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CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM
CARLOS ANDRÉ JUM MARTINS
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR EM
ENFERMAGEM
São Gabriel
2025
CARLOS ANDRÉ JUM MARTINS
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR EM
ENFERMAGEM
Relatório de Estágio em Enfermagem
apresentado como requisito parcial para a integralização
curricular.
Orientador: Prof. André Prates da Rosa
São Gabriel
2025
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.......................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO: APROXIMAÇÃO TEÓRICO PRÁTICA.............4
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................10
REFERÊNCIAS.............................................................................................11
ANEXOS.......................................................................................................12
ANEXO A – Termo de validação do Relatório de Estágio............................12
ANEXO B - Organograma por meio de Fluxograma.....................................13
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1 INTRODUÇÃO
O Estágio foi realizado no hospital Santa Casa de Caridade situada na rua
General Marques n° 72, na cidade de São Gabriel- RS. Uma instituição sem fins
lucrativos destinada a prática e preservação da vida e saúde, através de tratamentos
ambulatoriais, assistência médica de serviços especializados, internações
hospitalares, Pronto Atendimento para Urgências e Emergências 24 horas, que
atende a toda população seja ela carente, oferecendo tratamento gratuito a todos. A
entidade é constituída em natureza civil, sem fins lucrativos e declarada de utilidade
pública pelo decreto federal N° 51.713 de 15 de fevereiro de 1963, e também
através do Ministério da Saúde Conselho Nacional de Assistência Social, conforme
Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos, em 17 de março de 1975.
O Grupo de Estágio foi composto por alunos e a Preceptora de campo no
período da tarde. A organização foi feita por setores sendo eles: Enfermaria
Masculina, Cirúrgica, Pediatria, Maternidade e Berçário, Pronto Atendimento, UTI,
CME e Bloco Cirúrgico. Fomos apresentados pela Preceptora a cada setor, onde
tivemos contato com o Enfermeiro de serviço, no qual ele nos relatou sua rotina e
procedimentos competentes a ele. Através do acompanhamento do Preceptor
colocamos em prática conhecimentos adquiridos em sala de aula, realizamos
procedimentos competentes ao Enfermeiro.
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2 DESENVOLVIMENTO: APROXIMAÇÃO TEÓRICO PRÁTICA
2.1 Apresentação e contextualização das ações gerenciais do
enfermeiro da unidade
Conhecer as atribuições gerenciais do enfermeiro e acompanhá-lo durante a
realização, discorrendo sobre os seguintes pontos:
Retomar o organograma do serviço de enfermagem na
instituição apresentado por meio de fluxograma: ANEXO B
Relatar como é realizada a gestão do serviço como um todo,
destacando as responsabilidades e deveres do enfermeiro enquanto
supervisor, diretor ou o cargo superior que a instituição apresentar:
O profissional enfermeiro, o conhecimento sobre gestão é fundamental para
que possa desempenhar suas atividades. É dele a responsabilidades da
administração da assistência em toas as áreas de prestação de serviços
desenvolvidas no hospital. É quem planeja, organiza, direciona, cobra resultados e
avalia os processos e avalia os processos de trabalho que envolvem a assistência
ao paciente, sempre focado na qualidade e satisfação dos serviços a eles
oferecidos.
A função gerencial é um instrumento que permite organizar política e
tecnicamente o processo de trabalho com o objetivo de tomá-lo mais qualificado e
produtivo. Neste contexto, o enfermeiro torna-se um elo de comunicação que
objetiva o gerenciamento adequado, conectado às expectativas dos dirigentes da
instituição com as dos trabalhadores da linha operacional. Cabe às instituições de
saúde incentivar e desenvolver o perfil gerencial do enfermeiro, para obter como
vantagem, uma prática gerencial sustentada cientificamente, um profissional mais
seguro no desempenho de suas atividades o que colabora para a garantia da
qualidade da assistência prestada como também contribui na satisfação profissional
e na construção do trabalho em equipe.
Apresentar a gestão dos recursos humanos do enfermeiro da
unidade/ setor, incluindo a supervisão, elaboração de escala de atribuições,
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escala de férias, administração de conflitos, integração e relacionamento com
a equipe de saúde, entre outros:
Ao falarmos em gestão de recursos humanos referimo-nos à forma
como as organizações se mobilizam na relação com o capital humano. Os
mecanismos de planejamento, recrutamento, seleção, treinamento,
desenvolvimento e gestão de carreiras, avaliação do desempenho,
estabelecimento de relações construtivas e qualidade de vida são as variáveis
mais exploradas nesta vertente.
