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Documento Sem Nome

O documento apresenta um conjunto de questões sobre trechos literários, incluindo o romance 'Vidas Secas' de Graciliano Ramos e o poema 'A Cidade' de Carlos Drummond de Andrade. As questões abordam temas como a expressão de emoções, relações lógico-discursivas e a análise de metáforas e alegorias em narrativas. Além disso, inclui uma resenha do livro 'O Guardião de Sonhos', que explora a importância da fantasia e a busca por sonhos na vida das personagens.

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O documento apresenta um conjunto de questões sobre trechos literários, incluindo o romance 'Vidas Secas' de Graciliano Ramos e o poema 'A Cidade' de Carlos Drummond de Andrade. As questões abordam temas como a expressão de emoções, relações lógico-discursivas e a análise de metáforas e alegorias em narrativas. Além disso, inclui uma resenha do livro 'O Guardião de Sonhos', que explora a importância da fantasia e a busca por sonhos na vida das personagens.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2° Ano

Leia o fragmento do romance "Vidas Secas" (trecho adaptado) e responda às questões de


01 a 03.
"A cachorra Baleia queria dizer algumas palavras. Não podia. Latejo ansioso na garganta.
Faltava-lhe um vocábulo, um estribilho para compor o que sentia. Tentara exprimir-se de
vários modos, mas em vão. Cheirava o chão, farejava o ar, gania. Nada. A angústia era
enorme. Os olhos arregalados, a língua pendente, as costelas à mostra.
O sol rachava a terra, e a poeira subia em nuvens densas. As árvores retorcidas, os galhos
secos como esqueletos, pareciam implorar por chuva. A vegetação estava queimada, como
se um incêndio tivesse varrido tudo; as folhas enrolavam-se, murchavam como se fossem
amassadas por uma mão invisível e quente; os bichos abandonavam seus esconderijos e
em bandos partiam acuados; as fontes secavam e a sede, gemendo tristemente na
garganta dos homens e dos animais, derrubava-os exaustos. A desolação invadia tudo de
um modo profundo."
(Fragmento adaptado de "Vidas Secas" de Graciliano Ramos.)
01. No trecho, "as folhas enrolavam-se, murchavam como se fossem amassadas por uma
mão invisível e quente;", qual é o efeito de sentido produzido pela expressão destacada?
(A) Transmitir a ideia de folhas frescas e viçosas.
(B) Sugerir que as folhas estão sendo dobradas com cuidado.
(C) Criar uma imagem de folhas secas e enrugadas, reforçando a sensação de seca e
destruição.
(D) Ilustrar o processo natural de mumificação das folhas, preservando sua forma original.
(E) Demonstrar a presença de vento forte que movimenta as folhas.
02. Qual das alternativas apresenta a presença de uma marca linguística que revela a
emoção ou o estado de espírito do narrador em relação à situação descrita?
(A) "O sol rachava a terra, e a poeira subia em nuvens densas".
(B) "As árvores retorcidas, os galhos secos como esqueletos, pareciam implorar por chuva".
(C) "A vegetação estava queimada, como se um incêndio tivesse varrido tudo".
(D) "Os bichos abandonavam seus esconderijos e em bandos partiam acuados".
(E) "A desolação invadia tudo de um modo profundo".
03. No trecho: "A vegetação estava queimada, como se um incêndio tivesse varrido tudo",
a locução "como se" estabelece uma relação lógico-discursiva de:
(A) Adição, acrescentando uma nova informação sobre a vegetação.
(B) Consequência, indicando o resultado da queimada da vegetação.
(C) Explicação, detalhando a causa principal da condição da vegetação.
(D) Condição, apresentando uma circunstância para a queimada da vegetação.
(E) Comparação, estabelecendo uma analogia entre o estado da vegetação e a ação de um
incêndio.
Leia o poema "A Cidade" (trecho adaptado), de Carlos Drummond de Andrade, para
