Seu marido, o coração em viagem,
procurou nova mulher, bela como jade.
As flores sabem quando desce a noite
quando os patos-mandarins nadam lado a lado.
Ele só vê o sorriso da jovem concubina,
não ouve o pranto da antiga esposa.
Puras as águas dos regatos na montanha,
lamacentas, sujas ao chegar à planície.
Ela mandou a criada vender algumas pérolas,
comprou comida, colmo para cobrir o telhado.
Agora colhe as flores, não para enfeitar os
cabelos,
nos dedos, já se soltam os anéis.
Esquecendo o ar gélido nas mangas de seda,
encosta-se aos bambus e olha o pôr-do-sol.

弃妇之美 - Texto original

她出身显赫权贵,
在时光的洗礼下,
她已化为草木尘埃,
如今却被遗忘在荒凉的山谷中,
没有哪个女人比她更美!
她的兄弟们死于帝国的叛乱,
功名利禄也未能挽救他们的生命,
他们的尸体也无人寻觅。
世人不理会过往行人,
命运如同风中烛火。
她的丈夫,心驰神往,
寻觅一位美人,如玉般美艳。
花儿知夜幕降临,
鸳鸯并肩游弋。
他只看到年轻妾的笑容,
却听不到前妻的哭泣。
山涧之水清澈,
流向平原,却浑浊不堪。
她派丫鬟去卖珍珠,
自己则买了粮食,买了茅草盖屋顶。
如今,她采花,并非为了装饰头发,
她手指上的戒指已然松动。
她忘却了丝袖里的寒气,
倚靠在竹林里,欣赏着日落。

Qìfù zhīměi

tā chūshēn xiǎnhè quánguì,


zài shíguāng de xǐlǐ xià,
tā yǐ huà wéi cǎomù chén'āi,
rújīn què bèi yíwàng zài huāngliáng de shāngǔ
zhōng,
méiyǒu nǎge nǚrén bǐ tā gèng měi!
Tā de xiōngdìmen sǐ yú dìguó de pànluàn,
gōngmíng lìlù yě wèi néng wǎnjiù tāmen de
shēngmìng,
tāmen de shītǐ yě wú rén xúnmì.
Shìrén bù lǐhuì guòwǎng xíngrén,
mìngyùn rútóng fēng zhōng zhú huǒ.
Tā de zhàngfū, xīnchíshénwǎng,
xúnmì yī wèi měirén, rú yù bān měi yàn.
Huā er zhī yèmù jiànglín,
yuānyāng bìngjiān yóuyì.
Tā zhǐ kàn dào niánqīng qiè de xiàoróng,
què tīng bù dào qiánqī de kūqì.
Shānjiàn zhī shuǐ qīngchè,
liúxiàng píngyuán, què húnzhuó bùkān.
Tā pài yāhuan qù mài zhēnzhū,
zìjǐ zé mǎile liángshí, mǎile máocǎo gài
wūdǐng.
Rújīn, tā cǎihuā, bìngfēi wéi le zhuāngshì
tóufǎ,
tā shǒuzhǐ shàng de jièzhǐ yǐrán sōngdòng.
Tā wàngquèle sī xiù lǐ de hánqì,
yǐkào zài zhúlín lǐ, xīnshǎngzhe rìluò.

O recrutador de Shihao

Cheguei esta noite à aldeia de Shihao,


Veio também um oficial para alistar soldados.
Um homem, já idoso, saltou um muro e fugiu
mas a esposa teve de falar com o militar
que gritava, colérico, enquanto a mulher
chorava.
“Tenho três filhos soldados na guarnição de
Yue,
acabei de receber carta de um deles e a
notícia
da morte dos outros dois no campo de batalha.
Os mortos estão para sempre mortos,
sentimos vergonha por continuar vivos.
Agora, resta apenas o meu neto,
um bebê mamando numa pobre mãe coberta de
farrapos.
Eu, velha, sem forças, posso partir convosco,
se necessário esta noite mesmo,
poderei servir em Heyang, cozinharei para as
tropas.”
Perderam-se as palavras na escuridão da noite,
ouviram-se, de quando em quando, soluços
confusos.
Ao amanhecer, ao retomar a jornada,
apenas o velho se despediu de mim.

石壕村的徵兵員 - Texto original

我傍晚抵達石壕村。
一位軍官也來徵兵。
一位年長的男子翻牆逃走,
但他的妻子不得不和士兵說話,
士兵怒吼著,妻子則哭泣著。
「我有三個兒子在越軍當兵。
我剛收到其中一個兒子的來信,
還有另外兩個兒子在戰場上陣亡的消息。
死了就永遠死了,
我們羞於繼續活著。
現在,只剩下我的孫子,
一個衣衫襤褸的母親正在哺乳的嬰兒。
我,一個老婦人,已經沒有力氣了,可以和你們一起走,
如果有必要,
今晚就可以去河陽服役,我會為部隊做飯。 」
話語消失在夜色中,
不時傳來幾聲迷茫的抽泣聲。
黎明時分,我們繼續上路,
只有老人在跟我告別。

Shí háo cūn de zhēngbīng yuán

wǒ bàngwǎn dǐdá shí háo cūn.