A gestão de pessoas é considerada a capacidade de gerir pessoas, a
figura do gestor precisa ter habilidades para conduzir da melhor forma seus
colaboradores. Portanto, um bom sistema de gestão de pessoas deve ter os
objetivos bem traçados, para que as avaliações de eficiência e eficácia sejam
corretas. Outro aspecto importante da liderança moderna é fortalecer o grupo
de colaboradores, ressaltando e valorizando as competências individuais,
diluindo o poder na equipe, fazendo com que cada membro conheça o
propósito e o significado de seu trabalho.
Retratar como é realizada a capacitação de recursos humanos,
por meio da educação continuada e da educação em serviço, diferenciando
cada uma delas:
A concepção de educação relaciona-se com a profissão de
enfermagem, levando-se em consideração que em todas as ações desta
profissão estão inseridas práticas educativas, sendo assim, citamos que a
Educação Permanente, Continuada e em Serviço podem ser “elos” que
promovam o desenvolvimento profissional e pessoal. Ao discutir educação em
enfermagem, é importante definir conceitos acerca da Educação Permanente,
Educação Continuada e Educação em Serviço, pois entender suas diferenças
é o primeiro passo para exercitar essas práticas educativas voltadas para o
trabalho em equipe. Durante o estágio conseguimos participar de duas
capacitações junto com os funcionários do setor: capacitação de nutrição e
capacitação de resíduos.
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Aplicar instrumentos e modelos de avaliação de serviços e
cálculo de indicadores de saúde/serviços prestados, identificando prioridades
e estabelecendo planos de intervenção:
Acompanhamento rotineiro de informações relevantes. Propõe-se a
verificar a existência de mudanças, mas não suas razões a fundo. É um
processo sistemático e contínuo de acompanhamento de indicadores de
saúde, visando a obtenção de informações, em tempo oportuno, para
subsidiar a tomada de decisão, redução de problema e correção de rumos.
Em suma, o monitoramento verifica a realização das atividades e o alcance
dos efeitos da intervenção.
A avaliação expande as medidas e a verificação do monitoramento
para determinar valores e méritos de programas e políticas. O monitoramento
verifica. A avaliação amplia a compreensão sobre o avaliado. Ambos se
diferenciam pela complexidade das análises que realizam. A avaliação requer
maior rigor no uso de procedimentos metodológicos, na busca de evidências
com credibilidade para se fazer um julgamento da intervenção.
Descrever como é realizada a gestão de materiais, como
solicitação e controle de estoque:
A gestão de materiais, de forma geral, refere-se ao planejamento,
realização e o controle do fluxo de materiais dentro da instituição, que vai
desde a solicitação do material, passando pela compra e pelo efetivo
consumo, até o descarte final, sendo este processo realizado de forma
eficiente.
No ambiente hospitalar, os estoques desempenham um papel de
grande importância, eles tornam o atendimento passível de ser realizado, por
se tratar de uma necessidade muitas vezes desconhecida e uma demanda
variável, viabilizando, assim, a prestação de serviços aos pacientes e, por
esse motivo, devem ser geridos de forma eficiente. A administração dos
recursos materiais tem por objetivo assegurar que o material esteja
disponível, no momento e no local adequado, para prestação de um serviço
eficiente.
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A dificuldade em realizar a previsão dos recursos materiais e em
estabelecer a relação entre oferta de serviços e demandas de saúde é reflexo
da qualidade da assistência à saúde que temos no Brasil.
Participar das atividades gerenciais do serviço, contribuindo na
elaboração de relatórios, documentos técnicos, capacitações, intervenções
gerenciais e reuniões de serviço:
O termo gerência do cuidado de enfermagem compreende a
articulação entre as esferas gerencial e assistencial que compõem o trabalho
do enfermeiro nos mais diversos cenários de atuação.
Ele tem sido utilizado para caracterizar, principalmente, as atividades
dos enfermeiros visando à realização de melhores práticas de cuidado nos
serviços de saúde e enfermagem por meio do planejamento das ações de
cuidado, da previsão e provisão de recursos necessários para assistência e
da potencialização das interações entre os profissionais da equipe de saúde
visando uma atuação mais articulada.
2.2 Apresentação e contextualização das ações assistenciais do
enfermeiro da unidade
Relatar sobre a participação nas atividades assistenciais,
relacionando estas aos protocolos institucionais, programas e políticas de
saúde:
No dia a dia profissional das equipes de saúde, os protocolos assistenciais
funcionam muito bem como guias para o trabalho dos profissionais de saúde,
assegurando que todos os pacientes recebam o mesmo tratamento adequado.
Ao serem seguidos corretamente, os protocolos assistenciais garantem o
atendimento adequado e padronizado a todos os pacientes com a mesma
condição de saúde. Além disso, os protocolos também facilitam o trabalho
dos profissionais da saúde, uma vez que fornecem orientações claras sobre
como proceder em cada situação e reduzem o risco de falhas, improbidade e
imperícia por parte de toda a equipe.
