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Relatório de Estagio 123

O relatório descreve o estágio curricular de Maria Júlio Macedo na área de Análises Clínicas e Saúde Pública, realizado no Instituto Nacional de Sangue em Luanda. O estágio abrangeu atividades práticas em triagem laboratorial, colheita de sangue e testes para doenças transmissíveis, além de procedimentos laboratoriais e de imunohemoterapia. O objetivo principal foi desenvolver habilidades práticas e teóricas necessárias para a atuação em laboratórios de análises clínicas.
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Relatório de Estagio 123

O relatório descreve o estágio curricular de Maria Júlio Macedo na área de Análises Clínicas e Saúde Pública, realizado no Instituto Nacional de Sangue em Luanda. O estágio abrangeu atividades práticas em triagem laboratorial, colheita de sangue e testes para doenças transmissíveis, além de procedimentos laboratoriais e de imunohemoterapia. O objetivo principal foi desenvolver habilidades práticas e teóricas necessárias para a atuação em laboratórios de análises clínicas.
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UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA

FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E BEM-ESTAR


CURSO DE LICENCIATURA EM ANALISES CLÍNICA E SAÚDE PUBLICA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO DE LICENCIATURA EM ANÁLISES


CLÍNICA E SAÚDE PÚBLICA
Maria Júlio Macedo António Domingos
Numero de Estudante-35570

LUANDA, 202
AGRADECIMENTO
O meu agradecimento primeiramente a Deus todo poderoso pelo dom de vida.

Aos meus heróis na terra, meus pais(Luís Macedo e Julieta Manuel) que tudo fazem
para me ver bem, ao meu querido esposo (Jaime Domingos) pelo apoio
incondicional durante todo o percuso da minha formação.

A Universidade Metodista de Angola pela formação concedida durante os 4 anos,


em particular a direcção do curso de Analises Clínica e Saúde Publica.
1. INTRODUÇÃO
Estágio curricular é uma prática de caracter pedagógico que promove a aquisição de
competências profissionais para o desenvolvimento de habilidades, hábitos e
atitudes. Este estágio permite, para além da consolidação dos conhecimentos
teorico-pratico adquiridos, possiblita a aquisição de competências e experiências
profissionais que prepara o estudante para integrar a rotina de um laboratório de
analises clínica ou hemoterapia, processando, validando e interpretando as várias
metodologias e seus resultados. O objectivo principal deste estágio é desenvolver
aptidões e práticas para executar técnica que fazem parte dos processos
laboratoriais no âmbito da medicina transfusional, adiquir conhecimento face as
analises obrigatórias por lei feitas nas hemoterapias e os devidos procedimentos,
interpretar as técnicas de determinação de grupos do sistema ABO e Rh, técnicas
de PAI, e Provas de compatibilidade pré-transfusionais. O estagio foi realizado no
Instituto Nacional de Sangue no período correspondente de 17 de outubro a 23 de
Março de 2024,no âmbito da licenciatura em Analises Clinica e Saúde Publica
frequentado na Faculdade de Saúde e Bem estar da Universidade Metodista de
Angola.
2. Apresentação do Local de Estágio
Instituto Nacional de Sangue – trata-se de um instituição do Ministério da
Saúde em Angola, nomeado como autoridade competente para coordenar,
orientar, monitorizar e avaliar todas as actividades relacionadas a medicina
transfusional a nível do País, um orgão de nivel terciario,localizado na
província de Luanda, comuna da Maianga, rua do 1º congresso do MPLA.
Neste relatório estão descritas as atividades desenvolvidas nos vários
sectores do INS (Instituto Nacional de Sangue) centrando-se a descrição
detalhada em cada área. O INS é uma instituição coordenada por uma
Directora Geral, Director Geral adjunto para área técnica, e um Director
adjunto para área administrativa e esta constituído por oito (8) departamentos
dos quais três (3) departamento administrativo e cinco (5) executivos da área
técnica, nomeadamente:
 Departamento de Apoio ao Director Geral
 Departamento Administrativo Dos Serviços Gerais
 Departamento De Recursos Humanos e Das Tecnologias De Informação
 Departamento Cientifico-Pedagógico, Clínico e de Apoio ás Províncias
 Departamento de Qualidade
 Departamento de Promoção e Dádiva de Sangue, Gestão de Dadores e
Marketing
 Departamento de Colheita e Enfermagem
 Departamento Técnico e Laboratorial

