Relatorio CARvol 1
Relatorio CARvol 1
Pecuária e Abastecimento
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Secretaria-Executiva
Missão do Mapa:
Promover o desenvolvimento sustentável
das cadeias produtivas agropecuárias,
em benefício da sociedade brasileira
Brasília
MAPA
2022
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Secretaria-Executiva
Departamento de Governança e Gestão
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Tel.: (61) 3218-2075
e-mail: [email protected]
Sumário
Lista de siglas e abreviaturas 6
Lista de tabelas 6
Lista de figuras 7
I. INTRODUÇÃO 9
II. DESCRIÇÃO GERAL DO CAR 10
III. DIAGNÓSTICO DO PROBLEMA 12
Atualização da descrição do problema 12
Identificação do Problema Central 12
Árvore de problemas 13
Dados e indicadores do problema 15
População afetada pelo problema e público-alvo 19
Alinhamento com metas e compromissos nacionais e internacionais 19
IV. AVALIAÇÃO DE DESENHO 21
Revisão crítica do modelo lógico 21
Indicadores relacionados ao modelo lógico 25
Teoria do Programa 28
Análise SWOT 29
V. AVALIAÇÃO DE IMPLEMENTAÇÃO 30
Identificação e avaliação de riscos 30
Perguntas de avaliação 34
Análise de performance 34
Imóveis rurais inscritos no CAR 35
Imóveis rurais analisados no SICAR 36
Imóveis rurais com análise de regularidade ambiental concluída 38
Imóveis rurais inconformes com Termo de Compromisso do PRA assinado 40
Outros indicadores de ações e produtos 40
Número de cadastros com demonstração de interesse em aderir ao PRA 41
Dados do SICAR em plataformas de consulta públicas e abertas à sociedade 41
VI. AVALIAÇÃO DA GOVERNANÇA 42
Governança Pública, Arranjos Institucionais e Capacidades Estatais 42
Análise dos Mecanismos de Governança no CAR 45
Liderança 46
Estratégia 47
Controle 48
Considerações sobre a Governança 48
VII. EXECUÇÃO DAS DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS E DOS SUBSÍDIOS DA UNIÃO 49
VIII. RECOMENDAÇÕES 51
Recomendações sobre diagnóstico e desenho 51
Recomendações sobre implementação 51
Recomendações sobre riscos 52
Recomendações sobre a governança 52
Recomendações sobre a execução orçamentária 52
IX. REFERÊNCIAS 53
6 Serviço Florestal Brasileiro - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Lista de tabelas
Tabela 1 – Indicadores propostos do problema central e de suas causas-alvo.
Tabela 2 – Indicadores propostos para cada um dos elementos do
modelo lógico do CAR, divididos segundo os estágios da política.
Tabela 3 – Riscos relacionados ao CAR.
Tabela 4 – Avaliação dos riscos relacionados ao CAR.
Tabela 5 – Fontes de recursos e dotações relativas ao CAR, no
Orçamento Geral da União, no período 2016-2022.
Tabela 6 – Série histórica de dotação atual, valores empenhados e
pagos, relativos ao CAR, no Orçamento Geral da União.
Cadastro Ambiental Rural - Relatório Final de Avaliação Ex Post - Volume 1 7
Lista de figuras
Figura 1 – O imóvel rural e o Código Florestal: Informações para o CAR.
Figura 2 – Árvore de problemas - Causas.
Figura 3 – Árvore de Problemas - Efeitos/Consequências.
Figura 4 – Boletim informativo do SICAR publicado em abril de 2022.
Figura 5 – Evolução histórica da perda de vegetação nativa nos imóveis
rurais, entre 2008 e 2012, nos biomas Amazônia e Cerrado.
Figura 6 – Evolução histórica do Índice de Conformidade ao Código Florestal (ICCF),
entre 2007 e 2012, nos biomas Amazônia e Cerrado, e no conjunto dos dois biomas.
Figura 7 – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados ao CAR.
Figura 8 – Componentes do Modelo Lógico.
Figura 9 – Modelo lógico proposto para o Cadastro Ambiental
Rural (CAR), dividido segundo os estágios da política.
Figura 10 – Esquema explicativo do fluxo da ação “Realizar análises”, com
as “condições” em que cada cadastro do CAR pode se encontrar.
Figura 11 – “Teoria do programa” do CAR.
Figura 12 – Análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) do CAR.
Figura 13 – Processo de Gestão de Riscos do Mapa.
Figura 14 – Matriz de Riscos e Faixas de Apetite ao Risco.
Figura 15 – Evolução histórica do número de Imóveis rurais registrados no CAR.
Figura 16 – Evolução histórica do “Índice de Sustentabilidade
Agropecuária - Dimensão Adequação Ambiental” (DAA).
Figura 17 – Proporção entre a área (ha) de imóveis rurais inscritos no CAR com análise
iniciada em relação à área (ha) total de imóveis rurais inscritos, por unidade federativa.
Figura 18 – Evolução histórica do Coeficiente de Cadastros com Análise Concluída (CCAC).
Figura 19 – Coeficiente de Cadastros com Análise Concluída (CCAC) por unidade federativa.
Figura 20 – Mecanismos e princípios de Governança.
Figura 21 – Componentes para avaliação da governança.
Figura 22 – Arranjo institucional e os componentes das capacidades estatais.
Figura 23 – Atores interessados no CAR.
Figura 24 – Arranjo das responsabilidades de cada ator frente à implementação do CAR.
Cadastro Ambiental Rural - Relatório Final de Avaliação Ex Post - Volume 1 9
I. INTRODUÇÃO
O presente documento trata da avaliação ex post do Cadastro Ambiental Rural (CAR), instrumento
de implementação do Código Florestal (Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012), sob a gestão do
Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O CAR tem como finalidade integrar as informações ambientais das
propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento
ambiental e econômico e combate ao desmatamento.
Este trabalho avaliativo decorre da parceria entre o Departamento de Governança e Gestão
(DGG) da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA),
especificamente de sua Coordenação-Geral de Planejamento e Processos (CGPLAN), com a Escola
Nacional de Administração Pública (ENAP), por meio de sua Assessoria de Análise e Avaliação de
Políticas Públicas (AAPP).
Para executar o trabalho, foi constituído grupo de avaliação composto por atores do DGG, incluídas
a CGPLAN, a Coordenação-Geral de Orçamento e Finanças (CGOF) e a Coordenação-Geral de
Desenvolvimento Institucional e Apoio à Gestão (CGDIG). Além destes, fizeram parte do grupo de
avaliação um representante do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), com papel preponderante, e dois
especialistas contratados pela ENAP, com papel de mediação e fornecimento de conhecimentos
especializados e metodológicos.