responder às questões de 04 a 06.
“A Cidade
A - Ah, como é grande a cidade,
Seus edifícios sobem aos céus.
Não há tempo para os adeus,
E a pressa é a única saudade.
É tão triste a gente ver
O relógio a nos conter,
E o asfalto a nos engolir,
Sem ar para respirar
Nesta imensa e dura parede.
B - Borbulha a vida impaciente,
Automóveis em ronco a gritar,
O som da vida a se misturar,
Com o olhar de quem se sente ausente.
O homem, inerte,
Um jeito não pode dar,
O ritmo intenso a martelar,
E a fumaça forte soprando,
A gente fica pensando
Que o mundo vai se asfixiar.
C - Caminhando pelos becos,
Como fios de um tecido gasto,
Para as bandas do passado,
Os sonhos vão em fracasso:
Aqui e ali um pedaço
Vagando... sempre vagando,
Quem estiver reparando
Faz logo a comparação
De um papel sem direção
Que o vento vai carregando.
D - De manhã, bem de manhã,
Vem do concreto um lamento
De riso e choro, um tormento
Da feia e triste rotina:
Um bando de pessoas apressadas
Pelo espaço a se perder,
Pra de solidão não morrer,
Vão atrás de outro lugar,
E ali só hão de voltar,
Um dia, quando sonhar.”
(Poema adaptado de "A Cidade" de Carlos Drummond de Andrade.)
04. Qual a relação lógico-discursiva estabelecida pela conjunção "quando" empregada no
último verso ("Um dia, quando sonhar.")?
(A) Estabelece uma condição temporal futura e incerta para o retorno da plenitude,
sublinhando a natureza cíclica da solidão e a esperança adiada do ser urbano.
(B) Indica um tempo passado, rememorando o período em que a vida era mais tranquila e
as pessoas não precisavam migrar em busca de sentido.
(C) Demarca um tempo exato para o retorno da alegria, confirmando a certeza de que os
sonhos virão em breve e a solidão será temporária.
(D) Introduz uma oração subordinada de causa, explicando que a única causa para a volta
da esperança é a chegada dos sonhos.
(E) Expressa uma consequência imediata do sonhar, que é o retorno automático da
felicidade.
05. Qual o efeito de sentido das marcas linguísticas presentes na primeira estrofe em "a
gente" (em "a gente ver") para evidenciar a voz do locutor e sua relação com o interlocutor?
(A) A expressão indica um distanciamento do locutor em relação ao tema da cidade,
apresentando uma observação imparcial que convida o interlocutor a uma reflexão
meramente acadêmica.
(B) A expressão revela uma voz de autoridade do locutor, que se arroga o direito de falar
por toda a cidade, buscando instruir o interlocutor sobre os problemas da região de forma
didática.
(C) A marca linguística evidencia uma perspectiva externa do locutor, que, embora
simpatize com o sofrimento, não se inclui na comunidade afetada, mantendo o interlocutor
em uma posição de observador privilegiado.
(D) A marca de primeira pessoa do plural ("a gente") universaliza a experiência da vida na
cidade, diluindo a identidade específica do locutor e tornando a mensagem aplicável a
qualquer leitor, independentemente de sua origem.
(E) O uso dessa marca coletiva ("a gente") posiciona o locutor como parte integrante e
representativa da comunidade urbana que padece da pressa e da falta de tempo, criando
um senso de pertencimento e convidando o interlocutor a compartilhar empaticamente
dessa realidade vivenciada.
06. No trecho, "Pra de solidão não morrer, vão atrás de outro lugar.", infere-se que:
(A) as pessoas estão apenas seguindo seu instinto natural de busca por novas
experiências.
(B) a cidade oferece recursos alternativos que garantem a sobrevivência das pessoas,
apesar da solidão.
(C) a ausência de conexão humana e a rotina exaustiva inviabilizaram a satisfação pessoal
e a permanência.
(D) a população local está em processo de adaptação, desenvolvendo novas estratégias de
sobrevivência social.
(E) há uma expectativa de que as pessoas migratórias tragam a felicidade consigo de
outras regiões.