Yī wèi jūnguān yě lái zhēngbīng.
Yī wèi niánmài de nánzǐ fān qiáng táozǒu,
dàn tā de qīzǐ bùdé bù hé shìbīng shuōhuà,
shìbīng nùhǒuzhe, qīzǐ zé kūqìzhe.
“Wǒ yǒusān gè er zǐ zài yuè jūn dāng bīng.
Wǒ gāng shōu dào qízhōng yīgè er zǐ de láixìn,
hái yǒu lìngwài liǎng gè er zǐ zài zhànchǎng
shàng zhènwáng de xiāoxī.
Sǐle jiù yǒngyuǎn sǐle,
wǒmen xiū yú jìxù huózhe.
Xiànzài, zhǐ shèng xià wǒ de sūnzǐ,
yīgè yīshān lánlǚ de mǔqīn zhèngzài bǔrǔ de
yīng'ér.
Wǒ, yīgè lǎo fù rén, yǐjīng méiyǒu lìqìle,
kěyǐ hé nǐmen yīqǐ zǒu,
rúguǒ yǒu bìyào,
jīn wǎn jiù kěyǐ qù hé yáng fúyì, wǒ huì wèi
bùduì zuò fàn.”
Huàyǔ xiāoshī zài yèsè zhōng,
bùshí chuán lái jǐ shēng mímáng de chōuqì
shēng.
Límíng shífēn, wǒmen jìxù shànglù,
zhǐyǒu lǎorén zài hé wǒ gàobié.

Balada das carroças da guerra

Como chiam as carroças, como relincham os


cavalos!
Marcham os soldados, arcos e flechas à
cintura,
Pais, mães, esposas, filhos correm para um
adeus,
batem com os pés, rasgam a roupa, barram a
estrada, choram,
a poeira não deixa ver a ponte de Xiangyang,
o pranto eleva-se, sobe até às nuvens.
Alguém passa e questiona os soldados:
“Somos recrutados à força,
aos quinze anos guardamos as margens do rio
Amarelo, a norte,
aos quarenta, continuamos nos campos de
batalha, a oeste.”
Ao partir, os chefes de aldeia colocam-lhes
turbantes,
ao regressar, cruzam a fronteira, os cabelos
brancos.
Nos campos distantes, o sangue corre como água
do mar,
a ambição imperial não tem limites.
Não vêem duzentas vilas a leste das montanhas,
mil aldeias, dez mil lugarejos
onde só crescem silvas e espinheiros?
Mulheres possantes pegam nos arados, lavram a
terra,
os cereais crescem, quem os vai colher?
Os soldados de Qin resistem em combates
terríveis
levados para a guerra como cães ou galinhas.
Um venerável ancião faz perguntas,
os combatentes não ousam lamentar-se,
mesmo no Inverno, os soldados não param no
desfiladeiro.
Os mandarins locais exigem mais impostos,
como é possível pagar ainda mais impostos?
Pouca sorte ao nascer hoje um rapaz,
e que sorte ao nascer uma menina!
A menina pode casar com um vizinho,
o rapaz é para enterrar sob montões de erva.
Não vêem nas paragens distantes de Qinghai
tantos ossos brancos que ninguém recolheu?
Quanta injustiça!
Gemem fantasmas novos, choram velhos,
Um céu cinzento, a chuva encharcando tudo,
quantos gritos e gemidos!...

戰車歌 - Texto original

戰車嘎吱作響,戰馬嘶鳴!
士兵們腰掛弓箭,行進著,
父親、母親、妻子、孩子奔走告別,
他們跺腳,撕破衣服,堵住道路,哭泣,
揚起塵土,遮蔽了襄陽橋,
哭聲四起,沖天而起。
有人路過,問士兵們:「我們是被強徵的,
十五歲北守黃河,四十歲西徵沙場。出則各寨頭纏頭巾,歸則過境白髮。遠方田野,血流如海,帝國野心
無邊。不見山東二百城,千村萬寨。
荊棘叢生之地?
堅強的婦女們扛起犁,耕耘著土地,
五穀豐登,誰來收割?
秦兵在殘酷的戰爭中堅守,
像雞犬一樣被驅趕上戰場。
一位德高望重的長者發問,
戰士們不敢抱怨,
即使在冬天,士兵們也不敢在關口停留。
地方官員要求增加稅,
怎麼可能再多繳賦稅?
今天生男孩不吉利,
生女孩更吉利!
女孩可以嫁給鄰居,
男孩將被埋在草堆下。
你沒看到在遙遠的青海,
有多少白骨無人收拾嗎?
多少不公!
新鬼呻吟,舊鬼哭泣,
灰濛濛的天空,大雨淋濕一切,
多少哭喊和呻吟! ……

Zhàn chē gāzhī zuò xiǎng, zhànmǎ sīmíng!

Shìbīngmen yāoguà gōngjiàn, xíngjìnzhe,


fùqīn, mǔqīn, qīzǐ, háizǐ bēnzǒu gàobié,
tāmen duòjiǎo, sī pò yīfú, dǔ zhù dàolù, kūqì,
yáng qǐ chéntǔ, zhēbìle xiāngyáng qiáo,
kū shēng sìqǐ, chōngtiān ér qǐ.
Yǒurén lùguò, wèn shìbīngmen:`Wǒmen shì bèi
qiáng zhǐ de,
Shíwǔ suì běi shǒu huánghé, sìshí suì xī zhǐ
shāchǎng. Chū zé gè zhài tóu chán tóujīn, guī
zé guòjìng bái fà. Yuǎnfāng tiányě, xuè liú rú
hǎi, dìguó yěxīn wúbiān. Bùjiàn shāndōng èrbǎi
chéng, qiāncūn wàn zhài.
Jīngjí cóngshēng zhī dì?
Jiānqiáng de fùnǚmen káng qǐ lí, gēngyúnzhe
tǔdì,
wǔgǔ fēngdēng, shuí lái shōugē?
Qín bīng zài cánkù de zhànzhēng zhōng
jiānshǒu,
xiàng jī quǎn yīyàng bèi qūgǎn shàng
zhànchǎng.
Yī wèi dégāowàngzhòng de cháng zhě fāwèn,
zhànshìmen bù gǎn bàoyuàn,
jíshǐ zài dōngtiān, shìbīngmen yě bù gǎn zài
guānkǒu tíngliú.
Dìfāng guānyuán yāoqiú zēngjiā shuì,
zěnme kěnéng zài duō jiǎo fùshuì?
Jīntiān shēng nánhái bù jílì,
shēng nǚhái gèng jílì!
Nǚhái kěyǐ jià gěi línjū,
nánhái jiāng bèi mái zài cǎo duī xià.
Nǐ méi kàn dào zài yáoyuǎn de qīnghǎi,
yǒu duō shào báigǔ wúrén shōushí ma?
Duō shào bùgōng!
Xīn guǐ shēnyín, jiù guǐ kūqì,
huīméngméng de tiānkōng, dàyǔ lín shī yīqiè,
duōshǎo kū hǎn hé shēnyín! ……
Em casa do amigo Zheng Zi, letrado do reino
de Wei