Inicialmente, a AAPP disponibilizou a “Avaliação de Complexidade e Maturidade de Políticas Públicas”,
questionário utilizado para auxiliar na escolha da política a ser avaliada, assim como iniciar a coleta
de informações para dar início ao trabalho. No sentido de alinhar iniciativas no campo da avaliação
de políticas públicas dentro desse Ministério, a seleção da política ocorreu tendo em vista as
recomendações previstas no Acórdão nº1928/2019 - TCU-Plenário (TC nº 006.852/2018-1), no qual
um conjunto de políticas públicas de governança do solo não-urbano, de iniciativa deste Ministério,
é indicado para implantação de rotina de monitoramento, dentre elas, o CAR.
Tais políticas foram analisadas à luz do questionário, a fim de identificar qual delas possuía maior
grau de maturidade, levando-se em consideração sua previsão em lei ou decreto, disponibilidade
de informações públicas e seu grau de abrangência, e o grau de alinhamento da política pública
aos instrumentos governamentais de planejamento. Como resultado de tal análise, optou-se por
avaliar o CAR.
Por se tratar de uma prática ainda em desenvolvimento no MAPA, optou-se por realizar uma “Avaliação
Executiva”, haja vista que esse tipo de avaliação permite estabelecer o panorama geral acerca de
determinada política pública, possibilitando, ao final do processo, que haja a identificação clara de
pontos de aprimoramento, assim como dos tópicos específicos que necessitem de avaliação mais
aprofundada.
Acerca da metodologia e cronograma dessa avaliação destaca-se que ela ocorreu de novembro
de 2021 a junho de 2022 por meio de 27 oficinas colaborativas, entrevistas, pesquisa bibliográfica,
coleta de dados, aplicação de questionários e workshop com stakeholders.
Os capítulos deste documento acompanham as etapas da Avaliação Executiva apresentadas no Guia
de análise ex post (BRASIL, 2018b), desde a descrição geral da política, diagnóstico do problema,
avaliação do desenho, implementação, governança e das despesas orçamentárias. Ao fim, são
apresentadas algumas recomendações, visando o aprimoramento da política. Capítulos relativos
à avaliação de resultados e de impactos do CAR serão apresentados no Volume 2 do Relatório de
Avaliação.
10 Serviço Florestal Brasileiro - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
O art. 29 da Lei nº 12.651/2012 preconiza a obrigatoriedade do CAR para todos os imóveis rurais,
“com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo
base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao
desmatamento”. A inscrição do imóvel rural no CAR tem natureza declaratória e caráter permanente
e deve ser feita junto ao órgão estadual ou distrital competente.
Compete ao SFB gerir o SICAR, integrado ao Sistema Nacional de Informações Florestais; coordenar,
em âmbito federal, o Cadastro Ambiental Rural e prestar apoio técnico a sua implementação nos
entes federativos; e integrar e harmonizar, no âmbito do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental
Rural, os dados e as informações referentes às propriedades e posses rurais registradas no CAR e
nos demais cadastros e bancos de dados relacionados com o planejamento territorial, ambiental, e
econômico dos imóveis rurais (Decreto nº 10.827, de 30 de setembro de 2021, art. 52, XIV, XV e XXV).
O Decreto nº 11.015, de 29 de março de 2022, instituiu o “Plano Nacional de Regularização Ambiental
de Imóveis Rurais - RegularizAgro” e o seu Comitê Gestor2. O Decreto define oito objetivos do
RegularizAgro e cinco diretrizes ao Poder Público, nas esferas federal, estadual, distrital e municipal.
Determina, ainda, que compete ao Comitê Gestor elaborar e aprovar as estratégias, as metas, os
indicadores de monitoramento e os prazos do RegularizAgro. A Portaria nº 167, de 4 de maio de
2022, designa os membros do Comitê Gestor.
2 A regularização ambiental diz respeito à observância, por parte dos possuidores e proprietários de imóveis rurais, das regras estabelecidas
na Lei nº 12.651/2012, no Decreto nº 7.830/2012 e no Decreto nº 8.235/2014.
12 Serviço Florestal Brasileiro - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
A partir da revisão da literatura sobre o tema, das entrevistas iniciais com atores que auxiliaram ou
participaram das discussões iniciais sobre a implementação do CAR, e da reflexão conjunta sobre a
questão, o grupo de avaliação estabeleceu como problema central do CAR a “perda de vegetação
nativa nos imóveis rurais”.
Ao longo do processo de definição do problema central, ficou claro que o CAR deve ser visto mais
como um dos instrumentos de uma política pública mais ampla (definida pelo Código Florestal), do
que como uma política pública própria, no sentido em que não é possível encontrar um problema
central que diga respeito exclusivamente ao CAR. Assim, o CAR contribui atuando em algumas causas
específicas do problema central definido pelo grupo de avaliação.
Os principais descritores do problema central são:
• De acordo com o Censo agropecuário de 2006, 0,7 milhão de hectares de terras degradadas
(erodidas, desertificadas e salinizadas) nos imóveis rurais brasileiros (BRASIL, 2006);
• Até 2004, cerca de 1,2 milhão de hectares de florestas foram convertidos em plantações de soja
e cerca de 12% da Amazônia virou pasto (DECICINO, 2021);
• De 1985 a 2020, o Cerrado perdeu 19,8% da sua vegetação nativa, o equivalente a 26,5 milhões
de hectares (MENEGASSI, 2021);
• Aumento da taxa de desmatamento anual na Amazônia Legal a partir do ano de 2018, segundo
o PRODES/INPE (BRASIL, 2022);
• A perda de vegetação nativa da Amazônia legal chegou a 14,83% em 2011 (BRASIL, 2012);
• Em um período de apenas dois anos (2010-2012), ocorreu uma expansão de 8,5% das áreas
agrícolas (BRASIL, 2017);
• Crescimento de 3,83% ao ano na área dos imóveis rurais, entre 2003 e 2010 (BRASIL, 2017).
• Em 2012 foram desmatados 4.571 km² de terras no Brasil (BRASIL, 2022).
Árvore de problemas
Não foi identificado documento que apresentasse a árvore de problemas da política relacionada
ao CAR. Sendo assim, o grupo de avaliação buscou construir uma árvore de problemas a partir dos
poucos documentos existentes (entre eles, o próprio texto da Lei nº 12.651/2012, em seus artigos
1º-A, 2º e 29) e da experiência de seus integrantes. Nesse exercício, buscou-se identificar as causas
e consequências do problema central, como se apresentavam à época da formulação da política,
mas buscando, a partir daí, construir uma estrutura lógica que ainda possa ser considerada válida
no contexto atual.
A seguir é possível observar o diagrama de causas e consequências (“árvore de problemas”) construído
pelo grupo de avaliação (Figuras 2 e 3). A árvore de problemas foi elaborada de forma mais ampla,
com o propósito de identificar o CAR como um dos instrumentos de implementação do Código
Florestal, que seria um tema de interesse público, cabendo intervenção do governo para mitigação
de problemas relacionados. As causas descritas nos cartões cor de rosa na Figura 2 são as causas-
alvo, ou seja, aquelas priorizadas para serem eliminadas ou mitigadas por meio das ações que
compõem a política, e que se relacionam diretamente com o escopo de atuação do CAR.