Leia a resenha do livro "O Guardião de Sonhos" para responder às questões de 07 a 09.
Capa do livro "O Guardião de Sonhos".
Reprodução: Editora Imagina
Se você é uma pessoa que se encanta com narrativas fantásticas, provavelmente já se
aventurou por mundos onde a imaginação não tem limites. "O Guardião de Sonhos" é uma
obra que mergulha profundamente nesse universo.
A fantasia é um refúgio necessário, mas, para esta história, algo mágico se revela. Um
estudo realizado por psicanalistas renomados, de acordo com o portal "Mente Criativa",
revelou um aumento significativo na busca por narrativas escapistas como forma de lidar
com a realidade.
[...]
O livro "O Guardião de Sonhos", disponível nas principais livrarias e e-books, traz um
recorte sobre esse assunto e esse não é apenas o ponto de partida da narrativa. Uma
criança, que não conseguia sonhar, encontra um guardião misterioso, e o que começa como
uma busca se torna uma jornada transformadora. O que começa de forma muito simples e
tocante, desencadeia uma série de aventuras que deixam o leitor em completa fascinação.
O problema já está aí, a história que quer trazer não só um encantamento, mas também
dialogar e causar reflexão. O sonho é muito maior do que uma fuga simples para um
problema real.
Na trama, enquanto a criança e o guardião tentam entender o que impulsionou a perda dos
sonhos, somos imersos em uma narrativa que emula o imaginário: o frenesi de passar por
uma situação como essa e como ela afeta todas as personagens ao redor dessa dupla, de
maneiras diferentes, enquanto todos percebem o poder da fantasia que se constrói nas
atitudes e nos discursos do Guardião. [...].
E quando eu falo que o sonho é maior do que qualquer resposta, é porque ele quer analisar
as entrelinhas dessa situação. A obra quer colocar o leitor na posição de protagonista – mas
um protagonista que entende o que está acontecendo, sem cair na narrativa simplista de
bem x mal ou fantasia x realidade. Cada um dos capítulos segue uma perspectiva diferente
da história, mas o último, que coloca exatamente a origem dos sonhos no centro, é crucial.
Uma sequência de descobertas dolorosa, mas tecnicamente incrível. Terminei o livro com o
coração aquecido.
"O Guardião de Sonhos" é formado por 7 capítulos, inteiramente construídos com metáforas
e alegorias profundas. Isso deixa tudo ainda mais significativo, não é ali por mera estética –
é parte essencial dessa jornada.
(Resenha fictícia inspirada em livros de fantasia.)
07. No trecho "Isso deixa tudo ainda mais significativo, não é ali por mera estética – é parte
essencial dessa jornada" estabelece, em relação à informação anterior, uma relação
lógico-discursiva de:
(A) Contraste e exemplificação, opondo o significado à estética e fornecendo um exemplo
de cada.
(B) Conclusão e sumarização, finalizando a discussão sobre o livro e resumindo seus
pontos principais.
(C) Adição e ênfase, acrescentando uma característica e reforçando a importância das
metáforas e alegorias.
(D) Explicação e justificação, detalhando o efeito das metáforas e alegorias e validando sua
relevância.
(E) Restrição e causa, limitando o impacto das técnicas e apontando a razão de sua
essência.
QUESTÃO 08
Qual efeito de sentido que a escolha da expressão "a imaginação não tem limites" sugere
no texto?
(A) Que as novas narrativas fantásticas são inovadoras e estão à frente de seu tempo.
(B) Uma visão crítica e de preocupação com a complexidade dos enredos atuais.
(C) A liberdade criativa e a vastidão de possibilidades que o gênero oferece.
(D) Um julgamento positivo sobre a originalidade das histórias de fantasia.
(E) A incapacidade dos adultos de compreenderem as novas formas de arte literária.
09. O trecho, "Cada um dos capítulos segue uma perspectiva diferente da história, mas o
último, que coloca exatamente a origem dos sonhos no centro, é crucial" (parágrafo 4)
permite inferir que
(A) o livro tem a intenção de criticar a forma como a sociedade lida com a fantasia.
(B) o livro sugere que a causa principal da perda dos sonhos reside exclusivamente na
origem da criança.
(C) os capítulos anteriores àquele focado na origem dos sonhos são menos importantes
para a trama geral.
(D) o foco na origem dos sonhos no último capítulo tem como objetivo principal absolver a
criança de sua responsabilidade.
(E) a compreensão da trama exige uma análise multifacetada, e a perspectiva sobre a
origem dos sonhos é fundamental para essa complexidade.