Secções da Hemoterapia do INS

 Secretária (recepção e Cadastramento de dadores)


 Secção de Triagem Laboratorial
 Secção de Colheita de Sangue
 Secção de Separação de Componentes
 Secção de Control de qualidade~
 Secção de Imunohemotologia
 Secção de doenças transmissíveis
3. Actividades Desenvolvidas ao Longo do Processo
3.1. Triagem Laboratorial

Após o cadrastro do daor é na triagem laboratórial aonde tudo cameça. É a área


responsável por realizar o doseamento da hemoglobina através do
hemoglobinometro e hemograma e os testes rápidos de doenças infeciosas que
podem ser transmitidas através da transfusão de sangue que são: HIV,HepatiteB,
HCV, Sífilis e Malaria.

3.2. Doseamento da Hemoglobina Através do Hemoglobinomentro

Hemoglobinomentro- é um despositivo utilizado para medir os niveis de


hemoglobina no sangue, auxiliando no diagnosticos de anemias.

Materias necessario:

 Alcool á 70%;
 Algodão;
 Lancetas;
 Tiras de reagentes;
 Aparelho Hemoglobinometro

Procedimento:

 Prepar as tiras de ragentes


 Fazer acepcia no dedo medio ou anelar e deixar seacar;
 Puncionar a lancenta nas laterais da ponta do dedo;
 Precionar a lanceta, limpar as primeiras gotas de sangue, pois podem
conter linfa ou residuos de tecidos;
 Colocar uma pequena quantidade de sangue em uma tira de reagente e
inser no dispositivo e o mesmo realiza a leitura dos niveis de
hemoglobina, o resultado aparece na tela do aparelho.

Os valores de aceitáveis no INS para a doação de sangue em homens é de


13,5 a 17 g/dl em mulheres é de 12 ,5 a 16 g/dl.
Hemograma- é um exame que avalia as células que compõem o sangue
qualitativa quantitativamente, (hemacias,leucócitos e plaquetas). É utel na avaliação
das anemias além de evidenciar indicadores que podem estar relacionadas as
infeções bacterianas, virais,parasitarias e patologia plaquetária. O tipo de amostras
utilizada para a realização deste exame é o sague total.

Procedimento: inserir um tubo de EDTA com amostra de sangue total na


rack,selecionar a opção iniciar no analisador hematologico e automaticamente o
aparelho recolhe a amostra e aspira a quantidade de sangue necessaria para o
exame.Os resultados são emitidos pelo analisador hematológico e são imprenso em
forma de papel.

Determinação de HIV

HIV- é uma particula esferica que pertencente ao genero Lentivirus e familia


Retroviridae.o diagnostico laboratórial da infecção pelo HIV é feito geralmente pela
pesquisa de anticorpos,utilizando testes rápido.

Procedimento: em um teste de HIV-Determine, fazer a identificação do utente


,retirar a pelicula protectora, pipetar 50 ul da amostras de sangue e aplicar na zona
absorvente do teste, adicionar um gota de tampão na mesma zona absorvente
aonde foi colocado o sangue e aguardar durante 15 min para que ocorra a reação.

Interpretação de resultado:

Positivo-reativo : formação de duas linhas vermelhas uma linha C e T (C-


control) e (T- teste).

Negativo-não reativo: presença de apenas uma linha vermelha, zona C (C-


control).

Determinação de HBS e HCV

HbsAg HCV: proteina da superficie do virus da hepatite B e C, podem ser


detectadas em alta concentração séricas durante a infecção. A presença do HbsAg
e HCV indica que a pessoa esta infectada.
Procedimento:

Em um teste rapido de HbsAg e HCV, pipetar 100ul de amostra de sangue na


zona indicada e adicionar quatro gotas do tampão na zona indicada e aguardar 20
minutos para fazer a leitura.

Interpretação de resultado:

Positivo-reativo : formação de duas linhas vermelhas uma linha C e T(C-


control) e (T- teste).

Negativo-não reativo: presença de apenas uma linha vermelha, zona C (C-


control).