Cadastro Ambiental Rural - Relatório Final de Avaliação Ex Post - Volume 1 13
PROBLEMA CENTRAL
Aumento
Perda da vegetação do passivo
nativa nos imóveis ambiental
rurais
Desmatamento por
produtores rurais Descuprimento
para converter em do código
plantio, pasto etc florestal
Impunidade
Percepção de
impunidade
ao desmatar
Dificuldades
em fiscalizar o
cumprimentodas
regras estabelecidas
Incorporação de no código florestal
Incorporação de Decisão
novas áreas de
novas áreas de política de
forma regular
forma irregular não punir
Falta de
Grande conhecimento sobre
Desconhecimento Defasagem extensão a irregularidade
da legislação tecnológica territorial ambiental dos
pelos produtores imóveis rurais
rurais
Maior interesse Mecanismos
em aumentar a de incentivos Utilização de
produção rural insuficientes aos práticas agrícolas
produtores rurais inadequadas e
ineficientes
Aumento
do preço
internacional Assistência Limitação
Falta de integração
das commodities técnica tecnológica Implementação
entre os sistemas dos
insuficiente aos órgãos competentes limitada da
produtores rurais (federais, estaduais e política
municipais) para atuar
no Código Florestal
Insuficiência de
corpo técnico
capacitado para
execução da
Sobreposição de política
competências Falta de
entre órgãos articulação
de governo entre órgãos
Desarticulação
de políticas
públicas
Perda de fonte
Desenvolvimento Alteração de renda nas
não sustentável nos biomas comunidades
impactadas
Aumento de
Aumento Perda da
doenças
de fumaça inserção do Brasil
respiratórias nas Incidência
(particulados) nos mercados
comunidades maior de
na atmosfera internacionais
afetadas malária
Imagem
Aumento das comprometida
emissões de da agricultura
Perda de carbono brasileira
Carreamento biodiversidade
de sedimentos
Desertificação Solo mais seco
e propício às
queimadas
Aumento do
Perda de risco econômico/
Perda de biomassa reputacional para
vegetação
investidores e
Perda de solo nativa no
consumidores
e fertilidade da Brasil
propriedade rural
(solo agricultável) Aumento da
possibilidade
de erosão do
solo PROBLEMA CENTRAL Aumento
do passivo
ambiental
Perda da vegetação
nativa nos imóveis
rurais
O CAR foi criado com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses
rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico
e combate ao desmatamento. Assim, a perda da vegetação nativa é mitigada a partir do controle
dos dados declarados no CAR, facilitando a regularização ambiental das propriedades rurais.
Conforme boletim informativo do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), publicado
em abril de 2022 (Figura 4), 6.503.840 cadastros foram registrados no Sistema, totalizando uma
área de 618.821.449 hectares de área cadastrada. Destes, 52% solicitaram adesão a Programas
de Regularização Ambiental (PRA), indicando que possuem passivo ambiental a ser recomposto.
Figura 4 – Boletim informativo do SICAR publicado em abril de 2022.
Figura 5 – Evolução histórica da perda de vegetação nativa nos imóveis rurais, entre 2008 e 2012, nos biomas
Amazônia e Cerrado*.
15000
Perda de vegetação nativa (km²)
10000
5000
Amazônia Cerrado
*Para o Bioma Cerrado, os valores de 2011 e 2012 correspondem à metade da perda de vegetação
no biênio 2011-2012; os valores de 2009 e 2010 correspondem à metade da perda de vegetação
no biênio 2009-2010; o valor de 2008 corresponde à metade da perda de vegetação no biênio
2007-2008.
Fonte: Elaboração própria/EvEx/ENAP.
A evolução histórica do Índice de Conformidade ao Código Florestal (ICCF) é apresentada na Figura
6. Percebe-se que a conformidade ao Código é próxima ao desejável no bioma Cerrado, onde as
exigências legais são menos rigorosas do que no bioma Amazônia, onde o ICCF é baixo. Os dados
também mostram pouca variação ao longo do tempo.
18 Serviço Florestal Brasileiro - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Figura 6 – Evolução histórica do Índice de Conformidade ao Código Florestal (ICCF), entre 2007 e 2012, nos
biomas Amazônia e Cerrado, e no conjunto dos dois biomas.
1,00
0,75
0,50
0,25
0,00
2007 2008 2009 2010 2011 2012
Fonte: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs.
A principal meta do ODS 2 relacionada ao CAR é a 2.4 - “Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de
produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade
e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às
mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres,
e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo”. O indicador 2.4.1 - “Proporção da
área agrícola sob agricultura produtiva e sustentável” foi construído pela FAO/ONU para mensurar
o alcance da meta 2.4. É um indicador complexo que é composto pelas três dimensões do
Desenvolvimento Sustentável (Econômico, Social e Ambiental).
Em setembro de 2020 o Ministério da Agricultura e outras instituições públicas foram convidados
a participar do treinamento realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a
Agricultura, uma das agências das Nações Unidas (FAO/ONU) para o desenvolvimento desse indicador
pelo Brasil. Nesse sentido, o Cadastro Ambiental Rural é relevante por ser uma base de dados que
pode auxiliar na implementação do indicador 2.4.1 em território nacional, em consonância com o
restante dos signatários da Agenda 2030.
Também foi realizada em oficina uma análise inicial sobre as metas da política. Embora o art. 29 do
Código Florestal institua o CAR e estabeleça sua obrigatoriedade para todos os imóveis rurais, verificou-
se que, quando da formulação da política, não foram estabelecidas metas a serem alcançadas a nível
federal e nem posteriormente a nível estadual, haja vista a indicação do parágrafo 1° do referido
artigo, que estabelece que a inscrição do imóvel rural deve ser feita preferencialmente em órgão
ambiental municipal ou estadual.
Assim, entende-se a inscrição de todos os imóveis rurais como uma diretriz geral do Código
Florestal, não necessariamente como o estabelecimento de uma meta, sobretudo pelo CAR ser um
instrumento e não uma política finalística. Acredita-se que o estabelecimento de suas metas deve,
inclusive, constar de um Plano (documento que explicite a lógica da política).
O modelo lógico foi elaborado pelo grupo de avaliação a partir do problema, causas (em especial,
as causas-alvo) e consequências estabelecidas na Árvore do Problema, apresentada no Capítulo III
Diagnóstico do Problema.
Ainda a respeito do modelo lógico, conforme proposto por CASSIOLATO & GUERESI (2010):
“A construção do modelo lógico é uma proposta para organizar as ações componentes de um
programa de forma articulada aos resultados esperados, apresentando também as hipóteses
e as ideias que dão sentido à intervenção. Considerado um instrumento para explicitar a
teoria do programa, a aplicação do modelo lógico resulta em processo que facilita planejar
e comunicar o que se pretende com o programa e qual o seu funcionamento esperado.”