Leia dois trechos de poemas populares, para responder às questões de 10 a 12.


Texto I
Você me disse a palavra tão breve e tão sentida
Decerto é um grande querer que sente a alma ferida
Aproveito a ocasião nesta hora tão sofrida
Que o amor que você chora nunca lhe dê a partida
A dor é a lição para não ser ilusão
Tem que vir da razão esta palavra contida
A mágoa pra ser mágoa tem que se sentir com brio
Porque a mágoa é um espinho que nos fere no fio
Do lado do coração, não rói do lado vazio
Quando começa a sangrar, dói tanto que não tem cura
Não tem remédio, é sem fim, nos leva até para a loucura
O sentimento das criaturas de ambas as partes é profundo.
(Fragmento fictício de poema popular.)
Texto II
Obrigada minha gente, a noite é palavra calma
Foi Deus que botou no mundo esta escuridão que encanta
Faz toda a volta no globo, tem a luz por cortina
Ela chega ao anoitecer, só a manhã se termina
Esta noite que acalenta, amanhã vem outra vez
Abriga eu e vocês, iluminar a alma
A noite é a paz que vibra, que nunca foi desilusão
Acolhe o mundo todo, a noite é a nossa oração
É a rainha de todas as horas, serena de simpatia
Me obrigo a elogiá-la, existe uma magia
Falar no dia, me volta, dia corrido e frio
Tão bruto sai toda manhã, e a magia só sai na noite
(Fragmento fictício de poema popular.)
10. No verso, "a mágoa é um espinho que nos fere no fio", a expressão "espinho que nos
fere" indica que:
(A) a mágoa traz desconforto físico constante.
(B) a mágoa é uma doença que precisa de cura.
(C) a mágoa verdadeira provoca angústia e sofrimento.
(D) a mágoa é um sentimento profundo que causa sensações incômodas e dolorosas.
(E) a mágoa é um inseto que vive dentro do coração e provoca dor física.
11. Ao afirmar que a noite é "calma e serena" e "Tão linda sai toda a noite", em contraste
com o dia que é "corrido e frio" e "Tão bruto sai toda manhã", o eu lírico infere que:
(A) a noite é mais "calma" porque é mais difícil de ser observada do que o dia.
(B) o eu lírico tem uma preferência pessoal pela noite devido a memórias afetivas.
(C) o dia é previsível e comum, enquanto a noite é imprevisível e rara em sua beleza.
(D) a noite, com sua serenidade, é um período mais acolhedor e poético para a existência.
(E) a noite possui uma beleza superior e uma característica de coragem por aparecer na
escuridão.
12. A partir da segunda estrofe do Texto I, as marcas linguísticas sugerem que o locutor se
manifesta de forma mais:
(A) argumentativa, tentando convencer o leitor sobre a cura da mágoa.
(B) impessoal, apresentando uma reflexão genérica sobre a dor.
(C) descritiva, enumerando as características físicas do "espinho que fere".
(D) pessoal, direcionando conselhos diretamente à "alma ferida" do início.
(E) crítica, questionando a forma como as pessoas lidam com o sofrimento afetivo.

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