Sifílis

É uma proteina da superficie da bacteria triponema pallidum, pode ser


detectado em altas concentração sérica durante a infecção aguda ou crônica, é um
metodo para a detenção de anticorpo anti-triponemico que ditam a presença de
sífilis.

Procedimento:

Em um teste rapido de Sifilis, pipetar 20ul de amostra de sangue na zona


indicada e adicionar quatro(4) gotas do tampão na zona indicada e aguardar 5 a 20
minutos para fazer a leitura.

Interpretação de resultado:

Positivo-reativo : formação de duas linhas vermelhas uma linha C e T(C-


control) e (T- teste).

Negativo-não reativo: presença de apenas uma linha vermelha, zona C (C-


control).

Malaria

O teste rapido de malaria é um imunoensaio cromatografico para a detecção


de anticorpos presente no sangue humano,é um teste que auxilia no diaginostico da
infecção do plamódio falciparum e vivax.
Procedimentos:

Em um teste rapido de Malaria , pipetar 5ul de amostra de sangue na zona


indicada e adicionar quatro(4) gotas do tampão na zona indicada e aguardar 15
minutos para fazer a leitura.

Interpretação de resultado:

Positivo-reativo : formação de duas linhas vermelhas uma linha C e T(C-


control) e (T- teste).

Negativo-não reativo: presença de apenas uma linha vermelha, zona C (C-


control).

Para dadores com teste rapido de malaria possitivo é feito o exame de gota
espessa.

Gota espessa- é um exame de amostra periférica que nos permite


diagnosticar o plasmódio. Sua técnica se baseia na visualização do parasita através
de microscopia óptica, após a coloração pelo método de wallker ou giemsa. Permite
diferenciar especificamente os parasitos a partir da análise de sua coloração
morfológica e estágio de desenvolvimento no sangue periférico devido a sua alta
concentração.

Materias utilizados:

 Alcool á 70%;
 Algodão;
 Lancetas ou agulhas ;
 Laminas de vidro(25x75);
 Giemsa.

Procedimentos

 Prepar o dedo anelar da mão do dador fazendo massagens levemente


 Fazer assepsia com álcool com algodão embebido com álcool na polpa digital
escolhido
 Pressionar para cima e puncionar com uma lanceta ou agulha
 Desprezar a primeira gota de sangue limpando com um algodão seco pos
podem conter linfa ou residuos de tecidos, pressionar o dedo e colocar duas
gotas de sangue na lâmina de perferencia uma gota em cada
extremidade,com a ponta de outra lamina fazer movimentos rotativos em
cada gota e deixar secar ao ar livre ou numa estufa;
 Depois de a secagem colocar o giemsa durante 10 a 15 minutos, depois da
coloração fazer a lavagem de lamina com água corrente e voltar a secar.
 Levar a lâmina ao microscópio colocar óleo de emersão e observar com a
objetiva de 100x.
4. Colheita de Sangue

A sala de coleta é um item importante para que a doação aconteça de forma


segura tanto para o doador quanto para o profissional que fará o atendimento,deve
ser tranquilo, limpo, organizado, bem iluminado, com temperatura e umidade
controladas, cadeiras confortaveis e uma bancada organizada e higienizada
contendo os seguintes materias:

 Bolsas de coleta contendo conservante e anticoagulante;


 Tubos com EDTA ou PPT;
 Garrote;
 Alcool etilico a 70%;
 Luvas descartaveis ;
 Contentor para perfuro-cortante;
 Selador de bolsas;
 Etiquetas.

Procedimentos para doação:

 Etiquetar a bolsas e os tubos;


 Identificação do dador;
 Garrotar o local a puncinar
 Fazer assepcia e a punção;
 Realização de colheitas;
 Selar as bolsas após as colheitas, levar as bolsas no laboratório separação
de hemocomponentes e as amostras colhidas no tubos com EDTA levar nos
laboratórios de Imunohemoterapia, Doenças transmissíveis.
5. Laboratório das doenças transmissíveis

Com o avanço da tecnologia o laboratório de doenças transmissiveis do INS


utiliza aparelho sofisticado como: Minividas, Architect plus com metodologia de
Quininoluminocência capaz de detectar antigenio e ao mesmo tempo anticorpo
para a confirmação dos resultados possitivos em testes rapidos de HCV, HIV e
Hepatite B e Sífilis. Para os teste de HIV é feito pesquisa de anticorpo e o antigenio
P24 no aparelho Minividas. O laboratório de doenças transmissiveis realiza também
teste de amplificação de ácidos nucleicos (NAT) que consiste na detenção do RNA
do vírus com janela imunológica de apenas 10 dias. Detecta a existência do próprio
vírus no sangue e não a presença de anticorpos, este teste é de alta sensibilidade e
especificidade.