O Guia ex ante (BRASIL, 2018a) propõe como elementos do modelo lógico: insumos, processos,
produtos, resultados e impactos, conforme disposto na Figura 8. Dessa forma, o modelo enuncia
que insumos e processos gerarão produtos e resultados e, em última instância, impactos para o
público alvo da política pública. Definir de forma clara os aspectos relativos ao modelo lógico explicita
o que se pretende alcançar e quais ferramentas serão utilizadas. Portanto, o modelo lógico teria
o papel de ser um organizador dos componentes da política, reduzindo o risco de adversidades
durante o ciclo da política pública.
Cadastro Ambiental Rural - Relatório Final de Avaliação Ex Post - Volume 1 21
Recursos do São as ações que São os bens ou São mudanças Mudança de mais
setor público - combinam os serviços resultantes incidentes sobre as longo prazo no
orçamentários ou rcursos disponíveis de um processo, ou causas do problema problema que
não- necessários para produzir bens seja, as entregas que decorrem de um a política busca
para atingir os e serviços a fim de (outputs) que a ou mais produtos. enfrentar, alinhado
objetivos da política. atacar as causas do política pública aos objetivos da
problema. faz para atacar as política.
causas do problema
e gerar resultados.
conformidade com o Código Florestal, essa informação serve como insumo para a ação “Realizar o
processo de adesão dos produtores rurais ao PRA”, que gera o produto “Termo de Compromisso
do Programa de Regularização Ambiental assinado por proprietários rurais”.
A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), de modo geral, é um processo educacional que visa
transmitir conhecimentos e tecnologias com aplicabilidade prática para o meio rural. Engloba ações
de caráter coletivo e individual para os produtores rurais, visando a melhoria de seus processos
produtivos, o beneficiamento e a comercialização de seus produtos, como também a melhoria da
qualidade de vida das famílias no campo.
Nesse contexto, levando-se em consideração a capilaridade (capacidade de atendimento local) da
ATER nos estados da federação, os serviços de assistência técnica e extensão rural, por intermédio
dos técnicos extensionistas, tornam-se fator importante e viável para a difusão e realização de ações
relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural e seus componentes, como o Programa de Regularização
Ambiental (PRA), junto ao produtor rural. Nesse sentido, a comunicação e o contato direto com o
produtor são fundamentais para ampliar a possibilidade de sucesso do Programa.
da política.
[Externo ao CAR]
[União] Automatizar os Assistência técnica
[União] Realizar
processos de análise por [União] Implementar e extensão rural
capacitações permanentes
meio do desenvolvimento o CAR de forma (ATER)
para os agentes da rede
e aperfeiçoameno dos assistida aos Estados
AÇÕES do CAR liderados pelo SFB
módulos do CAR
[União] Integrar os [Estados] Realizar o
[Estados] [Estados]
dados dos Estados no processo de adesão
recepcionar os Realizar
SICAR Federal de forma dos produtores
cadastros análises
permanente rurais ao PRA
ESTADO
SOCIEDADE
Dados do SICAR públicos Termo de Compromisso do Programa
Número de registro
e acessíveis à sociedade de Regularização Ambiental assinado
PRODUTOS no CAR para
(com exceção de dados por proprietários rurais
produtores rurais
pessoais)
Figura 10 – Esquema explicativo do fluxo da ação “Realizar análises”, com as “condições” em que cada
cadastro do CAR pode se encontrar.
Aguardando análise
Em análise
Analisado, aguardando
Dados incorretos
atendimento a notificação
(para reificação dos dados
Dados corretos declarados)
Em não-conformidade
Em com a Lei nº 12.651/2012
conformidade
com a Lei nº
12.651/2012
Analisado, aguardando
regularização ambiental
Com superávit de
vegetação nativa (Lei nº 12.651/2012)
Sem superávit de
vegetação nativa
Analisado, em
conformidade com PRA assinado
a Lei nº 12.651/2012,
passível de emissão Analisado, em
de Cota de Reserva conformidade com a
Ambiental Analisado, em
Lei nº 12.651/2012 regularização ambiental
(Lei nº 12.651/2012)
Componente do Fonte de
Estágio Indicador Regionalização Fórmula de Cálculo Observações
Modelo Lógico Dados
(a / b) • 100, sendo
Coeficiente a: área (ha) de imóveis O indicador ainda não é
de Cadastros rurais com análise de apurado rotineiramente.
Dados do SICAR com Análise regularização ambiental SICAR (todas As variáveis a e b
públicos e acessíveis Ambiental Nacional concluída; as variáveis) passaram a ser
à sociedade Concluída b: área (ha) total de divulgadas no Boletim
imóveis rurais inscritos do CAR de fev/2022.
no CAR
Percentual
de dados do O indicador ainda não é
SICAR em apurado rotineiramente.
plataformas de
consulta (Portal Não foi possível
Dados do SICAR desenvolver fórmula
Brasileiro de
públicos e acessíveis - - DTI/MAPA de cálculo para este
Dados Abertos
à sociedade indicador. Ele pode,
Produtos
– dados.gov.br;
Infraestrutura porém, ser tratado
Nacional de como indicador
Dados Espaciais qualitativo.
– inde.gov.br)
Quantidade
de registros do
Boletins do CAR
Número de registros CAR (“número
Boletins do disponíveis em: https://
do CAR para os de cadastros”) Nacional
CAR www.florestal.gov.br/
produtores rurais3 entregues aos
numeros-do-car-centro
proprietários/
possuidores
3 O número de cadastros divulgados pelos Boletins CAR pode considerar o número de beneficiários dos Assentamentos da Reforma Agrária,
bem como de famílias inscritas em Territórios de Povos e Comunidades Tradicionais. Não há clareza sobre a desagregação dos dados informados.
Cadastro Ambiental Rural - Relatório Final de Avaliação Ex Post - Volume 1 27
Componente do Fonte de
Estágio Indicador Regionalização Fórmula de Cálculo Observações
Modelo Lógico Dados
Variável a:
INPE/PRODES
Área total desmatada (http://
Bioma no ano (a) sobreposta terrabrasilis. O indicador ainda não é
Amazônia à área total coberta por dpi.inpe.br) apurado rotineiramente.
imóveis rurais (b)
Variável b:
Perda de SICAR
Redução da perda da
vegetação nativa
vegetação nativa nos Variável a:
nos imóveis
imóveis rurais INPE/PRODES
rurais
Impactos
Teoria do Programa
A teoria do programa (apresentada na Figura 11) foi elaborada como um resumo narrativo,
expressando, de forma objetiva, como a política incide sobre as causas do problema, e projetando
seus resultados e impactos ao longo do tempo. Para o CAR utiliza-se como hipótese central “o
baixo conhecimento sobre o passivo ambiental dos imóveis rurais dificulta a fiscalização ambiental,
contribuindo para a perda de vegetação nativa”. A partir dessa hipótese central, identificou-se os
insumos (recursos) orçamentários, de infraestrutura e de pessoal, que seriam necessários para os
principais produtos/entregas, como os dados e registros no SICAR, mais à frente materializados nos
resultados e impactos, como a redução da supressão da vegetação nativa, e, consequentemente,
a recuperação ambiental dos biomas.