Felizes esta noite à luz da mesma candeia,


envelhecemos, passaram céleres os anos de
juventude,
os amigos, quase todos, partiram para os
jardins da escuridão.
Emocionado, sentes-te o bater do meu coração.
Vinte anos depois, eis-me sentado no teu lar,
eras ainda solteiro no nosso último encontro,
hoje acaricio teus filhos e filhas, tão bem-
educados,
debruçaste-te sobre eles como outrora
te inclinavas sobres os teus grandes poemas.
Perto de tua casa, a saudação do teu filho
mais velho,
quis saber da minha saúde, a família, a terra
natal.
Desculpa, rapaz, não te ter respondido,
na altura, eu ouvia o murmúrio das águas no
regato
que me conhecem
desde quando eu era pequeno como tu.
A nossa velha amizade, meu caro Zheng,
é um bem, um precioso tesouro,
chegámos à idade em que o tempo do passado
tem mais perfume que ramos lilases em flor.

在我朋友鄭子家,一位魏國學者 - Texto original

今夜,在同一盞燈下,我們快樂地度過,
我們變老了,青春飛逝,
我們的朋友,幾乎所有人都離開了,走向了黑暗的花園。
你感慨萬千,感受到了我心跳的節奏。
二十年後,我坐在你家,
我們上次見面時,你還是單身,
今天我撫摸著你的兒女,他們受過良好的教育,
你俯身看著他們,就像你曾經俯身看著你的偉大詩歌。
在你家附近,你長子的問候,
他想知道我的健康狀況,我的家庭,我的祖國。
對不起,孩子,我沒有回答你,
那時,我彷彿聽到了溪水潺潺的流水聲,
它從我跟你一樣小的時候就認識我了。
親愛的鄭先生,我們昔日的友誼,
是一件美好的事物,一份珍貴的財富,
我們已到了這樣的年紀,往昔的芬芳,
比盛開的丁香花枝還要濃鬱。
Zài wǒ péngyǒu zhèngzǐjiā, yī wèi wèi guóxué
zhě

jīnyè, zài tóngyī zhǎn dēng xià, wǒmen kuàilè


de dùguò,
wǒmen biàn lǎole, qīngchūn fēishì,
wǒmen de péngyǒu, jīhū suǒyǒu rén dōu líkāile,
zǒuxiàngle hēi'àn de huāyuán.
Nǐ gǎnkǎi wàn qiān, gǎnshòu dàole wǒ xīntiào
de jiézòu.
Èrshí nián hòu, wǒ zuò zài nǐ jiā,
wǒmen shàng cì jiànmiàn shí, nǐ háishì
dānshēn,
jīntiān wǒ fǔmōzhe nǐ de érnǚ, tāmen shòuguò
liánghǎo de jiàoyù,
nǐ fǔ shēn kànzhe tāmen, jiù xiàng nǐ céngjīng
fǔ shēn kànzhe nǐ de wěidà shīgē.
Zài nǐ jiā fùjìn, nǐ zhǎngzǐ de wènhòu,
tā xiǎng zhīdào wǒ de jiànkāng zhuàngkuàng, wǒ
de jiātíng, wǒ de zǔguó.
Duìbùqǐ, háizǐ, wǒ méiyǒu huídá nǐ,
nà shí, wǒ fǎngfú tīngdàole xīshuǐ chánchán de
liúshuǐ shēng,
tā cóng wǒ gēn nǐ yīyàng xiǎo de shíhòu jiù
rènshí wǒle.
Qīn'ài de zhèng xiānshēng, wǒmen xīrì de
yǒuyì,
shì yī jiàn měihǎo de shìwù, yī fèn zhēnguì de
cáifù,
wǒmen yǐ dàole zhèyàng de niánjì, wǎngxī de
fēnfāng,
bǐ shèngkāi de dīngxiāng huāzhī hái yào
nóngyù.

