ENSAIOS NÃO-DESTRUTIVOS
• São técnicas utilizadas na inspeção de materiais e equipamentos sem
danificá-los, sendo executados nas etapas de fabricação, construção,
montagem e manutenção.
• Constituem uma das principais ferramentas do controle da qualidade
de materiais e produtos, contribuindo para garantir a qualidade, reduzir
os custos e aumentar a confiabilidade da inspeção.
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ENSAIOS NÃO-DESTRUTIVOS
•São capazes de proporcionar informações a respeito do teor de
defeitos de um determinado produto, das características tecnológicas de
um material, ou ainda, da monitoração da degradação em serviço de
componentes, equipamentos e estruturas.
• São muito utilizados nos setores petróleo/petroquímico, químico,
aeronáutico, aeroespacial, siderúrgico, naval, eletromecânico, papel e
celulose, entre outros.
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MÉTODOS MAIS USUAIS
• Ensaio visual,
• Líquido penetrante,
• Partículas magnéticas,
• Ultra-som,
• Radiografia (raios X e gama).
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Para obter resultados satisfatórios e válidos, os
seguintes itens devem ser considerados:
• Pessoal treinado, qualificado e certificado.
• Equipamentos devidamente calibrados.
• Procedimentos qualificados para conduzir o ensaio
• Normas e critérios de aceitação previamente definidos.
Além do uso industrial, tem crescido significativamente a aplicação dos
END para a conservação de obras de arte, assim como na agropecuária
- controle da camada de gordura de bovinos e suínos - e a própria
utilização, largamente difundida, na medicina.
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•Através da visão direta ou remota detectar e relatar os
resultados.
•O ensaio segue criterios de aceitação rígidos quanto a
aceitação ou rejeição da peça. Ex: Os critérios para um
freio de automóvel são diferentes do painel de um
automóvel.
•Requer inspetores treinados para cada situação. Ex: um
inspetor de chapas laminadas não pode inspecionar
peças fundidas.
•É o ensaio mais simples e mais barato
VANTAGENS
• Rápido
• Alta sensibilidades
• Corrigir divergências iniciais
• Primordial a qualquer ensaio
LIMITAÇÕES
• Somente descontinuidades superficiais
• Necessária experiência do inspetor
• Vista humana limitada
• Problemas com contraste
DESCONTINUIDADE E DEFEITO
• Termos comuns na área de ensaios não destrutivos.
• Descontinuidade: imperfeição que não inutiliza a peça
• Defeito: inspeção que inutiliza a peça. Ex: copo de vidro com
bolhas
FATORES INFLUENTES NO ENSAIO VISUAL
• A visão é individual
• Há vários fatores que influenciam na visão: distância,
luminosidade, ângulo, ilusão de ótica etc .
• O uso de instrumentos de medida podem minimizar estes
problemas.
FATORES INFLUENTES NO ENSAIO VISUAL
• Limpeza da superfície
• Acabamento superficial
• O defeito deve causar contraste (observar os critérios de
aceitação)
• Nível de iluminação e posicionamento
• Cuidado com a fadiga visual
INSTRUMENTOS DE AUXÍLIO
• Lupas: aumento de 1,5 a 10X (algumas graduadas)
• Microscópio
• Espelhos
• Tuboscópio
• Câmeras de TV em circuito fechado
Ensaio por líquidos penetrantes
OBJETIVO
• Detectar descontinuidades superficiais
(abertas para a superfície)
APLICAÇÕES
• Na indústria de maneira geral, em materiais sólidos
metálicos ou não metálicos, exceto materiais porosos
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Princípio do ensaio
• Quando um líquido penetrante é aplicado numa peça ocorre a
penetração nas descontinuidades superficiais. Como elas são
normalmente pequenas e estreitas, o fenômeno da capilaridade
propicia a penetração.
• Terminada a penetração, o excesso de líquido penetrante é escoado
e o residual que ainda permanecer sobre a superfície deve ser
removido.
• Aplica-se um produto chamado de revelador e faz-se a análise das
descontinuidades.
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Etapas do ensaio
Superfície Início do tempo de Término tempo de
limpa penetração penetração
Após remoção do
aplicação do revelador Indicação após o
excesso
tempo de revelação
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Preparação da superfície (limpeza)
• O objetivo da limpeza é remover tinta, camadas protetoras, óxidos,
areia, graxa, óleo, poeira, ferrugem ou qualquer resíduo que impeça o
penetrante de entrar na descontinuidade.
Obs: limpeza por jateamento pode obstruir as trincas
• Para remover esses resíduos sem contaminar a superfície de ensaio
utilizam-se solventes, desengraxantes ou outros meios apropriados.
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Aplicação do LP
Métodos: pincelamento, imersão, derramamento, aspersão
(spray)
O LP deve permanecer em contato com a superfície pelo menos durante
o tempo mínimo de penetração.
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Remoção do excesso de penetrante
• Decorrido o tempo mínimo de penetração, deve-se remover o
excesso de penetrante, de modo que a superfície de ensaio fique
totalmente isenta do liquido, que deve ficar retido somente nas
descontinuidades.
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Tipos de LP
Quanto a visibilidade: fluorescente ou visível colorido (geralmente
vermelho para contrastar com o fundo branco do revelador)
Quanto ao tipo de remoção: lavável em água, lavável em água após
emulsificação, removível com solvente
1) Removível com água – a lavagem deve ser cuidadosa para não
remover o líquido do interior das trincas.