Figura 11 - “Teoria do programa” do CAR.
Problema Impactos
Hipótese: O baixo Hipótese: O controle social
conhecimento sobre a e a regularidade ambiental
irregularidade ambiental dos imóveis rurais reduz
dos móveis rurais dificulta a supressão da vegetação
a fiscalização ambiental, nativa e possibilia a
contribuindo para a perda recuperação ambiental
de vegeração nativa dos biomas
Ações Produtos
Análise SWOT
Ainda como parte da avaliação de desenho do CAR, foi realizado em oficina o brainstorming, ou
“tempestade de ideias”, técnica que tem como objetivo auxiliar as pessoas na busca por soluções
criativas para diferentes tipos de problemas, para facilitar a identificação das forças, fraquezas,
oportunidades e ameaças (strengths, weaknesses, opportunities, threats - SWOT). O resultado é
apresentado na Figura 12, a seguir:
Cadastro Ambiental Rural - Relatório Final de Avaliação Ex Post - Volume 1 29
FORÇAS FRAQUEZAS
• Sistema informatizado e acessível • Limitação tecnológica (infraestrutura) e dificuldade de
• Benefícios para os proprietários rurais (acesso integração das bases de dados
a crédito rural) • Limitações de segurança geradas pela mudança do
• Ser obrigatório por lei (Código Florestal) sistema para a nuvem
ANÁLISE
SWOT
OPORTUNIDADES
• Fortalecimento da institucionalização da política AMEAÇAS
• Construção de um Plano Nacional de Regularização • Dificuldade de articulação entre os diversos
Ambiental órgãos executores
• Acesso a mercados nacionais e externos • Uso político inadequado
• Aumento do controle social • Falta de interesse político
• Construção de órgão colegiado (instância de governança) • Descontinuidade político-administrativa
para auxiliar na coordenação da política
• Desvalorização da prestação de serviços da área
• Utilização do CAR na execução de outras políticas, ambiental
gerando sinergia
• Contrariedade de grupos de interesse em
• Interesse internacional no assunto relação à política ambiental
• Mudança de paradigma da imagem do setor agropecuário
V. AVALIAÇÃO DE IMPLEMENTAÇÃO
A avaliação de implementação verifica se a política foi implementada de acordo com o seu desenho,
identificando coerência entre insumos, processos e produtos, além de verificar a correspondência
entre o pactuado e o executado. A abordagem proposta no Guia de análise ex post (BRASIL, 2018b)
orienta-se pelos processos, destacando aqueles relacionados à entrega dos produtos, e pela gestão
de riscos, a fim de trazer para a avaliação os pontos mais relevantes que permitam o atingimento
dos objetivos almejados, assim como a proposição de melhorias ou de aprimoramentos na política
avaliada.
Este capítulo divide-se em duas partes, a primeira trata da identificação de riscos relacionados à
política e estruturação das questões de avaliação. Na segunda parte são destacados alguns pontos
relevantes acerca da implementação do CAR, como também são definidos critérios de performance;
tais critérios descrevem o estado desejado para o CAR, servindo de referenciais para avaliar se a
política atende às expectativas.
30 Serviço Florestal Brasileiro - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
ENTENDIMENTO DO CONTEXTO
IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
ANÁLISE DE RISCOS
COMUNICAÇÃO MONITORAMENTO E
E CONSULTA ANÁLISE CRÍTICA
AVALIAÇÃO DE RISCOS
TRATAMENTO DE RISCOS
REGISTRO E RELATO
Fonte: ISO 31000:2018 apud Guia de Gestão de Riscos do Mapa (BRASIL, 2021).
Cadastro Ambiental Rural - Relatório Final de Avaliação Ex Post - Volume 1 31
Conforme o preceito de resposta ao risco descrito no art. 10, inciso IV, alínea 2, item 2 da PGRCI:
“qualquer risco enquadrado nessa faixa deve ter uma resposta em um intervalo de tempo definido
por Secretário da Unidade, ou cargo equivalente”, ou seja, os riscos avaliados como de nível “alto”
devem ter uma resposta de mitigação imediata por parte do gestor.
Do histórico de execução do gerenciamento de riscos, o primeiro esforço compreendeu a categorização
dos riscos anteriormente levantados e sua revisão, a fim de averiguar a pertinência frente ao que
o grupo de avaliação vinha discutindo sobre a política. As categorias utilizadas objetivavam criar
uma ponte entre as teorias de avaliação de políticas públicas e de riscos, buscando aquilo que faz
sentido ser utilizado4:
1. Riscos estratégicos são aqueles relacionados aos resultados (efeitos de curto e médio prazo) e
impactos (efeitos de mais longo prazo). Aqui houve uma adaptação ao encontrado nos normativos
referenciais, pois neles tal tipologia de risco é indicada para eventos que possam impactar a
missão, metas ou objetivos estratégicos da unidade ou órgão;
2. Riscos operacionais são os eventos passíveis de ocorrer frente aos insumos (recursos financeiros,
físicos, humanos ou tecnológicos), bem como aqueles relacionados às atividades, ou seja, às ações
ou serviços realizados sob o escopo da política;
3. Riscos de imagem ou reputação são eventos que podem comprometer a confiança da sociedade
em relação à capacidade do órgão de cumprir o objetivo estabelecido para sua política pública;
4. Riscos legais são eventos derivados de alterações legislativas ou normativas que podem comprometer
as atividades do órgão ou o cumprimento dos objetivos da política.
Partindo da categorização, o grupo de avaliação revisou os riscos indicados pelos respondentes do
formulário, a fim de avaliar sua pertinência e relevância frente ao modelo lógico da política.
A avaliação dos riscos é realizada sob a perspectiva (1) da probabilidade de ocorrência (P) e (2) da
magnitude do impacto (I) caso o risco viesse a se materializar. Ambas as variáveis são pontuadas
de 1 (a menor probabilidade e o menor impacto) a 5 (a maior probabilidade e o maior impacto), e
posteriormente multiplicadas, para se obter a avaliação da relevância de cada risco. Os níveis de
risco e as faixas de apetite a risco correspondentes são apresentados na Figura 14.
4 Cabe destacar que a IN n° 01 de 2016 trata “riscos financeiros/orçamentários” como uma tipologia específica, todavia esses recursos
são facilmente relacionados quando analisado o modelo lógico como insumos. Enquanto os “riscos estratégicos” mencionados no primeiro
item não estão no referido normativo, mas foram acrescentados por serem considerados de alta relevância para a avaliação de riscos de
uma política pública, relacionando-se aos componentes de resultado e impacto do modelo lógico.