Bêbado, uma canção

Muitos ascenderam ao topo da hierarquia,


tu, meu amigo, contínuas a padecer ao frio.
Nas grandes mansões, empanturrados com
iguarias,
tu, meu amigo, mal consegues uma malga de
arroz.
A tua filosofia, um coração cristalino, pouca
ambição,
o teu talento, superior ao dos letrados do
passado.
Respeitado pela tua virtude, condenado, sem
glória,
a deixar o teu nome para além dos séculos.
És um rústico que não é desta terra,
De cabelos finos, motivo de mofa e zombaria.
Queres arroz, vais ao celeiro imperial,
obténs ainda cinco colheres por dia,
mas se queres abrir o coração,
vem ter comigo, meu amigo.
Quando ganho umas tantas moedas,
cuido de ti, vamos gastá-las em vinho.
Que nos interessa a pompa, o luxo, as
cortesias,
somos gente simples, descuidada e livre!...
Meu mestre, enchemos, bebemos as taças até o
fim,
em silêncio na noite da Primavera.
Lá fora, a chuva fina como flores
caindo dos telhados, apagando as lanternas.
Entoamos cânticos, animados, iluminados
por espíritos a montante, a jusante do rio.
Para que pensar tanto no destino?
Sim, a fome, e por túmulo, uma vala qualquer.
Outrora, um grande poeta lavava canecas de
vinho,
um ilustre letrado lançou-se de uma torre.
Quem somos nós, no fim de tudo?
Melhor retirarmo-nos cedo, voltar a lavrar a
terra,
cuidar dos telhados de colmo, dos caminhos, do
musgo.
Os ensinamentos de Confúcio, afinal para que
servem?
Sábio, salteador de estradas, todos regressam
ao pó.
Para quê tanta tristeza, tanto queixume?
Estamos vivos, vamos beber umas taças de
vinho.

醉,一首歌 - Texto original

許多人已攀升至社會的頂層,
而你,我的朋友,卻依然在寒冷中煎熬。
在琳瑯滿目的豪宅中,
而你,我的朋友,卻只能勉強吃一碗飯。
你的哲學,清澈的心扉,小小的野心,
你的才華,遠勝於歷代的學者。
你因你的美德而受人尊敬,卻注定得不到榮耀,
而將你的名字留名千古。
你是個不屬於這片土地的鄉巴佬,
頭髮稀疏,成了嘲笑和諷弄的對象。
如果你想要米,就去皇糧倉,
你每天還能得到五勺,
但如果你想敞開心扉,
就來找我吧,我的朋友。
當我賺到幾個錢,
我會照顧你,我們拿去買酒來喝吧。
我們何必在乎浮華、奢華、禮儀,
我們是純樸的人,無憂無慮,自由自在! ……
我的主人,我們斟滿酒杯,暢飲至盡,
在春夜的寂靜中。
外面,細雨如花,
從屋頂飄落,熄滅了燈籠。
我們歌唱,被河上游和下游的精靈照亮,
充滿活力。
何必在意命運?
是的,飢餓,以及任何舊溝渠都可以作為墳墓。
曾經,一位偉大的詩人洗淨了酒杯,
一位傑出的學者從樓上跳了下去。
我們究竟是誰?
不如早點退休,回去耕種土地,
去打理茅草屋頂、小徑和青苔。
孔子的教誨究竟是為了什麼?
智者,強盜,終將歸於塵土。
何必如此悲傷,如此抱怨?
我們活著,喝幾杯酒吧。

Zuì, yī shǒu gē

xǔduō rén yǐ pānshēng zhì shèhuì de dǐngcéng,


ér nǐ, wǒ de péngyǒu, què yīrán zài hánlěng
zhōng jiān'áo.
Zài línlángmǎnmù dì háozhái zhōng,
ér nǐ, wǒ de péngyǒu, què zhǐ néng miǎnqiáng
chī yī wǎn fàn.
Nǐ de zhéxué, qīngchè de xīnfēi, xiǎo xiǎo de
yěxīn,
nǐ de cáihuá, yuǎn shèng yú lìdài de xuézhě.
Nǐ yīn nǐ dì měidé ér shòu rén zūnjìng, què
zhùdìng dé bù dào róngyào,
ér jiāng nǐ de míngzì liú míng qiāngǔ.
Nǐ shìgè bù shǔyú zhè piàn tǔdì de xiāngbālǎo,
tóufà xīshū, chéngle cháoxiào hé fěng nòng de
duìxiàng.
Rúguǒ nǐ xiǎng yào mǐ, jiù qù huáng liángcāng,
nǐ měitiān hái néng dédào wǔ sháo,
dàn rúguǒ nǐ xiǎng chǎngkāi xīnfēi,
jiù lái zhǎo wǒ ba, wǒ de péngyǒu.
Dāng wǒ zhuàn dào jǐ gè qián,
wǒ huì zhàogù nǐ, wǒmen ná qù mǎi jiǔ lái hē
ba.
Wǒmen hébì zàihū fúhuá, shēhuá, lǐyí,
wǒmen shì chúnpǔ de rén, wú yōu wúlǜ, zìyóu
zìzài! ……
Wǒ de zhǔrén, wǒmen zhēn mǎn jiǔbēi, chàngyǐn
zhì jǐn,
zài chūn yè de jìjìng zhōng.
Wàimiàn, xì yǔ rúhuā,
cóng wūdǐng piāoluò, xímièle dēnglóng.
Wǒmen gēchàng, bèi hé shàngyóu hé xiàyóu de
jīnglíng zhào liàng,
chōngmǎn huólì.
Hébì zàiyì mìngyùn?
Shì de, jī'è, yǐjí rènhé jiù gōuqú dōu kěyǐ
zuòwéi fénmù.
Céngjīng, yī wèi wěidà de shīrén xǐ jìngle
jiǔbēi,
yī wèi jiéchū de xuézhě cóng lóu shàng tiàole
xiàqù.
Wǒmen jiùjìng shì shuí?
Bùrú zǎodiǎn tuìxiū, huíqù gēngzhòng tǔdì,
qù dǎ lǐ máocǎo wūdǐng, xiǎo jìng hé qīngtái.
Kǒngzǐ de jiàohuì jiùjìng shì wèile shénme?
Zhìzhě, qiángdào, zhōng jiāng guīyú chéntǔ.
Hébì rúcǐ bēishāng, rúcǐ bàoyuàn?
Wǒmen huózhe, hē jǐ bēi jiǔbā.