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Apresentar uma análise crítica sobre as intervenções, realizar avaliação e
acompanhamento e participar dos direcionamentos, prescrições e planos
assistenciais:
O paciente é o centro de atenção da equipe de saúde, e desta, é a equipe de
enfermagem a que permanece mais tempo junto a ele, dispensando-lhe 24 horas de
assistência, o que permite a execução e avaliação do plano inicial de tratamento;
uma das formas de comunicação entre os membros desta equipe consiste nas
anotações registradas no prontuário do paciente, os quais emitem mensagens que
fornecem subsídios para a elaboração de novos planos. Muitas vezes solicitando
avaliação nutricional, fisioterapeuta, daqueles que estão em andamento com o
objetivo de restabelecer o máximo de saúde em um mínimo de tempo possível.
Realizar aprofundamento técnico cientifico sobre as situações
sob seu acompanhamento, através da realização de leituras complementares
e estudos de caso:
A visita de enfermagem é a construção do instrumento para a visita do
enfermeiro possibilitou a avaliação do gerenciamento do cuidado, permitindo o
acompanhamento da evolução e da prescrição de enfermagem, que compõe o
processo de enfermagem assim como as técnicas propedêuticas.
As técnicas usadas no exame físico vão exigir do profissional o uso de quatro
dos seus cinco sentidos: visão, tato, audição e olfato. Essas técnicas são divididas
em inspeção (visão e olfato), ausculta (audição), palpação (tato) e percussão (tato e
audição).
2.3 Experiências pessoais
Os principais objetivos deste estágio foram:
Adquirir experiência prática em cuidados de enfermagem, aplicando as
técnicas e habilidades aprendidas durante o curso;
Desenvolver habilidades técnicas e terapêuticas para o cuidado com o
paciente em diferentes fases da vida e do processo de saúde e doença;
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Desenvolver habilidades de comunicação e trabalho em equipe no ambiente
hospitalar/ambulatorial.
Participar ativamente da assistência ao paciente, promovendo o bem-estar e
a segurança.
Realizar procedimentos inerentes da enfermeira tanto com o paciente quanto
na parte administrativa e organizacional.
Observar e aprender com a atuação dos profissionais de enfermagem e
outros membros da equipe de saúde.
Compreender a importância da ética e da humanização no exercício da
Enfermagem.
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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estágio proporcionou-me a oportunidade de aprimorar minhas habilidades
técnicas e práticas, bem como desenvolver competências essenciais para a prática
profissional na área de enfermagem. Ao lidar com diversos casos clínicos, aprendi a
importância da empatia, da escuta ativa e do respeito ao paciente, aspectos
fundamentais para um cuidado humanizado e de qualidade.
Durante o estágio, fui desafiada a enfrentar situações diversas, o que me
permitiu crescer como profissional e ampliar minha capacidade de tomada de
decisões sob pressão. Além disso, a integração na equipe de saúde fortaleceu
minha compreensão da importância do trabalho em equipe e da comunicação
eficiente para o alcance dos melhores resultados no cuidado ao paciente.
Destaco também a oportunidade de conhecer diferentes setores e unidades
de saúde, o que me proporcionou uma visão ampla e abrangente da atuação do
enfermeiro na promoção da saúde, prevenção de doenças e reabilitação do
paciente.
Agradeço a todos que fizeram parte desta jornada de aprendizado e
crescimento, em especial aos preceptores e profissionais que me acompanharam
durante o estágio, pois foram fundamentais para minha formação como enfermeira.
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REFERÊNCIAS
Prado MLd, Velho MB, Espíndola DS, Sobrinho SH, Backes VMS. Arco de Charles
Maguerez: refletindo estratégias de metodologia ativa na formação de profissionais
de saúde. Esc. Anna Nery [periódico na Internet]. 2012 [citado 2016 abr 21];
16(1):172-7. Disponível em: [Link]
=S141481452012000100023 Acesso em 28/02/2025
site: Santacasasg Acesso em 01/03/2025
Bartolomei SRT, Lacerda RA. Trabalho do enfermeiro no Centro de Material e seu
lugar no processo de cuidar pela enfermagem. Rev Esc Enferm USP
2006;40(3):412-17 Disponível em
[Link] Acesso em
02/03/2025
FAMAM - Trabalhos de Conclusão de Curso. Disponível em
[Link] Acesso em
04/03/2025
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ANEXOS
ANEXO A – Termo de validação do Relatório de Estágio
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ANEXO B- Organograma por meio de Fluxograma