32 Serviço Florestal Brasileiro - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
AVALIAÇÃO DE RISCOS
Nível de Risco:
PROBABILIDADE
CRÍTICO
ALTO 1 2 3 4 5
MODERADO MUITO BAIXA MÉDIA ALTA MUITO
BAIXA ALTA
PEQUENO
5
CATASTRÓFICO
ABSOLUTAMENTE
4 INACEITÁVEL
GRANDE
IMPACTO
3
INACEITÁVEL
MODERADO
2
ACEITÁVEL
MODERADO
1
INSIGNIFICANTE IRRELEVANTE
Estratégico Risco 1: Descumprimento dos Termos de Compromisso dos PRA pelos proprietários 3 4 12
Risco 2: Falta do monitoramento da Política de Regularização Ambiental (estabelecimento de
Estratégico 3 4 12
metas e indicadores)
Estratégico Risco 3: Insegurança de produtores rurais quanto ao desenho da política 3 3 9
Estratégico Risco 4: Falta de definição dos critérios do PRA (parâmetros de quitação ambiental) 3 4 12
Risco 5: Falta de alinhamento com outras políticas públicas (exemplo do crédito rural,
Estratégico 3 3 9
assistência técnica e extensão rural e regularização fundiária)
Estratégico Risco 6: Perda de biodiversidade nas áreas recuperadas 3 4 12
Estratégico Risco 7: Diferentes módulos de recepção do CAR 2 3 6
Risco 8: Equipe técnica insuficiente (alta rotatividade, quantidade insuficiente e baixa
Operacional 3 4 12
capacitação)
Operacional Risco 9: Sistema operacional e servidores ineficientes (inoperantes, lentos, sobrecarregados) 3 4 12
Risco 10: Baixa capacidade financeira e orçamentária para adquirir a infraestrutura
Operacional 2 3 6
necessária
Operacional Risco 11: Baixa assistência técnica e orientação ao produtor 3 3 9
Operacional Risco 12: dificuldade de comunicação com os proprietários e possuidores 3 3 9
Cadastro Ambiental Rural - Relatório Final de Avaliação Ex Post - Volume 1 33
Avaliação Nível de
Categoria Identificação do risco estratégico
P I risco (PxI)
Risco 13: Falta de integração entre os sistemas dos órgãos competentes (federais, estaduais
Operacional 2 4 8
e municipais) para atuar no Código Florestal
Operacional Risco 14: Inconsistência cadastral 2 3 6
Operacional Risco 15: Falhas nas análises cadastrais 2 4 8
Operacional Risco 16: Produtores rurais não cadastrarem seus imóveis 2 3 6
Operacional Risco 17: Baixa adesão ao PRA e/ou adesão fora do prazo. 3 3 9
Operacional Risco 18: Limitações de segurança dos dados do SICAR 2 3 6
Imagem/
Risco 19: Descrença da Administração Pública sobre o CAR 2 3 6
Reputação
Imagem/ Risco 20: Comprometimento da imagem e credibilidade do CAR (morosidade na análise, falta
3 3 9
Reputação de confiabilidade dos dados)
Imagem/
Risco 21: Falhas de Confidencialidade de banco de dados cadastrais 1 3 3
Reputação
Legal Risco 22: Alterações normativas 2 3 6
Legal Risco 23: Novas interpretações judiciais quanto aos ativos e passivos ambientais 2 3 6
Impacto
1 2 3 4 5
4
Probabilidade
1 R21
Dentre os riscos na faixa laranja, categorizados como “inaceitáveis”, destaca-se o “R2 - Falta do
monitoramento da Política de Regularização Ambiental (estabelecimento de metas e indicadores)”.
Esse é um ponto mencionado também em outras partes do presente Relatório de Avaliação. O
monitoramento da política com base em indicadores e metas é muito importante para indicar se
está sendo implementada adequadamente e, assim, atingir melhores resultados.
Os riscos ”R5 - Falta de alinhamento com outras políticas públicas“ e “R13 - Falta de integração entre os
sistemas dos órgãos competentes (federais, estaduais e municipais) para atuar no Código Florestal”,
também na faixa laranja, devem ser tratados quando da elaboração da Política de Regularização
Ambiental. Dessa forma, destaca-se a necessidade de discussão ampla do escopo do CAR e sua
atuação/integração com outras políticas, assim como sobre os sistemas de monitoramento e de
informática, buscando sempre que for possível a convergência e integração das políticas.
É válido reforçar que se faz necessária a propositura de controles para implementação do tratamento
dos 14 riscos avaliados como “inaceitáveis”. De acordo com o Guia de Gestão de Riscos do Mapa
(Brasil,2021), após concluída a avaliação, será necessário definir o tipo de resposta a ser implementado,
dentre as seguintes opções:
“Evitar o risco: não iniciar ou descontinuar a atividade que origina o risco;
Compartilhar: compartilhar ou transferir uma parte do risco a terceiros;
Mitigar o risco: adotar ações para reduzir a probabilidade ou impacto de ocorrência do risco; e,
Aceitar o risco: nenhuma medida é adotada para afetar a probabilidade ou grau de impacto
dos riscos; assumindo o risco e justificando-o formalmente.”
Após a definição do tipo de resposta mais adequado para cada risco, deve ainda ser elaborado o
“Plano de Tratamento de Riscos", documento que especificará as ações a serem tomadas frente a
cada risco, avaliando o custo-benefício de implementação de seus respectivos controles.
Perguntas de avaliação
O grupo de avaliação formulou perguntas para auxiliar na avaliação da implementação, que foram
enviadas por meio de formulário eletrônico a um conjunto de atores envolvidos com a execução da
política, tanto nos governos estaduais quanto no federal. As perguntas buscavam coletar informações
e percepções desses atores acerca da implementação da política. Algumas contribuições se
relacionam ao andamento da política nos últimos 10 anos, quais resultados eram percebidos e os
desafios encontrados no caminho.
No tocante aos últimos 10 anos, os respondentes reforçaram o ganho proporcionado pelo CAR a
partir do mapeamento das propriedades rurais, sua caracterização, ocupação e uso da terra, assim
como a identificação dos proprietários. Além disso, o CAR é reconhecido como instrumento que
inicia o processo de regularização ambiental dos imóveis rurais, tendo permitido ao poder público,
pela primeira vez, obter conhecimento sobre o passivo ambiental existente; permite, assim, planejar
de forma mais qualificada as políticas ambientais e agrícolas do país.
Alguns desafios foram percebidos na implementação, sobressaindo-se a análise dos cadastros, que se
faz imprescindível para a validação das informações, já que se trata de um processo autodeclaratório.
Em conjunto com a análise, observaram-se várias lacunas quando se trata dos insumos necessários
para o alcance dos objetivos da política, a saber quadro insuficiente de servidores, normativos
conflitantes e indutores de distintas interpretações jurídicas, assim como indefinição dos parâmetros
de quitação dos passivos ambientais. Enfatizou-se a precária assistência técnica ao produtor rural,
no sentido de auxiliá-lo no envio do cadastro e de sanar dúvidas quanto aos próprios normativos.
Por fim, foi relatada a dificuldade em construir um canal de comunicação com os proprietários/
possuidores de imóveis rurais cadastrados, seja para solicitar mais documentos ou para retificar
informações já encaminhadas ao realizar o cadastramento.