Pensamentos de uma noite em viagem

Nas ervas da margem, a carícia suave da brisa,


a barca solitária, o mastro alto na noite,
caem estrelas na vastidão da terra,
nasce a lua, corre o Grande Rio.
Serei um dia famoso entre os poetas?
Velho e doente, o mandarim afasta-se,
vogando ao sabor do vento,
simples gaivota entre céu e terra.

夜遊思緒 - Texto original


岸邊草木間,微風輕撫,
孤舟夜行,高桅夜空,
星辰墜落於茫茫大地,
月亮升起,大河奔流。
我是否有一天會成為詩壇名宿?
年老體弱的官員遠去,
隨風飄蕩,
如同天地間一隻樸素的海鷗。

Yè yóu sīxù

àn biān cǎomù jiān, wéifēng qīng fǔ,


gū zhōu yèxíng, gāo wéi yèkōng,
xīngchén zhuìluò yú mángmáng dàdì,
yuèliàng shēng qǐ, dàhé bēnliú.
Wǒ shìfǒu yǒu yītiān huì chéngwéi shītán
míngsù?
Nián lǎo tǐ ruò de guānyuán yuǎn qù,
suí fēng piāodàng,
rútóng tiāndì jiān yī zhī pǔsù dì hǎi'ōu.

Escrito por 苏轼( Su Shi ) de The Song Dynasty.

《·》, - Texto original

明月几时有?把酒问青天。 不知天上宫阙,今夕是何年。 我欲乘风归去,又恐琼楼玉宇,高处不胜寒。


起舞弄清影,何似在人间。
转朱阁,低绮户,照无眠。 不应有恨,何事长向别时圆?人有悲欢离合,月有阴晴圆缺,此事古难全。
但愿人长久,千里共婵娟。

Versão 1

"Canção da Melodia da Água: Quando a Lua


Brilhante Aparecerá"
Traduzido por 钟平( Zhong ping )

Quando a lua começou a brilhar?


Eu levanto meu vinho e peço a decisão.
Pergunto-me como eles chamam o dia da paz e da
luz,
Deve haver um senhor nas alturas.
Oh, como eu desejo ir embora com o vento,
No entanto, assustado com a mera solidão do
céu.
Dançando com vinho,
Dançando com luz,
Oh céus, não é verdade que eu já estou a
bordo?
Varrendo minha janela e tocando meu coração,
Meu coração insone está em relação a ela.
Oh lua, se você tiver um coração,
Por que se aperfeiçoar tão bem,
Quando os amantes estão separados?!
Altos e baixos,
Juntos e partidas,
Nunca na história houve respostas.
Então vamos orar por todos os amantes,
Compartilhando o êxtase,
Enquanto o amor estiver em seus corações!

“Shuǐ diào gē tóu·míngyuè jǐshí yǒu”


Yuèliàng héshí kāishǐ shǎnyào?
Wǒ jǔ qǐ měijiǔ, qǐngwèn dá'àn.
Wǒ nàmèn, hépíng guāngmíng de rìzǐ gāi rúhé
chēnghu,
yīdìng yǒuyī wèi gāogāozàishàng de jūnwáng.
Ó, wǒ duōme kěwàng chéng fēng ér qù,
què yòu hàipà tiānkōng de gūdú.
Yǔ měijiǔ gòng wǔ,
yǔ guāngmíng gòng wǔ,
ó, tiān nǎ, wǒ qǐ bùyǐ zài chuánshàng?
Cā liàng wǒ de chuānghù, fǔmō wǒ de xīnfáng,
wǒ nà bùmián de xīn yǐ xiàngzhe tā.
Ó, yuèliàng, rúguǒ nǐ yǒuyī kē xīn,
wèihé yào rúcǐ wánměi,
dāng liànrén fēnlí? !
Qǐ qǐfú fú,
xiāngjù líbié,
lìshǐ shàng cóng wèi yǒuguò dá'àn.
Ràng wǒmen wéi suǒyǒu liànrén qídǎo,
fēnxiǎng zhè fèn kuángxǐ,
zhǐyào ài zài tāmen xīnzhōng!

Versão 2

"Canção da Melodia da Água: Quando a Lua


Brilhante Aparecerá"

Traduzido por 林语堂( Lin yu tang )


Quão rara é a lua, tão redonda e clara!
Com a xícara na mão, eu pergunto ao céu azul,
"Eu não sei na esfera celestial
Que nome é essa noite festiva?"
Eu quero voar para casa, andar no ar
Mas temam o frio etéreo lá em cima,
As mansões de jade e cristal são tão altas!
Dançando para a minha sombra,
Não sinto mais o laço mortal.
Ela contorna a torre vermelha,
Incline-se para portas de almofada de seda,
Brilha sobre aqueles que mentem sem dormir.
Por que ela, não nos guardando rancor,
Brilhar após a nossa despedida, negar a
reunião?
Mas rara é a felicidade perfeita -
A lua cresce, a lua diminui,
E assim os homens se encontram e se despedem.
Eu só rezo para que nossa vida seja longa,
E nossas almas juntas voam para o céu!

Bebendo sozinho com a lua - Li Bai

Um pote de vinho entre as flores.


Eu bebo sozinho, sem amigo comigo.
Eu levanto minha taça para convidar a lua.
Ele, minha sombra e eu fazemos três.