Procedimentos técnicos para exames feitos no aparelho Architect plus:

 Numerar e organizar as amostras em ordem crescente


 Verificar o estado de conservação das amostras
 Centrifugar as amostras no programa adequado(10min/3500RPM)
 Retirar as amostras para o suporte de trabalho pela mesmo ordem
 Retirar eventuais redes de fibrinas em suspensão
 Colocar os tubos nas racks do equipamento e executar
5.1. Laboratório de Produção e Separação de hemocomponentes

Os hemocomponentes são obtidos por métodos físicos a partir da separação


do sangue total (ST) em camadas por um processo de centrifugação. Os
hemocomponentes obtidos do sangue total são: Concentrado de hemácias,
Concentrado de plaquetas, Plasma fresco congelado, Crioprecipitado.

Procedimentos:

 Pesar as bolsas e registar o número da bolsa e o peso


 Retirar amostras para a confirmação dos grupos sanguíneos no laboratório de
imunohemoterapia
 Organizar as bolsas para colocar em repouso na placa butano-diol e nos
cestos bicolor;
 Equilibrar as bolsas para colocar na centrífuga e centrifugar;
 Colocar as bolsas centrifugadas no extrator para fazer a separação;
 Após a separação colocar as bolsas arrumadas e organizadas para levar no
local de armazenamento.

5.1.2. Laboratório de Imunohematologia

A Imunohemoterapia dedica-se ao estudo dos antigénios eritrocitários e


respetivos anticorpos bem como o seu significado clínico, de forma a garantir a
segurança transfusional, caracteriza-se na detecção de antigenios e de anticorpos
em amostras de sangue total com o uso de anti-soros comercias e celulas
comerciais respectivamente. Possuem a capacidade de detetar na membrana da
hemácia, os antígenos do grupos sanguíneos, no soro ou plasma, os anticorpos
dirigidos contra antígenos eritrocitários.O laboratório de imuno-hemoterapia do INS
realiza-se os seguintes testes:

Sistema ABO ( Tipagem sanguinea)

O sistema ABO é o mais importante em imunohematologia, devido à sua


elevada imunogenicidade, é capaz de provocar reações tranfusionais severas e
potencialmente fatais. O sistema é constituído por dois antigénios, A e B,
presentes na superfície dos eritrócitos. A tipagem sanguínea é uma tecnica usada
para determinação dos grupos saguineos. A sua tecnica é feita em tubos,utilizando
os soros comerciais anti-A, anti-B,anti-AB. Para a determinação do grupo sanguíneo
realizam-se duas provas, uma direta ou globular e uma reversa ou sérica.

A prova direta consiste na utilização de anti-soros comerciais para a detecção de


antigénios à superfície dos eritrócitos. A prova reversa consiste na utilização de
células comerciais para a detecção de anticorpos no plasma em estudo. As células
disponíveis são células A1, células B,

Para a validação do grupo ambas as provas devem ser congruentes ou


concordantes.

Materiais necessário para a determinação do sistema ABO:

 Amostra(hemacias);
 Reagentes( anti-A, anti-B,anti-AB e ant-D), reversa A e B
 Tubos de ensaios
 Solução salina
 Estante
 Pipeta de Pasteur ou automaticas;
 Centrifuga

Procedimentos da prova directa:


 Em um tubo de vidro com dimensões de 10mm x 75mm, é adicionada 1 gota
com 5 microlitros (ul) de hemácias e 50 (ul) microlitros de soro fisiológico para
fazer a suspensão das hemácias.
 Identificar devidamente os tubos correspondentes aos anticorpos A,B,AB,D.
 Adicionar 1 gota da hemácia suspendida em cada tubo identificado e
adicionas 1 gota do reagente ant-A,ant-B,ant-AB,e anti-D e homogeneizar e
levar a centrífuga.
 Centrifugar a 3500rpm durante 1 minuto
 Após a centrifugação fazer a leitura.