Cadastro Ambiental Rural - Relatório Final de Avaliação Ex Post - Volume 1 35
Análise de performance
Para uma análise de performance da implementação do CAR, o grupo de avaliação optou por focar
na eficácia da política, estabelecendo critérios de performance baseados nos produtos entregues
e em um dos processos (ações) que lhes dão origem, conforme o identificado no modelo lógico
(Figura 8). Na falta de metas claras estipuladas para a quantidade de produtos a serem entregues,
os critérios adotados foram:
• Todos os imóveis rurais inscritos no CAR (conforme a Lei nº 12.651/2012);
• Todos os imóveis rurais inscritos no CAR analisados no SICAR;
• Todos os imóveis rurais inscritos no CAR com a análise de regularização ambiental concluída; e
• Todos os imóveis rurais inscritos no CAR e inconformes em relação ao Código Florestal com Termo
de Compromisso assinado no PRA.
A seguir, apresentamos as análises realizadas para cada um dos critérios de performance definidos,
levando em conta a apuração dos indicadores correspondentes aos produtos e processos relacionados.
Cadastros Cadastros+fam+benef
8
7,02
6,58
6,38
5,99
6 5,50
4,74
Em milhões
3,92
4
2,26
2
1,38
0
1/1/2016 1/1/2018 1/1/2020 1/1/2022
Data
30%
26.37%
24.68%
24.32%
20.10%
20% 18.44%
17.47%
15.04% 15.47%
13.73%
10%
0%
1/1/2016 1/1/2018 1/1/2020 1/1/2022
Figura 17 - Proporção entre a área (ha) de imóveis rurais inscritos no CAR com análise iniciada em relação
à área (ha) total de imóveis rurais inscritos, por unidade federativa.
RR
AP
AM PA MA CE
RN
PB
PI
PE
AC AL
RO TO SE
BA
MT
DF
GO
MG
ES
MS
RJ
SP
PR
SC
RS
1000 km
Proporção (%)
25 50 75
2.50%
2.00%
2.00%
1.64%
1.62%
1.50%
1.20%
1.00% 0.81%
0.50%
0.50%
0.13%
0.01% 0.03%
0.00%
1/1/2016 1/1/2018 1/1/2020 1/1/2022
Figura 19 - Coeficiente de Cadastros com Análise Concluída (CCAC) por unidade federativa.
RR
AP
AM PA MA CE
RN
PB
PI
PE
AC AL
RO TO SE
BA
MT
DF
GO
MG
ES
MS
RJ
SP
PR
SC
RS
1000 km
CCAC (%)
0 2 4 6
5 O CAPTCHA (Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart) é um tipo de medida de segurança
conhecido como autenticação por desafio e resposta permitindo que determinados acessos sejam feitos apenas por seres humanos, e
não computadores ou robôs.
42 Serviço Florestal Brasileiro - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
PRINCÍPIOS MECANISMOS
• Capacidade de resposta
• Liderança
• Integridade
• Estratégia
• Confiabilidade
• Controle
• Melhoria regulatória
• Prestação de contas e
responsabilidade
• Transparência
O Referencial para Avaliação de Governança em Políticas Públicas do TCU (BRASIL, 2014) sintetiza
governança pública como medida da capacidade operacional da burocracia governamental, assim
como a criação de canais institucionalizados, legítimos e eficientes de mobilização e envolvimento
da comunidade na elaboração e implementação de políticas, no sentido de envolver um maior
número de atores.
Além da criação de redes e canais, acrescenta-se à discussão sobre governança as ideias de PETERS
(2013). Nelas, o autor propõe que o significado fundamental da governança envolve a identificação
e alcance de metas. Dessa forma, a partir da análise da governança se observam quatro funções:
estabelecimento de metas;e coordenação das metas; implementação; responsabilização e avaliação.
Aproximando-se desse conceito, o Referencial para Avaliação de Governança em Políticas Públicas
do TCU (BRASIL, 2014) propõe oito componentes para avaliação da governança (Figura 21).
Figura 21 - Componentes para avaliação da governança.
Participação Accountability
Fonte: Elaboração própria a partir do Referencial para Avaliação de Governança em Políticas Públicas do
TCU (BRASIL, 2014).
Alguns desses componentes foram analisados mais a fundo em outros capítulos deste relatório.
“Institucionalização” e “Planos e objetivos”, por exemplo, foram abordados no capítulo de diagnóstico e
avaliação de desenho. Outros componentes, como “Gestão de riscos e controle interno”, na avaliação
de implementação. Por esse motivo, trataremos aqui dos aspectos que não foram discutidos ou
que valem ser reforçados, dada a sua relevância.
Nesse sentido, destaca-se o componente “Coordenação e coerência”, pois, de acordo com o
Referencial para Avaliação de Governança em Políticas Públicas do TCU (BRASIL, 2014), os arranjos
institucionais condicionam a forma pela qual as políticas são formuladas, implementadas e avaliadas.
De acordo com GOMIDE e PIRES (2014), os arranjos institucionais compreendem as regras específicas
que os agentes estabelecem para si nas suas transações econômicas ou nas suas relações políticas
e sociais particulares, sendo tais arranjos os definidores da forma particular de coordenação de
processos em campos específicos. Assim, para esses autores, arranjo institucional seria o conjunto
de regras, mecanismos e processos que definem a forma particular como se coordenam atores e
interesses na implementação de uma política pública específica, um conceito muito próximo ao da
própria governança.
44 Serviço Florestal Brasileiro - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
É esse conjunto de regras e mecanismos que aparelha o Estado de capacidade de execução de seus
objetivos, ou seja, de implementar políticas públicas (Figura 22). A capacidade estatal é entendida
então a partir de dois componentes: o técnico-administrativo e o político.
O primeiro componente trata das competências dos agentes do Estado para levar a efeito suas
políticas, produzindo ações coordenadas e orientadas para a produção de resultados. Enquanto
o segundo, a dimensão política, se refere às habilidades em expandir os canais de interlocução,
promoção de legitimidade da ação estatal, negociação e articulação com os diversos atores sociais,
processando conflitos e prevenindo a captura por interesses específicos (GOMIDE e PIRES, 2014).
Figura 22 - Arranjo institucional e os componentes das capacidades estatais.
Representação
Participação Controles
Capacidade
técnica
Arranjo
Objetivos institucional Resultados
Capacidade
política
Burocracia
Gestores
Federais
Gestores
estaduais e
Consultorias municipais
Ambientais
CAR
Organizações Academia e
de Proprietários Centros de
e possuidores Pesquisa
rurais
Entidades da
sociedade civil
Liderança
Aspectos Fundamentais
• Integridade (confiabilidade e transparência)
• Competência (capacidade de resposta e expertise)
• Responsabilidade (prestação de contas e comprometimento)
• Motivação (busca do consenso e participação no processo decisório).