A lua não sabe beber;


Minha sombra imita minha alcaparra;
Mas vou me divertir com os dois -
e em breve será primavera.

Eu canto - a lua se move para lá e para cá.


Eu danço - minha sombra salta e balança.
Ainda sóbrios, trocamos nossas alegrias.
Bêbado - e seguiremos caminhos separados.
對月獨酌-李白 - Texto original

月下独酌

花间一壶酒
独酌无相亲
举杯邀明月
对影成三人
月既不解饮
影徒随我身
暂伴月将影
行乐须及春
我歌月徘徊
我舞影零乱
醒时同交欢
醉后各分散
永结无情游
相期邈云汉

Duì yuè dú zhuó-lǐbái


Yǔ yuèliàng dú zhuó
huā jiān yī hú jiǔ.
Wǒ dúzì jǔ bēi, wú yǒu xiāngbàn.
Wǒ jǔ bēi yāo yuè.
Tā, wǒ de yǐngzǐ, hé wǒ, sān zhě hé yī.

Yuèliàng bù huì hējiǔ;


wǒ de yǐngzǐ mófǎng wǒ de tiàoyuè;
dàn wǒ jiāng yǔ tāmen tóng lè——
chūntiān jíjiāng dàolái.

Wǒ gēchàng——yuèliàng láihuí bǎidòng.


Wǒ wǔdǎo——wǒ de yǐngzǐ tiàoyuè yáoyè.
Wǒmen yīrán qīngxǐng, hùxiāng fēnxiǎng kuàilè.
Zuìjiǔ——wǒmen jiāng gè bèn dōngxī.

Jinse - Li Shangyin

Como é Jinse, como com cinquenta cordas,


Uma corda um pilar, o tempo que o passado
traz.
Senhor Zhuang em sonho confuso por Hudie,
O imperador Wang pelo desejo de descansar em
Dujuan.
Lua brilhante no grande oceano, lágrima
derrama pérola.
Sol suave no campo azul, névoa nascimentos de
jade.
Isso estava esperando, agora sendo uma
reminiscência.
Quando eu estava perdido, de volta ao precioso
então.

錦瑟 - 李商隱 - Texto original

錦瑟何其五十弦,
一弦一柱,昔日光陰。
莊公夢中被蝴蝶迷惑,
望帝欲棲杜鵑。
明月汪洋,淚滴珍珠。
柔陽碧野,霧生玉石。
此為等待,今為追憶。
失落之時,重回珍貴。

Jǐn sè - lǐshāngyǐn

Jǐn sè héqí wǔshí xián,


yī xián yī zhù, xīrì guāngyīn.
Zhuāng gōng mèngzhōng bèi húdié míhuò,
wàng dì yù qī dùjuān.
Míngyuè wāngyáng, lèi dī zhēnzhū.
Róu yáng bìyě, wùshēng yùshí.
Cǐ wéi děngdài, jīn wéi zhuīyì.
Shīluò zhī shí, chóng huí zhēnguì.
Cítara de Brocado Li Shangyin

A cítara de brocado tem cinquenta cordas, cada


corda e cada coluna me lembram da minha
juventude.
Zhuangzi sonhou com borboletas pela manhã, e o
Rei Wang depositou seu amor primaveril no
cuco.
A lua brilha no mar e as pérolas derramam
lágrimas; o sol brilha em Lantian e o jade
fumega.
Esse sentimento pode ser lembrado, mas já
havia desaparecido naquele momento.

锦瑟 李商隐 - Texto original

锦瑟无端五十弦,一弦一柱思华年。
庄生晓梦迷蝴蝶,望帝春心托杜鹃。
沧海月明珠有泪,蓝田日暖玉生烟。
此情可待成追忆,只是当时已惘然。

Jǐn sè lǐshāngyǐn

jǐn sè wúduān wǔshí xián, yī xián yī zhù sī


huá nián.
Zhuāngshēngxiǎo mèng mí húdié, wàng dì chūnxīn
tuō dùjuān.
Cānghǎi yuè míngzhū yǒu lèi, lántián rì nuǎn
yùshēng yān.
Cǐ qíng kě dài chéng zhuīyì, zhǐshì dāngshí yǐ
wǎngrán.

Poema da dinastia Tang é 賦得古原草送別 de Bai Juyi

Adeus à grama antiga

A grama na planície murcha e cresce novamente


a cada ano.
O fogo não pode queimar tudo, ela cresce
novamente com a brisa da primavera.
A fragrância distante invade a estrada antiga,
e o verde límpido se conecta à cidade deserta.
Mando o príncipe embora novamente, e a grama
se enche de sentimentos de despedida.

賦得古原草送別 - Texto original

離離原上草,一歲一枯榮。
野火燒不盡,春風吹又生。
遠芳侵古道,晴翠接荒城。
又送王孫去,萋萋滿別情。
Fù dé gǔyuán cǎo sòngbié

Lí yuán shàng cǎo, yī suì yī kūróng.

Yě huǒshāo bù jìn, chūn fēngchuī yòu shēng.

Yuǎn fāng qīn gǔdào, qíng cuì jiē huāngchéng.

Yòu sòng wángsūn qù, qī qī mǎn bié qíng.