Procedimentos da prova reversa:


 Identificar devidamente os tubos correspondentes aos anticorpos A,B.
 Adicionar 1 gota de soro ou plasma em cada tubo identificado e adicionas 1
gota células conhecidas/eritrócitos e homogeneizar e levar a centrífuga.
 Centrifugar a 3500rpm durante 1 minuto
 Após a centrifugação fazer a leitura.

Interpretação dos resultados:


 Quando ocorre aglutinação das hemacias com soro ant-A, significa que o
individuo tem aglutinogénio A em suas hemacias, logo o individuo é do grupo
sanguineo A.
 Quando ocorre aglutinação das hemacias com soro ant-B, significa que o
individuo tem aglutinogénio B em suas hemacias, logo o individuo é do grupo
sanguineo B
 Quando ocorre aglutinação das hemacias com soro ant-AB, significa que o
individuo tem aglutinogénio AB em suas hemacias,logo o individuo é do grupo
sanguineo AB
 Quando não ocorre aglutinação das hemacias com os soro ant-A e ant-B,
significa que o individuo não tem aglutinogénio A e B em suas hemacias,logo
o individuo é do grupo sanguineo O.
 Enquanto que o soro ant-D determina o factor Rh

5.1.3. Sistema Rh

Sistema Rh
O sistema é constituído por cinco antigénios: D, C, ċ, E, ē, mas classifica-se
apenas pelo antigénio D, o mais imunogénico e o mais variável. Um individuo
caracteriza-se como Rh positivo pela presença deste antigénio à superfície das suas
células e como Rh negativo na sua ausência. Ao contrário do sistema ABO o
sistema Rh não possui imunidade natural, pelo que a presença de anticorpos contra
um antigénio deste sistema implica a imunização prévia.
A determinação do Sistema Rh ocorre através da pesquisa de antigénios à
superfície das células com anti-soros comerciais.

Teste da antiglobulina Directa (TAD)

Teste de Antiglobulina Direta (TAD) ou teste de Coombs directo tem como


objetivo pôr em evidência ou revelar a presença de anticorpos que sensibilizam os

eritrócitos ou seja demostra hemácias sensibilizadas por anticorpos. O soro de


Coombs contém antiglobulina humana (anti-IgG ou anti-complemento) obtido a
partir de espécies imunizadas, que se ligam aos anticorpos que sensibilizam as
células, funcionam como pontes entre as células sensibilizadas e potenciam a
sua aglutinação. Se os eritrócitos estiverem recobertos de anticorpos, o
reagente de Coombs irá intensificar a aglutinação dos
eritrócitos.

Materiais necessários:
 Amostra (hemacias);
 Tubos de vidro ou arquilicos;
 Pipeta de pauster;
 Centrifugas.
Procedimento:
 Identificar devidamente o tubo(TAD);
 Adicionar 50ul (1gota) de hemacias comercial em cada tubo e adicionas 50ul
(1 gota) hemacias suspendida do dador, homogeneizar e levar a centrifuga;
 Centrifugar a 3500rpm durante 1 minuto
 Após a centrifugação fazer a leitura.

Interpretaçáo dos resultados:


 Se ocorrer aglutinação o TAD esta positivo
Se não ocorrer agulitinação o TAD esta negativo
Uma TAD positiva pode ser explicada por uma Doença Hemolitica do Recém-
Nascido, uma Reação Transfusional Hemolitica ou uma Anemia Hemolitica
Autoimune ou Induzida por drogas.

Pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) - pesquisa de anticorpos


irregulares no plasma, tem a capacidade de detectar anticorpos circulantes, dirigidos
contra antígenos eritrocitários, estes anticorpos reagem após incubação a 37°C.
A pesquisa é realizada através da reação do plasma em estudo com um
painel de três células com um perfil antigénico conhecido. Esta determinação é
realizada obrigatoriamente em meio de antiglobulina humana (AGH)