2) Removível com água após emulsificação – o emulsificante se
combina com o LP formando uma mistura lavável em água.
3) Removível com solvente – faz-se a limpeza inicial com um pano e
remove-se o excesso com um solvente apropriado.
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Tempo de penetração do líquido penetrante
Processo de Tipo de Lavável Pós- Removível
Fabricação Descontinuidade à Água Emusificável a Solvente
Material
Fundido Poros, gota fria 5 a 15 5 3
Forjado Dobra NR 10 7
Alumínio
Solda Porosidade 30 5 7
Qualquer Trinca 30 10 5
Fundido Poros, gota fria 15 5 3
Forjado Dobra NR 10 7
Magnésio
Solda Porosidade 30 10 5
Qualquer Trinca 30 10 5
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Aplicação do LP
Fundido Poros. gota fria 30 10 5
Forjado Dobra NR 10 7
Aço
Solda Porosidade 60 20 7
Qualquer Trinca 30 20 7
Fundido Poros. gota fria 10 5 3
Latão Forjado Dobra NR 10 7
e
Bronze Brazado Porosidade 15 10 3
Qualquer Trinca 30 10 3
Plástico Qualquer Trinca 5 a 30 5 5
Vidro Qualquer Trinca 5 a 30 5 5
Titânio e
Qualquer NR 20 a 30 15
ligas
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Revelação
• Para revelar as descontinuidades, aplica-se o revelador, que nada
mais é do que um talco branco. Esse talco pode ser aplicado a seco
ou misturado em algum líquido (água ou solvente).
• O revelador age sugando o penetrante das descontinuidades e
revelando-as.
• Proporciona um fundo de contraste contra o qual manchas do líquido
penetrante poderão ser detectadas.
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TIPOS DE REVELADORES
• Revelador de pó seco :
- Pode ser aplicado em tanques por imersão, por pulverização/agitação
ou Pulverização eletrostática (pistola)
• Revelador por suspensão aquosa
- Normalmente é comprado em pó e deve ser misturado com água. É
aplicado por imersão ou pulverização
• Revelador por solução aquosa
- Pó cristalino, que misturado a água resulta em uma solução
transparente. Após a evaporação da água da superfície de ensaio estas
substâncias se recristalizam. É geralmente aplicado por imersão.
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REVELADOR DE FILME
PLÁSTICO
É constituído de uma laca
clara ou uma dispersão de
resina na qual são
adicionados partículas do
revelador. A aplicação é por
aerosol. O penetrante é
dissolvido no filme plástico
pela ação de um solvente
altamente volátil
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CONSTITUINTES DOS REVELADORES
Carga de pós amorfos e higroscópicos, na maior parte sais de silício,
alumínio e cálcio (revelador de pó seco e suspensão) e sais de sódio
(revelador de solução aquosa).
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Inspeção
• No caso dos líquidos penetrantes visíveis, a inspeção é feita sob luz
branca natural ou artificial. O revelador, aplicado à superfície de ensaio,
proporciona um fundo branco que contrasta com a indicação da
descontinuidade, que geralmente é vermelha e brilhante.
• Para os líquidos penetrantes fluorescentes, as indicações se tornam
visíveis em ambientes escuros, sob a presença de luz negra, e se
apresentam numa cor amarelo esverdeado, contra um fundo de
contraste entre o violeta e o azul.
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Limpeza
Após a inspeção da peça e a elaboração do relatório de ensaio, ela
deve ser devidamente limpa, removendo-se totalmente os resíduos do
ensaio; esses resíduos podem prejudicar uma etapa posterior no
processo de fabricação do produto ou até o seu próprio uso, caso
esteja acabado.
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Vantagens do ensaio por LP
Detecção de descontinuidades imperceptíveis a olho nu.
Não existe inconveniente quanto ao formato da peça.
Ensaio rápido.
Fácil execução
Aplicáveis em materiais magnéticos ou não magnéticos.
Exige pouco treinamento de operadores inspetores.
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Limitações
• Detecta somente descontinuidades superficiais e que não
estejam obstruídas.
• Não proporciona registro permanente dos resultados.
• Não aplicável em materiais porosos.
• O resíduo de penetrante que permanece na descontinuidade
pode ser prejudicial à peça em alguns casos.
• Normalmente não apresenta resultados satisfatórios em
temperaturas inferiores a 12ºC e superiores a 60ºC.
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visualizando as descontinuidades
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visualizando as descontinuidades
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Características ideais para um LP
• Ter a capacidade de penetrar em pequenas aberturas;
• Ter a capacidade de manter-se em aberturas relativamente grandes;
• Não evaporar ou secar rapidamente;
• Ser facilmente removível da superfície na qual está aplicado;
• Não ser removível de dentro das aberturas, durante a remoção do
excesso;
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Características ideais para um LP
•Ter um brilho intenso ou fluorescência, mesmo em uma camada fina;
• Não perder a coloração, ou fluorescência, mesmo quando exposto ao
calor, luz visível ou fluorescente;
• Ser inerte tanto aos materiais onde estiver aplicado quanto às
embalagens;
• Não ter odor;
• Não ser tóxico;
• Não ser inflamável.
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CONSTITUINTES DO LP
• Corantes
• Tensoativos
• Surfactantes (evitar a remoção do lp das descontinuidades)
• Glicol
• Solventes derivados da nafta
• Água
• Etc..
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