Li Bai

No Templo do Cimo

a noite passar no Templo do Cimo


elevar a mão carícia de estrelas
mas baixar a voz não fazer ruído
temer perturbar os seres celestes

.
夜宿山寺 - Texto original

危楼高百尺
手可摘星辰
不敢高声语
恐惊天上人
Yè sù shānsì

wēilóu gāo bǎi chǐ


shǒu kě zhāi xīngchén
bù gǎn gāo shēng yǔ
kǒng jīngtiān shàng rén

Resposta na montanha

Por que razão morar nestes verdes montanhas


responde só o sorriso o coração sereno
A flor do pessegueiro cai as águas seguem
entrando a um outro mundo além do meio humano

.
山中问答 - Texto original

问余何意栖碧山
笑而不答心自闲
桃花流水窅然去
别有天地非人间

Shānzhōng wèndá

wèn yú hé yì qī bì shān
xiào ér bù dá xīn zì xián
táohuā liúshuǐ yǎo rán qù
biéyǒutiāndì fēi rénjiān

[Em homenagem Yang Guifei (lê-se Iân Gueifêi),


lendária beleza, concubina do Imperador
Xuanzong]

as vestes como nuvens pétalas as faces


que a brisa na varanda afaga ao orvalho vítreo
se ao elevado cimo em jade não é vista
ressurge sob a lua em celestes terraços

As nuvens são como roupas e as flores são como


rostos. A brisa da primavera sopra pela
soleira e o orvalho é maravilhoso. Se não
tivéssemos nos encontrado no topo da montanha
de jade, teríamos nos encontrado sob a lua na
plataforma de jade.

[谨以此文纪念杨贵妃(发音为 Iân Gueifêi),传奇美人,唐玄宗的妃子]-Texto


original

云想衣裳花想容
春风拂槛露华浓
若非群玉山头见
会向瑶台月下逢

[Jǐn yǐ cǐ wén jìniàn yáng guìfēi (fāyīn wèi


Iân Gueifêi), chuánqí měirén, táng xuánzōng de
fēizǐ]

Yún xiǎng yīshang huā xiǎng róng


chūnfēng fú kǎn lùhuánóng
ruòfēi qún yùshān tóu jiàn
huì xiàng yáo tái yuè xià féng

Wang Wei - O retiro dos cervos

vazia a montanha ninguém se vê


entanto rumores vozes se ouvem
torna a luz poente até o bosque denso
ainda ilumina o musgo verde sobre

王伟 - 鹿的退却 - Texto original

山中空无一人
却传来传言和声音
夕阳西下,落日的余晖洒向茂密的森林
依然照亮着上方的青苔
Wáng wěi - Lù de tuìquè

shānzhōng kōng wú yīrén


què chuán lái chuányán hé shēngyīn
xīyáng xī xià, luòrì de yúhuī sǎ xiàng màomì
de sēnlín
yīrán zhào liàngzhe shàngfāng de qīngtái

O Monte Zhongnan

Monte Zhongnan

Taiyi fica perto de Tiandu


As montanhas estão conectadas à beira do mar
Nuvens brancas se fundem quando você olha para
trás
A névoa verde é invisível quando você olha
para dentro
Os picos no meio do campo mudam
Os vales têm sombras e luminosidades
diferentes
Quer encontrar um lugar para ficar?
Pergunte ao lenhador do outro lado da água

.
终南山 - Texto original
太乙近天都
连山到海隅
白云回望合
青霭入看无
分野中峰变
阴晴众壑殊
欲投人处宿
隔水问樵夫

Zhōng nánshān

tài yǐ jìn tiān dū


lián shān dào hǎi yú
báiyún huí wàng hé
qīng ǎi rù kàn wú
fēnyě zhōng fēng biàn
yīn qíng zhòng hè shū
yù tóu rén chù sù
gé shuǐ wèn qiáo fū

Na montanha

Rochas brancas aparecem em Jingxi


Folhas rubras são escassas no frio
Não chove na estrada da montanha
O céu verde molha as roupas das pessoas

.
山中 - Texto original

荆溪白石出
天寒红叶稀
山路元无雨
空翠湿人衣

Shānzhōng

jīngxī báishí chū


tiān hán hóngyè xī
shānlù yuán wú yǔ
kōng cuì shī rén yī

Passando pelo Templo Xiangji

Eu não conhecia o Templo Xiangji


Alguns quilômetros nos picos das nuvens
Árvores centenárias sem caminho
Onde está o sino nas montanhas profundas
O som da fonte borbulhando nas rochas
perigosas
O sol é frio nos pinheiros verdes
O som do lago vazio ao anoitecer
Acalme-se e controle o dragão venenoso de
Chan.
*Chan é o nome, em chinês, da corrente Zen do budismo.

过香积寺

不知香积寺
数里入云峰
古木无人径
深山何处钟
泉听咽危石
日色冷青松
薄暮空潭曲
安禅制毒龙

Guò xiāng jī sì

bùzhī xiāng jī sì
shù lǐ rù yún fēng
gǔmù wú rén jìng
shēnshān hé chù zhōng
quán tīng yàn wēi shí
rì sè lěng qīngsōng
bómù kōng tán qū
ān chán zhì dúlóng
Casa de Bambu

Sentado sozinho no bosque de bambu isolado,


toco cítara e assobio.
Ninguém na floresta densa sabe,
A lua brilhante brilha sobre mim.

竹里馆 - Texto original

独坐幽篁里,
弹琴复长啸。
深林人不知,
明月来相照。

Zhúlǐ guǎn

dú zuò yōu huáng lǐ,


tánqín fù cháng xiào.
Shēnlín rén bùzhī,
míngyuè lái xiāng zhào.

O Templo Zifu, fundado pelo eremita Ren

O eremita criou um lugar estranho,


e turistas paravam por lá.
As palavras estão escritas na parede branca,
e o Palácio de Lótus não tem nome.

A fonte brota do lago,


e a grama cresce novamente depois que o
caminho é aberto.