Materiais necessários:
 Amostra (plasma);
 Tubos de vidro ou arquilicos;
 Pipeta de pauster;
 Encubadora ;
 Centrifugas
 Hemacias Comercias Antigloulina humana(AGH)
Procedimento:
 Identificar devidamente os tubos I,II,III
 Adicionar 50ul (1gota) de hemacias comercial(AGH) I,II,e III em cada tubo e
adicionas 50ul (1 gota) plasma e homogeneizar e levar a incubadora durante
15 minutos.
 Centrifugar a 3500rpm durante 1 minuto
 Após a centrifugação fazer a leitura.
Prova de compatibilidade - caracteriza-se pela reação de suspensão de
hemácias do dador, com o soro ou plasma do doente. A prova de compatibilidade é
um passo importante na rotina pré-transfusional, pois permite a identificação de
erros na tipagem ABO. Existem dois tipos de prova de compatibilidade que são
Prova de compatibilidade em meio Salino e em meio Combs. É a última etapa de um
estudo pré-transfusional. Consiste em averiguar a compatibilidade entre o plasma do
recetor e os eritrócitos de um potencial dador num meio de antiglobulina humana
com uma incubação a 37°C. Tem como objetivo simular in vitro se existe
compatibilidade in vivo.
A prova de compatibilidade é realizada num card Liss/Coombs e são
incorporados plasma do recetor e concentrado eritrocitário do dador proveniente de
uma tubuladura da unidade.

Materiais necessários:
 Amostras:(hemacias) do dador e (plasma) do doente;
 Tubos de vidro ou arquilicos;
 Pipeta de pauster;
 Encubadora ;
 Antiglobulina humana(AGH);
 Centrifuga.

Procedimento de Compatibilidade em meio Salino:


 Identificar devidamente os tubos correspondentes ao dador e doente
 Adicionar 1 gota de hemacias do dador em cada tubo e adicionas 1 gota
plasma do doente e homogeneizar e levar a centrífuga.
 Centrifugar a 3500rpm durante 1 minuto
 Após a centrifugação fazer a leitura

Interpretacão do resultado:
 Se ocorrer aglutinação náo há copatibilidade entre o dador e o doente.
 Se não ocorrer aglutinação há compatibilidade em o dador e o doente.

Procedimento de Compatibilidade em meio Coombs

 Identificar devidamente os tubos correspondentes ao dador e doente


 Adicionar 1 gota de hemacias do dador em cada tubo e adicionas 1 gota
plasma do doente e AGH, homogeneizar e levar para a incubadora durante
15 minutos;
 Centrifugar a 3500rpm durante 1 minuto
 Após a centrifugação fazer a leitura.
Interpretacão do resultado:
 Se ocorrer aglutinação náo há copatibilidade entre o dador e o doente.
 Se não ocorrer aglutinação há compatibilidade em o dador e o doente.

Fonte o estágio
Curricular em hemoterapia e nomear as competências adquiridas ao longo do
mesmo. A experiência adquirida foi fruto das boas condições de trabalho e da
oportunidade com técnicos experientes, competentes e sempre disponíveis para
esclarecimento. O serviço de sangue é uma área das análises clínicas pouco
conhecida, mas extremamente aliciante, e com uma grande responsabilidade
inerente.
A realização deste estágio foi essencial para a minha formação, não só a nível
profissional, mas também pessoal. Para finalizar, considero ter atingido os objetivos
propostos para este estágio e para este relatório, uma vez que foram desenvolvidas
as competências profissionais e reflexão crítica de todo o percurso.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. WESTHOFF, C. M.; REID, M. E. ABO and Related Antigens and Antibodies. In: HILLYER,
C. D. et al. Blood Banking and Transfusion Medicine: basic principles and practice. 2nd ed.
Philadelphia, USA: Churchill Livingstone Elsevier, 2018.
2. BRASIL. Gabinete do Ministro. Portaria no 1.353, de 13 de junho de 2011. Aprova o
Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos, Diário Oficial da União, Poder
Executivo, Brasília, DF, 14 jun. 2011. Seção 1. p. 27.
3. Tecnicas em hemoterapia 1ª edição – 2013 .
4. instituto Português do Sangue da Transplantação, IP [Internet]. 2020. Available from:
http://www.ipst.pt/index.php/pt/
5. Bio-Rad Laboratories Inc. Determinação dos fenótipos Rh e Kell. 2013;10–3
6. Tulip Group. Antibody Screening in Pre-transfusion Testing and Antenatal

Screening. 2013; Available from:


http://www.tulipgroup.com/Common_New/Tech_Notes_PDF/Antibody_Screeni
ng_Technotes.pdf.

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