CAR
Outros
Órgãos
atores
estaduais e
relevantes
municipais
• Responsável pela gestão do CAR nos estados
• Analisa e valida os cadastros
• Regulamenta e acompanha os Programas de
• Órgãos de Assistência técnica e
Extensão rural Regularização Ambiental nas unidades federativas
• Instituições do terceiro setor
• Proprietários e possuidores
rurais
• Sociedade civil
Estratégia
Aspectos Fundamentais
De forma geral, há desconhecimento das diretrizes do CAR e da Política pelos atores. Além disso,
falta conhecimento do público alvo sobre a política, assim como alinhamento e coordenação entre
as esferas, Federal, Estadual e Municipal.
Assim, faz-se necessário maior orientação ao público alvo da política a respeito das diretrizes, objetivos
e razão de existência do CAR, o que mitigaria receios, por parte dos proprietários/possuidores dos
imóveis rurais, em preencherem seus cadastros. Ademais, foi amplamente reforçada a necessidade
da assistência técnica aos proprietários e possuidores de terras, para que os cadastros sejam
preenchidos de forma correta.
É importante destacar, neste aspecto, que o Código Florestal e o CAR, por consequência, foram
construídos de forma participativa, incluindo diversas audiências públicas, apesar de que nem todos
os aspectos discutidos terem sido introduzidos no texto da lei, à época de sua constituição.
Ainda sob o mesmo aspecto, recursos humanos para analisar os cadastros têm sido um grande
gargalo da política, sobretudo na implementação por parte dos estados, pois fica a cargo deles a
análise dos cadastros. Embora essa responsabilidade seja dos estados, sugere-se discutir a criação
de parcerias entre estados e governo federal e/ou outras instituições para que a análise seja
realizada de forma mais célere. Manutenções periódicas no SICAR também são desejáveis para
evitar instabilidades do sistema.
Sobre a clareza das atribuições, há a percepção de que a transferência do SFB do MMA para o
MAPA deixou as atribuições dos órgãos um pouco confusas, especialmente para uma parte do
público-alvo da política.
Salienta-se, ainda, que o alinhamento estratégico entre o CAR e demais programas governamentais
ocorre de forma satisfatória; apesar da alternância de governo, típica de regimes democráticos, a
política manteve-se em execução.
48 Serviço Florestal Brasileiro - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Controle
Aspectos Fundamentais
De acordo com o Referencial de Controle de Políticas Públicas (BRASIL, 2020), o controle pode ser
compreendido sob quatro perspectivas: controle gerencial, interno, externo e social. O controle
interno e o controle gerencial são conduzidos pela estrutura de governança e administração da
política, de forma a proporcionar segurança razoável quanto ao alcance dos objetivos propostos,
conformidade com a legislação e confiança quanto às informações prestadas.
Nesse aspecto, observou-se a baixa capacidade de o governo fiscalizar e avaliar as informações
declaratórias do CAR via SICAR. Dessa forma, tanto o monitoramento como a avaliação da política
ficam prejudicados, visto que as análises ainda se encontram muito aquém do desejado. Observam-
se ainda sobreposições de áreas de propriedades rurais e uso indevido do cadastro para fins de
grilagem de terras públicas. A análise se faz fundamental para que se possa atestar quão verídicos são
os dados autodeclarados a fim de se proceder a possíveis retificações e inserção das propriedades
com pendências em Programas de Regularização Ambiental.
No que tange à gestão de riscos, o Mapa, por meio de sua Coordenação-Geral de Desenvolvimento
Institucional e Apoio à Gestão (CGDIG/DGG/SE), fez a análise e gestão do resultado “Análise dinamizada
do CAR implantada em todas as Unidades da Federação”. No entanto, para os demais resultados
da política, não houve gestão dos riscos a eles relacionados, entretanto uma discussão maior sobre
o tema foi realizada no capítulo da avaliação de implementação.
É relevante observar que, sem uma adequada gestão de riscos vinculados aos objetivos que se
pretende alcançar, não há como planejar controles para mitigação de tais riscos. Dessa forma, não
havendo riscos mapeados e geridos na política do Cadastro Ambiental Rural, o controle também
fica prejudicado.
Tabela 6 - Série histórica de dotação atual, valores empenhados e pagos, relativos ao CAR, no Orçamento
Geral da União.
Ano Dotação Atual Empenhado Pago
2016 R$ 10.908.973,00 R$ 5.786.656,00 R$ 3.262.424,00
2017 R$ 8.608.005,00 R$ 7.048.506,00 R$ 5.324.365,00
2018 R$ 8.116.324,00 R$ 8.112.614,00 R$ 7.047.223,00
2019 R$ 11.612.427,00 R$ 6.336.633,00 R$ 1.813.124,00
2020 R$ 17.889.125,00 R$ 17.889.125,00 R$ 19.826.164,00
2021 R$ 12.954.749,00 R$ 12.954.749,00 R$ 14.731.211,00
2022 R$ 9.367.485,00 - R$ 106.644,00
TOTAL R$ 79.457.088,00 R$ 58.128.283,00 R$ 52.111.156,00
VIII. RECOMENDAÇÕES
A partir das análises realizadas acerca dos diversos aspectos da política pública expressa pelo CAR,
conforme apresentadas nos capítulos anteriores, foi possível elaborar uma série de recomendações
para o aprimoramento da política.
2. Que o SFB realize avaliação de implementação simplificada em cada estado, a fim de identificar
os principais gargalos e as melhores formas de apoio, levando em consideração as peculiaridades
de cada ente federativo.
3. Que o SFB desenvolva e disponibilize aplicativo de celular (ou outra ferramenta tecnológica) que
sirva de instrumento de acompanhamento do processo de análise do CAR e meio de comunicação
entre os proprietários/possuidores (em especial os pequenos e médios) e o poder público;
4. Que o SFB desenvolva plataforma de Business Intelligence (BI) contendo informações detalhadas
a respeito de insumos, processos e produtos do CAR, incluindo:
a. orçamento planejado e executado nas ações federais, estaduais e municipais;
b. execução de metas, por unidade federativa;
c. ranking de unidades federativas relativo a início e conclusão das análises do CAR e adesão aos
PRA;
d. demais informações que deem maior transparência ativa à política.
IX. REFERÊNCIAS
BRASIL. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Monitoramento do Desmatamento da Floresta
Amazônica Brasileira por Satélite. Disponível em: <http://www.obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/
amazonia/prodes>. Acesso em: 03.fev.2022.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Guia de Gestão de Riscos. Brasília:
SE/MAPA, 2021. Disponível em: <https://www.gov.br/agricultura/pt-br/acesso-a-informacao/
institucional/gestao-de-riscos-no-mapa>.
BRASIL. Tribunal de Contas da União - TCU. Referencial de Controle de Políticas Públicas. Brasília: TCU,
2020. Disponível em: <https://portal.tcu.gov.br/referencial-de-controle-de-politicas-publicas.htm>
BRASIL. Casa Civil. Avaliação de políticas públicas: guia prático de análise ex ante. Brasília:
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BRASIL. Ministério da Economia. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agropecuário
2017: Resultados Definitivos. Rio de Janeiro: IBGE, 2019. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.
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BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística. Monitoramento da cobertura e uso da terra: 2000 - 2010 - 2012 - 2014: em grade territorial
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