O Pavilhão da Roda Dourada de trinta metros,


e o rio brilha.

题任处士创资福寺 - Texto original

幽人创奇境,
游客驻行程。
粉壁空留字,
莲宫未有名。
凿池泉自出,
开径草重生。
百尺金轮阁,
当川豁眼明。

Tí rèn chǔshì chuàng zī fú sì

yōu rén chuàng qí jìng,


yóukè zhù xíngchéng.
Fěn bì kōng liú zì,
lián gōng wèi yǒumíng.
Záo chí quán zì chū,
kāi jìng cǎo chóngshēng.
Bǎi chǐ jīn lún gé,
dāng chuān huō yǎn míng.

Sigo a rima de outra pessoa

No mundo barulhento de vermelho e roxo,


Canto sozinho sob a luz do sol.
Por que o Homem de Jade está buscando seus
pensamentos?
De repente, ele bate no portão com sua
melodia.
Tenho vergonha de agradecer pelas flores
brancas que desabrocham,
Moro em um beco isolado e tento imitar Yan.
Não precisa ser muito carinhoso para te ver,
A montanha à frente é onde o musgo de pinheiro
é alto.

和人次韵 - Texto original

喧喧朱紫杂人寰,
独自清吟日色间。
何事玉郎搜藻思,
忽将琼韵扣柴关。
白花发咏惭称谢,
僻巷深居谬学颜。
不用多情欲相见,
松萝高处是前山。

Hé réncì yùn

xuānxuān zhū zǐ zá rénhuán,


dúzì qīng yín rì sè jiān.
Héshì yù láng sōu zǎo sī,
hū jiāng qióng yùn kòu chái guān.
Báihuā fā yǒng cán chēngxiè,
pì xiàng shēn jū miù xué yán.
Bùyòng duō qíngyù xiāng jiàn,
sōng luó gāo chù shì qiánshān.

Dois poemas de luto pelos mortos em resposta a


Xin Jidi
.
(I)
Os imortais não permanecerão por muito tempo
no mundo humano,
Dez outonos se passaram em um instante.
A fragrância sob a tenda do pato-mandarim
ainda é quente,
O papagaio na gaiola ainda tagarela.
O orvalho da manhã sobre as flores parece ódio
no rosto,
O vento da tarde curva os salgueiros como
preocupação nas sobrancelhas.
As nuvens coloridas se foram sem notícias,
Pan Yue está tão apaixonado que quer
envelhecer.

* Pan Yue (247-300) foi um poeta da Dinastia Jin (265-316, Jin do

Oeste) famoso por sua beleza e pela poesia de luto e melancolia.

Seus “Três poemas para minha esposa morta” são particularmente

aclamados. Sobre ele se diz que, quando da morte da esposa, seu

cabelo tornou-se branco da noite para o dia. Sua história pessoal é

associada ao amor inconsolável diante da morte e entregue a um luto

infindável – em Yu Xuanji, há um sentido de entrada na imortalidade

pelo luto, que projetaria o amor para além “desta” vida.

和新及第悼亡诗二首 - Texto original


.
(一)
仙籍人间不久留,
片时已过十经秋。
鸳鸯帐下香犹暖,
鹦鹉笼中语未休。
朝露缀花如脸恨,
晚风欹柳似眉愁。
彩云一去无消息,
潘岳多情欲白头。

Hé xīn jí dì dàowáng shī èr shǒu


.
(Yī)
xiān jí rénjiān bùjiǔ liú,
piàn shí yǐguò shí jīng qiū.
Yuānyāng zhàng xià xiāng yóu nuǎn,
yīngwǔ lóng zhōng yǔ wèi xiū.
Zhāolù zhuì huā rú liǎn hèn,
wǎn fēng qī liǔ sì méi chóu.
Cǎiyún yī qù wú xiāoxī,
pānyuè duō qíngyù báitóu.

Fábula
.
Pêssegos vermelhos estão por toda parte na
primavera,
Salgueiros verdes estão em todas as casas sob
a lua brilhante.
Lá em cima, espero a noite com minha nova
maquiagem,
No meu quarto, sento-me sozinha com carinho.
Peixes brincam sob a lua e o lótus,
Pardais cantam no céu.
As alegrias e tristezas do mundo são apenas um
sonho,
Como posso alcançar o sucesso duplo?

寓言 - Texto original
.
红桃处处春色,
碧柳家家月明。
楼上新妆待夜,
闺中独坐含情。
芙蓉月下鱼戏,
螮蝀天边雀声。
人世悲欢一梦,
如何得作双成。

Yùyán
.
Hóng táo chùchù chūnsè,
bì liǔjiā jiā yuè míng.
Lóu shàng xīn zhuāng dài yè,
guī zhōng dú zuò hánqíng.
Fúróng yuè xià yú xì,
dì dōng tiānbiān què shēng.
Rénshì bēi huān yī mèng,
rúhé dé zuò shuāng chéng.
Intitulado Pavilhão Yinwu
.
Flores da primavera e luas de outono estão em
meus poemas,
Sou um imortal errante de dia e de noite.
A cortina de pérolas está enrolada, mas nunca
abaixada,
Movo um sofá para dormir de frente para a
montanha.

题隐雾亭 - Texto original


.
春花秋月入诗篇,
白日清宵是散仙。
空卷珠帘不曾下,
长移一榻对山眠。

Tí yǐn wù tíng
.
Chūnhuā qiūyuè rù shīpiān,
báirìqīng xiāo shì sàn xiān.
Kōng juǎn zhū lián bùcéng xià,
zhǎng yí yī tà duì shān mián.

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